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Reserva (Rio de Janeiro, RJ, 2004) é uma marca de moda brasileira que faz parte do grupo Ar&Co. Criada pelos sócios e amigos de infância Rony Meisler e Rafinha, a empresa faz parte do mesmo grupo que a Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e a distribuição dos produtos Vans. Dentro da Reserva, há mais seis marcas – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Suas roupas possuem estilo despojado, produzindo e vendendo desde camisetas até shorts e calçados, conseguindo ao longo dos anos imprimir seu estilo e se tornar referência de lifestyle. São 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual, mais de 1.500 colaboradores e o certificado de empresa B, ou seja, faz parte do grupo de negócios que colocam o interesse nas pessoas e no planeta acima do lucro. Com forte trabalho socioambiental, a Reserva se tornou uma das marcas mais importantes e sustentáveis do Brasil.
Biografia – Wikipédia
A história da Reserva começa em 2004 numa cena cotidiana do Rio de Janeiro.
Os amigos de infância Rony Meisler, engenheiro de produção, e Fernando Sigal, publicitário, estavam na academia de ginástica quando perceberam que na mesma sala cinco homens vestiam exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Mesmo não tendo nenhuma relação ou interesse específico em moda, o tino empreendedor levou ambos a testarem a demanda do mercado de moda masculina.
Desenvolveram um modelo de bermuda “Be yourself but not always the same” e algumas t-shirts e venderam todas as peças entre amigos na praia. Ainda sem muitas pretensões, fizeram uma coleção com mais itens e resolveram fazer uma festa de lançamento da marca que ainda não tinha nome.
Com o estoque liquidado na mesma noite, os jovens sócios decidiram seguir com o projeto paralelo aos seus empregos. Logo, o nome Reserva surgiria: uma homenagem à praia preferida do pessoal e aos primeiros passos da marca.
No ano seguinte, largam seus empregos e instalam-se num pequeno ateliê na Gávea e iniciaram a venda para o atacado.
Evolução
Em 2006 a Reserva foi aceita no line up da semana de moda carioca. Neste ano a marca dá passos importantes que ditariam o ritmo acelerado com que se posicionou no mercado: desfila as coleção Street Cowboys e Tropical Rockers no Fashion Rio, adiciona o iconográfico passarinho à sua logo e abre em setembro a primeira loja, no coração de Ipanema, na rua Maria Quitéria. Nascia ali o formato de atendimento da marca, hoje conhecido amplamente como a Experiência Reserva.
A mudança para o SPFW acontece em 2008 atrelada aos planos de expansão em São Paulo, onde abre as primeiras lojas nos shoppings Iguatemi e Market Place. No ano seguinte, a empresa começa a se estruturar como grupo com o lançamento da marca infantil Reserva Mini.
Em 2011 a família aumenta com a chegada de novos sócios – Jayme Nigri e José Alberto Silva, Luis Roberto Pinto e Luciano Huck – e com o aumento do portfólio de produtos. O Grupo lança as marcas Huck e Eva, versão feminina da Reserva que chegou ao atacado na temporada inverno 2012.
No final de 2013, a Use Huck, até então uma label de venda online, ganhou seu primeiro quiosque no Norte Shopping, enquanto a Eva inaugurou duas lojas (em Ipanema e no Rio Design Barra) e a Reserva Mini passou a ser vendida também nas lojas Reserva, ampliando sua grade com o lançamento da linha “Pra Bebê”. Neste mesmo ano, o grupo abriu seu primeiro negócio para se caracterizar como multissegmento: a Reserva TT Burger. A empreitada gastronômica, em parceria com o Grupo Troisgros, tem como principais características o cardápio com ingredientes 100% brasileiros e assinatura do chef Thomas Troisgros, combinados à comunicação visual com DNA da Reserva. A força do grupo no universo digital inspirou um novo modelo de negócio de venda online on demand, que culminou no lançamento de três marcas licenciadas entre 2013 e 2014 – AlôRegina, em parceria com a apresentadora Regina Casé, UseDez, co-criação de professores do colégio DeAaZ e UseMussum, única grife com permissão da família do humorista para o uso de sua imagem. O Grupo Reserva inicia 2014 com oito marcas, 38 pontos de venda (27 lojas próprias Reserva, duas Eva, duas Reserva Mini, um quiosque Huck e dois TT Burger, além de quatro franquias Reserva) e com um faturamento que cresceu 40% em 2013 em relação ao ano anterior, com 1,7 milhão de peças vendidas (em comparação a 1,1 milhão em 2012).
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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História | Site Reserva
A história guarda um lugar muito especial para grandes duplas que pisaram no planeta. São muitas, e é desnecessário enumerá-las. Basta lembrar de duplas de ataque no futebol, de músicos parceiros, ou até de bandidos e personagens de ficção, além de casais. No caso da Reserva, a dupla é Rony Meisler e Fernando Sigal, o popular Nandão, sócios-fundadores da marca. Eles encerraram a primeira etapa da nossa quarentena de lives contando bastidores da construção da companhia. E anunciaram que a festa continua, no projeto 40+, na TV Reserva.
Depois de quase 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual e mais de 1.500 colaboradores, é fácil imaginar que chegar a esses números foi apenas o resultado de uma espiral de acertos, culminando no certificado de empresa B.
– Para chegarmos onde estamos, a Reserva teve muitas derrotas. Mas derrotas que eram pequenas dentro da nossa expectativa do que seria a Reserva. O sonho de construir a marca era muito maior, então a dificuldade ficava muito pequena – lembrou Nandão, hoje diretor de Produto da marca. – Eu e Rony somos judeus, e o que fez nosso povo sobreviver até hoje é o otimismo. E é isso que temos que ter constantemente, e sempre pensar como podemos ser melhores.
Rony, a propósito, já era amigo dos tempos de escola – e, sim, eles já caíram muito na porrada. Os dois tiveram o estalo da criação da marca quando estavam numa academia e repararam que praticamente todos ali dentro usavam a mesma bermuda. Resolveram fazer eles mesmos uma diferente, e começaram vendendo para os amigos. Foi o começo da história.
No início, Nandão era responsável pelo trabalho de Compras e Tributação, enquanto Rony se ocupava do Marketing e Vendas (a foto que ilustra este post é do dia da inauguração da primeira loja, em Ipanema). Em sua cabeça, essas tarefas “que davam dor de cabeça” deveriam ficar com ele, “porque eu achava que se o Rony tivesse que lidar com isso, ele desistiria”. E, naquele estalo na academia, Nandão já sabia que estava prestes a tocar o negócio de sua vida, e não queria queimar a oportunidade.
Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório.
– Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório. Nossos pais pagavam os nossos celulares, então podíamos ter o telefone da empresa sem funcionar, mas nossos celulares estavam em dia, então ainda eram comunicáveis – disse.
Como experiência profissional, Nandão tinha apenas duas anteriores: trabalhava com um tio na loja Pé de Anjo, de sapatos para mulheres que calçam números altos, criada por sua avó; e, através deste mesmo tio, descolou uma representação de calça jeans, mais como remédio para a timidez do que por outra coisa. A ajuda financeira do tio também foi importante para o início da história da Reserva, mas até certo ponto.
– Em certo momento eu estava precisando de dinheiro. Sou muito próximo de um rabino, e ele percebeu que eu estava muito preocupado, e me perguntou o que houve. Eu falei que estava precisando de dinheiro, e ele se ofereceu para pedir emprestado a alguém, se colocando como fiador. Eu agradeci mas recusei, porque não tinha ideia se conseguiria pagar de volta. Mas a oferta foi o abraço que eu precisava para sentir que alguém acreditava em mim e me deu força para termos continuidade – lembrou Nandão.
Em função desse episódio, anos depois Nandão juntou-se a um grupo para criar uma organização de empréstimos sem juros, que hoje já emprestou mais de R$ 5 milhões.
– Pra quem tá empreendendo, a planilha aceita tudo, né? De seis em seis meses eu achava que a gente ia ficar milionário, de acordo com uma planilha lá de vendas. Passávamos seis meses e estávamos rebolando pra conseguir manter o negócio – disse. – No começo era um sonho, não tirávamos remuneração pra gente, então eu vendi meu carro, entrei no cheque especial, os desafios não paravam. Era muito engraçado porque no início a gente se olhava e pensava: “como vamos sair disso?” Mas também sempre tivemos o lema de resolver um problema de cada vez, e depois vemos o próximo. E nisso conseguíamos várias vitórias, ir pra frente e prosperar.
Sobre o momento único que o mundo está vivendo, Nandão falou sobre como a Reserva está enfrentando a pandemia. No momento, com as lojas fechadas, o faturamento está entre 30 e 40% do habitual.
A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso
– A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: “o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso e aproveitar pra conseguir me reinventar?” O mundo mudou independentemente de você querer ou não, e como eu vou ser depois disso? Como vou repensar meu negócio em cima disso? Como eu vou lidar com meu cliente depois disso? E como meus produtos terão que ser remodelados pro novo mundo – avaliou.
Na área de Produto, que afinal é a alçada de Nandão, foi criada uma metodologia que se sustenta em três pilares: 1) ter humiladade para entender as necessidades para permitir a reinvenção; 2) hackear o sistema, reinventando-o; 3) empatia para entender a dor do cliente.
– Temos semanalmente conversas com o cliente, temos uma nuvem de todos os feedbacks que vêm da loja, e partir disso nós revemos nossos produtos – afirmou. –Nós falamos hoje em dia sobre bots mas não tem nada igual ao bot humano, você ligar pro seu cliente é as vezes é 10x melhor do que todos os nossos sistemas que cruzam os dados. Que nós consigamos conversar, que consigamos ser humanos. Essa crise nos ensina que nós achávamos que podíamos tudo, que as máquinas iam revolucionar o mundo. Mas quem vai revolucionar o mundo somos nós, e temos que ter isso dentro do coração – disse.
Ou seja: ainda vem muita história por aí.
Fonte: História Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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No caminho do bem | Sustentabilidade Reserva
A Reserva sempre disse o que pensou e não o que o mercado queria ouvir. Estimulamos o questionamento e a reflexão porque somos um grupo de comunicação que usa a roupa como mídia para disseminar nossas causas. Porque o maior poder do ser humano é poder ser humano.
Nossas campanhas abordam temas que provocam e chacoalham os padrões. Já falamos de liberdade individual e coletiva (Cuba Libre?! – verão 2012), da decadência das relações humanas (Decadence avec elegance – inverno 2011),de liberdade de expressão e preconceito social (Be yourself but not always the same – inverno 2012), da importância da família na construção do indivíduo (Família é o novo cool – verão 2013).
Levantamos a bandeira do sorriso, do afeto e da verdade, seja nas lojas, nas campanhas ou nas ações de marketing.
Falamos também do foco da sociedade no supérfluo e não no ser humano (Moda, foque! – verão 2014), da identidade nacional (Língua Brasileira – inverno 2014), de empreendedorismo social (Rebeldes com Causa – verão 2015, uma rede do bem que destacou 11 projetos em todo o país e que tem edição anual) e de preconceito (Não julgue – inverno 2015). Para o verão 16, convidamos 8 amigos instagrammers pra colaborar criativamente com a nossa campanha #quesejareserva. E para o inverno 16, no ano Olímpico, convidamos 5 atletas da 'vida' e homenageamos a terceira idade.
E não para por aí. A Reserva está envolvida em diversos projetos, seja com seus funcionários, na fabricação dos seus produtos ou diretamente com a sociedade.
Fonte: Sustentabilidade Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A Companhia | Ar&Co
O Grupo Reserva, criado por Rony Meisler e Fernando Sigal, nasceu no ano de 2010 com o propósito de ser o melhor e mais inovador grupo de moda do Brasil. Após a fusão com a Arezzo&Co, em 2020, o grupo passou a ser nomeado de AR&Co. Hoje, liderado pelo CEO Rony Meisler, o conglomerado, que agrega as marcas Reserva, Reserva Mini, Eva, Oficina, Reserva Ink e Reserva Go, já comercializa seu vestuário em 83 lojas próprias e 45 franqueadas espalhadas pelo país e em um quiosque de shopping, além do e-commerce.
“Eu e o Alexandre Birman começamos a sonhar com essa parceria e no meio da pandemia criamos a AR&Co, motivados pela excelente reação dos nossos negócios. E eu sempre falo que foguete não dá ré, por isso, desde 2006, quando começamos vendendo de porta em porta, movidos pela vontade de usar a moda e a tecnologia para cuidar e melhorar a vida das pessoas, a Reserva foi despontando como uma das marcas mais relevantes do varejo de vestuário e lifestyle do país e a gente nunca parou de buscar inovação. Nos tornamos um grupo de jovens com vontade de pensar e fazer diferente em um mercado tradicional. Tenho um baita orgulho de que a combinação entre a Arezzo&Co e o Grupo Reserva já nasceu como o maior house of brands do mercado brasileiro”, conta Rony Meisler.
AR&Co tem diversos significados para os fundadores e para o novo momento vivido por ambas as companhias. Combina as iniciais de Arezzo&Co e Reserva, de seus líderes, Alexandre Birman e Rony Meisler, representa novos “ARes” para ambas as empresas – agora unificadas – e também traz a simbologia de criar asas para voAR ainda mais alto.
A primeira marca fundada pela corporação foi a Reserva, criada pelos dois amigos de infância, Rony e Fernando. Ambos notaram uma deficiência no mercado da moda voltada para o público masculino quando se depararam com cinco homens vestindo o mesmo modelo de bermuda em uma academia. Hoje, além da coleção de roupas masculinas, a marca também possui outros braços de atuação, são eles: linha de cosméticos, chamada Vaibe; RSV+, célula criativa de colaboração que desenvolve parcerias com outras marcas marcas. Atualmente, a Reserva é considerada uma Empresa B e possui um projeto social chamado 1P5P, onde a cada peça vendida, 5 pratos de comida são viabilizados. Desde maio de 2016, o 1P5P já atingiu 42 milhões em contribuições.
Com o objetivo de aumentar a atuação da Reserva no segmento de calçados nasce, em 2019, a Reserva Go. Atualmente, a marca é responsável por cerca de 20% do faturamento da marca principal e possui duas lojas físicas no Rio de Janeiro. O espaço apresenta uma série de inovações em varejo e tecnologia, como o projeto Neo Studio: em uma TV com tecnologia touch, os clientes poderão customizar seu tênis NEO – um dos maiores sucessos da label – trocando as cores de diversos componentes, num total de 4.500 possíveis combinações para o sneaker. A fábrica recebe o pedido real-time e começa a produção, com entrega garantida ao cliente em até 21 dias.
Já a Reserva Ink, criada também em 2019, surgiu a partir da fusão da antiga plataforma FAÇA.VC da Reserva e da Touts. A marca é, atualmente, o braço da empresa que tem o objetivo de ser um auxílio para aqueles que têm interesse em criar um negócio na área da moda pela internet, mas não sabem por onde começar. A iniciativa da marca é resultado da aquisição da Touts, maior marketplace de design de camisetas do Brasil, e funcionará no sistema de full commerce, em que qualquer pessoa ou marca (com experiência ou não no ramo da moda) pode criar uma loja e vender estampas para camisetas sem se preocupar com as operações burocráticas comuns ao início de um empreendimento.
No ano de 2009, a empresa lançou sua marca infantil Reserva Mini, com roupas para bebês e crianças. Todas as coleções da Mini são desenvolvidas com foco no universo das crianças e tem três frentes predominantes: esportes, games e música, além de ter como principal pilar o conforto das peças. Focada em inovações, a marca também possui uma coleção chamada Tal Pai Tal Filho e Tal Mãe Tal Filho, com camisetas iguais ou complementares nas artes.
O Grupo também voltou os olhos para o vestuário feminino e em 2012 lançou a Eva. Sob direção criativa de Priscila Barcelos, inicialmente a marca foi apresentada apenas no mercado atacado em 120 pontos de vendas pelo Brasil, mas em novembro de 2013 abriu sua primeira loja própria em Ipanema, no Rio de Janeiro. A Eva aposta em coleções com muitas estampas, texturas e acessórios, fugindo do tradicional e básico do mercado da moda, além de possuir coleções para crianças, a Evinha.
Navegando pelas redes sociais, Rony despertou interesse por uma marca de camisas sociais sob medida. Em 2016, após diversas trocas com os criadores, nasceu a Oficina, uma fashiontech que utiliza matérias-primas sofisticadas e tecnologia para o desenvolvimento de roupas masculinas básicas e camisas sob medida. A marca, antes nomeada de Social Tailor, criada por Felipe Siqueira e Gabriel Zandomênico em 2014, parte do princípio de que modelagens de roupas são como equações matemáticas. A experiência de loja é um diferencial da Oficina, já que em todas as unidades é possível desfrutar de um bar em parceria com a Johnnie Walker, um atelier de costura e uma barbearia à disposição de todos.
Fonte: Ar&Co – A Companhia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A história da Reserva | Passo a Passo Empreendedor
Criada por dois jovens cariocas, a empresa conquistou o país e se tornou uma das marcas mais populares da moda nacional.
A história da Reserva começa em 2004 e tem como protagonistas os amigos de infância Rony Meisler e Fernando Sigal. Os dois estavam na academia de ginástica quando notaram vários homens usando exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Observando a situação eles se perguntaram: será que só existe esse modelo de bermuda? Será que esse mercado está monopolizado por apenas uma marca?
Será que não existem oportunidades nesse mercado?
Após analisarem o mercado de moda, eles procuraram fornecedores e decidiram criar sua própria bermuda para testar a demanda do mercado.
Para conseguir o nome dos fornecedores, os amigos procuravam o CNPJ dos fabricantes nas etiquetas das roupas nacionais que usavam. Após encontrar a inscrição, eles iam atrás do telefone e endereço. E continuaram a pesquisa até encontrar uma fábrica que oferecesse um bom preço e uma boa qualidade.
Encontrado o fornecedor, veio a produção de uma bermuda com estilo próprio.
O modelo da bermuda vinha com a estampa de um slogan “Be yourself but not always the same”. Algo como: Seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo; em tradução livre.
Com poucas unidades, as bermudas foram todas vendidas aos amigos.
Já graduados em Universidades, e com passagens por empresas de consultoria, os dois amigos decidiram largar tudo e enfim criar sua própria marca de roupas.
A decisão ousada foi questionada por amigos e familiares: ‘’ homem não compra roupa’’.
Porém, o conselho não foi aceito pelos dois empreendedores, que decidiram mergulhar de cabeça, e dar vida à marca.
O nome veio da praia preferida dos dois amigos, a praia da Reserva, no Rio de Janeiro.
Surgia assim a Reserva.
O início foi bastante complicado. Toda a operação era feita majoritariamente pelos dois, desde o estilo e escolha dos modelos de roupa, até à emissão da nota fiscal das vendas.
Outras opções e modelos de roupas foram incluídos no portfólio da marca, como, por exemplo, camisetas casuais, que seriam o grande chamariz da Reserva.
A operação era enxuta de ponta a ponta, e os empreendedores vendiam para amigos, parentes, conhecidos.
Porém, as vendas começaram a estagnar a partir do momento que os jovens não conseguiam oferecer um leque muito grande de modelos, pois a produção ainda era pequena; e o público alcançado ainda era pequeno.
Naquele momento, eles já haviam vendido ou oferecido aquilo que tinham, para as pessoas que conseguiam atingir.
