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Tiago de Olinda

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim (9 de janeiro de 1943, Limoeiro, PE), mais conhecido como Tiago Amorim ou apenas Tiago de Olinda, é um ceramista, pintor, escultor e gravador brasileiro. Iniciou sua trajetória artística no Mosteiro de São Bento, em Olinda, onde adotou o nome Tiago e aprendeu cerâmica, tapeçaria e pintura. Após deixar a vida monástica, aprofundou sua formação em polos tradicionais como Caruaru e Tracunhaém, absorvendo técnicas da arte popular nordestina. Sua obra transita entre a cultura popular e a erudita, com peças que retratam aves, peixes, figuras femininas e temas simbólicos, utilizando cerâmica esmaltada, gravura e pintura. Em 2013, foi homenageado no Carnaval de Olinda. Atuou como gestor cultural e mantém um ateliê em Olinda, onde também desenvolve ações educativas com crianças carentes, sendo reconhecido como um dos grandes nomes da arte popular pernambucana contemporânea.

Tiago Amorim | Arremate Arte

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, artisticamente conhecido como Tiago Amorim, nasceu em 9 de janeiro de 1943, na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco. Sua trajetória é marcada por uma profunda conexão com a espiritualidade, a arte e a cultura popular nordestina, elementos que entrelaçam sua obra com rara autenticidade.

Ainda jovem, ingressou no Mosteiro de São Bento, em Olinda, onde adotou o nome “Tiago” — palavra de origem hebraica que significa “o vencedor”. Foi ali, entre rituais religiosos e o silêncio dos claustros, que teve seu primeiro contato estruturado com o universo artístico. Aprendeu cerâmica, tapeçaria, pintura e aprofundou-se em filosofia, numa formação que uniu a técnica à contemplação.

Ao deixar a vida monástica, escolheu permanecer em Olinda, cidade que adotaria como berço criativo e referência espiritual. Decidido a aprimorar sua linguagem artística, buscou o saber direto dos mestres populares: viajou a Caruaru e Tracunhaém, onde aprendeu com artesãos tradicionais as bases da cerâmica figurativa nordestina. Sua obra nasceu do encontro entre o erudito e o popular — do barro ao conceito, do gesto ancestral ao símbolo contemporâneo.

Tiago construiu um repertório expressivo que transita por diversas linguagens: cerâmica esmaltada, escultura, pintura em tela, gravura e desenho. Em suas peças, surgem aves, peixes, figuras femininas e arquétipos do imaginário popular, sempre com forte carga simbólica e sensibilidade poética. Suas criações não apenas retratam o cotidiano nordestino, mas o reinventam com lirismo e rigor formal.

Foi Diretor de Cultura da Fundação de Cultura, Turismo e Esportes de Olinda em 1991 e, em 1997, assumiu a Secretaria de Patrimônio Cultural do município, contribuindo de forma decisiva para a valorização das expressões artísticas locais. Seu ateliê, em Olinda, tornou-se também espaço educativo, onde oferece oficinas de arte e cultura para crianças em situação de vulnerabilidade social.

Consolidado no meio artístico, participou de inúmeras exposições nacionais e internacionais, sendo homenageado no Carnaval de Olinda em 2013 — reconhecimento simbólico de sua importância para o cenário cultural pernambucano. Seu nome figura entre os artistas que conseguiram unir tradição e inovação com rara coerência estética e sensibilidade.

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Tiago Amorim | Arte Popular do Brasil

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, o Tiago Amorim, é um pintor, desenhista, escultor, ceramista, gravador e pesquisador pernambucano. Ele nasceu na cidade de Limoeiro no dia 09 de janeiro de 1943, mas desde muitos anos mora em Olinda. Com mais de 30 anos de vivencia cotidiana com arte, já fez experiências com diferentes tipos e texturas de barro, tendo trabalhado em várias locais do estado de Pernambuco, incluindo Tracunhaém, cidade que tem longa tradição de abrigar ceramistas.

A obra de Tiago permanece fiel ao seu estilo, que mistura elementos da arte popular, em figuras retiradas da natureza, adicionando a elas formas elegantes e sóbrias. Seu universo é invadido por pássaros, peixes e mulheres moldados no barro, queimados crus ou esmaltados. Tiago Amorim é um dos herdeiros da pujança cultural de Pernambuco, mas não se prende fixamente a nenhum dos estilos mais conhecidos, passeando por vários deles para construir seu próprio traçado. Assim, embora flerte com a arte popular, com a erudição de Francisco Brennand e até com a história da influência da arquitetura portuguesa em Pernambuco, o artista sente-se livre para combinar esses elementos no seu repertório.

Numa entrevista ao Jornal do Comércio, Tiago Amorim revelou que sua fase atual, mais que a pintura e a escultura, está na criação a partir da modelagem da argila. Conhecimento que aprimora desde os tempos de menino e suas passagens por cursos inacabados até a chegada em Tracunhaém entre os anos de 1959 e 1960. O encontro definiu seu caminho e a busca por uma identidade própria, até hoje defendida, sobretudo quando para combater a pirataria sobre sua própria criação, constantemente copiada.

Tiago Amorim é bastante conhecido nacional e internacionalmente e participou de diversas exposições, tanto no Brasil quanto no exterior, que lhe renderam vários prêmios. Às terças, quintas e sábados, o artista ministra oficinas de arte e cultura para crianças carentes e nestes dias seu ateliê é aberto ao público para visitas, tendo se tornado uma das principais referências da arte da histórica cidade de Olinda.

Fonte: Arte Popular do Brasil, “Tiago Amorim”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim | Artesanato de Pernambuco

Conhecido por suas esculturas em cerâmica, Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, conhecido por Mestre Tiago Amorim, exerce outras funções dentro do campo artístico, como pintor e desenhista. Apesar de ter nascido no município de Limoeiro, no dia 09 de janeiro de 1943, foi em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, que ele de desenvolveu como artesão.  

O primeiro contato dele com o artesanato se deu no Grupo Escolar do Sigismundo Gonçalves, ainda na infância. De lá pra cá o artista não parou mais. Ele teve a oportunidade de conviver com diversos ícones da arte, como Abelardo Rodrigues, Abelardo da Hora, Montez Magno e Maria Carmen, o que resultou nele um olhar diferenciado e uma mescla de estilos.

Em suas criações, o mestre mistura elementos da arte popular a figuras da natureza, sempre com formas e traços elegantes. O universo artesanal de Tiago Amorim é composto por pássaros, mulheres e peixes, todos eles moldados em cerâmica, em três tipos: esmaltados, queimados e crus.

Integrante da Alameda dos Mestres da Fenearte desde as primeiras edições do evento, o artista não se prendeu a nenhum estilo já utilizado por grandes nomes da arte pernambucana, mas construiu, pouco a pouco, o seu próprio modo, porém se sente livre para combinar os mais diversos estilos nas suas criações.

