Augusto Bracet (14 de agosto de 1881, Rio de Janeiro, Brasil — 1960, Rio de Janeiro, Brasil) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Em 1911, venceu o Prêmio de Viagem ao Exterior, estudando pintura por três anos na França, onde aprofundou-se na técnica do nu e da pintura histórica. Teve contato com o neoclassicismo francês e com os mestres da pintura europeia, o que influenciou decisivamente sua estética. De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA e mais tarde tornou-se diretor da instituição entre 1938 e 1945, defendendo o rigor acadêmico e a valorização da arte clássica. Em suas obras é notável o domínio técnico e temática ligada à paisagem, história e figura humana, com um traço refinado e uma paleta sóbria e sensível. Participou de diversas edições do Salão Nacional de Belas Artes, sendo amplamente premiado. Sua produção também incluiu retratos, composições religiosas e simbólicas. Está representado em importantes acervos, como o do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.
Augusto Bracet | Arremate Arte
Augusto Bracet nasceu em 14 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, e tornou-se um dos nomes fundamentais da pintura acadêmica brasileira no início do século XX. Pintor, desenhista, professor e diretor da então Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), sua trajetória é marcada por uma produção meticulosa, voltada sobretudo para o retrato, a paisagem e a composição histórica — sempre conduzida com domínio técnico, senso de proporção e apuro clássico.
Filho do Rio de Janeiro imperial e testemunha de uma república nascente, Bracet formou-se na própria ENBA, onde teve como mestres artistas consagrados como Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Desde cedo, demonstrou notável habilidade para o desenho e a composição pictórica, sendo laureado com diversas premiações ainda como aluno, entre elas a medalha de ouro da instituição. Em 1911, conquistou o Prêmio de Viagem ao Exterior, que lhe permitiu estudar por três anos na França, absorvendo a influência da tradição acadêmica europeia e se aprofundando na técnica do nu e da pintura histórica.
Na Europa, Bracet teve contato direto com os mestres do classicismo, frequentando museus, ateliês e academias, além de desenvolver um olhar apurado sobre a paisagem naturalista e os valores estéticos do neoclassicismo francês. Esse repertório, uma vez transposto para o Brasil, firmou-se em sua pintura por meio de temas ligados à história nacional e ao imaginário do Brasil rural e urbano do início do século XX.
De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA, onde lecionou pintura e orientou diversas gerações de artistas, entre eles nomes que fariam parte das transformações artísticas que culminaram no modernismo brasileiro. Como diretor da ENBA entre 1938 e 1945, Bracet defendeu o ensino clássico das artes e foi responsável por reorganizações curriculares que buscavam manter o rigor acadêmico em um momento de crescente tensão entre tradição e inovação.
Apesar de sua formação acadêmica, Bracet não se manteve alheio ao espírito de renovação que tomou as artes brasileiras nas primeiras décadas do século XX. Embora não tenha aderido ao modernismo, soube dialogar com seus elementos formais com sutileza, incorporando em algumas de suas obras certa liberdade cromática e compositiva. A paisagem, por exemplo, foi um gênero no qual sua sensibilidade poética floresceu, como demonstram suas cenas bucólicas, interiores ensolarados e naturezas calmas que flertam com o lirismo impressionista.
Bracet também produziu obras de caráter simbólico e religioso, com destaque para o seu domínio da figura humana e do retrato psicológico. Sua paleta, predominantemente suave e sóbria, era enriquecida por toques de luz delicada e composição precisa, o que conferia às suas telas um equilíbrio entre emoção e forma.
Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições nacionais, sendo frequentemente premiado nos Salões de Belas Artes. Suas obras fazem parte de importantes acervos públicos e privados, entre eles o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, instituição onde atuou como diretor artístico e pedagógico e onde permanece reconhecido como uma figura central na formação do pensamento acadêmico-artístico brasileiro.
Augusto Bracet faleceu no Rio de Janeiro em 1960, deixando um legado de excelência técnica e pedagógica que atravessou décadas e impactou gerações de artistas. Seu papel como elo entre a arte oitocentista brasileira e os novos caminhos que se abriam no século XX é inegável, consolidando sua presença na história da arte brasileira como um mestre da tradição, mas atento às transformações de seu tempo.
Augusto Bracet | Wikipédia
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1881 — Rio de Janeiro, 1960) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro.
Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Foi discípulo dos pintores Zeferino da Costa, Daniel Bérard, Rodolpho Amoêdo, e Baptista da Costa.
Bracet dedicou-se à paisagem, à figura humana e eventualmente a temas históricos.
Em 1911, ganhou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro e fixou-se na Itália e na França, estudando com Morelli e Louis Billoul.
Voltou ao Brasil em 1914 e, em 1926, Bracet foi nomeado professor interino de Pintura na Escola Nacional de Belas Artes e efetivado no ano seguinte.
Foi diretor interino da Escola entre 1938 e 1945 e diretor efetivo de 1945 a 1948.
Obras principais
A traição de Judas
Lindóia
Primeiros Sons do Hino Nacional (Museu Histórico Nacional)
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Augusto Bracet | Itaú Cultural
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, RJ 1881 - Rio de Janeiro, RJ 1960). Pintor e professor. Filho de Trajano Bracet, frequentador da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), deve ao pai os primeiros incentivos ao estudo artístico. Em 1902, participa como aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa nessa mesma instituição, onde estuda até 1911, sendo aluno dos pintores Daniel Bérard (1846-1910), Rodolfo Amoedo (1857-1941) e Zeferino da Costa (1840-1915).
Recebe medalhas nos cursos em que participa e, em 1911, é contemplado com o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Permanece na Europa entre 1912 e 1917, onde estuda com os pintores franceses Louis-François Biloul (1874-1947), Marcel Baschet (1862-1941) e Paul-Jean Gervais (1859-1936) na Académie Julian, em Paris, seguindo depois para Roma.
