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Francisco Aurélio

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (3 de agosto de 1854, Areia, Paraíba – 9 de abril de 1916, Rio de Janeiro), mais conhecido como Francisco Aurélio, foi um pintor, escultor, desenhista, caricaturista e escritor brasileiro. Irmão mais novo do também pintor Pedro Américo, destacou-se no cenário artístico do Brasil no final do século XIX e início do XX. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), no Rio de Janeiro, onde foi orientado por Pedro Américo e pelo pintor francês Jules Le Chevrel. Em 1871, publicou suas primeiras caricaturas em A Comédia Social e, entre 1873 e 1875, colaborou com a Semana Ilustrada. Entre 1876 e 1878, viveu em Florença, Itália, onde estudou com Antonio Ciseri, Nicolò Barabino e Stefano Ussi, aperfeiçoando-se na pintura histórica, de gênero e no retrato. Entre suas obras mais conhecidas estão "Francesca da Rimini" (1883) e "Último Baile da Ilha Fiscal" (1905). Além de pintor, escreveu ensaios e romances, consolidando-se como um intelectual de sua época. Em 1912, realizou uma exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e, em 1956, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) organizou uma mostra póstuma em homenagem ao seu centenário.

Francisco Aurélio de figueiredo | Arremate Arte

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello, mais conhecido como Francisco Aurélio, foi um artista completo, atuando como pintor, escultor, desenhista, caricaturista e escritor. Irmão mais novo do pintor Pedro Américo, Aurélio destacou-se por suas contribuições significativas à arte brasileira no final do século XIX e início do século XX.

Desde jovem, Aurélio demonstrou talento artístico, ingressando na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA) no Rio de Janeiro, onde estudou sob a orientação de seu irmão Pedro Américo e do pintor francês Jules Le Chevrel. Em 1871, publicou suas primeiras caricaturas no periódico "A Comédia Social" e, entre 1873 e 1875, colaborou com a "Semana Ilustrada", produzindo séries temáticas que evidenciavam seu traço vigoroso e elegante.

Entre 1876 e 1878, Aurélio residiu em Florença, Itália, onde trabalhou no ateliê de seu irmão e estudou com mestres como Antonio Ciseri, Nicolò Barabino e Stefano Ussi, aprofundando-se em pintura histórica, de gênero e retratos. Após seu retorno ao Brasil, continuou a colaborar com periódicos, como o "Diabo Coxo" no Recife, e participou de diversas edições da Exposição Geral de Belas Artes.

Sua obra abrange uma variedade de temas, incluindo retratos, paisagens, naturezas-mortas e cenas de gênero. Destacam-se pinturas históricas como "Francesca da Rimini" (1883) e "Último Baile da Ilha Fiscal" (1905), esta última retratando o célebre evento que antecedeu a Proclamação da República no Brasil. Aurélio também se aventurou na literatura, escrevendo ensaios e outras obras que complementam sua produção artística.

Em 1912, realizou uma exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e, em 1956, o Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro organizou uma mostra póstuma em comemoração ao centenário de seu nascimento. Suas obras continuam a ser apreciadas por sua técnica refinada e pela capacidade de capturar momentos históricos e cenas do cotidiano brasileiro.

Francisco faleceu em 9 de abril de 1916, no Rio de Janeiro, deixando um legado significativo para a arte brasileira.

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Francisco Aurélio de Figueiredo | Itaú Cultural

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Areia, Paraíba, 1854 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1916). Pintor, caricaturista, desenhista, escultor, escritor. Freqüenta, ainda adolescente, a Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, no Rio de Janeiro, sob a orientação de seu irmão, o pintor Pedro Américo (1843 - 1905), e de Jules Le Chevrel (ca.1810 - 1872). Em 1871, publica suas primeiras caricaturas em A Comédia Social. Colabora também como caricaturista na Semana Ilustrada, de 1873 a 1875, com séries temáticas, como Os Mistérios de Todos os Dias na Côrte, de 1874. Viaja para a Europa e reside em Florença, entre 1876 e 1878. Nessa época, trabalha no ateliê do irmão e estuda com Antonio Ciseri (1821 - 1891), Nicolò Barabino (1832 - 1891) e Stefano Ussi (1822 - 1901), todos pintores de história, gênero e retrato. Retornando ao Brasil, colabora, entre 1878 e 1879, com o periódico Diabo Coxo, no Recife. Nos anos 1880, visita outros países europeus e participa de várias edições da Exposição Geral de Belas Artes. Torna-se conhecido pelos quadros Francesca da Rimini, de 1893, e Último Baile da Ilha Fiscal, 1905. Produz também retratos, naturezas-mortas, cenas de gênero e paisagens. Sua produção é apresentada em duas exposições individuais: a primeira em 1912, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e a segunda, póstuma, em 1956, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, no Rio de Janeiro.

