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Mário Rubinski

Mário Beckmann Rubinski (1933, Curitiba, Brasil — 19 de junho de 2021, Curitiba, Brasil), mais conhecido como Mário Rubinski, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Formou-se em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em 1958 e especializou-se em Didática do Desenho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) em 1959. Sua obra revela influências modernistas e da abstração geométrica, caracterizando-se por um lirismo singular e pela síntese de formas, evocando paisagens estilizadas, casas e caminhos com economia de elementos e refinamento cromático. Críticos como Adalice Araújo destacaram o equilíbrio entre rigor formal e sensibilidade poética presente em sua produção. Rubinski foi uma figura central na formação artística no Paraná, tendo atuado como chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná entre 1956 e 1985 e como professor em instituições importantes, como a Casa Alfredo Andersen. Ao longo da carreira, participou de diversas exposições individuais e coletivas no Paraná e no Brasil, com retrospectivas no Museu Oscar Niemeyer. Suas obras integram acervos de relevância nacional, incluindo o próprio Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná.

Mario Rubinski | Arremate Arte

Mário Beckmann Rubinski (Curitiba, 1933 – Curitiba, 19 de junho de 2021) foi um pintor, desenhista, ilustrador e professor brasileiro, amplamente reconhecido como uma das figuras centrais no desenvolvimento da arte moderna no Paraná. Sua trajetória combina um refinamento intelectual e poético com um compromisso contínuo com o ensino e a pesquisa estética, sendo referência para gerações de artistas.

Filho de Josef Rubinski, descendente de poloneses e alemães, e Anna Nicolaiewna Beckmann Rubinski, de origem alemã e russa, Mário cresceu em um ambiente permeado pela pluralidade cultural. Essa diversidade étnica e familiar, somada à atmosfera da Curitiba das décadas de 1940 e 1950, moldou sua sensibilidade desde jovem.

Em 1955, graduou-se em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas foi no campo das artes visuais que encontrou seu verdadeiro chamado. Formou-se bacharel em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em 1958, aprofundando sua formação logo em seguida com especialização em Didática do Desenho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em 1959.

Rubinski conciliou precocemente sua produção artística com a docência. Entre 1956 e 1985, atuou como chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná e, paralelamente, dedicou-se ao magistério em diversas instituições curitibanas, como a Casa Alfredo Andersen, deixando um legado pedagógico marcante. Sua vocação como educador era acompanhada de um profundo rigor formal em sua arte, que unia estudo geométrico e síntese expressiva.

Desde as primeiras exposições na década de 1960 — incluindo mostras individuais na Galeria Cocaco (1963) e no Círculo de Artes Plásticas do Paraná (1964) — até sua consagração com retrospectivas como a realizada no Museu Oscar Niemeyer em 2023, Rubinski construiu um repertório consistente e coerente. Seu trabalho se caracteriza por formas simplificadas que evocam casas, árvores, caminhos e paisagens estilizadas, dispostas com equilíbrio cromático e espacial. As pinturas sugerem atmosferas silenciosas, densas de significado simbólico, guiadas por um minimalismo que revela, ao mesmo tempo, economia formal e profundidade poética.

Embora associado a tendências da abstração e da geometrização, sua obra nunca cedeu à rigidez técnica, permanecendo ligada a uma visão pessoal e intimista. A crítica Adalice Araújo destacou em Rubinski “uma sensibilidade purificada pelas pesquisas abstratas”, percebendo em sua produção um diálogo constante entre o racionalismo construtivo e um lirismo delicado, que lhe conferem um lugar singular na arte paranaense e brasileira.

Mário Rubinski também foi um intelectual atento ao papel social da arte. Suas atividades como educador, bibliotecário e artista estavam sempre voltadas para a democratização do acesso ao saber e à cultura visual. Recebeu distinções e participou de salões e exposições coletivas emblemáticas, consolidando-se como um dos principais nomes do circuito artístico local.

Faleceu em 19 de junho de 2021, aos 87 anos, deixando um legado consistente e respeitado, preservado em acervos institucionais como o Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná. Sua produção — silenciosa e refinada — permanece como testemunho de uma trajetória ética e estética comprometida com a introspecção, a disciplina formal e a expressão de uma paisagem espiritual, tornando-se referência essencial para entender a modernidade artística no sul do Brasil.

Mario Rubinski | Wikipédia

Mário Beckmann Rubinski (Curitiba, +12 de dezembro de 1933, -19 de junho de 2021) é um artista plástico brasileiro.

Biografia

Artista plástico, pintor filho do polonês/alemão Josef Rubinski [cidade natal mudou de nacionalidade com as guerras mundiais] e da alemã/russa Anna Nicolaiewna Beckmann Rubinski [+ São Petersburgo, Rússia]. De sólida formação eclética, universitária, bilíngue (alemão materno/português) graduação em Biblioteconomia e Documentação, bacharelado em Ciências Contábeis e no tocante à arte: formado na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), atualmente integrada a Universidade Estadual do Paraná com didática para licenciatura em Desenho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Rubinski atuou muitos anos como professor de desenho geométrico (geometria descritiva) e professor de arte na Casa Alfredo Andersen, além de ser pintor por praticamente toda a vida. Como bibliotecário concursado foi chefe da seção de Belas Artes na Biblioteca Pública do Paraná, por décadas até aposentar-se.

