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Pietrina Checcacci

Pietrina Checcacci (Taranto, Puglia, Itália, 16 de julho de 1941) é uma pintora, desenhista, gravadora e escultora italiana, radicada no Brasil.

Biografia

Pietrina Checcacci pinta como esculpe, com atenção aos volumes, às massas, ao estudo da tridimensionalidade. Soberano em meio aos seus temas está o corpo humano, que primeiro aparece como sátira política e vai ganhando aos poucos um sentido profundamente humano. Está interessada nas cores e nas texturas muito mais que nos limites, com deformações da realidade próprias do expressionismo. Tanto que distorce os ângulos de suas figura humana. Mais tarde, amplifica a pesquisa da subjetividade quando transforma em abstrato o corpo humano. Até que seres são apenas fragmentos ou elementos da paisagem. Essa tendência fez com que voltasse à uma arte mais objetiva: o corpo enquanto matéria viva, que sangra, como em “Sangue entre os dedos”. Independente da fase, lá está o corpo.

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Quem é Pietrina Checcacci

Pietrina Checcacci estudou na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) no Rio de Janeiro, anexa ao Museu que leva o mesmo nome. Teve como professores artistas como Zaluar, Campofiorito, Adir Botelho, Henrique Cavalleiro, entre outros. Também foi contemporânea e amiga de Roberto Magalhães, Ligia Pape, Anna Maria Maiolino, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Antonio Dias, Antonio Maia e Ivan Freitas. Mesmo diante de tanta diversidade relacionada à vanguarda, Pietrina não seguiu uma escola artística ou modas específicas. O ser humano foi desde o início o seu parâmetro, marca registrada em todos os seus trabalhos: um estilo “pop” de forma extremamente autoral.

Sempre coerente ao seu tempo, expressou sua obra em pintura, desenho, escultura, serigrafia e design. Disponibilizando também em multiplus, ou seja, em diversos formatos possíveis, tornando o acesso mais democrático. A liberdade e independência criativa abriram inúmeros caminhos mantendo seu único e original foco, que é reconhecida pela fidelidade aos temas: HOMEM/ TERRA/ UNIVERSO – VIDA/ MORTE. Um pessoal e particular estilo.

Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, sendo premiada duas vezes com medalha de ouro. Participando de mostras internacionais e coletivas no Brasil, Itália , Portugal , Espanha , Estados Unidos e paises Latino Americanos e expondo individualmente desde 1961 , Pietrina conquistou importantes prêmios. Entre as inúmeras exposições individuais, destacam-se as realizadas na Galeria Documenta e Skultura Galerias de Arte, em São Paulo, AM Niemeyer, Galeria Gravura Brasileira, Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, principais museus e galerias das capitais brasileiras. Suas obras estão nos acervos de museus e galerias de arte do Brasil e integram importantes coleções nacionais e internacionais.

Entre os principais prêmios que recebeu, destaca-se o “ Premio de Viagem ao Estrangeiro”, do Salão Nacional de Arte Moderna ( 1974); a inclusão nos “ Destaques da Pintura Brasileira da Década de 70 “ pelo Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro ( 1980) e ainda o “ Premio São Gabriel” ( 1977) e “ Rosa de Prata” ( 1982) na Itália.

Críticas

"No início, Pietrina olhava para o seu corpo. Olhava cada parte dele como se fosse uma novidade, a ser compreendida, cheirada, apalpada, lambida. O pincel da artista percorria texturas, curvas e dobras criando insólitas paisagens, repletas de sensualidade, e paradoxalmente frias, na estranheza advinda do espanto.

Em 1969, sobre esta fase da artista o crítico Roberto Pontual , no seu estilo poético, capaz de alcançar tão profundamente a obra dos artistas, dizia: (…)

(…) usando “closes” e perspectivas de deliberada contorsão, com o domínio exato e não enrijecido da apreensão de anatomias, Pietrina consegue encaminhar nosso olhar inicial para o cerne de sua denúncia (…) : a evidência do mundo do não mais, do já passado, da tranqüilidade e beleza tornadas impossíveis, da lânguida atmosfera de poder sonhar e contemplar, da paz que está na textura da própria pele ou no risco essencial de um olhar fechado para o mundo,na cornucópia da magia e nos elementos florais suavizantes, na música cravando contraponto. No entanto – e é nisso que reside e vibra a densidade maior de sua pintura – nada de saudosismo(…)Pietrina, na sua lúcida vivência da contemporaneidade, compreende porque essa paz que ela pinta já não corresponde ao mundo de nossa pisada diária.

Hoje, o olhar da artista, “nítido como um girassol”, explora lucidamente a rosa. Apalpa sua textura carnal, aveludada, sedosa, acetinada. Revela que uma só cor é eivada de nuances que se deixam entrever. Entrega-se ao abraço das muitas pétalas que se abraçam; num delírio de sensualidade que cria mulheres-flor. É uma viagem através de cores e formas familiares e estranhas, e o que vemos, a cada momento, é o que sempre vemos, mas que antes nunca tínhamos visto…

E na vertigem da beleza, com o mesmo olhar de espanto, Pietrina encontra o espinho. Mas ele, que também é rosa, não se deixa apalpar, cheirar e lamber; exige ser olhado com distância. A apreensão tem que ser feita cautelosamente, e sua natureza invasora, dura e escura, cresce, se expande, entrelaça, sufoca. É o contraponto revelando suas garras, e trazendo seus herdeiros, figuras estranhas, prontas a cravar em nós os seus pequenos dentinhos.

Alberto Caeiro finaliza seu poema dizendo que ele não tem filosofia, tem sentidos, que pensar é não compreender, e que a única inocência é não pensar. A obra de Pietrina materializa este olhar inocente e curioso, preciso sem ser científico, e pleno de encanto pela eterna novidade do Mundo.

Bem longe do surrealismo, Pietrina Checcacci é uma artista pop, que faz uma apologia da vida, porque seu olhar soube guardar o pasmo essencial."

Denise Mattar (curadora, 2007)

" A túnica inconsútil de Pietrina Checcacci.

Nas sucessivas séries de pinturas, serigrafias, esculturas ou múltiplos de Pietrina Checcacci nos defrontamos com a bela aliança entre domínio técnico e arte de amar, algo limítrofe ao que Carlos Drummond de Andrade soube dizer, e com ironia subjacente, no poema “A paixão medida”. Paixão sensual que, em Pietrina, pode eventualmente transformar-se em visceral e agônica, nesse caso mais próxima talvez da poesia de Jorge de Lima. O que equivale a dizer que a obra plástica de Pietrina se desenvolve às vezes em águas turbulentas, em territórios eruptivos, em espaços de inesperados e recônditos esplendores. Não por acaso, como se pode concluir, seu universo se mantém tão próximo da poesia e dos poetas. E ao erigir corpo e cidade numa única e vária paisagem metafísica, Pietrina acaba por assumir um caminho não só estético mas também ético, à beira das tantas descobertas científicas que em medidas iguais nos fascinam e fragilizam.

Em cada linha ou escala cromática, em cada sugestão alegórica ou simplesmente jocosa, Pietrina cria suas formas profusas que ora se auto-referem, ora se desdobram a partir de uma única proposta, de memória ancestral e labor obsessivo. Nos rastros de um título famoso de Roland Barthes, é como se o artista andasse sempre e sem descanso em busca dos fragmentos de um discurso amoroso. Variações sobre o mesmo tema que, ao longo dos anos, cambiantes e crescentes, mantiveram-na incorruptível e adepta de uma arte realizada sem amarras, medos ou eventuais fugas. E é claro que esse universo bem nutrido e dinâmico, impulsionado pela raiz dos símbolos do viver, do amar e do criar, é seara de poucos artistas.

Agora, em outro desdobramento não menos telúrico de sua vastíssima obra, e como antes, na série “A criação hoje”, de 2007, Pietrina novamente evoca nossa gênese de modo um tanto insólito e inquietante. Como na série anterior de tenuíssimas rosas ou rostos estranhos, o acento dramático se tornou mais impactante. Vultos suspensos em sombras uterinas, seres semoventes em improvável solidão, início e fim de retorcidos périplos terrestres. E aqui a aproximação se dá com um dos títulos seminais de outro grande poeta, Cecília Meireles – Solombra. Sol e sombra ou, quem sabe, o inominável. Como se, ao se afastar um pouco da sensualidade e do erotismo que a notabilizaram nos anos 70 e 80, Pietrina de repente se defrontasse com um mundo mais áspero e enigmático. E é mesmo um mundo estranho às festas humanas que se entremostra nestas telas cheias de luz e sombra. Como tatuagens de um inframundo, sem antes e sem depois, à mercê do acaso, esvaindo-se em distâncias. Diz Cecília: “Há mil rostos na terra: e agora não consigo recordar um sequer”. Um mundo de essências e pouca transparência, que não se sabe dentro ou fora, e sem nenhum conforto.

Como se deu no final da série “Rosas”, em 2009, o DNA como reflexo ou duplicidade (espelhos líquidos), possíveis fetos ou nuvens sugerindo a anatomia humana, arco-íris ou amebas, tudo sem os véus da alegoria, espécie de errância amorosa ou catarse. No insulamento do corpo na paisagem, no seu exílio, temos o sangue que se faz bruma e sombra. Ventres, óvulos, montanhas, águas, panos, frutos,

planetas, estrelas, pulsações celestes, sem princípio nem fim. Preponderam o preto e o branco nestas inesperadas nebulosas, formas primordiais do cosmos ou da gênese humana, amplamente analisada ou sugerida em tudo que Pietrina compôs desde sempre. Vermelho sanguíneo, negro e cinza são cores estabilizadas em suas incessantes mobilidades plásticas, desde os recortes de corpo fossilizados do final dos anos 70 ou mesmo antes, desde a fase Evaterra, por volta de 1973. No começo foi o pop, o ânimo fotográfico, a vinculação a um certo expressionismo, e o breve comprometimento político, habitado aqui e ali pelo lúdico, o humorístico e até o kitch da cultura de massa que aos poucos desapareceu em favor de um denso comprometimento humano, pleno e soberano. E foi esse comprometimento humano que a encaminhou para uma exuberante (e exaltada) sensualidade erótica ainda muito pouco estudada pela crítica.

Um mundo anônimo (de corpos geralmente sem rosto) criado aos pedaços e que mais se revelou, a caminho da abstração, no sinuoso de frestas, pregas e fossos, angulosidades, sugestão de volumes que acabou por fim desembocando na tridimensionalidade. Em 1977, em entrevista a Antonio Hohlfeldt, Pietrina admitiu que existe em sua pintura um sentido escultórico de massas e volumes, aquela “inevitável dimensão escultórica” que Roberto Pontual capturou em 1978. No entanto, aqui e agora, o artista alcança o grau zero de suas pesquisas, uma lição das cores de serenidade quase cruel. O tênue rosa, o cinza fugidio e certos azuis profundos da série das rosas “escandalosamente” eróticas já anunciavam delicadas superposições de galáxias, buracos negros, confins do universo que pulsam dentro de cada um de nós, no que somos em nossos corpos e em nossa luz. Sim, como disse certa vez outro poeta, Lêdo Ivo, “somos corpos, somos os nossos corpos”, seja nos longes da paisagem que se faz corpo ou no corpo que a sugere, à flor da pele. Uma paisagem inaugural porque são inaugurais todas estas descobertas imediatamente transpostas ou traduzidas numa arte que se manifesta coesa, inteiriça como um continuum vital, uma túnica inconsútil."

