Adelson Filadelfo do Prado (15 de setembro de 1944, Vitória da Conquista, BA, 1944 — Idem, 6 de fevereiro de 2013), foi um pintor e desenhista brasileiro, reconhecido pela pintura de imagens religiosas.
Biografia
Adelson Prado explora a brasilidade não-folclórica com suas Madonas, imagens de São Francisco, casarios e santos barrocos em explosões coloridas e de alta densidade cromática. Isso o levou a ficar conhecido como “o artista das cores”. A originalidade das obras foi reconhecida por Jorge Amado ainda no começo da carreira de Prado, quando, em 1962, problemas financeiros o levaram a trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, onde escritor costumava se reunir com outros artistas. Prado conta que, reunindo coragem, mostrou alguns de seus trabalhos a Amado, que lhe aconselhou e incentivou - inclusive lhe dando dinheiro. Autodidata, Prado começou a desenhar cedo - aos 12 anos -, quanto pintava e desenhava a lápis imagens religiosas e igrejas de sua cidade. A religiosidade e o cotidiano, aliás, são temas fortes em suas pesquisas - divergindo aí da maioria dos expoentes da arte naif. Suas referências passam por Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti.
---
Biografia Itaú Cultural
Autodidata, começa a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realiza, em 1960, a 1ª Convenção dos Artistas Locais e inaugura o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Em 1977, inaugura o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Fonte: ADELSON do Prado. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 07 de Abr. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia, nas palavras de Adelson do Prado
"Nasci Adelson Filadelfo do Prado na cidade de Vitoria da Conquista, no interior do estado da Bahia, onde comecei a pintar e desenhar a lápis aos 12 anos. Foi nessa época que descobri a ARTE, lendo livros sobre grandes artistas baianos, como Carlos Bastos e Caribe, entre tantos outros. Já nessa época, reuni vários artistas locais para fazer uma grande coletiva de pinturas sobre cenas da cidade e outras paisagens. Mas tive de começar a trabalhar cedo em vários lugares para ajudar o meu pai, que, sem vocação para nada, ganhava a vida como funcionário de lojas, padarias, enfim, onde conseguisse emprego. Para ganhar dinheiro, eu desenhava as capas das provas na escola, tudo muito colorido. Era a minha arte começando a fluir.
Naquele tempo, o meu sonho era ir para Salvador, na esperança de aprimorar a minha técnica e desbravar o meu caminho como artista. O Rotary e o Lions Club foram as duas instituições que me ajudaram, para grande apreensão de minha mãe, Gemima Filadelfo do Prado. Com o coração dividido, ela não queria que eu viajasse sozinho e pediu para minha adorada Irma Joseni ir para a cidade da Bahia comigo.
Ao chegar a Salvador, em meados de 1961, fiquei deslumbrado com a capital, sem imaginar que ela seria o cenário de tantas dificuldades que ainda estavam por vir. A princípio, ganhava alguns trocados fazendo desenhos com figuras baianas bastante coloridas, que vendia no cais do porto aos turistas dos navios. Eram essas moedas que garantiam o meu sustento e pagavam o quarto de uma republica que dividia com outros estudantes.
Mas em 1962 a vida ficou muito difícil e eu fui trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, localizado na Rua Chile, onde Jorge Amado, Carlos Bastos e outros artistas tinham o habito de se reunirem no chá da tarde. Reunindo coragem, mostrei os meus trabalhos a Jorge, que me convidou a ir à sua casa, no Rio Vermelho. La, ele não só me aconselhou, me incentivou, chegou mesmo a dizer qual dentre meus trabalhos era o que seria o tema principal de minha obra, mas me ajudou me dando algum dinheiro.
Na minha pintura tive varias influências de artistas como Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti, por quem guardo enorme admiração. Mas foi graças a Jorge Amado que encontrei o meu caminho. Comecei a participar de algumas mostras de arte, coletivas e individuais, e me tornei conhecido em Salvador como o artista das cores. Eu era colorista desde aquela época.
Em 1963, participei da Bienal Baiana, organizada por Assis Chateaubriand, que inaugurou o Museu de Feira de Santana, no interior da Bahia, onde até hoje tenho uma obra exposta. Nessa bienal eu vendi um trabalho para o casal Ronaldo e Martha Rocha.
Em 1964, ano do golpe de Estado, viajei para São Paulo levando comigo cartas de apresentação de Jorge Amado endereçadas a alguns críticos. Lá participei de bienais paulistas e, ao lado de Carmélio Cruz, Volpi, Aldemir Martins e Hercules Barsotti, entre outros, também da criação de estamparias para o desfile da Rhodia Modas, dirigidas por Lívio Rangan.
Em 1966 mudei para a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, onde já era conhecido por meu trabalho em Salvador e Sao Paulo. No Rio. en tive a oportunidade de conhecer a jornalista Nina Chaves, do jornal O Globo, que me ajudaria muito. Ela e Ibrahim Sued, outro grande jornalista, me abriram muitas portas. Aqui no Rio morei primeiro em uma pensao no Catete, depois na rua Carlos Goes no Leblon e por fim em Ipanema, bairro que eu amo e onde hoje e o meu ateliê.
