Cadastre-se e tenha a melhor experiência em leilões 🎉🥳

Armando Vianna

Armando Martins Vianna (Rio de Janeiro, RJ, 5 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, RJ, 17 de janeiro de 1991), mais conhecido como Armando Viana, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Foi membro do Conselho Nacional de Belas Artes na 40ª Exposição Geral de Belas Artes, ganhou muitos prêmios ao longo de sua vida, inclusive a Medalha de Honra do Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. Foi também o responsável por pintar o retrato do Presidente Getúlio Vargas, trabalhou na decoração do Palácio do Catete, no Palácio da Guerra e nas igrejas de São Jorge e Nossa Senhora do Rosário, deixando o seu talento no registro da história do Rio de Janeiro. Hoje, suas obras circulam entre leilões, colecionadores e exposições no Brasil e no mundo.

Biografia - Sala de Arte

Nascido perto do atual Largo do Estácio, no Rio de Janeiro, era filho de Francisco Roberto Martins Vianna, português, e de Leopoldina Carolina da Fonseca, filha de escrava alforriada.

Aos treze anos começa a trabalhar na oficina de pintura do pai, limpando ferramentas e iniciando-se na pintura de placas comerciais, charretes e carrocinhas de leite.

Em 1911 matriculou-se no Liceu de Artes e Ofícios, Largo da Carioca. Ali recebe a influência, o estímulo e a orientação do professor Eurico Moreira Alves, seu primeiro mestre de desenho.

Seu primeiro trabalho artístico é datado de 1913, uma ‘natureza morta’ mostrando uma composição de frutas tropicais sobre a mesa. Em 1921, já como aluno da Escola Nacional de Belas Artes, participa pela primeira vez do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) com um quadro de paisagem mostrando uma barreira que dava para o Morro de São Carlos.

Decidido a ganhar o prêmio de viagem à Europa, envia quatro trabalhos para o SNBA, em 1926. A perseguida conquista acontece com a tela Primavera em Flor, hoje pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes.

Um ano marcante em sua vida foi 1927, quando realizou a primeira exposição individual no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Já em 1928 participa do Salão da Sociedade de Belas Artes de Lisboa com uma composição figurativa na paisagem portuguesa e ganha a medalha de ouro.

No mesmo ano realiza uma exposição individual em Lisboa. Viaja para a Espanha e França, onde se matricula na Academie de La Grande Chaumière, para aprimorar-se em desenho e modelo vivo.

Um dos quadros que fizera em Paris é adquirido pelo International Art Center of Roerich Museum, de Nova Iorque.

Na primeira metade da década de 30 faz trabalhos importantes, como a decoração do salão nobre do Palácio do Catete e o retrato oficial do Presidente Getúlio Vargas.

Outro ponto relevante em sua vida acontece em 1940 quando ganha o concurso promovido pela Comissão Organizadora das Comemorações dos Centenários de Portugal.

Neste momento executa para o pavilhão do Brasil, em Lisboa, quatro painéis contando a história das invasões e da expulsão dos franceses do Rio de Janeiro. As obras hoje pertencem ao Museu Histórico Nacional.

Em 1945 é eleito membro do júri do SNBA.

A partir de 1949 passa a lecionar no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde permanece por 20 anos ininterruptos no exercício do magistério. Nos anos seguintes, ganha muitos prêmios, a Medalha de Honra e realiza inúmeros trabalhos e exposições.

Ao completar 86 anos de idade, em 1983, acontece uma retrospectiva de 70 anos de pintura (1913-1983) organizada por Walton Ferreira Leite Júnior. Na ocasião é lançado o álbum "Armando Vianna – 70 anos de Pintura".

A parceria entre Armando Vianna e Walton Ferreira Leite Júnior se repetiria em 1985 com a dupla exposição realizada na Way Galeria de Arte, no Rio de Janeiro. Ainda em 1985 recebe do então presidente José Sarney um diploma de homenagem e agradecimento, em nome do povo brasileiro pela grande contribuição prestada ao longo de toda a vida.