De volta ao Rio de Janeiro, realiza sua primeira exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios, em 1918. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1920. Entre 1926 e 1951, é professor de pintura na Enba. É nomeado diretor interino da instituição, entre 1938 a 1945, sendo efetivado de 1945 até 1948. Durante sua gestão, obras de tendências modernas produzidas por alguns alunos são proibidas de integrar a mostra anual da escola de 1942, o que origina o grupo Os Dissidentes, composto por alunos vetados na exposição. Leciona desenho e pintura também no Instituto de Educação e no Colégio Batista, ambos no Rio de Janeiro.
Análise
Augusto Bracet destaca-se nos gêneros pictóricos tradicionais, principalmente a pintura histórica, o retrato e o nu. Segundo o pintor, crítico e historiador da arte Quirino Campofiorito (1902 - 1993), o nu feminino representa em sua obra "a expressão maior de sua envergadura artística", o que pode ser notado em Nu Feminino Sentado, apresentado no Concurso de Magistério da Enba, em 1927. O trabalho mostra-se afinado com a tendência, em curso desde o século XIX, à absorção pela academia de um tipo de representação realista, em contraposição às vertentes idealizantes.
A modelo é apresentada não mais como personagem ligada a temas da Antiguidade clássica e, portanto, idealizada, mas em sua condição de modelo, mulher ambientada num espaço de ateliê. O tratamento formal, apesar do recurso ao fundo escuro e difuso, evita uma luminosidade dramática, concentrando-se na descrição naturalista da anatomia. As pinceladas mais soltas fogem à textura lisa, também geralmente associada a obras acadêmicas.
Esse tipo de tratamento ocorre também em seus retratos e, de forma mais contida, em pinturas históricas como Primeiros Sons do Hino da Independência (1922), encomendada ao artista por ocasião do centenário da independência. A liberdade da pincelada, além de sintoma das modificações e da convivência com tendências estéticas na Enba, pode estar ligada às convicções do artista, que, em entrevista concedida a Angyone Costa em 1927, já professor da Enba, dizia acreditar na arte como "expressão de temperamento individual", como harmonia entre maneiras de pintar e sentir.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1908 - 15ª Exposição Geral de Belas Artes
1918 - 25ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - 26ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - Exposição Carioca de Gravura e Água-Forte
1920 - 27ª Exposição Geral de Belas Artes
1921 - 28ª Exposição Geral de Belas Artes
1922 - 23ª Exposição Geral de Belas Artes
1923 - 30ª Exposição Geral de Belas Artes
1924 - 31ª Exposição Geral de Belas Artes
1925 - 32ª Exposição Geral de Belas Artes
1926 - 33ª Exposição Geral de Belas Artes
1927 - 34ª Exposição Geral de Belas Artes
1928 - 35ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 36ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 11º Salão de Rosário
1930 - 37ª Exposição Geral de Belas Artes
1933 - 39ª Exposição Geral de Belas Artes
1934 - 40º Salão Nacional de Belas Artes
1936 - 42º Salão Nacional de Belas Artes
1939 - 6º Salão Paulista de Belas Artes
1940 - 7º Salão Paulista de Belas Artes
1941 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1949 - 15º Salão Paulista de Belas Artes
1985 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
Fonte: AUGUSTO Bracet. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 07 de agosto de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Augusto Bracet | Museus Paraná
Augusto Bracet Nascimento: 1881, Rio de Janeiro/RJ-Brasil | Morte: 1960, Rio de Janeiro/RJ-Brasil. Filho do casal Trajano Bracet e Arminda Bracet, o seu pai Trajano frequentou a antiga Academia Imperial de Belas Artes, e foi quem incentivou-o a estudar desenho. Um dia o escritor Domingos Olímpio, amigo de seu pai faz uma visita à família e são mostrados os seus desenhos, logo que viu os desenhos encaminhou-o para Escola de Belas Artes, ingressando como aluno 1902 e matriculando-se em 1903. Como aluno obteve medalha de prata (1908), medalha de ouro (1909) e prêmio de viagem ao estrangeiro com “A Traição de Judas” em 1911.
Em Paris (1912) torna-se aluno de Louis Billoud e da Academia Julien. Em Roma trabalha no seu ateliê da Vila Strohl-Fern. Em 1914, na cidade de Paris, teve a sua primeira união conjugal e em 1939 a segunda com Dolores Nascimento Bracet, sendo que destas duas uniões não teve filhos. Regressa ao Brasil em 1917.
Em 1918 realiza a sua primeira exposição aberta ao público no “Liceu de Artes e Ofícios”, com cerca de 80 quadros como o de “Madalena”, o nú “Lys”, “Lindóia” e outros. Em 1925 é nomeado Professor Catedrático de Pintura da Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro-RJ, aposentando-se no exercício do magistério em 1951. Em 1938, nomeado Diretor da Escola Nacional de Belas Artes.
Possui obras nos Museus: Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Histórico Nacional do Rio de Janeiro e no Museu Paranaense – Curitiba-PR. - Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, vol. 1 – Coleção de Dicionários Especializados nº 5 – 1973-MEC. - Catálogo da Exposição dos 100 Anos de Augusto Bracet (1881-1981) – Museu Nacional de Belas Artes – RJ. – Período: 14/08/ 1981 a 13/09/1981.
— PONTUAL, Roberto. Dicionário de artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,1969. •AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro, RJ: Spala, 1986.