Em 1969 fiz algumas capas de discos para artistas, como Taigara, Clara Nunes e Guilherme Lamonier, e retratos de senhoras da alta sociedade carioca, como Carmen Mayrink Veiga, Helo Amado, Maria Bethania e outras, alem de participar de exposições individuais e coletivas, algumas vezes inaugurando galerias.
Em 1971 fiz uma exposição em Nova York, na Itamar Gallery, organizada por Kátia Sampaio, amante das artes, e hoje sou citado em alguns livros de artes plásticas escritos por Roberto Pontual, bem como no Dicionário Crítico da Pintura Brasileira, de Roberto Teixeira Leite.
A principal característica de minha pintura e a sua brasilidade não folclórica: Madonas com copos de leite, São Francisco, casarios e santos em altares barrocos envoltos de muitas cores e bastante densidade cromática. Participei de varias exposições no Brasil, como na Marte 21 Mini Gallery, com trabalhos em pequeno formato, e na Galeria da Praça, onde fiz parte de grandes coletivas.
As minhas obras fazem parte de grandes coleções, como as do Banco Bozzano Simonsen, da Supergasbrás e do Cesar Park Hotel. Também sou autor de um grande painel no Estádio Mario Filho (Maracanã).
Tenho varias críticas de mestres como Quirino da Silva, de São Paulo; Genaro de Carvalho, de Salvador; Walmir Ayala, do Rio de Janeiro; Goordon Brown, do Art News Magazine de Nova York; Jorge Geraldo Vieira, da Academia Paulista de Arte; A. Accioly Neto, do Rio de Janeiro; do pintor Jose Paulo Moreira da Fonseca; do critico carioca Jaime Mauricio; de Jorge Amado; de Roberto Pontual; de Geraldo Edson de Andrade e de Roberto Teixeira Leite.
Infelizmente, hoje a crítica ignora a minha existência. Mas eu não me preocupo com isto. Eu pinto o que quero sem me preocupar com massas cromáticas. Adoro pintar os meus santos e anjos e as minhas santanas, com muita imaginação e criatividade."
Acervos
Museu de Arte Assis Chateaubriand - Campina Grande, PB
Pinacoteca Rubem Berta - Porto Alegre, RS
Museu de Arte Moderna do Rio Grande do Sul, RS
Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, ES
Museu Regional de Feira de Santana, BA
Museu Regional de Olinda, PE
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ
Exposições Individuais
1960 - Vitória da Conquista BA
1964 - Salvador BA - na Galeria Oxumaré
1965 - Salvador BA - Individual, na Galeria Quirino
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria da Praça
1971 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Iramar Gallery
1971 - Rio de Janeiro RJ - Invididual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Cézanne
1978 - Brasília DF - Individual, na Galeria Centroartes
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1979 - Recife PE - Individual, na Galeria Murilo Berardo
1980 - Salvador BA - Individual, na Kattya Galeria de Arte
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Tolouse
1984 - Salvador BA - Individual, no Boulevard Galeria
1987 - Campinas SP - Individual, na Galeria Campinas
1987 - Salvador BA - Individual, na Época Galeria de Arte
1989 - Vitória da Conquista BA - Individual, na Galeria de Arte Geraldo Rocha
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro Cultural da Faculdade da Cidade
Exposições Coletivas
1964 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria dos Novos
1966 - Porto Alegre RS - Coletiva, no MAM/RS
1966 - Vitória ES - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Vitória - medalha de bronze
1966 - Feira de Santana BA - Coletiva, no Museu Regional de Feira de Santana
1966 - Alagoinhas BA - Coletiva, no Museu Regional de Alagoinhas
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1966 - Olinda PE - Coletiva, no Museu Regional de Olinda
1967 - Salvador BA - Exposição Coletiva de Natal, na Panorama Galeria de Arte
1969 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria Renot
1970 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Marte 21
1971 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria do Copacabana Palace
1972 - Brasília DF - Coletiva, no Brasília Palace Hotel
1974 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Porto Alegre RS - Coletiva, no IAB/RS
1978 - Londrina PR - Coletiva, na Galeria Bahiarte
1979 - Genebra (Suíça) - 1ª Semaine Brésilienne
1980 - São Paulo SP - Coletiva de inauguração, na Galeria Grassman
1983 - Vitória da Conquista BA - Coletiva, na Galeria Geraldo Rocha
1984 - Salvador BA - Coletiva, no Itaigara Center
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Centro Cultural Itaipava
1986 - Campos RJ - Coletiva, na Galeria Picasso
1987 - Niterói RJ - Coletiva, na Gargobre Galeria de Arte
Citações nos seguintes livros:
Brasileiras pelos pintores populares, de Geraldo Edson de Andrade
Banco Bozzano Simonsen, acervo collection - Vol. 1
Dicionário Crítico da Pintura no Brasil, de Jose Roberto Teixeira
Aspectos da pintura brasileira, de Flavio de Aquino
A arte NAIF no Brasil, de Jacques Ardies.
Fonte: Arquivo pessoal Adelson do Prado
Adelson Filadelfo do Prado (15 de setembro de 1944, Vitória da Conquista, BA, 1944 — Idem, 6 de fevereiro de 2013), foi um pintor e desenhista brasileiro, reconhecido pela pintura de imagens religiosas.
