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Dionísio del Santo

Dionísio del Santo (Colatina, ES, 21 de janeiro de 1925 - Vitória, ES, 20 de janeiro de 1999), conhecido como Del Santo, foi um pintor, desenhista, gravador e serígrafo brasileiro.

Biografia

Dionísio del Santo nasceu e morreu no Espírito Santo, mas foi no Rio de Janeiro que se firmou como artista. Estudou no Seminário São Francisco de Assis, em Santa Teresa (ES), de 1932 a 1939. Depois disso, na década de 40, começou a desenvolver sua própria estética veisual, através do desenho. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, em 1946, por sua vez, passou à pintura. Foi aluno da Associação Brasileira de Desenho (ABD), onde frequentou as aulas de modelo vivo e teoria das cores. Isso lhe deu base para atuar na publicidade e nas artes gráficas. Mais tarde, em 1952, voltou seu trabalho para xilogravura e serigrafia. Foi com essas técnicas que mais se destacou. No fim da década até a metade dos anos 60, se aproximou do movimento concretista. De modo geral, suas obras passeiam entre a geometria e a figuração. A primeira mostra individual veio tempos depois, em 1965, na Galeria Relevo (RJ). Outras se seguiram no próprio Rio de Janeiro, em Brasília e em São Paulo. Dentre as mais marcantes, estão a retrospectiva de 1973, no Museu de Arte Moderna do Rio, no Paço Imperial (RJ), em 1989, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1990.

Depois da fase concertista, já na segunda metade da década de 60, del Santo explora a arte abstrata, também valendo-se da serigrafia. Desta época, se destaca a série "Cordéis", parte de suas investigações sobre a arte cinética. Por toda a sua produção, ganhou o prêmio de Artes Plásticas do Instituto Brasil-Estados Unidos em 1978.

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Biografia Itaú Cultural

Estuda no Seminário São Francisco de Assis, em Santa Teresa, Espírito Santo, entre 1932 e 1939. No começo da década de 1940, realiza seus primeiros desenhos. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1946, onde começa a pintar. Freqüenta aulas de modelo-vivo e de teoria das cores na Associação Brasileira de Desenho (ABD). Atua em publicidade e artes gráficas.

Em 1952, passa a trabalhar com xilogravura e serigrafia, e nesta técnica possui expressiva produção. Do fim dos anos 1950 até a metade da década seguinte, suas obras se aproximam dos princípios do movimento concreto. No entanto, mantém-se afastado do debate entre concretos e neoconcretos. Entre 1964 e 1966, produz trabalhos a guache, nos quais associa geometria e figura. Realiza sua primeira exposição individual, em 1965, na Galeria Relevo, no Rio de Janeiro.

Desde a metade da década de 1960, dedica-se à arte abstrata, realizando principalmente obras em serigrafia. Em 1967, recebe o prêmio aquisição na 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Na década de 1970, destaca-se em sua produção pictórica a série Cordéis, na qual se nota a influência da arte cinética. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Realiza mostras retrospectivas no Paço Imperial, no Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), entre 1989 e 1990, e no Museu de Arte do Espírito Santo (Maes), em 1998. Mais de 70 obras do artista, entre serigrafias e xilogravuras, integram o acervo do Maes.

Análise

A obra de Dionísio del Santo situa-se entre a geometria e a figuração. No começo da década de 1950, realiza xilogravuras figurativas, que remetem à origem rural do artista. Começa a apresentar mais simplificação formal e o interesse pela geometria em suas pinturas. São dessa fase telas em vermelho, branco e negro, ou apenas em branco, nas quais constrói o espaço pictórico com poucas linhas.

Em serigrafias do fim da década de 1950 e começo da seguinte, cria formas geométricas por meio de linhas que percorrem toda a superfície gravada, explorando a contraposição entre cheio e vazio ou positivo e negativo. Dessas composições puramente lineares, como nota o crítico de arte Reynaldo Roels Jr., começam a aparecer versões diferentes, em que se altera o tratamento das linhas ou o jogo cromático. O artista trabalha por várias vezes as mesmas estruturas formais, diversificando as técnicas utilizadas, como desenho, pintura ou relevo pintado. Em algumas obras realizadas na década de 1970, insere cordas ou cordéis na superfície da composição. Esses trabalhos, que se encontram entre o relevo e a pintura, representam um ponto importante de suas pesquisas ligadas à arte cinética, revelando afinidade com a produção dos artistas venezuelanos Jesús Rafael Soto e Carlos Cruz-Diez.