E assim surgiu a primeira virada de chave para os empreendedores.
O Pai de Rony Meisler, Luiz Meisler, é um executivo bem-sucedido, e acreditava que os jovens deveriam se atirar no mercado e vender agressivamente seus produtos. Literalmente botar o produto na rua; e não ficar apenas limitados aos conhecidos e amigos de amigos.
O conselho foi bem recebido pelos jovens, e aos poucos eles também começaram a vender para lojistas; uma manobra que ajudaria e muito na expansão da marca.
A venda para lojistas, especialmente para lojas multimarcas ajudou a estabelecer o nome da Reserva no mercado da moda masculina.
Além da venda por atacado ajudar no volume de vendas, ainda que com uma margem de lucro menor do que no varejo; a venda para lojas multimarcas fez com que a Reserva fosse assimilada como uma marca de qualidade, que estava junto de outras marcas nacionais e importadas que eram revendidas em cada uma das lojas multimarcas, que estavam espalhadas pelo Rio de Janeiro e por estados próximos.
Lançada em um momento de efervescência da moda masculina no Brasil, a Reserva começava a se posicionar ao lado de outras marcas nacionais como Osklen, Auslander e Kayland. Oferecendo uma opção no chamado mercado de moda masculina casual.
De início, a Reserva se posicionou em um segmento premium de mercado. As camisetas e bermudas da empresa eram feitas buscando oferecer um bom produto, com um preço próximo ao praticado pelas empresas nacionais que dominavam um novo conceito de moda masculina no Brasil. O preço não era baixo, mas era condizente com a qualidade e o posicionamento da marca.
Até então, a moda masculina casual era dominada por marcas estrangeiras, salvo as nacionais já citadas, e algumas malharias tradicionais, com estilo mais senhoril e sóbrio
A ideia da Reserva era oferecer conforto, qualidade, aliado a um estilo leve e que pudesse também ser usado em qualquer ocasião.
Apesar das primeiras peças da marca não serem as melhores possíveis, ou nem próximo daquilo que são hoje; a empresa buscava ganhar espaço com um produto de qualidade e que apresentasse uma opção pouco explorada no mercado masculino; que estava crescendo bastante e sendo muito bem aceita no mercado nacional.
Somados estes esforços, a Reserva se estabelecia como uma marca de moda que começava a ser percebida pelos jovens como sinônimo de qualidade e estilo. E assim, habilitava a empresa para dar um grande salto.
Investindo todas as suas economias, os jovens conseguiram um ponto comercial em Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, e abriram uma loja pequena, de apenas 30 metros quadrados.
O imóvel tinha dois andares. Loja e sobreloja.
No primeiro andar, a loja tinha o seu mostruário completo, com camisetas e bermudas, e cinco vendedores no total; no segundo andar, estava o escritório dos empreendedores; que dividiam espaço com caixas e peças do estoque.
Na loja, o conceito era oferecer um ambiente totalmente descomplicado, que deixasse o consumidor totalmente a vontade para olhar, tocar e experimentar todas as peças do mostruário.
Segundo, Rony Meisler, que se tornou o rosto principal da empreitada, e o atual CEO da empresa, a ideia era que a loja da Reserva fosse como uma espécie de mesa de bar, em que as pessoas pudessem entrar, conversa, trocar experiências e ao final adquirir uma peça de roupa.
Esse ambiente era criado primeiro com um treinamento específico para os vendedores, que também eram escolhidos criteriosamente para trazer essa atmosfera à loja. O intuito era que os vendedores fossem descolados, e capazes de manter uma conversa despretensiosa com os clientes, para criar uma relação de confiança, antes da venda das peças de roupa. Deixando o cliente mais a vontade dentro da loja; sem ser o modelo engessado das lojas tradicionais, em que o vendedor apenas empurra os produtos para a compra.
Além disso, a Reserva também introduziu conceitos revolucionários no mercado de moda brasileiro.
A loja oferecia chopp gelado para os clientes e acompanhantes.
Somados, os esforços de treinamento de pessoal e serviço ao cliente, criavam uma experiência única para os envolvidos, e fidelizava os clientes que não só compravam recorrentemente as roupas da marca, como também indicavam para amigos e familiares.
Esse conceito fez com que a empresa viralizasse entre os jovens cariocas, e começava a dar corpo para que a marca alçasse voos ainda maiores.
Vários ajustes e melhorias em introduzidos regularmente na loja.
Um deles foi o fato de um espelho ser introduzido em cada cabine do provador. Assistindo ao comportamento dos clientes, os sócios perceberam que normalmente os consumidores saiam do provador e iam até o espelho do salão da loja para verem como a roupa os vestia. Essa situação era comum, mas não eram todos os consumidores que ficavam à vontade nesses momentos.
Percebendo esse problema, a ideia foi introduzir um espelho em cada cabine, e assim a taxa de conversão aumentou significativamente, pois evitava até mesmo um certo constrangimento do cliente; e o deixava mais a vontade para se ver vestido com a roupa, da maneira como bem entendesse, e com o tempo que precisasse.
Todo esse cuidado com o cliente e essa visão de criar uma experiência de compra memorável, fizeram com que em menos de dois anos de existência, a marca já estivesse no Fashion Rio, o maior evento de moda da cidade do Rio de Janeiro; e assim a marca já começava a fazer barulho no cenário nacional.
A primeira iniciativa foi não seguir a tradição do evento de moda.
Enquanto as marcas que participavam do evento apresentavam roupas conceituais na passarela, a Reserva decidiu apresentar suas roupas casuais; as mesmas que eram vendidas regularmente nas lojas.
A ação causou espanto entre os modistas mais tradicionais, e até mesmo em alguns concorrentes. Porém, o fato de a Reserva ter ido contra a maré chamou a atenção do público consumidor, e fez com que a empresa tivesse um grande crescimento e reconhecimento no cenário nacional. Fazendo com que os ‘’meninos da Reserva’’ ficassem conhecidos em todo o Brasil.
Assim, rapidamente, a empresa começou a se espalhar pelo país.
Além da venda multimarcas, a marca passou a contar com mais lojas físicas, ganhando as ruas do Rio de Janeiro, e posteriormente também alguns shopping centers.
Ao longo do tempo, a marca também ganhou seu próprio logotipo, que a tornaria famosa.
Após um estudo interno, a empresa decidiu adotar o pica-pau como logomarca da empresa. O desenho não foi o primeiro dentre os escolhidos, e quase foi descartado. Porém, após uma intensa discussão, a ave passou a ser a mascote da marca.
Em pouco tempo, a Reserva ficou conhecida como a marca do pica-pau. Assim como a Lacoste é a marca do jacaré, e a Polo Ralph Lauren do cavalinho.
A nomenclatura virou até letra de Funk, e a Reserva virou obsessão também entre artistas e cantores cariocas.
E com essa adesão, a marca adentrou a segunda década do ano 2000 em grande estilo, mas um evento singular fez com que a marca ficasse ainda mais conhecida.
Um famoso traficante foi preso utilizando uma camiseta da Reserva. A imagem percorreu todo o país, e a camisa além de ser original, chamou a atenção de vários leitores e espectadores, que viram a marca nos jornais e revistas.
Ainda que de início os fundadores da empresa tenham ficado receosos sobre a foto, o evento foi importante para a marca.
Aliada ao funk da blusa do pica-pau; a Reserva passou a ser mania principalmente no Rio de Janeiro, e jovens de todas as classes sociais procuravam comprar as blusas da empresa; mesmo que para isso fosse necessário usar todas as economias.
Ao mesmo tempo, a marca também ganhava a adesão de celebridades e artistas.
Além do efeito viral da marca, a empresa também passou a investir em anúncios e propagandas na TV e Internet; trazendo enorme visibilidade para a Reserva.
A ascensão da grife também chamou a atenção para pessoas de má índole.
Em uma madrugada de Dezembro de 2012, uma das lojas da Reserva no Rio foi assaltada por bandidos, que quebravam a vitrine da loja com uma pedra; entraram na loja e levaram dezenas de peças de roupa.
A ação trouxe enorme prejuízo para a empresa e foi totalmente filmada pelo sistema de segurança da loja. Ainda que o alarme tivesse sido disparado e a polícia acionada, a ação dos bandidos havia sido rápida o suficiente para que eles conseguissem fugir sem deixar rastro.
Na época, a Reserva já estava estruturada e tinha algumas lojas espalhadas pelo Rio e pelo Brasil; porém, ainda assim o prejuízo era relevante; o valor era tão significativo como o preço de uma campanha de publicidade.
Porém, ao longo do tempo, a Reserva se especializou em fazer de um limão, uma limonada.
Após a ideia de um estagiário, a Reserva decidiu inovar, e usar as filmagens do assalto em um comercial informal para anunciar a temporada de descontos após o Natal, em Janeiro de 2013.
Dessa forma, usando a filmagem e com uma trilha sonora agressiva, a Reserva lançou um comercial em que mostrava a ação dos bandidos e contava com frases do início ao fim. Ao final do então novo comercial, a marca ainda anunciava ‘’ CORRA! Porque tem gente fazendo Loucuras pela Reserva’’.
A campanha foi um enorme sucesso. Não apenas pela ousadia, mas também por transformar uma situação de dificuldade, em uma oportunidade.
Além do comercial não ter custado praticamente nada, pois usava apenas a filmagem; a ação viralizou em todo o Brasil e foi reportada por vários dos grandes portais da Internet, como a Globo.com.
Com um custo ínfimo, a empresa conseguiu ser notada por todo o país, além de receber publicidade gratuita de tradicionais meios de comunicação, e até mesmo de pessoas comuns, que elogiaram a ousadia da marca.
A viralização trouxe uma repercussão nacional para a Reserva e fez com que as vendas explodissem.
Fazendo uma limonada dos limões que recebia, além de remar contra a maré, a Reserva se notabilizou também por suas campanhas.
Além de ter um Marketing sempre atuante, a empresa também estabeleceu diversas políticas de contratação e filosofias dentro de sua organização.
Uma das mais marcantes, foi o fato de a empresa ter aberto as portas para vendedores acima de 60 anos, uma ação que foi bastante admirada pelo público; e atendeu a um público profissional que até então era rejeitado pelo mercado de trabalho.
Outra delas é a filosofia 1P – 5P, em que a cada peça de roupa vendida, a empresa doa 5 pratos de comida para pessoas necessitadas. A ação é um sucesso até hoje e é uma política fixa da empresa desde então.
Todas essas atitudes também chamaram a atenção do apresentador Luciano Huck, que decidiu se tornar sócio da empresa em 2010, aportando uma quantia na marca.
A entrada do apresentador, que desde então passou a ser visto nacionalmente aos sábados usando camisas da Reserva, também fez com que surgisse uma nova marca paralela à reserva: a Use Huck.
A Use Huck era uma das marcas que surgiram em paralelo à Reserva. Simultaneamente, a Reserva também administrava a Reserva Mini, para crianças, e a EVA, para mulheres.
EVA - A História da Reserva
A Use Huck era uma loja online que apresentava camisetas com estampas chamativas e cômicas, incluindo frases populares e letras de música.
No início, a ideia da marca era que 5% das vendas fossem destinadas à projetos sociais.
A marca foi muito bem recebida, e conseguiu conquistar o mercado até o ano de 2015, quando uma série de polêmicas atingiram a marca.
O site da marca usava fotos de modelos usando camisetas brancas, e cada estampa era incluída no Photoshop, para então fazerem parte do portfólio do site.
Em uma dessas edições, uma frase polêmica acabou sendo usada em uma foto com uma criança.
A edição foi feita de forma massificada, assim como a edição de outras dezenas de estampas.
Porém, a estampa foi ao ar no site, e em menos de um dia, o público acusou a empresa de estar estimulando atitudes indevidas. Imediatamente, a foto foi tirada do ar, mas o estrago foi enorme para a reputação da empresa.
Meses depois, a empresa também foi alvo de uma ação do Ministério Público, por outra estampa considerado ofensiva.
Somados, os eventos deixaram a iniciativa insustentável. E assim, a Use Huck foi descontinuada.
Apesar do prejuízo, e o desgaste da imagem da Reserva também por tabela, a Use Huck deixou uma herança importante para a organização.
Todas as estampas da marca eram feitas em um conjunto de cinco máquinas impressoras israelenses que permitiam a produção de uma camisa com uma estampa personalizada por vez. De modo geral, é necessário fazer várias camisetas com estampas iguais a cada produção; o que encarece o custo de produção de camisetas estampadas mundo a fora.
A máquina, apesar de ser bem mais cara do que as demais, trazia essa possibilidade que se tornaria um novo ativo da empresa.
Aproveitando a estrutura, a Reserva decidiu lançar a possibilidade de o cliente fazer sua própria estampa e imprimir em uma camiseta da reserva, com o símbolo da marca.
Desse modo, o cliente teria o controle de seu próprio produto, podendo fazer múltiplas camisetas de acordo com seu desejo.
Surgia assim ‘’o Faça.VC.’’ Uma opção que permitia a edição e compra de camisetas personalizadas com o símbolo da Reserva.
A nova estrutura representou um salto nas vendas da Reserva e consolidou uma nova prática de mercado, as camisetas personalizadas.
Hoje, o Faça VC vende 10 vezes mais do que a Use Huck vendia.
Curiosamente, o mesmo colaborador da empresa responsável pelo erro da Use Huck, foi quem elaborou o embrião da Faça VC.
Ainda que ele tivesse participado de um erro significativo na empresa, a Reserva decidiu acreditar no profissional, e a confiança foi recompensada tempos depois.
A inovação e a criatividade ajudaram a Reserva a continuar se reinventando e introduzindo novas soluções.
Atualmente todas as compras são monitoradas por um software que analisa o comportamento de compra de cada um dos clientes: o Now.
O sistema é utilizado para sugerir novas compras para os clientes, baseadas em seus interesses e suas compras. Num sistema que aumenta o tíquete médio de compras dos clientes, e também faz com que as ações de marketing sejam mais baratas e com uma taxa de conversão maior; já que o produto ofertado já está de acordo com as preferências do possível comprador.
Além disso, o sistema deu origem a um projeto novo: O Reservado.
Uma caixa de produtos, escolhidos por inteligência artificial, com entrega em domicílio. Através dele, o cliente experimenta com calma e escolhe o que quer dentro das opções da caixa.
Após a escolha das peças, as compras são debitadas no cartão de crédito e o que não foi escolhido é recolhido pela empresa. Segundo Rony Meisler, em entrevista à PEGN, ‘’O Reservado já representa 23% do faturamento da rede”.
A mesma inteligência de banco de dados também faz com que as lojas da Reserva recebam estoques reduzidos de acordo com o comportamento de venda de cada unidade, evitando que as peças fiquem encalhadas no estoque de uma loja.
Aos poucos, a metodologia esta sendo implementada e otimizada em todas as 65 lojas próprias da empresa; que conta também com 8 franquias.
O sistema faz com que uma loja que venda muitas camisas pretas, tenha mais camisas pretas e a loja que tenha menos vendas de camisas pretas, receba um estoque menor. Da mesma maneira, se essa segunda unidade vender mais bermudas, ela terá um estoque maior de bermudas. E assim sucessivamente nas demais unidades.
A iniciativa parece óbvia, mas ajudou a marca a aumentar seu faturamento e também diminuiu a sobra das coleções, que até então era um fato recorrente.
Nos próximos anos, a ideia é oferecer um serviço para reduzir as barreiras entre o físico e digital, eliminando até mesmo o estoque das lojas físicas. O cliente poderá apenas experimentar nas lojas e irá receber o produto ainda no mesmo dia em sua casa, ou posteriormente na loja a sua escolha. Toda a operação será realizada digitalmente pela empresa, que coordenará a logística por meio de um software próprio da companhia.
A visão é eliminar de vez o custo de estoque das lojas, barateando também o custo das lojas físicas; que precisam de uma logística própria para cada estoque, em cada loja.
Aos poucos, a empresa busca se tornar cada vez mais informatizada, como se fosse uma empresa de tecnologia. Para muitos, como o empreendedor Tallis Gomes, que também é garoto propaganda da marca, a Reserva não é uma marca de roupa, e sim uma startup de comunicação; que comunica ideias por meio das peças de roupas. Agregando muito valor ao produto, que deixa de ser somente um produto de pano.
Todas essas iniciativas reunidas proporcionam à empresa um faturamento anual acima de 400 milhões de reais.
Ao todo, o Grupo Reserva conta com mais de 1580 pessoas envolvidas, e presença em mais de 1400 lojas multimarcas em todo o Brasil.
E a família reserva continua crescendo. Recentemente, a marca também lançou a grife Ahlma, que visa atender jovens de 18 a 24 anos, e a Oficina Reserva, voltada para executivos e empreendedores.
A Oficina Reserva também conta com um canal no Youtube, repleto de entrevistas com grandes empreendedores nacionais. E o link do canal estará na descrição deste vídeo.
A História da Reserva pode ser conhecida com mais detalhes no Livro ‘’Rebeldes Tem Asas’’, um livro grosso e repleto de histórias e fotos da criação e da trajetória da Reserva.
Fonte: Passo a passo empreendedor, "A história da Reserva". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas | FFW UOL
A Arezzo&Co anunciou na última sexta-feira que firmou um acordo de sociedade com a Reserva, numa transação avaliada em 715 milhões de reais.
A marca carioca Reserva foi fundada em 2004 pelos empresários Rony Meisler e Fernando Sigal, tem 78 lojas próprias e 32 franquias e está é vendida 1500 multimarcas. Em 2019, o Grupo Reserva faturou 400 milhões de reais. Os atuais acionistas da Reserva ficarão com 8,7% da Arezzo.
Com o acordo, a Arezzo&Co dá um novo passo na estratégia de complementar seu negócio no segmento de moda ampliando sua oferta de produtos, de sapatos para roupas. A empresa que já tem em seu portfólio as marcas Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans (distribuição) agora se soma as seis marcas do grupo Reserva – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Depois de concluída, a operação societária ampliará o portfólio da Arezzo&Co para 13 marcas com o objetivo de se tornar uma “house of brands”, ou conjunto de marcas.
“Para empreendedores(as) que somos, o tesão está e sempre esteve não no destino, mas na jornada. Por isso, é muito natural que ao final de uma estrada de 14 anos esteja… outra estrada. Ar&co. A melhor e, por consequência, maior house of brands brasileira. Feita todos os dias por brasileiros(as)” postou Rony Meisler em seu Instagram, sobre a junção das empresas.
Já Alexandre postou “Criaremos um braço exclusivo de lifestyle – a AR&CO, que terá Rony Meisler, sócio fundador da Reserva, como CEO da Operação. A AR&CO tem múltiplos significados para nós e para o novo momento das duas companhias. AR remete às iniciais dos dois fundadores: Alexandre e Rony, às iniciais da Arezzo&Co e Reserva, além de traduzir os novos ARes para nós, agora unidos, com a simbologia de criar asas para VoAR ainda mais alto.”
