Jorge Zalszupin (Varsóvia, Polônia, 1 de junho de 1922) é um arquiteto e designer polonês naturalizado brasileiro, fundador da L’atelier, em São Paulo, na década de 1950.
Biografia
Judeu polonês, Jorge Zalszupin fugiu de seu país debaixo de bombardeios da segunda guerra para se refugiar na Romênia, onde se formou arquiteto .
Depois de trabalhar na França , desembarcou no cais do Rio de Janeiro , em 1949. Trazia na bagagem uma moto com placa de Paris, o diploma de arquitetura, a passagem de volta e uma edição especial da revista francesa " L'Architecture d'Aujourd'hui, aclamando a arquitetura brasileira.
Zalszupin cruzou por dias as ruas do rio com sua moto para conhecer as obras publicadas na revista. Quando estava prestes a usar o bilhete de volta, recebeu um convite para trabalhar em um escritório de arquitetura em São Paulo. Aceitou e partiu.
Aprimorou o estilo e colaborou com uma série de projetos de moradia e prédios. Conseguiu a cidadania brasileira em 1953, o registro para assinar as plantas e seguiu carreira solo como Jorge . E a cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis e, assim, surgiu a marcenaria L'atelier, em 1959. O negocio chegou a ter 200 funcionários e inúmeros pedidos de móveis, como a poltrona dinamarquesa (1960).
Hoje, ela é clássico vintage ao lado da cadeira cubo- essa já foi até destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE), em Brasília."E há outras mais. Boa parte dos móveis do judiciário brasileiro leva a sua assinatura.Em 1970, Zalszupin vendeu o L'atelier ao Grupo Forsa e tornou-se o diretor de pesquisa e desenvolvimento de produtos de todas as empresas do grupo.
Cronologia
01/ 06/1922
Nasce Jorge Zalszupin em Varsóvia, onde ficou até seus 18 anos quando estoura a segunda guerra e a Polonia é invadida pelos alemães. Foge para a Romenia onde terminará seus estudos de arquitetura.
1940 á 1941
Escola de Belas Artes. Em 1940 chega na Romenia onde cursa a escola de Belas Artes até 1941.
1941 á 1947
Estadia na Romênia. Cursa a faculdade de arquitetura em Bucarest onde se forma, e inicia á trabalhar nas fiscalisações de casas que sofreram rachaduras devido á um tremor de terra.
1949
Chegada ao Brasil. Em março de 1949 desembarca no cais do Rio de Janeiro em pleno Carnaval com sua moto com placa de Paris, seu diploma e a passagem de volta.
1960
Fundação da loja L’atelier. A cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis, e fundando assim a L’atelier.
1960
Abertura de seu escritório de Arquitetura. Neste mesmo ano de 1960 abre seu escritorio de arquitetura e lança sua primeira poltrona " Dinamarquesa" que marcará sua trajetoria no design brasileiro.
Fonte: Site oficial Jorge Zalszupin, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Biografia Wikipédia
Veio para o Brasil na década de 1950 depois de escapar da perseguição aos judeus na Polônia e ter cursado arquitetura na Romênia.
Em 1959 fundou em São Paulo a L'Atelier, fábrica pioneira na produção de móveis em série no Brasil. São de sua autoria as poltronas utilizadas pelos juízes do Supremo Tribunal Federal nas audiências e daquela que foi por um tempo a poltrona do prefeito de São Paulo, a mesma poltrona que ficou famosa por Fernando Henrique Cardoso ter se deixado fotografar considerando-se eleito antes da eleição de 1985, vencida por Jânio Quadros.
É considerado um dos maiores nomes em sua área no Brasil.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Jorge Zalszupin abre sua casa em SP
A casa onde, há 52 anos, vive um dos mais importantes nomes do design brasileiro, o arquiteto Jorge Zalszupin, fica a um passo da rua-templo do design e da decoração em São Paulo, a Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim América. "Ergui com duas pessoas, um pedreiro e um servente, durante mais ou menos nove meses. Eu não tinha dinheiro", conta o arquiteto e designer nascido na Polônia, de olhos azuis profundos, uma farta e alva cabeleira e elegância ímpar aos 90 anos de idade. "Eu morava numa casa alugada na Vila Nova Conceição, e o proprietário a quis de volta", diz. Por sorte, um dos clientes se propôs a pagar um trabalho com o terreno.
Seus projetos arquitetônicos com linguagem orgânica eram sempre realizados em parceria com o espanhol Pepe, um superpedreiro que entendia tudo sem precisar de desenho. "Fiz uma casa na praia em que toda a parede era torta e ainda inclinada e depois desinclinava e inclinava de novo. Enfim, não dava para desenhar", conta. E o Pepe realizava.
