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Guto Lacaz

Carlos Augusto Martins Lacaz, (São Paulo, SP, 20 de setembro de 1948), conhecido como Guto Lacaz ou professor pardal das artes plásticas, é um arquiteto, artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo brasileiro.

Biografia Itaú Cultural

Forma-se em eletrônica industrial pelo Liceu Eduardo Prado, em 1970, e em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos, São Paulo, em 1974. É editor de arte das revistas Around/AZ e Via Cinturato. Entre 1978 e 1984, leciona comunicação visual e desenho de arquitetura na Faculdade de Artes Plásticas da Pontifícia Universidade Católica - PUC, de Campinas. Em São Paulo, leciona no Colégio Iadê, no curso de arquitetura na Faculdade de Belas Artes e no curso livre Artur Cole, entre 1981 e 1984. Realiza performances como Eletro-Performance (1984); Estranha Descoberta Acidental (1984); O Executivo Heavy Metal (1987); Espetáculo Máquinas II (1999), entre outras. Na década de 1990, ilustra os livros Crescente: 1977-1990, de Duda Machado; Num Zoológico de Letras, de Régis Bonvicino (1955); e o Balé dos Skazka's, de Kátia Canton (1962). Em 2005, publica o livro Desculpe a Letra, que reúne desenhos realizados para a coluna da jornalista Joyce Paschowith, no jornal Folha de S. Paulo.

Análise

A produção de Guto Lacaz transita entre o design gráfico, a criação com objetos do cotidiano e a exploração das possibilidades tecnológicas na arte, sempre tratados com humor e ironia, como é possível notar em Crushfixo (1974), um de seus primeiros trabalhos, ou em Fuscão Preto no Acapulco Drive-In (1981), no qual, por meio de uma maquete, associa uma canção popular à música de vanguarda do compositor Arrigo Barnabé (1951).

Vários de seus trabalhos relacionam-se ao universo da mídia e do consumo, como Óleo Maria à Procura da Salada (1982), em que uma lata de óleo se desloca em uma bandeja equipada com radares, ou Ono (1991), obra em homenagem ao arquiteto Walter Ono, criada a partir de um embalagem de sabão em pó. Lacaz realiza também grandes instalações, como Auditório para Questões Delicadas (1989), na qual faz uma intervenção no parque Ibirapuera, em São Paulo. Instala, no meio do lago do parque, seqüências de cadeiras, que, por meio de estruturas ocultas, parecem flutuar na água. Em Cosmos (1991), definida pelo artista como uma livre interpretação da mecânica celeste, dispõe, em uma sala escura, pedestais de diferentes alturas, cujos motores elétricos fazem com que pequenas esferas brancas descrevam orbitais que variam em direção, diâmetro e velocidade. Ao percorrer a instalação, o espectador tem a sensação de estar caminhando por entre os corpos celestes.

Guto Lacaz realiza ainda diversas performances, como Espetáculo Máquinas II (1999) ou Eletro Performance (1984), que tem como participantes a atriz Cristina Mutarelli (1957), o arquiteto Javier Borracha e o irmão do artista Nenê Lacaz, entre outros.

Críticas

"A arte dos anos 80 é tremendamente consciente do seu passado recente. Toda a trajetória do modernismo, de Cézanne ao conceitual, é uma presença constante para todos os lados que olhamos. A impressão (falsa) que temos é a de que tudo já foi feito. As leituras formais e conceituais tornaram-se simultâneas e indivisíveis. Forma e conteúdo são uma coisa só. Tudo tem um ar neotudo. (...) Guto Lacaz é um artista desse tempo. E o seu trabalho pode (e deve), eu acredito, ser lido como um comentário da época. Arguto e sagaz como o próprio. A um mesmo tempo plástico e conceitual. No seu trabalho, essas duas forças da arte se comentam, se ironizam e se completam. (...) Todo o clima de ´low-tech´ que permeia os seus trabalhos, sejam construções, ilustrações ou pintura (fios, pregos, pequenos ´gadctets´ elétricos, truques luminosos, lâmpadas, pilhas, discos, etc. ) tem uma razão fortíssima para existir. Eles comentam plasticamente um dos temas mais importantes do nosso tempo: O mito do progresso (tecnológico, informático, atômico). (...) Existe vanguarda nos anos 80? Ou apenas uma vã-guarda do passado? Existe progresso real, social, na era da informática? Estas e outras questões, sugere Guto Lacaz, devem ser encaradas de frente, de uma nova e vigorosa maneira, como através de um olho mágico".

João Pedrosa (Arguto e sagaz. Guia das Artes, São Paulo: Casa Editorial Paulista, v. 2, n. 7, p. 38-41, 1987.)

"Guto Lacaz é, antes de tudo, um mágico. Mágico ou mago? Lida com as formas e, ao mesmo tempo, as formas lidam com ele. Sei que é criador de sonhos. Tem a inocência terrível dos gênios e dos anjos rebelados contra a rotina. Na Idade Média causaria perplexidade aos doutores da Sorbonne e conseguiria atravessar no bojo de seus inventos as fogueiras da inquisição. No romantismo seria homem das barricadas ou habitantes de domínios sobrenaturais. Há nele curiosa simbiose do misticismo com a ciência. Lida com os elementos com a religiosidade de um alquimista e o espírito indagador da mecânica quântica. Às vezes é o trovador do castelo perdido; outras, o menino que inventa no fundo do quintal o alçapão para caçar nuvens. Ludicamente leva a vida a sério. Sabe que somos peças num jogo de xadrez e oferece um anel à mão que joga com nossos destinos. Esse é o meu Guto Lacaz".

Paulo Bomfim (ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. Projeto editorial Ronaldo Graça Couto; posfácio Luiz Armando Bagolin; projeto gráfico Guto Lacaz. São Paulo: Meta, 2000, p. 102.)

Exposições Individuais

1982 - São Paulo SP - Idéias Modernas, na Galeria de Arte São Paulo

1986 - Fortaleza CE - Individual, na Arte Galeria

1987 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Subdistrito

1991 - São Paulo SP - Cosmos, no Masp (instalação)

1991 - São Paulo SP - Papéis e Seus Nomes, na Galeria Documenta

1991 - São Paulo SP - Videoselos, no Itaú Cultural (instalação)

1993 - Poços de Caldas MG - Idéias Modernas, na Casa de Cultura de Poços de Caldas

1993 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

1994 - Londrina PR - Cosmos: um passeio no infinito, na UEL

2003 - Belo Horizonte MG - Pequenas Grandes Ações, na Galeria Circo Bonfim

Exposições Coletivas

1978 - São Paulo SP - 1ª Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado, organizada pela Arte Aplicada, no Paço das Artes - prêmio

1979 - Nova York (Estados Unidos) - Contemporary Brazilian Works on Paper, na Nobbe Gallery

1979 - São Paulo SP - Escultura Lúdica, organizada pela Arte Aplicada, no Masp

1979 - São Paulo SP - O Desenho como Instrumento, na Pinacoteca do Estado

1983 - São Paulo SP - Arte na Rua, organizado pelo MAC/USP e apresentado através de outdoors espalhados pela cidade

1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1985 - São Paulo SP - Arte e Tecnologia, no MAC/USP

1986 - Buenos Aires (Argentina) - La Deuda Eterna, no Centro de Cultura San Martin

1986 - Fortaleza CE - 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha

1986 - Fortaleza CE - Imagine: o planeta saúda o cometa, na Arte Galeria

1986 - São Paulo SP - A Nova Dimensão do Objeto, no MAC/USP

1986 - São Paulo SP - Projeto Arte Brasileira

1986 - São Paulo SP - Virada do Século, na Pinacoteca do Estado

1987 - Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris

1987 - São Paulo SP - A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, na Fundação Bienal

1988 - Campinas SP - 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1988 - Long Island (Estados Unidos) - Brazil Projects, no The Institute for Art and Urban Resources, Inc.

1988 - Nova York (Estados Unidos) - Brazil Designs, no Art Director's Club of New York

1988 - Rio de Janeiro RJ - Le Déjeuner sur l'Art: Manet no Brasil, na EAV/Parque Lage

1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1988 - São Paulo SP - Juréia, na Sadalla Galeria de Arte

1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1988 - Toronto (Canadá) - The Water Works Project, Visual Arts Ontario/R. C. Harris Water Filtration Plant

1989 - São Paulo SP - Itaca, na Kramer Galeria de Arte

1991 - Caracas (Venezuela) - Brasil: la nueva generación, na Fundación Museo de Bellas Artes

1991 - São Paulo SP - 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1992 - Rio de Janeiro RJ - Brazilian Contemporary Art, na EAV/Parque Lage

1993 - Brasília DF - Um Olhar sobre Joseph Beuys, na Fundação Athos Bulcão

1993 - São Paulo SP - Aviação e Arte, no Espaço Cultural do Aeroporto de Congonhas

1994 - São Paulo SP - 2ª Arte Cidade: A Cidade e Seus Fluxos, no Vale do Anhangabau (Edifício Guanabara, Banco do Brasil, Edifício da Eletropaulo)

1994 - São Paulo SP - Marinhas, na Galeria Nara Roesler

1994 - São Paulo SP - Páginas Preciosas: templo - mídia, na Galeria Luisa Strina

1995 - São Paulo SP - 1ª United Artists, na Casa das Rosas

1996 - São Paulo SP - 1ª Off Bienal, no MuBE

1997 - Rio de Janeiro RJ - Ar: exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial

1997 - São Paulo SP - Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas

1998 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Caetano Veloso, no Paço Imperial

1999 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Chico Buarque, no Paço Imperial

