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Vicente Caruso

Vicente Caruso (São Carlos, SP, 1912 — São Paulo, SP, 1986) foi um pintor e ilustrador brasileiro. Ganhou reconhecimento com as belíssimas pinturas de Cristo e foi um dos responsáveis por adaptar o estilo americano à realidade brasileira através das pin-ups.

Biografia

As pin-ups foram criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Estampavam calendários que eram carregados pelos soldados. Combinando inocência e volúpia, elas passaram a ocupar as casas e estabelecimentos comerciais brasileiros anos mais tarde. Não demorou muito para que as ilustrações das garotas belas e curvilíneas ganhassem as campanhas publicitárias.

No Brasil, o artista Vicente Caruso (1912-1986) foi um dos responsáveis por adaptar o estilo americano à realidade brasileira. Atento à anatomia das brasileiras, ele ilustrou dezenas de calendários entre as décadas de 1940 e 1970, todos distribuídos por grandes marcas em cartazes de publicidade de Cia de Pneus, Fabrica de Colchões e outros.

Outros trabalhos mostram índias, caipiras, cenários do interior, aldeias, e as belas moças que serviram de modelos para seus belos quadros.

Pouquíssimas pessoas no Brasil conhecem ou pelo menos ouviram falar de Vicente Caruso. Menos ainda são capazes de saber quem ele foi e o que fez de relevante em seus 74 anos de vida. No entanto, centenas de milhares, talvez milhões de brasileiros fazem questão de exibir nas paredes de suas casas uma figura de Cristo que é reprodução de um famoso quadro pintado por ele. Por que isso acontece? Por que a maior parte das pessoas que adquiriam a pintura por achá-la bonita não se preocupava em olhar a assinatura e saber o nome do autor. Em muitos casos, inclusive, não aparecem a assinatura e o nome do autor, graças à ação de espertalhões, que em atos de autêntica pirataria, imprimem a gravura sem autorização e ainda cometem a ousadia de, em flagrante desrespeito à memória do artista, apagar o seu nome.

Além do Cristo, que foi reproduzido em gravuras que estão espalhadas por todo o Brasil, pintou centenas de outros que foram adquiridos pelos apreciadores do seu trabalho.

Se Vicente Caruso tivesse pintado apenas o Cristo em toda a sua vida, já teria méritos suficientes para ser admirado, mesmo depois de 20 anos da sua morte. Sua obra artística, no entanto, é muito mais ampla e apresenta e se materializa em diversos outros motivos: natureza morta, paisagens, figuras. E acima de tudo os seus nus.

Ninguém, como ele, soube transportar para a tela a beleza da mulher brasileira, o frescor da sua pele e aquele algo mais que poucas mulheres no mundo conseguem mostrar. E não fica nisso.

E os calendários que ele pintou, como as feitas todos os anos para a indústria de pneus GoodYear , especialmente a comemorativa do quarto centenário da fundação de São Paulo, em 1954? Até hoje são guardadas com carinho por muita gente. E muitas outras. Incluindo as que desvendavam os naturais encantos da índia brasileira.

Enfim, uma obra imortal, a que nos foi legada por Vicente Caruso.

Caruso nasceu no interior de São Paulo, em São Carlos, mas morou por muitos anos na capital, em bairros como Aclimação e Ipiranga. Na rua Augusta manteve seu ateliê até o falecimento.

Fontes: Pintores Caruso, por Rubens Caruso em 17 de julho de 2008; e Catraca Livre, publicado em 17 de setembro de 2014.

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Pinceladas de uma vida volta à arte: Vicente Caruso e as Pinups (1950-1980).

Vicente Caruso (1912-1986), nascido em São Carlos, Estado de São Paulo, teve uma filha e três netos. Ainda adolescente se transferiu com a família para a capital do Estado, residindo inicialmente no Bairro Ipiranga e depois em outros endereços sempre próximos do centro da cidade.

Divorciado, por volta de 1965 foi residir no Rio de Janeiro, no Leme, onde permaneceu até 1969. Nesse período, dedicou-se plenamente à pintura.

Em 1970, voltou para São Paulo e montou seu ateliê na Rua Barão de Itapetininga, na galeria do Edifício Guatapará.

