Agostinho Batista de Freitas (Paulínia, SP, 12 de outubro de 1927 — Paulínia, SP, 1997) foi um pintor e desenhista naif brasileiro, movimento de pintura não acadêmica. Iniciou a carreira na década de 1950 com obras que abordam, principalmente, a paisagem urbana na cidade de São Paulo e toda a sua diversidade. Em 2017, após 20 anos de seu falecimento, o artista ganha uma nova exposição também no MASP, contendo obras que abrangessem seus retratos da cidade de São Paulo e toda sua diversidade.
Biografia
Agostinho Batista de Freitas foi criado em um sítio em Paulínia, na época distrito de Campinas, no interior paulista, onde trabalhou na lavoura até os 11 anos e estudou até o terceiro ano do primário.
O pintor era filho de imigrantes da Ilha da Madeira e veio para São Paulo nos anos 30, com 11 anos, acompanhando o pai, após o falecimento de sua mãe.
Em São Paulo, trabalhou como ajudante de pedreiro, mas logo começou em outro emprego, agora como funcionário de uma fábrica de brinquedos na Mooca, local de onde foi demitido por desenhar durante o expediente de trabalho.
Após mais um emprego, o artista começou a trabalhar como ajudante de eletricista até especializar-se na área. Nas horas vagas, vendia seus quadros com paisagens urbanas no viaduto do Chá, região central da cidade de São Paulo.
Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor fundador do MASP, foi quem trouxe o pintor autodidata e de origem humilde, Agostinho Batista de Freitas, para o mundo das artes, a partir de um encontro com o mesmo, enquanto o artista vendia suas obras nas já citadas ruas da cidade, na década de 1950.
Depois desse encontro, Pietro Maria Bardi fez uma encomenda ao pintor. O diretor fundador pediu que o pintor fizesse uma vista da cidade a partir da cobertura do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, uma área na época de acesso limitado e exclusiva.
A pintura, em questão, foi batizada de “Vista de São Paulo”. Tal tela obteve sucesso e repercussão diante do público e, por isso, Agostinho Batista de Freitas, aos 25 anos, ganhou sua primeira mostra individual, em 1952, no próprio MASP.
Esta exposição foi mais tarde levada a outros museus do país, como para as cidades Campinas e Salvador. Em 1969, o mesmo quadro que trouxe relativo reconhecimento público ao artista, estava em mais uma exposição do MASP, “A mão do Povo Brasileiro”.
Por muitos anos, Agostinho Batista de Freitas viveu na Zona Norte da cidade de São Paulo, no bairro de Imirim.
Contexto Histórico
Na década de 1970, a cidade de São Paulo começava um novo processo de transformação e entrava num novo ritmo de crescimento, é a modernização da capital. A região central, antes conhecida pelos casarões do café, muda e é substituída pela metrópole como hoje se conhece, repleta de extensas paredes de concreto e arranha-céus.
A pintura de Agostinho Batista de Freitas é uma espécie de cronista desse momento de transformação com sua habilidade de pintar panoramas urbanos.
O artista produziu incessantemente entre 1950 e 1990, dessa forma sua pintura mudou consideravelmente, afinal o que o artista via também mudou. A passagem de tempo, observando suas obras, é evidente e tem-se a sensação, possível, de enxergar duas São Paulo diferentes.
A obra em si
Agostinho Batista de Freitas tinha como principal musa de sua pintura a cidade de São Paulo, destacando em suas obras mais conhecidas o centro, com suas icônicas construções (MASP, BANESPA e o viaduto do Chá).
No entanto, isso nunca o impediu de retratar também as periferias da cidade, como o Imirim, bairro da Zona Norte paulista em que o artista residia, e cenas de cotidiano e lazer de parcelas menos favorecidas da capital, como parques de diversão, crianças empinando pipas e até festas juninas.
Trabalhava com paisagens e também com imagens fotográficas, a partir de alguns cartões postais, datados nos anos 1960, que retratam a cidade a partir da posição de um pássaro voando pela metrópole, numa perspectiva conhecida como bird’s eye view.
Em determinado momento de sua carreira, Agostinho Batista de Freitas passou a produzir suas próprias imagens fotográficas e assim começou a escolher os próprios cenários que depois seriam retratados em seu ateliê, como os registros das colinas do Bairro Imirim, feitos a partir de uma câmara de bolso, modelo Xereta da Kodak.
O artista era conhecido por trabalhar com telas que ele próprio fabricava e preferia tintas nacionais, sempre, a óleo. Suas obras eram derivadas da mistura das seguintes tonalidades: vermelho escarlate, amarelo ouro, azulão, branco e preto.
