Elza Oliveira de Souza (Recife, PE, 1928 — Rio de Janeiro, RJ, 2007), conhecida como Elza O. S., foi uma pintora, bordadeira, estudante de teatro e canto lírico brasileira.
Biografia
Transferiu-se para o Rio de Janeiro com o seu marido, o também pintor Gerson de Souza, em 1946. Exerceu a profissão de bordadeira, mas igualmente estudou teatro, canto lírico e balé aquático do Copacabana Palace. Entre 1962 e 1963, iniciou-se na pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com Ivan Serpa. Começou a expor numa coletiva organizada pela Galeria IBEU, em 1963, e no “Salão Nacional de Arte Moderna”, onde em 1969, conquistaria Isenção de Júri. Individualmente, expôs na Galeria Atualidade, Rio de Janeiro (1964), e em São Paulo, no Clube Hebraica, São Paulo (1966), Galeria USIS (1970), Galeria Astreia,(1975) Galeria Jacques Ardies, (1985) e ainda no Rio de Janeiro na Galeria Jean-Jacques, (1987), e no MIAN, entre outras. Integrou o elenco de importantes coletivas de arte naif, entre as quais “Lirismo Brasileiro”, que percorreu Portugal, Espanha e França, e “Festa de Cores”, inicialmente apresentada no Museu de Arte de São Paulo.
Críticas
“Está no ar esta espécie de talento que me fascina nos naifs, e que faz com que cheguem ao requinte de técnica sem se corromper com imagens coladas ao real. Elza O.S é sábia, para mim o maior pintor ingênuo vivo do Brasil. Eu disse pintor, intencionalmente, pois repudio a distinção sexual num terreno em que importam a qualidade, a invenção, a imaginação, a energia. Elza O.S nós dá uma pintura de prazer, de lírica ressonância, de silenciosa nitidez.”
Walmir Ayala (Crítico de Arte)
"Apesar da espontaneidade do desenho, a pintura de Elza O. S. é elaborada. Inscrita na categoria dos artistas naifes, pertence ao ramo desta surpreendente família artística que aperfeiçoa a técnica, envolvendo figuras traçadas espontaneamente na qualidade refinada da cor na dosagem do detalhismo, num delicado e ingênuo decorativismo. Ela se detém muito tempo em construir o rosto, a expressão dos grandes olhos que fitam (muitas vezes perturbam) o espectador. O resto da ambiência é resolvido com menos tensão, e o resultado é o fascínio sobre a luz facial destas noivas, santos, meninas, palhaços. Elza é mestra em sobrepor véus que atenuam as formas. Ultimamente tem se dedicado a pintar (decorar) as molduras e o faz com paciência e nítida alegria. O biótipo que ela repete obsessivamente identifica o povo de sua família conterrânea".
Pietro Maria Bardi (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas = Brazil through its artists. Tradução de John Stephen Morris, Ida Cecília Raiche de Araújo e Zuleika Santos Andrade. Rio de Janeiro: Nórdica; São Paulo: Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Individuais e coletivas
2004 Arte Naif, Galeria Jacques Ardies, São Paulo | SP
2002 6ª Bienal Naifs do Brasil, SESC, Piracicaba | SP
2002 Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, CCBB, São Paulo | SP
2000 Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento Pavilhão da Bienal, São Paulo | SP – Brasil
1994 2ª Bienal Brasileira de Arte Naif, SESC, Piracicaba | SP
1988 O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs, Paço Imperial, Rio de Janeiro | RJ
1982 Futebol: interpretações, Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro | RJ
1981 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ, Rio de Janeiro | RJ
1979 Individual, Galeria Tempo, Rio de Janeiro | RJ
1979 4ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Fundação Mokiti Okada, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Artes Brasil/Japão, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de Cores, MASP, São Paulo | SP
1975 Individual, Galeria Astréia, São Paulo | SP
1973 Feira Brasil Export, Bruxelas | Bélgica
1972 Individual, Galeria do Banco Ítalo-Belga, Porto Alegre | RS
