Gastão Formenti (Guaratinguetá, SP, 24 de junho de 1894 - Rio de Janeiro, RJ, 28 de maio de 1974) foi um pintor, decorador e cantor lírico amador, filho do italiano Cesare Formenti e irmão da escultora Sara Formenti.
Biografia Itaú Cultural
Inicia a formação artística estudando desenho e pintura com Pietro Strina (1874-1927), em São Paulo, por volta de 1910. Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, onde trabalha no ateliê de seu pai, o artista italiano César Alexandre Formenti (1874-1944), contribuindo na execução de mosaicos e vitrais. Entre os trabalhos realizados com pai, está o piso do Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro. Em 1913, participa pela primeira vez da Exposição Geral de Belas Artes, organizada pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, recebendo menção honrosa. Em edições posteriores da exposição, é premiado com medalha de bronze em 1921 e medalha de prata em 1924. Participa, também, de edições do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo a medalha de prata na edição de 1940. Torna-se cantor popular em 1916, gravando mais de 400 músicas. Em 1970, faz uma gravação com sua história de vida para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS/SP), integrando o projeto “Depoimentos para a Posteridade”. Possui obras no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Análise
Por ocasião da 24ª edição da Exposição Geral de Belas Artes, em 1917, o escritor e crítico paulista Monteiro Lobato destaca a pintura Tarde no Leblon, de Gastão Formenti, que aponta como “digna de menção pela frescura das tintas e excelência do céu”. O artista, então com 21 anos, já sinaliza o notável paisagista que se torna, mantendo-se ativo até meados da década de 1960. Durante sua trajetória, Formenti realiza marinhas de praias cariocas, como Iate Clube do Rio de Janeiro (1951), Paquetá (1958) e Praia da Gávea (1963). São obras estruturadas no esquema tradicional da pintura de paisagem marinha: uma estreita faixa de terra em primeiro plano (praia), seguida da área do mar, tendo ao fundo, outra faixa de terra (montanhas) e, finalmente, o céu. A “excelência do céu” de que fala Monteiro Lobato se faz presente nessas obras, nas quais o artista mostra-se habilidoso na captação dos reflexos de luz nas nuvens em diferentes momentos do dia e condições climáticas. Em Luz e Sombra, Gávea (1935), porém, mostra-se capaz de explorar a ação da luz também na terra. Estruturada como se o artista observasse a cena debaixo de uma grande árvore, a composição apresenta, em primeiro plano, uma grande área imersa em sombra, contrastando com a zona de luz verde e amarela, que toma a parte superior do quadro. Além da habilidade no manejo das cores, a pintura revela perspicácia na estruturação do quadro, ao contrapor a área luminosa, situada à esquerda, a uma bananeira que se ergue sombria à direita, mantendo o equilíbrio da composição.
Críticas
"Do grupo de paisagistas de hoje, talvez seja Gastão Formenti o nome de maior popularidade. É que suas atividades não se restringem à pintura ou ao desenho, invadem, também, as fronteiras da música popular, em cujos domínios Formenti tem um lugar de grande destaque. É bastante conhecida a anedota da criatura que, perplexa, indagou, certa vez, a Gastão Formenti, se ele também era pintor, pois só o conhecia, até então, como cantor. - Perdão, senhorita - retrucou o artista - eu ´também´ sou cantor... Essa resposta não só caracteriza, de curto modo, o ambiente de nossa música popular como, também, evidencia o apreço que a pintura merece do artista, que prefere ser pintor a ser um simples cantor..."
F. Acquarone e A. de Queiroz Vieira (ACQUARONE, Francisco, VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: s.n., 1942. 2v.)
Exposições Coletivas
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1914 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1917 - Rio de Janeiro RJ - 24ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão da Primavera
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de prata
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes - prêmio de viagem à Europa
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
ca.1940 - Rio Grande do Sul - Salão de Belas Artes - medalhas de bronze e prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1943 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - prêmio de viagem à Europa
1944 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
Exposições Póstumas
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, na Fundação Instituto de Ensino para Osasco
1998 - Rio de Janeiro RJ - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas, no Museu Naval e Oceanográfico
Fonte: GASTÃO Formenti. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia Wikipédia
Filho do italiano Cesare Formenti, pintor, decorador e cantor lírico amador, e irmão da escultora Sara Formenti.
Em 1895, sua família se transferiu para São Paulo. Fez o primário na Escola Filorette Fondacari, em São Paulo, e o secundário no Ginásio São Bento, no Rio de Janeiro. Aos nove anos, começou a estudar pintura com o pai e com Pedro Strina. Em 1910, transferindo-se com a família para o Rio de Janeiro, passou a trabalhar com o pai em pintura e, a 25 de fevereiro de 1920, casou-se com Otília de Oliveira.
