Ivald Granato (Campos dos Goytacazes, 29 de dezembro de 1949 — São Paulo, 3 de julho de 2016) foi um artista plástico, artista performático e escultor brasileiro.
Biografia
Ivald Granato Filho (Campos, Rio de Janeiro, 1949 - São Paulo, São Paulo, 2016). Pintor, gravador, desenhista e artista multimídia. Em 1966, estuda pintura com Robert Newman. Depois, freqüenta por um breve período a Escola de Belas Artes. Desde a década de 1970, realiza performances e intervenções, recorrendo à fotografia e ao vídeo para documentá-las. Por duas vezes, em 1979 e em 1982, obtém o prêmio melhor desenhista do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). No início da década de 1980, participa de eventos com a Banda Performática, do artista José Roberto Aguilar, que associa pintura, música, teatro e circo. Realiza a exposição Ivald Granato: Desenhos 1964-2000, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, em 2002, e no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo, em 2003. Em sua produção são freqüentes as referências autobiográficas.
Análise
Ivald Granato começa a pintar muito cedo, inspirando-se em obras cubistas. Por um breve período, a partir de 1967, cursa a Escola Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na década de 1970, produz obras que apresentam imagens viscerais ou fálicas.
Granato realiza pinturas nas quais trabalha com pinceladas rápidas, criando figuras de contornos imprecisos, associadas a signos, grafites, grafismos e manchas. Produz várias séries de obras, mudando o estilo da composição a cada tema tratado. Sua obra destaca-se pela espontaneidade e vivacidade, apresentando pinceladas vibrantes e, muitas vezes, tintas escorridas. Em seu trabalho, está sempre presente o traço autobiográfico, como em Auto-Retrato no Quadro, 1973. Já na tela Gata, 1982, o artista se aproxima da arte pop, empregando cores muito contrastantes, como também ocorre em My Friends, 1985. Granato apresenta obras que reúnem as referências ao cotidiano, o caráter fantástico e o erotismo. Desde os anos 1970, o artista realiza também várias performances.
Críticas
"Ivald Granato é um vanguardista ´full-time´, que não isola os fatos da arte dos fatos vitais, aumentando continuamente as velocidades do viver e do fazer arte. Pluralista, não se sente comprometido com estilos, tendências ou suportes. Ele diz: ´Conheço as técnicas e as finalidades básicas da pintura. Posso fazer telas expressionistas, fauvistas, impressionistas ou em qualquer tendência mais recente. Por isso, transformei minha pintura num ato irônico sobre isto que conheço. Pintar, para mim, não é aplicar uma técnica conhecida, mas exercitar o ato de criar. Granato pinta e desenha rápido e muito. Pinta sem qualquer sentido de continuidade, o quadro interrompido a cada momento por mil pequenas coisas. O assalto ao quadro à luz do dia. Granato, como Picasso, é uma espécie de ginasta da pintura: este e seu cotidiano são uma dança só, que ele vai coreografando ao longo dos dias. Tudo o que passa ou está por perto pode entrar no quadro, o filho, o brinquedo, o cachorro, ele mesmo, de gravata borboleta, assim como em suas performances surge travestido de Warhol, Duchamp, Nixon, Neuzinha Brizola, Picabia".
Frederico Morais (Da coleção: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin Imóveis, c.1986.)
"Nos quadros e panos recentes de Granato há vários caminhos, alguns continuando as suas tendências pictóricas implícitas, mas outros basicamente novos, sobretudo quanto à apreensão do tempo e da duração. No grafismo dos trabalhos anteriores há uma apreensão impressionante dos ritmos temporais, através da sua capacidade vertiginosa de desenho instantâneo. Na pintura atual de Granato há uma ênfase da duração pelo uso de numerosas camadas de tinta, constituindo em alguns casos uma espécie de palimpsesto não figurativo. Em algumas das pinturas recentes de Granato constituem-se espontaneamente esboços inconscientes de figurinhas, vivamente cinestésicos. Esse elemento cinestésico e os ritmos das linhas coloridas do seu grafismo abstrato exprimem o ritmo do seu tempo, que, nas fases anteriores de sua obra, já desempenhara uma função importante, de um modo diferente. A síntese dos aspectos de fluxo e de duração do tempo constitui a contribuição mais interessante da atual fase da pintura de Granato, que se afirma como um dos pintores brasileiros mais significativos de nossa época".
Mário Schenberg (Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.)
Bienais
2002 - 3ª Bienal de Artes Visuais de São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/SP.
1984 - I Bienal de La Habana, Havana/Cuba.
1984 - 4ª Bienal Ibero-americana de Arte, Cidade do México/México.
1981 - Bienal de São Paulo | Pinturas, São Paulo/SP.
1979 - Bienal de São Paulo | Sala A - Pinturas e Sala B - Instalação, São Paulo/SP.
Acervos
Museu de Arte do Rio de Janeiro
Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro
Museu de Arte de São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
Museu de Arte Brasileira - Fundação Armando Alvares Penteado
Museum Ludwig | Alemanha
Banco América do Sul S.A.
Chase Manhattan Individual Bank
Banco Itaú
Osaka Foundation of Culture - Osaka - Japão
Le Coq. Madri
Banespa
Banco Real
Prêmios
1970 - Salão de Arte Moderna - Prêmio Aquisição.
1972 - 3o Prêmio de Pintura - Salão dos Transportes - RJ.
1979 - Prêmio melhor desenhista do ano - SP.
1983 - Prêmio Embauba - Panorama 83 - Pintura Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1988 - Prêmio Municipal de Cultura - Campos - RJ.
1990 - Prêmio melhor ilustrador do ano - Editora Abril.
1990 - Prêmio Aquisição na 1a Trienal de Osaka - Japão.
Performances para TV
1976 - "O Urubu" Art Performance.
1976 - "O Assalto".
1980 - "Meu romance com Andy Warhol".
1982 - "14 noites" .
1982 - "Bandait".
1982 - "Estúdio Kikito".
1984 - "Ivald Granato in Performance" - Programa especial para a série Câmera Aberta - RTC - Produção de Tadeu Jungle e Walter Silveira .
1984 - 4o Prêmio Fotóptica - II Festival de Video Brasil"Bandait".
1984 - Performance Radar Tantã.
1985 - Rock no MAM - Rio .
1986 - Especial para a Televisão de Frankfurt - Alemanha.
1987 - Tinta com telas no programa "Perdidos na Noite"da TV Bandeirantes.
1988 - TV Mix - Escultura como Perfil.
1989 - Pintura do Painel - Programa Metrópolis - TV Cultura - SP.
1991 - Performance na Escola Panamericana ( Pintura de um desenho com participação de uma modelo). Video com direção de Walter Silveira.
Exposições Individuais
1965 - Correios - Campos - RJ.
1966 - Banco Português do Brasil - Campos.
1967 - Saldanha da Gama - Campos -RJ.
1970 - Galeria Goeldi - RJ.
1972 - Galeria Grupo - RJ.
1973 - Palácio da Culrura - RJ.
1974 - Art Nobile - Desenhos, pinturas, gravuras, objetos - SP.
1975 - Galeria Luisa Strina - Desenhos - SP.
1975 - Museu de Arte Brasileira - Desenhos,pinturas,gravuras,objetos,perform.-SP.
