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Mestre Dezinho

José Alves de Oliveira (Valença do Piauí, Piauí, 02 de março de 1916 — Teresina, Piauí, fevereiro de 2000), mais conhecido como Mestre Dezinho, foi um entalhador, escultor e marceneiro brasileiro. É considerado o precursor da arte santeira no Estado do Piauí. Filho de carpinteiro, cresceu vendo seu pai trabalhar com madeira e mesmo já tendo esculpido desde criança, começou a trabalhar com a madeira somente aos 18 anos. As peças do mestre Dezinho são talhadas normalmente em cedro, respeitando, muitas vezes o tamanho natural. Nas roupas dos santos, referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região. A repercussão da obra de Mestre Dezinho foi responsável por várias mudanças em torno da arte santeira quando passou da confecção dos milagres às obras de culto. Reconhecidas por um público crítico e externo à localidade de origem, elevaram seu valor como obra de arte e como referência local e nacional. As obras do mestre Dezinho estão espalhadas pelo mundo. Fez exposições pelo Brasil e em vários países como: México, República Tcheca, Itália, Israel, França, Bélgica, Estados Unidos, dentre outros. Hoje, grande parte das obras do Mestre Dezinho está com colecionadores, mas algumas podem ser admiradas em museus no Brasil e no exterior, além de algumas igrejas, especialmente no Piauí.

Biografia – Blog Arte Popular do Brasil

José Alves de Oliveira, conhecido como Mestre Dezinho é considerado o precursor da arte santeira no Estado do Piauí. Ele nasceu no dia 2 de março de 1916 no município piauiense de Valença do Piauí. Ali, fez de tudo um pouco; trabalhou na roça, foi marceneiro, mas nenhum dos trabalhos prosperou como ele desejava. O trabalho com a madeira começou aos dezoito anos, mas o gosto por ela começou muito antes; ele cresceu vendo seu pai, que era carpinteiro, trabalhar com a madeira, moldando as mais diversas peças, como portas, janelas, móveis, etc. O próprio Dezinho quando criança já usava pequenas facas e canivetes para esculpir pequenas peças figurativas de madeira. Como não se contentava com a carpintaria, resolveu instalar uma padaria na cidade de Valença. Mas apesar da atividade de padeiro, não deixou de fazer seus trabalhos com madeira; produzia peças que as pessoas encomendavam para pagar promessas pela cura de doenças; eram braços, pernas, mãos, cabeças, dedos, etc.

Em busca de educação para os filhos, mudou-se com a esposa, Francisca de Oliveira, e os seis filhos para a capital do Estado. Em Teresina trabalhou como vigia municipal e continuou a trabalhar na confecção de suas peças de madeira. Nesta época estava sendo construída a Igreja Nossa Senhora de Lourdes e o vigário, padre Francisco das Chagas Carvalho, havia encomendando ao mestre Dezinho alguns bancos para a igreja. Um dia na casa do mestre, Padre Carvalho se deparou com os ex-votos esculpidos por ele. Empolgado com o que tinha visto, encomendou-lhe um Cristo em madeira para colocar no altar-mor da nova igreja. Gostou tanto do resultado que pediu ao mestre que esculpisse várias outras imagens para a igreja. A Igreja da Vermelha, como é conhecida em Teresina, acabou se tornando um registro histórico do nascimento artístico do mestre Dezinho.

“Quando terminei, o padre Carvalho convidou o arcebispo D. Avelar para ver as peças esculpidas na madeira. (...) Eu fiquei bastante nervoso tentando imaginar o que ele estaria pensando sobre aquelas ‘caras de pau’ feito santos. Fiquei aliviado quando ele me cumprimentou e parabenizou dizendo que eu era um escultor. Eu quis saber o que era escultor. Ele disse que era um artista que fazia as semelhanças de uma pessoa em madeira ou em pedra; e que se eu continuasse assim, ia ser um segundo Aleijadinho” (Dezinho, 1999, p. 66).

A repercussão do trabalho do mestre Dezinho na igreja de Nossa Senhora de Lourdes a transformou em um ponto turístico e a obra do mestre ficou conhecida em todo Brasil.

Mestre Dezinho inaugurou uma arte santeira com estilo próprio. E foi com esse estilo que influenciou tantos outros artistas piauienses como Expedito, Cornélio, Edmar e José Soares, para citar alguns. Atualmente no Piauí mais de 150 artesãos vivem do ofício, os quais desenvolveram com o tempo seu estilo, isto é, sua maneira própria de expressão. As peças do mestre Dezinho são talhadas normalmente em cedro, obedecendo muitas vezes o tamanho natural. Nas roupas dos santos, referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região.

