Megumi Yuasa (1938, São Paulo, Brasil) é um escultor e ceramista brasileiro. De origem japonesa, Megumi é considerado um dos grandes mestres da cerâmica artística contemporânea no Brasil. Autodidata, começou a trabalhar com cerâmica em 1964, desenvolvendo sua técnica por meio da prática e da experimentação. Influenciado pela tradição japonesa da cerâmica e pelo conceito de wabi-sabi, que valoriza a imperfeição, o tempo e a naturalidade, Yuasa explora em suas obras texturas orgânicas, formas simples e o diálogo entre argila, esmaltes e processos de queima. Sua produção é marcada por superfícies rústicas, tonalidades terrosas e uma poética do silêncio e da contemplação. Reconhecido nacional e internacionalmente, realizou inúmeras exposições, nas quais podemos destacar a 13ª e 14ª Bienais de São Paulo.
Megumi Yuasa | Arremate Arte
Megumi Yuasa nasceu em 1938, em São Paulo, e é um dos nomes mais respeitados da cerâmica artística brasileira. Filho de imigrantes japoneses, cresceu imerso em uma cultura de disciplina e respeito à natureza, elementos que viriam a marcar profundamente sua trajetória artística. Autodidata, Yuasa começou sua incursão pelas artes plásticas nos anos 1960, mas foi a partir de 1964 que passou a se dedicar integralmente à cerâmica, linguagem que se tornaria seu meio de expressão mais potente e poético.
Sua formação artística foi forjada na prática e na observação rigorosa da matéria. Ainda que não tenha frequentado cursos formais de longa duração, sua breve passagem pela Escola Brasil, em 1971 — onde estudou por seis meses a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli —, ampliou seu repertório estético e filosófico. No entanto, foi no silêncio do ateliê, entre argilas, fornos e experimentações com esmaltes e queimas, que Megumi construiu uma obra sólida e coerente, enraizada tanto na tradição japonesa da cerâmica quanto na liberdade e improviso que caracterizam a arte brasileira contemporânea.
As peças de Yuasa são marcadas pela simplicidade formal e pelo rigor técnico. Seus trabalhos, muitas vezes abstratos, apresentam superfícies densas e táteis, nas quais a textura da argila e os efeitos dos esmaltes ganham protagonismo. A imperfeição controlada, os craquelês, as fissuras e os tons terrosos dialogam com o conceito oriental do wabi-sabi, exaltando a beleza do efêmero, do incompleto, do natural. Ao longo das décadas, Megumi produziu séries de obras que exploram formas orgânicas, vasos escultóricos e objetos que desafiam a fronteira entre arte e função.
Ao mesmo tempo discreto e profundo, Yuasa manteve uma atuação consistente, com exposições em instituições relevantes no Brasil e no exterior. Sua obra integra importantes acervos públicos e privados, sendo estudada por críticos e curadores que reconhecem sua contribuição singular para a cerâmica de expressão contemporânea. Megumi Yuasa é, acima de tudo, um mestre do fogo e da terra — um artista que construiu sua linguagem a partir do silêncio, da escuta e do gesto cuidadoso, consolidando-se como um dos grandes ceramistas do Brasil.
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Megumi Yuasa | Itaú Cultural
Megumi Yuasa (São Paulo SP 1938). Escultor e ceramista. É autodidata, iniciando-se nas artes plásticas em 1960. Em 1971, freqüenta por seis meses a Escola Brasil:, a convite de Luiz Paulo Baravelli. Pesquisa materiais e técnicas expondo esculturas e objetos em cerâmica no Brasil e exterior. Desde o início da carreira expõe seu trabalho assiduamente, dando preferência à mostras coletivas. Yuasa está sempre presente nas mostras de artistas nipo-brasileiros, assim como nas exposições comemorativas da imigração japonesa no Brasil. Em 1979 inicia atividades como professor de cerâmica, às quais se dedica até hoje, organizando cursos e oficinas de cerâmica. Entre 1981 a 1982 presta assessoria à Escola Senai Armando Arruda Sampaio. Em 1982 é convidado a ministrar um curso de cerâmica na Universidade Caxias do Sul. Em 1984 é convidado pelo Museu de Artes do Rio Grande do Sul - Margs, a ministrar o curso Observação da Realidade. Em 1988 recebe o Prêmio Escultura Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Em 1989, viaja a Lisboa (Portugal) para ministrar curso no Seminário de Cerâmica Brasileira em Lisboa (Portugal). Atualmente, além da cerâmica, utiliza em suas obras materiais como pedra e madeira.
Exposições
1971 - Megumi Yuasa, Gumpei Yukata e Kaitaro Morokawa
1973 - Individual de Megumi Yuasa
1974 - 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - 13ª Bienal Internacional de São Paulo
1975 - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira
1976 - Salão Semana do Aleijadinho
1976 - Coletiva na Galeria do SESC
1976 - Arte Agora I
1976 - 8º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte
1977 - 14ª Bienal Internacional de São Paulo
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - 3 Gerações de Artistas Nipo-Brasileiros
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1978 - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira
1979 - O Desenho como Instrumento
1979 - Arte Hoje
1980 - 4º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1981 - Coletiva na Toki Art
1981 - Coletiva na Toki Arte
1981 - Individual de Megumi Yuasa
1981 - Escultura ao Ar Livre
1981 - Contemporâneos Brasileiros
1982 - Coletiva no Hotel Jequitimar
1982 - Um Século de Escultura no Brasil
1982 - Cerâmica Hoje
1982 - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1982 - Coletiva na Toki Art
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1985 - Espacialidade e Materiais da Escultura Contemporânea (1985 : São Paulo, SP)
1985 - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira
1985 - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1987 - Coletiva de Artistas de São Paulo
1987 - 2ª Mostra M.O.A. de Cerâmica Contemporânea
1987 - Individual de Megumi Yuasa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Brasiliana: o homem e a terra
1988 - Vida e Arte dos Japoneses no Brasil (1988 : São Paulo, SP)
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Landscapes
1989 - Individual de Megumi Yuasa
1989 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1989 - Acervo Galeria São Paulo
1991 - Individual de Megumi Yuasa
1991 - A Mata
1994 - Da Imagética Brasileira e de Miró
1994 - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP
1994 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco
1994 - Paisagens
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Brasil-Japão Arte
1995 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco
1996 - Bandeiras
1997 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - A Ressacralização da Arte
2000 - Coleção 2000
2000 - Coletiva na Galeria de Arte São Paulo
2000 - Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem
2000 - Cerâmica: cinco poéticas
2001 - Coletiva na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa
2002 - Feira
2008 - Laços do olhar
2008 - Nippon - 100 Anos de Integração Brasil-Japão
2008 - Nipo-Brasileiros no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
2008 - Arte Brasil-Japão
2022 - Acervo Flutuante
Fonte: MEGUMI Yuasa. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 10 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Megumi Yuasa na Gomide&Co | Arte que Acontece
A Gomide&Co tem o prazer de apresentar a primeira individual de Megumi Yuasa (São Paulo, 1938) na galeria, que inaugura no dia 22 de agosto, às 18h. A exposição tem projeto concebido pela parceria entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa (entre terras) e a pesquisadora Rachel Hoshino, que também assina o texto crítico. Sem expor individualmente desde 1998, o artista realiza na Gomide&Co uma mostra que combina obras realizadas desde o fim da década de 1970 até algumas inéditas realizadas em 2024.
