João Edygio Adamoli (Piracicaba, São Paulo, 17 de outubro de 1911 — Piracicaba, São Paulo, 10 de fevereiro de 1980), mais conhecido como Joca Adamoli ou apenas Adamoli, foi um pintor brasileiro. Considerado um pintor completo e consagrado, Adamoli foi o primeiro pintor modernista da região de Piracicaba e tinha preferência por paisagens e figuras. Pintou inúmeras paisagens entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas e afrescos em igrejas. No Brasil, participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970, além de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. No cenário internacional participou de exposições em Toronto (Canadá) e mostras na Alemanha. Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. O artista deixou uma grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável.
Biografia João Edygio Adamoli – Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba
Pintor renomado, pintava paredes, fazia afrescos em capelas e igrejas e pintava paisagens ao ar livre desde os 19 anos. Discípulo de Frei Paulo de Sorocaba (v.). “Pintor operário”, nas palavras de Cosentino (1984), fez parte do famoso grupo de artistas Santa Helena, de São Paulo. Cosentino refere-se a cinco fases da sua atividade artística, as duas primeiras, 1929-35 e 1935-1941, marcadas por uma exposição polêmica em 1941, e as seguintes pelo refúgio à natureza e participação desta, para, finalmente, sintetizá-la e nela integrar-se. O terceiro período vai de 1941 a 1960, período de interiorização e refúgio na paisagem; de 1960 a 1970, começa com “forte período de revolta interior”; por fim, de 1970 a 80, Adamoli vive um período extremamente fecundo, que se encerra com o seu falecimento, pouco antes de comemorar cinquenta anos de pintura. Participou de dezenas de exposições individuais e coletivas e de mostras oficiais em sua terra natal, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Santa Bárbara, Rio Claro, Jaboticabal, Ribeirão Preto. Expôs igualmente no exterior (Canadá, Alemanha). Foi premiado nos Salões de Belas Artes de Piracicaba (1961, 1967, 1968, 1972) e no Salão Paulista de Belas Artes. Suas obras fazem parte dos acervos de numerosos museus do país e do exterior, galerias e coleções particulares.
Fonte: IHGP - Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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Biografia – Itaú Cultural
Cronologia
s.d. - Piracicaba SP - Estuda no Grupo Escolar no Barão de Rio Branco, onde o prof. Felinto de Brito o incentiva para a pintura
s.d. - Piracicaba SP - Inicia o curso de pintura no Seminário São Fidélis com o Frei Paulo
1930 - Piracicaba SP - Trabalha com pintura decorativa em igrejas
1937/1955 - Piracicaba SP - Frequenta o ateliê de Frei Paulo de Sorocaba, paralelamente ao trabalho de pintura decorativa nas igrejas iniciado desde 1930
1967 - Piracicaba SP - Recebe homenagem no 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
Exposições Individuais
1941 - Piracicaba SP - Primeira individual, no Colégio Piracicabano, atual Unimep
1970 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Nardim
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Studio 186
1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Eucatexpo
1977 - Piracicaba SP - Individual, no Centro de Artes Plásticas da Associação Paulista de Medicina
1977 - Santos SP - Individual, na Galeria Piada
1978 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Colombo
Exposições Coletivas
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - 2º Prêmio Prefeitura de São Paulo
1962 - São Paulo SP - 27º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1967 - São Paulo SP - 32º Salão Paulista de Belas Artes - pequena medalha de prata
1967 - Piracicaba SP - 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1971 - São Paulo SP - 36º Salão Paulista de Belas Artes
1973 - São Paulo SP - Salão Paulista de Belas Artes
1975 - Piracicaba SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1976 - São Paulo SP - 8º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1976 - Toronto (Canadá) - Coletiva, na Galeria In-Form-All
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Colônia (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Dusseldorf (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Hannover (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - São Paulo SP - Arte Brasil-Itália, no Masp
Exposições Póstumas
1980/1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual retrospectiva, na Galeria Bonino
1983 - Rio de Janeiro RJ - Pinguela, no MNBA
1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj
1984 - Piracicaba SP - Retrospectiva, no Teatro Municipal
Fonte: ADAMOLI. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 01 de agosto de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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João Egydio Adamoli – A Província
João Egydio Adâmoli – o Joca Adâmoli – nasceu em Piracicaba em 17 de outubro de 1911. Pintor de paredes, tímido, tornou-se o “primeiro pintor modernista da região de Piracicaba”, artista completo.
Diferentemente da maioria dos pintores, Joca Adâmoli começou os estudos de pintura relativamente tarde, aos 19 anos. E Frei Paulo de Sorocaba, como ocorreu para tantos outros artistas piracicabanos, foi também seu mestre. Em 1941, Joca faria a sua primeira exposição individual em Piracicaba e, com ela, marcaria o início da sua e da própria pintura contemporânea de Piracicaba. A sua arte, em contraste à dos que cultuavam as chamadas “belas artes”, provocou reações entre os acadêmicos, fazendo com que o tímido Joca Adâmoli se recolhesse ainda mais.