Vitrais de Gastão Formenti encontram-se na Igreja de São Domingos, em Niterói, no hall do Edifício Orania, em Copacabana, em mausoléus do Cemitério da Penitência, no Caju, no Hospital dos Lázaros de São Cristóvão e na cúpula de vitral do Palácio Tiradentes.
Carreira musical
Gastão começou sua carreira de cantor em 1927, aos 33 anos; instigado pelo escritor Gastão Penalva, apresentou-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, cantando a canção "Ontem ao Luar" (Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara). No mesmo ano, foi contratado pela gravadora Odeon, que havia pouco inaugurara a gravação elétrica no Brasil. Em seu primeiro disco, gravou o motivo popular "Anoiteceu" e o tango sertanejo "Cabocla Apaixonada", de Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso. Em seguida, gravou composições de Joubert de Carvalho, como as toadas "Canarinho", "Rolinha", "Sabiá Mimoso" e o maxixe "Boca Pintada". Em suas primeiras gravações, foi acompanhado ao violão por Rogério Guimarães.
Nos primeiros três anos de sua carreira musical, lançou discos tanto pela Odeon quanto por sua subsidiária, a Parlophon, onde, aliás, obteve seu primeiro grande sucesso: "Casa de Caboclo", canção de Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga.
Ao lado de Carmen Miranda, foi o primeiro cantor brasileiro a assinar um contrato com uma rádio, a Mayrink Veiga, em 1930. No mesmo ano, porém, transferiu-se para a Rádio Transmissora. Trocou também de gravadora; saindo da Odeon, passou para a Brunswick e, após gravar um único disco pela Columbia em fevereiro de 1931, foi contratado pela Victor, através da qual lançou várias músicas da dupla Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, como o cateretê "De Papo pro Á", a canção "Zíngara" e o fox "Beduíno". Em junho de 1932, gravou a canção "Maringá" (Joubert de Carvalho), um grande sucesso que, mais tarde, daria nome à cidade paranaense.
Entre 1934 e 1935, lançou várias composições de Valdemar Henrique. Nesse ano, passou a atuar no Rádio Clube do Brasil e, em 1937, voltou a gravar pela Odeon.
Começou a se afastar da carreira de cantor a partir de 1940. Entre esse ano e o seguinte, gravou apenas dois discos. Passou a se dedicar mais à pintura, área em que também se destacou. Voltou a gravar somente seis anos depois, lançando a valsa "Não Vale Recordar" (José Conde e Mário Rossi) e a toada-rumba "Lua Malvada" (Saint-Clair Senna).
Em 1952, agora na Victor, regravou "Nhá Maria" e "Trovas de Amor" (ambas de Joubert de Carvalho) e, em 1956, na Sinter, relançou "De Papo pro Á" e "Maringá". Em 1959, a RCA Victor regravou seus grandes sucessos no LP "Quadros Musicais". Após esse lançamento, retirou-se definitivamente da vida musical.
Sucessos
A Vida É Boa… Saint-Clair Sena 1937
Anoitecer Motivo Popular 1927
Beduíno Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1932
Bem-Te-Vi Sinhô 1928
Boca Pintada Joubert de Carvalho 1927
Boi-Bumbá Valdemar Henrique 1935
Cabocla Apaixonada Marcelo Tupinambá 1928
Cai, Cai, Balão Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Casa de Caboclo Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga 1928
Cobra Grande Valdemar Henrique 1935
Coração, por Que Soluças? José Maria de Abreu e Saint-Clair Sena 1937
De Papo pro Á Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Foi Boto, Sinhá Valdemar Henrique 1934
Folhas ao Vento Milton Amaral 1934
Glória Bonfiglio de Oliveira e Branca Coelho 1931
Jóia Falsa Osvaldo Santiago 1934
Lua Branca Chiquinha Gonzaga 1929
Maria Fulô Leonel Azevedo e Sá Róris 1937
Maringá Joubert de Carvalho 1932
Meu Sofrer (Queixumes) Henrique Brito e Noel Rosa 1930
Minha Boneca Luís Lamego e Paulo Barbosa 1938
Na Serra da Mantiqueira Ari Kerner 1932
Não Sei para Que Viver Saint-Clair Sena 1939
Nhá Maria Joubert de Carvalho 1928
Olhos Tristes Jararaca e Vicente Paiva 1938
Sabiá Mimoso Joubert de Carvalho 1927
Samba da Saudade Ronaldo Lupo e Saint-Clair Sena 1934
Suçuarana Hekel Tavares e Luís Peixoto 1928
Tutu Marambá Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Zíngara Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Fonte: Wikipédia, consultado em 12 de março de 2020.
Crédito fotográfico: Cifra Antiga, consultado em 12 de março de 2020.
Gastão Formenti (Guaratinguetá, SP, 24 de junho de 1894 - Rio de Janeiro, RJ, 28 de maio de 1974) foi um pintor, decorador e cantor lírico amador, filho do italiano Cesare Formenti e irmão da escultora Sara Formenti.
