Sonia Ebling de Kermoal (Taquara, RS, 19 de janeiro de 1918 — Rio de Janeiro, RJ, 16 de janeiro de 2006), conhecida como Sonia Ebling, foi uma escultora, pintora e professora brasileira.
Biografia - Itaú Cultural
Inicia sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Em 1955, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. De 1956 a 1959, viaja por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Reside nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebe uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executa relevo para o Palácio dos Arcos, do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, Distrito Federal. Em 1970, ministra um curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois, é convidada para lecionar escultura nessa mesma universidade.
Críticas
"Com a série Os Casais, principalmente Casal no Colo (1978 - bronze, 0,18 m), Love (1977 - bronze, 0,46 m) e Nupcial (1979 - bronze, 0,45 m), atinge ela um de seus pontos culminantes. Emerge uma escultura de livre inspiração, de inquietude formal disciplinada, de fantasia acorrentada a um instinto seguro, que não só lhe proíbe o desgarramento no anedótico e no folclórico, mas a impele, sempre mais, para a depuração. Outra vez, o instinto conjura-lhe a adesão a todo essencialismo in vitro. Sua escultura, em definitivo, torna-se impura por uma espécie de obsessão, que a mantém nas malhas dos sentidos comovidos pelo choque direto do mundo e dos homens".
Armindo Trevisan (Sonia Ebling: a escultura dialética. In: ---. Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. p.54.)
Exposições Individuais
1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria GEA
1963 - Berlim (Alemanha) - Individual, na Rathaus Kreuzberg
1967 - Rio de Janeiro RJ - Relevos, na Galeria Bonino
1967 - Porto Alegre RS - Individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento do Rio Grande do Sul
1968 - Brasília DF - Individual, no Hotel Nacional
1968 - Brasília DF - Individual, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1968 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, no Brazilian Government Trade Bureau
1968 - Washington DC (Estados Unidos) - Individual, na Pan American Union Gallery
1972 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Graffiti Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na A Ponte Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1977 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Ipanema
1980 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1982 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1984 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Singular
1988 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
1989 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1989 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Triada
1990 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Bolsa de Arte
1990 - São Paulo SP - Bichos, na Skultura Galeria de Arte
1992 - São Paulo SP - 40 Anos de Escultura, na Skultura Galeria de Arte
1993 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1995 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1999 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2001 - Rio de Janeiro RJ - Esculturas, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
2001 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2004 - São Paulo SP - Sua obra, sua vida, na Nova André Galeria
Exposições Coletivas
1951 - Rio de Janeiro RJ - 57º Salão Nacional de Belas Artes, no Museu Nacional de Belas Artes - isenção de júri
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu de Arte Moderna - MAM/RJ
1953 - Paris (França) - 18º Salon des Réalités Nouvelles
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio Gustavo Capanema
1954 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao exterior
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1958 - Porto Alegre RS - Salão Pan-Americano de Arte, no Instituto de Belas Artes - medalha de prata
ca.1959 - Pádua (Itália) - Bienal de Arte Tri-Veneta
1959 - Paris (França) - 11º Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1961 - Paris (França) - Exposição Internacional de Escultura, no Musée Rodin
1961 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Kassel (Alemanha) - Coletiva, no Museu de Kassel
1962 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1962 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1962 - Kassel (Alemanha) - Brasilianische Kunstler der Gegenwart, no Kasseler Kunstverein
1963 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1963 - Paris (França) - Salão Donner a Voir Troisiéme
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie du XX Siècle
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie Europe e Creuse
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Jeune Sculpture Donner à Voir Troisième
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Realités Nouvelles do Museu Arte Moderna
1963 - Paris (França) - Coletiva, no Centro Internacional de Artes Visuais
1963 - Berlim (Alemanha) - 51 Escultores 19 Nações
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Paris (França) - Salon Comparaison, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
1965 - Cannes (França) - Coletiva, na Galeria Cavalero
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galeria Debret
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galliera Museum
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Museu Galliera
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Hotel Drouot
1967 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1967 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao Brasil
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1968 - Rio de Janeiro RJ - 6º Resumo de Arte JB
1970 - Alemanha, França, Bélgica e Holanda - Miniatura Internacional Itinerante - exposição itinerante
1970 - Porto Alegre RS - Salão de Artes Visuais da UFRGS
1971 - Los Angeles (Estados Unidos) - Coletiva, na Couturier Gallery
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1975 - São Paulo SP - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1978 - Rio de Janeiro RJ - Escultura Brasileira no Espaço Urbano: 50 anos, na Praça Nossa Senhora da Paz
1978 - São Paulo SP - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Goiânia GO - Coletiva, na Fundação Jaime Câmara
1978 - Goiânia GO - Exposição ao Ar Livre
1980 - Goiânia GO - 9 Escultores, na Casa Grande Galeria de Arte
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Shelly
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1980 - São Paulo SP - 100 Anos de Escultura no Brasil, no MAM/SP
1980 - Rio de Janeiro - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1980 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Abreu Gallery
1981 - Guarujá SP - Escultura ao Ar Livre, no Hotel Jequitimar
1981 - São Paulo SP - 13º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1982 - São Paulo SP - Um Século de Escultura no Brasil, no Museu de Arte de São Paulo
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Schelly
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1983 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna no Salão Nacional: 1940 - 1982, na Fundação Nacional de Arte. Centro de Artes
1983 - Porto Alegre RS - Feira do Pequeno Bronze, no Centro Municipal de Cultura
1984 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida e Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Nova York (Estados Unidos) - Artexpo New York
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ - sala especial
1986 - São Paulo SP - 19ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1987 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP
1988 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Coletiva, na Art Gallery of the Brazilian - American Cultural Institute
1988 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - São Paulo SP - Coletiva, no Sesc
1989 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1989 - Porto Alegre RS - Projeção 89, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs
1989 - Washington (Estados Unidos) - Eleven Women Sculptures from Brazil, no Brazilian-American Cultural Institute
1991 - Porto Alegre RS - Grandes Artistas Gaúchos, na Cultura Gallery of Arts
1992 - Rio de Janeiro RJ - Palácio dos Leilões - 5 Escultores
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1992 - Rio de Janeiro RJ - O feminino no eterno blonze, no Palácio dos Leilões
1993 - São Paulo SP - Escultura na Estrutura
1993 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Bolsa de Arte de Porto Alegre
1994 - Rio de Janeiro RJ - Decoradores, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Resgate - Integração das Artes
1995 - Ribeirão Preto SP - Coletiva, na Galeria de Arte Marcelo Guarnieri
1996 - São Paulo SP - 1ª Off Bienal, no MuBE
1996 - São Paulo SP - Figura e Paisagem no Acervo do MAM: homenagem a Volpi, no MAM/SP
1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal
1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1999 - Florença (Itália) - 2ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - medalha de ouro
1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal
1999 - Brasília DF - Exposição Teatro Nacional de Brasília, na Galeria de Arte Up
2000 - São Paulo SP - A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Coleção 2000, na Skultura Galeria de Arte
2000 - São Paulo SP - Mulheres do Terceiro Milênio, na Galeria de Arte André
2001 - São Paulo SP - 4 Décadas, na Nova André Galeria
2001 - Florença (Itália) - Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - artista convidada
2002 - Porto Alegre RS - Desenhos, Gravuras, Esculturas e Aquarelas, na Garagem de Arte
2003 - Porto Alegre RS - Humanidades, na Galeria Tina Zappoli
2005 - São Paulo SP - Caminhos Vários, na Nova André Galeria
Exposições Póstumas
2006 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no MAM/RJ
2006 - São Paulo SP - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Banco Real
2006 - Recife PE - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Instituto Cultural Banco Real
Fonte: SONIA Ebling. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 20 de Mai. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia - Wikipédia
Iniciou seus estudos de arte na pintura e na escultura, nas Escolas de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Logo em seguida, em 1955, recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro pela escultura Mulher e Pássaro, e permaneceu na Europa até 1968, estudando com mestres insignes como Ossip Zadkine, em Paris, e obtendo uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Ainda na Europa expõs em eventos importantes como o Salon de la Jeune Sculpture do Museu Rodin, a Bienal de Arte Tri-Veneta de Pádua, o Salon de Réalités Nouvelles e o Salon des Petits Bronzes do Museu de Arte Moderna em Paris, representou o Brasil na Documenta de Kassel, ao mesmo tempo que realizou mostras no Brasil, incluindo participação na VII Bienal de São Paulo.
Voltando ao Brasil recebeu a encomenda para um relevo a ser instalado no Palácio dos Arcos, em Brasília, e iniciou um ciclo de exposições em várias capitais nacionais e também no exterior.
Em 1970 ministrou um curso de escultura em cimento na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois foi convidada para assumir a cátedra de escultura nessa mesma universidade.
Crítica
Sobre sua produção, Jacob Klintowitz diz:
"Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
---
Cronologia
1918
Nasce no Rio Grande do Sul.
1944 a 1951
Estuda na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Muda-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje.
Expõe no Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro e conquista o prêmio “Isenção de Júri”.
Expõe na 1ªBienal de São Paulo.
1952
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1953
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1954
Expõe no Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1955
Prêmio Viagem à Europa com a escultura “Mulher e Pássaro” no Salão de Arte. Moderna no Rio de Janeiro, incluída no acervo do Museu de Belas Artes, Rio de Janeiro.
Expõe na III Bienal de São Paulo.
Realiza o “Monumento à Mãe” para o Rotary Club do Rio Grande do Sul.
1956 a 1959
Reside em Paris e viaja pela Europa.
Estuda com Zadkine e faz viagens de estudo pela Europa expondo em vários países.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
Medalha de Prata na exposição Pan-Americana em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Expõe na Bienal de Arte Tri-Veneta em Pádua, Itália.
Expõe, individualmente, na Galeria GEA, Rio de Janeiro.
1961
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no “L’Art Latino” – Américain”, MAM,
Paris e no “Forme et Magie” no Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Museu de Kassel, Alemanha, representando o Brasil.
Exposição Internacional de Escultura no Museu Rodin, Paris, representando o Brasil.
1962
Expõe na Galeria Neufville, Paris.
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no Museu de Arte Moderna, Paris, representando o Brasil.
Coletiva de Kassel, Alemanha.
Expõe na Galeria XXème Siècle, Paris.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
1963
“Formes et Magie” – coletiva – Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Salon Donner A Voir Troisiéme, Paris.
Expõe na Galeria Creuse, Paris.
Expõe no Salon de Réalités Nouvelles, Paris.
Expõe no Centro Internacional de Artes Visuais, “Escultura Campestre”, Paris, representando o Brasil.
Participa da exposição "51 escultores – 19 nações", Sônia Ebling e Fayga Ostrower em Berlin - Alemanha.
Expõe, individualmente, na Rathaus, Berlin, Kreuzberg, Alemanha.
Conquista bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian.
1964
Expõe no Salon de la Jeune Sculpture, Museu Rodin, Paris.
Expõe no Salon Comparaison, Paris.