1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural

1999 - São Paulo SP - United Artists: Viagens de Identidades, na Casa das Rosas

2000 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Gilberto Gil, no Paço Imperial

2000 - São Paulo SP - Desfile de Vacas

2001 - Campinas SP - (quase) Efêmera Arte, no Itaú Cultural

2001 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Antônio Carlos Jobim, no Paço Imperial

2001 - Rio de Janeiro RJ - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Paço Imperial

2001 - Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ

2001 - São Paulo SP - Arte Hoje, na Arvani Arte

2001 - São Paulo SP - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no MAM/SP

2001 - São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP

2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2002 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som do Rock Pop Brasil, no Paço Imperial

2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

2002 - São Paulo SP - Feira, na Galeria Virgílio

2002 - São Paulo SP - México Imaginário: o olhar do artista brasileiro, na Casa das Rosas

2002 - São Paulo SP - Ópera Aberta: celebração, na Casa das Rosas

2002 - São Paulo SP - Pot, na Galeria Fortes Vilaça

2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Movimento, no Espaço BNDES

2003 - São Paulo SP - Israel e Palestina: dois estados para dois povos, no Sesc Pompéia

2004 - São Paulo SP - 450 X 45 - Nova André Galeria

2004 - São Paulo SP - Still Life / Natureza Morta, na Galeria de Arte do Sesi

2004 - São Paulo SP - Vol., na Galeria Vermelho

2005 - São Paulo SP - O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira, no Itaú Cultural

2005 - São Paulo SP - Pequenas Grandes Obras, no Cultural Blue Life

Fonte: GUTO Lacaz. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 23 de Abr. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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O Mago Lacaz - Wikipédia

"Guto Lacaz é antes de tudo um mágico. Mágico ou mago? Lida com as formas e, ao mesmo tempo, as formas lidam com ele. Sei que é criador de sonhos. Tem a inocência terrível dos gênios e dos anjos rebelados contra a rotina. Na Idade Média causaria perplexidade aos doutores da Sorbonne e conseguiria atravessar no bojo de seus inventos as fogueiras da Inquisição. No Romantismo seria homem das barricadas ou habitante de domínios sobrenaturais. Há nele curiosa simbiose do misticismo com a ciência. Lida com os elementos com a religiosidade de um alquimista e o espírito indagador da mecânica quântica. Às vezes é o trovador do castelo perdido; outras, o menino que inventa no fundo do quintal o alçapão para caçar nuvens. Ludicamente leva a vida a sério. Sabe que somos peças num jogo de xadrez e oferece um anel à mão que joga com nossos destinos. Esse é o meu amigo Guto Lacaz."

Paulo Bomfim

Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 23 de abril de 2017.

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Biografia - Site oficial Guto Lacaz

Carlos Augusto Martins Lacaz, Guto Lacaz, nasceu e trabalha em São Paulo. É arquiteto pela na FAU SJC 1974.

Em 1978 ganha o prêmio Objeto Inusitado – Arte Aplicada/Paço das Artes e inicia sua carreira como artista plástico.

Em 1982 realiza Idéias Modernas, sua primeira individual, na Galeria São Paulo. Em 1983 a Eletro Performance na FUNARTE SP. 18º Bienal, Eletro Esfero Espaço na exposição A Trama do Gosto. Em 1989 a composição flutuante Auditório para questões delicadas no lago do Ibirapuera e Cosmos – um passeio no infinito no MASP.

Em 1994 o Periscópio no Arte Cidade II, 1995 a Bolsa Guggenheim, em 1999 o espetáculo Máquinas III no Teatro Cultura Artística

Em 2003 edita A série de serigrafias Pequenas Grandes Ações, em 2007 realiza a exposição Gráfica no CCSP e ganha o prêmio APCA Obra Gráfica.

Em 2010 cria e escultura hidro cinética Ondas d’água para o lago do SESC Belenzinho, em 2011 Participa do Aberto Brasília com seu Objeto Flutuante não Identificado - OFNI Paranoá.

Em 2012 inaugura a conjunto eólico Claudio, Leonardo e Orlando Villas Boas no Parque Estoril SBC e a exposição Eletro Livros no Maria Antonia.

Design artesanal como meta

No estúdio de Guto Lacaz, 50, é possível encontrar artes-finais de logotipos em paste-up. Seus projetos conservam o charme de quem aprendeu a pensar com lápis e papel, sem perder a qualidade técnica e a precisão que os trabalhos gráficos têm atualmente. Guto Lacaz é paulistano e formou-se em arquitetura, em 1974, pela Faculdade de Arquitetura de São José dos Campos. Começou a vida profissional fazendo ilustrações para o Jornal da Tarde paulistano e editoras de livros. Ostenta dois prêmios Abril de Jornalismo em Ilustração. Os primeiros projetos de Lacaz aconteceram de forma lenta e quase amadora: “Eu tinha alguns amigos que estavam montando empresas e fui fazer o logotipo para eles”.

Lacaz faz parte de uma geração de profissionais que se tornaram designers por destino e vocação. “Até eu me formar, não se ouvia falar em escolas de design gráfico, só a ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial) do Rio. As pessoas que faziam gráfica, ou faziam de uma forma autodidata ou vinham da arquitetura, um curso que oferece várias especialidades”, justifica. Ele conta que, na época em que estudou arquitetura, o currículo abrangia cinema, fotografia, música, desenho artístico, comunicação visual, desenho industrial, arquitetura e planejamento urbano. “Você podia desenhar uma cidade ou uma colherzinha de café. O estudante tinha capacidade de projetar em qualquer área da criação”. Como não apareceu trabalho em arquitetura e gostava de desenhar, Lacaz acabou entrando para a área gráfica.

Em 1979, Lacaz conheceu Ricardo Van Steen e Rafic Farah. Juntou os dois ao já amigo Mário Cafiero. “Sempre gosto do trabalho deles. É por onde me oriento”, conta. Porém, Guto Lacaz firmou-se como profissional autônomo. Ao mesmo tempo em que são amigos, são egos fortes. “Sempre houve troca e estímulo entre nós, mas trabalhar em um mesmo projeto só dava certo quando separávamos as funções e o Farah dizia: Steen, quero que você faça esse pedaço. Guto, faça a ilustração”, revela.

Outras influências para a vida profissional de Lacaz vieram da Bauhaus e do trabalho de Neville Brody. “Eu ficava surpreso como ele estava na frente, como foi uma referência para tanta gente”.

Entre outros trabalhos, ele fez o livro Personagens, de Vânia Toledo, e refez o projeto gráfico da revista Junguiana, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, quebrando a tradição do texto acadêmico com imagens. A Junguiana foi considerada a revista mais bonita em um congresso internacional. “Sempre tentei dar uma solução original para as coisas. Gosto de fazer livros para criança, com desenhos tipo cartoon. Só que faço pouco, gostaria de fazer mais”.

Lacaz ensina que sempre começa a desenhar livremente. A maioria de seus clientes são diretos, sem o intermédio de uma agência, o que, do ponto de vista comercial, é ótimo. Às vezes, só o nome da empresa basta. Outras, ele gosta de visitar e de saber o que a empresa faz. “Depende do problema”. Acontece com freqüência de os trabalhos intermediados por agências não darem certo. “Eu gosto de ver a pessoa, saber o que ela quer. Rabisco o papel até aparecer um conjunto de idéias”.

Embora não tenha exercido a arquitetura, é fácil encontrar resquícios de sua formação. “Eu sou de construir: pegar esquadro, fazer os traços certos e geométricos”. Quando tem tempo, ele gosta de pensar em uma solução que considera a melhor e, dentro de seu raciocínio, discutir outras soluções diferentes. “Não adianta fazer uma coisa bonita, mas que incomoda a pessoa que vai ter de conviver com aquilo. Ela precisa de conforto”, reflete. Na maioria dos casos, cliente e designer combinam no gosto, mas quando isso não acontece, o profissional tem de se adaptar. Uma vez, Lacaz fez uma marca em que predominava o vermelho e o cliente pediu que fosse usado o azul. Meio a contragosto, acabou trocando a cor. Hoje ele não consegue mais ver a marca vermelha. “Às vezes, os designers insistem em uma solução que nem é a melhor, talvez por um apego que está vivendo no momento. A meta do bom profissional é o cliente satisfeito”, completa.

Guto Lacaz considera a profissão de designer financeiramente compensadora. “Tem certos projetos que são trabalhosos e não pagam bem. Ilustração é um deles: você tem de fazer muitos desenhos para chegar onde quer e não ganha mais do que 2 mil reais. Já marca paga bem e não é tão trabalhoso. Por ser uma peça que o designer vai vender para uma empresa, tem um preço de mercado bom. Às vezes você faz um livro que tem 16 ilustrações e ganha 2 mil reais e faz apenas uma marca e ganha 5 mil reais”, conta. Segundo ele, marcas e cartazes são os trabalhos que pagam melhor. “Eu fico surpreso de estar vivendo até hoje disso”, conclui. Lacaz adotou o computador há dez anos. Para a maioria de seus projetos, usa o Illustrator, da Adobe, e agora está aprendendo a usar o Photoshop. “Coisas que eu gostava de construir com régua, no computador ficaram absolutas, com vértices agudos bem definidos”. Desenvolveu marcas para vários clientes, como Arnaldo Pappalardo Estúdio Fotográfico, Academia de Filmes, Baobá Tecidos Artesanais e Tony Mareei, entre outras.