Dois grandes agentes culturais e artísticos encarregaram- se de tornar Joca Adâmoli conhecido e admirado por sua arte combatida por círculos fechados: João Chiarini, que organizou a sua primeira exposição, com 53 trabalhos, e o artista plástico Ermelindo Nardin, criador do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, que, em sua versão primeira, homenageou Joca, em 1967. Paisagista emérito, Joca Adâmoli como que se refugiou nas paisagens que reproduziu, junto a afrescos e naturezas mortas.
Prêmios e salões
Adâmoli nunca tomou a iniciativa de participar de salões. Foram os amigos que o levavam a apresentar sua arte. Os prêmios não o interessam, Joca não os buscava. No entanto, foi um dos mais aplaudidos de nossos artistas, com sua obra tornando-se parte magnífica de acervos particulares e de museus, no Brasil e no exterior.
A partir de 1974 ele começou a expor individualmente no Rio de Janeiro, estimulando-se ao ver sua obra reconhecida. Participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970. Participou de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Toronto (Canadá), Salvador, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, mostras na Alemanha.
Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. Após sua morte, houve mais cinco exposições de seu trabalho.
Joca Adâmoli morreu em 10 de fevereiro de 1980, um mês antes de sua exposição na Galeria Bonino, do Rio de Janeiro, que comemoraria seus 50 anos de pintura.
(Fontes: “Dicionário Piracicabano de Artistas Plásticos”, de Francisco A. F. de Mello, Edição Ação Cultural de Piracicaba, 1999. Ilustrações: Anuário dos Artistas Plásticos de Piracicaba”, Projeto Suzane Thame Guttierrez, Vários Organizadores, Editoral Iqual, 2000.)
Fonte: A Província, "Joca Adamoli", publicado por Cecílio Elias Netto, em 19 de fevereiro de 2013. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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João Egydio Adamoli – A Província
Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região
Iniciou seus estudos de pintura aos 19 anos. Em 41, fez sua 1ª exposição individual, a qual marca o início da renovação artística na região, num chamado “escândalo modernista”, dado o tipo de pintura que apresentou. Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região. Fez exposições individuais e participou de inúmeras coletivas em São Paulo e Rio de Janeiro. A difusão de sua pintura atinge até o exterior.
Deixou grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável. Pintou inúmeras paisagens, entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas. Joça Adamoli “integra a milícia dos maiores paisagistas brasileiros confirmando sobretudo a valorização da figura num tempo renovado de pintura”. Adamoli pintou afrescos em igrejas e paisagens ao ar livre. Suas obras chegaram aos Salões por mãos de amigos, porque fugia das soluções impostas e premiações dos Salões. Muitas vezes elas eram recusadas ou aceitas de favor. Podemos distinguir 5 fases em seu trabalho.
As 2 primeiras desafiam o academismo local. Nas seguintes, sintetiza sua obra. O terceiro período é marcado por sua interiorização, devido à doença que o acometeu.
Progressivamente, suas paisagens irão suscitar no observador uma profunda sensação de paz. As décadas de 60 e 70 mostram um forte período de revolta interior. Seu último período é extremamente fecundo, fundindo seus elementos, utilizando um mínimo de matéria como se em seus quadros não houvesse mais que a alma dos elementos. Dizia: “sinto que minha pintura evoluiu para grandes massas nebulosas e me sinto desmanchar dentro delas”. Extensa bibliografia cita seu nome. Tem obras em acervos particulares e museus no Brasil e exterior. Adamoli nunca perseguiu prêmios. Eles vieram a ele. Recebeu 4 prêmios aquisitivos e Medalhas de Bronze e Prata. Após sua morte, houve 5 mostras de seu trabalho.
Fonte: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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A estreia de Joca Adamoli – A Província
A primeira exposição de Joca Adâmoli, um dos maiores artistas piracicabanos de todos os tempos, aconteceu no dia 21 de julho de 1941, no Salão Nobre do Colégio Piracicabano, organizada por João Chiarini.
A estreia de um de nossos maiores pintores foi tema de uma matéria de destaque do semanário impresso A Província em novembro de 1987. Apesar da presença de poucos artistas, a Banda União Operária estava presente, cedida por Mário Dedini.
Porém, a arte de João Egydio Adâmoli parecia estar adiante de seu tempo. “Alceu Viegas não a entendeu. Moacyr Diniz a chamou de ‘pintura vermelha’ no sentido político do termo”, destacou Charini. Saíram artigos dos dois nos jornais e, com o tempo, a frequência aumentou consideravelmente.
Fonte: A Província, "A estreia de Joca Adamoli", publicado por Ronaldo Victoria, em 1 de dezembro de 2017. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
Crédito fotográfico: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
João Edygio Adamoli (Piracicaba, São Paulo, 17 de outubro de 1911 — Piracicaba, São Paulo, 10 de fevereiro de 1980), mais conhecido como Joca Adamoli ou apenas Adamoli, foi um pintor brasileiro. Considerado um pintor completo e consagrado, Adamoli foi o primeiro pintor modernista da região de Piracicaba e tinha preferência por paisagens e figuras. Pintou inúmeras paisagens entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas e afrescos em igrejas. No Brasil, participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970, além de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. No cenário internacional participou de exposições em Toronto (Canadá) e mostras na Alemanha. Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. O artista deixou uma grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável.