Expõe, individualmente, em Oldenburg, Alemanha.
1965
Expõe na Galeria Cavalero em Cannes, França.
Expõe na VII Bienal de São Paulo.
1966
Expõe no Museu Galliera, Paris.
Expõe no Hotel Drouot, Paris.
1967
Expõe, individualmente, Relevos, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Expõe na Galeria IBEU, Rio de Janeiro.
Expõe, individualmente, no Instituto dos Arquitetos, Porto Alegre.
Prêmio de Viagem ao Brasil, Salão Nacional de Belas Artes.
1968
Expõe, individualmente, no Hotel Nacional, Brasília.
Expõe, individualmente, na Fundação Cultural, Brasília, DF.
Expõe, individualmente, na Pan- Americana Union, Washington, Estados Unidos.
Expõe no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro “Resumo”, onde foi selecionada na categoria de escultura.
Expõe, individualmente, no Trade Bureau, Nova York, Estados Unidos.
Execução de relevo de 3 x 3 m para o Palácio dos Arcos do Ministro das Relações Exteriores, Brasília.
1970
Expõe no Miniatura Internacional Itinerante, Hofheim, Alemanha, percorrendo depois, França, Bélgica, Holanda, Suíça e Itália.
Ministra curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes, Porto Alegre, a convite da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Expõe no I Salão de Artes Visuais em Porto Alegre.
Criação de um troféu para o Jornal do Brasil no Rio de Janeiro.
1971
Expõe na Galeria Couturier "Trabalhos Selecionados da América Latina", em Sanford, Conn., Estados Unidos.
1972
Expõe, individualmente, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Execução de escultura em bronze, medindo 1,60 m para o Banco do Brasil em Paris.
1973
Execução de relevo medindo 4,20 x 2,10 m, em Campo Grande, Mato Grosso, Brasil.
1974
Execução de relevo em bronze medindo 1,80 m para a agência do Banco do Barsil em Milão, Itália.
Expõe na “Prestígio Tridimensional”, Rio de Janeiro.
Expõe no Museu Arte Moderna, São Paulo – “Panorama” – onde fica uma obra para esse Museu.
Expõe, indivdualmente, na Galeria Graffitti, Rio de Janeiro.
Execução de Escultura em pedra de 1,50 x 1,50 m para o Banco do Brasil, Amsterdam, Holanda.
Críticas
“Pelo rigor das composições e pelo sopro criador que as anima, as esculturas de Sônia Ebling são das melhores obras realmente modernas feitas hoje no país”.
Antônio Bento, crítico de arte. (Última Hora, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“Sônia Ebling, inquieta, inalcançável, audaciosa, aprimora uma especial personalidade artística...”
Bruno Giorgi, escultor. (Em catálogo, Rio de Janeiro01/01/1967)
“...os meios usados pela escultora são simples e honestos – por isso extremamente convicentes. Em suas obras não há perfis, cheios ou vazios que não sejam parte de um todo. Os gestos, as silhuetas e as formas, são solidárias na criação de um clima estético em que a elegância feminina concorda em ser monumental.”
Flávio de Aquino, crítico de arte. (Manchete, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
"Há ainda outro aspecto da arte de Sônia Ebling que eu gostaria de sublinhar, este mais especificamente plástico e escultural. Desejo falar da natureza multiposicional de muitas Ne suas esculturas. Com efeito, ainda que tradicionalmente, a escultura repouse sobre uma base, e uma só muitas peças da artista representam a singularidade de poder repousar sobre uma de suas outras fazes. 0 enriquecimento de composição que uma tal concepção pressupõe (em razão da complexidade afetando a resolução de problemas de equilíbrio e aplomb) oferece dupla vantagem: primeiramente, de oferecer a renovação da aparência morfológica da obra e, depois, de permitir, desta uma apreensibilidade visual mais completa. Todavia, parece-me, mais por esta particularidade e sua expressão do que pelas outras que venho de analisar, que Sônia Ebling jamais obedeceu, nas suas motivações e formulação, à observação de princípios estéticos ou de procedência técnica. Porque, com ela, o fator essencial de criação permanece o instinto, a sensibilidade, uma espécie de adivinhação, e dentro de uma certa medida, é menos pela aplicação de um método, do que por uma espécie de milagre constante , que a improvisação (lenta e penosa, em outros, muitas vezes), alcança os mais altos cumes da elaboração."
Denys Chevalier (Trecho de catálogo Berlim e Oldemburg, 01/01/1964)
“... Sônia Ebling consegue efeitos de grande expressão plástica, executados em cimento colorido, cada qual com a sua personalidade própria, demonstrado uma capacidade inventiva pouco comum”
Harry Laus, crítico de arte (Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram os espaços. Elas traduzem a imensa proposição do novo mundo que nos começamos a receber”.
Henri Chopin, crítico de arte. (Revue Cinquième Saison, Paris, 01/01/1963)
"A escultura tem poucos bons representantes. A maioria dos que tentam a difícil, exigente e onerosa arte não consegue atingir sequer nível satisfatório. Prevalece, isso sim, a improvisação, o artesanal, o decorativo, a obra repetitiva. Seguidas exposições (individuais ou coletivas) atestam essa constatação. Daí que as peças em bronze criadas por Sônia Ebling destacam-se de muitos de seus, digamos, concorrentes, exatamente porque ela transmite força e coerência em seus trabalhos. Às suas figuras, em geral abordam a imagem da mulher, apresentam formas ricas de ritmo e de movimento. No simbolismo de abraços amorosos, meros exercícios físicos ou coreográficos, ou personagens com aves ou em tempo de música, as obras da artista expressam vida e poesia"...
Ivo Zanini (Folha de São Paulo, 01/01/1969)
"Sônia Ebling" se propõe uma difícil construção. Ela quer significar a sensualidade da forma possível no metal pesado, a leveza do gesto num movimento de bronze, a curva feminina em franco contraste com a dureza do material. Ela coloca alguma coisa da herança primitiva ao vitalizar os espaços com os vazios e inventa uma expressividade a partir de uma ação plena de ambiguidades. À estabilidade de suas figuras está próxima do vôo conferido pelo esto e pela postura... No Brasil, nós desenvolvemos muito a linha clássica ocidental: Grécia, tecnologia e pré-colombiana. Sônia Ebling, como Bruno Giorgi e tantos outros, vincula-se a esta corrente. É uma boa representante. E uma escultora sólida, perfeccionista, trabalhando com formatos varia os e, como tema pessoal, a fixação na figura feminina e nos contrastes entre o caráter sólido de sua escultura e o desejo manifesto no gesto e na postura. Terra e sonho, um retrato pertinente do mundo feminino que a artista investiga há muito tempo"... "Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios .que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini, Etc. O trabalho de Sônia Ebling procura o equilíbrio sobre todas as outras coisas e é capaz de emprestar às mais diversificadas formas e imagens um toque comum, pessoal, pessoal, algo de próprio e individual que, talvez, possa ser traduzido como harmonia e ritmo".
Jacob K1intowitz (01/01/1969)
“Sônia Ebling é artista que jamais foi recusada. Sua carreira é brilhante. Como se vê, uma carreira vitoriosa e fulminante, para quem começou a expor em mostra internacional como a Bienal”.
Jayme Mauricio, crítico de arte. (Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 01/01/1955)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram a harmonia entre o élan da forma inventada e a natureza profunda matéria bruta”.
M. Cluzeau Ciry, crítico de arte. (Les Arts, Paris, 01/01/1963)
"Os relevos de Sônia Ebling, em sua aparente simplicidade, são o resultado de longos anos de aprendizado, trabalhos e pesquisas... São obras mais intimistas, mais concentradas transpondo as fronteiras convencionais entre a escultura e a pintura, criando algo de pessoal, marcante, essencial."
Marc Berkowitz (Trecho de catálogo Rio, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“A vivacidade, que é nervosa, mantém uma relação estreita com o mundo biológico e físico sem que a autora faça da realidade, uma idéia à priori. É comum, neste sentido, a peça acabada, trazer a revelação de uma similitude. Sem dúvida, o papel do subconsciente é aqui grande importância mas o que nos interessa é a presença transfigurada da natureza, às vezes condensada num gesto cósmico e significativo ou numa estrutura elementar ...”
Walter Zanini, crítico de arte (Em catálogo da galeria Graffiti, 01/01/1962)
"Em Paris (onde veio morar definitivamente em 1959) conheci Sônia Ebling por Ter visto suas obras no Salon de la Jeune Sculpture no Museu Rodin em 1961, 1963 e 1964, como também em Comparaisons e no Salon de Realités Nouvelles que, atualmente, consagra os novos talentos. Depois, em 1966, vi sua escultura na Galeria Debret e no Museu Galliera. Conheci Sônia Ebling apaixonada por curvas e anéis, procurando dar forma aos ritmos que estão nela, e assim o fez com felicidade na Triade Spiraloide (1963) que integrava a exposição XXéme Siècle, em Paris, ao lado de outras obras. A sua não se parece com nenhuma outra; os volumes e os vazios tem nela a mesma importância. Penso que o público de apreciadores de arte reconhecerá, como eu, o valor dessa artista, um dos maiores talentos de hoje"
Pierre Courthion (Trecho de catálogo Rio, 1967 Transcrito em Nova Iorque e Washington, 01/01/1969)
"O que caracteriza as criações de Sônia Ebling é a lenta depuração de sua obra. Durante os vinte anos que tive o privilégio de conhecê-la, pude seguir uma evolução contínua e segura, que a leva à austeridade de meios e à pureza de resultados"
Wladimir Murtinho (Trecho de catálogo Brasília, 01/01/1968)
Fonte: Site oficial Sônia Ebling, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
Crédito fotográfico: Galeria André, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
Sonia Ebling de Kermoal (Taquara, RS, 19 de janeiro de 1918 — Rio de Janeiro, RJ, 16 de janeiro de 2006), conhecida como Sonia Ebling, foi uma escultora, pintora e professora brasileira.
Biografia - Itaú Cultural
Inicia sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Em 1955, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. De 1956 a 1959, viaja por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Reside nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebe uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executa relevo para o Palácio dos Arcos, do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, Distrito Federal. Em 1970, ministra um curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois, é convidada para lecionar escultura nessa mesma universidade.
Críticas
"Com a série Os Casais, principalmente Casal no Colo (1978 - bronze, 0,18 m), Love (1977 - bronze, 0,46 m) e Nupcial (1979 - bronze, 0,45 m), atinge ela um de seus pontos culminantes. Emerge uma escultura de livre inspiração, de inquietude formal disciplinada, de fantasia acorrentada a um instinto seguro, que não só lhe proíbe o desgarramento no anedótico e no folclórico, mas a impele, sempre mais, para a depuração. Outra vez, o instinto conjura-lhe a adesão a todo essencialismo in vitro. Sua escultura, em definitivo, torna-se impura por uma espécie de obsessão, que a mantém nas malhas dos sentidos comovidos pelo choque direto do mundo e dos homens".
