Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (17 de maio de 1883, Salvador, Brasil — 7 de agosto de 1965, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Presciliano Silva, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e concluiu sua formação na Escola de Belas Artes da Bahia, sendo aluno de Manoel Lopes Rodrigues. Em 1903, viajou para Paris, onde teve contato com ateliês e com o circuito artístico europeu, expondo inclusive no Salão Oficial de Paris em 1912. Sua formação foi consolidada entre a tradição acadêmica brasileira e as influências impressionistas e pontilhistas da escola francesa. Foi influenciado por mestres como Manoel Lopes Rodrigues e, na Europa, absorveu aspectos dos movimentos impressionistas. De volta ao Brasil, formou discípulos, entre eles José Lima, e atuou como professor e diretor da Escola de Belas Artes da Bahia. Sua obra é marcada pelo domínio técnico, delicadeza na composição e abordagem de temas históricos e religiosos. Trabalhou com pintura a óleo e desenho, explorando o pontilhismo e a luz como elementos centrais. Recebeu homenagens em vida e postumamente, incluindo a instalação de um busto no Palácio da Aclamação, em Salvador.
Presciliano Silva | Arremate Arte
Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 – Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro, reconhecido como uma das figuras mais importantes da história das artes visuais na Bahia e um dos grandes intérpretes da iconografia histórica e religiosa do Brasil do século XX.
Formado inicialmente no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e posteriormente na Escola de Belas Artes da Bahia, Presciliano teve como mestre o pintor Manoel Lopes Rodrigues, que o incentivou a buscar aperfeiçoamento artístico na Europa. Em 1903, embarcou para Paris, onde frequentou ateliês de artistas franceses e teve contato com os movimentos de vanguarda que agitavam a capital mundial das artes naquele início de século. Apesar de enfrentar dificuldades financeiras e de saúde – desenvolveu uma esclerose nos tímpanos que o levou à surdez progressiva – Presciliano persistiu na prática artística e chegou a expor no Salão Oficial de Paris em 1912, feito notável para um artista brasileiro do período.
De volta ao Brasil em 1914, fixou-se em Salvador, onde abriu um ateliê e passou a lecionar na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1928, assumiu a cátedra de pintura na Escola de Belas Artes da Bahia, tornando-se uma referência no ensino de artes plásticas no estado. Foi diretor da instituição e formador de uma geração de artistas, entre eles José Lima, conhecido por sua pintura sacra.
Sua obra navega entre o impressionismo e o pontilhismo, estilos nos quais soube imprimir uma personalidade própria, especialmente em composições que retratam cenas históricas e religiosas. É nesse campo que se encontra sua obra mais emblemática: a monumental tela "Entrada do Exército Libertador" (1930), encomendada pela Prefeitura de Salvador e instalada no Salão Nobre do Paço Municipal. A pintura, baseada em uma litografia de Bento Rufino Capinan e elaborada a partir de estudos detalhados a carvão, representa a chegada triunfal das tropas brasileiras a Salvador em 2 de julho de 1823, durante a Independência da Bahia. É uma das mais significativas interpretações visuais deste marco da história brasileira.
Além de retratista de figuras ilustres e paisagista refinado, Presciliano se destacou por sua devoção ao ofício e à formação artística. Sua produção, que combina rigor acadêmico e intuição poética, ainda hoje é estudada por pesquisadores da arte moderna brasileira. O reconhecimento por sua contribuição veio em vida e após sua morte, com exposições, prêmios e homenagens, como o busto erguido no Palácio da Aclamação, em Salvador, reinaugurado em 2014.
Com uma obra marcada pela elegância pictórica, pelo domínio da luz e pela sensibilidade narrativa, construiu uma carreira sólida como artista e educador, deixando um legado que atravessa o campo da arte, da história e da pedagogia.
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Presciliano Silva | Itaú Cultural
Presciliano Atanagildo Izidoro da Silva (Salvador, Bahia, 1883 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1965). Pintor. Inicia seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios, em Salvador, e como aluno particular de Manoel Lopes Rodrigues (1861 - 1917). Em 1896 matricula-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde estuda desenho e pintura. É contemplado com bolsa de estudo pelo governo do Estado da Bahia, parte para a França em 1905, e freqüenta a Académie Julian. Retorna à Bahia em 1908 e realiza sua primeira exposição, em Salvador. Entre 1908 e 1912, fixa-se no Rio de Janeiro, onde participa de algumas exposições e uma de suas telas, Interior Bretão, é adquirida pelo governo do Estado. Em 1912, faz nova viagem à Europa, e visita a França e a Bélgica. No ano seguinte, participa do Salão Oficial dos Artistas Franceses, com a obra Retrato de Madame le Clinche. Retorna a Salvador em 1913. Executa pinturas decorativas na nave central e capela-mor da Igreja da Piedade em 1915. Torna-se professor de desenho da Escola de Artífices da Bahia em 1916 e ingressa como professor na Escola de Belas Artes da Bahia em 1928. Dois anos depois, faz a pintura histórica Entrada do Exército Libertador, por encomenda do prefeito de Salvador, Francisco de Souza. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes em 1941 e medalha de honra em 1947, pela tela O Romeiro. Participa do 14º Salão Paulista de Belas Artes, em 1948, e é premiado com a tela Interior da Igreja de São Francisco. Em 1960, recebe o título de professor emérito da Universidade da Bahia.
Análise
Quando, entre 1905 e 1907, Presciliano Silva aprimora seus estudos na Académie Julian, tem como professores Tony-Robert Fleury (1837 - 1912), Adolphe Déchenaud e Jules Lefèbvre (1836 - 1912). Nesse período, a tela Bebedor de Cidra, de 1907, recebe elogios do crítico Gonzaga Duque (1863 - 1911), que vê em Silva um talento promissor e identifica na austeridade da obra o "... cuidado e tocante preocupação de fazer justo, certo e verdadeiro". Outro trabalho produzido na França é Lição de Tricot, de 1908, que apresenta uma fatura impressionista nas pinceladas ligeiras, no tratamento das figuras e na maneira de criar efeitos de luminosidade. Na obra Lavadeira, de 1911, feita no período em que vive no Rio de Janeiro, pode-se perceber um resultado semelhante, motivado pelo interesse em captar a luz local.