Controvérsias
O contexto histórico é muito importante para entender o porquê do artista ter sido inserido no MASP, afinal tanto Pietro Maria Bardi quanto Lina Bo Bardi buscavam para o museu outras narrativas para o mundo das artes, além da visão europeia, ou seja, um olhar para a arte da África e das Américas.
Agostinho Batista de Freitas pertencia seguramente ao segundo grupo. O próprio Bardi ao escrever o ensaio “Museu fora dos limites”, em 1951, com tons de manifesto e mais tarde, no ano de 1957, o artigo “Building a Museaum on Virgin Soil” na revista Art News sobre as novas experiências que a arte poderia prover, como a arte popular brasileira, a qual o casal tanto acreditou, explicita esse novo olhar.
Mesmo com esse tentativa de enfatizar espaços tidos como periféricos, a grande dificuldade da última curadoria do MASP, em 2016, formada por Adriano Pedrosa, Fernando Oliva, Rodrigo Moura, foi encontrar relatos do próprio artista falando de sua pintura.
Não existem depoimentos do ou entrevistas em que Batista de Freitas fale a respeito de suas pinturas de forma clara.O que se tem preservado do pintor são história e lendas contadas por outros e somente pequenos relatos do artista, como a exceção de um resumo autobiográfico.
O fato das obras de Agostinho Batista de Freitas só voltarem ao público, 20 anos após sua morte, com a exposição de 2016, no MASP, traz para o debate público um questionamento sobre o que é arte popular e erudita. Afinal, o pintor era considerado, de maneira genérica, um artista primitivo, ingênuo e popular por conta de sua formação autodidata.
Até 2015, não havia nenhum quadro do artista no acervo do próprio MASP, independente da carreira do artista estar intrinsecamente ligada à Instituição. No entanto, o inverso sempre foi bem aceito, o caso de artistas com determinado reconhecimento social que se aproximaram de temas e fontes populares para o estabelecimento de linguagem próprias, como os modernistas Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari.
Agostinho Batista de Freitas também ficou conhecido como “Utrillo de São Paulo”, em referência ao pintor de origem francesa Maurice Utrillo, famoso por pintar o que era considerado como primitivo urbano e o bairro boêmio de Montmarte, em Paris.
Nesse contexto, o termo primitivo designa um artista sem formação acadêmica e que pinta a partir de sua intuição, sem grandes intenções artísticas.
Exposições Individuais
1952 - São Paulo SP - Individual, no Masp - organizada por Pietro Maria Bardi, que o havia descoberto
1952 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1952 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA
1952 - Campinas SP - Individual, no MACC
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - Agostinho Batista de Freitas: pinturas, no Centro de Artes Shopping News
1980 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1985 - São Paulo SP - Individual, na José Duarte de Aguiar e Ricardo Camargo Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
Exposições Coletivas
1966 - Rio de Janeiro RJ - O Artista e a Máquina, no MAM/RJ
1966 - Veneza (Itália) - 33ª Bienal de Veneza
1975 - Estados Unidos - 19 Brazilian Primitives, itinerante
1979 - São Paulo SP - Arte no Brasil: uma história de cinco séculos, no Masp
1980 - Cidade do México (México) - Pintores Populares y 3 Grabadores de Brasil, no Instituto Nacional de Bellas Artes
1984 - Goiânia GO - Festa das cores, no Museu de Arte de Goiânia
1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1994 - São Paulo SP - Grande Exposição de Arte Naif Brasileira, na Galeria Jacques Ardies
1995 - Osasco SP - 2ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - Expo FIEO: doação Luiz Ernesto Kawall, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - São Paulo SP - O Mundo de Mário Schenberg, na Casa das Rosas
Exposições Póstumas
1998 - São Paulo SP - Arte Naif - 5 Artistas, na Galeria Jacques Ardies
1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Popular, na Fundação Bienal
2001 - Brasília DF - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2002 - Piracicaba SP - 6ª Bienal Naifs do Brasil, no Sesc
2002 - São Paulo SP - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Santa Ingenuidade, na Unifieo
2003 - São Paulo SP - A Arte Atrás da Arte: onde ficam e como viajam as obras de arte, no MAM/SP
Fontes
AGOSTINHO Batista de Freitas. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 16 de novembro de 2021. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
Wikipédia, consultado pela última vez em 16 de novembro de 2021.