Análise

Aurélio de Figueiredo estuda pintura na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba com Jules le Chevrel e com Pedro Américo, seu irmão.  A partir da década de 1870, trabalha para publicações como A Comédia Social e Semana Ilustrada. Para o historiador Herman Lima, essas caricaturas se destacam pelo traço vigoroso e elegante, pelo desenho correto e limpo e pela composição harmônica.

Concluído o curso da Academia, viaja para Florença, na Itália, onde permanece entre 1876 e 1878. De volta ao Rio de Janeiro, realiza ainda freqüentes viagens à Europa e tem intensa atividade como pintor, expondo em sucessivos salões.

Torna-se conhecido principalmente como pintor de história, com obras como Francesca da Rimini (1883) e Último Baile da Ilha Fiscal (1905). Entretanto, como aponta o crítico Gonzaga Duque (1863-1911), em sua produção de pequeno formato, como nos quadros de gênero e nas paisagens, revela-se mais inovador: "Nos pequenos quadros de gênero, nas alegorias, nas fantasias a pincel, o talento de Aurélio tem uma feição característica. Vê-se que todo o trabalho é espontâneo e rápido. Nos traços, os mais simples, conhece-se a mão sempre ligeira e leve do artista; nos toques, os mais insignificantes, o pincel passa com a mesma facilidade".1  Como nota ainda o historiador da arte Luciano Migliaccio (1960), em obras como O Copo d´Água (1893) o artista trata a cena de gênero com uma sensibilidade simbolista, que antecede certas obras de Eliseu Visconti (1866-1944).

Críticas

"Menos dotado que Pedro Américo, chegou a ser pintor de apreciáveis recursos, deixando às vezes pressentir certa inclinação para o Romantismo, na inspiração, conquanto na técnica não se afastasse do convencionalismo acadêmico, desprovido, como sempre, de qualquer espontaneidade pictórica ou nervosismo de desenho. Sua produção é polimorfa, abordando também a caricatura, a escultura e a literatura. Aplicou-se a telas de grandes dimensões, que requerem disposições especiais para a composição e a execução"Quirino Campofiorito (CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983).

"(...) Francisco Aurélio distinguiu-se como pintor de bons recursos e precisão técnica. Dedicou-se com intensidade a composições de temas históricos e aplicou-se com disposição à execução de telas de grandes dimensões. Não obstante ter realizado uma produção de características formalmente convencionais, destacou-se pela acuidade no tratamento cromático, bem como pelo rigor no detalhamento de panejamentos, tapeçarias e ornamentos" — Equipe de pesquisa do MNBA (O MUSEU Nacional de Belas Artes. Prefácio de Alcidio Mafra de Souza. Editado por Alcidio Mafra de Souza. Textos de Abbadia Caparelli et al. São Paulo: Banco Safra, 1985).

Exposições Individuais

1912 - São Paulo SP - Exposição de Pintura de Aurélio de Figueiredo, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo na Sala de Congregação do Ginásio de São Paulo

Exposições Coletivas

1871 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Desenho Figurado, na Aiba - medalha de prata e pequena medalha de ouro

1884 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba

1894 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1895 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1896 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1898 - Rio de Janeiro RJ - 5ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1899 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1901 - Rio de Janeiro RJ - 8ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1902 - Rio de Janeiro RJ - 9ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1912 - Rio de Janeiro RJ - 19ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

Exposições Póstumas

1940 - São Paulo SP - Exposição Retrospectiva: obras dos grandes mestres da pintura e seus discípulos, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo

1948 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva da Pintura no Brasil, no MNBA

1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA

1950 - Bahia - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, s.l.

1950 - Paraíba - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, s.l.

1950 - Pernambuco - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, s.l.

1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados

1956 - Rio de Janeiro RJ - Exposição comemorativa do centenário do nascimento do artista, no MNBA

1977 - Rio de Janeiro RJ - Aspectos da Paisagem Brasileira: 1816-1916, no MNBA

1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira: 1650-1976, no Paço das Artes

1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985 - Rio de Janeiro RJ - Desfile Venda de Obras, na Acervo Galeria de Arte

1986 - Rio de Janeiro RJ - A Mulher e o Feminino na Pintura Brasileira: 1800-1930, na Acervo Galeria de Arte

1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado

1989 - Rio de Janeiro RJ - O Rio de Janeiro de Machado de Assis, no CCBB 

2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Carta de Pero Vaz de Caminha, no Museu Histórico Nacional

2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

2005 - São Paulo SP - Homo Ludens: do faz-de-conta à vertigem, no Itaú Cultural

2010 - São Paulo SP - 6ª sp-arte, na Fundação Bienal

Fonte: AURÉLIO de Figueiredo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 05 de fevereiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Francisco Aurélio de Figueiredo | Wikipédia

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Areia, Paraíba, 3 de agosto de 1854 — Rio de Janeiro, 9 de abril de 1916) foi um escultor, pintor, ensaísta,desenhista, caricaturista e escritor brasileiro. O artista pintou retratos, paisagens, cenas de gênero e também temas históricos. Ficou conhecido por suas obras deste último gênero, como o quadro de Francesca da Rimini, feito em 1883, e Último Baile da Ilha Fiscal, de 1905.

