Haydéa Lopes (Rio de Janeiro, RJ, 1896 — idem, 1980), conhecida como Haydéa Santiago após casar com o também pintor Manoel Santiago em 1925, foi uma pintora brasileira, tendo sido uma das poucas sobreviventes entre os artistas brasileiros firmados no início do século XX.
Biografia Itaú Cultural
Frequentou cursos livres na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), com Modesto Brocos (1852-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Aperfeiçoa-se ainda com Eliseu Visconti (1866-1944). Entre 1928 e 1932, vive em Paris, onde estuda sob a orientação de Louis-François Biloul (1874-1947) e R. Primet. Participa, na mesma cidade, do Salão dos Artistas Franceses. Integra a Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, desde 1921, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Em 1934, é premiada no Salão Nacional de Belas Artes, evento que substitui a Exposição Geral. Expõe nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, é agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo.
Em 1939, ganha prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, é premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participa do Salão de Outono, em Paris. Integra a mostra Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no Museu Nacional de Belas Artes, em 1950, no Rio de Janeiro, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Em 1971, é convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Análise
Segundo depoimento de Haydéa Santiago ao pesquisador Angyone Costa, a artista pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas. Para ela, como para outros artistas do início do século XX, esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal, devido ao contato direto com o tema. Sob esse aspecto, a obra de Haydéa e de seu esposo Manoel Santiago (1897-1987) pode ser vista como alternativa aos cânones acadêmicos.
Haydéa e seu marido se consideram discípulos de Eliseu Visconti, de quem foram alunos. Em sintonia com esse contato, ou essa filiação, está o interesse por certas soluções impressionistas, como a ausência de contornos nítidos devido à composição por pinceladas justapostas. As pinturas de Haydéa, em particular, transitam entre gêneros variados, do retrato às naturezas-mortas e às cenas urbanas. Essas últimas, em geral, apresentam comentários sobre o cotidiano brasileiro - como feiras, festas e atividades de lazer -, tema constante em toda sua produção.
Em Largo do Boticário, s.d. vê-se uma cena de convívio entre crianças realizada por meio de pinceladas leves, com uma paleta de tons rebaixados. As figuras são apenas sugeridas e a luz incide no ambiente da esquerda para a direita da composição, efeito criado pelo emprego de lilás e verde em proporções distintas.
Críticas
"Sua produção, de nível variado, em seus momentos mais felizes alcança estágio de alta qualidade, num cotejo da pintura contemporânea brasileira. A origem da pintura de Haydéa Santiago é de um nítido ingenuísmo, como se as figuras brotassem de um instrumento hábil, mas intencionalmente estilizador, criando perspectivas novas, com situações de humor e galanteria. Das cenas urbanas às naturezas-mortas, o comportamento da artista varia. Nas primeiras há uma discreta crítica de costumes, na alegria com que retrata personagens envolvidos na vida frívola ou na faina social. No despojamento das naturezas-mortas, há aquela contenção que revela o grande artista, aquele mínimo que contém toda uma ânsia, todo o silêncio da matéria plástica repetindo a vida. Artista de comportamento modesto e discreto, está a pedir, como poucos dos sobreviventes entre os artistas firmados nas primeiras décadas do século, uma revisão do seu melhor, o que a coloca potencialmente entre os melhores pintores do nosso tempo."
