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Iuri Sarmento Silveira (1969, Montes Claros, Brasil), mais conhecido como Iuri Sarmento, é um pintor brasileiro. Conhecido por sua estética pop-barroca que funde referências do barroco luso-brasileiro com elementos contemporâneos. Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard, em Belo Horizonte, Sarmento desenvolveu uma linguagem visual marcada por cores vibrantes, ornamentos, florais e padrões inspirados na azulejaria portuguesa e na cultura popular brasileira. Viveu por muitos anos em Salvador, onde absorveu intensamente o universo colonial e religioso do Nordeste, elementos fundamentais em sua poética. Sua obra dialoga com o passado e o presente por meio de composições detalhistas que evocam o sagrado, o profano, o cotidiano e o exuberante, fundindo referências eruditas e populares. Participou de exposições no Brasil, Portugal, Espanha, Argentina e França — como na Galerie Agnès Monplaisir, em Paris. Em 2024, foi tema da retrospectiva “Suíte Barroca”, no Farol Santander, em São Paulo. Atualmente, vive e trabalha em São Paulo, sendo reconhecido como um dos principais representantes da estética barroca contemporânea no cenário artístico brasileiro.
Iuri Sarmento | Arremate Arte
Iuri Sarmento nasceu em 1969, na cidade de Montes Claros, no interior de Minas Gerais, e desde cedo demonstrou uma sensibilidade aguçada para as artes visuais. Sua formação em Artes Plásticas pela prestigiada Escola Guignard, em Belo Horizonte, foi o ponto de partida de uma trajetória marcada por uma fusão original entre tradição e contemporaneidade. Ao longo dos anos, Sarmento construiu uma obra pictórica profundamente conectada à herança visual do barroco luso-brasileiro, mas reinterpretada por uma ótica pop e vibrante, carregada de cor, textura e emoção.
Radicado por muitos anos em Salvador, Bahia, o artista absorveu intensamente as influências da arquitetura colonial, das cerâmicas e da azulejaria portuguesa, elementos que se tornaram constantes em suas composições. Essa vivência no Nordeste brasileiro o aproximou ainda mais das expressões populares e religiosas do barroco, ao mesmo tempo em que lhe permitiu experimentar a exuberância da cultura local. Sarmento não apenas incorpora esses elementos em sua produção, mas os transforma em dispositivos visuais para a criação de um vocabulário artístico próprio — feito de brilhos e opacidades, florais e padrões geométricos, sobreposições e contrastes inesperados.
Ao longo de sua carreira, o artista participou de inúmeras exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, com destaque para mostras em Portugal, Espanha, Argentina e, mais recentemente, em Paris, na conceituada Galerie Agnès Monplaisir. Sua presença internacional reforça o alcance universal de sua poética, ao mesmo tempo em que reafirma sua profunda brasilidade. Em 2024, sua obra ganhou uma retrospectiva significativa com a exposição “Suíte Barroca”, realizada no Farol Santander, em São Paulo. A mostra apresentou 35 obras que percorreram as fases distintas de sua trajetória, reafirmando o poder narrativo e estético de seu trabalho.
A pintura de Iuri Sarmento é uma celebração do excesso, do detalhe e da memória afetiva. Suas composições pop-barrocas evocam um tempo híbrido, onde o passado colonial, o sagrado e o profano, o kitsch e o erudito coexistem em harmonia visual. Cada tela é uma coreografia de signos visuais que instiga o olhar e propõe uma nova leitura sobre o Brasil, suas camadas históricas e culturais. O artista se mostra, assim, como um tradutor contemporâneo de símbolos que atravessam séculos, estabelecendo pontes entre o que foi, o que é e o que pode ser.
Atualmente, Iuri Sarmento vive e trabalha em São Paulo.
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Iuri Sarmento | Itaú Cultural
Iuri Sarmento Silveira (Montes Claros, Minas Gerais, 1969). Pintor. Formado em artes plásticas pela Escola Guignard, Belo Horizonte. Em suas obras, utiliza padrões e estamparias integrando vários estilos - renascentista, barroco, rococó e art noveau - e dando ênfase à ornamentação e à forma.
Críticas
"Se a investigação histórica determina a base de ação do artista, a arte popular é a vereda na qual ela elabora um rico e diversificado discurso. Há, nessas obras, um estranho colorido, vibrante como uma catedral sob o trópico. As figuras de cordel com um tratamento pop que as transforma em curiosos personagens atemporais, extraídas de iluminuras medievais, santinhos populares ou revistas em quadrinhos. Os seus ornatos arquitetônicos, barroco reinventado, recusam a obviedade da arquitetura racionalista modernista e investem na apologia do alegórico, orgia visual que explode pelas ruas e pelas catedrais da Bahia, como um Gaudí fascinado pelo erótico colorido da nossa primeira capital, mãe da beleza brasileira.
O Pleno domínio dos meios e a clareza de seu pensamento permitem ao artista a aproximação com o rídiculo, fazendo dessa tangência um exercício de prazer e de libertação. A recuperação do ideário romântico incorpora aspectos supostamente piegas e faz do sacro e do profano agentes de uma mesma ideologia da paixão, na qual cada pedaço de tela adquire a conotação de 'fragmentos de um discurso amoroso'. A noção de puzzle não se limita à estruturação técnica da obra do artista; ela direciona o seu conceito e orienta a sua razão" — Marcus Lontra Costa - Recife, agosto, 1999 (Sarmento, Iuri. Pinturas. Apresentação Marcus de Lontra Costa; fotografia Claudiomar Gonçalves. Salvador: MAM, 1999, p. [4-5]).
"A sua personalidade é o ingrediente de sua criação, vivência de paixão humana cujas imagens internas estão expressas na linguagem de cada tela, num retrato da sua experiência no perceber, sentir, pensar e viver.
Sua arte è contemporânea, rica em resgates sócio culturais, dinâmica na composição de imagens, histórica no desenho dos mosaicos, barroca na diversidade de coloridos, sedutoras e atemporal nas figuras humanas, eróticas e românticas no resgate do ideários popular, paradoxos compreendidos e experimentados com complexidade na representação e produção de sua obra.
A autenticidade e liberdade da sua criação artística incorpora a poética das formas, a composição estética barroca, ícones profanos e sagrados.
Padrões e estamparias expressam provocante e inabalável.
Desafiando todos os preceitos e tendências disponíveis, cria uma realidade cuja compreensão e percepção, transforma continuamente a existência real, articulada somente pelos sentidos.
Os significados e valores englobados na sua arte solicitam a imaginação humana, a investigação poética, a visão humanista e filosófica pelo poder das imagens criadas, pelo formato dos conceitos produzidos.
Sua obra de arte transcende entre o particular e o universal da experiência humana, que a nós é apresentada em um conjunto de símbolos, apreendidos entre a razão e o sonho dimensionados pela sua vivência inocente" — Viviane Marques (Sarmento, Iuri. Iuri Sarmento. Texto Viviane Marques. Belo Horizonte : Celma Albuquerque Galeria de Arte, 2001, p.1).
Exposições Individuais
1992 - Belo Horizonte MG - Individual, na Sala Corpo de Exposições
1999 - Salvador BA - Iuri Sarmento: pinturas, no MAM/BA
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Celma Albuquerque Galeria de Arte
Exposições Coletivas
1991 - Belo Horizonte MG - Litogravuras, no Centro de Cultura de Belo Horizonte
1991 - Belo Horizonte MG - 23º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP
1992 - Belo Horizonte MG - Utopias Contemporâneas, na Fundação Clovis Salgado. Palácio das Artes
1993 - Belo Horizonte MG - O Inconsciente Freudiano e o Nosso, no Minas Centro
1994 - Salvador BA - 1º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1995 - Belo Horizonte MG - Oito, na UFMG. Centro Cultural
1995 - Salvador BA - 2º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - 4º Salão MAM-Bahia, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - Um Brinde ao Café, no Cafelier. Atelier Maria Adir
1998 - Porto (Portugal) - Pintura Contemporânea Baiana, na Cooperativa Árvore
1998 - Salvador BA - 5º Salão da Bahia, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Pintura Contemporânea Baiana, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Tropicália 30 Anos: 40 artistas baianos, no MAM/BA
1999 - Belo Horizonte MG - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, no Itaú Cultural
1999 - Brasília DF - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Penápolis SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Curitiba PR - Arte-Arte Salvador 450 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
1999 - Recife PE - Pintura Contemporânea Baiana, no Mamam
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
1999 - Salinas da Margarida BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, MAM/BA
1999 - Salvador BA - 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra
1999 - Salvador BA - 6º Salão da Bahia, no MAM/BA
1999 - Salvador BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no MAM/BA
2000 - Cartagena (Espanha) - 5 Artistas Contemporáneo, no Centro Cultural Ramon Alonso Luzzy
2000 - Salvador BA - Beth Sousa, Caetano Dias, Iuri Sarmento, Paulo Pereira, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2000 - São Paulo SP - Investigações. Rumos Visuais 1, no Itaú Cultural
2001 - Leiria (Portugal) - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, na Galeria57 - arte contemporânea
2001 - Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Santander Cultural
2001 - Salvador BA - Beth Souza, Caetano Dias, Stella Carrozzo, Paulo Pereira, Iuri Sarmento, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2001 - Salvador BA - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, no MAM/BA
2003 - Recife PE - Salão da Bahia 1994 - 2002, na Fundação Joaquim Nabuco
Fonte: IURI Sarmento. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Iuri Sarmento | Prêmio PIPA
Textos críticos
“Barroco Reinventado”
Por Solange Farkas, curadora e diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia.