Armindo Trevisan (Sonia Ebling: a escultura dialética. In: ---. Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. p.54.)
Exposições Individuais
1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria GEA
1963 - Berlim (Alemanha) - Individual, na Rathaus Kreuzberg
1967 - Rio de Janeiro RJ - Relevos, na Galeria Bonino
1967 - Porto Alegre RS - Individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento do Rio Grande do Sul
1968 - Brasília DF - Individual, no Hotel Nacional
1968 - Brasília DF - Individual, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1968 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, no Brazilian Government Trade Bureau
1968 - Washington DC (Estados Unidos) - Individual, na Pan American Union Gallery
1972 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Graffiti Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na A Ponte Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1977 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Ipanema
1980 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1982 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1984 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Singular
1988 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
1989 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1989 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Triada
1990 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Bolsa de Arte
1990 - São Paulo SP - Bichos, na Skultura Galeria de Arte
1992 - São Paulo SP - 40 Anos de Escultura, na Skultura Galeria de Arte
1993 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1995 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1999 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2001 - Rio de Janeiro RJ - Esculturas, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
2001 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2004 - São Paulo SP - Sua obra, sua vida, na Nova André Galeria
Exposições Coletivas
1951 - Rio de Janeiro RJ - 57º Salão Nacional de Belas Artes, no Museu Nacional de Belas Artes - isenção de júri
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu de Arte Moderna - MAM/RJ
1953 - Paris (França) - 18º Salon des Réalités Nouvelles
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio Gustavo Capanema
1954 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao exterior
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1958 - Porto Alegre RS - Salão Pan-Americano de Arte, no Instituto de Belas Artes - medalha de prata
ca.1959 - Pádua (Itália) - Bienal de Arte Tri-Veneta
1959 - Paris (França) - 11º Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1961 - Paris (França) - Exposição Internacional de Escultura, no Musée Rodin
1961 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Kassel (Alemanha) - Coletiva, no Museu de Kassel
1962 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1962 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1962 - Kassel (Alemanha) - Brasilianische Kunstler der Gegenwart, no Kasseler Kunstverein
1963 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1963 - Paris (França) - Salão Donner a Voir Troisiéme
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie du XX Siècle
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie Europe e Creuse
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Jeune Sculpture Donner à Voir Troisième
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Realités Nouvelles do Museu Arte Moderna
1963 - Paris (França) - Coletiva, no Centro Internacional de Artes Visuais
1963 - Berlim (Alemanha) - 51 Escultores 19 Nações
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Paris (França) - Salon Comparaison, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
1965 - Cannes (França) - Coletiva, na Galeria Cavalero
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galeria Debret
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galliera Museum
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Museu Galliera
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Hotel Drouot
1967 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1967 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao Brasil
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1968 - Rio de Janeiro RJ - 6º Resumo de Arte JB
1970 - Alemanha, França, Bélgica e Holanda - Miniatura Internacional Itinerante - exposição itinerante
1970 - Porto Alegre RS - Salão de Artes Visuais da UFRGS
1971 - Los Angeles (Estados Unidos) - Coletiva, na Couturier Gallery
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1975 - São Paulo SP - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1978 - Rio de Janeiro RJ - Escultura Brasileira no Espaço Urbano: 50 anos, na Praça Nossa Senhora da Paz
1978 - São Paulo SP - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Goiânia GO - Coletiva, na Fundação Jaime Câmara
1978 - Goiânia GO - Exposição ao Ar Livre
1980 - Goiânia GO - 9 Escultores, na Casa Grande Galeria de Arte
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Shelly
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1980 - São Paulo SP - 100 Anos de Escultura no Brasil, no MAM/SP
1980 - Rio de Janeiro - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1980 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Abreu Gallery
1981 - Guarujá SP - Escultura ao Ar Livre, no Hotel Jequitimar
1981 - São Paulo SP - 13º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1982 - São Paulo SP - Um Século de Escultura no Brasil, no Museu de Arte de São Paulo
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Schelly
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1983 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna no Salão Nacional: 1940 - 1982, na Fundação Nacional de Arte. Centro de Artes
1983 - Porto Alegre RS - Feira do Pequeno Bronze, no Centro Municipal de Cultura
1984 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida e Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Nova York (Estados Unidos) - Artexpo New York
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ - sala especial
1986 - São Paulo SP - 19ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1987 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP
1988 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Coletiva, na Art Gallery of the Brazilian - American Cultural Institute
1988 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - São Paulo SP - Coletiva, no Sesc
1989 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1989 - Porto Alegre RS - Projeção 89, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs
1989 - Washington (Estados Unidos) - Eleven Women Sculptures from Brazil, no Brazilian-American Cultural Institute
1991 - Porto Alegre RS - Grandes Artistas Gaúchos, na Cultura Gallery of Arts
1992 - Rio de Janeiro RJ - Palácio dos Leilões - 5 Escultores
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1992 - Rio de Janeiro RJ - O feminino no eterno blonze, no Palácio dos Leilões
1993 - São Paulo SP - Escultura na Estrutura
1993 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Bolsa de Arte de Porto Alegre
1994 - Rio de Janeiro RJ - Decoradores, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Resgate - Integração das Artes
1995 - Ribeirão Preto SP - Coletiva, na Galeria de Arte Marcelo Guarnieri
1996 - São Paulo SP - 1ª Off Bienal, no MuBE
1996 - São Paulo SP - Figura e Paisagem no Acervo do MAM: homenagem a Volpi, no MAM/SP
1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal
1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1999 - Florença (Itália) - 2ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - medalha de ouro
1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal
1999 - Brasília DF - Exposição Teatro Nacional de Brasília, na Galeria de Arte Up
2000 - São Paulo SP - A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Coleção 2000, na Skultura Galeria de Arte
2000 - São Paulo SP - Mulheres do Terceiro Milênio, na Galeria de Arte André
2001 - São Paulo SP - 4 Décadas, na Nova André Galeria
2001 - Florença (Itália) - Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - artista convidada
2002 - Porto Alegre RS - Desenhos, Gravuras, Esculturas e Aquarelas, na Garagem de Arte
2003 - Porto Alegre RS - Humanidades, na Galeria Tina Zappoli
2005 - São Paulo SP - Caminhos Vários, na Nova André Galeria
Exposições Póstumas
2006 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no MAM/RJ
2006 - São Paulo SP - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Banco Real
2006 - Recife PE - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Instituto Cultural Banco Real
Fonte: SONIA Ebling. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 20 de Mai. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia - Wikipédia
Iniciou seus estudos de arte na pintura e na escultura, nas Escolas de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Logo em seguida, em 1955, recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro pela escultura Mulher e Pássaro, e permaneceu na Europa até 1968, estudando com mestres insignes como Ossip Zadkine, em Paris, e obtendo uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Ainda na Europa expõs em eventos importantes como o Salon de la Jeune Sculpture do Museu Rodin, a Bienal de Arte Tri-Veneta de Pádua, o Salon de Réalités Nouvelles e o Salon des Petits Bronzes do Museu de Arte Moderna em Paris, representou o Brasil na Documenta de Kassel, ao mesmo tempo que realizou mostras no Brasil, incluindo participação na VII Bienal de São Paulo.
Voltando ao Brasil recebeu a encomenda para um relevo a ser instalado no Palácio dos Arcos, em Brasília, e iniciou um ciclo de exposições em várias capitais nacionais e também no exterior.
Em 1970 ministrou um curso de escultura em cimento na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois foi convidada para assumir a cátedra de escultura nessa mesma universidade.
Crítica
Sobre sua produção, Jacob Klintowitz diz:
"Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
---
Cronologia
1918
Nasce no Rio Grande do Sul.
1944 a 1951
Estuda na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Muda-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje.
Expõe no Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro e conquista o prêmio “Isenção de Júri”.
Expõe na 1ªBienal de São Paulo.
1952
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1953
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1954
Expõe no Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1955
Prêmio Viagem à Europa com a escultura “Mulher e Pássaro” no Salão de Arte. Moderna no Rio de Janeiro, incluída no acervo do Museu de Belas Artes, Rio de Janeiro.
Expõe na III Bienal de São Paulo.
Realiza o “Monumento à Mãe” para o Rotary Club do Rio Grande do Sul.
1956 a 1959
Reside em Paris e viaja pela Europa.
Estuda com Zadkine e faz viagens de estudo pela Europa expondo em vários países.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
Medalha de Prata na exposição Pan-Americana em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Expõe na Bienal de Arte Tri-Veneta em Pádua, Itália.
Expõe, individualmente, na Galeria GEA, Rio de Janeiro.
1961
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no “L’Art Latino” – Américain”, MAM,
Paris e no “Forme et Magie” no Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Museu de Kassel, Alemanha, representando o Brasil.
Exposição Internacional de Escultura no Museu Rodin, Paris, representando o Brasil.
1962
Expõe na Galeria Neufville, Paris.
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no Museu de Arte Moderna, Paris, representando o Brasil.
Coletiva de Kassel, Alemanha.
Expõe na Galeria XXème Siècle, Paris.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
1963
“Formes et Magie” – coletiva – Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Salon Donner A Voir Troisiéme, Paris.
Expõe na Galeria Creuse, Paris.
Expõe no Salon de Réalités Nouvelles, Paris.
Expõe no Centro Internacional de Artes Visuais, “Escultura Campestre”, Paris, representando o Brasil.
Participa da exposição "51 escultores – 19 nações", Sônia Ebling e Fayga Ostrower em Berlin - Alemanha.
Expõe, individualmente, na Rathaus, Berlin, Kreuzberg, Alemanha.
Conquista bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian.
1964
Expõe no Salon de la Jeune Sculpture, Museu Rodin, Paris.
Expõe no Salon Comparaison, Paris.
Expõe, individualmente, em Oldenburg, Alemanha.
1965
Expõe na Galeria Cavalero em Cannes, França.
Expõe na VII Bienal de São Paulo.
1966
Expõe no Museu Galliera, Paris.
Expõe no Hotel Drouot, Paris.
1967
Expõe, individualmente, Relevos, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Expõe na Galeria IBEU, Rio de Janeiro.
Expõe, individualmente, no Instituto dos Arquitetos, Porto Alegre.
Prêmio de Viagem ao Brasil, Salão Nacional de Belas Artes.
1968
Expõe, individualmente, no Hotel Nacional, Brasília.
Expõe, individualmente, na Fundação Cultural, Brasília, DF.
Expõe, individualmente, na Pan- Americana Union, Washington, Estados Unidos.
Expõe no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro “Resumo”, onde foi selecionada na categoria de escultura.
Expõe, individualmente, no Trade Bureau, Nova York, Estados Unidos.
Execução de relevo de 3 x 3 m para o Palácio dos Arcos do Ministro das Relações Exteriores, Brasília.
1970
Expõe no Miniatura Internacional Itinerante, Hofheim, Alemanha, percorrendo depois, França, Bélgica, Holanda, Suíça e Itália.