André Seffrin (Rio, julho de 2013.)

"O corpo é um planeta, é um mapa, é uma paisagem, é uma montanha, é um universo. Pietrina Checcacci em seu laboratório interior de criação, um dos mais fecundos e instigantes da arte contemporânea, tem percorrido esta trilha mágica. Sua pintura é frequentemente lembrada pelos “dedos”, elementos anatômicos que se tornavam independentes do todo, para provocar no espectador uma desconfortável sensação de metamorfose, de espelhamento da paisagem do homem.

Sua meta tem sido sempre a figura humana, esta usina de sonho e revelação cuja forma desafia a própria divindade ao se instituir, biblicamente, como um símbolo da Imagem e Semelhança. Na evolução técnica e formal de Pietrina esta figura humana partiu de sua inserção no mundo social , para transformar-se no mundo em si, projetando-se a seguir numa partícula do sistema cósmico. No trabalho de sua primeira fase, no final da década de 50 , fixava seu prazer na matéria da pintura e denunciava os limites terrestres da vivência popular . Já em fase subsequente rompia este limite, sondando o orbe místico, permitindo já certas contorsões anatômicas cuja tensão resultaria nas sínteses posteriores do planeta corpo. No final da década de 60 havia um retorno à denúncia , sem a postura cândida do social explicito, mas com as armas da fantasia , das alegorias sobre o erótico e selvagem, sempre colocando em foco as fraquezas humanas . No final da década de 60 uma aragem pop invade estes cenários , ao mesmo tempo que tinta vinílica vai especificar uma pintura sem veladuras nem transparências , mais sobre o clichê , o frontal , a entrada do vídeo de TV , como na vida corriqueira do espaço urbano . É exatamente neste período que surge a paixão pelo detalhe . A volta à tela e os toques do kitsch mostram o espaço invadido por volutas , estamparias populares , pintadas ou coladas , provocando o contraditório dos corpos que começavam a iluminar-se de uma natureza ideal, ao lado de ambientes triviais, integrados neles. Mas a força do corpo foi rompendo a cenografia , e o prazer de descobrir o efeito tátil e desmistificado da forma , definiu o que seria o grande delírio pictórico de Pietrina Checcacci.

Neste momento é como se Pietrina tivesse descoberto a carne da pintura, a sensualidade liberada e clínica , a transparência do ideal helênico de forma inédita . Pode se dizer que arrebatou o momento de participação do observador , que comunga daquele enigma de dedos que penetravam na água e se mostravam antes e depois tocados pelo mistério da nova natureza, em cor e distorção , ou de pernas ,pés , braços , espáduas , que se enovelam num sereno contorcionismo , como aliens da ficção cientifica . Estava palpitante neste momento o embrião da escultura , que seria mais tarde uma de suas manipulações mais intensas . O complexo cromático de antes vai se atenuando , a monocromia assume o primeiro plano , e a voluminosidade , o tromp-oeil da terceira dimensão , vão criando ritmos novos, sensações óticas de grande efeito emotivo . Foi na verdade o momento consagrador de Pietrina Checcacci , o que ela chamou de “ O tempo de terra” , no qual o corpo foi sendo generosamente a terra . O enfoque do corpo como paisagem , especialmente da mulher , não é inédito , mas na pintura de Pietrina Checcacci assume empostação inédita .

Não é uma visão romântica , ou simplesmente alegórica , é uma versão genesíaca , da integração do instinto vital a um organismo universal . A passagem destes transes assume um caráter visceral , os ventres , coxas , pernas , seios, todos montanhosos , se crispam e auto-agridem forjando as “ carnações” . Perde-se a visão paradisíaca , e a carne purga seu lado agressivo, ou revoltado , absorvendo o bem e o mal num orgasmo de expulsão do paraíso . Estamos já em plena década de 80 , onde muitas convulsões e partos precoces acontecem na arte brasileira , entre eles a discutível geração 80 . Pietrina assumi um patamar com um retorno equilibrado , o sangue assoma à pele , a mansidão da fase anterior dá lugar a novas denúncias e finalmente o corpo perde seu destino terrestre e levita como um satélite pulsante , assumindo a grande solidão . A paisagem transforma-se então na terra inteira , na nova terra . A pintura macia e luminosa assume outra vez o espaço , agora contaminada de pontos vulneráveis, de rasgos de paisagem real ou cúpulas aéreas de pulcra transparência . O novo planeta , ainda corpo, parece pairar à espera da grande fuga, da projeção para um destino maior. Pietrina confessa-se proprietária de oitocentos anos de vida , ao confessar sua obstinação de sempre recomeçar . No ambiente de trabalho há uma multidão de esculturas e múltiplos , de serigrafias fascinantes , algumas feitas sobre tela . A insistência na seriação é uma de suas qualidades , o desejo de franquear o acesso de seu mundo a um número sempre maior de fruidores , a compreensão muito lúcida de um dos grandes vôos da arte contemporânea , qual seja o de democratizar-se . Isto sem concessão ao que o múltiplo possa ter de belo , de materialmente perfeito e visualmente valioso . Em bronze , fibras e poliéster , libera frequentemente um lado jocoso , cria formas que se iluminam e convergem para a beleza em si . Aderiu ainda ao designer dissimulando sob formas sofisticadas o lado utilitário . Em pintura muito recente acrescentou formas tridimencionais , tentando uma subversão da linearidade da parede .Hoje, como no início de seu grande e abrangente processo , Pietrina se coloca como uma semeadora . Aderindo aos recursos da tecnologia , não abdica da postura humana , mutante e aberta , pela qual recicla a energia do fazer , entre os pólos de beleza e da decadência . Esta compreensão , esta capacidade de tocar em essências tão universais da existência , marcam a dimensão arquetipica do seu trabalho , transformando num registro clássico , ainda uma vez, o nosso ritual de passagem."

Walmir Ayala (Dezembro de 1990)

"… o corpo é ou quer ser a terra. E a terra é também casa, abrigo,morada. Embora as aproximações não signifiquem daquilo que a terra e o corpo têm como fundamento comum – a fertilidade. (A artista em seu próprio corpo o está experimentando neste momento, prestes a trazer ao mundo um primeiro filho).

São pinturas que atingiram do ponto-de-vista puramente técnico, um grau de perfeccionismo exemplar, um virtuosismo irmão da sensualidade, espelho do prazer de trabalhar a superfície da tela como quem acaricia a pele que sobre ela vai surgindo, A tela é sua pele, e a textura do tecido seu arrepio. E se algum perigo há ou se anuncia, aqui, com a obra de agora, é que nela Pietrina parece ter chegado a um ponto ápice no problema e na técnica.

Em Pietrina o corpo esteve sempre presente, até hoje no centro de seu trabalho. Já participava dele em meados da década de 60, quando a artista acabara de concluir a disciplinada formação na Escola Nacional de Belas Artes. Era, no caso, uma amostragem mais sombria e conturbada da figura humana, que se contorcia em certos esgares característicos da mescla pop-expressionista então insistente. Pouco depois, o que havia de contorção dramática do corpo se foi acalmando, alongando, mergulhando em mares de flores e cores, sinuosos e languidos como nas formas “art nouveau”. Posturas que ainda tinham algo de crítico, uma vez que tratavam por dentro, com ironia, das “doçuras” de imagem impostas à condição de mulher-objeto. Neste tipo de pintura que se prolongou até o final dos anos 60, o corpo perdera sua inteireza: era visto sob perspectivas de grande angular, acentuando-lhe as partes e não o todo.

Daí para os pedaços, foi um passo. Tal como nos “closes” que os cartazes cotidianos agigantam, incitantes ao consumo, a superfície das telas de Pietrina começou um dia a povoar-se pacífica mas estranhamente, de dedos, mãos, antebraços, pé, pernas, dorsos – tudo, primeiro, solto contra um cálido fundo vermelho-sanguíneo, neutro em termos de indicação de tempo e lugar, isento de cenário; mais tarde, esses mesmos elementos vieram se abrindo ao ar pleno do planeta , se estendo pela paisagem, sendo a paisagem. A face, com seus traços a permitir o movimento para dentro, o ingresso na intimidade do corpo, ali deixava definitivamente de ter vez. Era, mais do que nunca, a vez da pele, da entrega do corpo ao mundo. O corpo em Pietrina, serve de ponte com o que lhe é de exterior:funda a paisagem. A pele do corpo nos leva a transcendê-lo, de dentro para fora.

A uma série de pinturas executadas por volta de 1973, Pietrina intitulou Evaterra, ali a pele do corpo correspondendo à pele da terra. Propunha com isto a sutileza de inverter um velho princípio: já não era a terra que se dava como fonte do corpo., mas o corpo que se apresentava como matriz da terra. A paisagem era o corpo. Esse discurso prossegue, intacto na série recente que ela agora nos mostra.. Trata, cada vez mais claro, ter chegado a um ponto de ápice no problema e na técnica que lhe vêm atraindo anos a fio. Ponto a partir do qual começam as ameaças de repetição e esvaziamento.

Mas isto são conjecturas de sinal negativo que a excelência da pintura atual não merece ainda ver desdobradas. Justiça maior faríamos a ela se nos interessássemos estritamente pelo que ali se concretiza no momento, inclusive no prolongamento coerente até a área da escultura. Quanto a este último aspecto, a verdade é que a artista soube perceber que os volumes virtuais de seus agigantamento corpóreos continham, continham, latentes uma inevitável dimensão escultórica. E encontrou saída adequada para a evidência na produção de dedos e perna e seios multiplicados em metais ou madeira. Só não diria que alcançou o mesmo acerto no novo múltiplo, “Umbigo” recém lançado: sua forma não foi feliz na capacidade de referir imediatamente a parte do corpo humano posto em destaque.

De regresso à pintura, restam algumas observações complementares a anotar. Primeiramente, a de que, correspondendo à relação corpo/terra, pele/paisagem, há um outro elo a considerar nessa “ilhas humanas”de Pietrina Checcacci: aquela que se dá no caminho de volta da cultura à natureza. Quadros existem na série com resíduos de civilização, objetos e modos de nossa urbanidade – a lata consumida de cerveja; os panos quase farrapos, favorecendo pudores, encobrimento do corpo, ocultações da paisagem. Mas são poucas as obras que assim se comportam, como lembrança de quanto o corpo hoje se vê afastado de sua natureza, de sua condição também de terra. A maioria das telas atuais de Pietrina registra a desembocadura final do corpo na paisagem. As coxas, os joelhos, os bicos de seios, as nádegas, os dedos, os ventres, repousados ou retesados, são acidentes de uma geografia reconhecível. Ou, se quisermos exatamente o contrário: esses montes baixos, areias e picos são as parcelas do corpo de que eles se vêm fazendo. Como no poema de Fernando Pessoa:”Seus seios altos parecem /(Se ela estivesse deitada ) / Dois montinhos que amanhecem /Sem ter que haver madrugada”.