Frequentou, quando adolescente, a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro. Local considerado o centro da arte nacional no período, Aurélio de Figueiredo participou de aulas sob orientação de seu irmão mais velho Pedro Américo (Areia, Paraíba, 1843 - Florença, Itália, 1905) e também do pintor Jules Le Chevrel (França, 1810 - Rio de Janeiro, 1872).

Fez parte do movimento romântico na pintura. Suas obras foram expostas como mostras individuais em dois momentos: Em 1912, ainda vivo, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e em 1956, após seus falecimento, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro para comemorar o centenário de seu nascimento.

Biografia

Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana Cirne, Aurélio de Figueiredo nasceu em 3 de agosto de 1856, na cidade de Areia. Era irmão mais jovem do pintor Pedro Américo, conhecido por pinturas como Independência ou Morte e Tiradentes Esquartejado. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), assim como seu irmão Aurélio. Após estudar ali, aperfeiçoou seu trabalho artístico em Paris. Na volta ao Brasil, deu aulas na Academia. Seu estilo de pintura misturava elementos do neoclassicismo, romantismo e realismo, o que torna a sua produção uma das grandes expressões do momento de ápice do Academismo no Brasil.

A trajetória de Aurélio Figueiredo possui pontos de encontro com a de seu irmão Pedro. Em 1871, ele publicou caricaturas no periódico semanal carioca A Comédia Social, que se auto intitulava um “Hebdomadário Popular Satírico”. Ele também colaborou com outras caricaturas para o jornal Semana Ilustrada, de 1873 a 1875. Esse periódico carioca surgiu em 1860 e chegou todos os domingos nas mãos de seus leitores por 15 anos. Aurélio ilustrou séries temáticas, como foi o caso de “Os Mistérios de Todos os Dias na Corte”.

De 1876 a 1878, viajou para a Europa. Residindo em Florença, Itália, Aurélio trabalhou no ateliê do irmão que já morava no país e estudou com Antonio Ciseri (1821 - 1891), Nicolò Barabino (1832 - 1891) e Stefano Ussi (1822 - 1901), artistas com produções que abarcavam as pinturas históricas, de gênero e retratos.

No seu ano de retorno ao Brasil, em 1878, o pintor colaborou por um ano com o jornal de humor Diabo Coxo, do Recife. Nos anos 1880, Aurélio de Figueiredo participou de algumas edições da Exposição Geral de Belas Artes, mostra anual de obras de arte organizada pela AIBA, com iniciativa em 1840 do pintor francês Félix Émile Taunay.

Entre o final dos anos 1890 e início dos anos 1900, produziu duas de suas obras mais conhecidas: Francesca da Rimini (1893) e Último Baile da Ilha Fiscal (1905), este último que representa o último grande evento do Império do Brasil.

Também foi o autor da letra do hino da Paraíba. A musicalização foi feita por Abdon Felinto Milanês e o hino foi apresentado pela primeira vez em 1905.

Aurélio de Figueiredo morreu aos 59 anos em 9 de abril de 1916, na cidade do Rio de Janeiro. Uma de suas últimas obras foi Praia de Fortaleza (1910), exposta na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Obras

Aurélio de Figueiredo produziu pinturas de paisagens, retratos, naturezas-mortas e cenas de gênero. As obras O copo d'água (1893) e Francesca da Rimini (1893) se tornaram de grande conhecimento geral. Além disso, as obras de caráter histórico possui destaque em sua carreira. Foram diversas as encomendas: Abdicação de Dom Pedro I, Tiradentes no Patíbulo, Derradeira Sinfonia e Redenção do Amazonas. Parte delas foram solicitadas por governos provinciais.

O pintor faz parte da era romântica na pintura brasileira. Principal expressão das artes plásticas no Brasil da segunda metade do século XIX, ela se desenvolveu na mesma época do Segundo Reinado no país. Como característica, se apropriou do nacionalismo dirigido pelo imperador Dom Pedro II para retratar o Brasil por outra construção visual - com o intuito de retratar um país em progresso e civilizado - e a formação de uma identidade. No campo das artes plásticas, o romantismo trouxe consigo elementos neoclássicos e se misturou ao realismo, ao simbolismo e a outras escolas, tornando-se uma síntese diversificada.

Na época das publicações de A Comédia Social e Semana Ilustrada, as caricaturas feitas por Aurélio apresentam, segundo o historiador Herman Lima, traços vigorosos e elegantes por conta do desenho limpo e pela composição harmônica.

Apesar do artista ser conhecido principalmente por suas obras de história, como o Último Baile da Ilha Fiscal que registra o baile que marca a queda do Império, seus quadros de gênero e paisagem chamam a atenção. O crítico Gonzaga Duque (1863 - 1911) acredita que essas pinturas são o ponto de inovação de Aurélio de Figueiredo: traços simples e leves, um trabalho rápido e também espontâneo.