Entusiasta da Pintura desde os anos 50 tem um estilo muito próprio ao qual se apegou fielmente. Por ter sido funcionário público concursado, nunca dependeu da pintura para ganhar a vida e por isso pôde pintar por prazer, i.e., jamais se preocupou em fazer pintura comercial, "o bonitinho para vender". Manteve seu estilo (de traço, de composição, de cor etc.), numa coerência vitalícia. Esta coerência faz que se reconheçam suas obras facilmente, se de sua autoria, mesmo não vista antes uma específica.

Reconhecido desde os anos 60, com verbetes em duas edições da Enciclopédia Delta Larousse. Suas obras fazem parte do acervo de expressivos museus, como o Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná. No ano de 2006 o Museu Oscar Niemeyer (MON) confeccionou um calendário anual comemorativo. No calendário do MON 2006 dedicou-se cada mês a um artista renomado do Paraná e do seu acervo, com reprodução de uma obra de um autor diferente para cada mês. Rubinski, entre os doze pintores escolhidos para os doze meses do ano, era na época, o único vivo!

Sua marca distintiva nas obras é o uso simplificado de formas geométricas e de tons médios de cor para identificar paisagens urbanas com árvores, casas e ruas, com marcante preocupação com a composição.

Rubinski faleceu em Curitiba ao 19 de junho de 2021 aos 87 anos.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.


Mario Rubinski | Itaú Cultural

Mario Beckmann Rubinski (Curitiba, Paraná, 1933). Pintor, desenhista e professor. Estuda na Escola de Belas Artes do Paraná e cursa didática de desenho na Faculdade Católica do Paraná, em 1958. Realiza capas de catálogos de salões paranaenses e participa da comissão julgadora do Salão de Artes Plásticas para Novos entre 1969 e 1971 e leciona na Casa Alfredo Andersen, durante dez anos. Em paralelo à produção artística, trabalha como chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública.

Críticas

"Mário Rubinski é um dos artistas paranaenses mais próximos do espírito metafísico. Após várias experiências volta-se para natureza, porém, com nova bagagem - isto é - com uma sensibilidade purificada pelas pesquisas abstratas. Comungando com a estética metafísica ´santifica a realidade´ surgindo paisagens simplificadas, compostas sem detalhes, depuradas na forma e na cor. Harmonicamente plásticas exprimem uma profunda e complexa espiritualidade. São paisagens habitadas pelo silêncio do qual arranca um misterioso segredo. Imagina um universo evocativo onde as formas possuem uma poesia geométrica interior e essencial. O resultado é que apesar das evocações de elementos naturais existe uma total ausência do elemento material. Como no ícones bizantinos os valores táteis de volume são inexistentes, o que importa realmente é que em sua linguagem plástica prevalecem valores estruturais simplificados, espiritualizados pela forma pura". — Adalice Araújo (MÁRIO Rubinski. Curitiba: Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 1982).

Exposições Individuais

1963 - Curitiba PR - Individual, na Galeria Cocaco

1964 - Curitiba PR - Individual, no Círculo de Artes Plásticas do Paraná

1982 - Curitiba PR - Individual, no MAC/PR

Exposições Coletivas

1957 - Curitiba PR - 1º Salão de Artes Plásticas para Novos - 1º lugar em arte eecorativa e 1º lugar em desenho

1958 - Curitiba PR - 2º Salão de Artes Plásticas para Novos - menção honrosa em pintura

1959 - Curitiba PR - 16º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de bronze

1959 - Curitiba PR - 2º Salão Universitário de Artes Plásticas - medalha de prata

1959 - Curitiba PR - 3º Salão de Artes Plásticas para Novos - 1º lugar

1960 - Curitiba PR - 17º Salão Paranaense de Belas Artes

1960 - Curitiba PR - 1º Salão de Curitiba - Menção Honrosa

1960 - Curitiba PR - 4º Salão de Artes Plásticas para Novos - Menção Honrosa

1961 - Curitiba PR - 13º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia

1961 - Curitiba PR - 18º Salão Paranaense de Belas Artes

1962 - Curitiba PR - 19º Salão Paranaense de Belas Artes

1963 - Curitiba PR - 15º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia - Medalha de Bronze em Pintura e Arte Decorativa

1963 - Curitiba PR - 20º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de prata e prêmio aquisição

1963 - São Paulo SP - Artistas Plásticos Paranaenses, na Galeria La Ruche

1964 - Curitiba PR - 16º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia - medalha de prata em desenho

1964 - Curitiba PR - 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de bronze e prêmio aquisição

1964 - Curitiba PR - 2º Salão de Curitiba

1964 - Porto Alegre RS - Pintores Contemporâneos do Paraná, no Margs

1965 - Curitiba PR - 17º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia

1965 - Curitiba PR - 1º Salão de Artes Plásticas da Cidade de Curitiba - Prêmio Aquisição Prefeitura Municipal

1965 - Curitiba PR - 22º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de prata

1966 - Curitiba PR - 23º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

1966 - Londrina PR - Pintores Paranaenses de Hoje

1967 - Curitiba PR - 24º Salão Paranaense de Belas Artes

1968 - Curitiba PR - 25º Salão Paranaense de Belas Artes

1968 - Florianópolis SC - Artistas Contemporâneos do Paraná, no MAM/Florianópolis

1969 - Curitiba PR - 26º Salão Paranaense de Belas Artes

1970 - Curitiba PR - 27º Salão Paranaense de Belas Artes

1971 - Curitiba PR - 28º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - Prêmio Aquisição Banco de Brasília

1972 - Curitiba PR - 29º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

1972 - Curitiba PR - Grande Mostra de Arte em Homenagem a Guido Viaro - Festejos do I Centenário da Imigração Italiana no Paraná, no Centro Cultural Dante Alighieri