Hoje, Tiago Amorim já é conhecido em todo Brasil, como também em diversos países mundo afora.

Fonte: Artesanato de Pernambuco, “Tiago Amorim”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim | Arte dos Mestres

História de vida

Nasceu com o nome de Sebastião Wilson Ferreira de Amorim no dia 8 de janeiro de 1943, mas as comemorações do seu aniversário aconteciam no dia 20, dia de São Sebastião, a quem foi consagrado por sua mãe. Nasceu em Limoeiro, Pernambuco, e mudou-se para Recife com dois anos de idade.

Durante a infância e sua formação na escola, teve intenso contato com a arte em suas diversas formas. No Grupo Escolar Sigismundo Gonçalves organizava o Grêmio Literário e toda programação de cartazes e faixas para realização dos eventos escolares. No Colégio São Bento colaborava nas sessões de cinema e apresentações cênicas. Neste colégio, desenvolveu uma peça em modelagem que foi escolhida para uma exposição na Alemanha.

Entrou para o mosteiro beneditino com o objetivo de ser monge. Nesse período mudou seu nome para Tiago, que significa “o vencedor”, em seu batismo de fogo. No mosteiro, retomou as oficinas de artes manuais, como cerâmica, tapeçaria, pintura, encadernação, atraindo mestres populares como José Rodrigues e Manoel Inácio, discípulos de mestre Vitalino.

Com vontade de aprender ainda mais sobre a cerâmica, viajou até Caruaru para aprender com os artesãos. Na época era monge em formação, já usava tonsura e hábito, o que o fez ser muito bem recebido. Também visitou Tracunhaém, outro importante polo de arte cerâmica de Pernambuco.

Na formação para monge, dedicou-se a estudar filosofia, o que certamente impactou sua forma de pensar e fazer arte. Sua educação católica – que vem desde a infância e passa por sua formação enquanto monge – marca fortemente sua forma de trabalhar. Dizem que Tiago, por mais que tenha deixado o mosteiro, ainda vive como monge: sozinho, trabalha e ora, ressoando o lema beneditino “ora et labora”.

A partir da relação com diferentes atores dos circuitos das artes, Tiago Amorim construiu seu lugar como artista. Fundou movimentos artísticos e projetos e tornou-se uma figura de referência em Pernambuco. Teve contato com o Teatro popular do Nordeste e com artistas plásticos. Frequentou curso livre da Escola de Belas Artes, mas construiu seus conhecimentos sobre arte na prática, aprendendo diretamente com os artistas.

Seu ateliê ficou, por um tempo na década de 1970, no Alto da Sé de Olinda. Seu ateliê foi um espaço de acolhimento para artistas de referência da música nordestina com projeção nacional, como Gilberto Gil, Alceu Valença, Caetano Veloso, Fagner, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Naná Vasconcelos entre tantos outros.

Ocupou cargos públicos como o de Diretor de Cultura da Fundação de Cultura Turismo e Esportes de Olinda em 1991 e participou ativamente de inúmeros seminários, encontros e jornadas relacionados à cultura. Entre 1996 e 1997 ocupa a diretoria de Cultura do Município de Tracunhaém e em 1997 retorna ao cargo de Diretor da Cultura da Secretaria de Patrimônio Cultural de Olinda. Com ampla circulação em meios artísticos e políticos, desde a década de 1970 atua junto a prefeituras e Secretarias de Governo na construção de políticas públicas de reconhecimento e fortalecimento para o setor do artesanato.

Tiago Amorim participou de inúmeras exposições individuais, coletivas, bienais, no Brasil e exterior. Suas pinturas estamparam capas de livros e discos. Recebeu muitos prêmios e homenagens.  No Carnaval de Olinda de 2013, foi um dos artistas homenageados. Desde as primeiras edições da Feira Nacional de Negócios do Artesanato – Fenearte, tem lugar garantido na Alameda dos Mestres.

Obra e processo criativo

Tiago Amorim é multiartista: trabalha com cerâmica, pintura em tela, gravura, entalhe em madeira, desenho e escreve poesias.

Suas obras em cerâmica têm como temática, principalmente, o corpo feminino e a natureza, como peixes, aves, cavalos e cajus. Em seu processo criativo, propõe a transformação de modelagens tradicionais: as formas das peças tradicionais ganham novos significados.

A partir de uma parceria com a arquiteta e designer Janete Costa, começou a usar jarros, moringas e vasos como ponto de partida para criar formas zoomorfas ou antropomorfas. Nesse processo, suas cumbucas em forma de peixe, por exemplo, têm origem em vasos partidos ao meio. O gargalo, mais estreito, transforma-se na cauda do peixe.

Muitas peças têm formas arredondadas e voluptuosas. O desenvolvimento desse estilo teve início ainda em sua formação, quando se dedicava a aprender com artesãos. Quando estava em Tracunhaém, observou o ceramista Mané Roque, um jarreiro, modelar jarras em grande quantidade. Em seu processo de produção, Mané Roque modelava metade de uma jarra e seguia para a próxima. Olhando através de uma fresta, Tiago notou que essas jarras pela metade, enfileiradas, eram coxas de mulheres, e que faltava o resto do corpo. Passou então a modelar corpos femininos tendo como ponto de partida a modificação das formas da jarra. Em algumas dessas peças criou formas compostas, adicionando a cabeça de um zebu, cavalo, falos…

Tiago Amorim é um atento observador da forma e demonstra especial interesse pelas formas mais simples. Uma gota se transforma pela interação: os “pelicanos de Tiago” são criados a partir da combinação de duas gotas, que unidas promovem um jogo de formas. Já seus atobás vêm do mesmo processo, surgindo a partir de uma experiência em Fernando de Noronha. Para Tiago, são aves dóceis, com diversidade de cor e posturas, que representam a fauna brasileira.

Tiago tem amplo conhecimento técnico sobre a produção cerâmica, aprendidos com artesãos de diferentes tradições e com o português Alberto Santos, que trabalhou na fábrica de Ricardo Brennand. Assim, passou a dominar as misturas de argila e outros minerais para produzir porcelanas, faianças, pirocerâmica e outros materiais cerâmicos. Também domina diferentes tipos de acabamento, como esmaltes e vitrificados.

Suas obras circulam com maestria por diferentes circuitos de arte, como a da arte popular, tendo como referência a cerâmica utilitária; a arte erudita, com suas discussões estéticas sobre a transformação das formas e a arte mais “pop”, da cultura de massas. 

Fonte: Arte dos Mestres, “Tiago Amorim". Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim, mestre do artesanato | E Design Magazine

Não lembro exatamente o ano, mas sinto até hoje a sensação de encantamento ao chegar ao Hotel 7 Colinas, em Olinda (PE), e encontrar os animais de Tiago. A partir da recepção, vacas, touros, pássaros e figuras gigantes de barro, praticamente em tamanho real, ficavam espalhados pelo jardim. Uma vaca se transformava fácil em um banco de dois lugares.

