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Marco Velasquez

Marco Velasquez (Rio de Janeiro, RJ, 1963) é um pintor, fotógrafo e escultor brasileiro. Suas obras apresentam soluções altamente sofisticadas em termos de imagens descritas através do pontilhismo

Biografia

Rio de Janeiro, meados de 1978, aos 15 anos de idade, em seu pequeno laboratório improvisado na Tijuca, o artista já trabalhava os grãos da película e fazia surgir – do papel mate, brilhante ou corrugado – imagens que controlava através do uso do tempo em sua maior ou menor definição. Entre 1985 e 2008, trabalhou com fotografia de publicidade e moda, com as quais ganhou vários prêmios.

Passando à pintura, após uma temporada na fotografia digital, Velasquez sofre a influência daquilo que o formou. Uma tela sua sempre estará impregnada dos elementos com os quais conviveu. Suas obras apresentam soluções altamente sofisticadas em termos de imagens descritas através do pontilhismo. Em 2011, vemos suas transparências se referirem aos diapositivos e ganharem sua dimensão de vida. Em um uso inovador para as artes plásticas, em 2013, o artífice utiliza os pigmentos termocrômicos e novamente introduz a dimensão do tempo em suas revelações.

Marco participou de exposições e leilões de arte promovidos pela galeria TNT Artes e cursos no EAV e MAM. Teve seu trabalho abordado em artigo do crítico de arte Luiz Carlos Prestes Filho. Participou da ArtExpo New York 2015. Idealizou e realizou o projeto Reflorescência Coletiva, no Centro Cultural Parque das Ruinas, e a Exposição Ciclos Cromáticos. Em 2016, participou da exposição CTRL+Z, na Galeria TNT Arte, junto ao mestre das cores JM Dias da Cruz. Além da Artigo Rio - Feira de Arte Contemporânea pela Essenze galeria da Alemanha.

Em 2017, participou da coletiva "Encontro de Tons" na Anjos Art Gallery realizando seu maior projeto: “Salve Maria”, uma exposição itinerante onde o artista relê a Santa Ceia de Leonardo Da Vinci, substituindo os 12 apóstolos por representações de Nossa senhora, padroeiras dos países do Continente Americano.

Em 2018 realizou a exposição temática, "Bicicletário 55 - Cores em Movimento", em uma primeira temporada na na Casa França Brasil, um dos principais centro culturais do Rio de Janeiro e posteriormente na TNT Artes,

Participou do coletivo "A cor como ciência" - José Maria Dias da Cruz + 30, junto a grandes nomes como Alfredo Volpi, Manabu Mabe, Tomie Ohtake entre outros.

Suas obras também estiveram expostas na Comemoração dos 70 anos da Porsche no Classic Cars no Village Mall, RJ.

Fonte: Cargo Collective, consultado pela última vez em 12 de março de 2021.

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A temperatura dita o tom na pintura de Marco Velasquez

Obras com pigmentos termocrômicos estarão em mostra coletiva que abrirá novo espaço na cidade

RIO — Certa vez, assistindo a uma aula na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Marco Velasquez ouviu um professor dizer que “tudo o que foi criado está aí”. Ele discordou.

— As possibilidades são muitas, infinitas — diz o pintor de 52 anos, que se iniciou nas artes visuais por meio da fotografia e que hoje faz um trabalho em que uma linguagem interfere na outra.

Uma dessas muitas possibilidades vem sendo experimentada por ele há algum tempo: são as telas feitas com pigmentos termocrômicos, ou seja, que mudam de cor a partir de oscilações da temperatura ambiente. Em seu ateliê no Cosme Velho, os 20 graus garantidos pelo aparelho de ar-condicionado mantêm os roxos roxos e os vermelhos vermelhos, mas basta que as telas sejam retiradas dali, ou expostas a uma fonte de calor, para que roxos se tornem azuis e os vermelhos desapareçam, numa transformação que, para o artista, fala sobre a ação do tempo.

Parte dessa produção, uma série de óleo sobre telas e sobre placas acrílicas inspirada nas motocicletas Harley-Davidson, será exposta na coletiva que marcará a abertura, no fim de março, do espaço Z42, centro cultural localizado num antigo casarão no Cosme Velho que já abrigou a embaixada do Japão. O local, onde 12 artistas já ocupam ateliês, terá ainda, no térreo, cinco salas de exposição, que poderão ser usadas separadamente ou em conjunto, e, numa área descoberta, um bistrô.

A ideia de utilizar os pigmentos surgiu de uma lembrança longínqua, quando se encantou, ainda criança, com o Galo de Barcelos (imagem emblemático de Portugal) que havia na casa de sua madrinha e que mudava de cor conforme a umidade do ar — fenômeno desencadeado pelo fato de o objeto ser embebido em cloreto de cobalto. Velasquez procurou pela substância, mas ela hoje é classificada como tóxica pela União Europeia e difícil de ser comprada. Achou então na China um fabricante do pigmento e passou a encomendá-lo, com ponto de mudança de cor entre 20 e 30 graus centígrados, variação pertinente ao clima do Brasil. É com a tinta fabricada a partir dele que tem pintado cavalinhos de carrossel, as motos já citadas ou bicicletas — caso da obra sobre acrílico inspirada na primeira bicicleta de motor a vapor, a Michaux-Perreau, criada na França em 1868, num universo lúdico que, diz ele, não se enquadra em categorias.

Fonte: Jornal Globo, publicado em 27 de fevereiro de 2015.

