Roberto Moriconi (30 de agosto de 1932, Fossato di Vico, Itália — 4 de abril de 1993, Rio de Janeiro, Brasil) foi um artista plástico italiano radicado no Brasil. Conhecido por sua contribuição inovadora à escultura e às artes plásticas de vanguarda, Moriconi imigrou para o Brasil em 1953 e, a partir da década de 1960, destacou-se em bienais e exposições nacionais e internacionais. Pioneiro na produção de múltiplos de arte no país, criou a “Máquina I”, um dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório. Seu trabalho transitou por diversas fases, como a “Psicogeometria” e os “Volumes Energéticos”, explorando principalmente o aço inox e a luz como elementos centrais. Em 1986, assinou uma coleção de joias para a H. Stern. Participou das Bienais de São Paulo em 1961, 1967, 1969 e 1971 e, postumamente, da Bienal “Brasil Século XX” (1994). Suas obras integram importantes acervos, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, foi um mentor influente para novos talentos, incluindo Ernesto Neto.
Roberto Moriconi | Arremate Arte
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932, em Fossato di Vico, Itália. Em 1953, aos 21 anos, imigrou para o Rio de Janeiro, Brasil. Durante a década de 1960, trabalhou como capista e ilustrador de livros para a Livraria Freitas Bastos.
Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, incluindo as de 1961, 1967, 1969 e 1971. Em 1968, coordenou o happening "Artes Dinâmicas no Espaço" em colaboração com o grupo Poema/Processo.
Em 1986, criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern.
Roberto Moriconi faleceu em 4 de abril de 1993, no Rio de Janeiro, aos 60 anos, vítima de câncer no fígado. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Em 1994, participou postumamente da Bienal "Brasil Século XX". Em 1995 e 1997, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro homenageou o artista com as exposições "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e "Moriconi - Processo Criação", respectivamente. Entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", com curadoria de sua viúva, Giovanna Moriconi.
Em agosto de 2022, para celebrar o que seria o 90º aniversário de Moriconi, Giovanna exibiu esculturas de grandes dimensões do artista nas janelas da casa onde viveram, em Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Suas obras estão presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, Moriconi influenciou outros artistas brasileiros, como Ernesto Neto, que realizou cursos de intervenção urbana e escultura com ele no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
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Roberto Moriconi | Wikipédia
Roberto Moriconi (Fossato di Vico, 30 de agosto de 1932 — Rio de Janeiro, 4 de abril de 1993) foi um artista plástico italiano que amadureceu sua arte no Brasil (principalmente a escultura, após uma fase inicial de pintura), país para o qual imigrou no ano de 1953. Roberto Moriconi foi um escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas de vanguarda, a partir de meados da década de 1960 até seu falecimento relativamente prematuro, em 1993. Precursor da produção de múltiplos de arte no Brasil, com a criação da "Máquina I", dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, participou das Bienais do MAM de São Paulo em 1961, 1967, 1969, 1971 e a Bienal "Brasil Século XX", em 1994 (postumamente), além de inúmeras participações em salões e exposições individuais. Sua atividade foi caracterizada por fases bem marcadas, como a "Psicogeometria" e os "Volumes Energéticos", nas quais o aço é a matéria prima principal. Suas obras estão expostas em vários lugares públicos e instituições, como a Embaixada da Itália em Brasília e o MAM de São Paulo. Em 1986 cria a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. Roberto Moriconi exerceu, adicionalmente, influência considerável na formação e projeção de outros artistas plásticos brasileiros de renome, como Angelo de Aquino e Ernesto Neto.
Em 1995 e 1997, respectivamente, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro lhe presta homenagens com a exposição coletiva "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e a retrospectiva "Moriconi - Processo Criação" . No Período de 09/12/2015 à 21/02/2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou, com curadoria de Giovanna Moriconi (viúva do artista plástico) a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", focada na versatilidade e experimentalismo do escultor.