Biografia João Edygio Adamoli – Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba
Pintor renomado, pintava paredes, fazia afrescos em capelas e igrejas e pintava paisagens ao ar livre desde os 19 anos. Discípulo de Frei Paulo de Sorocaba (v.). “Pintor operário”, nas palavras de Cosentino (1984), fez parte do famoso grupo de artistas Santa Helena, de São Paulo. Cosentino refere-se a cinco fases da sua atividade artística, as duas primeiras, 1929-35 e 1935-1941, marcadas por uma exposição polêmica em 1941, e as seguintes pelo refúgio à natureza e participação desta, para, finalmente, sintetizá-la e nela integrar-se. O terceiro período vai de 1941 a 1960, período de interiorização e refúgio na paisagem; de 1960 a 1970, começa com “forte período de revolta interior”; por fim, de 1970 a 80, Adamoli vive um período extremamente fecundo, que se encerra com o seu falecimento, pouco antes de comemorar cinquenta anos de pintura. Participou de dezenas de exposições individuais e coletivas e de mostras oficiais em sua terra natal, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Santa Bárbara, Rio Claro, Jaboticabal, Ribeirão Preto. Expôs igualmente no exterior (Canadá, Alemanha). Foi premiado nos Salões de Belas Artes de Piracicaba (1961, 1967, 1968, 1972) e no Salão Paulista de Belas Artes. Suas obras fazem parte dos acervos de numerosos museus do país e do exterior, galerias e coleções particulares.
Fonte: IHGP - Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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Biografia – Itaú Cultural
Cronologia
s.d. - Piracicaba SP - Estuda no Grupo Escolar no Barão de Rio Branco, onde o prof. Felinto de Brito o incentiva para a pintura
s.d. - Piracicaba SP - Inicia o curso de pintura no Seminário São Fidélis com o Frei Paulo
1930 - Piracicaba SP - Trabalha com pintura decorativa em igrejas
1937/1955 - Piracicaba SP - Frequenta o ateliê de Frei Paulo de Sorocaba, paralelamente ao trabalho de pintura decorativa nas igrejas iniciado desde 1930
1967 - Piracicaba SP - Recebe homenagem no 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
Exposições Individuais
1941 - Piracicaba SP - Primeira individual, no Colégio Piracicabano, atual Unimep
1970 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Nardim
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Studio 186
1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Eucatexpo
1977 - Piracicaba SP - Individual, no Centro de Artes Plásticas da Associação Paulista de Medicina
1977 - Santos SP - Individual, na Galeria Piada
1978 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Colombo
Exposições Coletivas
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - 2º Prêmio Prefeitura de São Paulo
1962 - São Paulo SP - 27º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1967 - São Paulo SP - 32º Salão Paulista de Belas Artes - pequena medalha de prata
1967 - Piracicaba SP - 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1971 - São Paulo SP - 36º Salão Paulista de Belas Artes
1973 - São Paulo SP - Salão Paulista de Belas Artes
1975 - Piracicaba SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1976 - São Paulo SP - 8º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1976 - Toronto (Canadá) - Coletiva, na Galeria In-Form-All
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Colônia (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Dusseldorf (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Hannover (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - São Paulo SP - Arte Brasil-Itália, no Masp
Exposições Póstumas
1980/1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual retrospectiva, na Galeria Bonino
1983 - Rio de Janeiro RJ - Pinguela, no MNBA
1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj
1984 - Piracicaba SP - Retrospectiva, no Teatro Municipal
Fonte: ADAMOLI. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 01 de agosto de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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João Egydio Adamoli – A Província
João Egydio Adâmoli – o Joca Adâmoli – nasceu em Piracicaba em 17 de outubro de 1911. Pintor de paredes, tímido, tornou-se o “primeiro pintor modernista da região de Piracicaba”, artista completo.
Diferentemente da maioria dos pintores, Joca Adâmoli começou os estudos de pintura relativamente tarde, aos 19 anos. E Frei Paulo de Sorocaba, como ocorreu para tantos outros artistas piracicabanos, foi também seu mestre. Em 1941, Joca faria a sua primeira exposição individual em Piracicaba e, com ela, marcaria o início da sua e da própria pintura contemporânea de Piracicaba. A sua arte, em contraste à dos que cultuavam as chamadas “belas artes”, provocou reações entre os acadêmicos, fazendo com que o tímido Joca Adâmoli se recolhesse ainda mais.
Dois grandes agentes culturais e artísticos encarregaram- se de tornar Joca Adâmoli conhecido e admirado por sua arte combatida por círculos fechados: João Chiarini, que organizou a sua primeira exposição, com 53 trabalhos, e o artista plástico Ermelindo Nardin, criador do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, que, em sua versão primeira, homenageou Joca, em 1967. Paisagista emérito, Joca Adâmoli como que se refugiou nas paisagens que reproduziu, junto a afrescos e naturezas mortas.