Armando Vianna nunca se deixou corromper pelos atrativos econômicos do Modernismo que era, sobretudo, influenciado pelas escolas europeias. Embora tenha experimentado o impressionismo, pontilhismo, geométrico e cubismo dedicou-se por convicção absoluta ao academismo.

Suas obras históricas, religiosas e alegóricas espalham-se por diferentes museus brasileiros.

Cronologia

  • Pintor, desenhista e aquarelista

  • s.d. - Executa decorações para o teto do Salão Nobre do Palácio do Catete e para as igrejas de São Jorge e de Nossa Senhora do Rosário no Rio de Janeiro

  • 1909 - Começa a trabalhar na oficina de pintura do pai, onde pinta placas comerciais, charretes e carrocinhas de leite

  • 1919 - Inicia sua formação artística com Eurico Alves e Stefano Cavalaro no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e com Rodolfo Amoêdo e Rodolfo Chambelland como aluno livre da antiga Escola Nacional de Belas Artes

  • 1923 - Recebe o título de membro da Sociedade Propagadora das Belas Artes, conferido pelo Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro

  • 1927 - Embarca com a esposa e a filha, em viagem por Lisboa, Porto, Madri e Paris onde instala residência e ateliê em Montparnasse

  • 1928 - Matricula-se como aluno livre na Academie de La Grand Chaumiére em Paris, França

  • 1929 - Regressa ao Brasil desembarcando no Rio de Janeiro

  • 1931 - Vence o concurso público para a decoração do Salão de Honra do Quartel da Polícia Militar, onde executa dois painéis

  • 1933 - Membro do Conselho Nacional de Belas Artes na 40ª Exposição Geral de Belas Artes

  • 1933 - Executa, juntamente com Euclydes Fonseca e João Azevedo, a decoração oficial da cidade do Rio de Janeiro para recepcionar o presidente da Argentina, o general Augustin Justo

  • 1933 - Vence o concurso para executar a decoração do Salão Nobre do Palácio do Catete (hoje Museu da República)

  • 1933 - É convidado a pintar o retrato oficial do presidente Getúlio Vargas

  • 1934 - Passa a lecionar desenho e pintura em seu ateliê

  • 1936 - Executa a decoração da cidade do Rio de Janeiro para o carnaval

  • 1938 - É homenageado pelo poeta Catulo da Paixão Cearense com o poema-elegia publicado no livro Um Boêmio no Céu

  • 1939 - Recebe medalha de prata no Salão Nacional de Belas Artes

  • 1940 - Executa, para o Pavilhão do Brasil nas Comemorações dos Centenários de Portugal, em Lisboa, quatro painéis retratando o história da expulsão dos franceses do Rio de Janeiro

  • 1940 - Vence o concurso de vitrais para o teto do Salão Nobre do Palácio da Guerra

  • 1941 - Ingressa na Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos

  • 1952 - Frequenta o curso de André Lhote no Rio de Janeiro

  • 1960 - Recebe a medalha do pacificador pelos vitrais do Salão Nobre do Palácio da Guerra

  • 1968 - Recebe a grande medalha de honra da Academia Brasileira de Belas Artes

  • 1983 - Lançamento do álbum Armando Vianna - 70 anos de pinturas, de Sergio Jardim de Carvalho, Gilza Maria Klüppel de Carvalho e Walton Ferreira Leite Júnior

  • 1985 – Dupla exposição na Way Galeria de Arte, Rio de Janeiro, tendo como associado Walton Ferreira Leite Júnior decidido a resgatar, a qualquer preço, perante a contemporaneidade, a imagem inconfundível e a obra incontestável do grande mestre da pintura brasileira

  • 1985 – Na abertura do 8º Salão de Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe do Presidente da República um Diploma de homenagem e agradecimento, em nome do povo brasileiro, pela grande contribuição prestada, ao longo de toda a vida à nossa arte

  • 1987 – Exposição A Alegria dos 90 anos na Way Galeria de Arte, Rio de Janeiro

  • 1988 – Lançamento do livro Armando Vianna, Sua Vida, Sua Obra, com texto do professor José Maria Carneiro

  • 1997 – Grande exposição póstuma na Galeria Belas Artes, Rio de Janeiro, comemorativa do centenário, organizada por José Maria Carneiro

  • 2012 – Inauguração do Museu Armando Vianna, Fazenda São Francisco, São José do Barreiro, SP

Fonte: Sala de Arte – Armando Martins Vianna. Consultado pela última vez em 2 de fevereiro de 2022.