Ministra curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes, Porto Alegre, a convite da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Expõe no I Salão de Artes Visuais em Porto Alegre.
Criação de um troféu para o Jornal do Brasil no Rio de Janeiro.
1971
Expõe na Galeria Couturier "Trabalhos Selecionados da América Latina", em Sanford, Conn., Estados Unidos.
1972
Expõe, individualmente, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Execução de escultura em bronze, medindo 1,60 m para o Banco do Brasil em Paris.
1973
Execução de relevo medindo 4,20 x 2,10 m, em Campo Grande, Mato Grosso, Brasil.
1974
Execução de relevo em bronze medindo 1,80 m para a agência do Banco do Barsil em Milão, Itália.
Expõe na “Prestígio Tridimensional”, Rio de Janeiro.
Expõe no Museu Arte Moderna, São Paulo – “Panorama” – onde fica uma obra para esse Museu.
Expõe, indivdualmente, na Galeria Graffitti, Rio de Janeiro.
Execução de Escultura em pedra de 1,50 x 1,50 m para o Banco do Brasil, Amsterdam, Holanda.
Críticas
“Pelo rigor das composições e pelo sopro criador que as anima, as esculturas de Sônia Ebling são das melhores obras realmente modernas feitas hoje no país”.
Antônio Bento, crítico de arte. (Última Hora, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“Sônia Ebling, inquieta, inalcançável, audaciosa, aprimora uma especial personalidade artística...”
Bruno Giorgi, escultor. (Em catálogo, Rio de Janeiro01/01/1967)
“...os meios usados pela escultora são simples e honestos – por isso extremamente convicentes. Em suas obras não há perfis, cheios ou vazios que não sejam parte de um todo. Os gestos, as silhuetas e as formas, são solidárias na criação de um clima estético em que a elegância feminina concorda em ser monumental.”
Flávio de Aquino, crítico de arte. (Manchete, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
"Há ainda outro aspecto da arte de Sônia Ebling que eu gostaria de sublinhar, este mais especificamente plástico e escultural. Desejo falar da natureza multiposicional de muitas Ne suas esculturas. Com efeito, ainda que tradicionalmente, a escultura repouse sobre uma base, e uma só muitas peças da artista representam a singularidade de poder repousar sobre uma de suas outras fazes. 0 enriquecimento de composição que uma tal concepção pressupõe (em razão da complexidade afetando a resolução de problemas de equilíbrio e aplomb) oferece dupla vantagem: primeiramente, de oferecer a renovação da aparência morfológica da obra e, depois, de permitir, desta uma apreensibilidade visual mais completa. Todavia, parece-me, mais por esta particularidade e sua expressão do que pelas outras que venho de analisar, que Sônia Ebling jamais obedeceu, nas suas motivações e formulação, à observação de princípios estéticos ou de procedência técnica. Porque, com ela, o fator essencial de criação permanece o instinto, a sensibilidade, uma espécie de adivinhação, e dentro de uma certa medida, é menos pela aplicação de um método, do que por uma espécie de milagre constante , que a improvisação (lenta e penosa, em outros, muitas vezes), alcança os mais altos cumes da elaboração."
Denys Chevalier (Trecho de catálogo Berlim e Oldemburg, 01/01/1964)
“... Sônia Ebling consegue efeitos de grande expressão plástica, executados em cimento colorido, cada qual com a sua personalidade própria, demonstrado uma capacidade inventiva pouco comum”
Harry Laus, crítico de arte (Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram os espaços. Elas traduzem a imensa proposição do novo mundo que nos começamos a receber”.
Henri Chopin, crítico de arte. (Revue Cinquième Saison, Paris, 01/01/1963)
"A escultura tem poucos bons representantes. A maioria dos que tentam a difícil, exigente e onerosa arte não consegue atingir sequer nível satisfatório. Prevalece, isso sim, a improvisação, o artesanal, o decorativo, a obra repetitiva. Seguidas exposições (individuais ou coletivas) atestam essa constatação. Daí que as peças em bronze criadas por Sônia Ebling destacam-se de muitos de seus, digamos, concorrentes, exatamente porque ela transmite força e coerência em seus trabalhos. Às suas figuras, em geral abordam a imagem da mulher, apresentam formas ricas de ritmo e de movimento. No simbolismo de abraços amorosos, meros exercícios físicos ou coreográficos, ou personagens com aves ou em tempo de música, as obras da artista expressam vida e poesia"...
Ivo Zanini (Folha de São Paulo, 01/01/1969)
"Sônia Ebling" se propõe uma difícil construção. Ela quer significar a sensualidade da forma possível no metal pesado, a leveza do gesto num movimento de bronze, a curva feminina em franco contraste com a dureza do material. Ela coloca alguma coisa da herança primitiva ao vitalizar os espaços com os vazios e inventa uma expressividade a partir de uma ação plena de ambiguidades. À estabilidade de suas figuras está próxima do vôo conferido pelo esto e pela postura... No Brasil, nós desenvolvemos muito a linha clássica ocidental: Grécia, tecnologia e pré-colombiana. Sônia Ebling, como Bruno Giorgi e tantos outros, vincula-se a esta corrente. É uma boa representante. E uma escultora sólida, perfeccionista, trabalhando com formatos varia os e, como tema pessoal, a fixação na figura feminina e nos contrastes entre o caráter sólido de sua escultura e o desejo manifesto no gesto e na postura. Terra e sonho, um retrato pertinente do mundo feminino que a artista investiga há muito tempo"... "Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios .que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini, Etc. O trabalho de Sônia Ebling procura o equilíbrio sobre todas as outras coisas e é capaz de emprestar às mais diversificadas formas e imagens um toque comum, pessoal, pessoal, algo de próprio e individual que, talvez, possa ser traduzido como harmonia e ritmo".
Jacob K1intowitz (01/01/1969)
“Sônia Ebling é artista que jamais foi recusada. Sua carreira é brilhante. Como se vê, uma carreira vitoriosa e fulminante, para quem começou a expor em mostra internacional como a Bienal”.
Jayme Mauricio, crítico de arte. (Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 01/01/1955)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram a harmonia entre o élan da forma inventada e a natureza profunda matéria bruta”.
M. Cluzeau Ciry, crítico de arte. (Les Arts, Paris, 01/01/1963)
"Os relevos de Sônia Ebling, em sua aparente simplicidade, são o resultado de longos anos de aprendizado, trabalhos e pesquisas... São obras mais intimistas, mais concentradas transpondo as fronteiras convencionais entre a escultura e a pintura, criando algo de pessoal, marcante, essencial."
Marc Berkowitz (Trecho de catálogo Rio, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“A vivacidade, que é nervosa, mantém uma relação estreita com o mundo biológico e físico sem que a autora faça da realidade, uma idéia à priori. É comum, neste sentido, a peça acabada, trazer a revelação de uma similitude. Sem dúvida, o papel do subconsciente é aqui grande importância mas o que nos interessa é a presença transfigurada da natureza, às vezes condensada num gesto cósmico e significativo ou numa estrutura elementar ...”
Walter Zanini, crítico de arte (Em catálogo da galeria Graffiti, 01/01/1962)
"Em Paris (onde veio morar definitivamente em 1959) conheci Sônia Ebling por Ter visto suas obras no Salon de la Jeune Sculpture no Museu Rodin em 1961, 1963 e 1964, como também em Comparaisons e no Salon de Realités Nouvelles que, atualmente, consagra os novos talentos. Depois, em 1966, vi sua escultura na Galeria Debret e no Museu Galliera. Conheci Sônia Ebling apaixonada por curvas e anéis, procurando dar forma aos ritmos que estão nela, e assim o fez com felicidade na Triade Spiraloide (1963) que integrava a exposição XXéme Siècle, em Paris, ao lado de outras obras. A sua não se parece com nenhuma outra; os volumes e os vazios tem nela a mesma importância. Penso que o público de apreciadores de arte reconhecerá, como eu, o valor dessa artista, um dos maiores talentos de hoje"
Pierre Courthion (Trecho de catálogo Rio, 1967 Transcrito em Nova Iorque e Washington, 01/01/1969)
"O que caracteriza as criações de Sônia Ebling é a lenta depuração de sua obra. Durante os vinte anos que tive o privilégio de conhecê-la, pude seguir uma evolução contínua e segura, que a leva à austeridade de meios e à pureza de resultados"
Wladimir Murtinho (Trecho de catálogo Brasília, 01/01/1968)
Fonte: Site oficial Sônia Ebling, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
Crédito fotográfico: Galeria André, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
Sonia Ebling de Kermoal (Taquara, RS, 19 de janeiro de 1918 — Rio de Janeiro, RJ, 16 de janeiro de 2006), conhecida como Sonia Ebling, foi uma escultora, pintora e professora brasileira.
Biografia - Itaú Cultural
Inicia sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Em 1955, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. De 1956 a 1959, viaja por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Reside nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebe uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executa relevo para o Palácio dos Arcos, do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, Distrito Federal. Em 1970, ministra um curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois, é convidada para lecionar escultura nessa mesma universidade.
Críticas
"Com a série Os Casais, principalmente Casal no Colo (1978 - bronze, 0,18 m), Love (1977 - bronze, 0,46 m) e Nupcial (1979 - bronze, 0,45 m), atinge ela um de seus pontos culminantes. Emerge uma escultura de livre inspiração, de inquietude formal disciplinada, de fantasia acorrentada a um instinto seguro, que não só lhe proíbe o desgarramento no anedótico e no folclórico, mas a impele, sempre mais, para a depuração. Outra vez, o instinto conjura-lhe a adesão a todo essencialismo in vitro. Sua escultura, em definitivo, torna-se impura por uma espécie de obsessão, que a mantém nas malhas dos sentidos comovidos pelo choque direto do mundo e dos homens".
Armindo Trevisan (Sonia Ebling: a escultura dialética. In: ---. Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. p.54.)