Prêmios e salões
Adâmoli nunca tomou a iniciativa de participar de salões. Foram os amigos que o levavam a apresentar sua arte. Os prêmios não o interessam, Joca não os buscava. No entanto, foi um dos mais aplaudidos de nossos artistas, com sua obra tornando-se parte magnífica de acervos particulares e de museus, no Brasil e no exterior.
A partir de 1974 ele começou a expor individualmente no Rio de Janeiro, estimulando-se ao ver sua obra reconhecida. Participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970. Participou de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Toronto (Canadá), Salvador, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, mostras na Alemanha.
Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. Após sua morte, houve mais cinco exposições de seu trabalho.
Joca Adâmoli morreu em 10 de fevereiro de 1980, um mês antes de sua exposição na Galeria Bonino, do Rio de Janeiro, que comemoraria seus 50 anos de pintura.
(Fontes: “Dicionário Piracicabano de Artistas Plásticos”, de Francisco A. F. de Mello, Edição Ação Cultural de Piracicaba, 1999. Ilustrações: Anuário dos Artistas Plásticos de Piracicaba”, Projeto Suzane Thame Guttierrez, Vários Organizadores, Editoral Iqual, 2000.)
Fonte: A Província, "Joca Adamoli", publicado por Cecílio Elias Netto, em 19 de fevereiro de 2013. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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João Egydio Adamoli – A Província
Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região
Iniciou seus estudos de pintura aos 19 anos. Em 41, fez sua 1ª exposição individual, a qual marca o início da renovação artística na região, num chamado “escândalo modernista”, dado o tipo de pintura que apresentou. Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região. Fez exposições individuais e participou de inúmeras coletivas em São Paulo e Rio de Janeiro. A difusão de sua pintura atinge até o exterior.
Deixou grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável. Pintou inúmeras paisagens, entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas. Joça Adamoli “integra a milícia dos maiores paisagistas brasileiros confirmando sobretudo a valorização da figura num tempo renovado de pintura”. Adamoli pintou afrescos em igrejas e paisagens ao ar livre. Suas obras chegaram aos Salões por mãos de amigos, porque fugia das soluções impostas e premiações dos Salões. Muitas vezes elas eram recusadas ou aceitas de favor. Podemos distinguir 5 fases em seu trabalho.
As 2 primeiras desafiam o academismo local. Nas seguintes, sintetiza sua obra. O terceiro período é marcado por sua interiorização, devido à doença que o acometeu.
Progressivamente, suas paisagens irão suscitar no observador uma profunda sensação de paz. As décadas de 60 e 70 mostram um forte período de revolta interior. Seu último período é extremamente fecundo, fundindo seus elementos, utilizando um mínimo de matéria como se em seus quadros não houvesse mais que a alma dos elementos. Dizia: “sinto que minha pintura evoluiu para grandes massas nebulosas e me sinto desmanchar dentro delas”. Extensa bibliografia cita seu nome. Tem obras em acervos particulares e museus no Brasil e exterior. Adamoli nunca perseguiu prêmios. Eles vieram a ele. Recebeu 4 prêmios aquisitivos e Medalhas de Bronze e Prata. Após sua morte, houve 5 mostras de seu trabalho.
Fonte: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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A estreia de Joca Adamoli – A Província
A primeira exposição de Joca Adâmoli, um dos maiores artistas piracicabanos de todos os tempos, aconteceu no dia 21 de julho de 1941, no Salão Nobre do Colégio Piracicabano, organizada por João Chiarini.
A estreia de um de nossos maiores pintores foi tema de uma matéria de destaque do semanário impresso A Província em novembro de 1987. Apesar da presença de poucos artistas, a Banda União Operária estava presente, cedida por Mário Dedini.
Porém, a arte de João Egydio Adâmoli parecia estar adiante de seu tempo. “Alceu Viegas não a entendeu. Moacyr Diniz a chamou de ‘pintura vermelha’ no sentido político do termo”, destacou Charini. Saíram artigos dos dois nos jornais e, com o tempo, a frequência aumentou consideravelmente.
Fonte: A Província, "A estreia de Joca Adamoli", publicado por Ronaldo Victoria, em 1 de dezembro de 2017. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
Crédito fotográfico: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
João Edygio Adamoli (Piracicaba, São Paulo, 17 de outubro de 1911 — Piracicaba, São Paulo, 10 de fevereiro de 1980), mais conhecido como Joca Adamoli ou apenas Adamoli, foi um pintor brasileiro. Considerado um pintor completo e consagrado, Adamoli foi o primeiro pintor modernista da região de Piracicaba e tinha preferência por paisagens e figuras. Pintou inúmeras paisagens entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas e afrescos em igrejas. No Brasil, participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970, além de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. No cenário internacional participou de exposições em Toronto (Canadá) e mostras na Alemanha. Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. O artista deixou uma grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável.