---

Biografia - Wikipédia

Fez seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes, onde teve como professores Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland, e no Liceu de Artes e Ofícios sob orientação dos professores Eurico Alves e Stefano Cavalaro.


Realizou obras a óleo e aquarela, praticando uma pintura tradicional e realista, calcado no desenho e no colorido fiel. Paisagens, nus, flores e pintura religiosa constituem a parte preponderante de sua produção.

Realizou decorações no Palácio do Catete e no Palácio da Guerra, e nas igrejas de São Jorge e de Nossa Senhora do Rosário, no Rio de Janeiro.

Pintor eclético, no decorrer de sua longa carreira acabou por evoluir do academicismo ao impressionismo, com algumas incursões pelo modernismo cubista.

Amigo de Sílvio Pinto e José Pancetti, professor de um sem número de artistas hoje consagrados, faleceu aos 94 anos ainda trabalhando.

Um livro da Editora Pinakotheke foi publicado contendo dados referentes à sua vida e obra.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 2 de fevereiro de 2022.

---

Biografia – Por Edilma Rocha

O artista que na infância rabiscava todos os papéis que encontrava em branco nos cadernos da escola, dando vida com lápis colorido aos desenhos criados por sua intuição prodigiosa, se tornou ao longo dos anos um nome respeitado.

Armando Martins Viana nasceu na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1897. Começou os seus estudos no Liceu Artes e Ofícios, antiga escola, sob a orientação dos professores Eurico Alves e Stéfano Cavalaro. Realizou obras à óleo e aquarelas, praticando uma pintura tradicional e realista com o seu desenho e colorido fiéis.

Pintou paisagens, nus artísticos, flores, marinhas, figuras e arte Sacra. Cumpriu todas as etapas de uma grande escola de artes, passando por todos os temas necessários para a escolha de um estilo próprio.

Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes e foi pupilo de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland, nomes importantes na orientação do artista no Rio de Janeiro.

Todos os que tiveram a oportunidade de passar pelas mãos dos grandes mestres, levaram no seu currículo, a honra merecida. Trabalhou na decoração do Palácio do Catete, no Palácio da Guerra e nas igrejas de São Jorge e Nossa Senhora do Rosário, deixando o seu talento no registro da história do Rio de Janeiro.

Um pintor eclético, no decorrer da sua carreira evoluiu para o academismo e impressionismo, com incursões pelo modernismo cubista. Foi um grande amigo de José Pancetti na inovação do seu trabalho. Sua obra-prima, "LIMPA METAIS", de 1923, encontra-se no Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora.

Pintou os nossos escravos, dando um significativo registro para a história do Brasil junto a colega Tarsila do Amaral.

O nosso Museu de Arte Vicente Leite, no Crato, possui um trabalho desta época, intitulado, "Prêto Velho", datado de 1921. Vale a pena conferir.

O nosso idealizador e fundador Bruno Pedrosa conseguiu de suas próprias mãos este trabalho para o acervo em doação, na década de 70, no Rio de Janeiro.

Existe hoje no mercado da arte brasileira um número de obras do artista em diversas fases circulando nos leilões, principalmente em São Paulo, para o deleite dos colecionadores.

Aos 94 anos, ainda produzindo, faleceu no Rio de Janeiro, Armando Martins Vianna, um grande nome da pintura brasileira.

Fonte: Artes Visuais Cariri – "Um pintor chamado Armando Vianna", escrito por Edilma Rocha, em 26 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de fevereiro de 2022.

