Newton Ferreira Mesquita (São Paulo, SP, 6 de junho de 1949), mais conhecido como Newton Mesquita, é um pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro. Gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
Biografia - Itaú Cultural
Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, São Paulo, em 1977. No mesmo ano, inicia atividade docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Expõe pela primeira vez em 1972, na Temporada de Arte e Cultura, em Guarulhos, São Paulo. Desde então realiza exposições individuais, em diferentes cidades brasileiras, integrando também coletivas, no Brasil e no exterior. Em 1976 e 1977, recebe o Prêmio Incentivo no Salão de Arte Jovem de Santos. Paralelamente, realiza trabalhos gráficos para as editoras Cia. Melhoramentos de São Paulo, em 1980, e Brasiliense, em 1981, além de cenários para as redes de televisão Record e Bandeirantes. É responsável por um painel externo do Centro Paulista de Tênis, realizado em 1978, e pelo relevo de madeira do Museu de Arte Brasileira - MAB/Faap, 1983. Na década de 1980, produz ilustrações para as revistas Nova, Veja, Claudia, Playboy, entre outras. Dirige o Museu da Imagem e do Som de São Paulo - MIS/SP entre 1991 e 1992. Em 1992, é coordenador de ação cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
Comentário Crítico
A obra de Newton Mesquita é resultante de sua formação como artista gráfico, ilustrador e arquiteto. O lugar preponderante do desenho, o emprego sistemático da tinta acrílica, as superfícies lisas (brilhantes ou opacas), os jogos cromáticos e espelhamentos conferem aos trabalhos aspectos de cartaz e de outdoor. Não apenas as técnicas e materiais empregados, mas também o repertório escolhido, introduzem essa produção no universo urbano, no mundo da mídia e da publicidade. Símbolos e clichês do mundo contemporâneo são explorados na maior parte dos trabalhos que percorrem amplo espectro de temas e situações.
As grandes cidades brasileiras são representadas por vistas amplas como avenidas, viadutos e construções - Paulista e Indo pro Paraíso, 2002 -, como também por meio de vistas aproximadas em sinais de trânsito, neons, faixas e ônibus - como Anhangabaú, 2002. As figuras se fazem presentes em situações de trabalho de operário, engraxate e garçom, e em momentos de repouso como idosos lendo jornais em bancos de praça, ciclistas, transeuntes flagrados diante de uma vitrine. Os corpos femininos constituem outro veio temático importante: beijos, gestos e poses mostram-se com forte carga erótica, às vezes no limite da pornografia - Muito Romântico, 1993. Também as cidades, por vezes coloridas e iluminadas, se transformam em paisagens de tom lírico em função dos sombreados.
Difícil não perceber as afinidades da pintura de Newton Mesquita com a fotografia e com o hiper-realismo de David Hockney. Alguns falam em aproximações com a arte pop de Roy Lichtenstein. O artista acentua a importância de Carlos Scliar em seu trabalho.
Críticas
"(...) Há no jovem arquiteto, programador visual, artista plástico uma visão contemporânea, que só poderia existir em uma geração em que a estória em quadrinhos e a televisão tiveram e têm papel preponderante. O cinema, por exemplo, não influi nesta visão. Ela está muito mais ligada aos outdoors, às retículas, tanto desses anúncios quanto as das estórias em quadrinho. Dissociada porém do conteúdo pop de um Lichtenstein ou de um Warhol. Ao contrário desses artistas que deram à retícula uma função meramente gráfica, Mesquita utiliza-a não como efeito, mas, sim, como elemento indispensável ao desenvolvimento plástico e estético da composição. Porém, a retícula que obtém através da utilização de pequenos rolos de borracha não é o mais importante na sua obra. É um recurso apenas. Bem resolvido. Significativo é o seu desenho, a sua concepção do espaço, a sutileza com que aborda as cores, e até mesmo os cortes visuais com que enfoca suas composições. Empregando a técnica da projeção dos hiper-realistas, embora nada tenha a ver com aquela escola, Mesquita elabora, cria, desenvolve uma nova imagem a partir de um referencial fotográfico. (...)"
Carlos Von Schmidt (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Carlos von Schmidt. São Paulo : MAB, 1978.)
"Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao 'realismo histórico' que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto".
Pietro Maria Bardi (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo : Paulo Prado Galeria de Arte, 1980.)
"É certo que nem sempre ele [o artista] pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte?
É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura".
Paulinho da Viola
MESQUITA, Newton. Quarenta e cinco : Newton Mesquita. São Paulo : Galeria Nara Roesler, 1994.
Fonte: NEWTON Mesquita. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 13 de Mar. 2021. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia - Wikipédia
Formou-se em arquitetura pela Universidade Braz Cubas de Mogi das Cruzes, em 1977. Iniciou-se nas artes visuais na capital paulista, produzindo litografias e serigrafias. Desde 1975, participa de salões oficiais e mostras coletivas em diversas cidades do Brasil e do exterior (Buenos Aires, Montevidéu, Barcelona, Nova York, Tóquio, Tel Aviv, etc.).
Produziu capas de cadernos e livros e outros trabalhos de artes gráficas para a Cia Melhoramentos e para a Editora Brasiliense, além de cenários para televisão, vídeo e cinema. Foi diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Possui obras em importantes coleções públicas e particulares do Brasil e do exterior, como por exemplo no acervo do MASP e no MAB, em São Paulo, e na Galleria degli Uffizi, em Florença.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.
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FTC: “A arte é a única coisa que salva, porque arte é uma forma de amor" Conheça Newton Mesquita
Newton Mesquita, nascido em 1949, é um artista contemporâneo multifuncional. Pintor, desenhista, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro, gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
“Se você apaga a luz não vê mais nada. A luz é tudo, ela que define as formas, a perspectiva, os volumes, as texturas”, explica. Newton considera a luz essencial, capaz de transformar a arte diante dos nossos olhos. Para ele, isto parece estar esquecido.
Paulistano, nascido no Sumaré, onde vive hoje em sua casa ateliê, o artista também guarda boas memórias de outros lugares onde morou, como a região do Brás. Sobre lá, resgata com carinho memórias da Zona Leste de São Paulo, de quando tinha nove anos. “O Brás que eu vivi era o Brás dos italianos, dos operários. O local influenciou muito, muito, na minha visão do próximo, do ser humano”, diz.
Cresceu rodeado pela comunidade italiana do bairro e pela própria língua do país europeu. As cantinas italianas começaram a se propagar na época e tornaram-se marca registrada do Brás. Entre elas, a chamada La Bohème – assim como a ópera de Giacomo Puccini. Foi para onde Newton fez um de seus primeiros trabalhos sob encomenda.
A oportunidade surgiu a partir de um convite do próprio dono da cantina, que também era morador dali, onde todos viviam como uma grande comunidade, uma grande família. Na época Mesquita já se arriscava nos desenhos e conta que aprendeu vendo as ilustrações de Darcy Penteado, Wesley Duke Lee e Aldemir Martins nas revistas.
Coincidentemente, na mesma semana em que recebeu a proposta da cantina, o cine Bijou, antigo cinema próximo à praça Roosevelt, estava com a ópera La Bohème em cartaz. Newton então perguntou ao porteiro se poderia pegar emprestado os cartazes que estavam sendo usados para a divulgação do espetáculo, expostos nas antigas vitrines dos cinemas.
Tirou fotocópias, o que hoje poderia ser resolvido facilmente com fotos no celular, e usou essas imagens do filme como referência para sua primeira encomenda como artista.
As obras de Newton Mesquita nos encantam. A pessoa de Newton mais ainda.
O artista tem um domínio incrível sobre a tinta acrílica e cria superfícies brilhantes, opacas, jogos cromáticos e utiliza a luz como sua protagonista.
Sobre se encontrar na pintura
Quando está pintando, Newton Mesquita gosta de escutar música clássica porque elas não tem letra, o que ajuda a manter sua concentração. A música é algo que faz parte da formação do artista, já que ele tocava profissionalmente antes de se dedicar exclusivamente à pintura. Ele teve aulas de piano e aprendeu a tocar porque era uma paixão de seu pai. Bill Evans é sua grande referência de piano, além de Tom Jobim, João Gilberto e amigos como Nelson Ayres, Paulinho da Viola. Frank Sinatra é para ele o ‘Picasso da música’.
Em suas palavras, a pintura é, ‘mais do que um hobbie ou um prazer, aquilo que precisa fazer diariamente’. A arte é o que o tira da cama todos os dias, para pintar, estudar técnicas, refletir. Newton explica o dilema que é ter a sorte de poder trabalhar com o que mais ama e ao mesmo tempo ser também aquilo que mais o deixa chateado e preocupado. “Eu adoro poder ter o privilégio de fazer o que eu faço”.
Detalhes do ateliê de Newton Mesquita no 1º andar de sua casa. Tivemos o privilégio de conhecer o local e impossível não se emocionar com cada objeto.
Newton já realizou mais de 52 exposições individuais de pintura, desenho, aquarela, gravura, fotografia, objeto e escultura pelo mundo afora.
Quando era mais jovem, sofreu um acidente de moto que causou uma lesão séria em seu braço direito. Por um tempo, o artista ficou em pânico ao pensar na possibilidade de não poder mais pintar. “Eu sonho que estou andando de moto”, diz. Desde então, abandonou o veículo motorizado, mas não perdeu a possibilidade de dedicar-se à sua principal atividade. Andar de moto era uma de sua grandes paixões, mas a pintura é sua razão de vida.
Quando perguntado como definiria seu trabalho em três palavras, recorre ao mais verdadeiro clichê universal: “Eu te amo”, declara com uma risada. E acrescenta: “A arte é a única coisa que salva, porque a arte é uma forma de amor”.
Fonte: Follow the colours, publicado por Carol T. Moré, em 10 de fevereiro de 2020.
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Críticas e depoimentos
"Um homem espera. Quando o momento exato se ilumina ele o rouba. Mais tarde, quando finalmente está sozinho no seu espaço, ele usa seus poderes e se transforma e transforma cada momento roubado no mais preciso instante definitivo. E é assim, nessa magia, que cada instante de vida que passaria despercebido pra maioria dos mortais se torna permanente. Tem agora outra vida. É grande, tem luz própria, desafia seu criador.
E de dentro da tela, onde ele parecia seguro, aquele momento se redimensiona e ousa atravessar o tempo.
Vai do passado onde aconteceu e foi capturado pelo artista, para o presente da obra, para o quadro onde ele está agora.
E de agora se multiplica e irá refletir num futuro infinito atingindo todos nós que temos e teremos a emoção de rever esse momento que nunca vimos. E que agora não será mais um momento perdido.
Todo grande mestre é uma espécie de Prometeu, que rouba o sagrado dos deuses e o oferece aos mortais. E seu castigo é justamente ser devorado por sua própria febre e todos os dias reconstruir seu dom. Mas como os deuses são sábios essa é também a sua benção. A sua grande arte.
Newton Mesquita rouba momentos. E os distribui generosamente. Devolve a todos nós alguma coisa que sem querer perdemos.
Uma doce capacidade de observar o imperceptível, uma delicada sensação, como se fosse uma memória do que nem sequer vivemos. Uma música ao longe, uma voz cantando pra ninguém, um sabor, um cheiro, um homem num jardim, um gesto esquecido, um navio no porto, alguém que espera, um abraço, um café, uma guitarra, uma lembrança que não é nossa, um amigo que não tivemos, a nudez de uma mulher que nunca conhecemos. O descobrir de um desejo.
Milhões de desejos se escondem nessa cidade onde tudo está exposto e onde tudo se esconde.
Newton retrata a cidade e sua melhor paisagem: as pessoas. E os lugares vazios, onde pessoas estiveram e deixaram um sentimento. E em sua busca, ele desvenda a dualidade. A luz quente e frontal do dia, o mistério e o segredo das noites, das paixões, das intimidades. Em cada um a solidão e a solidariedade. A limitação da impossibilidade e o vislumbre de que tudo é possível.
E para quem sabe recriar cotidianos tudo é possível. Cada quadro revela e sugere um destino.
Cada imagem traz o fio que tece essa realidade e nos conecta a todos e nos retrata em todos. Nos faz lembrar que somos todos feitos da mesma matéria de que são feitas as estrelas."
— Bruna Lombari (Texto "Momentos roubados")
“Eu não filmo as pessoas; filmo o espaço que há entre elas. Tanto no cinema quanto na tela o que importa é esta tensão que vibra entre os corpos, esta energia que nos une e nos separa sem cessar. Esta é a essência do drama. Newton Mesquita sabe captar como poucos este espaço proibido que nos faz sofrer ou amar. Ele flagra esta mistura de auras, estas luzes que se fundem e explodem ou no ódio ou no gozo. As vezes entre corpos colados há um deserto de quilômetros, e em mãos que se acenam em cantos opostos do palco ou da tela há um amor sem fim. Nas cores de Newton e nas figuras que se entrevêem sob seu contraluz, seu rubro de tourada, seu vinho tinto de paixão, está fixado um mistério desta coisa que não ousamos dizer o nome, que chamamos vulgarmente de amor.”
— Arnaldo Jabor, cineasta
“Cada qual, com sua sensibilidade, capta os múltiplos sinais deixados na tela pelo artista que, por sua vez, sabe que os semelhantes sempre serão diferentes entre si. Incansável no ofício de construir algo expressivo e revelador sobre as questões que lhe ocorrem, seja na vida ou na própria arte, ele tenta, com a técnica e os meios disponíveis, ampliar e, muitas vezes, superar a própria linguagem elaborada em anos e anos de desmedido esforço. De tempos em tempos ele abre sua vida aos outros. Tenta tocá-los propondo uma espécie de troca nem sempre afetiva. Em certos momentos isso não é tão importante, mas em outros, como agora, é fundamental. Assim definido, seu único interesse encontra-se na possibilidade de ver, sob diferentes reações, a emoção provocada pela obra. Melhor que o êxito fácil colhido às custas de recursos formais discutíveis e tão frequentes em todas as épocas. É certo que nem sempre ele pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte? É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura. Mais que qualquer outro ser, o artista escolhe um caminho e recria pacientemente seu próprio tempo. Como se sabe, muitos mestres fizeram isso ao longo da história.”
— Paulinho da viola, cantor
“…A pintura de Newton Mesquita é de uma objetividade notável. Ela é substantiva, qualidade que encontramos em toda pintura de alta linhagem. O artista cria uma realidade e ela se apresenta diante de nós, já desligada e independente da origem. É um ser espiritual e podemos dialogar com ela. Certamente verificamos constantes temáticas, um método de ver e fazer, uma certa atmosfera, alguns sentimentos recorrentes. E desta maneira sabemos que estes trabalhos foram feitos por um artista chamado Newton Mesquita. Em que outra pintura encontraríamos, juntos, este marcado sentimento de solidão e esta doce solidariedade ?”
— Jacob Klitowitz, rítico de artes visuais
“Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao ‘realismo histórico’ que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto”.
— Pietro Maria Bardi, jornalista.