Sua atividade no campo da serigrafia é tão especial, como nota Roels, que merece um destaque particular em sua trajetória. O artista explora a técnica com grande refinamento e utiliza-a também como um campo experimental para suas produções. Ministra diversos cursos em que incentiva o uso da serigrafia, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Na década de 1990, Del Santo começa a trabalhar com formas mais complexas e uso intenso da cor.

Críticas

"Dionísio Del Santo (...) aproximou-se do Concretismo nos anos 60. Quase à maneira de um puzzle, ele arma mundos fantasiosos valendo-se de formas geométricas distribuídas com precisão no espaço. Fundem-se a elas equilibradas dosagens de cor contrastante. Entretanto foi sobretudo através de um trabalho exaustivo na serigrafia, explorada em suas intrínsecas disponibilidades, que Del Santo tem alcançado repercussão para a sua obra".

Walter Zanini (ZANINI, Walter, org. História geral da arte no Brasil. Apresentação de Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles, Fundação Djalma Guimarães, 1983.)

Exposições Individuais

1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Relevo

1973 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ

1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Bolsa de Arte

1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MNBA

1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie

1987 - São Paulo SP - Retrospectiva, na Galeria Paulo Figueiredo

1988 - Curitiba PR - Individual, na Documenta Galeria de Arte

1989 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva, no Paço Imperial

1990 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAM/SP

1998 - Vitória ES - Retrospectiva - Museu de Arte do Espírito Santo

Exposições Coletivas

1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

1965 - São Paulo SP - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAC/USP

1966 - Rio de Janeiro RJ - Opinião 66, no MAM/RJ

1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - Prêmio Itamarati Aquisição

1968 - Rio de Janeiro RJ - 17º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - Prêmio Isenção de Júri

1972 - Rio de Janeiro RJ - 1º Mostra de Serigrafia, no MMBA

1973 - Belo Horizonte MG - 5º Salão de Arte de Belo Horizonte - Prêmio Aquisição

1977 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Construtivo na Arte, no MAM/RJ

1977 - São Paulo SP - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado

1980 - Rio de Janeiro RJ - Mostra, na Galeria Saramenha

1981 - Belo Horizonte MG - Destaques Hilton de Gravura, no Palácio das Artes

1981 - Brasília DF - Destaques Hilton de Gravura, na ECT Galeria de Arte

1981 - Curitiba PR - Destaques Hilton de Gravura, na Casa da Gravura Solar do Barão

1981 - Florianópolis SC - Destaques Hilton de Gravura, no Museu de Arte de Santa Catarina

1981 - Porto Alegre RS - Destaques Hilton de Gravura, no Margs

1981 - Recife PE - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/PE

1981 - Rio de Janeiro RJ - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/RJ

1981 - Salvador BA - Destaques Hilton de Gravura, no Teatro Castro Alves

1981 - São Paulo SP - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/SP

1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

1984 - Curitiba PR - 6º A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Casa Romário Martins

1984 - Rio de Janeiro RJ - A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet

1984 - Rio de Janeiro RJ - Doações Recentes 82-84, no MNBA

1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras

1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo

1986 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Mostra Christian Dior de Arte Contemporânea: pintura, no Paço Imperial

1986 - Rio de Janeiro RJ - Sete Décadas da Presença Italiana na Arte Brasileira, no Paço Imperial

1988 - Rio de Janeiro RJ - Abstração Geométrica 2, na Funarte. Centro de Artes

1988 - Rio de Janeiro RJ - O Eterno é Efêmero, na Petite Galerie

1989 - Rio de Janeiro RJ - Geometria sem Manifesto, no Gabinete de Arte Cleide Wanderley

1989 - Rio de Janeiro RJ - Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage

1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ

1992 - Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura

1992 - Rio de Janeiro RJ - A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial

1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB

1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba

1993 - Rio de Janeiro RJ - Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi

1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, na Companhia do Metropolitano de São Paulo