Tipografia é um capítulo à parte na história de Lacaz. “Acontece de você fazer uma marca, virar o catálogo inteiro e não achar uma fonte que encaixe direito. Então você acaba criando uma”, diz. Ele desenhou a fonte Nardja Zulpério, para a peça teatral homônima de Regina Casé, influenciado por Rafic Farah. A fonte Nikabob, também sua, segue um tipo conhecido como Streamline, inspirado nos automóveis da década de 1950, que tinha uma linha embaixo da palavra ligando uma letra à outra. “Esse é todo um passado que foi feito na base do compasso”, esclarece. Lacaz adora desenhar fontes, mas diz não ter a articulação necessária para lucrar com isso. “Tem coisas que eu gostaria de fazer, mas precisaria de alguém que fizesse a parte burocrática por mim. Se eu tiver de descobrir o endereço do cara que faz fonte, eu já não quero mais desenhar”, confessa.

Lacaz se incomoda com a pouca diversidade dos trabalhos na área; para ele todos estão com a mesma cara. Nesse ponto, atribui a culpa ao computador. “Um ou outro faz bem feito, mas a maioria copia a solução e vira um estereótipo”. Lacaz vê muita tipografia encavalada em anúncios e diagramação de revistas. Também há muita informação sobreposta sem um conceito, o que dificulta a leitura. “Sou a favor de ter uma idéia que comande o trabalho, mesmo que ela não fique clara para quem vai ver, mas que o designer ao desenhar saiba justificar aquilo que fez”, finaliza.

Vanessa Guerreiro (revista Design Gráfico ano 3 nº 18 Market Press Editora 1998)

Curriculum Vitae

Alliance Graphic Internationalle – AGI member

1948 - São Paulo

1966 - Ginásio Vocacional do Liceu Eduardo Prado

1970 - Eletrônica Industrial do Liceu Eduardo Prado

1974 -Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos

Exposições

1978 - Primeira Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado - MIS

1982 - Idéias Modernas - Galeria São Paulo

1985 - 18ª Bienal Internacional de São Paulo

1987 - Muamba - Subdistrito Comercial de Arte

1987 - Modernidade - MAM Paris

1988 - Brazil Projects - PS1 New York

1988 - Idéias Modernas - Palácio das Artes - Belo Horizonte

1990 - O Papel no Cotidiano - Museu Brasileiro do Papel

1992 – ECO 92-13 Cartazes para o Meio Ambiente – MAM Rio

1993 - Idéias Modernas - Casa de Cultura de Poços de Caldas - IMS

1994 - Recortes - Paço Imperial do Rio de Janeiro

1994 - Recortes - Galeria Luisa Luisa Strina

1995 - 95 Kwangju Internacional Biennale - Korea

1999 – RG Enigmático /Viagens de Identidades - Casa das Rosas

2001 - Máscaras para mentir - Café Teatro Os Sátiros

2001 - Atelier Imaginário de Guto Lacaz - Vitrine Artefacto - D&D

2001 - Móbiles - Galpão de Design

2001 - Trajetória da luz - Itaú Cultural

2001 – Salon des 100 – Uma homenagem à Toulouse Lautrec - Paris

2002 – Cadernos Modernos – Papper House

2003 - A arte atrás da arte – MAM Villa Lobos

2003 – Pequenas Grandes Ações – serigrafias - Val de Almeida Galeria e Galeria Circo Bonfim em Belo Horizonte

2004 – Máscaras para mentir – Arte na Escola - MAM

2005 – Pinacotrens – Pinacoteca do Estado de São Paulo

2005 – Art Detectors – Ocupação – Paço das Artes

2005 – Chita releituras – Ovo

2005 – Virada Cultural – RG Enigmático – CCSP

2006 – Santos=Dumont designer – Museu da Casa Brasileira São Paulo

2007 – GRÁFICA - Centro Cultural São Paul0

2008 – Maquetes Reunidas – Capela do Morumbi – DPH

2008 – Rotores – Galeria Marilia Razuk

2008 – Isaac Newton / Albert Einstein – Einstein / Instituto Sangari

2008 – Comparação entre 2 trens – Einstein gdanken – Einstein / IS

2008 – Jogos plásticos com figuras e objetos – Game Cultura SESC Pompéia

2009 – Santos=Dumont designer – Museu da Casa Brasileira SP,MAC Campinas, Centro Cultura Ripbeirão Preto e SECS São José dos Campos

2010 – Pinturas Roubadas reaparecem na Bienal – Padaria Bienal

2011 – OFNI Paranoá – Objeto flutuante não identificado – Aberto Brasília CCBB

2011 – Arte em Movimento – Memorial da América Latina

2011 – VIII Leilão de Pratos Museu Lasar Segal – Trio

2012 – OFNIs Ibirapuera – Objetos flutuantes não identificados Ibirapuera – Cultura e meio Ambiente PMSP

2012 – Eletro Livros – Maria Antonia USP

2014 – As cameras duplas – Sala Mario Schemberg FUNARTE SP

2014 – benTV e Abbey Road – Arquitetura e territorios afins – Carbono Galeria

Instalações e Sites Specifics

1986 - Eletro Esfero Espaço - A Trama do Gosto - Fundação Bienal

1988 - Trens em Casa - Design Store

1989 - Auditório para Questões Delicadas - Lago do Ibirapuera - SMC

1991 - Cosmos, um passeio no infinito - MASP

1992 - Música ao Vivo - Centro Cultural UFMG - Belo Horizonte

1992 - Video Games Mesmo - Forum BHZ de Vídeo

1992 - Tora! Tora! Tora! - Columbia

1993 - Páginas Preciosas, templo mídia - Galeria Luisa Strina

1994 - Periscópio - Arte Cidade II

2000 - Garoa Modernista - Oficina Cultural Oswald de Andrade

2000 - Ciclo Cine - Free Jazz - MAM Rio

2001 - Ciclo Cine - El Foco - Casa das Caldeiras

2003 – Mesas de pensar roupa – 15º São Paulo Fashion Week

2005 – Garoa Modernista – projeto Octógono – Pinacoteca do ESP

2005 – Pinacotrens – Pinacoteca do Estado de São Paulo

2006 – Parede em Movimento – Projeto parede MAM São Paulo

2006 – Linhas de água – Luz da Luz – SESC Pinheiros

2006 – Cataventos – Off Bienal – MuBE

2007 – Muro das Lamentações – Ciclo Multicultural – Centro de Cultura Judáica

2007 – Palíndromoscópio – Nó na Língua – SESC 25 de maio

2009 – Buenos livros – Oxigênio – Parque Buenos Aires

2010 – Buenos Livros – Oxigênio – Parque Buenos Aires

2010 - Ondas d’água – lago da praça do SESC Belenzinho

2011 – Raiso de Sol – Oxigienio – Parque Buenos Aires

2010 – A terceira Margem do rio – AmBev/Trip – marquise do Ibirapuera SP

2013 – Trigêmeos Ciclistas – Mais de Mil Brinquedos SESC Pompéia

2013 – UTROPIC – Centrum Cztuki Wspólczesnej, Wskansenie Miniatur W – Polônia

Performances

1985 - Eletro Performance - 18ª Bienal Internacional de São Paulo

1985 - Estranha Descoberta Acidental - 18ª Bienal Internacional de São Paulo

1990 - 10 Cenas com um Armário - Securit - MIS

1992 - Máquinas e Motores na Sociedade - Teatro Crowne Plaza

1999 - Máquinas II - Teatro Cultura Artística

2000 - Máquinas II - Teatro Alfa - sala B

2001 - Máquinas II - Teatro do Centro da Terra

2001 - Cinco Séculos de Silêncio com Marcelo Bratke - CC Banco do Brasil

2002 – 22 Antes Depois – Pocket Opera – SESC Ipiranga

2008 – 3 – Pequeno repertório de performances: Eletroperformance, Máquinas III e IOU - a fábula do cubo e do cavalo – Teatro Aliança Francesa

2009 – Máquinas V – Teatro Aliança Francesa SP

2012 – Heli Cubo – II Circuito Rgional de Performance Bode Arte – Natal - RN

Trabalhos Urbanos

2005 – Relógio Lúdico – Escola Carlitos – São Paulo

2012 – Conjunto eólico Claudio, Leonardo e Orlando Villas Boas – Parque Estoril SBC – Base 7

Cenografia

1983 – Tubarões Voadores – Arrigo Barnabé – SESC Pompéia

1995 – Eugênia Melo e Castro – SESC Pompéia

1995 – Futebol – Teatro FIESP ( adereços )

1998 – Clip Kid Abelha – Flavio Colker

2001 – Estranho Amor – Olair Coan – Teatro Maria Della Costa

2002 – 22 Antes e Depois – SESC Ipiranga

2002 – Flores de Aço – Centro Cultural Banco do Brasil

2003 – Novo de novo – O Brasil de Pixinguinha – CCBB

2003 – Eu sou a multidão – Vania Abreu – Teatro Castro Alves

2004 – Encontro Improváveis – CCBB

2004 – Rádio Ipiranga – SESC Ipiranga

2005 – Cosi fan Tutte – Teatro São Pedro

2007 – O barbeiro de Sevilha – Teatro Municipal – ( estudo )