Biografia
Adelson Prado explora a brasilidade não-folclórica com suas Madonas, imagens de São Francisco, casarios e santos barrocos em explosões coloridas e de alta densidade cromática. Isso o levou a ficar conhecido como “o artista das cores”. A originalidade das obras foi reconhecida por Jorge Amado ainda no começo da carreira de Prado, quando, em 1962, problemas financeiros o levaram a trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, onde escritor costumava se reunir com outros artistas. Prado conta que, reunindo coragem, mostrou alguns de seus trabalhos a Amado, que lhe aconselhou e incentivou - inclusive lhe dando dinheiro. Autodidata, Prado começou a desenhar cedo - aos 12 anos -, quanto pintava e desenhava a lápis imagens religiosas e igrejas de sua cidade. A religiosidade e o cotidiano, aliás, são temas fortes em suas pesquisas - divergindo aí da maioria dos expoentes da arte naif. Suas referências passam por Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti.
---
Biografia Itaú Cultural
Autodidata, começa a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realiza, em 1960, a 1ª Convenção dos Artistas Locais e inaugura o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Em 1977, inaugura o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Fonte: ADELSON do Prado. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 07 de Abr. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia, nas palavras de Adelson do Prado
"Nasci Adelson Filadelfo do Prado na cidade de Vitoria da Conquista, no interior do estado da Bahia, onde comecei a pintar e desenhar a lápis aos 12 anos. Foi nessa época que descobri a ARTE, lendo livros sobre grandes artistas baianos, como Carlos Bastos e Caribe, entre tantos outros. Já nessa época, reuni vários artistas locais para fazer uma grande coletiva de pinturas sobre cenas da cidade e outras paisagens. Mas tive de começar a trabalhar cedo em vários lugares para ajudar o meu pai, que, sem vocação para nada, ganhava a vida como funcionário de lojas, padarias, enfim, onde conseguisse emprego. Para ganhar dinheiro, eu desenhava as capas das provas na escola, tudo muito colorido. Era a minha arte começando a fluir.
Naquele tempo, o meu sonho era ir para Salvador, na esperança de aprimorar a minha técnica e desbravar o meu caminho como artista. O Rotary e o Lions Club foram as duas instituições que me ajudaram, para grande apreensão de minha mãe, Gemima Filadelfo do Prado. Com o coração dividido, ela não queria que eu viajasse sozinho e pediu para minha adorada Irma Joseni ir para a cidade da Bahia comigo.
Ao chegar a Salvador, em meados de 1961, fiquei deslumbrado com a capital, sem imaginar que ela seria o cenário de tantas dificuldades que ainda estavam por vir. A princípio, ganhava alguns trocados fazendo desenhos com figuras baianas bastante coloridas, que vendia no cais do porto aos turistas dos navios. Eram essas moedas que garantiam o meu sustento e pagavam o quarto de uma republica que dividia com outros estudantes.
Mas em 1962 a vida ficou muito difícil e eu fui trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, localizado na Rua Chile, onde Jorge Amado, Carlos Bastos e outros artistas tinham o habito de se reunirem no chá da tarde. Reunindo coragem, mostrei os meus trabalhos a Jorge, que me convidou a ir à sua casa, no Rio Vermelho. La, ele não só me aconselhou, me incentivou, chegou mesmo a dizer qual dentre meus trabalhos era o que seria o tema principal de minha obra, mas me ajudou me dando algum dinheiro.
Na minha pintura tive varias influências de artistas como Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti, por quem guardo enorme admiração. Mas foi graças a Jorge Amado que encontrei o meu caminho. Comecei a participar de algumas mostras de arte, coletivas e individuais, e me tornei conhecido em Salvador como o artista das cores. Eu era colorista desde aquela época.
Em 1963, participei da Bienal Baiana, organizada por Assis Chateaubriand, que inaugurou o Museu de Feira de Santana, no interior da Bahia, onde até hoje tenho uma obra exposta. Nessa bienal eu vendi um trabalho para o casal Ronaldo e Martha Rocha.
Em 1964, ano do golpe de Estado, viajei para São Paulo levando comigo cartas de apresentação de Jorge Amado endereçadas a alguns críticos. Lá participei de bienais paulistas e, ao lado de Carmélio Cruz, Volpi, Aldemir Martins e Hercules Barsotti, entre outros, também da criação de estamparias para o desfile da Rhodia Modas, dirigidas por Lívio Rangan.
Em 1966 mudei para a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, onde já era conhecido por meu trabalho em Salvador e Sao Paulo. No Rio. en tive a oportunidade de conhecer a jornalista Nina Chaves, do jornal O Globo, que me ajudaria muito. Ela e Ibrahim Sued, outro grande jornalista, me abriram muitas portas. Aqui no Rio morei primeiro em uma pensao no Catete, depois na rua Carlos Goes no Leblon e por fim em Ipanema, bairro que eu amo e onde hoje e o meu ateliê.