Walmir Ayala (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas. Rio de Janeiro, Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Coletivas
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de primeiro grau
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de prata
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - grande medalha de prata
1931 - Paris (França) - Salão dos Artistas Franceses
1932 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão do Núcleo Bernardelli, na Sociedade Sul-Riograndense de Cultura
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes
1934 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de ouro
1935 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão do Núcleo Bernardelli, na Enba
1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes
1939 - Porto Alegre RS - 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul - Medalha de Prata
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1945 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1947 - Paris (França) - Salão de Outono
1948 - Rio de Janeiro RJ - Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes
1949 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1952 - Rio de Janeiro RJ - Um Século de Pintura Brasileira, no MNBA
1953 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1956 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1971 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão de Maio, na Sociedade Brasileira de Belas Artes - Convidada Especial
Exposições Póstumas
1981 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Carnaval: imagens e reflexões, na Acervo Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MMA/RJ
1987 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva com Manuel Santiago, no Hotel Rio Palace
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pesp
Fonte: HAYDEA Santiago. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 22 de Jan. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
---
Biografia Wikipédia
Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde teve aulas com Modesto Brocos e Rodolfo Amoedo, ambos pintores renomados. Fez ainda especialização com Eliseu Visconti posteriormente, de quem se consideraria discípula juntamente com seu futuro marido Manoel Santiago. Teve influência nas mudanças radicais acontecidas no contexto artístico brasileiro entre o século XIX e XX.
Carreira
Participou da Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Durante o período de 1928 a 1932, morou em Paris e estudou sob a orientação de Louís Billoul e R.Primet, colaborando também com o Salão dos Artistas Franceses (1931). Em 1934, de volta ao Brasil, ela foi premiada no Salão Nacional de Belas Artes, e também expôs nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, foi agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo. Já no ano de 1939, ganhou um prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, foi premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participou do Salão de Outono, em Paris. Integrou a mostra Um Século da Pintura Brasileira (1850 -1950) no Museu Nacional de Belas Artes, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Esteve no Salão Nacional de Arte Moderna (1954 a 1966). Em 1971, foi convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Atualmente, possuem obras suas o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a Embaixada do Brasil em Lima, Peru, a Sociedade Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro e vários colecionadores particulares.
Estilo
As pinturas de Haydéa possuem traços impressionistas, tais como ausência de contornos nítidos devido à composição de pinceladas justapostas. Os temas de seus quadros vão de naturezas-mortas à cenas urbanas.
Segundo a própria artista, ela pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas, pois para ela esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal.
José Roberto Teixeira Leite no Dicionário, crítico da pintura no Brasil, escreveu a respeito de Haydéa: "Praticou a paisagem e a figura, a natureza-morta e o gênero, destacando-se por uma execução espontânea, um colorido leve e alegre e um desenho ágil, com forte influência de Visconti e tardos resquícios impressionistas."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 27 de maio de 2018.
Crédito fotográfico: Pintura do retrato de Haidéa por Yvonne Visconti.
Haydéa Lopes (Rio de Janeiro, RJ, 1896 — idem, 1980), conhecida como Haydéa Santiago após casar com o também pintor Manoel Santiago em 1925, foi uma pintora brasileira, tendo sido uma das poucas sobreviventes entre os artistas brasileiros firmados no início do século XX.
Biografia Itaú Cultural
Frequentou cursos livres na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), com Modesto Brocos (1852-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Aperfeiçoa-se ainda com Eliseu Visconti (1866-1944). Entre 1928 e 1932, vive em Paris, onde estuda sob a orientação de Louis-François Biloul (1874-1947) e R. Primet. Participa, na mesma cidade, do Salão dos Artistas Franceses. Integra a Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, desde 1921, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Em 1934, é premiada no Salão Nacional de Belas Artes, evento que substitui a Exposição Geral. Expõe nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, é agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo.
Em 1939, ganha prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, é premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participa do Salão de Outono, em Paris. Integra a mostra Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no Museu Nacional de Belas Artes, em 1950, no Rio de Janeiro, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Em 1971, é convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Análise
Segundo depoimento de Haydéa Santiago ao pesquisador Angyone Costa, a artista pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas. Para ela, como para outros artistas do início do século XX, esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal, devido ao contato direto com o tema. Sob esse aspecto, a obra de Haydéa e de seu esposo Manoel Santiago (1897-1987) pode ser vista como alternativa aos cânones acadêmicos.