1972 - Londrina PR - Artistas Paranaenses Contemporâneos, na Universidade de Londrina

1972 - São Paulo SP - Bienal Nacional

1972 - São Paulo SP - Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica - 72, na Fundação Bienal

1973 - Curitiba PR - 30º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

1974 - Curitiba PR - 31º Salão Paranaense - Prêmio Diretoria de Assuntos Culturais

1974 - Paraná - Paraná/Arte/Hoje, itinerante por 26 cidades do Paraná

1975 - Curitiba PR - 32º Salão Paranaense

1976 - Brasília DF - Paraná Arte Agora, na Praça dos Três Poderes

1976 - Curitiba PR - 22 Artistas do Paraná, coordenada pelo MAC/PR

1976 - Curitiba PR - 33º Salão Paranaense

1977 - Curitiba PR - 34º Salão Paranaense

1977 - Curitiba PR - Artistas do Paraná e Rio de Janeiro, na Galeria SH 316

1978 - Curitiba PR - 35º Salão Paranaense de Belas Artes

1978 - Rio de Janeiro RJ - Artistas de Curitiba, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet

1979 - Curitiba PR - 1ª Mostra do Desenho Brasileiro

1979 - Curitiba PR - 36º Salão Paranaense

1980 - Curitiba PR - 37º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

1981 - Curitiba PR - 38º Salão Paranaense

1981 - Curitiba PR - 3ª Mostra do Desenho Brasileiro - Prêmio Funarte

1981 - Curitiba PR - Pintores de Curitiba Movimento dos Anos 60

1983 - Curitiba PR - 5ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Teatro Guaíra

1986 - Curitiba PR - Paranaenses mais Premiados nas Quarenta e Duas Edições do Salão Paranaense

1986 - Curitiba PR - Tradição/Contradição, no MAC/PR

1987 - Curitiba PR - 44º Salão Paranaense, no MAC/PR

1988 - Curitiba PR - 45º Salão Paranaense

1989 - Curitiba PR - Cocaco 30 Anos, na Galeria de Arte Cocaco

1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte

1998 - Curitiba PR - Arte Paranaense: movimento de renovação, no Conjunto Cultural da Caixa

Fonte: MÁRIO Rubinski. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 10 de julho de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


O MUSA – Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná abre a exposição “Rubinski – do silêncio” hoje, 22 de novembro, a partir das 19 horas. Reunindo pinturas e desenhos recentes, a mostra é uma homenagem ao artista plástico Mario Rubinski.

A curadoria da exposição foi realizada pela turma de formandos 2006 do curso de Educação Artística da UFPR, sob coordenação do professor Fernando Bini.

SOBRE RUBINSKI – Nascido em Curitiba no ano de 1933, filho de José Rubinski, alemão, e Anna Nicolaievna Beckmann, russa, o artista Mario Beckmann Rubinski cresceu em contato com uma forte religiosidade. É casado com Olidira Gottschild. Graduou-se no curso de pintura da EMBAP – Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Embap, tendo professores como Traple, Botteri, Stenzel, Lopes, Freyesleben, Bianco e Viaro.

Segundo o artista, o aprendizado acadêmico foi de grande importância para a constituição de uma base técnica sólida que possibilitou o desenvolvimento de sua pintura. Neste sentido, destaca a admiração pelo professor que Traple foi e pelo que produziu como tal. Cursou ainda Didática para Desenho na PUC-PR e Biblioteconomia e Documentação na UFPR-PR. Atuou durante dez anos como docente na Casa Alfredo Andersen, lecionando em diversas escolas como Bom Jesus, Iguaçu, Rio Branco e Nilson Ribas, nesta última permanecendo durante 24 anos.

Em paralelo ao trabalho como professor, foi bibliotecário da seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná durante 27 anos, o que o deixou muito próximo de imagens e da teoria da Arte. Esta função também compreendia a execução de cartazes para diversos eventos, o que resulta em uma produção gráfica extensa. Este material inclui cartazes de valor histórico, como o do 1º e do 2º Festival Folclórico e de Etnias do Paraná, evento que se encontra na 45ª edição.

Rubinski não trabalha com telas, mas sobre madeira, rija o suficiente para suportar a raspagem. Sua pintura trata da paisagem a partir de seus signos fundamentais – a casa, a árvore, a estrada, as nuvens – estes elementos podem ser interpretados como palavras que, a cada novo quadro, se reorganizam em uma nova poesia.

Fonte: UFPR, "MUSA recebe obras de Rubinski”. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.


Cultura lamenta a morte do artista plástico Mário Rubinski | Museu Casa Alfredo Andersen 

No último sábado, 19, morreu o pintor, desenhista e professor Mário Rubinski. O artista foi professor na Casa Alfredo Andersen – onde também expôs durante a 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba – durante dez anos e chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná, além de ter atuado na formação de muitos professores de artes. 

Filho de um alemão e de uma russa que se conheceram na guerra, Rubinski se formou pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1958, onde teve aulas com Estanislau Traple, Waldemar C. Freyesleben, Erbo Stenzel, Leonor Botteri e Guido Viaro. Sua primeira exposição foi ainda cedo, aos 27 anos, na Galeria Cocaco, em Curitiba.

Em uma declaração para a Revista Ideias, Rubinski chegou a dizer que a palavra artista é muito grande. "Não existe definição, existe um ideal que deve ser feito com vontade e honestidade, assim como todo trabalho", afirmou na ocasião.