Já os móveis, que lembram o design moderno escandinavo, ele começou a desenhar por necessidade. "Depois que a casa ficava pronta, os clientes pediam o mobiliário. Na época, não havia onde comprar", conta Zalszupin, acomodado na área preferida da casa, seu pequeno quarto. "Não gosto de grandes espaços. Gosto de lugares calorosos, que me dão segurança, com todos os lados em volta de mim protegidos, para ter liberdade para pensar. É um sentimento que vem da infância, provavelmente ligado à guerra", diz. O arquiteto nasceu em Varsóvia, de onde fugiu para a Romênia após a invasão pelo exército nazista. Passada a Segunda Guerra, morou na França e então emigrou para o Brasil, em 1949.
Fonte: Casa Vogue, por Bel Kranz em 3 de setembro de 2012.
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Jorge Zalszupin: morre um dos ícones do modernismo brasileiro
A vida e a obra do mestre, que deixa um impressionante legado
Inspiração para muitos designers da atualidade, o polonês, naturalizado brasileiro, Jorge Zalszupin se despediu desse mundo aos 98 anos, mas sua herança criativa continuará presente entre as principais criações do design brasileiro. Sua morte foi anunciada pela filha, Veronica Zalszupin.
"Hoje faleceu meu pai adorado. Faleceu o Jorge, pai maravilhoso, generoso, que me ensinou tudo da vida. Descansa em paz, pai. Sua vida foi bonita. Vá encontrar mamãe que já está te esperando. Vai ser difícil sem vocês", escreveu Veronica.
Zalszupin nasceu em Varsóvia, em 1922, e fugiu para a Romênia a fim de terminar seus estudos quando a Polônia foi invadida pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Chegou ao Brasil no Carnaval de 1949, no cais do Rio de Janeiro. Na bagagem, havia apenas uma moto com placa de Paris, frascos de perfume francês para vender e fazer algum dinheiro, seu diploma e uma revista. Os perfumes nunca foram vendidos e a moto serviu como transporte para que ele pudesse ver de perto as obras cariocas mostradas na publicação que trazia nas mãos.
Em pouco tempo, o arquiteto começou a trabalhar com o conterrâneo Lucjan Korngold, em São Paulo, e sua carreira deslanchou na capital paulista. Apesar de desenvolver projetos completos, não podia assiná-los, pois não era brasileiro. Mas tudo ficou resolvido quando se casou com Annette, uma bela moça que o atendia na Livraria Francesa, onde costumava comprar livros e revistas. Após o nascimento da primeira filha, pôde se naturalizar e abrir seu próprio escritório, em 1960. Foi nessa época que desenhou a icônica poltrona Dinamarquesa.
Assim, para cada projeto residencial que desenvolvia, criava também todo o mobiliário, pois na época não havia onde comprar peças modernistas. Daí, seu lado designer começou a aflorar e tornou-se mais forte que o de arquiteto. Em 1959, então, fundou a icônica marca L’Atelier.
Ele alugou um espaço no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista para montar seu negócio. Logo as peças criadas por Zalszupin começaram a fazer sucesso e pedidos de todo o país não paravam de chegar. Até que nos anos 1970, a marca passou para as mãos do Grupo Forsa e o designer assumiu o núcleo de criação e pesquisa.
Já nos anos 1980, a crise econômica que abalou o país causou o fim da L’Atelier e Zalszupin deixou de trabalhar com móveis. O designer voltou-se novamente para a arquitetura, em sociedade com o arquiteto José Gugliotta. Dessa união de talentos surgiram muitos prédios e casas hoje espalhados pela cidade de São Paulo. A parceria durou até 1986 e desde então, ele começou a reduzir seu ritmo de trabalho.
Além da Dinamarquesa, outra peça bastante conhecida do designer é a poltrona Cubo, que já foi destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE). Muitos outros itens desenvolvidos por ele, além do desenho limpo e fluido, foram batizados com nomes de seus familiares. Em 2004, a empresária Etel Carmona passou a reeditar as peças de Zalszupin e o incluiu no catálogo de sua marca, que conta com nomes ilustres do design brasileiro. Em 2017, foi o grande homenageado na primeira edição do Prêmio Casa Vogue Design. O mestre se foi, mas sua obra será eterna e presente na casa de admiradores mundo afora.
Fonte: Casa Vogue, publicado em 17 de agosto de 2020, por Nádia Simonelli.
Crédito fotográfico: Casa Vogue, por Vivi Spaco e Michell Lott em 30 ago 2016.