1995 - Rio de Janeiro RJ - Imagem Gráfica - Escola de Artes Visuais do Parque Lage

1995 - Rio de Janeiro RJ - Imagem Gráfica - Galeria Cândido Portinari

1996 - Petrópolis RJ - 1º Salão Sesc de Gravura. Dionísio Del Santo, no Sesc

1996 - Rio de Janeiro RJ - 4 mestres da gravura brasileira - Sesc Copacabana

1997 - Barra Mansa RJ - Traços Contemporâneos: homenagem a gravura brasileira, no Centro Universitário de Barra Mansa

1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal

1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no Museu de Arte Moderna

1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp

1998 - São Paulo SP - O Museu de Arte Moderna de São Paulo - Banco Safra

1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras , na Galeria de Arte do Sesi

1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ

Exposições Póstumas

1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no Mnba

1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal

2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

2002 - Niterói RJ - Coleção Sattamini: modernos e contemporâneos, no MAC/Niterói

2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake

2002 - Niterói RJ - Acervo em Papel, no MAC/Niterói

2003 - Rio de Janeiro RJ - Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

Fonte: DIONÍSIO del Santo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 08 de Abr. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Dionísio del Santo (Colatina, ES, 21 de janeiro de 1925 - Vitória, ES, 20 de janeiro de 1999), conhecido como Del Santo, foi um pintor, desenhista, gravador e serígrafo brasileiro.

Dionísio del Santo

Dionísio del Santo (Colatina, ES, 21 de janeiro de 1925 - Vitória, ES, 20 de janeiro de 1999), conhecido como Del Santo, foi um pintor, desenhista, gravador e serígrafo brasileiro.

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Dionísio del Santo, pintor, desenhista e serígrafo, sobre seu trabalho.

Exposição de Arte Moderna - Dionisio Del Santo

Biografia

Dionísio del Santo nasceu e morreu no Espírito Santo, mas foi no Rio de Janeiro que se firmou como artista. Estudou no Seminário São Francisco de Assis, em Santa Teresa (ES), de 1932 a 1939. Depois disso, na década de 40, começou a desenvolver sua própria estética veisual, através do desenho. Ao se mudar para o Rio de Janeiro, em 1946, por sua vez, passou à pintura. Foi aluno da Associação Brasileira de Desenho (ABD), onde frequentou as aulas de modelo vivo e teoria das cores. Isso lhe deu base para atuar na publicidade e nas artes gráficas. Mais tarde, em 1952, voltou seu trabalho para xilogravura e serigrafia. Foi com essas técnicas que mais se destacou. No fim da década até a metade dos anos 60, se aproximou do movimento concretista. De modo geral, suas obras passeiam entre a geometria e a figuração. A primeira mostra individual veio tempos depois, em 1965, na Galeria Relevo (RJ). Outras se seguiram no próprio Rio de Janeiro, em Brasília e em São Paulo. Dentre as mais marcantes, estão a retrospectiva de 1973, no Museu de Arte Moderna do Rio, no Paço Imperial (RJ), em 1989, e no Museu de Arte Moderna de São Paulo, em 1990.

Depois da fase concertista, já na segunda metade da década de 60, del Santo explora a arte abstrata, também valendo-se da serigrafia. Desta época, se destaca a série "Cordéis", parte de suas investigações sobre a arte cinética. Por toda a sua produção, ganhou o prêmio de Artes Plásticas do Instituto Brasil-Estados Unidos em 1978.

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Biografia Itaú Cultural

Estuda no Seminário São Francisco de Assis, em Santa Teresa, Espírito Santo, entre 1932 e 1939. No começo da década de 1940, realiza seus primeiros desenhos. Transfere-se para o Rio de Janeiro em 1946, onde começa a pintar. Freqüenta aulas de modelo-vivo e de teoria das cores na Associação Brasileira de Desenho (ABD). Atua em publicidade e artes gráficas.

Em 1952, passa a trabalhar com xilogravura e serigrafia, e nesta técnica possui expressiva produção. Do fim dos anos 1950 até a metade da década seguinte, suas obras se aproximam dos princípios do movimento concreto. No entanto, mantém-se afastado do debate entre concretos e neoconcretos. Entre 1964 e 1966, produz trabalhos a guache, nos quais associa geometria e figura. Realiza sua primeira exposição individual, em 1965, na Galeria Relevo, no Rio de Janeiro.