A repercussão da obra de Mestre Dezinho foi responsável por várias mudanças em torno da arte santeira quando passou da confecção dos milagres às obras de culto. Reconhecidas por um público crítico e externo à localidade de origem, elevaram seu valor como obra de arte e como referência local e nacional. As obras do mestre Dezinho estão espalhadas pelo mundo. Fez exposições pelo Brasil e em vários países como: México, República Tcheca, Itália, Israel, França, Bélgica, Estados Unidos, dentre outros. Hoje, A maior parte da obras do mestre está nas mãos de colecionadores, mas algumas podem se admiradas em museus (no Brasil e no exterior) e em algumas igrejas, especialmente no Piauí.

O mestre Dezinho faleceu aos 74 anos em fevereiro de 2000, em Teresina-PI.

Fonte: Blog Arte Popular do Brasil, Mestre Dezinho, publicado em dezembro de 2010. Consultado pela última vez em 18 de dezembro de 2022.

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Exposições

1974 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Bienal Nacional 74 (1974 : São Paulo, SP) - Fundação Bienal (São Paulo, SP)

1975 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Bienal Internacional de São Paulo (13. :1975 : São Paulo, SP) - Fundação Bienal (São Paulo, SP)

1980 - Penápolis - São Paulo - Brasil - Salão de Artes Plásticas da Noroeste (4. : 1980 : Penápolis, SP) - Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis (SP)

1981 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Múltiplas Tendências (1981 : São Paulo, SP) - Ranulpho Galeria de Arte (São Paulo, SP)

1982 - Penápolis - São Paulo - Brasil - Salão de Artes Plásticas da Noroeste (5. : 1982 : Penápolis,SP) - Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis (SP)

1982 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Um Século de Escultura no Brasil (1982 : São Paulo, SP) - Museu de Arte de São Paulo (SP)

1991 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Chico e os Bichos (1991 : São Paulo, SP) - Ranulpho Galeria de Arte (São Paulo, SP)

1999 - Brasília - Distrito Federal - Brasil - Gênios Ingênuos 70/80 (1999 : Brasília, DF) - Galeria Itaú Cultural (Brasília, DF)

Fonte: MESTRE Dezinho. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 20 de dezembro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Mestre Dezinho: patrono da arte santeira do Piauí para o mundo

Não por acaso a Central de Artesanato Mestre Dezinho leva este nome. Localizado em frente à Praça Pedro II, o espaço riquíssimo em artesanato dos mais variados tipos e formas, ponto turístico de Teresina e de todo o estado, homenageia em seu batismo o agora considerado patrono da Arte Santeira no Piauí, José Alves de Oliveira, conhecido como Mestre Dezinho. Esta realização se deu a partir da Lei n° 7.832, de 28 de junho de 2022.

Nascido em 2 de março de 1916 no município piauiense de Valença do Piauí, muito cedo o artista começou a trabalhar com marcenaria. Tendo sentido atração pela madeira e pluralidade que esta ferramenta natural propõe na arte e no artesanato ao ver seu pai, marceneiro e carpinteiro, trabalhar, desde a infância ele já brincava de esculpir. Enquanto ia crescendo, nunca deixou seu domínio de lado. Embora tenha exercido diversos ofícios, desde padeiro, em sua própria cidade, até vigia municipal em Teresina, para onde mudou-se com sua esposa e filhos, sempre recebeu encomendas de seu trabalho com a madeira.

A Igreja Nossa Senhora de Lourdes, Igreja da Vermelha, possui quase todo o seu acervo lapidado pelo Mestre Dezinho, e isto foi seu pontapé histórico para um reconhecimento mais amplo na capital e no estado do Piauí, inaugurando uma arte santeira com estilo original e único, que influenciou e influencia até hoje os artesãos do Piauí e do mundo. Seu trabalho recebeu importância mundial ao haver sido exposto não somente no Brasil, mas em países como México, República Tcheca, Itália, Israel, França, Estados Unidos e outros.

As obras do Mestre Dezinho são geralmente feitas em cedro, obedecendo muitas vezes o tamanho natural. Nas roupas dos santos são talhadas referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região.

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Lei torna Mestre Dezinho patrono da arte santeira no Piauí

O Centro de Artesanato do estado, localizado na Praça Pedro II, Centro de Teresina, leva o nome de mestre Dezinho em homenagem ao artesão considerado precursor da arte santeira.