Jorge Zalszupin (Varsóvia, Polônia, 1 de junho de 1922) é um arquiteto e designer polonês naturalizado brasileiro, fundador da L’atelier, em São Paulo, na década de 1950.
Biografia
Judeu polonês, Jorge Zalszupin fugiu de seu país debaixo de bombardeios da segunda guerra para se refugiar na Romênia, onde se formou arquiteto .
Depois de trabalhar na França , desembarcou no cais do Rio de Janeiro , em 1949. Trazia na bagagem uma moto com placa de Paris, o diploma de arquitetura, a passagem de volta e uma edição especial da revista francesa " L'Architecture d'Aujourd'hui, aclamando a arquitetura brasileira.
Zalszupin cruzou por dias as ruas do rio com sua moto para conhecer as obras publicadas na revista. Quando estava prestes a usar o bilhete de volta, recebeu um convite para trabalhar em um escritório de arquitetura em São Paulo. Aceitou e partiu.
Aprimorou o estilo e colaborou com uma série de projetos de moradia e prédios. Conseguiu a cidadania brasileira em 1953, o registro para assinar as plantas e seguiu carreira solo como Jorge . E a cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis e, assim, surgiu a marcenaria L'atelier, em 1959. O negocio chegou a ter 200 funcionários e inúmeros pedidos de móveis, como a poltrona dinamarquesa (1960).
Hoje, ela é clássico vintage ao lado da cadeira cubo- essa já foi até destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE), em Brasília."E há outras mais. Boa parte dos móveis do judiciário brasileiro leva a sua assinatura.Em 1970, Zalszupin vendeu o L'atelier ao Grupo Forsa e tornou-se o diretor de pesquisa e desenvolvimento de produtos de todas as empresas do grupo.
Cronologia
01/ 06/1922
Nasce Jorge Zalszupin em Varsóvia, onde ficou até seus 18 anos quando estoura a segunda guerra e a Polonia é invadida pelos alemães. Foge para a Romenia onde terminará seus estudos de arquitetura.
1940 á 1941
Escola de Belas Artes. Em 1940 chega na Romenia onde cursa a escola de Belas Artes até 1941.
1941 á 1947
Estadia na Romênia. Cursa a faculdade de arquitetura em Bucarest onde se forma, e inicia á trabalhar nas fiscalisações de casas que sofreram rachaduras devido á um tremor de terra.
1949
Chegada ao Brasil. Em março de 1949 desembarca no cais do Rio de Janeiro em pleno Carnaval com sua moto com placa de Paris, seu diploma e a passagem de volta.
1960
Fundação da loja L’atelier. A cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis, e fundando assim a L’atelier.
1960
Abertura de seu escritório de Arquitetura. Neste mesmo ano de 1960 abre seu escritorio de arquitetura e lança sua primeira poltrona " Dinamarquesa" que marcará sua trajetoria no design brasileiro.
Fonte: Site oficial Jorge Zalszupin, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Biografia Wikipédia
Veio para o Brasil na década de 1950 depois de escapar da perseguição aos judeus na Polônia e ter cursado arquitetura na Romênia.
Em 1959 fundou em São Paulo a L'Atelier, fábrica pioneira na produção de móveis em série no Brasil. São de sua autoria as poltronas utilizadas pelos juízes do Supremo Tribunal Federal nas audiências e daquela que foi por um tempo a poltrona do prefeito de São Paulo, a mesma poltrona que ficou famosa por Fernando Henrique Cardoso ter se deixado fotografar considerando-se eleito antes da eleição de 1985, vencida por Jânio Quadros.
É considerado um dos maiores nomes em sua área no Brasil.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Jorge Zalszupin abre sua casa em SP
A casa onde, há 52 anos, vive um dos mais importantes nomes do design brasileiro, o arquiteto Jorge Zalszupin, fica a um passo da rua-templo do design e da decoração em São Paulo, a Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim América. "Ergui com duas pessoas, um pedreiro e um servente, durante mais ou menos nove meses. Eu não tinha dinheiro", conta o arquiteto e designer nascido na Polônia, de olhos azuis profundos, uma farta e alva cabeleira e elegância ímpar aos 90 anos de idade. "Eu morava numa casa alugada na Vila Nova Conceição, e o proprietário a quis de volta", diz. Por sorte, um dos clientes se propôs a pagar um trabalho com o terreno.
Seus projetos arquitetônicos com linguagem orgânica eram sempre realizados em parceria com o espanhol Pepe, um superpedreiro que entendia tudo sem precisar de desenho. "Fiz uma casa na praia em que toda a parede era torta e ainda inclinada e depois desinclinava e inclinava de novo. Enfim, não dava para desenhar", conta. E o Pepe realizava.