Biografia João Edygio Adamoli – Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba
Pintor renomado, pintava paredes, fazia afrescos em capelas e igrejas e pintava paisagens ao ar livre desde os 19 anos. Discípulo de Frei Paulo de Sorocaba (v.). “Pintor operário”, nas palavras de Cosentino (1984), fez parte do famoso grupo de artistas Santa Helena, de São Paulo. Cosentino refere-se a cinco fases da sua atividade artística, as duas primeiras, 1929-35 e 1935-1941, marcadas por uma exposição polêmica em 1941, e as seguintes pelo refúgio à natureza e participação desta, para, finalmente, sintetizá-la e nela integrar-se. O terceiro período vai de 1941 a 1960, período de interiorização e refúgio na paisagem; de 1960 a 1970, começa com “forte período de revolta interior”; por fim, de 1970 a 80, Adamoli vive um período extremamente fecundo, que se encerra com o seu falecimento, pouco antes de comemorar cinquenta anos de pintura. Participou de dezenas de exposições individuais e coletivas e de mostras oficiais em sua terra natal, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Santa Bárbara, Rio Claro, Jaboticabal, Ribeirão Preto. Expôs igualmente no exterior (Canadá, Alemanha). Foi premiado nos Salões de Belas Artes de Piracicaba (1961, 1967, 1968, 1972) e no Salão Paulista de Belas Artes. Suas obras fazem parte dos acervos de numerosos museus do país e do exterior, galerias e coleções particulares.
Fonte: IHGP - Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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Biografia – Itaú Cultural
Cronologia
s.d. - Piracicaba SP - Estuda no Grupo Escolar no Barão de Rio Branco, onde o prof. Felinto de Brito o incentiva para a pintura
s.d. - Piracicaba SP - Inicia o curso de pintura no Seminário São Fidélis com o Frei Paulo
1930 - Piracicaba SP - Trabalha com pintura decorativa em igrejas
1937/1955 - Piracicaba SP - Frequenta o ateliê de Frei Paulo de Sorocaba, paralelamente ao trabalho de pintura decorativa nas igrejas iniciado desde 1930
1967 - Piracicaba SP - Recebe homenagem no 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
Exposições Individuais
1941 - Piracicaba SP - Primeira individual, no Colégio Piracicabano, atual Unimep
1970 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Nardim
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Studio 186
1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Eucatexpo
1977 - Piracicaba SP - Individual, no Centro de Artes Plásticas da Associação Paulista de Medicina
1977 - Santos SP - Individual, na Galeria Piada
1978 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Colombo
Exposições Coletivas
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - 2º Prêmio Prefeitura de São Paulo
1962 - São Paulo SP - 27º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1967 - São Paulo SP - 32º Salão Paulista de Belas Artes - pequena medalha de prata
1967 - Piracicaba SP - 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1971 - São Paulo SP - 36º Salão Paulista de Belas Artes
1973 - São Paulo SP - Salão Paulista de Belas Artes
1975 - Piracicaba SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1976 - São Paulo SP - 8º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1976 - Toronto (Canadá) - Coletiva, na Galeria In-Form-All
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Colônia (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Dusseldorf (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Hannover (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - São Paulo SP - Arte Brasil-Itália, no Masp
Exposições Póstumas
1980/1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual retrospectiva, na Galeria Bonino
1983 - Rio de Janeiro RJ - Pinguela, no MNBA
1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj
1984 - Piracicaba SP - Retrospectiva, no Teatro Municipal
Fonte: ADAMOLI. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 01 de agosto de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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João Egydio Adamoli – A Província
João Egydio Adâmoli – o Joca Adâmoli – nasceu em Piracicaba em 17 de outubro de 1911. Pintor de paredes, tímido, tornou-se o “primeiro pintor modernista da região de Piracicaba”, artista completo.
Diferentemente da maioria dos pintores, Joca Adâmoli começou os estudos de pintura relativamente tarde, aos 19 anos. E Frei Paulo de Sorocaba, como ocorreu para tantos outros artistas piracicabanos, foi também seu mestre. Em 1941, Joca faria a sua primeira exposição individual em Piracicaba e, com ela, marcaria o início da sua e da própria pintura contemporânea de Piracicaba. A sua arte, em contraste à dos que cultuavam as chamadas “belas artes”, provocou reações entre os acadêmicos, fazendo com que o tímido Joca Adâmoli se recolhesse ainda mais.
Dois grandes agentes culturais e artísticos encarregaram- se de tornar Joca Adâmoli conhecido e admirado por sua arte combatida por círculos fechados: João Chiarini, que organizou a sua primeira exposição, com 53 trabalhos, e o artista plástico Ermelindo Nardin, criador do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, que, em sua versão primeira, homenageou Joca, em 1967. Paisagista emérito, Joca Adâmoli como que se refugiou nas paisagens que reproduziu, junto a afrescos e naturezas mortas.
Prêmios e salões
Adâmoli nunca tomou a iniciativa de participar de salões. Foram os amigos que o levavam a apresentar sua arte. Os prêmios não o interessam, Joca não os buscava. No entanto, foi um dos mais aplaudidos de nossos artistas, com sua obra tornando-se parte magnífica de acervos particulares e de museus, no Brasil e no exterior.