1977 - Museu Guido - Viaro - Litogravuras - PR.
1977 - Gabinete das Artes Gráficas - Litogravuras.
1978 - Galeria de Arte Global - Pinturas - SP.
1978 - Eucatexpo - DF.
1979 - Mostra Performance - Escola Fotográfica Ação Imagem e Ação - SP.
1979 - Mostra de Desenhos no Museu de Arte Contemporânea - SP.
1980 - Galeria Monica Figueiras - Pinturas - SP.
1982 - Galeria São Paulo - Desenhos - SP.
1982 - Museu de Arte Moderna - Universo do Futebol - RJ.
1982 - Galeria São Paulo - Pinturas - SP.
1983 - Museu de Arte Moderna - Fotoperformance - RJ.
1983 - Carbono 14 - Fotoperformance - SP.
1984 - Galeria Maeder - Viva Munchen - Alemanha.
1984 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - Moderne Kunst - SP.
1984 - Galeria Paulo Figueiredo - SP.
1984 - Exposição Frankfurt - Alemanha.
1985 - Galeria Tina Presse - Porto Alegre.
1985 - Galeria Paulo Klabin - RJ.
1985 - Galeria Maeder - Alemanha.
1985 - Ulieno - Ribeirão Preto.
1985 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - SP.
1986 - Galeria Subdistrito - SP.
1986 - Galeria Usina Arte Contemporânea - Vitória - ES.
1986 - Galeria Paulo Cunha - RJ.
1986 - Galeria Maeder - Alemanha.
1986 - Kunst in Schloss - Thurn und Taxis - Regensburg - Alemanha.
1986 - Embaixada do Brasil - Bonn - Alemanha.
1987 - Unidade 2 - Apertando o Gatilho.
1987 - O rabo do jacaré - Jubileu de Prata - Campos - RJ.
1987 - Galeria Monica Figueiras - O rabo do jacaré - SP.
1987 - Galerie am Moritzplatz - Alemanha.
1987 - Galeria Subdistrito - Disparate - SP.
1987 - Galeria Millan.
1987 - Ipanema Galeria de Arte.
1988 - International Gallery - NY - EUA.
1988 - Galeria do Centur - Belém - Pará.
1989 - Esculturas na Galeria Irene Maeder - Alemanha.
1989 - Galeria Tina Zappoli - Porto Alegre.
1989 - Galeria Municipal de Arte - Fundapel - Porto Alegre.
1989 - Galeria Subdistrito - SP.
1990 - Gravuras na Estação Santa Cecilia do Metrô - SP.
1991 - Kramer Galeria de Arte - Japão - Desenhos e Aquarelas.
1991 - Galeria de Monica Figueiras, "PainterModel"- 24 pinturas sobre papel.
1992 - Kramer Galeria de Arte - "Japão 1992".
1992 - Espaço Cultural La Lamp - BH.
1992 - Centro Cultural Banco do Brasil - RJ.
1995 - Galeria Nara Roesler.
1997 - Porto Velho.
1997 - Galeria Nara Roesler.
2001 - Exposição Head - Mube, Museu da escultura de São Paulo, SP/SP.
2002 - Museu de Arte Moderna Bahia Coleção Luis Osvaldo Pastore, Salvador/BA.
2002 - Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. "Desenhos,1964-2000" - Olinda/PE.
2002 - Exposição coleção Luis Osvaldo Pastore. Museu Nac.de Belas Artes - RJ/RJ.
2002 - Exposição Head - Espaço Cultural dos Correio, RJ/RJ.
2006 - Reserva Cultural, São Paulo/SP.
Exposições Coletivas
2002 - 3aBienal de artes visuais de São João da Boa Vista.
2002 - "Plástica-Plástica" - Casa das Rosas, SP/SP.
2002 - México imaginário - "O olhar do artista brasileiro" - Casas das rosas, SP/SP.
2002 - Artistas Brasileiros Conteporaneos. Projeto giclée - Casas das Rosas, SP/SP.
1997 - Projeto Vitrine Petrobrás.
1990 - Participação da um Trienal de Osaka, Japão.
1990 - Pantanal - Sete Visões - Brasília/Rio/São Paulo.
1984 - Participa da "1a Bienal de La Habana".
1984 - Participa da "4a Bienal Iberoamericana de Arte", na Cidade do México em julho/agosto de 1984.
1981 - Bienal de São Paulo - Pinturas.
1979 - Bienal de São Paulo - SalaA/Pinturas - SalaB/Instalação e documentação das performances
Fontes:
IVALD Granato. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8692/ivald-granato>. Acesso em: 25 de Mar. 2020. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
http://www.ivaldgranato.com.br/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Viveu em sua cidade natal até 1966, onde começou a desenhar desde muito cedo sob influência dos pintores cubistas. Ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1967. Na década de 1970 e 80 apresentou diversas performances e intervenções, recorrendo ao vídeo e à fotografia para documentá-las. Sua obra também é composta por telas e litografias e é autor de vários livros.
Em 1970, viajou pela América Latina para estudar cores. Em 1979 recebeu da Associação de Críticos de Arte o prêmio de Melhor Desenhista.
Viveu e trabalhou em São Paulo.
Em 2002, Ivald Granato foi homenageado pelo Troféu Folha Seca, prêmio anual dado pela Folha da Manhã a campistas que se destacam em suas carreiras.
Ivald Granato morreu na madrugada do dia 3 de julho de 2016, enquanto dormia, vítima de uma parada cardíaca.
Fonte: https://www.wikiwand.com/pt/Ivald_Granato consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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A trajetória do artista Ivald Granato, que morreu aos 66 anos
Nascido em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, Ivald Granato mudou-se para São Paulo há 45 anos disposto a transformar o cenário artístico da cidade.
No ateliê na esquina entre a Rua Henrique Schaumann e a Avenida Rebouças, pintava telas com traços pop, cheias de tons vibrantes e figuras de contornos imprecisos, a exemplo de Van Gogh Visita Mato Grosso.
Como desenhista, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1979 e 1982. As performances irreverentes e multimídia, misturando teatro, música, fotografia e dança, acabaram virando sua marca registrada. Foi um dos pioneiros por aqui a explorar essas possibilidades.
Em Urubu Eletônico, de 1976, vestiu-se com máscaras de animais para protestar contra a ditadura. “A vida é bem ampla e
louca”, costumava dizer, ao ser perguntado sobre os limites dessas apresentações. Era também conhecido por ser uma das figuras mais alegres e efusivas da sociedade paulistana. Festeiro de carteirinha, virou amigo de Ron Wood e Keith Richards e ciceroneava os Stones nas passagens da banda pela cidade.
No último dia 28, marcou presença na abertura da exposição que celebrava seus cinquenta anos de carreira, na Caixa Cultural de Brasília. Na madrugada de domingo (3), aos 66 anos, morreu enquanto dormia, após ter uma parada cardíaca. Deixou a mulher, Laís, cinco filhos e oito netos.
Fonte e crédito fotográfico: https://vejasp.abril.com.br/blog/memoria/a-trajetoria-do-artista-ivald-granato-que-morreu-aos-66-anos/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Ivald Granato (Campos dos Goytacazes, 29 de dezembro de 1949 — São Paulo, 3 de julho de 2016) foi um artista plástico, artista performático e escultor brasileiro.