Já os móveis, que lembram o design moderno escandinavo, ele começou a desenhar por necessidade. "Depois que a casa ficava pronta, os clientes pediam o mobiliário. Na época, não havia onde comprar", conta Zalszupin, acomodado na área preferida da casa, seu pequeno quarto. "Não gosto de grandes espaços. Gosto de lugares calorosos, que me dão segurança, com todos os lados em volta de mim protegidos, para ter liberdade para pensar. É um sentimento que vem da infância, provavelmente ligado à guerra", diz. O arquiteto nasceu em Varsóvia, de onde fugiu para a Romênia após a invasão pelo exército nazista. Passada a Segunda Guerra, morou na França e então emigrou para o Brasil, em 1949.
Fonte: Casa Vogue, por Bel Kranz em 3 de setembro de 2012.
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Jorge Zalszupin: morre um dos ícones do modernismo brasileiro
A vida e a obra do mestre, que deixa um impressionante legado
Inspiração para muitos designers da atualidade, o polonês, naturalizado brasileiro, Jorge Zalszupin se despediu desse mundo aos 98 anos, mas sua herança criativa continuará presente entre as principais criações do design brasileiro. Sua morte foi anunciada pela filha, Veronica Zalszupin.
"Hoje faleceu meu pai adorado. Faleceu o Jorge, pai maravilhoso, generoso, que me ensinou tudo da vida. Descansa em paz, pai. Sua vida foi bonita. Vá encontrar mamãe que já está te esperando. Vai ser difícil sem vocês", escreveu Veronica.
Zalszupin nasceu em Varsóvia, em 1922, e fugiu para a Romênia a fim de terminar seus estudos quando a Polônia foi invadida pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Chegou ao Brasil no Carnaval de 1949, no cais do Rio de Janeiro. Na bagagem, havia apenas uma moto com placa de Paris, frascos de perfume francês para vender e fazer algum dinheiro, seu diploma e uma revista. Os perfumes nunca foram vendidos e a moto serviu como transporte para que ele pudesse ver de perto as obras cariocas mostradas na publicação que trazia nas mãos.
Em pouco tempo, o arquiteto começou a trabalhar com o conterrâneo Lucjan Korngold, em São Paulo, e sua carreira deslanchou na capital paulista. Apesar de desenvolver projetos completos, não podia assiná-los, pois não era brasileiro. Mas tudo ficou resolvido quando se casou com Annette, uma bela moça que o atendia na Livraria Francesa, onde costumava comprar livros e revistas. Após o nascimento da primeira filha, pôde se naturalizar e abrir seu próprio escritório, em 1960. Foi nessa época que desenhou a icônica poltrona Dinamarquesa.
Assim, para cada projeto residencial que desenvolvia, criava também todo o mobiliário, pois na época não havia onde comprar peças modernistas. Daí, seu lado designer começou a aflorar e tornou-se mais forte que o de arquiteto. Em 1959, então, fundou a icônica marca L’Atelier.
Ele alugou um espaço no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista para montar seu negócio. Logo as peças criadas por Zalszupin começaram a fazer sucesso e pedidos de todo o país não paravam de chegar. Até que nos anos 1970, a marca passou para as mãos do Grupo Forsa e o designer assumiu o núcleo de criação e pesquisa.
Já nos anos 1980, a crise econômica que abalou o país causou o fim da L’Atelier e Zalszupin deixou de trabalhar com móveis. O designer voltou-se novamente para a arquitetura, em sociedade com o arquiteto José Gugliotta. Dessa união de talentos surgiram muitos prédios e casas hoje espalhados pela cidade de São Paulo. A parceria durou até 1986 e desde então, ele começou a reduzir seu ritmo de trabalho.
Além da Dinamarquesa, outra peça bastante conhecida do designer é a poltrona Cubo, que já foi destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE). Muitos outros itens desenvolvidos por ele, além do desenho limpo e fluido, foram batizados com nomes de seus familiares. Em 2004, a empresária Etel Carmona passou a reeditar as peças de Zalszupin e o incluiu no catálogo de sua marca, que conta com nomes ilustres do design brasileiro. Em 2017, foi o grande homenageado na primeira edição do Prêmio Casa Vogue Design. O mestre se foi, mas sua obra será eterna e presente na casa de admiradores mundo afora.
Fonte: Casa Vogue, publicado em 17 de agosto de 2020, por Nádia Simonelli.
Crédito fotográfico: Casa Vogue, por Vivi Spaco e Michell Lott em 30 ago 2016.
Jorge Zalszupin (Varsóvia, Polônia, 1 de junho de 1922) é um arquiteto e designer polonês naturalizado brasileiro, fundador da L’atelier, em São Paulo, na década de 1950.