Agostinho Batista de Freitas (Paulínia, SP, 12 de outubro de 1927 — Paulínia, SP, 1997) foi um pintor e desenhista naif brasileiro, movimento de pintura não acadêmica. Iniciou a carreira na década de 1950 com obras que abordam, principalmente, a paisagem urbana na cidade de São Paulo e toda a sua diversidade. Em 2017, após 20 anos de seu falecimento, o artista ganha uma nova exposição também no MASP, contendo obras que abrangessem seus retratos da cidade de São Paulo e toda sua diversidade.
Biografia
Agostinho Batista de Freitas foi criado em um sítio em Paulínia, na época distrito de Campinas, no interior paulista, onde trabalhou na lavoura até os 11 anos e estudou até o terceiro ano do primário.
O pintor era filho de imigrantes da Ilha da Madeira e veio para São Paulo nos anos 30, com 11 anos, acompanhando o pai, após o falecimento de sua mãe.
Em São Paulo, trabalhou como ajudante de pedreiro, mas logo começou em outro emprego, agora como funcionário de uma fábrica de brinquedos na Mooca, local de onde foi demitido por desenhar durante o expediente de trabalho.
Após mais um emprego, o artista começou a trabalhar como ajudante de eletricista até especializar-se na área. Nas horas vagas, vendia seus quadros com paisagens urbanas no viaduto do Chá, região central da cidade de São Paulo.
Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor fundador do MASP, foi quem trouxe o pintor autodidata e de origem humilde, Agostinho Batista de Freitas, para o mundo das artes, a partir de um encontro com o mesmo, enquanto o artista vendia suas obras nas já citadas ruas da cidade, na década de 1950.
Depois desse encontro, Pietro Maria Bardi fez uma encomenda ao pintor. O diretor fundador pediu que o pintor fizesse uma vista da cidade a partir da cobertura do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, uma área na época de acesso limitado e exclusiva.
A pintura, em questão, foi batizada de “Vista de São Paulo”. Tal tela obteve sucesso e repercussão diante do público e, por isso, Agostinho Batista de Freitas, aos 25 anos, ganhou sua primeira mostra individual, em 1952, no próprio MASP.
Esta exposição foi mais tarde levada a outros museus do país, como para as cidades Campinas e Salvador. Em 1969, o mesmo quadro que trouxe relativo reconhecimento público ao artista, estava em mais uma exposição do MASP, “A mão do Povo Brasileiro”.
Por muitos anos, Agostinho Batista de Freitas viveu na Zona Norte da cidade de São Paulo, no bairro de Imirim.
Contexto Histórico
Na década de 1970, a cidade de São Paulo começava um novo processo de transformação e entrava num novo ritmo de crescimento, é a modernização da capital. A região central, antes conhecida pelos casarões do café, muda e é substituída pela metrópole como hoje se conhece, repleta de extensas paredes de concreto e arranha-céus.
A pintura de Agostinho Batista de Freitas é uma espécie de cronista desse momento de transformação com sua habilidade de pintar panoramas urbanos.
O artista produziu incessantemente entre 1950 e 1990, dessa forma sua pintura mudou consideravelmente, afinal o que o artista via também mudou. A passagem de tempo, observando suas obras, é evidente e tem-se a sensação, possível, de enxergar duas São Paulo diferentes.
A obra em si
Agostinho Batista de Freitas tinha como principal musa de sua pintura a cidade de São Paulo, destacando em suas obras mais conhecidas o centro, com suas icônicas construções (MASP, BANESPA e o viaduto do Chá).
No entanto, isso nunca o impediu de retratar também as periferias da cidade, como o Imirim, bairro da Zona Norte paulista em que o artista residia, e cenas de cotidiano e lazer de parcelas menos favorecidas da capital, como parques de diversão, crianças empinando pipas e até festas juninas.
Trabalhava com paisagens e também com imagens fotográficas, a partir de alguns cartões postais, datados nos anos 1960, que retratam a cidade a partir da posição de um pássaro voando pela metrópole, numa perspectiva conhecida como bird’s eye view.
Em determinado momento de sua carreira, Agostinho Batista de Freitas passou a produzir suas próprias imagens fotográficas e assim começou a escolher os próprios cenários que depois seriam retratados em seu ateliê, como os registros das colinas do Bairro Imirim, feitos a partir de uma câmara de bolso, modelo Xereta da Kodak.
O artista era conhecido por trabalhar com telas que ele próprio fabricava e preferia tintas nacionais, sempre, a óleo. Suas obras eram derivadas da mistura das seguintes tonalidades: vermelho escarlate, amarelo ouro, azulão, branco e preto.