“Nos pequenos quadros de gênero, nas alegorias, nas fantasias a pincel, o talento de Aurélio tem uma feição característica. Vê-se que todo o trabalho é espontâneo e rápido. Nos traços, os mais simples, conhece-se a mão sempre ligeira e leve do artista; nos toques, os mais insignificantes, o pincel passa com a mesma facilidade.”

Além das pinturas, Aurélio de Figueiredo também escreveu poemas e romances. Uma das publicações é o livro "Missionário", romance anticlerical quase homônimo ao livro de ficção naturalista do escritor, jornalista e político brasileiro Inglês de Sousa (1853 - 1918).

Análise

Por pertencer ao romantismo na pintura, Aurélio Figueiredo e seu irmão Pedro Américo contribuíram no processo de formação do "herói da pátria". Os quadros Martírio de Tiradentes (1893), de Aurélio, e Tiradentes Esquartejado (1893), de Pedro, criam uma imagem de Tiradentes como heroi nacional e reforça a ideia da época de construção e, ao mesmo tempo, reconstrução de uma memória nacional e identidade.

Apesar de ser considerado um artista romântico, Aurélio de Figueiredo possui momentos diferentes em seu fazer artístico. Em março de 1906, o pintor participou de uma mostra de 66 telas no Theatro da Paz, em Belém. Ele fez uma retrospectiva de sua carreira, mostrando duas fases distintas de seu trabalho. As obras mais antigas, assinadas como Aurélio de Figueiredo, remetiam à escola francesa do último quartel do século XIX. Já as obras mais recentes, assinadas como Francisco Aurélio, se pareciam mais com o estilo dos artistas impressionistas.

A aproximação do movimento romântico no Brasil com os realistas foi notada na obra de Figueiredo. No ensaio publicado pelo crítico Alexandre Eulálio, intitulado De um capítulo do Esaú e Jacó ao painel dO último Baile, o escritor aproxima o livro de Machado de Assis chamado Esaú e Jacó da tela pintada por Aurélio de Figueiredo, o Último Baile da Ilha Fiscal. Na comparação, Eulálio supõe que o pintor - também escritor de ficção - leu o livro e produziu a tela em uma tentativa de “consolidar os nexos narrativos e o complexo encadear da ação através dos espaços pictóricos que dispôs e definiu na ordem ideal que o espectador deveria seguir.”

Curiosidades

Em dois quadros pintados por Aurélio de Figueiredo, o artista colocou a sua própria figura ou a de parentes no resultado final da obra. O primeiro caso é de 1896, na pintura Compromisso Constitucional, sobre a promulgação da Constituição de 1891. Ele colocou o irmão Pedro Américo e a si próprio junto dos políticos. Além disso, a mulher e as três filhas aparecem no balcão nobre do Parlamento. Essa última alteração ficou por mais de um século sem ser notada. Até que a descoberta foi feita pelo pesquisador do Museu da República, Mário Chagas, desmistificando a ideia de que aquelas mulheres eram esposas ou parentes dos parlamentares.

Em sua obra famosa Último Baile da Ilha Fiscal, Aurélio pinta a si próprio ao lado da esposa. Nesse caso, os dois realmente participaram do baile. No entanto, o pintor acrescentou as três filhas que não estavam no local. Prática comum entre os artistas brasileiros do século XIX e do século XX, Aurélio conta sobre o processo em um carta que foi localizada também por Mário Chagas.

“Seguindo um uso inveterado entre os pintores, pus entre os convivas desta festa memorável, a qual tive o prazer de assistir em companhia de minha senhora, além dos nossos retratos, os de três filhas minhas, que lá não estiveram, pois as duas gêmeas tinham apenas 1 ano, e a terceira não era ainda nascida.”

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 5 de fevereiro de 2025.

Crédito fotográfico: Paraíba Criativa. Consultado pela última vez em 5 de fevereiro de 2025.

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (3 de agosto de 1854, Areia, Paraíba – 9 de abril de 1916, Rio de Janeiro), mais conhecido como Francisco Aurélio, foi um pintor, escultor, desenhista, caricaturista e escritor brasileiro. Irmão mais novo do também pintor Pedro Américo, destacou-se no cenário artístico do Brasil no final do século XIX e início do XX. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), no Rio de Janeiro, onde foi orientado por Pedro Américo e pelo pintor francês Jules Le Chevrel. Em 1871, publicou suas primeiras caricaturas em A Comédia Social e, entre 1873 e 1875, colaborou com a Semana Ilustrada. Entre 1876 e 1878, viveu em Florença, Itália, onde estudou com Antonio Ciseri, Nicolò Barabino e Stefano Ussi, aperfeiçoando-se na pintura histórica, de gênero e no retrato. Entre suas obras mais conhecidas estão "Francesca da Rimini" (1883) e "Último Baile da Ilha Fiscal" (1905). Além de pintor, escreveu ensaios e romances, consolidando-se como um intelectual de sua época. Em 1912, realizou uma exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e, em 1956, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) organizou uma mostra póstuma em homenagem ao seu centenário.