Exposições individuais
1977 – Galeria Paulo Prado, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1977 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1977 – Projecta Galeria de Arte, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Memória, Pintura e Objeto, Belo Horizonte/MG’
1978 – Museu de Arte Brasileira, Desenho, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Civiltec, Desenho, Pintura e Objeto, Guarujá/SP
1978 – Projecta Galeria de Arte, Pintura, São Paulo/SP
1978 – Casa da Cultura, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1979 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1979 – Galeria Sérgio Miliet, Funarte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1979 – Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Pintura, Objeto e Néon, São Paulo/SP
1980 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1980 – Salamandra Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1980 – Casa das Artes, Desenho e Pintura, São José dos Campos/SP
1980 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP1981 – Fotogaleria, Fotografia, São Paulo/SP
1981 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1981 – Realidade Galeria de Arte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1981 – Galeria Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1982 – Arte Aplicada, Escultura, São Paulo/SP
1983 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP
1983 – Masson Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1983 – Estúdio Ronda, Objetos e Vitrais, São Paulo/SP
1983 – Galeria Suzana Sassoun, Desenho, São Paulo/SP
1984 – Galeria Alberto Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1985 – Galeria O Cavalete, Desenho e Pintura, Salvador/BA
1985 – Galeria Suzana Sassoun, Aquarela, São Paulo/SP
1985 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1986 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Pintura, Gávea/ Rio de Janeiro/RJ
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Gravura, Barra/ Rio de Janeiro/RJ
1988 – Prova do Artista, Gravura, Salvador/BA1989 – Arte Aplicada, Pintura, São Paulo/SP
1989 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1990 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1991 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1991 – Arte Vital, Objetos e Múltiplos, São Paulo/SP
1992 – Montesanti Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1993 – Jardim Contemporâneo, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1994 – Galeria Nara Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1996 – Free Jazz, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Free Jazz, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1997 – Galeria Nara Roesler, Pintura, Campos do Jordão/SP
1999 – Museu da Cultura PUC, Gravura, São Paulo/SP
2002 – Euroart Casteli, Pintura, São Paulo/SP
2006 – MuBe, Pintura, São Paulo/SP
2006 – Prova do Artista, Pintura, São Paulo/SP
2007 -Almacen Galeria, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
2007 – Espaço Cultural Citi, pintura, São Paulo/SP
2008 – Centro de Convivência Comgas, pintura, São Paulo/SP
2008 – MuBe, Pintura e escultura, São Paulo/SP
2010 – Glenarte, Pintura, Aldeia da Serra/SP
2012 – Palacete das Artes – Rodin Bahia, Pintura, Salvador/BA
Exposições coletivas
1965 – Execução de telas com o tema da Ópera La Boheme para o Restaurante La Boheme, São Paulo/SP
1971 – Cartaz “Semana do Urbanismo” – FAUBC
1972 – Temporada de Arte e Cultura – pintura – Guarulhos/SP
1974 – Experiência em conjunto – pintura e objetos – Bosque Central Jardim Maia – Guarulhos/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Galeria Prestes Maia – São Paulo/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Câmara Municipal de São Paulo – São Paulo/SP
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Curitiba/PR
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Santos/SP
1979 – O desenho como instrumento – Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
1980 – Capas de cadernos, livros e artes gráficas para a Companhia melhoramentos de São Paulo/SP
1980 – Cartão de Natal – Grupo Boston
1981 – Capas de livros para a Editora Brasiliense, São Paulo/SP
1982 – Out-doors para lançamento de vídeo Sharp, Campanha Nacional
1982 – Futebol – pôster da exposição, desenho e pintura – Galeria Paulo Figueiredo/Cristal – São Paulo/SP
1982 – Futebol – Galeria do Banerj – Rio de Janeiro/RJ
1983 – 20 pinturas (telas) para o restaurante Tatini, São Paulo/SP
1983 – Coletiva de inauguração – Desenhos para camisetas, Arte Assinada, São Paulo/SP
1983 – Palmeira, pintura, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo/SP
1984 – Aldemir Martins e Newton Mesquita – Pinturas Recentes, Barretos/SP
1984 – Marca e cenários para o Programa Olho Mágico, Abril Vídeo, São Paulo/SP
1984 – 10 pinturas para acervo que ilustram relatório anual do Unibanco
1984 – As dimensões Urbana e Industrial na Pintura Figurativa Paulista – Traço Galeria de Arte – São Paulo/SP
1984 – As Paredes da Casa Vogue – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1985 – Cenários e abertura para o Programa Oito e meia da TV Bandeiras, São Paulo/SP
1985 – Che Guevara – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1985 – Natureza Morta – Arte Aplicada – São Paulo/SP
1985 – Pintura Contemporânea de São Paulo – Curitiba/PR – Campo Grande/MS – Cuiabá/MT – Goiânia/GO – Salvador/BA – Rio de janeiro/RJ – Florianópolis/SC – São José dos Campos – Diadema – Campinas e São Paulo/SP
1985 – Artistas Brasileiros – Escritório de Arte da Bahia – Salvador/BA
1986 – Villa Lobos – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1986 – Execução de gravuras “Viagens de Gulliver” (serigrafia), Ateliê Laércio Pereira da Silva, São Paulo/SP
1986/87 – Projeto e execução do ateliê da rua Caiowaá, São Paulo/SP
1987 – Quadros para os terminais Vip da VARIG em Barcelona/Espanha e Nova York/EUA
1988 – 15 anos de Exposição de Belas Artes Brasil/Japão
1988 – Álbum de gravuras Eu Te Amo (litografia), Ateliê Almavera, São Paulo/SP
1988 – Ilustração e Projeto de camisetas para Atkinsons, Gessy Lever, São Paulo/SP
1989 – Palestra e Workshop “O artista plástico e seu ofício”, Oficinas Culturais Três Rios, São Paulo/SP
1990 – Edição exclusiva de gravuras para o Diners Club, São Paulo/SP
1990 – Cenários para o Jornal Bandeirantes, TV Bandeirantes, São Paulo/SP
1990 – Capa do programa Espetáculo Mulheres de Hollanda, desenho, São Paulo/SP
1990 – Projeto para cerâmica de revestimento
1991 – Projeto de Objetos e Multiplos (madeira) Arte Vital, São Paulo/SP
1991 – Artistas Arquitetos, IAB Instituto dos Arquitetos do Brasil – São Paulo/SP
1991 – Galeria de Arte da Hebraica, pintura, São Paulo/SP
1991 / 1992 – Diretor do Museu da Imagem e do Som, São Paulo/SP
1992 – Cenário e Abertura para o programa Amanhã, TV Record, São Paulo/SP
1993 –Edição exclusiva de gravura para o Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
1993 – Pôster e convite para “Imagens de Moda – Coleções Européias” – Realização Editora Abril – São Paulo/SP
1993 – Eternamente Pagu, desenho, Salão do Congresso Nacional, Brasília/DF
1994 – Pesquisa e projeto para a exposição Muito Romântico sobre desenhos de Carlos Zéfiro
1994 – Arte Paulista, Arte Espaço, Recife/PE
1995 – Coletiva Brasil Brasil, Hong Kong
1996 – Projeto e execução do prêmio HBO – Cinema Nacional – Cinema Nacional (pinturas e gravuras), São Paulo/SP
1996 – Reciclarte, instalação, Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ
1996 – Calendário da Telesp 1997 (pintura) – São Paulo/SP
1996 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1997 – Arte Arquitetura e Pintura, D & D, São Paulo/SP
1997 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1998 – Pagu, desenho, Anhembi, São Paulo/SP
1998 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1999 – Projeto e execução de casa no Pacaembu, São Paulo/SP
1999 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
2000 – Almeida Junior – Um artista revisitado, pintura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
2000 – Gravuras e pintura para a COMGAS, São Paulo/SP
2000 – Projeto e execução de celulares personalizados para Gradiente
2002 – Participa do projeto “O mundo da arte” da Rede SESC SENAC de Televisão com o vídeo “Newton Mesquita: cores e formas da vida”
2005 – Loucos Por Música, pintura/performance, Canecão, Rio de Janeiro/RJ
2005 – Pequenas Grandes Obras, objeto, Cultural Blue Life, São Paulo/SP
2005 – Dom Quixote na Panamericana, pintura, Escola de Arte e Design Panamericana, São Paulo/SP
2005 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo/SP
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro/RJ
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF
2006 – Futebol APAP, São Paulo/SP
2006 – Motoring Art, pintura, São Paulo/SP
2006 – Primeira Mostra Arte Indoor, Sierra Espaço Hoteleiro, São Paulo/SP
2006 – Alegria é o Lance –, MuBe, Leilão de arte para os Doutores da Alegria
2007 – Paredes da Fama, Galeria André, pintura, São Paulo/SP
2007 – Pequenas Grandes Obras, objeto, SESC Santana, São Paulo/SP
2007 – Show de Bola Bola Arte, objeto, L’Open, São Paulo/SP
2007 – Loucos Por Música, pintura/performance, Concha Acústica, Salvador/BA
2007 – Artistas Arquitetos, pintura, Prova do Artista Galeria de Arte, Salvador/BA
2009 – Gabinete de Desenho – MAM – São Paulo, desenho, Galeria Mirante Caixa Cultural Salvador, Salvador/BA
2009 – Pirelli 80 Anos, Retratos do Brasil, pintura, Pavilhão da Bienal, São Paulo/SP
2010 – Rede Globo, cenário com exposição individual de pinturas para novela Passione, FAAP, São Paulo/SP
2011 – Up Art, Pequenas Grandes Obras, Espaço Cultural Edifício Planalto, pintura, São Paulo/SP
2011 – Lançamento do Livro “Newton Mesquita”, pela Editora Décor
2012 – A Sedução de Marilyn Monroe, Museu Afro Brasil, pintura, São Paulo/SP
2012 – Lançamento Coleção Newton Mesquita – Editora Capella
2013 – 40 anos da Galeria Bahiarte – Londrina/PR
2016 – A Arte para Viver, pintura, Herança Cultural, Bebedouro/SP
Salões e museus
1975 – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – VII Salão de Arte Contemporânea – São Caetano/SP
1975 – IV Encontro Jundiaiense de Arte – Jundiaí/SP
1975 – XVIII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1976 – IX Salão de Arte Contemporânea – Santo André/SP
1976 – IV Salão de Arte Jovem de Santos/SP
1976 – Fundação do Distrito Federal – Brasília/DF
1976 – Feira Paulista de Poesia e Arte – Teatro Municipal de São Paulo/SP
1976 – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – V Salão de Arte Jovem – Santos/SP
1977 – XVI Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1977 – IV Salão de Artes Visuais – Porto Alegre/RS
1978 – XVII – Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Punta Del Este/Uruguai
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Montevideo/Uruguai
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – MAB Museu de Arte Brasileira – São Paulo/SP
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – Museu de Arte Moderna – Buenos Aires/Argentina
1978 – I Salão Nacional de Artes Plásticas – Funarte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MEC – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MAM – São Paulo/SP
1979 – I Salão de Arte – Tókio/Japão
1979 – I Salão de Arte – Atami/Japão
1979 – I Salão de Arte – Kyoto/Japão
1979 – XVIII Salão Bunkyo São Paulo/SP
1979 – Papéis e Companhia – MIS – Museu de Imagem e do Som – São Paulo/SP
1979 – II Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM – Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – IX Salão Bunkyo – São Paulo/SP
1980 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Desenho – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1980 – III Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – I Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1981 – IV Salão Nacional de Artes Plásticas – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1982 – XIV Salão Nacional de Arte – MAM Museu de Arte Moderna de Belo Horizonte/MG
1982 – V Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1982 – III Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1983 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Pintura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Centro Cultural São Paulo – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Cidade do México – México
1988 – Cópias e Pastiches, desenho, Museu de Arte Contemporânea USP, São Paulo/SP
1991 – Sala Especial na Bienal de Santos – Santos/SP
1991 – Artistas Arquitetos – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1991/1992 – Diretor do MIS Museu da Imagem e do Som – São Paulo/SP
1992 – Coordenador de Ação Cultural – Secretaria de Estado da Cultura – São Paulo/SP
1992 – Eco Arte – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1992 – Futebol – Pinacoteca do Estado de São Paulo – São Paulo/SP
1993 – Calendário Volkswagem do Brasil – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1995 – Hollywood Rock – Gravura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1998 – Coletiva de Inauguração – MAC Museu de Arte Contemporânea – Londrina/PR
2000 – “15 Anos do Clube de Colecionadores de Gravura do mam”, gravura, Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
2008 – Bienal de Atibaia – Pintura – Atibaia/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, Pintura, Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, pintura, Museo de La Solidaridad Salvador Allende, Santiago – Chile
2010 – De King a Obama – Pintura – Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Obras públicas
1978 – Painel externo com 200m2 para o Centro Paulista de Tênis (tinta industrial s/metal), São Paulo/SP
1983 – Painel interno (relevo em madeira) de 18m2 – MAB Museu de Arte Brasileira – Fundação Álvares Penteado – São Paulo/SP
1985 – Painel interno (relevo em madeira) de 200m2 – Secretaria da Fazenda – Ilheus/BA
1987 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Loja Varig no Rockfeller Center – Nova York/EUA
1988/89 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Edifício The Plaza – São Paulo/SP
1991 – Painel interno (pintura) de 20m2 – Rima Impressoras – São Paulo/SP
1992 – Escultura (ferro) – Banco Luso Brasileiro – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) de 25m2 – Shopping Center Iguatemi – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) – Shopping Market Place – São Paulo/SP
1996 – Painel interno (pintura) – Dado Bier – São Paulo/SP
1999 – Escultura (ferro) – Comet – São Paulo/SP
2000 – Painel interno (pintura) – Edifício Petrus II – São Paulo/SP
2001 – Painel interno (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
2002 – Painel interno – Sala de Operações (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
Prêmios
1975 – Menção Especial do Júri – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – Prêmio Aquisição – XII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1975 – Grande Medalha de Prata – XVIII Salão de Arte – São Bernardo do Campo/SP
1976 – Prêmio Incentivo – IV Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1976 – Prêmio Aquisição – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – Prêmio Incentivo – V Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1978 – Prêmio Aquisição – I Salão de Artes Plásticas – FUNARTE – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Prêmio Aquisição – I Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Medalha de Prata VIII Salão Bunkyo – São Paulo/SP
Empresas com obras no acervo
Agnelo Pacheco
Alcan
Amadeus
Banco Luso Brasileiro
Banco Multiplic
Bank Boston
Cacau Show
Caixa Econômica Federal
Cimentos Tupy
Coimex
Comet
Comgas
Companhia das Letras
Companhia Melhoramentos
CPM
Destilaria Balbo
Editora Brasiliense
Espírito de Minas
Fundação Padre Anchieta
Gas Investimentos
Governo do Estado da Bahia
Grupo Rodrimar
Grandprix
IBM
Itápolis
Misura M/Coletanea
Pirelli
Plano Editorial
Rima Impressoras
Shopping Iguatemi
Tatini
Tecnolamp do Brasil
Unibanco
VARIG
Obras em coleções importantes do Brasil e Mundo
MASP Museu de Arte de São Paulo, São Paulo/SP
MAB Museu de Arte Brasileira, São Paulo/SP
MAC Museu de Arte Contemporânea de Londrina/PR
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
MAM Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Museu Anchieta – Pateo do Collegio, São Paulo/SP
Museu Salvador Allende, Santiago, Chile
Galeria Degli Uffizzi, Florença/Itália
Fonte e crédito fotográfico: Site oficial Newton Mesquista, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.
Newton Ferreira Mesquita (São Paulo, SP, 6 de junho de 1949), mais conhecido como Newton Mesquita, é um pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro. Gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
Biografia - Itaú Cultural
Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, São Paulo, em 1977. No mesmo ano, inicia atividade docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Expõe pela primeira vez em 1972, na Temporada de Arte e Cultura, em Guarulhos, São Paulo. Desde então realiza exposições individuais, em diferentes cidades brasileiras, integrando também coletivas, no Brasil e no exterior. Em 1976 e 1977, recebe o Prêmio Incentivo no Salão de Arte Jovem de Santos. Paralelamente, realiza trabalhos gráficos para as editoras Cia. Melhoramentos de São Paulo, em 1980, e Brasiliense, em 1981, além de cenários para as redes de televisão Record e Bandeirantes. É responsável por um painel externo do Centro Paulista de Tênis, realizado em 1978, e pelo relevo de madeira do Museu de Arte Brasileira - MAB/Faap, 1983. Na década de 1980, produz ilustrações para as revistas Nova, Veja, Claudia, Playboy, entre outras. Dirige o Museu da Imagem e do Som de São Paulo - MIS/SP entre 1991 e 1992. Em 1992, é coordenador de ação cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
Comentário Crítico
A obra de Newton Mesquita é resultante de sua formação como artista gráfico, ilustrador e arquiteto. O lugar preponderante do desenho, o emprego sistemático da tinta acrílica, as superfícies lisas (brilhantes ou opacas), os jogos cromáticos e espelhamentos conferem aos trabalhos aspectos de cartaz e de outdoor. Não apenas as técnicas e materiais empregados, mas também o repertório escolhido, introduzem essa produção no universo urbano, no mundo da mídia e da publicidade. Símbolos e clichês do mundo contemporâneo são explorados na maior parte dos trabalhos que percorrem amplo espectro de temas e situações.
