Élon Brasil (Niterói, 1957) é um artista plástico brasileiro auto-didata.
Biografia Wikipédia
Na praia de Jurujuba, aos seis anos de idade, começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudou-se em 1968 para São Paulo, onde aos doze anos ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros.
Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias Cantando os Gols, de Tito Battine.
Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes.
Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expôr o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.
Acervos:
Museu de Kulturen Basel o Basiléia-Suíça
Museu da Imagem e do Som o São Paulo-SP
Museu do Banco do Estado de São Paulo
Museu de Arte de Londrina-PR
Exposições individuais
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Museu da Cultura/PUC o São Paulo-Brasil
1993 - Galeria Arcartes o Toronto-Canadá
1993 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1993 - Galeria ACBEU o Bahia-Brasil
1995 - Hotel Tropical o Bahia-Brasil
1995 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1995 - Golf Hotel o Berna-Suíça
1996 - Banco SLK o Bruxelas-Bélgica
1997 - Museu de Etnologia o Basiléia-Suíça
1998 - Centro Holístico de Educação e Vivência o São Paulo-Brasil
1998 - Espaço Cultural Banespa o São Paulo-Brasil
1998 - Brasil 500 anos-MASP o São Paulo-Brasil
1998 - Galeria Caribé o São Paulo-Brasil
1999 - Parque das Ruínas o Rio de Janeiro-Brasil
2005 - Brazilian Embassy, London, UK
2006 - Eton College, UK
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 25 de abril de 2020.
---
Elón projeta em suas obras sentimentos e pensamentos em defesa do povo indígena
No contexto das ambientações pictóricas de Elón Brasil, encontramos a expressão de um verdadeiro temperamento de antropólogo, caloroso defensor que é dos povos que habitam nossas terras desde antes do Descobrimento - na realidade, os verdadeiros donos da Terra de Santa Cruz.
Ao contrário dos viajantes do século XVIII, como Pix, Von Martius, Humboldt, Maximilien van der Weid, Rugendas e Debret, que viam em nossos indígenas um ser inferior e tão-somente um elemento de curiosidade, distinguimos nas obras de Elón Brasil um protesto em termos elevados, expresso de modo diferenciado. Uma denúncia social dolente em defesa dos direitos de nossos indígenas, de sua privacidade, de sua escolha em permanecer com o modus vivendi original ou evoluindo através de nossos costumes, utilizando as tecnologias de nosso tempo.
O pintor não se priva, entretanto, de mesclar o sonho à realidade, a ilusão à verdade, de confundir o material e o imaterial, de pesquisar sob as aparências corporais as faculdades morais, intelectuais e sentimentais que compõem o espírito humano, de descobrir as misteriosas relações que se estabelecem entre os seres e as coisas.
A cor ensolarada de seus personagens, sobretudo a qualidade dos seus rostos, o pintor os faz viver com particular intensidade de expressão. São cores fortes, embora sóbrias, algumas colagens aqui e acolá, uma grande densidade de tons e na sensualidade algo de pudico. São cores inspiradas pelas pinturas corporais que usam sabiamente os vegetais e as raízes de nossa floresta amazônica.
Expressionista de traço poderoso, de colorido temperado ao vigor de seu desenho, Elón Brasil é possuidor de uma técnica segura, que impõe à natureza a íntegra de um caráter que, ao subjetivar, destaca o mais característico dos seres e das paisagens.
Profundamente humano, suas obras emanam um sentimento repleto de emoção. Assumindo as lições do passado, ele expressa a fermentação de nosso tempo de maneira pacata, mas firme e resolvida. Ele consegue alcançar a verdadeira grande arte, aquela que toca o coração e, ao mesmo tempo, nossos olhos.
Estamos frente a algo insólito e poderoso, quase um testemunho, um documento etnográfico. O seu mundo pictórico reflete com fidelidade seus sentimentos e pensamentos.
Em Maternidade Kamayurá, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, contemplando amorosamente a realidade, Elón Brasil a condensa em termos, lineamentos e volumes essenciais, revelando sua alma poética ou, se preferirmos, o significado cósmico de sua pintura.
O artista
Elón Brasil nasceu em 1957 na cidade de Niterói, RJ. Acostumado a lidar com os pincéis desde a infância, o artista plástico foi buscar sua inspiração na cultura indígena. Seu primeiro contato foi nos anos 80, quando visitou uma tribo de xavantes, no Mato Grosso do Sul. A partir daí seu trabalho passou a ser marcado pela busca frenética de suas raízes.