A partir de 1972, começou a trabalhar em casa; montou um ateliê nos cômodos do próprio apartamento, já na Rua Augusta. Residiu nesse endereço até 1986, quando faleceu.

Uma década antes do falecimento de Vicente Caruso, em 1976, é publicado o livro Garotas de Papel, de Rudolf Piper, editado pela Global editora. No livro, Piper realiza uma brevíssima menção à obra de Vicente Caruso (duas linhas) estabelecendo relação entre o artista e a produção de arte gráfica para consumo.

O Acadêmico artista de arte gráfica para consumo

Vicente Caruso pertenceu a uma família de artistas . Embora não tenha sido praticado com a mesma intensidade ao longo das gerações, a afinidade com a pintura foi uma característica marcante dos/das Caruso. Era filho do ferroviário Maurício Caruso, que já demonstrava uma inclinação para as artes plásticas, embora fosse amador. Seu irmão Waldemar Caruso também se dedicara à pintura. A filha de Caruso, mãe de João Roberto, também chegou a ter uma pequena produção. Vicente Caruso começou a pintar na adolescência e contava com incentivo dos familiares (os livros de arte que ganhou de seu pai são preservados até hoje pelo neto João Roberto). Vicente pertenceu a uma geração da Academia de Belas Artes. Nos anos 1940, recebeu vários prêmios da Academia Paulistana de Belas Artes. Prezava pela técnica apurada; a luz era uma de suas maiores preocupações. Para contribuir para seu aperfeiçoamento, Caruso realizou uma viagem à Europa, mais precisamente para a Espanha e a Itália, onde permaneceu por dois meses, visitando vários museus, vendo mais de perto obras dos artistas da Renascença.

As obras de Caruso colaboravam para a arte popular em nosso país, na esteira do processo de americanização e através da publicidade e das imagens para consumo. Chamou minha atenção a imagem de Cristo pintada pelo artista e que teve seus direitos autorais comprados pela Edições Paulinas , apesar de ele se afirmar como artista acadêmico. A justificativa para tal empreendimento, de acordo com João Roberto, único neto homem de Vicente Caruso, foi o retorno financeiro considerável lhe proporcionado. Essa estratégia possibilitou a Vicente Caruso, sob todas as formas, exercer o ofício de artista de caráter acadêmico com a qual ele, em vida, fez questão de manter vínculo perene.

Há um investimento da família no sentido de que ele seja reconhecido mais por sua arte entendida como clássica ou acadêmica e menos pela arte gráfica que produziu para campanhas publicitárias e arte para o consumo em geral. Segundo João Roberto Caruso, “Meu avô sempre foi preocupado com a arte acadêmica, mas precisava sobreviver...” . Sendo assim, Vicente Caruso bem representa o dilema quase sempre presente entre os artistas, qual seja, produzir arte e conseguir sobreviver dela.

No início de sua carreira, Caruso, além das artes plásticas, dedicou-se também ao trabalho de propaganda. Os calendários (chamados, à época, de folhinhas) eram tidos por ele como uma fonte de renda, ao mesmo tempo que lhe preservavam o gosto pelas artes plásticas. É o que fez, por exemplo, com maestria, quando contratado por empresas de grande porte, entre elas várias multinacionais: Pirelli, Coca-la, Goodyear, ao retratar as pin-ups. Em linhas gerais, “o termo pin-up se refere a ilustrações ou fotografias de modelos, produzidas em imagens sensuais, produzidas em grande escala, geralmente distribuídas em formato de calendário” (SASAKI, 2011, p. 141).

Caruso conseguiu, como poucos, transportar para a tela aquilo que, por vezes, se entendia por beleza da mulher brasileira, tentando estabelecer diacríticos do belo feminino no Brasil. “O traço dele”, assim nos falou em entrevista seu neto João Roberto Caruso, “é inconfundível! [...] com mais quadril, com menos seios, com..., vamos dizer... um pouco mais morena, um pouco mais italiana...[...] (produziu) uma pin-up totalmente abrasileirada!” (...)

Fonte: UDESC, por Julia Scherer, publicado em 2017.

Crédito fotográfico: UDESC, Vicente Caruso com 66 anos de vida.

Vicente Caruso (São Carlos, SP, 1912 — São Paulo, SP, 1986) foi um pintor e ilustrador brasileiro. Ganhou reconhecimento com as belíssimas pinturas de Cristo e foi um dos responsáveis por adaptar o estilo americano à realidade brasileira através das pin-ups.