A partir de 1974 ele começou a expor individualmente no Rio de Janeiro, estimulando-se ao ver sua obra reconhecida. Participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970. Participou de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Toronto (Canadá), Salvador, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, mostras na Alemanha.
Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. Após sua morte, houve mais cinco exposições de seu trabalho.
Joca Adâmoli morreu em 10 de fevereiro de 1980, um mês antes de sua exposição na Galeria Bonino, do Rio de Janeiro, que comemoraria seus 50 anos de pintura.
(Fontes: “Dicionário Piracicabano de Artistas Plásticos”, de Francisco A. F. de Mello, Edição Ação Cultural de Piracicaba, 1999. Ilustrações: Anuário dos Artistas Plásticos de Piracicaba”, Projeto Suzane Thame Guttierrez, Vários Organizadores, Editoral Iqual, 2000.)
Fonte: A Província, "Joca Adamoli", publicado por Cecílio Elias Netto, em 19 de fevereiro de 2013. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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João Egydio Adamoli – A Província
Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região
Iniciou seus estudos de pintura aos 19 anos. Em 41, fez sua 1ª exposição individual, a qual marca o início da renovação artística na região, num chamado “escândalo modernista”, dado o tipo de pintura que apresentou. Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região. Fez exposições individuais e participou de inúmeras coletivas em São Paulo e Rio de Janeiro. A difusão de sua pintura atinge até o exterior.
Deixou grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável. Pintou inúmeras paisagens, entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas. Joça Adamoli “integra a milícia dos maiores paisagistas brasileiros confirmando sobretudo a valorização da figura num tempo renovado de pintura”. Adamoli pintou afrescos em igrejas e paisagens ao ar livre. Suas obras chegaram aos Salões por mãos de amigos, porque fugia das soluções impostas e premiações dos Salões. Muitas vezes elas eram recusadas ou aceitas de favor. Podemos distinguir 5 fases em seu trabalho.
As 2 primeiras desafiam o academismo local. Nas seguintes, sintetiza sua obra. O terceiro período é marcado por sua interiorização, devido à doença que o acometeu.
Progressivamente, suas paisagens irão suscitar no observador uma profunda sensação de paz. As décadas de 60 e 70 mostram um forte período de revolta interior. Seu último período é extremamente fecundo, fundindo seus elementos, utilizando um mínimo de matéria como se em seus quadros não houvesse mais que a alma dos elementos. Dizia: “sinto que minha pintura evoluiu para grandes massas nebulosas e me sinto desmanchar dentro delas”. Extensa bibliografia cita seu nome. Tem obras em acervos particulares e museus no Brasil e exterior. Adamoli nunca perseguiu prêmios. Eles vieram a ele. Recebeu 4 prêmios aquisitivos e Medalhas de Bronze e Prata. Após sua morte, houve 5 mostras de seu trabalho.
Fonte: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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A estreia de Joca Adamoli – A Província
A primeira exposição de Joca Adâmoli, um dos maiores artistas piracicabanos de todos os tempos, aconteceu no dia 21 de julho de 1941, no Salão Nobre do Colégio Piracicabano, organizada por João Chiarini.
A estreia de um de nossos maiores pintores foi tema de uma matéria de destaque do semanário impresso A Província em novembro de 1987. Apesar da presença de poucos artistas, a Banda União Operária estava presente, cedida por Mário Dedini.
Porém, a arte de João Egydio Adâmoli parecia estar adiante de seu tempo. “Alceu Viegas não a entendeu. Moacyr Diniz a chamou de ‘pintura vermelha’ no sentido político do termo”, destacou Charini. Saíram artigos dos dois nos jornais e, com o tempo, a frequência aumentou consideravelmente.
Fonte: A Província, "A estreia de Joca Adamoli", publicado por Ronaldo Victoria, em 1 de dezembro de 2017. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
Crédito fotográfico: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
João Edygio Adamoli (Piracicaba, São Paulo, 17 de outubro de 1911 — Piracicaba, São Paulo, 10 de fevereiro de 1980), mais conhecido como Joca Adamoli ou apenas Adamoli, foi um pintor brasileiro. Considerado um pintor completo e consagrado, Adamoli foi o primeiro pintor modernista da região de Piracicaba e tinha preferência por paisagens e figuras. Pintou inúmeras paisagens entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas e afrescos em igrejas. No Brasil, participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970, além de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Salvador, Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre. No cenário internacional participou de exposições em Toronto (Canadá) e mostras na Alemanha. Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. O artista deixou uma grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável.