Em 1912, em Concarneau, França, Silva produz marinhas, paisagens e retratos de tons graves, como a Velha de Concarneau, de 1912. Pinta diversas vezes o mercado de Concarneau, interessado em explorar as variações de luz.
A partir de 1918 pinta os interiores de igrejas e sacristias pelos quais se torna conhecido. Entre as diversas obras desse caráter destacam-se Oração da Tarde, 1918, pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA); Última Porta, 1921, e Sala do Capítulo, 1923, ambas do acervo do Museu Carlos Costa Pinto. Confidências, Manhã no Carmo e Ex-Voto de Bandeirantes são produzidas em 1927 e expostas no Gabinete Português de Leitura de Salvador. Na maioria dessas obras chamam a atenção o tratamento dado ao espaço e os efeitos de luminosidade. O historiador Clarival do Prado Valladares compara seus interiores aos dos mestres holandeses, pelo jogo de luz e a atmosfera de recolhimento.
Silva alcança sucesso entre a burguesia local da época e consolida carreira de destaque como professor. Em 1963, em comemoração dos seus 80 anos, é realizada uma retrospectiva de sua produção no Museu de Arte Sacra da Bahia.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1909 - 16ª Exposição Geral de Belas Artes
1910 - 17ª Exposição Geral de Belas Artes
1841 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1947 - 53º Salão Nacional de Belas Artes
1948 - 14º Salão Paulista de Belas Artes
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1963 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Exposição Coletiva de Natal
1967 - Presciliano Silva
1980 - Comemorando um Centenário
1983 - Dezenovevinte: uma virada no século
1989 - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1999 - 100 Artistas Plásticos da Bahia
2006 - Modos de Ver e de Entender a Arte
2012 - Água - Reflexos na Arte da Bahia
2013 - Retratos sem Paredes (2013 : São Paulo, SP)
2017 - Memórias – uma homenagem a Presciliano Silva
2018 - A Pintura no Acervo do MAB
2022 - Modernismo expandido
Fonte: PRESCILIANO Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 14 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Presciliano Silva | Wikipédia
Presciliano Atanagildo Isidoro Rodrigues da Silva, mais conhecido como Presciliano Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor brasileiro. Algumas de suas obras estão expostas no Museu de Arte da Bahia.
Biografia
Era Presciliano o primeiro filho das segundas núpcias de Possidônio Izidoro da Silva e de Clotilde Rodrigues da Silva, que foi sua grande incentivadora; a mãe o matricula, já aos 13 anos, na Escola de Belas Artes e desde então frequenta aulas particulares no Liceu de Artes e Ofícios, com o professor Manoel Lopes Rodrigues.
O mestre apoia sua ida a Paris, em 1903, onde sofre preconceito e experimenta o sofrimento causado pelos ruídos e surdez de uma esclerose nos tímpanos. Fica em França até 1906, quando retorna à Bahia e tem resposta favorável aos seus trabalhos, o que, com incentivo de amigos como Olegário Mariano, o motiva a expor no Rio de Janeiro.
Em 1912 vence as resistências e consegue expor em Paris, no Salão Oficial, o quadro que retrata Mme. Le Clinche. Com o início da I Guerra Mundial volta à cidade natal, onde estabelece seu ateliê, no ano seguinte.
Na cidade leciona na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1920 tem de Ruy Barbosa as mais elogiosas palavras: "...o meu instinto, minha intuição, algum gosto que terei, talvez, e o meu hábito de ver obras de mestres, me indicam em Presciliano Silva um pintor de extraordinário merecimento e futuro."
Ingressa como docente, em 1928, na Escola de Belas Artes da Bahia, onde mais tarde seria diretor e professor emérito. Foi Mestre de outro grande nome da pintura brasileira: José Lima, o "Pintor das Igrejas".
Em 1930 realiza seu maior trabalho, retratando o 2 de julho de 1823, data que marca o fim da guerra pela Independência da Bahia, intitulada Entrada do Exército Libertador.
O artista continuou pintando até sua morte, em 1965, tendo seu trabalho sido consagrado por diversas exposições e prêmios. Era casado com Alice Moniz Silva, com quem teve uma única filha, Maria da Conceição.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
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Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador | A Tarde
Localizado no Boulevard Suíço, em Salvador, o antigo ateliê do renomado pintor baiano Presciliano Silva (1883-1965), que fica em uma casa de dois andares com 89 anos, está se transformando em um ponto de pesquisa e residência artística. Neste mês de julho, já está recebendo o trabalho do artista francês, Pol Taburet. O Ateliê fica no bairro de Nazaré, nas imediações do Centro Histórico.
A iniciativa é da ‘Pivô Arte e Pesquisa’, associação cultural paulista sem fins lucrativos, fundada em 2012, que atua como plataforma de intercâmbio e experimentação artística e que agora faz a inauguração do Pivô Salvador, prevista para o dia 30 de julho.
Durante o processo de residência, os artistas são acompanhados por curadores convidados que trabalham em colaboração com a equipe curatorial do Pivô, promovendo um ambiente crítico compartilhado e apoiado em diferentes atividades educativas.
O Ateliê de Presciliano foi projetado em 1934 pelo engenheiro e arquiteto carioca Lycério Schreiner. A inspiração veio do ateliê do pintor francês Paul Cézanne (1839–1906), localizado em Aix-en-Provence, próximo à cidade de Marselha, entre Toulon e Avignon, no sul da França.