Exposições Individuais
1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria GEA
1963 - Berlim (Alemanha) - Individual, na Rathaus Kreuzberg
1967 - Rio de Janeiro RJ - Relevos, na Galeria Bonino
1967 - Porto Alegre RS - Individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento do Rio Grande do Sul
1968 - Brasília DF - Individual, no Hotel Nacional
1968 - Brasília DF - Individual, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1968 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, no Brazilian Government Trade Bureau
1968 - Washington DC (Estados Unidos) - Individual, na Pan American Union Gallery
1972 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Graffiti Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na A Ponte Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1977 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Ipanema
1980 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1982 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1984 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Singular
1988 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
1989 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1989 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Triada
1990 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Bolsa de Arte
1990 - São Paulo SP - Bichos, na Skultura Galeria de Arte
1992 - São Paulo SP - 40 Anos de Escultura, na Skultura Galeria de Arte
1993 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1995 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1999 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2001 - Rio de Janeiro RJ - Esculturas, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
2001 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2004 - São Paulo SP - Sua obra, sua vida, na Nova André Galeria
Exposições Coletivas
1951 - Rio de Janeiro RJ - 57º Salão Nacional de Belas Artes, no Museu Nacional de Belas Artes - isenção de júri
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu de Arte Moderna - MAM/RJ
1953 - Paris (França) - 18º Salon des Réalités Nouvelles
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio Gustavo Capanema
1954 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao exterior
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1958 - Porto Alegre RS - Salão Pan-Americano de Arte, no Instituto de Belas Artes - medalha de prata
ca.1959 - Pádua (Itália) - Bienal de Arte Tri-Veneta
1959 - Paris (França) - 11º Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1961 - Paris (França) - Exposição Internacional de Escultura, no Musée Rodin
1961 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Kassel (Alemanha) - Coletiva, no Museu de Kassel
1962 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1962 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1962 - Kassel (Alemanha) - Brasilianische Kunstler der Gegenwart, no Kasseler Kunstverein
1963 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1963 - Paris (França) - Salão Donner a Voir Troisiéme
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie du XX Siècle
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie Europe e Creuse
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Jeune Sculpture Donner à Voir Troisième
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Realités Nouvelles do Museu Arte Moderna
1963 - Paris (França) - Coletiva, no Centro Internacional de Artes Visuais
1963 - Berlim (Alemanha) - 51 Escultores 19 Nações
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Paris (França) - Salon Comparaison, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
1965 - Cannes (França) - Coletiva, na Galeria Cavalero
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galeria Debret
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galliera Museum
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Museu Galliera
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Hotel Drouot
1967 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1967 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao Brasil
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1968 - Rio de Janeiro RJ - 6º Resumo de Arte JB
1970 - Alemanha, França, Bélgica e Holanda - Miniatura Internacional Itinerante - exposição itinerante
1970 - Porto Alegre RS - Salão de Artes Visuais da UFRGS
1971 - Los Angeles (Estados Unidos) - Coletiva, na Couturier Gallery
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1975 - São Paulo SP - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1978 - Rio de Janeiro RJ - Escultura Brasileira no Espaço Urbano: 50 anos, na Praça Nossa Senhora da Paz
1978 - São Paulo SP - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Goiânia GO - Coletiva, na Fundação Jaime Câmara
1978 - Goiânia GO - Exposição ao Ar Livre
1980 - Goiânia GO - 9 Escultores, na Casa Grande Galeria de Arte
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Shelly
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1980 - São Paulo SP - 100 Anos de Escultura no Brasil, no MAM/SP
1980 - Rio de Janeiro - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1980 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Abreu Gallery
1981 - Guarujá SP - Escultura ao Ar Livre, no Hotel Jequitimar
1981 - São Paulo SP - 13º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1982 - São Paulo SP - Um Século de Escultura no Brasil, no Museu de Arte de São Paulo
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Schelly
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1983 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna no Salão Nacional: 1940 - 1982, na Fundação Nacional de Arte. Centro de Artes
1983 - Porto Alegre RS - Feira do Pequeno Bronze, no Centro Municipal de Cultura
1984 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida e Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Nova York (Estados Unidos) - Artexpo New York
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ - sala especial
1986 - São Paulo SP - 19ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1987 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP
1988 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Coletiva, na Art Gallery of the Brazilian - American Cultural Institute
1988 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - São Paulo SP - Coletiva, no Sesc
1989 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1989 - Porto Alegre RS - Projeção 89, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs
1989 - Washington (Estados Unidos) - Eleven Women Sculptures from Brazil, no Brazilian-American Cultural Institute
1991 - Porto Alegre RS - Grandes Artistas Gaúchos, na Cultura Gallery of Arts
1992 - Rio de Janeiro RJ - Palácio dos Leilões - 5 Escultores
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1992 - Rio de Janeiro RJ - O feminino no eterno blonze, no Palácio dos Leilões
1993 - São Paulo SP - Escultura na Estrutura
1993 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Bolsa de Arte de Porto Alegre
1994 - Rio de Janeiro RJ - Decoradores, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Resgate - Integração das Artes
1995 - Ribeirão Preto SP - Coletiva, na Galeria de Arte Marcelo Guarnieri
1996 - São Paulo SP - 1ª Off Bienal, no MuBE
1996 - São Paulo SP - Figura e Paisagem no Acervo do MAM: homenagem a Volpi, no MAM/SP
1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal
1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1999 - Florença (Itália) - 2ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - medalha de ouro
1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal
1999 - Brasília DF - Exposição Teatro Nacional de Brasília, na Galeria de Arte Up
2000 - São Paulo SP - A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Coleção 2000, na Skultura Galeria de Arte
2000 - São Paulo SP - Mulheres do Terceiro Milênio, na Galeria de Arte André
2001 - São Paulo SP - 4 Décadas, na Nova André Galeria
2001 - Florença (Itália) - Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - artista convidada
2002 - Porto Alegre RS - Desenhos, Gravuras, Esculturas e Aquarelas, na Garagem de Arte
2003 - Porto Alegre RS - Humanidades, na Galeria Tina Zappoli
2005 - São Paulo SP - Caminhos Vários, na Nova André Galeria
Exposições Póstumas
2006 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no MAM/RJ
2006 - São Paulo SP - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Banco Real
2006 - Recife PE - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Instituto Cultural Banco Real
Fonte: SONIA Ebling. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 20 de Mai. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia - Wikipédia
Iniciou seus estudos de arte na pintura e na escultura, nas Escolas de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Logo em seguida, em 1955, recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro pela escultura Mulher e Pássaro, e permaneceu na Europa até 1968, estudando com mestres insignes como Ossip Zadkine, em Paris, e obtendo uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Ainda na Europa expõs em eventos importantes como o Salon de la Jeune Sculpture do Museu Rodin, a Bienal de Arte Tri-Veneta de Pádua, o Salon de Réalités Nouvelles e o Salon des Petits Bronzes do Museu de Arte Moderna em Paris, representou o Brasil na Documenta de Kassel, ao mesmo tempo que realizou mostras no Brasil, incluindo participação na VII Bienal de São Paulo.
Voltando ao Brasil recebeu a encomenda para um relevo a ser instalado no Palácio dos Arcos, em Brasília, e iniciou um ciclo de exposições em várias capitais nacionais e também no exterior.
Em 1970 ministrou um curso de escultura em cimento na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois foi convidada para assumir a cátedra de escultura nessa mesma universidade.
Crítica
Sobre sua produção, Jacob Klintowitz diz:
"Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
---
Cronologia
1918
Nasce no Rio Grande do Sul.
1944 a 1951
Estuda na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Muda-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje.
Expõe no Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro e conquista o prêmio “Isenção de Júri”.
Expõe na 1ªBienal de São Paulo.
1952
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1953
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1954
Expõe no Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1955
Prêmio Viagem à Europa com a escultura “Mulher e Pássaro” no Salão de Arte. Moderna no Rio de Janeiro, incluída no acervo do Museu de Belas Artes, Rio de Janeiro.
Expõe na III Bienal de São Paulo.
Realiza o “Monumento à Mãe” para o Rotary Club do Rio Grande do Sul.
1956 a 1959
Reside em Paris e viaja pela Europa.
Estuda com Zadkine e faz viagens de estudo pela Europa expondo em vários países.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
Medalha de Prata na exposição Pan-Americana em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Expõe na Bienal de Arte Tri-Veneta em Pádua, Itália.
Expõe, individualmente, na Galeria GEA, Rio de Janeiro.
1961
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no “L’Art Latino” – Américain”, MAM,
Paris e no “Forme et Magie” no Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Museu de Kassel, Alemanha, representando o Brasil.
Exposição Internacional de Escultura no Museu Rodin, Paris, representando o Brasil.
1962
Expõe na Galeria Neufville, Paris.
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no Museu de Arte Moderna, Paris, representando o Brasil.
Coletiva de Kassel, Alemanha.
Expõe na Galeria XXème Siècle, Paris.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
1963
“Formes et Magie” – coletiva – Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Salon Donner A Voir Troisiéme, Paris.
Expõe na Galeria Creuse, Paris.
Expõe no Salon de Réalités Nouvelles, Paris.
Expõe no Centro Internacional de Artes Visuais, “Escultura Campestre”, Paris, representando o Brasil.
Participa da exposição "51 escultores – 19 nações", Sônia Ebling e Fayga Ostrower em Berlin - Alemanha.
Expõe, individualmente, na Rathaus, Berlin, Kreuzberg, Alemanha.
Conquista bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian.
1964
Expõe no Salon de la Jeune Sculpture, Museu Rodin, Paris.
Expõe no Salon Comparaison, Paris.
Expõe, individualmente, em Oldenburg, Alemanha.
1965
Expõe na Galeria Cavalero em Cannes, França.
Expõe na VII Bienal de São Paulo.
1966
Expõe no Museu Galliera, Paris.
Expõe no Hotel Drouot, Paris.
1967
Expõe, individualmente, Relevos, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Expõe na Galeria IBEU, Rio de Janeiro.
Expõe, individualmente, no Instituto dos Arquitetos, Porto Alegre.
Prêmio de Viagem ao Brasil, Salão Nacional de Belas Artes.
1968
Expõe, individualmente, no Hotel Nacional, Brasília.
Expõe, individualmente, na Fundação Cultural, Brasília, DF.
Expõe, individualmente, na Pan- Americana Union, Washington, Estados Unidos.
Expõe no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro “Resumo”, onde foi selecionada na categoria de escultura.
Expõe, individualmente, no Trade Bureau, Nova York, Estados Unidos.
Execução de relevo de 3 x 3 m para o Palácio dos Arcos do Ministro das Relações Exteriores, Brasília.
1970
Expõe no Miniatura Internacional Itinerante, Hofheim, Alemanha, percorrendo depois, França, Bélgica, Holanda, Suíça e Itália.
Ministra curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes, Porto Alegre, a convite da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Expõe no I Salão de Artes Visuais em Porto Alegre.
Criação de um troféu para o Jornal do Brasil no Rio de Janeiro.
1971
Expõe na Galeria Couturier "Trabalhos Selecionados da América Latina", em Sanford, Conn., Estados Unidos.
1972
Expõe, individualmente, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Execução de escultura em bronze, medindo 1,60 m para o Banco do Brasil em Paris.
1973
Execução de relevo medindo 4,20 x 2,10 m, em Campo Grande, Mato Grosso, Brasil.
1974
Execução de relevo em bronze medindo 1,80 m para a agência do Banco do Barsil em Milão, Itália.
Expõe na “Prestígio Tridimensional”, Rio de Janeiro.
Expõe no Museu Arte Moderna, São Paulo – “Panorama” – onde fica uma obra para esse Museu.
Expõe, indivdualmente, na Galeria Graffitti, Rio de Janeiro.
Execução de Escultura em pedra de 1,50 x 1,50 m para o Banco do Brasil, Amsterdam, Holanda.
Críticas
“Pelo rigor das composições e pelo sopro criador que as anima, as esculturas de Sônia Ebling são das melhores obras realmente modernas feitas hoje no país”.
Antônio Bento, crítico de arte. (Última Hora, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“Sônia Ebling, inquieta, inalcançável, audaciosa, aprimora uma especial personalidade artística...”
