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Nuca de Tracunhaém

Manoel Borges da Silva (5 de agosto de 1937, Nazaré da Mata, PE — 27 de fevereiro de 2014, Recife, PE), mais conhecido como Mestre Nuca, Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões, foi um ceramista brasileiro. Iniciou sua trajetória artística ainda na infância, influenciado por mestres locais, criou sua primeira escultura de leão em 1968 — com a juba encaracolada que se tornaria sua marca registrada — a partir de uma sugestão de sua esposa, Maria Gomes da Silva. Sua obra, produzida com barro natural e queimada em forno a lenha, inclui leões, figuras humanas, anjos e animais, sempre com acabamento expressivo e sem pintura. Alcançou projeção nacional a partir de 1976 e participou de exposições internacionais no Peru (1980) e França (1987). Recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2005. Seu legado é mantido por seus filhos, entre eles Guilherme de Nuca, que seguem na tradição da cerâmica figurativa de Tracunhaém.

Mestre Nuca | Arremate Arte

Manoel Borges da Silva, conhecido como Mestre Nuca ou Nuca de Tracunhaém, nasceu em 5 de agosto de 1937 no Engenho Pedra Furada, em Nazaré da Mata, Pernambuco. Em 1940, mudou-se com a família para Tracunhaém, cidade que se tornaria o cenário de sua vida e obra.

Desde a infância, Nuca demonstrou interesse pela cerâmica, influenciado por mestres locais como Lídia Vieira e Zezinho. Aos 12 anos, já produzia brinquedos de barro que vendia em feiras da região. Em 1968, criou sua primeira escultura de leão, caracterizada por uma juba encaracolada, ideia sugerida por sua esposa, Maria Gomes da Silva. Essa peça se tornou sua marca registrada e símbolo de sua identidade artística.

O reconhecimento nacional veio em 1976, quando participou de uma feira em São Paulo. Posteriormente, expôs suas obras internacionalmente, incluindo uma mostra em Lima, Peru, em 1980, e na exposição "Brésil, Arts Populaires" em Paris, França, em 1987. Suas esculturas, que incluem leões, bonecas, anjos e outros animais, são conhecidas pela expressividade e acabamento detalhado, utilizando barro de Cupiçura, na Paraíba, e queimadas em forno a lenha, sem esmaltação ou pintura.

Em 2005, Mestre Nuca sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou impossibilitado de trabalhar. Apesar disso, seu legado continua vivo através de seus filhos, que seguem sua tradição artística. Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura pernambucana, recebeu o título de "Patrimônio Vivo de Pernambuco" em 2005. Faleceu em 27 de fevereiro de 2014, no Recife, aos 76 anos.

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Mestre Nuca | Wikipédia

Manoel Borges da Silva, popularmente conhecido como Mestre Nuca, Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões (Nazaré da Mata, 5 de agosto de 1937 - Recife, 27 de fevereiro de 2014) é um artesão ceramista pernambucano.

Biografia

Nascido no engenho Pedra Furada, Nazaré da Mata, Zona da Mata Norte em Pernambuco, aos três anos de idade mudou-se para a cidade de Tracunhaém. Ainda criança, convive com ceramistas como Lídia, Antônia Leão, Maria Amélia, Nilson, entre outros e descobre-se um admirador do ofício.

Desde a década 1940 já fazia e vendia pequenas esculturas de cerâmica nas feiras, no entanto, foi a partir de 1968, quando esculpe o primeiro leão, que se reconhece artista, consagrando-se com o efeito visual da juba leonina. Nesta ocasião, se entrosa com ceramistas renomados como Zé do Carmo, Ana das Carrancas e Vitalino. A característica mais marcante dessas peças é a juba encaracolada, herança dos cabelos que o mestre detalhava nas bonecas, uma ideia de Maria Gomes da Silva, sua esposa. Por isso, Nuca costuma dizer que “O leão é meu. O cabelo é dela”.

Há também os leões com jubas em listras e o escamado e até um leão de trança. Em 1976, participou de uma feira em São Paulo, o que ajudou a torná-lo conhecido nacionalmente. Em 1980, expôs seu trabalho em Lima, no Peru. Seus trabalhos podem ser vistos hoje em antiquários, coleções particulares, galerias de arte, museus e em espaços públicos, como as praças do 1º Jardim em Boa Viagem, no Recife, e nos jardins do “Sítio Burle Marx”, no Rio de Janeiro. Atualmente, está impossibilitado de trabalhar com o barro, mas seus filhos, Marco de Nuca e José Guilherme, mantém e preservam a herança de seu pai.[2]

Manoel Borges da Silva recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2005.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mestre Nuca | Itaú Cultural