As grandes cidades brasileiras são representadas por vistas amplas como avenidas, viadutos e construções - Paulista e Indo pro Paraíso, 2002 -, como também por meio de vistas aproximadas em sinais de trânsito, neons, faixas e ônibus - como Anhangabaú, 2002. As figuras se fazem presentes em situações de trabalho de operário, engraxate e garçom, e em momentos de repouso como idosos lendo jornais em bancos de praça, ciclistas, transeuntes flagrados diante de uma vitrine. Os corpos femininos constituem outro veio temático importante: beijos, gestos e poses mostram-se com forte carga erótica, às vezes no limite da pornografia - Muito Romântico, 1993. Também as cidades, por vezes coloridas e iluminadas, se transformam em paisagens de tom lírico em função dos sombreados.
Difícil não perceber as afinidades da pintura de Newton Mesquita com a fotografia e com o hiper-realismo de David Hockney. Alguns falam em aproximações com a arte pop de Roy Lichtenstein. O artista acentua a importância de Carlos Scliar em seu trabalho.
Críticas
"(...) Há no jovem arquiteto, programador visual, artista plástico uma visão contemporânea, que só poderia existir em uma geração em que a estória em quadrinhos e a televisão tiveram e têm papel preponderante. O cinema, por exemplo, não influi nesta visão. Ela está muito mais ligada aos outdoors, às retículas, tanto desses anúncios quanto as das estórias em quadrinho. Dissociada porém do conteúdo pop de um Lichtenstein ou de um Warhol. Ao contrário desses artistas que deram à retícula uma função meramente gráfica, Mesquita utiliza-a não como efeito, mas, sim, como elemento indispensável ao desenvolvimento plástico e estético da composição. Porém, a retícula que obtém através da utilização de pequenos rolos de borracha não é o mais importante na sua obra. É um recurso apenas. Bem resolvido. Significativo é o seu desenho, a sua concepção do espaço, a sutileza com que aborda as cores, e até mesmo os cortes visuais com que enfoca suas composições. Empregando a técnica da projeção dos hiper-realistas, embora nada tenha a ver com aquela escola, Mesquita elabora, cria, desenvolve uma nova imagem a partir de um referencial fotográfico. (...)"
Carlos Von Schmidt (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Carlos von Schmidt. São Paulo : MAB, 1978.)
"Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao 'realismo histórico' que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto".
Pietro Maria Bardi (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo : Paulo Prado Galeria de Arte, 1980.)
"É certo que nem sempre ele [o artista] pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte?
É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura".
Paulinho da Viola
MESQUITA, Newton. Quarenta e cinco : Newton Mesquita. São Paulo : Galeria Nara Roesler, 1994.
Fonte: NEWTON Mesquita. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 13 de Mar. 2021. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia - Wikipédia
Formou-se em arquitetura pela Universidade Braz Cubas de Mogi das Cruzes, em 1977. Iniciou-se nas artes visuais na capital paulista, produzindo litografias e serigrafias. Desde 1975, participa de salões oficiais e mostras coletivas em diversas cidades do Brasil e do exterior (Buenos Aires, Montevidéu, Barcelona, Nova York, Tóquio, Tel Aviv, etc.).
Produziu capas de cadernos e livros e outros trabalhos de artes gráficas para a Cia Melhoramentos e para a Editora Brasiliense, além de cenários para televisão, vídeo e cinema. Foi diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Possui obras em importantes coleções públicas e particulares do Brasil e do exterior, como por exemplo no acervo do MASP e no MAB, em São Paulo, e na Galleria degli Uffizi, em Florença.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.
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FTC: “A arte é a única coisa que salva, porque arte é uma forma de amor" Conheça Newton Mesquita
Newton Mesquita, nascido em 1949, é um artista contemporâneo multifuncional. Pintor, desenhista, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro, gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
“Se você apaga a luz não vê mais nada. A luz é tudo, ela que define as formas, a perspectiva, os volumes, as texturas”, explica. Newton considera a luz essencial, capaz de transformar a arte diante dos nossos olhos. Para ele, isto parece estar esquecido.
Paulistano, nascido no Sumaré, onde vive hoje em sua casa ateliê, o artista também guarda boas memórias de outros lugares onde morou, como a região do Brás. Sobre lá, resgata com carinho memórias da Zona Leste de São Paulo, de quando tinha nove anos. “O Brás que eu vivi era o Brás dos italianos, dos operários. O local influenciou muito, muito, na minha visão do próximo, do ser humano”, diz.
Cresceu rodeado pela comunidade italiana do bairro e pela própria língua do país europeu. As cantinas italianas começaram a se propagar na época e tornaram-se marca registrada do Brás. Entre elas, a chamada La Bohème – assim como a ópera de Giacomo Puccini. Foi para onde Newton fez um de seus primeiros trabalhos sob encomenda.
A oportunidade surgiu a partir de um convite do próprio dono da cantina, que também era morador dali, onde todos viviam como uma grande comunidade, uma grande família. Na época Mesquita já se arriscava nos desenhos e conta que aprendeu vendo as ilustrações de Darcy Penteado, Wesley Duke Lee e Aldemir Martins nas revistas.
Coincidentemente, na mesma semana em que recebeu a proposta da cantina, o cine Bijou, antigo cinema próximo à praça Roosevelt, estava com a ópera La Bohème em cartaz. Newton então perguntou ao porteiro se poderia pegar emprestado os cartazes que estavam sendo usados para a divulgação do espetáculo, expostos nas antigas vitrines dos cinemas.
Tirou fotocópias, o que hoje poderia ser resolvido facilmente com fotos no celular, e usou essas imagens do filme como referência para sua primeira encomenda como artista.
As obras de Newton Mesquita nos encantam. A pessoa de Newton mais ainda.
O artista tem um domínio incrível sobre a tinta acrílica e cria superfícies brilhantes, opacas, jogos cromáticos e utiliza a luz como sua protagonista.
Sobre se encontrar na pintura
Quando está pintando, Newton Mesquita gosta de escutar música clássica porque elas não tem letra, o que ajuda a manter sua concentração. A música é algo que faz parte da formação do artista, já que ele tocava profissionalmente antes de se dedicar exclusivamente à pintura. Ele teve aulas de piano e aprendeu a tocar porque era uma paixão de seu pai. Bill Evans é sua grande referência de piano, além de Tom Jobim, João Gilberto e amigos como Nelson Ayres, Paulinho da Viola. Frank Sinatra é para ele o ‘Picasso da música’.
Em suas palavras, a pintura é, ‘mais do que um hobbie ou um prazer, aquilo que precisa fazer diariamente’. A arte é o que o tira da cama todos os dias, para pintar, estudar técnicas, refletir. Newton explica o dilema que é ter a sorte de poder trabalhar com o que mais ama e ao mesmo tempo ser também aquilo que mais o deixa chateado e preocupado. “Eu adoro poder ter o privilégio de fazer o que eu faço”.
Detalhes do ateliê de Newton Mesquita no 1º andar de sua casa. Tivemos o privilégio de conhecer o local e impossível não se emocionar com cada objeto.
Newton já realizou mais de 52 exposições individuais de pintura, desenho, aquarela, gravura, fotografia, objeto e escultura pelo mundo afora.
Quando era mais jovem, sofreu um acidente de moto que causou uma lesão séria em seu braço direito. Por um tempo, o artista ficou em pânico ao pensar na possibilidade de não poder mais pintar. “Eu sonho que estou andando de moto”, diz. Desde então, abandonou o veículo motorizado, mas não perdeu a possibilidade de dedicar-se à sua principal atividade. Andar de moto era uma de sua grandes paixões, mas a pintura é sua razão de vida.
Quando perguntado como definiria seu trabalho em três palavras, recorre ao mais verdadeiro clichê universal: “Eu te amo”, declara com uma risada. E acrescenta: “A arte é a única coisa que salva, porque a arte é uma forma de amor”.
Fonte: Follow the colours, publicado por Carol T. Moré, em 10 de fevereiro de 2020.
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Críticas e depoimentos
"Um homem espera. Quando o momento exato se ilumina ele o rouba. Mais tarde, quando finalmente está sozinho no seu espaço, ele usa seus poderes e se transforma e transforma cada momento roubado no mais preciso instante definitivo. E é assim, nessa magia, que cada instante de vida que passaria despercebido pra maioria dos mortais se torna permanente. Tem agora outra vida. É grande, tem luz própria, desafia seu criador.
E de dentro da tela, onde ele parecia seguro, aquele momento se redimensiona e ousa atravessar o tempo.
Vai do passado onde aconteceu e foi capturado pelo artista, para o presente da obra, para o quadro onde ele está agora.
E de agora se multiplica e irá refletir num futuro infinito atingindo todos nós que temos e teremos a emoção de rever esse momento que nunca vimos. E que agora não será mais um momento perdido.
Todo grande mestre é uma espécie de Prometeu, que rouba o sagrado dos deuses e o oferece aos mortais. E seu castigo é justamente ser devorado por sua própria febre e todos os dias reconstruir seu dom. Mas como os deuses são sábios essa é também a sua benção. A sua grande arte.
Newton Mesquita rouba momentos. E os distribui generosamente. Devolve a todos nós alguma coisa que sem querer perdemos.
Uma doce capacidade de observar o imperceptível, uma delicada sensação, como se fosse uma memória do que nem sequer vivemos. Uma música ao longe, uma voz cantando pra ninguém, um sabor, um cheiro, um homem num jardim, um gesto esquecido, um navio no porto, alguém que espera, um abraço, um café, uma guitarra, uma lembrança que não é nossa, um amigo que não tivemos, a nudez de uma mulher que nunca conhecemos. O descobrir de um desejo.
Milhões de desejos se escondem nessa cidade onde tudo está exposto e onde tudo se esconde.
Newton retrata a cidade e sua melhor paisagem: as pessoas. E os lugares vazios, onde pessoas estiveram e deixaram um sentimento. E em sua busca, ele desvenda a dualidade. A luz quente e frontal do dia, o mistério e o segredo das noites, das paixões, das intimidades. Em cada um a solidão e a solidariedade. A limitação da impossibilidade e o vislumbre de que tudo é possível.
E para quem sabe recriar cotidianos tudo é possível. Cada quadro revela e sugere um destino.
Cada imagem traz o fio que tece essa realidade e nos conecta a todos e nos retrata em todos. Nos faz lembrar que somos todos feitos da mesma matéria de que são feitas as estrelas."
— Bruna Lombari (Texto "Momentos roubados")
“Eu não filmo as pessoas; filmo o espaço que há entre elas. Tanto no cinema quanto na tela o que importa é esta tensão que vibra entre os corpos, esta energia que nos une e nos separa sem cessar. Esta é a essência do drama. Newton Mesquita sabe captar como poucos este espaço proibido que nos faz sofrer ou amar. Ele flagra esta mistura de auras, estas luzes que se fundem e explodem ou no ódio ou no gozo. As vezes entre corpos colados há um deserto de quilômetros, e em mãos que se acenam em cantos opostos do palco ou da tela há um amor sem fim. Nas cores de Newton e nas figuras que se entrevêem sob seu contraluz, seu rubro de tourada, seu vinho tinto de paixão, está fixado um mistério desta coisa que não ousamos dizer o nome, que chamamos vulgarmente de amor.”
— Arnaldo Jabor, cineasta
“Cada qual, com sua sensibilidade, capta os múltiplos sinais deixados na tela pelo artista que, por sua vez, sabe que os semelhantes sempre serão diferentes entre si. Incansável no ofício de construir algo expressivo e revelador sobre as questões que lhe ocorrem, seja na vida ou na própria arte, ele tenta, com a técnica e os meios disponíveis, ampliar e, muitas vezes, superar a própria linguagem elaborada em anos e anos de desmedido esforço. De tempos em tempos ele abre sua vida aos outros. Tenta tocá-los propondo uma espécie de troca nem sempre afetiva. Em certos momentos isso não é tão importante, mas em outros, como agora, é fundamental. Assim definido, seu único interesse encontra-se na possibilidade de ver, sob diferentes reações, a emoção provocada pela obra. Melhor que o êxito fácil colhido às custas de recursos formais discutíveis e tão frequentes em todas as épocas. É certo que nem sempre ele pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte? É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura. Mais que qualquer outro ser, o artista escolhe um caminho e recria pacientemente seu próprio tempo. Como se sabe, muitos mestres fizeram isso ao longo da história.”
— Paulinho da viola, cantor
“…A pintura de Newton Mesquita é de uma objetividade notável. Ela é substantiva, qualidade que encontramos em toda pintura de alta linhagem. O artista cria uma realidade e ela se apresenta diante de nós, já desligada e independente da origem. É um ser espiritual e podemos dialogar com ela. Certamente verificamos constantes temáticas, um método de ver e fazer, uma certa atmosfera, alguns sentimentos recorrentes. E desta maneira sabemos que estes trabalhos foram feitos por um artista chamado Newton Mesquita. Em que outra pintura encontraríamos, juntos, este marcado sentimento de solidão e esta doce solidariedade ?”
— Jacob Klitowitz, rítico de artes visuais
“Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao ‘realismo histórico’ que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto”.
— Pietro Maria Bardi, jornalista.
