Aloysio Emílio Zaluar (Rio de Janeiro, RJ, 3 de maio de 1937), conhecido como Aloysio Zaluar, é um pintor, gravador e cineasta, irmão do também pintor Abelardo Zaluar.
Biografia Itaú Cultural
Estuda pintura na Escola Nacional de Belas-Artes, entre 1956 e 1961; e aprende gravura com Goeldi e Darel Valença Lins. Em 1964, realiza sua primeira mostra individual na Galeria Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Participa também em várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, entre 1958 e 1967. Em 1965 é um dos fundadores da Escola de Belas-Artes de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Dentre as exposições de que participa, destacam-se:
Arte Contemporânea Brasil-Senegal, no MAM/RJ, 1975;
Panorama das Artes Gráficas Brasileiras, no MAM/SP, 1977;
Bienal Latino-Americana de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, 1978;
Universo do Futebol, no MAM/RJ e na Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1982;
Retrospectiva, no CCBB, Rio de Janeiro, 1993.
Além dessas atividades, atua como autor do filme O Clóvis Vem Aí, em 1977.
Fonte: ALOYSIO Zaluar. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 26 de Mai. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Crítica
De perto seguiu a movimentação da chamada "Arte Contemporânea", através da presença internacional do abstracionismo informal; até a eclosão de uma nova forma de predominância estética e política; a Pop-Art norte americana. Desde estudante, na Escola Nacional de Belas Artes (1956-61), o artista, deparou-se com os modelos de ocupação cultural, estratégicos, como as metas "modernas", da política sedutora de novos produtos consumíveis.
Seguindo o ritmo febril do progresso, como artista expressionista, pesadamente pessimista, militou no Salão Nacional de Arte Moderna de 1956 a 1968. Com "Isenção de Juri", no Salão de 68, rompeu definitivamente com a carreira de "Artista de Salão", anunciando Macunaíma: "Pouca Saúde E Muitos Pintores, Os Males do Brasil São!".
Nos anos 70, como amigo e interlocutor de vários artistas de Vanguarda, presenciou a difícil trajetória destes criadores, até a academização constrangedora dos dias atuais e o inesperado abandono do conceito de Vanguarda e de Modernismo - com a derrocada ambiental provocada pela impotência do ideal de progresso. Pessimista mas bem humorado, em 1975, lançou o manifesto: Das Lupems Udigrudi (Pedra de Guaratiba - 1975) e o personagem psicossocial, Al Zalu, do Potentado de Azurara.
A partir de 1976, o artista, através das sombras periféricas da Zona Oeste do Rio de Janeiro, anunciou em suas pinturas, panfletos e reportagens, sua leitura especial, da ciranda da violência urbana, através da chamada em cima dos fantásticos mascarados do carnaval: "O Clóvis Vem Aí!"s. Trabalhando, ininterruptamente, com suas idéias, suas histórias e sua produção visual, o artista acha estranho, se ver rejeitado, quando suas propostas conhecidas, são colocadas à venda, no mercado institucional, em nome de criaturas sem imaginação e sem ética alguma.
Seu último trabalho reuniu inúmeras idéias: Rio Percussão, o Som da Forma, reunir capoeira e várias possibilidades estéticas coletivas. O local foi o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em maio de 1999. Lá foi apresentada, sempre com sucesso, sua Trapizonga - instrumento interativo ou escultura sonora. Além de inúmeras rodas de capoeira, chorinho, jongo, poesia etc. Um evento multi-disciplinar que apresentava vídeos, filmes, fotografias e uma exposição retrospectiva de Aloysio Zaluar, com montagens de imagens mecanicamente reproduzidas, reportagens, textos e idéias do artista, registradas em cartório e na memória dos amigos.
Fonte: Art Bonobo, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.
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Cronologia
1956-61 – Estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Foi aluno de Abelardo Zaluar, Henrique Cavalleiro, Jordão de Oliveira e Quirino Campofiorito, além de praticar gravura com Goeldi e Darel Valença Lins.