Francisco Aurélio

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (3 de agosto de 1854, Areia, Paraíba – 9 de abril de 1916, Rio de Janeiro), mais conhecido como Francisco Aurélio, foi um pintor, escultor, desenhista, caricaturista e escritor brasileiro. Irmão mais novo do também pintor Pedro Américo, destacou-se no cenário artístico do Brasil no final do século XIX e início do XX. Estudou na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), no Rio de Janeiro, onde foi orientado por Pedro Américo e pelo pintor francês Jules Le Chevrel. Em 1871, publicou suas primeiras caricaturas em A Comédia Social e, entre 1873 e 1875, colaborou com a Semana Ilustrada. Entre 1876 e 1878, viveu em Florença, Itália, onde estudou com Antonio Ciseri, Nicolò Barabino e Stefano Ussi, aperfeiçoando-se na pintura histórica, de gênero e no retrato. Entre suas obras mais conhecidas estão "Francesca da Rimini" (1883) e "Último Baile da Ilha Fiscal" (1905). Além de pintor, escreveu ensaios e romances, consolidando-se como um intelectual de sua época. Em 1912, realizou uma exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e, em 1956, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) organizou uma mostra póstuma em homenagem ao seu centenário.

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Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello, mais conhecido como Francisco Aurélio, foi um artista completo, atuando como pintor, escultor, desenhista, caricaturista e escritor. Irmão mais novo do pintor Pedro Américo, Aurélio destacou-se por suas contribuições significativas à arte brasileira no final do século XIX e início do século XX.

Desde jovem, Aurélio demonstrou talento artístico, ingressando na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA) no Rio de Janeiro, onde estudou sob a orientação de seu irmão Pedro Américo e do pintor francês Jules Le Chevrel. Em 1871, publicou suas primeiras caricaturas no periódico "A Comédia Social" e, entre 1873 e 1875, colaborou com a "Semana Ilustrada", produzindo séries temáticas que evidenciavam seu traço vigoroso e elegante.

Entre 1876 e 1878, Aurélio residiu em Florença, Itália, onde trabalhou no ateliê de seu irmão e estudou com mestres como Antonio Ciseri, Nicolò Barabino e Stefano Ussi, aprofundando-se em pintura histórica, de gênero e retratos. Após seu retorno ao Brasil, continuou a colaborar com periódicos, como o "Diabo Coxo" no Recife, e participou de diversas edições da Exposição Geral de Belas Artes.

Sua obra abrange uma variedade de temas, incluindo retratos, paisagens, naturezas-mortas e cenas de gênero. Destacam-se pinturas históricas como "Francesca da Rimini" (1883) e "Último Baile da Ilha Fiscal" (1905), esta última retratando o célebre evento que antecedeu a Proclamação da República no Brasil. Aurélio também se aventurou na literatura, escrevendo ensaios e outras obras que complementam sua produção artística.

Em 1912, realizou uma exposição individual no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e, em 1956, o Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro organizou uma mostra póstuma em comemoração ao centenário de seu nascimento. Suas obras continuam a ser apreciadas por sua técnica refinada e pela capacidade de capturar momentos históricos e cenas do cotidiano brasileiro.

Francisco faleceu em 9 de abril de 1916, no Rio de Janeiro, deixando um legado significativo para a arte brasileira.

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Francisco Aurélio de Figueiredo | Itaú Cultural

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Areia, Paraíba, 1854 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1916). Pintor, caricaturista, desenhista, escultor, escritor. Freqüenta, ainda adolescente, a Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, no Rio de Janeiro, sob a orientação de seu irmão, o pintor Pedro Américo (1843 - 1905), e de Jules Le Chevrel (ca.1810 - 1872). Em 1871, publica suas primeiras caricaturas em A Comédia Social. Colabora também como caricaturista na Semana Ilustrada, de 1873 a 1875, com séries temáticas, como Os Mistérios de Todos os Dias na Côrte, de 1874. Viaja para a Europa e reside em Florença, entre 1876 e 1878. Nessa época, trabalha no ateliê do irmão e estuda com Antonio Ciseri (1821 - 1891), Nicolò Barabino (1832 - 1891) e Stefano Ussi (1822 - 1901), todos pintores de história, gênero e retrato. Retornando ao Brasil, colabora, entre 1878 e 1879, com o periódico Diabo Coxo, no Recife. Nos anos 1880, visita outros países europeus e participa de várias edições da Exposição Geral de Belas Artes. Torna-se conhecido pelos quadros Francesca da Rimini, de 1893, e Último Baile da Ilha Fiscal, 1905. Produz também retratos, naturezas-mortas, cenas de gênero e paisagens. Sua produção é apresentada em duas exposições individuais: a primeira em 1912, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, e a segunda, póstuma, em 1956, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA, no Rio de Janeiro.

