Maurício da Rocha Bentes (Rio de Janeiro, RJ, 20 de dezembro de 1958 — Idem, 24 de dezembro de 2003), mais conhecido como Maurício Bentes, foi um escultor brasileiro. Formou-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, decidiu seguir carreira artística estudando cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói. Criou trabalhos que ultrapassaram os limites da escultura e que envolviam outros sentidos além da visão, conduzindo a uma experiência além da óptica com os objetos. Realizou exposições nas principais cidades do Brasil, Suíça e outros países.
Biografia – Itaú Cultural
Forma-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, mas decide seguir carreira artística. Estuda cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói.
Em 1982, participa do V Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP, no Rio de Janeiro, e faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Da cerâmica passa ao ferro e, em 1984, expõe na coletiva Como Vai Você, Geração 80? na EAV/Parque Lage. Em 1986, faz trabalho com luz fluorescente na mostra Território Ocupado, da EAV/Parque Lage. No ano seguinte, participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1988, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 10ª Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP.
Após a morte de Haroldo Barroso, em 1989, tornou-se coordenador da Oficina de Escultura do Museu do Ingá, onde permaneceu até 2002.
Em 1991, apresenta trabalho na 21ª Bienal Internacional de São Paulo e na mostra Viva Brasil Viva em Estocolmo, na Suécia.
Análise
Maurício Bentes faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1982. Na grama ele dispõe tijolos compridos e retorcidos, que perderam toda sua utilidade. Dois anos depois, é um dos participantes da coletiva Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, onde apresenta uma chapa de ferro com um recorte irregular feito com maçarico e depois dobrado.
A pesquisa de novos materiais é uma das principais características que ligam esse artista à chamada Geração 80. Depois dessa famosa mostra, a chama do maçarico o inspira a fazer trabalhos com luz fluorescente. O primeiro é a Instalação efêmera, que mostra na exposição Território Ocupado, na EAV Parque Lage, e na qual cobre 12 metros de lâmpadas fluorescentes com limalha de ferro, dipostas ao longo de um corredor, criando uma faixa luminosa no chão. Faz também colunas de ferro com cortes irregulares, que abrigam em seu interior lâmpadas fluorescentes. Chega a organizar happenings em que cobre o tubo de luz fluorescente com queijos que as pessoas vão comendo.
Cria trabalhos que ultrapassam os limites da escultura e que envolvem outros sentidos além da visão. Na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, por exemplo, coloca no chão duas caixas retangulares de ferro iluminadas no interior por lâmpadas fluorescentes e atravessadas por um recorte horizontal e irregular. Elas contêm um líquido vermelho na parte de cima. Os ruídos provocados por um motor e o ambiente escuro da sala conduzem a uma experiência que ultrapassa a relação puramente óptica com os objetos.
Exposições Individuais
1982 - Rio de Janeiro RJ - Tijolos, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Individual, na UFF. Galeria de Arte
1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1986 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Centro Empresarial Rio
1987 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - Belo Horizonte MG - Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte
1988 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Arte & Fato
1988 - Rio de Janeiro RJ - Ciclo de Esculturas, na Galeria Sergio Milliet
1988 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1990 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1991 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1992 - Rio de Janeiro RJ - Cavalo Luz, Earth Summit, no MAM/RJ
1993 - Brasília DF - Individual, na ECT Galeria de Arte
1993 - Brasília DF - Banquete, na Fundação Athos Bulcão
1995 - Rio de Janeiro RJ - Instalações, no CCBB
1996 - Rio de Janeiro RJ - Corte no Tempo, na Coletânea Galeria de Arte
1996 - São Paulo SP - Maurício Bentes: esculturas, na Valu Oria Galeria de Arte
1997 - Niterói RJ - Intervenção individual, na Galeria do Poste Arte Contemporânea
Exposições Coletivas
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Uma Rosa É Uma Rosa É Uma Rosa, na UFF. Galeria de Arte
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ
1984 - Fortaleza CE - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas
1984 - Rio de Janeiro RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria de Arte do Ibeu
1984 - Rio de Janeiro RJ - Rio de Cor, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1984 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - Niterói RJ - Uma Luz sobre a Cidade, na UFF. Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 7 Escultores, 7 Tendências, na Galeria de Arte Villa Riso
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - São Paulo SP - Inauguração da Galeria Subdistrito, na Galeria Subdistrito
1986 - Fortaleza CE - 1ª Mostra Internacional de Esculturas Efêmeras, no Parque do Cocó
1986 - Rio de Janeiro RJ - Território Ocupado, na EAV/Parque Lage
1986 - São Paulo SP - 10 Anos da Galeria Skultura, na Galeria Skultura
1987 - Brasília DF - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1987 - Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em Busca da Essência: elementos de redução na arte brasileira, na Fundação Bienal
1988 - Porto Alegre RS - Missões 300 Anos: a visão do artista, no UFRGS. Centro Cultural
1988 - Rio de Janeiro RJ - 3x3: 3 Artistas, 3 Dimensões, na Casa de Cultura Laura Alvim
1988 - Rio de Janeiro RJ - Liberdade, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Missões 300 Anos: a visão do artista, na EAV/Parque Lage
1988 - Rio de Janeiro RJ - Abolição, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Papel no Espaço, na Galeria Aktuell
1988 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Artes Plásticas, no MAM/BA
1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1988 - São Paulo SP - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Masp
1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
1989 - São Paulo SP - Acervo Galeria São Paulo, na Galeria de Arte São Paulo