Exposições individuais
1977 – Galeria Paulo Prado, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1977 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1977 – Projecta Galeria de Arte, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Memória, Pintura e Objeto, Belo Horizonte/MG’
1978 – Museu de Arte Brasileira, Desenho, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Civiltec, Desenho, Pintura e Objeto, Guarujá/SP
1978 – Projecta Galeria de Arte, Pintura, São Paulo/SP
1978 – Casa da Cultura, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1979 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1979 – Galeria Sérgio Miliet, Funarte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1979 – Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Pintura, Objeto e Néon, São Paulo/SP
1980 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1980 – Salamandra Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1980 – Casa das Artes, Desenho e Pintura, São José dos Campos/SP
1980 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP1981 – Fotogaleria, Fotografia, São Paulo/SP
1981 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1981 – Realidade Galeria de Arte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1981 – Galeria Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1982 – Arte Aplicada, Escultura, São Paulo/SP
1983 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP
1983 – Masson Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1983 – Estúdio Ronda, Objetos e Vitrais, São Paulo/SP
1983 – Galeria Suzana Sassoun, Desenho, São Paulo/SP
1984 – Galeria Alberto Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1985 – Galeria O Cavalete, Desenho e Pintura, Salvador/BA
1985 – Galeria Suzana Sassoun, Aquarela, São Paulo/SP
1985 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1986 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Pintura, Gávea/ Rio de Janeiro/RJ
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Gravura, Barra/ Rio de Janeiro/RJ
1988 – Prova do Artista, Gravura, Salvador/BA1989 – Arte Aplicada, Pintura, São Paulo/SP
1989 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1990 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1991 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1991 – Arte Vital, Objetos e Múltiplos, São Paulo/SP
1992 – Montesanti Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1993 – Jardim Contemporâneo, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1994 – Galeria Nara Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1996 – Free Jazz, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Free Jazz, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1997 – Galeria Nara Roesler, Pintura, Campos do Jordão/SP
1999 – Museu da Cultura PUC, Gravura, São Paulo/SP
2002 – Euroart Casteli, Pintura, São Paulo/SP
2006 – MuBe, Pintura, São Paulo/SP
2006 – Prova do Artista, Pintura, São Paulo/SP
2007 -Almacen Galeria, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
2007 – Espaço Cultural Citi, pintura, São Paulo/SP
2008 – Centro de Convivência Comgas, pintura, São Paulo/SP
2008 – MuBe, Pintura e escultura, São Paulo/SP
2010 – Glenarte, Pintura, Aldeia da Serra/SP
2012 – Palacete das Artes – Rodin Bahia, Pintura, Salvador/BA
Exposições coletivas
1965 – Execução de telas com o tema da Ópera La Boheme para o Restaurante La Boheme, São Paulo/SP
1971 – Cartaz “Semana do Urbanismo” – FAUBC
1972 – Temporada de Arte e Cultura – pintura – Guarulhos/SP
1974 – Experiência em conjunto – pintura e objetos – Bosque Central Jardim Maia – Guarulhos/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Galeria Prestes Maia – São Paulo/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Câmara Municipal de São Paulo – São Paulo/SP
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Curitiba/PR
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Santos/SP
1979 – O desenho como instrumento – Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
1980 – Capas de cadernos, livros e artes gráficas para a Companhia melhoramentos de São Paulo/SP
1980 – Cartão de Natal – Grupo Boston
1981 – Capas de livros para a Editora Brasiliense, São Paulo/SP
1982 – Out-doors para lançamento de vídeo Sharp, Campanha Nacional
1982 – Futebol – pôster da exposição, desenho e pintura – Galeria Paulo Figueiredo/Cristal – São Paulo/SP
1982 – Futebol – Galeria do Banerj – Rio de Janeiro/RJ
1983 – 20 pinturas (telas) para o restaurante Tatini, São Paulo/SP
1983 – Coletiva de inauguração – Desenhos para camisetas, Arte Assinada, São Paulo/SP
1983 – Palmeira, pintura, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo/SP
1984 – Aldemir Martins e Newton Mesquita – Pinturas Recentes, Barretos/SP
1984 – Marca e cenários para o Programa Olho Mágico, Abril Vídeo, São Paulo/SP
1984 – 10 pinturas para acervo que ilustram relatório anual do Unibanco
1984 – As dimensões Urbana e Industrial na Pintura Figurativa Paulista – Traço Galeria de Arte – São Paulo/SP
1984 – As Paredes da Casa Vogue – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1985 – Cenários e abertura para o Programa Oito e meia da TV Bandeiras, São Paulo/SP
1985 – Che Guevara – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1985 – Natureza Morta – Arte Aplicada – São Paulo/SP
1985 – Pintura Contemporânea de São Paulo – Curitiba/PR – Campo Grande/MS – Cuiabá/MT – Goiânia/GO – Salvador/BA – Rio de janeiro/RJ – Florianópolis/SC – São José dos Campos – Diadema – Campinas e São Paulo/SP
1985 – Artistas Brasileiros – Escritório de Arte da Bahia – Salvador/BA
1986 – Villa Lobos – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1986 – Execução de gravuras “Viagens de Gulliver” (serigrafia), Ateliê Laércio Pereira da Silva, São Paulo/SP
1986/87 – Projeto e execução do ateliê da rua Caiowaá, São Paulo/SP
1987 – Quadros para os terminais Vip da VARIG em Barcelona/Espanha e Nova York/EUA
1988 – 15 anos de Exposição de Belas Artes Brasil/Japão
1988 – Álbum de gravuras Eu Te Amo (litografia), Ateliê Almavera, São Paulo/SP
1988 – Ilustração e Projeto de camisetas para Atkinsons, Gessy Lever, São Paulo/SP
1989 – Palestra e Workshop “O artista plástico e seu ofício”, Oficinas Culturais Três Rios, São Paulo/SP
1990 – Edição exclusiva de gravuras para o Diners Club, São Paulo/SP
1990 – Cenários para o Jornal Bandeirantes, TV Bandeirantes, São Paulo/SP
1990 – Capa do programa Espetáculo Mulheres de Hollanda, desenho, São Paulo/SP
1990 – Projeto para cerâmica de revestimento
1991 – Projeto de Objetos e Multiplos (madeira) Arte Vital, São Paulo/SP
1991 – Artistas Arquitetos, IAB Instituto dos Arquitetos do Brasil – São Paulo/SP
1991 – Galeria de Arte da Hebraica, pintura, São Paulo/SP
1991 / 1992 – Diretor do Museu da Imagem e do Som, São Paulo/SP
1992 – Cenário e Abertura para o programa Amanhã, TV Record, São Paulo/SP
1993 –Edição exclusiva de gravura para o Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
1993 – Pôster e convite para “Imagens de Moda – Coleções Européias” – Realização Editora Abril – São Paulo/SP
1993 – Eternamente Pagu, desenho, Salão do Congresso Nacional, Brasília/DF
1994 – Pesquisa e projeto para a exposição Muito Romântico sobre desenhos de Carlos Zéfiro
1994 – Arte Paulista, Arte Espaço, Recife/PE
1995 – Coletiva Brasil Brasil, Hong Kong
1996 – Projeto e execução do prêmio HBO – Cinema Nacional – Cinema Nacional (pinturas e gravuras), São Paulo/SP
1996 – Reciclarte, instalação, Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ
1996 – Calendário da Telesp 1997 (pintura) – São Paulo/SP
1996 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1997 – Arte Arquitetura e Pintura, D & D, São Paulo/SP
1997 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1998 – Pagu, desenho, Anhembi, São Paulo/SP
1998 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1999 – Projeto e execução de casa no Pacaembu, São Paulo/SP
1999 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
2000 – Almeida Junior – Um artista revisitado, pintura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
2000 – Gravuras e pintura para a COMGAS, São Paulo/SP
2000 – Projeto e execução de celulares personalizados para Gradiente
2002 – Participa do projeto “O mundo da arte” da Rede SESC SENAC de Televisão com o vídeo “Newton Mesquita: cores e formas da vida”
2005 – Loucos Por Música, pintura/performance, Canecão, Rio de Janeiro/RJ
2005 – Pequenas Grandes Obras, objeto, Cultural Blue Life, São Paulo/SP
2005 – Dom Quixote na Panamericana, pintura, Escola de Arte e Design Panamericana, São Paulo/SP
2005 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo/SP
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro/RJ
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF
2006 – Futebol APAP, São Paulo/SP
2006 – Motoring Art, pintura, São Paulo/SP
2006 – Primeira Mostra Arte Indoor, Sierra Espaço Hoteleiro, São Paulo/SP
2006 – Alegria é o Lance –, MuBe, Leilão de arte para os Doutores da Alegria
2007 – Paredes da Fama, Galeria André, pintura, São Paulo/SP
2007 – Pequenas Grandes Obras, objeto, SESC Santana, São Paulo/SP
2007 – Show de Bola Bola Arte, objeto, L’Open, São Paulo/SP
2007 – Loucos Por Música, pintura/performance, Concha Acústica, Salvador/BA
2007 – Artistas Arquitetos, pintura, Prova do Artista Galeria de Arte, Salvador/BA
2009 – Gabinete de Desenho – MAM – São Paulo, desenho, Galeria Mirante Caixa Cultural Salvador, Salvador/BA
2009 – Pirelli 80 Anos, Retratos do Brasil, pintura, Pavilhão da Bienal, São Paulo/SP
2010 – Rede Globo, cenário com exposição individual de pinturas para novela Passione, FAAP, São Paulo/SP
2011 – Up Art, Pequenas Grandes Obras, Espaço Cultural Edifício Planalto, pintura, São Paulo/SP
2011 – Lançamento do Livro “Newton Mesquita”, pela Editora Décor
2012 – A Sedução de Marilyn Monroe, Museu Afro Brasil, pintura, São Paulo/SP
2012 – Lançamento Coleção Newton Mesquita – Editora Capella
2013 – 40 anos da Galeria Bahiarte – Londrina/PR
2016 – A Arte para Viver, pintura, Herança Cultural, Bebedouro/SP
Salões e museus
1975 – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – VII Salão de Arte Contemporânea – São Caetano/SP
1975 – IV Encontro Jundiaiense de Arte – Jundiaí/SP
1975 – XVIII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1976 – IX Salão de Arte Contemporânea – Santo André/SP
1976 – IV Salão de Arte Jovem de Santos/SP
1976 – Fundação do Distrito Federal – Brasília/DF
1976 – Feira Paulista de Poesia e Arte – Teatro Municipal de São Paulo/SP
1976 – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – V Salão de Arte Jovem – Santos/SP
1977 – XVI Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1977 – IV Salão de Artes Visuais – Porto Alegre/RS
1978 – XVII – Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Punta Del Este/Uruguai
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Montevideo/Uruguai
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – MAB Museu de Arte Brasileira – São Paulo/SP
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – Museu de Arte Moderna – Buenos Aires/Argentina
1978 – I Salão Nacional de Artes Plásticas – Funarte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MEC – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MAM – São Paulo/SP
1979 – I Salão de Arte – Tókio/Japão
1979 – I Salão de Arte – Atami/Japão
1979 – I Salão de Arte – Kyoto/Japão
1979 – XVIII Salão Bunkyo São Paulo/SP
1979 – Papéis e Companhia – MIS – Museu de Imagem e do Som – São Paulo/SP
1979 – II Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM – Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – IX Salão Bunkyo – São Paulo/SP
1980 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Desenho – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1980 – III Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – I Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1981 – IV Salão Nacional de Artes Plásticas – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1982 – XIV Salão Nacional de Arte – MAM Museu de Arte Moderna de Belo Horizonte/MG
1982 – V Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1982 – III Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1983 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Pintura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Centro Cultural São Paulo – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Cidade do México – México
1988 – Cópias e Pastiches, desenho, Museu de Arte Contemporânea USP, São Paulo/SP
1991 – Sala Especial na Bienal de Santos – Santos/SP
1991 – Artistas Arquitetos – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1991/1992 – Diretor do MIS Museu da Imagem e do Som – São Paulo/SP
1992 – Coordenador de Ação Cultural – Secretaria de Estado da Cultura – São Paulo/SP
1992 – Eco Arte – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1992 – Futebol – Pinacoteca do Estado de São Paulo – São Paulo/SP
1993 – Calendário Volkswagem do Brasil – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1995 – Hollywood Rock – Gravura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1998 – Coletiva de Inauguração – MAC Museu de Arte Contemporânea – Londrina/PR
2000 – “15 Anos do Clube de Colecionadores de Gravura do mam”, gravura, Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
2008 – Bienal de Atibaia – Pintura – Atibaia/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, Pintura, Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, pintura, Museo de La Solidaridad Salvador Allende, Santiago – Chile
2010 – De King a Obama – Pintura – Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Obras públicas
1978 – Painel externo com 200m2 para o Centro Paulista de Tênis (tinta industrial s/metal), São Paulo/SP
1983 – Painel interno (relevo em madeira) de 18m2 – MAB Museu de Arte Brasileira – Fundação Álvares Penteado – São Paulo/SP
1985 – Painel interno (relevo em madeira) de 200m2 – Secretaria da Fazenda – Ilheus/BA
1987 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Loja Varig no Rockfeller Center – Nova York/EUA
1988/89 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Edifício The Plaza – São Paulo/SP
1991 – Painel interno (pintura) de 20m2 – Rima Impressoras – São Paulo/SP
1992 – Escultura (ferro) – Banco Luso Brasileiro – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) de 25m2 – Shopping Center Iguatemi – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) – Shopping Market Place – São Paulo/SP
1996 – Painel interno (pintura) – Dado Bier – São Paulo/SP
1999 – Escultura (ferro) – Comet – São Paulo/SP
2000 – Painel interno (pintura) – Edifício Petrus II – São Paulo/SP
2001 – Painel interno (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
2002 – Painel interno – Sala de Operações (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
Prêmios
1975 – Menção Especial do Júri – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – Prêmio Aquisição – XII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1975 – Grande Medalha de Prata – XVIII Salão de Arte – São Bernardo do Campo/SP
1976 – Prêmio Incentivo – IV Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1976 – Prêmio Aquisição – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – Prêmio Incentivo – V Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1978 – Prêmio Aquisição – I Salão de Artes Plásticas – FUNARTE – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Prêmio Aquisição – I Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Medalha de Prata VIII Salão Bunkyo – São Paulo/SP
Empresas com obras no acervo
Agnelo Pacheco
Alcan
Amadeus
Banco Luso Brasileiro
Banco Multiplic
Bank Boston
Cacau Show
Caixa Econômica Federal
Cimentos Tupy
Coimex
Comet
Comgas
Companhia das Letras
Companhia Melhoramentos
CPM
Destilaria Balbo
Editora Brasiliense
Espírito de Minas
Fundação Padre Anchieta
Gas Investimentos
Governo do Estado da Bahia
Grupo Rodrimar
Grandprix
IBM
Itápolis
Misura M/Coletanea
Pirelli
Plano Editorial
Rima Impressoras
Shopping Iguatemi
Tatini
Tecnolamp do Brasil
Unibanco
VARIG
Obras em coleções importantes do Brasil e Mundo
MASP Museu de Arte de São Paulo, São Paulo/SP
MAB Museu de Arte Brasileira, São Paulo/SP
MAC Museu de Arte Contemporânea de Londrina/PR
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
MAM Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Museu Anchieta – Pateo do Collegio, São Paulo/SP
Museu Salvador Allende, Santiago, Chile
Galeria Degli Uffizzi, Florença/Itália
Fonte e crédito fotográfico: Site oficial Newton Mesquista, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.
Newton Ferreira Mesquita (São Paulo, SP, 6 de junho de 1949), mais conhecido como Newton Mesquita, é um pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro. Gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
Biografia - Itaú Cultural
Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, São Paulo, em 1977. No mesmo ano, inicia atividade docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Expõe pela primeira vez em 1972, na Temporada de Arte e Cultura, em Guarulhos, São Paulo. Desde então realiza exposições individuais, em diferentes cidades brasileiras, integrando também coletivas, no Brasil e no exterior. Em 1976 e 1977, recebe o Prêmio Incentivo no Salão de Arte Jovem de Santos. Paralelamente, realiza trabalhos gráficos para as editoras Cia. Melhoramentos de São Paulo, em 1980, e Brasiliense, em 1981, além de cenários para as redes de televisão Record e Bandeirantes. É responsável por um painel externo do Centro Paulista de Tênis, realizado em 1978, e pelo relevo de madeira do Museu de Arte Brasileira - MAB/Faap, 1983. Na década de 1980, produz ilustrações para as revistas Nova, Veja, Claudia, Playboy, entre outras. Dirige o Museu da Imagem e do Som de São Paulo - MIS/SP entre 1991 e 1992. Em 1992, é coordenador de ação cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
Comentário Crítico
A obra de Newton Mesquita é resultante de sua formação como artista gráfico, ilustrador e arquiteto. O lugar preponderante do desenho, o emprego sistemático da tinta acrílica, as superfícies lisas (brilhantes ou opacas), os jogos cromáticos e espelhamentos conferem aos trabalhos aspectos de cartaz e de outdoor. Não apenas as técnicas e materiais empregados, mas também o repertório escolhido, introduzem essa produção no universo urbano, no mundo da mídia e da publicidade. Símbolos e clichês do mundo contemporâneo são explorados na maior parte dos trabalhos que percorrem amplo espectro de temas e situações.