Decidido a retratar em sua obra não só o índio, mas também a alma e os costumes desse povo, Elón conviveu durante dois meses com os tucanos, no Amazonas. Lá comeu carne de macaco para sobreviver, dormiu em rede, pescou, plantou e colheu. Os registros dessa experiência foram temas dos quadros pintados na última década. No ano passado, durante duas semanas Élon ficou alojado na aldeia de Kalapalo, no Alto Xingu. Dessa visita surgiu o documentário sobre a viagem e a sua mais recente série de quadros. Apaixonado pela cultura indígena, durante uma exposição realizada no Canadá aproveitou para conhecer os índios americanos e seus hábitos.
Utilizando a técnica do óleo sobre tela sobre resina, o artista mistura diferentes gramaturas de tecidos que lhe garantem textura muito peculiar. Para isso, utiliza-se de panos rústicos como os sacos de café, açúcar e até mesmo de condimentos como pimenta-do-reino.
Fonte e crédito fotográfico: ALSP, em 10 de junho de 2008.
Élon Brasil (Niterói, 1957) é um artista plástico brasileiro auto-didata.
Biografia Wikipédia
Na praia de Jurujuba, aos seis anos de idade, começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudou-se em 1968 para São Paulo, onde aos doze anos ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros.
Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias Cantando os Gols, de Tito Battine.
Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes.
Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expôr o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.
Acervos:
Museu de Kulturen Basel o Basiléia-Suíça
Museu da Imagem e do Som o São Paulo-SP
Museu do Banco do Estado de São Paulo
Museu de Arte de Londrina-PR
Exposições individuais
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Museu da Cultura/PUC o São Paulo-Brasil
1993 - Galeria Arcartes o Toronto-Canadá
1993 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1993 - Galeria ACBEU o Bahia-Brasil
1995 - Hotel Tropical o Bahia-Brasil
1995 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1995 - Golf Hotel o Berna-Suíça
1996 - Banco SLK o Bruxelas-Bélgica
1997 - Museu de Etnologia o Basiléia-Suíça
1998 - Centro Holístico de Educação e Vivência o São Paulo-Brasil
1998 - Espaço Cultural Banespa o São Paulo-Brasil
1998 - Brasil 500 anos-MASP o São Paulo-Brasil
1998 - Galeria Caribé o São Paulo-Brasil
1999 - Parque das Ruínas o Rio de Janeiro-Brasil
2005 - Brazilian Embassy, London, UK
2006 - Eton College, UK
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 25 de abril de 2020.
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Elón projeta em suas obras sentimentos e pensamentos em defesa do povo indígena
No contexto das ambientações pictóricas de Elón Brasil, encontramos a expressão de um verdadeiro temperamento de antropólogo, caloroso defensor que é dos povos que habitam nossas terras desde antes do Descobrimento - na realidade, os verdadeiros donos da Terra de Santa Cruz.
Ao contrário dos viajantes do século XVIII, como Pix, Von Martius, Humboldt, Maximilien van der Weid, Rugendas e Debret, que viam em nossos indígenas um ser inferior e tão-somente um elemento de curiosidade, distinguimos nas obras de Elón Brasil um protesto em termos elevados, expresso de modo diferenciado. Uma denúncia social dolente em defesa dos direitos de nossos indígenas, de sua privacidade, de sua escolha em permanecer com o modus vivendi original ou evoluindo através de nossos costumes, utilizando as tecnologias de nosso tempo.
O pintor não se priva, entretanto, de mesclar o sonho à realidade, a ilusão à verdade, de confundir o material e o imaterial, de pesquisar sob as aparências corporais as faculdades morais, intelectuais e sentimentais que compõem o espírito humano, de descobrir as misteriosas relações que se estabelecem entre os seres e as coisas.
A cor ensolarada de seus personagens, sobretudo a qualidade dos seus rostos, o pintor os faz viver com particular intensidade de expressão. São cores fortes, embora sóbrias, algumas colagens aqui e acolá, uma grande densidade de tons e na sensualidade algo de pudico. São cores inspiradas pelas pinturas corporais que usam sabiamente os vegetais e as raízes de nossa floresta amazônica.
Expressionista de traço poderoso, de colorido temperado ao vigor de seu desenho, Elón Brasil é possuidor de uma técnica segura, que impõe à natureza a íntegra de um caráter que, ao subjetivar, destaca o mais característico dos seres e das paisagens.
Profundamente humano, suas obras emanam um sentimento repleto de emoção. Assumindo as lições do passado, ele expressa a fermentação de nosso tempo de maneira pacata, mas firme e resolvida. Ele consegue alcançar a verdadeira grande arte, aquela que toca o coração e, ao mesmo tempo, nossos olhos.