Megumi constrói ao longo de sua produção artística uma linguagem própria, dando forma a esculturas que combinam elementos variados, como argila, metais, limalhas e óxidos. Um mestre em seu meio, o artista enfatiza a comunhão dos ceramistas com a terra, defendendo que tudo o que está ao redor de uma obra faz parte dela e vai acompanhá-la ao infinito. É justamente essa relação dialógica, sempre imbuída pelo discurso filosófico e político do artista, que estrutura boa parte de seus trabalhos.
Megumi Yuasa inicia-se nas artes plásticas em 1964, quando passa a realizar suas primeiras cerâmicas. Viaja em seguida junto a sua companheira Naoko Yuasa ao interior do estado de Goiás, pesquisando técnicas e materiais. Em 1968, realiza em Goiânia sua primeira exposição, e no ano seguinte retorna para São Paulo. Logo seu trabalho passa a ser reconhecido. Já em 1971, frequenta por seis meses a Escola Brasil, a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli (1942). Em 1988, morando em Itu, passa a trabalhar na Cerâmica Aruan, fábrica de Gilberto Daccache. No final de 1988, o artista passou a trabalhar como mestre ceramista na própria fábrica, sendo a ele reservado um espaço onde modelava suas peças e ensinava o ofício aos jovens operários que faziam utilitários.
Das exposições que participou, cabe destacar as suas participações nas 13ª e 14ª edições da Bienal de São Paulo (1975 e 1977, respectivamente); Laços do Olhar (2008), coletiva no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo); e O Curso do Sol (2023), coletiva com curadoria de Yudi Rafael, na Gomide&Co. Em 2024, sua obra integrou a coletiva Tocar a Terra, curadoria de Rachel Hoshino como parte do programa Diásporas Asiáticas, no Instituto Tomie Ohtake.
A exposição de Megumi Yuasa ocorre no contexto de um programa da Gomide&Co que dedica especial atenção ao território da cerâmica, tendo como bússola a superação das distinções estabelecidas entre a técnica e outras linguagens artísticas com vias à afirmação dessa produção no campo da arte contemporânea. Suas paisagens imaginadas, entre árvores, nuvens, sementes e os chamados espássaros, irão agora compor o espaço expositivo da galeria, ganhando formas familiares e ao mesmo tempo improváveis, constituídas a partir de uma expografia singular que apresenta suas obras sem hierarquias. Tendo realizado suas primeiras exposições ainda no fim da década de 1960, o artista chega para a ocasião somando mais de meio século de trajetória como um nome fundamental da escultura no Brasil. Diante de seu repertório visual, agora é possível também perceber a amplitude de sua poética, que atravessa linguagens e constitui seu discurso interdisciplinar.
Fonte: Arte que Acontece. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
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Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço | Folha de São Paulo
De uma base de cerâmica no chão, duas hastes metálicas se erguem em paralelo até encontrar uma forma cilíndrica que se alonga levemente na horizontal. Numa extremidade, uma esfera laranja e irregular repousa estável; na outra, uma fina haste arqueada ganha ainda mais verticalidade e parece lançar uma partícula ao Cosmos.
Eis um “Espássaro", de 1995, de Megumi Yuasa, que ganhou a primeira individual, desde 1998, na Galeria Gomide&Co. A obra, como uma manifestação de seu pensamento poético-filosófico, faz do diálogo entre elementos que pesam e outros que flutuam uma força argumentativa, de interconexão entre todas as coisas.
O artista, nascido em São Paulo, em 1938, começou a trabalhar com cerâmica na década de 1960, fazendo experimentos enquanto autodidata. No início da década seguinte, se interessou por artes plásticas e integrou a técnica em suas esculturas, com a colaboração de sua mulher, Naoko Yuasa.
Segundo Rachel Hoshino, uma das organizadoras da mostra, embora inclua trabalhos de todas as fases do artista, a exposição não é uma retrospectiva. "A mostra apresenta um novo conjunto de obras que, hoje, ao olhar para trás, revelam mais sobre a carreira dele do que árvores e sementes", afirma, lembrando as esculturas de Yuasa nas bienais de São Paulo de 1975 e 1977.
O projeto curatorial desenvolvido entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa e a pesquisadora de arte Rachel Hoshino traz trabalhos que vão do fim dos anos 1970 até 2024. Como a escultura "Nuvem III", que paira volumosa e lúdica em suas formas arredondadas.
O humor, por sinal, é uma premissa estética recorrente nas peças, que parecem brincar no espaço e se divertir com o jogo de opostos. Na obra "Ar", de 2022, feita com ferro, latão e alumínio, uma barra une duas airadas massas nebulosas; em "Festa do Circo", uma forma ondulada e divertida em azul se equilibra sobre uma base escura com arestas.
Também não é de se estranhar uma relação com o surrealismo, por vezes explícita em esculturas como "Teatro do Absurdo", de 1991, em cerâmica esmaltada. Na peça, objetos cilíndricos e coloridos que saem do alto e do chão de um portal estão a um passo de se encontrarem.
Já em "Outro Personagem", finalizada neste ano, o extremo de uma barra arqueada na horizontal sustenta um fragmento de osso azulado e tensiona a realidade junto a materiais que pendem da outra ponta. Súbito, o impossível se torna a única verdade e a imaginação se abre ao onírico.
Para Hoshino, a personalidade artística de Yuasa se aproxima de um koan — a proposição zen que ilumina pelo absurdo, por aspectos inacessíveis à razão. “O Megumi inverte os planos lógicos. Em obras dele, a montanha está em cima da nuvem e o pássaro está acima da Lua”, afirma.
A expografia, de Jaqueline Lessa une todas as peças do artista em um mesmo chão, permitindo que o espectador as veja na altura do corpo ou dos olhos ao acessar o espaço expositivo por uma rampa. "Nossa intenção foi construir uma intimidade tátil que a escultura dele pede", diz.
