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Alvaro Franklin

Alvaro Franklin da Silveira (Urandi, BA, 1935) é um escultor brasileiro. Ao contrário de muitos escultores, cria e executa suas próprias peças.

Biografia

O equilíbrio e a deliciosa leveza que consegue dar aos pesados blocos de mármore branco ou rosa, granito azul e quartizito vermelho também deixam claro: Franklin tem a experiência e a habilidade de trabalhar a pedra como poucos. E, ao contrário de muitos escultores, cria e executa suas próprias peças.

Escultor amplamente reconhecido no Brasil e no Exterior, iniciou sua carreira com o avô, com quem aprendeu modelagem para fundição e serviço de forjaria.

No período de 1948/1956, estudou entalhe no SENAI, modelagem e escultura no Liceu de Artes e Ofícios, em São Paulo. Cursou também Artes em Geral com os professores Galilei Emendabili e Vicente Larocca, além de muitos outros. Fez ainda os cursos de especialização em Artes Plásticas e História da Arte.

Em 1957, transferiu-se para o Rio Grande do Sul, onde iniciou suas pesquisas em Arte Indígena, Africana, Latina, ... Nessa fase dedicou-se também à cerâmica artística e à pintura. Iniciou ainda o curso de Filosofia, na Universidade Católica de Pelotas.

No período de 1959 a 1968 passa a dedicar-se à cerâmica artística, trabalhando com crianças, ao mesmo tempo em que estuda Filosofia na Universidade Católica de Pelotas e ensina artes plásticas e história da arte no Colégio Santa Margarida, Pelotas- RS, onde desenvolve também a escultura e a modelagem.

Nos anos de 1969 e 1970 faz pinturas e esculturas participando de exposições no interior de São Paulo, a convite do SESC e da Secretaria de Turismo de São Paulo.

No período entre 1966/1974 tomou parte em inúmeras exposições como artista convidado, nas mais renomadas galerias de arte do Rio Grande do Sul e também em São Paulo. Realizando inclusive uma exposição individual, denominada “Psique-Pintura”, na Galeria de Arte Pancetti, em Porto Alegre/RS.

A partir de 1975 dedicou-se exclusivamente a escultura, tornando-se um dos artistas exclusivos do Escritório de Arte - Renato Magalhães Gouvêa e participando de uma série de outras exposições coletivas e projetos diversos, em São Paulo e em diversas cidades do país.

1993-2004 - Trabalha com exclusividade para colecionador Dom Cláudio Alonso, colecionador e Marchand, nos Estados Unidos, o qual o apoiou na inclusão de suas obras em coleções particulares em vários países do mundo, como por exemplo: França, Espanha, Itália, Holanda, Porto Rico, Arábia Saudita e EUA.

Trabalha atualmente em São Paulo com as Galerias de Arte André, Arte Aplicada, Arte Infinita e Contorno artes, RJ. Com obras em coleções particulares na França, Espanha, Itália, Holanda, Arábia Saudita e EUA.

Exposições e trabalhos:

1978 - Participa em Penápolis do 3º Salão de Artes Plásticas do Noroeste – 1º Encontro do Escultor.

1979 - Exposição coletiva “Arte no Brasil – Uma História de V Séculos”, Museu de Arte Moderna, de São Paulo/SP;

1979 - Exposição coletiva “Eros/Mostra de Arte” na Galeria de Arte Aplicada – SP.

1979 - Exposição coletiva “Múltiplos e Objetos”, na Galeria Múltipla de Arte, SP.

1979 - Exposição coletiva “escultura Brasileira”, nas Artes-paço, representante exclusiva em Recife, de Renato Magalhães Gouvêa – Escritório de Arte.

1979 - Exposição coletiva no banco Francês e Italiano, SP.

1980 - Estiliza o símbolo e passa a executar projetos de Arte para a Duratex, São Paulo/SP.

1980 - Participa do IV Salão de Antiguidades.