Biografia Itaú Cultural
Inicia a formação artística estudando desenho e pintura com Pietro Strina (1874-1927), em São Paulo, por volta de 1910. Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, onde trabalha no ateliê de seu pai, o artista italiano César Alexandre Formenti (1874-1944), contribuindo na execução de mosaicos e vitrais. Entre os trabalhos realizados com pai, está o piso do Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro. Em 1913, participa pela primeira vez da Exposição Geral de Belas Artes, organizada pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, recebendo menção honrosa. Em edições posteriores da exposição, é premiado com medalha de bronze em 1921 e medalha de prata em 1924. Participa, também, de edições do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo a medalha de prata na edição de 1940. Torna-se cantor popular em 1916, gravando mais de 400 músicas. Em 1970, faz uma gravação com sua história de vida para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS/SP), integrando o projeto “Depoimentos para a Posteridade”. Possui obras no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Análise
Por ocasião da 24ª edição da Exposição Geral de Belas Artes, em 1917, o escritor e crítico paulista Monteiro Lobato destaca a pintura Tarde no Leblon, de Gastão Formenti, que aponta como “digna de menção pela frescura das tintas e excelência do céu”. O artista, então com 21 anos, já sinaliza o notável paisagista que se torna, mantendo-se ativo até meados da década de 1960. Durante sua trajetória, Formenti realiza marinhas de praias cariocas, como Iate Clube do Rio de Janeiro (1951), Paquetá (1958) e Praia da Gávea (1963). São obras estruturadas no esquema tradicional da pintura de paisagem marinha: uma estreita faixa de terra em primeiro plano (praia), seguida da área do mar, tendo ao fundo, outra faixa de terra (montanhas) e, finalmente, o céu. A “excelência do céu” de que fala Monteiro Lobato se faz presente nessas obras, nas quais o artista mostra-se habilidoso na captação dos reflexos de luz nas nuvens em diferentes momentos do dia e condições climáticas. Em Luz e Sombra, Gávea (1935), porém, mostra-se capaz de explorar a ação da luz também na terra. Estruturada como se o artista observasse a cena debaixo de uma grande árvore, a composição apresenta, em primeiro plano, uma grande área imersa em sombra, contrastando com a zona de luz verde e amarela, que toma a parte superior do quadro. Além da habilidade no manejo das cores, a pintura revela perspicácia na estruturação do quadro, ao contrapor a área luminosa, situada à esquerda, a uma bananeira que se ergue sombria à direita, mantendo o equilíbrio da composição.
Críticas
"Do grupo de paisagistas de hoje, talvez seja Gastão Formenti o nome de maior popularidade. É que suas atividades não se restringem à pintura ou ao desenho, invadem, também, as fronteiras da música popular, em cujos domínios Formenti tem um lugar de grande destaque. É bastante conhecida a anedota da criatura que, perplexa, indagou, certa vez, a Gastão Formenti, se ele também era pintor, pois só o conhecia, até então, como cantor. - Perdão, senhorita - retrucou o artista - eu ´também´ sou cantor... Essa resposta não só caracteriza, de curto modo, o ambiente de nossa música popular como, também, evidencia o apreço que a pintura merece do artista, que prefere ser pintor a ser um simples cantor..."
F. Acquarone e A. de Queiroz Vieira (ACQUARONE, Francisco, VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: s.n., 1942. 2v.)
Exposições Coletivas
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1914 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1917 - Rio de Janeiro RJ - 24ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão da Primavera
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de prata
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes - prêmio de viagem à Europa
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
ca.1940 - Rio Grande do Sul - Salão de Belas Artes - medalhas de bronze e prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1943 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - prêmio de viagem à Europa
1944 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
Exposições Póstumas
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, na Fundação Instituto de Ensino para Osasco
1998 - Rio de Janeiro RJ - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas, no Museu Naval e Oceanográfico
Fonte: GASTÃO Formenti. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia Wikipédia
Filho do italiano Cesare Formenti, pintor, decorador e cantor lírico amador, e irmão da escultora Sara Formenti.
Em 1895, sua família se transferiu para São Paulo. Fez o primário na Escola Filorette Fondacari, em São Paulo, e o secundário no Ginásio São Bento, no Rio de Janeiro. Aos nove anos, começou a estudar pintura com o pai e com Pedro Strina. Em 1910, transferindo-se com a família para o Rio de Janeiro, passou a trabalhar com o pai em pintura e, a 25 de fevereiro de 1920, casou-se com Otília de Oliveira.
Vitrais de Gastão Formenti encontram-se na Igreja de São Domingos, em Niterói, no hall do Edifício Orania, em Copacabana, em mausoléus do Cemitério da Penitência, no Caju, no Hospital dos Lázaros de São Cristóvão e na cúpula de vitral do Palácio Tiradentes.