Fonte: Folha de São Paulo “Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço”, publicado por João Rabelo, em 27 de agosto de 2024. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Gomide&Co. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
Megumi Yuasa (1938, São Paulo, Brasil) é um escultor e ceramista brasileiro. De origem japonesa, Megumi é considerado um dos grandes mestres da cerâmica artística contemporânea no Brasil. Autodidata, começou a trabalhar com cerâmica em 1964, desenvolvendo sua técnica por meio da prática e da experimentação. Influenciado pela tradição japonesa da cerâmica e pelo conceito de wabi-sabi, que valoriza a imperfeição, o tempo e a naturalidade, Yuasa explora em suas obras texturas orgânicas, formas simples e o diálogo entre argila, esmaltes e processos de queima. Sua produção é marcada por superfícies rústicas, tonalidades terrosas e uma poética do silêncio e da contemplação. Reconhecido nacional e internacionalmente, realizou inúmeras exposições, nas quais podemos destacar a 13ª e 14ª Bienais de São Paulo.
Megumi Yuasa | Arremate Arte
Megumi Yuasa nasceu em 1938, em São Paulo, e é um dos nomes mais respeitados da cerâmica artística brasileira. Filho de imigrantes japoneses, cresceu imerso em uma cultura de disciplina e respeito à natureza, elementos que viriam a marcar profundamente sua trajetória artística. Autodidata, Yuasa começou sua incursão pelas artes plásticas nos anos 1960, mas foi a partir de 1964 que passou a se dedicar integralmente à cerâmica, linguagem que se tornaria seu meio de expressão mais potente e poético.
Sua formação artística foi forjada na prática e na observação rigorosa da matéria. Ainda que não tenha frequentado cursos formais de longa duração, sua breve passagem pela Escola Brasil, em 1971 — onde estudou por seis meses a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli —, ampliou seu repertório estético e filosófico. No entanto, foi no silêncio do ateliê, entre argilas, fornos e experimentações com esmaltes e queimas, que Megumi construiu uma obra sólida e coerente, enraizada tanto na tradição japonesa da cerâmica quanto na liberdade e improviso que caracterizam a arte brasileira contemporânea.
As peças de Yuasa são marcadas pela simplicidade formal e pelo rigor técnico. Seus trabalhos, muitas vezes abstratos, apresentam superfícies densas e táteis, nas quais a textura da argila e os efeitos dos esmaltes ganham protagonismo. A imperfeição controlada, os craquelês, as fissuras e os tons terrosos dialogam com o conceito oriental do wabi-sabi, exaltando a beleza do efêmero, do incompleto, do natural. Ao longo das décadas, Megumi produziu séries de obras que exploram formas orgânicas, vasos escultóricos e objetos que desafiam a fronteira entre arte e função.
Ao mesmo tempo discreto e profundo, Yuasa manteve uma atuação consistente, com exposições em instituições relevantes no Brasil e no exterior. Sua obra integra importantes acervos públicos e privados, sendo estudada por críticos e curadores que reconhecem sua contribuição singular para a cerâmica de expressão contemporânea. Megumi Yuasa é, acima de tudo, um mestre do fogo e da terra — um artista que construiu sua linguagem a partir do silêncio, da escuta e do gesto cuidadoso, consolidando-se como um dos grandes ceramistas do Brasil.
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Megumi Yuasa | Itaú Cultural
Megumi Yuasa (São Paulo SP 1938). Escultor e ceramista. É autodidata, iniciando-se nas artes plásticas em 1960. Em 1971, freqüenta por seis meses a Escola Brasil:, a convite de Luiz Paulo Baravelli. Pesquisa materiais e técnicas expondo esculturas e objetos em cerâmica no Brasil e exterior. Desde o início da carreira expõe seu trabalho assiduamente, dando preferência à mostras coletivas. Yuasa está sempre presente nas mostras de artistas nipo-brasileiros, assim como nas exposições comemorativas da imigração japonesa no Brasil. Em 1979 inicia atividades como professor de cerâmica, às quais se dedica até hoje, organizando cursos e oficinas de cerâmica. Entre 1981 a 1982 presta assessoria à Escola Senai Armando Arruda Sampaio. Em 1982 é convidado a ministrar um curso de cerâmica na Universidade Caxias do Sul. Em 1984 é convidado pelo Museu de Artes do Rio Grande do Sul - Margs, a ministrar o curso Observação da Realidade. Em 1988 recebe o Prêmio Escultura Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Em 1989, viaja a Lisboa (Portugal) para ministrar curso no Seminário de Cerâmica Brasileira em Lisboa (Portugal). Atualmente, além da cerâmica, utiliza em suas obras materiais como pedra e madeira.
Exposições
1971 - Megumi Yuasa, Gumpei Yukata e Kaitaro Morokawa
1973 - Individual de Megumi Yuasa
1974 - 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - 13ª Bienal Internacional de São Paulo
1975 - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira
1976 - Salão Semana do Aleijadinho
1976 - Coletiva na Galeria do SESC
1976 - Arte Agora I
1976 - 8º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte
1977 - 14ª Bienal Internacional de São Paulo
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - 3 Gerações de Artistas Nipo-Brasileiros
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1978 - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira
1979 - O Desenho como Instrumento
1979 - Arte Hoje
1980 - 4º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1981 - Coletiva na Toki Art
1981 - Coletiva na Toki Arte
1981 - Individual de Megumi Yuasa
1981 - Escultura ao Ar Livre
1981 - Contemporâneos Brasileiros
1982 - Coletiva no Hotel Jequitimar
1982 - Um Século de Escultura no Brasil
1982 - Cerâmica Hoje
1982 - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1982 - Coletiva na Toki Art
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1985 - Espacialidade e Materiais da Escultura Contemporânea (1985 : São Paulo, SP)
1985 - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira
1985 - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1987 - Coletiva de Artistas de São Paulo
1987 - 2ª Mostra M.O.A. de Cerâmica Contemporânea
1987 - Individual de Megumi Yuasa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Brasiliana: o homem e a terra
1988 - Vida e Arte dos Japoneses no Brasil (1988 : São Paulo, SP)
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Landscapes
1989 - Individual de Megumi Yuasa
1989 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1989 - Acervo Galeria São Paulo
1991 - Individual de Megumi Yuasa
1991 - A Mata
1994 - Da Imagética Brasileira e de Miró
1994 - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP
1994 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco
1994 - Paisagens
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Brasil-Japão Arte
1995 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco
1996 - Bandeiras
1997 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - A Ressacralização da Arte
2000 - Coleção 2000
2000 - Coletiva na Galeria de Arte São Paulo
2000 - Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem
2000 - Cerâmica: cinco poéticas
2001 - Coletiva na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa
2002 - Feira
2008 - Laços do olhar
2008 - Nippon - 100 Anos de Integração Brasil-Japão
2008 - Nipo-Brasileiros no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
2008 - Arte Brasil-Japão
2022 - Acervo Flutuante
Fonte: MEGUMI Yuasa. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 10 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Megumi Yuasa na Gomide&Co | Arte que Acontece
A Gomide&Co tem o prazer de apresentar a primeira individual de Megumi Yuasa (São Paulo, 1938) na galeria, que inaugura no dia 22 de agosto, às 18h. A exposição tem projeto concebido pela parceria entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa (entre terras) e a pesquisadora Rachel Hoshino, que também assina o texto crítico. Sem expor individualmente desde 1998, o artista realiza na Gomide&Co uma mostra que combina obras realizadas desde o fim da década de 1970 até algumas inéditas realizadas em 2024.