1990 - Niterói RJ - Acervo Contemporâneo, na UFF. Galeria de Arte
1991 - Estocolmo (Suécia) - Viva Brasil Viva, na Konstavdelningen och Liljevalchs Konsthall
1991 - Rio de Janeiro RJ - Processo nº 738.765-2, na EAV/Parque Lage
1991 - São Paulo SP - 21ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1991 - São Paulo SP - 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1992 - Niterói RJ - Galeria de Arte UFF: 10 anos, na UFF. Galeria de Arte
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1993 - Rio de Janeiro RJ - Paixão do Olhar, no MAM/RJ
1993 - Washington (Estados Unidos) - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no Art Museum of the Americas
1994 - Rio de Janeiro RJ - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no MAM/RJ
1994 - São Paulo SP - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, na Casa das Rosas
1995 - Rio de Janeiro RJ - Da Cor do Rio, no Espaço Cultural dos Correios
1996 - Niterói RJ - 48 Contemporâneos, na UFF. Galeria de Arte
1996 - Rio de Janeiro RJ - 70 Anos de Arte em Santa Teresa, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
1996 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Fachadas Imaginárias, nos Arcos da Lapa
1996 - São Paulo SP - Metal e Suas Ligações, no Sesc Pompéia
1997 - Rio de Janeiro RJ - Poemas Visitados, no Espaço Cultural dos Correios
1999 - Rio de Janeiro RJ - Escultura no Palco, no MNBA
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural
2000 - Berlim (Alemanha) - Homem/Natureza/Tecnologia, no Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha
2000 - Penápolis SP - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Niterói RJ - Doze, na Sala José Cândido de Carvalho
2001 - Rio de Janeiro RJ - Galeria do Poste, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
2002 - Rio de Janeiro RJ - Niterói Arte Hoje, no Centro Cultural Candido Mendes
2002 - Niterói RJ - Niterói Arte Hoje, no MAC/Niterói
Exposições Póstumas
2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no CCBB
Fonte: MAURÍCIO Bentes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 06 de dezembro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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A arte de modelar a luz | Tribuna de Minas
"Considerado um dos mais representativos nomes da chamada “Geração 80”, o escultor Maurício Bentes tem seu legado revisitado na exposição “Maurício Bentes: esculturas”, em cartaz no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) até domingo. A mostra reúne trabalhos de diferentes fases criativas, das obras em cerâmica à revolucionária etapa do “ferro luz”. Duas peças em exibição foram doadas pela mãe do artista, Vanda Bentes, e passarão a integrar o acervo do museu. Morto em 2004, Bentes também será homenageado em palestra da curadora da Fundação de Cultura de Niterói, Desirée Monjardim, na quinta, às 19h.
Especialista na obra do escultor, Desirée destaca a inovadora utilização da luz empreendida pelo carioca, cuja família. Ao empregar esse elemento em peças de ferro, Maurício Bentes explorou a imaterialidade da arte, criando imagens que só existem em função da luminosidade elétrica. “Depois da luz, o ser humano não é mais o mesmo. Ele conseguiu falar dessa questão em suas obras”, explica Desirée Monjardim.
Apesar da presença marcante do metal em suas esculturas, os trabalhos iniciais do artista foram em cerâmica. Dessa fase, destacam-se os tijolos expandidos e deformados, apresentados em uma exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1982. Essa linguagem foi retomada nos últimos anos de carreira, em escala menor. As peças, que eram produzidas em grandes dimensões inicialmente, tiveram o tamanho reduzido e ganharam uma atribuição utilitária. Conforme Desirée, o emprego da cor também marca essa etapa, em substituição ao monocromatismo dos primeiros tempos.
Parceria com Niemeyer
Amiga pessoal de Bentes, Desirée conta que teve uma convivência muito próxima com o artista. Como diretora do Museu do Ingá, em Niterói, teve a oportunidade de acompanhar o trabalho do colega na oficina de escultura que comandava. Foi nessa época, no início da década de 1990, que ele estabeleceu uma parceria com Oscar Niemeyer. O carioca foi o responsável por executar as esculturas projetadas pelo arquiteto para suas construções. Desse grupo, destacam-se as peças em bronze “O cavaleiro da esperança” e “Os 18 do forte”, presentes no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Palmas (TO). “Ele realizou o sonho de Niemeyer ao concretizar os desenhos que ele havia feito”, comenta a curadora.
Nascido em 1958, Maurício Bentes fez parte da geração oriunda da Escola de Artes Visuais do Parque Laje, na capital fluminense. Participou de importantes coletivas no Brasil, a exemplo de “Como vai você, geração 80?” e “Território ocupado”, na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, e “XIX e XX”, na Bienal de São Paulo, em 1989. A obra de Bentes está representada em caráter permanente nos acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Museu Nacional de Belas Artes e no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Maurício Bentes viveu por alguns anos no município de Guarani (MG). O escultor, inclusive, chegou a instalar uma de suas obras na fazenda da família em Rio Novo. O conjunto de colunas em cerâmica, entretanto, foi removido do local durante a construção do Aeroporto Regional da Zona da Mata". — Leonardo Toledo, repórter da Tribuna de Minas.
Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.
Crédito fotográfico: Captura de imagem feita a partir do minuto 4:09 do vídeo do programa Arte é Investimento, exibido em Agosto de 1988, por Soraia Cals. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.
Maurício da Rocha Bentes (Rio de Janeiro, RJ, 20 de dezembro de 1958 — Idem, 24 de dezembro de 2003), mais conhecido como Maurício Bentes, foi um escultor brasileiro. Formou-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, decidiu seguir carreira artística estudando cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói. Criou trabalhos que ultrapassaram os limites da escultura e que envolviam outros sentidos além da visão, conduzindo a uma experiência além da óptica com os objetos. Realizou exposições nas principais cidades do Brasil, Suíça e outros países.