Fonte: FFW UOL, "Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
Crédito fotográfico: Logo Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
Reserva (Rio de Janeiro, RJ, 2004) é uma marca de moda brasileira que faz parte do grupo Ar&Co. Criada pelos sócios e amigos de infância Rony Meisler e Rafinha, a empresa faz parte do mesmo grupo que a Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e a distribuição dos produtos Vans. Dentro da Reserva, há mais seis marcas – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Suas roupas possuem estilo despojado, produzindo e vendendo desde camisetas até shorts e calçados, conseguindo ao longo dos anos imprimir seu estilo e se tornar referência de lifestyle. São 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual, mais de 1.500 colaboradores e o certificado de empresa B, ou seja, faz parte do grupo de negócios que colocam o interesse nas pessoas e no planeta acima do lucro. Com forte trabalho socioambiental, a Reserva se tornou uma das marcas mais importantes e sustentáveis do Brasil.
Biografia – Wikipédia
A história da Reserva começa em 2004 numa cena cotidiana do Rio de Janeiro.
Os amigos de infância Rony Meisler, engenheiro de produção, e Fernando Sigal, publicitário, estavam na academia de ginástica quando perceberam que na mesma sala cinco homens vestiam exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Mesmo não tendo nenhuma relação ou interesse específico em moda, o tino empreendedor levou ambos a testarem a demanda do mercado de moda masculina.
Desenvolveram um modelo de bermuda “Be yourself but not always the same” e algumas t-shirts e venderam todas as peças entre amigos na praia. Ainda sem muitas pretensões, fizeram uma coleção com mais itens e resolveram fazer uma festa de lançamento da marca que ainda não tinha nome.
Com o estoque liquidado na mesma noite, os jovens sócios decidiram seguir com o projeto paralelo aos seus empregos. Logo, o nome Reserva surgiria: uma homenagem à praia preferida do pessoal e aos primeiros passos da marca.
No ano seguinte, largam seus empregos e instalam-se num pequeno ateliê na Gávea e iniciaram a venda para o atacado.
Evolução
Em 2006 a Reserva foi aceita no line up da semana de moda carioca. Neste ano a marca dá passos importantes que ditariam o ritmo acelerado com que se posicionou no mercado: desfila as coleção Street Cowboys e Tropical Rockers no Fashion Rio, adiciona o iconográfico passarinho à sua logo e abre em setembro a primeira loja, no coração de Ipanema, na rua Maria Quitéria. Nascia ali o formato de atendimento da marca, hoje conhecido amplamente como a Experiência Reserva.
A mudança para o SPFW acontece em 2008 atrelada aos planos de expansão em São Paulo, onde abre as primeiras lojas nos shoppings Iguatemi e Market Place. No ano seguinte, a empresa começa a se estruturar como grupo com o lançamento da marca infantil Reserva Mini.
Em 2011 a família aumenta com a chegada de novos sócios – Jayme Nigri e José Alberto Silva, Luis Roberto Pinto e Luciano Huck – e com o aumento do portfólio de produtos. O Grupo lança as marcas Huck e Eva, versão feminina da Reserva que chegou ao atacado na temporada inverno 2012.
No final de 2013, a Use Huck, até então uma label de venda online, ganhou seu primeiro quiosque no Norte Shopping, enquanto a Eva inaugurou duas lojas (em Ipanema e no Rio Design Barra) e a Reserva Mini passou a ser vendida também nas lojas Reserva, ampliando sua grade com o lançamento da linha “Pra Bebê”. Neste mesmo ano, o grupo abriu seu primeiro negócio para se caracterizar como multissegmento: a Reserva TT Burger. A empreitada gastronômica, em parceria com o Grupo Troisgros, tem como principais características o cardápio com ingredientes 100% brasileiros e assinatura do chef Thomas Troisgros, combinados à comunicação visual com DNA da Reserva. A força do grupo no universo digital inspirou um novo modelo de negócio de venda online on demand, que culminou no lançamento de três marcas licenciadas entre 2013 e 2014 – AlôRegina, em parceria com a apresentadora Regina Casé, UseDez, co-criação de professores do colégio DeAaZ e UseMussum, única grife com permissão da família do humorista para o uso de sua imagem. O Grupo Reserva inicia 2014 com oito marcas, 38 pontos de venda (27 lojas próprias Reserva, duas Eva, duas Reserva Mini, um quiosque Huck e dois TT Burger, além de quatro franquias Reserva) e com um faturamento que cresceu 40% em 2013 em relação ao ano anterior, com 1,7 milhão de peças vendidas (em comparação a 1,1 milhão em 2012).
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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História | Site Reserva
A história guarda um lugar muito especial para grandes duplas que pisaram no planeta. São muitas, e é desnecessário enumerá-las. Basta lembrar de duplas de ataque no futebol, de músicos parceiros, ou até de bandidos e personagens de ficção, além de casais. No caso da Reserva, a dupla é Rony Meisler e Fernando Sigal, o popular Nandão, sócios-fundadores da marca. Eles encerraram a primeira etapa da nossa quarentena de lives contando bastidores da construção da companhia. E anunciaram que a festa continua, no projeto 40+, na TV Reserva.
Depois de quase 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual e mais de 1.500 colaboradores, é fácil imaginar que chegar a esses números foi apenas o resultado de uma espiral de acertos, culminando no certificado de empresa B.
– Para chegarmos onde estamos, a Reserva teve muitas derrotas. Mas derrotas que eram pequenas dentro da nossa expectativa do que seria a Reserva. O sonho de construir a marca era muito maior, então a dificuldade ficava muito pequena – lembrou Nandão, hoje diretor de Produto da marca. – Eu e Rony somos judeus, e o que fez nosso povo sobreviver até hoje é o otimismo. E é isso que temos que ter constantemente, e sempre pensar como podemos ser melhores.
Rony, a propósito, já era amigo dos tempos de escola – e, sim, eles já caíram muito na porrada. Os dois tiveram o estalo da criação da marca quando estavam numa academia e repararam que praticamente todos ali dentro usavam a mesma bermuda. Resolveram fazer eles mesmos uma diferente, e começaram vendendo para os amigos. Foi o começo da história.
No início, Nandão era responsável pelo trabalho de Compras e Tributação, enquanto Rony se ocupava do Marketing e Vendas (a foto que ilustra este post é do dia da inauguração da primeira loja, em Ipanema). Em sua cabeça, essas tarefas “que davam dor de cabeça” deveriam ficar com ele, “porque eu achava que se o Rony tivesse que lidar com isso, ele desistiria”. E, naquele estalo na academia, Nandão já sabia que estava prestes a tocar o negócio de sua vida, e não queria queimar a oportunidade.
Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório.
– Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório. Nossos pais pagavam os nossos celulares, então podíamos ter o telefone da empresa sem funcionar, mas nossos celulares estavam em dia, então ainda eram comunicáveis – disse.
Como experiência profissional, Nandão tinha apenas duas anteriores: trabalhava com um tio na loja Pé de Anjo, de sapatos para mulheres que calçam números altos, criada por sua avó; e, através deste mesmo tio, descolou uma representação de calça jeans, mais como remédio para a timidez do que por outra coisa. A ajuda financeira do tio também foi importante para o início da história da Reserva, mas até certo ponto.
– Em certo momento eu estava precisando de dinheiro. Sou muito próximo de um rabino, e ele percebeu que eu estava muito preocupado, e me perguntou o que houve. Eu falei que estava precisando de dinheiro, e ele se ofereceu para pedir emprestado a alguém, se colocando como fiador. Eu agradeci mas recusei, porque não tinha ideia se conseguiria pagar de volta. Mas a oferta foi o abraço que eu precisava para sentir que alguém acreditava em mim e me deu força para termos continuidade – lembrou Nandão.
Em função desse episódio, anos depois Nandão juntou-se a um grupo para criar uma organização de empréstimos sem juros, que hoje já emprestou mais de R$ 5 milhões.
– Pra quem tá empreendendo, a planilha aceita tudo, né? De seis em seis meses eu achava que a gente ia ficar milionário, de acordo com uma planilha lá de vendas. Passávamos seis meses e estávamos rebolando pra conseguir manter o negócio – disse. – No começo era um sonho, não tirávamos remuneração pra gente, então eu vendi meu carro, entrei no cheque especial, os desafios não paravam. Era muito engraçado porque no início a gente se olhava e pensava: “como vamos sair disso?” Mas também sempre tivemos o lema de resolver um problema de cada vez, e depois vemos o próximo. E nisso conseguíamos várias vitórias, ir pra frente e prosperar.
Sobre o momento único que o mundo está vivendo, Nandão falou sobre como a Reserva está enfrentando a pandemia. No momento, com as lojas fechadas, o faturamento está entre 30 e 40% do habitual.
A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso
– A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: “o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso e aproveitar pra conseguir me reinventar?” O mundo mudou independentemente de você querer ou não, e como eu vou ser depois disso? Como vou repensar meu negócio em cima disso? Como eu vou lidar com meu cliente depois disso? E como meus produtos terão que ser remodelados pro novo mundo – avaliou.
Na área de Produto, que afinal é a alçada de Nandão, foi criada uma metodologia que se sustenta em três pilares: 1) ter humiladade para entender as necessidades para permitir a reinvenção; 2) hackear o sistema, reinventando-o; 3) empatia para entender a dor do cliente.
– Temos semanalmente conversas com o cliente, temos uma nuvem de todos os feedbacks que vêm da loja, e partir disso nós revemos nossos produtos – afirmou. –Nós falamos hoje em dia sobre bots mas não tem nada igual ao bot humano, você ligar pro seu cliente é as vezes é 10x melhor do que todos os nossos sistemas que cruzam os dados. Que nós consigamos conversar, que consigamos ser humanos. Essa crise nos ensina que nós achávamos que podíamos tudo, que as máquinas iam revolucionar o mundo. Mas quem vai revolucionar o mundo somos nós, e temos que ter isso dentro do coração – disse.
Ou seja: ainda vem muita história por aí.
Fonte: História Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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No caminho do bem | Sustentabilidade Reserva
A Reserva sempre disse o que pensou e não o que o mercado queria ouvir. Estimulamos o questionamento e a reflexão porque somos um grupo de comunicação que usa a roupa como mídia para disseminar nossas causas. Porque o maior poder do ser humano é poder ser humano.
Nossas campanhas abordam temas que provocam e chacoalham os padrões. Já falamos de liberdade individual e coletiva (Cuba Libre?! – verão 2012), da decadência das relações humanas (Decadence avec elegance – inverno 2011),de liberdade de expressão e preconceito social (Be yourself but not always the same – inverno 2012), da importância da família na construção do indivíduo (Família é o novo cool – verão 2013).
Levantamos a bandeira do sorriso, do afeto e da verdade, seja nas lojas, nas campanhas ou nas ações de marketing.
Falamos também do foco da sociedade no supérfluo e não no ser humano (Moda, foque! – verão 2014), da identidade nacional (Língua Brasileira – inverno 2014), de empreendedorismo social (Rebeldes com Causa – verão 2015, uma rede do bem que destacou 11 projetos em todo o país e que tem edição anual) e de preconceito (Não julgue – inverno 2015). Para o verão 16, convidamos 8 amigos instagrammers pra colaborar criativamente com a nossa campanha #quesejareserva. E para o inverno 16, no ano Olímpico, convidamos 5 atletas da 'vida' e homenageamos a terceira idade.
E não para por aí. A Reserva está envolvida em diversos projetos, seja com seus funcionários, na fabricação dos seus produtos ou diretamente com a sociedade.
Fonte: Sustentabilidade Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A Companhia | Ar&Co
O Grupo Reserva, criado por Rony Meisler e Fernando Sigal, nasceu no ano de 2010 com o propósito de ser o melhor e mais inovador grupo de moda do Brasil. Após a fusão com a Arezzo&Co, em 2020, o grupo passou a ser nomeado de AR&Co. Hoje, liderado pelo CEO Rony Meisler, o conglomerado, que agrega as marcas Reserva, Reserva Mini, Eva, Oficina, Reserva Ink e Reserva Go, já comercializa seu vestuário em 83 lojas próprias e 45 franqueadas espalhadas pelo país e em um quiosque de shopping, além do e-commerce.
“Eu e o Alexandre Birman começamos a sonhar com essa parceria e no meio da pandemia criamos a AR&Co, motivados pela excelente reação dos nossos negócios. E eu sempre falo que foguete não dá ré, por isso, desde 2006, quando começamos vendendo de porta em porta, movidos pela vontade de usar a moda e a tecnologia para cuidar e melhorar a vida das pessoas, a Reserva foi despontando como uma das marcas mais relevantes do varejo de vestuário e lifestyle do país e a gente nunca parou de buscar inovação. Nos tornamos um grupo de jovens com vontade de pensar e fazer diferente em um mercado tradicional. Tenho um baita orgulho de que a combinação entre a Arezzo&Co e o Grupo Reserva já nasceu como o maior house of brands do mercado brasileiro”, conta Rony Meisler.
AR&Co tem diversos significados para os fundadores e para o novo momento vivido por ambas as companhias. Combina as iniciais de Arezzo&Co e Reserva, de seus líderes, Alexandre Birman e Rony Meisler, representa novos “ARes” para ambas as empresas – agora unificadas – e também traz a simbologia de criar asas para voAR ainda mais alto.
A primeira marca fundada pela corporação foi a Reserva, criada pelos dois amigos de infância, Rony e Fernando. Ambos notaram uma deficiência no mercado da moda voltada para o público masculino quando se depararam com cinco homens vestindo o mesmo modelo de bermuda em uma academia. Hoje, além da coleção de roupas masculinas, a marca também possui outros braços de atuação, são eles: linha de cosméticos, chamada Vaibe; RSV+, célula criativa de colaboração que desenvolve parcerias com outras marcas marcas. Atualmente, a Reserva é considerada uma Empresa B e possui um projeto social chamado 1P5P, onde a cada peça vendida, 5 pratos de comida são viabilizados. Desde maio de 2016, o 1P5P já atingiu 42 milhões em contribuições.
Com o objetivo de aumentar a atuação da Reserva no segmento de calçados nasce, em 2019, a Reserva Go. Atualmente, a marca é responsável por cerca de 20% do faturamento da marca principal e possui duas lojas físicas no Rio de Janeiro. O espaço apresenta uma série de inovações em varejo e tecnologia, como o projeto Neo Studio: em uma TV com tecnologia touch, os clientes poderão customizar seu tênis NEO – um dos maiores sucessos da label – trocando as cores de diversos componentes, num total de 4.500 possíveis combinações para o sneaker. A fábrica recebe o pedido real-time e começa a produção, com entrega garantida ao cliente em até 21 dias.
Já a Reserva Ink, criada também em 2019, surgiu a partir da fusão da antiga plataforma FAÇA.VC da Reserva e da Touts. A marca é, atualmente, o braço da empresa que tem o objetivo de ser um auxílio para aqueles que têm interesse em criar um negócio na área da moda pela internet, mas não sabem por onde começar. A iniciativa da marca é resultado da aquisição da Touts, maior marketplace de design de camisetas do Brasil, e funcionará no sistema de full commerce, em que qualquer pessoa ou marca (com experiência ou não no ramo da moda) pode criar uma loja e vender estampas para camisetas sem se preocupar com as operações burocráticas comuns ao início de um empreendimento.
No ano de 2009, a empresa lançou sua marca infantil Reserva Mini, com roupas para bebês e crianças. Todas as coleções da Mini são desenvolvidas com foco no universo das crianças e tem três frentes predominantes: esportes, games e música, além de ter como principal pilar o conforto das peças. Focada em inovações, a marca também possui uma coleção chamada Tal Pai Tal Filho e Tal Mãe Tal Filho, com camisetas iguais ou complementares nas artes.
O Grupo também voltou os olhos para o vestuário feminino e em 2012 lançou a Eva. Sob direção criativa de Priscila Barcelos, inicialmente a marca foi apresentada apenas no mercado atacado em 120 pontos de vendas pelo Brasil, mas em novembro de 2013 abriu sua primeira loja própria em Ipanema, no Rio de Janeiro. A Eva aposta em coleções com muitas estampas, texturas e acessórios, fugindo do tradicional e básico do mercado da moda, além de possuir coleções para crianças, a Evinha.
Navegando pelas redes sociais, Rony despertou interesse por uma marca de camisas sociais sob medida. Em 2016, após diversas trocas com os criadores, nasceu a Oficina, uma fashiontech que utiliza matérias-primas sofisticadas e tecnologia para o desenvolvimento de roupas masculinas básicas e camisas sob medida. A marca, antes nomeada de Social Tailor, criada por Felipe Siqueira e Gabriel Zandomênico em 2014, parte do princípio de que modelagens de roupas são como equações matemáticas. A experiência de loja é um diferencial da Oficina, já que em todas as unidades é possível desfrutar de um bar em parceria com a Johnnie Walker, um atelier de costura e uma barbearia à disposição de todos.
Fonte: Ar&Co – A Companhia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A história da Reserva | Passo a Passo Empreendedor
Criada por dois jovens cariocas, a empresa conquistou o país e se tornou uma das marcas mais populares da moda nacional.
A história da Reserva começa em 2004 e tem como protagonistas os amigos de infância Rony Meisler e Fernando Sigal. Os dois estavam na academia de ginástica quando notaram vários homens usando exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Observando a situação eles se perguntaram: será que só existe esse modelo de bermuda? Será que esse mercado está monopolizado por apenas uma marca?
Será que não existem oportunidades nesse mercado?
Após analisarem o mercado de moda, eles procuraram fornecedores e decidiram criar sua própria bermuda para testar a demanda do mercado.
Para conseguir o nome dos fornecedores, os amigos procuravam o CNPJ dos fabricantes nas etiquetas das roupas nacionais que usavam. Após encontrar a inscrição, eles iam atrás do telefone e endereço. E continuaram a pesquisa até encontrar uma fábrica que oferecesse um bom preço e uma boa qualidade.
Encontrado o fornecedor, veio a produção de uma bermuda com estilo próprio.
O modelo da bermuda vinha com a estampa de um slogan “Be yourself but not always the same”. Algo como: Seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo; em tradução livre.
Com poucas unidades, as bermudas foram todas vendidas aos amigos.
Já graduados em Universidades, e com passagens por empresas de consultoria, os dois amigos decidiram largar tudo e enfim criar sua própria marca de roupas.
A decisão ousada foi questionada por amigos e familiares: ‘’ homem não compra roupa’’.
Porém, o conselho não foi aceito pelos dois empreendedores, que decidiram mergulhar de cabeça, e dar vida à marca.
O nome veio da praia preferida dos dois amigos, a praia da Reserva, no Rio de Janeiro.
Surgia assim a Reserva.
O início foi bastante complicado. Toda a operação era feita majoritariamente pelos dois, desde o estilo e escolha dos modelos de roupa, até à emissão da nota fiscal das vendas.
Outras opções e modelos de roupas foram incluídos no portfólio da marca, como, por exemplo, camisetas casuais, que seriam o grande chamariz da Reserva.
A operação era enxuta de ponta a ponta, e os empreendedores vendiam para amigos, parentes, conhecidos.
Porém, as vendas começaram a estagnar a partir do momento que os jovens não conseguiam oferecer um leque muito grande de modelos, pois a produção ainda era pequena; e o público alcançado ainda era pequeno.
Naquele momento, eles já haviam vendido ou oferecido aquilo que tinham, para as pessoas que conseguiam atingir.
E assim surgiu a primeira virada de chave para os empreendedores.
O Pai de Rony Meisler, Luiz Meisler, é um executivo bem-sucedido, e acreditava que os jovens deveriam se atirar no mercado e vender agressivamente seus produtos. Literalmente botar o produto na rua; e não ficar apenas limitados aos conhecidos e amigos de amigos.