Megumi constrói ao longo de sua produção artística uma linguagem própria, dando forma a esculturas que combinam elementos variados, como argila, metais, limalhas e óxidos. Um mestre em seu meio, o artista enfatiza a comunhão dos ceramistas com a terra, defendendo que tudo o que está ao redor de uma obra faz parte dela e vai acompanhá-la ao infinito. É justamente essa relação dialógica, sempre imbuída pelo discurso filosófico e político do artista, que estrutura boa parte de seus trabalhos.
Megumi Yuasa inicia-se nas artes plásticas em 1964, quando passa a realizar suas primeiras cerâmicas. Viaja em seguida junto a sua companheira Naoko Yuasa ao interior do estado de Goiás, pesquisando técnicas e materiais. Em 1968, realiza em Goiânia sua primeira exposição, e no ano seguinte retorna para São Paulo. Logo seu trabalho passa a ser reconhecido. Já em 1971, frequenta por seis meses a Escola Brasil, a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli (1942). Em 1988, morando em Itu, passa a trabalhar na Cerâmica Aruan, fábrica de Gilberto Daccache. No final de 1988, o artista passou a trabalhar como mestre ceramista na própria fábrica, sendo a ele reservado um espaço onde modelava suas peças e ensinava o ofício aos jovens operários que faziam utilitários.
Das exposições que participou, cabe destacar as suas participações nas 13ª e 14ª edições da Bienal de São Paulo (1975 e 1977, respectivamente); Laços do Olhar (2008), coletiva no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo); e O Curso do Sol (2023), coletiva com curadoria de Yudi Rafael, na Gomide&Co. Em 2024, sua obra integrou a coletiva Tocar a Terra, curadoria de Rachel Hoshino como parte do programa Diásporas Asiáticas, no Instituto Tomie Ohtake.
A exposição de Megumi Yuasa ocorre no contexto de um programa da Gomide&Co que dedica especial atenção ao território da cerâmica, tendo como bússola a superação das distinções estabelecidas entre a técnica e outras linguagens artísticas com vias à afirmação dessa produção no campo da arte contemporânea. Suas paisagens imaginadas, entre árvores, nuvens, sementes e os chamados espássaros, irão agora compor o espaço expositivo da galeria, ganhando formas familiares e ao mesmo tempo improváveis, constituídas a partir de uma expografia singular que apresenta suas obras sem hierarquias. Tendo realizado suas primeiras exposições ainda no fim da década de 1960, o artista chega para a ocasião somando mais de meio século de trajetória como um nome fundamental da escultura no Brasil. Diante de seu repertório visual, agora é possível também perceber a amplitude de sua poética, que atravessa linguagens e constitui seu discurso interdisciplinar.
Fonte: Arte que Acontece. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
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Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço | Folha de São Paulo
De uma base de cerâmica no chão, duas hastes metálicas se erguem em paralelo até encontrar uma forma cilíndrica que se alonga levemente na horizontal. Numa extremidade, uma esfera laranja e irregular repousa estável; na outra, uma fina haste arqueada ganha ainda mais verticalidade e parece lançar uma partícula ao Cosmos.
Eis um “Espássaro", de 1995, de Megumi Yuasa, que ganhou a primeira individual, desde 1998, na Galeria Gomide&Co. A obra, como uma manifestação de seu pensamento poético-filosófico, faz do diálogo entre elementos que pesam e outros que flutuam uma força argumentativa, de interconexão entre todas as coisas.
O artista, nascido em São Paulo, em 1938, começou a trabalhar com cerâmica na década de 1960, fazendo experimentos enquanto autodidata. No início da década seguinte, se interessou por artes plásticas e integrou a técnica em suas esculturas, com a colaboração de sua mulher, Naoko Yuasa.
Segundo Rachel Hoshino, uma das organizadoras da mostra, embora inclua trabalhos de todas as fases do artista, a exposição não é uma retrospectiva. "A mostra apresenta um novo conjunto de obras que, hoje, ao olhar para trás, revelam mais sobre a carreira dele do que árvores e sementes", afirma, lembrando as esculturas de Yuasa nas bienais de São Paulo de 1975 e 1977.
O projeto curatorial desenvolvido entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa e a pesquisadora de arte Rachel Hoshino traz trabalhos que vão do fim dos anos 1970 até 2024. Como a escultura "Nuvem III", que paira volumosa e lúdica em suas formas arredondadas.
O humor, por sinal, é uma premissa estética recorrente nas peças, que parecem brincar no espaço e se divertir com o jogo de opostos. Na obra "Ar", de 2022, feita com ferro, latão e alumínio, uma barra une duas airadas massas nebulosas; em "Festa do Circo", uma forma ondulada e divertida em azul se equilibra sobre uma base escura com arestas.
Também não é de se estranhar uma relação com o surrealismo, por vezes explícita em esculturas como "Teatro do Absurdo", de 1991, em cerâmica esmaltada. Na peça, objetos cilíndricos e coloridos que saem do alto e do chão de um portal estão a um passo de se encontrarem.
Já em "Outro Personagem", finalizada neste ano, o extremo de uma barra arqueada na horizontal sustenta um fragmento de osso azulado e tensiona a realidade junto a materiais que pendem da outra ponta. Súbito, o impossível se torna a única verdade e a imaginação se abre ao onírico.
Para Hoshino, a personalidade artística de Yuasa se aproxima de um koan — a proposição zen que ilumina pelo absurdo, por aspectos inacessíveis à razão. “O Megumi inverte os planos lógicos. Em obras dele, a montanha está em cima da nuvem e o pássaro está acima da Lua”, afirma.
A expografia, de Jaqueline Lessa une todas as peças do artista em um mesmo chão, permitindo que o espectador as veja na altura do corpo ou dos olhos ao acessar o espaço expositivo por uma rampa. "Nossa intenção foi construir uma intimidade tátil que a escultura dele pede", diz.
Fonte: Folha de São Paulo “Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço”, publicado por João Rabelo, em 27 de agosto de 2024. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Gomide&Co. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
Megumi Yuasa (1938, São Paulo, Brasil) é um escultor e ceramista brasileiro. De origem japonesa, Megumi é considerado um dos grandes mestres da cerâmica artística contemporânea no Brasil. Autodidata, começou a trabalhar com cerâmica em 1964, desenvolvendo sua técnica por meio da prática e da experimentação. Influenciado pela tradição japonesa da cerâmica e pelo conceito de wabi-sabi, que valoriza a imperfeição, o tempo e a naturalidade, Yuasa explora em suas obras texturas orgânicas, formas simples e o diálogo entre argila, esmaltes e processos de queima. Sua produção é marcada por superfícies rústicas, tonalidades terrosas e uma poética do silêncio e da contemplação. Reconhecido nacional e internacionalmente, realizou inúmeras exposições, nas quais podemos destacar a 13ª e 14ª Bienais de São Paulo.