Biografia – Itaú Cultural
Forma-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, mas decide seguir carreira artística. Estuda cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói.
Em 1982, participa do V Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP, no Rio de Janeiro, e faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Da cerâmica passa ao ferro e, em 1984, expõe na coletiva Como Vai Você, Geração 80? na EAV/Parque Lage. Em 1986, faz trabalho com luz fluorescente na mostra Território Ocupado, da EAV/Parque Lage. No ano seguinte, participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1988, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 10ª Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP.
Após a morte de Haroldo Barroso, em 1989, tornou-se coordenador da Oficina de Escultura do Museu do Ingá, onde permaneceu até 2002.
Em 1991, apresenta trabalho na 21ª Bienal Internacional de São Paulo e na mostra Viva Brasil Viva em Estocolmo, na Suécia.
Análise
Maurício Bentes faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1982. Na grama ele dispõe tijolos compridos e retorcidos, que perderam toda sua utilidade. Dois anos depois, é um dos participantes da coletiva Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, onde apresenta uma chapa de ferro com um recorte irregular feito com maçarico e depois dobrado.
A pesquisa de novos materiais é uma das principais características que ligam esse artista à chamada Geração 80. Depois dessa famosa mostra, a chama do maçarico o inspira a fazer trabalhos com luz fluorescente. O primeiro é a Instalação efêmera, que mostra na exposição Território Ocupado, na EAV Parque Lage, e na qual cobre 12 metros de lâmpadas fluorescentes com limalha de ferro, dipostas ao longo de um corredor, criando uma faixa luminosa no chão. Faz também colunas de ferro com cortes irregulares, que abrigam em seu interior lâmpadas fluorescentes. Chega a organizar happenings em que cobre o tubo de luz fluorescente com queijos que as pessoas vão comendo.
Cria trabalhos que ultrapassam os limites da escultura e que envolvem outros sentidos além da visão. Na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, por exemplo, coloca no chão duas caixas retangulares de ferro iluminadas no interior por lâmpadas fluorescentes e atravessadas por um recorte horizontal e irregular. Elas contêm um líquido vermelho na parte de cima. Os ruídos provocados por um motor e o ambiente escuro da sala conduzem a uma experiência que ultrapassa a relação puramente óptica com os objetos.
Exposições Individuais
1982 - Rio de Janeiro RJ - Tijolos, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Individual, na UFF. Galeria de Arte
1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1986 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Centro Empresarial Rio
1987 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - Belo Horizonte MG - Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte
1988 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Arte & Fato
1988 - Rio de Janeiro RJ - Ciclo de Esculturas, na Galeria Sergio Milliet
1988 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1990 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1991 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1992 - Rio de Janeiro RJ - Cavalo Luz, Earth Summit, no MAM/RJ
1993 - Brasília DF - Individual, na ECT Galeria de Arte
1993 - Brasília DF - Banquete, na Fundação Athos Bulcão
1995 - Rio de Janeiro RJ - Instalações, no CCBB
1996 - Rio de Janeiro RJ - Corte no Tempo, na Coletânea Galeria de Arte
1996 - São Paulo SP - Maurício Bentes: esculturas, na Valu Oria Galeria de Arte
1997 - Niterói RJ - Intervenção individual, na Galeria do Poste Arte Contemporânea
Exposições Coletivas
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Uma Rosa É Uma Rosa É Uma Rosa, na UFF. Galeria de Arte
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ
1984 - Fortaleza CE - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas
1984 - Rio de Janeiro RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria de Arte do Ibeu
1984 - Rio de Janeiro RJ - Rio de Cor, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1984 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - Niterói RJ - Uma Luz sobre a Cidade, na UFF. Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 7 Escultores, 7 Tendências, na Galeria de Arte Villa Riso
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - São Paulo SP - Inauguração da Galeria Subdistrito, na Galeria Subdistrito
1986 - Fortaleza CE - 1ª Mostra Internacional de Esculturas Efêmeras, no Parque do Cocó
1986 - Rio de Janeiro RJ - Território Ocupado, na EAV/Parque Lage
1986 - São Paulo SP - 10 Anos da Galeria Skultura, na Galeria Skultura
1987 - Brasília DF - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1987 - Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em Busca da Essência: elementos de redução na arte brasileira, na Fundação Bienal
1988 - Porto Alegre RS - Missões 300 Anos: a visão do artista, no UFRGS. Centro Cultural
1988 - Rio de Janeiro RJ - 3x3: 3 Artistas, 3 Dimensões, na Casa de Cultura Laura Alvim
1988 - Rio de Janeiro RJ - Liberdade, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Missões 300 Anos: a visão do artista, na EAV/Parque Lage
1988 - Rio de Janeiro RJ - Abolição, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Papel no Espaço, na Galeria Aktuell
1988 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Artes Plásticas, no MAM/BA
1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1988 - São Paulo SP - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Masp
1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
1989 - São Paulo SP - Acervo Galeria São Paulo, na Galeria de Arte São Paulo
1990 - Niterói RJ - Acervo Contemporâneo, na UFF. Galeria de Arte
1991 - Estocolmo (Suécia) - Viva Brasil Viva, na Konstavdelningen och Liljevalchs Konsthall
1991 - Rio de Janeiro RJ - Processo nº 738.765-2, na EAV/Parque Lage
1991 - São Paulo SP - 21ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1991 - São Paulo SP - 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1992 - Niterói RJ - Galeria de Arte UFF: 10 anos, na UFF. Galeria de Arte
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1993 - Rio de Janeiro RJ - Paixão do Olhar, no MAM/RJ
1993 - Washington (Estados Unidos) - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no Art Museum of the Americas