Mestre Manoel Borges da Silva (Nazaré da Mata, Pernambuco, 1937 – Recife, Pernambuco, 2014). Escultor, ceramista e oleiro. Na infância, produz brinquedos de barro para vender na feira de Carpina, Pernambuco. Por volta de 1940, transfere-se para Tracunhaém e adota o nome da cidade, reconhecida pela tradição em cerâmica. Em 1968, esculpe o primeiro leão que dá origem a sua série mais conhecida. Peixes e galinhas, entre outros animais, são também temas recorrentes em sua produção, além de figuras femininas e anjos. Em feiras e salões de arte popular, convive com ceramistas como Zé do Carmo (1933), Ana das Carrancas (1923-2008) e Mestre Vitalino (1909-1963). Em 1976, participa de feira em São Paulo, organizada pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e ganha reconhecimento nacional. Sua esposa, Maria Gomes da Silva, também conhecida como Maria do Nuca, ajuda-o em seu trabalho. Possui obras em espaços públicos, como as praças Primeiro Jardim de Boa Viagem e Tiradentes, no Recife, e nos jardins do Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro. Integra a Mostra do Redescobrimento, realizada pela Fundação Bienal de São Paulo, em 2000, e a exposição Pop Brasil: a Arte Popular e o Popular na Arte, exibida no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo, em 2002. Em 2005, é considerado Patrimônio Vivo pelo governo de Pernambuco e por isso recebe uma pensão vitalícia do estado para que repasse seu conhecimento a novas gerações. Depois de seu falecimento, em 2008, os filhos – Marcos Borges da Silva, José Guilherme Borges e Marcelo Borges – dão continuidade ao ateliê.

Análise

Os leões dominam a produção de esculturas em cerâmica de Nuca de Tracunhaém. É possível que as primeiras peças representando esse animal sejam fruto de encomenda. Entretanto, é difícil aferir a trajetória desse tema, com forte presença na xilogravura tradicional do nordeste brasileiro1. Não há registro de possíveis mestres populares com os quais o artista tenha aprendido o ofício, apesar de acreditar-se que Nuca provenha de uma família de artesãos.

Os leões habitam o imaginário medieval e estão presentes na heráldica e na xilogravura. Entretanto, essa referência, trabalhada de modo não naturalista, pode ter chegado a Nuca de Tracunhaém por via oral ou textual e, a partir dela, tenha elaborado-a de forma plástica.

A rigidez geométrica e a síntese da forma são características dos leões de Nuca; notam-se os joelhos indicados por relevos circulares mínimos. O crítico Clarival do Prado Valladares (1918-1983), que desenvolve pesquisa sobre arte popular no país, entende que a “estética arcaica”, presente em parte das manifestações artísticas populares, define-se pela atitude hierática, frontalidade, soberania e solidão da figura 2, traços importantes na obra de Nuca.

Nos trabalhos do artista, essas figuras estão destituídas de função religiosa, e as esculturas, apesar de obedecerem a padrões relativamente fixos, demonstram variações quanto aos detalhes. A juba dos leões, por exemplo, assume várias formas, sempre a partir da repetição de um valor formal – circular, serpenteado, sulcado – que podem ainda aparecer em outras figuras.

Exposições

1980 - Imagens e bichos

2002 - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte

2025 - Coleção Vilma Eid - Em cada canto

2025 - Pinacoteca: Acervo

Fonte: NUCA de Tracunhaém. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 13 de maio de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Nuca de Tracunhaém | Em Nome do Autor

Manuel Gomes da Silva – Mestre Nuca ou Nuca de Tracunhaém – tem uma explicação simples para o seu trabalho em barro: “Sou do signo de Leão”. Talvez os astros ajudem, mas a explicação está nas mãos que moldam e esculpem, em uma faina que envolve toda a família – orgulho de Mestre Nuca.

“Toda vida minha família trabalhou em engenho de açúcar, em Nazaré da Mata (PE), onde nasci. Em 1940, tinha uns 8 pra 9 anos, quando chegamos a Tracunhaém. Eu já amassava umas bolinhas de barro. Meu pai arrumou um terreno, construiu um rancho e a gente ficou na cidade. A vida no canavial é muito dura. Aqui a gente cuidava do nosso roçado. Tinha muito barro por aqui. Eu fazia panelinha, cavalinho para brinquedo, ferro de engomar para as meninas brincarem, bonecas e tudo isso era levado para as feiras de Carpina. Já grande, continuei fazendo, pois achava que tinha gente demais fazendo santo por aqui. Então resolvi que ia fazer coisa diferente. Um leão e um cachorro. Era mais ou menos 1968 para 69. Minha mulher, Maria, ajudou. Então, recebi um pedido do Recife. Isso foi lá pelo ano de 1970. Nunca tinha feito isso antes. Fiz o bicho e Maria inventou o cabelo. Ela resolveu que ia botar no leão o cabelo das bonecas que eu fazia. Nas bonecas, ela era quem enfeitava e colocava os cabelos. Foi assim que surgiu o leão cacheado, que ficou logo muito conhecido. Eu fiz também o leão com cabelo liso e parece que gostaram também. Isso foi muito bom, porque quando comecei nem imaginava viver só da arte. Com ela, conheci o mundo e criei minha família.” Hoje, os filhos Guilherme, Marco e Marcelo continuam o trabalho do pai, buscando, gradativamente, suas preferências e linguagens próprias. As filhas, segundo ele, não quiseram aprender. Mas os netos já ficam por ali, amassando bolinhas de barro.

