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Artur Pereira

Artur Pereira (11 de fevereiro de 1920, Cachoeira do Brumado, Mariana, Minas Gerais — 2003, Mariana, Minas Gerais), também grafado como Arthur Pereira, foi um escultor brasileiro. Autodidata, trabalhou como lavrador, carvoeiro, lenhador, pedreiro e carpinteiro antes de se dedicar à escultura em madeira, linguagem na qual desenvolveu uma obra profundamente ligada ao universo rural mineiro. Sua produção se destaca sobretudo pelas esculturas em madeira, frequentemente em cedro, com representação de bichos, presépios, cenas de caça, cavaleiros e boiadas. As obras são reconhecidas pela síntese das formas, pelos volumes arredondados, pela organicidade da composição e pela força imaginativa com que transforma elementos da natureza em figuras de grande presença plástica. Sem formação acadêmica em artes, Artur Pereira consolidou sua trajetória a partir da prática e da observação do cotidiano. Entre os nomes que acompanharam ou admiravam sua obra estão Amilcar de Castro, Paulo Vasconcellos, César Aché e Renato Madureira; a crítica também registrou aproximações formais com Tarsila do Amaral e Brancusi. Recebeu, em 1971, o 1º Prêmio no Concurso de Presépios da FAOP, em Ouro Preto. Participou de exposições como Brésil, Arts Populaires (Paris, 1987) e Mostra do Redescobrimento (São Paulo, 2000), além de retrospectiva do Instituto Moreira Salles em 2009. Suas obras podem ser encontradas em instituições como o Museu de Folclore Edison Carneiro, o Centro Cultural de São Francisco e a Casa do Pontal.

Arthur Pereira | Arremate Arte

Artur Pereira nasceu em 11 de fevereiro de 1920, em Cachoeira do Brumado, distrito de Mariana, em Minas Gerais, e tornou-se um dos nomes mais singulares da escultura popular brasileira. De origem humilde, teve infância difícil, estudou pouco e trabalhou desde cedo em atividades como lavoura, carvoaria, carpintaria, lenha e construção, experiências que marcaram profundamente sua visão de mundo e sua produção artística. Ainda menino modelava pequenas figuras em barro, mas sua aproximação decisiva com a escultura em madeira ganharia força anos depois, a partir do convívio direto com a vida rural e com os materiais que manipulava no trabalho cotidiano.

Autodidata, Artur voltou à escultura de modo mais consistente na década de 1960, quando se fixou novamente em sua terra natal. Trabalhando sobretudo em cedro, passou a criar animais isolados, presépios, cenas de caça, cavaleiros, boiadas e composições mais complexas talhadas em uma só peça de madeira. Sua obra é reconhecida pela síntese formal, pelo volume arredondado, pela organicidade das estruturas e pela invenção de bichos que, embora inspirados no universo rural, muitas vezes parecem nascer também da imaginação. Em suas chamadas “colunas”, figuras animais e vegetais se entrelaçam de maneira quase arquitetônica, criando esculturas vazadas de forte impacto visual.

O reconhecimento público de sua produção ganhou impulso em 1971, quando recebeu o 1º Prêmio no Concurso de Presépios da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). A partir daí, suas peças passaram a circular com maior projeção em galerias e exposições no Brasil e no exterior. Artur Pereira participou de mostras como Brésil, Arts Populaires, em Paris, em 1987, e da Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal de São Paulo, em 2000. Em 1989, teve mostra individual no Espaço Cultural Companhia Vale do Rio Doce, no Rio de Janeiro, e, em 2009, sua obra foi objeto de retrospectiva organizada pelo Instituto Moreira Salles.

Sua produção despertou o interesse de estudiosos, críticos, marchands e artistas, entre eles Amilcar de Castro, Paulo Vasconcellos, César Aché e Renato Madureira. Há também leituras críticas que aproximam certos aspectos de sua escultura, por analogia formal, de nomes como Tarsila do Amaral e Brancusi, embora sua obra preserve linguagem própria, inseparável do imaginário popular mineiro e de sua experiência de vida. Hoje, trabalhos de Artur Pereira integram acervos como o Museu de Folclore Edison Carneiro, o Centro Cultural de São Francisco, na Paraíba, e a Casa do Pontal, no Rio de Janeiro, reforçando a permanência de sua contribuição para a arte brasileira. Artur Pereira morreu em 2003, em Mariana, Minas Gerais.


Arthur Pereira | Itaú Cultural

Artur Pereira (Cachoeira do Brumado, Minas Gerais, 1920 – idem, 2003). Escultor. Destaca-se por sua arte popular singular, com peças esculpidas em madeira, representando animais e figuras humanas.

Nascido em um pequeno distrito de Mariana, Minas Gerais, tem sete irmãos. Ainda criança, começa a trabalhar com o pai e, por isso, frequenta pouco a escola. O pai, lavrador e vendedor ambulante de panelas de pedra-sabão, morreu quando Pereira ainda é adolescente. A mãe é costureira e trabalha em casa. Quando rapaz, esculpe pequenos animais de barro para presépios.

Durante a vida, exerce diferentes atividades: lenhador, carvoeiro, pedreiro, carpinteiro, além de trabalhar na lavoura. Casa-se com Juvenil dos Reis Pereira, conhecida como dona Fiota, e tem cinco filhos. Na época em que trabalhava como lenhador, mora em um rancho longe da cidade e produz gamelas de madeira. Certa vez, esculpiu em cedro a figura de uma gata que vive com ele. Apesar dos elogios, Artur Pereira deixa de lado a escultura. Retorna à atividade apenas na década de 1960, quando se fixa novamente em Cachoeira do Brumado, depois de passar quase 20 anos na mata, cortando lenha e voltando à vila natal apenas nos períodos de chuvas.

Passa a esculpir, sempre em cedro, animais como bois, onças, cachorros e leões. As peças são pintadas com as tintas que encontram e as partes do corpo, como braços e mãos, são esculpidas em peças avulsas e depois coladas à peça principal. Em 1968, realiza as primeiras esculturas com mais de uma figura: o primeiro conjunto é uma caçada; o segundo, um presépio. Começa a esculpir conjuntos de animais em uma só peça de madeira que, por vezes, inclui também homens talhados.