Roberto Moriconi morreu aos 60 anos, de câncer no fígado, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 30 janeiro de 2025.
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Roberto Moriconi | Itaú Cultural
Exposições Individuais
2015 - Roberto Moriconi: tudo matéria de arte (2015 : Rio de Janeiro, RJ)
2016 - Tudo Matéria de Arte
Exposições Coletivas
1965 - 14º Salão Nacional de Arte Moderna
1976 - Arte Brasileira: figuras e movimentos
1978 - Feira de Sensibilidade Estética. Esculturas no Calçadão da Goiás
1984 - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras
2003 - Fiat Lux: a luz na arte
2009 - Olhar da Crítica: Arte Premiada da ABCA e o Acervo Artístico dos Palácios
2017 - Fronteiras, Limites, Interseções: entre a arte e o design2005 - O Retrato - Possibilidades
2021 - Estado Bruto
Fonte: ROBERTO Moriconi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 30 de janeiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Roberto Moriconi | Bolsa de Arte
Encontra-se em exibição no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, a exposição “Roberto Moriconi: tudo matéria de arte”. Precursor da produção de múltiplas artes no Brasil, como a criação da “Máquina I”, dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, foi um artista plástico e escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas. A curadora da mostra, Giovana Moriconi, prefere não chamar as obras de esculturas devido à técnica usada pelo artista. “Escultor é aquele que tira a forma da madeira ou do mármore”, observa. “No caso do Roberto, os volumes são visuais, criados a partir da incidência da luz sobre a superfície trabalhada”, enfatiza Giovanna.
A proposta da exposição, segundo o consultor e amigo pessoal da família, Xico Chaves, é uma contextualização que revela momentos da trajetória do artista em módulos criativos de forma orgânica: desenhos, obras de aço, madeira, objetos, poéticas contemporâneas e experimentações, além da apresentação de um vídeo. “Para Moriconi tudo é matéria de arte, como ele próprio dizia e praticava, prenunciando o que acontece hoje na arte contemporânea, em seu permanente processo de expansão e incorporação de tudo”, comenta Chaves.
Xico Chaves destaca a mostra como um recorte histórico e a criação de um conjunto de espaços que contextualiza o pensamento de Moriconi em diversos momentos de sua produção artística. “Roberto Moriconi é um artista referencial para a arte contemporânea brasileira e nesta exposição poderemos perceber como era sua conexão com as rupturas no campo da linguagem, suas relações com artistas de convívio, sua circulação e posicionamentos políticos-ideológicos em diversos espaços e ambientes polêmicos, a partir do final da década de 1950”.
Mais conhecido por suas obras em aço inox e madeira, Moriconi participou ativamente como um dos pioneiros em linguagens performáticas, instalações, proposições interativas, intervenções em ambientes urbanos e criações com os mais diversos materiais. Em 1986, Roberto Moriconi criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. O artista integrou movimentos, exposições, ocupações artísticas e debates político-ideológicos, altamente polêmicos junto a artistas de sua geração.
Sobre o artista
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932 na pequena comunidade italiana de Fossato di Vico, na região da Úmbria, província da Perúgia, na Itália. Pela terra Natal nutriu o afeto do filho, mas pelo Brasil tinha amor. Começou a aprender pintura na Itália, tomando contato com formas e cores e intuindo que a arte é necessária, pois afirmaria mais tarde, “ela reconcilia o individuo com a natureza”. Chegou ao Brasil em 1953, mas somente a partir de 1958 dedica-se integralmente à sua arte produzindo ilustrações, capas de livros, discos, cartazes e painéis. Trabalha como cenógrafo e decorador, sem abandonar o desenho, a pintura e a escultura.