Controvérsias
O contexto histórico é muito importante para entender o porquê do artista ter sido inserido no MASP, afinal tanto Pietro Maria Bardi quanto Lina Bo Bardi buscavam para o museu outras narrativas para o mundo das artes, além da visão europeia, ou seja, um olhar para a arte da África e das Américas.
Agostinho Batista de Freitas pertencia seguramente ao segundo grupo. O próprio Bardi ao escrever o ensaio “Museu fora dos limites”, em 1951, com tons de manifesto e mais tarde, no ano de 1957, o artigo “Building a Museaum on Virgin Soil” na revista Art News sobre as novas experiências que a arte poderia prover, como a arte popular brasileira, a qual o casal tanto acreditou, explicita esse novo olhar.
Mesmo com esse tentativa de enfatizar espaços tidos como periféricos, a grande dificuldade da última curadoria do MASP, em 2016, formada por Adriano Pedrosa, Fernando Oliva, Rodrigo Moura, foi encontrar relatos do próprio artista falando de sua pintura.
Não existem depoimentos do ou entrevistas em que Batista de Freitas fale a respeito de suas pinturas de forma clara.O que se tem preservado do pintor são história e lendas contadas por outros e somente pequenos relatos do artista, como a exceção de um resumo autobiográfico.
O fato das obras de Agostinho Batista de Freitas só voltarem ao público, 20 anos após sua morte, com a exposição de 2016, no MASP, traz para o debate público um questionamento sobre o que é arte popular e erudita. Afinal, o pintor era considerado, de maneira genérica, um artista primitivo, ingênuo e popular por conta de sua formação autodidata.
Até 2015, não havia nenhum quadro do artista no acervo do próprio MASP, independente da carreira do artista estar intrinsecamente ligada à Instituição. No entanto, o inverso sempre foi bem aceito, o caso de artistas com determinado reconhecimento social que se aproximaram de temas e fontes populares para o estabelecimento de linguagem próprias, como os modernistas Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari.
Agostinho Batista de Freitas também ficou conhecido como “Utrillo de São Paulo”, em referência ao pintor de origem francesa Maurice Utrillo, famoso por pintar o que era considerado como primitivo urbano e o bairro boêmio de Montmarte, em Paris.
Nesse contexto, o termo primitivo designa um artista sem formação acadêmica e que pinta a partir de sua intuição, sem grandes intenções artísticas.
Exposições Individuais
1952 - São Paulo SP - Individual, no Masp - organizada por Pietro Maria Bardi, que o havia descoberto
1952 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1952 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA
1952 - Campinas SP - Individual, no MACC
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - Agostinho Batista de Freitas: pinturas, no Centro de Artes Shopping News
1980 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1985 - São Paulo SP - Individual, na José Duarte de Aguiar e Ricardo Camargo Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
Exposições Coletivas
1966 - Rio de Janeiro RJ - O Artista e a Máquina, no MAM/RJ
1966 - Veneza (Itália) - 33ª Bienal de Veneza
1975 - Estados Unidos - 19 Brazilian Primitives, itinerante
1979 - São Paulo SP - Arte no Brasil: uma história de cinco séculos, no Masp
1980 - Cidade do México (México) - Pintores Populares y 3 Grabadores de Brasil, no Instituto Nacional de Bellas Artes
1984 - Goiânia GO - Festa das cores, no Museu de Arte de Goiânia
1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1994 - São Paulo SP - Grande Exposição de Arte Naif Brasileira, na Galeria Jacques Ardies
1995 - Osasco SP - 2ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - Expo FIEO: doação Luiz Ernesto Kawall, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - São Paulo SP - O Mundo de Mário Schenberg, na Casa das Rosas
Exposições Póstumas
1998 - São Paulo SP - Arte Naif - 5 Artistas, na Galeria Jacques Ardies
1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Popular, na Fundação Bienal
2001 - Brasília DF - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2002 - Piracicaba SP - 6ª Bienal Naifs do Brasil, no Sesc
2002 - São Paulo SP - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Santa Ingenuidade, na Unifieo
2003 - São Paulo SP - A Arte Atrás da Arte: onde ficam e como viajam as obras de arte, no MAM/SP
Fontes
AGOSTINHO Batista de Freitas. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 16 de novembro de 2021. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
Wikipédia, consultado pela última vez em 16 de novembro de 2021.
Agostinho Batista de Freitas (Paulínia, SP, 12 de outubro de 1927 — Paulínia, SP, 1997) foi um pintor e desenhista naif brasileiro, movimento de pintura não acadêmica. Iniciou a carreira na década de 1950 com obras que abordam, principalmente, a paisagem urbana na cidade de São Paulo e toda a sua diversidade. Em 2017, após 20 anos de seu falecimento, o artista ganha uma nova exposição também no MASP, contendo obras que abrangessem seus retratos da cidade de São Paulo e toda sua diversidade.