A obra de Artur Pereira começa a despertar interesse no fim da década de 1960. As características singulares de seu trabalho chamam a atenção de pessoas ligadas às artes plásticas – colecionadores, marchands e outros artistas. Ressaltam-se os paradoxos da altivez e da singeleza de suas figuras e o caráter indefinido, embora familiar, de seus animais. As peças, evidentemente fora do cânone erudito, levam os comentadores e admiradores especializados a tentar entender e situar a obra de Artur Pereira. Busca-se compreender como um homem simples, sem formação artística – de fato, quase sem formação alguma –, pode criar obras tão instigantes, que remetem a artistas modernos, como a brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973) e o romeno Constantin Brancusi (1876-1957).

Para explicar as soluções do escultor, alguns comentadores sugerem a semelhança da obra de Artur Pereira com o barroco mineiro e as colunas salomônicas das igrejas desse período. De fato, a cidade de Cachoeira do Brumado participa do ciclo do ouro e possui uma igreja barroca, da qual Artur Pereira participa dos reparos.

Algumas das peças do escultor, geralmente chamadas de “colunas”, possuem estrutura semelhante à das colunas barrocas. Elas são esculpidas em seções de tronco oco, na forma de uma espiral composta por animais em fila e plantas. O resultado é uma espécie de renda feita com esses elementos contíguos, que revela a interdependência do mundo natural e seus componentes. As peças com figuras isoladas também podem ser indefinidas e reunir características de diferentes animais, sem se assemelhar a seres monstruosos ou fantásticos. Independentemente da identidade figurativa, as peças são estilizadas, arredondadas e, na maior parte das vezes, claramente formadas pela junção de cilindros, apesar de talhadas em uma só peça de madeira. Os tamanhos variam, sem haver preocupação com as proporções entre os bichos.

A relação com certos objetos do cotidiano parece significativa, mas não dá conta de explicar todos os trabalhos do artista, como as esculturas de grupos, em que há apenas, ou predominantemente, animais. Em geral, essas esculturas podem ser divididas em galhadas e presépios, ambas talhadas em uma só peça de madeira. As galhadas, como as colunas, deixam evidente a forma inicial da madeira bruta: as figuras acompanham as ramificações da árvore. São peças que, por vezes, parecem em equilíbrio instável, por mostrarem na base bichos menores que sustentam, por exemplo, onças enormes – o que não coincide com a realidade e escapa do cânone escultórico. Os presépios tampouco seguem a iconografia cristã tradicional: trazem animais que não estão presentes na cena bíblica e os privilegiam em detrimento das figuras humanas.

Em 1971, vence concurso de presépios da Fundação de Arte de Ouro Preto. Suas peças ganham projeção e são vendidas em galerias de diferentes cidades do país. Começa a ganhar dinheiro com esculturas e passa a se dedicar exclusivamente ao ofício.

Sua obra é admirada e acompanhada por marchands e artistas, como Amilcar de Castro (1920-2002), Paulo Vasconcellos (1932-2010) e Cesar Aché (1953). Em 1989, apresenta exposição individual no Espaço Cultural Companhia Vale do Rio Doce, no Rio de Janeiro. As peças são exibidas também em mostras coletivas, como em Brésil - Arts Populaires, em Paris, em 1987, e na Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, apresentada na Fundação Bienal de São Paulo, em 2000. Em 2009, o Instituto Moreira Salles faz uma retrospectiva de sua obra, com exposições no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Muito além do rótulo genérico de “arte popular”, a produção de Artur Pereira revela a voz singular do artista e o seu estilo próprio diferenciado.

Exposições coletivas

1990 - Arca de Noé

1992 - 1ª Bienal Naïfs do Brasil

1993 - Gente da Terra

1994 - Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário

1994 - Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro

1995 - Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro

1999 - Gênios Ingênuos 70/80

2001 - Expressão Popular

2002 - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte

2004 - Forma, Cor e Expressão: uma coleção de arte brasileira

2006 - Viva Cultura Viva

2009 - Ocupando o Espaço

2010 - Puras misturas

2016 - Entreolhares: poéticas d’alma brasileira

2023 - Reversos e Transversos: artistas fora do eixo (e amigos) nas bienais

2025 - Coleção Vilma Eid - Em cada canto

Exposições póstumas

2009 - Artur Pereira: esculturas

2009 - Artur Pereira - Esculturas

2010 - Artur Pereira: esculturas

Fonte: ARTUR Pereira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 12 de março de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


Arthur Pereira | Galeria Estação

Começou a trabalhar muito cedo para ajudar no sustento da grande família (pai, mãe e sete irmãos). Exerceu as atividades de lavrador, carvoeiro, pedreiro e carpinteiro, antes de descobrir o talento para a escultura. Rapazinho, modelava bichinhos de barro para presépio, secos ao sol. Das figurinhas de barro à imagem isolada, grande, esculpida em madeira, o passo já foi maior, pela diferente natureza dos materiais. O alisamento e a manipulação, característicos da modelagem em barro teriam talvez concorrido para conferir às suas figuras a aparência curvilínea que têm, a sua lisura polida. Seguiu esculpindo peças isoladas, frequentemente pintadas, até que, em 1968, passou para os grupos. As figuras passaram a ser esculpidas pelo artista diretamente em monoblocos de cedro. Animais, homens e aves nunca são tratados à parte, para encaixe posterior na peça, e sim levantados um a um da matéria indivisa.

As esculturas de Artur Pereira abrangem três categorias de elementos: os referentes à liturgia católica, consistindo basicamente no presépio; os referentes a atividades rurais, como caçadas, cavaleiros, boiadas; e os que representam seres da natureza, como os animais terrestres (onça, boi, carneiro, cachorro, leão, cobra), aquáticos (peixes) e alados (pássaros pousados, em voo ou bicando frutas). As plantas raramente figuradas. Dele só conhecemos, ainda assim como elemento vegetal muito estilizado, uma floresta, magnífica fica peça cilíndrica vazada, cujos elementos principais são onças. Há frequentemente em suas criações a presença avantajada da onça, muitas vezes colocadas em cavidades sob presépios, emergindo de florestas simbólicas ou mesmo situada, enorme, no patamar inferior de grandes mesas esculpidas, sobre cujo tampo se espalha numeroso rebanho de rebus de ambiguidade felina, com seu vaqueiro a cavalo. Participou de todas as grandes mostras de artes brasileiras de fonte popular enviadas ao exterior, como “Brésil, Arts Populaires (Paris, 1987) e da “Mostra do Redescobrimento” (Fundação Bienal de São Paulo, 2000).