Carreira musical
Gastão começou sua carreira de cantor em 1927, aos 33 anos; instigado pelo escritor Gastão Penalva, apresentou-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, cantando a canção "Ontem ao Luar" (Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara). No mesmo ano, foi contratado pela gravadora Odeon, que havia pouco inaugurara a gravação elétrica no Brasil. Em seu primeiro disco, gravou o motivo popular "Anoiteceu" e o tango sertanejo "Cabocla Apaixonada", de Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso. Em seguida, gravou composições de Joubert de Carvalho, como as toadas "Canarinho", "Rolinha", "Sabiá Mimoso" e o maxixe "Boca Pintada". Em suas primeiras gravações, foi acompanhado ao violão por Rogério Guimarães.
Nos primeiros três anos de sua carreira musical, lançou discos tanto pela Odeon quanto por sua subsidiária, a Parlophon, onde, aliás, obteve seu primeiro grande sucesso: "Casa de Caboclo", canção de Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga.
Ao lado de Carmen Miranda, foi o primeiro cantor brasileiro a assinar um contrato com uma rádio, a Mayrink Veiga, em 1930. No mesmo ano, porém, transferiu-se para a Rádio Transmissora. Trocou também de gravadora; saindo da Odeon, passou para a Brunswick e, após gravar um único disco pela Columbia em fevereiro de 1931, foi contratado pela Victor, através da qual lançou várias músicas da dupla Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, como o cateretê "De Papo pro Á", a canção "Zíngara" e o fox "Beduíno". Em junho de 1932, gravou a canção "Maringá" (Joubert de Carvalho), um grande sucesso que, mais tarde, daria nome à cidade paranaense.
Entre 1934 e 1935, lançou várias composições de Valdemar Henrique. Nesse ano, passou a atuar no Rádio Clube do Brasil e, em 1937, voltou a gravar pela Odeon.
Começou a se afastar da carreira de cantor a partir de 1940. Entre esse ano e o seguinte, gravou apenas dois discos. Passou a se dedicar mais à pintura, área em que também se destacou. Voltou a gravar somente seis anos depois, lançando a valsa "Não Vale Recordar" (José Conde e Mário Rossi) e a toada-rumba "Lua Malvada" (Saint-Clair Senna).
Em 1952, agora na Victor, regravou "Nhá Maria" e "Trovas de Amor" (ambas de Joubert de Carvalho) e, em 1956, na Sinter, relançou "De Papo pro Á" e "Maringá". Em 1959, a RCA Victor regravou seus grandes sucessos no LP "Quadros Musicais". Após esse lançamento, retirou-se definitivamente da vida musical.
Sucessos
A Vida É Boa… Saint-Clair Sena 1937
Anoitecer Motivo Popular 1927
Beduíno Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1932
Bem-Te-Vi Sinhô 1928
Boca Pintada Joubert de Carvalho 1927
Boi-Bumbá Valdemar Henrique 1935
Cabocla Apaixonada Marcelo Tupinambá 1928
Cai, Cai, Balão Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Casa de Caboclo Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga 1928
Cobra Grande Valdemar Henrique 1935
Coração, por Que Soluças? José Maria de Abreu e Saint-Clair Sena 1937
De Papo pro Á Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Foi Boto, Sinhá Valdemar Henrique 1934
Folhas ao Vento Milton Amaral 1934
Glória Bonfiglio de Oliveira e Branca Coelho 1931
Jóia Falsa Osvaldo Santiago 1934
Lua Branca Chiquinha Gonzaga 1929
Maria Fulô Leonel Azevedo e Sá Róris 1937
Maringá Joubert de Carvalho 1932
Meu Sofrer (Queixumes) Henrique Brito e Noel Rosa 1930
Minha Boneca Luís Lamego e Paulo Barbosa 1938
Na Serra da Mantiqueira Ari Kerner 1932
Não Sei para Que Viver Saint-Clair Sena 1939
Nhá Maria Joubert de Carvalho 1928
Olhos Tristes Jararaca e Vicente Paiva 1938
Sabiá Mimoso Joubert de Carvalho 1927
Samba da Saudade Ronaldo Lupo e Saint-Clair Sena 1934
Suçuarana Hekel Tavares e Luís Peixoto 1928
Tutu Marambá Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Zíngara Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Fonte: Wikipédia, consultado em 12 de março de 2020.
Crédito fotográfico: Cifra Antiga, consultado em 12 de março de 2020.
Gastão Formenti (Guaratinguetá, SP, 24 de junho de 1894 - Rio de Janeiro, RJ, 28 de maio de 1974) foi um pintor, decorador e cantor lírico amador, filho do italiano Cesare Formenti e irmão da escultora Sara Formenti.
