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Jackson Ribeiro

Fernando Jackson Ribeiro (Teixeira, Paraíba, 30 de outubro de 1928 — Curitiba, Paraná, 19 de outubro de 1997), mais conhecido como Jackson Ribeiro, foi um pintor e escultor brasileiro. Representou o Brasil nas principais bienais internacionais de arte como a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Bienal de Veneza (1962), Bienal de Paris (1963), Bienal de Antuérpia (Bélgica, 1961) e Bienal de Esculturas ao Ar Livre (Montevidéu/Uruguai, 1970). No Brasil, ganhou diversos prêmios, entre eles o "Viagem ao Estrangeiro" do Salão Nacional de Arte Moderna (1964). Sua obra mais famosa é a escultura "Porteiro do Inferno'' (1960) que foi o alvo de religiosos do Estado da Paraíba.

Biografia Resumida

Considerado a maior expressão da escultura nacional das décadas de 1960 e 1970, o artista ganhou todos os prêmios possíveis para um escultor, entre eles a Bienal de São Paulo e o de Viagem ao Estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna, o mais cobiçado de todos.

O escultor autodidata saiu muito jovem do município de Teixeira, no Sertão paraibano, e seguiu para o estado do Mato Grosso em busca de seu irmão, do qual ele desconfiava que estivesse sendo escravizado no garimpo. Logo após, Jackson se embrenhou pela Bolívia onde chegou a ser delegado de polícia, de onde saiu com uma bala alojada no pescoço.

Depois dessa experiência foi viver no Paraná, e posteriormente foi para o Rio de Janeiro, onde começou sua carreira artística. Morreu em Curitiba em 1997.

Ainda era jovem quando abraçou a carreira de moldureiro, o que o levou a familiarizar-se com ferro e madeira, as principais matérias-primas de suas esculturas, que expressavam um grande realismo industrial. E o jeito simples do escultor não deixava transparecer o grande gênio que era.

A sua obra mais famosa – e polêmica – é o chamado “Porteiro do Inferno”. Criada em 1967, no auge da Ditadura Militar, tinha como objetivo premiar o Governo da Paraíba, que forneceu condições para ele voar até a Espanha, a fim de receber um prêmio especial.

Com dois metros de metal fundido, foi instalada num canteiro entre a 1ª Igreja Batista e o Liceu Paraibano. Nessa época ainda era chamada de “O Porteiro”, o acréscimo foi dado pelo poeta Virginius da Gama e Melo, que ao sair das aulas que lecionava na Faculdade de Filosofia (Fafi), saudava a escultura assim: “boa noite Cérbero”, alusão ao cão de três cabeças, que a mitologia Grega apontava como guardião do Hades.

A Igreja Batista logo protestou pela presença da escultura. Sendo assim, a Prefeitura atendeu à solicitação dos evangélicos e o “Porteiro do Inferno” acabou retirado do encontro das avenidas Getúlio Vargas e Duarte da Silveira, para uma suposta restauração.

Permaneceu muito tempo num depósito municipal e, em seu lugar, foi sugerido, por proposição do então deputado Sócrates Pedro, a construção de um monumento bíblico. O Porteiro do Inferno foi transferido para o Espaço Cultural, mas não ficou muito tempo por lá.

Parece que esta foi uma tentativa de restituir à obra seu direito à exibição. Em 2005, o Porteiro do Inferno saiu do Espaço Cultural, passou por uma merecida restauração e foi pousar num cruzamento entre os bairros do Altiplano e Cabo Branco, a Leste de João Pessoa.

Os párocos protestaram. Infeliz na sua trajetória, ele foi reimplantado, no Castelo Branco, diante do Centro de Comunicação Turismo e Artes da UFPB, onde permanece até os dias atuais.

Jackson foi representante do Brasil nas principais bienais internacionais de arte como a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Bienal de Veneza (1962), Bienal de Paris (1963), Bienal de Antuérpia (Bélgica, 1961) e Bienal de Esculturas ao Ar Livre (Montevidéu/Uruguai, 1970).

Fontes:

  • Paraíba Criativa,"Inventário Jackson Ribeiro", publicado em 5 de outubro de 2017. Consultado pela última vez em 26 de janeiro de 2022.