Conteúdo extraído do Pequeno Dicionário do Povo Brasileiro, século XX, publicado por Lélia Coelho Frota, Ed. Aeroplano, em 2005.

Exposições Individuais

2019 Fé e Fauna, Centro Cultural Popular Cemig, Belo Horizonte - MG, Brasil

2010 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, Poços de Caldas - MG, Brasil

2010 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, São Paulo - SP, Brasil

2010 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, Belo Horizonte - MG, Brasil

2009 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Exposições Coletivas

2025 Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo - SP, Brasil

2025 Em cada canto: Casa Fiat de Cultura e Instituto Tomie Ohtake visitam Coleção Vilma Eid, Casa Fiat de Cultura, Belo Horizonte - MG, Brasil

2025 Instituto Tomie Ohtake visita Coleção Vilma Eid - Em cada canto, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo - SP, Brasil

2024 Metamorfoses e Distâncias, Galeria Estação, São Paulo – SP, Brasil

2023 REVERSOS & TRANSVERSOS: artistas fora do eixo (e amigos) nas bienais, Galeria Estação, São Paulo – SP l Brasil

2021 Eles já Estavam Aqui, Galeria Base, São Paulo - SP, Brasil

2021 Terra e Temperatura, Almeida e Dale, São Paulo - SP, Brasil

2016 Entreolhares, Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, São Paulo - SP, Brasil

2016 Um certo olhar - Coleção Celma Albuquerque, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2012 – 2013 Janete Costa “Um Olhar”, Museu Janete Costa de Arte Popular, Niterói - RJ, Brasil

2012 Escultores Mineiros, Câmara Municipal - Espaço Cultural Eduardo Gomes, Itapeva - SP, Brasil

2011 Escultores Mineiros, Museu Paulo Setubal, Tatuí - SP, Brasil

2011 Escultores Mineiros, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2010 Puras Misturas, Pavilhão das Culturas Brasileiras, São Paulo - SP, Brasil

2009 Ocupando o Espaço, MAB/FAAP - Museu de Arte Brasileira, São Paulo - SP, Brasil

2008 - 2009 Exposição Imaginário do Povo Brasileiro, Restaurante Antiquarius, São Paulo - SP, Brasil

2007 Do tamanho do Brasil - Mostra de Arte Popular, Sesc Paulista, São Paulo - SP, Brasil

2007 Entre dois mares: Bienal São Paulo-Valencia, Convento del Carmo, Valencia, Espanha

2006 Viva Cultura Viva o Povo Brasileiro, Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, São Paulo - SP, Brasil

2006 SOMOS - A Criação Popular Brasileira, Centro Cultural Santander, Porto Alegre - RS, Brasil

2005 Ano do Brasil na França, Carreau du Temple, bairro de Marais, Paris, França

2004 Forma, Cor e Expressão, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo - SP, Brasil

2000 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal São Paulo, São Paulo - SP, Brasil

2001 Expressão Popular, Centro Cultural Light, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

1999 Gênios Ingênuos 70/80, Brasilia - DF, Brasil

1995 Os herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro, Centro Cultural de Belo Horizonte, Belo Horizonte - MG, Brasil

1995 - 1994 Os herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro, Pinacoteca do Estado de São Paulo - SP, Brasil

1994 Os herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário, Espaço Cultural SOS Sul, Brasília - DF, Brasil

1993 Gente da Terra, Paço das Artes, São Paulo - SP, Brasil

1990 Arca de Noé, Gesto Gráfico Galeria de Arte, Belo Horizonte - MG, Brasil

1987 Brésil, Arts Populaires, Grand Palais, Paris, França

Coleções Públicas

FAOP - Fundação de Arte Ouro Preto, Ouro Preto - MG, Brasil

Museu de Folclore Edison Carneiro, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa - PB, Brasil

Museu Casa do Pontal, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Publicações Selecionadas

2024 Metamorfoses e Distâncias, Galeria Estação, São Paulo – SP, Brasil

2023 REVERSOS & TRANSVERSOS: artistas fora do eixo (e amigos) nas bienais, Galeria Estação, São Paulo – SP l Brasil

2018 Arte popular brasileira: olhares contemporâneos, Editora WMF Martins Fontes, São Paulo - SP, Brasil

2016 Um certo olhar - Coleção Celma Albuquerque, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2012 Janete Costa “Um Olhar”, Museu Janete Costa de Arte Popular, Niterói - RJ, Brasil

2012 Escultores Mineiros, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2010 Pavilhão das Culturas Brasileiras: Puras Misturas, São Paulo - SP, Brasil

2009 Artur Pereira – Esculturas, Instituto Moreira Salles, São Paulo - SP, Brasil

2007 Encontro Entre Dois Mares: Bienal São Paulo-Valencia, Valencia, Espanha

2007 Do tamanho do Brasil - Mostra de arte popular, Sesc Paulista, São Paulo - SP, Brasil

2007 Viva a Cultura Viva do Povo Brasileiro, Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, São Paulo - SP, Brasil

2005 Espaço Brasil: Catálogo, Carreau du Temple, bairro de Marais - Paris, França

2005 Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro-século XX, Lélia Coelho Frota, São Paulo - SP, Brasil

2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo - SP, Brasil

2000 Mostra do Redescobrimento- Brasil 500 anos | Arte Popular, Takano Editora, Brasil

1995 Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro: 300 anos de Zumbi, Ministério da Cultura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo - SP, Brasil 

1988 A mão Afro-Brasileira: Significado da Contribuição Artística e Histórica, Fundação Emílio Odebrecht, São Paulo - SP, Brasil

Fonte: Galeria Estação, “Artur Pereira”. Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.


Artista de Cachoeira do Brumado tem obra exposta em visita virtual | Portal da Cidade Mariana

Obras do escultor cachoeirense Artur Pereira fazem parte da visita virtual “Que mestre é esse?” organizada pelo Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB). A mostra está disponível desde 24 de setembro e pode ser acessada através da página do Facebook da instituição.