1963 – Ornamentou as ruas do Rio de Janeiro para o carnaval, ao lado de Newton Sá e David Ribeiro.
1977 – Escreveu o roteiro e produziu o filme O Clóvis vem aí.
1979 – Produziu o vídeo Mitos Vadios-Documento do Sub Homem, com performance coletiva sua, de Renato Codeço e de Ivald Granato.
1980 (década) - Produziu a série Baloarte.
1988 – Criou, com sucata, a Trapizonga, "objeto/escultura" acústica que passou a exibir em exposições, participar de performances, vídeos e apresentações de percussionistas.
1994 - Apresentou o vídeo Trapizonga, produção e direção de Olivier, no Rio de Janeiro.
1999 - Gravou uma participação no filme Meia Lua de Compasso - Brincadeira Carioca, junto com Renata Valente, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no Rio de Janeiro.
2000 – Participou da mostra “O Que Neguinho Tá Fazendo”, com o filme Documento das Lupens udigrudi, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.
Exposições Individuais
1964 – Galeria Santa Rosa, Rio de Janeiro.
1965 – Galeria da Aliança Francesa, Porto Alegre, RS.
1965 e 66 – Galeria Macunaíma, Rio de Janeiro.
1966 e 67 – Galeria Goeldi, Rio de Janeiro.
1971 – Galeria Porto Velho, Rio de Janeiro
1976 – O Clóvis Vem Aí, Galeria César Aché, Rio de Janeiro.
1980 – Baloarte: Uma Mostra de Pintura no Céu, Banco Real, São Paulo, SP.
1988 – Zaluar, o Canto e a Cor do Rio, Banco Central do Brasil, Rio de Janeiro.
1998 – O Príncipe das Trevas, Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro; Saara: Vitrine do Real, Fundação Cultural de Blumenau, Blumenau, SC.
Exposições coletivas:
1957 e 59 – 14º e 16º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR (menção honrosa nas duas edições).
1958, 63, 66 e 67– 7º, 12º, 15º e 16º Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (isenção de júri na edição de 1967).
1975 – Artes Gráficas Brasileiras Hoje (mostra itinerante organizada pelo Itamaraty), Espanha, França e Portugal; Arte Contemporânea Brasil-Senegal, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1978 – 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, Fundação Bienal, São Paulo.
1982 – Universo do Futebol, Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro.
1989 – Coleção Banerj - 60 Obras, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
1995 – Visions on Brazil, The Roger Smith Gallery, Nova York, Estados Unidos; 1º Salão Nacional de Zumbi dos Palmares, Rio de Janeiro.
1998 – Coleção do Estado do Rio de Janeiro, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro.
2005 – Belo Horizonte MG - 40/80: uma mostra de arte brasileira, Léo Bahia Arte Contemporânea, Belo Horizonte, MG.
Acervos
Banerj Galeria de Arte
Caixa Econômica Federal
Coleção do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Brasil Arte Enciclopédias, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.
Aloysio Emílio Zaluar (Rio de Janeiro, RJ, 3 de maio de 1937), conhecido como Aloysio Zaluar, é um pintor, gravador e cineasta, irmão do também pintor Abelardo Zaluar.
Biografia Itaú Cultural
Estuda pintura na Escola Nacional de Belas-Artes, entre 1956 e 1961; e aprende gravura com Goeldi e Darel Valença Lins. Em 1964, realiza sua primeira mostra individual na Galeria Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Participa também em várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, entre 1958 e 1967. Em 1965 é um dos fundadores da Escola de Belas-Artes de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Dentre as exposições de que participa, destacam-se:
Arte Contemporânea Brasil-Senegal, no MAM/RJ, 1975;
Panorama das Artes Gráficas Brasileiras, no MAM/SP, 1977;
Bienal Latino-Americana de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, 1978;
Universo do Futebol, no MAM/RJ e na Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1982;
Retrospectiva, no CCBB, Rio de Janeiro, 1993.
Além dessas atividades, atua como autor do filme O Clóvis Vem Aí, em 1977.