---


O Porteiro do Inferno

O Porteiro do Inferno é a obra mais famosa e também a mais polêmica de Jackson Ribeiro. Trata-se de uma escultura de metal fundido de dois metros de altura que no decorrer de sua existência tem gerado inquietação de parte da população.

A obra é repudiada pelas igrejas e por associações de moradores locais, pelo nome tão marcante e o formato tão contundente. A escultura foi instalada em 1967 num canteiro entre o templo da 1ª Igreja Batista e a faculdade de filosofia (prédio do Liceu Paraibano).

O poeta e boêmio Virgínius da Gama e Melo, acrescentou “do Inferno” ao nome da peça que originalmente se chamava “O Porteiro”. O apelido se tornou público e marcou o início do mal-estar por sua presença. Desde sua inauguração, a escultura já foi mudada várias vezes de lugar e hoje se encontra na Universidade Federal da Paraíba.

O Porteiro do Inferno é uma escultura em metal fundido criada na década de 1960 e de autoria do premiado artista plástico campinense Jackson Ribeiro. Inicialmente ele foi chamado por seu criador apenas de "O Porteiro". A escultura possui pouco mais de dois metros de altura e mais de um metro de largura, é preta e tem aparência austera.

Trajetória

A obra possui um nome polêmico, que no decorrer de sua existência tem gerado inquietação de seguimentos da população. Sempre existe descontentamento com a presença da obra que é repudiada, pelas igrejas e por associações de moradores locais, pelo nome tão marcante e o formato tão contundente.

A escultura foi instalada em 1967 num canteiro entre o templo da 1ª Igreja Batista e a faculdade de filosofia(prédio do Liceu Paraibano). Segundo o advogado Moacyr Arcoverde, o poeta e boêmio Virgínius da Gama e Melo, em suas andanças noturnas, termina por acrescentar “do Inferno” ao nome da peça. O apelido se torna público e marca o inicio do mal-estar por sua presença.

Trinta anos depois, no ano de 1997, foi retirado por motivo de uma suposta restauração e nunca mais foi colocado de volta.

Foi recolhido para um depósito da Prefeitura de João Pessoa, onde ficou fora de circulação por um bom tempo. Logo em seguida foi transferida para o Espaço Cultural, na busca quem sabe de restituir ao Porteiro o direito à exibição. Esta intenção falhou, pois o ambiente ao qual estava entregue terminou por obscurecer ainda mais a sua imagem. Por vezes foi mudado de lugar e parecia estar em processo de decomposição.

No ano de 2005, o Porteiro foi removido do Espaço Cultural e devidamente restaurado, sendo em seguida devolvido às ruas da Cidade. Ele foi colocado em um cruzamento entre os bairros do Cabo Branco e do Altiplano. O pároco local, porém, conseguiu expulsar o Porteiro.

No presente momento está instalado num espaço em frente à Universidade Federal da Paraíba, onde foi mais uma vez alvo de protestos. O presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Castelo Branco, bairro onde se localiza a Universidade, fez um abaixo assinado junto à paróquia e igrejas evangélicas da localidade para que a Prefeitura recolha o Porteiro.

Em resposta ao abaixo assinado pela expulsão, um grupo de pessoas abraçou o Porteiro do Inferno, simbolizando a aceitação da escultura. A Prefeitura Municipal de João Pessoa divulgou não ter planos de retirar o Porteiro de seu atual endereço.

Curiosidades

  • Ao ser retirado do canteiro entre a 1ª Igreja Batista e o Liceu, foi construído no local um monumento à Bíblia pelo projeto de lei do deputado Sócrates Pedro junto com a articulação da Igreja Batista.

  • O artista plástico Jackson Ribeiro ganhou uma bolsa do Governo da Paraíba para estudar arte na Europa. Quando voltou, criou a escultura em ferro.

  • Virginius da Gama e Melo afirmava que a escultura possuía alguma semelhança com Cérbero, o porteiro do ¨inferno¨ na mitologia grega.

  • Já o Moacyr Arcoverde acha que o Virginius da Gama e Melo apelidou a escultura pelo fato de que, sempre que o poeta deixava a sala de aula da FAFI para beber na Churrascaria Bambú, no Parque Solón de Lucena, saudava a escultura como O Porteiro do ¨Inferno Alcoólico¨ da Lagoa.