A exposição “Que mestre é esse?” estava sendo exibida ao público desde 23 de janeiro quando teve a sua apresentação interrompida devido ao início da pandemia da Covid-19. Por essa razão, a iniciativa do CRAB é uma forma de divulgar e possibilitar que o público conheça as mais de 190 obras, de 62 artistas populares, que mescla a arte com a música brasileira.

Artur Pereira

Nascido em Cachoeira do Brumado, em 11 de fevereiro de 1920, Artur Pereira foi um escultor autodidata cachoeirense e o pioneiro no artesanato em madeira no distrito. Foi ainda durante a infância que o artista teve o seu primeiro contato com a prática de esculpir, quando modelava pequenas figuras em barro.

Antes de trabalhar exclusivamente com as esculturas, sô Artur, como era conhecido, trabalhou, entre outras coisas, como lenhador e carpinteiro. Foi enquanto trabalhava como lenhador que fez a sua primeira peça após esculpir uma gata que morava em seu rancho.

Após ter participado e vencido o concurso de presépios promovido pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), em 1971, seu trabalho conquistou notoriedade e reconhecimento. As suas esculturas já foram expostas em cidades do Brasil e do mundo como Belo Horizonte, Poços de Caldas, Rio de Janeiro, São Paulo, Paris e Nova Iorque.

Em 2020, comemora-se o centenário do nascimento do artista que teve a sua obra marcada pela presença de elementos vivenciados em seu cotidiano rural, como os “bichos”, muitas das vezes frutos da sua imaginação, e os presépios.

Fonte: Portal da Cidade Mariana, “Artista de Cachoeira do Brumado tem obra exposta em visita virtual”. Publicado em 5 de outubro de 2020. Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.


Artur Pereira | Arte Popular do Brasil

Artur Pereira é o mais famoso escultor de Cachoeira do Brumado, distrito de Mariana, Minas Gerais, lugar em que nasceu em 1920. A localidade tem uma longa tradição artesanal ligada, sobretudo, à produção de peças em pedra sabão e de tapetes de pita. Cachoeira também é conhecida pelos vários escultores da madeira que lá vivem e que tem no mestre Artur Pereira sua principal referência.

O mestre Artur Pereira começou a trabalhar desde cedo na roça, ajudava seu pai no trato da tropa de burros. Foi pedreiro, lenhador e carvoeiro. Autodidata, começou a produzir artisticamente em 1960, mas desde pequeno modelava pequenas figuras em barro, em geral presépios. Quando começou a esculpir na madeira, ele colava as partes da peça, como braços e pernas. Mais tarde, em 1968, começou a esculpir em bloco único. Suas obras eram formadas por estranhas composições de homens e animais, cujo estilo se aproximava ao dos ex-votos. Foi nessa época que começaram a surgir os grandes grupos, onças caçadas, presépios, esculpidos no miolo macio troncos de cedro, monoblocos sem emendas. Em 1971, ele ganhou um concurso de presépios realizado em Ouro Preto e sua obra começou a ter uma maior projeção. As peças de Artur Pereira começaram a ser comercializadas nas lojas de artesanato das cidades históricas mineiras, mas aos pouco foi ganhando notoriedade entre os galeristas que trataram de difundir a obra dele por todo o país. Eram peças que apresentavam um estilo próprio e que foi mantido por Artur Pereira durante toda sua vida; um estilo que foi seguido por vários outros escultores de Cachoeira do Brumado, como seu filho José Pereira, Miramar Borges e Adão de Lurdes.

A inspiração para suas obras certamente vinha do meio rural em que viveu. Ele era um homem simples, mas com uma visão muito objetiva sobre o que fazia. Transcreveu para a madeira a sua vivência na roça, o contato com a gente simples e os bichos que habitavam as matas da região e o imaginário do seu povo. Na talha da matriz de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira do Brumado e a forma única de suas colunas devem ter saído, de maneira bastante inconsciente, das colunas barrocas e habitadas por vários personagens desta igreja do século dezoito.

A primeira exposição do artista foi realizada em 1989 no Espaço Cultural Companhia Vale do Rio Doce, Rio de Janeiro-RJ. A partir de então sua obras fez parte de várias exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, como a exposição Brésil Arts Populaires (Paris, França, 1987), a Mostra do Redescobrimento (Fundação Bienal de São Paulo, 2000), a exposição Artur Pereira – Esculturas (Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro-RJ, 2009) e a exposição Artur Pereira – Esculturas (Centro de Arte Contemporânea e Fotografia – Palácio das Artes, Belo Horizonte-MG, 2010). Possui obras nos acervos das de várias instituições como: o Museu de Folclore Edison Carneiro, RJ; o Centro Cultural de São Francisco, PB e a Casa do Pontal, RJ.

Artur Pereira faleceu em 2003 na mesma localidade onde nasceu.

Fonte: Arte Popular Brasil, “Artur Pereira”. Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.

Crédito fotográfico: Sergio Longo, "Artur Pereira: Um universo rural talhado em madeira". Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.

Artur Pereira (11 de fevereiro de 1920, Cachoeira do Brumado, Mariana, Minas Gerais — 2003, Mariana, Minas Gerais), também grafado como Arthur Pereira, foi um escultor brasileiro. Autodidata, trabalhou como lavrador, carvoeiro, lenhador, pedreiro e carpinteiro antes de se dedicar à escultura em madeira, linguagem na qual desenvolveu uma obra profundamente ligada ao universo rural mineiro. Sua produção se destaca sobretudo pelas esculturas em madeira, frequentemente em cedro, com representação de bichos, presépios, cenas de caça, cavaleiros e boiadas. As obras são reconhecidas pela síntese das formas, pelos volumes arredondados, pela organicidade da composição e pela força imaginativa com que transforma elementos da natureza em figuras de grande presença plástica. Sem formação acadêmica em artes, Artur Pereira consolidou sua trajetória a partir da prática e da observação do cotidiano. Entre os nomes que acompanharam ou admiravam sua obra estão Amilcar de Castro, Paulo Vasconcellos, César Aché e Renato Madureira; a crítica também registrou aproximações formais com Tarsila do Amaral e Brancusi. Recebeu, em 1971, o 1º Prêmio no Concurso de Presépios da FAOP, em Ouro Preto. Participou de exposições como Brésil, Arts Populaires (Paris, 1987) e Mostra do Redescobrimento (São Paulo, 2000), além de retrospectiva do Instituto Moreira Salles em 2009. Suas obras podem ser encontradas em instituições como o Museu de Folclore Edison Carneiro, o Centro Cultural de São Francisco e a Casa do Pontal.