Fonte: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
Crédito fotográfico: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (17 de maio de 1883, Salvador, Brasil — 7 de agosto de 1965, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Presciliano Silva, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e concluiu sua formação na Escola de Belas Artes da Bahia, sendo aluno de Manoel Lopes Rodrigues. Em 1903, viajou para Paris, onde teve contato com ateliês e com o circuito artístico europeu, expondo inclusive no Salão Oficial de Paris em 1912. Sua formação foi consolidada entre a tradição acadêmica brasileira e as influências impressionistas e pontilhistas da escola francesa. Foi influenciado por mestres como Manoel Lopes Rodrigues e, na Europa, absorveu aspectos dos movimentos impressionistas. De volta ao Brasil, formou discípulos, entre eles José Lima, e atuou como professor e diretor da Escola de Belas Artes da Bahia. Sua obra é marcada pelo domínio técnico, delicadeza na composição e abordagem de temas históricos e religiosos. Trabalhou com pintura a óleo e desenho, explorando o pontilhismo e a luz como elementos centrais. Recebeu homenagens em vida e postumamente, incluindo a instalação de um busto no Palácio da Aclamação, em Salvador.
Presciliano Silva | Arremate Arte
Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 – Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro, reconhecido como uma das figuras mais importantes da história das artes visuais na Bahia e um dos grandes intérpretes da iconografia histórica e religiosa do Brasil do século XX.
Formado inicialmente no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e posteriormente na Escola de Belas Artes da Bahia, Presciliano teve como mestre o pintor Manoel Lopes Rodrigues, que o incentivou a buscar aperfeiçoamento artístico na Europa. Em 1903, embarcou para Paris, onde frequentou ateliês de artistas franceses e teve contato com os movimentos de vanguarda que agitavam a capital mundial das artes naquele início de século. Apesar de enfrentar dificuldades financeiras e de saúde – desenvolveu uma esclerose nos tímpanos que o levou à surdez progressiva – Presciliano persistiu na prática artística e chegou a expor no Salão Oficial de Paris em 1912, feito notável para um artista brasileiro do período.
De volta ao Brasil em 1914, fixou-se em Salvador, onde abriu um ateliê e passou a lecionar na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1928, assumiu a cátedra de pintura na Escola de Belas Artes da Bahia, tornando-se uma referência no ensino de artes plásticas no estado. Foi diretor da instituição e formador de uma geração de artistas, entre eles José Lima, conhecido por sua pintura sacra.
Sua obra navega entre o impressionismo e o pontilhismo, estilos nos quais soube imprimir uma personalidade própria, especialmente em composições que retratam cenas históricas e religiosas. É nesse campo que se encontra sua obra mais emblemática: a monumental tela "Entrada do Exército Libertador" (1930), encomendada pela Prefeitura de Salvador e instalada no Salão Nobre do Paço Municipal. A pintura, baseada em uma litografia de Bento Rufino Capinan e elaborada a partir de estudos detalhados a carvão, representa a chegada triunfal das tropas brasileiras a Salvador em 2 de julho de 1823, durante a Independência da Bahia. É uma das mais significativas interpretações visuais deste marco da história brasileira.
Além de retratista de figuras ilustres e paisagista refinado, Presciliano se destacou por sua devoção ao ofício e à formação artística. Sua produção, que combina rigor acadêmico e intuição poética, ainda hoje é estudada por pesquisadores da arte moderna brasileira. O reconhecimento por sua contribuição veio em vida e após sua morte, com exposições, prêmios e homenagens, como o busto erguido no Palácio da Aclamação, em Salvador, reinaugurado em 2014.
Com uma obra marcada pela elegância pictórica, pelo domínio da luz e pela sensibilidade narrativa, construiu uma carreira sólida como artista e educador, deixando um legado que atravessa o campo da arte, da história e da pedagogia.
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Presciliano Silva | Itaú Cultural
Presciliano Atanagildo Izidoro da Silva (Salvador, Bahia, 1883 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1965). Pintor. Inicia seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios, em Salvador, e como aluno particular de Manoel Lopes Rodrigues (1861 - 1917). Em 1896 matricula-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde estuda desenho e pintura. É contemplado com bolsa de estudo pelo governo do Estado da Bahia, parte para a França em 1905, e freqüenta a Académie Julian. Retorna à Bahia em 1908 e realiza sua primeira exposição, em Salvador. Entre 1908 e 1912, fixa-se no Rio de Janeiro, onde participa de algumas exposições e uma de suas telas, Interior Bretão, é adquirida pelo governo do Estado. Em 1912, faz nova viagem à Europa, e visita a França e a Bélgica. No ano seguinte, participa do Salão Oficial dos Artistas Franceses, com a obra Retrato de Madame le Clinche. Retorna a Salvador em 1913. Executa pinturas decorativas na nave central e capela-mor da Igreja da Piedade em 1915. Torna-se professor de desenho da Escola de Artífices da Bahia em 1916 e ingressa como professor na Escola de Belas Artes da Bahia em 1928. Dois anos depois, faz a pintura histórica Entrada do Exército Libertador, por encomenda do prefeito de Salvador, Francisco de Souza. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes em 1941 e medalha de honra em 1947, pela tela O Romeiro. Participa do 14º Salão Paulista de Belas Artes, em 1948, e é premiado com a tela Interior da Igreja de São Francisco. Em 1960, recebe o título de professor emérito da Universidade da Bahia.
Análise
Quando, entre 1905 e 1907, Presciliano Silva aprimora seus estudos na Académie Julian, tem como professores Tony-Robert Fleury (1837 - 1912), Adolphe Déchenaud e Jules Lefèbvre (1836 - 1912). Nesse período, a tela Bebedor de Cidra, de 1907, recebe elogios do crítico Gonzaga Duque (1863 - 1911), que vê em Silva um talento promissor e identifica na austeridade da obra o "... cuidado e tocante preocupação de fazer justo, certo e verdadeiro". Outro trabalho produzido na França é Lição de Tricot, de 1908, que apresenta uma fatura impressionista nas pinceladas ligeiras, no tratamento das figuras e na maneira de criar efeitos de luminosidade. Na obra Lavadeira, de 1911, feita no período em que vive no Rio de Janeiro, pode-se perceber um resultado semelhante, motivado pelo interesse em captar a luz local.