Em segundo lugar, precisamente nas pinturas do corpo-paisagem em plenitude, sem qualquer interferência dos dados e resíduos de cultura, as forças elementares da natureza podem expandir-se em liberdade. E nesta expansão ressurge o jogo eternamente primordial dos quatro elementos. Agora, já não é só a terra que ali tem lugar, pele do mundo e do corpo. Ela, a terra, ou ele, o corpo, mergulha na água – água que vem da atmosfera límpida ou das nuvens de peso crescente. Avermelhadas e cálidas , as ilhas recebem a luz e o calor de um Sol (umbigo) ausente, mas cujo fogo insiste em iluminar por fora e animar por dentro o corpo e a terra, esquentando o seu suave desmembramento e a sua contida florescência. Terra, água ar e fogo – o nosso giro está em processo. E o corpo que temos é o cordão umbilical a nos unir com o universo, a nos equilibrar no universo."

Roberto Pontual (O corpo é a terra, 1978)

"A obra de arte impõe sua maneira específica de lançar denúncia e nisto ela se justifica. Assim é arriscado, inexato e esterilizante pretender que tal função – a mais ampla de sua presença – se estabeleça pelos parâmetros de outras atividades humanas, que exigem o claro, preciso, direto ato de denunciar. Apreendendo tensamente a realidade do mundo, misto de exterior e interior, o artista cria novas estruturas pulsantes e dinâmicas, cujo pleno significado só se entrega – e, portanto , se completa – na medida que exige um esforço correspondente de apreensão, compreensão e absorção por parte do seu espectador-consumidor. Na medida em que exige dele uma saída de dentro de si próprio para encontrar então, no preexistente mistério que se abre e deixa de sê-lo, a viva evidência das coisas.

A pintura de Pietrina Checcacci tem sido nos últimos anos um esforço de linguagem modificadora. Sua funcionalidade está em que, para compreende-la temos que forçosamente mergulhar na matéria fervente das regiões além da mera superfície. Porque na superfície – especialmente nas obras que agora apresenta – há o romantismo do homem e da mulher postos em tranqüilo e contemplativo confronto e convivência, no belo exacerbado em forma e cor, na sinuosidade decorativa do barroco e “art nouveau”, na mística geral e numa certa languidez de semi-sonho que estabelece a primeira atmosfera.

Mas a sua fala autêntica resulta da montagem (lembro-me que ela um dia sentir vibrantemente a música de Caetano Veloso e o exemplo é bom e significativo, pois trabalham ambos com a dinâmica dos relacionamentos entre a matéria aparente exangue da superfície e a lava da profundidade. Nessa montagem, que concede novo sentido às coisas e implica em esforço modificador de compreensão, nasce todo o gesto e grito de denúncia). Usando “closes” e perspectivas de deliberada contorção, com o domínio exato e não enrijecido da apreensão de anatomias, Pietrina consegue encaminhar nosso olhar inicial para o cerne de sua denúncia. E em que consiste ela? Naquilo que não está explicito e evidenciado em cada um dos seus quadros(como estava um pouco mais nos seus estandartes, por volta de 1968 ),mas que somos nos, no nosso movimento até a realidade da obra, que fundamos, desdobramos e aprofundamos. A denúncia que cabe a cada um de nos descobrir – porque é latente – partindo de ver em suas telas a evidência do não mais, do já passado, da tranqüilidade e beleza tornadas impossíveis, da lânguida atmosfera de poder sonhar e contemplar, da paz que está na textura da própria pele ou no risco essencial de um olhar fechado para o mundo, na cornucópia da magia e nos elementos florais suavizantes, na linha da música cravando contraponto. No entanto – e é nisto que reside e vibra a densidade maior de sua pintura – nada de saudosismos, de vontade de voltar para recuperar tal como. Pietrina, na sua lúcida vivência de contemporaneidade, compreende porque essa paz que ela pinta já não corresponde ao mundo de nossa pisada diária. A paz que seria para nos quando outra espécie de tranqüilidade estivesse conquistada. Mas que, por enquanto é o posto da experiência humana. A paz que foi ou a paz que virá? Essa pintura não responde, porem propõe."

Roberto Pontual (A forma viva do denunciar – 1970)

Prêmios

2012 – Agraciada com o título de “Cidadão Honorário” Camara do Rio de Janeiro”.

1982 – Prêmio Rosa de Prata para o selo sobre o tema religioso editado no mundo nos anos 1980/81 outorgado por ocasião da Reunião Internacional da Associação São Gabriel em Cássia , nos festejos do 6º Centenário de nascimento de Santa Rita – Itália.

1981 – II Prêmio para o melhor selo do ano emitido no Brasil do Congresso Mundial de Associação de Arte. Filatélica São Gabriel – Brasília.

1980 – Prêmio Destaque da Pintura da Década de 1970 / 80 ( dez artistas) MAM – Rio de Janeiro.

1977 – Prêmio da Associação Filatélica de São Gabriel pelo melhor selo religioso emitido no mundo em 1976. Roma – Itália .

1975 – Prêmio “ Olho de Boi” do Jornal Estado de São Paulo para o melhor selo emitido no ano eleito por votação popular e críticos de arte.

1974 – Prêmio de viagem ao Estrangeiro pelo XXIII Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1972 – 1º Prêmio de Pintura – I Mostra de Artes Visuais do Estado do Rio de Janeiro – Niterói.

1970 – Prêmio Pesquisa – MAM – Rio de Janeiro.

1970 – Isenção do Júri no Salão de Arte Moderna no Rio de Janeiro.

1970 – 1º Prêmio do 1 Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Sul – Porto Alegre

1970 – Prêmio Aquisição do Museu do 2º Salão de Arte Contemporânea – Belo Horizonte – MG.

1969 – 2º Prêmio de Pintura - Salão de Arte Moderna do Paraná - Curitiba .

1967 – 2º Prêmio de Pintura - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1962 – 2º Prêmio Salão Candido Portinari – Museu de Belas Artes – Rio de Janeiro.

Estudos

1965 – Medalha de Ouro da Escola Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro.

1964 – Premio Medalha de Ouro da Universidade do Brasil.

Curso de Especialização – Pintura – Escola Nacional de Belas Artes – (até 1965) - Rio de Janeiro

1958 – Escola Nacional de Belas Artes – (até 1964) - Rio de Janeiro.

Exposições Individuais

2014 – Pietrina Checcacci – Pinturas – Iate Clube do Rio de Janeiro

2013 – NUVEM Pietrina Checcacci – Galeria BNDES – Rio de Janeiro.

2010 – Em Busca do Paraíso – Museu de Arte Contemporânea MARCO Campo Grande

2007 – Brazilian American Cultural Institute – BACI – Aquarelas – Washington – DC.

2007 – Caixa Econômica Cultural – Rio de Janeiro.

2006 – Solange Rabello Gallery – Miami .

2006 – Galeria Neuter Michelon – Caixa Cultural – São Paulo.

2005 – Banco BID – Washington – DC.

2004 – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

2004 – Galeria de Arte Beatriz Telles – Florianópolis.

2003 – Museu de Arte Contemporânea Campo Grande / MGS

2002 – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

2002 – Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal – Salvador.

2002 – Galeria de Arte Beatriz Telles - “ Arte no Painel” – Florianópolis.

2001– Rosas X Universos – Conjunto Cultura da Caixa Econômica – Brasília.

2001– Fundação Teatro Trianon – Campos.

2001– Pinturas e Esculturas – Memorial de Curitiba – Curitiba.

2001– Ita Galeria de Arte – Foz do Iguaçu.

2001– Galeria do SESC – Universos X Rosas –Palmas – Tocantins.

2000 – Galeria Assir Artes – Juiz de Fora.

2000 – Livraria Dazibao – Rio de Janeiro.

1999 – Museu Ado Malagoli – Porto Alegre.

1999 – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

1998 – Centro Cultural Pascoal Carlos Magno – Niterói.

1998 – Galeria Thomas Jefferson – Brasília.

1998 – Galeria Beatriz Telles – Florianópolis.

1998 – Espaço Cultura Andima – Galeria Arte Aplicada – São Paulo.

1998 – Museu Nacional de Belas Artes – “ Paixão” – Rio de Janeiro.

1997 – Galeria da Vera – Porta Alegre.

1997 – Casa de Cultura Laura Alvim – “ Rosas para um Amigo” – Rio de Janeiro.

1996 – Espaço Cultural da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

1996 – N.R. Galeria de Arte– Salvador.

1995 – Galeria Swiss Bank Corporation – Punta Del`Este – Uruguai .

1995 – Galeria do SESC – “ Universos X Rosas” – Curitiba.

1995 – Galeria Abacate – Aquarelas – Rio de Janeiro.

1993 – Resumo do Resumo – XXIII Região Administrativa – Rio de Janeiro.

1993 – Galeria Skultura – São Paulo.

1992 – Mulheres da Terra e do Espaço – Museu da Republica – Rio de Janeiro.

1991 – Masterpiece – Juiz de Fora.

1991 – Da Terra e do Espaço – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

1991 – Da Terra e do Espaço – Pinturas – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1990 – Novotempo Galeria de Arte – Belo Horizonte.

1990 – Griffe – Miami – EUA.

1989 – Galeria Skultura – São Paulo.

1989 – Galeria de Arte Estúdio A – Recife.

1989 – Bolsa de Arte - Porto Alegre.

1989 – Espaço Arte - Passo Fundo.

1989 – Galeria Soluzione – Caxias do Sul.

1989 – Ponto D`Arte – Santana do Livramento.

1989 – Votre Galeria de Arte – Rio de Janeiro.

1989 – Contemporânea Galeria de Arte – Novo Hamburgo.

1988 – Galeria Picasso – Campos.

1989 – Detalhes – Salvador.

1987 – Museu Nacional de Belas Artes - Sala Bernardelli – Rio de Janeiro.

1987 – Galeria Gravura Brasileira – Rio de Janeiro.

1987 – Sete + Sete – Galeria Skultura – São Paulo.

1987 – Escultura de Contrapeso e Serigrafia – Galeria Documenta – Curitiba.

1986 – Reitoria da Universidade de Juiz de Fora – Juiz de Fora.

1986 – Galeria Espaço Arte – Alphaville – São Paulo.

1986 – Fundação Cultural de Uberaba – Uberaba.

1986 – Nádia Bassanese Studio D`Arte – Trieste – Itália .

1986 – Contemporânea Galeria de Arte – Novo Hamburgo .

1985 – A.M.Niemeyer Interiores – Rio de Janeiro.

1985 – Estúdio Elizabeth Wey – São Paulo.

1985 – A.M.Niemeyer Interiores – Rio de Janeiro.

1985 – Museu do Cacau – Ilhéus.

1984 – ETC – Galeria de Arte – Brasília.

1984 – Teckne Ponto de Arte – Porto Alegre.

1984 – Estúdio AA Galeria de Arte – Recife.

1983 – Galeria Gravura Brasileira – Rio de Janeiro.

1983 – Galeria Inez Fiúza – Fortaleza.

1982 – A.M. Niemeyer Interiores – Rio de Janeiro.

1982 – Sala Miguel Bakun – Curitiba.

1982 – Galeria Cambona – Porto Alegre.

1981 – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1981 – Galeria Arte Aplicada – São Paulo.

1980 – ETC – Galeria de Arte – Brasília.

1979 – Galeria Parnaso – Brasília.

1978 – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1977 – Memória Cooperativa de Arte – Belo Horizonte.

1977 – Oficina Galeria de Arte – Porto Alegre.

1977 – Galeria Documenta São Paulo.

1975 – Galeria Opus – São Paulo.

1975 – Grafiti Galeria de Arte – Rio de Janeiro.

1974 – IBA Galeria – Porto Alegre.