Estamos frente a algo insólito e poderoso, quase um testemunho, um documento etnográfico. O seu mundo pictórico reflete com fidelidade seus sentimentos e pensamentos.
Em Maternidade Kamayurá, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, contemplando amorosamente a realidade, Elón Brasil a condensa em termos, lineamentos e volumes essenciais, revelando sua alma poética ou, se preferirmos, o significado cósmico de sua pintura.
O artista
Elón Brasil nasceu em 1957 na cidade de Niterói, RJ. Acostumado a lidar com os pincéis desde a infância, o artista plástico foi buscar sua inspiração na cultura indígena. Seu primeiro contato foi nos anos 80, quando visitou uma tribo de xavantes, no Mato Grosso do Sul. A partir daí seu trabalho passou a ser marcado pela busca frenética de suas raízes.
Decidido a retratar em sua obra não só o índio, mas também a alma e os costumes desse povo, Elón conviveu durante dois meses com os tucanos, no Amazonas. Lá comeu carne de macaco para sobreviver, dormiu em rede, pescou, plantou e colheu. Os registros dessa experiência foram temas dos quadros pintados na última década. No ano passado, durante duas semanas Élon ficou alojado na aldeia de Kalapalo, no Alto Xingu. Dessa visita surgiu o documentário sobre a viagem e a sua mais recente série de quadros. Apaixonado pela cultura indígena, durante uma exposição realizada no Canadá aproveitou para conhecer os índios americanos e seus hábitos.
Utilizando a técnica do óleo sobre tela sobre resina, o artista mistura diferentes gramaturas de tecidos que lhe garantem textura muito peculiar. Para isso, utiliza-se de panos rústicos como os sacos de café, açúcar e até mesmo de condimentos como pimenta-do-reino.
Fonte e crédito fotográfico: ALSP, em 10 de junho de 2008.
Élon Brasil (Niterói, 1957) é um artista plástico brasileiro auto-didata.
Biografia Wikipédia
Na praia de Jurujuba, aos seis anos de idade, começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudou-se em 1968 para São Paulo, onde aos doze anos ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros.
Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias Cantando os Gols, de Tito Battine.
Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes.
Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expôr o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.
Acervos:
Museu de Kulturen Basel o Basiléia-Suíça
Museu da Imagem e do Som o São Paulo-SP
Museu do Banco do Estado de São Paulo
Museu de Arte de Londrina-PR
Exposições individuais
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Museu da Cultura/PUC o São Paulo-Brasil
1993 - Galeria Arcartes o Toronto-Canadá
1993 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1993 - Galeria ACBEU o Bahia-Brasil
1995 - Hotel Tropical o Bahia-Brasil
1995 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1995 - Golf Hotel o Berna-Suíça
1996 - Banco SLK o Bruxelas-Bélgica
1997 - Museu de Etnologia o Basiléia-Suíça
1998 - Centro Holístico de Educação e Vivência o São Paulo-Brasil
1998 - Espaço Cultural Banespa o São Paulo-Brasil
1998 - Brasil 500 anos-MASP o São Paulo-Brasil
1998 - Galeria Caribé o São Paulo-Brasil
1999 - Parque das Ruínas o Rio de Janeiro-Brasil
2005 - Brazilian Embassy, London, UK
2006 - Eton College, UK
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 25 de abril de 2020.
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Elón projeta em suas obras sentimentos e pensamentos em defesa do povo indígena
No contexto das ambientações pictóricas de Elón Brasil, encontramos a expressão de um verdadeiro temperamento de antropólogo, caloroso defensor que é dos povos que habitam nossas terras desde antes do Descobrimento - na realidade, os verdadeiros donos da Terra de Santa Cruz.
Ao contrário dos viajantes do século XVIII, como Pix, Von Martius, Humboldt, Maximilien van der Weid, Rugendas e Debret, que viam em nossos indígenas um ser inferior e tão-somente um elemento de curiosidade, distinguimos nas obras de Elón Brasil um protesto em termos elevados, expresso de modo diferenciado. Uma denúncia social dolente em defesa dos direitos de nossos indígenas, de sua privacidade, de sua escolha em permanecer com o modus vivendi original ou evoluindo através de nossos costumes, utilizando as tecnologias de nosso tempo.
O pintor não se priva, entretanto, de mesclar o sonho à realidade, a ilusão à verdade, de confundir o material e o imaterial, de pesquisar sob as aparências corporais as faculdades morais, intelectuais e sentimentais que compõem o espírito humano, de descobrir as misteriosas relações que se estabelecem entre os seres e as coisas.