1994 - Rio de Janeiro RJ - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no MAM/RJ
1994 - São Paulo SP - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, na Casa das Rosas
1995 - Rio de Janeiro RJ - Da Cor do Rio, no Espaço Cultural dos Correios
1996 - Niterói RJ - 48 Contemporâneos, na UFF. Galeria de Arte
1996 - Rio de Janeiro RJ - 70 Anos de Arte em Santa Teresa, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
1996 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Fachadas Imaginárias, nos Arcos da Lapa
1996 - São Paulo SP - Metal e Suas Ligações, no Sesc Pompéia
1997 - Rio de Janeiro RJ - Poemas Visitados, no Espaço Cultural dos Correios
1999 - Rio de Janeiro RJ - Escultura no Palco, no MNBA
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural
2000 - Berlim (Alemanha) - Homem/Natureza/Tecnologia, no Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha
2000 - Penápolis SP - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Niterói RJ - Doze, na Sala José Cândido de Carvalho
2001 - Rio de Janeiro RJ - Galeria do Poste, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
2002 - Rio de Janeiro RJ - Niterói Arte Hoje, no Centro Cultural Candido Mendes
2002 - Niterói RJ - Niterói Arte Hoje, no MAC/Niterói
Exposições Póstumas
2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no CCBB
Fonte: MAURÍCIO Bentes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 06 de dezembro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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A arte de modelar a luz | Tribuna de Minas
"Considerado um dos mais representativos nomes da chamada “Geração 80”, o escultor Maurício Bentes tem seu legado revisitado na exposição “Maurício Bentes: esculturas”, em cartaz no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) até domingo. A mostra reúne trabalhos de diferentes fases criativas, das obras em cerâmica à revolucionária etapa do “ferro luz”. Duas peças em exibição foram doadas pela mãe do artista, Vanda Bentes, e passarão a integrar o acervo do museu. Morto em 2004, Bentes também será homenageado em palestra da curadora da Fundação de Cultura de Niterói, Desirée Monjardim, na quinta, às 19h.
Especialista na obra do escultor, Desirée destaca a inovadora utilização da luz empreendida pelo carioca, cuja família. Ao empregar esse elemento em peças de ferro, Maurício Bentes explorou a imaterialidade da arte, criando imagens que só existem em função da luminosidade elétrica. “Depois da luz, o ser humano não é mais o mesmo. Ele conseguiu falar dessa questão em suas obras”, explica Desirée Monjardim.
Apesar da presença marcante do metal em suas esculturas, os trabalhos iniciais do artista foram em cerâmica. Dessa fase, destacam-se os tijolos expandidos e deformados, apresentados em uma exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1982. Essa linguagem foi retomada nos últimos anos de carreira, em escala menor. As peças, que eram produzidas em grandes dimensões inicialmente, tiveram o tamanho reduzido e ganharam uma atribuição utilitária. Conforme Desirée, o emprego da cor também marca essa etapa, em substituição ao monocromatismo dos primeiros tempos.
Parceria com Niemeyer
Amiga pessoal de Bentes, Desirée conta que teve uma convivência muito próxima com o artista. Como diretora do Museu do Ingá, em Niterói, teve a oportunidade de acompanhar o trabalho do colega na oficina de escultura que comandava. Foi nessa época, no início da década de 1990, que ele estabeleceu uma parceria com Oscar Niemeyer. O carioca foi o responsável por executar as esculturas projetadas pelo arquiteto para suas construções. Desse grupo, destacam-se as peças em bronze “O cavaleiro da esperança” e “Os 18 do forte”, presentes no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Palmas (TO). “Ele realizou o sonho de Niemeyer ao concretizar os desenhos que ele havia feito”, comenta a curadora.
Nascido em 1958, Maurício Bentes fez parte da geração oriunda da Escola de Artes Visuais do Parque Laje, na capital fluminense. Participou de importantes coletivas no Brasil, a exemplo de “Como vai você, geração 80?” e “Território ocupado”, na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, e “XIX e XX”, na Bienal de São Paulo, em 1989. A obra de Bentes está representada em caráter permanente nos acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Museu Nacional de Belas Artes e no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Maurício Bentes viveu por alguns anos no município de Guarani (MG). O escultor, inclusive, chegou a instalar uma de suas obras na fazenda da família em Rio Novo. O conjunto de colunas em cerâmica, entretanto, foi removido do local durante a construção do Aeroporto Regional da Zona da Mata". — Leonardo Toledo, repórter da Tribuna de Minas.
Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.
Crédito fotográfico: Captura de imagem feita a partir do minuto 4:09 do vídeo do programa Arte é Investimento, exibido em Agosto de 1988, por Soraia Cals. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.
Maurício da Rocha Bentes (Rio de Janeiro, RJ, 20 de dezembro de 1958 — Idem, 24 de dezembro de 2003), mais conhecido como Maurício Bentes, foi um escultor brasileiro. Formou-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, decidiu seguir carreira artística estudando cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói. Criou trabalhos que ultrapassaram os limites da escultura e que envolviam outros sentidos além da visão, conduzindo a uma experiência além da óptica com os objetos. Realizou exposições nas principais cidades do Brasil, Suíça e outros países.
Biografia – Itaú Cultural
Forma-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, mas decide seguir carreira artística. Estuda cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói.
Em 1982, participa do V Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP, no Rio de Janeiro, e faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Da cerâmica passa ao ferro e, em 1984, expõe na coletiva Como Vai Você, Geração 80? na EAV/Parque Lage. Em 1986, faz trabalho com luz fluorescente na mostra Território Ocupado, da EAV/Parque Lage. No ano seguinte, participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1988, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 10ª Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP.