Biografia
Agostinho Batista de Freitas foi criado em um sítio em Paulínia, na época distrito de Campinas, no interior paulista, onde trabalhou na lavoura até os 11 anos e estudou até o terceiro ano do primário.
O pintor era filho de imigrantes da Ilha da Madeira e veio para São Paulo nos anos 30, com 11 anos, acompanhando o pai, após o falecimento de sua mãe.
Em São Paulo, trabalhou como ajudante de pedreiro, mas logo começou em outro emprego, agora como funcionário de uma fábrica de brinquedos na Mooca, local de onde foi demitido por desenhar durante o expediente de trabalho.
Após mais um emprego, o artista começou a trabalhar como ajudante de eletricista até especializar-se na área. Nas horas vagas, vendia seus quadros com paisagens urbanas no viaduto do Chá, região central da cidade de São Paulo.
Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor fundador do MASP, foi quem trouxe o pintor autodidata e de origem humilde, Agostinho Batista de Freitas, para o mundo das artes, a partir de um encontro com o mesmo, enquanto o artista vendia suas obras nas já citadas ruas da cidade, na década de 1950.
Depois desse encontro, Pietro Maria Bardi fez uma encomenda ao pintor. O diretor fundador pediu que o pintor fizesse uma vista da cidade a partir da cobertura do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, uma área na época de acesso limitado e exclusiva.
A pintura, em questão, foi batizada de “Vista de São Paulo”. Tal tela obteve sucesso e repercussão diante do público e, por isso, Agostinho Batista de Freitas, aos 25 anos, ganhou sua primeira mostra individual, em 1952, no próprio MASP.
Esta exposição foi mais tarde levada a outros museus do país, como para as cidades Campinas e Salvador. Em 1969, o mesmo quadro que trouxe relativo reconhecimento público ao artista, estava em mais uma exposição do MASP, “A mão do Povo Brasileiro”.
Por muitos anos, Agostinho Batista de Freitas viveu na Zona Norte da cidade de São Paulo, no bairro de Imirim.
Contexto Histórico
Na década de 1970, a cidade de São Paulo começava um novo processo de transformação e entrava num novo ritmo de crescimento, é a modernização da capital. A região central, antes conhecida pelos casarões do café, muda e é substituída pela metrópole como hoje se conhece, repleta de extensas paredes de concreto e arranha-céus.
A pintura de Agostinho Batista de Freitas é uma espécie de cronista desse momento de transformação com sua habilidade de pintar panoramas urbanos.
O artista produziu incessantemente entre 1950 e 1990, dessa forma sua pintura mudou consideravelmente, afinal o que o artista via também mudou. A passagem de tempo, observando suas obras, é evidente e tem-se a sensação, possível, de enxergar duas São Paulo diferentes.
A obra em si
Agostinho Batista de Freitas tinha como principal musa de sua pintura a cidade de São Paulo, destacando em suas obras mais conhecidas o centro, com suas icônicas construções (MASP, BANESPA e o viaduto do Chá).
No entanto, isso nunca o impediu de retratar também as periferias da cidade, como o Imirim, bairro da Zona Norte paulista em que o artista residia, e cenas de cotidiano e lazer de parcelas menos favorecidas da capital, como parques de diversão, crianças empinando pipas e até festas juninas.
Trabalhava com paisagens e também com imagens fotográficas, a partir de alguns cartões postais, datados nos anos 1960, que retratam a cidade a partir da posição de um pássaro voando pela metrópole, numa perspectiva conhecida como bird’s eye view.
Em determinado momento de sua carreira, Agostinho Batista de Freitas passou a produzir suas próprias imagens fotográficas e assim começou a escolher os próprios cenários que depois seriam retratados em seu ateliê, como os registros das colinas do Bairro Imirim, feitos a partir de uma câmara de bolso, modelo Xereta da Kodak.
O artista era conhecido por trabalhar com telas que ele próprio fabricava e preferia tintas nacionais, sempre, a óleo. Suas obras eram derivadas da mistura das seguintes tonalidades: vermelho escarlate, amarelo ouro, azulão, branco e preto.
Controvérsias
O contexto histórico é muito importante para entender o porquê do artista ter sido inserido no MASP, afinal tanto Pietro Maria Bardi quanto Lina Bo Bardi buscavam para o museu outras narrativas para o mundo das artes, além da visão europeia, ou seja, um olhar para a arte da África e das Américas.