Nas suas pinturas, Iuri pratica, quase que gradualmente, a transição da sensualidade de cores e texturas para uma figuração que referencia a própria história da arte, mesclada de experiências pessoais. No rico imaginário barrocos de suas obras estão presentes técnicas de confecção de porcelanas, azulejos e bordados, alguns estampados com a imagem da azulejaria azul e branca do barroco português ou com fragmentos pictóricos de ícones da pintura universal.
Suas pinturas são verdadeiras colagens. Suas composições pop-barroco elogiam o excesso e a saturação. Somam-se à justaposição de cores improváveis, uma infinidade de texturas e detalhes diferentes – brilhantes e opacos, listras e bolas, flores e figuras geométricas -, formando um excepcional vocabulário de efeitos pictóricos.
Cada uma das obras expostas suscita questões plásticas singulares. Em algumas, Iuri deixa aparente sua paixão pelos ornamentos e sua incrível capacidade de conjugar formas geométricas com formas orgânicas: azulejos e barras ornamentais passeiam entre as bordas e os primeiros planos de suas composições carregadas de forte conotação barroco-cristã.
Sua obra investiga também a utilização do corpo humano e da moda como elemento estético. Estrategicamente instaladas no meio do espaço expositivo, as obras “Sem título”, conjunto de vestes femininas pertencentes ao acervo do MAM, denotam um trabalho minucioso, rico em cores e detalhes, que constitui a linguagem híbrida entre moda e escultura característica de sua produção artística.
Nesta individual, Iuri Sarmento expõe uma série de esculturas de louças coladas umas às outras, produzidas com pedaços de objetos utilizados no cotidiano como xícaras, bules, canecas. Um ajuntamento aparentemente imprevisível que estabelece um íntimo diálogo híbrido com sua pintura, como se uma linguagem avançasse no limite da outra.
Apesar de remeter ao barroco, seu trabalho adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de cores, formas e informações. A densidade simbólica do artista chega a escandalizar os espectadores, mas, ao mesmo tempo, é responsável pela sua evidente projeção no circuito das artes.
Currículo
Mostras coletivas
2006
Coletiva Olhar Contemporâneo
Galeria Paulo Darzé
2005
Projeto Bahia e Buenos Aires BA e BA
Museo de Bellas Artes de la Boca “Benito Quinquela Martin”
Projéteis Contemporâneos
Rede Nacional de Artes Visuais
EMERGÊNCIAS
FUNARTE Museu Capanema Rio de Janeiro/RJ
2003
Exposição coletiva – Posições 02
Goethe Insitut – Salvador/BA
2002
Pintura Baiana na Casa Arvore
Porto – Portugal
2001
Pintura Contemporânea Brasil Portugal
Leiria – Portugal
Terceira edição Bienal do MERCOSUL
Porto Alegre
2000
Biombos Portugueses no Brasil
Comemoração dos 500 anos do descobrimento MAB / Salvador/BA
Bahia Ahora Coletiva Projeto Lamar de Músicas/ Espanha
Projetos Rumos Culturais
Exposições em São Paulo, Pelotas, Brasília, Belo Horizonte
I Projetos Rumos Visuais (investigações)
Pintura: repertórios alternativos
São Paulo Itaú Cultural
1999
Pintura Contemporânea Baiana
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães
Recife/PE
1998
V Salão MAN Museu de Arte Moderna
Salvador/BA
Tropicália 30 Anos
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1997
IV Salão MAM
Museu de Arte Moderna, Salvador, Bahia, Brasil
(Premiação)
Exposição Coletiva “Oito”
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
1994
I Salão MAM
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1993
O inconsciente Freudiano e o nosso
Belo Horizonte/MG
1991
XXIII Salão Nacional de Arte do Museu de Arte Moderna
Belo Horizonte/MG
Utopias contemporâneas e ícones da utopia
Palácio das Artes, Belo Horizonte/MG
Litogravuras
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
Fonte: Prêmio PIPA. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
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De Montes Claros para o mundo | O Norte de Minas
Iuri Sarmento iniciou sua carreira nas artes plásticas aos 23 anos, em Belo Horizonte, onde se formou pela Escola de Artes Guignard. O norte-mineiro se especializou em pintura contemporânea, história da arte e técnicas em gravuras, além de vários cursos complementares.
Iuri tem obras em diversas coleções importantes e acervos de museus. Ele possui ainda, clientes espalhados pelos quatro cantos do mundo. Em entrevista a O NORTE, ele fala sobre prestígio nacional e seus planos.
Fale de sua infância e adolescência em Montes Claros e quando começou a se interessar por arte.
Foi definitivamente muito rica e só tenho boas recordações. Meus pais foram de extrema importância, pois sempre me incentivaram ao máximo a desenvolver meus dons artísticos. Logo cedo, bem pequeno, comecei a me interessar pela pintura. Maria Clara Mariani, avó da minha prima e companheira de infância de Laura Eugênia, é uma grande pintora e dava aulas de pintura para mim, para os meus irmãos e primos. Eu adorava! Foi com certeza minha primeira mestra e incentivadora. Ela também sempre falava que quando eu fosse para a faculdade iria estudar na escola Guignard em Belo Horizonte, e assim foi.
Como seu trabalho começa?
De várias formas. Normalmente uma criação vem logo seguida de outra, o exercício diário da disciplina sempre aponta um novo trabalho. Às vezes quando é alguma encomenda, a troca com o cliente é muito especial, conheço um pouco da personalidade, mostro várias imagens dos meus trabalhos e assim vou conhecendo um pouco do universo e logo vem a imagem.
Quais são suas principais influências? Que artista você considera importante e por quê?
O mundo como um todo. Estar aberto a todas as informações, o viver diário, o observar a tudo e a todos, a rua, a cultura, o povo, a história, o olhar sempre aberto em constante busca pelo novo, por estar sempre se reinventando. Gosto muito dos pintores da renascença, do barroco, dos impressionistas, da arte moderna e amo arte contemporânea.
Montes Claros, Salvador, São Paulo... Conte um pouco de cada experiência nessas cidades.
Montes Claros, minha cidade querida, cidade da minha infância e adolescência, onde aprendi muitas coisas importantes. Cidade das minhas origens, do meu coração. Sempre estará nas minhas lembranças, onde cresci livre, aprendi os verdadeiros valores da família, da educação, muito rica culturalmente, minhas primeiras referências, minha raiz. Salvador é minha cidade do coração, local que me recebeu de braços abertos, me acolheu, me ajudou a amadurecer, onde me mostrou um pouco mais deste nosso Brasil. Que deu luz e cor a minha obra. Cidade de uma riqueza sem igual, de um povo caloroso, onde conheci varias pessoas maravilhosas, que me pegaram pela mão e me ajudaram a chegar onde estou hoje. São Paulo está sendo minha nova paixão. Digo que hoje, me sinto um adolescente, descobrindo a “pauliceia”. Estou ainda chegando, mesmo estando há 2 anos, ainda conhecendo a cidade. Tenho muito a descobrir, mas muitas coisas boas já aconteceram. Fiz minha primeira exposição individual, no fim do ano passado e estou trabalhando com uma ótima galeria. Sinto que vem muita coisa boa por ai.
Que tipo de coisa chama sua atenção no mundo?
De tudo um pouco, sou super curioso e gosto de estar atento a todas as novidades, claro que especialmente amo as artes.
Que experiências com arte foram importantes para você?
Trabalhei dando aula de pintura contemporânea nas oficinas do museu de arte moderna, Solar do Unhão em Salvador. Foi uma das experiências mais enriquecedoras, a troca com os alunos foi de uma importância sem igual, jamais vou esquecer.