Em 1912, em Concarneau, França, Silva produz marinhas, paisagens e retratos de tons graves, como a Velha de Concarneau, de 1912. Pinta diversas vezes o mercado de Concarneau, interessado em explorar as variações de luz.
A partir de 1918 pinta os interiores de igrejas e sacristias pelos quais se torna conhecido. Entre as diversas obras desse caráter destacam-se Oração da Tarde, 1918, pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA); Última Porta, 1921, e Sala do Capítulo, 1923, ambas do acervo do Museu Carlos Costa Pinto. Confidências, Manhã no Carmo e Ex-Voto de Bandeirantes são produzidas em 1927 e expostas no Gabinete Português de Leitura de Salvador. Na maioria dessas obras chamam a atenção o tratamento dado ao espaço e os efeitos de luminosidade. O historiador Clarival do Prado Valladares compara seus interiores aos dos mestres holandeses, pelo jogo de luz e a atmosfera de recolhimento.
Silva alcança sucesso entre a burguesia local da época e consolida carreira de destaque como professor. Em 1963, em comemoração dos seus 80 anos, é realizada uma retrospectiva de sua produção no Museu de Arte Sacra da Bahia.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1909 - 16ª Exposição Geral de Belas Artes
1910 - 17ª Exposição Geral de Belas Artes
1841 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1947 - 53º Salão Nacional de Belas Artes
1948 - 14º Salão Paulista de Belas Artes
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1963 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Exposição Coletiva de Natal
1967 - Presciliano Silva
1980 - Comemorando um Centenário
1983 - Dezenovevinte: uma virada no século
1989 - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1999 - 100 Artistas Plásticos da Bahia
2006 - Modos de Ver e de Entender a Arte
2012 - Água - Reflexos na Arte da Bahia
2013 - Retratos sem Paredes (2013 : São Paulo, SP)
2017 - Memórias – uma homenagem a Presciliano Silva
2018 - A Pintura no Acervo do MAB
2022 - Modernismo expandido
Fonte: PRESCILIANO Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 14 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Presciliano Silva | Wikipédia
Presciliano Atanagildo Isidoro Rodrigues da Silva, mais conhecido como Presciliano Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor brasileiro. Algumas de suas obras estão expostas no Museu de Arte da Bahia.
Biografia
Era Presciliano o primeiro filho das segundas núpcias de Possidônio Izidoro da Silva e de Clotilde Rodrigues da Silva, que foi sua grande incentivadora; a mãe o matricula, já aos 13 anos, na Escola de Belas Artes e desde então frequenta aulas particulares no Liceu de Artes e Ofícios, com o professor Manoel Lopes Rodrigues.
O mestre apoia sua ida a Paris, em 1903, onde sofre preconceito e experimenta o sofrimento causado pelos ruídos e surdez de uma esclerose nos tímpanos. Fica em França até 1906, quando retorna à Bahia e tem resposta favorável aos seus trabalhos, o que, com incentivo de amigos como Olegário Mariano, o motiva a expor no Rio de Janeiro.
Em 1912 vence as resistências e consegue expor em Paris, no Salão Oficial, o quadro que retrata Mme. Le Clinche. Com o início da I Guerra Mundial volta à cidade natal, onde estabelece seu ateliê, no ano seguinte.
Na cidade leciona na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1920 tem de Ruy Barbosa as mais elogiosas palavras: "...o meu instinto, minha intuição, algum gosto que terei, talvez, e o meu hábito de ver obras de mestres, me indicam em Presciliano Silva um pintor de extraordinário merecimento e futuro."
Ingressa como docente, em 1928, na Escola de Belas Artes da Bahia, onde mais tarde seria diretor e professor emérito. Foi Mestre de outro grande nome da pintura brasileira: José Lima, o "Pintor das Igrejas".
Em 1930 realiza seu maior trabalho, retratando o 2 de julho de 1823, data que marca o fim da guerra pela Independência da Bahia, intitulada Entrada do Exército Libertador.
O artista continuou pintando até sua morte, em 1965, tendo seu trabalho sido consagrado por diversas exposições e prêmios. Era casado com Alice Moniz Silva, com quem teve uma única filha, Maria da Conceição.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
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Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador | A Tarde
Localizado no Boulevard Suíço, em Salvador, o antigo ateliê do renomado pintor baiano Presciliano Silva (1883-1965), que fica em uma casa de dois andares com 89 anos, está se transformando em um ponto de pesquisa e residência artística. Neste mês de julho, já está recebendo o trabalho do artista francês, Pol Taburet. O Ateliê fica no bairro de Nazaré, nas imediações do Centro Histórico.
A iniciativa é da ‘Pivô Arte e Pesquisa’, associação cultural paulista sem fins lucrativos, fundada em 2012, que atua como plataforma de intercâmbio e experimentação artística e que agora faz a inauguração do Pivô Salvador, prevista para o dia 30 de julho.
Durante o processo de residência, os artistas são acompanhados por curadores convidados que trabalham em colaboração com a equipe curatorial do Pivô, promovendo um ambiente crítico compartilhado e apoiado em diferentes atividades educativas.
O Ateliê de Presciliano foi projetado em 1934 pelo engenheiro e arquiteto carioca Lycério Schreiner. A inspiração veio do ateliê do pintor francês Paul Cézanne (1839–1906), localizado em Aix-en-Provence, próximo à cidade de Marselha, entre Toulon e Avignon, no sul da França.