Biografia
Judeu polonês, Jorge Zalszupin fugiu de seu país debaixo de bombardeios da segunda guerra para se refugiar na Romênia, onde se formou arquiteto .
Depois de trabalhar na França , desembarcou no cais do Rio de Janeiro , em 1949. Trazia na bagagem uma moto com placa de Paris, o diploma de arquitetura, a passagem de volta e uma edição especial da revista francesa " L'Architecture d'Aujourd'hui, aclamando a arquitetura brasileira.
Zalszupin cruzou por dias as ruas do rio com sua moto para conhecer as obras publicadas na revista. Quando estava prestes a usar o bilhete de volta, recebeu um convite para trabalhar em um escritório de arquitetura em São Paulo. Aceitou e partiu.
Aprimorou o estilo e colaborou com uma série de projetos de moradia e prédios. Conseguiu a cidadania brasileira em 1953, o registro para assinar as plantas e seguiu carreira solo como Jorge . E a cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis e, assim, surgiu a marcenaria L'atelier, em 1959. O negocio chegou a ter 200 funcionários e inúmeros pedidos de móveis, como a poltrona dinamarquesa (1960).
Hoje, ela é clássico vintage ao lado da cadeira cubo- essa já foi até destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE), em Brasília."E há outras mais. Boa parte dos móveis do judiciário brasileiro leva a sua assinatura.Em 1970, Zalszupin vendeu o L'atelier ao Grupo Forsa e tornou-se o diretor de pesquisa e desenvolvimento de produtos de todas as empresas do grupo.
Cronologia
01/ 06/1922
Nasce Jorge Zalszupin em Varsóvia, onde ficou até seus 18 anos quando estoura a segunda guerra e a Polonia é invadida pelos alemães. Foge para a Romenia onde terminará seus estudos de arquitetura.
1940 á 1941
Escola de Belas Artes. Em 1940 chega na Romenia onde cursa a escola de Belas Artes até 1941.
1941 á 1947
Estadia na Romênia. Cursa a faculdade de arquitetura em Bucarest onde se forma, e inicia á trabalhar nas fiscalisações de casas que sofreram rachaduras devido á um tremor de terra.
1949
Chegada ao Brasil. Em março de 1949 desembarca no cais do Rio de Janeiro em pleno Carnaval com sua moto com placa de Paris, seu diploma e a passagem de volta.
1960
Fundação da loja L’atelier. A cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis, e fundando assim a L’atelier.
1960
Abertura de seu escritório de Arquitetura. Neste mesmo ano de 1960 abre seu escritorio de arquitetura e lança sua primeira poltrona " Dinamarquesa" que marcará sua trajetoria no design brasileiro.
Fonte: Site oficial Jorge Zalszupin, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Biografia Wikipédia
Veio para o Brasil na década de 1950 depois de escapar da perseguição aos judeus na Polônia e ter cursado arquitetura na Romênia.
Em 1959 fundou em São Paulo a L'Atelier, fábrica pioneira na produção de móveis em série no Brasil. São de sua autoria as poltronas utilizadas pelos juízes do Supremo Tribunal Federal nas audiências e daquela que foi por um tempo a poltrona do prefeito de São Paulo, a mesma poltrona que ficou famosa por Fernando Henrique Cardoso ter se deixado fotografar considerando-se eleito antes da eleição de 1985, vencida por Jânio Quadros.
É considerado um dos maiores nomes em sua área no Brasil.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Jorge Zalszupin abre sua casa em SP
A casa onde, há 52 anos, vive um dos mais importantes nomes do design brasileiro, o arquiteto Jorge Zalszupin, fica a um passo da rua-templo do design e da decoração em São Paulo, a Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim América. "Ergui com duas pessoas, um pedreiro e um servente, durante mais ou menos nove meses. Eu não tinha dinheiro", conta o arquiteto e designer nascido na Polônia, de olhos azuis profundos, uma farta e alva cabeleira e elegância ímpar aos 90 anos de idade. "Eu morava numa casa alugada na Vila Nova Conceição, e o proprietário a quis de volta", diz. Por sorte, um dos clientes se propôs a pagar um trabalho com o terreno.
Seus projetos arquitetônicos com linguagem orgânica eram sempre realizados em parceria com o espanhol Pepe, um superpedreiro que entendia tudo sem precisar de desenho. "Fiz uma casa na praia em que toda a parede era torta e ainda inclinada e depois desinclinava e inclinava de novo. Enfim, não dava para desenhar", conta. E o Pepe realizava.