A governadora do Piauí, Regina Sousa (PT), sancionou a Lei nº 7.832, que torna Mestre Dezinho o patrono da arte santeira no estado. A lei, de autoria da deputada Teresa Britto (PV), foi publicada na edição de terça-feira (28) do Diário Oficial.

José Alves de Oliveira, conhecido popularmente como Mestre Dezinho, nasceu no dia 2 de março de 1916 no município de Valença do Piauí, a 215 km de Teresina. Ele começou a trabalhar com madeira aos 18 anos, mas as suas obras ganharam destaque quando o mestre se mudou para Teresina e esculpiu algumas peças para a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no bairro Vermelha, Zona Sul da capital piauiense.

As obras de Mestre Dezinho estão espalhadas pelo mundo. O artista já expôs seu trabalho em diversos países como México, Itália, Israel, França e Estados Unidos. As peças dele são talhadas normalmente em cedro, obedecendo o tamanho natural. Nas roupas dos santos, referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região.

O artista morreu aos 74 anos, em fevereiro de 2020. O centro de artesanato do estado, localizado na Praça Pedro II, Centro de Teresina, leva o nome de mestre Dezinho em homenagem ao artesão.

Fonte: G1 Piauí, "Lei torna Mestre Dezinho patrono da arte santeira no Piauí", publicado em 1 de julho de 2022. Consultado pela última vez em 20 de dezembro de 2022.

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Mestre Dezinho: Piauí tem potencial para exportar Arte Santeira para outros países | Portal V1

Nesta primeira semana do mês de março, o Piauí celebra a Semana Estadual de Valorização da Arte Santeira. A data foi instituída pela Lei Nº 7.695/2021, de autoria do deputado estadual Franzé Silva (PT), em homenagem ao mês de nascimento de José Alves de Oliveira, o Mestre Dezinho, escultor que é a principal referência nesse estilo de arte.

O parlamentar destaca que a Semana de Arte Santeira do Piauí busca, sobretudo, proteger a identidade cultural do povo piauiense, ao mesmo tempo em que promove o fortalecimento econômico do setor e a comercialização da produção dos artistas santeiros. A Arte Santeira do Piauí tem destaque nacional e internacional.

“O Piauí é conhecido pela sua Arte Santeira, uma das nossas principais características. A Semana da Arte Santera visa valorizar essa manifestação cultural e incentivar a produção e divulgação. Para tanto, a nossa homenagem ao Mestre Dezinho, que criou um estilo único e influenciou várias gerações de artistas”, destaca Franzé.

Discípulo de Mestre Dezinho, o escultor santeiro Joaquim José Alves, Mestre Kim, observa que, cada escultura produzida vale entre R$ 5.000 a R$ 30.000, pelo menos, a depender do tamanho e do grau de complexidade. Kim, que é sobrinho e genro de Dezinho, é herdeiro e curador do estilo do Mestre do Piauí.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) identificou que o Piauí tem potencial para ampliar e exportar Arte Santeira para outros países, sobretudo nações católicas, como a Itália, França, Espanha e a Polônia, de maneira a transformar o trabalho artístico também em fonte de emprego e renda para os artesãos.

Fonte: Portal V1, '"Mestre Dezinho: Piauí tem potencial para exportar Arte Santeira para outros países", publicado em 2 de março de 2022. Consultado pela última vez em 20 de dezembro de 2022.

Crédito fotográfico: Piauí Hoje, publicado em 30 de junho de 2022. Consultado pela última vez em 20 de dezembro de 2022.

José Alves de Oliveira (Valença do Piauí, Piauí, 02 de março de 1916 — Teresina, Piauí, fevereiro de 2000), mais conhecido como Mestre Dezinho, foi um entalhador, escultor e marceneiro brasileiro. É considerado o precursor da arte santeira no Estado do Piauí. Filho de carpinteiro, cresceu vendo seu pai trabalhar com madeira e mesmo já tendo esculpido desde criança, começou a trabalhar com a madeira somente aos 18 anos. As peças do mestre Dezinho são talhadas normalmente em cedro, respeitando, muitas vezes o tamanho natural. Nas roupas dos santos, referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região. A repercussão da obra de Mestre Dezinho foi responsável por várias mudanças em torno da arte santeira quando passou da confecção dos milagres às obras de culto. Reconhecidas por um público crítico e externo à localidade de origem, elevaram seu valor como obra de arte e como referência local e nacional. As obras do mestre Dezinho estão espalhadas pelo mundo. Fez exposições pelo Brasil e em vários países como: México, República Tcheca, Itália, Israel, França, Bélgica, Estados Unidos, dentre outros. Hoje, grande parte das obras do Mestre Dezinho está com colecionadores, mas algumas podem ser admiradas em museus no Brasil e no exterior, além de algumas igrejas, especialmente no Piauí.