Fonte: O Norte de Minas. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Alô Alô Bahia. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
Iuri Sarmento Silveira (1969, Montes Claros, Brasil), mais conhecido como Iuri Sarmento, é um pintor brasileiro. Conhecido por sua estética pop-barroca que funde referências do barroco luso-brasileiro com elementos contemporâneos. Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard, em Belo Horizonte, Sarmento desenvolveu uma linguagem visual marcada por cores vibrantes, ornamentos, florais e padrões inspirados na azulejaria portuguesa e na cultura popular brasileira. Viveu por muitos anos em Salvador, onde absorveu intensamente o universo colonial e religioso do Nordeste, elementos fundamentais em sua poética. Sua obra dialoga com o passado e o presente por meio de composições detalhistas que evocam o sagrado, o profano, o cotidiano e o exuberante, fundindo referências eruditas e populares. Participou de exposições no Brasil, Portugal, Espanha, Argentina e França — como na Galerie Agnès Monplaisir, em Paris. Em 2024, foi tema da retrospectiva “Suíte Barroca”, no Farol Santander, em São Paulo. Atualmente, vive e trabalha em São Paulo, sendo reconhecido como um dos principais representantes da estética barroca contemporânea no cenário artístico brasileiro.
Iuri Sarmento | Arremate Arte
Iuri Sarmento nasceu em 1969, na cidade de Montes Claros, no interior de Minas Gerais, e desde cedo demonstrou uma sensibilidade aguçada para as artes visuais. Sua formação em Artes Plásticas pela prestigiada Escola Guignard, em Belo Horizonte, foi o ponto de partida de uma trajetória marcada por uma fusão original entre tradição e contemporaneidade. Ao longo dos anos, Sarmento construiu uma obra pictórica profundamente conectada à herança visual do barroco luso-brasileiro, mas reinterpretada por uma ótica pop e vibrante, carregada de cor, textura e emoção.
Radicado por muitos anos em Salvador, Bahia, o artista absorveu intensamente as influências da arquitetura colonial, das cerâmicas e da azulejaria portuguesa, elementos que se tornaram constantes em suas composições. Essa vivência no Nordeste brasileiro o aproximou ainda mais das expressões populares e religiosas do barroco, ao mesmo tempo em que lhe permitiu experimentar a exuberância da cultura local. Sarmento não apenas incorpora esses elementos em sua produção, mas os transforma em dispositivos visuais para a criação de um vocabulário artístico próprio — feito de brilhos e opacidades, florais e padrões geométricos, sobreposições e contrastes inesperados.
Ao longo de sua carreira, o artista participou de inúmeras exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, com destaque para mostras em Portugal, Espanha, Argentina e, mais recentemente, em Paris, na conceituada Galerie Agnès Monplaisir. Sua presença internacional reforça o alcance universal de sua poética, ao mesmo tempo em que reafirma sua profunda brasilidade. Em 2024, sua obra ganhou uma retrospectiva significativa com a exposição “Suíte Barroca”, realizada no Farol Santander, em São Paulo. A mostra apresentou 35 obras que percorreram as fases distintas de sua trajetória, reafirmando o poder narrativo e estético de seu trabalho.
A pintura de Iuri Sarmento é uma celebração do excesso, do detalhe e da memória afetiva. Suas composições pop-barrocas evocam um tempo híbrido, onde o passado colonial, o sagrado e o profano, o kitsch e o erudito coexistem em harmonia visual. Cada tela é uma coreografia de signos visuais que instiga o olhar e propõe uma nova leitura sobre o Brasil, suas camadas históricas e culturais. O artista se mostra, assim, como um tradutor contemporâneo de símbolos que atravessam séculos, estabelecendo pontes entre o que foi, o que é e o que pode ser.
Atualmente, Iuri Sarmento vive e trabalha em São Paulo.
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Iuri Sarmento | Itaú Cultural
Iuri Sarmento Silveira (Montes Claros, Minas Gerais, 1969). Pintor. Formado em artes plásticas pela Escola Guignard, Belo Horizonte. Em suas obras, utiliza padrões e estamparias integrando vários estilos - renascentista, barroco, rococó e art noveau - e dando ênfase à ornamentação e à forma.
Críticas
"Se a investigação histórica determina a base de ação do artista, a arte popular é a vereda na qual ela elabora um rico e diversificado discurso. Há, nessas obras, um estranho colorido, vibrante como uma catedral sob o trópico. As figuras de cordel com um tratamento pop que as transforma em curiosos personagens atemporais, extraídas de iluminuras medievais, santinhos populares ou revistas em quadrinhos. Os seus ornatos arquitetônicos, barroco reinventado, recusam a obviedade da arquitetura racionalista modernista e investem na apologia do alegórico, orgia visual que explode pelas ruas e pelas catedrais da Bahia, como um Gaudí fascinado pelo erótico colorido da nossa primeira capital, mãe da beleza brasileira.
O Pleno domínio dos meios e a clareza de seu pensamento permitem ao artista a aproximação com o rídiculo, fazendo dessa tangência um exercício de prazer e de libertação. A recuperação do ideário romântico incorpora aspectos supostamente piegas e faz do sacro e do profano agentes de uma mesma ideologia da paixão, na qual cada pedaço de tela adquire a conotação de 'fragmentos de um discurso amoroso'. A noção de puzzle não se limita à estruturação técnica da obra do artista; ela direciona o seu conceito e orienta a sua razão" — Marcus Lontra Costa - Recife, agosto, 1999 (Sarmento, Iuri. Pinturas. Apresentação Marcus de Lontra Costa; fotografia Claudiomar Gonçalves. Salvador: MAM, 1999, p. [4-5]).
"A sua personalidade é o ingrediente de sua criação, vivência de paixão humana cujas imagens internas estão expressas na linguagem de cada tela, num retrato da sua experiência no perceber, sentir, pensar e viver.
Sua arte è contemporânea, rica em resgates sócio culturais, dinâmica na composição de imagens, histórica no desenho dos mosaicos, barroca na diversidade de coloridos, sedutoras e atemporal nas figuras humanas, eróticas e românticas no resgate do ideários popular, paradoxos compreendidos e experimentados com complexidade na representação e produção de sua obra.
A autenticidade e liberdade da sua criação artística incorpora a poética das formas, a composição estética barroca, ícones profanos e sagrados.
Padrões e estamparias expressam provocante e inabalável.
Desafiando todos os preceitos e tendências disponíveis, cria uma realidade cuja compreensão e percepção, transforma continuamente a existência real, articulada somente pelos sentidos.
Os significados e valores englobados na sua arte solicitam a imaginação humana, a investigação poética, a visão humanista e filosófica pelo poder das imagens criadas, pelo formato dos conceitos produzidos.
Sua obra de arte transcende entre o particular e o universal da experiência humana, que a nós é apresentada em um conjunto de símbolos, apreendidos entre a razão e o sonho dimensionados pela sua vivência inocente" — Viviane Marques (Sarmento, Iuri. Iuri Sarmento. Texto Viviane Marques. Belo Horizonte : Celma Albuquerque Galeria de Arte, 2001, p.1).
Exposições Individuais
1992 - Belo Horizonte MG - Individual, na Sala Corpo de Exposições
1999 - Salvador BA - Iuri Sarmento: pinturas, no MAM/BA
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Celma Albuquerque Galeria de Arte
Exposições Coletivas
1991 - Belo Horizonte MG - Litogravuras, no Centro de Cultura de Belo Horizonte
1991 - Belo Horizonte MG - 23º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP
1992 - Belo Horizonte MG - Utopias Contemporâneas, na Fundação Clovis Salgado. Palácio das Artes
1993 - Belo Horizonte MG - O Inconsciente Freudiano e o Nosso, no Minas Centro
1994 - Salvador BA - 1º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1995 - Belo Horizonte MG - Oito, na UFMG. Centro Cultural
1995 - Salvador BA - 2º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - 4º Salão MAM-Bahia, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - Um Brinde ao Café, no Cafelier. Atelier Maria Adir
1998 - Porto (Portugal) - Pintura Contemporânea Baiana, na Cooperativa Árvore
1998 - Salvador BA - 5º Salão da Bahia, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Pintura Contemporânea Baiana, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Tropicália 30 Anos: 40 artistas baianos, no MAM/BA
1999 - Belo Horizonte MG - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, no Itaú Cultural
1999 - Brasília DF - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Penápolis SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Curitiba PR - Arte-Arte Salvador 450 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
1999 - Recife PE - Pintura Contemporânea Baiana, no Mamam
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
1999 - Salinas da Margarida BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, MAM/BA
1999 - Salvador BA - 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra
1999 - Salvador BA - 6º Salão da Bahia, no MAM/BA
1999 - Salvador BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no MAM/BA
2000 - Cartagena (Espanha) - 5 Artistas Contemporáneo, no Centro Cultural Ramon Alonso Luzzy
2000 - Salvador BA - Beth Sousa, Caetano Dias, Iuri Sarmento, Paulo Pereira, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2000 - São Paulo SP - Investigações. Rumos Visuais 1, no Itaú Cultural
2001 - Leiria (Portugal) - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, na Galeria57 - arte contemporânea
2001 - Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Santander Cultural
2001 - Salvador BA - Beth Souza, Caetano Dias, Stella Carrozzo, Paulo Pereira, Iuri Sarmento, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2001 - Salvador BA - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, no MAM/BA
2003 - Recife PE - Salão da Bahia 1994 - 2002, na Fundação Joaquim Nabuco
Fonte: IURI Sarmento. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Iuri Sarmento | Prêmio PIPA
Textos críticos
“Barroco Reinventado”
Por Solange Farkas, curadora e diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia.