As grandes cidades brasileiras são representadas por vistas amplas como avenidas, viadutos e construções - Paulista e Indo pro Paraíso, 2002 -, como também por meio de vistas aproximadas em sinais de trânsito, neons, faixas e ônibus - como Anhangabaú, 2002. As figuras se fazem presentes em situações de trabalho de operário, engraxate e garçom, e em momentos de repouso como idosos lendo jornais em bancos de praça, ciclistas, transeuntes flagrados diante de uma vitrine. Os corpos femininos constituem outro veio temático importante: beijos, gestos e poses mostram-se com forte carga erótica, às vezes no limite da pornografia - Muito Romântico, 1993. Também as cidades, por vezes coloridas e iluminadas, se transformam em paisagens de tom lírico em função dos sombreados.
Difícil não perceber as afinidades da pintura de Newton Mesquita com a fotografia e com o hiper-realismo de David Hockney. Alguns falam em aproximações com a arte pop de Roy Lichtenstein. O artista acentua a importância de Carlos Scliar em seu trabalho.
Críticas
"(...) Há no jovem arquiteto, programador visual, artista plástico uma visão contemporânea, que só poderia existir em uma geração em que a estória em quadrinhos e a televisão tiveram e têm papel preponderante. O cinema, por exemplo, não influi nesta visão. Ela está muito mais ligada aos outdoors, às retículas, tanto desses anúncios quanto as das estórias em quadrinho. Dissociada porém do conteúdo pop de um Lichtenstein ou de um Warhol. Ao contrário desses artistas que deram à retícula uma função meramente gráfica, Mesquita utiliza-a não como efeito, mas, sim, como elemento indispensável ao desenvolvimento plástico e estético da composição. Porém, a retícula que obtém através da utilização de pequenos rolos de borracha não é o mais importante na sua obra. É um recurso apenas. Bem resolvido. Significativo é o seu desenho, a sua concepção do espaço, a sutileza com que aborda as cores, e até mesmo os cortes visuais com que enfoca suas composições. Empregando a técnica da projeção dos hiper-realistas, embora nada tenha a ver com aquela escola, Mesquita elabora, cria, desenvolve uma nova imagem a partir de um referencial fotográfico. (...)"
Carlos Von Schmidt (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Carlos von Schmidt. São Paulo : MAB, 1978.)
"Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao 'realismo histórico' que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto".
Pietro Maria Bardi (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo : Paulo Prado Galeria de Arte, 1980.)
"É certo que nem sempre ele [o artista] pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte?
É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura".
Paulinho da Viola
MESQUITA, Newton. Quarenta e cinco : Newton Mesquita. São Paulo : Galeria Nara Roesler, 1994.
Fonte: NEWTON Mesquita. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 13 de Mar. 2021. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia - Wikipédia
Formou-se em arquitetura pela Universidade Braz Cubas de Mogi das Cruzes, em 1977. Iniciou-se nas artes visuais na capital paulista, produzindo litografias e serigrafias. Desde 1975, participa de salões oficiais e mostras coletivas em diversas cidades do Brasil e do exterior (Buenos Aires, Montevidéu, Barcelona, Nova York, Tóquio, Tel Aviv, etc.).
Produziu capas de cadernos e livros e outros trabalhos de artes gráficas para a Cia Melhoramentos e para a Editora Brasiliense, além de cenários para televisão, vídeo e cinema. Foi diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Possui obras em importantes coleções públicas e particulares do Brasil e do exterior, como por exemplo no acervo do MASP e no MAB, em São Paulo, e na Galleria degli Uffizi, em Florença.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.
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FTC: “A arte é a única coisa que salva, porque arte é uma forma de amor" Conheça Newton Mesquita
Newton Mesquita, nascido em 1949, é um artista contemporâneo multifuncional. Pintor, desenhista, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro, gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
“Se você apaga a luz não vê mais nada. A luz é tudo, ela que define as formas, a perspectiva, os volumes, as texturas”, explica. Newton considera a luz essencial, capaz de transformar a arte diante dos nossos olhos. Para ele, isto parece estar esquecido.
Paulistano, nascido no Sumaré, onde vive hoje em sua casa ateliê, o artista também guarda boas memórias de outros lugares onde morou, como a região do Brás. Sobre lá, resgata com carinho memórias da Zona Leste de São Paulo, de quando tinha nove anos. “O Brás que eu vivi era o Brás dos italianos, dos operários. O local influenciou muito, muito, na minha visão do próximo, do ser humano”, diz.
Cresceu rodeado pela comunidade italiana do bairro e pela própria língua do país europeu. As cantinas italianas começaram a se propagar na época e tornaram-se marca registrada do Brás. Entre elas, a chamada La Bohème – assim como a ópera de Giacomo Puccini. Foi para onde Newton fez um de seus primeiros trabalhos sob encomenda.
A oportunidade surgiu a partir de um convite do próprio dono da cantina, que também era morador dali, onde todos viviam como uma grande comunidade, uma grande família. Na época Mesquita já se arriscava nos desenhos e conta que aprendeu vendo as ilustrações de Darcy Penteado, Wesley Duke Lee e Aldemir Martins nas revistas.
Coincidentemente, na mesma semana em que recebeu a proposta da cantina, o cine Bijou, antigo cinema próximo à praça Roosevelt, estava com a ópera La Bohème em cartaz. Newton então perguntou ao porteiro se poderia pegar emprestado os cartazes que estavam sendo usados para a divulgação do espetáculo, expostos nas antigas vitrines dos cinemas.
Tirou fotocópias, o que hoje poderia ser resolvido facilmente com fotos no celular, e usou essas imagens do filme como referência para sua primeira encomenda como artista.
As obras de Newton Mesquita nos encantam. A pessoa de Newton mais ainda.
O artista tem um domínio incrível sobre a tinta acrílica e cria superfícies brilhantes, opacas, jogos cromáticos e utiliza a luz como sua protagonista.
Sobre se encontrar na pintura
Quando está pintando, Newton Mesquita gosta de escutar música clássica porque elas não tem letra, o que ajuda a manter sua concentração. A música é algo que faz parte da formação do artista, já que ele tocava profissionalmente antes de se dedicar exclusivamente à pintura. Ele teve aulas de piano e aprendeu a tocar porque era uma paixão de seu pai. Bill Evans é sua grande referência de piano, além de Tom Jobim, João Gilberto e amigos como Nelson Ayres, Paulinho da Viola. Frank Sinatra é para ele o ‘Picasso da música’.
Em suas palavras, a pintura é, ‘mais do que um hobbie ou um prazer, aquilo que precisa fazer diariamente’. A arte é o que o tira da cama todos os dias, para pintar, estudar técnicas, refletir. Newton explica o dilema que é ter a sorte de poder trabalhar com o que mais ama e ao mesmo tempo ser também aquilo que mais o deixa chateado e preocupado. “Eu adoro poder ter o privilégio de fazer o que eu faço”.
Detalhes do ateliê de Newton Mesquita no 1º andar de sua casa. Tivemos o privilégio de conhecer o local e impossível não se emocionar com cada objeto.
Newton já realizou mais de 52 exposições individuais de pintura, desenho, aquarela, gravura, fotografia, objeto e escultura pelo mundo afora.
Quando era mais jovem, sofreu um acidente de moto que causou uma lesão séria em seu braço direito. Por um tempo, o artista ficou em pânico ao pensar na possibilidade de não poder mais pintar. “Eu sonho que estou andando de moto”, diz. Desde então, abandonou o veículo motorizado, mas não perdeu a possibilidade de dedicar-se à sua principal atividade. Andar de moto era uma de sua grandes paixões, mas a pintura é sua razão de vida.
Quando perguntado como definiria seu trabalho em três palavras, recorre ao mais verdadeiro clichê universal: “Eu te amo”, declara com uma risada. E acrescenta: “A arte é a única coisa que salva, porque a arte é uma forma de amor”.
Fonte: Follow the colours, publicado por Carol T. Moré, em 10 de fevereiro de 2020.
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Críticas e depoimentos
"Um homem espera. Quando o momento exato se ilumina ele o rouba. Mais tarde, quando finalmente está sozinho no seu espaço, ele usa seus poderes e se transforma e transforma cada momento roubado no mais preciso instante definitivo. E é assim, nessa magia, que cada instante de vida que passaria despercebido pra maioria dos mortais se torna permanente. Tem agora outra vida. É grande, tem luz própria, desafia seu criador.
E de dentro da tela, onde ele parecia seguro, aquele momento se redimensiona e ousa atravessar o tempo.
Vai do passado onde aconteceu e foi capturado pelo artista, para o presente da obra, para o quadro onde ele está agora.
E de agora se multiplica e irá refletir num futuro infinito atingindo todos nós que temos e teremos a emoção de rever esse momento que nunca vimos. E que agora não será mais um momento perdido.
Todo grande mestre é uma espécie de Prometeu, que rouba o sagrado dos deuses e o oferece aos mortais. E seu castigo é justamente ser devorado por sua própria febre e todos os dias reconstruir seu dom. Mas como os deuses são sábios essa é também a sua benção. A sua grande arte.
Newton Mesquita rouba momentos. E os distribui generosamente. Devolve a todos nós alguma coisa que sem querer perdemos.
Uma doce capacidade de observar o imperceptível, uma delicada sensação, como se fosse uma memória do que nem sequer vivemos. Uma música ao longe, uma voz cantando pra ninguém, um sabor, um cheiro, um homem num jardim, um gesto esquecido, um navio no porto, alguém que espera, um abraço, um café, uma guitarra, uma lembrança que não é nossa, um amigo que não tivemos, a nudez de uma mulher que nunca conhecemos. O descobrir de um desejo.
Milhões de desejos se escondem nessa cidade onde tudo está exposto e onde tudo se esconde.
Newton retrata a cidade e sua melhor paisagem: as pessoas. E os lugares vazios, onde pessoas estiveram e deixaram um sentimento. E em sua busca, ele desvenda a dualidade. A luz quente e frontal do dia, o mistério e o segredo das noites, das paixões, das intimidades. Em cada um a solidão e a solidariedade. A limitação da impossibilidade e o vislumbre de que tudo é possível.
E para quem sabe recriar cotidianos tudo é possível. Cada quadro revela e sugere um destino.
Cada imagem traz o fio que tece essa realidade e nos conecta a todos e nos retrata em todos. Nos faz lembrar que somos todos feitos da mesma matéria de que são feitas as estrelas."
— Bruna Lombari (Texto "Momentos roubados")
“Eu não filmo as pessoas; filmo o espaço que há entre elas. Tanto no cinema quanto na tela o que importa é esta tensão que vibra entre os corpos, esta energia que nos une e nos separa sem cessar. Esta é a essência do drama. Newton Mesquita sabe captar como poucos este espaço proibido que nos faz sofrer ou amar. Ele flagra esta mistura de auras, estas luzes que se fundem e explodem ou no ódio ou no gozo. As vezes entre corpos colados há um deserto de quilômetros, e em mãos que se acenam em cantos opostos do palco ou da tela há um amor sem fim. Nas cores de Newton e nas figuras que se entrevêem sob seu contraluz, seu rubro de tourada, seu vinho tinto de paixão, está fixado um mistério desta coisa que não ousamos dizer o nome, que chamamos vulgarmente de amor.”
— Arnaldo Jabor, cineasta
“Cada qual, com sua sensibilidade, capta os múltiplos sinais deixados na tela pelo artista que, por sua vez, sabe que os semelhantes sempre serão diferentes entre si. Incansável no ofício de construir algo expressivo e revelador sobre as questões que lhe ocorrem, seja na vida ou na própria arte, ele tenta, com a técnica e os meios disponíveis, ampliar e, muitas vezes, superar a própria linguagem elaborada em anos e anos de desmedido esforço. De tempos em tempos ele abre sua vida aos outros. Tenta tocá-los propondo uma espécie de troca nem sempre afetiva. Em certos momentos isso não é tão importante, mas em outros, como agora, é fundamental. Assim definido, seu único interesse encontra-se na possibilidade de ver, sob diferentes reações, a emoção provocada pela obra. Melhor que o êxito fácil colhido às custas de recursos formais discutíveis e tão frequentes em todas as épocas. É certo que nem sempre ele pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte? É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura. Mais que qualquer outro ser, o artista escolhe um caminho e recria pacientemente seu próprio tempo. Como se sabe, muitos mestres fizeram isso ao longo da história.”
— Paulinho da viola, cantor
“…A pintura de Newton Mesquita é de uma objetividade notável. Ela é substantiva, qualidade que encontramos em toda pintura de alta linhagem. O artista cria uma realidade e ela se apresenta diante de nós, já desligada e independente da origem. É um ser espiritual e podemos dialogar com ela. Certamente verificamos constantes temáticas, um método de ver e fazer, uma certa atmosfera, alguns sentimentos recorrentes. E desta maneira sabemos que estes trabalhos foram feitos por um artista chamado Newton Mesquita. Em que outra pintura encontraríamos, juntos, este marcado sentimento de solidão e esta doce solidariedade ?”
— Jacob Klitowitz, rítico de artes visuais
“Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao ‘realismo histórico’ que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto”.
— Pietro Maria Bardi, jornalista.