1980 - Exposição coletiva de Escultores no Centro de Convivência Cultural, no Paço das Artes, na Prefeitura Municipal de Campinas, SP.

1982 - Participa da Exposição “Um século no Brasil”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

1984 - Exposição coletiva – Galeria Ulieno, em Ribeirão Preto, SP.

1985 - Entrega do Monumento ´´Graal`` a Escola Internacional Rosacruz Áurea-MG

1986 - Exposição coletiva – “Mármores” Arte Aplicada, São Paulo.

1987 - Participa da exposição coletiva “10 Paulistas em Brasília”, promovido pela Pronav/LBA, Brasília – DF.

1989 - A convite da Salles Inter Americana de Publicidade executa 70 esculturas exclusivas no bronze.

1992 - Coletiva ´´Da origem da Vida`` – Galeria André, SP

1995 - Executa várias esculturas no mármore, para a Ala nova do Hospital Israelita “Albert Einstein”,SP

1999 - Participa do Clube da Escultura Especial “Coleção Millenium”, com 25 esculturas no mármore, a convite da Galeria Skultura, SP

2002 - Entrega do Monumento “Ligação do Hemisfério Norte e Sul” a Escola Internacional Rosacruz - Áurea – SP.

2005 - Participa de exposição coletiva ´Caminhos Vários`` na Galeria de Arte André,SP.

Outros:

  • Exposição coletiva “Escultura Brasileira”, na Artes-Paço, em Recife/PE;

  • Participa da exposição “Alumínio na Arte”, com mais 5 escultores a convite da ALCOA Alumínio S.A., em São Paulo/SP;

  • A convite da Pinacoteca de São Caetano, SP, participa da exposição’ Mutações’, com uma sala especial.

  • Participa do livro Bandeiras de Brecheret (Historia de um Monumento), de Marta Rossetti Batista, publicado em 1985;

  • Entrega da obra “Ovóide” para a Rodoviaria da Prefeitura Municipal de Embu das Artes.

Literatura

  • A convite da Galeria Andre participa do livro Escutores Brasileiros.

Entrevista com Franklin

O que é arte para você?

Vejo a arte através de dois conceitos essenciais:
Primeiro, existe uma arte real, esta arte é a do supremo arquiteto, Deus. Que tudo criou e está em tudo.
E segundo, existe a arte dos humanos, que se divide em três aspectos fundamentais, ciência, arte e religião, não podemos viver sem essa tríplice realidade.
É o fazer humano, abaixo de tudo aquilo que Deus criou através da inteligência e do intelecto o homem consegue captar as coisas sensíveis e sublimes através de formas e cores;
Se a arte do homem tem algum sentido, o único é sensibilizar outros. “

De onde você é?

“Sou natural de uma pequena cidade chamada Urandi, BA, onde vivi os primeiros anos de vida. Aos seis anos, minha mãe toma a decisão de vir para São Paulo e, nunca mais voltei para minha cidade natal.”

​Quando foi o primeiro contato com a arte?

“Ainda guardo na memória os belos momentos em Urandi, quando ficava deslumbrado, observando meu avô Vicente modelando, fundindo, desenhando, fazendo ferramentaria e etc... Era maravilhoso ver meu avô dar forma em tudo que tocava com as mãos, jamais esqueci aqueles momentos.
Meu primeiro entalhe foi um baixo relevo, em uma tábua de caixote. O tema era três pombas a primeira, pintada de branco, a segunda de vermelho e a terceira de cor preta. A professora da escola mista de Araçatuba, SP, elogiou e me deu nota máxima, e fez com que eu assinasse a minha primeira obra.
Era tudo que precisava para me entregar definitivamente a aquilo que escolhi para me dedicar por toda vida.”

​Você estudou arte?

“Durante o período em que estudei em Colégio interno, aprendi entalhe com o professor Lima, ex-aluno de Cipicchia, responsável por trazer o entalhe para São Paulo.
De 1949 a 1952, muito daquilo que vi meu avô fazer, passou a fazer parte dos meus estudos. Na escola Ramos de Azevedo do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo estudei desenho, modelagem, escultura, etc... Com os professores Galileu Emendabili e Vicente Larocca e outros. Posteriormente, quase no término da construção da catedral da Sé, SP, aprendi técnicas em pedra.”