Fonte: Bolsa de Arte. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
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Obras de Roberto Moriconi são expostas na janela da casa onde viveu, no Rio | O Globo
Roberto Moriconi escreveu, um ano antes de morrer, que “olhar é uma opção de altíssimo risco”. No texto, o artista plástico, que completaria 90 anos no próximo dia 30, discorre sobre como uma obra de arte, quando apreciada, passa a fazer parte do imaginário do observador para sempre. Portanto, quem caminha pela Rua Monte Alegre, em Santa Teresa, corre um risco irresistível a partir de hoje. A viúva do artista, Giovanna, exibe nas janelas da casa onde viveram, no número 328, esculturas de grandes dimensões feitas por Roberto como celebração do aniversário do artista.
A exposição fica em cartaz até o próximo dia 4, e o público poderá observar, da calçada, algumas de suas famosas esculturas em aço, presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. A ideia, segundo Giovanna, é dar continuidade ao legado do companheiro, morto em 1993, cuja produção não é conhecida por boa parte das novas gerações. “O que mantém o artista vivo é a sua obra”, ela diz. “Quando ele morreu, o (Ivo) Pitanguy, que era nosso amigo, me disse que ele havia cumprido a sua missão e estava trabalhando, a partir daquele momento, junto a outros mestres. Mas eu ainda não terminei a minha.”
Giovanna casou-se com Roberto em 1966 e teve com ele três filhos: Luca, Marco e Matteo. Feminista desde aqueles tempos, conta ter sido ela quem o pediu em casamento, ainda que a relação não fosse plenamente aprovada por sua mãe. “Ela dizia: ‘Artistas são todos loucos!’”, recorda-se a viúva, que soube aproveitar o melhor dessa “loucura”. A casa de Santa Teresa, lembra, foi ponto de encontro entre expoentes da geração de Roberto, como Rubens Gerchman, Antonio Dias, Angelo de Aquino e Gilles Jacquard.
Matteo, o filho mais novo do casal, que mora na Itália, tem memórias vívidas dessa época. “Eles viveram um momento muito efervescente da cultura e também de união entre os artistas. Lembro que a casa tinha várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, um grupo jogava futebol, outro discutia sobre arte ou política. E era a minha mãe quem criava a atmosfera para esses encontros acontecerem.”
Giovanna ocupava também o posto de grande musa do marido, completa Matteo, embora isso nada tivesse a ver com passividade. “Foi um casal muito ‘pra frente’, e ela o inspirava a fazer coisas incríveis”, comenta. A mãe era, inclusive, a primeira pessoa para quem Roberto mostrava cada obra concluída, assim como a responsável pela divulgação dos trabalhos. “Ele falava que eu era tão metida que corria o risco de as pessoas pensarem que eu fazia os trabalhos, e ele só assinava”, diverte-se Giovanna.
Autora do livro “Roberto Moriconi: vida e obra”, a historiadora Angela Ancora da Luz considera oportuno o resgate de alguém que define como “prodigioso”. Entre as diversas fases pelas quais passou, Roberto já uniu madeira e aço para falar sobre como natureza e tecnologia devem dialogar e criou obras que denunciavam a devastação na Amazônia. Angela destaca, ainda, os últimos trabalhos desse italiano radicado no Brasil (assim como Giovanna), em que ele desenhava sobre placas de aço com uma lixadeira elétrica, enquanto um artista executava uma música ao vivo. “A partir do ritmo, ele criava imagens abstratas que ganhavam volume conforme a luz”, detalha. “Era uma grande performance, e não vejo outros artistas fazendo algo parecido.”