O conselho foi bem recebido pelos jovens, e aos poucos eles também começaram a vender para lojistas; uma manobra que ajudaria e muito na expansão da marca.
A venda para lojistas, especialmente para lojas multimarcas ajudou a estabelecer o nome da Reserva no mercado da moda masculina.
Além da venda por atacado ajudar no volume de vendas, ainda que com uma margem de lucro menor do que no varejo; a venda para lojas multimarcas fez com que a Reserva fosse assimilada como uma marca de qualidade, que estava junto de outras marcas nacionais e importadas que eram revendidas em cada uma das lojas multimarcas, que estavam espalhadas pelo Rio de Janeiro e por estados próximos.
Lançada em um momento de efervescência da moda masculina no Brasil, a Reserva começava a se posicionar ao lado de outras marcas nacionais como Osklen, Auslander e Kayland. Oferecendo uma opção no chamado mercado de moda masculina casual.
De início, a Reserva se posicionou em um segmento premium de mercado. As camisetas e bermudas da empresa eram feitas buscando oferecer um bom produto, com um preço próximo ao praticado pelas empresas nacionais que dominavam um novo conceito de moda masculina no Brasil. O preço não era baixo, mas era condizente com a qualidade e o posicionamento da marca.
Até então, a moda masculina casual era dominada por marcas estrangeiras, salvo as nacionais já citadas, e algumas malharias tradicionais, com estilo mais senhoril e sóbrio
A ideia da Reserva era oferecer conforto, qualidade, aliado a um estilo leve e que pudesse também ser usado em qualquer ocasião.
Apesar das primeiras peças da marca não serem as melhores possíveis, ou nem próximo daquilo que são hoje; a empresa buscava ganhar espaço com um produto de qualidade e que apresentasse uma opção pouco explorada no mercado masculino; que estava crescendo bastante e sendo muito bem aceita no mercado nacional.
Somados estes esforços, a Reserva se estabelecia como uma marca de moda que começava a ser percebida pelos jovens como sinônimo de qualidade e estilo. E assim, habilitava a empresa para dar um grande salto.
Investindo todas as suas economias, os jovens conseguiram um ponto comercial em Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, e abriram uma loja pequena, de apenas 30 metros quadrados.
O imóvel tinha dois andares. Loja e sobreloja.
No primeiro andar, a loja tinha o seu mostruário completo, com camisetas e bermudas, e cinco vendedores no total; no segundo andar, estava o escritório dos empreendedores; que dividiam espaço com caixas e peças do estoque.
Na loja, o conceito era oferecer um ambiente totalmente descomplicado, que deixasse o consumidor totalmente a vontade para olhar, tocar e experimentar todas as peças do mostruário.
Segundo, Rony Meisler, que se tornou o rosto principal da empreitada, e o atual CEO da empresa, a ideia era que a loja da Reserva fosse como uma espécie de mesa de bar, em que as pessoas pudessem entrar, conversa, trocar experiências e ao final adquirir uma peça de roupa.
Esse ambiente era criado primeiro com um treinamento específico para os vendedores, que também eram escolhidos criteriosamente para trazer essa atmosfera à loja. O intuito era que os vendedores fossem descolados, e capazes de manter uma conversa despretensiosa com os clientes, para criar uma relação de confiança, antes da venda das peças de roupa. Deixando o cliente mais a vontade dentro da loja; sem ser o modelo engessado das lojas tradicionais, em que o vendedor apenas empurra os produtos para a compra.
Além disso, a Reserva também introduziu conceitos revolucionários no mercado de moda brasileiro.
A loja oferecia chopp gelado para os clientes e acompanhantes.
Somados, os esforços de treinamento de pessoal e serviço ao cliente, criavam uma experiência única para os envolvidos, e fidelizava os clientes que não só compravam recorrentemente as roupas da marca, como também indicavam para amigos e familiares.
Esse conceito fez com que a empresa viralizasse entre os jovens cariocas, e começava a dar corpo para que a marca alçasse voos ainda maiores.
Vários ajustes e melhorias em introduzidos regularmente na loja.
Um deles foi o fato de um espelho ser introduzido em cada cabine do provador. Assistindo ao comportamento dos clientes, os sócios perceberam que normalmente os consumidores saiam do provador e iam até o espelho do salão da loja para verem como a roupa os vestia. Essa situação era comum, mas não eram todos os consumidores que ficavam à vontade nesses momentos.
Percebendo esse problema, a ideia foi introduzir um espelho em cada cabine, e assim a taxa de conversão aumentou significativamente, pois evitava até mesmo um certo constrangimento do cliente; e o deixava mais a vontade para se ver vestido com a roupa, da maneira como bem entendesse, e com o tempo que precisasse.
Todo esse cuidado com o cliente e essa visão de criar uma experiência de compra memorável, fizeram com que em menos de dois anos de existência, a marca já estivesse no Fashion Rio, o maior evento de moda da cidade do Rio de Janeiro; e assim a marca já começava a fazer barulho no cenário nacional.
A primeira iniciativa foi não seguir a tradição do evento de moda.
Enquanto as marcas que participavam do evento apresentavam roupas conceituais na passarela, a Reserva decidiu apresentar suas roupas casuais; as mesmas que eram vendidas regularmente nas lojas.
A ação causou espanto entre os modistas mais tradicionais, e até mesmo em alguns concorrentes. Porém, o fato de a Reserva ter ido contra a maré chamou a atenção do público consumidor, e fez com que a empresa tivesse um grande crescimento e reconhecimento no cenário nacional. Fazendo com que os ‘’meninos da Reserva’’ ficassem conhecidos em todo o Brasil.
Assim, rapidamente, a empresa começou a se espalhar pelo país.
Além da venda multimarcas, a marca passou a contar com mais lojas físicas, ganhando as ruas do Rio de Janeiro, e posteriormente também alguns shopping centers.
Ao longo do tempo, a marca também ganhou seu próprio logotipo, que a tornaria famosa.
Após um estudo interno, a empresa decidiu adotar o pica-pau como logomarca da empresa. O desenho não foi o primeiro dentre os escolhidos, e quase foi descartado. Porém, após uma intensa discussão, a ave passou a ser a mascote da marca.
Em pouco tempo, a Reserva ficou conhecida como a marca do pica-pau. Assim como a Lacoste é a marca do jacaré, e a Polo Ralph Lauren do cavalinho.
A nomenclatura virou até letra de Funk, e a Reserva virou obsessão também entre artistas e cantores cariocas.
E com essa adesão, a marca adentrou a segunda década do ano 2000 em grande estilo, mas um evento singular fez com que a marca ficasse ainda mais conhecida.
Um famoso traficante foi preso utilizando uma camiseta da Reserva. A imagem percorreu todo o país, e a camisa além de ser original, chamou a atenção de vários leitores e espectadores, que viram a marca nos jornais e revistas.
Ainda que de início os fundadores da empresa tenham ficado receosos sobre a foto, o evento foi importante para a marca.
Aliada ao funk da blusa do pica-pau; a Reserva passou a ser mania principalmente no Rio de Janeiro, e jovens de todas as classes sociais procuravam comprar as blusas da empresa; mesmo que para isso fosse necessário usar todas as economias.
Ao mesmo tempo, a marca também ganhava a adesão de celebridades e artistas.
Além do efeito viral da marca, a empresa também passou a investir em anúncios e propagandas na TV e Internet; trazendo enorme visibilidade para a Reserva.
A ascensão da grife também chamou a atenção para pessoas de má índole.
Em uma madrugada de Dezembro de 2012, uma das lojas da Reserva no Rio foi assaltada por bandidos, que quebravam a vitrine da loja com uma pedra; entraram na loja e levaram dezenas de peças de roupa.
A ação trouxe enorme prejuízo para a empresa e foi totalmente filmada pelo sistema de segurança da loja. Ainda que o alarme tivesse sido disparado e a polícia acionada, a ação dos bandidos havia sido rápida o suficiente para que eles conseguissem fugir sem deixar rastro.
Na época, a Reserva já estava estruturada e tinha algumas lojas espalhadas pelo Rio e pelo Brasil; porém, ainda assim o prejuízo era relevante; o valor era tão significativo como o preço de uma campanha de publicidade.
Porém, ao longo do tempo, a Reserva se especializou em fazer de um limão, uma limonada.
Após a ideia de um estagiário, a Reserva decidiu inovar, e usar as filmagens do assalto em um comercial informal para anunciar a temporada de descontos após o Natal, em Janeiro de 2013.
Dessa forma, usando a filmagem e com uma trilha sonora agressiva, a Reserva lançou um comercial em que mostrava a ação dos bandidos e contava com frases do início ao fim. Ao final do então novo comercial, a marca ainda anunciava ‘’ CORRA! Porque tem gente fazendo Loucuras pela Reserva’’.
A campanha foi um enorme sucesso. Não apenas pela ousadia, mas também por transformar uma situação de dificuldade, em uma oportunidade.
Além do comercial não ter custado praticamente nada, pois usava apenas a filmagem; a ação viralizou em todo o Brasil e foi reportada por vários dos grandes portais da Internet, como a Globo.com.
Com um custo ínfimo, a empresa conseguiu ser notada por todo o país, além de receber publicidade gratuita de tradicionais meios de comunicação, e até mesmo de pessoas comuns, que elogiaram a ousadia da marca.
A viralização trouxe uma repercussão nacional para a Reserva e fez com que as vendas explodissem.
Fazendo uma limonada dos limões que recebia, além de remar contra a maré, a Reserva se notabilizou também por suas campanhas.
Além de ter um Marketing sempre atuante, a empresa também estabeleceu diversas políticas de contratação e filosofias dentro de sua organização.
Uma das mais marcantes, foi o fato de a empresa ter aberto as portas para vendedores acima de 60 anos, uma ação que foi bastante admirada pelo público; e atendeu a um público profissional que até então era rejeitado pelo mercado de trabalho.
Outra delas é a filosofia 1P – 5P, em que a cada peça de roupa vendida, a empresa doa 5 pratos de comida para pessoas necessitadas. A ação é um sucesso até hoje e é uma política fixa da empresa desde então.
Todas essas atitudes também chamaram a atenção do apresentador Luciano Huck, que decidiu se tornar sócio da empresa em 2010, aportando uma quantia na marca.
A entrada do apresentador, que desde então passou a ser visto nacionalmente aos sábados usando camisas da Reserva, também fez com que surgisse uma nova marca paralela à reserva: a Use Huck.
A Use Huck era uma das marcas que surgiram em paralelo à Reserva. Simultaneamente, a Reserva também administrava a Reserva Mini, para crianças, e a EVA, para mulheres.
EVA - A História da Reserva
A Use Huck era uma loja online que apresentava camisetas com estampas chamativas e cômicas, incluindo frases populares e letras de música.
No início, a ideia da marca era que 5% das vendas fossem destinadas à projetos sociais.
A marca foi muito bem recebida, e conseguiu conquistar o mercado até o ano de 2015, quando uma série de polêmicas atingiram a marca.
O site da marca usava fotos de modelos usando camisetas brancas, e cada estampa era incluída no Photoshop, para então fazerem parte do portfólio do site.
Em uma dessas edições, uma frase polêmica acabou sendo usada em uma foto com uma criança.
A edição foi feita de forma massificada, assim como a edição de outras dezenas de estampas.
Porém, a estampa foi ao ar no site, e em menos de um dia, o público acusou a empresa de estar estimulando atitudes indevidas. Imediatamente, a foto foi tirada do ar, mas o estrago foi enorme para a reputação da empresa.
Meses depois, a empresa também foi alvo de uma ação do Ministério Público, por outra estampa considerado ofensiva.
Somados, os eventos deixaram a iniciativa insustentável. E assim, a Use Huck foi descontinuada.
Apesar do prejuízo, e o desgaste da imagem da Reserva também por tabela, a Use Huck deixou uma herança importante para a organização.
Todas as estampas da marca eram feitas em um conjunto de cinco máquinas impressoras israelenses que permitiam a produção de uma camisa com uma estampa personalizada por vez. De modo geral, é necessário fazer várias camisetas com estampas iguais a cada produção; o que encarece o custo de produção de camisetas estampadas mundo a fora.
A máquina, apesar de ser bem mais cara do que as demais, trazia essa possibilidade que se tornaria um novo ativo da empresa.
Aproveitando a estrutura, a Reserva decidiu lançar a possibilidade de o cliente fazer sua própria estampa e imprimir em uma camiseta da reserva, com o símbolo da marca.
Desse modo, o cliente teria o controle de seu próprio produto, podendo fazer múltiplas camisetas de acordo com seu desejo.
Surgia assim ‘’o Faça.VC.’’ Uma opção que permitia a edição e compra de camisetas personalizadas com o símbolo da Reserva.
A nova estrutura representou um salto nas vendas da Reserva e consolidou uma nova prática de mercado, as camisetas personalizadas.
Hoje, o Faça VC vende 10 vezes mais do que a Use Huck vendia.
Curiosamente, o mesmo colaborador da empresa responsável pelo erro da Use Huck, foi quem elaborou o embrião da Faça VC.
Ainda que ele tivesse participado de um erro significativo na empresa, a Reserva decidiu acreditar no profissional, e a confiança foi recompensada tempos depois.
A inovação e a criatividade ajudaram a Reserva a continuar se reinventando e introduzindo novas soluções.
Atualmente todas as compras são monitoradas por um software que analisa o comportamento de compra de cada um dos clientes: o Now.
O sistema é utilizado para sugerir novas compras para os clientes, baseadas em seus interesses e suas compras. Num sistema que aumenta o tíquete médio de compras dos clientes, e também faz com que as ações de marketing sejam mais baratas e com uma taxa de conversão maior; já que o produto ofertado já está de acordo com as preferências do possível comprador.
Além disso, o sistema deu origem a um projeto novo: O Reservado.
Uma caixa de produtos, escolhidos por inteligência artificial, com entrega em domicílio. Através dele, o cliente experimenta com calma e escolhe o que quer dentro das opções da caixa.
Após a escolha das peças, as compras são debitadas no cartão de crédito e o que não foi escolhido é recolhido pela empresa. Segundo Rony Meisler, em entrevista à PEGN, ‘’O Reservado já representa 23% do faturamento da rede”.
A mesma inteligência de banco de dados também faz com que as lojas da Reserva recebam estoques reduzidos de acordo com o comportamento de venda de cada unidade, evitando que as peças fiquem encalhadas no estoque de uma loja.
Aos poucos, a metodologia esta sendo implementada e otimizada em todas as 65 lojas próprias da empresa; que conta também com 8 franquias.
O sistema faz com que uma loja que venda muitas camisas pretas, tenha mais camisas pretas e a loja que tenha menos vendas de camisas pretas, receba um estoque menor. Da mesma maneira, se essa segunda unidade vender mais bermudas, ela terá um estoque maior de bermudas. E assim sucessivamente nas demais unidades.
A iniciativa parece óbvia, mas ajudou a marca a aumentar seu faturamento e também diminuiu a sobra das coleções, que até então era um fato recorrente.
Nos próximos anos, a ideia é oferecer um serviço para reduzir as barreiras entre o físico e digital, eliminando até mesmo o estoque das lojas físicas. O cliente poderá apenas experimentar nas lojas e irá receber o produto ainda no mesmo dia em sua casa, ou posteriormente na loja a sua escolha. Toda a operação será realizada digitalmente pela empresa, que coordenará a logística por meio de um software próprio da companhia.
A visão é eliminar de vez o custo de estoque das lojas, barateando também o custo das lojas físicas; que precisam de uma logística própria para cada estoque, em cada loja.
Aos poucos, a empresa busca se tornar cada vez mais informatizada, como se fosse uma empresa de tecnologia. Para muitos, como o empreendedor Tallis Gomes, que também é garoto propaganda da marca, a Reserva não é uma marca de roupa, e sim uma startup de comunicação; que comunica ideias por meio das peças de roupas. Agregando muito valor ao produto, que deixa de ser somente um produto de pano.
Todas essas iniciativas reunidas proporcionam à empresa um faturamento anual acima de 400 milhões de reais.
Ao todo, o Grupo Reserva conta com mais de 1580 pessoas envolvidas, e presença em mais de 1400 lojas multimarcas em todo o Brasil.
E a família reserva continua crescendo. Recentemente, a marca também lançou a grife Ahlma, que visa atender jovens de 18 a 24 anos, e a Oficina Reserva, voltada para executivos e empreendedores.
A Oficina Reserva também conta com um canal no Youtube, repleto de entrevistas com grandes empreendedores nacionais. E o link do canal estará na descrição deste vídeo.
A História da Reserva pode ser conhecida com mais detalhes no Livro ‘’Rebeldes Tem Asas’’, um livro grosso e repleto de histórias e fotos da criação e da trajetória da Reserva.
Fonte: Passo a passo empreendedor, "A história da Reserva". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas | FFW UOL
A Arezzo&Co anunciou na última sexta-feira que firmou um acordo de sociedade com a Reserva, numa transação avaliada em 715 milhões de reais.
A marca carioca Reserva foi fundada em 2004 pelos empresários Rony Meisler e Fernando Sigal, tem 78 lojas próprias e 32 franquias e está é vendida 1500 multimarcas. Em 2019, o Grupo Reserva faturou 400 milhões de reais. Os atuais acionistas da Reserva ficarão com 8,7% da Arezzo.
Com o acordo, a Arezzo&Co dá um novo passo na estratégia de complementar seu negócio no segmento de moda ampliando sua oferta de produtos, de sapatos para roupas. A empresa que já tem em seu portfólio as marcas Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans (distribuição) agora se soma as seis marcas do grupo Reserva – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Depois de concluída, a operação societária ampliará o portfólio da Arezzo&Co para 13 marcas com o objetivo de se tornar uma “house of brands”, ou conjunto de marcas.
“Para empreendedores(as) que somos, o tesão está e sempre esteve não no destino, mas na jornada. Por isso, é muito natural que ao final de uma estrada de 14 anos esteja… outra estrada. Ar&co. A melhor e, por consequência, maior house of brands brasileira. Feita todos os dias por brasileiros(as)” postou Rony Meisler em seu Instagram, sobre a junção das empresas.
Já Alexandre postou “Criaremos um braço exclusivo de lifestyle – a AR&CO, que terá Rony Meisler, sócio fundador da Reserva, como CEO da Operação. A AR&CO tem múltiplos significados para nós e para o novo momento das duas companhias. AR remete às iniciais dos dois fundadores: Alexandre e Rony, às iniciais da Arezzo&Co e Reserva, além de traduzir os novos ARes para nós, agora unidos, com a simbologia de criar asas para VoAR ainda mais alto.”
Fonte: FFW UOL, "Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
Crédito fotográfico: Logo Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
Reserva (Rio de Janeiro, RJ, 2004) é uma marca de moda brasileira que faz parte do grupo Ar&Co. Criada pelos sócios e amigos de infância Rony Meisler e Rafinha, a empresa faz parte do mesmo grupo que a Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e a distribuição dos produtos Vans. Dentro da Reserva, há mais seis marcas – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Suas roupas possuem estilo despojado, produzindo e vendendo desde camisetas até shorts e calçados, conseguindo ao longo dos anos imprimir seu estilo e se tornar referência de lifestyle. São 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual, mais de 1.500 colaboradores e o certificado de empresa B, ou seja, faz parte do grupo de negócios que colocam o interesse nas pessoas e no planeta acima do lucro. Com forte trabalho socioambiental, a Reserva se tornou uma das marcas mais importantes e sustentáveis do Brasil.