Qual é o seu estilo?

“Sou Artista contemporâneo, não sou propenso a modas, nem tão pouco oportunista. Aprofundei-me muito em pesquisas, com ferramental específico para técnicas em pedra, utilizadas nas minhas esculturas, estilo moderno. Uso mármores e granitos nacionais, por excelência a gama de cores dos nossos granitos são fantásticos e o nosso branco cristalino, quando puro é maravilhoso e meu preferido.
Há 57 anos executo meu trabalho com seriedade, desde anatomia humana a animalística, etc...”

Quais foram suas influências?

“Na época do Liceu o Emendabili me aconselhou: - 'Franklin, sempre que fizer uma obra, faça-a da sua época.'
Bem, aquilo foi uma grande dor de cabeça, pois vinha de uma escola acadêmica.
A partir dali iniciei um longo período de pesquisa. Pesquisei da Mesopotâmia até a Arte Egípcia com seu frontalismo, a Antiguidade. As estátuas Votivas Korai e o grande escultor Fideas e todo o panteão de artistas gregos, chamaram muito a minha atenção. As Artes Colombiana, Africana, Asteca, Indígena Brasileira. E me detive muito na arte dos Carajás e no Folclore Brasileiro. Como gostei de conhecer o mestre Vitalino, não deixando de mencionar no Barroco Brasileiro, o mestre Aleijadinho e outros.
No Renascimento: Michelangelo, Leonardo da Vinci, Cellini, Giovanni Bologna, Bernini, Falconet, Canova, Schadow e outros.
No séc XIX e XX: Rodin, Brancusi, Jean Arp, Bárbara Hepwordth, Matisse, Maillol, Wotruba, Henry Moore, etc.
A arte desses mestres é algo apaixonante e não tenho dúvidas em dizer de alguma maneira, todos eles me influenciaram. Essa pesquisa foi necessária, para que pudesse me situar e achar o meu caminho como artista, pois não sei fazer outra coisa.”

Como você desenvolve a sua obra?

“Minha obra surge das observações e pesquisas da natureza, formação das rochas, animais, pessoas, etc... Tenho como hobby, fotografar tudo que me chama a minha atenção. O tempo de criação e execução de uma obra é como uma gestação bem cuidada com muito carinho e dedicação”.

Crítica - Mario Chamie

"​A escultura de Franklin é despojada e elegante, uma síntese perfeita entre a imagem do objeto e sua coerente unidade. Sua opção artística transcende seu trabalho para refletir sua própria vida – homem e artista em total sintonia.

A escultura em geral e a escultura brasileira em particular sofreram, nas duas últimas décadas, uma espécie de retratação de prestígio. Essa retratação não ocorreu em conseqüência de sua eventual perda de significado e atualidade artística. Talvez tenha ocorrido em função das próprias transformações internas que atingiram a escultura, depois das revoluções da primeira metade deste século. Essas transformações não foram apenas as do material de trabalho escultórico, mas, sobretudo das concepções de massa e volume, forma e movimento, espaço e uso aplicadas sobre ele.

Nesse sentido, ficamos perplexos diante do abismo que separa “peso” de Henry Moore a leveza de Calder; ou a da leveza de Calder a monumentalidade provisória de Christo, que “empacota” edifícios, pontes e montanhas.

Em termos mais nossos, ficamos também perplexos em verificar que, depois do surto modernismo com Brecheret, Bruno Giorgi e outros, nos diversificamos entre abstrações racionalistas e retornos a mitos folclóricos e estilizados, indo da limpeza metálica de Franz Weissmann à beleza densa e primitiva de Stockinger.

A aparente retratação no mercado de arte da escultura talvez tenha, portanto, decorrido do excesso de mudanças e caminhos.