  • Assim como o nosso Porteiro do Inferno, Cérbero também foi tirado de seu lugar original. Em seu 12º trabalho, Héracles desceu ao palácio de Hades e trouxe Cérbero vivo para a terra. Héracles, porém, devolveu Cérbero ao Hades, depois de tão perigosa façanha.

  • Na década de 70, praticantes de cultos afrobrasileiros depositavam oferendas aos pés do porteiro do inferno que era tido por eles como um exu, por causa de sua cor preta.

Fontes:


Exposições

  • 29.09.1963 - 3ª Bienal de Paris

  • 06.07.1968 - Arte no Aterro: um mês de arte pública

  • 1968 - 17º Salão Nacional de Arte Moderna

  • 06.1971 - Arte Moderna nos Salões Oficiais

  • 10.10.1972 - 4º Panorama de Arte Atual Brasileira

  • 04.08.1973 - 21 anos de Salão Nacional de Arte Moderna

  • 22.11.1975 - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira

  • 09.1977 - Escultura ao Ar Livre

  • 02.12.1983 - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas

  • 13.03.1984 - Madeira, Matéria de Arte

  • 1984 - Os Elementares

  • 10.1987 - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985

  • 1998 - MAC 25 anos: destaques da coleção inicial

  • 24.04.1994 - Bienal Brasil Século XX

  • 26.09.1996 - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970

  • 24.05.2001 - Bienal 50 Anos: uma homenagem a Ciccillo Matarazzo

  • 25.08.2012 - Um Outro Acervo do MAC USP : Prêmios-aquisição da Bienal de São Paulo, 1951-1963

  • 06.05.2021 - Estado Bruto


Fonte: JACKSON Ribeiro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural. Acesso em: 26 de janeiro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Crédito fotográfico: Paraíba Criativa, publicado em 5 de outubro de 2017.

Fernando Jackson Ribeiro (Teixeira, Paraíba, 30 de outubro de 1928 — Curitiba, Paraná, 19 de outubro de 1997), mais conhecido como Jackson Ribeiro, foi um pintor e escultor brasileiro. Representou o Brasil nas principais bienais internacionais de arte como a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Bienal de Veneza (1962), Bienal de Paris (1963), Bienal de Antuérpia (Bélgica, 1961) e Bienal de Esculturas ao Ar Livre (Montevidéu/Uruguai, 1970). No Brasil, ganhou diversos prêmios, entre eles o "Viagem ao Estrangeiro" do Salão Nacional de Arte Moderna (1964). Sua obra mais famosa é a escultura "Porteiro do Inferno'' (1960) que foi o alvo de religiosos do Estado da Paraíba.

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Jackson Ribeiro

Fernando Jackson Ribeiro (Teixeira, Paraíba, 30 de outubro de 1928 — Curitiba, Paraná, 19 de outubro de 1997), mais conhecido como Jackson Ribeiro, foi um pintor e escultor brasileiro. Representou o Brasil nas principais bienais internacionais de arte como a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Bienal de Veneza (1962), Bienal de Paris (1963), Bienal de Antuérpia (Bélgica, 1961) e Bienal de Esculturas ao Ar Livre (Montevidéu/Uruguai, 1970). No Brasil, ganhou diversos prêmios, entre eles o "Viagem ao Estrangeiro" do Salão Nacional de Arte Moderna (1964). Sua obra mais famosa é a escultura "Porteiro do Inferno'' (1960) que foi o alvo de religiosos do Estado da Paraíba.

Biografia Resumida

Considerado a maior expressão da escultura nacional das décadas de 1960 e 1970, o artista ganhou todos os prêmios possíveis para um escultor, entre eles a Bienal de São Paulo e o de Viagem ao Estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna, o mais cobiçado de todos.

O escultor autodidata saiu muito jovem do município de Teixeira, no Sertão paraibano, e seguiu para o estado do Mato Grosso em busca de seu irmão, do qual ele desconfiava que estivesse sendo escravizado no garimpo. Logo após, Jackson se embrenhou pela Bolívia onde chegou a ser delegado de polícia, de onde saiu com uma bala alojada no pescoço.

Depois dessa experiência foi viver no Paraná, e posteriormente foi para o Rio de Janeiro, onde começou sua carreira artística. Morreu em Curitiba em 1997.

Ainda era jovem quando abraçou a carreira de moldureiro, o que o levou a familiarizar-se com ferro e madeira, as principais matérias-primas de suas esculturas, que expressavam um grande realismo industrial. E o jeito simples do escultor não deixava transparecer o grande gênio que era.