Fonte: Museus Paraná, “Augusto Bracet”. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Crédito fotográfico: Imagem extraída da internet. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Augusto Bracet (14 de agosto de 1881, Rio de Janeiro, Brasil — 1960, Rio de Janeiro, Brasil) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Em 1911, venceu o Prêmio de Viagem ao Exterior, estudando pintura por três anos na França, onde aprofundou-se na técnica do nu e da pintura histórica. Teve contato com o neoclassicismo francês e com os mestres da pintura europeia, o que influenciou decisivamente sua estética. De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA e mais tarde tornou-se diretor da instituição entre 1938 e 1945, defendendo o rigor acadêmico e a valorização da arte clássica. Em suas obras é notável o domínio técnico e temática ligada à paisagem, história e figura humana, com um traço refinado e uma paleta sóbria e sensível. Participou de diversas edições do Salão Nacional de Belas Artes, sendo amplamente premiado. Sua produção também incluiu retratos, composições religiosas e simbólicas. Está representado em importantes acervos, como o do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.
Augusto Bracet | Arremate Arte
Augusto Bracet nasceu em 14 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, e tornou-se um dos nomes fundamentais da pintura acadêmica brasileira no início do século XX. Pintor, desenhista, professor e diretor da então Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), sua trajetória é marcada por uma produção meticulosa, voltada sobretudo para o retrato, a paisagem e a composição histórica — sempre conduzida com domínio técnico, senso de proporção e apuro clássico.
Filho do Rio de Janeiro imperial e testemunha de uma república nascente, Bracet formou-se na própria ENBA, onde teve como mestres artistas consagrados como Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Desde cedo, demonstrou notável habilidade para o desenho e a composição pictórica, sendo laureado com diversas premiações ainda como aluno, entre elas a medalha de ouro da instituição. Em 1911, conquistou o Prêmio de Viagem ao Exterior, que lhe permitiu estudar por três anos na França, absorvendo a influência da tradição acadêmica europeia e se aprofundando na técnica do nu e da pintura histórica.
Na Europa, Bracet teve contato direto com os mestres do classicismo, frequentando museus, ateliês e academias, além de desenvolver um olhar apurado sobre a paisagem naturalista e os valores estéticos do neoclassicismo francês. Esse repertório, uma vez transposto para o Brasil, firmou-se em sua pintura por meio de temas ligados à história nacional e ao imaginário do Brasil rural e urbano do início do século XX.
De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA, onde lecionou pintura e orientou diversas gerações de artistas, entre eles nomes que fariam parte das transformações artísticas que culminaram no modernismo brasileiro. Como diretor da ENBA entre 1938 e 1945, Bracet defendeu o ensino clássico das artes e foi responsável por reorganizações curriculares que buscavam manter o rigor acadêmico em um momento de crescente tensão entre tradição e inovação.
Apesar de sua formação acadêmica, Bracet não se manteve alheio ao espírito de renovação que tomou as artes brasileiras nas primeiras décadas do século XX. Embora não tenha aderido ao modernismo, soube dialogar com seus elementos formais com sutileza, incorporando em algumas de suas obras certa liberdade cromática e compositiva. A paisagem, por exemplo, foi um gênero no qual sua sensibilidade poética floresceu, como demonstram suas cenas bucólicas, interiores ensolarados e naturezas calmas que flertam com o lirismo impressionista.
Bracet também produziu obras de caráter simbólico e religioso, com destaque para o seu domínio da figura humana e do retrato psicológico. Sua paleta, predominantemente suave e sóbria, era enriquecida por toques de luz delicada e composição precisa, o que conferia às suas telas um equilíbrio entre emoção e forma.
Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições nacionais, sendo frequentemente premiado nos Salões de Belas Artes. Suas obras fazem parte de importantes acervos públicos e privados, entre eles o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, instituição onde atuou como diretor artístico e pedagógico e onde permanece reconhecido como uma figura central na formação do pensamento acadêmico-artístico brasileiro.
Augusto Bracet faleceu no Rio de Janeiro em 1960, deixando um legado de excelência técnica e pedagógica que atravessou décadas e impactou gerações de artistas. Seu papel como elo entre a arte oitocentista brasileira e os novos caminhos que se abriam no século XX é inegável, consolidando sua presença na história da arte brasileira como um mestre da tradição, mas atento às transformações de seu tempo.
Augusto Bracet | Wikipédia
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1881 — Rio de Janeiro, 1960) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro.
Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Foi discípulo dos pintores Zeferino da Costa, Daniel Bérard, Rodolpho Amoêdo, e Baptista da Costa.
Bracet dedicou-se à paisagem, à figura humana e eventualmente a temas históricos.
Em 1911, ganhou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro e fixou-se na Itália e na França, estudando com Morelli e Louis Billoul.
Voltou ao Brasil em 1914 e, em 1926, Bracet foi nomeado professor interino de Pintura na Escola Nacional de Belas Artes e efetivado no ano seguinte.
Foi diretor interino da Escola entre 1938 e 1945 e diretor efetivo de 1945 a 1948.
Obras principais
A traição de Judas
Lindóia
Primeiros Sons do Hino Nacional (Museu Histórico Nacional)
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Augusto Bracet | Itaú Cultural
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, RJ 1881 - Rio de Janeiro, RJ 1960). Pintor e professor. Filho de Trajano Bracet, frequentador da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), deve ao pai os primeiros incentivos ao estudo artístico. Em 1902, participa como aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa nessa mesma instituição, onde estuda até 1911, sendo aluno dos pintores Daniel Bérard (1846-1910), Rodolfo Amoedo (1857-1941) e Zeferino da Costa (1840-1915).
Recebe medalhas nos cursos em que participa e, em 1911, é contemplado com o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Permanece na Europa entre 1912 e 1917, onde estuda com os pintores franceses Louis-François Biloul (1874-1947), Marcel Baschet (1862-1941) e Paul-Jean Gervais (1859-1936) na Académie Julian, em Paris, seguindo depois para Roma.