Hoje, diante da diversidade mais ou menos adversa, o que parece contar mais é à contribuição pessoal do artista que não se perde no emaranhado da busca, e que ao mesmo tempo sabe se encontrar simplicidade clarividente de suas soluções.

Um artista a quem desde já somos devedores, pela humildade quase anônima de seu trabalho e pela eloqüência original de seus resultados, é o escultor Álvaro Franklin da Silveira.

No panorama da mais nova escultura brasileira, a sua contribuição – que não pode e nem deve ser continuar da obscuridade – se impõe sem alarde e com a segurança de quem conhece a linguagem que constrói.

A linguagem de Franklin não é dissociada do mundo sensível e das suas correspondências plásticas e simbólicas. A fidelidade de Franklin a esse mundo o leva a contemplação e ao domínio objetivo de suas linhas, superfícies e inter-relações internas. A prova maior disso está em que, antes de fazer uma peça, Franklin fotografa e documenta o seu paralelo e “similar” do mundo exterior e natural.

Depois, estuda o documento e a foto, analisando as suas possíveis analogias de movimento e espaço. Essas analogias é que vão lhe inspirar a criação de um protótipo sobre o qual irá elaborar e produzir sua escultura.

A obra deste artista surpreendente é assim, composta de objetos e de relações entre objetos, como se fossem seres vivos de uma segunda natureza. Uma natureza, diga-se aqui, rica, viva e cheias de descobertas.

A escultura brasileira tem, pois, em Franklin um artista que, através do granito, do mármore, do ônix ou da madeira, testifica a sua força e a esperada restauração do seu abalado prestígio."

Fonte: Site Oficial Escultor Franklin, consultado pela última vez em 20d e maio de 2020.

Crédito fotográfico: Instagram @escultorfranklin, publicado em 18 de maio de 2019.

Alvaro Franklin da Silveira (Urandi, BA, 1935) é um escultor brasileiro. Ao contrário de muitos escultores, cria e executa suas próprias peças.

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Alvaro Franklin

Alvaro Franklin da Silveira (Urandi, BA, 1935) é um escultor brasileiro. Ao contrário de muitos escultores, cria e executa suas próprias peças.

Videos

Alvaro Franklin: Escultor

Alvaro Franklin: Escultura Ninho

Restauro e revitalização de esculturas

Biografia

O equilíbrio e a deliciosa leveza que consegue dar aos pesados blocos de mármore branco ou rosa, granito azul e quartizito vermelho também deixam claro: Franklin tem a experiência e a habilidade de trabalhar a pedra como poucos. E, ao contrário de muitos escultores, cria e executa suas próprias peças.

Escultor amplamente reconhecido no Brasil e no Exterior, iniciou sua carreira com o avô, com quem aprendeu modelagem para fundição e serviço de forjaria.

No período de 1948/1956, estudou entalhe no SENAI, modelagem e escultura no Liceu de Artes e Ofícios, em São Paulo. Cursou também Artes em Geral com os professores Galilei Emendabili e Vicente Larocca, além de muitos outros. Fez ainda os cursos de especialização em Artes Plásticas e História da Arte.

Em 1957, transferiu-se para o Rio Grande do Sul, onde iniciou suas pesquisas em Arte Indígena, Africana, Latina, ... Nessa fase dedicou-se também à cerâmica artística e à pintura. Iniciou ainda o curso de Filosofia, na Universidade Católica de Pelotas.

No período de 1959 a 1968 passa a dedicar-se à cerâmica artística, trabalhando com crianças, ao mesmo tempo em que estuda Filosofia na Universidade Católica de Pelotas e ensina artes plásticas e história da arte no Colégio Santa Margarida, Pelotas- RS, onde desenvolve também a escultura e a modelagem.

Nos anos de 1969 e 1970 faz pinturas e esculturas participando de exposições no interior de São Paulo, a convite do SESC e da Secretaria de Turismo de São Paulo.