Mestre Dezinho

José Alves de Oliveira (Valença do Piauí, Piauí, 02 de março de 1916 — Teresina, Piauí, fevereiro de 2000), mais conhecido como Mestre Dezinho, foi um entalhador, escultor e marceneiro brasileiro. É considerado o precursor da arte santeira no Estado do Piauí. Filho de carpinteiro, cresceu vendo seu pai trabalhar com madeira e mesmo já tendo esculpido desde criança, começou a trabalhar com a madeira somente aos 18 anos. As peças do mestre Dezinho são talhadas normalmente em cedro, respeitando, muitas vezes o tamanho natural. Nas roupas dos santos, referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região. A repercussão da obra de Mestre Dezinho foi responsável por várias mudanças em torno da arte santeira quando passou da confecção dos milagres às obras de culto. Reconhecidas por um público crítico e externo à localidade de origem, elevaram seu valor como obra de arte e como referência local e nacional. As obras do mestre Dezinho estão espalhadas pelo mundo. Fez exposições pelo Brasil e em vários países como: México, República Tcheca, Itália, Israel, França, Bélgica, Estados Unidos, dentre outros. Hoje, grande parte das obras do Mestre Dezinho está com colecionadores, mas algumas podem ser admiradas em museus no Brasil e no exterior, além de algumas igrejas, especialmente no Piauí.

Videos

Dezinho, o mestre santeiro de Valença do Piauí | 2009

O maior artesão santeiro do Piauí | 2022

Mestre Dezinho é considerado Patrono da Arte Santeira | 2022

Exposição do trabalho de Mestre Dezinho | 2012

Biografia – Blog Arte Popular do Brasil

José Alves de Oliveira, conhecido como Mestre Dezinho é considerado o precursor da arte santeira no Estado do Piauí. Ele nasceu no dia 2 de março de 1916 no município piauiense de Valença do Piauí. Ali, fez de tudo um pouco; trabalhou na roça, foi marceneiro, mas nenhum dos trabalhos prosperou como ele desejava. O trabalho com a madeira começou aos dezoito anos, mas o gosto por ela começou muito antes; ele cresceu vendo seu pai, que era carpinteiro, trabalhar com a madeira, moldando as mais diversas peças, como portas, janelas, móveis, etc. O próprio Dezinho quando criança já usava pequenas facas e canivetes para esculpir pequenas peças figurativas de madeira. Como não se contentava com a carpintaria, resolveu instalar uma padaria na cidade de Valença. Mas apesar da atividade de padeiro, não deixou de fazer seus trabalhos com madeira; produzia peças que as pessoas encomendavam para pagar promessas pela cura de doenças; eram braços, pernas, mãos, cabeças, dedos, etc.

Em busca de educação para os filhos, mudou-se com a esposa, Francisca de Oliveira, e os seis filhos para a capital do Estado. Em Teresina trabalhou como vigia municipal e continuou a trabalhar na confecção de suas peças de madeira. Nesta época estava sendo construída a Igreja Nossa Senhora de Lourdes e o vigário, padre Francisco das Chagas Carvalho, havia encomendando ao mestre Dezinho alguns bancos para a igreja. Um dia na casa do mestre, Padre Carvalho se deparou com os ex-votos esculpidos por ele. Empolgado com o que tinha visto, encomendou-lhe um Cristo em madeira para colocar no altar-mor da nova igreja. Gostou tanto do resultado que pediu ao mestre que esculpisse várias outras imagens para a igreja. A Igreja da Vermelha, como é conhecida em Teresina, acabou se tornando um registro histórico do nascimento artístico do mestre Dezinho.

“Quando terminei, o padre Carvalho convidou o arcebispo D. Avelar para ver as peças esculpidas na madeira. (...) Eu fiquei bastante nervoso tentando imaginar o que ele estaria pensando sobre aquelas ‘caras de pau’ feito santos. Fiquei aliviado quando ele me cumprimentou e parabenizou dizendo que eu era um escultor. Eu quis saber o que era escultor. Ele disse que era um artista que fazia as semelhanças de uma pessoa em madeira ou em pedra; e que se eu continuasse assim, ia ser um segundo Aleijadinho” (Dezinho, 1999, p. 66).