Desde a metade da década de 1960, dedica-se à arte abstrata, realizando principalmente obras em serigrafia. Em 1967, recebe o prêmio aquisição na 9ª Bienal Internacional de São Paulo. Na década de 1970, destaca-se em sua produção pictórica a série Cordéis, na qual se nota a influência da arte cinética. Em 1975, recebe o Prêmio de Melhor Exposição de Gravura do Ano, da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). Realiza mostras retrospectivas no Paço Imperial, no Rio de Janeiro e no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), entre 1989 e 1990, e no Museu de Arte do Espírito Santo (Maes), em 1998. Mais de 70 obras do artista, entre serigrafias e xilogravuras, integram o acervo do Maes.

Análise

A obra de Dionísio del Santo situa-se entre a geometria e a figuração. No começo da década de 1950, realiza xilogravuras figurativas, que remetem à origem rural do artista. Começa a apresentar mais simplificação formal e o interesse pela geometria em suas pinturas. São dessa fase telas em vermelho, branco e negro, ou apenas em branco, nas quais constrói o espaço pictórico com poucas linhas.

Em serigrafias do fim da década de 1950 e começo da seguinte, cria formas geométricas por meio de linhas que percorrem toda a superfície gravada, explorando a contraposição entre cheio e vazio ou positivo e negativo. Dessas composições puramente lineares, como nota o crítico de arte Reynaldo Roels Jr., começam a aparecer versões diferentes, em que se altera o tratamento das linhas ou o jogo cromático. O artista trabalha por várias vezes as mesmas estruturas formais, diversificando as técnicas utilizadas, como desenho, pintura ou relevo pintado. Em algumas obras realizadas na década de 1970, insere cordas ou cordéis na superfície da composição. Esses trabalhos, que se encontram entre o relevo e a pintura, representam um ponto importante de suas pesquisas ligadas à arte cinética, revelando afinidade com a produção dos artistas venezuelanos Jesús Rafael Soto e Carlos Cruz-Diez.

Sua atividade no campo da serigrafia é tão especial, como nota Roels, que merece um destaque particular em sua trajetória. O artista explora a técnica com grande refinamento e utiliza-a também como um campo experimental para suas produções. Ministra diversos cursos em que incentiva o uso da serigrafia, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV/Parque Lage). Na década de 1990, Del Santo começa a trabalhar com formas mais complexas e uso intenso da cor.

Críticas

"Dionísio Del Santo (...) aproximou-se do Concretismo nos anos 60. Quase à maneira de um puzzle, ele arma mundos fantasiosos valendo-se de formas geométricas distribuídas com precisão no espaço. Fundem-se a elas equilibradas dosagens de cor contrastante. Entretanto foi sobretudo através de um trabalho exaustivo na serigrafia, explorada em suas intrínsecas disponibilidades, que Del Santo tem alcançado repercussão para a sua obra".

Walter Zanini (ZANINI, Walter, org. História geral da arte no Brasil. Apresentação de Walther Moreira Salles. São Paulo: Instituto Walther Moreira Salles, Fundação Djalma Guimarães, 1983.)

Exposições Individuais

1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Relevo

1973 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ

1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Bolsa de Arte

1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MNBA

1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galerie

1987 - São Paulo SP - Retrospectiva, na Galeria Paulo Figueiredo

1988 - Curitiba PR - Individual, na Documenta Galeria de Arte

1989 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva, no Paço Imperial

1990 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAM/SP

1998 - Vitória ES - Retrospectiva - Museu de Arte do Espírito Santo

Exposições Coletivas

1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

1965 - São Paulo SP - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAC/USP

1966 - Rio de Janeiro RJ - Opinião 66, no MAM/RJ

1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - Prêmio Itamarati Aquisição

1968 - Rio de Janeiro RJ - 17º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - Prêmio Isenção de Júri

1972 - Rio de Janeiro RJ - 1º Mostra de Serigrafia, no MMBA

1973 - Belo Horizonte MG - 5º Salão de Arte de Belo Horizonte - Prêmio Aquisição

1977 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Construtivo na Arte, no MAM/RJ