Fonte: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
Crédito fotográfico: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (17 de maio de 1883, Salvador, Brasil — 7 de agosto de 1965, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Presciliano Silva, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e concluiu sua formação na Escola de Belas Artes da Bahia, sendo aluno de Manoel Lopes Rodrigues. Em 1903, viajou para Paris, onde teve contato com ateliês e com o circuito artístico europeu, expondo inclusive no Salão Oficial de Paris em 1912. Sua formação foi consolidada entre a tradição acadêmica brasileira e as influências impressionistas e pontilhistas da escola francesa. Foi influenciado por mestres como Manoel Lopes Rodrigues e, na Europa, absorveu aspectos dos movimentos impressionistas. De volta ao Brasil, formou discípulos, entre eles José Lima, e atuou como professor e diretor da Escola de Belas Artes da Bahia. Sua obra é marcada pelo domínio técnico, delicadeza na composição e abordagem de temas históricos e religiosos. Trabalhou com pintura a óleo e desenho, explorando o pontilhismo e a luz como elementos centrais. Recebeu homenagens em vida e postumamente, incluindo a instalação de um busto no Palácio da Aclamação, em Salvador.
Presciliano Silva | Arremate Arte
Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 – Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro, reconhecido como uma das figuras mais importantes da história das artes visuais na Bahia e um dos grandes intérpretes da iconografia histórica e religiosa do Brasil do século XX.
Formado inicialmente no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e posteriormente na Escola de Belas Artes da Bahia, Presciliano teve como mestre o pintor Manoel Lopes Rodrigues, que o incentivou a buscar aperfeiçoamento artístico na Europa. Em 1903, embarcou para Paris, onde frequentou ateliês de artistas franceses e teve contato com os movimentos de vanguarda que agitavam a capital mundial das artes naquele início de século. Apesar de enfrentar dificuldades financeiras e de saúde – desenvolveu uma esclerose nos tímpanos que o levou à surdez progressiva – Presciliano persistiu na prática artística e chegou a expor no Salão Oficial de Paris em 1912, feito notável para um artista brasileiro do período.
De volta ao Brasil em 1914, fixou-se em Salvador, onde abriu um ateliê e passou a lecionar na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1928, assumiu a cátedra de pintura na Escola de Belas Artes da Bahia, tornando-se uma referência no ensino de artes plásticas no estado. Foi diretor da instituição e formador de uma geração de artistas, entre eles José Lima, conhecido por sua pintura sacra.
Sua obra navega entre o impressionismo e o pontilhismo, estilos nos quais soube imprimir uma personalidade própria, especialmente em composições que retratam cenas históricas e religiosas. É nesse campo que se encontra sua obra mais emblemática: a monumental tela "Entrada do Exército Libertador" (1930), encomendada pela Prefeitura de Salvador e instalada no Salão Nobre do Paço Municipal. A pintura, baseada em uma litografia de Bento Rufino Capinan e elaborada a partir de estudos detalhados a carvão, representa a chegada triunfal das tropas brasileiras a Salvador em 2 de julho de 1823, durante a Independência da Bahia. É uma das mais significativas interpretações visuais deste marco da história brasileira.
Além de retratista de figuras ilustres e paisagista refinado, Presciliano se destacou por sua devoção ao ofício e à formação artística. Sua produção, que combina rigor acadêmico e intuição poética, ainda hoje é estudada por pesquisadores da arte moderna brasileira. O reconhecimento por sua contribuição veio em vida e após sua morte, com exposições, prêmios e homenagens, como o busto erguido no Palácio da Aclamação, em Salvador, reinaugurado em 2014.
Com uma obra marcada pela elegância pictórica, pelo domínio da luz e pela sensibilidade narrativa, construiu uma carreira sólida como artista e educador, deixando um legado que atravessa o campo da arte, da história e da pedagogia.
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Presciliano Silva | Itaú Cultural
Presciliano Atanagildo Izidoro da Silva (Salvador, Bahia, 1883 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1965). Pintor. Inicia seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios, em Salvador, e como aluno particular de Manoel Lopes Rodrigues (1861 - 1917). Em 1896 matricula-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde estuda desenho e pintura. É contemplado com bolsa de estudo pelo governo do Estado da Bahia, parte para a França em 1905, e freqüenta a Académie Julian. Retorna à Bahia em 1908 e realiza sua primeira exposição, em Salvador. Entre 1908 e 1912, fixa-se no Rio de Janeiro, onde participa de algumas exposições e uma de suas telas, Interior Bretão, é adquirida pelo governo do Estado. Em 1912, faz nova viagem à Europa, e visita a França e a Bélgica. No ano seguinte, participa do Salão Oficial dos Artistas Franceses, com a obra Retrato de Madame le Clinche. Retorna a Salvador em 1913. Executa pinturas decorativas na nave central e capela-mor da Igreja da Piedade em 1915. Torna-se professor de desenho da Escola de Artífices da Bahia em 1916 e ingressa como professor na Escola de Belas Artes da Bahia em 1928. Dois anos depois, faz a pintura histórica Entrada do Exército Libertador, por encomenda do prefeito de Salvador, Francisco de Souza. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes em 1941 e medalha de honra em 1947, pela tela O Romeiro. Participa do 14º Salão Paulista de Belas Artes, em 1948, e é premiado com a tela Interior da Igreja de São Francisco. Em 1960, recebe o título de professor emérito da Universidade da Bahia.
Análise
Quando, entre 1905 e 1907, Presciliano Silva aprimora seus estudos na Académie Julian, tem como professores Tony-Robert Fleury (1837 - 1912), Adolphe Déchenaud e Jules Lefèbvre (1836 - 1912). Nesse período, a tela Bebedor de Cidra, de 1907, recebe elogios do crítico Gonzaga Duque (1863 - 1911), que vê em Silva um talento promissor e identifica na austeridade da obra o "... cuidado e tocante preocupação de fazer justo, certo e verdadeiro". Outro trabalho produzido na França é Lição de Tricot, de 1908, que apresenta uma fatura impressionista nas pinceladas ligeiras, no tratamento das figuras e na maneira de criar efeitos de luminosidade. Na obra Lavadeira, de 1911, feita no período em que vive no Rio de Janeiro, pode-se perceber um resultado semelhante, motivado pelo interesse em captar a luz local.