Artur Pereira

Artur Pereira (11 de fevereiro de 1920, Cachoeira do Brumado, Mariana, Minas Gerais — 2003, Mariana, Minas Gerais), também grafado como Arthur Pereira, foi um escultor brasileiro. Autodidata, trabalhou como lavrador, carvoeiro, lenhador, pedreiro e carpinteiro antes de se dedicar à escultura em madeira, linguagem na qual desenvolveu uma obra profundamente ligada ao universo rural mineiro. Sua produção se destaca sobretudo pelas esculturas em madeira, frequentemente em cedro, com representação de bichos, presépios, cenas de caça, cavaleiros e boiadas. As obras são reconhecidas pela síntese das formas, pelos volumes arredondados, pela organicidade da composição e pela força imaginativa com que transforma elementos da natureza em figuras de grande presença plástica. Sem formação acadêmica em artes, Artur Pereira consolidou sua trajetória a partir da prática e da observação do cotidiano. Entre os nomes que acompanharam ou admiravam sua obra estão Amilcar de Castro, Paulo Vasconcellos, César Aché e Renato Madureira; a crítica também registrou aproximações formais com Tarsila do Amaral e Brancusi. Recebeu, em 1971, o 1º Prêmio no Concurso de Presépios da FAOP, em Ouro Preto. Participou de exposições como Brésil, Arts Populaires (Paris, 1987) e Mostra do Redescobrimento (São Paulo, 2000), além de retrospectiva do Instituto Moreira Salles em 2009. Suas obras podem ser encontradas em instituições como o Museu de Folclore Edison Carneiro, o Centro Cultural de São Francisco e a Casa do Pontal.

Videos

Cesar Aché sobre Artur Pereira | 1989

Artur Pereira: 25 anos de história | 2020

Vida e obra de Artur Pereira | 2014

Arthur Pereira | Arremate Arte

Artur Pereira nasceu em 11 de fevereiro de 1920, em Cachoeira do Brumado, distrito de Mariana, em Minas Gerais, e tornou-se um dos nomes mais singulares da escultura popular brasileira. De origem humilde, teve infância difícil, estudou pouco e trabalhou desde cedo em atividades como lavoura, carvoaria, carpintaria, lenha e construção, experiências que marcaram profundamente sua visão de mundo e sua produção artística. Ainda menino modelava pequenas figuras em barro, mas sua aproximação decisiva com a escultura em madeira ganharia força anos depois, a partir do convívio direto com a vida rural e com os materiais que manipulava no trabalho cotidiano.

Autodidata, Artur voltou à escultura de modo mais consistente na década de 1960, quando se fixou novamente em sua terra natal. Trabalhando sobretudo em cedro, passou a criar animais isolados, presépios, cenas de caça, cavaleiros, boiadas e composições mais complexas talhadas em uma só peça de madeira. Sua obra é reconhecida pela síntese formal, pelo volume arredondado, pela organicidade das estruturas e pela invenção de bichos que, embora inspirados no universo rural, muitas vezes parecem nascer também da imaginação. Em suas chamadas “colunas”, figuras animais e vegetais se entrelaçam de maneira quase arquitetônica, criando esculturas vazadas de forte impacto visual.

O reconhecimento público de sua produção ganhou impulso em 1971, quando recebeu o 1º Prêmio no Concurso de Presépios da Fundação de Arte de Ouro Preto (FAOP). A partir daí, suas peças passaram a circular com maior projeção em galerias e exposições no Brasil e no exterior. Artur Pereira participou de mostras como Brésil, Arts Populaires, em Paris, em 1987, e da Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal de São Paulo, em 2000. Em 1989, teve mostra individual no Espaço Cultural Companhia Vale do Rio Doce, no Rio de Janeiro, e, em 2009, sua obra foi objeto de retrospectiva organizada pelo Instituto Moreira Salles.

Sua produção despertou o interesse de estudiosos, críticos, marchands e artistas, entre eles Amilcar de Castro, Paulo Vasconcellos, César Aché e Renato Madureira. Há também leituras críticas que aproximam certos aspectos de sua escultura, por analogia formal, de nomes como Tarsila do Amaral e Brancusi, embora sua obra preserve linguagem própria, inseparável do imaginário popular mineiro e de sua experiência de vida. Hoje, trabalhos de Artur Pereira integram acervos como o Museu de Folclore Edison Carneiro, o Centro Cultural de São Francisco, na Paraíba, e a Casa do Pontal, no Rio de Janeiro, reforçando a permanência de sua contribuição para a arte brasileira. Artur Pereira morreu em 2003, em Mariana, Minas Gerais.


Arthur Pereira | Itaú Cultural

Artur Pereira (Cachoeira do Brumado, Minas Gerais, 1920 – idem, 2003). Escultor. Destaca-se por sua arte popular singular, com peças esculpidas em madeira, representando animais e figuras humanas.

Nascido em um pequeno distrito de Mariana, Minas Gerais, tem sete irmãos. Ainda criança, começa a trabalhar com o pai e, por isso, frequenta pouco a escola. O pai, lavrador e vendedor ambulante de panelas de pedra-sabão, morreu quando Pereira ainda é adolescente. A mãe é costureira e trabalha em casa. Quando rapaz, esculpe pequenos animais de barro para presépios.

Durante a vida, exerce diferentes atividades: lenhador, carvoeiro, pedreiro, carpinteiro, além de trabalhar na lavoura. Casa-se com Juvenil dos Reis Pereira, conhecida como dona Fiota, e tem cinco filhos. Na época em que trabalhava como lenhador, mora em um rancho longe da cidade e produz gamelas de madeira. Certa vez, esculpiu em cedro a figura de uma gata que vive com ele. Apesar dos elogios, Artur Pereira deixa de lado a escultura. Retorna à atividade apenas na década de 1960, quando se fixa novamente em Cachoeira do Brumado, depois de passar quase 20 anos na mata, cortando lenha e voltando à vila natal apenas nos períodos de chuvas.