A cor ensolarada de seus personagens, sobretudo a qualidade dos seus rostos, o pintor os faz viver com particular intensidade de expressão. São cores fortes, embora sóbrias, algumas colagens aqui e acolá, uma grande densidade de tons e na sensualidade algo de pudico. São cores inspiradas pelas pinturas corporais que usam sabiamente os vegetais e as raízes de nossa floresta amazônica.
Expressionista de traço poderoso, de colorido temperado ao vigor de seu desenho, Elón Brasil é possuidor de uma técnica segura, que impõe à natureza a íntegra de um caráter que, ao subjetivar, destaca o mais característico dos seres e das paisagens.
Profundamente humano, suas obras emanam um sentimento repleto de emoção. Assumindo as lições do passado, ele expressa a fermentação de nosso tempo de maneira pacata, mas firme e resolvida. Ele consegue alcançar a verdadeira grande arte, aquela que toca o coração e, ao mesmo tempo, nossos olhos.
Estamos frente a algo insólito e poderoso, quase um testemunho, um documento etnográfico. O seu mundo pictórico reflete com fidelidade seus sentimentos e pensamentos.
Em Maternidade Kamayurá, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, contemplando amorosamente a realidade, Elón Brasil a condensa em termos, lineamentos e volumes essenciais, revelando sua alma poética ou, se preferirmos, o significado cósmico de sua pintura.
O artista
Elón Brasil nasceu em 1957 na cidade de Niterói, RJ. Acostumado a lidar com os pincéis desde a infância, o artista plástico foi buscar sua inspiração na cultura indígena. Seu primeiro contato foi nos anos 80, quando visitou uma tribo de xavantes, no Mato Grosso do Sul. A partir daí seu trabalho passou a ser marcado pela busca frenética de suas raízes.
Decidido a retratar em sua obra não só o índio, mas também a alma e os costumes desse povo, Elón conviveu durante dois meses com os tucanos, no Amazonas. Lá comeu carne de macaco para sobreviver, dormiu em rede, pescou, plantou e colheu. Os registros dessa experiência foram temas dos quadros pintados na última década. No ano passado, durante duas semanas Élon ficou alojado na aldeia de Kalapalo, no Alto Xingu. Dessa visita surgiu o documentário sobre a viagem e a sua mais recente série de quadros. Apaixonado pela cultura indígena, durante uma exposição realizada no Canadá aproveitou para conhecer os índios americanos e seus hábitos.
Utilizando a técnica do óleo sobre tela sobre resina, o artista mistura diferentes gramaturas de tecidos que lhe garantem textura muito peculiar. Para isso, utiliza-se de panos rústicos como os sacos de café, açúcar e até mesmo de condimentos como pimenta-do-reino.
Fonte e crédito fotográfico: ALSP, em 10 de junho de 2008.
Élon Brasil (Niterói, 1957) é um artista plástico brasileiro auto-didata.
Biografia Wikipédia
Na praia de Jurujuba, aos seis anos de idade, começou a rabiscar seus primeiros crayons. Mudou-se em 1968 para São Paulo, onde aos doze anos ganhou sua primeira medalha de ouro na II PINARTE de Pinheiros.
Em 1970, juntamente com os artista Aldemir Martins, Clóvis Graciano e Carlos Scliar, Élon ilustrou o livro de poesias Cantando os Gols, de Tito Battine.
Hoje, sua obra figurativa e abstrata é composta por imagens da terra: índios, negros e caboclos, cercados por textura e cores marcantes. Sua temática busca ressaltar e preservar a cultura brasileira e suas próprias raízes.
Filho de baianos - mãe negra, neta de índios, e pai (o artista Milton Brasil), neto de imigrantes italianos e portugueses - Élon resgata em sua história e origem, a fonte de inspiração . Ao morar na Suíça por seis meses, obteve a oportunidade de expôr o seu trabalho em diversas ocasiões, tornando-se conhecido internacionalmente, principalmente com encomendas para colecionadores europeus.
Acervos:
Museu de Kulturen Basel o Basiléia-Suíça
Museu da Imagem e do Som o São Paulo-SP
Museu do Banco do Estado de São Paulo
Museu de Arte de Londrina-PR
Exposições individuais
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Banco Central o São Paulo-Brasil
1993 - Museu da Cultura/PUC o São Paulo-Brasil
1993 - Galeria Arcartes o Toronto-Canadá
1993 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1993 - Galeria ACBEU o Bahia-Brasil
1995 - Hotel Tropical o Bahia-Brasil
1995 - Galeria Goetz o Basiléia-Suíça
1995 - Golf Hotel o Berna-Suíça
1996 - Banco SLK o Bruxelas-Bélgica
1997 - Museu de Etnologia o Basiléia-Suíça
1998 - Centro Holístico de Educação e Vivência o São Paulo-Brasil
1998 - Espaço Cultural Banespa o São Paulo-Brasil
1998 - Brasil 500 anos-MASP o São Paulo-Brasil
1998 - Galeria Caribé o São Paulo-Brasil
1999 - Parque das Ruínas o Rio de Janeiro-Brasil
2005 - Brazilian Embassy, London, UK
2006 - Eton College, UK
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 25 de abril de 2020.