Megumi Yuasa | Arremate Arte
Megumi Yuasa nasceu em 1938, em São Paulo, e é um dos nomes mais respeitados da cerâmica artística brasileira. Filho de imigrantes japoneses, cresceu imerso em uma cultura de disciplina e respeito à natureza, elementos que viriam a marcar profundamente sua trajetória artística. Autodidata, Yuasa começou sua incursão pelas artes plásticas nos anos 1960, mas foi a partir de 1964 que passou a se dedicar integralmente à cerâmica, linguagem que se tornaria seu meio de expressão mais potente e poético.
Sua formação artística foi forjada na prática e na observação rigorosa da matéria. Ainda que não tenha frequentado cursos formais de longa duração, sua breve passagem pela Escola Brasil, em 1971 — onde estudou por seis meses a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli —, ampliou seu repertório estético e filosófico. No entanto, foi no silêncio do ateliê, entre argilas, fornos e experimentações com esmaltes e queimas, que Megumi construiu uma obra sólida e coerente, enraizada tanto na tradição japonesa da cerâmica quanto na liberdade e improviso que caracterizam a arte brasileira contemporânea.
As peças de Yuasa são marcadas pela simplicidade formal e pelo rigor técnico. Seus trabalhos, muitas vezes abstratos, apresentam superfícies densas e táteis, nas quais a textura da argila e os efeitos dos esmaltes ganham protagonismo. A imperfeição controlada, os craquelês, as fissuras e os tons terrosos dialogam com o conceito oriental do wabi-sabi, exaltando a beleza do efêmero, do incompleto, do natural. Ao longo das décadas, Megumi produziu séries de obras que exploram formas orgânicas, vasos escultóricos e objetos que desafiam a fronteira entre arte e função.
Ao mesmo tempo discreto e profundo, Yuasa manteve uma atuação consistente, com exposições em instituições relevantes no Brasil e no exterior. Sua obra integra importantes acervos públicos e privados, sendo estudada por críticos e curadores que reconhecem sua contribuição singular para a cerâmica de expressão contemporânea. Megumi Yuasa é, acima de tudo, um mestre do fogo e da terra — um artista que construiu sua linguagem a partir do silêncio, da escuta e do gesto cuidadoso, consolidando-se como um dos grandes ceramistas do Brasil.
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Megumi Yuasa | Itaú Cultural
Megumi Yuasa (São Paulo SP 1938). Escultor e ceramista. É autodidata, iniciando-se nas artes plásticas em 1960. Em 1971, freqüenta por seis meses a Escola Brasil:, a convite de Luiz Paulo Baravelli. Pesquisa materiais e técnicas expondo esculturas e objetos em cerâmica no Brasil e exterior. Desde o início da carreira expõe seu trabalho assiduamente, dando preferência à mostras coletivas. Yuasa está sempre presente nas mostras de artistas nipo-brasileiros, assim como nas exposições comemorativas da imigração japonesa no Brasil. Em 1979 inicia atividades como professor de cerâmica, às quais se dedica até hoje, organizando cursos e oficinas de cerâmica. Entre 1981 a 1982 presta assessoria à Escola Senai Armando Arruda Sampaio. Em 1982 é convidado a ministrar um curso de cerâmica na Universidade Caxias do Sul. Em 1984 é convidado pelo Museu de Artes do Rio Grande do Sul - Margs, a ministrar o curso Observação da Realidade. Em 1988 recebe o Prêmio Escultura Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Em 1989, viaja a Lisboa (Portugal) para ministrar curso no Seminário de Cerâmica Brasileira em Lisboa (Portugal). Atualmente, além da cerâmica, utiliza em suas obras materiais como pedra e madeira.
Exposições
1971 - Megumi Yuasa, Gumpei Yukata e Kaitaro Morokawa
1973 - Individual de Megumi Yuasa
1974 - 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - 13ª Bienal Internacional de São Paulo
1975 - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira
1976 - Salão Semana do Aleijadinho
1976 - Coletiva na Galeria do SESC
1976 - Arte Agora I
1976 - 8º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte
1977 - 14ª Bienal Internacional de São Paulo
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - 3 Gerações de Artistas Nipo-Brasileiros
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1978 - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira
1979 - O Desenho como Instrumento
1979 - Arte Hoje
1980 - 4º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1981 - Coletiva na Toki Art
1981 - Coletiva na Toki Arte
1981 - Individual de Megumi Yuasa
1981 - Escultura ao Ar Livre
1981 - Contemporâneos Brasileiros
1982 - Coletiva no Hotel Jequitimar
1982 - Um Século de Escultura no Brasil
1982 - Cerâmica Hoje
1982 - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1982 - Coletiva na Toki Art
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1985 - Espacialidade e Materiais da Escultura Contemporânea (1985 : São Paulo, SP)
1985 - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira
1985 - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1987 - Coletiva de Artistas de São Paulo
1987 - 2ª Mostra M.O.A. de Cerâmica Contemporânea
1987 - Individual de Megumi Yuasa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Brasiliana: o homem e a terra
1988 - Vida e Arte dos Japoneses no Brasil (1988 : São Paulo, SP)
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Landscapes
1989 - Individual de Megumi Yuasa
1989 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1989 - Acervo Galeria São Paulo
1991 - Individual de Megumi Yuasa
1991 - A Mata
1994 - Da Imagética Brasileira e de Miró
1994 - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP
1994 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco
1994 - Paisagens
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Brasil-Japão Arte
1995 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco
1996 - Bandeiras
1997 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - A Ressacralização da Arte
2000 - Coleção 2000
2000 - Coletiva na Galeria de Arte São Paulo
2000 - Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem
2000 - Cerâmica: cinco poéticas
2001 - Coletiva na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa
2002 - Feira
2008 - Laços do olhar
2008 - Nippon - 100 Anos de Integração Brasil-Japão
2008 - Nipo-Brasileiros no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
2008 - Arte Brasil-Japão
2022 - Acervo Flutuante
Fonte: MEGUMI Yuasa. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 10 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Megumi Yuasa na Gomide&Co | Arte que Acontece
A Gomide&Co tem o prazer de apresentar a primeira individual de Megumi Yuasa (São Paulo, 1938) na galeria, que inaugura no dia 22 de agosto, às 18h. A exposição tem projeto concebido pela parceria entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa (entre terras) e a pesquisadora Rachel Hoshino, que também assina o texto crítico. Sem expor individualmente desde 1998, o artista realiza na Gomide&Co uma mostra que combina obras realizadas desde o fim da década de 1970 até algumas inéditas realizadas em 2024.