Mestre Nuca, que se restabelece de um derrame recente, fala com muito amor de Maria, que hoje não pode mais trabalhar como gostaria. Por conta de um diabetes, está em uma cadeira de rodas e com a visão quase completamente comprometida. “A gente inventou isso brincando. Juntou-se o pensamento meu com o de Maria e inventamos o leão cacheado.” Deu certo.

Fonte: Em Nome do Autor, “Nuca de Tracunhaém”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mestre Nuca | Portal da Arte

Nuca é apelido de infância: Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões. Leão é o signo de Nuca, ou Manoel Borges da Silva, que nasceu a 5 de agosto de 1937, no engenho Pedra Furada, Nazaré, Mata Norte pernambucana.

Filho de agricultores, viveu a infância em um ambiente de ceramistas e desde os dez anos, modelou em barro elementos do cotidiano. Mudou-se para a cidade de Tracunhaém/PE e passou a conviver com diversos ceramistas em feiras e salões de arte popular, entre eles, Ana das Carrancas e alguns netos de Vitalino.

É em 1968, quando esculpe o primeiro leão, que se reconhece artista, consagra-se com o efeito visual da juba leonina.

O motivo da consagração veio da ideia de esculpir leões e floristas. A mulher, Maria Gomes da Silva, ou Maria de Nuca, teve a ideia de colocar os cabelos cacheados, também no leão.

A moda da juba encaracolada se difundiu tanto, que artesãos aderiram à onda, substituindo pena de galinha pelos cachos. Além desses, que consistem nuns rolinhos de barro aplicados um a um, há o leão de listra, o escamado e o de tranças.

Sobre a escolha da temática dos leões, cogita-se que pode estar vinculada à memória recente da estatuária de louça portuguesa decorativa dos sobrados ou, ainda, à memória ancestral daquele que é considerado o rei dos animais.

Entretanto, não podemos deixar de lembrar que o símbolo de Pernambuco é o leão, tampouco menosprezar a força do imaginário de ascendentes negros africanos presentes na Zona da Mata, nem esquecer que a antiga denominação de Carpina era Floresta dos Leões.

Se a família de Nuca era de agricultores, e não de louceiros, o mesmo aconteceu com a família de Maria, que também era da roça, não tinha ninguém no barro. Pode-se dizer que a obra de Nuca é quase obra de dois artistas, originalidade a quatro mãos. O leão e as bonecas foram criação dele e da mulher.

Após afastar-se do ofício, por problemas de saúde, dois dos seis filhos dão continuidade às artes dos pais, Nuca e Maria: o primogênito Marcos Borges da Silva, ou Marcos de Nuca, faz os leões e José Guilherme Borges da Silva, o filho mais novo, faz as bonecas.

Nuca dos Leões criou os filhos com a arte saída das próprias mãos, festejou a alegria de viver fazendo sempre o que gosta e também ofereceu todas as condições necessárias ao aprendizado e exercício artístico dos filhos seguidores.

A obra do artista pode ser apreciada em antiquários, galerias de arte, e enfeitando praças do Recife, como a do 1º Jardim de Boa Viagem e a Tiradentes, no Cais do Apolo.

Em 27 de fevereiro de 2014, o ceramista morre no Recife.

Fonte: Portal da Arte, “Mestre Nuca”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mestre Nuca | Arte Popular Brasil

Manoel Borges da Silva, Nuca de Tracunhaém ou Mestre Nuca, nasceu no dia 5 de agosto de 1937 no Engenho Pedra Furada, município de Nazaré da Mata, Pernambuco. Considerado um dos mais importantes e expressivos artistas populares de Pernambuco, Nuca viveu a maior parte de sua vida em Tracunhaém, cidade localizada na zona da mata norte pernambucana, distante 72 km do Recife. O município é um dos mais importantes pólos de produção de cerâmica artística e utilitária do Brasil. Segundo uma frase famosa “Em Tracunhaém ou barro vira santo ou vira panela”. A cerâmica artesanal é a principal atividade econômica da cidade.

O mestre Nuca se mudou com a família para Tracunhaém em 1940; seu pai era agricultor e se mudou para a cidade para trabalhar num roçado que a família havia comprado. Em Nuca, o gosto pela arte da cerâmica começou muito cedo; influenciado pelo trabalho de mestres como Lídia Vieira e Zezinho, ainda criança fazia no barro brinquedos inspirados em figuras do seu cotidiano, os quais eram vendidos na feira de Carpina, cidade vizinha a Tracunhaém. Em 1960 Nuca se casou com Maria Gomes da Silva, com a qual teve seis filhos. Foi somente em 1968, quando esculpiu seu primeiro leão, que Nuca passa a ser considerado um artista. No começo não vivia da sua arte; continuou trabalhando na roça, plantando para sobreviver.