Nas suas pinturas, Iuri pratica, quase que gradualmente, a transição da sensualidade de cores e texturas para uma figuração que referencia a própria história da arte, mesclada de experiências pessoais. No rico imaginário barrocos de suas obras estão presentes técnicas de confecção de porcelanas, azulejos e bordados, alguns estampados com a imagem da azulejaria azul e branca do barroco português ou com fragmentos pictóricos de ícones da pintura universal.
Suas pinturas são verdadeiras colagens. Suas composições pop-barroco elogiam o excesso e a saturação. Somam-se à justaposição de cores improváveis, uma infinidade de texturas e detalhes diferentes – brilhantes e opacos, listras e bolas, flores e figuras geométricas -, formando um excepcional vocabulário de efeitos pictóricos.
Cada uma das obras expostas suscita questões plásticas singulares. Em algumas, Iuri deixa aparente sua paixão pelos ornamentos e sua incrível capacidade de conjugar formas geométricas com formas orgânicas: azulejos e barras ornamentais passeiam entre as bordas e os primeiros planos de suas composições carregadas de forte conotação barroco-cristã.
Sua obra investiga também a utilização do corpo humano e da moda como elemento estético. Estrategicamente instaladas no meio do espaço expositivo, as obras “Sem título”, conjunto de vestes femininas pertencentes ao acervo do MAM, denotam um trabalho minucioso, rico em cores e detalhes, que constitui a linguagem híbrida entre moda e escultura característica de sua produção artística.
Nesta individual, Iuri Sarmento expõe uma série de esculturas de louças coladas umas às outras, produzidas com pedaços de objetos utilizados no cotidiano como xícaras, bules, canecas. Um ajuntamento aparentemente imprevisível que estabelece um íntimo diálogo híbrido com sua pintura, como se uma linguagem avançasse no limite da outra.
Apesar de remeter ao barroco, seu trabalho adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de cores, formas e informações. A densidade simbólica do artista chega a escandalizar os espectadores, mas, ao mesmo tempo, é responsável pela sua evidente projeção no circuito das artes.
Currículo
Mostras coletivas
2006
Coletiva Olhar Contemporâneo
Galeria Paulo Darzé
2005
Projeto Bahia e Buenos Aires BA e BA
Museo de Bellas Artes de la Boca “Benito Quinquela Martin”
Projéteis Contemporâneos
Rede Nacional de Artes Visuais
EMERGÊNCIAS
FUNARTE Museu Capanema Rio de Janeiro/RJ
2003
Exposição coletiva – Posições 02
Goethe Insitut – Salvador/BA
2002
Pintura Baiana na Casa Arvore
Porto – Portugal
2001
Pintura Contemporânea Brasil Portugal
Leiria – Portugal
Terceira edição Bienal do MERCOSUL
Porto Alegre
2000
Biombos Portugueses no Brasil
Comemoração dos 500 anos do descobrimento MAB / Salvador/BA
Bahia Ahora Coletiva Projeto Lamar de Músicas/ Espanha
Projetos Rumos Culturais
Exposições em São Paulo, Pelotas, Brasília, Belo Horizonte
I Projetos Rumos Visuais (investigações)
Pintura: repertórios alternativos
São Paulo Itaú Cultural
1999
Pintura Contemporânea Baiana
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães
Recife/PE
1998
V Salão MAN Museu de Arte Moderna
Salvador/BA
Tropicália 30 Anos
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1997
IV Salão MAM
Museu de Arte Moderna, Salvador, Bahia, Brasil
(Premiação)
Exposição Coletiva “Oito”
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
1994
I Salão MAM
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1993
O inconsciente Freudiano e o nosso
Belo Horizonte/MG
1991
XXIII Salão Nacional de Arte do Museu de Arte Moderna
Belo Horizonte/MG
Utopias contemporâneas e ícones da utopia
Palácio das Artes, Belo Horizonte/MG
Litogravuras
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
Fonte: Prêmio PIPA. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
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De Montes Claros para o mundo | O Norte de Minas
Iuri Sarmento iniciou sua carreira nas artes plásticas aos 23 anos, em Belo Horizonte, onde se formou pela Escola de Artes Guignard. O norte-mineiro se especializou em pintura contemporânea, história da arte e técnicas em gravuras, além de vários cursos complementares.
Iuri tem obras em diversas coleções importantes e acervos de museus. Ele possui ainda, clientes espalhados pelos quatro cantos do mundo. Em entrevista a O NORTE, ele fala sobre prestígio nacional e seus planos.
Fale de sua infância e adolescência em Montes Claros e quando começou a se interessar por arte.
Foi definitivamente muito rica e só tenho boas recordações. Meus pais foram de extrema importância, pois sempre me incentivaram ao máximo a desenvolver meus dons artísticos. Logo cedo, bem pequeno, comecei a me interessar pela pintura. Maria Clara Mariani, avó da minha prima e companheira de infância de Laura Eugênia, é uma grande pintora e dava aulas de pintura para mim, para os meus irmãos e primos. Eu adorava! Foi com certeza minha primeira mestra e incentivadora. Ela também sempre falava que quando eu fosse para a faculdade iria estudar na escola Guignard em Belo Horizonte, e assim foi.
Como seu trabalho começa?
De várias formas. Normalmente uma criação vem logo seguida de outra, o exercício diário da disciplina sempre aponta um novo trabalho. Às vezes quando é alguma encomenda, a troca com o cliente é muito especial, conheço um pouco da personalidade, mostro várias imagens dos meus trabalhos e assim vou conhecendo um pouco do universo e logo vem a imagem.
Quais são suas principais influências? Que artista você considera importante e por quê?
O mundo como um todo. Estar aberto a todas as informações, o viver diário, o observar a tudo e a todos, a rua, a cultura, o povo, a história, o olhar sempre aberto em constante busca pelo novo, por estar sempre se reinventando. Gosto muito dos pintores da renascença, do barroco, dos impressionistas, da arte moderna e amo arte contemporânea.
Montes Claros, Salvador, São Paulo... Conte um pouco de cada experiência nessas cidades.
Montes Claros, minha cidade querida, cidade da minha infância e adolescência, onde aprendi muitas coisas importantes. Cidade das minhas origens, do meu coração. Sempre estará nas minhas lembranças, onde cresci livre, aprendi os verdadeiros valores da família, da educação, muito rica culturalmente, minhas primeiras referências, minha raiz. Salvador é minha cidade do coração, local que me recebeu de braços abertos, me acolheu, me ajudou a amadurecer, onde me mostrou um pouco mais deste nosso Brasil. Que deu luz e cor a minha obra. Cidade de uma riqueza sem igual, de um povo caloroso, onde conheci varias pessoas maravilhosas, que me pegaram pela mão e me ajudaram a chegar onde estou hoje. São Paulo está sendo minha nova paixão. Digo que hoje, me sinto um adolescente, descobrindo a “pauliceia”. Estou ainda chegando, mesmo estando há 2 anos, ainda conhecendo a cidade. Tenho muito a descobrir, mas muitas coisas boas já aconteceram. Fiz minha primeira exposição individual, no fim do ano passado e estou trabalhando com uma ótima galeria. Sinto que vem muita coisa boa por ai.
Que tipo de coisa chama sua atenção no mundo?
De tudo um pouco, sou super curioso e gosto de estar atento a todas as novidades, claro que especialmente amo as artes.
Que experiências com arte foram importantes para você?
Trabalhei dando aula de pintura contemporânea nas oficinas do museu de arte moderna, Solar do Unhão em Salvador. Foi uma das experiências mais enriquecedoras, a troca com os alunos foi de uma importância sem igual, jamais vou esquecer.