Era madrugada, ainda escuro, então aumentava a sensação do inusitado, absurdo, surreal. Mal clareou o dia eu já estava no jardim, entre aquelas figuras incríveis, e fui logo investigando o artista. No mesmo dia, liguei para Tiago e fui até sua casa-ateliê, em Olinda, onde ele molda e assa essas esculturas num forno que já é uma obra de arte.

Tiago Amorim é surpreendente. Homem culto, artista multifacetado… Pinta telas e também tem esculturas de barro esmaltado, e já fez moda também. Nos áureos tempos da Rhodia Têxtil, ele trabalhou com Livio Rangan e, na companhia de outros artistas, desenhou lindos vestidos.

Em 2019, durante a Expedição Pernambuco, minha equipe e eu tivemos o privilégio de fazer o registro de Tracunhaém (PE) em sua companhia, onde ele participou de vários movimentos de arte entre 1970 e 1980.

Fonte: E Design Magazine, “Tiago Amorim, mestre do artesanato", publicado por Zizi Calderari. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mostra de Tiago Amorim ocupa o Barrio Café e Bar, em Olinda | Folha de Pernambuco

O Barrio Café e Bar, em parceria com o Solar da Marquesa, recebe trabalhos de um dos artistas plásticos mais prestigiados de Olinda. Em cartaz até o mês de dezembro nos dois estabelecimentos, localizados no Varadouro, a mostra “A Multíplice Arte de Tiago Amorim” mostra as diferentes facetas do mestre ceramista, pintor, desenhista e escultor de 77 anos.

Com curadoria de Laurindo Pontes, a mostra valoriza o legado de Tiago Amorim, reconhecido por sua relação entre a arte e o artesanato. Um dos pontos fortes da exposição é uma série de serigrafias, que o autor aponta como uma inter-relação entre obra, vida e alma.

Entre as obras expostas, também é possível encontrar pinhas em cerâmica, pinturas e outras criações. Mulheres, peixes e pássaros integram o universo de Tiago, que também guarda uma forte relação com questões políticas, sociais e religiosas. A mostra segue aberta para visitação de segunda-feira a domingo, das 12h às 21h. 

Fonte: Folha de Pernambuco, “Mostra de Tiago Amorim ocupa Barrio Café e Bar", publicado em 16 de novembro de 2020. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim abre primeira exposição individual desde 2005 | UOL

Metafísica, pintura clássica, modernismo, religião, natureza, música, Carnaval: a mente de Tiago Amorim, como uma enciclopédia caleidoscópica, armazena informações diversificadas sobre os mais variados assuntos – e cria conexões férteis entre elas. Sua perspectiva singular em relação à vida e aos mistérios nela contidos é indissociável de sua obra. Aprofundando-se em um tema que há muito habita seu imaginário – a relação da humanidade com o divino – ele abre a exposição Da Gênese ao Apocalipse, nesta terça-feira (14), às 19h, na Arte Plural Galeria.

A transmutação é uma questão constante na poética e no cotidiano de Tiago Amorim. Nascido Sebastião Wilson Ferreira, em Limoeiro, Agreste pernambucano, ele se redescobriu e reinventou em Olinda, cidade que abraçou ainda criança e onde fixou raízes até hoje. No Alto da Mina, para ele o coração da cidade, ele dá prosseguimento a um projeto artístico que gestou com mais intensidade a partir dos anos 1960, momento de efervescência cultural em Olinda, com a Brigada Portinari e o espaço As Três Galeras, ao lado de diversos artistas.

“Meu trabalho é baseado na renovação. Faço trabalho manual desde o primário e, com o tempo, fui tendo contato com outras formas, com outras escolas. Tive com tato com todos os ‘ismos’, com a modernização da cultura, e com Montez Magno, em Olinda, as pesquisas iam do primitivo à observação das pinturas em barracas de rua, indo até às pinceladas de Jackson Pollock. Comecei a tentar entender o que Tiago Amorim poderia criar enquanto identidade. Minha arte, portanto, parte do princípio de renovação”, lembra o artista plástico.

Sua curiosidade e vontade de agregar novos elementos à sua obra fazem com que seus traços e peças em cerâmica sejam facilmente identificados, ao mesmo tempo em que guardam sempre um elemento novo. Ligado também a outras linguagens, como a música e o teatro, Tiago se classifica como um curioso. Lê e pesquisa sobre os mais variados assuntos e busca uma constante transformação. 

“Posso ser dadaísta, impressionista, expressionista, enfim, depende do momento em que estou”, explica o artista, que ressalta ainda um aspecto importante do seu trabalho: a transmissão de conhecimento. “Faço sempre oficinas e não cobro, porque acho que é uma obrigação da gente passar o conhecimento”, completa.

INÍCIO E FIM

A nova exposição, que tem curadoria de Laurindo Pontes e texto de abertura assinado por Raul Córdula, marca a primeira individual do artista plástico desde 2005, também na Arte Plural Galeria. A escolha por participar de coletivas, segundo ele, é reflexo de uma ideologia que acredita ser melhor o “nós somos” do que o “eu sou”.

“O ego, em mim, funciona pouco. Ao menos, luto para que seja assim. Prefiro fazer as coisas em espaços mais abertos à possibilidade de trocas”, pontua.

Tomando como ponto de partida sua ligação com o espiritual, Tiago articula nas novas obras muitos dos temas essenciais à sua obra, como a transitoriedade, a relação da humanidade com o divino e com o material, e o uso de animais, principalmente peixes e pássaros, como metáforas.

Leitor voraz, o artista plástico afirma que, atualmente, não busca mais inspiração em romances. Seu principal material tem sido a Bíblia, livro do qual faz interpretações que o permite, segundo o próprio, identificar temáticas tão profundas quanto nos livros de Marcel Proust ou Ezra Pound. 

“Está tudo ali, mas é claro que precisa ter inteligência e discernimento na interpretação. Não tenho fé e sim certeza na existência desse arquiteto do universo. Acredito que Deus criou a gente para cuidar do planeta, mas nós só destruímos. Minha arte é uma tentativa de salvar uma planta, um animal, enfim, as coisas que importam”, enfatiza.

A série Mata, Agreste e Sertão, por exemplo, composta de três telas, critica a incapacidade do homem de conviver em harmonia com os elementos da natureza, tomando como pontos de partida as regiões e seus símbolos. 

Outro importante eixo da exposição é o tríptico Da Gênese ao Apocalipse, réplica do mural Do Paraíso ao Caos, já destruído, que ficava no Museu do Estado de Pernambuco. A obra é a espinha-dorsal da mora, transitando pela imagem de um paraíso intocado pelo homem, a consequente aproximação da civilização com a natureza e sua posterior destruição, com a urbanização caótica e a destituição de valores humanistas que o artista tanto preza.