Fonte: ALOYSIO Zaluar. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 26 de Mai. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Crítica
De perto seguiu a movimentação da chamada "Arte Contemporânea", através da presença internacional do abstracionismo informal; até a eclosão de uma nova forma de predominância estética e política; a Pop-Art norte americana. Desde estudante, na Escola Nacional de Belas Artes (1956-61), o artista, deparou-se com os modelos de ocupação cultural, estratégicos, como as metas "modernas", da política sedutora de novos produtos consumíveis.
Seguindo o ritmo febril do progresso, como artista expressionista, pesadamente pessimista, militou no Salão Nacional de Arte Moderna de 1956 a 1968. Com "Isenção de Juri", no Salão de 68, rompeu definitivamente com a carreira de "Artista de Salão", anunciando Macunaíma: "Pouca Saúde E Muitos Pintores, Os Males do Brasil São!".
Nos anos 70, como amigo e interlocutor de vários artistas de Vanguarda, presenciou a difícil trajetória destes criadores, até a academização constrangedora dos dias atuais e o inesperado abandono do conceito de Vanguarda e de Modernismo - com a derrocada ambiental provocada pela impotência do ideal de progresso. Pessimista mas bem humorado, em 1975, lançou o manifesto: Das Lupems Udigrudi (Pedra de Guaratiba - 1975) e o personagem psicossocial, Al Zalu, do Potentado de Azurara.
A partir de 1976, o artista, através das sombras periféricas da Zona Oeste do Rio de Janeiro, anunciou em suas pinturas, panfletos e reportagens, sua leitura especial, da ciranda da violência urbana, através da chamada em cima dos fantásticos mascarados do carnaval: "O Clóvis Vem Aí!"s. Trabalhando, ininterruptamente, com suas idéias, suas histórias e sua produção visual, o artista acha estranho, se ver rejeitado, quando suas propostas conhecidas, são colocadas à venda, no mercado institucional, em nome de criaturas sem imaginação e sem ética alguma.
Seu último trabalho reuniu inúmeras idéias: Rio Percussão, o Som da Forma, reunir capoeira e várias possibilidades estéticas coletivas. O local foi o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em maio de 1999. Lá foi apresentada, sempre com sucesso, sua Trapizonga - instrumento interativo ou escultura sonora. Além de inúmeras rodas de capoeira, chorinho, jongo, poesia etc. Um evento multi-disciplinar que apresentava vídeos, filmes, fotografias e uma exposição retrospectiva de Aloysio Zaluar, com montagens de imagens mecanicamente reproduzidas, reportagens, textos e idéias do artista, registradas em cartório e na memória dos amigos.
Fonte: Art Bonobo, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.
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Cronologia
1956-61 – Estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Foi aluno de Abelardo Zaluar, Henrique Cavalleiro, Jordão de Oliveira e Quirino Campofiorito, além de praticar gravura com Goeldi e Darel Valença Lins.
1963 – Ornamentou as ruas do Rio de Janeiro para o carnaval, ao lado de Newton Sá e David Ribeiro.
1977 – Escreveu o roteiro e produziu o filme O Clóvis vem aí.
1979 – Produziu o vídeo Mitos Vadios-Documento do Sub Homem, com performance coletiva sua, de Renato Codeço e de Ivald Granato.
1980 (década) - Produziu a série Baloarte.
1988 – Criou, com sucata, a Trapizonga, "objeto/escultura" acústica que passou a exibir em exposições, participar de performances, vídeos e apresentações de percussionistas.
1994 - Apresentou o vídeo Trapizonga, produção e direção de Olivier, no Rio de Janeiro.
1999 - Gravou uma participação no filme Meia Lua de Compasso - Brincadeira Carioca, junto com Renata Valente, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no Rio de Janeiro.
2000 – Participou da mostra “O Que Neguinho Tá Fazendo”, com o filme Documento das Lupens udigrudi, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.
Exposições Individuais
1964 – Galeria Santa Rosa, Rio de Janeiro.
1965 – Galeria da Aliança Francesa, Porto Alegre, RS.
1965 e 66 – Galeria Macunaíma, Rio de Janeiro.