Após a morte de Haroldo Barroso, em 1989, tornou-se coordenador da Oficina de Escultura do Museu do Ingá, onde permaneceu até 2002.
Em 1991, apresenta trabalho na 21ª Bienal Internacional de São Paulo e na mostra Viva Brasil Viva em Estocolmo, na Suécia.
Análise
Maurício Bentes faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1982. Na grama ele dispõe tijolos compridos e retorcidos, que perderam toda sua utilidade. Dois anos depois, é um dos participantes da coletiva Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, onde apresenta uma chapa de ferro com um recorte irregular feito com maçarico e depois dobrado.
A pesquisa de novos materiais é uma das principais características que ligam esse artista à chamada Geração 80. Depois dessa famosa mostra, a chama do maçarico o inspira a fazer trabalhos com luz fluorescente. O primeiro é a Instalação efêmera, que mostra na exposição Território Ocupado, na EAV Parque Lage, e na qual cobre 12 metros de lâmpadas fluorescentes com limalha de ferro, dipostas ao longo de um corredor, criando uma faixa luminosa no chão. Faz também colunas de ferro com cortes irregulares, que abrigam em seu interior lâmpadas fluorescentes. Chega a organizar happenings em que cobre o tubo de luz fluorescente com queijos que as pessoas vão comendo.
Cria trabalhos que ultrapassam os limites da escultura e que envolvem outros sentidos além da visão. Na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, por exemplo, coloca no chão duas caixas retangulares de ferro iluminadas no interior por lâmpadas fluorescentes e atravessadas por um recorte horizontal e irregular. Elas contêm um líquido vermelho na parte de cima. Os ruídos provocados por um motor e o ambiente escuro da sala conduzem a uma experiência que ultrapassa a relação puramente óptica com os objetos.
Exposições Individuais
1982 - Rio de Janeiro RJ - Tijolos, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Individual, na UFF. Galeria de Arte
1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1986 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Centro Empresarial Rio
1987 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - Belo Horizonte MG - Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte
1988 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Arte & Fato
1988 - Rio de Janeiro RJ - Ciclo de Esculturas, na Galeria Sergio Milliet
1988 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1990 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1991 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1992 - Rio de Janeiro RJ - Cavalo Luz, Earth Summit, no MAM/RJ
1993 - Brasília DF - Individual, na ECT Galeria de Arte
1993 - Brasília DF - Banquete, na Fundação Athos Bulcão
1995 - Rio de Janeiro RJ - Instalações, no CCBB
1996 - Rio de Janeiro RJ - Corte no Tempo, na Coletânea Galeria de Arte
1996 - São Paulo SP - Maurício Bentes: esculturas, na Valu Oria Galeria de Arte
1997 - Niterói RJ - Intervenção individual, na Galeria do Poste Arte Contemporânea
Exposições Coletivas
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Uma Rosa É Uma Rosa É Uma Rosa, na UFF. Galeria de Arte
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ
1984 - Fortaleza CE - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas
1984 - Rio de Janeiro RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria de Arte do Ibeu
1984 - Rio de Janeiro RJ - Rio de Cor, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1984 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - Niterói RJ - Uma Luz sobre a Cidade, na UFF. Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 7 Escultores, 7 Tendências, na Galeria de Arte Villa Riso
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - São Paulo SP - Inauguração da Galeria Subdistrito, na Galeria Subdistrito
1986 - Fortaleza CE - 1ª Mostra Internacional de Esculturas Efêmeras, no Parque do Cocó
1986 - Rio de Janeiro RJ - Território Ocupado, na EAV/Parque Lage
1986 - São Paulo SP - 10 Anos da Galeria Skultura, na Galeria Skultura
1987 - Brasília DF - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1987 - Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em Busca da Essência: elementos de redução na arte brasileira, na Fundação Bienal
1988 - Porto Alegre RS - Missões 300 Anos: a visão do artista, no UFRGS. Centro Cultural
1988 - Rio de Janeiro RJ - 3x3: 3 Artistas, 3 Dimensões, na Casa de Cultura Laura Alvim
1988 - Rio de Janeiro RJ - Liberdade, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Missões 300 Anos: a visão do artista, na EAV/Parque Lage
1988 - Rio de Janeiro RJ - Abolição, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Papel no Espaço, na Galeria Aktuell
1988 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Artes Plásticas, no MAM/BA
1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1988 - São Paulo SP - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Masp
1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
1989 - São Paulo SP - Acervo Galeria São Paulo, na Galeria de Arte São Paulo
1990 - Niterói RJ - Acervo Contemporâneo, na UFF. Galeria de Arte
1991 - Estocolmo (Suécia) - Viva Brasil Viva, na Konstavdelningen och Liljevalchs Konsthall
1991 - Rio de Janeiro RJ - Processo nº 738.765-2, na EAV/Parque Lage
1991 - São Paulo SP - 21ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1991 - São Paulo SP - 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1992 - Niterói RJ - Galeria de Arte UFF: 10 anos, na UFF. Galeria de Arte
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1993 - Rio de Janeiro RJ - Paixão do Olhar, no MAM/RJ
1993 - Washington (Estados Unidos) - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no Art Museum of the Americas
1994 - Rio de Janeiro RJ - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no MAM/RJ
1994 - São Paulo SP - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, na Casa das Rosas
1995 - Rio de Janeiro RJ - Da Cor do Rio, no Espaço Cultural dos Correios
1996 - Niterói RJ - 48 Contemporâneos, na UFF. Galeria de Arte
1996 - Rio de Janeiro RJ - 70 Anos de Arte em Santa Teresa, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
1996 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Fachadas Imaginárias, nos Arcos da Lapa
1996 - São Paulo SP - Metal e Suas Ligações, no Sesc Pompéia
1997 - Rio de Janeiro RJ - Poemas Visitados, no Espaço Cultural dos Correios
1999 - Rio de Janeiro RJ - Escultura no Palco, no MNBA
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural
2000 - Berlim (Alemanha) - Homem/Natureza/Tecnologia, no Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha
2000 - Penápolis SP - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Niterói RJ - Doze, na Sala José Cândido de Carvalho
2001 - Rio de Janeiro RJ - Galeria do Poste, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
2002 - Rio de Janeiro RJ - Niterói Arte Hoje, no Centro Cultural Candido Mendes
2002 - Niterói RJ - Niterói Arte Hoje, no MAC/Niterói
Exposições Póstumas
2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no CCBB
Fonte: MAURÍCIO Bentes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 06 de dezembro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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A arte de modelar a luz | Tribuna de Minas
"Considerado um dos mais representativos nomes da chamada “Geração 80”, o escultor Maurício Bentes tem seu legado revisitado na exposição “Maurício Bentes: esculturas”, em cartaz no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) até domingo. A mostra reúne trabalhos de diferentes fases criativas, das obras em cerâmica à revolucionária etapa do “ferro luz”. Duas peças em exibição foram doadas pela mãe do artista, Vanda Bentes, e passarão a integrar o acervo do museu. Morto em 2004, Bentes também será homenageado em palestra da curadora da Fundação de Cultura de Niterói, Desirée Monjardim, na quinta, às 19h.