Ainda no campo da pintura, ele retrata também paisagens de Olinda, buscando traduzir em traços o fascínio que o conectou à cidade, principalmente através de seus contrastes, como a dualidade entre o sagrado e o profano.

Suas famosas cerâmicas também fazem parte da mostra e apresentam uma releitura das famosas pinhas. Agora, elas são representadas por uma castanha, uma forma do artista de se aprofundar em outro aspecto fundamental do seu trabalho: a ligação com a cultura e os símbolos nacionais. Outra novidade da mostra é a confecção de pássaros macucos.

Fonte: UOL, “Tiago Amorim abre primeira exposição individual desde 2005”, publicado em 14 de março de 2017. 

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Tiago Amorim | Arte Sol

Tiago além de passear por diferentes linguagens, técnicas e texturas, também passeia por diversas referências culturais e estéticas, tanto da cultura popular, tão pulsante em Olinda, onde vive há muitas décadas, como da cultura acadêmica, sem se prender a qualquer estilo.

Sobre as criações

“Em arte e artesanato o perfeito é o inacabado. Quem vai comprar um trabalho de arte, de artesanato vai complementar aquele trabalho com a sua própria força, com a sua própria criatividade, porque são pessoas de sensibilidade”.

A arte de Tiago Amorim expressa muito de sua natureza que se encanta e se permite experimentar diferentes universos e com eles dialoga com a facilidade com que conversa com a vida. Tiago além de passear por diferentes linguagens, técnicas e texturas, também passeia por diversas referências culturais e estéticas, tanto da cultura popular, tão pulsante em Olinda, onde vive há muitas décadas, como da cultura acadêmica, sem se prender a qualquer estilo.

Com o barro, a madeira e as cores tem criado um universo habitado por pássaros, peixes e mulheres. Integra em seu processo de criação os cinco elementos água, terra, fogo, ar éter, criando peças zoomórficas a partir de jarras, potes e moringas. 

“A coisa mais simples que você pode ter como forma é uma gota. E essa gota virou mulher”

Sobre quem cria

“O barro é uma matéria modelável, né? Eu acho que tem uma coisa muito forte para o homem, porque na hora que você tá modelando, você tem que ter concentração e consciência, né? Então você modela de fora, enquanto tá modelando por dentro. O que você tá descobrindo como forma, tá te levando a uma psicanálise, a uma análise, né? (…) É uma coisa que acalma. O barro te transporta para outras esferas, ele dá outras dimensões”

Tiago Amorim

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim (1943) decidiu, quando estava no mosteiro São Bento, em Olinda, como beneditino, a mudar o seu nome, pois não lhe agradava o nome Sebastião. Escolheu então o nome Tiago, “o vencedor”. Quando entrou para o mosteiro, Tiago tinha 19 anos e havia estudado no colégio São Bento que é vinculado ao mosteiro. A partir dessas instituições teve acesso, para além do ensino escolar, a diferentes oficinas, como pintura, cerâmica, tapeçaria, marcenaria, culinária, entre outras, e ali começou a experimentar as diferentes linguagens artísticas.

Depois que saiu do mosteiro começou a criar um movimento de pesquisa, debate e criação artística com os ceramistas com os quais havia estabelecido relação no mosteiro. Também teve contato com o Teatro Popular do Nordeste e com os artistas que naquele momento movimentavam e faziam acontecer a arte pernambucana, como Abelardo Rodrigues, Abelardo da Hora, Maria Carmem de Queiroz Bastos e Montez Magno. O contato com esses artistas influenciou a percepção e as pesquisas artísticas de Tiago Amorim, principalmente sobre a “pop art”. 

Pop Art foi um movimento artístico que tinha como proposta desenvolver uma percepção crítica da cultura de consumo e da cultura de massa, vinculadas à Televisão, à publicidade e ao estilo de vida americano. Foi uma vertente de construção artística que estimulava a aproximação da arte com a vida cotidiana e com as expressões e símbolos presentes no imaginário cultural local. Todos esses estímulos impulsionam Tiago a viajar para as cidades de Caruaru e Tracunhanhém para conhecer o modo tradicional de fazer cerâmica dessas regiões. 


E a partir desse conhecimento e do que já havia experimentado, expandiu a sua arte na modelagem do barro. Muito estimulado pelos estudos e reflexões filosóficas, ontológicas e artísticas e também pela experiência profunda com os saberes populares, Tiago estabeleceu trocas com muitas pessoas de diferentes áreas e com diferentes histórias e vivências. Conviveu com muitos músicos como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Rita Lee, a arquiteta Janete Costa, entre outros.

Passo a passo foi ganhando mais confiança em seu saber e passou a ensinar a arte da cerâmica, através do projeto Alto da Mina, bairro da cidade de Olinda, que propõe oficinas de música, alfabetização e de transformação com os pés e as mãos no barro. Além da cerâmica, Tiago se dedica também à pintura em tela, à escultura e à xilogravura. Busca uma manifestação de arte que toque e sensibilize as pessoas e que melhore suas vidas , “porque a arte é uma ação com expressão e sabedoria”.

“Se você pode jogar uma luz, porque você vai jogar uma treva?”

Sobre o território

Alto da Mina

Onde a visão é luz

E a paisagem não termina

O horizonte é lá

E a moldura Olinda

Ocupando os meninos

Acolhendo as meninas

Dançarinos, criadores, sofredores

Por 12, 38 chacinas

Tanto talento

Desejos perdidos na rotina

Cultura maior do mundo

Olinda é a Mina

Ouvir paz em lugar de jazz

Soprano, tenor, contralto

Ocupando o lugar do assalto

Ocupando a vadiagem com trabalho e luta

Tornando grande a mulher

Anulando a puta

Porque o homem é ser divino

Nunca animal racional.

E o brasileiro mestiço é grande

E em Olinda o maior astral.

A cultura do povo não se manipula

Sob qualquer suspeita

Está acima e abaixo

Não é turismo

Mas turismo é cultura

É de vida, dádiva necessidade

É frevo, ciranda, baião, maracatu

Milho, pamonha, tapioca, angu.

Assim é o Alto Mirante da beleza

Se a Mina foi explorada não temos certeza

Que Olinda que é só pros olhos

Será só riqueza

— Tiago Amorim

Fonte: Rede ArteSol, “Tiago Amorim". Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

Crédito fotográfico: Arte Popular do Brasil. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim (9 de janeiro de 1943, Limoeiro, PE), mais conhecido como Tiago Amorim ou apenas Tiago de Olinda, é um ceramista, pintor, escultor e gravador brasileiro. Iniciou sua trajetória artística no Mosteiro de São Bento, em Olinda, onde adotou o nome Tiago e aprendeu cerâmica, tapeçaria e pintura. Após deixar a vida monástica, aprofundou sua formação em polos tradicionais como Caruaru e Tracunhaém, absorvendo técnicas da arte popular nordestina. Sua obra transita entre a cultura popular e a erudita, com peças que retratam aves, peixes, figuras femininas e temas simbólicos, utilizando cerâmica esmaltada, gravura e pintura. Em 2013, foi homenageado no Carnaval de Olinda. Atuou como gestor cultural e mantém um ateliê em Olinda, onde também desenvolve ações educativas com crianças carentes, sendo reconhecido como um dos grandes nomes da arte popular pernambucana contemporânea.