Biografia
Ivald Granato Filho (Campos, Rio de Janeiro, 1949 - São Paulo, São Paulo, 2016). Pintor, gravador, desenhista e artista multimídia. Em 1966, estuda pintura com Robert Newman. Depois, freqüenta por um breve período a Escola de Belas Artes. Desde a década de 1970, realiza performances e intervenções, recorrendo à fotografia e ao vídeo para documentá-las. Por duas vezes, em 1979 e em 1982, obtém o prêmio melhor desenhista do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). No início da década de 1980, participa de eventos com a Banda Performática, do artista José Roberto Aguilar, que associa pintura, música, teatro e circo. Realiza a exposição Ivald Granato: Desenhos 1964-2000, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, em 2002, e no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo, em 2003. Em sua produção são freqüentes as referências autobiográficas.
Análise
Ivald Granato começa a pintar muito cedo, inspirando-se em obras cubistas. Por um breve período, a partir de 1967, cursa a Escola Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na década de 1970, produz obras que apresentam imagens viscerais ou fálicas.
Granato realiza pinturas nas quais trabalha com pinceladas rápidas, criando figuras de contornos imprecisos, associadas a signos, grafites, grafismos e manchas. Produz várias séries de obras, mudando o estilo da composição a cada tema tratado. Sua obra destaca-se pela espontaneidade e vivacidade, apresentando pinceladas vibrantes e, muitas vezes, tintas escorridas. Em seu trabalho, está sempre presente o traço autobiográfico, como em Auto-Retrato no Quadro, 1973. Já na tela Gata, 1982, o artista se aproxima da arte pop, empregando cores muito contrastantes, como também ocorre em My Friends, 1985. Granato apresenta obras que reúnem as referências ao cotidiano, o caráter fantástico e o erotismo. Desde os anos 1970, o artista realiza também várias performances.
Críticas
"Ivald Granato é um vanguardista ´full-time´, que não isola os fatos da arte dos fatos vitais, aumentando continuamente as velocidades do viver e do fazer arte. Pluralista, não se sente comprometido com estilos, tendências ou suportes. Ele diz: ´Conheço as técnicas e as finalidades básicas da pintura. Posso fazer telas expressionistas, fauvistas, impressionistas ou em qualquer tendência mais recente. Por isso, transformei minha pintura num ato irônico sobre isto que conheço. Pintar, para mim, não é aplicar uma técnica conhecida, mas exercitar o ato de criar. Granato pinta e desenha rápido e muito. Pinta sem qualquer sentido de continuidade, o quadro interrompido a cada momento por mil pequenas coisas. O assalto ao quadro à luz do dia. Granato, como Picasso, é uma espécie de ginasta da pintura: este e seu cotidiano são uma dança só, que ele vai coreografando ao longo dos dias. Tudo o que passa ou está por perto pode entrar no quadro, o filho, o brinquedo, o cachorro, ele mesmo, de gravata borboleta, assim como em suas performances surge travestido de Warhol, Duchamp, Nixon, Neuzinha Brizola, Picabia".
Frederico Morais (Da coleção: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin Imóveis, c.1986.)
"Nos quadros e panos recentes de Granato há vários caminhos, alguns continuando as suas tendências pictóricas implícitas, mas outros basicamente novos, sobretudo quanto à apreensão do tempo e da duração. No grafismo dos trabalhos anteriores há uma apreensão impressionante dos ritmos temporais, através da sua capacidade vertiginosa de desenho instantâneo. Na pintura atual de Granato há uma ênfase da duração pelo uso de numerosas camadas de tinta, constituindo em alguns casos uma espécie de palimpsesto não figurativo. Em algumas das pinturas recentes de Granato constituem-se espontaneamente esboços inconscientes de figurinhas, vivamente cinestésicos. Esse elemento cinestésico e os ritmos das linhas coloridas do seu grafismo abstrato exprimem o ritmo do seu tempo, que, nas fases anteriores de sua obra, já desempenhara uma função importante, de um modo diferente. A síntese dos aspectos de fluxo e de duração do tempo constitui a contribuição mais interessante da atual fase da pintura de Granato, que se afirma como um dos pintores brasileiros mais significativos de nossa época".
Mário Schenberg (Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.)
Bienais
2002 - 3ª Bienal de Artes Visuais de São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/SP.
1984 - I Bienal de La Habana, Havana/Cuba.
1984 - 4ª Bienal Ibero-americana de Arte, Cidade do México/México.
1981 - Bienal de São Paulo | Pinturas, São Paulo/SP.
1979 - Bienal de São Paulo | Sala A - Pinturas e Sala B - Instalação, São Paulo/SP.
Acervos
Museu de Arte do Rio de Janeiro
Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro
Museu de Arte de São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
Museu de Arte Brasileira - Fundação Armando Alvares Penteado
Museum Ludwig | Alemanha
Banco América do Sul S.A.
Chase Manhattan Individual Bank
Banco Itaú
Osaka Foundation of Culture - Osaka - Japão
Le Coq. Madri
Banespa
Banco Real
Prêmios
1970 - Salão de Arte Moderna - Prêmio Aquisição.
1972 - 3o Prêmio de Pintura - Salão dos Transportes - RJ.
1979 - Prêmio melhor desenhista do ano - SP.
1983 - Prêmio Embauba - Panorama 83 - Pintura Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1988 - Prêmio Municipal de Cultura - Campos - RJ.
1990 - Prêmio melhor ilustrador do ano - Editora Abril.
1990 - Prêmio Aquisição na 1a Trienal de Osaka - Japão.
Performances para TV
1976 - "O Urubu" Art Performance.
1976 - "O Assalto".
1980 - "Meu romance com Andy Warhol".
1982 - "14 noites" .
1982 - "Bandait".
1982 - "Estúdio Kikito".
1984 - "Ivald Granato in Performance" - Programa especial para a série Câmera Aberta - RTC - Produção de Tadeu Jungle e Walter Silveira .
1984 - 4o Prêmio Fotóptica - II Festival de Video Brasil"Bandait".
1984 - Performance Radar Tantã.
1985 - Rock no MAM - Rio .
1986 - Especial para a Televisão de Frankfurt - Alemanha.
1987 - Tinta com telas no programa "Perdidos na Noite"da TV Bandeirantes.
1988 - TV Mix - Escultura como Perfil.
1989 - Pintura do Painel - Programa Metrópolis - TV Cultura - SP.
1991 - Performance na Escola Panamericana ( Pintura de um desenho com participação de uma modelo). Video com direção de Walter Silveira.
Exposições Individuais
1965 - Correios - Campos - RJ.
1966 - Banco Português do Brasil - Campos.
1967 - Saldanha da Gama - Campos -RJ.
1970 - Galeria Goeldi - RJ.
1972 - Galeria Grupo - RJ.
1973 - Palácio da Culrura - RJ.
1974 - Art Nobile - Desenhos, pinturas, gravuras, objetos - SP.
1975 - Galeria Luisa Strina - Desenhos - SP.
1975 - Museu de Arte Brasileira - Desenhos,pinturas,gravuras,objetos,perform.-SP.
1977 - Museu Guido - Viaro - Litogravuras - PR.
1977 - Gabinete das Artes Gráficas - Litogravuras.