1977 - São Paulo SP - Projeto Construtivo Brasileiro na Arte: 1950-1962, na Pinacoteca do Estado

1980 - Rio de Janeiro RJ - Mostra, na Galeria Saramenha

1981 - Belo Horizonte MG - Destaques Hilton de Gravura, no Palácio das Artes

1981 - Brasília DF - Destaques Hilton de Gravura, na ECT Galeria de Arte

1981 - Curitiba PR - Destaques Hilton de Gravura, na Casa da Gravura Solar do Barão

1981 - Florianópolis SC - Destaques Hilton de Gravura, no Museu de Arte de Santa Catarina

1981 - Porto Alegre RS - Destaques Hilton de Gravura, no Margs

1981 - Recife PE - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/PE

1981 - Rio de Janeiro RJ - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/RJ

1981 - Salvador BA - Destaques Hilton de Gravura, no Teatro Castro Alves

1981 - São Paulo SP - Destaques Hilton de Gravura, no MAM/SP

1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

1984 - Curitiba PR - 6º A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Casa Romário Martins

1984 - Rio de Janeiro RJ - A Xilogravura na História da Arte Brasileira, na Funarte. Galeria Sérgio Milliet

1984 - Rio de Janeiro RJ - Doações Recentes 82-84, no MNBA

1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras

1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal de São Paulo

1986 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Mostra Christian Dior de Arte Contemporânea: pintura, no Paço Imperial

1986 - Rio de Janeiro RJ - Sete Décadas da Presença Italiana na Arte Brasileira, no Paço Imperial

1988 - Rio de Janeiro RJ - Abstração Geométrica 2, na Funarte. Centro de Artes

1988 - Rio de Janeiro RJ - O Eterno é Efêmero, na Petite Galerie

1989 - Rio de Janeiro RJ - Geometria sem Manifesto, no Gabinete de Arte Cleide Wanderley

1989 - Rio de Janeiro RJ - Gravura Brasileira: 4 temas, na EAV/Parque Lage

1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ

1992 - Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura

1992 - Rio de Janeiro RJ - A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial

1992 - Rio de Janeiro RJ - Gravura de Arte no Brasil: proposta para um mapeamento, no CCBB

1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba

1993 - Rio de Janeiro RJ - Emblemas do Corpo: o nu na arte moderna brasileira, no CCBB

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Poética da Resistência: aspectos da gravura brasileira, na Galeria de Arte do Sesi

1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, na Companhia do Metropolitano de São Paulo

1995 - Rio de Janeiro RJ - Imagem Gráfica - Escola de Artes Visuais do Parque Lage

1995 - Rio de Janeiro RJ - Imagem Gráfica - Galeria Cândido Portinari

1996 - Petrópolis RJ - 1º Salão Sesc de Gravura. Dionísio Del Santo, no Sesc

1996 - Rio de Janeiro RJ - 4 mestres da gravura brasileira - Sesc Copacabana

1997 - Barra Mansa RJ - Traços Contemporâneos: homenagem a gravura brasileira, no Centro Universitário de Barra Mansa

1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal

1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

1998 - São Paulo SP - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no Museu de Arte Moderna

1998 - São Paulo SP - O Moderno e o Contemporâneo na Arte Brasileira: Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM/RJ, no Masp

1998 - São Paulo SP - O Museu de Arte Moderna de São Paulo - Banco Safra

1998 - São Paulo SP - Os Colecionadores - Guita e José Mindlin: matrizes e gravuras , na Galeria de Arte do Sesi

1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte Construtiva no Brasil: Coleção Adolpho Leirner, no MAM/RJ

Exposições Póstumas

1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no Mnba

1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal

2002 - Rio de Janeiro RJ - Caminhos do Contemporâneo 1952-2002, no Paço Imperial

2002 - Niterói RJ - Coleção Sattamini: modernos e contemporâneos, no MAC/Niterói

2002 - São Paulo SP - Mapa do Agora: arte brasileira recente na Coleção João Sattamini do Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Instituto Tomie Ohtake

2002 - Niterói RJ - Acervo em Papel, no MAC/Niterói

2003 - Rio de Janeiro RJ - Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa

Fonte: DIONÍSIO del Santo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 08 de Abr. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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