Fonte: O Norte de Minas. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Alô Alô Bahia. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
Iuri Sarmento Silveira (1969, Montes Claros, Brasil), mais conhecido como Iuri Sarmento, é um pintor brasileiro. Conhecido por sua estética pop-barroca que funde referências do barroco luso-brasileiro com elementos contemporâneos. Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard, em Belo Horizonte, Sarmento desenvolveu uma linguagem visual marcada por cores vibrantes, ornamentos, florais e padrões inspirados na azulejaria portuguesa e na cultura popular brasileira. Viveu por muitos anos em Salvador, onde absorveu intensamente o universo colonial e religioso do Nordeste, elementos fundamentais em sua poética. Sua obra dialoga com o passado e o presente por meio de composições detalhistas que evocam o sagrado, o profano, o cotidiano e o exuberante, fundindo referências eruditas e populares. Participou de exposições no Brasil, Portugal, Espanha, Argentina e França — como na Galerie Agnès Monplaisir, em Paris. Em 2024, foi tema da retrospectiva “Suíte Barroca”, no Farol Santander, em São Paulo. Atualmente, vive e trabalha em São Paulo, sendo reconhecido como um dos principais representantes da estética barroca contemporânea no cenário artístico brasileiro.
Iuri Sarmento | Arremate Arte
Iuri Sarmento nasceu em 1969, na cidade de Montes Claros, no interior de Minas Gerais, e desde cedo demonstrou uma sensibilidade aguçada para as artes visuais. Sua formação em Artes Plásticas pela prestigiada Escola Guignard, em Belo Horizonte, foi o ponto de partida de uma trajetória marcada por uma fusão original entre tradição e contemporaneidade. Ao longo dos anos, Sarmento construiu uma obra pictórica profundamente conectada à herança visual do barroco luso-brasileiro, mas reinterpretada por uma ótica pop e vibrante, carregada de cor, textura e emoção.
Radicado por muitos anos em Salvador, Bahia, o artista absorveu intensamente as influências da arquitetura colonial, das cerâmicas e da azulejaria portuguesa, elementos que se tornaram constantes em suas composições. Essa vivência no Nordeste brasileiro o aproximou ainda mais das expressões populares e religiosas do barroco, ao mesmo tempo em que lhe permitiu experimentar a exuberância da cultura local. Sarmento não apenas incorpora esses elementos em sua produção, mas os transforma em dispositivos visuais para a criação de um vocabulário artístico próprio — feito de brilhos e opacidades, florais e padrões geométricos, sobreposições e contrastes inesperados.
Ao longo de sua carreira, o artista participou de inúmeras exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, com destaque para mostras em Portugal, Espanha, Argentina e, mais recentemente, em Paris, na conceituada Galerie Agnès Monplaisir. Sua presença internacional reforça o alcance universal de sua poética, ao mesmo tempo em que reafirma sua profunda brasilidade. Em 2024, sua obra ganhou uma retrospectiva significativa com a exposição “Suíte Barroca”, realizada no Farol Santander, em São Paulo. A mostra apresentou 35 obras que percorreram as fases distintas de sua trajetória, reafirmando o poder narrativo e estético de seu trabalho.
A pintura de Iuri Sarmento é uma celebração do excesso, do detalhe e da memória afetiva. Suas composições pop-barrocas evocam um tempo híbrido, onde o passado colonial, o sagrado e o profano, o kitsch e o erudito coexistem em harmonia visual. Cada tela é uma coreografia de signos visuais que instiga o olhar e propõe uma nova leitura sobre o Brasil, suas camadas históricas e culturais. O artista se mostra, assim, como um tradutor contemporâneo de símbolos que atravessam séculos, estabelecendo pontes entre o que foi, o que é e o que pode ser.
Atualmente, Iuri Sarmento vive e trabalha em São Paulo.
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Iuri Sarmento | Itaú Cultural
Iuri Sarmento Silveira (Montes Claros, Minas Gerais, 1969). Pintor. Formado em artes plásticas pela Escola Guignard, Belo Horizonte. Em suas obras, utiliza padrões e estamparias integrando vários estilos - renascentista, barroco, rococó e art noveau - e dando ênfase à ornamentação e à forma.
Críticas
"Se a investigação histórica determina a base de ação do artista, a arte popular é a vereda na qual ela elabora um rico e diversificado discurso. Há, nessas obras, um estranho colorido, vibrante como uma catedral sob o trópico. As figuras de cordel com um tratamento pop que as transforma em curiosos personagens atemporais, extraídas de iluminuras medievais, santinhos populares ou revistas em quadrinhos. Os seus ornatos arquitetônicos, barroco reinventado, recusam a obviedade da arquitetura racionalista modernista e investem na apologia do alegórico, orgia visual que explode pelas ruas e pelas catedrais da Bahia, como um Gaudí fascinado pelo erótico colorido da nossa primeira capital, mãe da beleza brasileira.
O Pleno domínio dos meios e a clareza de seu pensamento permitem ao artista a aproximação com o rídiculo, fazendo dessa tangência um exercício de prazer e de libertação. A recuperação do ideário romântico incorpora aspectos supostamente piegas e faz do sacro e do profano agentes de uma mesma ideologia da paixão, na qual cada pedaço de tela adquire a conotação de 'fragmentos de um discurso amoroso'. A noção de puzzle não se limita à estruturação técnica da obra do artista; ela direciona o seu conceito e orienta a sua razão" — Marcus Lontra Costa - Recife, agosto, 1999 (Sarmento, Iuri. Pinturas. Apresentação Marcus de Lontra Costa; fotografia Claudiomar Gonçalves. Salvador: MAM, 1999, p. [4-5]).
"A sua personalidade é o ingrediente de sua criação, vivência de paixão humana cujas imagens internas estão expressas na linguagem de cada tela, num retrato da sua experiência no perceber, sentir, pensar e viver.
Sua arte è contemporânea, rica em resgates sócio culturais, dinâmica na composição de imagens, histórica no desenho dos mosaicos, barroca na diversidade de coloridos, sedutoras e atemporal nas figuras humanas, eróticas e românticas no resgate do ideários popular, paradoxos compreendidos e experimentados com complexidade na representação e produção de sua obra.
A autenticidade e liberdade da sua criação artística incorpora a poética das formas, a composição estética barroca, ícones profanos e sagrados.
Padrões e estamparias expressam provocante e inabalável.
Desafiando todos os preceitos e tendências disponíveis, cria uma realidade cuja compreensão e percepção, transforma continuamente a existência real, articulada somente pelos sentidos.
Os significados e valores englobados na sua arte solicitam a imaginação humana, a investigação poética, a visão humanista e filosófica pelo poder das imagens criadas, pelo formato dos conceitos produzidos.
Sua obra de arte transcende entre o particular e o universal da experiência humana, que a nós é apresentada em um conjunto de símbolos, apreendidos entre a razão e o sonho dimensionados pela sua vivência inocente" — Viviane Marques (Sarmento, Iuri. Iuri Sarmento. Texto Viviane Marques. Belo Horizonte : Celma Albuquerque Galeria de Arte, 2001, p.1).
Exposições Individuais
1992 - Belo Horizonte MG - Individual, na Sala Corpo de Exposições
1999 - Salvador BA - Iuri Sarmento: pinturas, no MAM/BA
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Celma Albuquerque Galeria de Arte
Exposições Coletivas
1991 - Belo Horizonte MG - Litogravuras, no Centro de Cultura de Belo Horizonte
1991 - Belo Horizonte MG - 23º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP
1992 - Belo Horizonte MG - Utopias Contemporâneas, na Fundação Clovis Salgado. Palácio das Artes
1993 - Belo Horizonte MG - O Inconsciente Freudiano e o Nosso, no Minas Centro
1994 - Salvador BA - 1º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1995 - Belo Horizonte MG - Oito, na UFMG. Centro Cultural
1995 - Salvador BA - 2º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - 4º Salão MAM-Bahia, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - Um Brinde ao Café, no Cafelier. Atelier Maria Adir
1998 - Porto (Portugal) - Pintura Contemporânea Baiana, na Cooperativa Árvore
1998 - Salvador BA - 5º Salão da Bahia, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Pintura Contemporânea Baiana, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Tropicália 30 Anos: 40 artistas baianos, no MAM/BA
1999 - Belo Horizonte MG - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, no Itaú Cultural
1999 - Brasília DF - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Penápolis SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Curitiba PR - Arte-Arte Salvador 450 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
1999 - Recife PE - Pintura Contemporânea Baiana, no Mamam
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
1999 - Salinas da Margarida BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, MAM/BA
1999 - Salvador BA - 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra
1999 - Salvador BA - 6º Salão da Bahia, no MAM/BA
1999 - Salvador BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no MAM/BA
2000 - Cartagena (Espanha) - 5 Artistas Contemporáneo, no Centro Cultural Ramon Alonso Luzzy
2000 - Salvador BA - Beth Sousa, Caetano Dias, Iuri Sarmento, Paulo Pereira, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2000 - São Paulo SP - Investigações. Rumos Visuais 1, no Itaú Cultural
2001 - Leiria (Portugal) - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, na Galeria57 - arte contemporânea
2001 - Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Santander Cultural
2001 - Salvador BA - Beth Souza, Caetano Dias, Stella Carrozzo, Paulo Pereira, Iuri Sarmento, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2001 - Salvador BA - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, no MAM/BA
2003 - Recife PE - Salão da Bahia 1994 - 2002, na Fundação Joaquim Nabuco
Fonte: IURI Sarmento. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Iuri Sarmento | Prêmio PIPA
Textos críticos
“Barroco Reinventado”
Por Solange Farkas, curadora e diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia.