1973 – Em Torno do Real – Galeria Grupo B – Rio de Janeiro.

1973 – Galeria Intercontinental – Rio de Janeiro.

1973 – Galeria Documenta – São Paulo.

1972 – Galeria Cyclo – Porto Alegre.

1971 – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1970 – II Encontro de Arte Moderna – Curitiba.

1969 – Atelier de Arte – Galeria - Belo Horizonte.

1968 – Petite Gallerie – Rio de Janeiro.

19683 – Galeria de Cultura Francesa – Porto Alegre.

1967 – Galeria Convivium – Salvador.

1966 – Galeria Varanda – Rio de Janeiro.

1966 – Galeria Grupiara – Belo Horizonte.

1966 – Galeria Celina – Juiz de Fora.

1965 – Clube de Icaraí – Niterói.

1961 – Instituto Brasileiro de Belas Artes – Rio de Janeiro.

Exposições coletivas

2017 - Anos 60/70 Um Panorama – MAC Museu de Arte Cont. do Paraná – Curitiba

2017 -Trio Bienal Vestir o Mundo - Jardim Botânico – Rio de Janeiro

2016 - A cor no espaço/ O espaço na cor – Museu de Arte Cont do Paraná - Curitiba

2013 - Floreios XI – Galeria Ana Terra – Vitória

2011 - Ilustrando o Cinema Brasileiro – Museu do Exercito – Rio de Janeiro

2011 - Arte e Pensamento – Museu da Vida/ Palestra – Rio de Janeiro

2010 - Arte Contemporânea e Nórdica – Galeria BNDES Rio de Janeiro

2010 - Livros Sensoriais – Universidade Mackenzie – São Paulo

2009 - Demi Glaces – Ano da França no Brasil - Rio de Janeiro

2009 - Da Vera Arte e Cultura – Porto Alegre

2009 - Pinacoteca IAUF do Rio Grande do Sul – Porto Alegre

2009 - Total Presença – Pinturas – Paço Municipal – Porto Alegre

2009 - Projeto Gravura Atemporal- Ins.Cult. Brasileiro e Norte Americano – Porto Alegre

2009 - Arte de Colecionar-te – Museu MARCO – Campo Grande

2009 - Presepio Parade – Christmas Festival – Rio de Janeiro

2009 - T.A.P.E. Temporary Art Product Exchange Arnhem Holanda

2008 - Demi Glaces – Rio de Janeiro

2007 - Ana Terra Galeria de Arte – Vitória.

2006 - Brazillian American Cultural Institute – BACI – Washington.

2006 - Solange Rabello Gallery – Scent of Women – Miami.

2005 - Flreiros III – Ana Terra Galeria de Arte – Vitória.

2003 - Mulheres – Galeria de Arte Copasa – Belo Horizonte.

2002 - Galeria Ana Terra – Vitória.

2002 - Galeria da Vera – 15 anos - Porto Alegre.

2001 - Ana Terra Galeria de Arte – Vitória.

2001 - Mulheres de Laura – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

2001 -10 Anos Ita Galeria de Arte – Foz do Iguaçu.

2000 - Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

2000 - Lançamento do Livro Brazilian Art.

2000 - Sala Vip – Brasil 500 Anos - Rio de Janeiro.

2000 - Evento - A Casa na Barra – Barra Square – Rio de Janeiro.

1998 - Atualidade Galeria de Arte – Rio de Janeiro.

1997 - Casa Shopping Gallery / 97 – Rio de Janeiro.

1997 - Galeria Ranulpho – “ Brennand 70 anos” - Recife.

1996 - Banco Mundial – “ A Womans`s View” Equality . Development. And Peace – Washington – EUA.

1996 - Casa de Cultura Laura Alvim – 10 Anos - Rio de Janeiro.

1994 - Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro.

1994 - Rio Designer Center - Rio de Janeiro.

1994 - Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

1993 - Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

1993 - Galeria Novotempo - Belo Horizonte.

1992 - Clã Ecológico / Educação Ambiental – Clac de Rio das Pedras – Rio de Janeiro.

1992 - Natureza Espaço Bowles – Gávea Trade Center – Rio de Janeiro.

1992 - Expressão de Arte Brasileira – Galeria da Vera – Porto Alegre.

1992 - Mulheres de Holanda – Galeria Novotempo - Belo Horizonte.

1992 - Earth Day – Hight School of Greewwich – EUA.

1991 - Aniversário de 10 anos – Galeria Studio A – Recife.

1990 - Florida Internacional University – EUA.

1989 - 4ª Mostra Internazionale della Piccola Scultura – Castellaza – Milano – Itália.

1989 - Forma & Forma da Escultura – Galeria de Arte Estúdio A - Recife.

1989 - Trinta e Três Maneiras de Ver o Mundo – Ranulpho Galeria de Arte _ São Paulo.

1989 - Nossos Anos Oitenta – GB Arte e Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

1988 - Abertura - Galeria de Arte Estúdio AA – Recife.

1988 - Arte Brasileira – Sala Aurora Arte – Porto Alegre.

1988 - A Ousadia da Forma – Shopping da Gávea – Rio de Janeiro.

1988 - O Circo – Ranulpho Galeria de Arte – São Paulo.

1988 - A Magia das Esculturas – Centro Comercial Gilberto Salomão – Brasília.

1987 - 3ª Mostra Internazionale della Piccola Scultura Castellanza - Milano – Itália.

1987 - 1ª Expo Portuguesa D`Alem Mar e seus Parceiros – Feira Internacional de Lisboa – Portugal.

1986 - Ronda – Escultura de Luz – São Paulo.

1986 - Sete Décadas da Presença Italiana na Arte Brasileira – Paço Imperial – Rio de Janeiro.

1986 - Execução para Acervo da Caixa Econômica Federal do Original para a Loteria Federal de Natal.

1986 - Escultura ao Alcance de Todos – Ibirapuera – São Paulo.

1985 - Pintura Brasileira Atuante – Rio de Janeiro.

1985 - Pintura Brasileira Atuante – Brasília.

1985 -Pintores Ítalo- Cariocas – Instituto Italiano Cultural Rio Artistas Contemporâneos –BNDES – Rio de Janeiro.

1985 -Arte Ambientada – Vila Riso – Rio de Janeiro.

- 1970 / 1985 – Galeria Ignês Fiúza – Fortaleza.

1985 - Museu de Arte Moderna - Panorama de Arte Atual Brasileira – Formas Tridimensionais – São Paulo.

1985 - 2ª Mostra Internazionale della Piccola Scultura Castellanza - Itália.

1984 - VI Mostra de Gravura Panamericana – Curitiba .

1984 -Galeria H Stern – Rio de Janeiro.

1983 - Críticos X Artistas – Galeria Arte Aplicada – São Paulo.

1983 - Arte Moderna no Salão Nacional – 1940-1982 – Funarte – Rio de Janeiro.

1982 - 100 Anos de Escultura no Brasil – MASP – São Paulo.

1981 - IV Bienal de Arte de Medelin – Colômbia .

1981 - V Bienal Internacional de Arte – Valparaiso – Chile.

1981 - Panorama de Arte Atual Brasileira – MAM – São Paulo.

1981 - 38º Salão Paranaense – Curitiba.

1980 - Emissão pelos Correios e Telégrafos do Selo Comemorativo do Congresso Mundial de Associação de

1980 - Arte Filatélica São Gabriel .

1980 - Brazilian Art – Alemanha.

1979 - Destaque de 1978 , Petite Gallerie – Rio de Janeiro.

1979 - Panorama de Arte Brasileira – Pintura – MAM – São Paulo.

1979 - Medalha executada para a Casa da Moeda sobre os 150 anos da Academia Nacional de Medicina.

1978 - 1ª Bienal Ibero Americana do México – Museu Camilo Gil – Cidade do México.

1978 - Panorama de Arte Brasileira - Escultura – Museu de Arte Moderna - São Paulo.

1978 - Galeria Múltipla de Arte – São Paulo.

1977 - Arte Brasileira Contemporânea - Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM – Salvador.

1977 - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil , Japão , Tóquio , São Paulo ,Rio de Janeiro – Rio de Janeiro.

1977 - Museu da Imagem e do Som - Rio de Janeiro.

1976 - Arte Agora I – MAM – Rio de Janeiro.

1976 - Galeria Skultura – São Paulo.

1976 - “ O Corpo” - MAM – Belo Horizonte.

1976 - Panorama de Arte Brasileira – São Paulo.

1976 - Emissão pelos Correios e Telégrafos do Selo “ Série Artes Plásticas no Brasil Hoje – Pintura.

1976 - Emissão do Selo “ Dia Nacional de Ação de Graças” .

1975 - Mini Galeria – Rio de Janeiro.

1974 - XXIII - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1974 - Renovação da Figura – Galeria Maison de France – Rio de Janeiro.

1973 - Arte Gallery of Brazilian – American Cultural Institute – Washington.

1973 - XXII – Salão Nacional de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1973 - Panorama de Arte Atual Brasileira – MAM – São Paulo.

1972 - 50 Anos de Arte Brasileira – MAM – Rio de Janeiro.

1972 - I Mostra de Artes Visuais do Estado do Rio de Janeiro – Niterói.

1972 - Arte Brasil Hoje 50 anos Depois – São Paulo.

1972 - XXI – Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1971 - I Bienal de Artes Plásticas de Santos – São Paulo.

1971 - XX - Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1971 - I Salão Luz e Movimento – MAM – Rio de Janeiro.

1971 - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1970 - I Salão da Bússola – MAM – Rio de Janeiro.

1970 -Representação Carioca à Pré-Bienal de São Paulo.

1970 - XIX – Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1970 -I Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Sul – Porto Alegre.

1970 -Salão de Arte Moderna de Campinas – São Paulo.

1970 -Salão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte – Minas Gerais.

1969 - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1969 - XVIII – Salão Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

1969 - IX – Bienal de São Paulo.

1968 - II Salão Esso – MAM – Rio de Janeiro.

1968 - Salão de Arte Moderna de São Paulo.

1968 - Manifestação de Arte Popular – Aterro – Rio de Janeiro.

1968 - As Bandeiras Na Praça General Osório – Rio de Janeiro.

1968 - Salão de Arte Moderna de Belo Horizonte – Minas Gerais.

1968 - Salão de Arte Moderna de Campinas – São Paulo.

1968 - Salão de Arte Religiosa de Londrina – Paraná.

1968 - XVII - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1967 - Salão de Abril – MAM – Rio de Janeiro.

1967 - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1967 - Salão de Arte Moderna de Belo Horizonte – Minas Gerais.

1967 - XVI - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1966 - Salão da Jovem Pintura Nacional – Quitandinha – Rio de Janeiro.

1966 - XV - Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1965 - XIV - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1964 - I - Salão Esso - MAM - Rio de Janeiro.

1964 - XIII - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro

Fonte: Site oficial Pietrina Checcacci, consultado pela última vez em 17 de abril de 2018.

Pietrina Checcacci (Taranto, Puglia, Itália, 16 de julho de 1941) é uma pintora, desenhista, gravadora e escultora italiana, radicada no Brasil.

Pietrina Checcacci

Pietrina Checcacci (Taranto, Puglia, Itália, 16 de julho de 1941) é uma pintora, desenhista, gravadora e escultora italiana, radicada no Brasil.

