Impressão fotografica
Ediação 03 de 03
“É um artista singular, isolado de grupos, tendências e destaques que dominam o cenário da arte contemporânea brasileira. Seu trabalho, aparentemente eclético e volúvel, é de fato fruto de uma metódica e rigorosa experimentação envolvendo as várias instâncias da atividade artística”. (Martin Grossmann)
O procedimento do artista consiste em perfurar repetidamente reproduções em fotografia digital de pinturas da autoria de mestres como Rugendas e Thomas Gainsborough, espalhando círculos vazados pela superfície da obra, revelando assim partes de uma outra imagem posta num segundo plano. O artista não lida, portanto, com nenhum material corrosivo ou abrasivo, porém a certa distância essas superfícies transmitem algo de desgastado, enferrujado, embolorado até. Essa falsa aparência de decomposição desencadeia uma ambiguidade de sentidos: entre uma crítica à história da arte e uma nostalgia em relação a ela. Ao mesmo tempo, opera uma inversão em um dos pares conceituais fundamentais da pintura - profundidade e superfície. Apresenta também a tendência à geometrização das formas.
64 x 86 cm ( A x C )