No período entre 1966/1974 tomou parte em inúmeras exposições como artista convidado, nas mais renomadas galerias de arte do Rio Grande do Sul e também em São Paulo. Realizando inclusive uma exposição individual, denominada “Psique-Pintura”, na Galeria de Arte Pancetti, em Porto Alegre/RS.

A partir de 1975 dedicou-se exclusivamente a escultura, tornando-se um dos artistas exclusivos do Escritório de Arte - Renato Magalhães Gouvêa e participando de uma série de outras exposições coletivas e projetos diversos, em São Paulo e em diversas cidades do país.

1993-2004 - Trabalha com exclusividade para colecionador Dom Cláudio Alonso, colecionador e Marchand, nos Estados Unidos, o qual o apoiou na inclusão de suas obras em coleções particulares em vários países do mundo, como por exemplo: França, Espanha, Itália, Holanda, Porto Rico, Arábia Saudita e EUA.

Trabalha atualmente em São Paulo com as Galerias de Arte André, Arte Aplicada, Arte Infinita e Contorno artes, RJ. Com obras em coleções particulares na França, Espanha, Itália, Holanda, Arábia Saudita e EUA.

Exposições e trabalhos:

1978 - Participa em Penápolis do 3º Salão de Artes Plásticas do Noroeste – 1º Encontro do Escultor.

1979 - Exposição coletiva “Arte no Brasil – Uma História de V Séculos”, Museu de Arte Moderna, de São Paulo/SP;

1979 - Exposição coletiva “Eros/Mostra de Arte” na Galeria de Arte Aplicada – SP.

1979 - Exposição coletiva “Múltiplos e Objetos”, na Galeria Múltipla de Arte, SP.

1979 - Exposição coletiva “escultura Brasileira”, nas Artes-paço, representante exclusiva em Recife, de Renato Magalhães Gouvêa – Escritório de Arte.

1979 - Exposição coletiva no banco Francês e Italiano, SP.

1980 - Estiliza o símbolo e passa a executar projetos de Arte para a Duratex, São Paulo/SP.

1980 - Participa do IV Salão de Antiguidades.

1980 - Exposição coletiva de Escultores no Centro de Convivência Cultural, no Paço das Artes, na Prefeitura Municipal de Campinas, SP.

1982 - Participa da Exposição “Um século no Brasil”, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

1984 - Exposição coletiva – Galeria Ulieno, em Ribeirão Preto, SP.

1985 - Entrega do Monumento ´´Graal`` a Escola Internacional Rosacruz Áurea-MG

1986 - Exposição coletiva – “Mármores” Arte Aplicada, São Paulo.

1987 - Participa da exposição coletiva “10 Paulistas em Brasília”, promovido pela Pronav/LBA, Brasília – DF.

1989 - A convite da Salles Inter Americana de Publicidade executa 70 esculturas exclusivas no bronze.

1992 - Coletiva ´´Da origem da Vida`` – Galeria André, SP

1995 - Executa várias esculturas no mármore, para a Ala nova do Hospital Israelita “Albert Einstein”,SP

1999 - Participa do Clube da Escultura Especial “Coleção Millenium”, com 25 esculturas no mármore, a convite da Galeria Skultura, SP

2002 - Entrega do Monumento “Ligação do Hemisfério Norte e Sul” a Escola Internacional Rosacruz - Áurea – SP.

2005 - Participa de exposição coletiva ´Caminhos Vários`` na Galeria de Arte André,SP.

Outros:

  • Exposição coletiva “Escultura Brasileira”, na Artes-Paço, em Recife/PE;

  • Participa da exposição “Alumínio na Arte”, com mais 5 escultores a convite da ALCOA Alumínio S.A., em São Paulo/SP;

  • A convite da Pinacoteca de São Caetano, SP, participa da exposição’ Mutações’, com uma sala especial.

  • Participa do livro Bandeiras de Brecheret (Historia de um Monumento), de Marta Rossetti Batista, publicado em 1985;

  • Entrega da obra “Ovóide” para a Rodoviaria da Prefeitura Municipal de Embu das Artes.