Biografia João Edygio Adamoli – Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba
Pintor renomado, pintava paredes, fazia afrescos em capelas e igrejas e pintava paisagens ao ar livre desde os 19 anos. Discípulo de Frei Paulo de Sorocaba (v.). “Pintor operário”, nas palavras de Cosentino (1984), fez parte do famoso grupo de artistas Santa Helena, de São Paulo. Cosentino refere-se a cinco fases da sua atividade artística, as duas primeiras, 1929-35 e 1935-1941, marcadas por uma exposição polêmica em 1941, e as seguintes pelo refúgio à natureza e participação desta, para, finalmente, sintetizá-la e nela integrar-se. O terceiro período vai de 1941 a 1960, período de interiorização e refúgio na paisagem; de 1960 a 1970, começa com “forte período de revolta interior”; por fim, de 1970 a 80, Adamoli vive um período extremamente fecundo, que se encerra com o seu falecimento, pouco antes de comemorar cinquenta anos de pintura. Participou de dezenas de exposições individuais e coletivas e de mostras oficiais em sua terra natal, no Rio de Janeiro, em São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Salvador, Florianópolis, Santa Bárbara, Rio Claro, Jaboticabal, Ribeirão Preto. Expôs igualmente no exterior (Canadá, Alemanha). Foi premiado nos Salões de Belas Artes de Piracicaba (1961, 1967, 1968, 1972) e no Salão Paulista de Belas Artes. Suas obras fazem parte dos acervos de numerosos museus do país e do exterior, galerias e coleções particulares.
Fonte: IHGP - Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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Biografia – Itaú Cultural
Cronologia
s.d. - Piracicaba SP - Estuda no Grupo Escolar no Barão de Rio Branco, onde o prof. Felinto de Brito o incentiva para a pintura
s.d. - Piracicaba SP - Inicia o curso de pintura no Seminário São Fidélis com o Frei Paulo
1930 - Piracicaba SP - Trabalha com pintura decorativa em igrejas
1937/1955 - Piracicaba SP - Frequenta o ateliê de Frei Paulo de Sorocaba, paralelamente ao trabalho de pintura decorativa nas igrejas iniciado desde 1930
1967 - Piracicaba SP - Recebe homenagem no 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba
Exposições Individuais
1941 - Piracicaba SP - Primeira individual, no Colégio Piracicabano, atual Unimep
1970 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Nardim
1974 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Studio 186
1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Eucatexpo
1977 - Piracicaba SP - Individual, no Centro de Artes Plásticas da Associação Paulista de Medicina
1977 - Santos SP - Individual, na Galeria Piada
1978 - Piracicaba SP - Individual, na Galeria Colombo
Exposições Coletivas
1948 - São Paulo SP - 14º Salão Paulista de Belas Artes, na Galeria Prestes Maia - 2º Prêmio Prefeitura de São Paulo
1962 - São Paulo SP - 27º Salão Paulista de Belas Artes - medalha de bronze
1967 - São Paulo SP - 32º Salão Paulista de Belas Artes - pequena medalha de prata
1967 - Piracicaba SP - 1º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1971 - São Paulo SP - 36º Salão Paulista de Belas Artes
1973 - São Paulo SP - Salão Paulista de Belas Artes
1975 - Piracicaba SP - 8º Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba - sala especial
1976 - São Paulo SP - 8º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP
1976 - Toronto (Canadá) - Coletiva, na Galeria In-Form-All
1978 - Rio de Janeiro RJ - 18ª Exposição Arte e Pensamento Ecológico, na Biblioteca Euclides da Cunha
1978 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Curitiba PR - Coletiva, na Galeria Acaiaca
1980 - Colônia (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Dusseldorf (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - Hannover (Alemanha) - Mostra da Arte Brasileira, na Feira Internacional da Alemanha
1980 - São Paulo SP - Arte Brasil-Itália, no Masp
Exposições Póstumas
1980/1981 - Rio de Janeiro RJ - Individual retrospectiva, na Galeria Bonino
1983 - Rio de Janeiro RJ - Pinguela, no MNBA
1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj
1984 - Piracicaba SP - Retrospectiva, no Teatro Municipal
Fonte: ADAMOLI. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2022. Acesso em: 01 de agosto de 2022. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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João Egydio Adamoli – A Província
João Egydio Adâmoli – o Joca Adâmoli – nasceu em Piracicaba em 17 de outubro de 1911. Pintor de paredes, tímido, tornou-se o “primeiro pintor modernista da região de Piracicaba”, artista completo.
Diferentemente da maioria dos pintores, Joca Adâmoli começou os estudos de pintura relativamente tarde, aos 19 anos. E Frei Paulo de Sorocaba, como ocorreu para tantos outros artistas piracicabanos, foi também seu mestre. Em 1941, Joca faria a sua primeira exposição individual em Piracicaba e, com ela, marcaria o início da sua e da própria pintura contemporânea de Piracicaba. A sua arte, em contraste à dos que cultuavam as chamadas “belas artes”, provocou reações entre os acadêmicos, fazendo com que o tímido Joca Adâmoli se recolhesse ainda mais.
Dois grandes agentes culturais e artísticos encarregaram- se de tornar Joca Adâmoli conhecido e admirado por sua arte combatida por círculos fechados: João Chiarini, que organizou a sua primeira exposição, com 53 trabalhos, e o artista plástico Ermelindo Nardin, criador do Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba, que, em sua versão primeira, homenageou Joca, em 1967. Paisagista emérito, Joca Adâmoli como que se refugiou nas paisagens que reproduziu, junto a afrescos e naturezas mortas.