De volta ao Rio de Janeiro, realiza sua primeira exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios, em 1918. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1920. Entre 1926 e 1951, é professor de pintura na Enba. É nomeado diretor interino da instituição, entre 1938 a 1945, sendo efetivado de 1945 até 1948. Durante sua gestão, obras de tendências modernas produzidas por alguns alunos são proibidas de integrar a mostra anual da escola de 1942, o que origina o grupo Os Dissidentes, composto por alunos vetados na exposição. Leciona desenho e pintura também no Instituto de Educação e no Colégio Batista, ambos no Rio de Janeiro.
Análise
Augusto Bracet destaca-se nos gêneros pictóricos tradicionais, principalmente a pintura histórica, o retrato e o nu. Segundo o pintor, crítico e historiador da arte Quirino Campofiorito (1902 - 1993), o nu feminino representa em sua obra "a expressão maior de sua envergadura artística", o que pode ser notado em Nu Feminino Sentado, apresentado no Concurso de Magistério da Enba, em 1927. O trabalho mostra-se afinado com a tendência, em curso desde o século XIX, à absorção pela academia de um tipo de representação realista, em contraposição às vertentes idealizantes.
A modelo é apresentada não mais como personagem ligada a temas da Antiguidade clássica e, portanto, idealizada, mas em sua condição de modelo, mulher ambientada num espaço de ateliê. O tratamento formal, apesar do recurso ao fundo escuro e difuso, evita uma luminosidade dramática, concentrando-se na descrição naturalista da anatomia. As pinceladas mais soltas fogem à textura lisa, também geralmente associada a obras acadêmicas.
Esse tipo de tratamento ocorre também em seus retratos e, de forma mais contida, em pinturas históricas como Primeiros Sons do Hino da Independência (1922), encomendada ao artista por ocasião do centenário da independência. A liberdade da pincelada, além de sintoma das modificações e da convivência com tendências estéticas na Enba, pode estar ligada às convicções do artista, que, em entrevista concedida a Angyone Costa em 1927, já professor da Enba, dizia acreditar na arte como "expressão de temperamento individual", como harmonia entre maneiras de pintar e sentir.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1908 - 15ª Exposição Geral de Belas Artes
1918 - 25ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - 26ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - Exposição Carioca de Gravura e Água-Forte
1920 - 27ª Exposição Geral de Belas Artes
1921 - 28ª Exposição Geral de Belas Artes
1922 - 23ª Exposição Geral de Belas Artes
1923 - 30ª Exposição Geral de Belas Artes
1924 - 31ª Exposição Geral de Belas Artes
1925 - 32ª Exposição Geral de Belas Artes
1926 - 33ª Exposição Geral de Belas Artes
1927 - 34ª Exposição Geral de Belas Artes
1928 - 35ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 36ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 11º Salão de Rosário
1930 - 37ª Exposição Geral de Belas Artes
1933 - 39ª Exposição Geral de Belas Artes
1934 - 40º Salão Nacional de Belas Artes
1936 - 42º Salão Nacional de Belas Artes
1939 - 6º Salão Paulista de Belas Artes
1940 - 7º Salão Paulista de Belas Artes
1941 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1949 - 15º Salão Paulista de Belas Artes
1985 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
Fonte: AUGUSTO Bracet. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 07 de agosto de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Augusto Bracet | Museus Paraná
Augusto Bracet Nascimento: 1881, Rio de Janeiro/RJ-Brasil | Morte: 1960, Rio de Janeiro/RJ-Brasil. Filho do casal Trajano Bracet e Arminda Bracet, o seu pai Trajano frequentou a antiga Academia Imperial de Belas Artes, e foi quem incentivou-o a estudar desenho. Um dia o escritor Domingos Olímpio, amigo de seu pai faz uma visita à família e são mostrados os seus desenhos, logo que viu os desenhos encaminhou-o para Escola de Belas Artes, ingressando como aluno 1902 e matriculando-se em 1903. Como aluno obteve medalha de prata (1908), medalha de ouro (1909) e prêmio de viagem ao estrangeiro com “A Traição de Judas” em 1911.
Em Paris (1912) torna-se aluno de Louis Billoud e da Academia Julien. Em Roma trabalha no seu ateliê da Vila Strohl-Fern. Em 1914, na cidade de Paris, teve a sua primeira união conjugal e em 1939 a segunda com Dolores Nascimento Bracet, sendo que destas duas uniões não teve filhos. Regressa ao Brasil em 1917.
Em 1918 realiza a sua primeira exposição aberta ao público no “Liceu de Artes e Ofícios”, com cerca de 80 quadros como o de “Madalena”, o nú “Lys”, “Lindóia” e outros. Em 1925 é nomeado Professor Catedrático de Pintura da Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro-RJ, aposentando-se no exercício do magistério em 1951. Em 1938, nomeado Diretor da Escola Nacional de Belas Artes.
Possui obras nos Museus: Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Histórico Nacional do Rio de Janeiro e no Museu Paranaense – Curitiba-PR. - Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, vol. 1 – Coleção de Dicionários Especializados nº 5 – 1973-MEC. - Catálogo da Exposição dos 100 Anos de Augusto Bracet (1881-1981) – Museu Nacional de Belas Artes – RJ. – Período: 14/08/ 1981 a 13/09/1981.
— PONTUAL, Roberto. Dicionário de artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,1969. •AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro, RJ: Spala, 1986.
Fonte: Museus Paraná, “Augusto Bracet”. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Crédito fotográfico: Imagem extraída da internet. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
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Augusto Bracet (14 de agosto de 1881, Rio de Janeiro, Brasil — 1960, Rio de Janeiro, Brasil) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Em 1911, venceu o Prêmio de Viagem ao Exterior, estudando pintura por três anos na França, onde aprofundou-se na técnica do nu e da pintura histórica. Teve contato com o neoclassicismo francês e com os mestres da pintura europeia, o que influenciou decisivamente sua estética. De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA e mais tarde tornou-se diretor da instituição entre 1938 e 1945, defendendo o rigor acadêmico e a valorização da arte clássica. Em suas obras é notável o domínio técnico e temática ligada à paisagem, história e figura humana, com um traço refinado e uma paleta sóbria e sensível. Participou de diversas edições do Salão Nacional de Belas Artes, sendo amplamente premiado. Sua produção também incluiu retratos, composições religiosas e simbólicas. Está representado em importantes acervos, como o do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.