Haydéa e seu marido se consideram discípulos de Eliseu Visconti, de quem foram alunos. Em sintonia com esse contato, ou essa filiação, está o interesse por certas soluções impressionistas, como a ausência de contornos nítidos devido à composição por pinceladas justapostas. As pinturas de Haydéa, em particular, transitam entre gêneros variados, do retrato às naturezas-mortas e às cenas urbanas. Essas últimas, em geral, apresentam comentários sobre o cotidiano brasileiro - como feiras, festas e atividades de lazer -, tema constante em toda sua produção.
Em Largo do Boticário, s.d. vê-se uma cena de convívio entre crianças realizada por meio de pinceladas leves, com uma paleta de tons rebaixados. As figuras são apenas sugeridas e a luz incide no ambiente da esquerda para a direita da composição, efeito criado pelo emprego de lilás e verde em proporções distintas.
Críticas
"Sua produção, de nível variado, em seus momentos mais felizes alcança estágio de alta qualidade, num cotejo da pintura contemporânea brasileira. A origem da pintura de Haydéa Santiago é de um nítido ingenuísmo, como se as figuras brotassem de um instrumento hábil, mas intencionalmente estilizador, criando perspectivas novas, com situações de humor e galanteria. Das cenas urbanas às naturezas-mortas, o comportamento da artista varia. Nas primeiras há uma discreta crítica de costumes, na alegria com que retrata personagens envolvidos na vida frívola ou na faina social. No despojamento das naturezas-mortas, há aquela contenção que revela o grande artista, aquele mínimo que contém toda uma ânsia, todo o silêncio da matéria plástica repetindo a vida. Artista de comportamento modesto e discreto, está a pedir, como poucos dos sobreviventes entre os artistas firmados nas primeiras décadas do século, uma revisão do seu melhor, o que a coloca potencialmente entre os melhores pintores do nosso tempo."
Walmir Ayala (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas. Rio de Janeiro, Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Coletivas
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de primeiro grau
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de prata
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - grande medalha de prata
1931 - Paris (França) - Salão dos Artistas Franceses
1932 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão do Núcleo Bernardelli, na Sociedade Sul-Riograndense de Cultura
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes
1934 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de ouro
1935 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão do Núcleo Bernardelli, na Enba
1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes
1939 - Porto Alegre RS - 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul - Medalha de Prata
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1945 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1947 - Paris (França) - Salão de Outono
1948 - Rio de Janeiro RJ - Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes
1949 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1952 - Rio de Janeiro RJ - Um Século de Pintura Brasileira, no MNBA
1953 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1956 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1971 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão de Maio, na Sociedade Brasileira de Belas Artes - Convidada Especial
Exposições Póstumas
1981 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Carnaval: imagens e reflexões, na Acervo Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MMA/RJ
1987 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva com Manuel Santiago, no Hotel Rio Palace
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pesp
Fonte: HAYDEA Santiago. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 22 de Jan. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia Wikipédia
Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde teve aulas com Modesto Brocos e Rodolfo Amoedo, ambos pintores renomados. Fez ainda especialização com Eliseu Visconti posteriormente, de quem se consideraria discípula juntamente com seu futuro marido Manoel Santiago. Teve influência nas mudanças radicais acontecidas no contexto artístico brasileiro entre o século XIX e XX.
Carreira
Participou da Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Durante o período de 1928 a 1932, morou em Paris e estudou sob a orientação de Louís Billoul e R.Primet, colaborando também com o Salão dos Artistas Franceses (1931). Em 1934, de volta ao Brasil, ela foi premiada no Salão Nacional de Belas Artes, e também expôs nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, foi agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo. Já no ano de 1939, ganhou um prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, foi premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participou do Salão de Outono, em Paris. Integrou a mostra Um Século da Pintura Brasileira (1850 -1950) no Museu Nacional de Belas Artes, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Esteve no Salão Nacional de Arte Moderna (1954 a 1966). Em 1971, foi convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Atualmente, possuem obras suas o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a Embaixada do Brasil em Lima, Peru, a Sociedade Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro e vários colecionadores particulares.