Passa a esculpir, sempre em cedro, animais como bois, onças, cachorros e leões. As peças são pintadas com as tintas que encontram e as partes do corpo, como braços e mãos, são esculpidas em peças avulsas e depois coladas à peça principal. Em 1968, realiza as primeiras esculturas com mais de uma figura: o primeiro conjunto é uma caçada; o segundo, um presépio. Começa a esculpir conjuntos de animais em uma só peça de madeira que, por vezes, inclui também homens talhados.

A obra de Artur Pereira começa a despertar interesse no fim da década de 1960. As características singulares de seu trabalho chamam a atenção de pessoas ligadas às artes plásticas – colecionadores, marchands e outros artistas. Ressaltam-se os paradoxos da altivez e da singeleza de suas figuras e o caráter indefinido, embora familiar, de seus animais. As peças, evidentemente fora do cânone erudito, levam os comentadores e admiradores especializados a tentar entender e situar a obra de Artur Pereira. Busca-se compreender como um homem simples, sem formação artística – de fato, quase sem formação alguma –, pode criar obras tão instigantes, que remetem a artistas modernos, como a brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973) e o romeno Constantin Brancusi (1876-1957).

Para explicar as soluções do escultor, alguns comentadores sugerem a semelhança da obra de Artur Pereira com o barroco mineiro e as colunas salomônicas das igrejas desse período. De fato, a cidade de Cachoeira do Brumado participa do ciclo do ouro e possui uma igreja barroca, da qual Artur Pereira participa dos reparos.

Algumas das peças do escultor, geralmente chamadas de “colunas”, possuem estrutura semelhante à das colunas barrocas. Elas são esculpidas em seções de tronco oco, na forma de uma espiral composta por animais em fila e plantas. O resultado é uma espécie de renda feita com esses elementos contíguos, que revela a interdependência do mundo natural e seus componentes. As peças com figuras isoladas também podem ser indefinidas e reunir características de diferentes animais, sem se assemelhar a seres monstruosos ou fantásticos. Independentemente da identidade figurativa, as peças são estilizadas, arredondadas e, na maior parte das vezes, claramente formadas pela junção de cilindros, apesar de talhadas em uma só peça de madeira. Os tamanhos variam, sem haver preocupação com as proporções entre os bichos.

A relação com certos objetos do cotidiano parece significativa, mas não dá conta de explicar todos os trabalhos do artista, como as esculturas de grupos, em que há apenas, ou predominantemente, animais. Em geral, essas esculturas podem ser divididas em galhadas e presépios, ambas talhadas em uma só peça de madeira. As galhadas, como as colunas, deixam evidente a forma inicial da madeira bruta: as figuras acompanham as ramificações da árvore. São peças que, por vezes, parecem em equilíbrio instável, por mostrarem na base bichos menores que sustentam, por exemplo, onças enormes – o que não coincide com a realidade e escapa do cânone escultórico. Os presépios tampouco seguem a iconografia cristã tradicional: trazem animais que não estão presentes na cena bíblica e os privilegiam em detrimento das figuras humanas.

Em 1971, vence concurso de presépios da Fundação de Arte de Ouro Preto. Suas peças ganham projeção e são vendidas em galerias de diferentes cidades do país. Começa a ganhar dinheiro com esculturas e passa a se dedicar exclusivamente ao ofício.

Sua obra é admirada e acompanhada por marchands e artistas, como Amilcar de Castro (1920-2002), Paulo Vasconcellos (1932-2010) e Cesar Aché (1953). Em 1989, apresenta exposição individual no Espaço Cultural Companhia Vale do Rio Doce, no Rio de Janeiro. As peças são exibidas também em mostras coletivas, como em Brésil - Arts Populaires, em Paris, em 1987, e na Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, apresentada na Fundação Bienal de São Paulo, em 2000. Em 2009, o Instituto Moreira Salles faz uma retrospectiva de sua obra, com exposições no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Muito além do rótulo genérico de “arte popular”, a produção de Artur Pereira revela a voz singular do artista e o seu estilo próprio diferenciado.

Exposições coletivas

1990 - Arca de Noé

1992 - 1ª Bienal Naïfs do Brasil

1993 - Gente da Terra

1994 - Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário

1994 - Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro

1995 - Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro

1999 - Gênios Ingênuos 70/80

2001 - Expressão Popular

2002 - Pop Brasil: a arte popular e o popular na arte

2004 - Forma, Cor e Expressão: uma coleção de arte brasileira

2006 - Viva Cultura Viva

2009 - Ocupando o Espaço

2010 - Puras misturas

2016 - Entreolhares: poéticas d’alma brasileira

2023 - Reversos e Transversos: artistas fora do eixo (e amigos) nas bienais

2025 - Coleção Vilma Eid - Em cada canto

Exposições póstumas

2009 - Artur Pereira: esculturas

2009 - Artur Pereira - Esculturas

2010 - Artur Pereira: esculturas

Fonte: ARTUR Pereira. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 12 de março de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


Arthur Pereira | Galeria Estação

Começou a trabalhar muito cedo para ajudar no sustento da grande família (pai, mãe e sete irmãos). Exerceu as atividades de lavrador, carvoeiro, pedreiro e carpinteiro, antes de descobrir o talento para a escultura. Rapazinho, modelava bichinhos de barro para presépio, secos ao sol. Das figurinhas de barro à imagem isolada, grande, esculpida em madeira, o passo já foi maior, pela diferente natureza dos materiais. O alisamento e a manipulação, característicos da modelagem em barro teriam talvez concorrido para conferir às suas figuras a aparência curvilínea que têm, a sua lisura polida. Seguiu esculpindo peças isoladas, frequentemente pintadas, até que, em 1968, passou para os grupos. As figuras passaram a ser esculpidas pelo artista diretamente em monoblocos de cedro. Animais, homens e aves nunca são tratados à parte, para encaixe posterior na peça, e sim levantados um a um da matéria indivisa.