2008 – Pocket Trilhas – Centro Cultural Banco do Brasil

2008 – O casal – Walter Breda - SESC Pinheiras

TV

1990 - Encontro com a arte e a Ciência - TV MIX IV - TV Gazeta

1991 - Encontro com a Arte e a ciência - Matéria Prima - TV Cultura

Livros Publicados

1990 – Poemas Minerais – Arte Moderna Estudio

2000 – Desculpe a Letra – desenhos – Athelier Editorial

2003 – Contas Anacíclicas – Arte Moderna Estudio

2004 – The book is on the table – Arte Moderna Estudio

2005 – Chita Seda – Arte Moderna Estudio

2007 – GRÁFICA e inveja – Arte Moderna Estudio

2010 – omemhobjeto guto lacaz – Editora Décor Books

2013 – 80 desenhos – Dash Editora

Livros Ilustrados

1974 – Atividades em língua Portuguesa - Sargentini – IBEP

1975 – Ciências – Carlos Vilela – Atual

1977 – Antes que eu me esqueça – Roberto Bicelli – Feira de Poesia

1978 – Lighter English – David Draper – Editora Ática

1995 – Num zoológico de letras – Régis Bonvicino – Maltese

1990 – Maga neon – Claudia Alencar – Massao Ono

2000 – A vila e o vulcão – Guto Lacaz – Projeto

2004 – O livro da primeira vez – Otavio Frias Filho – Cosac Naify

1998 – O galo Pererê – Luiz Raul Machado – Ediouro

1997 – Balé dos Skazkás – Katia Canton - DCL

2001 – Minas de forno e fogão – Maria Stella Libânio – Papagaio

2002 – Mandaliques – Tatiana Belinck – 34 Letras

2000 – Histórias com bichos – Duda Machado – 34 Letras

1978 – Cândida e o cotidiano – Cândida Botelho – edição da autora

2004 – Histórias do sr. K – Marcos Ferreira – CD

2005 – Tudo tem a sua história – Duda Machado – 34 Letras

2005 – Poesia marginal - Cabelos ao vento – Editora Ática

2006 – Somos todos Igualzinhos – Bartolomeu Campos de Queirós – Global

2006 – Haicais – Wandi Doratioto – edição do autor

2009 – Como criar passarinho – Bartolomeu Campos Queirós – Global

2011 – Esqueleto, Tomate e Pulga – Ricardo Azevedo – Ô Zé Editora

2011 – O menino arteiro - Gil Veloso – Editora Dedo de Prosa

2012 – O zum-zum-zum das letras – Silava Tavano – Ediora Moderna

2013 – Peter e Wendy – Cosac Naif

2014 – Manifesto Verde – Ignácio de Loyola Brandão - Global Projetos Especiais

1990 – Lançamento das Camas Auping – Collectania/Museu da Casa Brasileira

1995 – Roda pião - Vitrine Infantaria

1996 – Standa MaxService – Feira da Eletricidade - Anhembi

1997 – Vitrine Havaianas – Mostra Nacional de Vitrines – Shopping Morumbi

1998 – Stand OMO – Convenção Gessy Lever RJ

1999 – Stand Translor – lançamento da cegonheira high tech - Salão do Automóvel

1996 - Painel história da gravação Sonora – Shopping Ática

1995 - Laboratório lúdico – Avon – Feira da cosmética

2002 – Vitrine viva NOKIA – Uma

2001 – Apresentação do Linho Votorantin – Antiquário

2001 – O ar – exposição didática – Cine Unibanco

2003 – Natal FIESP – decoração externa – FIESP

2001 – Estação Beyleis 5 sentidos – Campos do Jordão

1994 – Exposição didática sobre prevenção, tratamento e transplante de fígado – Shopping Eldorado

2007 – Exposição didática sobre prevenção e tratamento de doenças no intestino – AB….( em produção )

1997 – Polipropileno – exposição lúdica – Shopping Paulista

1988 – Vitrine Brhama – exposição nacional de vitrines . Shopping Morumbi

1987 – Silhuetoscópio – espaço Unibanco de Cinema

1995 – Bossa Nova - Instalação Cinética para a apresentação da escala cromática 95/96 – 14ª Mostar Moda Tecido UNIT Verão 95/96

2010 – Atividade artística para 100 convidados VIP do BB – CCBB

2011 – Painel/tapume interativo para a obra de construção da sede de A Casa 2011 – Novo voo Collectania - Collectania

Criação de troféus

1990 – Troféu Video News – Os melhores do ano – Revista Video News

1990 – Bernie Ecclestone – Homenagem da Rede Globo X anos de Fórmula 1 no Brasil

1990 – DPZ 25 anos – homenagem da Rede Globo

1991 – Aniversæario Tramontina – Rede Globo

2006 – TAM 30 anos – homenagem da Rede Globo

2006 – FIAT 30 anos – homenagem da Rede Globo

1995 – Melhores Diretores de Arte – Clube de Criação de São Paulo

1993/8 – Nova de Ouro – Melhor anúncio publicado – Editora Abril

1992 – Troféu Video Brasil – Melhor video – ACVB

1998 – Festival do Minuto e Sky TV – Tres melhores filmes

1992 – Troféu 4 Rodas – Carro do ano - Editora Abril

2000 – Troféu Fundação Faculdade de Medicina – financiadores da

reforma e restauro do prédio da faculdade de Medicina USP

2000 – Melhor documentário - Associação Brasileira de Documentaristas

Atividade Didática

1978/1980 -Professor de Comunicação Visual – Artes Plásticas PUC Campinas

1978/1980 – Professor de Desenho de Arquitetura –Artes Plásticas PUC Campinas

1981/1983 – Professor de Ilustração e Projeto no Colégio IADê SP

1984 – Professor de Mensagem da Faculdade de Arquitetura da Belas Artes

1990 – Professor de Escultura IV - Faculdade de Artes Plásticas Santa Marcelina

2003/2004/2005 – Professor de Design Experimental – Pós Graduação - SENAC

Professor em cursos livres, festivais, programações culturais e empresas: Artur e Daniela Cole,Festival de Inverno de Belo Horizonte, Festival de Inverno de Ouro Preto, Festival de Inverno de Diamantina, Festival de Inverno de Antonina, Festival de Governador Celso Ramos, Projeto Ágora Curitiba, Universidade Federal do Espírito Santo, Secretaria Municipal de Fortaleza, Escola Guinhard, FUMEC Belo Horizonte, MAM SP, Oficinas Culturais Oswald de Andrade, SENAC, Secretaria Municipal de Cultura de Santo André, Itaú Cultural, SESC Ipiranga, ABRINQ, FAAP, Anhembi Morumbi, MuBE, ABDesign, Faculdade de Arquitetura Belas Artes, Facudades Integradas de Guarulhos, Encontro Nacional dos Estudantes de Design/Salvador Bahia, ABD Salvador,PUC SP, Boehriguer, Gessy Lever, Basf, ITO, 2011 – Introdução à escultura cinética – mecânica para artistas – SESC Pompéia

Prêmios

1978 - 1ª Mostra do Móvel do Objeto Inusitado - MIS

1983 - X Prêmio Abril de Jornalismo - Ilustração

1984 - Prêmio Espaço Luminária - Phillips MIS

1985 - Prêmio Espaço Luminária - Phillips MIS

1986 - Troféu Creme de la Creme - Harpias e Mansfield

1988 – Prêmio APCA -Novas Mídias

1990 – XIII Prêmio Abril de Jornalismo – Ilustração

1991 – XVI Prêmio Abril de Jornalismo - ilustração

1992 - Prêmio ABERJ - Guia Papaiz Itália 90 - Papaiz

1992 - Prêmio Excelência Gráfica ABIGRAF - Personagens Femininos de Vânia Toledo

1995 - Bolsa John Simon Guggenheim Memorial Foundation

1998 - Broadcasting Video Awards - Vinheta Mundo Animal GNT

1998 - Melhor Portfólio - Revista Design Gráfico - Market Press

Editora

1998 - Melhor Trabalho - O Som da Imagem de Caetano Veloso - Paço Imperial Rio de Janeiro

1999 - Melhor Portfólio - Revista Design Gráfico - Market Press Editora

2000 - 10 Melhores Designers Gráficos - Revista Design Gráfico - Market Press Editora

2002 – 5 Melhores Designers Gráficos – Revista Design Gráfico – Market Press Editor

2002 – Estação Baileys – Melhor Atividade de Percepção de Marca no Global AMPRO Awards – instalação interativa – Campos do Jordão

2005 – Promessa de pescador -Melhor trabalho – voto dos colegas – A Imagem do som de Dorival Caymmi – Paço Imperial Rio de janeiro

2006 – Centenário da Asas – cem anos do vôo do 14 bis – Academia Brasileira de Aeronáutica – Universidade Anhembi Morumbi

2007 – Prêmio APCA – Obra Gráfica

2013 – Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea 2013

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1997/2014 – colaborador da revista Caros Amigos com a página “um desenho”

2007/2013 – colaborador da revista Wish report com o editorial Pares Ímpares

2013 / 2014 – colaborador da revista OCAS

Fonte: Site oficial Guto Lacaz, consultado pela última vez em 23 de abril de 2017.

Carlos Augusto Martins Lacaz, (São Paulo, SP, 20 de setembro de 1948), conhecido como Guto Lacaz ou professor pardal das artes plásticas, é um arquiteto, artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo brasileiro.

Guto Lacaz

Carlos Augusto Martins Lacaz, (São Paulo, SP, 20 de setembro de 1948), conhecido como Guto Lacaz ou professor pardal das artes plásticas, é um arquiteto, artista multimídia, ilustrador, designer, desenhista e cenógrafo brasileiro.