Megumi constrói ao longo de sua produção artística uma linguagem própria, dando forma a esculturas que combinam elementos variados, como argila, metais, limalhas e óxidos. Um mestre em seu meio, o artista enfatiza a comunhão dos ceramistas com a terra, defendendo que tudo o que está ao redor de uma obra faz parte dela e vai acompanhá-la ao infinito. É justamente essa relação dialógica, sempre imbuída pelo discurso filosófico e político do artista, que estrutura boa parte de seus trabalhos.
Megumi Yuasa inicia-se nas artes plásticas em 1964, quando passa a realizar suas primeiras cerâmicas. Viaja em seguida junto a sua companheira Naoko Yuasa ao interior do estado de Goiás, pesquisando técnicas e materiais. Em 1968, realiza em Goiânia sua primeira exposição, e no ano seguinte retorna para São Paulo. Logo seu trabalho passa a ser reconhecido. Já em 1971, frequenta por seis meses a Escola Brasil, a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli (1942). Em 1988, morando em Itu, passa a trabalhar na Cerâmica Aruan, fábrica de Gilberto Daccache. No final de 1988, o artista passou a trabalhar como mestre ceramista na própria fábrica, sendo a ele reservado um espaço onde modelava suas peças e ensinava o ofício aos jovens operários que faziam utilitários.
Das exposições que participou, cabe destacar as suas participações nas 13ª e 14ª edições da Bienal de São Paulo (1975 e 1977, respectivamente); Laços do Olhar (2008), coletiva no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo); e O Curso do Sol (2023), coletiva com curadoria de Yudi Rafael, na Gomide&Co. Em 2024, sua obra integrou a coletiva Tocar a Terra, curadoria de Rachel Hoshino como parte do programa Diásporas Asiáticas, no Instituto Tomie Ohtake.
A exposição de Megumi Yuasa ocorre no contexto de um programa da Gomide&Co que dedica especial atenção ao território da cerâmica, tendo como bússola a superação das distinções estabelecidas entre a técnica e outras linguagens artísticas com vias à afirmação dessa produção no campo da arte contemporânea. Suas paisagens imaginadas, entre árvores, nuvens, sementes e os chamados espássaros, irão agora compor o espaço expositivo da galeria, ganhando formas familiares e ao mesmo tempo improváveis, constituídas a partir de uma expografia singular que apresenta suas obras sem hierarquias. Tendo realizado suas primeiras exposições ainda no fim da década de 1960, o artista chega para a ocasião somando mais de meio século de trajetória como um nome fundamental da escultura no Brasil. Diante de seu repertório visual, agora é possível também perceber a amplitude de sua poética, que atravessa linguagens e constitui seu discurso interdisciplinar.
Fonte: Arte que Acontece. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
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Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço | Folha de São Paulo
De uma base de cerâmica no chão, duas hastes metálicas se erguem em paralelo até encontrar uma forma cilíndrica que se alonga levemente na horizontal. Numa extremidade, uma esfera laranja e irregular repousa estável; na outra, uma fina haste arqueada ganha ainda mais verticalidade e parece lançar uma partícula ao Cosmos.
Eis um “Espássaro", de 1995, de Megumi Yuasa, que ganhou a primeira individual, desde 1998, na Galeria Gomide&Co. A obra, como uma manifestação de seu pensamento poético-filosófico, faz do diálogo entre elementos que pesam e outros que flutuam uma força argumentativa, de interconexão entre todas as coisas.
O artista, nascido em São Paulo, em 1938, começou a trabalhar com cerâmica na década de 1960, fazendo experimentos enquanto autodidata. No início da década seguinte, se interessou por artes plásticas e integrou a técnica em suas esculturas, com a colaboração de sua mulher, Naoko Yuasa.
Segundo Rachel Hoshino, uma das organizadoras da mostra, embora inclua trabalhos de todas as fases do artista, a exposição não é uma retrospectiva. "A mostra apresenta um novo conjunto de obras que, hoje, ao olhar para trás, revelam mais sobre a carreira dele do que árvores e sementes", afirma, lembrando as esculturas de Yuasa nas bienais de São Paulo de 1975 e 1977.
O projeto curatorial desenvolvido entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa e a pesquisadora de arte Rachel Hoshino traz trabalhos que vão do fim dos anos 1970 até 2024. Como a escultura "Nuvem III", que paira volumosa e lúdica em suas formas arredondadas.
O humor, por sinal, é uma premissa estética recorrente nas peças, que parecem brincar no espaço e se divertir com o jogo de opostos. Na obra "Ar", de 2022, feita com ferro, latão e alumínio, uma barra une duas airadas massas nebulosas; em "Festa do Circo", uma forma ondulada e divertida em azul se equilibra sobre uma base escura com arestas.
Também não é de se estranhar uma relação com o surrealismo, por vezes explícita em esculturas como "Teatro do Absurdo", de 1991, em cerâmica esmaltada. Na peça, objetos cilíndricos e coloridos que saem do alto e do chão de um portal estão a um passo de se encontrarem.
Já em "Outro Personagem", finalizada neste ano, o extremo de uma barra arqueada na horizontal sustenta um fragmento de osso azulado e tensiona a realidade junto a materiais que pendem da outra ponta. Súbito, o impossível se torna a única verdade e a imaginação se abre ao onírico.
Para Hoshino, a personalidade artística de Yuasa se aproxima de um koan — a proposição zen que ilumina pelo absurdo, por aspectos inacessíveis à razão. “O Megumi inverte os planos lógicos. Em obras dele, a montanha está em cima da nuvem e o pássaro está acima da Lua”, afirma.
A expografia, de Jaqueline Lessa une todas as peças do artista em um mesmo chão, permitindo que o espectador as veja na altura do corpo ou dos olhos ao acessar o espaço expositivo por uma rampa. "Nossa intenção foi construir uma intimidade tátil que a escultura dele pede", diz.
Fonte: Folha de São Paulo “Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço”, publicado por João Rabelo, em 27 de agosto de 2024. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Gomide&Co. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
Megumi Yuasa (1938, São Paulo, Brasil) é um escultor e ceramista brasileiro. De origem japonesa, Megumi é considerado um dos grandes mestres da cerâmica artística contemporânea no Brasil. Autodidata, começou a trabalhar com cerâmica em 1964, desenvolvendo sua técnica por meio da prática e da experimentação. Influenciado pela tradição japonesa da cerâmica e pelo conceito de wabi-sabi, que valoriza a imperfeição, o tempo e a naturalidade, Yuasa explora em suas obras texturas orgânicas, formas simples e o diálogo entre argila, esmaltes e processos de queima. Sua produção é marcada por superfícies rústicas, tonalidades terrosas e uma poética do silêncio e da contemplação. Reconhecido nacional e internacionalmente, realizou inúmeras exposições, nas quais podemos destacar a 13ª e 14ª Bienais de São Paulo.