1978 - Galeria de Arte Global - Pinturas - SP.
1978 - Eucatexpo - DF.
1979 - Mostra Performance - Escola Fotográfica Ação Imagem e Ação - SP.
1979 - Mostra de Desenhos no Museu de Arte Contemporânea - SP.
1980 - Galeria Monica Figueiras - Pinturas - SP.
1982 - Galeria São Paulo - Desenhos - SP.
1982 - Museu de Arte Moderna - Universo do Futebol - RJ.
1982 - Galeria São Paulo - Pinturas - SP.
1983 - Museu de Arte Moderna - Fotoperformance - RJ.
1983 - Carbono 14 - Fotoperformance - SP.
1984 - Galeria Maeder - Viva Munchen - Alemanha.
1984 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - Moderne Kunst - SP.
1984 - Galeria Paulo Figueiredo - SP.
1984 - Exposição Frankfurt - Alemanha.
1985 - Galeria Tina Presse - Porto Alegre.
1985 - Galeria Paulo Klabin - RJ.
1985 - Galeria Maeder - Alemanha.
1985 - Ulieno - Ribeirão Preto.
1985 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - SP.
1986 - Galeria Subdistrito - SP.
1986 - Galeria Usina Arte Contemporânea - Vitória - ES.
1986 - Galeria Paulo Cunha - RJ.
1986 - Galeria Maeder - Alemanha.
1986 - Kunst in Schloss - Thurn und Taxis - Regensburg - Alemanha.
1986 - Embaixada do Brasil - Bonn - Alemanha.
1987 - Unidade 2 - Apertando o Gatilho.
1987 - O rabo do jacaré - Jubileu de Prata - Campos - RJ.
1987 - Galeria Monica Figueiras - O rabo do jacaré - SP.
1987 - Galerie am Moritzplatz - Alemanha.
1987 - Galeria Subdistrito - Disparate - SP.
1987 - Galeria Millan.
1987 - Ipanema Galeria de Arte.
1988 - International Gallery - NY - EUA.
1988 - Galeria do Centur - Belém - Pará.
1989 - Esculturas na Galeria Irene Maeder - Alemanha.
1989 - Galeria Tina Zappoli - Porto Alegre.
1989 - Galeria Municipal de Arte - Fundapel - Porto Alegre.
1989 - Galeria Subdistrito - SP.
1990 - Gravuras na Estação Santa Cecilia do Metrô - SP.
1991 - Kramer Galeria de Arte - Japão - Desenhos e Aquarelas.
1991 - Galeria de Monica Figueiras, "PainterModel"- 24 pinturas sobre papel.
1992 - Kramer Galeria de Arte - "Japão 1992".
1992 - Espaço Cultural La Lamp - BH.
1992 - Centro Cultural Banco do Brasil - RJ.
1995 - Galeria Nara Roesler.
1997 - Porto Velho.
1997 - Galeria Nara Roesler.
2001 - Exposição Head - Mube, Museu da escultura de São Paulo, SP/SP.
2002 - Museu de Arte Moderna Bahia Coleção Luis Osvaldo Pastore, Salvador/BA.
2002 - Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. "Desenhos,1964-2000" - Olinda/PE.
2002 - Exposição coleção Luis Osvaldo Pastore. Museu Nac.de Belas Artes - RJ/RJ.
2002 - Exposição Head - Espaço Cultural dos Correio, RJ/RJ.
2006 - Reserva Cultural, São Paulo/SP.
Exposições Coletivas
2002 - 3aBienal de artes visuais de São João da Boa Vista.
2002 - "Plástica-Plástica" - Casa das Rosas, SP/SP.
2002 - México imaginário - "O olhar do artista brasileiro" - Casas das rosas, SP/SP.
2002 - Artistas Brasileiros Conteporaneos. Projeto giclée - Casas das Rosas, SP/SP.
1997 - Projeto Vitrine Petrobrás.
1990 - Participação da um Trienal de Osaka, Japão.
1990 - Pantanal - Sete Visões - Brasília/Rio/São Paulo.
1984 - Participa da "1a Bienal de La Habana".
1984 - Participa da "4a Bienal Iberoamericana de Arte", na Cidade do México em julho/agosto de 1984.
1981 - Bienal de São Paulo - Pinturas.
1979 - Bienal de São Paulo - SalaA/Pinturas - SalaB/Instalação e documentação das performances
Fontes:
IVALD Granato. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8692/ivald-granato>. Acesso em: 25 de Mar. 2020. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
http://www.ivaldgranato.com.br/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Viveu em sua cidade natal até 1966, onde começou a desenhar desde muito cedo sob influência dos pintores cubistas. Ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1967. Na década de 1970 e 80 apresentou diversas performances e intervenções, recorrendo ao vídeo e à fotografia para documentá-las. Sua obra também é composta por telas e litografias e é autor de vários livros.
Em 1970, viajou pela América Latina para estudar cores. Em 1979 recebeu da Associação de Críticos de Arte o prêmio de Melhor Desenhista.
Viveu e trabalhou em São Paulo.
Em 2002, Ivald Granato foi homenageado pelo Troféu Folha Seca, prêmio anual dado pela Folha da Manhã a campistas que se destacam em suas carreiras.
Ivald Granato morreu na madrugada do dia 3 de julho de 2016, enquanto dormia, vítima de uma parada cardíaca.
Fonte: https://www.wikiwand.com/pt/Ivald_Granato consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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A trajetória do artista Ivald Granato, que morreu aos 66 anos
Nascido em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, Ivald Granato mudou-se para São Paulo há 45 anos disposto a transformar o cenário artístico da cidade.
No ateliê na esquina entre a Rua Henrique Schaumann e a Avenida Rebouças, pintava telas com traços pop, cheias de tons vibrantes e figuras de contornos imprecisos, a exemplo de Van Gogh Visita Mato Grosso.
Como desenhista, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1979 e 1982. As performances irreverentes e multimídia, misturando teatro, música, fotografia e dança, acabaram virando sua marca registrada. Foi um dos pioneiros por aqui a explorar essas possibilidades.
Em Urubu Eletônico, de 1976, vestiu-se com máscaras de animais para protestar contra a ditadura. “A vida é bem ampla e
louca”, costumava dizer, ao ser perguntado sobre os limites dessas apresentações. Era também conhecido por ser uma das figuras mais alegres e efusivas da sociedade paulistana. Festeiro de carteirinha, virou amigo de Ron Wood e Keith Richards e ciceroneava os Stones nas passagens da banda pela cidade.
No último dia 28, marcou presença na abertura da exposição que celebrava seus cinquenta anos de carreira, na Caixa Cultural de Brasília. Na madrugada de domingo (3), aos 66 anos, morreu enquanto dormia, após ter uma parada cardíaca. Deixou a mulher, Laís, cinco filhos e oito netos.
Fonte e crédito fotográfico: https://vejasp.abril.com.br/blog/memoria/a-trajetoria-do-artista-ivald-granato-que-morreu-aos-66-anos/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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1 artista relacionado
Ivald Granato (Campos dos Goytacazes, 29 de dezembro de 1949 — São Paulo, 3 de julho de 2016) foi um artista plástico, artista performático e escultor brasileiro.