Especialista na obra do escultor, Desirée destaca a inovadora utilização da luz empreendida pelo carioca, cuja família. Ao empregar esse elemento em peças de ferro, Maurício Bentes explorou a imaterialidade da arte, criando imagens que só existem em função da luminosidade elétrica. “Depois da luz, o ser humano não é mais o mesmo. Ele conseguiu falar dessa questão em suas obras”, explica Desirée Monjardim.
Apesar da presença marcante do metal em suas esculturas, os trabalhos iniciais do artista foram em cerâmica. Dessa fase, destacam-se os tijolos expandidos e deformados, apresentados em uma exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1982. Essa linguagem foi retomada nos últimos anos de carreira, em escala menor. As peças, que eram produzidas em grandes dimensões inicialmente, tiveram o tamanho reduzido e ganharam uma atribuição utilitária. Conforme Desirée, o emprego da cor também marca essa etapa, em substituição ao monocromatismo dos primeiros tempos.
Parceria com Niemeyer
Amiga pessoal de Bentes, Desirée conta que teve uma convivência muito próxima com o artista. Como diretora do Museu do Ingá, em Niterói, teve a oportunidade de acompanhar o trabalho do colega na oficina de escultura que comandava. Foi nessa época, no início da década de 1990, que ele estabeleceu uma parceria com Oscar Niemeyer. O carioca foi o responsável por executar as esculturas projetadas pelo arquiteto para suas construções. Desse grupo, destacam-se as peças em bronze “O cavaleiro da esperança” e “Os 18 do forte”, presentes no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Palmas (TO). “Ele realizou o sonho de Niemeyer ao concretizar os desenhos que ele havia feito”, comenta a curadora.
Nascido em 1958, Maurício Bentes fez parte da geração oriunda da Escola de Artes Visuais do Parque Laje, na capital fluminense. Participou de importantes coletivas no Brasil, a exemplo de “Como vai você, geração 80?” e “Território ocupado”, na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, e “XIX e XX”, na Bienal de São Paulo, em 1989. A obra de Bentes está representada em caráter permanente nos acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Museu Nacional de Belas Artes e no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Maurício Bentes viveu por alguns anos no município de Guarani (MG). O escultor, inclusive, chegou a instalar uma de suas obras na fazenda da família em Rio Novo. O conjunto de colunas em cerâmica, entretanto, foi removido do local durante a construção do Aeroporto Regional da Zona da Mata". — Leonardo Toledo, repórter da Tribuna de Minas.
Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.
Crédito fotográfico: Captura de imagem feita a partir do minuto 4:09 do vídeo do programa Arte é Investimento, exibido em Agosto de 1988, por Soraia Cals. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.
Maurício da Rocha Bentes (Rio de Janeiro, RJ, 20 de dezembro de 1958 — Idem, 24 de dezembro de 2003), mais conhecido como Maurício Bentes, foi um escultor brasileiro. Formou-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, decidiu seguir carreira artística estudando cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói. Criou trabalhos que ultrapassaram os limites da escultura e que envolviam outros sentidos além da visão, conduzindo a uma experiência além da óptica com os objetos. Realizou exposições nas principais cidades do Brasil, Suíça e outros países.
Biografia – Itaú Cultural
Forma-se em economia pela Faculdade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, em 1979, mas decide seguir carreira artística. Estuda cerâmica com Celeida Tostes (1929 - 1995), de 1979 a 1982, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, no Rio de Janeiro; e escultura com Haroldo Barroso (1935 - 1989), de 1980 a 1987, na Oficina de Escultura do Museu do Ingá, em Niterói.
Em 1982, participa do V Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP, no Rio de Janeiro, e faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - MAM/RJ. Da cerâmica passa ao ferro e, em 1984, expõe na coletiva Como Vai Você, Geração 80? na EAV/Parque Lage. Em 1986, faz trabalho com luz fluorescente na mostra Território Ocupado, da EAV/Parque Lage. No ano seguinte, participou da 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em 1988, recebeu o prêmio de viagem ao exterior no 10ª Salão Nacional de Artes Plásticas - SNAP.