Em 1912, em Concarneau, França, Silva produz marinhas, paisagens e retratos de tons graves, como a Velha de Concarneau, de 1912. Pinta diversas vezes o mercado de Concarneau, interessado em explorar as variações de luz.
A partir de 1918 pinta os interiores de igrejas e sacristias pelos quais se torna conhecido. Entre as diversas obras desse caráter destacam-se Oração da Tarde, 1918, pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA); Última Porta, 1921, e Sala do Capítulo, 1923, ambas do acervo do Museu Carlos Costa Pinto. Confidências, Manhã no Carmo e Ex-Voto de Bandeirantes são produzidas em 1927 e expostas no Gabinete Português de Leitura de Salvador. Na maioria dessas obras chamam a atenção o tratamento dado ao espaço e os efeitos de luminosidade. O historiador Clarival do Prado Valladares compara seus interiores aos dos mestres holandeses, pelo jogo de luz e a atmosfera de recolhimento.
Silva alcança sucesso entre a burguesia local da época e consolida carreira de destaque como professor. Em 1963, em comemoração dos seus 80 anos, é realizada uma retrospectiva de sua produção no Museu de Arte Sacra da Bahia.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1909 - 16ª Exposição Geral de Belas Artes
1910 - 17ª Exposição Geral de Belas Artes
1841 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1947 - 53º Salão Nacional de Belas Artes
1948 - 14º Salão Paulista de Belas Artes
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1963 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Exposição Coletiva de Natal
1967 - Presciliano Silva
1980 - Comemorando um Centenário
1983 - Dezenovevinte: uma virada no século
1989 - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1999 - 100 Artistas Plásticos da Bahia
2006 - Modos de Ver e de Entender a Arte
2012 - Água - Reflexos na Arte da Bahia
2013 - Retratos sem Paredes (2013 : São Paulo, SP)
2017 - Memórias – uma homenagem a Presciliano Silva
2018 - A Pintura no Acervo do MAB
2022 - Modernismo expandido
Fonte: PRESCILIANO Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 14 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Presciliano Silva | Wikipédia
Presciliano Atanagildo Isidoro Rodrigues da Silva, mais conhecido como Presciliano Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor brasileiro. Algumas de suas obras estão expostas no Museu de Arte da Bahia.
Biografia
Era Presciliano o primeiro filho das segundas núpcias de Possidônio Izidoro da Silva e de Clotilde Rodrigues da Silva, que foi sua grande incentivadora; a mãe o matricula, já aos 13 anos, na Escola de Belas Artes e desde então frequenta aulas particulares no Liceu de Artes e Ofícios, com o professor Manoel Lopes Rodrigues.
O mestre apoia sua ida a Paris, em 1903, onde sofre preconceito e experimenta o sofrimento causado pelos ruídos e surdez de uma esclerose nos tímpanos. Fica em França até 1906, quando retorna à Bahia e tem resposta favorável aos seus trabalhos, o que, com incentivo de amigos como Olegário Mariano, o motiva a expor no Rio de Janeiro.
Em 1912 vence as resistências e consegue expor em Paris, no Salão Oficial, o quadro que retrata Mme. Le Clinche. Com o início da I Guerra Mundial volta à cidade natal, onde estabelece seu ateliê, no ano seguinte.
Na cidade leciona na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1920 tem de Ruy Barbosa as mais elogiosas palavras: "...o meu instinto, minha intuição, algum gosto que terei, talvez, e o meu hábito de ver obras de mestres, me indicam em Presciliano Silva um pintor de extraordinário merecimento e futuro."
Ingressa como docente, em 1928, na Escola de Belas Artes da Bahia, onde mais tarde seria diretor e professor emérito. Foi Mestre de outro grande nome da pintura brasileira: José Lima, o "Pintor das Igrejas".
Em 1930 realiza seu maior trabalho, retratando o 2 de julho de 1823, data que marca o fim da guerra pela Independência da Bahia, intitulada Entrada do Exército Libertador.
O artista continuou pintando até sua morte, em 1965, tendo seu trabalho sido consagrado por diversas exposições e prêmios. Era casado com Alice Moniz Silva, com quem teve uma única filha, Maria da Conceição.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
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Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador | A Tarde
Localizado no Boulevard Suíço, em Salvador, o antigo ateliê do renomado pintor baiano Presciliano Silva (1883-1965), que fica em uma casa de dois andares com 89 anos, está se transformando em um ponto de pesquisa e residência artística. Neste mês de julho, já está recebendo o trabalho do artista francês, Pol Taburet. O Ateliê fica no bairro de Nazaré, nas imediações do Centro Histórico.
A iniciativa é da ‘Pivô Arte e Pesquisa’, associação cultural paulista sem fins lucrativos, fundada em 2012, que atua como plataforma de intercâmbio e experimentação artística e que agora faz a inauguração do Pivô Salvador, prevista para o dia 30 de julho.
Durante o processo de residência, os artistas são acompanhados por curadores convidados que trabalham em colaboração com a equipe curatorial do Pivô, promovendo um ambiente crítico compartilhado e apoiado em diferentes atividades educativas.
O Ateliê de Presciliano foi projetado em 1934 pelo engenheiro e arquiteto carioca Lycério Schreiner. A inspiração veio do ateliê do pintor francês Paul Cézanne (1839–1906), localizado em Aix-en-Provence, próximo à cidade de Marselha, entre Toulon e Avignon, no sul da França.