Biografia Itaú Cultural
Inicia a formação artística estudando desenho e pintura com Pietro Strina (1874-1927), em São Paulo, por volta de 1910. Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, onde trabalha no ateliê de seu pai, o artista italiano César Alexandre Formenti (1874-1944), contribuindo na execução de mosaicos e vitrais. Entre os trabalhos realizados com pai, está o piso do Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro. Em 1913, participa pela primeira vez da Exposição Geral de Belas Artes, organizada pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, recebendo menção honrosa. Em edições posteriores da exposição, é premiado com medalha de bronze em 1921 e medalha de prata em 1924. Participa, também, de edições do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo a medalha de prata na edição de 1940. Torna-se cantor popular em 1916, gravando mais de 400 músicas. Em 1970, faz uma gravação com sua história de vida para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS/SP), integrando o projeto “Depoimentos para a Posteridade”. Possui obras no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Análise
Por ocasião da 24ª edição da Exposição Geral de Belas Artes, em 1917, o escritor e crítico paulista Monteiro Lobato destaca a pintura Tarde no Leblon, de Gastão Formenti, que aponta como “digna de menção pela frescura das tintas e excelência do céu”. O artista, então com 21 anos, já sinaliza o notável paisagista que se torna, mantendo-se ativo até meados da década de 1960. Durante sua trajetória, Formenti realiza marinhas de praias cariocas, como Iate Clube do Rio de Janeiro (1951), Paquetá (1958) e Praia da Gávea (1963). São obras estruturadas no esquema tradicional da pintura de paisagem marinha: uma estreita faixa de terra em primeiro plano (praia), seguida da área do mar, tendo ao fundo, outra faixa de terra (montanhas) e, finalmente, o céu. A “excelência do céu” de que fala Monteiro Lobato se faz presente nessas obras, nas quais o artista mostra-se habilidoso na captação dos reflexos de luz nas nuvens em diferentes momentos do dia e condições climáticas. Em Luz e Sombra, Gávea (1935), porém, mostra-se capaz de explorar a ação da luz também na terra. Estruturada como se o artista observasse a cena debaixo de uma grande árvore, a composição apresenta, em primeiro plano, uma grande área imersa em sombra, contrastando com a zona de luz verde e amarela, que toma a parte superior do quadro. Além da habilidade no manejo das cores, a pintura revela perspicácia na estruturação do quadro, ao contrapor a área luminosa, situada à esquerda, a uma bananeira que se ergue sombria à direita, mantendo o equilíbrio da composição.
Críticas
"Do grupo de paisagistas de hoje, talvez seja Gastão Formenti o nome de maior popularidade. É que suas atividades não se restringem à pintura ou ao desenho, invadem, também, as fronteiras da música popular, em cujos domínios Formenti tem um lugar de grande destaque. É bastante conhecida a anedota da criatura que, perplexa, indagou, certa vez, a Gastão Formenti, se ele também era pintor, pois só o conhecia, até então, como cantor. - Perdão, senhorita - retrucou o artista - eu ´também´ sou cantor... Essa resposta não só caracteriza, de curto modo, o ambiente de nossa música popular como, também, evidencia o apreço que a pintura merece do artista, que prefere ser pintor a ser um simples cantor..."
F. Acquarone e A. de Queiroz Vieira (ACQUARONE, Francisco, VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: s.n., 1942. 2v.)
Exposições Coletivas
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1914 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1917 - Rio de Janeiro RJ - 24ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão da Primavera
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de prata
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes - prêmio de viagem à Europa
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
ca.1940 - Rio Grande do Sul - Salão de Belas Artes - medalhas de bronze e prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1943 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - prêmio de viagem à Europa
1944 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
Exposições Póstumas
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, na Fundação Instituto de Ensino para Osasco
1998 - Rio de Janeiro RJ - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas, no Museu Naval e Oceanográfico
Fonte: GASTÃO Formenti. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia Wikipédia
Filho do italiano Cesare Formenti, pintor, decorador e cantor lírico amador, e irmão da escultora Sara Formenti.
Em 1895, sua família se transferiu para São Paulo. Fez o primário na Escola Filorette Fondacari, em São Paulo, e o secundário no Ginásio São Bento, no Rio de Janeiro. Aos nove anos, começou a estudar pintura com o pai e com Pedro Strina. Em 1910, transferindo-se com a família para o Rio de Janeiro, passou a trabalhar com o pai em pintura e, a 25 de fevereiro de 1920, casou-se com Otília de Oliveira.
Vitrais de Gastão Formenti encontram-se na Igreja de São Domingos, em Niterói, no hall do Edifício Orania, em Copacabana, em mausoléus do Cemitério da Penitência, no Caju, no Hospital dos Lázaros de São Cristóvão e na cúpula de vitral do Palácio Tiradentes.
Carreira musical
Gastão começou sua carreira de cantor em 1927, aos 33 anos; instigado pelo escritor Gastão Penalva, apresentou-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, cantando a canção "Ontem ao Luar" (Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara). No mesmo ano, foi contratado pela gravadora Odeon, que havia pouco inaugurara a gravação elétrica no Brasil. Em seu primeiro disco, gravou o motivo popular "Anoiteceu" e o tango sertanejo "Cabocla Apaixonada", de Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso. Em seguida, gravou composições de Joubert de Carvalho, como as toadas "Canarinho", "Rolinha", "Sabiá Mimoso" e o maxixe "Boca Pintada". Em suas primeiras gravações, foi acompanhado ao violão por Rogério Guimarães.