Análise

Aurélio de Figueiredo estuda pintura na Academia Imperial de Belas Artes - Aiba com Jules le Chevrel e com Pedro Américo, seu irmão.  A partir da década de 1870, trabalha para publicações como A Comédia Social e Semana Ilustrada. Para o historiador Herman Lima, essas caricaturas se destacam pelo traço vigoroso e elegante, pelo desenho correto e limpo e pela composição harmônica.

Concluído o curso da Academia, viaja para Florença, na Itália, onde permanece entre 1876 e 1878. De volta ao Rio de Janeiro, realiza ainda freqüentes viagens à Europa e tem intensa atividade como pintor, expondo em sucessivos salões.

Torna-se conhecido principalmente como pintor de história, com obras como Francesca da Rimini (1883) e Último Baile da Ilha Fiscal (1905). Entretanto, como aponta o crítico Gonzaga Duque (1863-1911), em sua produção de pequeno formato, como nos quadros de gênero e nas paisagens, revela-se mais inovador: "Nos pequenos quadros de gênero, nas alegorias, nas fantasias a pincel, o talento de Aurélio tem uma feição característica. Vê-se que todo o trabalho é espontâneo e rápido. Nos traços, os mais simples, conhece-se a mão sempre ligeira e leve do artista; nos toques, os mais insignificantes, o pincel passa com a mesma facilidade".1  Como nota ainda o historiador da arte Luciano Migliaccio (1960), em obras como O Copo d´Água (1893) o artista trata a cena de gênero com uma sensibilidade simbolista, que antecede certas obras de Eliseu Visconti (1866-1944).

Críticas

"Menos dotado que Pedro Américo, chegou a ser pintor de apreciáveis recursos, deixando às vezes pressentir certa inclinação para o Romantismo, na inspiração, conquanto na técnica não se afastasse do convencionalismo acadêmico, desprovido, como sempre, de qualquer espontaneidade pictórica ou nervosismo de desenho. Sua produção é polimorfa, abordando também a caricatura, a escultura e a literatura. Aplicou-se a telas de grandes dimensões, que requerem disposições especiais para a composição e a execução"Quirino Campofiorito (CAMPOFIORITO, Quirino. História da pintura brasileira no século XIX. Rio de Janeiro: Pinakotheke, 1983).

"(...) Francisco Aurélio distinguiu-se como pintor de bons recursos e precisão técnica. Dedicou-se com intensidade a composições de temas históricos e aplicou-se com disposição à execução de telas de grandes dimensões. Não obstante ter realizado uma produção de características formalmente convencionais, destacou-se pela acuidade no tratamento cromático, bem como pelo rigor no detalhamento de panejamentos, tapeçarias e ornamentos" — Equipe de pesquisa do MNBA (O MUSEU Nacional de Belas Artes. Prefácio de Alcidio Mafra de Souza. Editado por Alcidio Mafra de Souza. Textos de Abbadia Caparelli et al. São Paulo: Banco Safra, 1985).

Exposições Individuais

1912 - São Paulo SP - Exposição de Pintura de Aurélio de Figueiredo, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo na Sala de Congregação do Ginásio de São Paulo

Exposições Coletivas

1871 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Desenho Figurado, na Aiba - medalha de prata e pequena medalha de ouro

1884 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Aiba

1894 - Rio de Janeiro RJ - 1ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1895 - Rio de Janeiro RJ - 2ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1896 - Rio de Janeiro RJ - 3ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1898 - Rio de Janeiro RJ - 5ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1899 - Rio de Janeiro RJ - Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1901 - Rio de Janeiro RJ - 8ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1902 - Rio de Janeiro RJ - 9ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1912 - Rio de Janeiro RJ - 19ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba

Exposições Póstumas

1940 - São Paulo SP - Exposição Retrospectiva: obras dos grandes mestres da pintura e seus discípulos, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo

1948 - Rio de Janeiro RJ - Retrospectiva da Pintura no Brasil, no MNBA

1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA

1950 - Bahia - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, s.l.

1950 - Paraíba - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, s.l.

1950 - Pernambuco - Um Século de Pintura Brasileira: 1850-1950, s.l.

1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados

1956 - Rio de Janeiro RJ - Exposição comemorativa do centenário do nascimento do artista, no MNBA

1977 - Rio de Janeiro RJ - Aspectos da Paisagem Brasileira: 1816-1916, no MNBA

1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira: 1650-1976, no Paço das Artes

1984 - São Paulo SP - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras, na Fundação Bienal

1985 - Rio de Janeiro RJ - Desfile Venda de Obras, na Acervo Galeria de Arte

1986 - Rio de Janeiro RJ - A Mulher e o Feminino na Pintura Brasileira: 1800-1930, na Acervo Galeria de Arte

1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: uma virada no século, na Pinacoteca do Estado

1989 - Rio de Janeiro RJ - O Rio de Janeiro de Machado de Assis, no CCBB 

2000 - Rio de Janeiro RJ - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Carta de Pero Vaz de Caminha, no Museu Histórico Nacional