Tiago de Olinda

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim (9 de janeiro de 1943, Limoeiro, PE), mais conhecido como Tiago Amorim ou apenas Tiago de Olinda, é um ceramista, pintor, escultor e gravador brasileiro. Iniciou sua trajetória artística no Mosteiro de São Bento, em Olinda, onde adotou o nome Tiago e aprendeu cerâmica, tapeçaria e pintura. Após deixar a vida monástica, aprofundou sua formação em polos tradicionais como Caruaru e Tracunhaém, absorvendo técnicas da arte popular nordestina. Sua obra transita entre a cultura popular e a erudita, com peças que retratam aves, peixes, figuras femininas e temas simbólicos, utilizando cerâmica esmaltada, gravura e pintura. Em 2013, foi homenageado no Carnaval de Olinda. Atuou como gestor cultural e mantém um ateliê em Olinda, onde também desenvolve ações educativas com crianças carentes, sendo reconhecido como um dos grandes nomes da arte popular pernambucana contemporânea.

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Tiago Amorim | Arremate Arte

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, artisticamente conhecido como Tiago Amorim, nasceu em 9 de janeiro de 1943, na cidade de Limoeiro, interior de Pernambuco. Sua trajetória é marcada por uma profunda conexão com a espiritualidade, a arte e a cultura popular nordestina, elementos que entrelaçam sua obra com rara autenticidade.

Ainda jovem, ingressou no Mosteiro de São Bento, em Olinda, onde adotou o nome “Tiago” — palavra de origem hebraica que significa “o vencedor”. Foi ali, entre rituais religiosos e o silêncio dos claustros, que teve seu primeiro contato estruturado com o universo artístico. Aprendeu cerâmica, tapeçaria, pintura e aprofundou-se em filosofia, numa formação que uniu a técnica à contemplação.

Ao deixar a vida monástica, escolheu permanecer em Olinda, cidade que adotaria como berço criativo e referência espiritual. Decidido a aprimorar sua linguagem artística, buscou o saber direto dos mestres populares: viajou a Caruaru e Tracunhaém, onde aprendeu com artesãos tradicionais as bases da cerâmica figurativa nordestina. Sua obra nasceu do encontro entre o erudito e o popular — do barro ao conceito, do gesto ancestral ao símbolo contemporâneo.

Tiago construiu um repertório expressivo que transita por diversas linguagens: cerâmica esmaltada, escultura, pintura em tela, gravura e desenho. Em suas peças, surgem aves, peixes, figuras femininas e arquétipos do imaginário popular, sempre com forte carga simbólica e sensibilidade poética. Suas criações não apenas retratam o cotidiano nordestino, mas o reinventam com lirismo e rigor formal.

Foi Diretor de Cultura da Fundação de Cultura, Turismo e Esportes de Olinda em 1991 e, em 1997, assumiu a Secretaria de Patrimônio Cultural do município, contribuindo de forma decisiva para a valorização das expressões artísticas locais. Seu ateliê, em Olinda, tornou-se também espaço educativo, onde oferece oficinas de arte e cultura para crianças em situação de vulnerabilidade social.

Consolidado no meio artístico, participou de inúmeras exposições nacionais e internacionais, sendo homenageado no Carnaval de Olinda em 2013 — reconhecimento simbólico de sua importância para o cenário cultural pernambucano. Seu nome figura entre os artistas que conseguiram unir tradição e inovação com rara coerência estética e sensibilidade.

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Tiago Amorim | Arte Popular do Brasil

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, o Tiago Amorim, é um pintor, desenhista, escultor, ceramista, gravador e pesquisador pernambucano. Ele nasceu na cidade de Limoeiro no dia 09 de janeiro de 1943, mas desde muitos anos mora em Olinda. Com mais de 30 anos de vivencia cotidiana com arte, já fez experiências com diferentes tipos e texturas de barro, tendo trabalhado em várias locais do estado de Pernambuco, incluindo Tracunhaém, cidade que tem longa tradição de abrigar ceramistas.

A obra de Tiago permanece fiel ao seu estilo, que mistura elementos da arte popular, em figuras retiradas da natureza, adicionando a elas formas elegantes e sóbrias. Seu universo é invadido por pássaros, peixes e mulheres moldados no barro, queimados crus ou esmaltados. Tiago Amorim é um dos herdeiros da pujança cultural de Pernambuco, mas não se prende fixamente a nenhum dos estilos mais conhecidos, passeando por vários deles para construir seu próprio traçado. Assim, embora flerte com a arte popular, com a erudição de Francisco Brennand e até com a história da influência da arquitetura portuguesa em Pernambuco, o artista sente-se livre para combinar esses elementos no seu repertório.

Numa entrevista ao Jornal do Comércio, Tiago Amorim revelou que sua fase atual, mais que a pintura e a escultura, está na criação a partir da modelagem da argila. Conhecimento que aprimora desde os tempos de menino e suas passagens por cursos inacabados até a chegada em Tracunhaém entre os anos de 1959 e 1960. O encontro definiu seu caminho e a busca por uma identidade própria, até hoje defendida, sobretudo quando para combater a pirataria sobre sua própria criação, constantemente copiada.

Tiago Amorim é bastante conhecido nacional e internacionalmente e participou de diversas exposições, tanto no Brasil quanto no exterior, que lhe renderam vários prêmios. Às terças, quintas e sábados, o artista ministra oficinas de arte e cultura para crianças carentes e nestes dias seu ateliê é aberto ao público para visitas, tendo se tornado uma das principais referências da arte da histórica cidade de Olinda.

Fonte: Arte Popular do Brasil, “Tiago Amorim”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim | Artesanato de Pernambuco

Conhecido por suas esculturas em cerâmica, Sebastião Wilson Ferreira de Amorim, conhecido por Mestre Tiago Amorim, exerce outras funções dentro do campo artístico, como pintor e desenhista. Apesar de ter nascido no município de Limoeiro, no dia 09 de janeiro de 1943, foi em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, que ele de desenvolveu como artesão.  

O primeiro contato dele com o artesanato se deu no Grupo Escolar do Sigismundo Gonçalves, ainda na infância. De lá pra cá o artista não parou mais. Ele teve a oportunidade de conviver com diversos ícones da arte, como Abelardo Rodrigues, Abelardo da Hora, Montez Magno e Maria Carmen, o que resultou nele um olhar diferenciado e uma mescla de estilos.

Em suas criações, o mestre mistura elementos da arte popular a figuras da natureza, sempre com formas e traços elegantes. O universo artesanal de Tiago Amorim é composto por pássaros, mulheres e peixes, todos eles moldados em cerâmica, em três tipos: esmaltados, queimados e crus.