Videos

Guto Lacaz documentário 2019

Ateliê do Artista: Guto Lacaz

TED: Guto Lacaz

Guto Lacaz fala sobre sua obra

Provocações | Guto Lacaz (2013)

Grandes personagens - Guto Lacaz

Guto Lacaz - Jogo de Ideias (2005)

Guto Lacaz - Exposição de arte cinética

O Professor Pardal das artes plásticas

Santos Dumont e o 14 Bis

Guto Lacaz - Arte e inspirações I

Guto Lacaz - Arte e inspirações II

Biografia Itaú Cultural

Forma-se em eletrônica industrial pelo Liceu Eduardo Prado, em 1970, e em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos, São Paulo, em 1974. É editor de arte das revistas Around/AZ e Via Cinturato. Entre 1978 e 1984, leciona comunicação visual e desenho de arquitetura na Faculdade de Artes Plásticas da Pontifícia Universidade Católica - PUC, de Campinas. Em São Paulo, leciona no Colégio Iadê, no curso de arquitetura na Faculdade de Belas Artes e no curso livre Artur Cole, entre 1981 e 1984. Realiza performances como Eletro-Performance (1984); Estranha Descoberta Acidental (1984); O Executivo Heavy Metal (1987); Espetáculo Máquinas II (1999), entre outras. Na década de 1990, ilustra os livros Crescente: 1977-1990, de Duda Machado; Num Zoológico de Letras, de Régis Bonvicino (1955); e o Balé dos Skazka's, de Kátia Canton (1962). Em 2005, publica o livro Desculpe a Letra, que reúne desenhos realizados para a coluna da jornalista Joyce Paschowith, no jornal Folha de S. Paulo.

Análise

A produção de Guto Lacaz transita entre o design gráfico, a criação com objetos do cotidiano e a exploração das possibilidades tecnológicas na arte, sempre tratados com humor e ironia, como é possível notar em Crushfixo (1974), um de seus primeiros trabalhos, ou em Fuscão Preto no Acapulco Drive-In (1981), no qual, por meio de uma maquete, associa uma canção popular à música de vanguarda do compositor Arrigo Barnabé (1951).

Vários de seus trabalhos relacionam-se ao universo da mídia e do consumo, como Óleo Maria à Procura da Salada (1982), em que uma lata de óleo se desloca em uma bandeja equipada com radares, ou Ono (1991), obra em homenagem ao arquiteto Walter Ono, criada a partir de um embalagem de sabão em pó. Lacaz realiza também grandes instalações, como Auditório para Questões Delicadas (1989), na qual faz uma intervenção no parque Ibirapuera, em São Paulo. Instala, no meio do lago do parque, seqüências de cadeiras, que, por meio de estruturas ocultas, parecem flutuar na água. Em Cosmos (1991), definida pelo artista como uma livre interpretação da mecânica celeste, dispõe, em uma sala escura, pedestais de diferentes alturas, cujos motores elétricos fazem com que pequenas esferas brancas descrevam orbitais que variam em direção, diâmetro e velocidade. Ao percorrer a instalação, o espectador tem a sensação de estar caminhando por entre os corpos celestes.

Guto Lacaz realiza ainda diversas performances, como Espetáculo Máquinas II (1999) ou Eletro Performance (1984), que tem como participantes a atriz Cristina Mutarelli (1957), o arquiteto Javier Borracha e o irmão do artista Nenê Lacaz, entre outros.

Críticas

"A arte dos anos 80 é tremendamente consciente do seu passado recente. Toda a trajetória do modernismo, de Cézanne ao conceitual, é uma presença constante para todos os lados que olhamos. A impressão (falsa) que temos é a de que tudo já foi feito. As leituras formais e conceituais tornaram-se simultâneas e indivisíveis. Forma e conteúdo são uma coisa só. Tudo tem um ar neotudo. (...) Guto Lacaz é um artista desse tempo. E o seu trabalho pode (e deve), eu acredito, ser lido como um comentário da época. Arguto e sagaz como o próprio. A um mesmo tempo plástico e conceitual. No seu trabalho, essas duas forças da arte se comentam, se ironizam e se completam. (...) Todo o clima de ´low-tech´ que permeia os seus trabalhos, sejam construções, ilustrações ou pintura (fios, pregos, pequenos ´gadctets´ elétricos, truques luminosos, lâmpadas, pilhas, discos, etc. ) tem uma razão fortíssima para existir. Eles comentam plasticamente um dos temas mais importantes do nosso tempo: O mito do progresso (tecnológico, informático, atômico). (...) Existe vanguarda nos anos 80? Ou apenas uma vã-guarda do passado? Existe progresso real, social, na era da informática? Estas e outras questões, sugere Guto Lacaz, devem ser encaradas de frente, de uma nova e vigorosa maneira, como através de um olho mágico".

João Pedrosa (Arguto e sagaz. Guia das Artes, São Paulo: Casa Editorial Paulista, v. 2, n. 7, p. 38-41, 1987.)

"Guto Lacaz é, antes de tudo, um mágico. Mágico ou mago? Lida com as formas e, ao mesmo tempo, as formas lidam com ele. Sei que é criador de sonhos. Tem a inocência terrível dos gênios e dos anjos rebelados contra a rotina. Na Idade Média causaria perplexidade aos doutores da Sorbonne e conseguiria atravessar no bojo de seus inventos as fogueiras da inquisição. No romantismo seria homem das barricadas ou habitantes de domínios sobrenaturais. Há nele curiosa simbiose do misticismo com a ciência. Lida com os elementos com a religiosidade de um alquimista e o espírito indagador da mecânica quântica. Às vezes é o trovador do castelo perdido; outras, o menino que inventa no fundo do quintal o alçapão para caçar nuvens. Ludicamente leva a vida a sério. Sabe que somos peças num jogo de xadrez e oferece um anel à mão que joga com nossos destinos. Esse é o meu Guto Lacaz".

Paulo Bomfim (ARTE e artistas plásticos no Brasil 2000. Projeto editorial Ronaldo Graça Couto; posfácio Luiz Armando Bagolin; projeto gráfico Guto Lacaz. São Paulo: Meta, 2000, p. 102.)

Exposições Individuais

1982 - São Paulo SP - Idéias Modernas, na Galeria de Arte São Paulo

1986 - Fortaleza CE - Individual, na Arte Galeria

1987 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Subdistrito

1991 - São Paulo SP - Cosmos, no Masp (instalação)

1991 - São Paulo SP - Papéis e Seus Nomes, na Galeria Documenta

1991 - São Paulo SP - Videoselos, no Itaú Cultural (instalação)

1993 - Poços de Caldas MG - Idéias Modernas, na Casa de Cultura de Poços de Caldas

1993 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Luisa Strina

1994 - Londrina PR - Cosmos: um passeio no infinito, na UEL

2003 - Belo Horizonte MG - Pequenas Grandes Ações, na Galeria Circo Bonfim

Exposições Coletivas

1978 - São Paulo SP - 1ª Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado, organizada pela Arte Aplicada, no Paço das Artes - prêmio

1979 - Nova York (Estados Unidos) - Contemporary Brazilian Works on Paper, na Nobbe Gallery

1979 - São Paulo SP - Escultura Lúdica, organizada pela Arte Aplicada, no Masp

1979 - São Paulo SP - O Desenho como Instrumento, na Pinacoteca do Estado

1983 - São Paulo SP - Arte na Rua, organizado pelo MAC/USP e apresentado através de outdoors espalhados pela cidade

1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1985 - São Paulo SP - Arte e Tecnologia, no MAC/USP

1986 - Buenos Aires (Argentina) - La Deuda Eterna, no Centro de Cultura San Martin

1986 - Fortaleza CE - 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha

1986 - Fortaleza CE - Imagine: o planeta saúda o cometa, na Arte Galeria

1986 - São Paulo SP - A Nova Dimensão do Objeto, no MAC/USP

1986 - São Paulo SP - Projeto Arte Brasileira

1986 - São Paulo SP - Virada do Século, na Pinacoteca do Estado

1987 - Paris (França) - Modernidade: arte brasileira do século XX, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris

1987 - São Paulo SP - A Trama do Gosto: um outro olhar sobre o cotidiano, na Fundação Bienal

1988 - Campinas SP - 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1988 - Long Island (Estados Unidos) - Brazil Projects, no The Institute for Art and Urban Resources, Inc.

1988 - Nova York (Estados Unidos) - Brazil Designs, no Art Director's Club of New York

1988 - Rio de Janeiro RJ - Le Déjeuner sur l'Art: Manet no Brasil, na EAV/Parque Lage

1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1988 - São Paulo SP - Juréia, na Sadalla Galeria de Arte

1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1988 - Toronto (Canadá) - The Water Works Project, Visual Arts Ontario/R. C. Harris Water Filtration Plant

1989 - São Paulo SP - Itaca, na Kramer Galeria de Arte

1991 - Caracas (Venezuela) - Brasil: la nueva generación, na Fundación Museo de Bellas Artes

1991 - São Paulo SP - 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1992 - Rio de Janeiro RJ - Brazilian Contemporary Art, na EAV/Parque Lage

1993 - Brasília DF - Um Olhar sobre Joseph Beuys, na Fundação Athos Bulcão

1993 - São Paulo SP - Aviação e Arte, no Espaço Cultural do Aeroporto de Congonhas

1994 - São Paulo SP - 2ª Arte Cidade: A Cidade e Seus Fluxos, no Vale do Anhangabau (Edifício Guanabara, Banco do Brasil, Edifício da Eletropaulo)

1994 - São Paulo SP - Marinhas, na Galeria Nara Roesler

1994 - São Paulo SP - Páginas Preciosas: templo - mídia, na Galeria Luisa Strina

1995 - São Paulo SP - 1ª United Artists, na Casa das Rosas

1996 - São Paulo SP - 1ª Off Bienal, no MuBE

1997 - Rio de Janeiro RJ - Ar: exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial

1997 - São Paulo SP - Arte Suporte Computador, na Casa das Rosas

1998 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Caetano Veloso, no Paço Imperial

1999 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Chico Buarque, no Paço Imperial