Vicente Caruso

Vicente Caruso (São Carlos, SP, 1912 — São Paulo, SP, 1986) foi um pintor e ilustrador brasileiro. Ganhou reconhecimento com as belíssimas pinturas de Cristo e foi um dos responsáveis por adaptar o estilo americano à realidade brasileira através das pin-ups.

Biografia

As pin-ups foram criadas durante a Segunda Guerra Mundial. Estampavam calendários que eram carregados pelos soldados. Combinando inocência e volúpia, elas passaram a ocupar as casas e estabelecimentos comerciais brasileiros anos mais tarde. Não demorou muito para que as ilustrações das garotas belas e curvilíneas ganhassem as campanhas publicitárias.

No Brasil, o artista Vicente Caruso (1912-1986) foi um dos responsáveis por adaptar o estilo americano à realidade brasileira. Atento à anatomia das brasileiras, ele ilustrou dezenas de calendários entre as décadas de 1940 e 1970, todos distribuídos por grandes marcas em cartazes de publicidade de Cia de Pneus, Fabrica de Colchões e outros.

Outros trabalhos mostram índias, caipiras, cenários do interior, aldeias, e as belas moças que serviram de modelos para seus belos quadros.

Pouquíssimas pessoas no Brasil conhecem ou pelo menos ouviram falar de Vicente Caruso. Menos ainda são capazes de saber quem ele foi e o que fez de relevante em seus 74 anos de vida. No entanto, centenas de milhares, talvez milhões de brasileiros fazem questão de exibir nas paredes de suas casas uma figura de Cristo que é reprodução de um famoso quadro pintado por ele. Por que isso acontece? Por que a maior parte das pessoas que adquiriam a pintura por achá-la bonita não se preocupava em olhar a assinatura e saber o nome do autor. Em muitos casos, inclusive, não aparecem a assinatura e o nome do autor, graças à ação de espertalhões, que em atos de autêntica pirataria, imprimem a gravura sem autorização e ainda cometem a ousadia de, em flagrante desrespeito à memória do artista, apagar o seu nome.

Além do Cristo, que foi reproduzido em gravuras que estão espalhadas por todo o Brasil, pintou centenas de outros que foram adquiridos pelos apreciadores do seu trabalho.

Se Vicente Caruso tivesse pintado apenas o Cristo em toda a sua vida, já teria méritos suficientes para ser admirado, mesmo depois de 20 anos da sua morte. Sua obra artística, no entanto, é muito mais ampla e apresenta e se materializa em diversos outros motivos: natureza morta, paisagens, figuras. E acima de tudo os seus nus.

Ninguém, como ele, soube transportar para a tela a beleza da mulher brasileira, o frescor da sua pele e aquele algo mais que poucas mulheres no mundo conseguem mostrar. E não fica nisso.

E os calendários que ele pintou, como as feitas todos os anos para a indústria de pneus GoodYear , especialmente a comemorativa do quarto centenário da fundação de São Paulo, em 1954? Até hoje são guardadas com carinho por muita gente. E muitas outras. Incluindo as que desvendavam os naturais encantos da índia brasileira.

Enfim, uma obra imortal, a que nos foi legada por Vicente Caruso.

Caruso nasceu no interior de São Paulo, em São Carlos, mas morou por muitos anos na capital, em bairros como Aclimação e Ipiranga. Na rua Augusta manteve seu ateliê até o falecimento.

Fontes: Pintores Caruso, por Rubens Caruso em 17 de julho de 2008; e Catraca Livre, publicado em 17 de setembro de 2014.

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Pinceladas de uma vida volta à arte: Vicente Caruso e as Pinups (1950-1980).

Vicente Caruso (1912-1986), nascido em São Carlos, Estado de São Paulo, teve uma filha e três netos. Ainda adolescente se transferiu com a família para a capital do Estado, residindo inicialmente no Bairro Ipiranga e depois em outros endereços sempre próximos do centro da cidade.

Divorciado, por volta de 1965 foi residir no Rio de Janeiro, no Leme, onde permaneceu até 1969. Nesse período, dedicou-se plenamente à pintura.