Em 1969 fiz algumas capas de discos para artistas, como Taigara, Clara Nunes e Guilherme Lamonier, e retratos de senhoras da alta sociedade carioca, como Carmen Mayrink Veiga, Helo Amado, Maria Bethania e outras, alem de participar de exposições individuais e coletivas, algumas vezes inaugurando galerias.
Em 1971 fiz uma exposição em Nova York, na Itamar Gallery, organizada por Kátia Sampaio, amante das artes, e hoje sou citado em alguns livros de artes plásticas escritos por Roberto Pontual, bem como no Dicionário Crítico da Pintura Brasileira, de Roberto Teixeira Leite.
A principal característica de minha pintura e a sua brasilidade não folclórica: Madonas com copos de leite, São Francisco, casarios e santos em altares barrocos envoltos de muitas cores e bastante densidade cromática. Participei de varias exposições no Brasil, como na Marte 21 Mini Gallery, com trabalhos em pequeno formato, e na Galeria da Praça, onde fiz parte de grandes coletivas.
As minhas obras fazem parte de grandes coleções, como as do Banco Bozzano Simonsen, da Supergasbrás e do Cesar Park Hotel. Também sou autor de um grande painel no Estádio Mario Filho (Maracanã).
Tenho varias críticas de mestres como Quirino da Silva, de São Paulo; Genaro de Carvalho, de Salvador; Walmir Ayala, do Rio de Janeiro; Goordon Brown, do Art News Magazine de Nova York; Jorge Geraldo Vieira, da Academia Paulista de Arte; A. Accioly Neto, do Rio de Janeiro; do pintor Jose Paulo Moreira da Fonseca; do critico carioca Jaime Mauricio; de Jorge Amado; de Roberto Pontual; de Geraldo Edson de Andrade e de Roberto Teixeira Leite.
Infelizmente, hoje a crítica ignora a minha existência. Mas eu não me preocupo com isto. Eu pinto o que quero sem me preocupar com massas cromáticas. Adoro pintar os meus santos e anjos e as minhas santanas, com muita imaginação e criatividade."
Acervos
Museu de Arte Assis Chateaubriand - Campina Grande, PB
Pinacoteca Rubem Berta - Porto Alegre, RS
Museu de Arte Moderna do Rio Grande do Sul, RS
Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, ES
Museu Regional de Feira de Santana, BA
Museu Regional de Olinda, PE
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ
Exposições Individuais
1960 - Vitória da Conquista BA
1964 - Salvador BA - na Galeria Oxumaré
1965 - Salvador BA - Individual, na Galeria Quirino
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria da Praça
1971 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Iramar Gallery
1971 - Rio de Janeiro RJ - Invididual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Cézanne
1978 - Brasília DF - Individual, na Galeria Centroartes
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1979 - Recife PE - Individual, na Galeria Murilo Berardo
1980 - Salvador BA - Individual, na Kattya Galeria de Arte
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Tolouse
1984 - Salvador BA - Individual, no Boulevard Galeria
1987 - Campinas SP - Individual, na Galeria Campinas
1987 - Salvador BA - Individual, na Época Galeria de Arte
1989 - Vitória da Conquista BA - Individual, na Galeria de Arte Geraldo Rocha
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro Cultural da Faculdade da Cidade
Exposições Coletivas
1964 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria dos Novos
1966 - Porto Alegre RS - Coletiva, no MAM/RS
1966 - Vitória ES - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Vitória - medalha de bronze
1966 - Feira de Santana BA - Coletiva, no Museu Regional de Feira de Santana
1966 - Alagoinhas BA - Coletiva, no Museu Regional de Alagoinhas
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1966 - Olinda PE - Coletiva, no Museu Regional de Olinda
1967 - Salvador BA - Exposição Coletiva de Natal, na Panorama Galeria de Arte
1969 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria Renot
1970 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Marte 21
1971 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria do Copacabana Palace
1972 - Brasília DF - Coletiva, no Brasília Palace Hotel
1974 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Porto Alegre RS - Coletiva, no IAB/RS
1978 - Londrina PR - Coletiva, na Galeria Bahiarte
1979 - Genebra (Suíça) - 1ª Semaine Brésilienne
1980 - São Paulo SP - Coletiva de inauguração, na Galeria Grassman
1983 - Vitória da Conquista BA - Coletiva, na Galeria Geraldo Rocha
1984 - Salvador BA - Coletiva, no Itaigara Center
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Centro Cultural Itaipava
1986 - Campos RJ - Coletiva, na Galeria Picasso
1987 - Niterói RJ - Coletiva, na Gargobre Galeria de Arte
Citações nos seguintes livros:
Brasileiras pelos pintores populares, de Geraldo Edson de Andrade
Banco Bozzano Simonsen, acervo collection - Vol. 1
Dicionário Crítico da Pintura no Brasil, de Jose Roberto Teixeira
Aspectos da pintura brasileira, de Flavio de Aquino
A arte NAIF no Brasil, de Jacques Ardies.
Fonte: Arquivo pessoal Adelson do Prado
Adelson Filadelfo do Prado (15 de setembro de 1944, Vitória da Conquista, BA, 1944 — Idem, 6 de fevereiro de 2013), foi um pintor e desenhista brasileiro, reconhecido pela pintura de imagens religiosas.