A crítica Adalice Araújo escreveu que "Mário Rubinski é um dos artistas paranaenses mais próximos do espírito metafísico". Para ela, o pintor "santifica a realidade" ao criar paisagens "habitadas pelo silêncio do qual arranca um misterioso segredo. Imagina um universo evocativo onde as formas possuem uma poesia geométrica interior e essencial".

A Superintendência-Geral da Cultura e o Museu Casa Alfredo Andersen prestam as condolências aos familiares e amigos de Mário Rubinski.

Fonte: Museu Casa Alfredo Andersen, “Cultura lamenta a morte do artista plástico Mário Rubinski”. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.


Nossa homenagem ao pintor Mario Rubinski | Solar do Rosário

Faleceu nesse final de semana (19/06), aos 88 anos, Mario Rubinski.

Foram mais de 20 anos de convívio intenso no Solar do Rosário e de muito aprendizado com esse expoente da década de 60 na arte do Paraná.

“Artistas da terra fazem coletiva para comemorar aniversário de 40 anos de produção plástica”. Esse foi o título da reportagem do jornal Gazeta do Povo por ocasião da coletiva de Mario Rubinski, Armando Maranhão, Karimi Abdala e Jair Mendes no Solar do Rosário, em agosto de 1998.

Esta exposição foi, para nós do Solar do Rosário, o início de um lento trabalho de conhecimento de um dos artistas mais autênticos de Curitiba.

Escreve Regina de Barros Correia Casillo na introdução do livro “MARIO RUBINSKI” editado pelo Solar do Rosário em 2007.

No mesmo livro, o crítico de arte Fernando Bini é quem melhor defini o homem e o artista: “Parte de uma rigorosa análise do espaço e das formas, qualquer coisa de cézanniano, fazendo com que os objetos escapem da sua realidade material. (...) Sua pintura de paisagem, curricular obrigatória na Escola de Belas Artes, vai se transformando. Dela ele vai extraindo a vida silenciosa da matéria, animada ou inanimada, vai construindo arquitetonicamente o espaço produzindo formas sólidas, algo único e absoluto, uma realidade além das aparências, saídas dos modelos de árvores, riachos, lagos, muros e casas (...)

O desenho esteve na origem e Mario Rubinski nunca parou de desenhar: primeiro são os pequenos esboços feitos em caderno, anotações de ideias, depois é o trabalho sobre chapa de Eucatex (chapas de fibra de madeira), raspando, arranhando, riscando, pintando e raspando novamente... O desenho está na origem de todo o ato plástico, mas a relação do artista com o desenho possui qualquer coisa de privado e secreto.”

A crítica de arte Adalice Araújo, escreve sobre a importância da “Geração 60” para as artes plásticas do Paraná comparando esse grupo de artistas “de fundamental importância para a integração da Arte Paranaense que a ‘grosso modo’ corresponde (no Paraná) ao que a Semana de arte Moderna de 22 representa para São Paulo.”

Fazem parte desse grupo, além de Mario Rubinski nomes como Violeta Franco, Poty, Luiz Carlos Andrade Lima, Massuda, João Osório Brzezinski, Calderari, Helena Wong, Domício Pedroso entre outros. “Os artistas ... atuantes na década de 60, estão de uma forma ou de outra, vinculados a estes dois grupos: ou são ainda remanescentes dos pontos chaves da introdução do Modernismo no Paraná, o Curso de Gravura ministrado por Poty em 50, ou o Atelier Guido Viaro” destaca Adalice e continua “Embora a dominante da plástica paranaense da década de 50 tenha sido o expressionismo, enquanto o abstracionismo predominou nos anos 60, estes artistas seguem as mais variadas tendências.”, mas enfatiza que “...mais importante do que as correntes que estes artistas seguiram ou seguem é a sua contribuição histórica para a integração da Arte Paranaense à Plástica Nacional.”

O livro conta ainda com diversos textos e mais de 50 imagens de cartazes, gravuras e pinturas de sua trajetória como artista.

Mario Rubinski (Curitiba, Paraná, 1933-2021) Pintor, desenhista e professor. Estudou pintura na Escola de Belas Artes do Paraná e didática de desenho na PUC-PR. Lecionou na Casa Alfredo Andersen, na UFPR e em diversas escolas, foi bibliotecário na seção de Belas artes da Biblioteca Pública do Paraná. Recebeu diversos prêmios em concursos e realizou dezenas de exposições no Brasil e exterior inclusive na Galeria de arte Solar do Rosário em Curitiba. Faz parte de edições de livros de arte do Solar do Rosário.

Fonte: Solar do Rosário, "Nossa homenagem ao pintor Mario Rubinski", publicado em 21 de junho de 2021. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.

Crédito fotográfico: Museu Casa Alfredo Andersen, “Cultura lamenta a morte do artista plástico Mário Rubinski”. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.

Mário Beckmann Rubinski (1933, Curitiba, Brasil — 19 de junho de 2021, Curitiba, Brasil), mais conhecido como Mário Rubinski, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Formou-se em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em 1958 e especializou-se em Didática do Desenho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) em 1959. Sua obra revela influências modernistas e da abstração geométrica, caracterizando-se por um lirismo singular e pela síntese de formas, evocando paisagens estilizadas, casas e caminhos com economia de elementos e refinamento cromático. Críticos como Adalice Araújo destacaram o equilíbrio entre rigor formal e sensibilidade poética presente em sua produção. Rubinski foi uma figura central na formação artística no Paraná, tendo atuado como chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná entre 1956 e 1985 e como professor em instituições importantes, como a Casa Alfredo Andersen. Ao longo da carreira, participou de diversas exposições individuais e coletivas no Paraná e no Brasil, com retrospectivas no Museu Oscar Niemeyer. Suas obras integram acervos de relevância nacional, incluindo o próprio Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná.