Nas suas pinturas, Iuri pratica, quase que gradualmente, a transição da sensualidade de cores e texturas para uma figuração que referencia a própria história da arte, mesclada de experiências pessoais. No rico imaginário barrocos de suas obras estão presentes técnicas de confecção de porcelanas, azulejos e bordados, alguns estampados com a imagem da azulejaria azul e branca do barroco português ou com fragmentos pictóricos de ícones da pintura universal.
Suas pinturas são verdadeiras colagens. Suas composições pop-barroco elogiam o excesso e a saturação. Somam-se à justaposição de cores improváveis, uma infinidade de texturas e detalhes diferentes – brilhantes e opacos, listras e bolas, flores e figuras geométricas -, formando um excepcional vocabulário de efeitos pictóricos.
Cada uma das obras expostas suscita questões plásticas singulares. Em algumas, Iuri deixa aparente sua paixão pelos ornamentos e sua incrível capacidade de conjugar formas geométricas com formas orgânicas: azulejos e barras ornamentais passeiam entre as bordas e os primeiros planos de suas composições carregadas de forte conotação barroco-cristã.
Sua obra investiga também a utilização do corpo humano e da moda como elemento estético. Estrategicamente instaladas no meio do espaço expositivo, as obras “Sem título”, conjunto de vestes femininas pertencentes ao acervo do MAM, denotam um trabalho minucioso, rico em cores e detalhes, que constitui a linguagem híbrida entre moda e escultura característica de sua produção artística.
Nesta individual, Iuri Sarmento expõe uma série de esculturas de louças coladas umas às outras, produzidas com pedaços de objetos utilizados no cotidiano como xícaras, bules, canecas. Um ajuntamento aparentemente imprevisível que estabelece um íntimo diálogo híbrido com sua pintura, como se uma linguagem avançasse no limite da outra.
Apesar de remeter ao barroco, seu trabalho adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de cores, formas e informações. A densidade simbólica do artista chega a escandalizar os espectadores, mas, ao mesmo tempo, é responsável pela sua evidente projeção no circuito das artes.
Currículo
Mostras coletivas
2006
Coletiva Olhar Contemporâneo
Galeria Paulo Darzé
2005
Projeto Bahia e Buenos Aires BA e BA
Museo de Bellas Artes de la Boca “Benito Quinquela Martin”
Projéteis Contemporâneos
Rede Nacional de Artes Visuais
EMERGÊNCIAS
FUNARTE Museu Capanema Rio de Janeiro/RJ
2003
Exposição coletiva – Posições 02
Goethe Insitut – Salvador/BA
2002
Pintura Baiana na Casa Arvore
Porto – Portugal
2001
Pintura Contemporânea Brasil Portugal
Leiria – Portugal
Terceira edição Bienal do MERCOSUL
Porto Alegre
2000
Biombos Portugueses no Brasil
Comemoração dos 500 anos do descobrimento MAB / Salvador/BA
Bahia Ahora Coletiva Projeto Lamar de Músicas/ Espanha
Projetos Rumos Culturais
Exposições em São Paulo, Pelotas, Brasília, Belo Horizonte
I Projetos Rumos Visuais (investigações)
Pintura: repertórios alternativos
São Paulo Itaú Cultural
1999
Pintura Contemporânea Baiana
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães
Recife/PE
1998
V Salão MAN Museu de Arte Moderna
Salvador/BA
Tropicália 30 Anos
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1997
IV Salão MAM
Museu de Arte Moderna, Salvador, Bahia, Brasil
(Premiação)
Exposição Coletiva “Oito”
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
1994
I Salão MAM
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1993
O inconsciente Freudiano e o nosso
Belo Horizonte/MG
1991
XXIII Salão Nacional de Arte do Museu de Arte Moderna
Belo Horizonte/MG
Utopias contemporâneas e ícones da utopia
Palácio das Artes, Belo Horizonte/MG
Litogravuras
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
Fonte: Prêmio PIPA. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
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De Montes Claros para o mundo | O Norte de Minas
Iuri Sarmento iniciou sua carreira nas artes plásticas aos 23 anos, em Belo Horizonte, onde se formou pela Escola de Artes Guignard. O norte-mineiro se especializou em pintura contemporânea, história da arte e técnicas em gravuras, além de vários cursos complementares.
Iuri tem obras em diversas coleções importantes e acervos de museus. Ele possui ainda, clientes espalhados pelos quatro cantos do mundo. Em entrevista a O NORTE, ele fala sobre prestígio nacional e seus planos.
Fale de sua infância e adolescência em Montes Claros e quando começou a se interessar por arte.
Foi definitivamente muito rica e só tenho boas recordações. Meus pais foram de extrema importância, pois sempre me incentivaram ao máximo a desenvolver meus dons artísticos. Logo cedo, bem pequeno, comecei a me interessar pela pintura. Maria Clara Mariani, avó da minha prima e companheira de infância de Laura Eugênia, é uma grande pintora e dava aulas de pintura para mim, para os meus irmãos e primos. Eu adorava! Foi com certeza minha primeira mestra e incentivadora. Ela também sempre falava que quando eu fosse para a faculdade iria estudar na escola Guignard em Belo Horizonte, e assim foi.
Como seu trabalho começa?
De várias formas. Normalmente uma criação vem logo seguida de outra, o exercício diário da disciplina sempre aponta um novo trabalho. Às vezes quando é alguma encomenda, a troca com o cliente é muito especial, conheço um pouco da personalidade, mostro várias imagens dos meus trabalhos e assim vou conhecendo um pouco do universo e logo vem a imagem.
Quais são suas principais influências? Que artista você considera importante e por quê?
O mundo como um todo. Estar aberto a todas as informações, o viver diário, o observar a tudo e a todos, a rua, a cultura, o povo, a história, o olhar sempre aberto em constante busca pelo novo, por estar sempre se reinventando. Gosto muito dos pintores da renascença, do barroco, dos impressionistas, da arte moderna e amo arte contemporânea.
Montes Claros, Salvador, São Paulo... Conte um pouco de cada experiência nessas cidades.
Montes Claros, minha cidade querida, cidade da minha infância e adolescência, onde aprendi muitas coisas importantes. Cidade das minhas origens, do meu coração. Sempre estará nas minhas lembranças, onde cresci livre, aprendi os verdadeiros valores da família, da educação, muito rica culturalmente, minhas primeiras referências, minha raiz. Salvador é minha cidade do coração, local que me recebeu de braços abertos, me acolheu, me ajudou a amadurecer, onde me mostrou um pouco mais deste nosso Brasil. Que deu luz e cor a minha obra. Cidade de uma riqueza sem igual, de um povo caloroso, onde conheci varias pessoas maravilhosas, que me pegaram pela mão e me ajudaram a chegar onde estou hoje. São Paulo está sendo minha nova paixão. Digo que hoje, me sinto um adolescente, descobrindo a “pauliceia”. Estou ainda chegando, mesmo estando há 2 anos, ainda conhecendo a cidade. Tenho muito a descobrir, mas muitas coisas boas já aconteceram. Fiz minha primeira exposição individual, no fim do ano passado e estou trabalhando com uma ótima galeria. Sinto que vem muita coisa boa por ai.
Que tipo de coisa chama sua atenção no mundo?
De tudo um pouco, sou super curioso e gosto de estar atento a todas as novidades, claro que especialmente amo as artes.
Que experiências com arte foram importantes para você?
Trabalhei dando aula de pintura contemporânea nas oficinas do museu de arte moderna, Solar do Unhão em Salvador. Foi uma das experiências mais enriquecedoras, a troca com os alunos foi de uma importância sem igual, jamais vou esquecer.
Fonte: O Norte de Minas. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Alô Alô Bahia. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
Iuri Sarmento Silveira (1969, Montes Claros, Brasil), mais conhecido como Iuri Sarmento, é um pintor brasileiro. Conhecido por sua estética pop-barroca que funde referências do barroco luso-brasileiro com elementos contemporâneos. Formado em Artes Plásticas pela Escola Guignard, em Belo Horizonte, Sarmento desenvolveu uma linguagem visual marcada por cores vibrantes, ornamentos, florais e padrões inspirados na azulejaria portuguesa e na cultura popular brasileira. Viveu por muitos anos em Salvador, onde absorveu intensamente o universo colonial e religioso do Nordeste, elementos fundamentais em sua poética. Sua obra dialoga com o passado e o presente por meio de composições detalhistas que evocam o sagrado, o profano, o cotidiano e o exuberante, fundindo referências eruditas e populares. Participou de exposições no Brasil, Portugal, Espanha, Argentina e França — como na Galerie Agnès Monplaisir, em Paris. Em 2024, foi tema da retrospectiva “Suíte Barroca”, no Farol Santander, em São Paulo. Atualmente, vive e trabalha em São Paulo, sendo reconhecido como um dos principais representantes da estética barroca contemporânea no cenário artístico brasileiro.