Literatura

  • A convite da Galeria Andre participa do livro Escutores Brasileiros.

Entrevista com Franklin

O que é arte para você?

Vejo a arte através de dois conceitos essenciais:
Primeiro, existe uma arte real, esta arte é a do supremo arquiteto, Deus. Que tudo criou e está em tudo.
E segundo, existe a arte dos humanos, que se divide em três aspectos fundamentais, ciência, arte e religião, não podemos viver sem essa tríplice realidade.
É o fazer humano, abaixo de tudo aquilo que Deus criou através da inteligência e do intelecto o homem consegue captar as coisas sensíveis e sublimes através de formas e cores;
Se a arte do homem tem algum sentido, o único é sensibilizar outros. “

De onde você é?

“Sou natural de uma pequena cidade chamada Urandi, BA, onde vivi os primeiros anos de vida. Aos seis anos, minha mãe toma a decisão de vir para São Paulo e, nunca mais voltei para minha cidade natal.”

​Quando foi o primeiro contato com a arte?

“Ainda guardo na memória os belos momentos em Urandi, quando ficava deslumbrado, observando meu avô Vicente modelando, fundindo, desenhando, fazendo ferramentaria e etc... Era maravilhoso ver meu avô dar forma em tudo que tocava com as mãos, jamais esqueci aqueles momentos.
Meu primeiro entalhe foi um baixo relevo, em uma tábua de caixote. O tema era três pombas a primeira, pintada de branco, a segunda de vermelho e a terceira de cor preta. A professora da escola mista de Araçatuba, SP, elogiou e me deu nota máxima, e fez com que eu assinasse a minha primeira obra.
Era tudo que precisava para me entregar definitivamente a aquilo que escolhi para me dedicar por toda vida.”

​Você estudou arte?

“Durante o período em que estudei em Colégio interno, aprendi entalhe com o professor Lima, ex-aluno de Cipicchia, responsável por trazer o entalhe para São Paulo.
De 1949 a 1952, muito daquilo que vi meu avô fazer, passou a fazer parte dos meus estudos. Na escola Ramos de Azevedo do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo estudei desenho, modelagem, escultura, etc... Com os professores Galileu Emendabili e Vicente Larocca e outros. Posteriormente, quase no término da construção da catedral da Sé, SP, aprendi técnicas em pedra.”

Qual é o seu estilo?

“Sou Artista contemporâneo, não sou propenso a modas, nem tão pouco oportunista. Aprofundei-me muito em pesquisas, com ferramental específico para técnicas em pedra, utilizadas nas minhas esculturas, estilo moderno. Uso mármores e granitos nacionais, por excelência a gama de cores dos nossos granitos são fantásticos e o nosso branco cristalino, quando puro é maravilhoso e meu preferido.
Há 57 anos executo meu trabalho com seriedade, desde anatomia humana a animalística, etc...”

Quais foram suas influências?

“Na época do Liceu o Emendabili me aconselhou: - 'Franklin, sempre que fizer uma obra, faça-a da sua época.'
Bem, aquilo foi uma grande dor de cabeça, pois vinha de uma escola acadêmica.
A partir dali iniciei um longo período de pesquisa. Pesquisei da Mesopotâmia até a Arte Egípcia com seu frontalismo, a Antiguidade. As estátuas Votivas Korai e o grande escultor Fideas e todo o panteão de artistas gregos, chamaram muito a minha atenção. As Artes Colombiana, Africana, Asteca, Indígena Brasileira. E me detive muito na arte dos Carajás e no Folclore Brasileiro. Como gostei de conhecer o mestre Vitalino, não deixando de mencionar no Barroco Brasileiro, o mestre Aleijadinho e outros.
No Renascimento: Michelangelo, Leonardo da Vinci, Cellini, Giovanni Bologna, Bernini, Falconet, Canova, Schadow e outros.
No séc XIX e XX: Rodin, Brancusi, Jean Arp, Bárbara Hepwordth, Matisse, Maillol, Wotruba, Henry Moore, etc.
A arte desses mestres é algo apaixonante e não tenho dúvidas em dizer de alguma maneira, todos eles me influenciaram. Essa pesquisa foi necessária, para que pudesse me situar e achar o meu caminho como artista, pois não sei fazer outra coisa.”