Após a morte de Haroldo Barroso, em 1989, tornou-se coordenador da Oficina de Escultura do Museu do Ingá, onde permaneceu até 2002.
Em 1991, apresenta trabalho na 21ª Bienal Internacional de São Paulo e na mostra Viva Brasil Viva em Estocolmo, na Suécia.
Análise
Maurício Bentes faz sua primeira individual, Tijolos, no jardim do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), em 1982. Na grama ele dispõe tijolos compridos e retorcidos, que perderam toda sua utilidade. Dois anos depois, é um dos participantes da coletiva Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage, onde apresenta uma chapa de ferro com um recorte irregular feito com maçarico e depois dobrado.
A pesquisa de novos materiais é uma das principais características que ligam esse artista à chamada Geração 80. Depois dessa famosa mostra, a chama do maçarico o inspira a fazer trabalhos com luz fluorescente. O primeiro é a Instalação efêmera, que mostra na exposição Território Ocupado, na EAV Parque Lage, e na qual cobre 12 metros de lâmpadas fluorescentes com limalha de ferro, dipostas ao longo de um corredor, criando uma faixa luminosa no chão. Faz também colunas de ferro com cortes irregulares, que abrigam em seu interior lâmpadas fluorescentes. Chega a organizar happenings em que cobre o tubo de luz fluorescente com queijos que as pessoas vão comendo.
Cria trabalhos que ultrapassam os limites da escultura e que envolvem outros sentidos além da visão. Na 21ª Bienal Internacional de São Paulo, por exemplo, coloca no chão duas caixas retangulares de ferro iluminadas no interior por lâmpadas fluorescentes e atravessadas por um recorte horizontal e irregular. Elas contêm um líquido vermelho na parte de cima. Os ruídos provocados por um motor e o ambiente escuro da sala conduzem a uma experiência que ultrapassa a relação puramente óptica com os objetos.
Exposições Individuais
1982 - Rio de Janeiro RJ - Tijolos, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Individual, na UFF. Galeria de Arte
1983 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte São Paulo
1986 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Centro Empresarial Rio
1987 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - Belo Horizonte MG - Individual, na Gesto Gráfico Galeria de Arte
1988 - Brasília DF - Individual, no Espaço Capital Arte Contemporânea
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Arte & Fato
1988 - Rio de Janeiro RJ - Ciclo de Esculturas, na Galeria Sergio Milliet
1988 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte
1990 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1991 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Montesanti Roesler
1992 - Rio de Janeiro RJ - Cavalo Luz, Earth Summit, no MAM/RJ
1993 - Brasília DF - Individual, na ECT Galeria de Arte
1993 - Brasília DF - Banquete, na Fundação Athos Bulcão
1995 - Rio de Janeiro RJ - Instalações, no CCBB
1996 - Rio de Janeiro RJ - Corte no Tempo, na Coletânea Galeria de Arte
1996 - São Paulo SP - Maurício Bentes: esculturas, na Valu Oria Galeria de Arte
1997 - Niterói RJ - Intervenção individual, na Galeria do Poste Arte Contemporânea
Exposições Coletivas
1982 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Niterói RJ - Uma Rosa É Uma Rosa É Uma Rosa, na UFF. Galeria de Arte
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, MAM/RJ
1984 - Fortaleza CE - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas
1984 - Rio de Janeiro RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria de Arte do Ibeu
1984 - Rio de Janeiro RJ - Rio de Cor, na EAV/Parque Lage
1984 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1984 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - Niterói RJ - Uma Luz sobre a Cidade, na UFF. Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 7 Escultores, 7 Tendências, na Galeria de Arte Villa Riso
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1985 - São Paulo SP - Inauguração da Galeria Subdistrito, na Galeria Subdistrito
1986 - Fortaleza CE - 1ª Mostra Internacional de Esculturas Efêmeras, no Parque do Cocó
1986 - Rio de Janeiro RJ - Território Ocupado, na EAV/Parque Lage
1986 - São Paulo SP - 10 Anos da Galeria Skultura, na Galeria Skultura
1987 - Brasília DF - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Teatro Nacional Cláudio Santoro
1987 - Rio de Janeiro RJ - 11º Salão Carioca de Arte, na Estação Carioca do Metrô
1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo. Em Busca da Essência: elementos de redução na arte brasileira, na Fundação Bienal
1988 - Porto Alegre RS - Missões 300 Anos: a visão do artista, no UFRGS. Centro Cultural
1988 - Rio de Janeiro RJ - 3x3: 3 Artistas, 3 Dimensões, na Casa de Cultura Laura Alvim
1988 - Rio de Janeiro RJ - Liberdade, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Missões 300 Anos: a visão do artista, na EAV/Parque Lage
1988 - Rio de Janeiro RJ - Abolição, na Galeria de Arte Ipanema
1988 - Rio de Janeiro RJ - Papel no Espaço, na Galeria Aktuell
1988 - Salvador BA - 1º Salão Baiano de Artes Plásticas, no MAM/BA
1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1988 - São Paulo SP - Missões 300 Anos: a visão do artista, no Masp
1989 - Rio de Janeiro RJ - Rio Hoje, no MAM/RJ
1989 - São Paulo SP - Acervo Galeria São Paulo, na Galeria de Arte São Paulo
1990 - Niterói RJ - Acervo Contemporâneo, na UFF. Galeria de Arte
1991 - Estocolmo (Suécia) - Viva Brasil Viva, na Konstavdelningen och Liljevalchs Konsthall
1991 - Rio de Janeiro RJ - Processo nº 738.765-2, na EAV/Parque Lage