Agostinho Batista de Freitas pertencia seguramente ao segundo grupo. O próprio Bardi ao escrever o ensaio “Museu fora dos limites”, em 1951, com tons de manifesto e mais tarde, no ano de 1957, o artigo “Building a Museaum on Virgin Soil” na revista Art News sobre as novas experiências que a arte poderia prover, como a arte popular brasileira, a qual o casal tanto acreditou, explicita esse novo olhar.
Mesmo com esse tentativa de enfatizar espaços tidos como periféricos, a grande dificuldade da última curadoria do MASP, em 2016, formada por Adriano Pedrosa, Fernando Oliva, Rodrigo Moura, foi encontrar relatos do próprio artista falando de sua pintura.
Não existem depoimentos do ou entrevistas em que Batista de Freitas fale a respeito de suas pinturas de forma clara.O que se tem preservado do pintor são história e lendas contadas por outros e somente pequenos relatos do artista, como a exceção de um resumo autobiográfico.
O fato das obras de Agostinho Batista de Freitas só voltarem ao público, 20 anos após sua morte, com a exposição de 2016, no MASP, traz para o debate público um questionamento sobre o que é arte popular e erudita. Afinal, o pintor era considerado, de maneira genérica, um artista primitivo, ingênuo e popular por conta de sua formação autodidata.
Até 2015, não havia nenhum quadro do artista no acervo do próprio MASP, independente da carreira do artista estar intrinsecamente ligada à Instituição. No entanto, o inverso sempre foi bem aceito, o caso de artistas com determinado reconhecimento social que se aproximaram de temas e fontes populares para o estabelecimento de linguagem próprias, como os modernistas Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari.
Agostinho Batista de Freitas também ficou conhecido como “Utrillo de São Paulo”, em referência ao pintor de origem francesa Maurice Utrillo, famoso por pintar o que era considerado como primitivo urbano e o bairro boêmio de Montmarte, em Paris.
Nesse contexto, o termo primitivo designa um artista sem formação acadêmica e que pinta a partir de sua intuição, sem grandes intenções artísticas.
Exposições Individuais
1952 - São Paulo SP - Individual, no Masp - organizada por Pietro Maria Bardi, que o havia descoberto
1952 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1952 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA
1952 - Campinas SP - Individual, no MACC
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - Agostinho Batista de Freitas: pinturas, no Centro de Artes Shopping News
1980 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1985 - São Paulo SP - Individual, na José Duarte de Aguiar e Ricardo Camargo Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
Exposições Coletivas
1966 - Rio de Janeiro RJ - O Artista e a Máquina, no MAM/RJ
1966 - Veneza (Itália) - 33ª Bienal de Veneza
1975 - Estados Unidos - 19 Brazilian Primitives, itinerante
1979 - São Paulo SP - Arte no Brasil: uma história de cinco séculos, no Masp
1980 - Cidade do México (México) - Pintores Populares y 3 Grabadores de Brasil, no Instituto Nacional de Bellas Artes
1984 - Goiânia GO - Festa das cores, no Museu de Arte de Goiânia
1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1994 - São Paulo SP - Grande Exposição de Arte Naif Brasileira, na Galeria Jacques Ardies
1995 - Osasco SP - 2ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - Expo FIEO: doação Luiz Ernesto Kawall, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - São Paulo SP - O Mundo de Mário Schenberg, na Casa das Rosas
Exposições Póstumas
1998 - São Paulo SP - Arte Naif - 5 Artistas, na Galeria Jacques Ardies
1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Popular, na Fundação Bienal
2001 - Brasília DF - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2002 - Piracicaba SP - 6ª Bienal Naifs do Brasil, no Sesc
2002 - São Paulo SP - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Santa Ingenuidade, na Unifieo
2003 - São Paulo SP - A Arte Atrás da Arte: onde ficam e como viajam as obras de arte, no MAM/SP
Fontes
AGOSTINHO Batista de Freitas. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 16 de novembro de 2021. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
Wikipédia, consultado pela última vez em 16 de novembro de 2021.
Agostinho Batista de Freitas (Paulínia, SP, 12 de outubro de 1927 — Paulínia, SP, 1997) foi um pintor e desenhista naif brasileiro, movimento de pintura não acadêmica. Iniciou a carreira na década de 1950 com obras que abordam, principalmente, a paisagem urbana na cidade de São Paulo e toda a sua diversidade. Em 2017, após 20 anos de seu falecimento, o artista ganha uma nova exposição também no MASP, contendo obras que abrangessem seus retratos da cidade de São Paulo e toda sua diversidade.