---

Exposições

08.1918 - 25ª Exposição Geral de Belas Artes

1921 - 28ª Exposição Geral de Belas Artes

21.11.1922 - 23ª Exposição Geral de Belas Artes

1923 - 30ª Exposição Geral de Belas Artes

1924 - 31ª Exposição Geral de Belas Artes

12.08.1925 - 32ª Exposição Geral de Belas Artes

1926 - 33ª Exposição Geral de Belas Artes

12.08.1927 - 34ª Exposição Geral de Belas Artes

1929 - 36ª Exposição Geral de Belas Artes

1930 - 37ª Exposição Geral de Belas Artes

12.08.1933 - 39ª Exposição Geral de Belas Artes

1937 - 5º Salão Paulista de Belas Artes

1939 - 6º Salão Paulista de Belas Artes

11.1940 - 2º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

17.12.1940 - 7º Salão Paulista de Belas Artes

1942 - 8º Salão Paulista de Belas Artes

19.04.1945 - 11º Salão Paulista de Belas Artes

16.01.1947 - 13º Salão Paulista de Belas Artes

20.08.1948 - 14º Salão Paulista de Belas Artes

14.10.1949 - 15º Salão Paulista de Belas Artes

19.04.1951 - 16º Salão Paulista de Belas Artes

08.08.1952 - 17º Salão Paulista de Belas Artes

14.10.1953 - 18º Salão Paulista de Belas Artes

12.09.1967 - 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira

27.11.1990 - Frutas, Flores e Cores

1991 - Chico e os Bichos

29.06.2011 - Labirintos da Iconografia


Fonte: ARMANDO Vianna. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 02 de fevereiro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Armando Martins Vianna (Rio de Janeiro, RJ, 5 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, RJ, 17 de janeiro de 1991), mais conhecido como Armando Viana, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Foi membro do Conselho Nacional de Belas Artes na 40ª Exposição Geral de Belas Artes, ganhou muitos prêmios ao longo de sua vida, inclusive a Medalha de Honra do Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. Foi também o responsável por pintar o retrato do Presidente Getúlio Vargas, trabalhou na decoração do Palácio do Catete, no Palácio da Guerra e nas igrejas de São Jorge e Nossa Senhora do Rosário, deixando o seu talento no registro da história do Rio de Janeiro. Hoje, suas obras circulam entre leilões, colecionadores e exposições no Brasil e no mundo.

Armando Vianna

Armando Martins Vianna (Rio de Janeiro, RJ, 5 de abril de 1897 — Rio de Janeiro, RJ, 17 de janeiro de 1991), mais conhecido como Armando Viana, foi um pintor, desenhista e professor brasileiro. Foi membro do Conselho Nacional de Belas Artes na 40ª Exposição Geral de Belas Artes, ganhou muitos prêmios ao longo de sua vida, inclusive a Medalha de Honra do Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro. Foi também o responsável por pintar o retrato do Presidente Getúlio Vargas, trabalhou na decoração do Palácio do Catete, no Palácio da Guerra e nas igrejas de São Jorge e Nossa Senhora do Rosário, deixando o seu talento no registro da história do Rio de Janeiro. Hoje, suas obras circulam entre leilões, colecionadores e exposições no Brasil e no mundo.

Videos

Grandes Artistas Brasileiros | 2021

Biografia - Sala de Arte

Nascido perto do atual Largo do Estácio, no Rio de Janeiro, era filho de Francisco Roberto Martins Vianna, português, e de Leopoldina Carolina da Fonseca, filha de escrava alforriada.

Aos treze anos começa a trabalhar na oficina de pintura do pai, limpando ferramentas e iniciando-se na pintura de placas comerciais, charretes e carrocinhas de leite.

Em 1911 matriculou-se no Liceu de Artes e Ofícios, Largo da Carioca. Ali recebe a influência, o estímulo e a orientação do professor Eurico Moreira Alves, seu primeiro mestre de desenho.

Seu primeiro trabalho artístico é datado de 1913, uma ‘natureza morta’ mostrando uma composição de frutas tropicais sobre a mesa. Em 1921, já como aluno da Escola Nacional de Belas Artes, participa pela primeira vez do Salão Nacional de Belas Artes (SNBA) com um quadro de paisagem mostrando uma barreira que dava para o Morro de São Carlos.

Decidido a ganhar o prêmio de viagem à Europa, envia quatro trabalhos para o SNBA, em 1926. A perseguida conquista acontece com a tela Primavera em Flor, hoje pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes.