Mário Rubinski

Mário Beckmann Rubinski (1933, Curitiba, Brasil — 19 de junho de 2021, Curitiba, Brasil), mais conhecido como Mário Rubinski, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Formou-se em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em 1958 e especializou-se em Didática do Desenho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR) em 1959. Sua obra revela influências modernistas e da abstração geométrica, caracterizando-se por um lirismo singular e pela síntese de formas, evocando paisagens estilizadas, casas e caminhos com economia de elementos e refinamento cromático. Críticos como Adalice Araújo destacaram o equilíbrio entre rigor formal e sensibilidade poética presente em sua produção. Rubinski foi uma figura central na formação artística no Paraná, tendo atuado como chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná entre 1956 e 1985 e como professor em instituições importantes, como a Casa Alfredo Andersen. Ao longo da carreira, participou de diversas exposições individuais e coletivas no Paraná e no Brasil, com retrospectivas no Museu Oscar Niemeyer. Suas obras integram acervos de relevância nacional, incluindo o próprio Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná.

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Mario Rubinski | Arremate Arte

Mário Beckmann Rubinski (Curitiba, 1933 – Curitiba, 19 de junho de 2021) foi um pintor, desenhista, ilustrador e professor brasileiro, amplamente reconhecido como uma das figuras centrais no desenvolvimento da arte moderna no Paraná. Sua trajetória combina um refinamento intelectual e poético com um compromisso contínuo com o ensino e a pesquisa estética, sendo referência para gerações de artistas.

Filho de Josef Rubinski, descendente de poloneses e alemães, e Anna Nicolaiewna Beckmann Rubinski, de origem alemã e russa, Mário cresceu em um ambiente permeado pela pluralidade cultural. Essa diversidade étnica e familiar, somada à atmosfera da Curitiba das décadas de 1940 e 1950, moldou sua sensibilidade desde jovem.

Em 1955, graduou-se em Biblioteconomia pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), mas foi no campo das artes visuais que encontrou seu verdadeiro chamado. Formou-se bacharel em Pintura pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP) em 1958, aprofundando sua formação logo em seguida com especialização em Didática do Desenho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), em 1959.

Rubinski conciliou precocemente sua produção artística com a docência. Entre 1956 e 1985, atuou como chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná e, paralelamente, dedicou-se ao magistério em diversas instituições curitibanas, como a Casa Alfredo Andersen, deixando um legado pedagógico marcante. Sua vocação como educador era acompanhada de um profundo rigor formal em sua arte, que unia estudo geométrico e síntese expressiva.

Desde as primeiras exposições na década de 1960 — incluindo mostras individuais na Galeria Cocaco (1963) e no Círculo de Artes Plásticas do Paraná (1964) — até sua consagração com retrospectivas como a realizada no Museu Oscar Niemeyer em 2023, Rubinski construiu um repertório consistente e coerente. Seu trabalho se caracteriza por formas simplificadas que evocam casas, árvores, caminhos e paisagens estilizadas, dispostas com equilíbrio cromático e espacial. As pinturas sugerem atmosferas silenciosas, densas de significado simbólico, guiadas por um minimalismo que revela, ao mesmo tempo, economia formal e profundidade poética.

Embora associado a tendências da abstração e da geometrização, sua obra nunca cedeu à rigidez técnica, permanecendo ligada a uma visão pessoal e intimista. A crítica Adalice Araújo destacou em Rubinski “uma sensibilidade purificada pelas pesquisas abstratas”, percebendo em sua produção um diálogo constante entre o racionalismo construtivo e um lirismo delicado, que lhe conferem um lugar singular na arte paranaense e brasileira.

Mário Rubinski também foi um intelectual atento ao papel social da arte. Suas atividades como educador, bibliotecário e artista estavam sempre voltadas para a democratização do acesso ao saber e à cultura visual. Recebeu distinções e participou de salões e exposições coletivas emblemáticas, consolidando-se como um dos principais nomes do circuito artístico local.

Faleceu em 19 de junho de 2021, aos 87 anos, deixando um legado consistente e respeitado, preservado em acervos institucionais como o Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná. Sua produção — silenciosa e refinada — permanece como testemunho de uma trajetória ética e estética comprometida com a introspecção, a disciplina formal e a expressão de uma paisagem espiritual, tornando-se referência essencial para entender a modernidade artística no sul do Brasil.

Mario Rubinski | Wikipédia

Mário Beckmann Rubinski (Curitiba, +12 de dezembro de 1933, -19 de junho de 2021) é um artista plástico brasileiro.

Biografia

Artista plástico, pintor filho do polonês/alemão Josef Rubinski [cidade natal mudou de nacionalidade com as guerras mundiais] e da alemã/russa Anna Nicolaiewna Beckmann Rubinski [+ São Petersburgo, Rússia]. De sólida formação eclética, universitária, bilíngue (alemão materno/português) graduação em Biblioteconomia e Documentação, bacharelado em Ciências Contábeis e no tocante à arte: formado na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (EMBAP), atualmente integrada a Universidade Estadual do Paraná com didática para licenciatura em Desenho pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Rubinski atuou muitos anos como professor de desenho geométrico (geometria descritiva) e professor de arte na Casa Alfredo Andersen, além de ser pintor por praticamente toda a vida. Como bibliotecário concursado foi chefe da seção de Belas Artes na Biblioteca Pública do Paraná, por décadas até aposentar-se.