A sua obra mais famosa – e polêmica – é o chamado “Porteiro do Inferno”. Criada em 1967, no auge da Ditadura Militar, tinha como objetivo premiar o Governo da Paraíba, que forneceu condições para ele voar até a Espanha, a fim de receber um prêmio especial.

Com dois metros de metal fundido, foi instalada num canteiro entre a 1ª Igreja Batista e o Liceu Paraibano. Nessa época ainda era chamada de “O Porteiro”, o acréscimo foi dado pelo poeta Virginius da Gama e Melo, que ao sair das aulas que lecionava na Faculdade de Filosofia (Fafi), saudava a escultura assim: “boa noite Cérbero”, alusão ao cão de três cabeças, que a mitologia Grega apontava como guardião do Hades.

A Igreja Batista logo protestou pela presença da escultura. Sendo assim, a Prefeitura atendeu à solicitação dos evangélicos e o “Porteiro do Inferno” acabou retirado do encontro das avenidas Getúlio Vargas e Duarte da Silveira, para uma suposta restauração.

Permaneceu muito tempo num depósito municipal e, em seu lugar, foi sugerido, por proposição do então deputado Sócrates Pedro, a construção de um monumento bíblico. O Porteiro do Inferno foi transferido para o Espaço Cultural, mas não ficou muito tempo por lá.

Parece que esta foi uma tentativa de restituir à obra seu direito à exibição. Em 2005, o Porteiro do Inferno saiu do Espaço Cultural, passou por uma merecida restauração e foi pousar num cruzamento entre os bairros do Altiplano e Cabo Branco, a Leste de João Pessoa.

Os párocos protestaram. Infeliz na sua trajetória, ele foi reimplantado, no Castelo Branco, diante do Centro de Comunicação Turismo e Artes da UFPB, onde permanece até os dias atuais.

Jackson foi representante do Brasil nas principais bienais internacionais de arte como a Bienal Internacional de Arte de São Paulo, Bienal de Veneza (1962), Bienal de Paris (1963), Bienal de Antuérpia (Bélgica, 1961) e Bienal de Esculturas ao Ar Livre (Montevidéu/Uruguai, 1970).

Fontes:

  • Paraíba Criativa,"Inventário Jackson Ribeiro", publicado em 5 de outubro de 2017. Consultado pela última vez em 26 de janeiro de 2022.

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O Porteiro do Inferno

O Porteiro do Inferno é a obra mais famosa e também a mais polêmica de Jackson Ribeiro. Trata-se de uma escultura de metal fundido de dois metros de altura que no decorrer de sua existência tem gerado inquietação de parte da população.

A obra é repudiada pelas igrejas e por associações de moradores locais, pelo nome tão marcante e o formato tão contundente. A escultura foi instalada em 1967 num canteiro entre o templo da 1ª Igreja Batista e a faculdade de filosofia (prédio do Liceu Paraibano).

O poeta e boêmio Virgínius da Gama e Melo, acrescentou “do Inferno” ao nome da peça que originalmente se chamava “O Porteiro”. O apelido se tornou público e marcou o início do mal-estar por sua presença. Desde sua inauguração, a escultura já foi mudada várias vezes de lugar e hoje se encontra na Universidade Federal da Paraíba.

O Porteiro do Inferno é uma escultura em metal fundido criada na década de 1960 e de autoria do premiado artista plástico campinense Jackson Ribeiro. Inicialmente ele foi chamado por seu criador apenas de "O Porteiro". A escultura possui pouco mais de dois metros de altura e mais de um metro de largura, é preta e tem aparência austera.

Trajetória

A obra possui um nome polêmico, que no decorrer de sua existência tem gerado inquietação de seguimentos da população. Sempre existe descontentamento com a presença da obra que é repudiada, pelas igrejas e por associações de moradores locais, pelo nome tão marcante e o formato tão contundente.

A escultura foi instalada em 1967 num canteiro entre o templo da 1ª Igreja Batista e a faculdade de filosofia(prédio do Liceu Paraibano). Segundo o advogado Moacyr Arcoverde, o poeta e boêmio Virgínius da Gama e Melo, em suas andanças noturnas, termina por acrescentar “do Inferno” ao nome da peça. O apelido se torna público e marca o inicio do mal-estar por sua presença.