Fonte: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
Crédito fotográfico: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (17 de maio de 1883, Salvador, Brasil — 7 de agosto de 1965, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Presciliano Silva, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e concluiu sua formação na Escola de Belas Artes da Bahia, sendo aluno de Manoel Lopes Rodrigues. Em 1903, viajou para Paris, onde teve contato com ateliês e com o circuito artístico europeu, expondo inclusive no Salão Oficial de Paris em 1912. Sua formação foi consolidada entre a tradição acadêmica brasileira e as influências impressionistas e pontilhistas da escola francesa. Foi influenciado por mestres como Manoel Lopes Rodrigues e, na Europa, absorveu aspectos dos movimentos impressionistas. De volta ao Brasil, formou discípulos, entre eles José Lima, e atuou como professor e diretor da Escola de Belas Artes da Bahia. Sua obra é marcada pelo domínio técnico, delicadeza na composição e abordagem de temas históricos e religiosos. Trabalhou com pintura a óleo e desenho, explorando o pontilhismo e a luz como elementos centrais. Recebeu homenagens em vida e postumamente, incluindo a instalação de um busto no Palácio da Aclamação, em Salvador.
Presciliano Silva | Arremate Arte
Presciliano Athanagildo Izidoro Rodrigues da Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 – Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro, reconhecido como uma das figuras mais importantes da história das artes visuais na Bahia e um dos grandes intérpretes da iconografia histórica e religiosa do Brasil do século XX.
Formado inicialmente no Liceu de Artes e Ofícios da Bahia e posteriormente na Escola de Belas Artes da Bahia, Presciliano teve como mestre o pintor Manoel Lopes Rodrigues, que o incentivou a buscar aperfeiçoamento artístico na Europa. Em 1903, embarcou para Paris, onde frequentou ateliês de artistas franceses e teve contato com os movimentos de vanguarda que agitavam a capital mundial das artes naquele início de século. Apesar de enfrentar dificuldades financeiras e de saúde – desenvolveu uma esclerose nos tímpanos que o levou à surdez progressiva – Presciliano persistiu na prática artística e chegou a expor no Salão Oficial de Paris em 1912, feito notável para um artista brasileiro do período.
De volta ao Brasil em 1914, fixou-se em Salvador, onde abriu um ateliê e passou a lecionar na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1928, assumiu a cátedra de pintura na Escola de Belas Artes da Bahia, tornando-se uma referência no ensino de artes plásticas no estado. Foi diretor da instituição e formador de uma geração de artistas, entre eles José Lima, conhecido por sua pintura sacra.
Sua obra navega entre o impressionismo e o pontilhismo, estilos nos quais soube imprimir uma personalidade própria, especialmente em composições que retratam cenas históricas e religiosas. É nesse campo que se encontra sua obra mais emblemática: a monumental tela "Entrada do Exército Libertador" (1930), encomendada pela Prefeitura de Salvador e instalada no Salão Nobre do Paço Municipal. A pintura, baseada em uma litografia de Bento Rufino Capinan e elaborada a partir de estudos detalhados a carvão, representa a chegada triunfal das tropas brasileiras a Salvador em 2 de julho de 1823, durante a Independência da Bahia. É uma das mais significativas interpretações visuais deste marco da história brasileira.
Além de retratista de figuras ilustres e paisagista refinado, Presciliano se destacou por sua devoção ao ofício e à formação artística. Sua produção, que combina rigor acadêmico e intuição poética, ainda hoje é estudada por pesquisadores da arte moderna brasileira. O reconhecimento por sua contribuição veio em vida e após sua morte, com exposições, prêmios e homenagens, como o busto erguido no Palácio da Aclamação, em Salvador, reinaugurado em 2014.
Com uma obra marcada pela elegância pictórica, pelo domínio da luz e pela sensibilidade narrativa, construiu uma carreira sólida como artista e educador, deixando um legado que atravessa o campo da arte, da história e da pedagogia.
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Presciliano Silva | Itaú Cultural
Presciliano Atanagildo Izidoro da Silva (Salvador, Bahia, 1883 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1965). Pintor. Inicia seus estudos no Liceu de Artes e Ofícios, em Salvador, e como aluno particular de Manoel Lopes Rodrigues (1861 - 1917). Em 1896 matricula-se na Escola de Belas Artes da Bahia, onde estuda desenho e pintura. É contemplado com bolsa de estudo pelo governo do Estado da Bahia, parte para a França em 1905, e freqüenta a Académie Julian. Retorna à Bahia em 1908 e realiza sua primeira exposição, em Salvador. Entre 1908 e 1912, fixa-se no Rio de Janeiro, onde participa de algumas exposições e uma de suas telas, Interior Bretão, é adquirida pelo governo do Estado. Em 1912, faz nova viagem à Europa, e visita a França e a Bélgica. No ano seguinte, participa do Salão Oficial dos Artistas Franceses, com a obra Retrato de Madame le Clinche. Retorna a Salvador em 1913. Executa pinturas decorativas na nave central e capela-mor da Igreja da Piedade em 1915. Torna-se professor de desenho da Escola de Artífices da Bahia em 1916 e ingressa como professor na Escola de Belas Artes da Bahia em 1928. Dois anos depois, faz a pintura histórica Entrada do Exército Libertador, por encomenda do prefeito de Salvador, Francisco de Souza. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes em 1941 e medalha de honra em 1947, pela tela O Romeiro. Participa do 14º Salão Paulista de Belas Artes, em 1948, e é premiado com a tela Interior da Igreja de São Francisco. Em 1960, recebe o título de professor emérito da Universidade da Bahia.
Análise
Quando, entre 1905 e 1907, Presciliano Silva aprimora seus estudos na Académie Julian, tem como professores Tony-Robert Fleury (1837 - 1912), Adolphe Déchenaud e Jules Lefèbvre (1836 - 1912). Nesse período, a tela Bebedor de Cidra, de 1907, recebe elogios do crítico Gonzaga Duque (1863 - 1911), que vê em Silva um talento promissor e identifica na austeridade da obra o "... cuidado e tocante preocupação de fazer justo, certo e verdadeiro". Outro trabalho produzido na França é Lição de Tricot, de 1908, que apresenta uma fatura impressionista nas pinceladas ligeiras, no tratamento das figuras e na maneira de criar efeitos de luminosidade. Na obra Lavadeira, de 1911, feita no período em que vive no Rio de Janeiro, pode-se perceber um resultado semelhante, motivado pelo interesse em captar a luz local.