Entusiasta da Pintura desde os anos 50 tem um estilo muito próprio ao qual se apegou fielmente. Por ter sido funcionário público concursado, nunca dependeu da pintura para ganhar a vida e por isso pôde pintar por prazer, i.e., jamais se preocupou em fazer pintura comercial, "o bonitinho para vender". Manteve seu estilo (de traço, de composição, de cor etc.), numa coerência vitalícia. Esta coerência faz que se reconheçam suas obras facilmente, se de sua autoria, mesmo não vista antes uma específica.

Reconhecido desde os anos 60, com verbetes em duas edições da Enciclopédia Delta Larousse. Suas obras fazem parte do acervo de expressivos museus, como o Museu Oscar Niemeyer e o Museu de Arte Contemporânea do Paraná. No ano de 2006 o Museu Oscar Niemeyer (MON) confeccionou um calendário anual comemorativo. No calendário do MON 2006 dedicou-se cada mês a um artista renomado do Paraná e do seu acervo, com reprodução de uma obra de um autor diferente para cada mês. Rubinski, entre os doze pintores escolhidos para os doze meses do ano, era na época, o único vivo!

Sua marca distintiva nas obras é o uso simplificado de formas geométricas e de tons médios de cor para identificar paisagens urbanas com árvores, casas e ruas, com marcante preocupação com a composição.

Rubinski faleceu em Curitiba ao 19 de junho de 2021 aos 87 anos.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.


Mario Rubinski | Itaú Cultural

Mario Beckmann Rubinski (Curitiba, Paraná, 1933). Pintor, desenhista e professor. Estuda na Escola de Belas Artes do Paraná e cursa didática de desenho na Faculdade Católica do Paraná, em 1958. Realiza capas de catálogos de salões paranaenses e participa da comissão julgadora do Salão de Artes Plásticas para Novos entre 1969 e 1971 e leciona na Casa Alfredo Andersen, durante dez anos. Em paralelo à produção artística, trabalha como chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública.

Críticas

"Mário Rubinski é um dos artistas paranaenses mais próximos do espírito metafísico. Após várias experiências volta-se para natureza, porém, com nova bagagem - isto é - com uma sensibilidade purificada pelas pesquisas abstratas. Comungando com a estética metafísica ´santifica a realidade´ surgindo paisagens simplificadas, compostas sem detalhes, depuradas na forma e na cor. Harmonicamente plásticas exprimem uma profunda e complexa espiritualidade. São paisagens habitadas pelo silêncio do qual arranca um misterioso segredo. Imagina um universo evocativo onde as formas possuem uma poesia geométrica interior e essencial. O resultado é que apesar das evocações de elementos naturais existe uma total ausência do elemento material. Como no ícones bizantinos os valores táteis de volume são inexistentes, o que importa realmente é que em sua linguagem plástica prevalecem valores estruturais simplificados, espiritualizados pela forma pura". — Adalice Araújo (MÁRIO Rubinski. Curitiba: Museu de Arte Contemporânea do Paraná, 1982).

Exposições Individuais

1963 - Curitiba PR - Individual, na Galeria Cocaco

1964 - Curitiba PR - Individual, no Círculo de Artes Plásticas do Paraná

1982 - Curitiba PR - Individual, no MAC/PR

Exposições Coletivas

1957 - Curitiba PR - 1º Salão de Artes Plásticas para Novos - 1º lugar em arte eecorativa e 1º lugar em desenho

1958 - Curitiba PR - 2º Salão de Artes Plásticas para Novos - menção honrosa em pintura

1959 - Curitiba PR - 16º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de bronze

1959 - Curitiba PR - 2º Salão Universitário de Artes Plásticas - medalha de prata

1959 - Curitiba PR - 3º Salão de Artes Plásticas para Novos - 1º lugar

1960 - Curitiba PR - 17º Salão Paranaense de Belas Artes

1960 - Curitiba PR - 1º Salão de Curitiba - Menção Honrosa

1960 - Curitiba PR - 4º Salão de Artes Plásticas para Novos - Menção Honrosa

1961 - Curitiba PR - 13º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia

1961 - Curitiba PR - 18º Salão Paranaense de Belas Artes

1962 - Curitiba PR - 19º Salão Paranaense de Belas Artes

1963 - Curitiba PR - 15º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia - Medalha de Bronze em Pintura e Arte Decorativa

1963 - Curitiba PR - 20º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de prata e prêmio aquisição

1963 - São Paulo SP - Artistas Plásticos Paranaenses, na Galeria La Ruche

1964 - Curitiba PR - 16º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia - medalha de prata em desenho

1964 - Curitiba PR - 21º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de bronze e prêmio aquisição

1964 - Curitiba PR - 2º Salão de Curitiba

1964 - Porto Alegre RS - Pintores Contemporâneos do Paraná, no Margs

1965 - Curitiba PR - 17º Salão de Belas Artes da Primavera, no Clube Concórdia

1965 - Curitiba PR - 1º Salão de Artes Plásticas da Cidade de Curitiba - Prêmio Aquisição Prefeitura Municipal

1965 - Curitiba PR - 22º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - medalha de prata

1966 - Curitiba PR - 23º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná

1966 - Londrina PR - Pintores Paranaenses de Hoje

1967 - Curitiba PR - 24º Salão Paranaense de Belas Artes

1968 - Curitiba PR - 25º Salão Paranaense de Belas Artes

1968 - Florianópolis SC - Artistas Contemporâneos do Paraná, no MAM/Florianópolis

1969 - Curitiba PR - 26º Salão Paranaense de Belas Artes

1970 - Curitiba PR - 27º Salão Paranaense de Belas Artes

1971 - Curitiba PR - 28º Salão Paranaense de Belas Artes, na Biblioteca Pública do Paraná - Prêmio Aquisição Banco de Brasília