Nos primeiros três anos de sua carreira musical, lançou discos tanto pela Odeon quanto por sua subsidiária, a Parlophon, onde, aliás, obteve seu primeiro grande sucesso: "Casa de Caboclo", canção de Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga.
Ao lado de Carmen Miranda, foi o primeiro cantor brasileiro a assinar um contrato com uma rádio, a Mayrink Veiga, em 1930. No mesmo ano, porém, transferiu-se para a Rádio Transmissora. Trocou também de gravadora; saindo da Odeon, passou para a Brunswick e, após gravar um único disco pela Columbia em fevereiro de 1931, foi contratado pela Victor, através da qual lançou várias músicas da dupla Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, como o cateretê "De Papo pro Á", a canção "Zíngara" e o fox "Beduíno". Em junho de 1932, gravou a canção "Maringá" (Joubert de Carvalho), um grande sucesso que, mais tarde, daria nome à cidade paranaense.
Entre 1934 e 1935, lançou várias composições de Valdemar Henrique. Nesse ano, passou a atuar no Rádio Clube do Brasil e, em 1937, voltou a gravar pela Odeon.
Começou a se afastar da carreira de cantor a partir de 1940. Entre esse ano e o seguinte, gravou apenas dois discos. Passou a se dedicar mais à pintura, área em que também se destacou. Voltou a gravar somente seis anos depois, lançando a valsa "Não Vale Recordar" (José Conde e Mário Rossi) e a toada-rumba "Lua Malvada" (Saint-Clair Senna).
Em 1952, agora na Victor, regravou "Nhá Maria" e "Trovas de Amor" (ambas de Joubert de Carvalho) e, em 1956, na Sinter, relançou "De Papo pro Á" e "Maringá". Em 1959, a RCA Victor regravou seus grandes sucessos no LP "Quadros Musicais". Após esse lançamento, retirou-se definitivamente da vida musical.
Sucessos
A Vida É Boa… Saint-Clair Sena 1937
Anoitecer Motivo Popular 1927
Beduíno Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1932
Bem-Te-Vi Sinhô 1928
Boca Pintada Joubert de Carvalho 1927
Boi-Bumbá Valdemar Henrique 1935
Cabocla Apaixonada Marcelo Tupinambá 1928
Cai, Cai, Balão Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Casa de Caboclo Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga 1928
Cobra Grande Valdemar Henrique 1935
Coração, por Que Soluças? José Maria de Abreu e Saint-Clair Sena 1937
De Papo pro Á Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Foi Boto, Sinhá Valdemar Henrique 1934
Folhas ao Vento Milton Amaral 1934
Glória Bonfiglio de Oliveira e Branca Coelho 1931
Jóia Falsa Osvaldo Santiago 1934
Lua Branca Chiquinha Gonzaga 1929
Maria Fulô Leonel Azevedo e Sá Róris 1937
Maringá Joubert de Carvalho 1932
Meu Sofrer (Queixumes) Henrique Brito e Noel Rosa 1930
Minha Boneca Luís Lamego e Paulo Barbosa 1938
Na Serra da Mantiqueira Ari Kerner 1932
Não Sei para Que Viver Saint-Clair Sena 1939
Nhá Maria Joubert de Carvalho 1928
Olhos Tristes Jararaca e Vicente Paiva 1938
Sabiá Mimoso Joubert de Carvalho 1927
Samba da Saudade Ronaldo Lupo e Saint-Clair Sena 1934
Suçuarana Hekel Tavares e Luís Peixoto 1928
Tutu Marambá Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Zíngara Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Fonte: Wikipédia, consultado em 12 de março de 2020.
Crédito fotográfico: Cifra Antiga, consultado em 12 de março de 2020.
Gastão Formenti (Guaratinguetá, SP, 24 de junho de 1894 - Rio de Janeiro, RJ, 28 de maio de 1974) foi um pintor, decorador e cantor lírico amador, filho do italiano Cesare Formenti e irmão da escultora Sara Formenti.
Biografia Itaú Cultural
Inicia a formação artística estudando desenho e pintura com Pietro Strina (1874-1927), em São Paulo, por volta de 1910. Muda-se com a família para o Rio de Janeiro, onde trabalha no ateliê de seu pai, o artista italiano César Alexandre Formenti (1874-1944), contribuindo na execução de mosaicos e vitrais. Entre os trabalhos realizados com pai, está o piso do Palácio Tiradentes, no Rio de Janeiro. Em 1913, participa pela primeira vez da Exposição Geral de Belas Artes, organizada pela Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, recebendo menção honrosa. Em edições posteriores da exposição, é premiado com medalha de bronze em 1921 e medalha de prata em 1924. Participa, também, de edições do Salão Paulista de Belas Artes, obtendo a medalha de prata na edição de 1940. Torna-se cantor popular em 1916, gravando mais de 400 músicas. Em 1970, faz uma gravação com sua história de vida para o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS/SP), integrando o projeto “Depoimentos para a Posteridade”. Possui obras no acervo do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro.