Já os móveis, que lembram o design moderno escandinavo, ele começou a desenhar por necessidade. "Depois que a casa ficava pronta, os clientes pediam o mobiliário. Na época, não havia onde comprar", conta Zalszupin, acomodado na área preferida da casa, seu pequeno quarto. "Não gosto de grandes espaços. Gosto de lugares calorosos, que me dão segurança, com todos os lados em volta de mim protegidos, para ter liberdade para pensar. É um sentimento que vem da infância, provavelmente ligado à guerra", diz. O arquiteto nasceu em Varsóvia, de onde fugiu para a Romênia após a invasão pelo exército nazista. Passada a Segunda Guerra, morou na França e então emigrou para o Brasil, em 1949.
Fonte: Casa Vogue, por Bel Kranz em 3 de setembro de 2012.
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Jorge Zalszupin: morre um dos ícones do modernismo brasileiro
A vida e a obra do mestre, que deixa um impressionante legado
Inspiração para muitos designers da atualidade, o polonês, naturalizado brasileiro, Jorge Zalszupin se despediu desse mundo aos 98 anos, mas sua herança criativa continuará presente entre as principais criações do design brasileiro. Sua morte foi anunciada pela filha, Veronica Zalszupin.
"Hoje faleceu meu pai adorado. Faleceu o Jorge, pai maravilhoso, generoso, que me ensinou tudo da vida. Descansa em paz, pai. Sua vida foi bonita. Vá encontrar mamãe que já está te esperando. Vai ser difícil sem vocês", escreveu Veronica.
Zalszupin nasceu em Varsóvia, em 1922, e fugiu para a Romênia a fim de terminar seus estudos quando a Polônia foi invadida pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Chegou ao Brasil no Carnaval de 1949, no cais do Rio de Janeiro. Na bagagem, havia apenas uma moto com placa de Paris, frascos de perfume francês para vender e fazer algum dinheiro, seu diploma e uma revista. Os perfumes nunca foram vendidos e a moto serviu como transporte para que ele pudesse ver de perto as obras cariocas mostradas na publicação que trazia nas mãos.
Em pouco tempo, o arquiteto começou a trabalhar com o conterrâneo Lucjan Korngold, em São Paulo, e sua carreira deslanchou na capital paulista. Apesar de desenvolver projetos completos, não podia assiná-los, pois não era brasileiro. Mas tudo ficou resolvido quando se casou com Annette, uma bela moça que o atendia na Livraria Francesa, onde costumava comprar livros e revistas. Após o nascimento da primeira filha, pôde se naturalizar e abrir seu próprio escritório, em 1960. Foi nessa época que desenhou a icônica poltrona Dinamarquesa.
Assim, para cada projeto residencial que desenvolvia, criava também todo o mobiliário, pois na época não havia onde comprar peças modernistas. Daí, seu lado designer começou a aflorar e tornou-se mais forte que o de arquiteto. Em 1959, então, fundou a icônica marca L’Atelier.
Ele alugou um espaço no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista para montar seu negócio. Logo as peças criadas por Zalszupin começaram a fazer sucesso e pedidos de todo o país não paravam de chegar. Até que nos anos 1970, a marca passou para as mãos do Grupo Forsa e o designer assumiu o núcleo de criação e pesquisa.
Já nos anos 1980, a crise econômica que abalou o país causou o fim da L’Atelier e Zalszupin deixou de trabalhar com móveis. O designer voltou-se novamente para a arquitetura, em sociedade com o arquiteto José Gugliotta. Dessa união de talentos surgiram muitos prédios e casas hoje espalhados pela cidade de São Paulo. A parceria durou até 1986 e desde então, ele começou a reduzir seu ritmo de trabalho.
Além da Dinamarquesa, outra peça bastante conhecida do designer é a poltrona Cubo, que já foi destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE). Muitos outros itens desenvolvidos por ele, além do desenho limpo e fluido, foram batizados com nomes de seus familiares. Em 2004, a empresária Etel Carmona passou a reeditar as peças de Zalszupin e o incluiu no catálogo de sua marca, que conta com nomes ilustres do design brasileiro. Em 2017, foi o grande homenageado na primeira edição do Prêmio Casa Vogue Design. O mestre se foi, mas sua obra será eterna e presente na casa de admiradores mundo afora.
Fonte: Casa Vogue, publicado em 17 de agosto de 2020, por Nádia Simonelli.
Crédito fotográfico: Casa Vogue, por Vivi Spaco e Michell Lott em 30 ago 2016.
Jorge Zalszupin (Varsóvia, Polônia, 1 de junho de 1922) é um arquiteto e designer polonês naturalizado brasileiro, fundador da L’atelier, em São Paulo, na década de 1950.