Profissionalmente tudo começou quando um antiquário do Recife encomendou ao mestre um leão de cerâmica. O resultado foi uma grande e bela escultura de um leão sentado, com uma postura imponente de guardião, apresentando uma grande juba encaracolada feita com dezenas de fragmentos circulares, a qual se tornou posteriormente sua marca registrada. Desde então a arte de Nuca foi se tornando progressivamente conhecida e prestigiada. Ele afirma que a escultura do leão surgiu de uma idéia dele com a esposa Maria. O mestre conta que a idéia do leão foi dele, mas o cabelo foi dela; talvez inspirados pelos leões de louça portuguesa que decoravam os jardins e varandas de muitos casarões antigos do Recife. Porém, longe desta representação realista, estes animais nos remetem antes aos primeiros séculos da antigüidade clássica, onde representavam guardiões de lugares sagrados.

Os leões de Nuca resultam de uma concepção harmoniosa de volume e tratamento das superfícies, às vezes lisas, às vezes trabalhadas com jubas de pêlos encaracolados, ou então, sulcadas a faca. Outras peças também muito características da sua obra são as bonecas com as mãos cheias de flores e os cabelos cacheados. O mestre produziu ainda outras figuras como anjos, pinhas, peixes, galinhas e outros animais. O barro utilizado é de Cupiçura, na Paraíba, e as peças, queimadas em forno a lenha, não são esmaltadas, decoradas ou pintadas.

O reconhecimento nacional da obra do mestre Nuca começou quando ele participou de uma feira organizada pela EMPETUR (Empresa Pernambucana de Turismo, ligada à Secretaria de Turismo do Estado) em 1974 na capital paulista. Sua obra ultrapassou as fronteiras brasileiras quando em 1980 expôs seus trabalhos em Lima no Peru e em 1987 participou da mostra Brésil, Arts Populaires em Paris, França.

Nos últimos anos o mestre Nuca esteve impossibilitado de trabalhar com o barro. Em 2005 ele sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou com lado esquerdo do corpo paralisado. Sua esposa Maria também já não trabalha; diabética, além de enxergar pouco, teve que amputar as duas pernas devido a complicações provocadas pela doença. Atualmente se locomove numa cadeira de rodas. Dos seis filhos que teve, três seguem o ofício do pai: Marcos Borges da Silva (Marcos de Nuca), José Guilherme Borges (Guilherme de Nuca) e Marcelo Borges. As obras dos três se confundem com a de seu pai e representa a esperança concretizada de que o trabalho do Mestre não terminará com ele.

As obras do mestre Nuca estão espalhadas em antiquários, coleções particulares, galerias de arte, museus e em alguns espaços públicos, como a Praça do 1º Jardim em Boa Viagem e a Praça Tiradentes, no Recife, e nos jardins do Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro.

Mestre Nuca recebeu o título de “Patrimônio Vivo de Pernambuco”, outorgado a ele em 2005 pelo Governo do Estado de Pernambuco.

Ele faleceu no dia 27 de fevereiro de 2014 em Recife, aos 76 anos de idade.

Fonte: Arte Popular Brasil, “Mestre Nuca”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Morre o escultor Nuca de Tracunhaém | Blog do Artesanato Sebrae

Morreu nesta quinta o escultor Manoel Borges da Silva, mais conhecido como Nuca de Tracunhaém ou Mestre Nuca. Ele era um dos principais nomes da arte popular de Pernambuco. Suas esculturas mais famosas são leões feitos de barro.

Aos 76 anos de idade, Nuca foi internado no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip) para implantar uma ponte de safena no coração. Segundo seu neto Toni Anderson, a cirurgia correu bem, mas ele contraiu uma infecção urinária que se espalhou para os rins, o fígado e o sangue. Ele morreu às 16h de ontem.

O enterro aconteceu às 16h de hoje no cemitério de Tracunhaém.

Em 2002, Mestre Nuca recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Ele era um dos principais representantes da arte cerâmica típica de Tracunhaém.

Fonte: Blog do Artesanato Sebrae “Morre o escultor de Tracunhaém”, publicado em 7 de março de 2014. Publicado em Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

Crédito fotográfico: Arte Popular Brasil, "Mestre Nuca", foto de Alexandre Severo. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

Manoel Borges da Silva (5 de agosto de 1937, Nazaré da Mata, PE — 27 de fevereiro de 2014, Recife, PE), mais conhecido como Mestre Nuca, Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões, foi um ceramista brasileiro. Iniciou sua trajetória artística ainda na infância, influenciado por mestres locais, criou sua primeira escultura de leão em 1968 — com a juba encaracolada que se tornaria sua marca registrada — a partir de uma sugestão de sua esposa, Maria Gomes da Silva. Sua obra, produzida com barro natural e queimada em forno a lenha, inclui leões, figuras humanas, anjos e animais, sempre com acabamento expressivo e sem pintura. Alcançou projeção nacional a partir de 1976 e participou de exposições internacionais no Peru (1980) e França (1987). Recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2005. Seu legado é mantido por seus filhos, entre eles Guilherme de Nuca, que seguem na tradição da cerâmica figurativa de Tracunhaém.