Análise
Por ocasião da 24ª edição da Exposição Geral de Belas Artes, em 1917, o escritor e crítico paulista Monteiro Lobato destaca a pintura Tarde no Leblon, de Gastão Formenti, que aponta como “digna de menção pela frescura das tintas e excelência do céu”. O artista, então com 21 anos, já sinaliza o notável paisagista que se torna, mantendo-se ativo até meados da década de 1960. Durante sua trajetória, Formenti realiza marinhas de praias cariocas, como Iate Clube do Rio de Janeiro (1951), Paquetá (1958) e Praia da Gávea (1963). São obras estruturadas no esquema tradicional da pintura de paisagem marinha: uma estreita faixa de terra em primeiro plano (praia), seguida da área do mar, tendo ao fundo, outra faixa de terra (montanhas) e, finalmente, o céu. A “excelência do céu” de que fala Monteiro Lobato se faz presente nessas obras, nas quais o artista mostra-se habilidoso na captação dos reflexos de luz nas nuvens em diferentes momentos do dia e condições climáticas. Em Luz e Sombra, Gávea (1935), porém, mostra-se capaz de explorar a ação da luz também na terra. Estruturada como se o artista observasse a cena debaixo de uma grande árvore, a composição apresenta, em primeiro plano, uma grande área imersa em sombra, contrastando com a zona de luz verde e amarela, que toma a parte superior do quadro. Além da habilidade no manejo das cores, a pintura revela perspicácia na estruturação do quadro, ao contrapor a área luminosa, situada à esquerda, a uma bananeira que se ergue sombria à direita, mantendo o equilíbrio da composição.
Críticas
"Do grupo de paisagistas de hoje, talvez seja Gastão Formenti o nome de maior popularidade. É que suas atividades não se restringem à pintura ou ao desenho, invadem, também, as fronteiras da música popular, em cujos domínios Formenti tem um lugar de grande destaque. É bastante conhecida a anedota da criatura que, perplexa, indagou, certa vez, a Gastão Formenti, se ele também era pintor, pois só o conhecia, até então, como cantor. - Perdão, senhorita - retrucou o artista - eu ´também´ sou cantor... Essa resposta não só caracteriza, de curto modo, o ambiente de nossa música popular como, também, evidencia o apreço que a pintura merece do artista, que prefere ser pintor a ser um simples cantor..."
F. Acquarone e A. de Queiroz Vieira (ACQUARONE, Francisco, VIEIRA, Adão de Queiroz. Primores da pintura no Brasil. 2.ed. [Rio de Janeiro]: s.n., 1942. 2v.)
Exposições Coletivas
1913 - Rio de Janeiro RJ - 20ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1914 - Rio de Janeiro RJ - 21ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1915 - Rio de Janeiro RJ - 22ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1916 - Rio de Janeiro RJ - 23ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1917 - Rio de Janeiro RJ - 24ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1918 - Rio de Janeiro RJ - 25ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1919 - Rio de Janeiro RJ - 26ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1920 - Rio de Janeiro RJ - 27ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão da Primavera
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de prata
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1928 - Rio de Janeiro RJ - 35ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1929 - Rio de Janeiro RJ - 36ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1930 - Rio de Janeiro RJ - 37ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes - prêmio de viagem à Europa
1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
ca.1940 - Rio Grande do Sul - Salão de Belas Artes - medalhas de bronze e prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1943 - São Paulo SP - 9º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA - prêmio de viagem à Europa
1944 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
Exposições Póstumas
1996 - Osasco SP - 3ª Mostra de Arte, na Fundação Instituto de Ensino para Osasco
1998 - Rio de Janeiro RJ - Marinhas em Grandes Coleções Paulistas, no Museu Naval e Oceanográfico
Fonte: GASTÃO Formenti. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 12 de Mar. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia Wikipédia
Filho do italiano Cesare Formenti, pintor, decorador e cantor lírico amador, e irmão da escultora Sara Formenti.
Em 1895, sua família se transferiu para São Paulo. Fez o primário na Escola Filorette Fondacari, em São Paulo, e o secundário no Ginásio São Bento, no Rio de Janeiro. Aos nove anos, começou a estudar pintura com o pai e com Pedro Strina. Em 1910, transferindo-se com a família para o Rio de Janeiro, passou a trabalhar com o pai em pintura e, a 25 de fevereiro de 1920, casou-se com Otília de Oliveira.