1972 Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, Galeria da Collectio, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Sobrado, São Paulo | SP
1971 Individual, Zimmer Galerie, Dusseldorf | Alemanha
1971 Individual, Galeria Eucatex, São Paulo | SP
1971 Individual, Salão Negro do Senado Federal, Brasília | DF
1970 Individual, Mini Galeria da Usis, São Paulo | SP
1970 19º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1970 Individual, Galeria Oca, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Casa Holanda, Recife | PE
1969 18º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Galeria do Rosário, Recife | PE
1968 17º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1968 Lirismo Brasileiro, Lisboa | Portugal
1967 Individual, Galeria Giro, Rio de Janeiro | RJ
1967 16º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1967 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira, Londrina | PR
1966 Individual, Galeria Atualidades/Clube Hebraica, São Paulo | SP
1966 15º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1965 14º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1964 13º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
Coleções Institucionais
Museu de Arte Moderna – MAM, Rio de Janeiro | RJ - Brasil
Museu de Arte de São Paulo – MASP, São Paulo | SP - Brasil
Publicações
2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo-Brasil
2000 Mostra do Redescobrimento- Brasil 500 anos | Arte Popular, Takano Editora – Brasil
1998 A Arte Naif no Brasil, Jacques Ardies, Empresa das Artes, São Paulo | SP
1994 Bienal Brasileira de Arte Naif. Abram Szajman, Danilo Santos de Miranda e Jorge Anthonio da Silva, SESC, Piracicaba | SP
1988 Dicionário crítico da pintura no Brasil, José Roberto Teixeira Leite, Artlivre, Rio de Janeiro | RJ
1978 Aspectos da pintura primitiva brasileira = Aspects of Brazilian primitive painting, Flávio de Aquino, Ed. Spala, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de cores, Pietro Maria Bardi, MASP, São Paulo | SP
1969 Dicionário das artes plásticas no Brasil, Roberto Pontual, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro | RJ
Fontes:
ELZA O. S.. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Ardies, consultado pela última vez em 12 de março de 2016.
Crédito fotográfico: Noiva Caipira
Elza Oliveira de Souza (Recife, PE, 1928 — Rio de Janeiro, RJ, 2007), conhecida como Elza O. S., foi uma pintora, bordadeira, estudante de teatro e canto lírico brasileira.
Biografia
Transferiu-se para o Rio de Janeiro com o seu marido, o também pintor Gerson de Souza, em 1946. Exerceu a profissão de bordadeira, mas igualmente estudou teatro, canto lírico e balé aquático do Copacabana Palace. Entre 1962 e 1963, iniciou-se na pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com Ivan Serpa. Começou a expor numa coletiva organizada pela Galeria IBEU, em 1963, e no “Salão Nacional de Arte Moderna”, onde em 1969, conquistaria Isenção de Júri. Individualmente, expôs na Galeria Atualidade, Rio de Janeiro (1964), e em São Paulo, no Clube Hebraica, São Paulo (1966), Galeria USIS (1970), Galeria Astreia,(1975) Galeria Jacques Ardies, (1985) e ainda no Rio de Janeiro na Galeria Jean-Jacques, (1987), e no MIAN, entre outras. Integrou o elenco de importantes coletivas de arte naif, entre as quais “Lirismo Brasileiro”, que percorreu Portugal, Espanha e França, e “Festa de Cores”, inicialmente apresentada no Museu de Arte de São Paulo.
Críticas
“Está no ar esta espécie de talento que me fascina nos naifs, e que faz com que cheguem ao requinte de técnica sem se corromper com imagens coladas ao real. Elza O.S é sábia, para mim o maior pintor ingênuo vivo do Brasil. Eu disse pintor, intencionalmente, pois repudio a distinção sexual num terreno em que importam a qualidade, a invenção, a imaginação, a energia. Elza O.S nós dá uma pintura de prazer, de lírica ressonância, de silenciosa nitidez.”