Trinta anos depois, no ano de 1997, foi retirado por motivo de uma suposta restauração e nunca mais foi colocado de volta.

Foi recolhido para um depósito da Prefeitura de João Pessoa, onde ficou fora de circulação por um bom tempo. Logo em seguida foi transferida para o Espaço Cultural, na busca quem sabe de restituir ao Porteiro o direito à exibição. Esta intenção falhou, pois o ambiente ao qual estava entregue terminou por obscurecer ainda mais a sua imagem. Por vezes foi mudado de lugar e parecia estar em processo de decomposição.

No ano de 2005, o Porteiro foi removido do Espaço Cultural e devidamente restaurado, sendo em seguida devolvido às ruas da Cidade. Ele foi colocado em um cruzamento entre os bairros do Cabo Branco e do Altiplano. O pároco local, porém, conseguiu expulsar o Porteiro.

No presente momento está instalado num espaço em frente à Universidade Federal da Paraíba, onde foi mais uma vez alvo de protestos. O presidente da Associação dos Moradores e Amigos do Castelo Branco, bairro onde se localiza a Universidade, fez um abaixo assinado junto à paróquia e igrejas evangélicas da localidade para que a Prefeitura recolha o Porteiro.

Em resposta ao abaixo assinado pela expulsão, um grupo de pessoas abraçou o Porteiro do Inferno, simbolizando a aceitação da escultura. A Prefeitura Municipal de João Pessoa divulgou não ter planos de retirar o Porteiro de seu atual endereço.

Curiosidades

  • Ao ser retirado do canteiro entre a 1ª Igreja Batista e o Liceu, foi construído no local um monumento à Bíblia pelo projeto de lei do deputado Sócrates Pedro junto com a articulação da Igreja Batista.

  • O artista plástico Jackson Ribeiro ganhou uma bolsa do Governo da Paraíba para estudar arte na Europa. Quando voltou, criou a escultura em ferro.

  • Virginius da Gama e Melo afirmava que a escultura possuía alguma semelhança com Cérbero, o porteiro do ¨inferno¨ na mitologia grega.

  • Já o Moacyr Arcoverde acha que o Virginius da Gama e Melo apelidou a escultura pelo fato de que, sempre que o poeta deixava a sala de aula da FAFI para beber na Churrascaria Bambú, no Parque Solón de Lucena, saudava a escultura como O Porteiro do ¨Inferno Alcoólico¨ da Lagoa.

  • Assim como o nosso Porteiro do Inferno, Cérbero também foi tirado de seu lugar original. Em seu 12º trabalho, Héracles desceu ao palácio de Hades e trouxe Cérbero vivo para a terra. Héracles, porém, devolveu Cérbero ao Hades, depois de tão perigosa façanha.

  • Na década de 70, praticantes de cultos afrobrasileiros depositavam oferendas aos pés do porteiro do inferno que era tido por eles como um exu, por causa de sua cor preta.

Fontes:


Exposições

  • 29.09.1963 - 3ª Bienal de Paris

  • 06.07.1968 - Arte no Aterro: um mês de arte pública

  • 1968 - 17º Salão Nacional de Arte Moderna

  • 06.1971 - Arte Moderna nos Salões Oficiais

  • 10.10.1972 - 4º Panorama de Arte Atual Brasileira

  • 04.08.1973 - 21 anos de Salão Nacional de Arte Moderna

  • 22.11.1975 - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira

  • 09.1977 - Escultura ao Ar Livre

  • 02.12.1983 - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas

  • 13.03.1984 - Madeira, Matéria de Arte

  • 1984 - Os Elementares

  • 10.1987 - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985

  • 1998 - MAC 25 anos: destaques da coleção inicial

  • 24.04.1994 - Bienal Brasil Século XX

  • 26.09.1996 - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970

  • 24.05.2001 - Bienal 50 Anos: uma homenagem a Ciccillo Matarazzo

  • 25.08.2012 - Um Outro Acervo do MAC USP : Prêmios-aquisição da Bienal de São Paulo, 1951-1963

  • 06.05.2021 - Estado Bruto


Fonte: JACKSON Ribeiro. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural. Acesso em: 26 de janeiro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Crédito fotográfico: Paraíba Criativa, publicado em 5 de outubro de 2017.

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