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Pietrina Checcacci Testemunho

Pietrina Checcacci - N U V E M

O nascimento do "Elos"

Biografia

Pietrina Checcacci pinta como esculpe, com atenção aos volumes, às massas, ao estudo da tridimensionalidade. Soberano em meio aos seus temas está o corpo humano, que primeiro aparece como sátira política e vai ganhando aos poucos um sentido profundamente humano. Está interessada nas cores e nas texturas muito mais que nos limites, com deformações da realidade próprias do expressionismo. Tanto que distorce os ângulos de suas figura humana. Mais tarde, amplifica a pesquisa da subjetividade quando transforma em abstrato o corpo humano. Até que seres são apenas fragmentos ou elementos da paisagem. Essa tendência fez com que voltasse à uma arte mais objetiva: o corpo enquanto matéria viva, que sangra, como em “Sangue entre os dedos”. Independente da fase, lá está o corpo.

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Quem é Pietrina Checcacci

Pietrina Checcacci estudou na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA) no Rio de Janeiro, anexa ao Museu que leva o mesmo nome. Teve como professores artistas como Zaluar, Campofiorito, Adir Botelho, Henrique Cavalleiro, entre outros. Também foi contemporânea e amiga de Roberto Magalhães, Ligia Pape, Anna Maria Maiolino, Rubens Gerchman, Carlos Vergara, Antonio Dias, Antonio Maia e Ivan Freitas. Mesmo diante de tanta diversidade relacionada à vanguarda, Pietrina não seguiu uma escola artística ou modas específicas. O ser humano foi desde o início o seu parâmetro, marca registrada em todos os seus trabalhos: um estilo “pop” de forma extremamente autoral.

Sempre coerente ao seu tempo, expressou sua obra em pintura, desenho, escultura, serigrafia e design. Disponibilizando também em multiplus, ou seja, em diversos formatos possíveis, tornando o acesso mais democrático. A liberdade e independência criativa abriram inúmeros caminhos mantendo seu único e original foco, que é reconhecida pela fidelidade aos temas: HOMEM/ TERRA/ UNIVERSO – VIDA/ MORTE. Um pessoal e particular estilo.

Cursou a Escola Nacional de Belas Artes, sendo premiada duas vezes com medalha de ouro. Participando de mostras internacionais e coletivas no Brasil, Itália , Portugal , Espanha , Estados Unidos e paises Latino Americanos e expondo individualmente desde 1961 , Pietrina conquistou importantes prêmios. Entre as inúmeras exposições individuais, destacam-se as realizadas na Galeria Documenta e Skultura Galerias de Arte, em São Paulo, AM Niemeyer, Galeria Gravura Brasileira, Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, principais museus e galerias das capitais brasileiras. Suas obras estão nos acervos de museus e galerias de arte do Brasil e integram importantes coleções nacionais e internacionais.

Entre os principais prêmios que recebeu, destaca-se o “ Premio de Viagem ao Estrangeiro”, do Salão Nacional de Arte Moderna ( 1974); a inclusão nos “ Destaques da Pintura Brasileira da Década de 70 “ pelo Museus de Arte Moderna do Rio de Janeiro ( 1980) e ainda o “ Premio São Gabriel” ( 1977) e “ Rosa de Prata” ( 1982) na Itália.

Críticas

"No início, Pietrina olhava para o seu corpo. Olhava cada parte dele como se fosse uma novidade, a ser compreendida, cheirada, apalpada, lambida. O pincel da artista percorria texturas, curvas e dobras criando insólitas paisagens, repletas de sensualidade, e paradoxalmente frias, na estranheza advinda do espanto.

Em 1969, sobre esta fase da artista o crítico Roberto Pontual , no seu estilo poético, capaz de alcançar tão profundamente a obra dos artistas, dizia: (…)

(…) usando “closes” e perspectivas de deliberada contorsão, com o domínio exato e não enrijecido da apreensão de anatomias, Pietrina consegue encaminhar nosso olhar inicial para o cerne de sua denúncia (…) : a evidência do mundo do não mais, do já passado, da tranqüilidade e beleza tornadas impossíveis, da lânguida atmosfera de poder sonhar e contemplar, da paz que está na textura da própria pele ou no risco essencial de um olhar fechado para o mundo,na cornucópia da magia e nos elementos florais suavizantes, na música cravando contraponto. No entanto – e é nisso que reside e vibra a densidade maior de sua pintura – nada de saudosismo(…)Pietrina, na sua lúcida vivência da contemporaneidade, compreende porque essa paz que ela pinta já não corresponde ao mundo de nossa pisada diária.

Hoje, o olhar da artista, “nítido como um girassol”, explora lucidamente a rosa. Apalpa sua textura carnal, aveludada, sedosa, acetinada. Revela que uma só cor é eivada de nuances que se deixam entrever. Entrega-se ao abraço das muitas pétalas que se abraçam; num delírio de sensualidade que cria mulheres-flor. É uma viagem através de cores e formas familiares e estranhas, e o que vemos, a cada momento, é o que sempre vemos, mas que antes nunca tínhamos visto…

E na vertigem da beleza, com o mesmo olhar de espanto, Pietrina encontra o espinho. Mas ele, que também é rosa, não se deixa apalpar, cheirar e lamber; exige ser olhado com distância. A apreensão tem que ser feita cautelosamente, e sua natureza invasora, dura e escura, cresce, se expande, entrelaça, sufoca. É o contraponto revelando suas garras, e trazendo seus herdeiros, figuras estranhas, prontas a cravar em nós os seus pequenos dentinhos.

Alberto Caeiro finaliza seu poema dizendo que ele não tem filosofia, tem sentidos, que pensar é não compreender, e que a única inocência é não pensar. A obra de Pietrina materializa este olhar inocente e curioso, preciso sem ser científico, e pleno de encanto pela eterna novidade do Mundo.

Bem longe do surrealismo, Pietrina Checcacci é uma artista pop, que faz uma apologia da vida, porque seu olhar soube guardar o pasmo essencial."

Denise Mattar (curadora, 2007)

" A túnica inconsútil de Pietrina Checcacci.

Nas sucessivas séries de pinturas, serigrafias, esculturas ou múltiplos de Pietrina Checcacci nos defrontamos com a bela aliança entre domínio técnico e arte de amar, algo limítrofe ao que Carlos Drummond de Andrade soube dizer, e com ironia subjacente, no poema “A paixão medida”. Paixão sensual que, em Pietrina, pode eventualmente transformar-se em visceral e agônica, nesse caso mais próxima talvez da poesia de Jorge de Lima. O que equivale a dizer que a obra plástica de Pietrina se desenvolve às vezes em águas turbulentas, em territórios eruptivos, em espaços de inesperados e recônditos esplendores. Não por acaso, como se pode concluir, seu universo se mantém tão próximo da poesia e dos poetas. E ao erigir corpo e cidade numa única e vária paisagem metafísica, Pietrina acaba por assumir um caminho não só estético mas também ético, à beira das tantas descobertas científicas que em medidas iguais nos fascinam e fragilizam.

Em cada linha ou escala cromática, em cada sugestão alegórica ou simplesmente jocosa, Pietrina cria suas formas profusas que ora se auto-referem, ora se desdobram a partir de uma única proposta, de memória ancestral e labor obsessivo. Nos rastros de um título famoso de Roland Barthes, é como se o artista andasse sempre e sem descanso em busca dos fragmentos de um discurso amoroso. Variações sobre o mesmo tema que, ao longo dos anos, cambiantes e crescentes, mantiveram-na incorruptível e adepta de uma arte realizada sem amarras, medos ou eventuais fugas. E é claro que esse universo bem nutrido e dinâmico, impulsionado pela raiz dos símbolos do viver, do amar e do criar, é seara de poucos artistas.

Agora, em outro desdobramento não menos telúrico de sua vastíssima obra, e como antes, na série “A criação hoje”, de 2007, Pietrina novamente evoca nossa gênese de modo um tanto insólito e inquietante. Como na série anterior de tenuíssimas rosas ou rostos estranhos, o acento dramático se tornou mais impactante. Vultos suspensos em sombras uterinas, seres semoventes em improvável solidão, início e fim de retorcidos périplos terrestres. E aqui a aproximação se dá com um dos títulos seminais de outro grande poeta, Cecília Meireles – Solombra. Sol e sombra ou, quem sabe, o inominável. Como se, ao se afastar um pouco da sensualidade e do erotismo que a notabilizaram nos anos 70 e 80, Pietrina de repente se defrontasse com um mundo mais áspero e enigmático. E é mesmo um mundo estranho às festas humanas que se entremostra nestas telas cheias de luz e sombra. Como tatuagens de um inframundo, sem antes e sem depois, à mercê do acaso, esvaindo-se em distâncias. Diz Cecília: “Há mil rostos na terra: e agora não consigo recordar um sequer”. Um mundo de essências e pouca transparência, que não se sabe dentro ou fora, e sem nenhum conforto.

Como se deu no final da série “Rosas”, em 2009, o DNA como reflexo ou duplicidade (espelhos líquidos), possíveis fetos ou nuvens sugerindo a anatomia humana, arco-íris ou amebas, tudo sem os véus da alegoria, espécie de errância amorosa ou catarse. No insulamento do corpo na paisagem, no seu exílio, temos o sangue que se faz bruma e sombra. Ventres, óvulos, montanhas, águas, panos, frutos,

planetas, estrelas, pulsações celestes, sem princípio nem fim. Preponderam o preto e o branco nestas inesperadas nebulosas, formas primordiais do cosmos ou da gênese humana, amplamente analisada ou sugerida em tudo que Pietrina compôs desde sempre. Vermelho sanguíneo, negro e cinza são cores estabilizadas em suas incessantes mobilidades plásticas, desde os recortes de corpo fossilizados do final dos anos 70 ou mesmo antes, desde a fase Evaterra, por volta de 1973. No começo foi o pop, o ânimo fotográfico, a vinculação a um certo expressionismo, e o breve comprometimento político, habitado aqui e ali pelo lúdico, o humorístico e até o kitch da cultura de massa que aos poucos desapareceu em favor de um denso comprometimento humano, pleno e soberano. E foi esse comprometimento humano que a encaminhou para uma exuberante (e exaltada) sensualidade erótica ainda muito pouco estudada pela crítica.

Um mundo anônimo (de corpos geralmente sem rosto) criado aos pedaços e que mais se revelou, a caminho da abstração, no sinuoso de frestas, pregas e fossos, angulosidades, sugestão de volumes que acabou por fim desembocando na tridimensionalidade. Em 1977, em entrevista a Antonio Hohlfeldt, Pietrina admitiu que existe em sua pintura um sentido escultórico de massas e volumes, aquela “inevitável dimensão escultórica” que Roberto Pontual capturou em 1978. No entanto, aqui e agora, o artista alcança o grau zero de suas pesquisas, uma lição das cores de serenidade quase cruel. O tênue rosa, o cinza fugidio e certos azuis profundos da série das rosas “escandalosamente” eróticas já anunciavam delicadas superposições de galáxias, buracos negros, confins do universo que pulsam dentro de cada um de nós, no que somos em nossos corpos e em nossa luz. Sim, como disse certa vez outro poeta, Lêdo Ivo, “somos corpos, somos os nossos corpos”, seja nos longes da paisagem que se faz corpo ou no corpo que a sugere, à flor da pele. Uma paisagem inaugural porque são inaugurais todas estas descobertas imediatamente transpostas ou traduzidas numa arte que se manifesta coesa, inteiriça como um continuum vital, uma túnica inconsútil."