1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural

1999 - São Paulo SP - United Artists: Viagens de Identidades, na Casa das Rosas

2000 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Gilberto Gil, no Paço Imperial

2000 - São Paulo SP - Desfile de Vacas

2001 - Campinas SP - (quase) Efêmera Arte, no Itaú Cultural

2001 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som de Antônio Carlos Jobim, no Paço Imperial

2001 - Rio de Janeiro RJ - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no Paço Imperial

2001 - Rio de Janeiro RJ - O Espírito de Nossa Época, no MAM/RJ

2001 - São Paulo SP - Arte Hoje, na Arvani Arte

2001 - São Paulo SP - Espelho Cego: seleções de uma coleção contemporânea, no MAM/SP

2001 - São Paulo SP - O Espírito de Nossa Época, no MAM/SP

2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2002 - Rio de Janeiro RJ - A Imagem do Som do Rock Pop Brasil, no Paço Imperial

2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

2002 - São Paulo SP - Feira, na Galeria Virgílio

2002 - São Paulo SP - México Imaginário: o olhar do artista brasileiro, na Casa das Rosas

2002 - São Paulo SP - Ópera Aberta: celebração, na Casa das Rosas

2002 - São Paulo SP - Pot, na Galeria Fortes Vilaça

2003 - Rio de Janeiro RJ - Arte em Movimento, no Espaço BNDES

2003 - São Paulo SP - Israel e Palestina: dois estados para dois povos, no Sesc Pompéia

2004 - São Paulo SP - 450 X 45 - Nova André Galeria

2004 - São Paulo SP - Still Life / Natureza Morta, na Galeria de Arte do Sesi

2004 - São Paulo SP - Vol., na Galeria Vermelho

2005 - São Paulo SP - O Corpo na Arte Contemporânea Brasileira, no Itaú Cultural

2005 - São Paulo SP - Pequenas Grandes Obras, no Cultural Blue Life

Fonte: GUTO Lacaz. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 23 de Abr. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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O Mago Lacaz - Wikipédia

"Guto Lacaz é antes de tudo um mágico. Mágico ou mago? Lida com as formas e, ao mesmo tempo, as formas lidam com ele. Sei que é criador de sonhos. Tem a inocência terrível dos gênios e dos anjos rebelados contra a rotina. Na Idade Média causaria perplexidade aos doutores da Sorbonne e conseguiria atravessar no bojo de seus inventos as fogueiras da Inquisição. No Romantismo seria homem das barricadas ou habitante de domínios sobrenaturais. Há nele curiosa simbiose do misticismo com a ciência. Lida com os elementos com a religiosidade de um alquimista e o espírito indagador da mecânica quântica. Às vezes é o trovador do castelo perdido; outras, o menino que inventa no fundo do quintal o alçapão para caçar nuvens. Ludicamente leva a vida a sério. Sabe que somos peças num jogo de xadrez e oferece um anel à mão que joga com nossos destinos. Esse é o meu amigo Guto Lacaz."

Paulo Bomfim

Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 23 de abril de 2017.

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Biografia - Site oficial Guto Lacaz

Carlos Augusto Martins Lacaz, Guto Lacaz, nasceu e trabalha em São Paulo. É arquiteto pela na FAU SJC 1974.

Em 1978 ganha o prêmio Objeto Inusitado – Arte Aplicada/Paço das Artes e inicia sua carreira como artista plástico.

Em 1982 realiza Idéias Modernas, sua primeira individual, na Galeria São Paulo. Em 1983 a Eletro Performance na FUNARTE SP. 18º Bienal, Eletro Esfero Espaço na exposição A Trama do Gosto. Em 1989 a composição flutuante Auditório para questões delicadas no lago do Ibirapuera e Cosmos – um passeio no infinito no MASP.

Em 1994 o Periscópio no Arte Cidade II, 1995 a Bolsa Guggenheim, em 1999 o espetáculo Máquinas III no Teatro Cultura Artística

Em 2003 edita A série de serigrafias Pequenas Grandes Ações, em 2007 realiza a exposição Gráfica no CCSP e ganha o prêmio APCA Obra Gráfica.

Em 2010 cria e escultura hidro cinética Ondas d’água para o lago do SESC Belenzinho, em 2011 Participa do Aberto Brasília com seu Objeto Flutuante não Identificado - OFNI Paranoá.

Em 2012 inaugura a conjunto eólico Claudio, Leonardo e Orlando Villas Boas no Parque Estoril SBC e a exposição Eletro Livros no Maria Antonia.

Design artesanal como meta

No estúdio de Guto Lacaz, 50, é possível encontrar artes-finais de logotipos em paste-up. Seus projetos conservam o charme de quem aprendeu a pensar com lápis e papel, sem perder a qualidade técnica e a precisão que os trabalhos gráficos têm atualmente. Guto Lacaz é paulistano e formou-se em arquitetura, em 1974, pela Faculdade de Arquitetura de São José dos Campos. Começou a vida profissional fazendo ilustrações para o Jornal da Tarde paulistano e editoras de livros. Ostenta dois prêmios Abril de Jornalismo em Ilustração. Os primeiros projetos de Lacaz aconteceram de forma lenta e quase amadora: “Eu tinha alguns amigos que estavam montando empresas e fui fazer o logotipo para eles”.

Lacaz faz parte de uma geração de profissionais que se tornaram designers por destino e vocação. “Até eu me formar, não se ouvia falar em escolas de design gráfico, só a ESDI (Escola Superior de Desenho Industrial) do Rio. As pessoas que faziam gráfica, ou faziam de uma forma autodidata ou vinham da arquitetura, um curso que oferece várias especialidades”, justifica. Ele conta que, na época em que estudou arquitetura, o currículo abrangia cinema, fotografia, música, desenho artístico, comunicação visual, desenho industrial, arquitetura e planejamento urbano. “Você podia desenhar uma cidade ou uma colherzinha de café. O estudante tinha capacidade de projetar em qualquer área da criação”. Como não apareceu trabalho em arquitetura e gostava de desenhar, Lacaz acabou entrando para a área gráfica.

Em 1979, Lacaz conheceu Ricardo Van Steen e Rafic Farah. Juntou os dois ao já amigo Mário Cafiero. “Sempre gosto do trabalho deles. É por onde me oriento”, conta. Porém, Guto Lacaz firmou-se como profissional autônomo. Ao mesmo tempo em que são amigos, são egos fortes. “Sempre houve troca e estímulo entre nós, mas trabalhar em um mesmo projeto só dava certo quando separávamos as funções e o Farah dizia: Steen, quero que você faça esse pedaço. Guto, faça a ilustração”, revela.

Outras influências para a vida profissional de Lacaz vieram da Bauhaus e do trabalho de Neville Brody. “Eu ficava surpreso como ele estava na frente, como foi uma referência para tanta gente”.

Entre outros trabalhos, ele fez o livro Personagens, de Vânia Toledo, e refez o projeto gráfico da revista Junguiana, da Sociedade Brasileira de Psicologia Analítica, quebrando a tradição do texto acadêmico com imagens. A Junguiana foi considerada a revista mais bonita em um congresso internacional. “Sempre tentei dar uma solução original para as coisas. Gosto de fazer livros para criança, com desenhos tipo cartoon. Só que faço pouco, gostaria de fazer mais”.

Lacaz ensina que sempre começa a desenhar livremente. A maioria de seus clientes são diretos, sem o intermédio de uma agência, o que, do ponto de vista comercial, é ótimo. Às vezes, só o nome da empresa basta. Outras, ele gosta de visitar e de saber o que a empresa faz. “Depende do problema”. Acontece com freqüência de os trabalhos intermediados por agências não darem certo. “Eu gosto de ver a pessoa, saber o que ela quer. Rabisco o papel até aparecer um conjunto de idéias”.

Embora não tenha exercido a arquitetura, é fácil encontrar resquícios de sua formação. “Eu sou de construir: pegar esquadro, fazer os traços certos e geométricos”. Quando tem tempo, ele gosta de pensar em uma solução que considera a melhor e, dentro de seu raciocínio, discutir outras soluções diferentes. “Não adianta fazer uma coisa bonita, mas que incomoda a pessoa que vai ter de conviver com aquilo. Ela precisa de conforto”, reflete. Na maioria dos casos, cliente e designer combinam no gosto, mas quando isso não acontece, o profissional tem de se adaptar. Uma vez, Lacaz fez uma marca em que predominava o vermelho e o cliente pediu que fosse usado o azul. Meio a contragosto, acabou trocando a cor. Hoje ele não consegue mais ver a marca vermelha. “Às vezes, os designers insistem em uma solução que nem é a melhor, talvez por um apego que está vivendo no momento. A meta do bom profissional é o cliente satisfeito”, completa.

Guto Lacaz considera a profissão de designer financeiramente compensadora. “Tem certos projetos que são trabalhosos e não pagam bem. Ilustração é um deles: você tem de fazer muitos desenhos para chegar onde quer e não ganha mais do que 2 mil reais. Já marca paga bem e não é tão trabalhoso. Por ser uma peça que o designer vai vender para uma empresa, tem um preço de mercado bom. Às vezes você faz um livro que tem 16 ilustrações e ganha 2 mil reais e faz apenas uma marca e ganha 5 mil reais”, conta. Segundo ele, marcas e cartazes são os trabalhos que pagam melhor. “Eu fico surpreso de estar vivendo até hoje disso”, conclui. Lacaz adotou o computador há dez anos. Para a maioria de seus projetos, usa o Illustrator, da Adobe, e agora está aprendendo a usar o Photoshop. “Coisas que eu gostava de construir com régua, no computador ficaram absolutas, com vértices agudos bem definidos”. Desenvolveu marcas para vários clientes, como Arnaldo Pappalardo Estúdio Fotográfico, Academia de Filmes, Baobá Tecidos Artesanais e Tony Mareei, entre outras.