As esculturas de Artur Pereira abrangem três categorias de elementos: os referentes à liturgia católica, consistindo basicamente no presépio; os referentes a atividades rurais, como caçadas, cavaleiros, boiadas; e os que representam seres da natureza, como os animais terrestres (onça, boi, carneiro, cachorro, leão, cobra), aquáticos (peixes) e alados (pássaros pousados, em voo ou bicando frutas). As plantas raramente figuradas. Dele só conhecemos, ainda assim como elemento vegetal muito estilizado, uma floresta, magnífica fica peça cilíndrica vazada, cujos elementos principais são onças. Há frequentemente em suas criações a presença avantajada da onça, muitas vezes colocadas em cavidades sob presépios, emergindo de florestas simbólicas ou mesmo situada, enorme, no patamar inferior de grandes mesas esculpidas, sobre cujo tampo se espalha numeroso rebanho de rebus de ambiguidade felina, com seu vaqueiro a cavalo. Participou de todas as grandes mostras de artes brasileiras de fonte popular enviadas ao exterior, como “Brésil, Arts Populaires (Paris, 1987) e da “Mostra do Redescobrimento” (Fundação Bienal de São Paulo, 2000).

Conteúdo extraído do Pequeno Dicionário do Povo Brasileiro, século XX, publicado por Lélia Coelho Frota, Ed. Aeroplano, em 2005.

Exposições Individuais

2019 Fé e Fauna, Centro Cultural Popular Cemig, Belo Horizonte - MG, Brasil

2010 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, Poços de Caldas - MG, Brasil

2010 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, São Paulo - SP, Brasil

2010 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, Belo Horizonte - MG, Brasil

2009 Artur Pereira, Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Exposições Coletivas

2025 Tecendo a manhã: vida moderna e experiência noturna na arte do Brasil, Pinacoteca de São Paulo, São Paulo - SP, Brasil

2025 Em cada canto: Casa Fiat de Cultura e Instituto Tomie Ohtake visitam Coleção Vilma Eid, Casa Fiat de Cultura, Belo Horizonte - MG, Brasil

2025 Instituto Tomie Ohtake visita Coleção Vilma Eid - Em cada canto, Instituto Tomie Ohtake, São Paulo - SP, Brasil

2024 Metamorfoses e Distâncias, Galeria Estação, São Paulo – SP, Brasil

2023 REVERSOS & TRANSVERSOS: artistas fora do eixo (e amigos) nas bienais, Galeria Estação, São Paulo – SP l Brasil

2021 Eles já Estavam Aqui, Galeria Base, São Paulo - SP, Brasil

2021 Terra e Temperatura, Almeida e Dale, São Paulo - SP, Brasil

2016 Entreolhares, Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, São Paulo - SP, Brasil

2016 Um certo olhar - Coleção Celma Albuquerque, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2012 – 2013 Janete Costa “Um Olhar”, Museu Janete Costa de Arte Popular, Niterói - RJ, Brasil

2012 Escultores Mineiros, Câmara Municipal - Espaço Cultural Eduardo Gomes, Itapeva - SP, Brasil

2011 Escultores Mineiros, Museu Paulo Setubal, Tatuí - SP, Brasil

2011 Escultores Mineiros, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2010 Puras Misturas, Pavilhão das Culturas Brasileiras, São Paulo - SP, Brasil

2009 Ocupando o Espaço, MAB/FAAP - Museu de Arte Brasileira, São Paulo - SP, Brasil

2008 - 2009 Exposição Imaginário do Povo Brasileiro, Restaurante Antiquarius, São Paulo - SP, Brasil

2007 Do tamanho do Brasil - Mostra de Arte Popular, Sesc Paulista, São Paulo - SP, Brasil

2007 Entre dois mares: Bienal São Paulo-Valencia, Convento del Carmo, Valencia, Espanha

2006 Viva Cultura Viva o Povo Brasileiro, Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, São Paulo - SP, Brasil

2006 SOMOS - A Criação Popular Brasileira, Centro Cultural Santander, Porto Alegre - RS, Brasil

2005 Ano do Brasil na França, Carreau du Temple, bairro de Marais, Paris, França

2004 Forma, Cor e Expressão, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo - SP, Brasil

2000 Mostra do Redescobrimento, Fundação Bienal São Paulo, São Paulo - SP, Brasil

2001 Expressão Popular, Centro Cultural Light, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

1999 Gênios Ingênuos 70/80, Brasilia - DF, Brasil

1995 Os herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro, Centro Cultural de Belo Horizonte, Belo Horizonte - MG, Brasil

1995 - 1994 Os herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro, Pinacoteca do Estado de São Paulo - SP, Brasil

1994 Os herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário, Espaço Cultural SOS Sul, Brasília - DF, Brasil

1993 Gente da Terra, Paço das Artes, São Paulo - SP, Brasil

1990 Arca de Noé, Gesto Gráfico Galeria de Arte, Belo Horizonte - MG, Brasil

1987 Brésil, Arts Populaires, Grand Palais, Paris, França

Coleções Públicas

FAOP - Fundação de Arte Ouro Preto, Ouro Preto - MG, Brasil

Museu de Folclore Edison Carneiro, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Centro Cultural de São Francisco, João Pessoa - PB, Brasil

Museu Casa do Pontal, Rio de Janeiro - RJ, Brasil

Publicações Selecionadas

2024 Metamorfoses e Distâncias, Galeria Estação, São Paulo – SP, Brasil

2023 REVERSOS & TRANSVERSOS: artistas fora do eixo (e amigos) nas bienais, Galeria Estação, São Paulo – SP l Brasil

2018 Arte popular brasileira: olhares contemporâneos, Editora WMF Martins Fontes, São Paulo - SP, Brasil

2016 Um certo olhar - Coleção Celma Albuquerque, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2012 Janete Costa “Um Olhar”, Museu Janete Costa de Arte Popular, Niterói - RJ, Brasil

2012 Escultores Mineiros, Galeria Estação, São Paulo - SP, Brasil

2010 Pavilhão das Culturas Brasileiras: Puras Misturas, São Paulo - SP, Brasil

2009 Artur Pereira – Esculturas, Instituto Moreira Salles, São Paulo - SP, Brasil

2007 Encontro Entre Dois Mares: Bienal São Paulo-Valencia, Valencia, Espanha

2007 Do tamanho do Brasil - Mostra de arte popular, Sesc Paulista, São Paulo - SP, Brasil

2007 Viva a Cultura Viva do Povo Brasileiro, Museu Afro Brasil Emanoel Araújo, São Paulo - SP, Brasil

2005 Espaço Brasil: Catálogo, Carreau du Temple, bairro de Marais - Paris, França

2005 Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro-século XX, Lélia Coelho Frota, São Paulo - SP, Brasil

2002 POP Brasil | A Arte popular e o popular na Arte, CCBB - Centro Cultural Banco do Brasil, São Paulo - SP, Brasil

2000 Mostra do Redescobrimento- Brasil 500 anos | Arte Popular, Takano Editora, Brasil

1995 Os Herdeiros da Noite: fragmentos do imaginário negro: 300 anos de Zumbi, Ministério da Cultura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, São Paulo - SP, Brasil 

1988 A mão Afro-Brasileira: Significado da Contribuição Artística e Histórica, Fundação Emílio Odebrecht, São Paulo - SP, Brasil

Fonte: Galeria Estação, “Artur Pereira”. Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.