Biografia
Judeu polonês, Jorge Zalszupin fugiu de seu país debaixo de bombardeios da segunda guerra para se refugiar na Romênia, onde se formou arquiteto .
Depois de trabalhar na França , desembarcou no cais do Rio de Janeiro , em 1949. Trazia na bagagem uma moto com placa de Paris, o diploma de arquitetura, a passagem de volta e uma edição especial da revista francesa " L'Architecture d'Aujourd'hui, aclamando a arquitetura brasileira.
Zalszupin cruzou por dias as ruas do rio com sua moto para conhecer as obras publicadas na revista. Quando estava prestes a usar o bilhete de volta, recebeu um convite para trabalhar em um escritório de arquitetura em São Paulo. Aceitou e partiu.
Aprimorou o estilo e colaborou com uma série de projetos de moradia e prédios. Conseguiu a cidadania brasileira em 1953, o registro para assinar as plantas e seguiu carreira solo como Jorge . E a cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis e, assim, surgiu a marcenaria L'atelier, em 1959. O negocio chegou a ter 200 funcionários e inúmeros pedidos de móveis, como a poltrona dinamarquesa (1960).
Hoje, ela é clássico vintage ao lado da cadeira cubo- essa já foi até destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE), em Brasília."E há outras mais. Boa parte dos móveis do judiciário brasileiro leva a sua assinatura.Em 1970, Zalszupin vendeu o L'atelier ao Grupo Forsa e tornou-se o diretor de pesquisa e desenvolvimento de produtos de todas as empresas do grupo.
Cronologia
01/ 06/1922
Nasce Jorge Zalszupin em Varsóvia, onde ficou até seus 18 anos quando estoura a segunda guerra e a Polonia é invadida pelos alemães. Foge para a Romenia onde terminará seus estudos de arquitetura.
1940 á 1941
Escola de Belas Artes. Em 1940 chega na Romenia onde cursa a escola de Belas Artes até 1941.
1941 á 1947
Estadia na Romênia. Cursa a faculdade de arquitetura em Bucarest onde se forma, e inicia á trabalhar nas fiscalisações de casas que sofreram rachaduras devido á um tremor de terra.
1949
Chegada ao Brasil. Em março de 1949 desembarca no cais do Rio de Janeiro em pleno Carnaval com sua moto com placa de Paris, seu diploma e a passagem de volta.
1960
Fundação da loja L’atelier. A cada casa erguida, assumia a tarefa de criar também o mobiliário. Acabou pegando gosto pelo desenho de móveis, e fundando assim a L’atelier.
1960
Abertura de seu escritório de Arquitetura. Neste mesmo ano de 1960 abre seu escritorio de arquitetura e lança sua primeira poltrona " Dinamarquesa" que marcará sua trajetoria no design brasileiro.
Fonte: Site oficial Jorge Zalszupin, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Biografia Wikipédia
Veio para o Brasil na década de 1950 depois de escapar da perseguição aos judeus na Polônia e ter cursado arquitetura na Romênia.
Em 1959 fundou em São Paulo a L'Atelier, fábrica pioneira na produção de móveis em série no Brasil. São de sua autoria as poltronas utilizadas pelos juízes do Supremo Tribunal Federal nas audiências e daquela que foi por um tempo a poltrona do prefeito de São Paulo, a mesma poltrona que ficou famosa por Fernando Henrique Cardoso ter se deixado fotografar considerando-se eleito antes da eleição de 1985, vencida por Jânio Quadros.
É considerado um dos maiores nomes em sua área no Brasil.
Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 21 de abril de 2017.
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Jorge Zalszupin abre sua casa em SP
A casa onde, há 52 anos, vive um dos mais importantes nomes do design brasileiro, o arquiteto Jorge Zalszupin, fica a um passo da rua-templo do design e da decoração em São Paulo, a Gabriel Monteiro da Silva, no Jardim América. "Ergui com duas pessoas, um pedreiro e um servente, durante mais ou menos nove meses. Eu não tinha dinheiro", conta o arquiteto e designer nascido na Polônia, de olhos azuis profundos, uma farta e alva cabeleira e elegância ímpar aos 90 anos de idade. "Eu morava numa casa alugada na Vila Nova Conceição, e o proprietário a quis de volta", diz. Por sorte, um dos clientes se propôs a pagar um trabalho com o terreno.
Seus projetos arquitetônicos com linguagem orgânica eram sempre realizados em parceria com o espanhol Pepe, um superpedreiro que entendia tudo sem precisar de desenho. "Fiz uma casa na praia em que toda a parede era torta e ainda inclinada e depois desinclinava e inclinava de novo. Enfim, não dava para desenhar", conta. E o Pepe realizava.