1972 - Curitiba PR - 29º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

1972 - Curitiba PR - Grande Mostra de Arte em Homenagem a Guido Viaro - Festejos do I Centenário da Imigração Italiana no Paraná, no Centro Cultural Dante Alighieri

1972 - Londrina PR - Artistas Paranaenses Contemporâneos, na Universidade de Londrina

1972 - São Paulo SP - Bienal Nacional

1972 - São Paulo SP - Mostra de Arte Sesquicentenário da Independência e Brasil Plástica - 72, na Fundação Bienal

1973 - Curitiba PR - 30º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

1974 - Curitiba PR - 31º Salão Paranaense - Prêmio Diretoria de Assuntos Culturais

1974 - Paraná - Paraná/Arte/Hoje, itinerante por 26 cidades do Paraná

1975 - Curitiba PR - 32º Salão Paranaense

1976 - Brasília DF - Paraná Arte Agora, na Praça dos Três Poderes

1976 - Curitiba PR - 22 Artistas do Paraná, coordenada pelo MAC/PR

1976 - Curitiba PR - 33º Salão Paranaense

1977 - Curitiba PR - 34º Salão Paranaense

1977 - Curitiba PR - Artistas do Paraná e Rio de Janeiro, na Galeria SH 316

1978 - Curitiba PR - 35º Salão Paranaense de Belas Artes

1978 - Rio de Janeiro RJ - Artistas de Curitiba, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet

1979 - Curitiba PR - 1ª Mostra do Desenho Brasileiro

1979 - Curitiba PR - 36º Salão Paranaense

1980 - Curitiba PR - 37º Salão Paranaense, no Teatro Guaíra

1981 - Curitiba PR - 38º Salão Paranaense

1981 - Curitiba PR - 3ª Mostra do Desenho Brasileiro - Prêmio Funarte

1981 - Curitiba PR - Pintores de Curitiba Movimento dos Anos 60

1983 - Curitiba PR - 5ª Mostra do Desenho Brasileiro, no Teatro Guaíra

1986 - Curitiba PR - Paranaenses mais Premiados nas Quarenta e Duas Edições do Salão Paranaense

1986 - Curitiba PR - Tradição/Contradição, no MAC/PR

1987 - Curitiba PR - 44º Salão Paranaense, no MAC/PR

1988 - Curitiba PR - 45º Salão Paranaense

1989 - Curitiba PR - Cocaco 30 Anos, na Galeria de Arte Cocaco

1991 - Curitiba PR - Museu Municipal de Arte: acervo, no Museu Municipal de Arte

1998 - Curitiba PR - Arte Paranaense: movimento de renovação, no Conjunto Cultural da Caixa

Fonte: MÁRIO Rubinski. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 10 de julho de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


O MUSA – Museu de Arte da Universidade Federal do Paraná abre a exposição “Rubinski – do silêncio” hoje, 22 de novembro, a partir das 19 horas. Reunindo pinturas e desenhos recentes, a mostra é uma homenagem ao artista plástico Mario Rubinski.

A curadoria da exposição foi realizada pela turma de formandos 2006 do curso de Educação Artística da UFPR, sob coordenação do professor Fernando Bini.

SOBRE RUBINSKI – Nascido em Curitiba no ano de 1933, filho de José Rubinski, alemão, e Anna Nicolaievna Beckmann, russa, o artista Mario Beckmann Rubinski cresceu em contato com uma forte religiosidade. É casado com Olidira Gottschild. Graduou-se no curso de pintura da EMBAP – Escola de Música e Belas Artes do Paraná – Embap, tendo professores como Traple, Botteri, Stenzel, Lopes, Freyesleben, Bianco e Viaro.

Segundo o artista, o aprendizado acadêmico foi de grande importância para a constituição de uma base técnica sólida que possibilitou o desenvolvimento de sua pintura. Neste sentido, destaca a admiração pelo professor que Traple foi e pelo que produziu como tal. Cursou ainda Didática para Desenho na PUC-PR e Biblioteconomia e Documentação na UFPR-PR. Atuou durante dez anos como docente na Casa Alfredo Andersen, lecionando em diversas escolas como Bom Jesus, Iguaçu, Rio Branco e Nilson Ribas, nesta última permanecendo durante 24 anos.

Em paralelo ao trabalho como professor, foi bibliotecário da seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná durante 27 anos, o que o deixou muito próximo de imagens e da teoria da Arte. Esta função também compreendia a execução de cartazes para diversos eventos, o que resulta em uma produção gráfica extensa. Este material inclui cartazes de valor histórico, como o do 1º e do 2º Festival Folclórico e de Etnias do Paraná, evento que se encontra na 45ª edição.

Rubinski não trabalha com telas, mas sobre madeira, rija o suficiente para suportar a raspagem. Sua pintura trata da paisagem a partir de seus signos fundamentais – a casa, a árvore, a estrada, as nuvens – estes elementos podem ser interpretados como palavras que, a cada novo quadro, se reorganizam em uma nova poesia.

Fonte: UFPR, "MUSA recebe obras de Rubinski”. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.


Cultura lamenta a morte do artista plástico Mário Rubinski | Museu Casa Alfredo Andersen 

No último sábado, 19, morreu o pintor, desenhista e professor Mário Rubinski. O artista foi professor na Casa Alfredo Andersen – onde também expôs durante a 14ª Bienal Internacional de Arte Contemporânea de Curitiba – durante dez anos e chefe da Seção de Belas Artes da Biblioteca Pública do Paraná, além de ter atuado na formação de muitos professores de artes. 