André Seffrin (Rio, julho de 2013.)

"O corpo é um planeta, é um mapa, é uma paisagem, é uma montanha, é um universo. Pietrina Checcacci em seu laboratório interior de criação, um dos mais fecundos e instigantes da arte contemporânea, tem percorrido esta trilha mágica. Sua pintura é frequentemente lembrada pelos “dedos”, elementos anatômicos que se tornavam independentes do todo, para provocar no espectador uma desconfortável sensação de metamorfose, de espelhamento da paisagem do homem.

Sua meta tem sido sempre a figura humana, esta usina de sonho e revelação cuja forma desafia a própria divindade ao se instituir, biblicamente, como um símbolo da Imagem e Semelhança. Na evolução técnica e formal de Pietrina esta figura humana partiu de sua inserção no mundo social , para transformar-se no mundo em si, projetando-se a seguir numa partícula do sistema cósmico. No trabalho de sua primeira fase, no final da década de 50 , fixava seu prazer na matéria da pintura e denunciava os limites terrestres da vivência popular . Já em fase subsequente rompia este limite, sondando o orbe místico, permitindo já certas contorsões anatômicas cuja tensão resultaria nas sínteses posteriores do planeta corpo. No final da década de 60 havia um retorno à denúncia , sem a postura cândida do social explicito, mas com as armas da fantasia , das alegorias sobre o erótico e selvagem, sempre colocando em foco as fraquezas humanas . No final da década de 60 uma aragem pop invade estes cenários , ao mesmo tempo que tinta vinílica vai especificar uma pintura sem veladuras nem transparências , mais sobre o clichê , o frontal , a entrada do vídeo de TV , como na vida corriqueira do espaço urbano . É exatamente neste período que surge a paixão pelo detalhe . A volta à tela e os toques do kitsch mostram o espaço invadido por volutas , estamparias populares , pintadas ou coladas , provocando o contraditório dos corpos que começavam a iluminar-se de uma natureza ideal, ao lado de ambientes triviais, integrados neles. Mas a força do corpo foi rompendo a cenografia , e o prazer de descobrir o efeito tátil e desmistificado da forma , definiu o que seria o grande delírio pictórico de Pietrina Checcacci.

Neste momento é como se Pietrina tivesse descoberto a carne da pintura, a sensualidade liberada e clínica , a transparência do ideal helênico de forma inédita . Pode se dizer que arrebatou o momento de participação do observador , que comunga daquele enigma de dedos que penetravam na água e se mostravam antes e depois tocados pelo mistério da nova natureza, em cor e distorção , ou de pernas ,pés , braços , espáduas , que se enovelam num sereno contorcionismo , como aliens da ficção cientifica . Estava palpitante neste momento o embrião da escultura , que seria mais tarde uma de suas manipulações mais intensas . O complexo cromático de antes vai se atenuando , a monocromia assume o primeiro plano , e a voluminosidade , o tromp-oeil da terceira dimensão , vão criando ritmos novos, sensações óticas de grande efeito emotivo . Foi na verdade o momento consagrador de Pietrina Checcacci , o que ela chamou de “ O tempo de terra” , no qual o corpo foi sendo generosamente a terra . O enfoque do corpo como paisagem , especialmente da mulher , não é inédito , mas na pintura de Pietrina Checcacci assume empostação inédita .

Não é uma visão romântica , ou simplesmente alegórica , é uma versão genesíaca , da integração do instinto vital a um organismo universal . A passagem destes transes assume um caráter visceral , os ventres , coxas , pernas , seios, todos montanhosos , se crispam e auto-agridem forjando as “ carnações” . Perde-se a visão paradisíaca , e a carne purga seu lado agressivo, ou revoltado , absorvendo o bem e o mal num orgasmo de expulsão do paraíso . Estamos já em plena década de 80 , onde muitas convulsões e partos precoces acontecem na arte brasileira , entre eles a discutível geração 80 . Pietrina assumi um patamar com um retorno equilibrado , o sangue assoma à pele , a mansidão da fase anterior dá lugar a novas denúncias e finalmente o corpo perde seu destino terrestre e levita como um satélite pulsante , assumindo a grande solidão . A paisagem transforma-se então na terra inteira , na nova terra . A pintura macia e luminosa assume outra vez o espaço , agora contaminada de pontos vulneráveis, de rasgos de paisagem real ou cúpulas aéreas de pulcra transparência . O novo planeta , ainda corpo, parece pairar à espera da grande fuga, da projeção para um destino maior. Pietrina confessa-se proprietária de oitocentos anos de vida , ao confessar sua obstinação de sempre recomeçar . No ambiente de trabalho há uma multidão de esculturas e múltiplos , de serigrafias fascinantes , algumas feitas sobre tela . A insistência na seriação é uma de suas qualidades , o desejo de franquear o acesso de seu mundo a um número sempre maior de fruidores , a compreensão muito lúcida de um dos grandes vôos da arte contemporânea , qual seja o de democratizar-se . Isto sem concessão ao que o múltiplo possa ter de belo , de materialmente perfeito e visualmente valioso . Em bronze , fibras e poliéster , libera frequentemente um lado jocoso , cria formas que se iluminam e convergem para a beleza em si . Aderiu ainda ao designer dissimulando sob formas sofisticadas o lado utilitário . Em pintura muito recente acrescentou formas tridimencionais , tentando uma subversão da linearidade da parede .Hoje, como no início de seu grande e abrangente processo , Pietrina se coloca como uma semeadora . Aderindo aos recursos da tecnologia , não abdica da postura humana , mutante e aberta , pela qual recicla a energia do fazer , entre os pólos de beleza e da decadência . Esta compreensão , esta capacidade de tocar em essências tão universais da existência , marcam a dimensão arquetipica do seu trabalho , transformando num registro clássico , ainda uma vez, o nosso ritual de passagem."

Walmir Ayala (Dezembro de 1990)

"… o corpo é ou quer ser a terra. E a terra é também casa, abrigo,morada. Embora as aproximações não signifiquem daquilo que a terra e o corpo têm como fundamento comum – a fertilidade. (A artista em seu próprio corpo o está experimentando neste momento, prestes a trazer ao mundo um primeiro filho).

São pinturas que atingiram do ponto-de-vista puramente técnico, um grau de perfeccionismo exemplar, um virtuosismo irmão da sensualidade, espelho do prazer de trabalhar a superfície da tela como quem acaricia a pele que sobre ela vai surgindo, A tela é sua pele, e a textura do tecido seu arrepio. E se algum perigo há ou se anuncia, aqui, com a obra de agora, é que nela Pietrina parece ter chegado a um ponto ápice no problema e na técnica.

Em Pietrina o corpo esteve sempre presente, até hoje no centro de seu trabalho. Já participava dele em meados da década de 60, quando a artista acabara de concluir a disciplinada formação na Escola Nacional de Belas Artes. Era, no caso, uma amostragem mais sombria e conturbada da figura humana, que se contorcia em certos esgares característicos da mescla pop-expressionista então insistente. Pouco depois, o que havia de contorção dramática do corpo se foi acalmando, alongando, mergulhando em mares de flores e cores, sinuosos e languidos como nas formas “art nouveau”. Posturas que ainda tinham algo de crítico, uma vez que tratavam por dentro, com ironia, das “doçuras” de imagem impostas à condição de mulher-objeto. Neste tipo de pintura que se prolongou até o final dos anos 60, o corpo perdera sua inteireza: era visto sob perspectivas de grande angular, acentuando-lhe as partes e não o todo.

Daí para os pedaços, foi um passo. Tal como nos “closes” que os cartazes cotidianos agigantam, incitantes ao consumo, a superfície das telas de Pietrina começou um dia a povoar-se pacífica mas estranhamente, de dedos, mãos, antebraços, pé, pernas, dorsos – tudo, primeiro, solto contra um cálido fundo vermelho-sanguíneo, neutro em termos de indicação de tempo e lugar, isento de cenário; mais tarde, esses mesmos elementos vieram se abrindo ao ar pleno do planeta , se estendo pela paisagem, sendo a paisagem. A face, com seus traços a permitir o movimento para dentro, o ingresso na intimidade do corpo, ali deixava definitivamente de ter vez. Era, mais do que nunca, a vez da pele, da entrega do corpo ao mundo. O corpo em Pietrina, serve de ponte com o que lhe é de exterior:funda a paisagem. A pele do corpo nos leva a transcendê-lo, de dentro para fora.

A uma série de pinturas executadas por volta de 1973, Pietrina intitulou Evaterra, ali a pele do corpo correspondendo à pele da terra. Propunha com isto a sutileza de inverter um velho princípio: já não era a terra que se dava como fonte do corpo., mas o corpo que se apresentava como matriz da terra. A paisagem era o corpo. Esse discurso prossegue, intacto na série recente que ela agora nos mostra.. Trata, cada vez mais claro, ter chegado a um ponto de ápice no problema e na técnica que lhe vêm atraindo anos a fio. Ponto a partir do qual começam as ameaças de repetição e esvaziamento.

Mas isto são conjecturas de sinal negativo que a excelência da pintura atual não merece ainda ver desdobradas. Justiça maior faríamos a ela se nos interessássemos estritamente pelo que ali se concretiza no momento, inclusive no prolongamento coerente até a área da escultura. Quanto a este último aspecto, a verdade é que a artista soube perceber que os volumes virtuais de seus agigantamento corpóreos continham, continham, latentes uma inevitável dimensão escultórica. E encontrou saída adequada para a evidência na produção de dedos e perna e seios multiplicados em metais ou madeira. Só não diria que alcançou o mesmo acerto no novo múltiplo, “Umbigo” recém lançado: sua forma não foi feliz na capacidade de referir imediatamente a parte do corpo humano posto em destaque.

De regresso à pintura, restam algumas observações complementares a anotar. Primeiramente, a de que, correspondendo à relação corpo/terra, pele/paisagem, há um outro elo a considerar nessa “ilhas humanas”de Pietrina Checcacci: aquela que se dá no caminho de volta da cultura à natureza. Quadros existem na série com resíduos de civilização, objetos e modos de nossa urbanidade – a lata consumida de cerveja; os panos quase farrapos, favorecendo pudores, encobrimento do corpo, ocultações da paisagem. Mas são poucas as obras que assim se comportam, como lembrança de quanto o corpo hoje se vê afastado de sua natureza, de sua condição também de terra. A maioria das telas atuais de Pietrina registra a desembocadura final do corpo na paisagem. As coxas, os joelhos, os bicos de seios, as nádegas, os dedos, os ventres, repousados ou retesados, são acidentes de uma geografia reconhecível. Ou, se quisermos exatamente o contrário: esses montes baixos, areias e picos são as parcelas do corpo de que eles se vêm fazendo. Como no poema de Fernando Pessoa:”Seus seios altos parecem /(Se ela estivesse deitada ) / Dois montinhos que amanhecem /Sem ter que haver madrugada”.

Em segundo lugar, precisamente nas pinturas do corpo-paisagem em plenitude, sem qualquer interferência dos dados e resíduos de cultura, as forças elementares da natureza podem expandir-se em liberdade. E nesta expansão ressurge o jogo eternamente primordial dos quatro elementos. Agora, já não é só a terra que ali tem lugar, pele do mundo e do corpo. Ela, a terra, ou ele, o corpo, mergulha na água – água que vem da atmosfera límpida ou das nuvens de peso crescente. Avermelhadas e cálidas , as ilhas recebem a luz e o calor de um Sol (umbigo) ausente, mas cujo fogo insiste em iluminar por fora e animar por dentro o corpo e a terra, esquentando o seu suave desmembramento e a sua contida florescência. Terra, água ar e fogo – o nosso giro está em processo. E o corpo que temos é o cordão umbilical a nos unir com o universo, a nos equilibrar no universo."