Em 1912, em Concarneau, França, Silva produz marinhas, paisagens e retratos de tons graves, como a Velha de Concarneau, de 1912. Pinta diversas vezes o mercado de Concarneau, interessado em explorar as variações de luz.
A partir de 1918 pinta os interiores de igrejas e sacristias pelos quais se torna conhecido. Entre as diversas obras desse caráter destacam-se Oração da Tarde, 1918, pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA); Última Porta, 1921, e Sala do Capítulo, 1923, ambas do acervo do Museu Carlos Costa Pinto. Confidências, Manhã no Carmo e Ex-Voto de Bandeirantes são produzidas em 1927 e expostas no Gabinete Português de Leitura de Salvador. Na maioria dessas obras chamam a atenção o tratamento dado ao espaço e os efeitos de luminosidade. O historiador Clarival do Prado Valladares compara seus interiores aos dos mestres holandeses, pelo jogo de luz e a atmosfera de recolhimento.
Silva alcança sucesso entre a burguesia local da época e consolida carreira de destaque como professor. Em 1963, em comemoração dos seus 80 anos, é realizada uma retrospectiva de sua produção no Museu de Arte Sacra da Bahia.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1909 - 16ª Exposição Geral de Belas Artes
1910 - 17ª Exposição Geral de Belas Artes
1841 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1947 - 53º Salão Nacional de Belas Artes
1948 - 14º Salão Paulista de Belas Artes
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1950 - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950
1963 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Individual de Presciliano Silva
1965 - Exposição Coletiva de Natal
1967 - Presciliano Silva
1980 - Comemorando um Centenário
1983 - Dezenovevinte: uma virada no século
1989 - Arte Brasileira dos Séculos XIX e XX nas Coleções Cearenses: pinturas e desenhos
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1998 - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas
1999 - 100 Artistas Plásticos da Bahia
2006 - Modos de Ver e de Entender a Arte
2012 - Água - Reflexos na Arte da Bahia
2013 - Retratos sem Paredes (2013 : São Paulo, SP)
2017 - Memórias – uma homenagem a Presciliano Silva
2018 - A Pintura no Acervo do MAB
2022 - Modernismo expandido
Fonte: PRESCILIANO Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 14 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Presciliano Silva | Wikipédia
Presciliano Atanagildo Isidoro Rodrigues da Silva, mais conhecido como Presciliano Silva (Salvador, 17 de maio de 1883 — Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1965) foi um pintor brasileiro. Algumas de suas obras estão expostas no Museu de Arte da Bahia.
Biografia
Era Presciliano o primeiro filho das segundas núpcias de Possidônio Izidoro da Silva e de Clotilde Rodrigues da Silva, que foi sua grande incentivadora; a mãe o matricula, já aos 13 anos, na Escola de Belas Artes e desde então frequenta aulas particulares no Liceu de Artes e Ofícios, com o professor Manoel Lopes Rodrigues.
O mestre apoia sua ida a Paris, em 1903, onde sofre preconceito e experimenta o sofrimento causado pelos ruídos e surdez de uma esclerose nos tímpanos. Fica em França até 1906, quando retorna à Bahia e tem resposta favorável aos seus trabalhos, o que, com incentivo de amigos como Olegário Mariano, o motiva a expor no Rio de Janeiro.
Em 1912 vence as resistências e consegue expor em Paris, no Salão Oficial, o quadro que retrata Mme. Le Clinche. Com o início da I Guerra Mundial volta à cidade natal, onde estabelece seu ateliê, no ano seguinte.
Na cidade leciona na Escola de Aprendizes e Artífices. Em 1920 tem de Ruy Barbosa as mais elogiosas palavras: "...o meu instinto, minha intuição, algum gosto que terei, talvez, e o meu hábito de ver obras de mestres, me indicam em Presciliano Silva um pintor de extraordinário merecimento e futuro."
Ingressa como docente, em 1928, na Escola de Belas Artes da Bahia, onde mais tarde seria diretor e professor emérito. Foi Mestre de outro grande nome da pintura brasileira: José Lima, o "Pintor das Igrejas".
Em 1930 realiza seu maior trabalho, retratando o 2 de julho de 1823, data que marca o fim da guerra pela Independência da Bahia, intitulada Entrada do Exército Libertador.
O artista continuou pintando até sua morte, em 1965, tendo seu trabalho sido consagrado por diversas exposições e prêmios. Era casado com Alice Moniz Silva, com quem teve uma única filha, Maria da Conceição.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
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Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador | A Tarde
Localizado no Boulevard Suíço, em Salvador, o antigo ateliê do renomado pintor baiano Presciliano Silva (1883-1965), que fica em uma casa de dois andares com 89 anos, está se transformando em um ponto de pesquisa e residência artística. Neste mês de julho, já está recebendo o trabalho do artista francês, Pol Taburet. O Ateliê fica no bairro de Nazaré, nas imediações do Centro Histórico.
A iniciativa é da ‘Pivô Arte e Pesquisa’, associação cultural paulista sem fins lucrativos, fundada em 2012, que atua como plataforma de intercâmbio e experimentação artística e que agora faz a inauguração do Pivô Salvador, prevista para o dia 30 de julho.
Durante o processo de residência, os artistas são acompanhados por curadores convidados que trabalham em colaboração com a equipe curatorial do Pivô, promovendo um ambiente crítico compartilhado e apoiado em diferentes atividades educativas.
O Ateliê de Presciliano foi projetado em 1934 pelo engenheiro e arquiteto carioca Lycério Schreiner. A inspiração veio do ateliê do pintor francês Paul Cézanne (1839–1906), localizado em Aix-en-Provence, próximo à cidade de Marselha, entre Toulon e Avignon, no sul da França.
Fonte: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.
Crédito fotográfico: A Tarde, "Ateliê do pintor Prescilliano Silva é transformado em residência artística em Salvador", publicado em 11 de julho de 2023. Consultado pela última vez em 14 de março de 2025.