Estilo
As pinturas de Haydéa possuem traços impressionistas, tais como ausência de contornos nítidos devido à composição de pinceladas justapostas. Os temas de seus quadros vão de naturezas-mortas à cenas urbanas.
Segundo a própria artista, ela pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas, pois para ela esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal.
José Roberto Teixeira Leite no Dicionário, crítico da pintura no Brasil, escreveu a respeito de Haydéa: "Praticou a paisagem e a figura, a natureza-morta e o gênero, destacando-se por uma execução espontânea, um colorido leve e alegre e um desenho ágil, com forte influência de Visconti e tardos resquícios impressionistas."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 27 de maio de 2018.
Crédito fotográfico: Pintura do retrato de Haidéa por Yvonne Visconti.
Haydéa Lopes (Rio de Janeiro, RJ, 1896 — idem, 1980), conhecida como Haydéa Santiago após casar com o também pintor Manoel Santiago em 1925, foi uma pintora brasileira, tendo sido uma das poucas sobreviventes entre os artistas brasileiros firmados no início do século XX.
Biografia Itaú Cultural
Frequentou cursos livres na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), com Modesto Brocos (1852-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Aperfeiçoa-se ainda com Eliseu Visconti (1866-1944). Entre 1928 e 1932, vive em Paris, onde estuda sob a orientação de Louis-François Biloul (1874-1947) e R. Primet. Participa, na mesma cidade, do Salão dos Artistas Franceses. Integra a Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, desde 1921, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Em 1934, é premiada no Salão Nacional de Belas Artes, evento que substitui a Exposição Geral. Expõe nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, é agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo.
Em 1939, ganha prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, é premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participa do Salão de Outono, em Paris. Integra a mostra Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no Museu Nacional de Belas Artes, em 1950, no Rio de Janeiro, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Em 1971, é convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Análise
Segundo depoimento de Haydéa Santiago ao pesquisador Angyone Costa, a artista pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas. Para ela, como para outros artistas do início do século XX, esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal, devido ao contato direto com o tema. Sob esse aspecto, a obra de Haydéa e de seu esposo Manoel Santiago (1897-1987) pode ser vista como alternativa aos cânones acadêmicos.
Haydéa e seu marido se consideram discípulos de Eliseu Visconti, de quem foram alunos. Em sintonia com esse contato, ou essa filiação, está o interesse por certas soluções impressionistas, como a ausência de contornos nítidos devido à composição por pinceladas justapostas. As pinturas de Haydéa, em particular, transitam entre gêneros variados, do retrato às naturezas-mortas e às cenas urbanas. Essas últimas, em geral, apresentam comentários sobre o cotidiano brasileiro - como feiras, festas e atividades de lazer -, tema constante em toda sua produção.
Em Largo do Boticário, s.d. vê-se uma cena de convívio entre crianças realizada por meio de pinceladas leves, com uma paleta de tons rebaixados. As figuras são apenas sugeridas e a luz incide no ambiente da esquerda para a direita da composição, efeito criado pelo emprego de lilás e verde em proporções distintas.
Críticas
"Sua produção, de nível variado, em seus momentos mais felizes alcança estágio de alta qualidade, num cotejo da pintura contemporânea brasileira. A origem da pintura de Haydéa Santiago é de um nítido ingenuísmo, como se as figuras brotassem de um instrumento hábil, mas intencionalmente estilizador, criando perspectivas novas, com situações de humor e galanteria. Das cenas urbanas às naturezas-mortas, o comportamento da artista varia. Nas primeiras há uma discreta crítica de costumes, na alegria com que retrata personagens envolvidos na vida frívola ou na faina social. No despojamento das naturezas-mortas, há aquela contenção que revela o grande artista, aquele mínimo que contém toda uma ânsia, todo o silêncio da matéria plástica repetindo a vida. Artista de comportamento modesto e discreto, está a pedir, como poucos dos sobreviventes entre os artistas firmados nas primeiras décadas do século, uma revisão do seu melhor, o que a coloca potencialmente entre os melhores pintores do nosso tempo."