Já os móveis, que lembram o design moderno escandinavo, ele começou a desenhar por necessidade. "Depois que a casa ficava pronta, os clientes pediam o mobiliário. Na época, não havia onde comprar", conta Zalszupin, acomodado na área preferida da casa, seu pequeno quarto. "Não gosto de grandes espaços. Gosto de lugares calorosos, que me dão segurança, com todos os lados em volta de mim protegidos, para ter liberdade para pensar. É um sentimento que vem da infância, provavelmente ligado à guerra", diz. O arquiteto nasceu em Varsóvia, de onde fugiu para a Romênia após a invasão pelo exército nazista. Passada a Segunda Guerra, morou na França e então emigrou para o Brasil, em 1949.
Fonte: Casa Vogue, por Bel Kranz em 3 de setembro de 2012.
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Jorge Zalszupin: morre um dos ícones do modernismo brasileiro
A vida e a obra do mestre, que deixa um impressionante legado
Inspiração para muitos designers da atualidade, o polonês, naturalizado brasileiro, Jorge Zalszupin se despediu desse mundo aos 98 anos, mas sua herança criativa continuará presente entre as principais criações do design brasileiro. Sua morte foi anunciada pela filha, Veronica Zalszupin.
"Hoje faleceu meu pai adorado. Faleceu o Jorge, pai maravilhoso, generoso, que me ensinou tudo da vida. Descansa em paz, pai. Sua vida foi bonita. Vá encontrar mamãe que já está te esperando. Vai ser difícil sem vocês", escreveu Veronica.
Zalszupin nasceu em Varsóvia, em 1922, e fugiu para a Romênia a fim de terminar seus estudos quando a Polônia foi invadida pelos alemães na Segunda Guerra Mundial. Chegou ao Brasil no Carnaval de 1949, no cais do Rio de Janeiro. Na bagagem, havia apenas uma moto com placa de Paris, frascos de perfume francês para vender e fazer algum dinheiro, seu diploma e uma revista. Os perfumes nunca foram vendidos e a moto serviu como transporte para que ele pudesse ver de perto as obras cariocas mostradas na publicação que trazia nas mãos.
Em pouco tempo, o arquiteto começou a trabalhar com o conterrâneo Lucjan Korngold, em São Paulo, e sua carreira deslanchou na capital paulista. Apesar de desenvolver projetos completos, não podia assiná-los, pois não era brasileiro. Mas tudo ficou resolvido quando se casou com Annette, uma bela moça que o atendia na Livraria Francesa, onde costumava comprar livros e revistas. Após o nascimento da primeira filha, pôde se naturalizar e abrir seu próprio escritório, em 1960. Foi nessa época que desenhou a icônica poltrona Dinamarquesa.
Assim, para cada projeto residencial que desenvolvia, criava também todo o mobiliário, pois na época não havia onde comprar peças modernistas. Daí, seu lado designer começou a aflorar e tornou-se mais forte que o de arquiteto. Em 1959, então, fundou a icônica marca L’Atelier.
Ele alugou um espaço no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista para montar seu negócio. Logo as peças criadas por Zalszupin começaram a fazer sucesso e pedidos de todo o país não paravam de chegar. Até que nos anos 1970, a marca passou para as mãos do Grupo Forsa e o designer assumiu o núcleo de criação e pesquisa.
Já nos anos 1980, a crise econômica que abalou o país causou o fim da L’Atelier e Zalszupin deixou de trabalhar com móveis. O designer voltou-se novamente para a arquitetura, em sociedade com o arquiteto José Gugliotta. Dessa união de talentos surgiram muitos prédios e casas hoje espalhados pela cidade de São Paulo. A parceria durou até 1986 e desde então, ele começou a reduzir seu ritmo de trabalho.
Além da Dinamarquesa, outra peça bastante conhecida do designer é a poltrona Cubo, que já foi destaque em uma ala do Tribunal Superior (TSE). Muitos outros itens desenvolvidos por ele, além do desenho limpo e fluido, foram batizados com nomes de seus familiares. Em 2004, a empresária Etel Carmona passou a reeditar as peças de Zalszupin e o incluiu no catálogo de sua marca, que conta com nomes ilustres do design brasileiro. Em 2017, foi o grande homenageado na primeira edição do Prêmio Casa Vogue Design. O mestre se foi, mas sua obra será eterna e presente na casa de admiradores mundo afora.
Fonte: Casa Vogue, publicado em 17 de agosto de 2020, por Nádia Simonelli.
Crédito fotográfico: Casa Vogue, por Vivi Spaco e Michell Lott em 30 ago 2016.