Integrante da Alameda dos Mestres da Fenearte desde as primeiras edições do evento, o artista não se prendeu a nenhum estilo já utilizado por grandes nomes da arte pernambucana, mas construiu, pouco a pouco, o seu próprio modo, porém se sente livre para combinar os mais diversos estilos nas suas criações.

Hoje, Tiago Amorim já é conhecido em todo Brasil, como também em diversos países mundo afora.

Fonte: Artesanato de Pernambuco, “Tiago Amorim”. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim | Arte dos Mestres

História de vida

Nasceu com o nome de Sebastião Wilson Ferreira de Amorim no dia 8 de janeiro de 1943, mas as comemorações do seu aniversário aconteciam no dia 20, dia de São Sebastião, a quem foi consagrado por sua mãe. Nasceu em Limoeiro, Pernambuco, e mudou-se para Recife com dois anos de idade.

Durante a infância e sua formação na escola, teve intenso contato com a arte em suas diversas formas. No Grupo Escolar Sigismundo Gonçalves organizava o Grêmio Literário e toda programação de cartazes e faixas para realização dos eventos escolares. No Colégio São Bento colaborava nas sessões de cinema e apresentações cênicas. Neste colégio, desenvolveu uma peça em modelagem que foi escolhida para uma exposição na Alemanha.

Entrou para o mosteiro beneditino com o objetivo de ser monge. Nesse período mudou seu nome para Tiago, que significa “o vencedor”, em seu batismo de fogo. No mosteiro, retomou as oficinas de artes manuais, como cerâmica, tapeçaria, pintura, encadernação, atraindo mestres populares como José Rodrigues e Manoel Inácio, discípulos de mestre Vitalino.

Com vontade de aprender ainda mais sobre a cerâmica, viajou até Caruaru para aprender com os artesãos. Na época era monge em formação, já usava tonsura e hábito, o que o fez ser muito bem recebido. Também visitou Tracunhaém, outro importante polo de arte cerâmica de Pernambuco.

Na formação para monge, dedicou-se a estudar filosofia, o que certamente impactou sua forma de pensar e fazer arte. Sua educação católica – que vem desde a infância e passa por sua formação enquanto monge – marca fortemente sua forma de trabalhar. Dizem que Tiago, por mais que tenha deixado o mosteiro, ainda vive como monge: sozinho, trabalha e ora, ressoando o lema beneditino “ora et labora”.

A partir da relação com diferentes atores dos circuitos das artes, Tiago Amorim construiu seu lugar como artista. Fundou movimentos artísticos e projetos e tornou-se uma figura de referência em Pernambuco. Teve contato com o Teatro popular do Nordeste e com artistas plásticos. Frequentou curso livre da Escola de Belas Artes, mas construiu seus conhecimentos sobre arte na prática, aprendendo diretamente com os artistas.

Seu ateliê ficou, por um tempo na década de 1970, no Alto da Sé de Olinda. Seu ateliê foi um espaço de acolhimento para artistas de referência da música nordestina com projeção nacional, como Gilberto Gil, Alceu Valença, Caetano Veloso, Fagner, Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho, Naná Vasconcelos entre tantos outros.

Ocupou cargos públicos como o de Diretor de Cultura da Fundação de Cultura Turismo e Esportes de Olinda em 1991 e participou ativamente de inúmeros seminários, encontros e jornadas relacionados à cultura. Entre 1996 e 1997 ocupa a diretoria de Cultura do Município de Tracunhaém e em 1997 retorna ao cargo de Diretor da Cultura da Secretaria de Patrimônio Cultural de Olinda. Com ampla circulação em meios artísticos e políticos, desde a década de 1970 atua junto a prefeituras e Secretarias de Governo na construção de políticas públicas de reconhecimento e fortalecimento para o setor do artesanato.

Tiago Amorim participou de inúmeras exposições individuais, coletivas, bienais, no Brasil e exterior. Suas pinturas estamparam capas de livros e discos. Recebeu muitos prêmios e homenagens.  No Carnaval de Olinda de 2013, foi um dos artistas homenageados. Desde as primeiras edições da Feira Nacional de Negócios do Artesanato – Fenearte, tem lugar garantido na Alameda dos Mestres.

Obra e processo criativo

Tiago Amorim é multiartista: trabalha com cerâmica, pintura em tela, gravura, entalhe em madeira, desenho e escreve poesias.

Suas obras em cerâmica têm como temática, principalmente, o corpo feminino e a natureza, como peixes, aves, cavalos e cajus. Em seu processo criativo, propõe a transformação de modelagens tradicionais: as formas das peças tradicionais ganham novos significados.

A partir de uma parceria com a arquiteta e designer Janete Costa, começou a usar jarros, moringas e vasos como ponto de partida para criar formas zoomorfas ou antropomorfas. Nesse processo, suas cumbucas em forma de peixe, por exemplo, têm origem em vasos partidos ao meio. O gargalo, mais estreito, transforma-se na cauda do peixe.

Muitas peças têm formas arredondadas e voluptuosas. O desenvolvimento desse estilo teve início ainda em sua formação, quando se dedicava a aprender com artesãos. Quando estava em Tracunhaém, observou o ceramista Mané Roque, um jarreiro, modelar jarras em grande quantidade. Em seu processo de produção, Mané Roque modelava metade de uma jarra e seguia para a próxima. Olhando através de uma fresta, Tiago notou que essas jarras pela metade, enfileiradas, eram coxas de mulheres, e que faltava o resto do corpo. Passou então a modelar corpos femininos tendo como ponto de partida a modificação das formas da jarra. Em algumas dessas peças criou formas compostas, adicionando a cabeça de um zebu, cavalo, falos…

Tiago Amorim é um atento observador da forma e demonstra especial interesse pelas formas mais simples. Uma gota se transforma pela interação: os “pelicanos de Tiago” são criados a partir da combinação de duas gotas, que unidas promovem um jogo de formas. Já seus atobás vêm do mesmo processo, surgindo a partir de uma experiência em Fernando de Noronha. Para Tiago, são aves dóceis, com diversidade de cor e posturas, que representam a fauna brasileira.

Tiago tem amplo conhecimento técnico sobre a produção cerâmica, aprendidos com artesãos de diferentes tradições e com o português Alberto Santos, que trabalhou na fábrica de Ricardo Brennand. Assim, passou a dominar as misturas de argila e outros minerais para produzir porcelanas, faianças, pirocerâmica e outros materiais cerâmicos. Também domina diferentes tipos de acabamento, como esmaltes e vitrificados.

Suas obras circulam com maestria por diferentes circuitos de arte, como a da arte popular, tendo como referência a cerâmica utilitária; a arte erudita, com suas discussões estéticas sobre a transformação das formas e a arte mais “pop”, da cultura de massas. 