1966 e 67 – Galeria Goeldi, Rio de Janeiro.
1971 – Galeria Porto Velho, Rio de Janeiro
1976 – O Clóvis Vem Aí, Galeria César Aché, Rio de Janeiro.
1980 – Baloarte: Uma Mostra de Pintura no Céu, Banco Real, São Paulo, SP.
1988 – Zaluar, o Canto e a Cor do Rio, Banco Central do Brasil, Rio de Janeiro.
1998 – O Príncipe das Trevas, Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro; Saara: Vitrine do Real, Fundação Cultural de Blumenau, Blumenau, SC.
Exposições coletivas:
1957 e 59 – 14º e 16º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR (menção honrosa nas duas edições).
1958, 63, 66 e 67– 7º, 12º, 15º e 16º Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (isenção de júri na edição de 1967).
1975 – Artes Gráficas Brasileiras Hoje (mostra itinerante organizada pelo Itamaraty), Espanha, França e Portugal; Arte Contemporânea Brasil-Senegal, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1978 – 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, Fundação Bienal, São Paulo.
1982 – Universo do Futebol, Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro.
1989 – Coleção Banerj - 60 Obras, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
1995 – Visions on Brazil, The Roger Smith Gallery, Nova York, Estados Unidos; 1º Salão Nacional de Zumbi dos Palmares, Rio de Janeiro.
1998 – Coleção do Estado do Rio de Janeiro, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro.
2005 – Belo Horizonte MG - 40/80: uma mostra de arte brasileira, Léo Bahia Arte Contemporânea, Belo Horizonte, MG.
Acervos
Banerj Galeria de Arte
Caixa Econômica Federal
Coleção do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Brasil Arte Enciclopédias, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.
Aloysio Emílio Zaluar (Rio de Janeiro, RJ, 3 de maio de 1937), conhecido como Aloysio Zaluar, é um pintor, gravador e cineasta, irmão do também pintor Abelardo Zaluar.
Biografia Itaú Cultural
Estuda pintura na Escola Nacional de Belas-Artes, entre 1956 e 1961; e aprende gravura com Goeldi e Darel Valença Lins. Em 1964, realiza sua primeira mostra individual na Galeria Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Participa também em várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, entre 1958 e 1967. Em 1965 é um dos fundadores da Escola de Belas-Artes de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Dentre as exposições de que participa, destacam-se:
Arte Contemporânea Brasil-Senegal, no MAM/RJ, 1975;
Panorama das Artes Gráficas Brasileiras, no MAM/SP, 1977;
Bienal Latino-Americana de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, 1978;
Universo do Futebol, no MAM/RJ e na Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1982;
Retrospectiva, no CCBB, Rio de Janeiro, 1993.
Além dessas atividades, atua como autor do filme O Clóvis Vem Aí, em 1977.
Fonte: ALOYSIO Zaluar. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 26 de Mai. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Crítica
De perto seguiu a movimentação da chamada "Arte Contemporânea", através da presença internacional do abstracionismo informal; até a eclosão de uma nova forma de predominância estética e política; a Pop-Art norte americana. Desde estudante, na Escola Nacional de Belas Artes (1956-61), o artista, deparou-se com os modelos de ocupação cultural, estratégicos, como as metas "modernas", da política sedutora de novos produtos consumíveis.
Seguindo o ritmo febril do progresso, como artista expressionista, pesadamente pessimista, militou no Salão Nacional de Arte Moderna de 1956 a 1968. Com "Isenção de Juri", no Salão de 68, rompeu definitivamente com a carreira de "Artista de Salão", anunciando Macunaíma: "Pouca Saúde E Muitos Pintores, Os Males do Brasil São!".
Nos anos 70, como amigo e interlocutor de vários artistas de Vanguarda, presenciou a difícil trajetória destes criadores, até a academização constrangedora dos dias atuais e o inesperado abandono do conceito de Vanguarda e de Modernismo - com a derrocada ambiental provocada pela impotência do ideal de progresso. Pessimista mas bem humorado, em 1975, lançou o manifesto: Das Lupems Udigrudi (Pedra de Guaratiba - 1975) e o personagem psicossocial, Al Zalu, do Potentado de Azurara.