2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

2005 - São Paulo SP - Homo Ludens: do faz-de-conta à vertigem, no Itaú Cultural

2010 - São Paulo SP - 6ª sp-arte, na Fundação Bienal

Fonte: AURÉLIO de Figueiredo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 05 de fevereiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Francisco Aurélio de Figueiredo | Wikipédia

Francisco Aurélio de Figueiredo e Mello (Areia, Paraíba, 3 de agosto de 1854 — Rio de Janeiro, 9 de abril de 1916) foi um escultor, pintor, ensaísta,desenhista, caricaturista e escritor brasileiro. O artista pintou retratos, paisagens, cenas de gênero e também temas históricos. Ficou conhecido por suas obras deste último gênero, como o quadro de Francesca da Rimini, feito em 1883, e Último Baile da Ilha Fiscal, de 1905.

Frequentou, quando adolescente, a Academia Imperial de Belas Artes (Aiba), no Rio de Janeiro. Local considerado o centro da arte nacional no período, Aurélio de Figueiredo participou de aulas sob orientação de seu irmão mais velho Pedro Américo (Areia, Paraíba, 1843 - Florença, Itália, 1905) e também do pintor Jules Le Chevrel (França, 1810 - Rio de Janeiro, 1872).

Fez parte do movimento romântico na pintura. Suas obras foram expostas como mostras individuais em dois momentos: Em 1912, ainda vivo, no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo e em 1956, após seus falecimento, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) do Rio de Janeiro para comemorar o centenário de seu nascimento.

Biografia

Filho de Daniel Eduardo de Figueiredo e Feliciana Cirne, Aurélio de Figueiredo nasceu em 3 de agosto de 1856, na cidade de Areia. Era irmão mais jovem do pintor Pedro Américo, conhecido por pinturas como Independência ou Morte e Tiradentes Esquartejado. Frequentou a Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), assim como seu irmão Aurélio. Após estudar ali, aperfeiçoou seu trabalho artístico em Paris. Na volta ao Brasil, deu aulas na Academia. Seu estilo de pintura misturava elementos do neoclassicismo, romantismo e realismo, o que torna a sua produção uma das grandes expressões do momento de ápice do Academismo no Brasil.

A trajetória de Aurélio Figueiredo possui pontos de encontro com a de seu irmão Pedro. Em 1871, ele publicou caricaturas no periódico semanal carioca A Comédia Social, que se auto intitulava um “Hebdomadário Popular Satírico”. Ele também colaborou com outras caricaturas para o jornal Semana Ilustrada, de 1873 a 1875. Esse periódico carioca surgiu em 1860 e chegou todos os domingos nas mãos de seus leitores por 15 anos. Aurélio ilustrou séries temáticas, como foi o caso de “Os Mistérios de Todos os Dias na Corte”.

De 1876 a 1878, viajou para a Europa. Residindo em Florença, Itália, Aurélio trabalhou no ateliê do irmão que já morava no país e estudou com Antonio Ciseri (1821 - 1891), Nicolò Barabino (1832 - 1891) e Stefano Ussi (1822 - 1901), artistas com produções que abarcavam as pinturas históricas, de gênero e retratos.

No seu ano de retorno ao Brasil, em 1878, o pintor colaborou por um ano com o jornal de humor Diabo Coxo, do Recife. Nos anos 1880, Aurélio de Figueiredo participou de algumas edições da Exposição Geral de Belas Artes, mostra anual de obras de arte organizada pela AIBA, com iniciativa em 1840 do pintor francês Félix Émile Taunay.

Entre o final dos anos 1890 e início dos anos 1900, produziu duas de suas obras mais conhecidas: Francesca da Rimini (1893) e Último Baile da Ilha Fiscal (1905), este último que representa o último grande evento do Império do Brasil.

Também foi o autor da letra do hino da Paraíba. A musicalização foi feita por Abdon Felinto Milanês e o hino foi apresentado pela primeira vez em 1905.

Aurélio de Figueiredo morreu aos 59 anos em 9 de abril de 1916, na cidade do Rio de Janeiro. Uma de suas últimas obras foi Praia de Fortaleza (1910), exposta na Pinacoteca do Estado de São Paulo.

Obras

Aurélio de Figueiredo produziu pinturas de paisagens, retratos, naturezas-mortas e cenas de gênero. As obras O copo d'água (1893) e Francesca da Rimini (1893) se tornaram de grande conhecimento geral. Além disso, as obras de caráter histórico possui destaque em sua carreira. Foram diversas as encomendas: Abdicação de Dom Pedro I, Tiradentes no Patíbulo, Derradeira Sinfonia e Redenção do Amazonas. Parte delas foram solicitadas por governos provinciais.