Iuri Sarmento | Arremate Arte
Iuri Sarmento nasceu em 1969, na cidade de Montes Claros, no interior de Minas Gerais, e desde cedo demonstrou uma sensibilidade aguçada para as artes visuais. Sua formação em Artes Plásticas pela prestigiada Escola Guignard, em Belo Horizonte, foi o ponto de partida de uma trajetória marcada por uma fusão original entre tradição e contemporaneidade. Ao longo dos anos, Sarmento construiu uma obra pictórica profundamente conectada à herança visual do barroco luso-brasileiro, mas reinterpretada por uma ótica pop e vibrante, carregada de cor, textura e emoção.
Radicado por muitos anos em Salvador, Bahia, o artista absorveu intensamente as influências da arquitetura colonial, das cerâmicas e da azulejaria portuguesa, elementos que se tornaram constantes em suas composições. Essa vivência no Nordeste brasileiro o aproximou ainda mais das expressões populares e religiosas do barroco, ao mesmo tempo em que lhe permitiu experimentar a exuberância da cultura local. Sarmento não apenas incorpora esses elementos em sua produção, mas os transforma em dispositivos visuais para a criação de um vocabulário artístico próprio — feito de brilhos e opacidades, florais e padrões geométricos, sobreposições e contrastes inesperados.
Ao longo de sua carreira, o artista participou de inúmeras exposições coletivas e individuais no Brasil e no exterior, com destaque para mostras em Portugal, Espanha, Argentina e, mais recentemente, em Paris, na conceituada Galerie Agnès Monplaisir. Sua presença internacional reforça o alcance universal de sua poética, ao mesmo tempo em que reafirma sua profunda brasilidade. Em 2024, sua obra ganhou uma retrospectiva significativa com a exposição “Suíte Barroca”, realizada no Farol Santander, em São Paulo. A mostra apresentou 35 obras que percorreram as fases distintas de sua trajetória, reafirmando o poder narrativo e estético de seu trabalho.
A pintura de Iuri Sarmento é uma celebração do excesso, do detalhe e da memória afetiva. Suas composições pop-barrocas evocam um tempo híbrido, onde o passado colonial, o sagrado e o profano, o kitsch e o erudito coexistem em harmonia visual. Cada tela é uma coreografia de signos visuais que instiga o olhar e propõe uma nova leitura sobre o Brasil, suas camadas históricas e culturais. O artista se mostra, assim, como um tradutor contemporâneo de símbolos que atravessam séculos, estabelecendo pontes entre o que foi, o que é e o que pode ser.
Atualmente, Iuri Sarmento vive e trabalha em São Paulo.
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Iuri Sarmento | Itaú Cultural
Iuri Sarmento Silveira (Montes Claros, Minas Gerais, 1969). Pintor. Formado em artes plásticas pela Escola Guignard, Belo Horizonte. Em suas obras, utiliza padrões e estamparias integrando vários estilos - renascentista, barroco, rococó e art noveau - e dando ênfase à ornamentação e à forma.
Críticas
"Se a investigação histórica determina a base de ação do artista, a arte popular é a vereda na qual ela elabora um rico e diversificado discurso. Há, nessas obras, um estranho colorido, vibrante como uma catedral sob o trópico. As figuras de cordel com um tratamento pop que as transforma em curiosos personagens atemporais, extraídas de iluminuras medievais, santinhos populares ou revistas em quadrinhos. Os seus ornatos arquitetônicos, barroco reinventado, recusam a obviedade da arquitetura racionalista modernista e investem na apologia do alegórico, orgia visual que explode pelas ruas e pelas catedrais da Bahia, como um Gaudí fascinado pelo erótico colorido da nossa primeira capital, mãe da beleza brasileira.
O Pleno domínio dos meios e a clareza de seu pensamento permitem ao artista a aproximação com o rídiculo, fazendo dessa tangência um exercício de prazer e de libertação. A recuperação do ideário romântico incorpora aspectos supostamente piegas e faz do sacro e do profano agentes de uma mesma ideologia da paixão, na qual cada pedaço de tela adquire a conotação de 'fragmentos de um discurso amoroso'. A noção de puzzle não se limita à estruturação técnica da obra do artista; ela direciona o seu conceito e orienta a sua razão" — Marcus Lontra Costa - Recife, agosto, 1999 (Sarmento, Iuri. Pinturas. Apresentação Marcus de Lontra Costa; fotografia Claudiomar Gonçalves. Salvador: MAM, 1999, p. [4-5]).
"A sua personalidade é o ingrediente de sua criação, vivência de paixão humana cujas imagens internas estão expressas na linguagem de cada tela, num retrato da sua experiência no perceber, sentir, pensar e viver.
Sua arte è contemporânea, rica em resgates sócio culturais, dinâmica na composição de imagens, histórica no desenho dos mosaicos, barroca na diversidade de coloridos, sedutoras e atemporal nas figuras humanas, eróticas e românticas no resgate do ideários popular, paradoxos compreendidos e experimentados com complexidade na representação e produção de sua obra.
A autenticidade e liberdade da sua criação artística incorpora a poética das formas, a composição estética barroca, ícones profanos e sagrados.
Padrões e estamparias expressam provocante e inabalável.
Desafiando todos os preceitos e tendências disponíveis, cria uma realidade cuja compreensão e percepção, transforma continuamente a existência real, articulada somente pelos sentidos.
Os significados e valores englobados na sua arte solicitam a imaginação humana, a investigação poética, a visão humanista e filosófica pelo poder das imagens criadas, pelo formato dos conceitos produzidos.
Sua obra de arte transcende entre o particular e o universal da experiência humana, que a nós é apresentada em um conjunto de símbolos, apreendidos entre a razão e o sonho dimensionados pela sua vivência inocente" — Viviane Marques (Sarmento, Iuri. Iuri Sarmento. Texto Viviane Marques. Belo Horizonte : Celma Albuquerque Galeria de Arte, 2001, p.1).
Exposições Individuais
1992 - Belo Horizonte MG - Individual, na Sala Corpo de Exposições
1999 - Salvador BA - Iuri Sarmento: pinturas, no MAM/BA
2000 - Belo Horizonte MG - Individual, na Celma Albuquerque Galeria de Arte
Exposições Coletivas
1991 - Belo Horizonte MG - Litogravuras, no Centro de Cultura de Belo Horizonte
1991 - Belo Horizonte MG - 23º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte, no MAP
1992 - Belo Horizonte MG - Utopias Contemporâneas, na Fundação Clovis Salgado. Palácio das Artes
1993 - Belo Horizonte MG - O Inconsciente Freudiano e o Nosso, no Minas Centro
1994 - Salvador BA - 1º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1995 - Belo Horizonte MG - Oito, na UFMG. Centro Cultural
1995 - Salvador BA - 2º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - 4º Salão MAM-Bahia, no MAM/BA
1997 - Salvador BA - Um Brinde ao Café, no Cafelier. Atelier Maria Adir
1998 - Porto (Portugal) - Pintura Contemporânea Baiana, na Cooperativa Árvore
1998 - Salvador BA - 5º Salão da Bahia, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Pintura Contemporânea Baiana, no MAM/BA
1998 - Salvador BA - Tropicália 30 Anos: 40 artistas baianos, no MAM/BA
1999 - Belo Horizonte MG - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, no Itaú Cultural
1999 - Brasília DF - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Penápolis SP - Rumos Itaú Cultural Artes Visuais. Pintura: repertórios alternativos, na Galeria Itaú Cultural
1999 - Curitiba PR - Arte-Arte Salvador 450 Anos, na Fundação Cultural de Curitiba. Solar do Barão
1999 - Recife PE - Pintura Contemporânea Baiana, no Mamam
1999 - Rio de Janeiro RJ - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro
1999 - Salinas da Margarida BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, MAM/BA
1999 - Salvador BA - 100 Artistas Plásticos da Bahia, no Museu de Arte Sacra
1999 - Salvador BA - 6º Salão da Bahia, no MAM/BA
1999 - Salvador BA - Arte-Arte Salvador 450 Anos, no MAM/BA
2000 - Cartagena (Espanha) - 5 Artistas Contemporáneo, no Centro Cultural Ramon Alonso Luzzy
2000 - Salvador BA - Beth Sousa, Caetano Dias, Iuri Sarmento, Paulo Pereira, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2000 - São Paulo SP - Investigações. Rumos Visuais 1, no Itaú Cultural
2001 - Leiria (Portugal) - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, na Galeria57 - arte contemporânea
2001 - Porto Alegre RS - 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, no Santander Cultural
2001 - Salvador BA - Beth Souza, Caetano Dias, Stella Carrozzo, Paulo Pereira, Iuri Sarmento, na Galeria da Associação Cultural Brasil-Estados Unidos
2001 - Salvador BA - 14 Fragmentos Contemporâneos - artistas portugueses e brasileiros, no MAM/BA
2003 - Recife PE - Salão da Bahia 1994 - 2002, na Fundação Joaquim Nabuco
Fonte: IURI Sarmento. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de abril de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Iuri Sarmento | Prêmio PIPA
Textos críticos
“Barroco Reinventado”
Por Solange Farkas, curadora e diretora do Museu de Arte Moderna da Bahia.