Augusto Bracet | Arremate Arte
Augusto Bracet nasceu em 14 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, e tornou-se um dos nomes fundamentais da pintura acadêmica brasileira no início do século XX. Pintor, desenhista, professor e diretor da então Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), sua trajetória é marcada por uma produção meticulosa, voltada sobretudo para o retrato, a paisagem e a composição histórica — sempre conduzida com domínio técnico, senso de proporção e apuro clássico.
Filho do Rio de Janeiro imperial e testemunha de uma república nascente, Bracet formou-se na própria ENBA, onde teve como mestres artistas consagrados como Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Desde cedo, demonstrou notável habilidade para o desenho e a composição pictórica, sendo laureado com diversas premiações ainda como aluno, entre elas a medalha de ouro da instituição. Em 1911, conquistou o Prêmio de Viagem ao Exterior, que lhe permitiu estudar por três anos na França, absorvendo a influência da tradição acadêmica europeia e se aprofundando na técnica do nu e da pintura histórica.
Na Europa, Bracet teve contato direto com os mestres do classicismo, frequentando museus, ateliês e academias, além de desenvolver um olhar apurado sobre a paisagem naturalista e os valores estéticos do neoclassicismo francês. Esse repertório, uma vez transposto para o Brasil, firmou-se em sua pintura por meio de temas ligados à história nacional e ao imaginário do Brasil rural e urbano do início do século XX.
De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA, onde lecionou pintura e orientou diversas gerações de artistas, entre eles nomes que fariam parte das transformações artísticas que culminaram no modernismo brasileiro. Como diretor da ENBA entre 1938 e 1945, Bracet defendeu o ensino clássico das artes e foi responsável por reorganizações curriculares que buscavam manter o rigor acadêmico em um momento de crescente tensão entre tradição e inovação.
Apesar de sua formação acadêmica, Bracet não se manteve alheio ao espírito de renovação que tomou as artes brasileiras nas primeiras décadas do século XX. Embora não tenha aderido ao modernismo, soube dialogar com seus elementos formais com sutileza, incorporando em algumas de suas obras certa liberdade cromática e compositiva. A paisagem, por exemplo, foi um gênero no qual sua sensibilidade poética floresceu, como demonstram suas cenas bucólicas, interiores ensolarados e naturezas calmas que flertam com o lirismo impressionista.
Bracet também produziu obras de caráter simbólico e religioso, com destaque para o seu domínio da figura humana e do retrato psicológico. Sua paleta, predominantemente suave e sóbria, era enriquecida por toques de luz delicada e composição precisa, o que conferia às suas telas um equilíbrio entre emoção e forma.
Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições nacionais, sendo frequentemente premiado nos Salões de Belas Artes. Suas obras fazem parte de importantes acervos públicos e privados, entre eles o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, instituição onde atuou como diretor artístico e pedagógico e onde permanece reconhecido como uma figura central na formação do pensamento acadêmico-artístico brasileiro.
Augusto Bracet faleceu no Rio de Janeiro em 1960, deixando um legado de excelência técnica e pedagógica que atravessou décadas e impactou gerações de artistas. Seu papel como elo entre a arte oitocentista brasileira e os novos caminhos que se abriam no século XX é inegável, consolidando sua presença na história da arte brasileira como um mestre da tradição, mas atento às transformações de seu tempo.
Augusto Bracet | Wikipédia
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1881 — Rio de Janeiro, 1960) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro.
Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Foi discípulo dos pintores Zeferino da Costa, Daniel Bérard, Rodolpho Amoêdo, e Baptista da Costa.
Bracet dedicou-se à paisagem, à figura humana e eventualmente a temas históricos.
Em 1911, ganhou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro e fixou-se na Itália e na França, estudando com Morelli e Louis Billoul.
Voltou ao Brasil em 1914 e, em 1926, Bracet foi nomeado professor interino de Pintura na Escola Nacional de Belas Artes e efetivado no ano seguinte.
Foi diretor interino da Escola entre 1938 e 1945 e diretor efetivo de 1945 a 1948.
Obras principais
A traição de Judas
Lindóia
Primeiros Sons do Hino Nacional (Museu Histórico Nacional)
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Augusto Bracet | Itaú Cultural
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, RJ 1881 - Rio de Janeiro, RJ 1960). Pintor e professor. Filho de Trajano Bracet, frequentador da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), deve ao pai os primeiros incentivos ao estudo artístico. Em 1902, participa como aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa nessa mesma instituição, onde estuda até 1911, sendo aluno dos pintores Daniel Bérard (1846-1910), Rodolfo Amoedo (1857-1941) e Zeferino da Costa (1840-1915).
Recebe medalhas nos cursos em que participa e, em 1911, é contemplado com o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Permanece na Europa entre 1912 e 1917, onde estuda com os pintores franceses Louis-François Biloul (1874-1947), Marcel Baschet (1862-1941) e Paul-Jean Gervais (1859-1936) na Académie Julian, em Paris, seguindo depois para Roma.
De volta ao Rio de Janeiro, realiza sua primeira exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios, em 1918. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1920. Entre 1926 e 1951, é professor de pintura na Enba. É nomeado diretor interino da instituição, entre 1938 a 1945, sendo efetivado de 1945 até 1948. Durante sua gestão, obras de tendências modernas produzidas por alguns alunos são proibidas de integrar a mostra anual da escola de 1942, o que origina o grupo Os Dissidentes, composto por alunos vetados na exposição. Leciona desenho e pintura também no Instituto de Educação e no Colégio Batista, ambos no Rio de Janeiro.