Exposições individuais
1977 – Galeria Paulo Prado, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1977 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1977 – Projecta Galeria de Arte, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Memória, Pintura e Objeto, Belo Horizonte/MG’
1978 – Museu de Arte Brasileira, Desenho, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Civiltec, Desenho, Pintura e Objeto, Guarujá/SP
1978 – Projecta Galeria de Arte, Pintura, São Paulo/SP
1978 – Casa da Cultura, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1979 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1979 – Galeria Sérgio Miliet, Funarte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1979 – Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Pintura, Objeto e Néon, São Paulo/SP
1980 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1980 – Salamandra Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1980 – Casa das Artes, Desenho e Pintura, São José dos Campos/SP
1980 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP1981 – Fotogaleria, Fotografia, São Paulo/SP
1981 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1981 – Realidade Galeria de Arte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1981 – Galeria Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1982 – Arte Aplicada, Escultura, São Paulo/SP
1983 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP
1983 – Masson Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1983 – Estúdio Ronda, Objetos e Vitrais, São Paulo/SP
1983 – Galeria Suzana Sassoun, Desenho, São Paulo/SP
1984 – Galeria Alberto Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1985 – Galeria O Cavalete, Desenho e Pintura, Salvador/BA
1985 – Galeria Suzana Sassoun, Aquarela, São Paulo/SP
1985 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1986 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Pintura, Gávea/ Rio de Janeiro/RJ
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Gravura, Barra/ Rio de Janeiro/RJ
1988 – Prova do Artista, Gravura, Salvador/BA1989 – Arte Aplicada, Pintura, São Paulo/SP
1989 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1990 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1991 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1991 – Arte Vital, Objetos e Múltiplos, São Paulo/SP
1992 – Montesanti Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1993 – Jardim Contemporâneo, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1994 – Galeria Nara Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1996 – Free Jazz, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Free Jazz, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1997 – Galeria Nara Roesler, Pintura, Campos do Jordão/SP
1999 – Museu da Cultura PUC, Gravura, São Paulo/SP
2002 – Euroart Casteli, Pintura, São Paulo/SP
2006 – MuBe, Pintura, São Paulo/SP
2006 – Prova do Artista, Pintura, São Paulo/SP
2007 -Almacen Galeria, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
2007 – Espaço Cultural Citi, pintura, São Paulo/SP
2008 – Centro de Convivência Comgas, pintura, São Paulo/SP
2008 – MuBe, Pintura e escultura, São Paulo/SP
2010 – Glenarte, Pintura, Aldeia da Serra/SP
2012 – Palacete das Artes – Rodin Bahia, Pintura, Salvador/BA
Exposições coletivas
1965 – Execução de telas com o tema da Ópera La Boheme para o Restaurante La Boheme, São Paulo/SP
1971 – Cartaz “Semana do Urbanismo” – FAUBC
1972 – Temporada de Arte e Cultura – pintura – Guarulhos/SP
1974 – Experiência em conjunto – pintura e objetos – Bosque Central Jardim Maia – Guarulhos/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Galeria Prestes Maia – São Paulo/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Câmara Municipal de São Paulo – São Paulo/SP
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Curitiba/PR
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Santos/SP
1979 – O desenho como instrumento – Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
1980 – Capas de cadernos, livros e artes gráficas para a Companhia melhoramentos de São Paulo/SP
1980 – Cartão de Natal – Grupo Boston
1981 – Capas de livros para a Editora Brasiliense, São Paulo/SP
1982 – Out-doors para lançamento de vídeo Sharp, Campanha Nacional
1982 – Futebol – pôster da exposição, desenho e pintura – Galeria Paulo Figueiredo/Cristal – São Paulo/SP
1982 – Futebol – Galeria do Banerj – Rio de Janeiro/RJ
1983 – 20 pinturas (telas) para o restaurante Tatini, São Paulo/SP
1983 – Coletiva de inauguração – Desenhos para camisetas, Arte Assinada, São Paulo/SP
1983 – Palmeira, pintura, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo/SP
1984 – Aldemir Martins e Newton Mesquita – Pinturas Recentes, Barretos/SP
1984 – Marca e cenários para o Programa Olho Mágico, Abril Vídeo, São Paulo/SP
1984 – 10 pinturas para acervo que ilustram relatório anual do Unibanco
1984 – As dimensões Urbana e Industrial na Pintura Figurativa Paulista – Traço Galeria de Arte – São Paulo/SP
1984 – As Paredes da Casa Vogue – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1985 – Cenários e abertura para o Programa Oito e meia da TV Bandeiras, São Paulo/SP
1985 – Che Guevara – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1985 – Natureza Morta – Arte Aplicada – São Paulo/SP
1985 – Pintura Contemporânea de São Paulo – Curitiba/PR – Campo Grande/MS – Cuiabá/MT – Goiânia/GO – Salvador/BA – Rio de janeiro/RJ – Florianópolis/SC – São José dos Campos – Diadema – Campinas e São Paulo/SP
1985 – Artistas Brasileiros – Escritório de Arte da Bahia – Salvador/BA
1986 – Villa Lobos – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1986 – Execução de gravuras “Viagens de Gulliver” (serigrafia), Ateliê Laércio Pereira da Silva, São Paulo/SP
1986/87 – Projeto e execução do ateliê da rua Caiowaá, São Paulo/SP
1987 – Quadros para os terminais Vip da VARIG em Barcelona/Espanha e Nova York/EUA
1988 – 15 anos de Exposição de Belas Artes Brasil/Japão
1988 – Álbum de gravuras Eu Te Amo (litografia), Ateliê Almavera, São Paulo/SP
1988 – Ilustração e Projeto de camisetas para Atkinsons, Gessy Lever, São Paulo/SP
1989 – Palestra e Workshop “O artista plástico e seu ofício”, Oficinas Culturais Três Rios, São Paulo/SP
1990 – Edição exclusiva de gravuras para o Diners Club, São Paulo/SP
1990 – Cenários para o Jornal Bandeirantes, TV Bandeirantes, São Paulo/SP
1990 – Capa do programa Espetáculo Mulheres de Hollanda, desenho, São Paulo/SP
1990 – Projeto para cerâmica de revestimento
1991 – Projeto de Objetos e Multiplos (madeira) Arte Vital, São Paulo/SP
1991 – Artistas Arquitetos, IAB Instituto dos Arquitetos do Brasil – São Paulo/SP
1991 – Galeria de Arte da Hebraica, pintura, São Paulo/SP
1991 / 1992 – Diretor do Museu da Imagem e do Som, São Paulo/SP
1992 – Cenário e Abertura para o programa Amanhã, TV Record, São Paulo/SP
1993 –Edição exclusiva de gravura para o Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
1993 – Pôster e convite para “Imagens de Moda – Coleções Européias” – Realização Editora Abril – São Paulo/SP
1993 – Eternamente Pagu, desenho, Salão do Congresso Nacional, Brasília/DF
1994 – Pesquisa e projeto para a exposição Muito Romântico sobre desenhos de Carlos Zéfiro
1994 – Arte Paulista, Arte Espaço, Recife/PE
1995 – Coletiva Brasil Brasil, Hong Kong
1996 – Projeto e execução do prêmio HBO – Cinema Nacional – Cinema Nacional (pinturas e gravuras), São Paulo/SP
1996 – Reciclarte, instalação, Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ
1996 – Calendário da Telesp 1997 (pintura) – São Paulo/SP
1996 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1997 – Arte Arquitetura e Pintura, D & D, São Paulo/SP
1997 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1998 – Pagu, desenho, Anhembi, São Paulo/SP
1998 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1999 – Projeto e execução de casa no Pacaembu, São Paulo/SP
1999 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
2000 – Almeida Junior – Um artista revisitado, pintura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
2000 – Gravuras e pintura para a COMGAS, São Paulo/SP
2000 – Projeto e execução de celulares personalizados para Gradiente
2002 – Participa do projeto “O mundo da arte” da Rede SESC SENAC de Televisão com o vídeo “Newton Mesquita: cores e formas da vida”
2005 – Loucos Por Música, pintura/performance, Canecão, Rio de Janeiro/RJ
2005 – Pequenas Grandes Obras, objeto, Cultural Blue Life, São Paulo/SP
2005 – Dom Quixote na Panamericana, pintura, Escola de Arte e Design Panamericana, São Paulo/SP
2005 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo/SP
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro/RJ
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF
2006 – Futebol APAP, São Paulo/SP
2006 – Motoring Art, pintura, São Paulo/SP
2006 – Primeira Mostra Arte Indoor, Sierra Espaço Hoteleiro, São Paulo/SP
2006 – Alegria é o Lance –, MuBe, Leilão de arte para os Doutores da Alegria
2007 – Paredes da Fama, Galeria André, pintura, São Paulo/SP
2007 – Pequenas Grandes Obras, objeto, SESC Santana, São Paulo/SP
2007 – Show de Bola Bola Arte, objeto, L’Open, São Paulo/SP
2007 – Loucos Por Música, pintura/performance, Concha Acústica, Salvador/BA
2007 – Artistas Arquitetos, pintura, Prova do Artista Galeria de Arte, Salvador/BA
2009 – Gabinete de Desenho – MAM – São Paulo, desenho, Galeria Mirante Caixa Cultural Salvador, Salvador/BA
2009 – Pirelli 80 Anos, Retratos do Brasil, pintura, Pavilhão da Bienal, São Paulo/SP
2010 – Rede Globo, cenário com exposição individual de pinturas para novela Passione, FAAP, São Paulo/SP
2011 – Up Art, Pequenas Grandes Obras, Espaço Cultural Edifício Planalto, pintura, São Paulo/SP
2011 – Lançamento do Livro “Newton Mesquita”, pela Editora Décor
2012 – A Sedução de Marilyn Monroe, Museu Afro Brasil, pintura, São Paulo/SP
2012 – Lançamento Coleção Newton Mesquita – Editora Capella
2013 – 40 anos da Galeria Bahiarte – Londrina/PR
2016 – A Arte para Viver, pintura, Herança Cultural, Bebedouro/SP
Salões e museus
1975 – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – VII Salão de Arte Contemporânea – São Caetano/SP
1975 – IV Encontro Jundiaiense de Arte – Jundiaí/SP
1975 – XVIII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1976 – IX Salão de Arte Contemporânea – Santo André/SP
1976 – IV Salão de Arte Jovem de Santos/SP
1976 – Fundação do Distrito Federal – Brasília/DF
1976 – Feira Paulista de Poesia e Arte – Teatro Municipal de São Paulo/SP
1976 – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – V Salão de Arte Jovem – Santos/SP
1977 – XVI Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1977 – IV Salão de Artes Visuais – Porto Alegre/RS
1978 – XVII – Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Punta Del Este/Uruguai
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Montevideo/Uruguai
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – MAB Museu de Arte Brasileira – São Paulo/SP
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – Museu de Arte Moderna – Buenos Aires/Argentina
1978 – I Salão Nacional de Artes Plásticas – Funarte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MEC – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MAM – São Paulo/SP
1979 – I Salão de Arte – Tókio/Japão
1979 – I Salão de Arte – Atami/Japão
1979 – I Salão de Arte – Kyoto/Japão
1979 – XVIII Salão Bunkyo São Paulo/SP
1979 – Papéis e Companhia – MIS – Museu de Imagem e do Som – São Paulo/SP
1979 – II Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM – Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – IX Salão Bunkyo – São Paulo/SP
1980 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Desenho – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1980 – III Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – I Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1981 – IV Salão Nacional de Artes Plásticas – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1982 – XIV Salão Nacional de Arte – MAM Museu de Arte Moderna de Belo Horizonte/MG
1982 – V Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1982 – III Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1983 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Pintura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Centro Cultural São Paulo – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Cidade do México – México
1988 – Cópias e Pastiches, desenho, Museu de Arte Contemporânea USP, São Paulo/SP
1991 – Sala Especial na Bienal de Santos – Santos/SP
1991 – Artistas Arquitetos – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1991/1992 – Diretor do MIS Museu da Imagem e do Som – São Paulo/SP
1992 – Coordenador de Ação Cultural – Secretaria de Estado da Cultura – São Paulo/SP
1992 – Eco Arte – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1992 – Futebol – Pinacoteca do Estado de São Paulo – São Paulo/SP
1993 – Calendário Volkswagem do Brasil – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1995 – Hollywood Rock – Gravura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1998 – Coletiva de Inauguração – MAC Museu de Arte Contemporânea – Londrina/PR
2000 – “15 Anos do Clube de Colecionadores de Gravura do mam”, gravura, Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
2008 – Bienal de Atibaia – Pintura – Atibaia/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, Pintura, Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, pintura, Museo de La Solidaridad Salvador Allende, Santiago – Chile
2010 – De King a Obama – Pintura – Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Obras públicas
1978 – Painel externo com 200m2 para o Centro Paulista de Tênis (tinta industrial s/metal), São Paulo/SP
1983 – Painel interno (relevo em madeira) de 18m2 – MAB Museu de Arte Brasileira – Fundação Álvares Penteado – São Paulo/SP
1985 – Painel interno (relevo em madeira) de 200m2 – Secretaria da Fazenda – Ilheus/BA
1987 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Loja Varig no Rockfeller Center – Nova York/EUA
1988/89 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Edifício The Plaza – São Paulo/SP
1991 – Painel interno (pintura) de 20m2 – Rima Impressoras – São Paulo/SP
1992 – Escultura (ferro) – Banco Luso Brasileiro – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) de 25m2 – Shopping Center Iguatemi – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) – Shopping Market Place – São Paulo/SP
1996 – Painel interno (pintura) – Dado Bier – São Paulo/SP
1999 – Escultura (ferro) – Comet – São Paulo/SP
2000 – Painel interno (pintura) – Edifício Petrus II – São Paulo/SP
2001 – Painel interno (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
2002 – Painel interno – Sala de Operações (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
Prêmios
1975 – Menção Especial do Júri – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – Prêmio Aquisição – XII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1975 – Grande Medalha de Prata – XVIII Salão de Arte – São Bernardo do Campo/SP
1976 – Prêmio Incentivo – IV Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1976 – Prêmio Aquisição – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – Prêmio Incentivo – V Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1978 – Prêmio Aquisição – I Salão de Artes Plásticas – FUNARTE – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Prêmio Aquisição – I Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Medalha de Prata VIII Salão Bunkyo – São Paulo/SP
Empresas com obras no acervo
Agnelo Pacheco
Alcan
Amadeus
Banco Luso Brasileiro
Banco Multiplic
Bank Boston
Cacau Show
Caixa Econômica Federal
Cimentos Tupy
Coimex
Comet
Comgas
Companhia das Letras
Companhia Melhoramentos
CPM
Destilaria Balbo
Editora Brasiliense
Espírito de Minas
Fundação Padre Anchieta
Gas Investimentos
Governo do Estado da Bahia
Grupo Rodrimar
Grandprix
IBM
Itápolis
Misura M/Coletanea
Pirelli
Plano Editorial
Rima Impressoras
Shopping Iguatemi
Tatini
Tecnolamp do Brasil
Unibanco
VARIG
Obras em coleções importantes do Brasil e Mundo
MASP Museu de Arte de São Paulo, São Paulo/SP
MAB Museu de Arte Brasileira, São Paulo/SP
MAC Museu de Arte Contemporânea de Londrina/PR
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
MAM Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Museu Anchieta – Pateo do Collegio, São Paulo/SP
Museu Salvador Allende, Santiago, Chile
Galeria Degli Uffizzi, Florença/Itália
Fonte e crédito fotográfico: Site oficial Newton Mesquista, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.
Newton Ferreira Mesquita (São Paulo, SP, 6 de junho de 1949), mais conhecido como Newton Mesquita, é um pintor, desenhista, gravador, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro. Gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
Biografia - Itaú Cultural
Forma-se em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo Brás Cubas, em Mogi das Cruzes, São Paulo, em 1977. No mesmo ano, inicia atividade docente na Faculdade de Arquitetura da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Expõe pela primeira vez em 1972, na Temporada de Arte e Cultura, em Guarulhos, São Paulo. Desde então realiza exposições individuais, em diferentes cidades brasileiras, integrando também coletivas, no Brasil e no exterior. Em 1976 e 1977, recebe o Prêmio Incentivo no Salão de Arte Jovem de Santos. Paralelamente, realiza trabalhos gráficos para as editoras Cia. Melhoramentos de São Paulo, em 1980, e Brasiliense, em 1981, além de cenários para as redes de televisão Record e Bandeirantes. É responsável por um painel externo do Centro Paulista de Tênis, realizado em 1978, e pelo relevo de madeira do Museu de Arte Brasileira - MAB/Faap, 1983. Na década de 1980, produz ilustrações para as revistas Nova, Veja, Claudia, Playboy, entre outras. Dirige o Museu da Imagem e do Som de São Paulo - MIS/SP entre 1991 e 1992. Em 1992, é coordenador de ação cultural da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
Comentário Crítico
A obra de Newton Mesquita é resultante de sua formação como artista gráfico, ilustrador e arquiteto. O lugar preponderante do desenho, o emprego sistemático da tinta acrílica, as superfícies lisas (brilhantes ou opacas), os jogos cromáticos e espelhamentos conferem aos trabalhos aspectos de cartaz e de outdoor. Não apenas as técnicas e materiais empregados, mas também o repertório escolhido, introduzem essa produção no universo urbano, no mundo da mídia e da publicidade. Símbolos e clichês do mundo contemporâneo são explorados na maior parte dos trabalhos que percorrem amplo espectro de temas e situações.
As grandes cidades brasileiras são representadas por vistas amplas como avenidas, viadutos e construções - Paulista e Indo pro Paraíso, 2002 -, como também por meio de vistas aproximadas em sinais de trânsito, neons, faixas e ônibus - como Anhangabaú, 2002. As figuras se fazem presentes em situações de trabalho de operário, engraxate e garçom, e em momentos de repouso como idosos lendo jornais em bancos de praça, ciclistas, transeuntes flagrados diante de uma vitrine. Os corpos femininos constituem outro veio temático importante: beijos, gestos e poses mostram-se com forte carga erótica, às vezes no limite da pornografia - Muito Romântico, 1993. Também as cidades, por vezes coloridas e iluminadas, se transformam em paisagens de tom lírico em função dos sombreados.
Difícil não perceber as afinidades da pintura de Newton Mesquita com a fotografia e com o hiper-realismo de David Hockney. Alguns falam em aproximações com a arte pop de Roy Lichtenstein. O artista acentua a importância de Carlos Scliar em seu trabalho.