Biografia
Adelson Prado explora a brasilidade não-folclórica com suas Madonas, imagens de São Francisco, casarios e santos barrocos em explosões coloridas e de alta densidade cromática. Isso o levou a ficar conhecido como “o artista das cores”. A originalidade das obras foi reconhecida por Jorge Amado ainda no começo da carreira de Prado, quando, em 1962, problemas financeiros o levaram a trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, onde escritor costumava se reunir com outros artistas. Prado conta que, reunindo coragem, mostrou alguns de seus trabalhos a Amado, que lhe aconselhou e incentivou - inclusive lhe dando dinheiro. Autodidata, Prado começou a desenhar cedo - aos 12 anos -, quanto pintava e desenhava a lápis imagens religiosas e igrejas de sua cidade. A religiosidade e o cotidiano, aliás, são temas fortes em suas pesquisas - divergindo aí da maioria dos expoentes da arte naif. Suas referências passam por Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti.
---
Biografia Itaú Cultural
Autodidata, começa a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realiza, em 1960, a 1ª Convenção dos Artistas Locais e inaugura o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Em 1977, inaugura o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Fonte: ADELSON do Prado. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 07 de Abr. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia, nas palavras de Adelson do Prado
"Nasci Adelson Filadelfo do Prado na cidade de Vitoria da Conquista, no interior do estado da Bahia, onde comecei a pintar e desenhar a lápis aos 12 anos. Foi nessa época que descobri a ARTE, lendo livros sobre grandes artistas baianos, como Carlos Bastos e Caribe, entre tantos outros. Já nessa época, reuni vários artistas locais para fazer uma grande coletiva de pinturas sobre cenas da cidade e outras paisagens. Mas tive de começar a trabalhar cedo em vários lugares para ajudar o meu pai, que, sem vocação para nada, ganhava a vida como funcionário de lojas, padarias, enfim, onde conseguisse emprego. Para ganhar dinheiro, eu desenhava as capas das provas na escola, tudo muito colorido. Era a minha arte começando a fluir.
Naquele tempo, o meu sonho era ir para Salvador, na esperança de aprimorar a minha técnica e desbravar o meu caminho como artista. O Rotary e o Lions Club foram as duas instituições que me ajudaram, para grande apreensão de minha mãe, Gemima Filadelfo do Prado. Com o coração dividido, ela não queria que eu viajasse sozinho e pediu para minha adorada Irma Joseni ir para a cidade da Bahia comigo.
Ao chegar a Salvador, em meados de 1961, fiquei deslumbrado com a capital, sem imaginar que ela seria o cenário de tantas dificuldades que ainda estavam por vir. A princípio, ganhava alguns trocados fazendo desenhos com figuras baianas bastante coloridas, que vendia no cais do porto aos turistas dos navios. Eram essas moedas que garantiam o meu sustento e pagavam o quarto de uma republica que dividia com outros estudantes.
Mas em 1962 a vida ficou muito difícil e eu fui trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, localizado na Rua Chile, onde Jorge Amado, Carlos Bastos e outros artistas tinham o habito de se reunirem no chá da tarde. Reunindo coragem, mostrei os meus trabalhos a Jorge, que me convidou a ir à sua casa, no Rio Vermelho. La, ele não só me aconselhou, me incentivou, chegou mesmo a dizer qual dentre meus trabalhos era o que seria o tema principal de minha obra, mas me ajudou me dando algum dinheiro.
Na minha pintura tive varias influências de artistas como Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti, por quem guardo enorme admiração. Mas foi graças a Jorge Amado que encontrei o meu caminho. Comecei a participar de algumas mostras de arte, coletivas e individuais, e me tornei conhecido em Salvador como o artista das cores. Eu era colorista desde aquela época.
Em 1963, participei da Bienal Baiana, organizada por Assis Chateaubriand, que inaugurou o Museu de Feira de Santana, no interior da Bahia, onde até hoje tenho uma obra exposta. Nessa bienal eu vendi um trabalho para o casal Ronaldo e Martha Rocha.
Em 1964, ano do golpe de Estado, viajei para São Paulo levando comigo cartas de apresentação de Jorge Amado endereçadas a alguns críticos. Lá participei de bienais paulistas e, ao lado de Carmélio Cruz, Volpi, Aldemir Martins e Hercules Barsotti, entre outros, também da criação de estamparias para o desfile da Rhodia Modas, dirigidas por Lívio Rangan.
Em 1966 mudei para a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, onde já era conhecido por meu trabalho em Salvador e Sao Paulo. No Rio. en tive a oportunidade de conhecer a jornalista Nina Chaves, do jornal O Globo, que me ajudaria muito. Ela e Ibrahim Sued, outro grande jornalista, me abriram muitas portas. Aqui no Rio morei primeiro em uma pensao no Catete, depois na rua Carlos Goes no Leblon e por fim em Ipanema, bairro que eu amo e onde hoje e o meu ateliê.
Em 1969 fiz algumas capas de discos para artistas, como Taigara, Clara Nunes e Guilherme Lamonier, e retratos de senhoras da alta sociedade carioca, como Carmen Mayrink Veiga, Helo Amado, Maria Bethania e outras, alem de participar de exposições individuais e coletivas, algumas vezes inaugurando galerias.