Prêmios e salões
Adâmoli nunca tomou a iniciativa de participar de salões. Foram os amigos que o levavam a apresentar sua arte. Os prêmios não o interessam, Joca não os buscava. No entanto, foi um dos mais aplaudidos de nossos artistas, com sua obra tornando-se parte magnífica de acervos particulares e de museus, no Brasil e no exterior.
A partir de 1974 ele começou a expor individualmente no Rio de Janeiro, estimulando-se ao ver sua obra reconhecida. Participou, de 1948 a 1973, dos Salões Paulistas de Belas Artes, dos Salões de Belas Artes (1953 a 1974), de Arte Contemporânea (1967 a 1975) de Piracicaba, de salões em Rio Claro, Jaboticabal, Santa Bárbara e Salão dos Artistas Nacionais em 1970. Participou de exposições coletivas no Rio de Janeiro, Toronto (Canadá), Salvador, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, mostras na Alemanha.
Foi premiado com Prêmio Aquisição, medalha de bronze e de prata no Salão de Belas Artes de Piracicaba e no Salão Paulista de Belas Artes, Prêmio Prefeitura de São Paulo e Prêmio Governador do Estado. Após sua morte, houve mais cinco exposições de seu trabalho.
Joca Adâmoli morreu em 10 de fevereiro de 1980, um mês antes de sua exposição na Galeria Bonino, do Rio de Janeiro, que comemoraria seus 50 anos de pintura.
(Fontes: “Dicionário Piracicabano de Artistas Plásticos”, de Francisco A. F. de Mello, Edição Ação Cultural de Piracicaba, 1999. Ilustrações: Anuário dos Artistas Plásticos de Piracicaba”, Projeto Suzane Thame Guttierrez, Vários Organizadores, Editoral Iqual, 2000.)
Fonte: A Província, "Joca Adamoli", publicado por Cecílio Elias Netto, em 19 de fevereiro de 2013. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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João Egydio Adamoli – A Província
Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região
Iniciou seus estudos de pintura aos 19 anos. Em 41, fez sua 1ª exposição individual, a qual marca o início da renovação artística na região, num chamado “escândalo modernista”, dado o tipo de pintura que apresentou. Em 67, expõe em Sala Especial no I Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e recebe a grande homenagem como 1º pintor moderno da região. Fez exposições individuais e participou de inúmeras coletivas em São Paulo e Rio de Janeiro. A difusão de sua pintura atinge até o exterior.
Deixou grande quantidade de trabalhos, que por si falam de um caminho novo, estilo próprio e autenticidade inquestionável. Pintou inúmeras paisagens, entremeando trabalhos de figuras e naturezas mortas. Joça Adamoli “integra a milícia dos maiores paisagistas brasileiros confirmando sobretudo a valorização da figura num tempo renovado de pintura”. Adamoli pintou afrescos em igrejas e paisagens ao ar livre. Suas obras chegaram aos Salões por mãos de amigos, porque fugia das soluções impostas e premiações dos Salões. Muitas vezes elas eram recusadas ou aceitas de favor. Podemos distinguir 5 fases em seu trabalho.
As 2 primeiras desafiam o academismo local. Nas seguintes, sintetiza sua obra. O terceiro período é marcado por sua interiorização, devido à doença que o acometeu.
Progressivamente, suas paisagens irão suscitar no observador uma profunda sensação de paz. As décadas de 60 e 70 mostram um forte período de revolta interior. Seu último período é extremamente fecundo, fundindo seus elementos, utilizando um mínimo de matéria como se em seus quadros não houvesse mais que a alma dos elementos. Dizia: “sinto que minha pintura evoluiu para grandes massas nebulosas e me sinto desmanchar dentro delas”. Extensa bibliografia cita seu nome. Tem obras em acervos particulares e museus no Brasil e exterior. Adamoli nunca perseguiu prêmios. Eles vieram a ele. Recebeu 4 prêmios aquisitivos e Medalhas de Bronze e Prata. Após sua morte, houve 5 mostras de seu trabalho.
Fonte: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
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A estreia de Joca Adamoli – A Província
A primeira exposição de Joca Adâmoli, um dos maiores artistas piracicabanos de todos os tempos, aconteceu no dia 21 de julho de 1941, no Salão Nobre do Colégio Piracicabano, organizada por João Chiarini.
A estreia de um de nossos maiores pintores foi tema de uma matéria de destaque do semanário impresso A Província em novembro de 1987. Apesar da presença de poucos artistas, a Banda União Operária estava presente, cedida por Mário Dedini.
Porém, a arte de João Egydio Adâmoli parecia estar adiante de seu tempo. “Alceu Viegas não a entendeu. Moacyr Diniz a chamou de ‘pintura vermelha’ no sentido político do termo”, destacou Charini. Saíram artigos dos dois nos jornais e, com o tempo, a frequência aumentou consideravelmente.
Fonte: A Província, "A estreia de Joca Adamoli", publicado por Ronaldo Victoria, em 1 de dezembro de 2017. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.
Crédito fotográfico: A Província, "João Egydio Adamoli", publicado em 1 de outubro de 2009. Consultado pela última vez em 2 de agosto de 2022.