Nuca de Tracunhaém

Manoel Borges da Silva (5 de agosto de 1937, Nazaré da Mata, PE — 27 de fevereiro de 2014, Recife, PE), mais conhecido como Mestre Nuca, Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões, foi um ceramista brasileiro. Iniciou sua trajetória artística ainda na infância, influenciado por mestres locais, criou sua primeira escultura de leão em 1968 — com a juba encaracolada que se tornaria sua marca registrada — a partir de uma sugestão de sua esposa, Maria Gomes da Silva. Sua obra, produzida com barro natural e queimada em forno a lenha, inclui leões, figuras humanas, anjos e animais, sempre com acabamento expressivo e sem pintura. Alcançou projeção nacional a partir de 1976 e participou de exposições internacionais no Peru (1980) e França (1987). Recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2005. Seu legado é mantido por seus filhos, entre eles Guilherme de Nuca, que seguem na tradição da cerâmica figurativa de Tracunhaém.

Videos

Território das mãos: Mestre Nuca | 2015

Fenearte: Mestre Nuca | 2022

Pernambuco Vivo: Mestre Nuca | 2014

Mestre Nuca de Tracunhaém Pernambuco | 2009

O legado de Mestre Nuca | 2016

Mestre Nuca | Arremate Arte

Manoel Borges da Silva, conhecido como Mestre Nuca ou Nuca de Tracunhaém, nasceu em 5 de agosto de 1937 no Engenho Pedra Furada, em Nazaré da Mata, Pernambuco. Em 1940, mudou-se com a família para Tracunhaém, cidade que se tornaria o cenário de sua vida e obra.

Desde a infância, Nuca demonstrou interesse pela cerâmica, influenciado por mestres locais como Lídia Vieira e Zezinho. Aos 12 anos, já produzia brinquedos de barro que vendia em feiras da região. Em 1968, criou sua primeira escultura de leão, caracterizada por uma juba encaracolada, ideia sugerida por sua esposa, Maria Gomes da Silva. Essa peça se tornou sua marca registrada e símbolo de sua identidade artística.

O reconhecimento nacional veio em 1976, quando participou de uma feira em São Paulo. Posteriormente, expôs suas obras internacionalmente, incluindo uma mostra em Lima, Peru, em 1980, e na exposição "Brésil, Arts Populaires" em Paris, França, em 1987. Suas esculturas, que incluem leões, bonecas, anjos e outros animais, são conhecidas pela expressividade e acabamento detalhado, utilizando barro de Cupiçura, na Paraíba, e queimadas em forno a lenha, sem esmaltação ou pintura.

Em 2005, Mestre Nuca sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou impossibilitado de trabalhar. Apesar disso, seu legado continua vivo através de seus filhos, que seguem sua tradição artística. Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura pernambucana, recebeu o título de "Patrimônio Vivo de Pernambuco" em 2005. Faleceu em 27 de fevereiro de 2014, no Recife, aos 76 anos.

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Mestre Nuca | Wikipédia

Manoel Borges da Silva, popularmente conhecido como Mestre Nuca, Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões (Nazaré da Mata, 5 de agosto de 1937 - Recife, 27 de fevereiro de 2014) é um artesão ceramista pernambucano.

Biografia

Nascido no engenho Pedra Furada, Nazaré da Mata, Zona da Mata Norte em Pernambuco, aos três anos de idade mudou-se para a cidade de Tracunhaém. Ainda criança, convive com ceramistas como Lídia, Antônia Leão, Maria Amélia, Nilson, entre outros e descobre-se um admirador do ofício.

Desde a década 1940 já fazia e vendia pequenas esculturas de cerâmica nas feiras, no entanto, foi a partir de 1968, quando esculpe o primeiro leão, que se reconhece artista, consagrando-se com o efeito visual da juba leonina. Nesta ocasião, se entrosa com ceramistas renomados como Zé do Carmo, Ana das Carrancas e Vitalino. A característica mais marcante dessas peças é a juba encaracolada, herança dos cabelos que o mestre detalhava nas bonecas, uma ideia de Maria Gomes da Silva, sua esposa. Por isso, Nuca costuma dizer que “O leão é meu. O cabelo é dela”.