Walmir Ayala (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas. Rio de Janeiro, Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Coletivas
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de primeiro grau
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de prata
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - grande medalha de prata
1931 - Paris (França) - Salão dos Artistas Franceses
1932 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão do Núcleo Bernardelli, na Sociedade Sul-Riograndense de Cultura
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes
1934 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de ouro
1935 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão do Núcleo Bernardelli, na Enba
1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes
1939 - Porto Alegre RS - 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul - Medalha de Prata
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1945 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1947 - Paris (França) - Salão de Outono
1948 - Rio de Janeiro RJ - Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes
1949 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1952 - Rio de Janeiro RJ - Um Século de Pintura Brasileira, no MNBA
1953 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1956 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1971 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão de Maio, na Sociedade Brasileira de Belas Artes - Convidada Especial
Exposições Póstumas
1981 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Carnaval: imagens e reflexões, na Acervo Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MMA/RJ
1987 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva com Manuel Santiago, no Hotel Rio Palace
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pesp
Fonte: HAYDEA Santiago. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 22 de Jan. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia Wikipédia
Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde teve aulas com Modesto Brocos e Rodolfo Amoedo, ambos pintores renomados. Fez ainda especialização com Eliseu Visconti posteriormente, de quem se consideraria discípula juntamente com seu futuro marido Manoel Santiago. Teve influência nas mudanças radicais acontecidas no contexto artístico brasileiro entre o século XIX e XX.
Carreira
Participou da Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Durante o período de 1928 a 1932, morou em Paris e estudou sob a orientação de Louís Billoul e R.Primet, colaborando também com o Salão dos Artistas Franceses (1931). Em 1934, de volta ao Brasil, ela foi premiada no Salão Nacional de Belas Artes, e também expôs nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, foi agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo. Já no ano de 1939, ganhou um prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, foi premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participou do Salão de Outono, em Paris. Integrou a mostra Um Século da Pintura Brasileira (1850 -1950) no Museu Nacional de Belas Artes, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Esteve no Salão Nacional de Arte Moderna (1954 a 1966). Em 1971, foi convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Atualmente, possuem obras suas o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a Embaixada do Brasil em Lima, Peru, a Sociedade Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro e vários colecionadores particulares.
Estilo
As pinturas de Haydéa possuem traços impressionistas, tais como ausência de contornos nítidos devido à composição de pinceladas justapostas. Os temas de seus quadros vão de naturezas-mortas à cenas urbanas.
Segundo a própria artista, ela pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas, pois para ela esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal.
José Roberto Teixeira Leite no Dicionário, crítico da pintura no Brasil, escreveu a respeito de Haydéa: "Praticou a paisagem e a figura, a natureza-morta e o gênero, destacando-se por uma execução espontânea, um colorido leve e alegre e um desenho ágil, com forte influência de Visconti e tardos resquícios impressionistas."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 27 de maio de 2018.
Crédito fotográfico: Pintura do retrato de Haidéa por Yvonne Visconti.
Haydéa Lopes (Rio de Janeiro, RJ, 1896 — idem, 1980), conhecida como Haydéa Santiago após casar com o também pintor Manoel Santiago em 1925, foi uma pintora brasileira, tendo sido uma das poucas sobreviventes entre os artistas brasileiros firmados no início do século XX.
Biografia Itaú Cultural
Frequentou cursos livres na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), com Modesto Brocos (1852-1936) e Rodolfo Amoedo (1857-1941). Aperfeiçoa-se ainda com Eliseu Visconti (1866-1944). Entre 1928 e 1932, vive em Paris, onde estuda sob a orientação de Louis-François Biloul (1874-1947) e R. Primet. Participa, na mesma cidade, do Salão dos Artistas Franceses. Integra a Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, desde 1921, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Em 1934, é premiada no Salão Nacional de Belas Artes, evento que substitui a Exposição Geral. Expõe nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, é agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo.