Em 1971 fiz uma exposição em Nova York, na Itamar Gallery, organizada por Kátia Sampaio, amante das artes, e hoje sou citado em alguns livros de artes plásticas escritos por Roberto Pontual, bem como no Dicionário Crítico da Pintura Brasileira, de Roberto Teixeira Leite.
A principal característica de minha pintura e a sua brasilidade não folclórica: Madonas com copos de leite, São Francisco, casarios e santos em altares barrocos envoltos de muitas cores e bastante densidade cromática. Participei de varias exposições no Brasil, como na Marte 21 Mini Gallery, com trabalhos em pequeno formato, e na Galeria da Praça, onde fiz parte de grandes coletivas.
As minhas obras fazem parte de grandes coleções, como as do Banco Bozzano Simonsen, da Supergasbrás e do Cesar Park Hotel. Também sou autor de um grande painel no Estádio Mario Filho (Maracanã).
Tenho varias críticas de mestres como Quirino da Silva, de São Paulo; Genaro de Carvalho, de Salvador; Walmir Ayala, do Rio de Janeiro; Goordon Brown, do Art News Magazine de Nova York; Jorge Geraldo Vieira, da Academia Paulista de Arte; A. Accioly Neto, do Rio de Janeiro; do pintor Jose Paulo Moreira da Fonseca; do critico carioca Jaime Mauricio; de Jorge Amado; de Roberto Pontual; de Geraldo Edson de Andrade e de Roberto Teixeira Leite.
Infelizmente, hoje a crítica ignora a minha existência. Mas eu não me preocupo com isto. Eu pinto o que quero sem me preocupar com massas cromáticas. Adoro pintar os meus santos e anjos e as minhas santanas, com muita imaginação e criatividade."
Acervos
Museu de Arte Assis Chateaubriand - Campina Grande, PB
Pinacoteca Rubem Berta - Porto Alegre, RS
Museu de Arte Moderna do Rio Grande do Sul, RS
Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, ES
Museu Regional de Feira de Santana, BA
Museu Regional de Olinda, PE
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ
Exposições Individuais
1960 - Vitória da Conquista BA
1964 - Salvador BA - na Galeria Oxumaré
1965 - Salvador BA - Individual, na Galeria Quirino
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria da Praça
1971 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Iramar Gallery
1971 - Rio de Janeiro RJ - Invididual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Cézanne
1978 - Brasília DF - Individual, na Galeria Centroartes
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1979 - Recife PE - Individual, na Galeria Murilo Berardo
1980 - Salvador BA - Individual, na Kattya Galeria de Arte
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Tolouse
1984 - Salvador BA - Individual, no Boulevard Galeria
1987 - Campinas SP - Individual, na Galeria Campinas
1987 - Salvador BA - Individual, na Época Galeria de Arte
1989 - Vitória da Conquista BA - Individual, na Galeria de Arte Geraldo Rocha
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro Cultural da Faculdade da Cidade
Exposições Coletivas
1964 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria dos Novos
1966 - Porto Alegre RS - Coletiva, no MAM/RS
1966 - Vitória ES - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Vitória - medalha de bronze
1966 - Feira de Santana BA - Coletiva, no Museu Regional de Feira de Santana
1966 - Alagoinhas BA - Coletiva, no Museu Regional de Alagoinhas
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1966 - Olinda PE - Coletiva, no Museu Regional de Olinda
1967 - Salvador BA - Exposição Coletiva de Natal, na Panorama Galeria de Arte
1969 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria Renot
1970 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Marte 21
1971 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria do Copacabana Palace
1972 - Brasília DF - Coletiva, no Brasília Palace Hotel
1974 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Porto Alegre RS - Coletiva, no IAB/RS
1978 - Londrina PR - Coletiva, na Galeria Bahiarte
1979 - Genebra (Suíça) - 1ª Semaine Brésilienne
1980 - São Paulo SP - Coletiva de inauguração, na Galeria Grassman
1983 - Vitória da Conquista BA - Coletiva, na Galeria Geraldo Rocha
1984 - Salvador BA - Coletiva, no Itaigara Center
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Centro Cultural Itaipava
1986 - Campos RJ - Coletiva, na Galeria Picasso
1987 - Niterói RJ - Coletiva, na Gargobre Galeria de Arte
Citações nos seguintes livros:
Brasileiras pelos pintores populares, de Geraldo Edson de Andrade
Banco Bozzano Simonsen, acervo collection - Vol. 1
Dicionário Crítico da Pintura no Brasil, de Jose Roberto Teixeira
Aspectos da pintura brasileira, de Flavio de Aquino
A arte NAIF no Brasil, de Jacques Ardies.
Fonte: Arquivo pessoal Adelson do Prado
Adelson Filadelfo do Prado (15 de setembro de 1944, Vitória da Conquista, BA, 1944 — Idem, 6 de fevereiro de 2013), foi um pintor e desenhista brasileiro, reconhecido pela pintura de imagens religiosas.