Um ano marcante em sua vida foi 1927, quando realizou a primeira exposição individual no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Já em 1928 participa do Salão da Sociedade de Belas Artes de Lisboa com uma composição figurativa na paisagem portuguesa e ganha a medalha de ouro.

No mesmo ano realiza uma exposição individual em Lisboa. Viaja para a Espanha e França, onde se matricula na Academie de La Grande Chaumière, para aprimorar-se em desenho e modelo vivo.

Um dos quadros que fizera em Paris é adquirido pelo International Art Center of Roerich Museum, de Nova Iorque.

Na primeira metade da década de 30 faz trabalhos importantes, como a decoração do salão nobre do Palácio do Catete e o retrato oficial do Presidente Getúlio Vargas.

Outro ponto relevante em sua vida acontece em 1940 quando ganha o concurso promovido pela Comissão Organizadora das Comemorações dos Centenários de Portugal.

Neste momento executa para o pavilhão do Brasil, em Lisboa, quatro painéis contando a história das invasões e da expulsão dos franceses do Rio de Janeiro. As obras hoje pertencem ao Museu Histórico Nacional.

Em 1945 é eleito membro do júri do SNBA.

A partir de 1949 passa a lecionar no Instituto de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde permanece por 20 anos ininterruptos no exercício do magistério. Nos anos seguintes, ganha muitos prêmios, a Medalha de Honra e realiza inúmeros trabalhos e exposições.

Ao completar 86 anos de idade, em 1983, acontece uma retrospectiva de 70 anos de pintura (1913-1983) organizada por Walton Ferreira Leite Júnior. Na ocasião é lançado o álbum "Armando Vianna – 70 anos de Pintura".

A parceria entre Armando Vianna e Walton Ferreira Leite Júnior se repetiria em 1985 com a dupla exposição realizada na Way Galeria de Arte, no Rio de Janeiro. Ainda em 1985 recebe do então presidente José Sarney um diploma de homenagem e agradecimento, em nome do povo brasileiro pela grande contribuição prestada ao longo de toda a vida.

Armando Vianna nunca se deixou corromper pelos atrativos econômicos do Modernismo que era, sobretudo, influenciado pelas escolas europeias. Embora tenha experimentado o impressionismo, pontilhismo, geométrico e cubismo dedicou-se por convicção absoluta ao academismo.

Suas obras históricas, religiosas e alegóricas espalham-se por diferentes museus brasileiros.

Cronologia

  • Pintor, desenhista e aquarelista

  • s.d. - Executa decorações para o teto do Salão Nobre do Palácio do Catete e para as igrejas de São Jorge e de Nossa Senhora do Rosário no Rio de Janeiro

  • 1909 - Começa a trabalhar na oficina de pintura do pai, onde pinta placas comerciais, charretes e carrocinhas de leite

  • 1919 - Inicia sua formação artística com Eurico Alves e Stefano Cavalaro no Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro e com Rodolfo Amoêdo e Rodolfo Chambelland como aluno livre da antiga Escola Nacional de Belas Artes

  • 1923 - Recebe o título de membro da Sociedade Propagadora das Belas Artes, conferido pelo Liceu de Artes e Ofícios do Rio de Janeiro

  • 1927 - Embarca com a esposa e a filha, em viagem por Lisboa, Porto, Madri e Paris onde instala residência e ateliê em Montparnasse

  • 1928 - Matricula-se como aluno livre na Academie de La Grand Chaumiére em Paris, França

  • 1929 - Regressa ao Brasil desembarcando no Rio de Janeiro

  • 1931 - Vence o concurso público para a decoração do Salão de Honra do Quartel da Polícia Militar, onde executa dois painéis

  • 1933 - Membro do Conselho Nacional de Belas Artes na 40ª Exposição Geral de Belas Artes

  • 1933 - Executa, juntamente com Euclydes Fonseca e João Azevedo, a decoração oficial da cidade do Rio de Janeiro para recepcionar o presidente da Argentina, o general Augustin Justo

  • 1933 - Vence o concurso para executar a decoração do Salão Nobre do Palácio do Catete (hoje Museu da República)