A partir de 1976, o artista, através das sombras periféricas da Zona Oeste do Rio de Janeiro, anunciou em suas pinturas, panfletos e reportagens, sua leitura especial, da ciranda da violência urbana, através da chamada em cima dos fantásticos mascarados do carnaval: "O Clóvis Vem Aí!"s. Trabalhando, ininterruptamente, com suas idéias, suas histórias e sua produção visual, o artista acha estranho, se ver rejeitado, quando suas propostas conhecidas, são colocadas à venda, no mercado institucional, em nome de criaturas sem imaginação e sem ética alguma.
Seu último trabalho reuniu inúmeras idéias: Rio Percussão, o Som da Forma, reunir capoeira e várias possibilidades estéticas coletivas. O local foi o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em maio de 1999. Lá foi apresentada, sempre com sucesso, sua Trapizonga - instrumento interativo ou escultura sonora. Além de inúmeras rodas de capoeira, chorinho, jongo, poesia etc. Um evento multi-disciplinar que apresentava vídeos, filmes, fotografias e uma exposição retrospectiva de Aloysio Zaluar, com montagens de imagens mecanicamente reproduzidas, reportagens, textos e idéias do artista, registradas em cartório e na memória dos amigos.
Fonte: Art Bonobo, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.
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Cronologia
1956-61 – Estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Foi aluno de Abelardo Zaluar, Henrique Cavalleiro, Jordão de Oliveira e Quirino Campofiorito, além de praticar gravura com Goeldi e Darel Valença Lins.
1963 – Ornamentou as ruas do Rio de Janeiro para o carnaval, ao lado de Newton Sá e David Ribeiro.
1977 – Escreveu o roteiro e produziu o filme O Clóvis vem aí.
1979 – Produziu o vídeo Mitos Vadios-Documento do Sub Homem, com performance coletiva sua, de Renato Codeço e de Ivald Granato.
1980 (década) - Produziu a série Baloarte.
1988 – Criou, com sucata, a Trapizonga, "objeto/escultura" acústica que passou a exibir em exposições, participar de performances, vídeos e apresentações de percussionistas.
1994 - Apresentou o vídeo Trapizonga, produção e direção de Olivier, no Rio de Janeiro.
1999 - Gravou uma participação no filme Meia Lua de Compasso - Brincadeira Carioca, junto com Renata Valente, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no Rio de Janeiro.
2000 – Participou da mostra “O Que Neguinho Tá Fazendo”, com o filme Documento das Lupens udigrudi, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.
Exposições Individuais
1964 – Galeria Santa Rosa, Rio de Janeiro.
1965 – Galeria da Aliança Francesa, Porto Alegre, RS.
1965 e 66 – Galeria Macunaíma, Rio de Janeiro.
1966 e 67 – Galeria Goeldi, Rio de Janeiro.
1971 – Galeria Porto Velho, Rio de Janeiro
1976 – O Clóvis Vem Aí, Galeria César Aché, Rio de Janeiro.
1980 – Baloarte: Uma Mostra de Pintura no Céu, Banco Real, São Paulo, SP.
1988 – Zaluar, o Canto e a Cor do Rio, Banco Central do Brasil, Rio de Janeiro.
1998 – O Príncipe das Trevas, Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro; Saara: Vitrine do Real, Fundação Cultural de Blumenau, Blumenau, SC.
Exposições coletivas:
1957 e 59 – 14º e 16º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR (menção honrosa nas duas edições).
1958, 63, 66 e 67– 7º, 12º, 15º e 16º Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (isenção de júri na edição de 1967).
1975 – Artes Gráficas Brasileiras Hoje (mostra itinerante organizada pelo Itamaraty), Espanha, França e Portugal; Arte Contemporânea Brasil-Senegal, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1978 – 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, Fundação Bienal, São Paulo.
1982 – Universo do Futebol, Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro.