Biografia
Ivald Granato Filho (Campos, Rio de Janeiro, 1949 - São Paulo, São Paulo, 2016). Pintor, gravador, desenhista e artista multimídia. Em 1966, estuda pintura com Robert Newman. Depois, freqüenta por um breve período a Escola de Belas Artes. Desde a década de 1970, realiza performances e intervenções, recorrendo à fotografia e ao vídeo para documentá-las. Por duas vezes, em 1979 e em 1982, obtém o prêmio melhor desenhista do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). No início da década de 1980, participa de eventos com a Banda Performática, do artista José Roberto Aguilar, que associa pintura, música, teatro e circo. Realiza a exposição Ivald Granato: Desenhos 1964-2000, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, em 2002, e no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo, em 2003. Em sua produção são freqüentes as referências autobiográficas.
Análise
Ivald Granato começa a pintar muito cedo, inspirando-se em obras cubistas. Por um breve período, a partir de 1967, cursa a Escola Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na década de 1970, produz obras que apresentam imagens viscerais ou fálicas.
Granato realiza pinturas nas quais trabalha com pinceladas rápidas, criando figuras de contornos imprecisos, associadas a signos, grafites, grafismos e manchas. Produz várias séries de obras, mudando o estilo da composição a cada tema tratado. Sua obra destaca-se pela espontaneidade e vivacidade, apresentando pinceladas vibrantes e, muitas vezes, tintas escorridas. Em seu trabalho, está sempre presente o traço autobiográfico, como em Auto-Retrato no Quadro, 1973. Já na tela Gata, 1982, o artista se aproxima da arte pop, empregando cores muito contrastantes, como também ocorre em My Friends, 1985. Granato apresenta obras que reúnem as referências ao cotidiano, o caráter fantástico e o erotismo. Desde os anos 1970, o artista realiza também várias performances.
Críticas
"Ivald Granato é um vanguardista ´full-time´, que não isola os fatos da arte dos fatos vitais, aumentando continuamente as velocidades do viver e do fazer arte. Pluralista, não se sente comprometido com estilos, tendências ou suportes. Ele diz: ´Conheço as técnicas e as finalidades básicas da pintura. Posso fazer telas expressionistas, fauvistas, impressionistas ou em qualquer tendência mais recente. Por isso, transformei minha pintura num ato irônico sobre isto que conheço. Pintar, para mim, não é aplicar uma técnica conhecida, mas exercitar o ato de criar. Granato pinta e desenha rápido e muito. Pinta sem qualquer sentido de continuidade, o quadro interrompido a cada momento por mil pequenas coisas. O assalto ao quadro à luz do dia. Granato, como Picasso, é uma espécie de ginasta da pintura: este e seu cotidiano são uma dança só, que ele vai coreografando ao longo dos dias. Tudo o que passa ou está por perto pode entrar no quadro, o filho, o brinquedo, o cachorro, ele mesmo, de gravata borboleta, assim como em suas performances surge travestido de Warhol, Duchamp, Nixon, Neuzinha Brizola, Picabia".
Frederico Morais (Da coleção: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin Imóveis, c.1986.)
"Nos quadros e panos recentes de Granato há vários caminhos, alguns continuando as suas tendências pictóricas implícitas, mas outros basicamente novos, sobretudo quanto à apreensão do tempo e da duração. No grafismo dos trabalhos anteriores há uma apreensão impressionante dos ritmos temporais, através da sua capacidade vertiginosa de desenho instantâneo. Na pintura atual de Granato há uma ênfase da duração pelo uso de numerosas camadas de tinta, constituindo em alguns casos uma espécie de palimpsesto não figurativo. Em algumas das pinturas recentes de Granato constituem-se espontaneamente esboços inconscientes de figurinhas, vivamente cinestésicos. Esse elemento cinestésico e os ritmos das linhas coloridas do seu grafismo abstrato exprimem o ritmo do seu tempo, que, nas fases anteriores de sua obra, já desempenhara uma função importante, de um modo diferente. A síntese dos aspectos de fluxo e de duração do tempo constitui a contribuição mais interessante da atual fase da pintura de Granato, que se afirma como um dos pintores brasileiros mais significativos de nossa época".
Mário Schenberg (Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.)
Bienais
2002 - 3ª Bienal de Artes Visuais de São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/SP.
1984 - I Bienal de La Habana, Havana/Cuba.
1984 - 4ª Bienal Ibero-americana de Arte, Cidade do México/México.
1981 - Bienal de São Paulo | Pinturas, São Paulo/SP.
1979 - Bienal de São Paulo | Sala A - Pinturas e Sala B - Instalação, São Paulo/SP.
Acervos
Museu de Arte do Rio de Janeiro
Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro
Museu de Arte de São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
Museu de Arte Brasileira - Fundação Armando Alvares Penteado
Museum Ludwig | Alemanha
Banco América do Sul S.A.
Chase Manhattan Individual Bank
Banco Itaú
Osaka Foundation of Culture - Osaka - Japão
Le Coq. Madri
Banespa
Banco Real
Prêmios
1970 - Salão de Arte Moderna - Prêmio Aquisição.
1972 - 3o Prêmio de Pintura - Salão dos Transportes - RJ.
1979 - Prêmio melhor desenhista do ano - SP.
1983 - Prêmio Embauba - Panorama 83 - Pintura Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1988 - Prêmio Municipal de Cultura - Campos - RJ.
1990 - Prêmio melhor ilustrador do ano - Editora Abril.
1990 - Prêmio Aquisição na 1a Trienal de Osaka - Japão.
Performances para TV
1976 - "O Urubu" Art Performance.
1976 - "O Assalto".
1980 - "Meu romance com Andy Warhol".
1982 - "14 noites" .
1982 - "Bandait".
1982 - "Estúdio Kikito".
1984 - "Ivald Granato in Performance" - Programa especial para a série Câmera Aberta - RTC - Produção de Tadeu Jungle e Walter Silveira .
1984 - 4o Prêmio Fotóptica - II Festival de Video Brasil"Bandait".
1984 - Performance Radar Tantã.
1985 - Rock no MAM - Rio .
1986 - Especial para a Televisão de Frankfurt - Alemanha.
1987 - Tinta com telas no programa "Perdidos na Noite"da TV Bandeirantes.
1988 - TV Mix - Escultura como Perfil.
1989 - Pintura do Painel - Programa Metrópolis - TV Cultura - SP.
1991 - Performance na Escola Panamericana ( Pintura de um desenho com participação de uma modelo). Video com direção de Walter Silveira.
Exposições Individuais
1965 - Correios - Campos - RJ.
1966 - Banco Português do Brasil - Campos.
1967 - Saldanha da Gama - Campos -RJ.
1970 - Galeria Goeldi - RJ.
1972 - Galeria Grupo - RJ.
1973 - Palácio da Culrura - RJ.
1974 - Art Nobile - Desenhos, pinturas, gravuras, objetos - SP.
1975 - Galeria Luisa Strina - Desenhos - SP.
1975 - Museu de Arte Brasileira - Desenhos,pinturas,gravuras,objetos,perform.-SP.
1977 - Museu Guido - Viaro - Litogravuras - PR.
1977 - Gabinete das Artes Gráficas - Litogravuras.
1978 - Galeria de Arte Global - Pinturas - SP.
1978 - Eucatexpo - DF.