Há também os leões com jubas em listras e o escamado e até um leão de trança. Em 1976, participou de uma feira em São Paulo, o que ajudou a torná-lo conhecido nacionalmente. Em 1980, expôs seu trabalho em Lima, no Peru. Seus trabalhos podem ser vistos hoje em antiquários, coleções particulares, galerias de arte, museus e em espaços públicos, como as praças do 1º Jardim em Boa Viagem, no Recife, e nos jardins do “Sítio Burle Marx”, no Rio de Janeiro. Atualmente, está impossibilitado de trabalhar com o barro, mas seus filhos, Marco de Nuca e José Guilherme, mantém e preservam a herança de seu pai.[2]

Manoel Borges da Silva recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco em 2005.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mestre Nuca | Itaú Cultural

Mestre Manoel Borges da Silva (Nazaré da Mata, Pernambuco, 1937 – Recife, Pernambuco, 2014). Escultor, ceramista e oleiro. Na infância, produz brinquedos de barro para vender na feira de Carpina, Pernambuco. Por volta de 1940, transfere-se para Tracunhaém e adota o nome da cidade, reconhecida pela tradição em cerâmica. Em 1968, esculpe o primeiro leão que dá origem a sua série mais conhecida. Peixes e galinhas, entre outros animais, são também temas recorrentes em sua produção, além de figuras femininas e anjos. Em feiras e salões de arte popular, convive com ceramistas como Zé do Carmo (1933), Ana das Carrancas (1923-2008) e Mestre Vitalino (1909-1963). Em 1976, participa de feira em São Paulo, organizada pela Empresa de Turismo de Pernambuco (Empetur) e ganha reconhecimento nacional. Sua esposa, Maria Gomes da Silva, também conhecida como Maria do Nuca, ajuda-o em seu trabalho. Possui obras em espaços públicos, como as praças Primeiro Jardim de Boa Viagem e Tiradentes, no Recife, e nos jardins do Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro. Integra a Mostra do Redescobrimento, realizada pela Fundação Bienal de São Paulo, em 2000, e a exposição Pop Brasil: a Arte Popular e o Popular na Arte, exibida no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo, em 2002. Em 2005, é considerado Patrimônio Vivo pelo governo de Pernambuco e por isso recebe uma pensão vitalícia do estado para que repasse seu conhecimento a novas gerações. Depois de seu falecimento, em 2008, os filhos – Marcos Borges da Silva, José Guilherme Borges e Marcelo Borges – dão continuidade ao ateliê.

Análise

Os leões dominam a produção de esculturas em cerâmica de Nuca de Tracunhaém. É possível que as primeiras peças representando esse animal sejam fruto de encomenda. Entretanto, é difícil aferir a trajetória desse tema, com forte presença na xilogravura tradicional do nordeste brasileiro1. Não há registro de possíveis mestres populares com os quais o artista tenha aprendido o ofício, apesar de acreditar-se que Nuca provenha de uma família de artesãos.

Os leões habitam o imaginário medieval e estão presentes na heráldica e na xilogravura. Entretanto, essa referência, trabalhada de modo não naturalista, pode ter chegado a Nuca de Tracunhaém por via oral ou textual e, a partir dela, tenha elaborado-a de forma plástica.

A rigidez geométrica e a síntese da forma são características dos leões de Nuca; notam-se os joelhos indicados por relevos circulares mínimos. O crítico Clarival do Prado Valladares (1918-1983), que desenvolve pesquisa sobre arte popular no país, entende que a “estética arcaica”, presente em parte das manifestações artísticas populares, define-se pela atitude hierática, frontalidade, soberania e solidão da figura 2, traços importantes na obra de Nuca.

Nos trabalhos do artista, essas figuras estão destituídas de função religiosa, e as esculturas, apesar de obedecerem a padrões relativamente fixos, demonstram variações quanto aos detalhes. A juba dos leões, por exemplo, assume várias formas, sempre a partir da repetição de um valor formal – circular, serpenteado, sulcado – que podem ainda aparecer em outras figuras.

Exposições

1980 - Imagens e bichos

2002 - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte

2025 - Coleção Vilma Eid - Em cada canto

2025 - Pinacoteca: Acervo

Fonte: NUCA de Tracunhaém. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 13 de maio de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Nuca de Tracunhaém | Em Nome do Autor

Manuel Gomes da Silva – Mestre Nuca ou Nuca de Tracunhaém – tem uma explicação simples para o seu trabalho em barro: “Sou do signo de Leão”. Talvez os astros ajudem, mas a explicação está nas mãos que moldam e esculpem, em uma faina que envolve toda a família – orgulho de Mestre Nuca.

“Toda vida minha família trabalhou em engenho de açúcar, em Nazaré da Mata (PE), onde nasci. Em 1940, tinha uns 8 pra 9 anos, quando chegamos a Tracunhaém. Eu já amassava umas bolinhas de barro. Meu pai arrumou um terreno, construiu um rancho e a gente ficou na cidade. A vida no canavial é muito dura. Aqui a gente cuidava do nosso roçado. Tinha muito barro por aqui. Eu fazia panelinha, cavalinho para brinquedo, ferro de engomar para as meninas brincarem, bonecas e tudo isso era levado para as feiras de Carpina. Já grande, continuei fazendo, pois achava que tinha gente demais fazendo santo por aqui. Então resolvi que ia fazer coisa diferente. Um leão e um cachorro. Era mais ou menos 1968 para 69. Minha mulher, Maria, ajudou. Então, recebi um pedido do Recife. Isso foi lá pelo ano de 1970. Nunca tinha feito isso antes. Fiz o bicho e Maria inventou o cabelo. Ela resolveu que ia botar no leão o cabelo das bonecas que eu fazia. Nas bonecas, ela era quem enfeitava e colocava os cabelos. Foi assim que surgiu o leão cacheado, que ficou logo muito conhecido. Eu fiz também o leão com cabelo liso e parece que gostaram também. Isso foi muito bom, porque quando comecei nem imaginava viver só da arte. Com ela, conheci o mundo e criei minha família.” Hoje, os filhos Guilherme, Marco e Marcelo continuam o trabalho do pai, buscando, gradativamente, suas preferências e linguagens próprias. As filhas, segundo ele, não quiseram aprender. Mas os netos já ficam por ali, amassando bolinhas de barro.