Bruno Giorgi, escultor. (Em catálogo, Rio de Janeiro01/01/1967)
“...os meios usados pela escultora são simples e honestos – por isso extremamente convicentes. Em suas obras não há perfis, cheios ou vazios que não sejam parte de um todo. Os gestos, as silhuetas e as formas, são solidárias na criação de um clima estético em que a elegância feminina concorda em ser monumental.”
Flávio de Aquino, crítico de arte. (Manchete, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
"Há ainda outro aspecto da arte de Sônia Ebling que eu gostaria de sublinhar, este mais especificamente plástico e escultural. Desejo falar da natureza multiposicional de muitas Ne suas esculturas. Com efeito, ainda que tradicionalmente, a escultura repouse sobre uma base, e uma só muitas peças da artista representam a singularidade de poder repousar sobre uma de suas outras fazes. 0 enriquecimento de composição que uma tal concepção pressupõe (em razão da complexidade afetando a resolução de problemas de equilíbrio e aplomb) oferece dupla vantagem: primeiramente, de oferecer a renovação da aparência morfológica da obra e, depois, de permitir, desta uma apreensibilidade visual mais completa. Todavia, parece-me, mais por esta particularidade e sua expressão do que pelas outras que venho de analisar, que Sônia Ebling jamais obedeceu, nas suas motivações e formulação, à observação de princípios estéticos ou de procedência técnica. Porque, com ela, o fator essencial de criação permanece o instinto, a sensibilidade, uma espécie de adivinhação, e dentro de uma certa medida, é menos pela aplicação de um método, do que por uma espécie de milagre constante , que a improvisação (lenta e penosa, em outros, muitas vezes), alcança os mais altos cumes da elaboração."
Denys Chevalier (Trecho de catálogo Berlim e Oldemburg, 01/01/1964)
“... Sônia Ebling consegue efeitos de grande expressão plástica, executados em cimento colorido, cada qual com a sua personalidade própria, demonstrado uma capacidade inventiva pouco comum”
Harry Laus, crítico de arte (Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram os espaços. Elas traduzem a imensa proposição do novo mundo que nos começamos a receber”.
Henri Chopin, crítico de arte. (Revue Cinquième Saison, Paris, 01/01/1963)
"A escultura tem poucos bons representantes. A maioria dos que tentam a difícil, exigente e onerosa arte não consegue atingir sequer nível satisfatório. Prevalece, isso sim, a improvisação, o artesanal, o decorativo, a obra repetitiva. Seguidas exposições (individuais ou coletivas) atestam essa constatação. Daí que as peças em bronze criadas por Sônia Ebling destacam-se de muitos de seus, digamos, concorrentes, exatamente porque ela transmite força e coerência em seus trabalhos. Às suas figuras, em geral abordam a imagem da mulher, apresentam formas ricas de ritmo e de movimento. No simbolismo de abraços amorosos, meros exercícios físicos ou coreográficos, ou personagens com aves ou em tempo de música, as obras da artista expressam vida e poesia"...
Ivo Zanini (Folha de São Paulo, 01/01/1969)
"Sônia Ebling" se propõe uma difícil construção. Ela quer significar a sensualidade da forma possível no metal pesado, a leveza do gesto num movimento de bronze, a curva feminina em franco contraste com a dureza do material. Ela coloca alguma coisa da herança primitiva ao vitalizar os espaços com os vazios e inventa uma expressividade a partir de uma ação plena de ambiguidades. À estabilidade de suas figuras está próxima do vôo conferido pelo esto e pela postura... No Brasil, nós desenvolvemos muito a linha clássica ocidental: Grécia, tecnologia e pré-colombiana. Sônia Ebling, como Bruno Giorgi e tantos outros, vincula-se a esta corrente. É uma boa representante. E uma escultora sólida, perfeccionista, trabalhando com formatos varia os e, como tema pessoal, a fixação na figura feminina e nos contrastes entre o caráter sólido de sua escultura e o desejo manifesto no gesto e na postura. Terra e sonho, um retrato pertinente do mundo feminino que a artista investiga há muito tempo"... "Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios .que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini, Etc. O trabalho de Sônia Ebling procura o equilíbrio sobre todas as outras coisas e é capaz de emprestar às mais diversificadas formas e imagens um toque comum, pessoal, pessoal, algo de próprio e individual que, talvez, possa ser traduzido como harmonia e ritmo".
Jacob K1intowitz (01/01/1969)
“Sônia Ebling é artista que jamais foi recusada. Sua carreira é brilhante. Como se vê, uma carreira vitoriosa e fulminante, para quem começou a expor em mostra internacional como a Bienal”.
Jayme Mauricio, crítico de arte. (Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 01/01/1955)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram a harmonia entre o élan da forma inventada e a natureza profunda matéria bruta”.
M. Cluzeau Ciry, crítico de arte. (Les Arts, Paris, 01/01/1963)
"Os relevos de Sônia Ebling, em sua aparente simplicidade, são o resultado de longos anos de aprendizado, trabalhos e pesquisas... São obras mais intimistas, mais concentradas transpondo as fronteiras convencionais entre a escultura e a pintura, criando algo de pessoal, marcante, essencial."
Marc Berkowitz (Trecho de catálogo Rio, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“A vivacidade, que é nervosa, mantém uma relação estreita com o mundo biológico e físico sem que a autora faça da realidade, uma idéia à priori. É comum, neste sentido, a peça acabada, trazer a revelação de uma similitude. Sem dúvida, o papel do subconsciente é aqui grande importância mas o que nos interessa é a presença transfigurada da natureza, às vezes condensada num gesto cósmico e significativo ou numa estrutura elementar ...”
Walter Zanini, crítico de arte (Em catálogo da galeria Graffiti, 01/01/1962)
"Em Paris (onde veio morar definitivamente em 1959) conheci Sônia Ebling por Ter visto suas obras no Salon de la Jeune Sculpture no Museu Rodin em 1961, 1963 e 1964, como também em Comparaisons e no Salon de Realités Nouvelles que, atualmente, consagra os novos talentos. Depois, em 1966, vi sua escultura na Galeria Debret e no Museu Galliera. Conheci Sônia Ebling apaixonada por curvas e anéis, procurando dar forma aos ritmos que estão nela, e assim o fez com felicidade na Triade Spiraloide (1963) que integrava a exposição XXéme Siècle, em Paris, ao lado de outras obras. A sua não se parece com nenhuma outra; os volumes e os vazios tem nela a mesma importância. Penso que o público de apreciadores de arte reconhecerá, como eu, o valor dessa artista, um dos maiores talentos de hoje"
Pierre Courthion (Trecho de catálogo Rio, 1967 Transcrito em Nova Iorque e Washington, 01/01/1969)
"O que caracteriza as criações de Sônia Ebling é a lenta depuração de sua obra. Durante os vinte anos que tive o privilégio de conhecê-la, pude seguir uma evolução contínua e segura, que a leva à austeridade de meios e à pureza de resultados"
Wladimir Murtinho (Trecho de catálogo Brasília, 01/01/1968)
Fonte: Site oficial Sônia Ebling, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
Crédito fotográfico: Galeria André, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
Sonia Ebling de Kermoal (Taquara, RS, 19 de janeiro de 1918 — Rio de Janeiro, RJ, 16 de janeiro de 2006), conhecida como Sonia Ebling, foi uma escultora, pintora e professora brasileira.
Biografia - Itaú Cultural
Inicia sua formação fazendo cursos de pintura e escultura na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Em 1955, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro. De 1956 a 1959, viaja por vários países da Europa, estudando com Zadkine, em Paris, França. Reside nessa cidade, entre 1959 e 1968, e recebe uma bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian. De volta ao Brasil, executa relevo para o Palácio dos Arcos, do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, Distrito Federal. Em 1970, ministra um curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois, é convidada para lecionar escultura nessa mesma universidade.
Críticas
"Com a série Os Casais, principalmente Casal no Colo (1978 - bronze, 0,18 m), Love (1977 - bronze, 0,46 m) e Nupcial (1979 - bronze, 0,45 m), atinge ela um de seus pontos culminantes. Emerge uma escultura de livre inspiração, de inquietude formal disciplinada, de fantasia acorrentada a um instinto seguro, que não só lhe proíbe o desgarramento no anedótico e no folclórico, mas a impele, sempre mais, para a depuração. Outra vez, o instinto conjura-lhe a adesão a todo essencialismo in vitro. Sua escultura, em definitivo, torna-se impura por uma espécie de obsessão, que a mantém nas malhas dos sentidos comovidos pelo choque direto do mundo e dos homens".
Armindo Trevisan (Sonia Ebling: a escultura dialética. In: ---. Escultores contemporâneos do Rio Grande do Sul. p.54.)