Artista de Cachoeira do Brumado tem obra exposta em visita virtual | Portal da Cidade Mariana

Obras do escultor cachoeirense Artur Pereira fazem parte da visita virtual “Que mestre é esse?” organizada pelo Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB). A mostra está disponível desde 24 de setembro e pode ser acessada através da página do Facebook da instituição.

A exposição “Que mestre é esse?” estava sendo exibida ao público desde 23 de janeiro quando teve a sua apresentação interrompida devido ao início da pandemia da Covid-19. Por essa razão, a iniciativa do CRAB é uma forma de divulgar e possibilitar que o público conheça as mais de 190 obras, de 62 artistas populares, que mescla a arte com a música brasileira.

Artur Pereira

Nascido em Cachoeira do Brumado, em 11 de fevereiro de 1920, Artur Pereira foi um escultor autodidata cachoeirense e o pioneiro no artesanato em madeira no distrito. Foi ainda durante a infância que o artista teve o seu primeiro contato com a prática de esculpir, quando modelava pequenas figuras em barro.

Antes de trabalhar exclusivamente com as esculturas, sô Artur, como era conhecido, trabalhou, entre outras coisas, como lenhador e carpinteiro. Foi enquanto trabalhava como lenhador que fez a sua primeira peça após esculpir uma gata que morava em seu rancho.

Após ter participado e vencido o concurso de presépios promovido pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), em 1971, seu trabalho conquistou notoriedade e reconhecimento. As suas esculturas já foram expostas em cidades do Brasil e do mundo como Belo Horizonte, Poços de Caldas, Rio de Janeiro, São Paulo, Paris e Nova Iorque.

Em 2020, comemora-se o centenário do nascimento do artista que teve a sua obra marcada pela presença de elementos vivenciados em seu cotidiano rural, como os “bichos”, muitas das vezes frutos da sua imaginação, e os presépios.

Fonte: Portal da Cidade Mariana, “Artista de Cachoeira do Brumado tem obra exposta em visita virtual”. Publicado em 5 de outubro de 2020. Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.


Artur Pereira | Arte Popular do Brasil

Artur Pereira é o mais famoso escultor de Cachoeira do Brumado, distrito de Mariana, Minas Gerais, lugar em que nasceu em 1920. A localidade tem uma longa tradição artesanal ligada, sobretudo, à produção de peças em pedra sabão e de tapetes de pita. Cachoeira também é conhecida pelos vários escultores da madeira que lá vivem e que tem no mestre Artur Pereira sua principal referência.

O mestre Artur Pereira começou a trabalhar desde cedo na roça, ajudava seu pai no trato da tropa de burros. Foi pedreiro, lenhador e carvoeiro. Autodidata, começou a produzir artisticamente em 1960, mas desde pequeno modelava pequenas figuras em barro, em geral presépios. Quando começou a esculpir na madeira, ele colava as partes da peça, como braços e pernas. Mais tarde, em 1968, começou a esculpir em bloco único. Suas obras eram formadas por estranhas composições de homens e animais, cujo estilo se aproximava ao dos ex-votos. Foi nessa época que começaram a surgir os grandes grupos, onças caçadas, presépios, esculpidos no miolo macio troncos de cedro, monoblocos sem emendas. Em 1971, ele ganhou um concurso de presépios realizado em Ouro Preto e sua obra começou a ter uma maior projeção. As peças de Artur Pereira começaram a ser comercializadas nas lojas de artesanato das cidades históricas mineiras, mas aos pouco foi ganhando notoriedade entre os galeristas que trataram de difundir a obra dele por todo o país. Eram peças que apresentavam um estilo próprio e que foi mantido por Artur Pereira durante toda sua vida; um estilo que foi seguido por vários outros escultores de Cachoeira do Brumado, como seu filho José Pereira, Miramar Borges e Adão de Lurdes.

A inspiração para suas obras certamente vinha do meio rural em que viveu. Ele era um homem simples, mas com uma visão muito objetiva sobre o que fazia. Transcreveu para a madeira a sua vivência na roça, o contato com a gente simples e os bichos que habitavam as matas da região e o imaginário do seu povo. Na talha da matriz de Nossa Senhora da Conceição de Cachoeira do Brumado e a forma única de suas colunas devem ter saído, de maneira bastante inconsciente, das colunas barrocas e habitadas por vários personagens desta igreja do século dezoito.

A primeira exposição do artista foi realizada em 1989 no Espaço Cultural Companhia Vale do Rio Doce, Rio de Janeiro-RJ. A partir de então sua obras fez parte de várias exposições individuais e coletivas no Brasil e no exterior, como a exposição Brésil Arts Populaires (Paris, França, 1987), a Mostra do Redescobrimento (Fundação Bienal de São Paulo, 2000), a exposição Artur Pereira – Esculturas (Instituto Moreira Salles, Rio de Janeiro-RJ, 2009) e a exposição Artur Pereira – Esculturas (Centro de Arte Contemporânea e Fotografia – Palácio das Artes, Belo Horizonte-MG, 2010). Possui obras nos acervos das de várias instituições como: o Museu de Folclore Edison Carneiro, RJ; o Centro Cultural de São Francisco, PB e a Casa do Pontal, RJ.

Artur Pereira faleceu em 2003 na mesma localidade onde nasceu.

Fonte: Arte Popular Brasil, “Artur Pereira”. Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.

Crédito fotográfico: Sergio Longo, "Artur Pereira: Um universo rural talhado em madeira". Consultado pela última vez em 12 de março de 2026.

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