Walmir Ayala (Crítico de Arte)
"Apesar da espontaneidade do desenho, a pintura de Elza O. S. é elaborada. Inscrita na categoria dos artistas naifes, pertence ao ramo desta surpreendente família artística que aperfeiçoa a técnica, envolvendo figuras traçadas espontaneamente na qualidade refinada da cor na dosagem do detalhismo, num delicado e ingênuo decorativismo. Ela se detém muito tempo em construir o rosto, a expressão dos grandes olhos que fitam (muitas vezes perturbam) o espectador. O resto da ambiência é resolvido com menos tensão, e o resultado é o fascínio sobre a luz facial destas noivas, santos, meninas, palhaços. Elza é mestra em sobrepor véus que atenuam as formas. Ultimamente tem se dedicado a pintar (decorar) as molduras e o faz com paciência e nítida alegria. O biótipo que ela repete obsessivamente identifica o povo de sua família conterrânea".
Pietro Maria Bardi (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas = Brazil through its artists. Tradução de John Stephen Morris, Ida Cecília Raiche de Araújo e Zuleika Santos Andrade. Rio de Janeiro: Nórdica; São Paulo: Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Individuais e coletivas
2004 Arte Naif, Galeria Jacques Ardies, São Paulo | SP
2002 6ª Bienal Naifs do Brasil, SESC, Piracicaba | SP
2002 Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, CCBB, São Paulo | SP
2000 Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento Pavilhão da Bienal, São Paulo | SP – Brasil
1994 2ª Bienal Brasileira de Arte Naif, SESC, Piracicaba | SP
1988 O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs, Paço Imperial, Rio de Janeiro | RJ
1982 Futebol: interpretações, Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro | RJ
1981 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ, Rio de Janeiro | RJ
1979 Individual, Galeria Tempo, Rio de Janeiro | RJ
1979 4ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Fundação Mokiti Okada, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Artes Brasil/Japão, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de Cores, MASP, São Paulo | SP
1975 Individual, Galeria Astréia, São Paulo | SP
1973 Feira Brasil Export, Bruxelas | Bélgica
1972 Individual, Galeria do Banco Ítalo-Belga, Porto Alegre | RS
1972 Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, Galeria da Collectio, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Sobrado, São Paulo | SP
1971 Individual, Zimmer Galerie, Dusseldorf | Alemanha
1971 Individual, Galeria Eucatex, São Paulo | SP
1971 Individual, Salão Negro do Senado Federal, Brasília | DF
1970 Individual, Mini Galeria da Usis, São Paulo | SP
1970 19º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1970 Individual, Galeria Oca, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Casa Holanda, Recife | PE
1969 18º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Galeria do Rosário, Recife | PE
1968 17º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1968 Lirismo Brasileiro, Lisboa | Portugal
1967 Individual, Galeria Giro, Rio de Janeiro | RJ
1967 16º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1967 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira, Londrina | PR
1966 Individual, Galeria Atualidades/Clube Hebraica, São Paulo | SP
1966 15º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1965 14º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1964 13º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
Coleções Institucionais
Museu de Arte Moderna – MAM, Rio de Janeiro | RJ - Brasil
Museu de Arte de São Paulo – MASP, São Paulo | SP - Brasil
Publicações
2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo-Brasil
2000 Mostra do Redescobrimento- Brasil 500 anos | Arte Popular, Takano Editora – Brasil
1998 A Arte Naif no Brasil, Jacques Ardies, Empresa das Artes, São Paulo | SP
1994 Bienal Brasileira de Arte Naif. Abram Szajman, Danilo Santos de Miranda e Jorge Anthonio da Silva, SESC, Piracicaba | SP
1988 Dicionário crítico da pintura no Brasil, José Roberto Teixeira Leite, Artlivre, Rio de Janeiro | RJ
1978 Aspectos da pintura primitiva brasileira = Aspects of Brazilian primitive painting, Flávio de Aquino, Ed. Spala, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de cores, Pietro Maria Bardi, MASP, São Paulo | SP
1969 Dicionário das artes plásticas no Brasil, Roberto Pontual, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro | RJ
Fontes:
ELZA O. S.. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Ardies, consultado pela última vez em 12 de março de 2016.
Crédito fotográfico: Noiva Caipira
Elza Oliveira de Souza (Recife, PE, 1928 — Rio de Janeiro, RJ, 2007), conhecida como Elza O. S., foi uma pintora, bordadeira, estudante de teatro e canto lírico brasileira.