Biografia
Agostinho Batista de Freitas foi criado em um sítio em Paulínia, na época distrito de Campinas, no interior paulista, onde trabalhou na lavoura até os 11 anos e estudou até o terceiro ano do primário.
O pintor era filho de imigrantes da Ilha da Madeira e veio para São Paulo nos anos 30, com 11 anos, acompanhando o pai, após o falecimento de sua mãe.
Em São Paulo, trabalhou como ajudante de pedreiro, mas logo começou em outro emprego, agora como funcionário de uma fábrica de brinquedos na Mooca, local de onde foi demitido por desenhar durante o expediente de trabalho.
Após mais um emprego, o artista começou a trabalhar como ajudante de eletricista até especializar-se na área. Nas horas vagas, vendia seus quadros com paisagens urbanas no viaduto do Chá, região central da cidade de São Paulo.
Pietro Maria Bardi (1900-1999), diretor fundador do MASP, foi quem trouxe o pintor autodidata e de origem humilde, Agostinho Batista de Freitas, para o mundo das artes, a partir de um encontro com o mesmo, enquanto o artista vendia suas obras nas já citadas ruas da cidade, na década de 1950.
Depois desse encontro, Pietro Maria Bardi fez uma encomenda ao pintor. O diretor fundador pediu que o pintor fizesse uma vista da cidade a partir da cobertura do Banco do Estado de São Paulo, o Banespa, uma área na época de acesso limitado e exclusiva.
A pintura, em questão, foi batizada de “Vista de São Paulo”. Tal tela obteve sucesso e repercussão diante do público e, por isso, Agostinho Batista de Freitas, aos 25 anos, ganhou sua primeira mostra individual, em 1952, no próprio MASP.
Esta exposição foi mais tarde levada a outros museus do país, como para as cidades Campinas e Salvador. Em 1969, o mesmo quadro que trouxe relativo reconhecimento público ao artista, estava em mais uma exposição do MASP, “A mão do Povo Brasileiro”.
Por muitos anos, Agostinho Batista de Freitas viveu na Zona Norte da cidade de São Paulo, no bairro de Imirim.
Contexto Histórico
Na década de 1970, a cidade de São Paulo começava um novo processo de transformação e entrava num novo ritmo de crescimento, é a modernização da capital. A região central, antes conhecida pelos casarões do café, muda e é substituída pela metrópole como hoje se conhece, repleta de extensas paredes de concreto e arranha-céus.
A pintura de Agostinho Batista de Freitas é uma espécie de cronista desse momento de transformação com sua habilidade de pintar panoramas urbanos.
O artista produziu incessantemente entre 1950 e 1990, dessa forma sua pintura mudou consideravelmente, afinal o que o artista via também mudou. A passagem de tempo, observando suas obras, é evidente e tem-se a sensação, possível, de enxergar duas São Paulo diferentes.
A obra em si
Agostinho Batista de Freitas tinha como principal musa de sua pintura a cidade de São Paulo, destacando em suas obras mais conhecidas o centro, com suas icônicas construções (MASP, BANESPA e o viaduto do Chá).
No entanto, isso nunca o impediu de retratar também as periferias da cidade, como o Imirim, bairro da Zona Norte paulista em que o artista residia, e cenas de cotidiano e lazer de parcelas menos favorecidas da capital, como parques de diversão, crianças empinando pipas e até festas juninas.
Trabalhava com paisagens e também com imagens fotográficas, a partir de alguns cartões postais, datados nos anos 1960, que retratam a cidade a partir da posição de um pássaro voando pela metrópole, numa perspectiva conhecida como bird’s eye view.
Em determinado momento de sua carreira, Agostinho Batista de Freitas passou a produzir suas próprias imagens fotográficas e assim começou a escolher os próprios cenários que depois seriam retratados em seu ateliê, como os registros das colinas do Bairro Imirim, feitos a partir de uma câmara de bolso, modelo Xereta da Kodak.
O artista era conhecido por trabalhar com telas que ele próprio fabricava e preferia tintas nacionais, sempre, a óleo. Suas obras eram derivadas da mistura das seguintes tonalidades: vermelho escarlate, amarelo ouro, azulão, branco e preto.
Controvérsias
O contexto histórico é muito importante para entender o porquê do artista ter sido inserido no MASP, afinal tanto Pietro Maria Bardi quanto Lina Bo Bardi buscavam para o museu outras narrativas para o mundo das artes, além da visão europeia, ou seja, um olhar para a arte da África e das Américas.