Mestre Nuca, que se restabelece de um derrame recente, fala com muito amor de Maria, que hoje não pode mais trabalhar como gostaria. Por conta de um diabetes, está em uma cadeira de rodas e com a visão quase completamente comprometida. “A gente inventou isso brincando. Juntou-se o pensamento meu com o de Maria e inventamos o leão cacheado.” Deu certo.

Fonte: Em Nome do Autor, “Nuca de Tracunhaém”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mestre Nuca | Portal da Arte

Nuca é apelido de infância: Nuca de Tracunhaém ou Nuca dos Leões. Leão é o signo de Nuca, ou Manoel Borges da Silva, que nasceu a 5 de agosto de 1937, no engenho Pedra Furada, Nazaré, Mata Norte pernambucana.

Filho de agricultores, viveu a infância em um ambiente de ceramistas e desde os dez anos, modelou em barro elementos do cotidiano. Mudou-se para a cidade de Tracunhaém/PE e passou a conviver com diversos ceramistas em feiras e salões de arte popular, entre eles, Ana das Carrancas e alguns netos de Vitalino.

É em 1968, quando esculpe o primeiro leão, que se reconhece artista, consagra-se com o efeito visual da juba leonina.

O motivo da consagração veio da ideia de esculpir leões e floristas. A mulher, Maria Gomes da Silva, ou Maria de Nuca, teve a ideia de colocar os cabelos cacheados, também no leão.

A moda da juba encaracolada se difundiu tanto, que artesãos aderiram à onda, substituindo pena de galinha pelos cachos. Além desses, que consistem nuns rolinhos de barro aplicados um a um, há o leão de listra, o escamado e o de tranças.

Sobre a escolha da temática dos leões, cogita-se que pode estar vinculada à memória recente da estatuária de louça portuguesa decorativa dos sobrados ou, ainda, à memória ancestral daquele que é considerado o rei dos animais.

Entretanto, não podemos deixar de lembrar que o símbolo de Pernambuco é o leão, tampouco menosprezar a força do imaginário de ascendentes negros africanos presentes na Zona da Mata, nem esquecer que a antiga denominação de Carpina era Floresta dos Leões.

Se a família de Nuca era de agricultores, e não de louceiros, o mesmo aconteceu com a família de Maria, que também era da roça, não tinha ninguém no barro. Pode-se dizer que a obra de Nuca é quase obra de dois artistas, originalidade a quatro mãos. O leão e as bonecas foram criação dele e da mulher.

Após afastar-se do ofício, por problemas de saúde, dois dos seis filhos dão continuidade às artes dos pais, Nuca e Maria: o primogênito Marcos Borges da Silva, ou Marcos de Nuca, faz os leões e José Guilherme Borges da Silva, o filho mais novo, faz as bonecas.

Nuca dos Leões criou os filhos com a arte saída das próprias mãos, festejou a alegria de viver fazendo sempre o que gosta e também ofereceu todas as condições necessárias ao aprendizado e exercício artístico dos filhos seguidores.

A obra do artista pode ser apreciada em antiquários, galerias de arte, e enfeitando praças do Recife, como a do 1º Jardim de Boa Viagem e a Tiradentes, no Cais do Apolo.

Em 27 de fevereiro de 2014, o ceramista morre no Recife.

Fonte: Portal da Arte, “Mestre Nuca”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mestre Nuca | Arte Popular Brasil

Manoel Borges da Silva, Nuca de Tracunhaém ou Mestre Nuca, nasceu no dia 5 de agosto de 1937 no Engenho Pedra Furada, município de Nazaré da Mata, Pernambuco. Considerado um dos mais importantes e expressivos artistas populares de Pernambuco, Nuca viveu a maior parte de sua vida em Tracunhaém, cidade localizada na zona da mata norte pernambucana, distante 72 km do Recife. O município é um dos mais importantes pólos de produção de cerâmica artística e utilitária do Brasil. Segundo uma frase famosa “Em Tracunhaém ou barro vira santo ou vira panela”. A cerâmica artesanal é a principal atividade econômica da cidade.