Exposições Individuais
1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria GEA
1963 - Berlim (Alemanha) - Individual, na Rathaus Kreuzberg
1967 - Rio de Janeiro RJ - Relevos, na Galeria Bonino
1967 - Porto Alegre RS - Individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil. Departamento do Rio Grande do Sul
1968 - Brasília DF - Individual, no Hotel Nacional
1968 - Brasília DF - Individual, na Fundação Cultural do Distrito Federal
1968 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, no Brazilian Government Trade Bureau
1968 - Washington DC (Estados Unidos) - Individual, na Pan American Union Gallery
1972 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Graffiti Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na A Ponte Galeria de Arte
1976 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1977 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Ipanema
1980 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1982 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1984 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1988 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Singular
1988 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
1989 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1989 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Triada
1990 - Porto Alegre RS - Individual, na Galeria Bolsa de Arte
1990 - São Paulo SP - Bichos, na Skultura Galeria de Arte
1992 - São Paulo SP - 40 Anos de Escultura, na Skultura Galeria de Arte
1993 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria AM Design
1995 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte
1999 - São Paulo SP - Esculturas em bronze, na Skultura Galeria de Arte
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2001 - Rio de Janeiro RJ - Esculturas, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
2001 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Marcus Vieira Galerias de Arte
2004 - São Paulo SP - Sua obra, sua vida, na Nova André Galeria
Exposições Coletivas
1951 - Rio de Janeiro RJ - 57º Salão Nacional de Belas Artes, no Museu Nacional de Belas Artes - isenção de júri
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu de Arte Moderna - MAM/RJ
1953 - Paris (França) - 18º Salon des Réalités Nouvelles
1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna, no Museu Nacional de Belas Artes - MNBA
1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco, no Palácio Gustavo Capanema
1954 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Arte Moderna, no MNBA
1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio viagem ao exterior
1955 - São Paulo SP - 3ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão das Nações
1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia
1958 - Porto Alegre RS - Salão Pan-Americano de Arte, no Instituto de Belas Artes - medalha de prata
ca.1959 - Pádua (Itália) - Bienal de Arte Tri-Veneta
1959 - Paris (França) - 11º Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1961 - Paris (França) - Exposição Internacional de Escultura, no Musée Rodin
1961 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1961 - Kassel (Alemanha) - Coletiva, no Museu de Kassel
1962 - Paris (França) - Salon des Petits Bronzes, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1962 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1962 - Kassel (Alemanha) - Brasilianische Kunstler der Gegenwart, no Kasseler Kunstverein
1963 - Paris (França) - Formes et Magie, no Bowling du bois de Boulogne
1963 - Paris (França) - Salão Donner a Voir Troisiéme
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie du XX Siècle
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Galerie Europe e Creuse
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Jeune Sculpture Donner à Voir Troisième
1963 - Paris (França) - 7 Artistes Brésiliens de L'Ecole de Paris, na Realités Nouvelles do Museu Arte Moderna
1963 - Paris (França) - Coletiva, no Centro Internacional de Artes Visuais
1963 - Berlim (Alemanha) - 51 Escultores 19 Nações
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Paris (França) - Salon Comparaison, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris
1964 - Paris (França) - Salon de la Jeune Sculpture, no Musée Rodin
1964 - Rio de Janeiro RJ - O Nu na Arte Contemporânea, na Galeria Ibeu Copacabana
1965 - Cannes (França) - Coletiva, na Galeria Cavalero
1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galeria Debret
1966 - Paris (França) - Coletiva, na Galliera Museum
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Museu Galliera
1966 - Paris (França) - Coletiva, no Hotel Drouot
1967 - Rio de Janeiro RJ - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1967 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao Brasil
1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal
1968 - Rio de Janeiro RJ - 6º Resumo de Arte JB
1970 - Alemanha, França, Bélgica e Holanda - Miniatura Internacional Itinerante - exposição itinerante
1970 - Porto Alegre RS - Salão de Artes Visuais da UFRGS
1971 - Los Angeles (Estados Unidos) - Coletiva, na Couturier Gallery
1974 - São Paulo SP - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1975 - São Paulo SP - 7º Panorama de Arte Atual Brasileira, no Museu de Arte Moderna - MAM/SP
1978 - Rio de Janeiro RJ - Escultura Brasileira no Espaço Urbano: 50 anos, na Praça Nossa Senhora da Paz
1978 - São Paulo SP - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1978 - Goiânia GO - Coletiva, na Fundação Jaime Câmara
1978 - Goiânia GO - Exposição ao Ar Livre
1980 - Goiânia GO - 9 Escultores, na Casa Grande Galeria de Arte
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Shelly
1980 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1980 - São Paulo SP - 100 Anos de Escultura no Brasil, no MAM/SP
1980 - Rio de Janeiro - O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana
1980 - Nova York (Estados Unidos) - Coletiva, na Abreu Gallery
1981 - Guarujá SP - Escultura ao Ar Livre, no Hotel Jequitimar
1981 - São Paulo SP - 13º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1982 - São Paulo SP - Um Século de Escultura no Brasil, no Museu de Arte de São Paulo
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Maria Rispoli
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Schelly
1982 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1983 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ
1983 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna no Salão Nacional: 1940 - 1982, na Fundação Nacional de Arte. Centro de Artes
1983 - Porto Alegre RS - Feira do Pequeno Bronze, no Centro Municipal de Cultura
1984 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida e Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1985 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1985 - Nova York (Estados Unidos) - Artexpo New York
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ - sala especial
1986 - São Paulo SP - 19ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Aktuell
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1987 - Frankfurt (Alemanha) - Coletiva, na Galeria Ursus Presse
1987 - Rio de Janeiro RJ - Ao Colecionador: homenagem a Gilberto Chateaubriand, no MAM/RJ
1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP
1988 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Coletiva, na Art Gallery of the Brazilian - American Cultural Institute
1988 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Anna Maria Niemeyer
1988 - São Paulo SP - Coletiva, no Sesc
1989 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Ida & Anita
1989 - Porto Alegre RS - Projeção 89, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul - Margs
1989 - Washington (Estados Unidos) - Eleven Women Sculptures from Brazil, no Brazilian-American Cultural Institute
1991 - Porto Alegre RS - Grandes Artistas Gaúchos, na Cultura Gallery of Arts
1992 - Rio de Janeiro RJ - Palácio dos Leilões - 5 Escultores
1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP
1992 - Rio de Janeiro RJ - O feminino no eterno blonze, no Palácio dos Leilões
1993 - São Paulo SP - Escultura na Estrutura
1993 - Porto Alegre RS - Coletiva, na Bolsa de Arte de Porto Alegre
1994 - Rio de Janeiro RJ - Decoradores, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Rio Design Center
1995 - Rio de Janeiro RJ - Resgate - Integração das Artes
1995 - Ribeirão Preto SP - Coletiva, na Galeria de Arte Marcelo Guarnieri
1996 - São Paulo SP - 1ª Off Bienal, no MuBE
1996 - São Paulo SP - Figura e Paisagem no Acervo do MAM: homenagem a Volpi, no MAM/SP
1997 - Porto Alegre RS - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1997 - Porto Alegre RS - Exposição Paralela, no Museu da Caixa Econômica Federal
1997 - São Paulo SP - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Curitiba PR - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1998 - Rio de Janeiro RJ - Exposição do Acervo da Caixa, no Conjunto Cultural da Caixa
1999 - Florença (Itália) - 2ª Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - medalha de ouro
1999 - Salvador BA - 60 Anos de Arte Brasileira, no Espaço Cultural da Caixa Econômica Federal
1999 - Brasília DF - Exposição Teatro Nacional de Brasília, na Galeria de Arte Up
2000 - São Paulo SP - A Figura Humana na Coleção Itaú, no Itaú Cultural
2000 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado
2000 - São Paulo SP - Coleção 2000, na Skultura Galeria de Arte
2000 - São Paulo SP - Mulheres do Terceiro Milênio, na Galeria de Arte André
2001 - São Paulo SP - 4 Décadas, na Nova André Galeria
2001 - Florença (Itália) - Biennale Internazionale dell'Arte Contemporanea - artista convidada
2002 - Porto Alegre RS - Desenhos, Gravuras, Esculturas e Aquarelas, na Garagem de Arte
2003 - Porto Alegre RS - Humanidades, na Galeria Tina Zappoli
2005 - São Paulo SP - Caminhos Vários, na Nova André Galeria
Exposições Póstumas
2006 - Rio de Janeiro RJ - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no MAM/RJ
2006 - São Paulo SP - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Banco Real
2006 - Recife PE - Arte Moderna em Contexto: coleção ABN AMRO Real, no Instituto Cultural Banco Real
Fonte: SONIA Ebling. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 20 de Mai. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia - Wikipédia
Iniciou seus estudos de arte na pintura e na escultura, nas Escolas de Belas Artes do Rio Grande do Sul e do Rio de Janeiro, entre 1944 e 1951. Logo em seguida, em 1955, recebeu o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro pela escultura Mulher e Pássaro, e permaneceu na Europa até 1968, estudando com mestres insignes como Ossip Zadkine, em Paris, e obtendo uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.
Ainda na Europa expõs em eventos importantes como o Salon de la Jeune Sculpture do Museu Rodin, a Bienal de Arte Tri-Veneta de Pádua, o Salon de Réalités Nouvelles e o Salon des Petits Bronzes do Museu de Arte Moderna em Paris, representou o Brasil na Documenta de Kassel, ao mesmo tempo que realizou mostras no Brasil, incluindo participação na VII Bienal de São Paulo.
Voltando ao Brasil recebeu a encomenda para um relevo a ser instalado no Palácio dos Arcos, em Brasília, e iniciou um ciclo de exposições em várias capitais nacionais e também no exterior.
Em 1970 ministrou um curso de escultura em cimento na Escola de Belas Artes da UFRGS. Seis anos depois foi convidada para assumir a cátedra de escultura nessa mesma universidade.
Crítica
Sobre sua produção, Jacob Klintowitz diz:
"Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
---
Cronologia
1918
Nasce no Rio Grande do Sul.
1944 a 1951
Estuda na Escola de Belas Artes do Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Muda-se para o Rio de Janeiro, onde reside até hoje.
Expõe no Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro e conquista o prêmio “Isenção de Júri”.
Expõe na 1ªBienal de São Paulo.
1952
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1953
Expõe no Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1954
Expõe no Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1955
Prêmio Viagem à Europa com a escultura “Mulher e Pássaro” no Salão de Arte. Moderna no Rio de Janeiro, incluída no acervo do Museu de Belas Artes, Rio de Janeiro.
Expõe na III Bienal de São Paulo.
Realiza o “Monumento à Mãe” para o Rotary Club do Rio Grande do Sul.
1956 a 1959
Reside em Paris e viaja pela Europa.
Estuda com Zadkine e faz viagens de estudo pela Europa expondo em vários países.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
Medalha de Prata na exposição Pan-Americana em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.
Expõe na Bienal de Arte Tri-Veneta em Pádua, Itália.
Expõe, individualmente, na Galeria GEA, Rio de Janeiro.
1961
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no “L’Art Latino” – Américain”, MAM,
Paris e no “Forme et Magie” no Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Museu de Kassel, Alemanha, representando o Brasil.
Exposição Internacional de Escultura no Museu Rodin, Paris, representando o Brasil.
1962
Expõe na Galeria Neufville, Paris.
Expõe no “Salon des Petits Bronzes” no Museu de Arte Moderna, Paris, representando o Brasil.
Coletiva de Kassel, Alemanha.
Expõe na Galeria XXème Siècle, Paris.
Expõe no “Salon de la Jeune Sculpture” no Museu Rodin, Paris.
1963
“Formes et Magie” – coletiva – Bois de Boulogne, Paris.
Expõe no Salon Donner A Voir Troisiéme, Paris.
Expõe na Galeria Creuse, Paris.
Expõe no Salon de Réalités Nouvelles, Paris.
Expõe no Centro Internacional de Artes Visuais, “Escultura Campestre”, Paris, representando o Brasil.
Participa da exposição "51 escultores – 19 nações", Sônia Ebling e Fayga Ostrower em Berlin - Alemanha.
Expõe, individualmente, na Rathaus, Berlin, Kreuzberg, Alemanha.
Conquista bolsa de estudo da Fundação Calouste Gulbenkian.
1964
Expõe no Salon de la Jeune Sculpture, Museu Rodin, Paris.
Expõe no Salon Comparaison, Paris.
Expõe, individualmente, em Oldenburg, Alemanha.
1965
Expõe na Galeria Cavalero em Cannes, França.
Expõe na VII Bienal de São Paulo.
1966
Expõe no Museu Galliera, Paris.
Expõe no Hotel Drouot, Paris.
1967
Expõe, individualmente, Relevos, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Expõe na Galeria IBEU, Rio de Janeiro.
Expõe, individualmente, no Instituto dos Arquitetos, Porto Alegre.
Prêmio de Viagem ao Brasil, Salão Nacional de Belas Artes.
1968
Expõe, individualmente, no Hotel Nacional, Brasília.
Expõe, individualmente, na Fundação Cultural, Brasília, DF.