A repercussão do trabalho do mestre Dezinho na igreja de Nossa Senhora de Lourdes a transformou em um ponto turístico e a obra do mestre ficou conhecida em todo Brasil.

Mestre Dezinho inaugurou uma arte santeira com estilo próprio. E foi com esse estilo que influenciou tantos outros artistas piauienses como Expedito, Cornélio, Edmar e José Soares, para citar alguns. Atualmente no Piauí mais de 150 artesãos vivem do ofício, os quais desenvolveram com o tempo seu estilo, isto é, sua maneira própria de expressão. As peças do mestre Dezinho são talhadas normalmente em cedro, obedecendo muitas vezes o tamanho natural. Nas roupas dos santos, referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região.

A repercussão da obra de Mestre Dezinho foi responsável por várias mudanças em torno da arte santeira quando passou da confecção dos milagres às obras de culto. Reconhecidas por um público crítico e externo à localidade de origem, elevaram seu valor como obra de arte e como referência local e nacional. As obras do mestre Dezinho estão espalhadas pelo mundo. Fez exposições pelo Brasil e em vários países como: México, República Tcheca, Itália, Israel, França, Bélgica, Estados Unidos, dentre outros. Hoje, A maior parte da obras do mestre está nas mãos de colecionadores, mas algumas podem se admiradas em museus (no Brasil e no exterior) e em algumas igrejas, especialmente no Piauí.

O mestre Dezinho faleceu aos 74 anos em fevereiro de 2000, em Teresina-PI.

Fonte: Blog Arte Popular do Brasil, Mestre Dezinho, publicado em dezembro de 2010. Consultado pela última vez em 18 de dezembro de 2022.

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Exposições

1974 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Bienal Nacional 74 (1974 : São Paulo, SP) - Fundação Bienal (São Paulo, SP)

1975 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Bienal Internacional de São Paulo (13. :1975 : São Paulo, SP) - Fundação Bienal (São Paulo, SP)

1980 - Penápolis - São Paulo - Brasil - Salão de Artes Plásticas da Noroeste (4. : 1980 : Penápolis, SP) - Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis (SP)

1981 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Múltiplas Tendências (1981 : São Paulo, SP) - Ranulpho Galeria de Arte (São Paulo, SP)

1982 - Penápolis - São Paulo - Brasil - Salão de Artes Plásticas da Noroeste (5. : 1982 : Penápolis,SP) - Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis (SP)

1982 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Um Século de Escultura no Brasil (1982 : São Paulo, SP) - Museu de Arte de São Paulo (SP)

1991 - São Paulo - São Paulo - Brasil - Chico e os Bichos (1991 : São Paulo, SP) - Ranulpho Galeria de Arte (São Paulo, SP)

1999 - Brasília - Distrito Federal - Brasil - Gênios Ingênuos 70/80 (1999 : Brasília, DF) - Galeria Itaú Cultural (Brasília, DF)

Fonte: MESTRE Dezinho. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 20 de dezembro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Mestre Dezinho: patrono da arte santeira do Piauí para o mundo

Não por acaso a Central de Artesanato Mestre Dezinho leva este nome. Localizado em frente à Praça Pedro II, o espaço riquíssimo em artesanato dos mais variados tipos e formas, ponto turístico de Teresina e de todo o estado, homenageia em seu batismo o agora considerado patrono da Arte Santeira no Piauí, José Alves de Oliveira, conhecido como Mestre Dezinho. Esta realização se deu a partir da Lei n° 7.832, de 28 de junho de 2022.

Nascido em 2 de março de 1916 no município piauiense de Valença do Piauí, muito cedo o artista começou a trabalhar com marcenaria. Tendo sentido atração pela madeira e pluralidade que esta ferramenta natural propõe na arte e no artesanato ao ver seu pai, marceneiro e carpinteiro, trabalhar, desde a infância ele já brincava de esculpir. Enquanto ia crescendo, nunca deixou seu domínio de lado. Embora tenha exercido diversos ofícios, desde padeiro, em sua própria cidade, até vigia municipal em Teresina, para onde mudou-se com sua esposa e filhos, sempre recebeu encomendas de seu trabalho com a madeira.