Fonte: Arte dos Mestres, “Tiago Amorim". Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim, mestre do artesanato | E Design Magazine

Não lembro exatamente o ano, mas sinto até hoje a sensação de encantamento ao chegar ao Hotel 7 Colinas, em Olinda (PE), e encontrar os animais de Tiago. A partir da recepção, vacas, touros, pássaros e figuras gigantes de barro, praticamente em tamanho real, ficavam espalhados pelo jardim. Uma vaca se transformava fácil em um banco de dois lugares.

Era madrugada, ainda escuro, então aumentava a sensação do inusitado, absurdo, surreal. Mal clareou o dia eu já estava no jardim, entre aquelas figuras incríveis, e fui logo investigando o artista. No mesmo dia, liguei para Tiago e fui até sua casa-ateliê, em Olinda, onde ele molda e assa essas esculturas num forno que já é uma obra de arte.

Tiago Amorim é surpreendente. Homem culto, artista multifacetado… Pinta telas e também tem esculturas de barro esmaltado, e já fez moda também. Nos áureos tempos da Rhodia Têxtil, ele trabalhou com Livio Rangan e, na companhia de outros artistas, desenhou lindos vestidos.

Em 2019, durante a Expedição Pernambuco, minha equipe e eu tivemos o privilégio de fazer o registro de Tracunhaém (PE) em sua companhia, onde ele participou de vários movimentos de arte entre 1970 e 1980.

Fonte: E Design Magazine, “Tiago Amorim, mestre do artesanato", publicado por Zizi Calderari. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Mostra de Tiago Amorim ocupa o Barrio Café e Bar, em Olinda | Folha de Pernambuco

O Barrio Café e Bar, em parceria com o Solar da Marquesa, recebe trabalhos de um dos artistas plásticos mais prestigiados de Olinda. Em cartaz até o mês de dezembro nos dois estabelecimentos, localizados no Varadouro, a mostra “A Multíplice Arte de Tiago Amorim” mostra as diferentes facetas do mestre ceramista, pintor, desenhista e escultor de 77 anos.

Com curadoria de Laurindo Pontes, a mostra valoriza o legado de Tiago Amorim, reconhecido por sua relação entre a arte e o artesanato. Um dos pontos fortes da exposição é uma série de serigrafias, que o autor aponta como uma inter-relação entre obra, vida e alma.

Entre as obras expostas, também é possível encontrar pinhas em cerâmica, pinturas e outras criações. Mulheres, peixes e pássaros integram o universo de Tiago, que também guarda uma forte relação com questões políticas, sociais e religiosas. A mostra segue aberta para visitação de segunda-feira a domingo, das 12h às 21h. 

Fonte: Folha de Pernambuco, “Mostra de Tiago Amorim ocupa Barrio Café e Bar", publicado em 16 de novembro de 2020. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

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Tiago Amorim abre primeira exposição individual desde 2005 | UOL

Metafísica, pintura clássica, modernismo, religião, natureza, música, Carnaval: a mente de Tiago Amorim, como uma enciclopédia caleidoscópica, armazena informações diversificadas sobre os mais variados assuntos – e cria conexões férteis entre elas. Sua perspectiva singular em relação à vida e aos mistérios nela contidos é indissociável de sua obra. Aprofundando-se em um tema que há muito habita seu imaginário – a relação da humanidade com o divino – ele abre a exposição Da Gênese ao Apocalipse, nesta terça-feira (14), às 19h, na Arte Plural Galeria.

A transmutação é uma questão constante na poética e no cotidiano de Tiago Amorim. Nascido Sebastião Wilson Ferreira, em Limoeiro, Agreste pernambucano, ele se redescobriu e reinventou em Olinda, cidade que abraçou ainda criança e onde fixou raízes até hoje. No Alto da Mina, para ele o coração da cidade, ele dá prosseguimento a um projeto artístico que gestou com mais intensidade a partir dos anos 1960, momento de efervescência cultural em Olinda, com a Brigada Portinari e o espaço As Três Galeras, ao lado de diversos artistas.

“Meu trabalho é baseado na renovação. Faço trabalho manual desde o primário e, com o tempo, fui tendo contato com outras formas, com outras escolas. Tive com tato com todos os ‘ismos’, com a modernização da cultura, e com Montez Magno, em Olinda, as pesquisas iam do primitivo à observação das pinturas em barracas de rua, indo até às pinceladas de Jackson Pollock. Comecei a tentar entender o que Tiago Amorim poderia criar enquanto identidade. Minha arte, portanto, parte do princípio de renovação”, lembra o artista plástico.

Sua curiosidade e vontade de agregar novos elementos à sua obra fazem com que seus traços e peças em cerâmica sejam facilmente identificados, ao mesmo tempo em que guardam sempre um elemento novo. Ligado também a outras linguagens, como a música e o teatro, Tiago se classifica como um curioso. Lê e pesquisa sobre os mais variados assuntos e busca uma constante transformação. 

“Posso ser dadaísta, impressionista, expressionista, enfim, depende do momento em que estou”, explica o artista, que ressalta ainda um aspecto importante do seu trabalho: a transmissão de conhecimento. “Faço sempre oficinas e não cobro, porque acho que é uma obrigação da gente passar o conhecimento”, completa.

INÍCIO E FIM

A nova exposição, que tem curadoria de Laurindo Pontes e texto de abertura assinado por Raul Córdula, marca a primeira individual do artista plástico desde 2005, também na Arte Plural Galeria. A escolha por participar de coletivas, segundo ele, é reflexo de uma ideologia que acredita ser melhor o “nós somos” do que o “eu sou”.

“O ego, em mim, funciona pouco. Ao menos, luto para que seja assim. Prefiro fazer as coisas em espaços mais abertos à possibilidade de trocas”, pontua.

Tomando como ponto de partida sua ligação com o espiritual, Tiago articula nas novas obras muitos dos temas essenciais à sua obra, como a transitoriedade, a relação da humanidade com o divino e com o material, e o uso de animais, principalmente peixes e pássaros, como metáforas.

Leitor voraz, o artista plástico afirma que, atualmente, não busca mais inspiração em romances. Seu principal material tem sido a Bíblia, livro do qual faz interpretações que o permite, segundo o próprio, identificar temáticas tão profundas quanto nos livros de Marcel Proust ou Ezra Pound. 

“Está tudo ali, mas é claro que precisa ter inteligência e discernimento na interpretação. Não tenho fé e sim certeza na existência desse arquiteto do universo. Acredito que Deus criou a gente para cuidar do planeta, mas nós só destruímos. Minha arte é uma tentativa de salvar uma planta, um animal, enfim, as coisas que importam”, enfatiza.

A série Mata, Agreste e Sertão, por exemplo, composta de três telas, critica a incapacidade do homem de conviver em harmonia com os elementos da natureza, tomando como pontos de partida as regiões e seus símbolos. 