Crédito Fotográfico: Facebook @claudiovelasquez

Marco Velasquez (Rio de Janeiro, RJ, 1963) é um pintor, fotógrafo e escultor brasileiro. Suas obras apresentam soluções altamente sofisticadas em termos de imagens descritas através do pontilhismo

Marco Velasquez

Marco Velasquez (Rio de Janeiro, RJ, 1963) é um pintor, fotógrafo e escultor brasileiro. Suas obras apresentam soluções altamente sofisticadas em termos de imagens descritas através do pontilhismo

Videos

Entrevista O Globo | 2015

Obras de Marco Velasquez | 2019

Bate papo com Marco Velasquez | 2020

Exposição Salve Maria | 2017

Termocrômico de Marco Velasquez | 2014

Biografia

Rio de Janeiro, meados de 1978, aos 15 anos de idade, em seu pequeno laboratório improvisado na Tijuca, o artista já trabalhava os grãos da película e fazia surgir – do papel mate, brilhante ou corrugado – imagens que controlava através do uso do tempo em sua maior ou menor definição. Entre 1985 e 2008, trabalhou com fotografia de publicidade e moda, com as quais ganhou vários prêmios.

Passando à pintura, após uma temporada na fotografia digital, Velasquez sofre a influência daquilo que o formou. Uma tela sua sempre estará impregnada dos elementos com os quais conviveu. Suas obras apresentam soluções altamente sofisticadas em termos de imagens descritas através do pontilhismo. Em 2011, vemos suas transparências se referirem aos diapositivos e ganharem sua dimensão de vida. Em um uso inovador para as artes plásticas, em 2013, o artífice utiliza os pigmentos termocrômicos e novamente introduz a dimensão do tempo em suas revelações.

Marco participou de exposições e leilões de arte promovidos pela galeria TNT Artes e cursos no EAV e MAM. Teve seu trabalho abordado em artigo do crítico de arte Luiz Carlos Prestes Filho. Participou da ArtExpo New York 2015. Idealizou e realizou o projeto Reflorescência Coletiva, no Centro Cultural Parque das Ruinas, e a Exposição Ciclos Cromáticos. Em 2016, participou da exposição CTRL+Z, na Galeria TNT Arte, junto ao mestre das cores JM Dias da Cruz. Além da Artigo Rio - Feira de Arte Contemporânea pela Essenze galeria da Alemanha.

Em 2017, participou da coletiva "Encontro de Tons" na Anjos Art Gallery realizando seu maior projeto: “Salve Maria”, uma exposição itinerante onde o artista relê a Santa Ceia de Leonardo Da Vinci, substituindo os 12 apóstolos por representações de Nossa senhora, padroeiras dos países do Continente Americano.

Em 2018 realizou a exposição temática, "Bicicletário 55 - Cores em Movimento", em uma primeira temporada na na Casa França Brasil, um dos principais centro culturais do Rio de Janeiro e posteriormente na TNT Artes,

Participou do coletivo "A cor como ciência" - José Maria Dias da Cruz + 30, junto a grandes nomes como Alfredo Volpi, Manabu Mabe, Tomie Ohtake entre outros.

Suas obras também estiveram expostas na Comemoração dos 70 anos da Porsche no Classic Cars no Village Mall, RJ.

Fonte: Cargo Collective, consultado pela última vez em 12 de março de 2021.

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A temperatura dita o tom na pintura de Marco Velasquez

Obras com pigmentos termocrômicos estarão em mostra coletiva que abrirá novo espaço na cidade

RIO — Certa vez, assistindo a uma aula na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, Marco Velasquez ouviu um professor dizer que “tudo o que foi criado está aí”. Ele discordou.

— As possibilidades são muitas, infinitas — diz o pintor de 52 anos, que se iniciou nas artes visuais por meio da fotografia e que hoje faz um trabalho em que uma linguagem interfere na outra.

Uma dessas muitas possibilidades vem sendo experimentada por ele há algum tempo: são as telas feitas com pigmentos termocrômicos, ou seja, que mudam de cor a partir de oscilações da temperatura ambiente. Em seu ateliê no Cosme Velho, os 20 graus garantidos pelo aparelho de ar-condicionado mantêm os roxos roxos e os vermelhos vermelhos, mas basta que as telas sejam retiradas dali, ou expostas a uma fonte de calor, para que roxos se tornem azuis e os vermelhos desapareçam, numa transformação que, para o artista, fala sobre a ação do tempo.

Parte dessa produção, uma série de óleo sobre telas e sobre placas acrílicas inspirada nas motocicletas Harley-Davidson, será exposta na coletiva que marcará a abertura, no fim de março, do espaço Z42, centro cultural localizado num antigo casarão no Cosme Velho que já abrigou a embaixada do Japão. O local, onde 12 artistas já ocupam ateliês, terá ainda, no térreo, cinco salas de exposição, que poderão ser usadas separadamente ou em conjunto, e, numa área descoberta, um bistrô.

A ideia de utilizar os pigmentos surgiu de uma lembrança longínqua, quando se encantou, ainda criança, com o Galo de Barcelos (imagem emblemático de Portugal) que havia na casa de sua madrinha e que mudava de cor conforme a umidade do ar — fenômeno desencadeado pelo fato de o objeto ser embebido em cloreto de cobalto. Velasquez procurou pela substância, mas ela hoje é classificada como tóxica pela União Europeia e difícil de ser comprada. Achou então na China um fabricante do pigmento e passou a encomendá-lo, com ponto de mudança de cor entre 20 e 30 graus centígrados, variação pertinente ao clima do Brasil. É com a tinta fabricada a partir dele que tem pintado cavalinhos de carrossel, as motos já citadas ou bicicletas — caso da obra sobre acrílico inspirada na primeira bicicleta de motor a vapor, a Michaux-Perreau, criada na França em 1868, num universo lúdico que, diz ele, não se enquadra em categorias.

Fonte: Jornal Globo, publicado em 27 de fevereiro de 2015.

Crédito Fotográfico: Facebook @claudiovelasquez

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

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