Análise
Augusto Bracet destaca-se nos gêneros pictóricos tradicionais, principalmente a pintura histórica, o retrato e o nu. Segundo o pintor, crítico e historiador da arte Quirino Campofiorito (1902 - 1993), o nu feminino representa em sua obra "a expressão maior de sua envergadura artística", o que pode ser notado em Nu Feminino Sentado, apresentado no Concurso de Magistério da Enba, em 1927. O trabalho mostra-se afinado com a tendência, em curso desde o século XIX, à absorção pela academia de um tipo de representação realista, em contraposição às vertentes idealizantes.
A modelo é apresentada não mais como personagem ligada a temas da Antiguidade clássica e, portanto, idealizada, mas em sua condição de modelo, mulher ambientada num espaço de ateliê. O tratamento formal, apesar do recurso ao fundo escuro e difuso, evita uma luminosidade dramática, concentrando-se na descrição naturalista da anatomia. As pinceladas mais soltas fogem à textura lisa, também geralmente associada a obras acadêmicas.
Esse tipo de tratamento ocorre também em seus retratos e, de forma mais contida, em pinturas históricas como Primeiros Sons do Hino da Independência (1922), encomendada ao artista por ocasião do centenário da independência. A liberdade da pincelada, além de sintoma das modificações e da convivência com tendências estéticas na Enba, pode estar ligada às convicções do artista, que, em entrevista concedida a Angyone Costa em 1927, já professor da Enba, dizia acreditar na arte como "expressão de temperamento individual", como harmonia entre maneiras de pintar e sentir.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1908 - 15ª Exposição Geral de Belas Artes
1918 - 25ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - 26ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - Exposição Carioca de Gravura e Água-Forte
1920 - 27ª Exposição Geral de Belas Artes
1921 - 28ª Exposição Geral de Belas Artes
1922 - 23ª Exposição Geral de Belas Artes
1923 - 30ª Exposição Geral de Belas Artes
1924 - 31ª Exposição Geral de Belas Artes
1925 - 32ª Exposição Geral de Belas Artes
1926 - 33ª Exposição Geral de Belas Artes
1927 - 34ª Exposição Geral de Belas Artes
1928 - 35ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 36ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 11º Salão de Rosário
1930 - 37ª Exposição Geral de Belas Artes
1933 - 39ª Exposição Geral de Belas Artes
1934 - 40º Salão Nacional de Belas Artes
1936 - 42º Salão Nacional de Belas Artes
1939 - 6º Salão Paulista de Belas Artes
1940 - 7º Salão Paulista de Belas Artes
1941 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1949 - 15º Salão Paulista de Belas Artes
1985 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
Fonte: AUGUSTO Bracet. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 07 de agosto de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Augusto Bracet | Museus Paraná
Augusto Bracet Nascimento: 1881, Rio de Janeiro/RJ-Brasil | Morte: 1960, Rio de Janeiro/RJ-Brasil. Filho do casal Trajano Bracet e Arminda Bracet, o seu pai Trajano frequentou a antiga Academia Imperial de Belas Artes, e foi quem incentivou-o a estudar desenho. Um dia o escritor Domingos Olímpio, amigo de seu pai faz uma visita à família e são mostrados os seus desenhos, logo que viu os desenhos encaminhou-o para Escola de Belas Artes, ingressando como aluno 1902 e matriculando-se em 1903. Como aluno obteve medalha de prata (1908), medalha de ouro (1909) e prêmio de viagem ao estrangeiro com “A Traição de Judas” em 1911.
Em Paris (1912) torna-se aluno de Louis Billoud e da Academia Julien. Em Roma trabalha no seu ateliê da Vila Strohl-Fern. Em 1914, na cidade de Paris, teve a sua primeira união conjugal e em 1939 a segunda com Dolores Nascimento Bracet, sendo que destas duas uniões não teve filhos. Regressa ao Brasil em 1917.
Em 1918 realiza a sua primeira exposição aberta ao público no “Liceu de Artes e Ofícios”, com cerca de 80 quadros como o de “Madalena”, o nú “Lys”, “Lindóia” e outros. Em 1925 é nomeado Professor Catedrático de Pintura da Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro-RJ, aposentando-se no exercício do magistério em 1951. Em 1938, nomeado Diretor da Escola Nacional de Belas Artes.
Possui obras nos Museus: Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Histórico Nacional do Rio de Janeiro e no Museu Paranaense – Curitiba-PR. - Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, vol. 1 – Coleção de Dicionários Especializados nº 5 – 1973-MEC. - Catálogo da Exposição dos 100 Anos de Augusto Bracet (1881-1981) – Museu Nacional de Belas Artes – RJ. – Período: 14/08/ 1981 a 13/09/1981.
— PONTUAL, Roberto. Dicionário de artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,1969. •AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro, RJ: Spala, 1986.
Fonte: Museus Paraná, “Augusto Bracet”. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Crédito fotográfico: Imagem extraída da internet. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Augusto Bracet (14 de agosto de 1881, Rio de Janeiro, Brasil — 1960, Rio de Janeiro, Brasil) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), onde foi aluno de Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Em 1911, venceu o Prêmio de Viagem ao Exterior, estudando pintura por três anos na França, onde aprofundou-se na técnica do nu e da pintura histórica. Teve contato com o neoclassicismo francês e com os mestres da pintura europeia, o que influenciou decisivamente sua estética. De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA e mais tarde tornou-se diretor da instituição entre 1938 e 1945, defendendo o rigor acadêmico e a valorização da arte clássica. Em suas obras é notável o domínio técnico e temática ligada à paisagem, história e figura humana, com um traço refinado e uma paleta sóbria e sensível. Participou de diversas edições do Salão Nacional de Belas Artes, sendo amplamente premiado. Sua produção também incluiu retratos, composições religiosas e simbólicas. Está representado em importantes acervos, como o do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.