1991 - São Paulo SP - 21ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1991 - São Paulo SP - 22º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1992 - Niterói RJ - Galeria de Arte UFF: 10 anos, na UFF. Galeria de Arte
1992 - Rio de Janeiro RJ - 1ª A Caminho de Niterói: Coleção João Sattamini, no Paço Imperial
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1993 - Rio de Janeiro RJ - Paixão do Olhar, no MAM/RJ
1993 - Washington (Estados Unidos) - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no Art Museum of the Americas
1994 - Rio de Janeiro RJ - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, no MAM/RJ
1994 - São Paulo SP - Brasil: imagens dos anos 80 e 90, na Casa das Rosas
1995 - Rio de Janeiro RJ - Da Cor do Rio, no Espaço Cultural dos Correios
1996 - Niterói RJ - 48 Contemporâneos, na UFF. Galeria de Arte
1996 - Rio de Janeiro RJ - 70 Anos de Arte em Santa Teresa, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
1996 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Fachadas Imaginárias, nos Arcos da Lapa
1996 - São Paulo SP - Metal e Suas Ligações, no Sesc Pompéia
1997 - Rio de Janeiro RJ - Poemas Visitados, no Espaço Cultural dos Correios
1999 - Rio de Janeiro RJ - Escultura no Palco, no MNBA
1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural
2000 - Berlim (Alemanha) - Homem/Natureza/Tecnologia, no Instituto Cultural Brasileiro na Alemanha
2000 - Penápolis SP - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Brasília DF - Homem/Natureza/Tecnologia, na Galeria Itaú Cultural
2001 - Niterói RJ - Doze, na Sala José Cândido de Carvalho
2001 - Rio de Janeiro RJ - Galeria do Poste, no Centro Cultural Laurinda Santos Lobo
2002 - Rio de Janeiro RJ - Niterói Arte Hoje, no Centro Cultural Candido Mendes
2002 - Niterói RJ - Niterói Arte Hoje, no MAC/Niterói
Exposições Póstumas
2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no CCBB
Fonte: MAURÍCIO Bentes. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 06 de dezembro de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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A arte de modelar a luz | Tribuna de Minas
"Considerado um dos mais representativos nomes da chamada “Geração 80”, o escultor Maurício Bentes tem seu legado revisitado na exposição “Maurício Bentes: esculturas”, em cartaz no Museu de Arte Murilo Mendes (Mamm) até domingo. A mostra reúne trabalhos de diferentes fases criativas, das obras em cerâmica à revolucionária etapa do “ferro luz”. Duas peças em exibição foram doadas pela mãe do artista, Vanda Bentes, e passarão a integrar o acervo do museu. Morto em 2004, Bentes também será homenageado em palestra da curadora da Fundação de Cultura de Niterói, Desirée Monjardim, na quinta, às 19h.
Especialista na obra do escultor, Desirée destaca a inovadora utilização da luz empreendida pelo carioca, cuja família. Ao empregar esse elemento em peças de ferro, Maurício Bentes explorou a imaterialidade da arte, criando imagens que só existem em função da luminosidade elétrica. “Depois da luz, o ser humano não é mais o mesmo. Ele conseguiu falar dessa questão em suas obras”, explica Desirée Monjardim.
Apesar da presença marcante do metal em suas esculturas, os trabalhos iniciais do artista foram em cerâmica. Dessa fase, destacam-se os tijolos expandidos e deformados, apresentados em uma exposição individual no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, em 1982. Essa linguagem foi retomada nos últimos anos de carreira, em escala menor. As peças, que eram produzidas em grandes dimensões inicialmente, tiveram o tamanho reduzido e ganharam uma atribuição utilitária. Conforme Desirée, o emprego da cor também marca essa etapa, em substituição ao monocromatismo dos primeiros tempos.
Parceria com Niemeyer
Amiga pessoal de Bentes, Desirée conta que teve uma convivência muito próxima com o artista. Como diretora do Museu do Ingá, em Niterói, teve a oportunidade de acompanhar o trabalho do colega na oficina de escultura que comandava. Foi nessa época, no início da década de 1990, que ele estabeleceu uma parceria com Oscar Niemeyer. O carioca foi o responsável por executar as esculturas projetadas pelo arquiteto para suas construções. Desse grupo, destacam-se as peças em bronze “O cavaleiro da esperança” e “Os 18 do forte”, presentes no Memorial Luiz Carlos Prestes, em Palmas (TO). “Ele realizou o sonho de Niemeyer ao concretizar os desenhos que ele havia feito”, comenta a curadora.
Nascido em 1958, Maurício Bentes fez parte da geração oriunda da Escola de Artes Visuais do Parque Laje, na capital fluminense. Participou de importantes coletivas no Brasil, a exemplo de “Como vai você, geração 80?” e “Território ocupado”, na Escola de Artes Visuais do Rio de Janeiro, e “XIX e XX”, na Bienal de São Paulo, em 1989. A obra de Bentes está representada em caráter permanente nos acervos do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no Museu de Arte Contemporânea de Niterói, no Museu Nacional de Belas Artes e no Paço Imperial do Rio de Janeiro. Maurício Bentes viveu por alguns anos no município de Guarani (MG). O escultor, inclusive, chegou a instalar uma de suas obras na fazenda da família em Rio Novo. O conjunto de colunas em cerâmica, entretanto, foi removido do local durante a construção do Aeroporto Regional da Zona da Mata". — Leonardo Toledo, repórter da Tribuna de Minas.
Fonte: Universidade Federal de Juiz de Fora. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.
Crédito fotográfico: Captura de imagem feita a partir do minuto 4:09 do vídeo do programa Arte é Investimento, exibido em Agosto de 1988, por Soraia Cals. Consultado pela última vez em 6 de dezembro de 2022.