Expõe, individualmente, na Pan- Americana Union, Washington, Estados Unidos.
Expõe no Jornal do Brasil, Rio de Janeiro “Resumo”, onde foi selecionada na categoria de escultura.
Expõe, individualmente, no Trade Bureau, Nova York, Estados Unidos.
Execução de relevo de 3 x 3 m para o Palácio dos Arcos do Ministro das Relações Exteriores, Brasília.
1970
Expõe no Miniatura Internacional Itinerante, Hofheim, Alemanha, percorrendo depois, França, Bélgica, Holanda, Suíça e Itália.
Ministra curso de extensão técnica, diretamente em cimento, na Escola de Belas Artes, Porto Alegre, a convite da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
Expõe no I Salão de Artes Visuais em Porto Alegre.
Criação de um troféu para o Jornal do Brasil no Rio de Janeiro.
1971
Expõe na Galeria Couturier "Trabalhos Selecionados da América Latina", em Sanford, Conn., Estados Unidos.
1972
Expõe, individualmente, na Galeria Bonino, Rio de Janeiro.
Execução de escultura em bronze, medindo 1,60 m para o Banco do Brasil em Paris.
1973
Execução de relevo medindo 4,20 x 2,10 m, em Campo Grande, Mato Grosso, Brasil.
1974
Execução de relevo em bronze medindo 1,80 m para a agência do Banco do Barsil em Milão, Itália.
Expõe na “Prestígio Tridimensional”, Rio de Janeiro.
Expõe no Museu Arte Moderna, São Paulo – “Panorama” – onde fica uma obra para esse Museu.
Expõe, indivdualmente, na Galeria Graffitti, Rio de Janeiro.
Execução de Escultura em pedra de 1,50 x 1,50 m para o Banco do Brasil, Amsterdam, Holanda.
Críticas
“Pelo rigor das composições e pelo sopro criador que as anima, as esculturas de Sônia Ebling são das melhores obras realmente modernas feitas hoje no país”.
Antônio Bento, crítico de arte. (Última Hora, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“Sônia Ebling, inquieta, inalcançável, audaciosa, aprimora uma especial personalidade artística...”
Bruno Giorgi, escultor. (Em catálogo, Rio de Janeiro01/01/1967)
“...os meios usados pela escultora são simples e honestos – por isso extremamente convicentes. Em suas obras não há perfis, cheios ou vazios que não sejam parte de um todo. Os gestos, as silhuetas e as formas, são solidárias na criação de um clima estético em que a elegância feminina concorda em ser monumental.”
Flávio de Aquino, crítico de arte. (Manchete, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
"Há ainda outro aspecto da arte de Sônia Ebling que eu gostaria de sublinhar, este mais especificamente plástico e escultural. Desejo falar da natureza multiposicional de muitas Ne suas esculturas. Com efeito, ainda que tradicionalmente, a escultura repouse sobre uma base, e uma só muitas peças da artista representam a singularidade de poder repousar sobre uma de suas outras fazes. 0 enriquecimento de composição que uma tal concepção pressupõe (em razão da complexidade afetando a resolução de problemas de equilíbrio e aplomb) oferece dupla vantagem: primeiramente, de oferecer a renovação da aparência morfológica da obra e, depois, de permitir, desta uma apreensibilidade visual mais completa. Todavia, parece-me, mais por esta particularidade e sua expressão do que pelas outras que venho de analisar, que Sônia Ebling jamais obedeceu, nas suas motivações e formulação, à observação de princípios estéticos ou de procedência técnica. Porque, com ela, o fator essencial de criação permanece o instinto, a sensibilidade, uma espécie de adivinhação, e dentro de uma certa medida, é menos pela aplicação de um método, do que por uma espécie de milagre constante , que a improvisação (lenta e penosa, em outros, muitas vezes), alcança os mais altos cumes da elaboração."
Denys Chevalier (Trecho de catálogo Berlim e Oldemburg, 01/01/1964)
“... Sônia Ebling consegue efeitos de grande expressão plástica, executados em cimento colorido, cada qual com a sua personalidade própria, demonstrado uma capacidade inventiva pouco comum”
Harry Laus, crítico de arte (Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram os espaços. Elas traduzem a imensa proposição do novo mundo que nos começamos a receber”.
Henri Chopin, crítico de arte. (Revue Cinquième Saison, Paris, 01/01/1963)
"A escultura tem poucos bons representantes. A maioria dos que tentam a difícil, exigente e onerosa arte não consegue atingir sequer nível satisfatório. Prevalece, isso sim, a improvisação, o artesanal, o decorativo, a obra repetitiva. Seguidas exposições (individuais ou coletivas) atestam essa constatação. Daí que as peças em bronze criadas por Sônia Ebling destacam-se de muitos de seus, digamos, concorrentes, exatamente porque ela transmite força e coerência em seus trabalhos. Às suas figuras, em geral abordam a imagem da mulher, apresentam formas ricas de ritmo e de movimento. No simbolismo de abraços amorosos, meros exercícios físicos ou coreográficos, ou personagens com aves ou em tempo de música, as obras da artista expressam vida e poesia"...
Ivo Zanini (Folha de São Paulo, 01/01/1969)
"Sônia Ebling" se propõe uma difícil construção. Ela quer significar a sensualidade da forma possível no metal pesado, a leveza do gesto num movimento de bronze, a curva feminina em franco contraste com a dureza do material. Ela coloca alguma coisa da herança primitiva ao vitalizar os espaços com os vazios e inventa uma expressividade a partir de uma ação plena de ambiguidades. À estabilidade de suas figuras está próxima do vôo conferido pelo esto e pela postura... No Brasil, nós desenvolvemos muito a linha clássica ocidental: Grécia, tecnologia e pré-colombiana. Sônia Ebling, como Bruno Giorgi e tantos outros, vincula-se a esta corrente. É uma boa representante. E uma escultora sólida, perfeccionista, trabalhando com formatos varia os e, como tema pessoal, a fixação na figura feminina e nos contrastes entre o caráter sólido de sua escultura e o desejo manifesto no gesto e na postura. Terra e sonho, um retrato pertinente do mundo feminino que a artista investiga há muito tempo"... "Sônia Ebling é uma escultora de formas depuradas, exaustivamente elaboradas e equilibradas. As suas esculturas incorporam as conquistas iconograficas da escultórica contemporânea. O que significa que a artista bebe nas formas pré-colombianas, africanas e egípcias. Essa procura de fontes, na verdade os próprios meios .que informam a escultura contemporânea, faz com que seu trabalho se aproxime, por parentesco de origem, com a elaboração de Henry Moore, Brancusi, Giacometti, Marino Marini, Etc. O trabalho de Sônia Ebling procura o equilíbrio sobre todas as outras coisas e é capaz de emprestar às mais diversificadas formas e imagens um toque comum, pessoal, pessoal, algo de próprio e individual que, talvez, possa ser traduzido como harmonia e ritmo".
Jacob K1intowitz (01/01/1969)
“Sônia Ebling é artista que jamais foi recusada. Sua carreira é brilhante. Como se vê, uma carreira vitoriosa e fulminante, para quem começou a expor em mostra internacional como a Bienal”.
Jayme Mauricio, crítico de arte. (Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 01/01/1955)
“As esculturas de Sônia Ebling respiram a harmonia entre o élan da forma inventada e a natureza profunda matéria bruta”.
M. Cluzeau Ciry, crítico de arte. (Les Arts, Paris, 01/01/1963)
"Os relevos de Sônia Ebling, em sua aparente simplicidade, são o resultado de longos anos de aprendizado, trabalhos e pesquisas... São obras mais intimistas, mais concentradas transpondo as fronteiras convencionais entre a escultura e a pintura, criando algo de pessoal, marcante, essencial."
Marc Berkowitz (Trecho de catálogo Rio, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“De uma agressividade desconcertante e implacável, Sônia Ebling leva a rudeza de seu trabalho até o paroxismo da expressão. Este poder fascinante de choque imediato dá à sua obra uma sorte de unidade simples, que a torna compreensível mesmo aos que não vivem a aventura da arte, em toda a sua hipersensibilidade e sua hipercomplexidade. O caminho de Sônia está traçado: sempre mais longe, sempre solitária, sempre rebelde, sempre à busca das distâncias jamais percorridas e jamais atingidas”.
Maria Martins, escultora. (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1959)
“A escultura que provém de uma já experimentada carreira no curso da qual trabalhou o barro e o gesso tradicionais, ao sair da escola , mas numa modelagem vigorosa e simplificada da figura humana, e depois o cimento, com este fez a passagem para uma linguagem abstrata, na base de formas simples, circulares de grandes vazios. Aprofundado com efeito, o trato com este último material, é a artista, por assim dizer, arrastada à bidimensionalidade através uma superfície em relevo, sulcada violentamente à lima... Mas resta sempre da própria escultora o gosto do tato, a bravura com que fere a matéria, sulca o cimento e sabe encontrar nessa lida ressonâncias de quem sempre teve mãos de escultura”.
Mário Pedrosa (Em catálogo, Rio de Janeiro, 01/01/1967)
“A vivacidade, que é nervosa, mantém uma relação estreita com o mundo biológico e físico sem que a autora faça da realidade, uma idéia à priori. É comum, neste sentido, a peça acabada, trazer a revelação de uma similitude. Sem dúvida, o papel do subconsciente é aqui grande importância mas o que nos interessa é a presença transfigurada da natureza, às vezes condensada num gesto cósmico e significativo ou numa estrutura elementar ...”
Walter Zanini, crítico de arte (Em catálogo da galeria Graffiti, 01/01/1962)
"Em Paris (onde veio morar definitivamente em 1959) conheci Sônia Ebling por Ter visto suas obras no Salon de la Jeune Sculpture no Museu Rodin em 1961, 1963 e 1964, como também em Comparaisons e no Salon de Realités Nouvelles que, atualmente, consagra os novos talentos. Depois, em 1966, vi sua escultura na Galeria Debret e no Museu Galliera. Conheci Sônia Ebling apaixonada por curvas e anéis, procurando dar forma aos ritmos que estão nela, e assim o fez com felicidade na Triade Spiraloide (1963) que integrava a exposição XXéme Siècle, em Paris, ao lado de outras obras. A sua não se parece com nenhuma outra; os volumes e os vazios tem nela a mesma importância. Penso que o público de apreciadores de arte reconhecerá, como eu, o valor dessa artista, um dos maiores talentos de hoje"
Pierre Courthion (Trecho de catálogo Rio, 1967 Transcrito em Nova Iorque e Washington, 01/01/1969)
"O que caracteriza as criações de Sônia Ebling é a lenta depuração de sua obra. Durante os vinte anos que tive o privilégio de conhecê-la, pude seguir uma evolução contínua e segura, que a leva à austeridade de meios e à pureza de resultados"
Wladimir Murtinho (Trecho de catálogo Brasília, 01/01/1968)
Fonte: Site oficial Sônia Ebling, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.
Crédito fotográfico: Galeria André, consultado pela última vez em 20 de maio de 2020.