1979 - Mostra Performance - Escola Fotográfica Ação Imagem e Ação - SP.
1979 - Mostra de Desenhos no Museu de Arte Contemporânea - SP.
1980 - Galeria Monica Figueiras - Pinturas - SP.
1982 - Galeria São Paulo - Desenhos - SP.
1982 - Museu de Arte Moderna - Universo do Futebol - RJ.
1982 - Galeria São Paulo - Pinturas - SP.
1983 - Museu de Arte Moderna - Fotoperformance - RJ.
1983 - Carbono 14 - Fotoperformance - SP.
1984 - Galeria Maeder - Viva Munchen - Alemanha.
1984 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - Moderne Kunst - SP.
1984 - Galeria Paulo Figueiredo - SP.
1984 - Exposição Frankfurt - Alemanha.
1985 - Galeria Tina Presse - Porto Alegre.
1985 - Galeria Paulo Klabin - RJ.
1985 - Galeria Maeder - Alemanha.
1985 - Ulieno - Ribeirão Preto.
1985 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - SP.
1986 - Galeria Subdistrito - SP.
1986 - Galeria Usina Arte Contemporânea - Vitória - ES.
1986 - Galeria Paulo Cunha - RJ.
1986 - Galeria Maeder - Alemanha.
1986 - Kunst in Schloss - Thurn und Taxis - Regensburg - Alemanha.
1986 - Embaixada do Brasil - Bonn - Alemanha.
1987 - Unidade 2 - Apertando o Gatilho.
1987 - O rabo do jacaré - Jubileu de Prata - Campos - RJ.
1987 - Galeria Monica Figueiras - O rabo do jacaré - SP.
1987 - Galerie am Moritzplatz - Alemanha.
1987 - Galeria Subdistrito - Disparate - SP.
1987 - Galeria Millan.
1987 - Ipanema Galeria de Arte.
1988 - International Gallery - NY - EUA.
1988 - Galeria do Centur - Belém - Pará.
1989 - Esculturas na Galeria Irene Maeder - Alemanha.
1989 - Galeria Tina Zappoli - Porto Alegre.
1989 - Galeria Municipal de Arte - Fundapel - Porto Alegre.
1989 - Galeria Subdistrito - SP.
1990 - Gravuras na Estação Santa Cecilia do Metrô - SP.
1991 - Kramer Galeria de Arte - Japão - Desenhos e Aquarelas.
1991 - Galeria de Monica Figueiras, "PainterModel"- 24 pinturas sobre papel.
1992 - Kramer Galeria de Arte - "Japão 1992".
1992 - Espaço Cultural La Lamp - BH.
1992 - Centro Cultural Banco do Brasil - RJ.
1995 - Galeria Nara Roesler.
1997 - Porto Velho.
1997 - Galeria Nara Roesler.
2001 - Exposição Head - Mube, Museu da escultura de São Paulo, SP/SP.
2002 - Museu de Arte Moderna Bahia Coleção Luis Osvaldo Pastore, Salvador/BA.
2002 - Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. "Desenhos,1964-2000" - Olinda/PE.
2002 - Exposição coleção Luis Osvaldo Pastore. Museu Nac.de Belas Artes - RJ/RJ.
2002 - Exposição Head - Espaço Cultural dos Correio, RJ/RJ.
2006 - Reserva Cultural, São Paulo/SP.
Exposições Coletivas
2002 - 3aBienal de artes visuais de São João da Boa Vista.
2002 - "Plástica-Plástica" - Casa das Rosas, SP/SP.
2002 - México imaginário - "O olhar do artista brasileiro" - Casas das rosas, SP/SP.
2002 - Artistas Brasileiros Conteporaneos. Projeto giclée - Casas das Rosas, SP/SP.
1997 - Projeto Vitrine Petrobrás.
1990 - Participação da um Trienal de Osaka, Japão.
1990 - Pantanal - Sete Visões - Brasília/Rio/São Paulo.
1984 - Participa da "1a Bienal de La Habana".
1984 - Participa da "4a Bienal Iberoamericana de Arte", na Cidade do México em julho/agosto de 1984.
1981 - Bienal de São Paulo - Pinturas.
1979 - Bienal de São Paulo - SalaA/Pinturas - SalaB/Instalação e documentação das performances
Fontes:
IVALD Granato. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8692/ivald-granato>. Acesso em: 25 de Mar. 2020. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
http://www.ivaldgranato.com.br/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Viveu em sua cidade natal até 1966, onde começou a desenhar desde muito cedo sob influência dos pintores cubistas. Ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1967. Na década de 1970 e 80 apresentou diversas performances e intervenções, recorrendo ao vídeo e à fotografia para documentá-las. Sua obra também é composta por telas e litografias e é autor de vários livros.
Em 1970, viajou pela América Latina para estudar cores. Em 1979 recebeu da Associação de Críticos de Arte o prêmio de Melhor Desenhista.
Viveu e trabalhou em São Paulo.
Em 2002, Ivald Granato foi homenageado pelo Troféu Folha Seca, prêmio anual dado pela Folha da Manhã a campistas que se destacam em suas carreiras.
Ivald Granato morreu na madrugada do dia 3 de julho de 2016, enquanto dormia, vítima de uma parada cardíaca.
Fonte: https://www.wikiwand.com/pt/Ivald_Granato consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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A trajetória do artista Ivald Granato, que morreu aos 66 anos
Nascido em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, Ivald Granato mudou-se para São Paulo há 45 anos disposto a transformar o cenário artístico da cidade.
No ateliê na esquina entre a Rua Henrique Schaumann e a Avenida Rebouças, pintava telas com traços pop, cheias de tons vibrantes e figuras de contornos imprecisos, a exemplo de Van Gogh Visita Mato Grosso.
Como desenhista, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1979 e 1982. As performances irreverentes e multimídia, misturando teatro, música, fotografia e dança, acabaram virando sua marca registrada. Foi um dos pioneiros por aqui a explorar essas possibilidades.
Em Urubu Eletônico, de 1976, vestiu-se com máscaras de animais para protestar contra a ditadura. “A vida é bem ampla e
louca”, costumava dizer, ao ser perguntado sobre os limites dessas apresentações. Era também conhecido por ser uma das figuras mais alegres e efusivas da sociedade paulistana. Festeiro de carteirinha, virou amigo de Ron Wood e Keith Richards e ciceroneava os Stones nas passagens da banda pela cidade.
No último dia 28, marcou presença na abertura da exposição que celebrava seus cinquenta anos de carreira, na Caixa Cultural de Brasília. Na madrugada de domingo (3), aos 66 anos, morreu enquanto dormia, após ter uma parada cardíaca. Deixou a mulher, Laís, cinco filhos e oito netos.
Fonte e crédito fotográfico: https://vejasp.abril.com.br/blog/memoria/a-trajetoria-do-artista-ivald-granato-que-morreu-aos-66-anos/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Videos
Ivald Granato (Campos dos Goytacazes, 29 de dezembro de 1949 — São Paulo, 3 de julho de 2016) foi um artista plástico, artista performático e escultor brasileiro.