Críticas
"(...) Há no jovem arquiteto, programador visual, artista plástico uma visão contemporânea, que só poderia existir em uma geração em que a estória em quadrinhos e a televisão tiveram e têm papel preponderante. O cinema, por exemplo, não influi nesta visão. Ela está muito mais ligada aos outdoors, às retículas, tanto desses anúncios quanto as das estórias em quadrinho. Dissociada porém do conteúdo pop de um Lichtenstein ou de um Warhol. Ao contrário desses artistas que deram à retícula uma função meramente gráfica, Mesquita utiliza-a não como efeito, mas, sim, como elemento indispensável ao desenvolvimento plástico e estético da composição. Porém, a retícula que obtém através da utilização de pequenos rolos de borracha não é o mais importante na sua obra. É um recurso apenas. Bem resolvido. Significativo é o seu desenho, a sua concepção do espaço, a sutileza com que aborda as cores, e até mesmo os cortes visuais com que enfoca suas composições. Empregando a técnica da projeção dos hiper-realistas, embora nada tenha a ver com aquela escola, Mesquita elabora, cria, desenvolve uma nova imagem a partir de um referencial fotográfico. (...)"
Carlos Von Schmidt (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Carlos von Schmidt. São Paulo : MAB, 1978.)
"Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao 'realismo histórico' que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto".
Pietro Maria Bardi (MESQUITA, Newton. Newton Mesquita. Apresentação Pietro Maria Bardi. São Paulo : Paulo Prado Galeria de Arte, 1980.)
"É certo que nem sempre ele [o artista] pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte?
É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura".
Paulinho da Viola
MESQUITA, Newton. Quarenta e cinco : Newton Mesquita. São Paulo : Galeria Nara Roesler, 1994.
Fonte: NEWTON Mesquita. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 13 de Mar. 2021. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia - Wikipédia
Formou-se em arquitetura pela Universidade Braz Cubas de Mogi das Cruzes, em 1977. Iniciou-se nas artes visuais na capital paulista, produzindo litografias e serigrafias. Desde 1975, participa de salões oficiais e mostras coletivas em diversas cidades do Brasil e do exterior (Buenos Aires, Montevidéu, Barcelona, Nova York, Tóquio, Tel Aviv, etc.).
Produziu capas de cadernos e livros e outros trabalhos de artes gráficas para a Cia Melhoramentos e para a Editora Brasiliense, além de cenários para televisão, vídeo e cinema. Foi diretor do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Possui obras em importantes coleções públicas e particulares do Brasil e do exterior, como por exemplo no acervo do MASP e no MAB, em São Paulo, e na Galleria degli Uffizi, em Florença.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.
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FTC: “A arte é a única coisa que salva, porque arte é uma forma de amor" Conheça Newton Mesquita
Newton Mesquita, nascido em 1949, é um artista contemporâneo multifuncional. Pintor, desenhista, cenógrafo, fotógrafo e escultor brasileiro, gosta de usar a luz como principal elemento para intervir em suas obras. Em seu quadros, que refletem temas urbanos e da cultura de massa, um elemento tão básico atua como ator principal.
“Se você apaga a luz não vê mais nada. A luz é tudo, ela que define as formas, a perspectiva, os volumes, as texturas”, explica. Newton considera a luz essencial, capaz de transformar a arte diante dos nossos olhos. Para ele, isto parece estar esquecido.
Paulistano, nascido no Sumaré, onde vive hoje em sua casa ateliê, o artista também guarda boas memórias de outros lugares onde morou, como a região do Brás. Sobre lá, resgata com carinho memórias da Zona Leste de São Paulo, de quando tinha nove anos. “O Brás que eu vivi era o Brás dos italianos, dos operários. O local influenciou muito, muito, na minha visão do próximo, do ser humano”, diz.
Cresceu rodeado pela comunidade italiana do bairro e pela própria língua do país europeu. As cantinas italianas começaram a se propagar na época e tornaram-se marca registrada do Brás. Entre elas, a chamada La Bohème – assim como a ópera de Giacomo Puccini. Foi para onde Newton fez um de seus primeiros trabalhos sob encomenda.
A oportunidade surgiu a partir de um convite do próprio dono da cantina, que também era morador dali, onde todos viviam como uma grande comunidade, uma grande família. Na época Mesquita já se arriscava nos desenhos e conta que aprendeu vendo as ilustrações de Darcy Penteado, Wesley Duke Lee e Aldemir Martins nas revistas.
Coincidentemente, na mesma semana em que recebeu a proposta da cantina, o cine Bijou, antigo cinema próximo à praça Roosevelt, estava com a ópera La Bohème em cartaz. Newton então perguntou ao porteiro se poderia pegar emprestado os cartazes que estavam sendo usados para a divulgação do espetáculo, expostos nas antigas vitrines dos cinemas.
Tirou fotocópias, o que hoje poderia ser resolvido facilmente com fotos no celular, e usou essas imagens do filme como referência para sua primeira encomenda como artista.
As obras de Newton Mesquita nos encantam. A pessoa de Newton mais ainda.
O artista tem um domínio incrível sobre a tinta acrílica e cria superfícies brilhantes, opacas, jogos cromáticos e utiliza a luz como sua protagonista.
Sobre se encontrar na pintura
Quando está pintando, Newton Mesquita gosta de escutar música clássica porque elas não tem letra, o que ajuda a manter sua concentração. A música é algo que faz parte da formação do artista, já que ele tocava profissionalmente antes de se dedicar exclusivamente à pintura. Ele teve aulas de piano e aprendeu a tocar porque era uma paixão de seu pai. Bill Evans é sua grande referência de piano, além de Tom Jobim, João Gilberto e amigos como Nelson Ayres, Paulinho da Viola. Frank Sinatra é para ele o ‘Picasso da música’.
Em suas palavras, a pintura é, ‘mais do que um hobbie ou um prazer, aquilo que precisa fazer diariamente’. A arte é o que o tira da cama todos os dias, para pintar, estudar técnicas, refletir. Newton explica o dilema que é ter a sorte de poder trabalhar com o que mais ama e ao mesmo tempo ser também aquilo que mais o deixa chateado e preocupado. “Eu adoro poder ter o privilégio de fazer o que eu faço”.
Detalhes do ateliê de Newton Mesquita no 1º andar de sua casa. Tivemos o privilégio de conhecer o local e impossível não se emocionar com cada objeto.
Newton já realizou mais de 52 exposições individuais de pintura, desenho, aquarela, gravura, fotografia, objeto e escultura pelo mundo afora.
Quando era mais jovem, sofreu um acidente de moto que causou uma lesão séria em seu braço direito. Por um tempo, o artista ficou em pânico ao pensar na possibilidade de não poder mais pintar. “Eu sonho que estou andando de moto”, diz. Desde então, abandonou o veículo motorizado, mas não perdeu a possibilidade de dedicar-se à sua principal atividade. Andar de moto era uma de sua grandes paixões, mas a pintura é sua razão de vida.
Quando perguntado como definiria seu trabalho em três palavras, recorre ao mais verdadeiro clichê universal: “Eu te amo”, declara com uma risada. E acrescenta: “A arte é a única coisa que salva, porque a arte é uma forma de amor”.
Fonte: Follow the colours, publicado por Carol T. Moré, em 10 de fevereiro de 2020.
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Críticas e depoimentos
"Um homem espera. Quando o momento exato se ilumina ele o rouba. Mais tarde, quando finalmente está sozinho no seu espaço, ele usa seus poderes e se transforma e transforma cada momento roubado no mais preciso instante definitivo. E é assim, nessa magia, que cada instante de vida que passaria despercebido pra maioria dos mortais se torna permanente. Tem agora outra vida. É grande, tem luz própria, desafia seu criador.
E de dentro da tela, onde ele parecia seguro, aquele momento se redimensiona e ousa atravessar o tempo.
Vai do passado onde aconteceu e foi capturado pelo artista, para o presente da obra, para o quadro onde ele está agora.
E de agora se multiplica e irá refletir num futuro infinito atingindo todos nós que temos e teremos a emoção de rever esse momento que nunca vimos. E que agora não será mais um momento perdido.
Todo grande mestre é uma espécie de Prometeu, que rouba o sagrado dos deuses e o oferece aos mortais. E seu castigo é justamente ser devorado por sua própria febre e todos os dias reconstruir seu dom. Mas como os deuses são sábios essa é também a sua benção. A sua grande arte.
Newton Mesquita rouba momentos. E os distribui generosamente. Devolve a todos nós alguma coisa que sem querer perdemos.
Uma doce capacidade de observar o imperceptível, uma delicada sensação, como se fosse uma memória do que nem sequer vivemos. Uma música ao longe, uma voz cantando pra ninguém, um sabor, um cheiro, um homem num jardim, um gesto esquecido, um navio no porto, alguém que espera, um abraço, um café, uma guitarra, uma lembrança que não é nossa, um amigo que não tivemos, a nudez de uma mulher que nunca conhecemos. O descobrir de um desejo.
Milhões de desejos se escondem nessa cidade onde tudo está exposto e onde tudo se esconde.
Newton retrata a cidade e sua melhor paisagem: as pessoas. E os lugares vazios, onde pessoas estiveram e deixaram um sentimento. E em sua busca, ele desvenda a dualidade. A luz quente e frontal do dia, o mistério e o segredo das noites, das paixões, das intimidades. Em cada um a solidão e a solidariedade. A limitação da impossibilidade e o vislumbre de que tudo é possível.
E para quem sabe recriar cotidianos tudo é possível. Cada quadro revela e sugere um destino.
Cada imagem traz o fio que tece essa realidade e nos conecta a todos e nos retrata em todos. Nos faz lembrar que somos todos feitos da mesma matéria de que são feitas as estrelas."
— Bruna Lombari (Texto "Momentos roubados")
“Eu não filmo as pessoas; filmo o espaço que há entre elas. Tanto no cinema quanto na tela o que importa é esta tensão que vibra entre os corpos, esta energia que nos une e nos separa sem cessar. Esta é a essência do drama. Newton Mesquita sabe captar como poucos este espaço proibido que nos faz sofrer ou amar. Ele flagra esta mistura de auras, estas luzes que se fundem e explodem ou no ódio ou no gozo. As vezes entre corpos colados há um deserto de quilômetros, e em mãos que se acenam em cantos opostos do palco ou da tela há um amor sem fim. Nas cores de Newton e nas figuras que se entrevêem sob seu contraluz, seu rubro de tourada, seu vinho tinto de paixão, está fixado um mistério desta coisa que não ousamos dizer o nome, que chamamos vulgarmente de amor.”
— Arnaldo Jabor, cineasta
“Cada qual, com sua sensibilidade, capta os múltiplos sinais deixados na tela pelo artista que, por sua vez, sabe que os semelhantes sempre serão diferentes entre si. Incansável no ofício de construir algo expressivo e revelador sobre as questões que lhe ocorrem, seja na vida ou na própria arte, ele tenta, com a técnica e os meios disponíveis, ampliar e, muitas vezes, superar a própria linguagem elaborada em anos e anos de desmedido esforço. De tempos em tempos ele abre sua vida aos outros. Tenta tocá-los propondo uma espécie de troca nem sempre afetiva. Em certos momentos isso não é tão importante, mas em outros, como agora, é fundamental. Assim definido, seu único interesse encontra-se na possibilidade de ver, sob diferentes reações, a emoção provocada pela obra. Melhor que o êxito fácil colhido às custas de recursos formais discutíveis e tão frequentes em todas as épocas. É certo que nem sempre ele pode mudar tudo. Mas seria isto realmente necessário para a criação de uma obra de arte? É o que parece querer dizer Newton Mesquita neste momento ao oferecer-nos sem alarde, com rigor e coerência, um gesto claro de amor à Pintura. Mais que qualquer outro ser, o artista escolhe um caminho e recria pacientemente seu próprio tempo. Como se sabe, muitos mestres fizeram isso ao longo da história.”
— Paulinho da viola, cantor
“…A pintura de Newton Mesquita é de uma objetividade notável. Ela é substantiva, qualidade que encontramos em toda pintura de alta linhagem. O artista cria uma realidade e ela se apresenta diante de nós, já desligada e independente da origem. É um ser espiritual e podemos dialogar com ela. Certamente verificamos constantes temáticas, um método de ver e fazer, uma certa atmosfera, alguns sentimentos recorrentes. E desta maneira sabemos que estes trabalhos foram feitos por um artista chamado Newton Mesquita. Em que outra pintura encontraríamos, juntos, este marcado sentimento de solidão e esta doce solidariedade ?”
— Jacob Klitowitz, rítico de artes visuais
“Uma das tendências que mais caracterizam a desorientada arte brasileira da jovem geração é o realismo, o raporto entre o pintor e a realidade. Sem alusões ao ‘realismo histórico’ que teve na França a ação de Courbet, tudo indica que o real vai cada vez mais interessando os artífices. Há quem caia na ilustração, naturalmente, e no reprodutivismo da velha turminha brava do academismo; porém quem tem fôlego se distingue. Tudo depende da possibilidade e do quanto de engenho se mistura nas cores. Para nos referirmos a um exemplo: Caravaggio.
Passando da História à Crônica, este cronista registra a presença de Mesquita que nesta exposição apresenta cenas de mar e de porto, reduzidas a um sistema de projeção, comunicação rápida de signos chapados, às vezes aparecendo em miúdas retículas pré-moldadas sobressalentes, figurações de sabor elementar, símbolos de rápida perceptibilidade, para dar idéia de conjunto”.
— Pietro Maria Bardi, jornalista.