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Elón projeta em suas obras sentimentos e pensamentos em defesa do povo indígena
No contexto das ambientações pictóricas de Elón Brasil, encontramos a expressão de um verdadeiro temperamento de antropólogo, caloroso defensor que é dos povos que habitam nossas terras desde antes do Descobrimento - na realidade, os verdadeiros donos da Terra de Santa Cruz.
Ao contrário dos viajantes do século XVIII, como Pix, Von Martius, Humboldt, Maximilien van der Weid, Rugendas e Debret, que viam em nossos indígenas um ser inferior e tão-somente um elemento de curiosidade, distinguimos nas obras de Elón Brasil um protesto em termos elevados, expresso de modo diferenciado. Uma denúncia social dolente em defesa dos direitos de nossos indígenas, de sua privacidade, de sua escolha em permanecer com o modus vivendi original ou evoluindo através de nossos costumes, utilizando as tecnologias de nosso tempo.
O pintor não se priva, entretanto, de mesclar o sonho à realidade, a ilusão à verdade, de confundir o material e o imaterial, de pesquisar sob as aparências corporais as faculdades morais, intelectuais e sentimentais que compõem o espírito humano, de descobrir as misteriosas relações que se estabelecem entre os seres e as coisas.
A cor ensolarada de seus personagens, sobretudo a qualidade dos seus rostos, o pintor os faz viver com particular intensidade de expressão. São cores fortes, embora sóbrias, algumas colagens aqui e acolá, uma grande densidade de tons e na sensualidade algo de pudico. São cores inspiradas pelas pinturas corporais que usam sabiamente os vegetais e as raízes de nossa floresta amazônica.
Expressionista de traço poderoso, de colorido temperado ao vigor de seu desenho, Elón Brasil é possuidor de uma técnica segura, que impõe à natureza a íntegra de um caráter que, ao subjetivar, destaca o mais característico dos seres e das paisagens.
Profundamente humano, suas obras emanam um sentimento repleto de emoção. Assumindo as lições do passado, ele expressa a fermentação de nosso tempo de maneira pacata, mas firme e resolvida. Ele consegue alcançar a verdadeira grande arte, aquela que toca o coração e, ao mesmo tempo, nossos olhos.
Estamos frente a algo insólito e poderoso, quase um testemunho, um documento etnográfico. O seu mundo pictórico reflete com fidelidade seus sentimentos e pensamentos.
Em Maternidade Kamayurá, doada ao Museu de Arte do Parlamento de São Paulo, contemplando amorosamente a realidade, Elón Brasil a condensa em termos, lineamentos e volumes essenciais, revelando sua alma poética ou, se preferirmos, o significado cósmico de sua pintura.
O artista
Elón Brasil nasceu em 1957 na cidade de Niterói, RJ. Acostumado a lidar com os pincéis desde a infância, o artista plástico foi buscar sua inspiração na cultura indígena. Seu primeiro contato foi nos anos 80, quando visitou uma tribo de xavantes, no Mato Grosso do Sul. A partir daí seu trabalho passou a ser marcado pela busca frenética de suas raízes.
Decidido a retratar em sua obra não só o índio, mas também a alma e os costumes desse povo, Elón conviveu durante dois meses com os tucanos, no Amazonas. Lá comeu carne de macaco para sobreviver, dormiu em rede, pescou, plantou e colheu. Os registros dessa experiência foram temas dos quadros pintados na última década. No ano passado, durante duas semanas Élon ficou alojado na aldeia de Kalapalo, no Alto Xingu. Dessa visita surgiu o documentário sobre a viagem e a sua mais recente série de quadros. Apaixonado pela cultura indígena, durante uma exposição realizada no Canadá aproveitou para conhecer os índios americanos e seus hábitos.
Utilizando a técnica do óleo sobre tela sobre resina, o artista mistura diferentes gramaturas de tecidos que lhe garantem textura muito peculiar. Para isso, utiliza-se de panos rústicos como os sacos de café, açúcar e até mesmo de condimentos como pimenta-do-reino.
Fonte e crédito fotográfico: ALSP, em 10 de junho de 2008.