Biografia
Ivald Granato Filho (Campos, Rio de Janeiro, 1949 - São Paulo, São Paulo, 2016). Pintor, gravador, desenhista e artista multimídia. Em 1966, estuda pintura com Robert Newman. Depois, freqüenta por um breve período a Escola de Belas Artes. Desde a década de 1970, realiza performances e intervenções, recorrendo à fotografia e ao vídeo para documentá-las. Por duas vezes, em 1979 e em 1982, obtém o prêmio melhor desenhista do ano pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). No início da década de 1980, participa de eventos com a Banda Performática, do artista José Roberto Aguilar, que associa pintura, música, teatro e circo. Realiza a exposição Ivald Granato: Desenhos 1964-2000, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro, em 2002, e no Museu Brasileiro da Escultura (MuBE), em São Paulo, em 2003. Em sua produção são freqüentes as referências autobiográficas.
Análise
Ivald Granato começa a pintar muito cedo, inspirando-se em obras cubistas. Por um breve período, a partir de 1967, cursa a Escola Belas Artes, no Rio de Janeiro. Na década de 1970, produz obras que apresentam imagens viscerais ou fálicas.
Granato realiza pinturas nas quais trabalha com pinceladas rápidas, criando figuras de contornos imprecisos, associadas a signos, grafites, grafismos e manchas. Produz várias séries de obras, mudando o estilo da composição a cada tema tratado. Sua obra destaca-se pela espontaneidade e vivacidade, apresentando pinceladas vibrantes e, muitas vezes, tintas escorridas. Em seu trabalho, está sempre presente o traço autobiográfico, como em Auto-Retrato no Quadro, 1973. Já na tela Gata, 1982, o artista se aproxima da arte pop, empregando cores muito contrastantes, como também ocorre em My Friends, 1985. Granato apresenta obras que reúnem as referências ao cotidiano, o caráter fantástico e o erotismo. Desde os anos 1970, o artista realiza também várias performances.
Críticas
"Ivald Granato é um vanguardista ´full-time´, que não isola os fatos da arte dos fatos vitais, aumentando continuamente as velocidades do viver e do fazer arte. Pluralista, não se sente comprometido com estilos, tendências ou suportes. Ele diz: ´Conheço as técnicas e as finalidades básicas da pintura. Posso fazer telas expressionistas, fauvistas, impressionistas ou em qualquer tendência mais recente. Por isso, transformei minha pintura num ato irônico sobre isto que conheço. Pintar, para mim, não é aplicar uma técnica conhecida, mas exercitar o ato de criar. Granato pinta e desenha rápido e muito. Pinta sem qualquer sentido de continuidade, o quadro interrompido a cada momento por mil pequenas coisas. O assalto ao quadro à luz do dia. Granato, como Picasso, é uma espécie de ginasta da pintura: este e seu cotidiano são uma dança só, que ele vai coreografando ao longo dos dias. Tudo o que passa ou está por perto pode entrar no quadro, o filho, o brinquedo, o cachorro, ele mesmo, de gravata borboleta, assim como em suas performances surge travestido de Warhol, Duchamp, Nixon, Neuzinha Brizola, Picabia".
Frederico Morais (Da coleção: os caminhos da arte brasileira. São Paulo: Júlio Bogoricin Imóveis, c.1986.)
"Nos quadros e panos recentes de Granato há vários caminhos, alguns continuando as suas tendências pictóricas implícitas, mas outros basicamente novos, sobretudo quanto à apreensão do tempo e da duração. No grafismo dos trabalhos anteriores há uma apreensão impressionante dos ritmos temporais, através da sua capacidade vertiginosa de desenho instantâneo. Na pintura atual de Granato há uma ênfase da duração pelo uso de numerosas camadas de tinta, constituindo em alguns casos uma espécie de palimpsesto não figurativo. Em algumas das pinturas recentes de Granato constituem-se espontaneamente esboços inconscientes de figurinhas, vivamente cinestésicos. Esse elemento cinestésico e os ritmos das linhas coloridas do seu grafismo abstrato exprimem o ritmo do seu tempo, que, nas fases anteriores de sua obra, já desempenhara uma função importante, de um modo diferente. A síntese dos aspectos de fluxo e de duração do tempo constitui a contribuição mais interessante da atual fase da pintura de Granato, que se afirma como um dos pintores brasileiros mais significativos de nossa época".
Mário Schenberg (Pensando a arte. São Paulo: Nova Stella, 1988.)
Bienais
2002 - 3ª Bienal de Artes Visuais de São João da Boa Vista, São João da Boa Vista/SP.
1984 - I Bienal de La Habana, Havana/Cuba.
1984 - 4ª Bienal Ibero-americana de Arte, Cidade do México/México.
1981 - Bienal de São Paulo | Pinturas, São Paulo/SP.
1979 - Bienal de São Paulo | Sala A - Pinturas e Sala B - Instalação, São Paulo/SP.
Acervos
Museu de Arte do Rio de Janeiro
Museu de Belas Artes do Rio de Janeiro
Museu de Arte de São Paulo
Pinacoteca do Estado de São Paulo
Museu de Arte Contemporânea de São Paulo
Museu de Arte Brasileira - Fundação Armando Alvares Penteado
Museum Ludwig | Alemanha
Banco América do Sul S.A.
Chase Manhattan Individual Bank
Banco Itaú
Osaka Foundation of Culture - Osaka - Japão
Le Coq. Madri
Banespa
Banco Real
Prêmios
1970 - Salão de Arte Moderna - Prêmio Aquisição.
1972 - 3o Prêmio de Pintura - Salão dos Transportes - RJ.
1979 - Prêmio melhor desenhista do ano - SP.
1983 - Prêmio Embauba - Panorama 83 - Pintura Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1988 - Prêmio Municipal de Cultura - Campos - RJ.
1990 - Prêmio melhor ilustrador do ano - Editora Abril.
1990 - Prêmio Aquisição na 1a Trienal de Osaka - Japão.
Performances para TV
1976 - "O Urubu" Art Performance.
1976 - "O Assalto".
1980 - "Meu romance com Andy Warhol".
1982 - "14 noites" .
1982 - "Bandait".
1982 - "Estúdio Kikito".
1984 - "Ivald Granato in Performance" - Programa especial para a série Câmera Aberta - RTC - Produção de Tadeu Jungle e Walter Silveira .
1984 - 4o Prêmio Fotóptica - II Festival de Video Brasil"Bandait".
1984 - Performance Radar Tantã.
1985 - Rock no MAM - Rio .
1986 - Especial para a Televisão de Frankfurt - Alemanha.
1987 - Tinta com telas no programa "Perdidos na Noite"da TV Bandeirantes.
1988 - TV Mix - Escultura como Perfil.
1989 - Pintura do Painel - Programa Metrópolis - TV Cultura - SP.
1991 - Performance na Escola Panamericana ( Pintura de um desenho com participação de uma modelo). Video com direção de Walter Silveira.
Exposições Individuais
1965 - Correios - Campos - RJ.
1966 - Banco Português do Brasil - Campos.
1967 - Saldanha da Gama - Campos -RJ.
1970 - Galeria Goeldi - RJ.
1972 - Galeria Grupo - RJ.
1973 - Palácio da Culrura - RJ.
1974 - Art Nobile - Desenhos, pinturas, gravuras, objetos - SP.
1975 - Galeria Luisa Strina - Desenhos - SP.
1975 - Museu de Arte Brasileira - Desenhos,pinturas,gravuras,objetos,perform.-SP.