Biografia
Adelson Prado explora a brasilidade não-folclórica com suas Madonas, imagens de São Francisco, casarios e santos barrocos em explosões coloridas e de alta densidade cromática. Isso o levou a ficar conhecido como “o artista das cores”. A originalidade das obras foi reconhecida por Jorge Amado ainda no começo da carreira de Prado, quando, em 1962, problemas financeiros o levaram a trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, onde escritor costumava se reunir com outros artistas. Prado conta que, reunindo coragem, mostrou alguns de seus trabalhos a Amado, que lhe aconselhou e incentivou - inclusive lhe dando dinheiro. Autodidata, Prado começou a desenhar cedo - aos 12 anos -, quanto pintava e desenhava a lápis imagens religiosas e igrejas de sua cidade. A religiosidade e o cotidiano, aliás, são temas fortes em suas pesquisas - divergindo aí da maioria dos expoentes da arte naif. Suas referências passam por Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti.
---
Biografia Itaú Cultural
Autodidata, começa a desenhar aos treze anos, copiando imagens religiosas e igrejas da sua cidade. Realiza, em 1960, a 1ª Convenção dos Artistas Locais e inaugura o painel da Biblioteca Pública Monteiro Lobato, em Vitória da Conquista. Em 1977, inaugura o painel do Salão Nobre da Tribuna de Honra do Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.
Fonte: ADELSON do Prado. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2020. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 07 de Abr. 2020. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia, nas palavras de Adelson do Prado
"Nasci Adelson Filadelfo do Prado na cidade de Vitoria da Conquista, no interior do estado da Bahia, onde comecei a pintar e desenhar a lápis aos 12 anos. Foi nessa época que descobri a ARTE, lendo livros sobre grandes artistas baianos, como Carlos Bastos e Caribe, entre tantos outros. Já nessa época, reuni vários artistas locais para fazer uma grande coletiva de pinturas sobre cenas da cidade e outras paisagens. Mas tive de começar a trabalhar cedo em vários lugares para ajudar o meu pai, que, sem vocação para nada, ganhava a vida como funcionário de lojas, padarias, enfim, onde conseguisse emprego. Para ganhar dinheiro, eu desenhava as capas das provas na escola, tudo muito colorido. Era a minha arte começando a fluir.
Naquele tempo, o meu sonho era ir para Salvador, na esperança de aprimorar a minha técnica e desbravar o meu caminho como artista. O Rotary e o Lions Club foram as duas instituições que me ajudaram, para grande apreensão de minha mãe, Gemima Filadelfo do Prado. Com o coração dividido, ela não queria que eu viajasse sozinho e pediu para minha adorada Irma Joseni ir para a cidade da Bahia comigo.
Ao chegar a Salvador, em meados de 1961, fiquei deslumbrado com a capital, sem imaginar que ela seria o cenário de tantas dificuldades que ainda estavam por vir. A princípio, ganhava alguns trocados fazendo desenhos com figuras baianas bastante coloridas, que vendia no cais do porto aos turistas dos navios. Eram essas moedas que garantiam o meu sustento e pagavam o quarto de uma republica que dividia com outros estudantes.
Mas em 1962 a vida ficou muito difícil e eu fui trabalhar na cozinha do Grande Hotel de Salvador, localizado na Rua Chile, onde Jorge Amado, Carlos Bastos e outros artistas tinham o habito de se reunirem no chá da tarde. Reunindo coragem, mostrei os meus trabalhos a Jorge, que me convidou a ir à sua casa, no Rio Vermelho. La, ele não só me aconselhou, me incentivou, chegou mesmo a dizer qual dentre meus trabalhos era o que seria o tema principal de minha obra, mas me ajudou me dando algum dinheiro.
Na minha pintura tive varias influências de artistas como Raimundo de Oliveira, Djanira e Di Cavalcanti, por quem guardo enorme admiração. Mas foi graças a Jorge Amado que encontrei o meu caminho. Comecei a participar de algumas mostras de arte, coletivas e individuais, e me tornei conhecido em Salvador como o artista das cores. Eu era colorista desde aquela época.
Em 1963, participei da Bienal Baiana, organizada por Assis Chateaubriand, que inaugurou o Museu de Feira de Santana, no interior da Bahia, onde até hoje tenho uma obra exposta. Nessa bienal eu vendi um trabalho para o casal Ronaldo e Martha Rocha.
Em 1964, ano do golpe de Estado, viajei para São Paulo levando comigo cartas de apresentação de Jorge Amado endereçadas a alguns críticos. Lá participei de bienais paulistas e, ao lado de Carmélio Cruz, Volpi, Aldemir Martins e Hercules Barsotti, entre outros, também da criação de estamparias para o desfile da Rhodia Modas, dirigidas por Lívio Rangan.
Em 1966 mudei para a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro, onde já era conhecido por meu trabalho em Salvador e Sao Paulo. No Rio. en tive a oportunidade de conhecer a jornalista Nina Chaves, do jornal O Globo, que me ajudaria muito. Ela e Ibrahim Sued, outro grande jornalista, me abriram muitas portas. Aqui no Rio morei primeiro em uma pensao no Catete, depois na rua Carlos Goes no Leblon e por fim em Ipanema, bairro que eu amo e onde hoje e o meu ateliê.