Outro importante eixo da exposição é o tríptico Da Gênese ao Apocalipse, réplica do mural Do Paraíso ao Caos, já destruído, que ficava no Museu do Estado de Pernambuco. A obra é a espinha-dorsal da mora, transitando pela imagem de um paraíso intocado pelo homem, a consequente aproximação da civilização com a natureza e sua posterior destruição, com a urbanização caótica e a destituição de valores humanistas que o artista tanto preza.

Ainda no campo da pintura, ele retrata também paisagens de Olinda, buscando traduzir em traços o fascínio que o conectou à cidade, principalmente através de seus contrastes, como a dualidade entre o sagrado e o profano.

Suas famosas cerâmicas também fazem parte da mostra e apresentam uma releitura das famosas pinhas. Agora, elas são representadas por uma castanha, uma forma do artista de se aprofundar em outro aspecto fundamental do seu trabalho: a ligação com a cultura e os símbolos nacionais. Outra novidade da mostra é a confecção de pássaros macucos.

Fonte: UOL, “Tiago Amorim abre primeira exposição individual desde 2005”, publicado em 14 de março de 2017. 

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Tiago Amorim | Arte Sol

Tiago além de passear por diferentes linguagens, técnicas e texturas, também passeia por diversas referências culturais e estéticas, tanto da cultura popular, tão pulsante em Olinda, onde vive há muitas décadas, como da cultura acadêmica, sem se prender a qualquer estilo.

Sobre as criações

“Em arte e artesanato o perfeito é o inacabado. Quem vai comprar um trabalho de arte, de artesanato vai complementar aquele trabalho com a sua própria força, com a sua própria criatividade, porque são pessoas de sensibilidade”.

A arte de Tiago Amorim expressa muito de sua natureza que se encanta e se permite experimentar diferentes universos e com eles dialoga com a facilidade com que conversa com a vida. Tiago além de passear por diferentes linguagens, técnicas e texturas, também passeia por diversas referências culturais e estéticas, tanto da cultura popular, tão pulsante em Olinda, onde vive há muitas décadas, como da cultura acadêmica, sem se prender a qualquer estilo.

Com o barro, a madeira e as cores tem criado um universo habitado por pássaros, peixes e mulheres. Integra em seu processo de criação os cinco elementos água, terra, fogo, ar éter, criando peças zoomórficas a partir de jarras, potes e moringas. 

“A coisa mais simples que você pode ter como forma é uma gota. E essa gota virou mulher”

Sobre quem cria

“O barro é uma matéria modelável, né? Eu acho que tem uma coisa muito forte para o homem, porque na hora que você tá modelando, você tem que ter concentração e consciência, né? Então você modela de fora, enquanto tá modelando por dentro. O que você tá descobrindo como forma, tá te levando a uma psicanálise, a uma análise, né? (…) É uma coisa que acalma. O barro te transporta para outras esferas, ele dá outras dimensões”

Tiago Amorim

Sebastião Wilson Ferreira de Amorim (1943) decidiu, quando estava no mosteiro São Bento, em Olinda, como beneditino, a mudar o seu nome, pois não lhe agradava o nome Sebastião. Escolheu então o nome Tiago, “o vencedor”. Quando entrou para o mosteiro, Tiago tinha 19 anos e havia estudado no colégio São Bento que é vinculado ao mosteiro. A partir dessas instituições teve acesso, para além do ensino escolar, a diferentes oficinas, como pintura, cerâmica, tapeçaria, marcenaria, culinária, entre outras, e ali começou a experimentar as diferentes linguagens artísticas.

Depois que saiu do mosteiro começou a criar um movimento de pesquisa, debate e criação artística com os ceramistas com os quais havia estabelecido relação no mosteiro. Também teve contato com o Teatro Popular do Nordeste e com os artistas que naquele momento movimentavam e faziam acontecer a arte pernambucana, como Abelardo Rodrigues, Abelardo da Hora, Maria Carmem de Queiroz Bastos e Montez Magno. O contato com esses artistas influenciou a percepção e as pesquisas artísticas de Tiago Amorim, principalmente sobre a “pop art”. 

Pop Art foi um movimento artístico que tinha como proposta desenvolver uma percepção crítica da cultura de consumo e da cultura de massa, vinculadas à Televisão, à publicidade e ao estilo de vida americano. Foi uma vertente de construção artística que estimulava a aproximação da arte com a vida cotidiana e com as expressões e símbolos presentes no imaginário cultural local. Todos esses estímulos impulsionam Tiago a viajar para as cidades de Caruaru e Tracunhanhém para conhecer o modo tradicional de fazer cerâmica dessas regiões. 


E a partir desse conhecimento e do que já havia experimentado, expandiu a sua arte na modelagem do barro. Muito estimulado pelos estudos e reflexões filosóficas, ontológicas e artísticas e também pela experiência profunda com os saberes populares, Tiago estabeleceu trocas com muitas pessoas de diferentes áreas e com diferentes histórias e vivências. Conviveu com muitos músicos como Gilberto Gil, Caetano Veloso, Rita Lee, a arquiteta Janete Costa, entre outros.

Passo a passo foi ganhando mais confiança em seu saber e passou a ensinar a arte da cerâmica, através do projeto Alto da Mina, bairro da cidade de Olinda, que propõe oficinas de música, alfabetização e de transformação com os pés e as mãos no barro. Além da cerâmica, Tiago se dedica também à pintura em tela, à escultura e à xilogravura. Busca uma manifestação de arte que toque e sensibilize as pessoas e que melhore suas vidas , “porque a arte é uma ação com expressão e sabedoria”.

“Se você pode jogar uma luz, porque você vai jogar uma treva?”

Sobre o território

Alto da Mina

Onde a visão é luz

E a paisagem não termina

O horizonte é lá

E a moldura Olinda

Ocupando os meninos

Acolhendo as meninas

Dançarinos, criadores, sofredores

Por 12, 38 chacinas

Tanto talento

Desejos perdidos na rotina

Cultura maior do mundo

Olinda é a Mina

Ouvir paz em lugar de jazz

Soprano, tenor, contralto

Ocupando o lugar do assalto

Ocupando a vadiagem com trabalho e luta

Tornando grande a mulher

Anulando a puta

Porque o homem é ser divino

Nunca animal racional.

E o brasileiro mestiço é grande

E em Olinda o maior astral.

A cultura do povo não se manipula

Sob qualquer suspeita

Está acima e abaixo

Não é turismo

Mas turismo é cultura

É de vida, dádiva necessidade

É frevo, ciranda, baião, maracatu

Milho, pamonha, tapioca, angu.

Assim é o Alto Mirante da beleza

Se a Mina foi explorada não temos certeza

Que Olinda que é só pros olhos

Será só riqueza

— Tiago Amorim

Fonte: Rede ArteSol, “Tiago Amorim". Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

Crédito fotográfico: Arte Popular do Brasil. Consultado pela última vez em 13 de maio de 2025.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

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