1977 - Museu Guido - Viaro - Litogravuras - PR.
1977 - Gabinete das Artes Gráficas - Litogravuras.
1978 - Galeria de Arte Global - Pinturas - SP.
1978 - Eucatexpo - DF.
1979 - Mostra Performance - Escola Fotográfica Ação Imagem e Ação - SP.
1979 - Mostra de Desenhos no Museu de Arte Contemporânea - SP.
1980 - Galeria Monica Figueiras - Pinturas - SP.
1982 - Galeria São Paulo - Desenhos - SP.
1982 - Museu de Arte Moderna - Universo do Futebol - RJ.
1982 - Galeria São Paulo - Pinturas - SP.
1983 - Museu de Arte Moderna - Fotoperformance - RJ.
1983 - Carbono 14 - Fotoperformance - SP.
1984 - Galeria Maeder - Viva Munchen - Alemanha.
1984 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - Moderne Kunst - SP.
1984 - Galeria Paulo Figueiredo - SP.
1984 - Exposição Frankfurt - Alemanha.
1985 - Galeria Tina Presse - Porto Alegre.
1985 - Galeria Paulo Klabin - RJ.
1985 - Galeria Maeder - Alemanha.
1985 - Ulieno - Ribeirão Preto.
1985 - Galeria Mônica Figueiras de Almeida - SP.
1986 - Galeria Subdistrito - SP.
1986 - Galeria Usina Arte Contemporânea - Vitória - ES.
1986 - Galeria Paulo Cunha - RJ.
1986 - Galeria Maeder - Alemanha.
1986 - Kunst in Schloss - Thurn und Taxis - Regensburg - Alemanha.
1986 - Embaixada do Brasil - Bonn - Alemanha.
1987 - Unidade 2 - Apertando o Gatilho.
1987 - O rabo do jacaré - Jubileu de Prata - Campos - RJ.
1987 - Galeria Monica Figueiras - O rabo do jacaré - SP.
1987 - Galerie am Moritzplatz - Alemanha.
1987 - Galeria Subdistrito - Disparate - SP.
1987 - Galeria Millan.
1987 - Ipanema Galeria de Arte.
1988 - International Gallery - NY - EUA.
1988 - Galeria do Centur - Belém - Pará.
1989 - Esculturas na Galeria Irene Maeder - Alemanha.
1989 - Galeria Tina Zappoli - Porto Alegre.
1989 - Galeria Municipal de Arte - Fundapel - Porto Alegre.
1989 - Galeria Subdistrito - SP.
1990 - Gravuras na Estação Santa Cecilia do Metrô - SP.
1991 - Kramer Galeria de Arte - Japão - Desenhos e Aquarelas.
1991 - Galeria de Monica Figueiras, "PainterModel"- 24 pinturas sobre papel.
1992 - Kramer Galeria de Arte - "Japão 1992".
1992 - Espaço Cultural La Lamp - BH.
1992 - Centro Cultural Banco do Brasil - RJ.
1995 - Galeria Nara Roesler.
1997 - Porto Velho.
1997 - Galeria Nara Roesler.
2001 - Exposição Head - Mube, Museu da escultura de São Paulo, SP/SP.
2002 - Museu de Arte Moderna Bahia Coleção Luis Osvaldo Pastore, Salvador/BA.
2002 - Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco. "Desenhos,1964-2000" - Olinda/PE.
2002 - Exposição coleção Luis Osvaldo Pastore. Museu Nac.de Belas Artes - RJ/RJ.
2002 - Exposição Head - Espaço Cultural dos Correio, RJ/RJ.
2006 - Reserva Cultural, São Paulo/SP.
Exposições Coletivas
2002 - 3aBienal de artes visuais de São João da Boa Vista.
2002 - "Plástica-Plástica" - Casa das Rosas, SP/SP.
2002 - México imaginário - "O olhar do artista brasileiro" - Casas das rosas, SP/SP.
2002 - Artistas Brasileiros Conteporaneos. Projeto giclée - Casas das Rosas, SP/SP.
1997 - Projeto Vitrine Petrobrás.
1990 - Participação da um Trienal de Osaka, Japão.
1990 - Pantanal - Sete Visões - Brasília/Rio/São Paulo.
1984 - Participa da "1a Bienal de La Habana".
1984 - Participa da "4a Bienal Iberoamericana de Arte", na Cidade do México em julho/agosto de 1984.
1981 - Bienal de São Paulo - Pinturas.
1979 - Bienal de São Paulo - SalaA/Pinturas - SalaB/Instalação e documentação das performances
Fontes:
IVALD Granato. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoa8692/ivald-granato>. Acesso em: 25 de Mar. 2020. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
http://www.ivaldgranato.com.br/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Viveu em sua cidade natal até 1966, onde começou a desenhar desde muito cedo sob influência dos pintores cubistas. Ingressou na Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro em 1967. Na década de 1970 e 80 apresentou diversas performances e intervenções, recorrendo ao vídeo e à fotografia para documentá-las. Sua obra também é composta por telas e litografias e é autor de vários livros.
Em 1970, viajou pela América Latina para estudar cores. Em 1979 recebeu da Associação de Críticos de Arte o prêmio de Melhor Desenhista.
Viveu e trabalhou em São Paulo.
Em 2002, Ivald Granato foi homenageado pelo Troféu Folha Seca, prêmio anual dado pela Folha da Manhã a campistas que se destacam em suas carreiras.
Ivald Granato morreu na madrugada do dia 3 de julho de 2016, enquanto dormia, vítima de uma parada cardíaca.
Fonte: https://www.wikiwand.com/pt/Ivald_Granato consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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A trajetória do artista Ivald Granato, que morreu aos 66 anos
Nascido em Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, Ivald Granato mudou-se para São Paulo há 45 anos disposto a transformar o cenário artístico da cidade.
No ateliê na esquina entre a Rua Henrique Schaumann e a Avenida Rebouças, pintava telas com traços pop, cheias de tons vibrantes e figuras de contornos imprecisos, a exemplo de Van Gogh Visita Mato Grosso.
Como desenhista, foi premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte em 1979 e 1982. As performances irreverentes e multimídia, misturando teatro, música, fotografia e dança, acabaram virando sua marca registrada. Foi um dos pioneiros por aqui a explorar essas possibilidades.
Em Urubu Eletônico, de 1976, vestiu-se com máscaras de animais para protestar contra a ditadura. “A vida é bem ampla e
louca”, costumava dizer, ao ser perguntado sobre os limites dessas apresentações. Era também conhecido por ser uma das figuras mais alegres e efusivas da sociedade paulistana. Festeiro de carteirinha, virou amigo de Ron Wood e Keith Richards e ciceroneava os Stones nas passagens da banda pela cidade.
No último dia 28, marcou presença na abertura da exposição que celebrava seus cinquenta anos de carreira, na Caixa Cultural de Brasília. Na madrugada de domingo (3), aos 66 anos, morreu enquanto dormia, após ter uma parada cardíaca. Deixou a mulher, Laís, cinco filhos e oito netos.
Fonte e crédito fotográfico: https://vejasp.abril.com.br/blog/memoria/a-trajetoria-do-artista-ivald-granato-que-morreu-aos-66-anos/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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