Tipografia é um capítulo à parte na história de Lacaz. “Acontece de você fazer uma marca, virar o catálogo inteiro e não achar uma fonte que encaixe direito. Então você acaba criando uma”, diz. Ele desenhou a fonte Nardja Zulpério, para a peça teatral homônima de Regina Casé, influenciado por Rafic Farah. A fonte Nikabob, também sua, segue um tipo conhecido como Streamline, inspirado nos automóveis da década de 1950, que tinha uma linha embaixo da palavra ligando uma letra à outra. “Esse é todo um passado que foi feito na base do compasso”, esclarece. Lacaz adora desenhar fontes, mas diz não ter a articulação necessária para lucrar com isso. “Tem coisas que eu gostaria de fazer, mas precisaria de alguém que fizesse a parte burocrática por mim. Se eu tiver de descobrir o endereço do cara que faz fonte, eu já não quero mais desenhar”, confessa.

Lacaz se incomoda com a pouca diversidade dos trabalhos na área; para ele todos estão com a mesma cara. Nesse ponto, atribui a culpa ao computador. “Um ou outro faz bem feito, mas a maioria copia a solução e vira um estereótipo”. Lacaz vê muita tipografia encavalada em anúncios e diagramação de revistas. Também há muita informação sobreposta sem um conceito, o que dificulta a leitura. “Sou a favor de ter uma idéia que comande o trabalho, mesmo que ela não fique clara para quem vai ver, mas que o designer ao desenhar saiba justificar aquilo que fez”, finaliza.

Vanessa Guerreiro (revista Design Gráfico ano 3 nº 18 Market Press Editora 1998)

Curriculum Vitae

Alliance Graphic Internationalle – AGI member

1948 - São Paulo

1966 - Ginásio Vocacional do Liceu Eduardo Prado

1970 - Eletrônica Industrial do Liceu Eduardo Prado

1974 -Faculdade de Arquitetura e Urbanismo de São José dos Campos

Exposições

1978 - Primeira Mostra do Móvel e do Objeto Inusitado - MIS

1982 - Idéias Modernas - Galeria São Paulo

1985 - 18ª Bienal Internacional de São Paulo

1987 - Muamba - Subdistrito Comercial de Arte

1987 - Modernidade - MAM Paris

1988 - Brazil Projects - PS1 New York

1988 - Idéias Modernas - Palácio das Artes - Belo Horizonte

1990 - O Papel no Cotidiano - Museu Brasileiro do Papel

1992 – ECO 92-13 Cartazes para o Meio Ambiente – MAM Rio

1993 - Idéias Modernas - Casa de Cultura de Poços de Caldas - IMS

1994 - Recortes - Paço Imperial do Rio de Janeiro

1994 - Recortes - Galeria Luisa Luisa Strina

1995 - 95 Kwangju Internacional Biennale - Korea

1999 – RG Enigmático /Viagens de Identidades - Casa das Rosas

2001 - Máscaras para mentir - Café Teatro Os Sátiros

2001 - Atelier Imaginário de Guto Lacaz - Vitrine Artefacto - D&D

2001 - Móbiles - Galpão de Design

2001 - Trajetória da luz - Itaú Cultural

2001 – Salon des 100 – Uma homenagem à Toulouse Lautrec - Paris

2002 – Cadernos Modernos – Papper House

2003 - A arte atrás da arte – MAM Villa Lobos

2003 – Pequenas Grandes Ações – serigrafias - Val de Almeida Galeria e Galeria Circo Bonfim em Belo Horizonte

2004 – Máscaras para mentir – Arte na Escola - MAM

2005 – Pinacotrens – Pinacoteca do Estado de São Paulo

2005 – Art Detectors – Ocupação – Paço das Artes

2005 – Chita releituras – Ovo

2005 – Virada Cultural – RG Enigmático – CCSP

2006 – Santos=Dumont designer – Museu da Casa Brasileira São Paulo

2007 – GRÁFICA - Centro Cultural São Paul0

2008 – Maquetes Reunidas – Capela do Morumbi – DPH

2008 – Rotores – Galeria Marilia Razuk

2008 – Isaac Newton / Albert Einstein – Einstein / Instituto Sangari

2008 – Comparação entre 2 trens – Einstein gdanken – Einstein / IS

2008 – Jogos plásticos com figuras e objetos – Game Cultura SESC Pompéia

2009 – Santos=Dumont designer – Museu da Casa Brasileira SP,MAC Campinas, Centro Cultura Ripbeirão Preto e SECS São José dos Campos

2010 – Pinturas Roubadas reaparecem na Bienal – Padaria Bienal

2011 – OFNI Paranoá – Objeto flutuante não identificado – Aberto Brasília CCBB

2011 – Arte em Movimento – Memorial da América Latina

2011 – VIII Leilão de Pratos Museu Lasar Segal – Trio

2012 – OFNIs Ibirapuera – Objetos flutuantes não identificados Ibirapuera – Cultura e meio Ambiente PMSP

2012 – Eletro Livros – Maria Antonia USP

2014 – As cameras duplas – Sala Mario Schemberg FUNARTE SP

2014 – benTV e Abbey Road – Arquitetura e territorios afins – Carbono Galeria

Instalações e Sites Specifics

1986 - Eletro Esfero Espaço - A Trama do Gosto - Fundação Bienal

1988 - Trens em Casa - Design Store

1989 - Auditório para Questões Delicadas - Lago do Ibirapuera - SMC

1991 - Cosmos, um passeio no infinito - MASP

1992 - Música ao Vivo - Centro Cultural UFMG - Belo Horizonte

1992 - Video Games Mesmo - Forum BHZ de Vídeo

1992 - Tora! Tora! Tora! - Columbia

1993 - Páginas Preciosas, templo mídia - Galeria Luisa Strina

1994 - Periscópio - Arte Cidade II

2000 - Garoa Modernista - Oficina Cultural Oswald de Andrade

2000 - Ciclo Cine - Free Jazz - MAM Rio

2001 - Ciclo Cine - El Foco - Casa das Caldeiras

2003 – Mesas de pensar roupa – 15º São Paulo Fashion Week

2005 – Garoa Modernista – projeto Octógono – Pinacoteca do ESP

2005 – Pinacotrens – Pinacoteca do Estado de São Paulo

2006 – Parede em Movimento – Projeto parede MAM São Paulo

2006 – Linhas de água – Luz da Luz – SESC Pinheiros

2006 – Cataventos – Off Bienal – MuBE

2007 – Muro das Lamentações – Ciclo Multicultural – Centro de Cultura Judáica

2007 – Palíndromoscópio – Nó na Língua – SESC 25 de maio

2009 – Buenos livros – Oxigênio – Parque Buenos Aires

2010 – Buenos Livros – Oxigênio – Parque Buenos Aires

2010 - Ondas d’água – lago da praça do SESC Belenzinho

2011 – Raiso de Sol – Oxigienio – Parque Buenos Aires

2010 – A terceira Margem do rio – AmBev/Trip – marquise do Ibirapuera SP

2013 – Trigêmeos Ciclistas – Mais de Mil Brinquedos SESC Pompéia

2013 – UTROPIC – Centrum Cztuki Wspólczesnej, Wskansenie Miniatur W – Polônia

Performances

1985 - Eletro Performance - 18ª Bienal Internacional de São Paulo

1985 - Estranha Descoberta Acidental - 18ª Bienal Internacional de São Paulo

1990 - 10 Cenas com um Armário - Securit - MIS

1992 - Máquinas e Motores na Sociedade - Teatro Crowne Plaza

1999 - Máquinas II - Teatro Cultura Artística

2000 - Máquinas II - Teatro Alfa - sala B

2001 - Máquinas II - Teatro do Centro da Terra

2001 - Cinco Séculos de Silêncio com Marcelo Bratke - CC Banco do Brasil

2002 – 22 Antes Depois – Pocket Opera – SESC Ipiranga

2008 – 3 – Pequeno repertório de performances: Eletroperformance, Máquinas III e IOU - a fábula do cubo e do cavalo – Teatro Aliança Francesa

2009 – Máquinas V – Teatro Aliança Francesa SP

2012 – Heli Cubo – II Circuito Rgional de Performance Bode Arte – Natal - RN

Trabalhos Urbanos

2005 – Relógio Lúdico – Escola Carlitos – São Paulo

2012 – Conjunto eólico Claudio, Leonardo e Orlando Villas Boas – Parque Estoril SBC – Base 7

Cenografia

1983 – Tubarões Voadores – Arrigo Barnabé – SESC Pompéia

1995 – Eugênia Melo e Castro – SESC Pompéia

1995 – Futebol – Teatro FIESP ( adereços )

1998 – Clip Kid Abelha – Flavio Colker

2001 – Estranho Amor – Olair Coan – Teatro Maria Della Costa

2002 – 22 Antes e Depois – SESC Ipiranga

2002 – Flores de Aço – Centro Cultural Banco do Brasil

2003 – Novo de novo – O Brasil de Pixinguinha – CCBB

2003 – Eu sou a multidão – Vania Abreu – Teatro Castro Alves

2004 – Encontro Improváveis – CCBB

2004 – Rádio Ipiranga – SESC Ipiranga

2005 – Cosi fan Tutte – Teatro São Pedro

2007 – O barbeiro de Sevilha – Teatro Municipal – ( estudo )