Nas suas pinturas, Iuri pratica, quase que gradualmente, a transição da sensualidade de cores e texturas para uma figuração que referencia a própria história da arte, mesclada de experiências pessoais. No rico imaginário barrocos de suas obras estão presentes técnicas de confecção de porcelanas, azulejos e bordados, alguns estampados com a imagem da azulejaria azul e branca do barroco português ou com fragmentos pictóricos de ícones da pintura universal.
Suas pinturas são verdadeiras colagens. Suas composições pop-barroco elogiam o excesso e a saturação. Somam-se à justaposição de cores improváveis, uma infinidade de texturas e detalhes diferentes – brilhantes e opacos, listras e bolas, flores e figuras geométricas -, formando um excepcional vocabulário de efeitos pictóricos.
Cada uma das obras expostas suscita questões plásticas singulares. Em algumas, Iuri deixa aparente sua paixão pelos ornamentos e sua incrível capacidade de conjugar formas geométricas com formas orgânicas: azulejos e barras ornamentais passeiam entre as bordas e os primeiros planos de suas composições carregadas de forte conotação barroco-cristã.
Sua obra investiga também a utilização do corpo humano e da moda como elemento estético. Estrategicamente instaladas no meio do espaço expositivo, as obras “Sem título”, conjunto de vestes femininas pertencentes ao acervo do MAM, denotam um trabalho minucioso, rico em cores e detalhes, que constitui a linguagem híbrida entre moda e escultura característica de sua produção artística.
Nesta individual, Iuri Sarmento expõe uma série de esculturas de louças coladas umas às outras, produzidas com pedaços de objetos utilizados no cotidiano como xícaras, bules, canecas. Um ajuntamento aparentemente imprevisível que estabelece um íntimo diálogo híbrido com sua pintura, como se uma linguagem avançasse no limite da outra.
Apesar de remeter ao barroco, seu trabalho adquire forte contemporaneidade em decorrência do acúmulo excessivo de cores, formas e informações. A densidade simbólica do artista chega a escandalizar os espectadores, mas, ao mesmo tempo, é responsável pela sua evidente projeção no circuito das artes.
Currículo
Mostras coletivas
2006
Coletiva Olhar Contemporâneo
Galeria Paulo Darzé
2005
Projeto Bahia e Buenos Aires BA e BA
Museo de Bellas Artes de la Boca “Benito Quinquela Martin”
Projéteis Contemporâneos
Rede Nacional de Artes Visuais
EMERGÊNCIAS
FUNARTE Museu Capanema Rio de Janeiro/RJ
2003
Exposição coletiva – Posições 02
Goethe Insitut – Salvador/BA
2002
Pintura Baiana na Casa Arvore
Porto – Portugal
2001
Pintura Contemporânea Brasil Portugal
Leiria – Portugal
Terceira edição Bienal do MERCOSUL
Porto Alegre
2000
Biombos Portugueses no Brasil
Comemoração dos 500 anos do descobrimento MAB / Salvador/BA
Bahia Ahora Coletiva Projeto Lamar de Músicas/ Espanha
Projetos Rumos Culturais
Exposições em São Paulo, Pelotas, Brasília, Belo Horizonte
I Projetos Rumos Visuais (investigações)
Pintura: repertórios alternativos
São Paulo Itaú Cultural
1999
Pintura Contemporânea Baiana
Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães
Recife/PE
1998
V Salão MAN Museu de Arte Moderna
Salvador/BA
Tropicália 30 Anos
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1997
IV Salão MAM
Museu de Arte Moderna, Salvador, Bahia, Brasil
(Premiação)
Exposição Coletiva “Oito”
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
1994
I Salão MAM
Museu de Arte Moderna Salvador/BA
1993
O inconsciente Freudiano e o nosso
Belo Horizonte/MG
1991
XXIII Salão Nacional de Arte do Museu de Arte Moderna
Belo Horizonte/MG
Utopias contemporâneas e ícones da utopia
Palácio das Artes, Belo Horizonte/MG
Litogravuras
Centro Cultural de Belo Horizonte/MG
Fonte: Prêmio PIPA. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
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De Montes Claros para o mundo | O Norte de Minas
Iuri Sarmento iniciou sua carreira nas artes plásticas aos 23 anos, em Belo Horizonte, onde se formou pela Escola de Artes Guignard. O norte-mineiro se especializou em pintura contemporânea, história da arte e técnicas em gravuras, além de vários cursos complementares.
Iuri tem obras em diversas coleções importantes e acervos de museus. Ele possui ainda, clientes espalhados pelos quatro cantos do mundo. Em entrevista a O NORTE, ele fala sobre prestígio nacional e seus planos.
Fale de sua infância e adolescência em Montes Claros e quando começou a se interessar por arte.
Foi definitivamente muito rica e só tenho boas recordações. Meus pais foram de extrema importância, pois sempre me incentivaram ao máximo a desenvolver meus dons artísticos. Logo cedo, bem pequeno, comecei a me interessar pela pintura. Maria Clara Mariani, avó da minha prima e companheira de infância de Laura Eugênia, é uma grande pintora e dava aulas de pintura para mim, para os meus irmãos e primos. Eu adorava! Foi com certeza minha primeira mestra e incentivadora. Ela também sempre falava que quando eu fosse para a faculdade iria estudar na escola Guignard em Belo Horizonte, e assim foi.
Como seu trabalho começa?
De várias formas. Normalmente uma criação vem logo seguida de outra, o exercício diário da disciplina sempre aponta um novo trabalho. Às vezes quando é alguma encomenda, a troca com o cliente é muito especial, conheço um pouco da personalidade, mostro várias imagens dos meus trabalhos e assim vou conhecendo um pouco do universo e logo vem a imagem.
Quais são suas principais influências? Que artista você considera importante e por quê?
O mundo como um todo. Estar aberto a todas as informações, o viver diário, o observar a tudo e a todos, a rua, a cultura, o povo, a história, o olhar sempre aberto em constante busca pelo novo, por estar sempre se reinventando. Gosto muito dos pintores da renascença, do barroco, dos impressionistas, da arte moderna e amo arte contemporânea.
Montes Claros, Salvador, São Paulo... Conte um pouco de cada experiência nessas cidades.
Montes Claros, minha cidade querida, cidade da minha infância e adolescência, onde aprendi muitas coisas importantes. Cidade das minhas origens, do meu coração. Sempre estará nas minhas lembranças, onde cresci livre, aprendi os verdadeiros valores da família, da educação, muito rica culturalmente, minhas primeiras referências, minha raiz. Salvador é minha cidade do coração, local que me recebeu de braços abertos, me acolheu, me ajudou a amadurecer, onde me mostrou um pouco mais deste nosso Brasil. Que deu luz e cor a minha obra. Cidade de uma riqueza sem igual, de um povo caloroso, onde conheci varias pessoas maravilhosas, que me pegaram pela mão e me ajudaram a chegar onde estou hoje. São Paulo está sendo minha nova paixão. Digo que hoje, me sinto um adolescente, descobrindo a “pauliceia”. Estou ainda chegando, mesmo estando há 2 anos, ainda conhecendo a cidade. Tenho muito a descobrir, mas muitas coisas boas já aconteceram. Fiz minha primeira exposição individual, no fim do ano passado e estou trabalhando com uma ótima galeria. Sinto que vem muita coisa boa por ai.
Que tipo de coisa chama sua atenção no mundo?
De tudo um pouco, sou super curioso e gosto de estar atento a todas as novidades, claro que especialmente amo as artes.
Que experiências com arte foram importantes para você?
Trabalhei dando aula de pintura contemporânea nas oficinas do museu de arte moderna, Solar do Unhão em Salvador. Foi uma das experiências mais enriquecedoras, a troca com os alunos foi de uma importância sem igual, jamais vou esquecer.
Fonte: O Norte de Minas. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.
Crédito fotográfico: Alô Alô Bahia. Consultado pela última vez em 1 de abril de 2025.