Biografia – Wikipédia
A história da Reserva começa em 2004 numa cena cotidiana do Rio de Janeiro.
Os amigos de infância Rony Meisler, engenheiro de produção, e Fernando Sigal, publicitário, estavam na academia de ginástica quando perceberam que na mesma sala cinco homens vestiam exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Mesmo não tendo nenhuma relação ou interesse específico em moda, o tino empreendedor levou ambos a testarem a demanda do mercado de moda masculina.
Desenvolveram um modelo de bermuda “Be yourself but not always the same” e algumas t-shirts e venderam todas as peças entre amigos na praia. Ainda sem muitas pretensões, fizeram uma coleção com mais itens e resolveram fazer uma festa de lançamento da marca que ainda não tinha nome.
Com o estoque liquidado na mesma noite, os jovens sócios decidiram seguir com o projeto paralelo aos seus empregos. Logo, o nome Reserva surgiria: uma homenagem à praia preferida do pessoal e aos primeiros passos da marca.
No ano seguinte, largam seus empregos e instalam-se num pequeno ateliê na Gávea e iniciaram a venda para o atacado.
Evolução
Em 2006 a Reserva foi aceita no line up da semana de moda carioca. Neste ano a marca dá passos importantes que ditariam o ritmo acelerado com que se posicionou no mercado: desfila as coleção Street Cowboys e Tropical Rockers no Fashion Rio, adiciona o iconográfico passarinho à sua logo e abre em setembro a primeira loja, no coração de Ipanema, na rua Maria Quitéria. Nascia ali o formato de atendimento da marca, hoje conhecido amplamente como a Experiência Reserva.
A mudança para o SPFW acontece em 2008 atrelada aos planos de expansão em São Paulo, onde abre as primeiras lojas nos shoppings Iguatemi e Market Place. No ano seguinte, a empresa começa a se estruturar como grupo com o lançamento da marca infantil Reserva Mini.
Em 2011 a família aumenta com a chegada de novos sócios – Jayme Nigri e José Alberto Silva, Luis Roberto Pinto e Luciano Huck – e com o aumento do portfólio de produtos. O Grupo lança as marcas Huck e Eva, versão feminina da Reserva que chegou ao atacado na temporada inverno 2012.
No final de 2013, a Use Huck, até então uma label de venda online, ganhou seu primeiro quiosque no Norte Shopping, enquanto a Eva inaugurou duas lojas (em Ipanema e no Rio Design Barra) e a Reserva Mini passou a ser vendida também nas lojas Reserva, ampliando sua grade com o lançamento da linha “Pra Bebê”. Neste mesmo ano, o grupo abriu seu primeiro negócio para se caracterizar como multissegmento: a Reserva TT Burger. A empreitada gastronômica, em parceria com o Grupo Troisgros, tem como principais características o cardápio com ingredientes 100% brasileiros e assinatura do chef Thomas Troisgros, combinados à comunicação visual com DNA da Reserva. A força do grupo no universo digital inspirou um novo modelo de negócio de venda online on demand, que culminou no lançamento de três marcas licenciadas entre 2013 e 2014 – AlôRegina, em parceria com a apresentadora Regina Casé, UseDez, co-criação de professores do colégio DeAaZ e UseMussum, única grife com permissão da família do humorista para o uso de sua imagem. O Grupo Reserva inicia 2014 com oito marcas, 38 pontos de venda (27 lojas próprias Reserva, duas Eva, duas Reserva Mini, um quiosque Huck e dois TT Burger, além de quatro franquias Reserva) e com um faturamento que cresceu 40% em 2013 em relação ao ano anterior, com 1,7 milhão de peças vendidas (em comparação a 1,1 milhão em 2012).
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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História | Site Reserva
A história guarda um lugar muito especial para grandes duplas que pisaram no planeta. São muitas, e é desnecessário enumerá-las. Basta lembrar de duplas de ataque no futebol, de músicos parceiros, ou até de bandidos e personagens de ficção, além de casais. No caso da Reserva, a dupla é Rony Meisler e Fernando Sigal, o popular Nandão, sócios-fundadores da marca. Eles encerraram a primeira etapa da nossa quarentena de lives contando bastidores da construção da companhia. E anunciaram que a festa continua, no projeto 40+, na TV Reserva.
Depois de quase 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual e mais de 1.500 colaboradores, é fácil imaginar que chegar a esses números foi apenas o resultado de uma espiral de acertos, culminando no certificado de empresa B.
– Para chegarmos onde estamos, a Reserva teve muitas derrotas. Mas derrotas que eram pequenas dentro da nossa expectativa do que seria a Reserva. O sonho de construir a marca era muito maior, então a dificuldade ficava muito pequena – lembrou Nandão, hoje diretor de Produto da marca. – Eu e Rony somos judeus, e o que fez nosso povo sobreviver até hoje é o otimismo. E é isso que temos que ter constantemente, e sempre pensar como podemos ser melhores.
Rony, a propósito, já era amigo dos tempos de escola – e, sim, eles já caíram muito na porrada. Os dois tiveram o estalo da criação da marca quando estavam numa academia e repararam que praticamente todos ali dentro usavam a mesma bermuda. Resolveram fazer eles mesmos uma diferente, e começaram vendendo para os amigos. Foi o começo da história.
No início, Nandão era responsável pelo trabalho de Compras e Tributação, enquanto Rony se ocupava do Marketing e Vendas (a foto que ilustra este post é do dia da inauguração da primeira loja, em Ipanema). Em sua cabeça, essas tarefas “que davam dor de cabeça” deveriam ficar com ele, “porque eu achava que se o Rony tivesse que lidar com isso, ele desistiria”. E, naquele estalo na academia, Nandão já sabia que estava prestes a tocar o negócio de sua vida, e não queria queimar a oportunidade.
Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório.
– Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório. Nossos pais pagavam os nossos celulares, então podíamos ter o telefone da empresa sem funcionar, mas nossos celulares estavam em dia, então ainda eram comunicáveis – disse.
Como experiência profissional, Nandão tinha apenas duas anteriores: trabalhava com um tio na loja Pé de Anjo, de sapatos para mulheres que calçam números altos, criada por sua avó; e, através deste mesmo tio, descolou uma representação de calça jeans, mais como remédio para a timidez do que por outra coisa. A ajuda financeira do tio também foi importante para o início da história da Reserva, mas até certo ponto.
– Em certo momento eu estava precisando de dinheiro. Sou muito próximo de um rabino, e ele percebeu que eu estava muito preocupado, e me perguntou o que houve. Eu falei que estava precisando de dinheiro, e ele se ofereceu para pedir emprestado a alguém, se colocando como fiador. Eu agradeci mas recusei, porque não tinha ideia se conseguiria pagar de volta. Mas a oferta foi o abraço que eu precisava para sentir que alguém acreditava em mim e me deu força para termos continuidade – lembrou Nandão.
Em função desse episódio, anos depois Nandão juntou-se a um grupo para criar uma organização de empréstimos sem juros, que hoje já emprestou mais de R$ 5 milhões.
– Pra quem tá empreendendo, a planilha aceita tudo, né? De seis em seis meses eu achava que a gente ia ficar milionário, de acordo com uma planilha lá de vendas. Passávamos seis meses e estávamos rebolando pra conseguir manter o negócio – disse. – No começo era um sonho, não tirávamos remuneração pra gente, então eu vendi meu carro, entrei no cheque especial, os desafios não paravam. Era muito engraçado porque no início a gente se olhava e pensava: “como vamos sair disso?” Mas também sempre tivemos o lema de resolver um problema de cada vez, e depois vemos o próximo. E nisso conseguíamos várias vitórias, ir pra frente e prosperar.
Sobre o momento único que o mundo está vivendo, Nandão falou sobre como a Reserva está enfrentando a pandemia. No momento, com as lojas fechadas, o faturamento está entre 30 e 40% do habitual.
A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso
– A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: “o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso e aproveitar pra conseguir me reinventar?” O mundo mudou independentemente de você querer ou não, e como eu vou ser depois disso? Como vou repensar meu negócio em cima disso? Como eu vou lidar com meu cliente depois disso? E como meus produtos terão que ser remodelados pro novo mundo – avaliou.
Na área de Produto, que afinal é a alçada de Nandão, foi criada uma metodologia que se sustenta em três pilares: 1) ter humiladade para entender as necessidades para permitir a reinvenção; 2) hackear o sistema, reinventando-o; 3) empatia para entender a dor do cliente.
– Temos semanalmente conversas com o cliente, temos uma nuvem de todos os feedbacks que vêm da loja, e partir disso nós revemos nossos produtos – afirmou. –Nós falamos hoje em dia sobre bots mas não tem nada igual ao bot humano, você ligar pro seu cliente é as vezes é 10x melhor do que todos os nossos sistemas que cruzam os dados. Que nós consigamos conversar, que consigamos ser humanos. Essa crise nos ensina que nós achávamos que podíamos tudo, que as máquinas iam revolucionar o mundo. Mas quem vai revolucionar o mundo somos nós, e temos que ter isso dentro do coração – disse.
Ou seja: ainda vem muita história por aí.
Fonte: História Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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No caminho do bem | Sustentabilidade Reserva
A Reserva sempre disse o que pensou e não o que o mercado queria ouvir. Estimulamos o questionamento e a reflexão porque somos um grupo de comunicação que usa a roupa como mídia para disseminar nossas causas. Porque o maior poder do ser humano é poder ser humano.
Nossas campanhas abordam temas que provocam e chacoalham os padrões. Já falamos de liberdade individual e coletiva (Cuba Libre?! – verão 2012), da decadência das relações humanas (Decadence avec elegance – inverno 2011),de liberdade de expressão e preconceito social (Be yourself but not always the same – inverno 2012), da importância da família na construção do indivíduo (Família é o novo cool – verão 2013).
Levantamos a bandeira do sorriso, do afeto e da verdade, seja nas lojas, nas campanhas ou nas ações de marketing.
Falamos também do foco da sociedade no supérfluo e não no ser humano (Moda, foque! – verão 2014), da identidade nacional (Língua Brasileira – inverno 2014), de empreendedorismo social (Rebeldes com Causa – verão 2015, uma rede do bem que destacou 11 projetos em todo o país e que tem edição anual) e de preconceito (Não julgue – inverno 2015). Para o verão 16, convidamos 8 amigos instagrammers pra colaborar criativamente com a nossa campanha #quesejareserva. E para o inverno 16, no ano Olímpico, convidamos 5 atletas da 'vida' e homenageamos a terceira idade.
E não para por aí. A Reserva está envolvida em diversos projetos, seja com seus funcionários, na fabricação dos seus produtos ou diretamente com a sociedade.
Fonte: Sustentabilidade Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A Companhia | Ar&Co
O Grupo Reserva, criado por Rony Meisler e Fernando Sigal, nasceu no ano de 2010 com o propósito de ser o melhor e mais inovador grupo de moda do Brasil. Após a fusão com a Arezzo&Co, em 2020, o grupo passou a ser nomeado de AR&Co. Hoje, liderado pelo CEO Rony Meisler, o conglomerado, que agrega as marcas Reserva, Reserva Mini, Eva, Oficina, Reserva Ink e Reserva Go, já comercializa seu vestuário em 83 lojas próprias e 45 franqueadas espalhadas pelo país e em um quiosque de shopping, além do e-commerce.
“Eu e o Alexandre Birman começamos a sonhar com essa parceria e no meio da pandemia criamos a AR&Co, motivados pela excelente reação dos nossos negócios. E eu sempre falo que foguete não dá ré, por isso, desde 2006, quando começamos vendendo de porta em porta, movidos pela vontade de usar a moda e a tecnologia para cuidar e melhorar a vida das pessoas, a Reserva foi despontando como uma das marcas mais relevantes do varejo de vestuário e lifestyle do país e a gente nunca parou de buscar inovação. Nos tornamos um grupo de jovens com vontade de pensar e fazer diferente em um mercado tradicional. Tenho um baita orgulho de que a combinação entre a Arezzo&Co e o Grupo Reserva já nasceu como o maior house of brands do mercado brasileiro”, conta Rony Meisler.
AR&Co tem diversos significados para os fundadores e para o novo momento vivido por ambas as companhias. Combina as iniciais de Arezzo&Co e Reserva, de seus líderes, Alexandre Birman e Rony Meisler, representa novos “ARes” para ambas as empresas – agora unificadas – e também traz a simbologia de criar asas para voAR ainda mais alto.
A primeira marca fundada pela corporação foi a Reserva, criada pelos dois amigos de infância, Rony e Fernando. Ambos notaram uma deficiência no mercado da moda voltada para o público masculino quando se depararam com cinco homens vestindo o mesmo modelo de bermuda em uma academia. Hoje, além da coleção de roupas masculinas, a marca também possui outros braços de atuação, são eles: linha de cosméticos, chamada Vaibe; RSV+, célula criativa de colaboração que desenvolve parcerias com outras marcas marcas. Atualmente, a Reserva é considerada uma Empresa B e possui um projeto social chamado 1P5P, onde a cada peça vendida, 5 pratos de comida são viabilizados. Desde maio de 2016, o 1P5P já atingiu 42 milhões em contribuições.
Com o objetivo de aumentar a atuação da Reserva no segmento de calçados nasce, em 2019, a Reserva Go. Atualmente, a marca é responsável por cerca de 20% do faturamento da marca principal e possui duas lojas físicas no Rio de Janeiro. O espaço apresenta uma série de inovações em varejo e tecnologia, como o projeto Neo Studio: em uma TV com tecnologia touch, os clientes poderão customizar seu tênis NEO – um dos maiores sucessos da label – trocando as cores de diversos componentes, num total de 4.500 possíveis combinações para o sneaker. A fábrica recebe o pedido real-time e começa a produção, com entrega garantida ao cliente em até 21 dias.
Já a Reserva Ink, criada também em 2019, surgiu a partir da fusão da antiga plataforma FAÇA.VC da Reserva e da Touts. A marca é, atualmente, o braço da empresa que tem o objetivo de ser um auxílio para aqueles que têm interesse em criar um negócio na área da moda pela internet, mas não sabem por onde começar. A iniciativa da marca é resultado da aquisição da Touts, maior marketplace de design de camisetas do Brasil, e funcionará no sistema de full commerce, em que qualquer pessoa ou marca (com experiência ou não no ramo da moda) pode criar uma loja e vender estampas para camisetas sem se preocupar com as operações burocráticas comuns ao início de um empreendimento.
No ano de 2009, a empresa lançou sua marca infantil Reserva Mini, com roupas para bebês e crianças. Todas as coleções da Mini são desenvolvidas com foco no universo das crianças e tem três frentes predominantes: esportes, games e música, além de ter como principal pilar o conforto das peças. Focada em inovações, a marca também possui uma coleção chamada Tal Pai Tal Filho e Tal Mãe Tal Filho, com camisetas iguais ou complementares nas artes.
O Grupo também voltou os olhos para o vestuário feminino e em 2012 lançou a Eva. Sob direção criativa de Priscila Barcelos, inicialmente a marca foi apresentada apenas no mercado atacado em 120 pontos de vendas pelo Brasil, mas em novembro de 2013 abriu sua primeira loja própria em Ipanema, no Rio de Janeiro. A Eva aposta em coleções com muitas estampas, texturas e acessórios, fugindo do tradicional e básico do mercado da moda, além de possuir coleções para crianças, a Evinha.
Navegando pelas redes sociais, Rony despertou interesse por uma marca de camisas sociais sob medida. Em 2016, após diversas trocas com os criadores, nasceu a Oficina, uma fashiontech que utiliza matérias-primas sofisticadas e tecnologia para o desenvolvimento de roupas masculinas básicas e camisas sob medida. A marca, antes nomeada de Social Tailor, criada por Felipe Siqueira e Gabriel Zandomênico em 2014, parte do princípio de que modelagens de roupas são como equações matemáticas. A experiência de loja é um diferencial da Oficina, já que em todas as unidades é possível desfrutar de um bar em parceria com a Johnnie Walker, um atelier de costura e uma barbearia à disposição de todos.
Fonte: Ar&Co – A Companhia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A história da Reserva | Passo a Passo Empreendedor
Criada por dois jovens cariocas, a empresa conquistou o país e se tornou uma das marcas mais populares da moda nacional.
A história da Reserva começa em 2004 e tem como protagonistas os amigos de infância Rony Meisler e Fernando Sigal. Os dois estavam na academia de ginástica quando notaram vários homens usando exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Observando a situação eles se perguntaram: será que só existe esse modelo de bermuda? Será que esse mercado está monopolizado por apenas uma marca?
Será que não existem oportunidades nesse mercado?
Após analisarem o mercado de moda, eles procuraram fornecedores e decidiram criar sua própria bermuda para testar a demanda do mercado.
Para conseguir o nome dos fornecedores, os amigos procuravam o CNPJ dos fabricantes nas etiquetas das roupas nacionais que usavam. Após encontrar a inscrição, eles iam atrás do telefone e endereço. E continuaram a pesquisa até encontrar uma fábrica que oferecesse um bom preço e uma boa qualidade.
Encontrado o fornecedor, veio a produção de uma bermuda com estilo próprio.
O modelo da bermuda vinha com a estampa de um slogan “Be yourself but not always the same”. Algo como: Seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo; em tradução livre.
Com poucas unidades, as bermudas foram todas vendidas aos amigos.
Já graduados em Universidades, e com passagens por empresas de consultoria, os dois amigos decidiram largar tudo e enfim criar sua própria marca de roupas.
A decisão ousada foi questionada por amigos e familiares: ‘’ homem não compra roupa’’.
Porém, o conselho não foi aceito pelos dois empreendedores, que decidiram mergulhar de cabeça, e dar vida à marca.
O nome veio da praia preferida dos dois amigos, a praia da Reserva, no Rio de Janeiro.
Surgia assim a Reserva.
O início foi bastante complicado. Toda a operação era feita majoritariamente pelos dois, desde o estilo e escolha dos modelos de roupa, até à emissão da nota fiscal das vendas.
Outras opções e modelos de roupas foram incluídos no portfólio da marca, como, por exemplo, camisetas casuais, que seriam o grande chamariz da Reserva.
A operação era enxuta de ponta a ponta, e os empreendedores vendiam para amigos, parentes, conhecidos.
Porém, as vendas começaram a estagnar a partir do momento que os jovens não conseguiam oferecer um leque muito grande de modelos, pois a produção ainda era pequena; e o público alcançado ainda era pequeno.
Naquele momento, eles já haviam vendido ou oferecido aquilo que tinham, para as pessoas que conseguiam atingir.
E assim surgiu a primeira virada de chave para os empreendedores.
O Pai de Rony Meisler, Luiz Meisler, é um executivo bem-sucedido, e acreditava que os jovens deveriam se atirar no mercado e vender agressivamente seus produtos. Literalmente botar o produto na rua; e não ficar apenas limitados aos conhecidos e amigos de amigos.
O conselho foi bem recebido pelos jovens, e aos poucos eles também começaram a vender para lojistas; uma manobra que ajudaria e muito na expansão da marca.