Como você desenvolve a sua obra?

“Minha obra surge das observações e pesquisas da natureza, formação das rochas, animais, pessoas, etc... Tenho como hobby, fotografar tudo que me chama a minha atenção. O tempo de criação e execução de uma obra é como uma gestação bem cuidada com muito carinho e dedicação”.

Crítica - Mario Chamie

"​A escultura de Franklin é despojada e elegante, uma síntese perfeita entre a imagem do objeto e sua coerente unidade. Sua opção artística transcende seu trabalho para refletir sua própria vida – homem e artista em total sintonia.

A escultura em geral e a escultura brasileira em particular sofreram, nas duas últimas décadas, uma espécie de retratação de prestígio. Essa retratação não ocorreu em conseqüência de sua eventual perda de significado e atualidade artística. Talvez tenha ocorrido em função das próprias transformações internas que atingiram a escultura, depois das revoluções da primeira metade deste século. Essas transformações não foram apenas as do material de trabalho escultórico, mas, sobretudo das concepções de massa e volume, forma e movimento, espaço e uso aplicadas sobre ele.

Nesse sentido, ficamos perplexos diante do abismo que separa “peso” de Henry Moore a leveza de Calder; ou a da leveza de Calder a monumentalidade provisória de Christo, que “empacota” edifícios, pontes e montanhas.

Em termos mais nossos, ficamos também perplexos em verificar que, depois do surto modernismo com Brecheret, Bruno Giorgi e outros, nos diversificamos entre abstrações racionalistas e retornos a mitos folclóricos e estilizados, indo da limpeza metálica de Franz Weissmann à beleza densa e primitiva de Stockinger.

A aparente retratação no mercado de arte da escultura talvez tenha, portanto, decorrido do excesso de mudanças e caminhos.

Hoje, diante da diversidade mais ou menos adversa, o que parece contar mais é à contribuição pessoal do artista que não se perde no emaranhado da busca, e que ao mesmo tempo sabe se encontrar simplicidade clarividente de suas soluções.

Um artista a quem desde já somos devedores, pela humildade quase anônima de seu trabalho e pela eloqüência original de seus resultados, é o escultor Álvaro Franklin da Silveira.

No panorama da mais nova escultura brasileira, a sua contribuição – que não pode e nem deve ser continuar da obscuridade – se impõe sem alarde e com a segurança de quem conhece a linguagem que constrói.

A linguagem de Franklin não é dissociada do mundo sensível e das suas correspondências plásticas e simbólicas. A fidelidade de Franklin a esse mundo o leva a contemplação e ao domínio objetivo de suas linhas, superfícies e inter-relações internas. A prova maior disso está em que, antes de fazer uma peça, Franklin fotografa e documenta o seu paralelo e “similar” do mundo exterior e natural.

Depois, estuda o documento e a foto, analisando as suas possíveis analogias de movimento e espaço. Essas analogias é que vão lhe inspirar a criação de um protótipo sobre o qual irá elaborar e produzir sua escultura.

A obra deste artista surpreendente é assim, composta de objetos e de relações entre objetos, como se fossem seres vivos de uma segunda natureza. Uma natureza, diga-se aqui, rica, viva e cheias de descobertas.

A escultura brasileira tem, pois, em Franklin um artista que, através do granito, do mármore, do ônix ou da madeira, testifica a sua força e a esperada restauração do seu abalado prestígio."

Fonte: Site Oficial Escultor Franklin, consultado pela última vez em 20d e maio de 2020.

Crédito fotográfico: Instagram @escultorfranklin, publicado em 18 de maio de 2019.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

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