Biografia
Transferiu-se para o Rio de Janeiro com o seu marido, o também pintor Gerson de Souza, em 1946. Exerceu a profissão de bordadeira, mas igualmente estudou teatro, canto lírico e balé aquático do Copacabana Palace. Entre 1962 e 1963, iniciou-se na pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com Ivan Serpa. Começou a expor numa coletiva organizada pela Galeria IBEU, em 1963, e no “Salão Nacional de Arte Moderna”, onde em 1969, conquistaria Isenção de Júri. Individualmente, expôs na Galeria Atualidade, Rio de Janeiro (1964), e em São Paulo, no Clube Hebraica, São Paulo (1966), Galeria USIS (1970), Galeria Astreia,(1975) Galeria Jacques Ardies, (1985) e ainda no Rio de Janeiro na Galeria Jean-Jacques, (1987), e no MIAN, entre outras. Integrou o elenco de importantes coletivas de arte naif, entre as quais “Lirismo Brasileiro”, que percorreu Portugal, Espanha e França, e “Festa de Cores”, inicialmente apresentada no Museu de Arte de São Paulo.
Críticas
“Está no ar esta espécie de talento que me fascina nos naifs, e que faz com que cheguem ao requinte de técnica sem se corromper com imagens coladas ao real. Elza O.S é sábia, para mim o maior pintor ingênuo vivo do Brasil. Eu disse pintor, intencionalmente, pois repudio a distinção sexual num terreno em que importam a qualidade, a invenção, a imaginação, a energia. Elza O.S nós dá uma pintura de prazer, de lírica ressonância, de silenciosa nitidez.”
Walmir Ayala (Crítico de Arte)
"Apesar da espontaneidade do desenho, a pintura de Elza O. S. é elaborada. Inscrita na categoria dos artistas naifes, pertence ao ramo desta surpreendente família artística que aperfeiçoa a técnica, envolvendo figuras traçadas espontaneamente na qualidade refinada da cor na dosagem do detalhismo, num delicado e ingênuo decorativismo. Ela se detém muito tempo em construir o rosto, a expressão dos grandes olhos que fitam (muitas vezes perturbam) o espectador. O resto da ambiência é resolvido com menos tensão, e o resultado é o fascínio sobre a luz facial destas noivas, santos, meninas, palhaços. Elza é mestra em sobrepor véus que atenuam as formas. Ultimamente tem se dedicado a pintar (decorar) as molduras e o faz com paciência e nítida alegria. O biótipo que ela repete obsessivamente identifica o povo de sua família conterrânea".
Pietro Maria Bardi (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas = Brazil through its artists. Tradução de John Stephen Morris, Ida Cecília Raiche de Araújo e Zuleika Santos Andrade. Rio de Janeiro: Nórdica; São Paulo: Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Individuais e coletivas
2004 Arte Naif, Galeria Jacques Ardies, São Paulo | SP
2002 6ª Bienal Naifs do Brasil, SESC, Piracicaba | SP
2002 Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, CCBB, São Paulo | SP
2000 Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento Pavilhão da Bienal, São Paulo | SP – Brasil
1994 2ª Bienal Brasileira de Arte Naif, SESC, Piracicaba | SP
1988 O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs, Paço Imperial, Rio de Janeiro | RJ
1982 Futebol: interpretações, Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro | RJ
1981 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ, Rio de Janeiro | RJ
1979 Individual, Galeria Tempo, Rio de Janeiro | RJ
1979 4ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Fundação Mokiti Okada, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Artes Brasil/Japão, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de Cores, MASP, São Paulo | SP
1975 Individual, Galeria Astréia, São Paulo | SP
1973 Feira Brasil Export, Bruxelas | Bélgica
1972 Individual, Galeria do Banco Ítalo-Belga, Porto Alegre | RS
1972 Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, Galeria da Collectio, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Sobrado, São Paulo | SP
1971 Individual, Zimmer Galerie, Dusseldorf | Alemanha
1971 Individual, Galeria Eucatex, São Paulo | SP
1971 Individual, Salão Negro do Senado Federal, Brasília | DF
1970 Individual, Mini Galeria da Usis, São Paulo | SP
1970 19º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1970 Individual, Galeria Oca, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Casa Holanda, Recife | PE