Exposições individuais
1977 – Galeria Paulo Prado, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1977 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1977 – Projecta Galeria de Arte, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Memória, Pintura e Objeto, Belo Horizonte/MG’
1978 – Museu de Arte Brasileira, Desenho, Pintura e Objeto, São Paulo/SP
1978 – Civiltec, Desenho, Pintura e Objeto, Guarujá/SP
1978 – Projecta Galeria de Arte, Pintura, São Paulo/SP
1978 – Casa da Cultura, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1979 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1979 – Galeria Sérgio Miliet, Funarte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1979 – Paulo Figueiredo Galeria de Arte, Pintura, Objeto e Néon, São Paulo/SP
1980 – Museu de Arte de São Paulo, Desenho e Pintura, São Paulo/SP
1980 – Salamandra Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1980 – Casa das Artes, Desenho e Pintura, São José dos Campos/SP
1980 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP1981 – Fotogaleria, Fotografia, São Paulo/SP
1981 – Oscar Seraphico Galeria de Arte, Pintura, Brasília/DF
1981 – Realidade Galeria de Arte, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1981 – Galeria Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1982 – Arte Aplicada, Escultura, São Paulo/SP
1983 – Galeria Paulo Prado, Pintura, São Paulo/SP
1983 – Masson Galeria de Arte, Pintura, Porto Alegre/RS
1983 – Estúdio Ronda, Objetos e Vitrais, São Paulo/SP
1983 – Galeria Suzana Sassoun, Desenho, São Paulo/SP
1984 – Galeria Alberto Bonfiglioli, Pintura, São Paulo/SP
1985 – Galeria O Cavalete, Desenho e Pintura, Salvador/BA
1985 – Galeria Suzana Sassoun, Aquarela, São Paulo/SP
1985 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1986 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Pintura, Gávea/ Rio de Janeiro/RJ
1986 – Galeria Anna Maria Niemayer, Gravura, Barra/ Rio de Janeiro/RJ
1988 – Prova do Artista, Gravura, Salvador/BA1989 – Arte Aplicada, Pintura, São Paulo/SP
1989 – Escritório de Arte da Bahia, Pintura, Salvador/BA
1990 – Artespaço, Pintura, Recife/PE
1991 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1991 – Arte Vital, Objetos e Múltiplos, São Paulo/SP
1992 – Montesanti Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1993 – Jardim Contemporâneo, Pintura, Ribeirão Preto/SP
1994 – Galeria Nara Roesler, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Prova do Artista, Pintura, Salvador/BA
1996 – Free Jazz, Pintura, São Paulo/SP
1996 – Free Jazz, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
1997 – Galeria Nara Roesler, Pintura, Campos do Jordão/SP
1999 – Museu da Cultura PUC, Gravura, São Paulo/SP
2002 – Euroart Casteli, Pintura, São Paulo/SP
2006 – MuBe, Pintura, São Paulo/SP
2006 – Prova do Artista, Pintura, São Paulo/SP
2007 -Almacen Galeria, Pintura, Rio de Janeiro/RJ
2007 – Espaço Cultural Citi, pintura, São Paulo/SP
2008 – Centro de Convivência Comgas, pintura, São Paulo/SP
2008 – MuBe, Pintura e escultura, São Paulo/SP
2010 – Glenarte, Pintura, Aldeia da Serra/SP
2012 – Palacete das Artes – Rodin Bahia, Pintura, Salvador/BA
Exposições coletivas
1965 – Execução de telas com o tema da Ópera La Boheme para o Restaurante La Boheme, São Paulo/SP
1971 – Cartaz “Semana do Urbanismo” – FAUBC
1972 – Temporada de Arte e Cultura – pintura – Guarulhos/SP
1974 – Experiência em conjunto – pintura e objetos – Bosque Central Jardim Maia – Guarulhos/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Galeria Prestes Maia – São Paulo/SP
1975 – Arte e Pensamento Ecológico – Câmara Municipal de São Paulo – São Paulo/SP
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Curitiba/PR
1977 – Arte e Pensamento Ecológico – Santos/SP
1979 – O desenho como instrumento – Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
1980 – Capas de cadernos, livros e artes gráficas para a Companhia melhoramentos de São Paulo/SP
1980 – Cartão de Natal – Grupo Boston
1981 – Capas de livros para a Editora Brasiliense, São Paulo/SP
1982 – Out-doors para lançamento de vídeo Sharp, Campanha Nacional
1982 – Futebol – pôster da exposição, desenho e pintura – Galeria Paulo Figueiredo/Cristal – São Paulo/SP
1982 – Futebol – Galeria do Banerj – Rio de Janeiro/RJ
1983 – 20 pinturas (telas) para o restaurante Tatini, São Paulo/SP
1983 – Coletiva de inauguração – Desenhos para camisetas, Arte Assinada, São Paulo/SP
1983 – Palmeira, pintura, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo/SP
1984 – Aldemir Martins e Newton Mesquita – Pinturas Recentes, Barretos/SP
1984 – Marca e cenários para o Programa Olho Mágico, Abril Vídeo, São Paulo/SP
1984 – 10 pinturas para acervo que ilustram relatório anual do Unibanco
1984 – As dimensões Urbana e Industrial na Pintura Figurativa Paulista – Traço Galeria de Arte – São Paulo/SP
1984 – As Paredes da Casa Vogue – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1985 – Cenários e abertura para o Programa Oito e meia da TV Bandeiras, São Paulo/SP
1985 – Che Guevara – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1985 – Natureza Morta – Arte Aplicada – São Paulo/SP
1985 – Pintura Contemporânea de São Paulo – Curitiba/PR – Campo Grande/MS – Cuiabá/MT – Goiânia/GO – Salvador/BA – Rio de janeiro/RJ – Florianópolis/SC – São José dos Campos – Diadema – Campinas e São Paulo/SP
1985 – Artistas Brasileiros – Escritório de Arte da Bahia – Salvador/BA
1986 – Villa Lobos – Livraria Belas Artes – São Paulo/SP
1986 – Execução de gravuras “Viagens de Gulliver” (serigrafia), Ateliê Laércio Pereira da Silva, São Paulo/SP
1986/87 – Projeto e execução do ateliê da rua Caiowaá, São Paulo/SP
1987 – Quadros para os terminais Vip da VARIG em Barcelona/Espanha e Nova York/EUA
1988 – 15 anos de Exposição de Belas Artes Brasil/Japão
1988 – Álbum de gravuras Eu Te Amo (litografia), Ateliê Almavera, São Paulo/SP
1988 – Ilustração e Projeto de camisetas para Atkinsons, Gessy Lever, São Paulo/SP
1989 – Palestra e Workshop “O artista plástico e seu ofício”, Oficinas Culturais Três Rios, São Paulo/SP
1990 – Edição exclusiva de gravuras para o Diners Club, São Paulo/SP
1990 – Cenários para o Jornal Bandeirantes, TV Bandeirantes, São Paulo/SP
1990 – Capa do programa Espetáculo Mulheres de Hollanda, desenho, São Paulo/SP
1990 – Projeto para cerâmica de revestimento
1991 – Projeto de Objetos e Multiplos (madeira) Arte Vital, São Paulo/SP
1991 – Artistas Arquitetos, IAB Instituto dos Arquitetos do Brasil – São Paulo/SP
1991 – Galeria de Arte da Hebraica, pintura, São Paulo/SP
1991 / 1992 – Diretor do Museu da Imagem e do Som, São Paulo/SP
1992 – Cenário e Abertura para o programa Amanhã, TV Record, São Paulo/SP
1993 –Edição exclusiva de gravura para o Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
1993 – Pôster e convite para “Imagens de Moda – Coleções Européias” – Realização Editora Abril – São Paulo/SP
1993 – Eternamente Pagu, desenho, Salão do Congresso Nacional, Brasília/DF
1994 – Pesquisa e projeto para a exposição Muito Romântico sobre desenhos de Carlos Zéfiro
1994 – Arte Paulista, Arte Espaço, Recife/PE
1995 – Coletiva Brasil Brasil, Hong Kong
1996 – Projeto e execução do prêmio HBO – Cinema Nacional – Cinema Nacional (pinturas e gravuras), São Paulo/SP
1996 – Reciclarte, instalação, Jardim Botânico, Rio de Janeiro/RJ
1996 – Calendário da Telesp 1997 (pintura) – São Paulo/SP
1996 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1997 – Arte Arquitetura e Pintura, D & D, São Paulo/SP
1997 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1998 – Pagu, desenho, Anhembi, São Paulo/SP
1998 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
1999 – Projeto e execução de casa no Pacaembu, São Paulo/SP
1999 – Membro do júri – Prêmio Phillips para jovens talentos
2000 – Almeida Junior – Um artista revisitado, pintura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
2000 – Gravuras e pintura para a COMGAS, São Paulo/SP
2000 – Projeto e execução de celulares personalizados para Gradiente
2002 – Participa do projeto “O mundo da arte” da Rede SESC SENAC de Televisão com o vídeo “Newton Mesquita: cores e formas da vida”
2005 – Loucos Por Música, pintura/performance, Canecão, Rio de Janeiro/RJ
2005 – Pequenas Grandes Obras, objeto, Cultural Blue Life, São Paulo/SP
2005 – Dom Quixote na Panamericana, pintura, Escola de Arte e Design Panamericana, São Paulo/SP
2005 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo/SP
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio de Janeiro/RJ
2006 – Erótica, desenho, Centro Cultural Banco do Brasil, Brasília/DF
2006 – Futebol APAP, São Paulo/SP
2006 – Motoring Art, pintura, São Paulo/SP
2006 – Primeira Mostra Arte Indoor, Sierra Espaço Hoteleiro, São Paulo/SP
2006 – Alegria é o Lance –, MuBe, Leilão de arte para os Doutores da Alegria
2007 – Paredes da Fama, Galeria André, pintura, São Paulo/SP
2007 – Pequenas Grandes Obras, objeto, SESC Santana, São Paulo/SP
2007 – Show de Bola Bola Arte, objeto, L’Open, São Paulo/SP
2007 – Loucos Por Música, pintura/performance, Concha Acústica, Salvador/BA
2007 – Artistas Arquitetos, pintura, Prova do Artista Galeria de Arte, Salvador/BA
2009 – Gabinete de Desenho – MAM – São Paulo, desenho, Galeria Mirante Caixa Cultural Salvador, Salvador/BA
2009 – Pirelli 80 Anos, Retratos do Brasil, pintura, Pavilhão da Bienal, São Paulo/SP
2010 – Rede Globo, cenário com exposição individual de pinturas para novela Passione, FAAP, São Paulo/SP
2011 – Up Art, Pequenas Grandes Obras, Espaço Cultural Edifício Planalto, pintura, São Paulo/SP
2011 – Lançamento do Livro “Newton Mesquita”, pela Editora Décor
2012 – A Sedução de Marilyn Monroe, Museu Afro Brasil, pintura, São Paulo/SP
2012 – Lançamento Coleção Newton Mesquita – Editora Capella
2013 – 40 anos da Galeria Bahiarte – Londrina/PR
2016 – A Arte para Viver, pintura, Herança Cultural, Bebedouro/SP
Salões e museus
1975 – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – VII Salão de Arte Contemporânea – São Caetano/SP
1975 – IV Encontro Jundiaiense de Arte – Jundiaí/SP
1975 – XVIII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1976 – IX Salão de Arte Contemporânea – Santo André/SP
1976 – IV Salão de Arte Jovem de Santos/SP
1976 – Fundação do Distrito Federal – Brasília/DF
1976 – Feira Paulista de Poesia e Arte – Teatro Municipal de São Paulo/SP
1976 – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – V Salão de Arte Jovem – Santos/SP
1977 – XVI Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1977 – IV Salão de Artes Visuais – Porto Alegre/RS
1978 – XVII – Salão de Desenho Juan Miró – Barcelona/Espanha
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Punta Del Este/Uruguai
1978 – 10 Artistas Jovens de São Paulo – Montevideo/Uruguai
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – MAB Museu de Arte Brasileira – São Paulo/SP
1978 – 15 Jovens Artistas do Brasil – Museu de Arte Moderna – Buenos Aires/Argentina
1978 – I Salão Nacional de Artes Plásticas – Funarte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MEC – Rio de Janeiro/RJ
1979 – I Salão de Arte – MAM – São Paulo/SP
1979 – I Salão de Arte – Tókio/Japão
1979 – I Salão de Arte – Atami/Japão
1979 – I Salão de Arte – Kyoto/Japão
1979 – XVIII Salão Bunkyo São Paulo/SP
1979 – Papéis e Companhia – MIS – Museu de Imagem e do Som – São Paulo/SP
1979 – II Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM – Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – IX Salão Bunkyo – São Paulo/SP
1980 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Desenho – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1980 – III Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1980 – I Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1981 – II Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1981 – IV Salão Nacional de Artes Plásticas – Rio de Janeiro/RJ
1981 – II Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1982 – XIV Salão Nacional de Arte – MAM Museu de Arte Moderna de Belo Horizonte/MG
1982 – V Salão Nacional de Artes Plásticas – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1982 – III Salão Paulista de Artes Plásticas e Visuais – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – São Paulo/SP
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Tókio/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Atami/Japão
1983 – III Salão Brasileiro de Arte – Kyoto/Japão
1983 – Panorama de Arte Atual Brasileira – Pintura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Centro Cultural São Paulo – São Paulo/SP
1986 – Futebol Arte del Brasil – Cidade do México – México
1988 – Cópias e Pastiches, desenho, Museu de Arte Contemporânea USP, São Paulo/SP
1991 – Sala Especial na Bienal de Santos – Santos/SP
1991 – Artistas Arquitetos – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1991/1992 – Diretor do MIS Museu da Imagem e do Som – São Paulo/SP
1992 – Coordenador de Ação Cultural – Secretaria de Estado da Cultura – São Paulo/SP
1992 – Eco Arte – MAM Museu de Arte Moderna – Rio de Janeiro/RJ
1992 – Futebol – Pinacoteca do Estado de São Paulo – São Paulo/SP
1993 – Calendário Volkswagem do Brasil – MASP Museu de Arte de São Paulo – São Paulo/SP
1995 – Hollywood Rock – Gravura – MAM Museu de Arte Moderna – São Paulo/SP
1998 – Coletiva de Inauguração – MAC Museu de Arte Contemporânea – Londrina/PR
2000 – “15 Anos do Clube de Colecionadores de Gravura do mam”, gravura, Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
2008 – Bienal de Atibaia – Pintura – Atibaia/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, Pintura, Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
2010 – Estéticas, sueños y utopias de los artistas de Brasil por la liberdad, pintura, Museo de La Solidaridad Salvador Allende, Santiago – Chile
2010 – De King a Obama – Pintura – Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Obras públicas
1978 – Painel externo com 200m2 para o Centro Paulista de Tênis (tinta industrial s/metal), São Paulo/SP
1983 – Painel interno (relevo em madeira) de 18m2 – MAB Museu de Arte Brasileira – Fundação Álvares Penteado – São Paulo/SP
1985 – Painel interno (relevo em madeira) de 200m2 – Secretaria da Fazenda – Ilheus/BA
1987 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Loja Varig no Rockfeller Center – Nova York/EUA
1988/89 – Painel interno (relevo em madeira) de 100m2 – Edifício The Plaza – São Paulo/SP
1991 – Painel interno (pintura) de 20m2 – Rima Impressoras – São Paulo/SP
1992 – Escultura (ferro) – Banco Luso Brasileiro – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) de 25m2 – Shopping Center Iguatemi – São Paulo/SP
1995 – Painel interno (pintura) – Shopping Market Place – São Paulo/SP
1996 – Painel interno (pintura) – Dado Bier – São Paulo/SP
1999 – Escultura (ferro) – Comet – São Paulo/SP
2000 – Painel interno (pintura) – Edifício Petrus II – São Paulo/SP
2001 – Painel interno (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
2002 – Painel interno – Sala de Operações (pintura) – Bank Boston – São Paulo/SP
Prêmios
1975 – Menção Especial do Júri – VI Salão Paulista de Arte Contemporânea – São Paulo/SP
1975 – Prêmio Aquisição – XII Salão de Artes Plásticas – Embu/SP
1975 – Grande Medalha de Prata – XVIII Salão de Arte – São Bernardo do Campo/SP
1976 – Prêmio Incentivo – IV Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1976 – Prêmio Aquisição – III Concurso Nacional de Artes Plásticas – Goiânia/GO
1977 – Prêmio Incentivo – V Salão de Arte Jovem de Santos – Santos/SP
1978 – Prêmio Aquisição – I Salão de Artes Plásticas – FUNARTE – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Prêmio Aquisição – I Salão Brasileiro de Arte – Rio de Janeiro/RJ
1979 – Medalha de Prata VIII Salão Bunkyo – São Paulo/SP
Empresas com obras no acervo
Agnelo Pacheco
Alcan
Amadeus
Banco Luso Brasileiro
Banco Multiplic
Bank Boston
Cacau Show
Caixa Econômica Federal
Cimentos Tupy
Coimex
Comet
Comgas
Companhia das Letras
Companhia Melhoramentos
CPM
Destilaria Balbo
Editora Brasiliense
Espírito de Minas
Fundação Padre Anchieta
Gas Investimentos
Governo do Estado da Bahia
Grupo Rodrimar
Grandprix
IBM
Itápolis
Misura M/Coletanea
Pirelli
Plano Editorial
Rima Impressoras
Shopping Iguatemi
Tatini
Tecnolamp do Brasil
Unibanco
VARIG
Obras em coleções importantes do Brasil e Mundo
MASP Museu de Arte de São Paulo, São Paulo/SP
MAB Museu de Arte Brasileira, São Paulo/SP
MAC Museu de Arte Contemporânea de Londrina/PR
Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo/SP
MAM Museu de Arte Moderna, São Paulo/SP
Museu Afro Brasil, São Paulo/SP
Museu Anchieta – Pateo do Collegio, São Paulo/SP
Museu Salvador Allende, Santiago, Chile
Galeria Degli Uffizzi, Florença/Itália
Fonte e crédito fotográfico: Site oficial Newton Mesquista, consultado pela última vez em 13 de março de 2021.