1989 – Coleção Banerj - 60 Obras, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
1995 – Visions on Brazil, The Roger Smith Gallery, Nova York, Estados Unidos; 1º Salão Nacional de Zumbi dos Palmares, Rio de Janeiro.
1998 – Coleção do Estado do Rio de Janeiro, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro.
2005 – Belo Horizonte MG - 40/80: uma mostra de arte brasileira, Léo Bahia Arte Contemporânea, Belo Horizonte, MG.
Acervos
Banerj Galeria de Arte
Caixa Econômica Federal
Coleção do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Brasil Arte Enciclopédias, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.
Aloysio Emílio Zaluar (Rio de Janeiro, RJ, 3 de maio de 1937), conhecido como Aloysio Zaluar, é um pintor, gravador e cineasta, irmão do também pintor Abelardo Zaluar.
Biografia Itaú Cultural
Estuda pintura na Escola Nacional de Belas-Artes, entre 1956 e 1961; e aprende gravura com Goeldi e Darel Valença Lins. Em 1964, realiza sua primeira mostra individual na Galeria Santa Rosa, no Rio de Janeiro. Participa também em várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro, entre 1958 e 1967. Em 1965 é um dos fundadores da Escola de Belas-Artes de Santa Maria, no Rio Grande do Sul.
Dentre as exposições de que participa, destacam-se:
Arte Contemporânea Brasil-Senegal, no MAM/RJ, 1975;
Panorama das Artes Gráficas Brasileiras, no MAM/SP, 1977;
Bienal Latino-Americana de São Paulo, no Parque do Ibirapuera, 1978;
Universo do Futebol, no MAM/RJ e na Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro, 1982;
Retrospectiva, no CCBB, Rio de Janeiro, 1993.
Além dessas atividades, atua como autor do filme O Clóvis Vem Aí, em 1977.
Fonte: ALOYSIO Zaluar. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 26 de Mai. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Crítica
De perto seguiu a movimentação da chamada "Arte Contemporânea", através da presença internacional do abstracionismo informal; até a eclosão de uma nova forma de predominância estética e política; a Pop-Art norte americana. Desde estudante, na Escola Nacional de Belas Artes (1956-61), o artista, deparou-se com os modelos de ocupação cultural, estratégicos, como as metas "modernas", da política sedutora de novos produtos consumíveis.
Seguindo o ritmo febril do progresso, como artista expressionista, pesadamente pessimista, militou no Salão Nacional de Arte Moderna de 1956 a 1968. Com "Isenção de Juri", no Salão de 68, rompeu definitivamente com a carreira de "Artista de Salão", anunciando Macunaíma: "Pouca Saúde E Muitos Pintores, Os Males do Brasil São!".
Nos anos 70, como amigo e interlocutor de vários artistas de Vanguarda, presenciou a difícil trajetória destes criadores, até a academização constrangedora dos dias atuais e o inesperado abandono do conceito de Vanguarda e de Modernismo - com a derrocada ambiental provocada pela impotência do ideal de progresso. Pessimista mas bem humorado, em 1975, lançou o manifesto: Das Lupems Udigrudi (Pedra de Guaratiba - 1975) e o personagem psicossocial, Al Zalu, do Potentado de Azurara.
A partir de 1976, o artista, através das sombras periféricas da Zona Oeste do Rio de Janeiro, anunciou em suas pinturas, panfletos e reportagens, sua leitura especial, da ciranda da violência urbana, através da chamada em cima dos fantásticos mascarados do carnaval: "O Clóvis Vem Aí!"s. Trabalhando, ininterruptamente, com suas idéias, suas histórias e sua produção visual, o artista acha estranho, se ver rejeitado, quando suas propostas conhecidas, são colocadas à venda, no mercado institucional, em nome de criaturas sem imaginação e sem ética alguma.