O mestre Nuca se mudou com a família para Tracunhaém em 1940; seu pai era agricultor e se mudou para a cidade para trabalhar num roçado que a família havia comprado. Em Nuca, o gosto pela arte da cerâmica começou muito cedo; influenciado pelo trabalho de mestres como Lídia Vieira e Zezinho, ainda criança fazia no barro brinquedos inspirados em figuras do seu cotidiano, os quais eram vendidos na feira de Carpina, cidade vizinha a Tracunhaém. Em 1960 Nuca se casou com Maria Gomes da Silva, com a qual teve seis filhos. Foi somente em 1968, quando esculpiu seu primeiro leão, que Nuca passa a ser considerado um artista. No começo não vivia da sua arte; continuou trabalhando na roça, plantando para sobreviver.

Profissionalmente tudo começou quando um antiquário do Recife encomendou ao mestre um leão de cerâmica. O resultado foi uma grande e bela escultura de um leão sentado, com uma postura imponente de guardião, apresentando uma grande juba encaracolada feita com dezenas de fragmentos circulares, a qual se tornou posteriormente sua marca registrada. Desde então a arte de Nuca foi se tornando progressivamente conhecida e prestigiada. Ele afirma que a escultura do leão surgiu de uma idéia dele com a esposa Maria. O mestre conta que a idéia do leão foi dele, mas o cabelo foi dela; talvez inspirados pelos leões de louça portuguesa que decoravam os jardins e varandas de muitos casarões antigos do Recife. Porém, longe desta representação realista, estes animais nos remetem antes aos primeiros séculos da antigüidade clássica, onde representavam guardiões de lugares sagrados.

Os leões de Nuca resultam de uma concepção harmoniosa de volume e tratamento das superfícies, às vezes lisas, às vezes trabalhadas com jubas de pêlos encaracolados, ou então, sulcadas a faca. Outras peças também muito características da sua obra são as bonecas com as mãos cheias de flores e os cabelos cacheados. O mestre produziu ainda outras figuras como anjos, pinhas, peixes, galinhas e outros animais. O barro utilizado é de Cupiçura, na Paraíba, e as peças, queimadas em forno a lenha, não são esmaltadas, decoradas ou pintadas.

O reconhecimento nacional da obra do mestre Nuca começou quando ele participou de uma feira organizada pela EMPETUR (Empresa Pernambucana de Turismo, ligada à Secretaria de Turismo do Estado) em 1974 na capital paulista. Sua obra ultrapassou as fronteiras brasileiras quando em 1980 expôs seus trabalhos em Lima no Peru e em 1987 participou da mostra Brésil, Arts Populaires em Paris, França.

Nos últimos anos o mestre Nuca esteve impossibilitado de trabalhar com o barro. Em 2005 ele sofreu um acidente vascular cerebral que o deixou com lado esquerdo do corpo paralisado. Sua esposa Maria também já não trabalha; diabética, além de enxergar pouco, teve que amputar as duas pernas devido a complicações provocadas pela doença. Atualmente se locomove numa cadeira de rodas. Dos seis filhos que teve, três seguem o ofício do pai: Marcos Borges da Silva (Marcos de Nuca), José Guilherme Borges (Guilherme de Nuca) e Marcelo Borges. As obras dos três se confundem com a de seu pai e representa a esperança concretizada de que o trabalho do Mestre não terminará com ele.

As obras do mestre Nuca estão espalhadas em antiquários, coleções particulares, galerias de arte, museus e em alguns espaços públicos, como a Praça do 1º Jardim em Boa Viagem e a Praça Tiradentes, no Recife, e nos jardins do Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro.

Mestre Nuca recebeu o título de “Patrimônio Vivo de Pernambuco”, outorgado a ele em 2005 pelo Governo do Estado de Pernambuco.

Ele faleceu no dia 27 de fevereiro de 2014 em Recife, aos 76 anos de idade.

Fonte: Arte Popular Brasil, “Mestre Nuca”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Morre o escultor Nuca de Tracunhaém | Blog do Artesanato Sebrae

Morreu nesta quinta o escultor Manoel Borges da Silva, mais conhecido como Nuca de Tracunhaém ou Mestre Nuca. Ele era um dos principais nomes da arte popular de Pernambuco. Suas esculturas mais famosas são leões feitos de barro.

Aos 76 anos de idade, Nuca foi internado no Instituto Materno Infantil de Pernambuco (Imip) para implantar uma ponte de safena no coração. Segundo seu neto Toni Anderson, a cirurgia correu bem, mas ele contraiu uma infecção urinária que se espalhou para os rins, o fígado e o sangue. Ele morreu às 16h de ontem.

O enterro aconteceu às 16h de hoje no cemitério de Tracunhaém.

Em 2002, Mestre Nuca recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco. Ele era um dos principais representantes da arte cerâmica típica de Tracunhaém.

Fonte: Blog do Artesanato Sebrae “Morre o escultor de Tracunhaém”, publicado em 7 de março de 2014. Publicado em Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

Crédito fotográfico: Arte Popular Brasil, "Mestre Nuca", foto de Alexandre Severo. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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