Em 1969 fiz algumas capas de discos para artistas, como Taigara, Clara Nunes e Guilherme Lamonier, e retratos de senhoras da alta sociedade carioca, como Carmen Mayrink Veiga, Helo Amado, Maria Bethania e outras, alem de participar de exposições individuais e coletivas, algumas vezes inaugurando galerias.
Em 1971 fiz uma exposição em Nova York, na Itamar Gallery, organizada por Kátia Sampaio, amante das artes, e hoje sou citado em alguns livros de artes plásticas escritos por Roberto Pontual, bem como no Dicionário Crítico da Pintura Brasileira, de Roberto Teixeira Leite.
A principal característica de minha pintura e a sua brasilidade não folclórica: Madonas com copos de leite, São Francisco, casarios e santos em altares barrocos envoltos de muitas cores e bastante densidade cromática. Participei de varias exposições no Brasil, como na Marte 21 Mini Gallery, com trabalhos em pequeno formato, e na Galeria da Praça, onde fiz parte de grandes coletivas.
As minhas obras fazem parte de grandes coleções, como as do Banco Bozzano Simonsen, da Supergasbrás e do Cesar Park Hotel. Também sou autor de um grande painel no Estádio Mario Filho (Maracanã).
Tenho varias críticas de mestres como Quirino da Silva, de São Paulo; Genaro de Carvalho, de Salvador; Walmir Ayala, do Rio de Janeiro; Goordon Brown, do Art News Magazine de Nova York; Jorge Geraldo Vieira, da Academia Paulista de Arte; A. Accioly Neto, do Rio de Janeiro; do pintor Jose Paulo Moreira da Fonseca; do critico carioca Jaime Mauricio; de Jorge Amado; de Roberto Pontual; de Geraldo Edson de Andrade e de Roberto Teixeira Leite.
Infelizmente, hoje a crítica ignora a minha existência. Mas eu não me preocupo com isto. Eu pinto o que quero sem me preocupar com massas cromáticas. Adoro pintar os meus santos e anjos e as minhas santanas, com muita imaginação e criatividade."
Acervos
Museu de Arte Assis Chateaubriand - Campina Grande, PB
Pinacoteca Rubem Berta - Porto Alegre, RS
Museu de Arte Moderna do Rio Grande do Sul, RS
Museu de Arte Moderna do Espírito Santo, ES
Museu Regional de Feira de Santana, BA
Museu Regional de Olinda, PE
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, RJ
Exposições Individuais
1960 - Vitória da Conquista BA
1964 - Salvador BA - na Galeria Oxumaré
1965 - Salvador BA - Individual, na Galeria Quirino
1969 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria da Praça
1971 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Iramar Gallery
1971 - Rio de Janeiro RJ - Invididual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1977 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Cézanne
1978 - Brasília DF - Individual, na Galeria Centroartes
1979 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Gallery
1979 - Recife PE - Individual, na Galeria Murilo Berardo
1980 - Salvador BA - Individual, na Kattya Galeria de Arte
1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria de Arte Tolouse
1984 - Salvador BA - Individual, no Boulevard Galeria
1987 - Campinas SP - Individual, na Galeria Campinas
1987 - Salvador BA - Individual, na Época Galeria de Arte
1989 - Vitória da Conquista BA - Individual, na Galeria de Arte Geraldo Rocha
1996 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Centro Cultural da Faculdade da Cidade
Exposições Coletivas
1964 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria dos Novos
1966 - Porto Alegre RS - Coletiva, no MAM/RS
1966 - Vitória ES - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Vitória - medalha de bronze
1966 - Feira de Santana BA - Coletiva, no Museu Regional de Feira de Santana
1966 - Alagoinhas BA - Coletiva, no Museu Regional de Alagoinhas
1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas
1966 - Olinda PE - Coletiva, no Museu Regional de Olinda
1967 - Salvador BA - Exposição Coletiva de Natal, na Panorama Galeria de Arte
1969 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria Renot
1970 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Marte 21
1971 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria do Copacabana Palace
1972 - Brasília DF - Coletiva, no Brasília Palace Hotel
1974 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria Quadrante
1975 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Salvador BA - Coletiva, na Galeria O Cavalete
1976 - Porto Alegre RS - Coletiva, no IAB/RS
1978 - Londrina PR - Coletiva, na Galeria Bahiarte
1979 - Genebra (Suíça) - 1ª Semaine Brésilienne
1980 - São Paulo SP - Coletiva de inauguração, na Galeria Grassman
1983 - Vitória da Conquista BA - Coletiva, na Galeria Geraldo Rocha
1984 - Salvador BA - Coletiva, no Itaigara Center
1986 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Centro Cultural Itaipava
1986 - Campos RJ - Coletiva, na Galeria Picasso
1987 - Niterói RJ - Coletiva, na Gargobre Galeria de Arte
Citações nos seguintes livros:
Brasileiras pelos pintores populares, de Geraldo Edson de Andrade
Banco Bozzano Simonsen, acervo collection - Vol. 1
Dicionário Crítico da Pintura no Brasil, de Jose Roberto Teixeira
Aspectos da pintura brasileira, de Flavio de Aquino
A arte NAIF no Brasil, de Jacques Ardies.
Fonte: Arquivo pessoal Adelson do Prado