O pintor faz parte da era romântica na pintura brasileira. Principal expressão das artes plásticas no Brasil da segunda metade do século XIX, ela se desenvolveu na mesma época do Segundo Reinado no país. Como característica, se apropriou do nacionalismo dirigido pelo imperador Dom Pedro II para retratar o Brasil por outra construção visual - com o intuito de retratar um país em progresso e civilizado - e a formação de uma identidade. No campo das artes plásticas, o romantismo trouxe consigo elementos neoclássicos e se misturou ao realismo, ao simbolismo e a outras escolas, tornando-se uma síntese diversificada.

Na época das publicações de A Comédia Social e Semana Ilustrada, as caricaturas feitas por Aurélio apresentam, segundo o historiador Herman Lima, traços vigorosos e elegantes por conta do desenho limpo e pela composição harmônica.

Apesar do artista ser conhecido principalmente por suas obras de história, como o Último Baile da Ilha Fiscal que registra o baile que marca a queda do Império, seus quadros de gênero e paisagem chamam a atenção. O crítico Gonzaga Duque (1863 - 1911) acredita que essas pinturas são o ponto de inovação de Aurélio de Figueiredo: traços simples e leves, um trabalho rápido e também espontâneo.

“Nos pequenos quadros de gênero, nas alegorias, nas fantasias a pincel, o talento de Aurélio tem uma feição característica. Vê-se que todo o trabalho é espontâneo e rápido. Nos traços, os mais simples, conhece-se a mão sempre ligeira e leve do artista; nos toques, os mais insignificantes, o pincel passa com a mesma facilidade.”

Além das pinturas, Aurélio de Figueiredo também escreveu poemas e romances. Uma das publicações é o livro "Missionário", romance anticlerical quase homônimo ao livro de ficção naturalista do escritor, jornalista e político brasileiro Inglês de Sousa (1853 - 1918).

Análise

Por pertencer ao romantismo na pintura, Aurélio Figueiredo e seu irmão Pedro Américo contribuíram no processo de formação do "herói da pátria". Os quadros Martírio de Tiradentes (1893), de Aurélio, e Tiradentes Esquartejado (1893), de Pedro, criam uma imagem de Tiradentes como heroi nacional e reforça a ideia da época de construção e, ao mesmo tempo, reconstrução de uma memória nacional e identidade.

Apesar de ser considerado um artista romântico, Aurélio de Figueiredo possui momentos diferentes em seu fazer artístico. Em março de 1906, o pintor participou de uma mostra de 66 telas no Theatro da Paz, em Belém. Ele fez uma retrospectiva de sua carreira, mostrando duas fases distintas de seu trabalho. As obras mais antigas, assinadas como Aurélio de Figueiredo, remetiam à escola francesa do último quartel do século XIX. Já as obras mais recentes, assinadas como Francisco Aurélio, se pareciam mais com o estilo dos artistas impressionistas.

A aproximação do movimento romântico no Brasil com os realistas foi notada na obra de Figueiredo. No ensaio publicado pelo crítico Alexandre Eulálio, intitulado De um capítulo do Esaú e Jacó ao painel dO último Baile, o escritor aproxima o livro de Machado de Assis chamado Esaú e Jacó da tela pintada por Aurélio de Figueiredo, o Último Baile da Ilha Fiscal. Na comparação, Eulálio supõe que o pintor - também escritor de ficção - leu o livro e produziu a tela em uma tentativa de “consolidar os nexos narrativos e o complexo encadear da ação através dos espaços pictóricos que dispôs e definiu na ordem ideal que o espectador deveria seguir.”

Curiosidades

Em dois quadros pintados por Aurélio de Figueiredo, o artista colocou a sua própria figura ou a de parentes no resultado final da obra. O primeiro caso é de 1896, na pintura Compromisso Constitucional, sobre a promulgação da Constituição de 1891. Ele colocou o irmão Pedro Américo e a si próprio junto dos políticos. Além disso, a mulher e as três filhas aparecem no balcão nobre do Parlamento. Essa última alteração ficou por mais de um século sem ser notada. Até que a descoberta foi feita pelo pesquisador do Museu da República, Mário Chagas, desmistificando a ideia de que aquelas mulheres eram esposas ou parentes dos parlamentares.

Em sua obra famosa Último Baile da Ilha Fiscal, Aurélio pinta a si próprio ao lado da esposa. Nesse caso, os dois realmente participaram do baile. No entanto, o pintor acrescentou as três filhas que não estavam no local. Prática comum entre os artistas brasileiros do século XIX e do século XX, Aurélio conta sobre o processo em um carta que foi localizada também por Mário Chagas.

“Seguindo um uso inveterado entre os pintores, pus entre os convivas desta festa memorável, a qual tive o prazer de assistir em companhia de minha senhora, além dos nossos retratos, os de três filhas minhas, que lá não estiveram, pois as duas gêmeas tinham apenas 1 ano, e a terceira não era ainda nascida.”

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 5 de fevereiro de 2025.

Crédito fotográfico: Paraíba Criativa. Consultado pela última vez em 5 de fevereiro de 2025.

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