Em 1939, ganha prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, é premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participa do Salão de Outono, em Paris. Integra a mostra Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no Museu Nacional de Belas Artes, em 1950, no Rio de Janeiro, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Em 1971, é convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Análise
Segundo depoimento de Haydéa Santiago ao pesquisador Angyone Costa, a artista pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas. Para ela, como para outros artistas do início do século XX, esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal, devido ao contato direto com o tema. Sob esse aspecto, a obra de Haydéa e de seu esposo Manoel Santiago (1897-1987) pode ser vista como alternativa aos cânones acadêmicos.
Haydéa e seu marido se consideram discípulos de Eliseu Visconti, de quem foram alunos. Em sintonia com esse contato, ou essa filiação, está o interesse por certas soluções impressionistas, como a ausência de contornos nítidos devido à composição por pinceladas justapostas. As pinturas de Haydéa, em particular, transitam entre gêneros variados, do retrato às naturezas-mortas e às cenas urbanas. Essas últimas, em geral, apresentam comentários sobre o cotidiano brasileiro - como feiras, festas e atividades de lazer -, tema constante em toda sua produção.
Em Largo do Boticário, s.d. vê-se uma cena de convívio entre crianças realizada por meio de pinceladas leves, com uma paleta de tons rebaixados. As figuras são apenas sugeridas e a luz incide no ambiente da esquerda para a direita da composição, efeito criado pelo emprego de lilás e verde em proporções distintas.
Críticas
"Sua produção, de nível variado, em seus momentos mais felizes alcança estágio de alta qualidade, num cotejo da pintura contemporânea brasileira. A origem da pintura de Haydéa Santiago é de um nítido ingenuísmo, como se as figuras brotassem de um instrumento hábil, mas intencionalmente estilizador, criando perspectivas novas, com situações de humor e galanteria. Das cenas urbanas às naturezas-mortas, o comportamento da artista varia. Nas primeiras há uma discreta crítica de costumes, na alegria com que retrata personagens envolvidos na vida frívola ou na faina social. No despojamento das naturezas-mortas, há aquela contenção que revela o grande artista, aquele mínimo que contém toda uma ânsia, todo o silêncio da matéria plástica repetindo a vida. Artista de comportamento modesto e discreto, está a pedir, como poucos dos sobreviventes entre os artistas firmados nas primeiras décadas do século, uma revisão do seu melhor, o que a coloca potencialmente entre os melhores pintores do nosso tempo."
Walmir Ayala (AYALA, Walmir. O Brasil por seus artistas. Rio de Janeiro, Círculo do Livro, s.d.)