Seu último trabalho reuniu inúmeras idéias: Rio Percussão, o Som da Forma, reunir capoeira e várias possibilidades estéticas coletivas. O local foi o Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, em maio de 1999. Lá foi apresentada, sempre com sucesso, sua Trapizonga - instrumento interativo ou escultura sonora. Além de inúmeras rodas de capoeira, chorinho, jongo, poesia etc. Um evento multi-disciplinar que apresentava vídeos, filmes, fotografias e uma exposição retrospectiva de Aloysio Zaluar, com montagens de imagens mecanicamente reproduzidas, reportagens, textos e idéias do artista, registradas em cartório e na memória dos amigos.
Fonte: Art Bonobo, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.
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Cronologia
1956-61 – Estudou pintura na Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Foi aluno de Abelardo Zaluar, Henrique Cavalleiro, Jordão de Oliveira e Quirino Campofiorito, além de praticar gravura com Goeldi e Darel Valença Lins.
1963 – Ornamentou as ruas do Rio de Janeiro para o carnaval, ao lado de Newton Sá e David Ribeiro.
1977 – Escreveu o roteiro e produziu o filme O Clóvis vem aí.
1979 – Produziu o vídeo Mitos Vadios-Documento do Sub Homem, com performance coletiva sua, de Renato Codeço e de Ivald Granato.
1980 (década) - Produziu a série Baloarte.
1988 – Criou, com sucata, a Trapizonga, "objeto/escultura" acústica que passou a exibir em exposições, participar de performances, vídeos e apresentações de percussionistas.
1994 - Apresentou o vídeo Trapizonga, produção e direção de Olivier, no Rio de Janeiro.
1999 - Gravou uma participação no filme Meia Lua de Compasso - Brincadeira Carioca, junto com Renata Valente, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo, no Rio de Janeiro.
2000 – Participou da mostra “O Que Neguinho Tá Fazendo”, com o filme Documento das Lupens udigrudi, na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.
Exposições Individuais
1964 – Galeria Santa Rosa, Rio de Janeiro.
1965 – Galeria da Aliança Francesa, Porto Alegre, RS.
1965 e 66 – Galeria Macunaíma, Rio de Janeiro.
1966 e 67 – Galeria Goeldi, Rio de Janeiro.
1971 – Galeria Porto Velho, Rio de Janeiro
1976 – O Clóvis Vem Aí, Galeria César Aché, Rio de Janeiro.
1980 – Baloarte: Uma Mostra de Pintura no Céu, Banco Real, São Paulo, SP.
1988 – Zaluar, o Canto e a Cor do Rio, Banco Central do Brasil, Rio de Janeiro.
1998 – O Príncipe das Trevas, Centro Cultural Cândido Mendes, Rio de Janeiro; Saara: Vitrine do Real, Fundação Cultural de Blumenau, Blumenau, SC.
Exposições coletivas:
1957 e 59 – 14º e 16º Salão Paranaense de Belas Artes, Curitiba, PR (menção honrosa nas duas edições).
1958, 63, 66 e 67– 7º, 12º, 15º e 16º Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro (isenção de júri na edição de 1967).
1975 – Artes Gráficas Brasileiras Hoje (mostra itinerante organizada pelo Itamaraty), Espanha, França e Portugal; Arte Contemporânea Brasil-Senegal, Museu de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1978 – 1ª Bienal Latino-Americana de São Paulo, Fundação Bienal, São Paulo.
1982 – Universo do Futebol, Acervo Galeria de Arte, Rio de Janeiro.
1989 – Coleção Banerj - 60 Obras, Paço Imperial, Rio de Janeiro.
1995 – Visions on Brazil, The Roger Smith Gallery, Nova York, Estados Unidos; 1º Salão Nacional de Zumbi dos Palmares, Rio de Janeiro.
1998 – Coleção do Estado do Rio de Janeiro, Casa França-Brasil, Rio de Janeiro.
2005 – Belo Horizonte MG - 40/80: uma mostra de arte brasileira, Léo Bahia Arte Contemporânea, Belo Horizonte, MG.
Acervos
Banerj Galeria de Arte
Caixa Econômica Federal
Coleção do Estado do Rio de Janeiro.
Fonte: Brasil Arte Enciclopédias, consultado pela última vez em 26 de maio de 2017.