Augusto Bracet | Arremate Arte
Augusto Bracet nasceu em 14 de agosto de 1881, no Rio de Janeiro, e tornou-se um dos nomes fundamentais da pintura acadêmica brasileira no início do século XX. Pintor, desenhista, professor e diretor da então Escola Nacional de Belas Artes (ENBA), sua trajetória é marcada por uma produção meticulosa, voltada sobretudo para o retrato, a paisagem e a composição histórica — sempre conduzida com domínio técnico, senso de proporção e apuro clássico.
Filho do Rio de Janeiro imperial e testemunha de uma república nascente, Bracet formou-se na própria ENBA, onde teve como mestres artistas consagrados como Rodolfo Amoedo, Zeferino da Costa e Baptista da Costa. Desde cedo, demonstrou notável habilidade para o desenho e a composição pictórica, sendo laureado com diversas premiações ainda como aluno, entre elas a medalha de ouro da instituição. Em 1911, conquistou o Prêmio de Viagem ao Exterior, que lhe permitiu estudar por três anos na França, absorvendo a influência da tradição acadêmica europeia e se aprofundando na técnica do nu e da pintura histórica.
Na Europa, Bracet teve contato direto com os mestres do classicismo, frequentando museus, ateliês e academias, além de desenvolver um olhar apurado sobre a paisagem naturalista e os valores estéticos do neoclassicismo francês. Esse repertório, uma vez transposto para o Brasil, firmou-se em sua pintura por meio de temas ligados à história nacional e ao imaginário do Brasil rural e urbano do início do século XX.
De volta ao Brasil, integrou-se ao corpo docente da ENBA, onde lecionou pintura e orientou diversas gerações de artistas, entre eles nomes que fariam parte das transformações artísticas que culminaram no modernismo brasileiro. Como diretor da ENBA entre 1938 e 1945, Bracet defendeu o ensino clássico das artes e foi responsável por reorganizações curriculares que buscavam manter o rigor acadêmico em um momento de crescente tensão entre tradição e inovação.
Apesar de sua formação acadêmica, Bracet não se manteve alheio ao espírito de renovação que tomou as artes brasileiras nas primeiras décadas do século XX. Embora não tenha aderido ao modernismo, soube dialogar com seus elementos formais com sutileza, incorporando em algumas de suas obras certa liberdade cromática e compositiva. A paisagem, por exemplo, foi um gênero no qual sua sensibilidade poética floresceu, como demonstram suas cenas bucólicas, interiores ensolarados e naturezas calmas que flertam com o lirismo impressionista.
Bracet também produziu obras de caráter simbólico e religioso, com destaque para o seu domínio da figura humana e do retrato psicológico. Sua paleta, predominantemente suave e sóbria, era enriquecida por toques de luz delicada e composição precisa, o que conferia às suas telas um equilíbrio entre emoção e forma.
Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições nacionais, sendo frequentemente premiado nos Salões de Belas Artes. Suas obras fazem parte de importantes acervos públicos e privados, entre eles o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, instituição onde atuou como diretor artístico e pedagógico e onde permanece reconhecido como uma figura central na formação do pensamento acadêmico-artístico brasileiro.
Augusto Bracet faleceu no Rio de Janeiro em 1960, deixando um legado de excelência técnica e pedagógica que atravessou décadas e impactou gerações de artistas. Seu papel como elo entre a arte oitocentista brasileira e os novos caminhos que se abriam no século XX é inegável, consolidando sua presença na história da arte brasileira como um mestre da tradição, mas atento às transformações de seu tempo.
Augusto Bracet | Wikipédia
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, 14 de agosto de 1881 — Rio de Janeiro, 1960) foi um pintor, desenhista e professor brasileiro.
Formou-se na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). Foi discípulo dos pintores Zeferino da Costa, Daniel Bérard, Rodolpho Amoêdo, e Baptista da Costa.
Bracet dedicou-se à paisagem, à figura humana e eventualmente a temas históricos.
Em 1911, ganhou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro e fixou-se na Itália e na França, estudando com Morelli e Louis Billoul.
Voltou ao Brasil em 1914 e, em 1926, Bracet foi nomeado professor interino de Pintura na Escola Nacional de Belas Artes e efetivado no ano seguinte.
Foi diretor interino da Escola entre 1938 e 1945 e diretor efetivo de 1945 a 1948.
Obras principais
A traição de Judas
Lindóia
Primeiros Sons do Hino Nacional (Museu Histórico Nacional)
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Augusto Bracet | Itaú Cultural
Augusto Bracet (Rio de Janeiro, RJ 1881 - Rio de Janeiro, RJ 1960). Pintor e professor. Filho de Trajano Bracet, frequentador da Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), deve ao pai os primeiros incentivos ao estudo artístico. Em 1902, participa como aluno livre da Escola Nacional de Belas Artes (Enba), no Rio de Janeiro. No ano seguinte, ingressa nessa mesma instituição, onde estuda até 1911, sendo aluno dos pintores Daniel Bérard (1846-1910), Rodolfo Amoedo (1857-1941) e Zeferino da Costa (1840-1915).
Recebe medalhas nos cursos em que participa e, em 1911, é contemplado com o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro. Permanece na Europa entre 1912 e 1917, onde estuda com os pintores franceses Louis-François Biloul (1874-1947), Marcel Baschet (1862-1941) e Paul-Jean Gervais (1859-1936) na Académie Julian, em Paris, seguindo depois para Roma.