Roberto Pontual (O corpo é a terra, 1978)

"A obra de arte impõe sua maneira específica de lançar denúncia e nisto ela se justifica. Assim é arriscado, inexato e esterilizante pretender que tal função – a mais ampla de sua presença – se estabeleça pelos parâmetros de outras atividades humanas, que exigem o claro, preciso, direto ato de denunciar. Apreendendo tensamente a realidade do mundo, misto de exterior e interior, o artista cria novas estruturas pulsantes e dinâmicas, cujo pleno significado só se entrega – e, portanto , se completa – na medida que exige um esforço correspondente de apreensão, compreensão e absorção por parte do seu espectador-consumidor. Na medida em que exige dele uma saída de dentro de si próprio para encontrar então, no preexistente mistério que se abre e deixa de sê-lo, a viva evidência das coisas.

A pintura de Pietrina Checcacci tem sido nos últimos anos um esforço de linguagem modificadora. Sua funcionalidade está em que, para compreende-la temos que forçosamente mergulhar na matéria fervente das regiões além da mera superfície. Porque na superfície – especialmente nas obras que agora apresenta – há o romantismo do homem e da mulher postos em tranqüilo e contemplativo confronto e convivência, no belo exacerbado em forma e cor, na sinuosidade decorativa do barroco e “art nouveau”, na mística geral e numa certa languidez de semi-sonho que estabelece a primeira atmosfera.

Mas a sua fala autêntica resulta da montagem (lembro-me que ela um dia sentir vibrantemente a música de Caetano Veloso e o exemplo é bom e significativo, pois trabalham ambos com a dinâmica dos relacionamentos entre a matéria aparente exangue da superfície e a lava da profundidade. Nessa montagem, que concede novo sentido às coisas e implica em esforço modificador de compreensão, nasce todo o gesto e grito de denúncia). Usando “closes” e perspectivas de deliberada contorção, com o domínio exato e não enrijecido da apreensão de anatomias, Pietrina consegue encaminhar nosso olhar inicial para o cerne de sua denúncia. E em que consiste ela? Naquilo que não está explicito e evidenciado em cada um dos seus quadros(como estava um pouco mais nos seus estandartes, por volta de 1968 ),mas que somos nos, no nosso movimento até a realidade da obra, que fundamos, desdobramos e aprofundamos. A denúncia que cabe a cada um de nos descobrir – porque é latente – partindo de ver em suas telas a evidência do não mais, do já passado, da tranqüilidade e beleza tornadas impossíveis, da lânguida atmosfera de poder sonhar e contemplar, da paz que está na textura da própria pele ou no risco essencial de um olhar fechado para o mundo, na cornucópia da magia e nos elementos florais suavizantes, na linha da música cravando contraponto. No entanto – e é nisto que reside e vibra a densidade maior de sua pintura – nada de saudosismos, de vontade de voltar para recuperar tal como. Pietrina, na sua lúcida vivência de contemporaneidade, compreende porque essa paz que ela pinta já não corresponde ao mundo de nossa pisada diária. A paz que seria para nos quando outra espécie de tranqüilidade estivesse conquistada. Mas que, por enquanto é o posto da experiência humana. A paz que foi ou a paz que virá? Essa pintura não responde, porem propõe."

Roberto Pontual (A forma viva do denunciar – 1970)

Prêmios

2012 – Agraciada com o título de “Cidadão Honorário” Camara do Rio de Janeiro”.

1982 – Prêmio Rosa de Prata para o selo sobre o tema religioso editado no mundo nos anos 1980/81 outorgado por ocasião da Reunião Internacional da Associação São Gabriel em Cássia , nos festejos do 6º Centenário de nascimento de Santa Rita – Itália.

1981 – II Prêmio para o melhor selo do ano emitido no Brasil do Congresso Mundial de Associação de Arte. Filatélica São Gabriel – Brasília.

1980 – Prêmio Destaque da Pintura da Década de 1970 / 80 ( dez artistas) MAM – Rio de Janeiro.

1977 – Prêmio da Associação Filatélica de São Gabriel pelo melhor selo religioso emitido no mundo em 1976. Roma – Itália .

1975 – Prêmio “ Olho de Boi” do Jornal Estado de São Paulo para o melhor selo emitido no ano eleito por votação popular e críticos de arte.

1974 – Prêmio de viagem ao Estrangeiro pelo XXIII Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1972 – 1º Prêmio de Pintura – I Mostra de Artes Visuais do Estado do Rio de Janeiro – Niterói.

1970 – Prêmio Pesquisa – MAM – Rio de Janeiro.

1970 – Isenção do Júri no Salão de Arte Moderna no Rio de Janeiro.

1970 – 1º Prêmio do 1 Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Sul – Porto Alegre

1970 – Prêmio Aquisição do Museu do 2º Salão de Arte Contemporânea – Belo Horizonte – MG.

1969 – 2º Prêmio de Pintura - Salão de Arte Moderna do Paraná - Curitiba .

1967 – 2º Prêmio de Pintura - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1962 – 2º Prêmio Salão Candido Portinari – Museu de Belas Artes – Rio de Janeiro.

Estudos

1965 – Medalha de Ouro da Escola Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro.

1964 – Premio Medalha de Ouro da Universidade do Brasil.

Curso de Especialização – Pintura – Escola Nacional de Belas Artes – (até 1965) - Rio de Janeiro

1958 – Escola Nacional de Belas Artes – (até 1964) - Rio de Janeiro.

Exposições Individuais

2014 – Pietrina Checcacci – Pinturas – Iate Clube do Rio de Janeiro

2013 – NUVEM Pietrina Checcacci – Galeria BNDES – Rio de Janeiro.

2010 – Em Busca do Paraíso – Museu de Arte Contemporânea MARCO Campo Grande

2007 – Brazilian American Cultural Institute – BACI – Aquarelas – Washington – DC.

2007 – Caixa Econômica Cultural – Rio de Janeiro.

2006 – Solange Rabello Gallery – Miami .

2006 – Galeria Neuter Michelon – Caixa Cultural – São Paulo.

2005 – Banco BID – Washington – DC.

2004 – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

2004 – Galeria de Arte Beatriz Telles – Florianópolis.

2003 – Museu de Arte Contemporânea Campo Grande / MGS

2002 – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

2002 – Conjunto Cultural da Caixa Econômica Federal – Salvador.

2002 – Galeria de Arte Beatriz Telles - “ Arte no Painel” – Florianópolis.

2001– Rosas X Universos – Conjunto Cultura da Caixa Econômica – Brasília.

2001– Fundação Teatro Trianon – Campos.

2001– Pinturas e Esculturas – Memorial de Curitiba – Curitiba.

2001– Ita Galeria de Arte – Foz do Iguaçu.

2001– Galeria do SESC – Universos X Rosas –Palmas – Tocantins.

2000 – Galeria Assir Artes – Juiz de Fora.

2000 – Livraria Dazibao – Rio de Janeiro.

1999 – Museu Ado Malagoli – Porto Alegre.

1999 – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

1998 – Centro Cultural Pascoal Carlos Magno – Niterói.

1998 – Galeria Thomas Jefferson – Brasília.

1998 – Galeria Beatriz Telles – Florianópolis.

1998 – Espaço Cultura Andima – Galeria Arte Aplicada – São Paulo.

1998 – Museu Nacional de Belas Artes – “ Paixão” – Rio de Janeiro.

1997 – Galeria da Vera – Porta Alegre.

1997 – Casa de Cultura Laura Alvim – “ Rosas para um Amigo” – Rio de Janeiro.

1996 – Espaço Cultural da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro.

1996 – N.R. Galeria de Arte– Salvador.

1995 – Galeria Swiss Bank Corporation – Punta Del`Este – Uruguai .

1995 – Galeria do SESC – “ Universos X Rosas” – Curitiba.

1995 – Galeria Abacate – Aquarelas – Rio de Janeiro.

1993 – Resumo do Resumo – XXIII Região Administrativa – Rio de Janeiro.

1993 – Galeria Skultura – São Paulo.

1992 – Mulheres da Terra e do Espaço – Museu da Republica – Rio de Janeiro.

1991 – Masterpiece – Juiz de Fora.

1991 – Da Terra e do Espaço – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

1991 – Da Terra e do Espaço – Pinturas – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1990 – Novotempo Galeria de Arte – Belo Horizonte.

1990 – Griffe – Miami – EUA.

1989 – Galeria Skultura – São Paulo.

1989 – Galeria de Arte Estúdio A – Recife.

1989 – Bolsa de Arte - Porto Alegre.

1989 – Espaço Arte - Passo Fundo.

1989 – Galeria Soluzione – Caxias do Sul.

1989 – Ponto D`Arte – Santana do Livramento.

1989 – Votre Galeria de Arte – Rio de Janeiro.

1989 – Contemporânea Galeria de Arte – Novo Hamburgo.

1988 – Galeria Picasso – Campos.

1989 – Detalhes – Salvador.

1987 – Museu Nacional de Belas Artes - Sala Bernardelli – Rio de Janeiro.

1987 – Galeria Gravura Brasileira – Rio de Janeiro.

1987 – Sete + Sete – Galeria Skultura – São Paulo.

1987 – Escultura de Contrapeso e Serigrafia – Galeria Documenta – Curitiba.

1986 – Reitoria da Universidade de Juiz de Fora – Juiz de Fora.

1986 – Galeria Espaço Arte – Alphaville – São Paulo.

1986 – Fundação Cultural de Uberaba – Uberaba.

1986 – Nádia Bassanese Studio D`Arte – Trieste – Itália .

1986 – Contemporânea Galeria de Arte – Novo Hamburgo .

1985 – A.M.Niemeyer Interiores – Rio de Janeiro.

1985 – Estúdio Elizabeth Wey – São Paulo.

1985 – A.M.Niemeyer Interiores – Rio de Janeiro.

1985 – Museu do Cacau – Ilhéus.

1984 – ETC – Galeria de Arte – Brasília.

1984 – Teckne Ponto de Arte – Porto Alegre.

1984 – Estúdio AA Galeria de Arte – Recife.

1983 – Galeria Gravura Brasileira – Rio de Janeiro.

1983 – Galeria Inez Fiúza – Fortaleza.

1982 – A.M. Niemeyer Interiores – Rio de Janeiro.

1982 – Sala Miguel Bakun – Curitiba.

1982 – Galeria Cambona – Porto Alegre.

1981 – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1981 – Galeria Arte Aplicada – São Paulo.

1980 – ETC – Galeria de Arte – Brasília.

1979 – Galeria Parnaso – Brasília.

1978 – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1977 – Memória Cooperativa de Arte – Belo Horizonte.

1977 – Oficina Galeria de Arte – Porto Alegre.

1977 – Galeria Documenta São Paulo.

1975 – Galeria Opus – São Paulo.

1975 – Grafiti Galeria de Arte – Rio de Janeiro.

1974 – IBA Galeria – Porto Alegre.

1973 – Em Torno do Real – Galeria Grupo B – Rio de Janeiro.