Agostinho Batista de Freitas pertencia seguramente ao segundo grupo. O próprio Bardi ao escrever o ensaio “Museu fora dos limites”, em 1951, com tons de manifesto e mais tarde, no ano de 1957, o artigo “Building a Museaum on Virgin Soil” na revista Art News sobre as novas experiências que a arte poderia prover, como a arte popular brasileira, a qual o casal tanto acreditou, explicita esse novo olhar.
Mesmo com esse tentativa de enfatizar espaços tidos como periféricos, a grande dificuldade da última curadoria do MASP, em 2016, formada por Adriano Pedrosa, Fernando Oliva, Rodrigo Moura, foi encontrar relatos do próprio artista falando de sua pintura.
Não existem depoimentos do ou entrevistas em que Batista de Freitas fale a respeito de suas pinturas de forma clara.O que se tem preservado do pintor são história e lendas contadas por outros e somente pequenos relatos do artista, como a exceção de um resumo autobiográfico.
O fato das obras de Agostinho Batista de Freitas só voltarem ao público, 20 anos após sua morte, com a exposição de 2016, no MASP, traz para o debate público um questionamento sobre o que é arte popular e erudita. Afinal, o pintor era considerado, de maneira genérica, um artista primitivo, ingênuo e popular por conta de sua formação autodidata.
Até 2015, não havia nenhum quadro do artista no acervo do próprio MASP, independente da carreira do artista estar intrinsecamente ligada à Instituição. No entanto, o inverso sempre foi bem aceito, o caso de artistas com determinado reconhecimento social que se aproximaram de temas e fontes populares para o estabelecimento de linguagem próprias, como os modernistas Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Portinari.
Agostinho Batista de Freitas também ficou conhecido como “Utrillo de São Paulo”, em referência ao pintor de origem francesa Maurice Utrillo, famoso por pintar o que era considerado como primitivo urbano e o bairro boêmio de Montmarte, em Paris.
Nesse contexto, o termo primitivo designa um artista sem formação acadêmica e que pinta a partir de sua intuição, sem grandes intenções artísticas.
Exposições Individuais
1952 - São Paulo SP - Individual, no Masp - organizada por Pietro Maria Bardi, que o havia descoberto
1952 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP
1952 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA
1952 - Campinas SP - Individual, no MACC
1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ
1978 - São Paulo SP - Agostinho Batista de Freitas: pinturas, no Centro de Artes Shopping News
1980 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1985 - São Paulo SP - Individual, na José Duarte de Aguiar e Ricardo Camargo Galeria de Arte
1990 - São Paulo SP - Individual, na Pinacoteca do Estado
Exposições Coletivas
1966 - Rio de Janeiro RJ - O Artista e a Máquina, no MAM/RJ
1966 - Veneza (Itália) - 33ª Bienal de Veneza
1975 - Estados Unidos - 19 Brazilian Primitives, itinerante
1979 - São Paulo SP - Arte no Brasil: uma história de cinco séculos, no Masp
1980 - Cidade do México (México) - Pintores Populares y 3 Grabadores de Brasil, no Instituto Nacional de Bellas Artes
1984 - Goiânia GO - Festa das cores, no Museu de Arte de Goiânia
1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras
1988 - São Paulo SP - Brasiliana: o homem e a terra, na Pinacoteca do Estado
1994 - São Paulo SP - Grande Exposição de Arte Naif Brasileira, na Galeria Jacques Ardies
1995 - Osasco SP - 2ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - Expo FIEO: doação Luiz Ernesto Kawall, no Centro Universitário Fieo
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, no Centro Universitário Fieo
1996 - São Paulo SP - O Mundo de Mário Schenberg, na Casa das Rosas
Exposições Póstumas
1998 - São Paulo SP - Arte Naif - 5 Artistas, na Galeria Jacques Ardies
1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Popular, na Fundação Bienal
2001 - Brasília DF - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Penápolis SP - Forma-e-Cor como Luz nos Naïfs, na Galeria Itaú Cultural
2002 - Piracicaba SP - 6ª Bienal Naifs do Brasil, no Sesc
2002 - São Paulo SP - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, no CCBB
2002 - São Paulo SP - Santa Ingenuidade, na Unifieo
2003 - São Paulo SP - A Arte Atrás da Arte: onde ficam e como viajam as obras de arte, no MAM/SP
Fontes
AGOSTINHO Batista de Freitas. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2021. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 16 de novembro de 2021. Verbete da Enciclopédia.
ISBN: 978-85-7979-060-7
Wikipédia, consultado pela última vez em 16 de novembro de 2021.