De volta ao Rio de Janeiro, realiza sua primeira exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios, em 1918. Recebe medalha de ouro no Salão Nacional de Belas Artes de 1920. Entre 1926 e 1951, é professor de pintura na Enba. É nomeado diretor interino da instituição, entre 1938 a 1945, sendo efetivado de 1945 até 1948. Durante sua gestão, obras de tendências modernas produzidas por alguns alunos são proibidas de integrar a mostra anual da escola de 1942, o que origina o grupo Os Dissidentes, composto por alunos vetados na exposição. Leciona desenho e pintura também no Instituto de Educação e no Colégio Batista, ambos no Rio de Janeiro.
Análise
Augusto Bracet destaca-se nos gêneros pictóricos tradicionais, principalmente a pintura histórica, o retrato e o nu. Segundo o pintor, crítico e historiador da arte Quirino Campofiorito (1902 - 1993), o nu feminino representa em sua obra "a expressão maior de sua envergadura artística", o que pode ser notado em Nu Feminino Sentado, apresentado no Concurso de Magistério da Enba, em 1927. O trabalho mostra-se afinado com a tendência, em curso desde o século XIX, à absorção pela academia de um tipo de representação realista, em contraposição às vertentes idealizantes.
A modelo é apresentada não mais como personagem ligada a temas da Antiguidade clássica e, portanto, idealizada, mas em sua condição de modelo, mulher ambientada num espaço de ateliê. O tratamento formal, apesar do recurso ao fundo escuro e difuso, evita uma luminosidade dramática, concentrando-se na descrição naturalista da anatomia. As pinceladas mais soltas fogem à textura lisa, também geralmente associada a obras acadêmicas.
Esse tipo de tratamento ocorre também em seus retratos e, de forma mais contida, em pinturas históricas como Primeiros Sons do Hino da Independência (1922), encomendada ao artista por ocasião do centenário da independência. A liberdade da pincelada, além de sintoma das modificações e da convivência com tendências estéticas na Enba, pode estar ligada às convicções do artista, que, em entrevista concedida a Angyone Costa em 1927, já professor da Enba, dizia acreditar na arte como "expressão de temperamento individual", como harmonia entre maneiras de pintar e sentir.
Exposições
1907 - 14ª Exposição Geral de Belas Artes
1908 - 15ª Exposição Geral de Belas Artes
1918 - 25ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - 26ª Exposição Geral de Belas Artes
1919 - Exposição Carioca de Gravura e Água-Forte
1920 - 27ª Exposição Geral de Belas Artes
1921 - 28ª Exposição Geral de Belas Artes
1922 - 23ª Exposição Geral de Belas Artes
1923 - 30ª Exposição Geral de Belas Artes
1924 - 31ª Exposição Geral de Belas Artes
1925 - 32ª Exposição Geral de Belas Artes
1926 - 33ª Exposição Geral de Belas Artes
1927 - 34ª Exposição Geral de Belas Artes
1928 - 35ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 36ª Exposição Geral de Belas Artes
1929 - 11º Salão de Rosário
1930 - 37ª Exposição Geral de Belas Artes
1933 - 39ª Exposição Geral de Belas Artes
1934 - 40º Salão Nacional de Belas Artes
1936 - 42º Salão Nacional de Belas Artes
1939 - 6º Salão Paulista de Belas Artes
1940 - 7º Salão Paulista de Belas Artes
1941 - 47º Salão Nacional de Belas Artes
1944 - 50º Salão Nacional de Belas Artes
1949 - 15º Salão Paulista de Belas Artes
1985 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
1986 - Iberê Camargo: trajetória e encontros
Fonte: AUGUSTO Bracet. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 07 de agosto de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Augusto Bracet | Museus Paraná
Augusto Bracet Nascimento: 1881, Rio de Janeiro/RJ-Brasil | Morte: 1960, Rio de Janeiro/RJ-Brasil. Filho do casal Trajano Bracet e Arminda Bracet, o seu pai Trajano frequentou a antiga Academia Imperial de Belas Artes, e foi quem incentivou-o a estudar desenho. Um dia o escritor Domingos Olímpio, amigo de seu pai faz uma visita à família e são mostrados os seus desenhos, logo que viu os desenhos encaminhou-o para Escola de Belas Artes, ingressando como aluno 1902 e matriculando-se em 1903. Como aluno obteve medalha de prata (1908), medalha de ouro (1909) e prêmio de viagem ao estrangeiro com “A Traição de Judas” em 1911.
Em Paris (1912) torna-se aluno de Louis Billoud e da Academia Julien. Em Roma trabalha no seu ateliê da Vila Strohl-Fern. Em 1914, na cidade de Paris, teve a sua primeira união conjugal e em 1939 a segunda com Dolores Nascimento Bracet, sendo que destas duas uniões não teve filhos. Regressa ao Brasil em 1917.
Em 1918 realiza a sua primeira exposição aberta ao público no “Liceu de Artes e Ofícios”, com cerca de 80 quadros como o de “Madalena”, o nú “Lys”, “Lindóia” e outros. Em 1925 é nomeado Professor Catedrático de Pintura da Escola Nacional de Belas Artes da Universidade do Brasil, Rio de Janeiro-RJ, aposentando-se no exercício do magistério em 1951. Em 1938, nomeado Diretor da Escola Nacional de Belas Artes.
Possui obras nos Museus: Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, Histórico Nacional do Rio de Janeiro e no Museu Paranaense – Curitiba-PR. - Dicionário Brasileiro de Artistas Plásticos, vol. 1 – Coleção de Dicionários Especializados nº 5 – 1973-MEC. - Catálogo da Exposição dos 100 Anos de Augusto Bracet (1881-1981) – Museu Nacional de Belas Artes – RJ. – Período: 14/08/ 1981 a 13/09/1981.
— PONTUAL, Roberto. Dicionário de artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,1969. •AYALA, Walmir. Dicionário de pintores brasileiros. Rio de Janeiro, RJ: Spala, 1986.
Fonte: Museus Paraná, “Augusto Bracet”. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.
Crédito fotográfico: Imagem extraída da internet. Consultado pela última vez em 6 de agosto de 2025.