Filho de um alemão e de uma russa que se conheceram na guerra, Rubinski se formou pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná em 1958, onde teve aulas com Estanislau Traple, Waldemar C. Freyesleben, Erbo Stenzel, Leonor Botteri e Guido Viaro. Sua primeira exposição foi ainda cedo, aos 27 anos, na Galeria Cocaco, em Curitiba.

Em uma declaração para a Revista Ideias, Rubinski chegou a dizer que a palavra artista é muito grande. "Não existe definição, existe um ideal que deve ser feito com vontade e honestidade, assim como todo trabalho", afirmou na ocasião.

A crítica Adalice Araújo escreveu que "Mário Rubinski é um dos artistas paranaenses mais próximos do espírito metafísico". Para ela, o pintor "santifica a realidade" ao criar paisagens "habitadas pelo silêncio do qual arranca um misterioso segredo. Imagina um universo evocativo onde as formas possuem uma poesia geométrica interior e essencial".

A Superintendência-Geral da Cultura e o Museu Casa Alfredo Andersen prestam as condolências aos familiares e amigos de Mário Rubinski.

Fonte: Museu Casa Alfredo Andersen, “Cultura lamenta a morte do artista plástico Mário Rubinski”. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.


Nossa homenagem ao pintor Mario Rubinski | Solar do Rosário

Faleceu nesse final de semana (19/06), aos 88 anos, Mario Rubinski.

Foram mais de 20 anos de convívio intenso no Solar do Rosário e de muito aprendizado com esse expoente da década de 60 na arte do Paraná.

“Artistas da terra fazem coletiva para comemorar aniversário de 40 anos de produção plástica”. Esse foi o título da reportagem do jornal Gazeta do Povo por ocasião da coletiva de Mario Rubinski, Armando Maranhão, Karimi Abdala e Jair Mendes no Solar do Rosário, em agosto de 1998.

Esta exposição foi, para nós do Solar do Rosário, o início de um lento trabalho de conhecimento de um dos artistas mais autênticos de Curitiba.

Escreve Regina de Barros Correia Casillo na introdução do livro “MARIO RUBINSKI” editado pelo Solar do Rosário em 2007.

No mesmo livro, o crítico de arte Fernando Bini é quem melhor defini o homem e o artista: “Parte de uma rigorosa análise do espaço e das formas, qualquer coisa de cézanniano, fazendo com que os objetos escapem da sua realidade material. (...) Sua pintura de paisagem, curricular obrigatória na Escola de Belas Artes, vai se transformando. Dela ele vai extraindo a vida silenciosa da matéria, animada ou inanimada, vai construindo arquitetonicamente o espaço produzindo formas sólidas, algo único e absoluto, uma realidade além das aparências, saídas dos modelos de árvores, riachos, lagos, muros e casas (...)

O desenho esteve na origem e Mario Rubinski nunca parou de desenhar: primeiro são os pequenos esboços feitos em caderno, anotações de ideias, depois é o trabalho sobre chapa de Eucatex (chapas de fibra de madeira), raspando, arranhando, riscando, pintando e raspando novamente... O desenho está na origem de todo o ato plástico, mas a relação do artista com o desenho possui qualquer coisa de privado e secreto.”

A crítica de arte Adalice Araújo, escreve sobre a importância da “Geração 60” para as artes plásticas do Paraná comparando esse grupo de artistas “de fundamental importância para a integração da Arte Paranaense que a ‘grosso modo’ corresponde (no Paraná) ao que a Semana de arte Moderna de 22 representa para São Paulo.”

Fazem parte desse grupo, além de Mario Rubinski nomes como Violeta Franco, Poty, Luiz Carlos Andrade Lima, Massuda, João Osório Brzezinski, Calderari, Helena Wong, Domício Pedroso entre outros. “Os artistas ... atuantes na década de 60, estão de uma forma ou de outra, vinculados a estes dois grupos: ou são ainda remanescentes dos pontos chaves da introdução do Modernismo no Paraná, o Curso de Gravura ministrado por Poty em 50, ou o Atelier Guido Viaro” destaca Adalice e continua “Embora a dominante da plástica paranaense da década de 50 tenha sido o expressionismo, enquanto o abstracionismo predominou nos anos 60, estes artistas seguem as mais variadas tendências.”, mas enfatiza que “...mais importante do que as correntes que estes artistas seguiram ou seguem é a sua contribuição histórica para a integração da Arte Paranaense à Plástica Nacional.”

O livro conta ainda com diversos textos e mais de 50 imagens de cartazes, gravuras e pinturas de sua trajetória como artista.

Mario Rubinski (Curitiba, Paraná, 1933-2021) Pintor, desenhista e professor. Estudou pintura na Escola de Belas Artes do Paraná e didática de desenho na PUC-PR. Lecionou na Casa Alfredo Andersen, na UFPR e em diversas escolas, foi bibliotecário na seção de Belas artes da Biblioteca Pública do Paraná. Recebeu diversos prêmios em concursos e realizou dezenas de exposições no Brasil e exterior inclusive na Galeria de arte Solar do Rosário em Curitiba. Faz parte de edições de livros de arte do Solar do Rosário.

Fonte: Solar do Rosário, "Nossa homenagem ao pintor Mario Rubinski", publicado em 21 de junho de 2021. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.

Crédito fotográfico: Museu Casa Alfredo Andersen, “Cultura lamenta a morte do artista plástico Mário Rubinski”. Consultado pela última vez em 10 de julho de 2025.

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