Megumi Yuasa | Arremate Arte
Megumi Yuasa nasceu em 1938, em São Paulo, e é um dos nomes mais respeitados da cerâmica artística brasileira. Filho de imigrantes japoneses, cresceu imerso em uma cultura de disciplina e respeito à natureza, elementos que viriam a marcar profundamente sua trajetória artística. Autodidata, Yuasa começou sua incursão pelas artes plásticas nos anos 1960, mas foi a partir de 1964 que passou a se dedicar integralmente à cerâmica, linguagem que se tornaria seu meio de expressão mais potente e poético.
Sua formação artística foi forjada na prática e na observação rigorosa da matéria. Ainda que não tenha frequentado cursos formais de longa duração, sua breve passagem pela Escola Brasil, em 1971 — onde estudou por seis meses a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli —, ampliou seu repertório estético e filosófico. No entanto, foi no silêncio do ateliê, entre argilas, fornos e experimentações com esmaltes e queimas, que Megumi construiu uma obra sólida e coerente, enraizada tanto na tradição japonesa da cerâmica quanto na liberdade e improviso que caracterizam a arte brasileira contemporânea.
As peças de Yuasa são marcadas pela simplicidade formal e pelo rigor técnico. Seus trabalhos, muitas vezes abstratos, apresentam superfícies densas e táteis, nas quais a textura da argila e os efeitos dos esmaltes ganham protagonismo. A imperfeição controlada, os craquelês, as fissuras e os tons terrosos dialogam com o conceito oriental do wabi-sabi, exaltando a beleza do efêmero, do incompleto, do natural. Ao longo das décadas, Megumi produziu séries de obras que exploram formas orgânicas, vasos escultóricos e objetos que desafiam a fronteira entre arte e função.
Ao mesmo tempo discreto e profundo, Yuasa manteve uma atuação consistente, com exposições em instituições relevantes no Brasil e no exterior. Sua obra integra importantes acervos públicos e privados, sendo estudada por críticos e curadores que reconhecem sua contribuição singular para a cerâmica de expressão contemporânea. Megumi Yuasa é, acima de tudo, um mestre do fogo e da terra — um artista que construiu sua linguagem a partir do silêncio, da escuta e do gesto cuidadoso, consolidando-se como um dos grandes ceramistas do Brasil.
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Megumi Yuasa | Itaú Cultural
Megumi Yuasa (São Paulo SP 1938). Escultor e ceramista. É autodidata, iniciando-se nas artes plásticas em 1960. Em 1971, freqüenta por seis meses a Escola Brasil:, a convite de Luiz Paulo Baravelli. Pesquisa materiais e técnicas expondo esculturas e objetos em cerâmica no Brasil e exterior. Desde o início da carreira expõe seu trabalho assiduamente, dando preferência à mostras coletivas. Yuasa está sempre presente nas mostras de artistas nipo-brasileiros, assim como nas exposições comemorativas da imigração japonesa no Brasil. Em 1979 inicia atividades como professor de cerâmica, às quais se dedica até hoje, organizando cursos e oficinas de cerâmica. Entre 1981 a 1982 presta assessoria à Escola Senai Armando Arruda Sampaio. Em 1982 é convidado a ministrar um curso de cerâmica na Universidade Caxias do Sul. Em 1984 é convidado pelo Museu de Artes do Rio Grande do Sul - Margs, a ministrar o curso Observação da Realidade. Em 1988 recebe o Prêmio Escultura Associação Paulista dos Críticos de Arte - APCA. Em 1989, viaja a Lisboa (Portugal) para ministrar curso no Seminário de Cerâmica Brasileira em Lisboa (Portugal). Atualmente, além da cerâmica, utiliza em suas obras materiais como pedra e madeira.
Exposições
1971 - Megumi Yuasa, Gumpei Yukata e Kaitaro Morokawa
1973 - Individual de Megumi Yuasa
1974 - 5º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - 13ª Bienal Internacional de São Paulo
1975 - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira
1976 - Salão Semana do Aleijadinho
1976 - Coletiva na Galeria do SESC
1976 - Arte Agora I
1976 - 8º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte
1977 - 14ª Bienal Internacional de São Paulo
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - Imigração 70
1978 - 3 Gerações de Artistas Nipo-Brasileiros
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1978 - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira
1979 - O Desenho como Instrumento
1979 - Arte Hoje
1980 - 4º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1981 - Coletiva na Toki Art
1981 - Coletiva na Toki Arte
1981 - Individual de Megumi Yuasa
1981 - Escultura ao Ar Livre
1981 - Contemporâneos Brasileiros
1982 - Coletiva no Hotel Jequitimar
1982 - Um Século de Escultura no Brasil
1982 - Cerâmica Hoje
1982 - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1982 - Coletiva na Toki Art
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Semana da Imigração Japonesa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1984 - Individual de Megumi Yuasa
1985 - Espacialidade e Materiais da Escultura Contemporânea (1985 : São Paulo, SP)
1985 - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira
1985 - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1986 - Encuentro de Ceramistas de America Latina
1987 - Coletiva de Artistas de São Paulo
1987 - 2ª Mostra M.O.A. de Cerâmica Contemporânea
1987 - Individual de Megumi Yuasa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Imigração Japonesa
1988 - Brasiliana: o homem e a terra
1988 - Vida e Arte dos Japoneses no Brasil (1988 : São Paulo, SP)
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1988 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Landscapes
1989 - Individual de Megumi Yuasa
1989 - Herança do Japão: aspectos das artes visuais nipo-brasileiras
1989 - Os Ritmos e as Formas: arte brasileira contemporânea
1989 - Acervo Galeria São Paulo
1991 - Individual de Megumi Yuasa
1991 - A Mata
1994 - Da Imagética Brasileira e de Miró
1994 - Bandeiras: 60 artistas homenageiam os 60 anos da USP
1994 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos de Unibanco
1994 - Paisagens
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Centenário da Amizade Brasil-Japão
1995 - Brasil-Japão Arte
1995 - Coleção Unibanco: exposição comemorativa dos 70 anos do Unibanco
1996 - Bandeiras
1997 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Individual de Megumi Yuasa
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1998 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - Mostra Internacional Itinerante Japão-Brasil
1999 - A Ressacralização da Arte
2000 - Coleção 2000
2000 - Coletiva na Galeria de Arte São Paulo
2000 - Cerâmica Brasileira: construção de uma linguagem
2000 - Cerâmica: cinco poéticas
2001 - Coletiva na Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa
2002 - Feira
2008 - Laços do olhar
2008 - Nippon - 100 Anos de Integração Brasil-Japão
2008 - Nipo-Brasileiros no Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo
2008 - Arte Brasil-Japão
2022 - Acervo Flutuante
Fonte: MEGUMI Yuasa. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 10 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Megumi Yuasa na Gomide&Co | Arte que Acontece
A Gomide&Co tem o prazer de apresentar a primeira individual de Megumi Yuasa (São Paulo, 1938) na galeria, que inaugura no dia 22 de agosto, às 18h. A exposição tem projeto concebido pela parceria entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa (entre terras) e a pesquisadora Rachel Hoshino, que também assina o texto crítico. Sem expor individualmente desde 1998, o artista realiza na Gomide&Co uma mostra que combina obras realizadas desde o fim da década de 1970 até algumas inéditas realizadas em 2024.