A venda para lojistas, especialmente para lojas multimarcas ajudou a estabelecer o nome da Reserva no mercado da moda masculina.
Além da venda por atacado ajudar no volume de vendas, ainda que com uma margem de lucro menor do que no varejo; a venda para lojas multimarcas fez com que a Reserva fosse assimilada como uma marca de qualidade, que estava junto de outras marcas nacionais e importadas que eram revendidas em cada uma das lojas multimarcas, que estavam espalhadas pelo Rio de Janeiro e por estados próximos.
Lançada em um momento de efervescência da moda masculina no Brasil, a Reserva começava a se posicionar ao lado de outras marcas nacionais como Osklen, Auslander e Kayland. Oferecendo uma opção no chamado mercado de moda masculina casual.
De início, a Reserva se posicionou em um segmento premium de mercado. As camisetas e bermudas da empresa eram feitas buscando oferecer um bom produto, com um preço próximo ao praticado pelas empresas nacionais que dominavam um novo conceito de moda masculina no Brasil. O preço não era baixo, mas era condizente com a qualidade e o posicionamento da marca.
Até então, a moda masculina casual era dominada por marcas estrangeiras, salvo as nacionais já citadas, e algumas malharias tradicionais, com estilo mais senhoril e sóbrio
A ideia da Reserva era oferecer conforto, qualidade, aliado a um estilo leve e que pudesse também ser usado em qualquer ocasião.
Apesar das primeiras peças da marca não serem as melhores possíveis, ou nem próximo daquilo que são hoje; a empresa buscava ganhar espaço com um produto de qualidade e que apresentasse uma opção pouco explorada no mercado masculino; que estava crescendo bastante e sendo muito bem aceita no mercado nacional.
Somados estes esforços, a Reserva se estabelecia como uma marca de moda que começava a ser percebida pelos jovens como sinônimo de qualidade e estilo. E assim, habilitava a empresa para dar um grande salto.
Investindo todas as suas economias, os jovens conseguiram um ponto comercial em Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, e abriram uma loja pequena, de apenas 30 metros quadrados.
O imóvel tinha dois andares. Loja e sobreloja.
No primeiro andar, a loja tinha o seu mostruário completo, com camisetas e bermudas, e cinco vendedores no total; no segundo andar, estava o escritório dos empreendedores; que dividiam espaço com caixas e peças do estoque.
Na loja, o conceito era oferecer um ambiente totalmente descomplicado, que deixasse o consumidor totalmente a vontade para olhar, tocar e experimentar todas as peças do mostruário.
Segundo, Rony Meisler, que se tornou o rosto principal da empreitada, e o atual CEO da empresa, a ideia era que a loja da Reserva fosse como uma espécie de mesa de bar, em que as pessoas pudessem entrar, conversa, trocar experiências e ao final adquirir uma peça de roupa.
Esse ambiente era criado primeiro com um treinamento específico para os vendedores, que também eram escolhidos criteriosamente para trazer essa atmosfera à loja. O intuito era que os vendedores fossem descolados, e capazes de manter uma conversa despretensiosa com os clientes, para criar uma relação de confiança, antes da venda das peças de roupa. Deixando o cliente mais a vontade dentro da loja; sem ser o modelo engessado das lojas tradicionais, em que o vendedor apenas empurra os produtos para a compra.
Além disso, a Reserva também introduziu conceitos revolucionários no mercado de moda brasileiro.
A loja oferecia chopp gelado para os clientes e acompanhantes.
Somados, os esforços de treinamento de pessoal e serviço ao cliente, criavam uma experiência única para os envolvidos, e fidelizava os clientes que não só compravam recorrentemente as roupas da marca, como também indicavam para amigos e familiares.
Esse conceito fez com que a empresa viralizasse entre os jovens cariocas, e começava a dar corpo para que a marca alçasse voos ainda maiores.
Vários ajustes e melhorias em introduzidos regularmente na loja.
Um deles foi o fato de um espelho ser introduzido em cada cabine do provador. Assistindo ao comportamento dos clientes, os sócios perceberam que normalmente os consumidores saiam do provador e iam até o espelho do salão da loja para verem como a roupa os vestia. Essa situação era comum, mas não eram todos os consumidores que ficavam à vontade nesses momentos.
Percebendo esse problema, a ideia foi introduzir um espelho em cada cabine, e assim a taxa de conversão aumentou significativamente, pois evitava até mesmo um certo constrangimento do cliente; e o deixava mais a vontade para se ver vestido com a roupa, da maneira como bem entendesse, e com o tempo que precisasse.
Todo esse cuidado com o cliente e essa visão de criar uma experiência de compra memorável, fizeram com que em menos de dois anos de existência, a marca já estivesse no Fashion Rio, o maior evento de moda da cidade do Rio de Janeiro; e assim a marca já começava a fazer barulho no cenário nacional.
A primeira iniciativa foi não seguir a tradição do evento de moda.
Enquanto as marcas que participavam do evento apresentavam roupas conceituais na passarela, a Reserva decidiu apresentar suas roupas casuais; as mesmas que eram vendidas regularmente nas lojas.
A ação causou espanto entre os modistas mais tradicionais, e até mesmo em alguns concorrentes. Porém, o fato de a Reserva ter ido contra a maré chamou a atenção do público consumidor, e fez com que a empresa tivesse um grande crescimento e reconhecimento no cenário nacional. Fazendo com que os ‘’meninos da Reserva’’ ficassem conhecidos em todo o Brasil.
Assim, rapidamente, a empresa começou a se espalhar pelo país.
Além da venda multimarcas, a marca passou a contar com mais lojas físicas, ganhando as ruas do Rio de Janeiro, e posteriormente também alguns shopping centers.
Ao longo do tempo, a marca também ganhou seu próprio logotipo, que a tornaria famosa.
Após um estudo interno, a empresa decidiu adotar o pica-pau como logomarca da empresa. O desenho não foi o primeiro dentre os escolhidos, e quase foi descartado. Porém, após uma intensa discussão, a ave passou a ser a mascote da marca.
Em pouco tempo, a Reserva ficou conhecida como a marca do pica-pau. Assim como a Lacoste é a marca do jacaré, e a Polo Ralph Lauren do cavalinho.
A nomenclatura virou até letra de Funk, e a Reserva virou obsessão também entre artistas e cantores cariocas.
E com essa adesão, a marca adentrou a segunda década do ano 2000 em grande estilo, mas um evento singular fez com que a marca ficasse ainda mais conhecida.
Um famoso traficante foi preso utilizando uma camiseta da Reserva. A imagem percorreu todo o país, e a camisa além de ser original, chamou a atenção de vários leitores e espectadores, que viram a marca nos jornais e revistas.
Ainda que de início os fundadores da empresa tenham ficado receosos sobre a foto, o evento foi importante para a marca.
Aliada ao funk da blusa do pica-pau; a Reserva passou a ser mania principalmente no Rio de Janeiro, e jovens de todas as classes sociais procuravam comprar as blusas da empresa; mesmo que para isso fosse necessário usar todas as economias.
Ao mesmo tempo, a marca também ganhava a adesão de celebridades e artistas.
Além do efeito viral da marca, a empresa também passou a investir em anúncios e propagandas na TV e Internet; trazendo enorme visibilidade para a Reserva.
A ascensão da grife também chamou a atenção para pessoas de má índole.
Em uma madrugada de Dezembro de 2012, uma das lojas da Reserva no Rio foi assaltada por bandidos, que quebravam a vitrine da loja com uma pedra; entraram na loja e levaram dezenas de peças de roupa.
A ação trouxe enorme prejuízo para a empresa e foi totalmente filmada pelo sistema de segurança da loja. Ainda que o alarme tivesse sido disparado e a polícia acionada, a ação dos bandidos havia sido rápida o suficiente para que eles conseguissem fugir sem deixar rastro.
Na época, a Reserva já estava estruturada e tinha algumas lojas espalhadas pelo Rio e pelo Brasil; porém, ainda assim o prejuízo era relevante; o valor era tão significativo como o preço de uma campanha de publicidade.
Porém, ao longo do tempo, a Reserva se especializou em fazer de um limão, uma limonada.
Após a ideia de um estagiário, a Reserva decidiu inovar, e usar as filmagens do assalto em um comercial informal para anunciar a temporada de descontos após o Natal, em Janeiro de 2013.
Dessa forma, usando a filmagem e com uma trilha sonora agressiva, a Reserva lançou um comercial em que mostrava a ação dos bandidos e contava com frases do início ao fim. Ao final do então novo comercial, a marca ainda anunciava ‘’ CORRA! Porque tem gente fazendo Loucuras pela Reserva’’.
A campanha foi um enorme sucesso. Não apenas pela ousadia, mas também por transformar uma situação de dificuldade, em uma oportunidade.
Além do comercial não ter custado praticamente nada, pois usava apenas a filmagem; a ação viralizou em todo o Brasil e foi reportada por vários dos grandes portais da Internet, como a Globo.com.
Com um custo ínfimo, a empresa conseguiu ser notada por todo o país, além de receber publicidade gratuita de tradicionais meios de comunicação, e até mesmo de pessoas comuns, que elogiaram a ousadia da marca.
A viralização trouxe uma repercussão nacional para a Reserva e fez com que as vendas explodissem.
Fazendo uma limonada dos limões que recebia, além de remar contra a maré, a Reserva se notabilizou também por suas campanhas.
Além de ter um Marketing sempre atuante, a empresa também estabeleceu diversas políticas de contratação e filosofias dentro de sua organização.
Uma das mais marcantes, foi o fato de a empresa ter aberto as portas para vendedores acima de 60 anos, uma ação que foi bastante admirada pelo público; e atendeu a um público profissional que até então era rejeitado pelo mercado de trabalho.
Outra delas é a filosofia 1P – 5P, em que a cada peça de roupa vendida, a empresa doa 5 pratos de comida para pessoas necessitadas. A ação é um sucesso até hoje e é uma política fixa da empresa desde então.
Todas essas atitudes também chamaram a atenção do apresentador Luciano Huck, que decidiu se tornar sócio da empresa em 2010, aportando uma quantia na marca.
A entrada do apresentador, que desde então passou a ser visto nacionalmente aos sábados usando camisas da Reserva, também fez com que surgisse uma nova marca paralela à reserva: a Use Huck.
A Use Huck era uma das marcas que surgiram em paralelo à Reserva. Simultaneamente, a Reserva também administrava a Reserva Mini, para crianças, e a EVA, para mulheres.
EVA - A História da Reserva
A Use Huck era uma loja online que apresentava camisetas com estampas chamativas e cômicas, incluindo frases populares e letras de música.
No início, a ideia da marca era que 5% das vendas fossem destinadas à projetos sociais.
A marca foi muito bem recebida, e conseguiu conquistar o mercado até o ano de 2015, quando uma série de polêmicas atingiram a marca.
O site da marca usava fotos de modelos usando camisetas brancas, e cada estampa era incluída no Photoshop, para então fazerem parte do portfólio do site.
Em uma dessas edições, uma frase polêmica acabou sendo usada em uma foto com uma criança.
A edição foi feita de forma massificada, assim como a edição de outras dezenas de estampas.
Porém, a estampa foi ao ar no site, e em menos de um dia, o público acusou a empresa de estar estimulando atitudes indevidas. Imediatamente, a foto foi tirada do ar, mas o estrago foi enorme para a reputação da empresa.
Meses depois, a empresa também foi alvo de uma ação do Ministério Público, por outra estampa considerado ofensiva.
Somados, os eventos deixaram a iniciativa insustentável. E assim, a Use Huck foi descontinuada.
Apesar do prejuízo, e o desgaste da imagem da Reserva também por tabela, a Use Huck deixou uma herança importante para a organização.
Todas as estampas da marca eram feitas em um conjunto de cinco máquinas impressoras israelenses que permitiam a produção de uma camisa com uma estampa personalizada por vez. De modo geral, é necessário fazer várias camisetas com estampas iguais a cada produção; o que encarece o custo de produção de camisetas estampadas mundo a fora.
A máquina, apesar de ser bem mais cara do que as demais, trazia essa possibilidade que se tornaria um novo ativo da empresa.
Aproveitando a estrutura, a Reserva decidiu lançar a possibilidade de o cliente fazer sua própria estampa e imprimir em uma camiseta da reserva, com o símbolo da marca.
Desse modo, o cliente teria o controle de seu próprio produto, podendo fazer múltiplas camisetas de acordo com seu desejo.
Surgia assim ‘’o Faça.VC.’’ Uma opção que permitia a edição e compra de camisetas personalizadas com o símbolo da Reserva.
A nova estrutura representou um salto nas vendas da Reserva e consolidou uma nova prática de mercado, as camisetas personalizadas.
Hoje, o Faça VC vende 10 vezes mais do que a Use Huck vendia.
Curiosamente, o mesmo colaborador da empresa responsável pelo erro da Use Huck, foi quem elaborou o embrião da Faça VC.
Ainda que ele tivesse participado de um erro significativo na empresa, a Reserva decidiu acreditar no profissional, e a confiança foi recompensada tempos depois.
A inovação e a criatividade ajudaram a Reserva a continuar se reinventando e introduzindo novas soluções.
Atualmente todas as compras são monitoradas por um software que analisa o comportamento de compra de cada um dos clientes: o Now.
O sistema é utilizado para sugerir novas compras para os clientes, baseadas em seus interesses e suas compras. Num sistema que aumenta o tíquete médio de compras dos clientes, e também faz com que as ações de marketing sejam mais baratas e com uma taxa de conversão maior; já que o produto ofertado já está de acordo com as preferências do possível comprador.
Além disso, o sistema deu origem a um projeto novo: O Reservado.
Uma caixa de produtos, escolhidos por inteligência artificial, com entrega em domicílio. Através dele, o cliente experimenta com calma e escolhe o que quer dentro das opções da caixa.
Após a escolha das peças, as compras são debitadas no cartão de crédito e o que não foi escolhido é recolhido pela empresa. Segundo Rony Meisler, em entrevista à PEGN, ‘’O Reservado já representa 23% do faturamento da rede”.
A mesma inteligência de banco de dados também faz com que as lojas da Reserva recebam estoques reduzidos de acordo com o comportamento de venda de cada unidade, evitando que as peças fiquem encalhadas no estoque de uma loja.
Aos poucos, a metodologia esta sendo implementada e otimizada em todas as 65 lojas próprias da empresa; que conta também com 8 franquias.
O sistema faz com que uma loja que venda muitas camisas pretas, tenha mais camisas pretas e a loja que tenha menos vendas de camisas pretas, receba um estoque menor. Da mesma maneira, se essa segunda unidade vender mais bermudas, ela terá um estoque maior de bermudas. E assim sucessivamente nas demais unidades.
A iniciativa parece óbvia, mas ajudou a marca a aumentar seu faturamento e também diminuiu a sobra das coleções, que até então era um fato recorrente.
Nos próximos anos, a ideia é oferecer um serviço para reduzir as barreiras entre o físico e digital, eliminando até mesmo o estoque das lojas físicas. O cliente poderá apenas experimentar nas lojas e irá receber o produto ainda no mesmo dia em sua casa, ou posteriormente na loja a sua escolha. Toda a operação será realizada digitalmente pela empresa, que coordenará a logística por meio de um software próprio da companhia.
A visão é eliminar de vez o custo de estoque das lojas, barateando também o custo das lojas físicas; que precisam de uma logística própria para cada estoque, em cada loja.
Aos poucos, a empresa busca se tornar cada vez mais informatizada, como se fosse uma empresa de tecnologia. Para muitos, como o empreendedor Tallis Gomes, que também é garoto propaganda da marca, a Reserva não é uma marca de roupa, e sim uma startup de comunicação; que comunica ideias por meio das peças de roupas. Agregando muito valor ao produto, que deixa de ser somente um produto de pano.
Todas essas iniciativas reunidas proporcionam à empresa um faturamento anual acima de 400 milhões de reais.
Ao todo, o Grupo Reserva conta com mais de 1580 pessoas envolvidas, e presença em mais de 1400 lojas multimarcas em todo o Brasil.
E a família reserva continua crescendo. Recentemente, a marca também lançou a grife Ahlma, que visa atender jovens de 18 a 24 anos, e a Oficina Reserva, voltada para executivos e empreendedores.
A Oficina Reserva também conta com um canal no Youtube, repleto de entrevistas com grandes empreendedores nacionais. E o link do canal estará na descrição deste vídeo.
A História da Reserva pode ser conhecida com mais detalhes no Livro ‘’Rebeldes Tem Asas’’, um livro grosso e repleto de histórias e fotos da criação e da trajetória da Reserva.
Fonte: Passo a passo empreendedor, "A história da Reserva". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas | FFW UOL
A Arezzo&Co anunciou na última sexta-feira que firmou um acordo de sociedade com a Reserva, numa transação avaliada em 715 milhões de reais.
A marca carioca Reserva foi fundada em 2004 pelos empresários Rony Meisler e Fernando Sigal, tem 78 lojas próprias e 32 franquias e está é vendida 1500 multimarcas. Em 2019, o Grupo Reserva faturou 400 milhões de reais. Os atuais acionistas da Reserva ficarão com 8,7% da Arezzo.
Com o acordo, a Arezzo&Co dá um novo passo na estratégia de complementar seu negócio no segmento de moda ampliando sua oferta de produtos, de sapatos para roupas. A empresa que já tem em seu portfólio as marcas Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans (distribuição) agora se soma as seis marcas do grupo Reserva – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Depois de concluída, a operação societária ampliará o portfólio da Arezzo&Co para 13 marcas com o objetivo de se tornar uma “house of brands”, ou conjunto de marcas.
“Para empreendedores(as) que somos, o tesão está e sempre esteve não no destino, mas na jornada. Por isso, é muito natural que ao final de uma estrada de 14 anos esteja… outra estrada. Ar&co. A melhor e, por consequência, maior house of brands brasileira. Feita todos os dias por brasileiros(as)” postou Rony Meisler em seu Instagram, sobre a junção das empresas.
Já Alexandre postou “Criaremos um braço exclusivo de lifestyle – a AR&CO, que terá Rony Meisler, sócio fundador da Reserva, como CEO da Operação. A AR&CO tem múltiplos significados para nós e para o novo momento das duas companhias. AR remete às iniciais dos dois fundadores: Alexandre e Rony, às iniciais da Arezzo&Co e Reserva, além de traduzir os novos ARes para nós, agora unidos, com a simbologia de criar asas para VoAR ainda mais alto.”
Fonte: FFW UOL, "Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
Crédito fotográfico: Logo Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
Reserva (Rio de Janeiro, RJ, 2004) é uma marca de moda brasileira que faz parte do grupo Ar&Co. Criada pelos sócios e amigos de infância Rony Meisler e Rafinha, a empresa faz parte do mesmo grupo que a Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e a distribuição dos produtos Vans. Dentro da Reserva, há mais seis marcas – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Suas roupas possuem estilo despojado, produzindo e vendendo desde camisetas até shorts e calçados, conseguindo ao longo dos anos imprimir seu estilo e se tornar referência de lifestyle. São 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual, mais de 1.500 colaboradores e o certificado de empresa B, ou seja, faz parte do grupo de negócios que colocam o interesse nas pessoas e no planeta acima do lucro. Com forte trabalho socioambiental, a Reserva se tornou uma das marcas mais importantes e sustentáveis do Brasil.