Exposições Coletivas
1921 - Rio de Janeiro RJ - 28ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1922 - Rio de Janeiro RJ - 29ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba
1923 - Rio de Janeiro RJ - 30ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de segundo grau
1924 - Rio de Janeiro RJ - 31ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - menção honrosa de primeiro grau
1925 - Rio de Janeiro RJ - 32ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - medalha de bronze
1926 - Rio de Janeiro RJ - 33ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - pequena medalha de prata
1927 - Rio de Janeiro RJ - 34ª Exposição Geral de Belas Artes, na Enba - grande medalha de prata
1931 - Paris (França) - Salão dos Artistas Franceses
1932 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão do Núcleo Bernardelli, na Sociedade Sul-Riograndense de Cultura
1933 - Rio de Janeiro RJ - 40ª Exposição Geral de Belas Artes, na Escola de Belas Artes
1934 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Belas Artes - medalha de ouro
1935 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão do Núcleo Bernardelli, na Enba
1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1937 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Belas Artes
1939 - Porto Alegre RS - 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul - Medalha de Prata
1940 - São Paulo SP - 7º Salão Paulista de Belas Artes, no Salão de Arte Almeida Júnior da Prefeitura Municipal de São Paulo - pequena medalha de prata
1942 - São Paulo SP - 8º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1944 - Rio de Janeiro RJ - 50º Salão Nacional de Belas Artes, no MNBA
1945 - São Paulo SP - 11º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1947 - Paris (França) - Salão de Outono
1948 - Rio de Janeiro RJ - Salão da Sociedade Brasileira de Belas Artes
1949 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1949 - São Paulo SP - 15º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia
1950 - Rio de Janeiro RJ - Um Século da Pintura Brasileira: 1850-1950, no MNBA
1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon
1952 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1952 - Rio de Janeiro RJ - Um Século de Pintura Brasileira, no MNBA
1953 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1956 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal de Belas Artes
1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão Nacional de Arte Moderna
1971 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão de Maio, na Sociedade Brasileira de Belas Artes - Convidada Especial
Exposições Póstumas
1981 - Rio de Janeiro RJ - Universo do Carnaval: imagens e reflexões, na Acervo Galeria de Arte
1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MMA/RJ
1987 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva com Manuel Santiago, no Hotel Rio Palace
2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, na Pesp
Fonte: HAYDEA Santiago. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2017. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 22 de Jan. 2017. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia Wikipédia
Estudou na Escola Nacional de Belas Artes (Enba), onde teve aulas com Modesto Brocos e Rodolfo Amoedo, ambos pintores renomados. Fez ainda especialização com Eliseu Visconti posteriormente, de quem se consideraria discípula juntamente com seu futuro marido Manoel Santiago. Teve influência nas mudanças radicais acontecidas no contexto artístico brasileiro entre o século XIX e XX.
Carreira
Participou da Exposição Geral de Belas Artes (Egba), no Rio de Janeiro, recebendo prêmios entre 1923 e 1927. Durante o período de 1928 a 1932, morou em Paris e estudou sob a orientação de Louís Billoul e R.Primet, colaborando também com o Salão dos Artistas Franceses (1931). Em 1934, de volta ao Brasil, ela foi premiada no Salão Nacional de Belas Artes, e também expôs nos Salões do Núcleo Bernardelli em 1932 e 1935. Em 1936, foi agraciada no 4º Salão Paulista de Belas Artes, em São Paulo. Já no ano de 1939, ganhou um prêmio no 1º Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, e, no ano seguinte, foi premiada no 7º Salão Paulista de Belas Artes. Em 1947, participou do Salão de Outono, em Paris. Integrou a mostra Um Século da Pintura Brasileira (1850 -1950) no Museu Nacional de Belas Artes, e a 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951. Esteve no Salão Nacional de Arte Moderna (1954 a 1966). Em 1971, foi convidada especial do 6º Salão de Maio, realizado na Sociedade Brasileira de Belas Artes, na mesma cidade.
Atualmente, possuem obras suas o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, a Embaixada do Brasil em Lima, Peru, a Sociedade Brasileira de Belas Artes do Rio de Janeiro e vários colecionadores particulares.
Estilo
As pinturas de Haydéa possuem traços impressionistas, tais como ausência de contornos nítidos devido à composição de pinceladas justapostas. Os temas de seus quadros vão de naturezas-mortas à cenas urbanas.
Segundo a própria artista, ela pinta ao ar livre como forma de oposição à pintura de ateliê e às convenções acadêmicas, pois para ela esse tipo de pintura permite uma arte mais pessoal.
José Roberto Teixeira Leite no Dicionário, crítico da pintura no Brasil, escreveu a respeito de Haydéa: "Praticou a paisagem e a figura, a natureza-morta e o gênero, destacando-se por uma execução espontânea, um colorido leve e alegre e um desenho ágil, com forte influência de Visconti e tardos resquícios impressionistas."
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 27 de maio de 2018.
Crédito fotográfico: Pintura do retrato de Haidéa por Yvonne Visconti.