Vitrais de Gastão Formenti encontram-se na Igreja de São Domingos, em Niterói, no hall do Edifício Orania, em Copacabana, em mausoléus do Cemitério da Penitência, no Caju, no Hospital dos Lázaros de São Cristóvão e na cúpula de vitral do Palácio Tiradentes.
Carreira musical
Gastão começou sua carreira de cantor em 1927, aos 33 anos; instigado pelo escritor Gastão Penalva, apresentou-se na Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, cantando a canção "Ontem ao Luar" (Catulo da Paixão Cearense e Pedro de Alcântara). No mesmo ano, foi contratado pela gravadora Odeon, que havia pouco inaugurara a gravação elétrica no Brasil. Em seu primeiro disco, gravou o motivo popular "Anoiteceu" e o tango sertanejo "Cabocla Apaixonada", de Marcelo Tupinambá e Gastão Barroso. Em seguida, gravou composições de Joubert de Carvalho, como as toadas "Canarinho", "Rolinha", "Sabiá Mimoso" e o maxixe "Boca Pintada". Em suas primeiras gravações, foi acompanhado ao violão por Rogério Guimarães.
Nos primeiros três anos de sua carreira musical, lançou discos tanto pela Odeon quanto por sua subsidiária, a Parlophon, onde, aliás, obteve seu primeiro grande sucesso: "Casa de Caboclo", canção de Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga.
Ao lado de Carmen Miranda, foi o primeiro cantor brasileiro a assinar um contrato com uma rádio, a Mayrink Veiga, em 1930. No mesmo ano, porém, transferiu-se para a Rádio Transmissora. Trocou também de gravadora; saindo da Odeon, passou para a Brunswick e, após gravar um único disco pela Columbia em fevereiro de 1931, foi contratado pela Victor, através da qual lançou várias músicas da dupla Joubert de Carvalho e Olegário Mariano, como o cateretê "De Papo pro Á", a canção "Zíngara" e o fox "Beduíno". Em junho de 1932, gravou a canção "Maringá" (Joubert de Carvalho), um grande sucesso que, mais tarde, daria nome à cidade paranaense.
Entre 1934 e 1935, lançou várias composições de Valdemar Henrique. Nesse ano, passou a atuar no Rádio Clube do Brasil e, em 1937, voltou a gravar pela Odeon.
Começou a se afastar da carreira de cantor a partir de 1940. Entre esse ano e o seguinte, gravou apenas dois discos. Passou a se dedicar mais à pintura, área em que também se destacou. Voltou a gravar somente seis anos depois, lançando a valsa "Não Vale Recordar" (José Conde e Mário Rossi) e a toada-rumba "Lua Malvada" (Saint-Clair Senna).
Em 1952, agora na Victor, regravou "Nhá Maria" e "Trovas de Amor" (ambas de Joubert de Carvalho) e, em 1956, na Sinter, relançou "De Papo pro Á" e "Maringá". Em 1959, a RCA Victor regravou seus grandes sucessos no LP "Quadros Musicais". Após esse lançamento, retirou-se definitivamente da vida musical.
Sucessos
A Vida É Boa… Saint-Clair Sena 1937
Anoitecer Motivo Popular 1927
Beduíno Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1932
Bem-Te-Vi Sinhô 1928
Boca Pintada Joubert de Carvalho 1927
Boi-Bumbá Valdemar Henrique 1935
Cabocla Apaixonada Marcelo Tupinambá 1928
Cai, Cai, Balão Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Casa de Caboclo Hekel Tavares e Luís Peixoto sobre motivos de Chiquinha Gonzaga 1928
Cobra Grande Valdemar Henrique 1935
Coração, por Que Soluças? José Maria de Abreu e Saint-Clair Sena 1937
De Papo pro Á Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Foi Boto, Sinhá Valdemar Henrique 1934
Folhas ao Vento Milton Amaral 1934
Glória Bonfiglio de Oliveira e Branca Coelho 1931
Jóia Falsa Osvaldo Santiago 1934
Lua Branca Chiquinha Gonzaga 1929
Maria Fulô Leonel Azevedo e Sá Róris 1937
Maringá Joubert de Carvalho 1932
Meu Sofrer (Queixumes) Henrique Brito e Noel Rosa 1930
Minha Boneca Luís Lamego e Paulo Barbosa 1938
Na Serra da Mantiqueira Ari Kerner 1932
Não Sei para Que Viver Saint-Clair Sena 1939
Nhá Maria Joubert de Carvalho 1928
Olhos Tristes Jararaca e Vicente Paiva 1938
Sabiá Mimoso Joubert de Carvalho 1927
Samba da Saudade Ronaldo Lupo e Saint-Clair Sena 1934
Suçuarana Hekel Tavares e Luís Peixoto 1928
Tutu Marambá Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1929
Zíngara Joubert de Carvalho e Olegário Mariano 1931
Fonte: Wikipédia, consultado em 12 de março de 2020.
Crédito fotográfico: Cifra Antiga, consultado em 12 de março de 2020.