A Igreja Nossa Senhora de Lourdes, Igreja da Vermelha, possui quase todo o seu acervo lapidado pelo Mestre Dezinho, e isto foi seu pontapé histórico para um reconhecimento mais amplo na capital e no estado do Piauí, inaugurando uma arte santeira com estilo original e único, que influenciou e influencia até hoje os artesãos do Piauí e do mundo. Seu trabalho recebeu importância mundial ao haver sido exposto não somente no Brasil, mas em países como México, República Tcheca, Itália, Israel, França, Estados Unidos e outros.

As obras do Mestre Dezinho são geralmente feitas em cedro, obedecendo muitas vezes o tamanho natural. Nas roupas dos santos são talhadas referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região.

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Lei torna Mestre Dezinho patrono da arte santeira no Piauí

O Centro de Artesanato do estado, localizado na Praça Pedro II, Centro de Teresina, leva o nome de mestre Dezinho em homenagem ao artesão considerado precursor da arte santeira.

A governadora do Piauí, Regina Sousa (PT), sancionou a Lei nº 7.832, que torna Mestre Dezinho o patrono da arte santeira no estado. A lei, de autoria da deputada Teresa Britto (PV), foi publicada na edição de terça-feira (28) do Diário Oficial.

José Alves de Oliveira, conhecido popularmente como Mestre Dezinho, nasceu no dia 2 de março de 1916 no município de Valença do Piauí, a 215 km de Teresina. Ele começou a trabalhar com madeira aos 18 anos, mas as suas obras ganharam destaque quando o mestre se mudou para Teresina e esculpiu algumas peças para a Igreja Nossa Senhora de Lourdes, no bairro Vermelha, Zona Sul da capital piauiense.

As obras de Mestre Dezinho estão espalhadas pelo mundo. O artista já expôs seu trabalho em diversos países como México, Itália, Israel, França e Estados Unidos. As peças dele são talhadas normalmente em cedro, obedecendo o tamanho natural. Nas roupas dos santos, referências da cultura piauiense, como cajus, folhagens e flores típicas da região.

O artista morreu aos 74 anos, em fevereiro de 2020. O centro de artesanato do estado, localizado na Praça Pedro II, Centro de Teresina, leva o nome de mestre Dezinho em homenagem ao artesão.

Fonte: G1 Piauí, "Lei torna Mestre Dezinho patrono da arte santeira no Piauí", publicado em 1 de julho de 2022. Consultado pela última vez em 20 de dezembro de 2022.

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Mestre Dezinho: Piauí tem potencial para exportar Arte Santeira para outros países | Portal V1

Nesta primeira semana do mês de março, o Piauí celebra a Semana Estadual de Valorização da Arte Santeira. A data foi instituída pela Lei Nº 7.695/2021, de autoria do deputado estadual Franzé Silva (PT), em homenagem ao mês de nascimento de José Alves de Oliveira, o Mestre Dezinho, escultor que é a principal referência nesse estilo de arte.

O parlamentar destaca que a Semana de Arte Santeira do Piauí busca, sobretudo, proteger a identidade cultural do povo piauiense, ao mesmo tempo em que promove o fortalecimento econômico do setor e a comercialização da produção dos artistas santeiros. A Arte Santeira do Piauí tem destaque nacional e internacional.

“O Piauí é conhecido pela sua Arte Santeira, uma das nossas principais características. A Semana da Arte Santera visa valorizar essa manifestação cultural e incentivar a produção e divulgação. Para tanto, a nossa homenagem ao Mestre Dezinho, que criou um estilo único e influenciou várias gerações de artistas”, destaca Franzé.

Discípulo de Mestre Dezinho, o escultor santeiro Joaquim José Alves, Mestre Kim, observa que, cada escultura produzida vale entre R$ 5.000 a R$ 30.000, pelo menos, a depender do tamanho e do grau de complexidade. Kim, que é sobrinho e genro de Dezinho, é herdeiro e curador do estilo do Mestre do Piauí.

O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) identificou que o Piauí tem potencial para ampliar e exportar Arte Santeira para outros países, sobretudo nações católicas, como a Itália, França, Espanha e a Polônia, de maneira a transformar o trabalho artístico também em fonte de emprego e renda para os artesãos.

Fonte: Portal V1, '"Mestre Dezinho: Piauí tem potencial para exportar Arte Santeira para outros países", publicado em 2 de março de 2022. Consultado pela última vez em 20 de dezembro de 2022.

Crédito fotográfico: Piauí Hoje, publicado em 30 de junho de 2022. Consultado pela última vez em 20 de dezembro de 2022.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

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