2008 – Pocket Trilhas – Centro Cultural Banco do Brasil

2008 – O casal – Walter Breda - SESC Pinheiras

TV

1990 - Encontro com a arte e a Ciência - TV MIX IV - TV Gazeta

1991 - Encontro com a Arte e a ciência - Matéria Prima - TV Cultura

Livros Publicados

1990 – Poemas Minerais – Arte Moderna Estudio

2000 – Desculpe a Letra – desenhos – Athelier Editorial

2003 – Contas Anacíclicas – Arte Moderna Estudio

2004 – The book is on the table – Arte Moderna Estudio

2005 – Chita Seda – Arte Moderna Estudio

2007 – GRÁFICA e inveja – Arte Moderna Estudio

2010 – omemhobjeto guto lacaz – Editora Décor Books

2013 – 80 desenhos – Dash Editora

Livros Ilustrados

1974 – Atividades em língua Portuguesa - Sargentini – IBEP

1975 – Ciências – Carlos Vilela – Atual

1977 – Antes que eu me esqueça – Roberto Bicelli – Feira de Poesia

1978 – Lighter English – David Draper – Editora Ática

1995 – Num zoológico de letras – Régis Bonvicino – Maltese

1990 – Maga neon – Claudia Alencar – Massao Ono

2000 – A vila e o vulcão – Guto Lacaz – Projeto

2004 – O livro da primeira vez – Otavio Frias Filho – Cosac Naify

1998 – O galo Pererê – Luiz Raul Machado – Ediouro

1997 – Balé dos Skazkás – Katia Canton - DCL

2001 – Minas de forno e fogão – Maria Stella Libânio – Papagaio

2002 – Mandaliques – Tatiana Belinck – 34 Letras

2000 – Histórias com bichos – Duda Machado – 34 Letras

1978 – Cândida e o cotidiano – Cândida Botelho – edição da autora

2004 – Histórias do sr. K – Marcos Ferreira – CD

2005 – Tudo tem a sua história – Duda Machado – 34 Letras

2005 – Poesia marginal - Cabelos ao vento – Editora Ática

2006 – Somos todos Igualzinhos – Bartolomeu Campos de Queirós – Global

2006 – Haicais – Wandi Doratioto – edição do autor

2009 – Como criar passarinho – Bartolomeu Campos Queirós – Global

2011 – Esqueleto, Tomate e Pulga – Ricardo Azevedo – Ô Zé Editora

2011 – O menino arteiro - Gil Veloso – Editora Dedo de Prosa

2012 – O zum-zum-zum das letras – Silava Tavano – Ediora Moderna

2013 – Peter e Wendy – Cosac Naif

2014 – Manifesto Verde – Ignácio de Loyola Brandão - Global Projetos Especiais

1990 – Lançamento das Camas Auping – Collectania/Museu da Casa Brasileira

1995 – Roda pião - Vitrine Infantaria

1996 – Standa MaxService – Feira da Eletricidade - Anhembi

1997 – Vitrine Havaianas – Mostra Nacional de Vitrines – Shopping Morumbi

1998 – Stand OMO – Convenção Gessy Lever RJ

1999 – Stand Translor – lançamento da cegonheira high tech - Salão do Automóvel

1996 - Painel história da gravação Sonora – Shopping Ática

1995 - Laboratório lúdico – Avon – Feira da cosmética

2002 – Vitrine viva NOKIA – Uma

2001 – Apresentação do Linho Votorantin – Antiquário

2001 – O ar – exposição didática – Cine Unibanco

2003 – Natal FIESP – decoração externa – FIESP

2001 – Estação Beyleis 5 sentidos – Campos do Jordão

1994 – Exposição didática sobre prevenção, tratamento e transplante de fígado – Shopping Eldorado

2007 – Exposição didática sobre prevenção e tratamento de doenças no intestino – AB….( em produção )

1997 – Polipropileno – exposição lúdica – Shopping Paulista

1988 – Vitrine Brhama – exposição nacional de vitrines . Shopping Morumbi

1987 – Silhuetoscópio – espaço Unibanco de Cinema

1995 – Bossa Nova - Instalação Cinética para a apresentação da escala cromática 95/96 – 14ª Mostar Moda Tecido UNIT Verão 95/96

2010 – Atividade artística para 100 convidados VIP do BB – CCBB

2011 – Painel/tapume interativo para a obra de construção da sede de A Casa 2011 – Novo voo Collectania - Collectania

Criação de troféus

1990 – Troféu Video News – Os melhores do ano – Revista Video News

1990 – Bernie Ecclestone – Homenagem da Rede Globo X anos de Fórmula 1 no Brasil

1990 – DPZ 25 anos – homenagem da Rede Globo

1991 – Aniversæario Tramontina – Rede Globo

2006 – TAM 30 anos – homenagem da Rede Globo

2006 – FIAT 30 anos – homenagem da Rede Globo

1995 – Melhores Diretores de Arte – Clube de Criação de São Paulo

1993/8 – Nova de Ouro – Melhor anúncio publicado – Editora Abril

1992 – Troféu Video Brasil – Melhor video – ACVB

1998 – Festival do Minuto e Sky TV – Tres melhores filmes

1992 – Troféu 4 Rodas – Carro do ano - Editora Abril

2000 – Troféu Fundação Faculdade de Medicina – financiadores da

reforma e restauro do prédio da faculdade de Medicina USP

2000 – Melhor documentário - Associação Brasileira de Documentaristas

Atividade Didática

1978/1980 -Professor de Comunicação Visual – Artes Plásticas PUC Campinas

1978/1980 – Professor de Desenho de Arquitetura –Artes Plásticas PUC Campinas

1981/1983 – Professor de Ilustração e Projeto no Colégio IADê SP

1984 – Professor de Mensagem da Faculdade de Arquitetura da Belas Artes

1990 – Professor de Escultura IV - Faculdade de Artes Plásticas Santa Marcelina

2003/2004/2005 – Professor de Design Experimental – Pós Graduação - SENAC

Professor em cursos livres, festivais, programações culturais e empresas: Artur e Daniela Cole,Festival de Inverno de Belo Horizonte, Festival de Inverno de Ouro Preto, Festival de Inverno de Diamantina, Festival de Inverno de Antonina, Festival de Governador Celso Ramos, Projeto Ágora Curitiba, Universidade Federal do Espírito Santo, Secretaria Municipal de Fortaleza, Escola Guinhard, FUMEC Belo Horizonte, MAM SP, Oficinas Culturais Oswald de Andrade, SENAC, Secretaria Municipal de Cultura de Santo André, Itaú Cultural, SESC Ipiranga, ABRINQ, FAAP, Anhembi Morumbi, MuBE, ABDesign, Faculdade de Arquitetura Belas Artes, Facudades Integradas de Guarulhos, Encontro Nacional dos Estudantes de Design/Salvador Bahia, ABD Salvador,PUC SP, Boehriguer, Gessy Lever, Basf, ITO, 2011 – Introdução à escultura cinética – mecânica para artistas – SESC Pompéia

Prêmios

1978 - 1ª Mostra do Móvel do Objeto Inusitado - MIS

1983 - X Prêmio Abril de Jornalismo - Ilustração

1984 - Prêmio Espaço Luminária - Phillips MIS

1985 - Prêmio Espaço Luminária - Phillips MIS

1986 - Troféu Creme de la Creme - Harpias e Mansfield

1988 – Prêmio APCA -Novas Mídias

1990 – XIII Prêmio Abril de Jornalismo – Ilustração

1991 – XVI Prêmio Abril de Jornalismo - ilustração

1992 - Prêmio ABERJ - Guia Papaiz Itália 90 - Papaiz

1992 - Prêmio Excelência Gráfica ABIGRAF - Personagens Femininos de Vânia Toledo

1995 - Bolsa John Simon Guggenheim Memorial Foundation

1998 - Broadcasting Video Awards - Vinheta Mundo Animal GNT

1998 - Melhor Portfólio - Revista Design Gráfico - Market Press

Editora

1998 - Melhor Trabalho - O Som da Imagem de Caetano Veloso - Paço Imperial Rio de Janeiro

1999 - Melhor Portfólio - Revista Design Gráfico - Market Press Editora

2000 - 10 Melhores Designers Gráficos - Revista Design Gráfico - Market Press Editora

2002 – 5 Melhores Designers Gráficos – Revista Design Gráfico – Market Press Editor

2002 – Estação Baileys – Melhor Atividade de Percepção de Marca no Global AMPRO Awards – instalação interativa – Campos do Jordão

2005 – Promessa de pescador -Melhor trabalho – voto dos colegas – A Imagem do som de Dorival Caymmi – Paço Imperial Rio de janeiro

2006 – Centenário da Asas – cem anos do vôo do 14 bis – Academia Brasileira de Aeronáutica – Universidade Anhembi Morumbi

2007 – Prêmio APCA – Obra Gráfica

2013 – Prêmio FUNARTE de Arte Contemporânea 2013

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1997/2014 – colaborador da revista Caros Amigos com a página “um desenho”

2007/2013 – colaborador da revista Wish report com o editorial Pares Ímpares

2013 / 2014 – colaborador da revista OCAS

Fonte: Site oficial Guto Lacaz, consultado pela última vez em 23 de abril de 2017.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

Olá, boa noite!

Prepare-se para a melhor experiência em leilões, estamos chegando! 🎉 Por conta da pandemia que estamos enfrentando (Covid-19), optamos por adiar o lançamento oficial para 2023, mas, não resistimos e já liberamos uma prévia! Qualquer dúvida ou sugestão, fale conosco em ola@arrematearte.com.br, seu feedback é muito importante. Caso queira receber nossas novidades, registre-se abaixo. Obrigado e bons lances! ✌️