1969 18º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Galeria do Rosário, Recife | PE
1968 17º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1968 Lirismo Brasileiro, Lisboa | Portugal
1967 Individual, Galeria Giro, Rio de Janeiro | RJ
1967 16º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1967 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira, Londrina | PR
1966 Individual, Galeria Atualidades/Clube Hebraica, São Paulo | SP
1966 15º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1965 14º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1964 13º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
Coleções Institucionais
Museu de Arte Moderna – MAM, Rio de Janeiro | RJ - Brasil
Museu de Arte de São Paulo – MASP, São Paulo | SP - Brasil
Publicações
2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo-Brasil
2000 Mostra do Redescobrimento- Brasil 500 anos | Arte Popular, Takano Editora – Brasil
1998 A Arte Naif no Brasil, Jacques Ardies, Empresa das Artes, São Paulo | SP
1994 Bienal Brasileira de Arte Naif. Abram Szajman, Danilo Santos de Miranda e Jorge Anthonio da Silva, SESC, Piracicaba | SP
1988 Dicionário crítico da pintura no Brasil, José Roberto Teixeira Leite, Artlivre, Rio de Janeiro | RJ
1978 Aspectos da pintura primitiva brasileira = Aspects of Brazilian primitive painting, Flávio de Aquino, Ed. Spala, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de cores, Pietro Maria Bardi, MASP, São Paulo | SP
1969 Dicionário das artes plásticas no Brasil, Roberto Pontual, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro | RJ
Fontes:
ELZA O. S.. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Ardies, consultado pela última vez em 12 de março de 2016.
Crédito fotográfico: Noiva Caipira
Elza Oliveira de Souza (Recife, PE, 1928 — Rio de Janeiro, RJ, 2007), conhecida como Elza O. S., foi uma pintora, bordadeira, estudante de teatro e canto lírico brasileira.
Biografia
Transferiu-se para o Rio de Janeiro com o seu marido, o também pintor Gerson de Souza, em 1946. Exerceu a profissão de bordadeira, mas igualmente estudou teatro, canto lírico e balé aquático do Copacabana Palace. Entre 1962 e 1963, iniciou-se na pintura no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro com Ivan Serpa. Começou a expor numa coletiva organizada pela Galeria IBEU, em 1963, e no “Salão Nacional de Arte Moderna”, onde em 1969, conquistaria Isenção de Júri. Individualmente, expôs na Galeria Atualidade, Rio de Janeiro (1964), e em São Paulo, no Clube Hebraica, São Paulo (1966), Galeria USIS (1970), Galeria Astreia,(1975) Galeria Jacques Ardies, (1985) e ainda no Rio de Janeiro na Galeria Jean-Jacques, (1987), e no MIAN, entre outras. Integrou o elenco de importantes coletivas de arte naif, entre as quais “Lirismo Brasileiro”, que percorreu Portugal, Espanha e França, e “Festa de Cores”, inicialmente apresentada no Museu de Arte de São Paulo.
Críticas
“Está no ar esta espécie de talento que me fascina nos naifs, e que faz com que cheguem ao requinte de técnica sem se corromper com imagens coladas ao real. Elza O.S é sábia, para mim o maior pintor ingênuo vivo do Brasil. Eu disse pintor, intencionalmente, pois repudio a distinção sexual num terreno em que importam a qualidade, a invenção, a imaginação, a energia. Elza O.S nós dá uma pintura de prazer, de lírica ressonância, de silenciosa nitidez.”
Walmir Ayala (Crítico de Arte)
"Apesar da espontaneidade do desenho, a pintura de Elza O. S. é elaborada. Inscrita na categoria dos artistas naifes, pertence ao ramo desta surpreendente família artística que aperfeiçoa a técnica, envolvendo figuras traçadas espontaneamente na qualidade refinada da cor na dosagem do detalhismo, num delicado e ingênuo decorativismo. Ela se detém muito tempo em construir o rosto, a expressão dos grandes olhos que fitam (muitas vezes perturbam) o espectador. O resto da ambiência é resolvido com menos tensão, e o resultado é o fascínio sobre a luz facial destas noivas, santos, meninas, palhaços. Elza é mestra em sobrepor véus que atenuam as formas. Ultimamente tem se dedicado a pintar (decorar) as molduras e o faz com paciência e nítida alegria. O biótipo que ela repete obsessivamente identifica o povo de sua família conterrânea".