Em 1970, voltou para São Paulo e montou seu ateliê na Rua Barão de Itapetininga, na galeria do Edifício Guatapará.

A partir de 1972, começou a trabalhar em casa; montou um ateliê nos cômodos do próprio apartamento, já na Rua Augusta. Residiu nesse endereço até 1986, quando faleceu.

Uma década antes do falecimento de Vicente Caruso, em 1976, é publicado o livro Garotas de Papel, de Rudolf Piper, editado pela Global editora. No livro, Piper realiza uma brevíssima menção à obra de Vicente Caruso (duas linhas) estabelecendo relação entre o artista e a produção de arte gráfica para consumo.

O Acadêmico artista de arte gráfica para consumo

Vicente Caruso pertenceu a uma família de artistas . Embora não tenha sido praticado com a mesma intensidade ao longo das gerações, a afinidade com a pintura foi uma característica marcante dos/das Caruso. Era filho do ferroviário Maurício Caruso, que já demonstrava uma inclinação para as artes plásticas, embora fosse amador. Seu irmão Waldemar Caruso também se dedicara à pintura. A filha de Caruso, mãe de João Roberto, também chegou a ter uma pequena produção. Vicente Caruso começou a pintar na adolescência e contava com incentivo dos familiares (os livros de arte que ganhou de seu pai são preservados até hoje pelo neto João Roberto). Vicente pertenceu a uma geração da Academia de Belas Artes. Nos anos 1940, recebeu vários prêmios da Academia Paulistana de Belas Artes. Prezava pela técnica apurada; a luz era uma de suas maiores preocupações. Para contribuir para seu aperfeiçoamento, Caruso realizou uma viagem à Europa, mais precisamente para a Espanha e a Itália, onde permaneceu por dois meses, visitando vários museus, vendo mais de perto obras dos artistas da Renascença.

As obras de Caruso colaboravam para a arte popular em nosso país, na esteira do processo de americanização e através da publicidade e das imagens para consumo. Chamou minha atenção a imagem de Cristo pintada pelo artista e que teve seus direitos autorais comprados pela Edições Paulinas , apesar de ele se afirmar como artista acadêmico. A justificativa para tal empreendimento, de acordo com João Roberto, único neto homem de Vicente Caruso, foi o retorno financeiro considerável lhe proporcionado. Essa estratégia possibilitou a Vicente Caruso, sob todas as formas, exercer o ofício de artista de caráter acadêmico com a qual ele, em vida, fez questão de manter vínculo perene.

Há um investimento da família no sentido de que ele seja reconhecido mais por sua arte entendida como clássica ou acadêmica e menos pela arte gráfica que produziu para campanhas publicitárias e arte para o consumo em geral. Segundo João Roberto Caruso, “Meu avô sempre foi preocupado com a arte acadêmica, mas precisava sobreviver...” . Sendo assim, Vicente Caruso bem representa o dilema quase sempre presente entre os artistas, qual seja, produzir arte e conseguir sobreviver dela.

No início de sua carreira, Caruso, além das artes plásticas, dedicou-se também ao trabalho de propaganda. Os calendários (chamados, à época, de folhinhas) eram tidos por ele como uma fonte de renda, ao mesmo tempo que lhe preservavam o gosto pelas artes plásticas. É o que fez, por exemplo, com maestria, quando contratado por empresas de grande porte, entre elas várias multinacionais: Pirelli, Coca-la, Goodyear, ao retratar as pin-ups. Em linhas gerais, “o termo pin-up se refere a ilustrações ou fotografias de modelos, produzidas em imagens sensuais, produzidas em grande escala, geralmente distribuídas em formato de calendário” (SASAKI, 2011, p. 141).

Caruso conseguiu, como poucos, transportar para a tela aquilo que, por vezes, se entendia por beleza da mulher brasileira, tentando estabelecer diacríticos do belo feminino no Brasil. “O traço dele”, assim nos falou em entrevista seu neto João Roberto Caruso, “é inconfundível! [...] com mais quadril, com menos seios, com..., vamos dizer... um pouco mais morena, um pouco mais italiana...[...] (produziu) uma pin-up totalmente abrasileirada!” (...)

Fonte: UDESC, por Julia Scherer, publicado em 2017.

Crédito fotográfico: UDESC, Vicente Caruso com 66 anos de vida.

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