Biografia – Wikipédia
A história da Reserva começa em 2004 numa cena cotidiana do Rio de Janeiro.
Os amigos de infância Rony Meisler, engenheiro de produção, e Fernando Sigal, publicitário, estavam na academia de ginástica quando perceberam que na mesma sala cinco homens vestiam exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Mesmo não tendo nenhuma relação ou interesse específico em moda, o tino empreendedor levou ambos a testarem a demanda do mercado de moda masculina.
Desenvolveram um modelo de bermuda “Be yourself but not always the same” e algumas t-shirts e venderam todas as peças entre amigos na praia. Ainda sem muitas pretensões, fizeram uma coleção com mais itens e resolveram fazer uma festa de lançamento da marca que ainda não tinha nome.
Com o estoque liquidado na mesma noite, os jovens sócios decidiram seguir com o projeto paralelo aos seus empregos. Logo, o nome Reserva surgiria: uma homenagem à praia preferida do pessoal e aos primeiros passos da marca.
No ano seguinte, largam seus empregos e instalam-se num pequeno ateliê na Gávea e iniciaram a venda para o atacado.
Evolução
Em 2006 a Reserva foi aceita no line up da semana de moda carioca. Neste ano a marca dá passos importantes que ditariam o ritmo acelerado com que se posicionou no mercado: desfila as coleção Street Cowboys e Tropical Rockers no Fashion Rio, adiciona o iconográfico passarinho à sua logo e abre em setembro a primeira loja, no coração de Ipanema, na rua Maria Quitéria. Nascia ali o formato de atendimento da marca, hoje conhecido amplamente como a Experiência Reserva.
A mudança para o SPFW acontece em 2008 atrelada aos planos de expansão em São Paulo, onde abre as primeiras lojas nos shoppings Iguatemi e Market Place. No ano seguinte, a empresa começa a se estruturar como grupo com o lançamento da marca infantil Reserva Mini.
Em 2011 a família aumenta com a chegada de novos sócios – Jayme Nigri e José Alberto Silva, Luis Roberto Pinto e Luciano Huck – e com o aumento do portfólio de produtos. O Grupo lança as marcas Huck e Eva, versão feminina da Reserva que chegou ao atacado na temporada inverno 2012.
No final de 2013, a Use Huck, até então uma label de venda online, ganhou seu primeiro quiosque no Norte Shopping, enquanto a Eva inaugurou duas lojas (em Ipanema e no Rio Design Barra) e a Reserva Mini passou a ser vendida também nas lojas Reserva, ampliando sua grade com o lançamento da linha “Pra Bebê”. Neste mesmo ano, o grupo abriu seu primeiro negócio para se caracterizar como multissegmento: a Reserva TT Burger. A empreitada gastronômica, em parceria com o Grupo Troisgros, tem como principais características o cardápio com ingredientes 100% brasileiros e assinatura do chef Thomas Troisgros, combinados à comunicação visual com DNA da Reserva. A força do grupo no universo digital inspirou um novo modelo de negócio de venda online on demand, que culminou no lançamento de três marcas licenciadas entre 2013 e 2014 – AlôRegina, em parceria com a apresentadora Regina Casé, UseDez, co-criação de professores do colégio DeAaZ e UseMussum, única grife com permissão da família do humorista para o uso de sua imagem. O Grupo Reserva inicia 2014 com oito marcas, 38 pontos de venda (27 lojas próprias Reserva, duas Eva, duas Reserva Mini, um quiosque Huck e dois TT Burger, além de quatro franquias Reserva) e com um faturamento que cresceu 40% em 2013 em relação ao ano anterior, com 1,7 milhão de peças vendidas (em comparação a 1,1 milhão em 2012).
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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História | Site Reserva
A história guarda um lugar muito especial para grandes duplas que pisaram no planeta. São muitas, e é desnecessário enumerá-las. Basta lembrar de duplas de ataque no futebol, de músicos parceiros, ou até de bandidos e personagens de ficção, além de casais. No caso da Reserva, a dupla é Rony Meisler e Fernando Sigal, o popular Nandão, sócios-fundadores da marca. Eles encerraram a primeira etapa da nossa quarentena de lives contando bastidores da construção da companhia. E anunciaram que a festa continua, no projeto 40+, na TV Reserva.
Depois de quase 14 anos de sucesso, com mais de uma centena de lojas, mais de mil pontos comerciais, quase R$ 400 milhões de faturamento anual e mais de 1.500 colaboradores, é fácil imaginar que chegar a esses números foi apenas o resultado de uma espiral de acertos, culminando no certificado de empresa B.
– Para chegarmos onde estamos, a Reserva teve muitas derrotas. Mas derrotas que eram pequenas dentro da nossa expectativa do que seria a Reserva. O sonho de construir a marca era muito maior, então a dificuldade ficava muito pequena – lembrou Nandão, hoje diretor de Produto da marca. – Eu e Rony somos judeus, e o que fez nosso povo sobreviver até hoje é o otimismo. E é isso que temos que ter constantemente, e sempre pensar como podemos ser melhores.
Rony, a propósito, já era amigo dos tempos de escola – e, sim, eles já caíram muito na porrada. Os dois tiveram o estalo da criação da marca quando estavam numa academia e repararam que praticamente todos ali dentro usavam a mesma bermuda. Resolveram fazer eles mesmos uma diferente, e começaram vendendo para os amigos. Foi o começo da história.
No início, Nandão era responsável pelo trabalho de Compras e Tributação, enquanto Rony se ocupava do Marketing e Vendas (a foto que ilustra este post é do dia da inauguração da primeira loja, em Ipanema). Em sua cabeça, essas tarefas “que davam dor de cabeça” deveriam ficar com ele, “porque eu achava que se o Rony tivesse que lidar com isso, ele desistiria”. E, naquele estalo na academia, Nandão já sabia que estava prestes a tocar o negócio de sua vida, e não queria queimar a oportunidade.
Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório.
– Eu me lembro da gente escolhendo que contas íamos pagar. Ou rachávamos a conta de luz ou do telefone. E no Rio de Janeiro não tinha nem dúvida: era conta de luz, não tinha como sobreviver sem ar no escritório. Nossos pais pagavam os nossos celulares, então podíamos ter o telefone da empresa sem funcionar, mas nossos celulares estavam em dia, então ainda eram comunicáveis – disse.
Como experiência profissional, Nandão tinha apenas duas anteriores: trabalhava com um tio na loja Pé de Anjo, de sapatos para mulheres que calçam números altos, criada por sua avó; e, através deste mesmo tio, descolou uma representação de calça jeans, mais como remédio para a timidez do que por outra coisa. A ajuda financeira do tio também foi importante para o início da história da Reserva, mas até certo ponto.
– Em certo momento eu estava precisando de dinheiro. Sou muito próximo de um rabino, e ele percebeu que eu estava muito preocupado, e me perguntou o que houve. Eu falei que estava precisando de dinheiro, e ele se ofereceu para pedir emprestado a alguém, se colocando como fiador. Eu agradeci mas recusei, porque não tinha ideia se conseguiria pagar de volta. Mas a oferta foi o abraço que eu precisava para sentir que alguém acreditava em mim e me deu força para termos continuidade – lembrou Nandão.
Em função desse episódio, anos depois Nandão juntou-se a um grupo para criar uma organização de empréstimos sem juros, que hoje já emprestou mais de R$ 5 milhões.
– Pra quem tá empreendendo, a planilha aceita tudo, né? De seis em seis meses eu achava que a gente ia ficar milionário, de acordo com uma planilha lá de vendas. Passávamos seis meses e estávamos rebolando pra conseguir manter o negócio – disse. – No começo era um sonho, não tirávamos remuneração pra gente, então eu vendi meu carro, entrei no cheque especial, os desafios não paravam. Era muito engraçado porque no início a gente se olhava e pensava: “como vamos sair disso?” Mas também sempre tivemos o lema de resolver um problema de cada vez, e depois vemos o próximo. E nisso conseguíamos várias vitórias, ir pra frente e prosperar.
Sobre o momento único que o mundo está vivendo, Nandão falou sobre como a Reserva está enfrentando a pandemia. No momento, com as lojas fechadas, o faturamento está entre 30 e 40% do habitual.
A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso
– A primeira coisa é o modo sobrevivência. Você tem que entender qual sua capacidade nesse momento, o que posso pagar, o que não posso. Todo mundo vai se machucar, mas o pensamento é: “o quão menos machucado eu vou conseguir sair disso e aproveitar pra conseguir me reinventar?” O mundo mudou independentemente de você querer ou não, e como eu vou ser depois disso? Como vou repensar meu negócio em cima disso? Como eu vou lidar com meu cliente depois disso? E como meus produtos terão que ser remodelados pro novo mundo – avaliou.
Na área de Produto, que afinal é a alçada de Nandão, foi criada uma metodologia que se sustenta em três pilares: 1) ter humiladade para entender as necessidades para permitir a reinvenção; 2) hackear o sistema, reinventando-o; 3) empatia para entender a dor do cliente.
– Temos semanalmente conversas com o cliente, temos uma nuvem de todos os feedbacks que vêm da loja, e partir disso nós revemos nossos produtos – afirmou. –Nós falamos hoje em dia sobre bots mas não tem nada igual ao bot humano, você ligar pro seu cliente é as vezes é 10x melhor do que todos os nossos sistemas que cruzam os dados. Que nós consigamos conversar, que consigamos ser humanos. Essa crise nos ensina que nós achávamos que podíamos tudo, que as máquinas iam revolucionar o mundo. Mas quem vai revolucionar o mundo somos nós, e temos que ter isso dentro do coração – disse.
Ou seja: ainda vem muita história por aí.
Fonte: História Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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No caminho do bem | Sustentabilidade Reserva
A Reserva sempre disse o que pensou e não o que o mercado queria ouvir. Estimulamos o questionamento e a reflexão porque somos um grupo de comunicação que usa a roupa como mídia para disseminar nossas causas. Porque o maior poder do ser humano é poder ser humano.
Nossas campanhas abordam temas que provocam e chacoalham os padrões. Já falamos de liberdade individual e coletiva (Cuba Libre?! – verão 2012), da decadência das relações humanas (Decadence avec elegance – inverno 2011),de liberdade de expressão e preconceito social (Be yourself but not always the same – inverno 2012), da importância da família na construção do indivíduo (Família é o novo cool – verão 2013).
Levantamos a bandeira do sorriso, do afeto e da verdade, seja nas lojas, nas campanhas ou nas ações de marketing.
Falamos também do foco da sociedade no supérfluo e não no ser humano (Moda, foque! – verão 2014), da identidade nacional (Língua Brasileira – inverno 2014), de empreendedorismo social (Rebeldes com Causa – verão 2015, uma rede do bem que destacou 11 projetos em todo o país e que tem edição anual) e de preconceito (Não julgue – inverno 2015). Para o verão 16, convidamos 8 amigos instagrammers pra colaborar criativamente com a nossa campanha #quesejareserva. E para o inverno 16, no ano Olímpico, convidamos 5 atletas da 'vida' e homenageamos a terceira idade.
E não para por aí. A Reserva está envolvida em diversos projetos, seja com seus funcionários, na fabricação dos seus produtos ou diretamente com a sociedade.
Fonte: Sustentabilidade Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A Companhia | Ar&Co
O Grupo Reserva, criado por Rony Meisler e Fernando Sigal, nasceu no ano de 2010 com o propósito de ser o melhor e mais inovador grupo de moda do Brasil. Após a fusão com a Arezzo&Co, em 2020, o grupo passou a ser nomeado de AR&Co. Hoje, liderado pelo CEO Rony Meisler, o conglomerado, que agrega as marcas Reserva, Reserva Mini, Eva, Oficina, Reserva Ink e Reserva Go, já comercializa seu vestuário em 83 lojas próprias e 45 franqueadas espalhadas pelo país e em um quiosque de shopping, além do e-commerce.
“Eu e o Alexandre Birman começamos a sonhar com essa parceria e no meio da pandemia criamos a AR&Co, motivados pela excelente reação dos nossos negócios. E eu sempre falo que foguete não dá ré, por isso, desde 2006, quando começamos vendendo de porta em porta, movidos pela vontade de usar a moda e a tecnologia para cuidar e melhorar a vida das pessoas, a Reserva foi despontando como uma das marcas mais relevantes do varejo de vestuário e lifestyle do país e a gente nunca parou de buscar inovação. Nos tornamos um grupo de jovens com vontade de pensar e fazer diferente em um mercado tradicional. Tenho um baita orgulho de que a combinação entre a Arezzo&Co e o Grupo Reserva já nasceu como o maior house of brands do mercado brasileiro”, conta Rony Meisler.
AR&Co tem diversos significados para os fundadores e para o novo momento vivido por ambas as companhias. Combina as iniciais de Arezzo&Co e Reserva, de seus líderes, Alexandre Birman e Rony Meisler, representa novos “ARes” para ambas as empresas – agora unificadas – e também traz a simbologia de criar asas para voAR ainda mais alto.
A primeira marca fundada pela corporação foi a Reserva, criada pelos dois amigos de infância, Rony e Fernando. Ambos notaram uma deficiência no mercado da moda voltada para o público masculino quando se depararam com cinco homens vestindo o mesmo modelo de bermuda em uma academia. Hoje, além da coleção de roupas masculinas, a marca também possui outros braços de atuação, são eles: linha de cosméticos, chamada Vaibe; RSV+, célula criativa de colaboração que desenvolve parcerias com outras marcas marcas. Atualmente, a Reserva é considerada uma Empresa B e possui um projeto social chamado 1P5P, onde a cada peça vendida, 5 pratos de comida são viabilizados. Desde maio de 2016, o 1P5P já atingiu 42 milhões em contribuições.
Com o objetivo de aumentar a atuação da Reserva no segmento de calçados nasce, em 2019, a Reserva Go. Atualmente, a marca é responsável por cerca de 20% do faturamento da marca principal e possui duas lojas físicas no Rio de Janeiro. O espaço apresenta uma série de inovações em varejo e tecnologia, como o projeto Neo Studio: em uma TV com tecnologia touch, os clientes poderão customizar seu tênis NEO – um dos maiores sucessos da label – trocando as cores de diversos componentes, num total de 4.500 possíveis combinações para o sneaker. A fábrica recebe o pedido real-time e começa a produção, com entrega garantida ao cliente em até 21 dias.
Já a Reserva Ink, criada também em 2019, surgiu a partir da fusão da antiga plataforma FAÇA.VC da Reserva e da Touts. A marca é, atualmente, o braço da empresa que tem o objetivo de ser um auxílio para aqueles que têm interesse em criar um negócio na área da moda pela internet, mas não sabem por onde começar. A iniciativa da marca é resultado da aquisição da Touts, maior marketplace de design de camisetas do Brasil, e funcionará no sistema de full commerce, em que qualquer pessoa ou marca (com experiência ou não no ramo da moda) pode criar uma loja e vender estampas para camisetas sem se preocupar com as operações burocráticas comuns ao início de um empreendimento.
No ano de 2009, a empresa lançou sua marca infantil Reserva Mini, com roupas para bebês e crianças. Todas as coleções da Mini são desenvolvidas com foco no universo das crianças e tem três frentes predominantes: esportes, games e música, além de ter como principal pilar o conforto das peças. Focada em inovações, a marca também possui uma coleção chamada Tal Pai Tal Filho e Tal Mãe Tal Filho, com camisetas iguais ou complementares nas artes.
O Grupo também voltou os olhos para o vestuário feminino e em 2012 lançou a Eva. Sob direção criativa de Priscila Barcelos, inicialmente a marca foi apresentada apenas no mercado atacado em 120 pontos de vendas pelo Brasil, mas em novembro de 2013 abriu sua primeira loja própria em Ipanema, no Rio de Janeiro. A Eva aposta em coleções com muitas estampas, texturas e acessórios, fugindo do tradicional e básico do mercado da moda, além de possuir coleções para crianças, a Evinha.
Navegando pelas redes sociais, Rony despertou interesse por uma marca de camisas sociais sob medida. Em 2016, após diversas trocas com os criadores, nasceu a Oficina, uma fashiontech que utiliza matérias-primas sofisticadas e tecnologia para o desenvolvimento de roupas masculinas básicas e camisas sob medida. A marca, antes nomeada de Social Tailor, criada por Felipe Siqueira e Gabriel Zandomênico em 2014, parte do princípio de que modelagens de roupas são como equações matemáticas. A experiência de loja é um diferencial da Oficina, já que em todas as unidades é possível desfrutar de um bar em parceria com a Johnnie Walker, um atelier de costura e uma barbearia à disposição de todos.
Fonte: Ar&Co – A Companhia. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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A história da Reserva | Passo a Passo Empreendedor
Criada por dois jovens cariocas, a empresa conquistou o país e se tornou uma das marcas mais populares da moda nacional.
A história da Reserva começa em 2004 e tem como protagonistas os amigos de infância Rony Meisler e Fernando Sigal. Os dois estavam na academia de ginástica quando notaram vários homens usando exatamente o mesmo modelo de bermuda.
Observando a situação eles se perguntaram: será que só existe esse modelo de bermuda? Será que esse mercado está monopolizado por apenas uma marca?
Será que não existem oportunidades nesse mercado?
Após analisarem o mercado de moda, eles procuraram fornecedores e decidiram criar sua própria bermuda para testar a demanda do mercado.
Para conseguir o nome dos fornecedores, os amigos procuravam o CNPJ dos fabricantes nas etiquetas das roupas nacionais que usavam. Após encontrar a inscrição, eles iam atrás do telefone e endereço. E continuaram a pesquisa até encontrar uma fábrica que oferecesse um bom preço e uma boa qualidade.
Encontrado o fornecedor, veio a produção de uma bermuda com estilo próprio.
O modelo da bermuda vinha com a estampa de um slogan “Be yourself but not always the same”. Algo como: Seja você mesmo, mas nem sempre o mesmo; em tradução livre.
Com poucas unidades, as bermudas foram todas vendidas aos amigos.
Já graduados em Universidades, e com passagens por empresas de consultoria, os dois amigos decidiram largar tudo e enfim criar sua própria marca de roupas.
A decisão ousada foi questionada por amigos e familiares: ‘’ homem não compra roupa’’.
Porém, o conselho não foi aceito pelos dois empreendedores, que decidiram mergulhar de cabeça, e dar vida à marca.
O nome veio da praia preferida dos dois amigos, a praia da Reserva, no Rio de Janeiro.
Surgia assim a Reserva.
O início foi bastante complicado. Toda a operação era feita majoritariamente pelos dois, desde o estilo e escolha dos modelos de roupa, até à emissão da nota fiscal das vendas.
Outras opções e modelos de roupas foram incluídos no portfólio da marca, como, por exemplo, camisetas casuais, que seriam o grande chamariz da Reserva.
A operação era enxuta de ponta a ponta, e os empreendedores vendiam para amigos, parentes, conhecidos.
Porém, as vendas começaram a estagnar a partir do momento que os jovens não conseguiam oferecer um leque muito grande de modelos, pois a produção ainda era pequena; e o público alcançado ainda era pequeno.
Naquele momento, eles já haviam vendido ou oferecido aquilo que tinham, para as pessoas que conseguiam atingir.
E assim surgiu a primeira virada de chave para os empreendedores.