Pietro Maria Bardi (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas = Brazil through its artists. Tradução de John Stephen Morris, Ida Cecília Raiche de Araújo e Zuleika Santos Andrade. Rio de Janeiro: Nórdica; São Paulo: Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Individuais e coletivas
2004 Arte Naif, Galeria Jacques Ardies, São Paulo | SP
2002 6ª Bienal Naifs do Brasil, SESC, Piracicaba | SP
2002 Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte, CCBB, São Paulo | SP
2000 Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento Pavilhão da Bienal, São Paulo | SP – Brasil
1994 2ª Bienal Brasileira de Arte Naif, SESC, Piracicaba | SP
1988 O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs, Paço Imperial, Rio de Janeiro | RJ
1982 Futebol: interpretações, Galeria de Arte Banerj, Rio de Janeiro | RJ
1981 4º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ, Rio de Janeiro | RJ
1979 Individual, Galeria Tempo, Rio de Janeiro | RJ
1979 4ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Fundação Mokiti Okada, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Artes Brasil/Japão, São Paulo | SP
1977 3ª Exposição de Belas Artes Brasil/Japão, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de Cores, MASP, São Paulo | SP
1975 Individual, Galeria Astréia, São Paulo | SP
1973 Feira Brasil Export, Bruxelas | Bélgica
1972 Individual, Galeria do Banco Ítalo-Belga, Porto Alegre | RS
1972 Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, Galeria da Collectio, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Alberto Bonfiglioli, São Paulo | SP
1971 Individual, Galeria Sobrado, São Paulo | SP
1971 Individual, Zimmer Galerie, Dusseldorf | Alemanha
1971 Individual, Galeria Eucatex, São Paulo | SP
1971 Individual, Salão Negro do Senado Federal, Brasília | DF
1970 Individual, Mini Galeria da Usis, São Paulo | SP
1970 19º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1970 Individual, Galeria Oca, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Casa Holanda, Recife | PE
1969 18º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1969 Individual, Galeria do Rosário, Recife | PE
1968 17º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1968 Lirismo Brasileiro, Lisboa | Portugal
1967 Individual, Galeria Giro, Rio de Janeiro | RJ
1967 16º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1967 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira, Londrina | PR
1966 Individual, Galeria Atualidades/Clube Hebraica, São Paulo | SP
1966 15º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1965 14º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
1964 13º Salão Nacional de Arte Moderna, MAM/Rio, Rio de Janeiro | RJ
Coleções Institucionais
Museu de Arte Moderna – MAM, Rio de Janeiro | RJ - Brasil
Museu de Arte de São Paulo – MASP, São Paulo | SP - Brasil
Publicações
2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo-Brasil
2000 Mostra do Redescobrimento- Brasil 500 anos | Arte Popular, Takano Editora – Brasil
1998 A Arte Naif no Brasil, Jacques Ardies, Empresa das Artes, São Paulo | SP
1994 Bienal Brasileira de Arte Naif. Abram Szajman, Danilo Santos de Miranda e Jorge Anthonio da Silva, SESC, Piracicaba | SP
1988 Dicionário crítico da pintura no Brasil, José Roberto Teixeira Leite, Artlivre, Rio de Janeiro | RJ
1978 Aspectos da pintura primitiva brasileira = Aspects of Brazilian primitive painting, Flávio de Aquino, Ed. Spala, Rio de Janeiro | RJ
1975 Festa de cores, Pietro Maria Bardi, MASP, São Paulo | SP
1969 Dicionário das artes plásticas no Brasil, Roberto Pontual, Civilização Brasileira, Rio de Janeiro | RJ
Fontes:
ELZA O. S.. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Ardies, consultado pela última vez em 12 de março de 2016.
Crédito fotográfico: Noiva Caipira