  • 1933 - É convidado a pintar o retrato oficial do presidente Getúlio Vargas

  • 1934 - Passa a lecionar desenho e pintura em seu ateliê

  • 1936 - Executa a decoração da cidade do Rio de Janeiro para o carnaval

  • 1938 - É homenageado pelo poeta Catulo da Paixão Cearense com o poema-elegia publicado no livro Um Boêmio no Céu

  • 1939 - Recebe medalha de prata no Salão Nacional de Belas Artes

  • 1940 - Executa, para o Pavilhão do Brasil nas Comemorações dos Centenários de Portugal, em Lisboa, quatro painéis retratando o história da expulsão dos franceses do Rio de Janeiro

  • 1940 - Vence o concurso de vitrais para o teto do Salão Nobre do Palácio da Guerra

  • 1941 - Ingressa na Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e São Benedito dos Homens Pretos

  • 1952 - Frequenta o curso de André Lhote no Rio de Janeiro

  • 1960 - Recebe a medalha do pacificador pelos vitrais do Salão Nobre do Palácio da Guerra

  • 1968 - Recebe a grande medalha de honra da Academia Brasileira de Belas Artes

  • 1983 - Lançamento do álbum Armando Vianna - 70 anos de pinturas, de Sergio Jardim de Carvalho, Gilza Maria Klüppel de Carvalho e Walton Ferreira Leite Júnior

  • 1985 – Dupla exposição na Way Galeria de Arte, Rio de Janeiro, tendo como associado Walton Ferreira Leite Júnior decidido a resgatar, a qualquer preço, perante a contemporaneidade, a imagem inconfundível e a obra incontestável do grande mestre da pintura brasileira

  • 1985 – Na abertura do 8º Salão de Artes Plásticas no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro recebe do Presidente da República um Diploma de homenagem e agradecimento, em nome do povo brasileiro, pela grande contribuição prestada, ao longo de toda a vida à nossa arte

  • 1987 – Exposição A Alegria dos 90 anos na Way Galeria de Arte, Rio de Janeiro

  • 1988 – Lançamento do livro Armando Vianna, Sua Vida, Sua Obra, com texto do professor José Maria Carneiro

  • 1997 – Grande exposição póstuma na Galeria Belas Artes, Rio de Janeiro, comemorativa do centenário, organizada por José Maria Carneiro

  • 2012 – Inauguração do Museu Armando Vianna, Fazenda São Francisco, São José do Barreiro, SP

Fonte: Sala de Arte – Armando Martins Vianna. Consultado pela última vez em 2 de fevereiro de 2022.


---

Biografia - Wikipédia

Fez seus estudos na Escola Nacional de Belas Artes, onde teve como professores Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland, e no Liceu de Artes e Ofícios sob orientação dos professores Eurico Alves e Stefano Cavalaro.


Realizou obras a óleo e aquarela, praticando uma pintura tradicional e realista, calcado no desenho e no colorido fiel. Paisagens, nus, flores e pintura religiosa constituem a parte preponderante de sua produção.

Realizou decorações no Palácio do Catete e no Palácio da Guerra, e nas igrejas de São Jorge e de Nossa Senhora do Rosário, no Rio de Janeiro.

Pintor eclético, no decorrer de sua longa carreira acabou por evoluir do academicismo ao impressionismo, com algumas incursões pelo modernismo cubista.

Amigo de Sílvio Pinto e José Pancetti, professor de um sem número de artistas hoje consagrados, faleceu aos 94 anos ainda trabalhando.

Um livro da Editora Pinakotheke foi publicado contendo dados referentes à sua vida e obra.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 2 de fevereiro de 2022.

---

Biografia – Por Edilma Rocha

O artista que na infância rabiscava todos os papéis que encontrava em branco nos cadernos da escola, dando vida com lápis colorido aos desenhos criados por sua intuição prodigiosa, se tornou ao longo dos anos um nome respeitado.

Armando Martins Viana nasceu na cidade do Rio de Janeiro no ano de 1897. Começou os seus estudos no Liceu Artes e Ofícios, antiga escola, sob a orientação dos professores Eurico Alves e Stéfano Cavalaro. Realizou obras à óleo e aquarelas, praticando uma pintura tradicional e realista com o seu desenho e colorido fiéis.