Megumi constrói ao longo de sua produção artística uma linguagem própria, dando forma a esculturas que combinam elementos variados, como argila, metais, limalhas e óxidos. Um mestre em seu meio, o artista enfatiza a comunhão dos ceramistas com a terra, defendendo que tudo o que está ao redor de uma obra faz parte dela e vai acompanhá-la ao infinito. É justamente essa relação dialógica, sempre imbuída pelo discurso filosófico e político do artista, que estrutura boa parte de seus trabalhos.
Megumi Yuasa inicia-se nas artes plásticas em 1964, quando passa a realizar suas primeiras cerâmicas. Viaja em seguida junto a sua companheira Naoko Yuasa ao interior do estado de Goiás, pesquisando técnicas e materiais. Em 1968, realiza em Goiânia sua primeira exposição, e no ano seguinte retorna para São Paulo. Logo seu trabalho passa a ser reconhecido. Já em 1971, frequenta por seis meses a Escola Brasil, a convite do pintor Luiz Paulo Baravelli (1942). Em 1988, morando em Itu, passa a trabalhar na Cerâmica Aruan, fábrica de Gilberto Daccache. No final de 1988, o artista passou a trabalhar como mestre ceramista na própria fábrica, sendo a ele reservado um espaço onde modelava suas peças e ensinava o ofício aos jovens operários que faziam utilitários.
Das exposições que participou, cabe destacar as suas participações nas 13ª e 14ª edições da Bienal de São Paulo (1975 e 1977, respectivamente); Laços do Olhar (2008), coletiva no Instituto Tomie Ohtake (São Paulo); e O Curso do Sol (2023), coletiva com curadoria de Yudi Rafael, na Gomide&Co. Em 2024, sua obra integrou a coletiva Tocar a Terra, curadoria de Rachel Hoshino como parte do programa Diásporas Asiáticas, no Instituto Tomie Ohtake.
A exposição de Megumi Yuasa ocorre no contexto de um programa da Gomide&Co que dedica especial atenção ao território da cerâmica, tendo como bússola a superação das distinções estabelecidas entre a técnica e outras linguagens artísticas com vias à afirmação dessa produção no campo da arte contemporânea. Suas paisagens imaginadas, entre árvores, nuvens, sementes e os chamados espássaros, irão agora compor o espaço expositivo da galeria, ganhando formas familiares e ao mesmo tempo improváveis, constituídas a partir de uma expografia singular que apresenta suas obras sem hierarquias. Tendo realizado suas primeiras exposições ainda no fim da década de 1960, o artista chega para a ocasião somando mais de meio século de trajetória como um nome fundamental da escultura no Brasil. Diante de seu repertório visual, agora é possível também perceber a amplitude de sua poética, que atravessa linguagens e constitui seu discurso interdisciplinar.
Fonte: Arte que Acontece. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
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Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço | Folha de São Paulo
De uma base de cerâmica no chão, duas hastes metálicas se erguem em paralelo até encontrar uma forma cilíndrica que se alonga levemente na horizontal. Numa extremidade, uma esfera laranja e irregular repousa estável; na outra, uma fina haste arqueada ganha ainda mais verticalidade e parece lançar uma partícula ao Cosmos.
Eis um “Espássaro", de 1995, de Megumi Yuasa, que ganhou a primeira individual, desde 1998, na Galeria Gomide&Co. A obra, como uma manifestação de seu pensamento poético-filosófico, faz do diálogo entre elementos que pesam e outros que flutuam uma força argumentativa, de interconexão entre todas as coisas.
O artista, nascido em São Paulo, em 1938, começou a trabalhar com cerâmica na década de 1960, fazendo experimentos enquanto autodidata. No início da década seguinte, se interessou por artes plásticas e integrou a técnica em suas esculturas, com a colaboração de sua mulher, Naoko Yuasa.
Segundo Rachel Hoshino, uma das organizadoras da mostra, embora inclua trabalhos de todas as fases do artista, a exposição não é uma retrospectiva. "A mostra apresenta um novo conjunto de obras que, hoje, ao olhar para trás, revelam mais sobre a carreira dele do que árvores e sementes", afirma, lembrando as esculturas de Yuasa nas bienais de São Paulo de 1975 e 1977.
O projeto curatorial desenvolvido entre o artista Alexandre da Cunha, a arquiteta Jaqueline Lessa e a pesquisadora de arte Rachel Hoshino traz trabalhos que vão do fim dos anos 1970 até 2024. Como a escultura "Nuvem III", que paira volumosa e lúdica em suas formas arredondadas.
O humor, por sinal, é uma premissa estética recorrente nas peças, que parecem brincar no espaço e se divertir com o jogo de opostos. Na obra "Ar", de 2022, feita com ferro, latão e alumínio, uma barra une duas airadas massas nebulosas; em "Festa do Circo", uma forma ondulada e divertida em azul se equilibra sobre uma base escura com arestas.
Também não é de se estranhar uma relação com o surrealismo, por vezes explícita em esculturas como "Teatro do Absurdo", de 1991, em cerâmica esmaltada. Na peça, objetos cilíndricos e coloridos que saem do alto e do chão de um portal estão a um passo de se encontrarem.
Já em "Outro Personagem", finalizada neste ano, o extremo de uma barra arqueada na horizontal sustenta um fragmento de osso azulado e tensiona a realidade junto a materiais que pendem da outra ponta. Súbito, o impossível se torna a única verdade e a imaginação se abre ao onírico.
Para Hoshino, a personalidade artística de Yuasa se aproxima de um koan — a proposição zen que ilumina pelo absurdo, por aspectos inacessíveis à razão. “O Megumi inverte os planos lógicos. Em obras dele, a montanha está em cima da nuvem e o pássaro está acima da Lua”, afirma.
A expografia, de Jaqueline Lessa une todas as peças do artista em um mesmo chão, permitindo que o espectador as veja na altura do corpo ou dos olhos ao acessar o espaço expositivo por uma rampa. "Nossa intenção foi construir uma intimidade tátil que a escultura dele pede", diz.
Fonte: Folha de São Paulo “Exposição de Megumi Yuasa dialoga com elementos que pesam e flutuam no espaço”, publicado por João Rabelo, em 27 de agosto de 2024. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Gomide&Co. Consultado pela última vez em 10 de abril de 2025.