1973 – Galeria Intercontinental – Rio de Janeiro.

1973 – Galeria Documenta – São Paulo.

1972 – Galeria Cyclo – Porto Alegre.

1971 – Galeria Ipanema – Rio de Janeiro.

1970 – II Encontro de Arte Moderna – Curitiba.

1969 – Atelier de Arte – Galeria - Belo Horizonte.

1968 – Petite Gallerie – Rio de Janeiro.

19683 – Galeria de Cultura Francesa – Porto Alegre.

1967 – Galeria Convivium – Salvador.

1966 – Galeria Varanda – Rio de Janeiro.

1966 – Galeria Grupiara – Belo Horizonte.

1966 – Galeria Celina – Juiz de Fora.

1965 – Clube de Icaraí – Niterói.

1961 – Instituto Brasileiro de Belas Artes – Rio de Janeiro.

Exposições coletivas

2017 - Anos 60/70 Um Panorama – MAC Museu de Arte Cont. do Paraná – Curitiba

2017 -Trio Bienal Vestir o Mundo - Jardim Botânico – Rio de Janeiro

2016 - A cor no espaço/ O espaço na cor – Museu de Arte Cont do Paraná - Curitiba

2013 - Floreios XI – Galeria Ana Terra – Vitória

2011 - Ilustrando o Cinema Brasileiro – Museu do Exercito – Rio de Janeiro

2011 - Arte e Pensamento – Museu da Vida/ Palestra – Rio de Janeiro

2010 - Arte Contemporânea e Nórdica – Galeria BNDES Rio de Janeiro

2010 - Livros Sensoriais – Universidade Mackenzie – São Paulo

2009 - Demi Glaces – Ano da França no Brasil - Rio de Janeiro

2009 - Da Vera Arte e Cultura – Porto Alegre

2009 - Pinacoteca IAUF do Rio Grande do Sul – Porto Alegre

2009 - Total Presença – Pinturas – Paço Municipal – Porto Alegre

2009 - Projeto Gravura Atemporal- Ins.Cult. Brasileiro e Norte Americano – Porto Alegre

2009 - Arte de Colecionar-te – Museu MARCO – Campo Grande

2009 - Presepio Parade – Christmas Festival – Rio de Janeiro

2009 - T.A.P.E. Temporary Art Product Exchange Arnhem Holanda

2008 - Demi Glaces – Rio de Janeiro

2007 - Ana Terra Galeria de Arte – Vitória.

2006 - Brazillian American Cultural Institute – BACI – Washington.

2006 - Solange Rabello Gallery – Scent of Women – Miami.

2005 - Flreiros III – Ana Terra Galeria de Arte – Vitória.

2003 - Mulheres – Galeria de Arte Copasa – Belo Horizonte.

2002 - Galeria Ana Terra – Vitória.

2002 - Galeria da Vera – 15 anos - Porto Alegre.

2001 - Ana Terra Galeria de Arte – Vitória.

2001 - Mulheres de Laura – Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

2001 -10 Anos Ita Galeria de Arte – Foz do Iguaçu.

2000 - Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

2000 - Lançamento do Livro Brazilian Art.

2000 - Sala Vip – Brasil 500 Anos - Rio de Janeiro.

2000 - Evento - A Casa na Barra – Barra Square – Rio de Janeiro.

1998 - Atualidade Galeria de Arte – Rio de Janeiro.

1997 - Casa Shopping Gallery / 97 – Rio de Janeiro.

1997 - Galeria Ranulpho – “ Brennand 70 anos” - Recife.

1996 - Banco Mundial – “ A Womans`s View” Equality . Development. And Peace – Washington – EUA.

1996 - Casa de Cultura Laura Alvim – 10 Anos - Rio de Janeiro.

1994 - Museu Histórico Nacional – Rio de Janeiro.

1994 - Rio Designer Center - Rio de Janeiro.

1994 - Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

1993 - Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

1993 - Galeria Novotempo - Belo Horizonte.

1992 - Clã Ecológico / Educação Ambiental – Clac de Rio das Pedras – Rio de Janeiro.

1992 - Natureza Espaço Bowles – Gávea Trade Center – Rio de Janeiro.

1992 - Expressão de Arte Brasileira – Galeria da Vera – Porto Alegre.

1992 - Mulheres de Holanda – Galeria Novotempo - Belo Horizonte.

1992 - Earth Day – Hight School of Greewwich – EUA.

1991 - Aniversário de 10 anos – Galeria Studio A – Recife.

1990 - Florida Internacional University – EUA.

1989 - 4ª Mostra Internazionale della Piccola Scultura – Castellaza – Milano – Itália.

1989 - Forma & Forma da Escultura – Galeria de Arte Estúdio A - Recife.

1989 - Trinta e Três Maneiras de Ver o Mundo – Ranulpho Galeria de Arte _ São Paulo.

1989 - Nossos Anos Oitenta – GB Arte e Casa de Cultura Laura Alvim – Rio de Janeiro.

1988 - Abertura - Galeria de Arte Estúdio AA – Recife.

1988 - Arte Brasileira – Sala Aurora Arte – Porto Alegre.

1988 - A Ousadia da Forma – Shopping da Gávea – Rio de Janeiro.

1988 - O Circo – Ranulpho Galeria de Arte – São Paulo.

1988 - A Magia das Esculturas – Centro Comercial Gilberto Salomão – Brasília.

1987 - 3ª Mostra Internazionale della Piccola Scultura Castellanza - Milano – Itália.

1987 - 1ª Expo Portuguesa D`Alem Mar e seus Parceiros – Feira Internacional de Lisboa – Portugal.

1986 - Ronda – Escultura de Luz – São Paulo.

1986 - Sete Décadas da Presença Italiana na Arte Brasileira – Paço Imperial – Rio de Janeiro.

1986 - Execução para Acervo da Caixa Econômica Federal do Original para a Loteria Federal de Natal.

1986 - Escultura ao Alcance de Todos – Ibirapuera – São Paulo.

1985 - Pintura Brasileira Atuante – Rio de Janeiro.

1985 - Pintura Brasileira Atuante – Brasília.

1985 -Pintores Ítalo- Cariocas – Instituto Italiano Cultural Rio Artistas Contemporâneos –BNDES – Rio de Janeiro.

1985 -Arte Ambientada – Vila Riso – Rio de Janeiro.

- 1970 / 1985 – Galeria Ignês Fiúza – Fortaleza.

1985 - Museu de Arte Moderna - Panorama de Arte Atual Brasileira – Formas Tridimensionais – São Paulo.

1985 - 2ª Mostra Internazionale della Piccola Scultura Castellanza - Itália.

1984 - VI Mostra de Gravura Panamericana – Curitiba .

1984 -Galeria H Stern – Rio de Janeiro.

1983 - Críticos X Artistas – Galeria Arte Aplicada – São Paulo.

1983 - Arte Moderna no Salão Nacional – 1940-1982 – Funarte – Rio de Janeiro.

1982 - 100 Anos de Escultura no Brasil – MASP – São Paulo.

1981 - IV Bienal de Arte de Medelin – Colômbia .

1981 - V Bienal Internacional de Arte – Valparaiso – Chile.

1981 - Panorama de Arte Atual Brasileira – MAM – São Paulo.

1981 - 38º Salão Paranaense – Curitiba.

1980 - Emissão pelos Correios e Telégrafos do Selo Comemorativo do Congresso Mundial de Associação de

1980 - Arte Filatélica São Gabriel .

1980 - Brazilian Art – Alemanha.

1979 - Destaque de 1978 , Petite Gallerie – Rio de Janeiro.

1979 - Panorama de Arte Brasileira – Pintura – MAM – São Paulo.

1979 - Medalha executada para a Casa da Moeda sobre os 150 anos da Academia Nacional de Medicina.

1978 - 1ª Bienal Ibero Americana do México – Museu Camilo Gil – Cidade do México.

1978 - Panorama de Arte Brasileira - Escultura – Museu de Arte Moderna - São Paulo.

1978 - Galeria Múltipla de Arte – São Paulo.

1977 - Arte Brasileira Contemporânea - Coleção Gilberto Chateaubriand – MAM – Salvador.

1977 - 3ª Exposição de Belas Artes Brasil , Japão , Tóquio , São Paulo ,Rio de Janeiro – Rio de Janeiro.

1977 - Museu da Imagem e do Som - Rio de Janeiro.

1976 - Arte Agora I – MAM – Rio de Janeiro.

1976 - Galeria Skultura – São Paulo.

1976 - “ O Corpo” - MAM – Belo Horizonte.

1976 - Panorama de Arte Brasileira – São Paulo.

1976 - Emissão pelos Correios e Telégrafos do Selo “ Série Artes Plásticas no Brasil Hoje – Pintura.

1976 - Emissão do Selo “ Dia Nacional de Ação de Graças” .

1975 - Mini Galeria – Rio de Janeiro.

1974 - XXIII - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1974 - Renovação da Figura – Galeria Maison de France – Rio de Janeiro.

1973 - Arte Gallery of Brazilian – American Cultural Institute – Washington.

1973 - XXII – Salão Nacional de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1973 - Panorama de Arte Atual Brasileira – MAM – São Paulo.

1972 - 50 Anos de Arte Brasileira – MAM – Rio de Janeiro.

1972 - I Mostra de Artes Visuais do Estado do Rio de Janeiro – Niterói.

1972 - Arte Brasil Hoje 50 anos Depois – São Paulo.

1972 - XXI – Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1971 - I Bienal de Artes Plásticas de Santos – São Paulo.

1971 - XX - Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1971 - I Salão Luz e Movimento – MAM – Rio de Janeiro.

1971 - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1970 - I Salão da Bússola – MAM – Rio de Janeiro.

1970 -Representação Carioca à Pré-Bienal de São Paulo.

1970 - XIX – Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1970 -I Salão de Artes Visuais do Rio Grande do Sul – Porto Alegre.

1970 -Salão de Arte Moderna de Campinas – São Paulo.

1970 -Salão de Arte Contemporânea de Belo Horizonte – Minas Gerais.

1969 - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1969 - XVIII – Salão Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro.

1969 - IX – Bienal de São Paulo.

1968 - II Salão Esso – MAM – Rio de Janeiro.

1968 - Salão de Arte Moderna de São Paulo.

1968 - Manifestação de Arte Popular – Aterro – Rio de Janeiro.

1968 - As Bandeiras Na Praça General Osório – Rio de Janeiro.

1968 - Salão de Arte Moderna de Belo Horizonte – Minas Gerais.

1968 - Salão de Arte Moderna de Campinas – São Paulo.

1968 - Salão de Arte Religiosa de Londrina – Paraná.

1968 - XVII - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1967 - Salão de Abril – MAM – Rio de Janeiro.

1967 - Salão de Arte Moderna do Paraná – Curitiba.

1967 - Salão de Arte Moderna de Belo Horizonte – Minas Gerais.

1967 - XVI - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1966 - Salão da Jovem Pintura Nacional – Quitandinha – Rio de Janeiro.

1966 - XV - Salão de Arte Moderna - Rio de Janeiro.

1965 - XIV - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro.

1964 - I - Salão Esso - MAM - Rio de Janeiro.

1964 - XIII - Salão Nacional de Arte Moderna – Rio de Janeiro

Fonte: Site oficial Pietrina Checcacci, consultado pela última vez em 17 de abril de 2018.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

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