Pintou paisagens, nus artísticos, flores, marinhas, figuras e arte Sacra. Cumpriu todas as etapas de uma grande escola de artes, passando por todos os temas necessários para a escolha de um estilo próprio.

Ingressou na Escola Nacional de Belas Artes e foi pupilo de Rodolfo Amoedo e Rodolfo Chambelland, nomes importantes na orientação do artista no Rio de Janeiro.

Todos os que tiveram a oportunidade de passar pelas mãos dos grandes mestres, levaram no seu currículo, a honra merecida. Trabalhou na decoração do Palácio do Catete, no Palácio da Guerra e nas igrejas de São Jorge e Nossa Senhora do Rosário, deixando o seu talento no registro da história do Rio de Janeiro.

Um pintor eclético, no decorrer da sua carreira evoluiu para o academismo e impressionismo, com incursões pelo modernismo cubista. Foi um grande amigo de José Pancetti na inovação do seu trabalho. Sua obra-prima, "LIMPA METAIS", de 1923, encontra-se no Museu Mariano Procópio, Juiz de Fora.

Pintou os nossos escravos, dando um significativo registro para a história do Brasil junto a colega Tarsila do Amaral.

O nosso Museu de Arte Vicente Leite, no Crato, possui um trabalho desta época, intitulado, "Prêto Velho", datado de 1921. Vale a pena conferir.

O nosso idealizador e fundador Bruno Pedrosa conseguiu de suas próprias mãos este trabalho para o acervo em doação, na década de 70, no Rio de Janeiro.

Existe hoje no mercado da arte brasileira um número de obras do artista em diversas fases circulando nos leilões, principalmente em São Paulo, para o deleite dos colecionadores.

Aos 94 anos, ainda produzindo, faleceu no Rio de Janeiro, Armando Martins Vianna, um grande nome da pintura brasileira.

Fonte: Artes Visuais Cariri – "Um pintor chamado Armando Vianna", escrito por Edilma Rocha, em 26 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de fevereiro de 2022.

---

Exposições

08.1918 - 25ª Exposição Geral de Belas Artes

1921 - 28ª Exposição Geral de Belas Artes

21.11.1922 - 23ª Exposição Geral de Belas Artes

1923 - 30ª Exposição Geral de Belas Artes

1924 - 31ª Exposição Geral de Belas Artes

12.08.1925 - 32ª Exposição Geral de Belas Artes

1926 - 33ª Exposição Geral de Belas Artes

12.08.1927 - 34ª Exposição Geral de Belas Artes

1929 - 36ª Exposição Geral de Belas Artes

1930 - 37ª Exposição Geral de Belas Artes

12.08.1933 - 39ª Exposição Geral de Belas Artes

1937 - 5º Salão Paulista de Belas Artes

1939 - 6º Salão Paulista de Belas Artes

11.1940 - 2º Salão do Instituto de Belas Artes do Rio Grande do Sul

17.12.1940 - 7º Salão Paulista de Belas Artes

1942 - 8º Salão Paulista de Belas Artes

19.04.1945 - 11º Salão Paulista de Belas Artes

16.01.1947 - 13º Salão Paulista de Belas Artes

20.08.1948 - 14º Salão Paulista de Belas Artes

14.10.1949 - 15º Salão Paulista de Belas Artes

19.04.1951 - 16º Salão Paulista de Belas Artes

08.08.1952 - 17º Salão Paulista de Belas Artes

14.10.1953 - 18º Salão Paulista de Belas Artes

12.09.1967 - 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira

27.11.1990 - Frutas, Flores e Cores

1991 - Chico e os Bichos

29.06.2011 - Labirintos da Iconografia


Fonte: ARMANDO Vianna. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 02 de fevereiro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

Olá, boa noite!

Prepare-se para a melhor experiência em leilões, estamos chegando! 🎉 Por conta da pandemia que estamos enfrentando (Covid-19), optamos por adiar o lançamento oficial para 2023, mas, não resistimos e já liberamos uma prévia! Qualquer dúvida ou sugestão, fale conosco em ola@arrematearte.com.br, seu feedback é muito importante. Caso queira receber nossas novidades, registre-se abaixo. Obrigado e bons lances! ✌️