O Pai de Rony Meisler, Luiz Meisler, é um executivo bem-sucedido, e acreditava que os jovens deveriam se atirar no mercado e vender agressivamente seus produtos. Literalmente botar o produto na rua; e não ficar apenas limitados aos conhecidos e amigos de amigos.
O conselho foi bem recebido pelos jovens, e aos poucos eles também começaram a vender para lojistas; uma manobra que ajudaria e muito na expansão da marca.
A venda para lojistas, especialmente para lojas multimarcas ajudou a estabelecer o nome da Reserva no mercado da moda masculina.
Além da venda por atacado ajudar no volume de vendas, ainda que com uma margem de lucro menor do que no varejo; a venda para lojas multimarcas fez com que a Reserva fosse assimilada como uma marca de qualidade, que estava junto de outras marcas nacionais e importadas que eram revendidas em cada uma das lojas multimarcas, que estavam espalhadas pelo Rio de Janeiro e por estados próximos.
Lançada em um momento de efervescência da moda masculina no Brasil, a Reserva começava a se posicionar ao lado de outras marcas nacionais como Osklen, Auslander e Kayland. Oferecendo uma opção no chamado mercado de moda masculina casual.
De início, a Reserva se posicionou em um segmento premium de mercado. As camisetas e bermudas da empresa eram feitas buscando oferecer um bom produto, com um preço próximo ao praticado pelas empresas nacionais que dominavam um novo conceito de moda masculina no Brasil. O preço não era baixo, mas era condizente com a qualidade e o posicionamento da marca.
Até então, a moda masculina casual era dominada por marcas estrangeiras, salvo as nacionais já citadas, e algumas malharias tradicionais, com estilo mais senhoril e sóbrio
A ideia da Reserva era oferecer conforto, qualidade, aliado a um estilo leve e que pudesse também ser usado em qualquer ocasião.
Apesar das primeiras peças da marca não serem as melhores possíveis, ou nem próximo daquilo que são hoje; a empresa buscava ganhar espaço com um produto de qualidade e que apresentasse uma opção pouco explorada no mercado masculino; que estava crescendo bastante e sendo muito bem aceita no mercado nacional.
Somados estes esforços, a Reserva se estabelecia como uma marca de moda que começava a ser percebida pelos jovens como sinônimo de qualidade e estilo. E assim, habilitava a empresa para dar um grande salto.
Investindo todas as suas economias, os jovens conseguiram um ponto comercial em Ipanema, na cidade do Rio de Janeiro, e abriram uma loja pequena, de apenas 30 metros quadrados.
O imóvel tinha dois andares. Loja e sobreloja.
No primeiro andar, a loja tinha o seu mostruário completo, com camisetas e bermudas, e cinco vendedores no total; no segundo andar, estava o escritório dos empreendedores; que dividiam espaço com caixas e peças do estoque.
Na loja, o conceito era oferecer um ambiente totalmente descomplicado, que deixasse o consumidor totalmente a vontade para olhar, tocar e experimentar todas as peças do mostruário.
Segundo, Rony Meisler, que se tornou o rosto principal da empreitada, e o atual CEO da empresa, a ideia era que a loja da Reserva fosse como uma espécie de mesa de bar, em que as pessoas pudessem entrar, conversa, trocar experiências e ao final adquirir uma peça de roupa.
Esse ambiente era criado primeiro com um treinamento específico para os vendedores, que também eram escolhidos criteriosamente para trazer essa atmosfera à loja. O intuito era que os vendedores fossem descolados, e capazes de manter uma conversa despretensiosa com os clientes, para criar uma relação de confiança, antes da venda das peças de roupa. Deixando o cliente mais a vontade dentro da loja; sem ser o modelo engessado das lojas tradicionais, em que o vendedor apenas empurra os produtos para a compra.
Além disso, a Reserva também introduziu conceitos revolucionários no mercado de moda brasileiro.
A loja oferecia chopp gelado para os clientes e acompanhantes.
Somados, os esforços de treinamento de pessoal e serviço ao cliente, criavam uma experiência única para os envolvidos, e fidelizava os clientes que não só compravam recorrentemente as roupas da marca, como também indicavam para amigos e familiares.
Esse conceito fez com que a empresa viralizasse entre os jovens cariocas, e começava a dar corpo para que a marca alçasse voos ainda maiores.
Vários ajustes e melhorias em introduzidos regularmente na loja.
Um deles foi o fato de um espelho ser introduzido em cada cabine do provador. Assistindo ao comportamento dos clientes, os sócios perceberam que normalmente os consumidores saiam do provador e iam até o espelho do salão da loja para verem como a roupa os vestia. Essa situação era comum, mas não eram todos os consumidores que ficavam à vontade nesses momentos.
Percebendo esse problema, a ideia foi introduzir um espelho em cada cabine, e assim a taxa de conversão aumentou significativamente, pois evitava até mesmo um certo constrangimento do cliente; e o deixava mais a vontade para se ver vestido com a roupa, da maneira como bem entendesse, e com o tempo que precisasse.
Todo esse cuidado com o cliente e essa visão de criar uma experiência de compra memorável, fizeram com que em menos de dois anos de existência, a marca já estivesse no Fashion Rio, o maior evento de moda da cidade do Rio de Janeiro; e assim a marca já começava a fazer barulho no cenário nacional.
A primeira iniciativa foi não seguir a tradição do evento de moda.
Enquanto as marcas que participavam do evento apresentavam roupas conceituais na passarela, a Reserva decidiu apresentar suas roupas casuais; as mesmas que eram vendidas regularmente nas lojas.
A ação causou espanto entre os modistas mais tradicionais, e até mesmo em alguns concorrentes. Porém, o fato de a Reserva ter ido contra a maré chamou a atenção do público consumidor, e fez com que a empresa tivesse um grande crescimento e reconhecimento no cenário nacional. Fazendo com que os ‘’meninos da Reserva’’ ficassem conhecidos em todo o Brasil.
Assim, rapidamente, a empresa começou a se espalhar pelo país.
Além da venda multimarcas, a marca passou a contar com mais lojas físicas, ganhando as ruas do Rio de Janeiro, e posteriormente também alguns shopping centers.
Ao longo do tempo, a marca também ganhou seu próprio logotipo, que a tornaria famosa.
Após um estudo interno, a empresa decidiu adotar o pica-pau como logomarca da empresa. O desenho não foi o primeiro dentre os escolhidos, e quase foi descartado. Porém, após uma intensa discussão, a ave passou a ser a mascote da marca.
Em pouco tempo, a Reserva ficou conhecida como a marca do pica-pau. Assim como a Lacoste é a marca do jacaré, e a Polo Ralph Lauren do cavalinho.
A nomenclatura virou até letra de Funk, e a Reserva virou obsessão também entre artistas e cantores cariocas.
E com essa adesão, a marca adentrou a segunda década do ano 2000 em grande estilo, mas um evento singular fez com que a marca ficasse ainda mais conhecida.
Um famoso traficante foi preso utilizando uma camiseta da Reserva. A imagem percorreu todo o país, e a camisa além de ser original, chamou a atenção de vários leitores e espectadores, que viram a marca nos jornais e revistas.
Ainda que de início os fundadores da empresa tenham ficado receosos sobre a foto, o evento foi importante para a marca.
Aliada ao funk da blusa do pica-pau; a Reserva passou a ser mania principalmente no Rio de Janeiro, e jovens de todas as classes sociais procuravam comprar as blusas da empresa; mesmo que para isso fosse necessário usar todas as economias.
Ao mesmo tempo, a marca também ganhava a adesão de celebridades e artistas.
Além do efeito viral da marca, a empresa também passou a investir em anúncios e propagandas na TV e Internet; trazendo enorme visibilidade para a Reserva.
A ascensão da grife também chamou a atenção para pessoas de má índole.
Em uma madrugada de Dezembro de 2012, uma das lojas da Reserva no Rio foi assaltada por bandidos, que quebravam a vitrine da loja com uma pedra; entraram na loja e levaram dezenas de peças de roupa.
A ação trouxe enorme prejuízo para a empresa e foi totalmente filmada pelo sistema de segurança da loja. Ainda que o alarme tivesse sido disparado e a polícia acionada, a ação dos bandidos havia sido rápida o suficiente para que eles conseguissem fugir sem deixar rastro.
Na época, a Reserva já estava estruturada e tinha algumas lojas espalhadas pelo Rio e pelo Brasil; porém, ainda assim o prejuízo era relevante; o valor era tão significativo como o preço de uma campanha de publicidade.
Porém, ao longo do tempo, a Reserva se especializou em fazer de um limão, uma limonada.
Após a ideia de um estagiário, a Reserva decidiu inovar, e usar as filmagens do assalto em um comercial informal para anunciar a temporada de descontos após o Natal, em Janeiro de 2013.
Dessa forma, usando a filmagem e com uma trilha sonora agressiva, a Reserva lançou um comercial em que mostrava a ação dos bandidos e contava com frases do início ao fim. Ao final do então novo comercial, a marca ainda anunciava ‘’ CORRA! Porque tem gente fazendo Loucuras pela Reserva’’.
A campanha foi um enorme sucesso. Não apenas pela ousadia, mas também por transformar uma situação de dificuldade, em uma oportunidade.
Além do comercial não ter custado praticamente nada, pois usava apenas a filmagem; a ação viralizou em todo o Brasil e foi reportada por vários dos grandes portais da Internet, como a Globo.com.
Com um custo ínfimo, a empresa conseguiu ser notada por todo o país, além de receber publicidade gratuita de tradicionais meios de comunicação, e até mesmo de pessoas comuns, que elogiaram a ousadia da marca.
A viralização trouxe uma repercussão nacional para a Reserva e fez com que as vendas explodissem.
Fazendo uma limonada dos limões que recebia, além de remar contra a maré, a Reserva se notabilizou também por suas campanhas.
Além de ter um Marketing sempre atuante, a empresa também estabeleceu diversas políticas de contratação e filosofias dentro de sua organização.
Uma das mais marcantes, foi o fato de a empresa ter aberto as portas para vendedores acima de 60 anos, uma ação que foi bastante admirada pelo público; e atendeu a um público profissional que até então era rejeitado pelo mercado de trabalho.
Outra delas é a filosofia 1P – 5P, em que a cada peça de roupa vendida, a empresa doa 5 pratos de comida para pessoas necessitadas. A ação é um sucesso até hoje e é uma política fixa da empresa desde então.
Todas essas atitudes também chamaram a atenção do apresentador Luciano Huck, que decidiu se tornar sócio da empresa em 2010, aportando uma quantia na marca.
A entrada do apresentador, que desde então passou a ser visto nacionalmente aos sábados usando camisas da Reserva, também fez com que surgisse uma nova marca paralela à reserva: a Use Huck.
A Use Huck era uma das marcas que surgiram em paralelo à Reserva. Simultaneamente, a Reserva também administrava a Reserva Mini, para crianças, e a EVA, para mulheres.
EVA - A História da Reserva
A Use Huck era uma loja online que apresentava camisetas com estampas chamativas e cômicas, incluindo frases populares e letras de música.
No início, a ideia da marca era que 5% das vendas fossem destinadas à projetos sociais.
A marca foi muito bem recebida, e conseguiu conquistar o mercado até o ano de 2015, quando uma série de polêmicas atingiram a marca.
O site da marca usava fotos de modelos usando camisetas brancas, e cada estampa era incluída no Photoshop, para então fazerem parte do portfólio do site.
Em uma dessas edições, uma frase polêmica acabou sendo usada em uma foto com uma criança.
A edição foi feita de forma massificada, assim como a edição de outras dezenas de estampas.
Porém, a estampa foi ao ar no site, e em menos de um dia, o público acusou a empresa de estar estimulando atitudes indevidas. Imediatamente, a foto foi tirada do ar, mas o estrago foi enorme para a reputação da empresa.
Meses depois, a empresa também foi alvo de uma ação do Ministério Público, por outra estampa considerado ofensiva.
Somados, os eventos deixaram a iniciativa insustentável. E assim, a Use Huck foi descontinuada.
Apesar do prejuízo, e o desgaste da imagem da Reserva também por tabela, a Use Huck deixou uma herança importante para a organização.
Todas as estampas da marca eram feitas em um conjunto de cinco máquinas impressoras israelenses que permitiam a produção de uma camisa com uma estampa personalizada por vez. De modo geral, é necessário fazer várias camisetas com estampas iguais a cada produção; o que encarece o custo de produção de camisetas estampadas mundo a fora.
A máquina, apesar de ser bem mais cara do que as demais, trazia essa possibilidade que se tornaria um novo ativo da empresa.
Aproveitando a estrutura, a Reserva decidiu lançar a possibilidade de o cliente fazer sua própria estampa e imprimir em uma camiseta da reserva, com o símbolo da marca.
Desse modo, o cliente teria o controle de seu próprio produto, podendo fazer múltiplas camisetas de acordo com seu desejo.
Surgia assim ‘’o Faça.VC.’’ Uma opção que permitia a edição e compra de camisetas personalizadas com o símbolo da Reserva.
A nova estrutura representou um salto nas vendas da Reserva e consolidou uma nova prática de mercado, as camisetas personalizadas.
Hoje, o Faça VC vende 10 vezes mais do que a Use Huck vendia.
Curiosamente, o mesmo colaborador da empresa responsável pelo erro da Use Huck, foi quem elaborou o embrião da Faça VC.
Ainda que ele tivesse participado de um erro significativo na empresa, a Reserva decidiu acreditar no profissional, e a confiança foi recompensada tempos depois.
A inovação e a criatividade ajudaram a Reserva a continuar se reinventando e introduzindo novas soluções.
Atualmente todas as compras são monitoradas por um software que analisa o comportamento de compra de cada um dos clientes: o Now.
O sistema é utilizado para sugerir novas compras para os clientes, baseadas em seus interesses e suas compras. Num sistema que aumenta o tíquete médio de compras dos clientes, e também faz com que as ações de marketing sejam mais baratas e com uma taxa de conversão maior; já que o produto ofertado já está de acordo com as preferências do possível comprador.
Além disso, o sistema deu origem a um projeto novo: O Reservado.
Uma caixa de produtos, escolhidos por inteligência artificial, com entrega em domicílio. Através dele, o cliente experimenta com calma e escolhe o que quer dentro das opções da caixa.
Após a escolha das peças, as compras são debitadas no cartão de crédito e o que não foi escolhido é recolhido pela empresa. Segundo Rony Meisler, em entrevista à PEGN, ‘’O Reservado já representa 23% do faturamento da rede”.
A mesma inteligência de banco de dados também faz com que as lojas da Reserva recebam estoques reduzidos de acordo com o comportamento de venda de cada unidade, evitando que as peças fiquem encalhadas no estoque de uma loja.
Aos poucos, a metodologia esta sendo implementada e otimizada em todas as 65 lojas próprias da empresa; que conta também com 8 franquias.
O sistema faz com que uma loja que venda muitas camisas pretas, tenha mais camisas pretas e a loja que tenha menos vendas de camisas pretas, receba um estoque menor. Da mesma maneira, se essa segunda unidade vender mais bermudas, ela terá um estoque maior de bermudas. E assim sucessivamente nas demais unidades.
A iniciativa parece óbvia, mas ajudou a marca a aumentar seu faturamento e também diminuiu a sobra das coleções, que até então era um fato recorrente.
Nos próximos anos, a ideia é oferecer um serviço para reduzir as barreiras entre o físico e digital, eliminando até mesmo o estoque das lojas físicas. O cliente poderá apenas experimentar nas lojas e irá receber o produto ainda no mesmo dia em sua casa, ou posteriormente na loja a sua escolha. Toda a operação será realizada digitalmente pela empresa, que coordenará a logística por meio de um software próprio da companhia.
A visão é eliminar de vez o custo de estoque das lojas, barateando também o custo das lojas físicas; que precisam de uma logística própria para cada estoque, em cada loja.
Aos poucos, a empresa busca se tornar cada vez mais informatizada, como se fosse uma empresa de tecnologia. Para muitos, como o empreendedor Tallis Gomes, que também é garoto propaganda da marca, a Reserva não é uma marca de roupa, e sim uma startup de comunicação; que comunica ideias por meio das peças de roupas. Agregando muito valor ao produto, que deixa de ser somente um produto de pano.
Todas essas iniciativas reunidas proporcionam à empresa um faturamento anual acima de 400 milhões de reais.
Ao todo, o Grupo Reserva conta com mais de 1580 pessoas envolvidas, e presença em mais de 1400 lojas multimarcas em todo o Brasil.
E a família reserva continua crescendo. Recentemente, a marca também lançou a grife Ahlma, que visa atender jovens de 18 a 24 anos, e a Oficina Reserva, voltada para executivos e empreendedores.
A Oficina Reserva também conta com um canal no Youtube, repleto de entrevistas com grandes empreendedores nacionais. E o link do canal estará na descrição deste vídeo.
A História da Reserva pode ser conhecida com mais detalhes no Livro ‘’Rebeldes Tem Asas’’, um livro grosso e repleto de histórias e fotos da criação e da trajetória da Reserva.
Fonte: Passo a passo empreendedor, "A história da Reserva". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
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Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas | FFW UOL
A Arezzo&Co anunciou na última sexta-feira que firmou um acordo de sociedade com a Reserva, numa transação avaliada em 715 milhões de reais.
A marca carioca Reserva foi fundada em 2004 pelos empresários Rony Meisler e Fernando Sigal, tem 78 lojas próprias e 32 franquias e está é vendida 1500 multimarcas. Em 2019, o Grupo Reserva faturou 400 milhões de reais. Os atuais acionistas da Reserva ficarão com 8,7% da Arezzo.
Com o acordo, a Arezzo&Co dá um novo passo na estratégia de complementar seu negócio no segmento de moda ampliando sua oferta de produtos, de sapatos para roupas. A empresa que já tem em seu portfólio as marcas Arezzo, Schutz, Anacapri, Alexandre Birman, Fiever, Alme e Vans (distribuição) agora se soma as seis marcas do grupo Reserva – a própria Reserva, Reserva Mini, Oficina Reserva, Reserva Go, EVA e INK. Depois de concluída, a operação societária ampliará o portfólio da Arezzo&Co para 13 marcas com o objetivo de se tornar uma “house of brands”, ou conjunto de marcas.
“Para empreendedores(as) que somos, o tesão está e sempre esteve não no destino, mas na jornada. Por isso, é muito natural que ao final de uma estrada de 14 anos esteja… outra estrada. Ar&co. A melhor e, por consequência, maior house of brands brasileira. Feita todos os dias por brasileiros(as)” postou Rony Meisler em seu Instagram, sobre a junção das empresas.
Já Alexandre postou “Criaremos um braço exclusivo de lifestyle – a AR&CO, que terá Rony Meisler, sócio fundador da Reserva, como CEO da Operação. A AR&CO tem múltiplos significados para nós e para o novo momento das duas companhias. AR remete às iniciais dos dois fundadores: Alexandre e Rony, às iniciais da Arezzo&Co e Reserva, além de traduzir os novos ARes para nós, agora unidos, com a simbologia de criar asas para VoAR ainda mais alto.”
Fonte: FFW UOL, "Arezzo compra a Reserva e cria novo grupo de moda com 13 marcas". Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.
Crédito fotográfico: Logo Reserva. Consultado pela última vez em 25 de maio de 2022.