Muitas obras, acrescenta Giovanna, partiam de um complexo processo de maturação de ideias. Numa dessas ocasiões, ela presenciou o marido permanecer, por nove meses, “em estado catatônico” até materializar um conjunto de trabalhos. O ateliê onde ganhavam forma, aliás, permanece intacto nos fundos da casa de Santa Teresa. É uma maneira encontrada por Giovanna de manter Roberto presente na rotina da família. Agora, com a exposição, ela quer, mais do que nunca, ultrapassar aquelas paredes. “Que as janelas da arte sejam abertas!”, deseja.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
Crédito fotográfico: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
Roberto Moriconi (30 de agosto de 1932, Fossato di Vico, Itália — 4 de abril de 1993, Rio de Janeiro, Brasil) foi um artista plástico italiano radicado no Brasil. Conhecido por sua contribuição inovadora à escultura e às artes plásticas de vanguarda, Moriconi imigrou para o Brasil em 1953 e, a partir da década de 1960, destacou-se em bienais e exposições nacionais e internacionais. Pioneiro na produção de múltiplos de arte no país, criou a “Máquina I”, um dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório. Seu trabalho transitou por diversas fases, como a “Psicogeometria” e os “Volumes Energéticos”, explorando principalmente o aço inox e a luz como elementos centrais. Em 1986, assinou uma coleção de joias para a H. Stern. Participou das Bienais de São Paulo em 1961, 1967, 1969 e 1971 e, postumamente, da Bienal “Brasil Século XX” (1994). Suas obras integram importantes acervos, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, foi um mentor influente para novos talentos, incluindo Ernesto Neto.
Roberto Moriconi | Arremate Arte
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932, em Fossato di Vico, Itália. Em 1953, aos 21 anos, imigrou para o Rio de Janeiro, Brasil. Durante a década de 1960, trabalhou como capista e ilustrador de livros para a Livraria Freitas Bastos.
Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, incluindo as de 1961, 1967, 1969 e 1971. Em 1968, coordenou o happening "Artes Dinâmicas no Espaço" em colaboração com o grupo Poema/Processo.
Em 1986, criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern.
Roberto Moriconi faleceu em 4 de abril de 1993, no Rio de Janeiro, aos 60 anos, vítima de câncer no fígado. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Em 1994, participou postumamente da Bienal "Brasil Século XX". Em 1995 e 1997, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro homenageou o artista com as exposições "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e "Moriconi - Processo Criação", respectivamente. Entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", com curadoria de sua viúva, Giovanna Moriconi.
Em agosto de 2022, para celebrar o que seria o 90º aniversário de Moriconi, Giovanna exibiu esculturas de grandes dimensões do artista nas janelas da casa onde viveram, em Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Suas obras estão presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, Moriconi influenciou outros artistas brasileiros, como Ernesto Neto, que realizou cursos de intervenção urbana e escultura com ele no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
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Roberto Moriconi | Wikipédia
Roberto Moriconi (Fossato di Vico, 30 de agosto de 1932 — Rio de Janeiro, 4 de abril de 1993) foi um artista plástico italiano que amadureceu sua arte no Brasil (principalmente a escultura, após uma fase inicial de pintura), país para o qual imigrou no ano de 1953. Roberto Moriconi foi um escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas de vanguarda, a partir de meados da década de 1960 até seu falecimento relativamente prematuro, em 1993. Precursor da produção de múltiplos de arte no Brasil, com a criação da "Máquina I", dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, participou das Bienais do MAM de São Paulo em 1961, 1967, 1969, 1971 e a Bienal "Brasil Século XX", em 1994 (postumamente), além de inúmeras participações em salões e exposições individuais. Sua atividade foi caracterizada por fases bem marcadas, como a "Psicogeometria" e os "Volumes Energéticos", nas quais o aço é a matéria prima principal. Suas obras estão expostas em vários lugares públicos e instituições, como a Embaixada da Itália em Brasília e o MAM de São Paulo. Em 1986 cria a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. Roberto Moriconi exerceu, adicionalmente, influência considerável na formação e projeção de outros artistas plásticos brasileiros de renome, como Angelo de Aquino e Ernesto Neto.
Em 1995 e 1997, respectivamente, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro lhe presta homenagens com a exposição coletiva "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e a retrospectiva "Moriconi - Processo Criação" . No Período de 09/12/2015 à 21/02/2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou, com curadoria de Giovanna Moriconi (viúva do artista plástico) a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", focada na versatilidade e experimentalismo do escultor.
Roberto Moriconi morreu aos 60 anos, de câncer no fígado, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 30 janeiro de 2025.
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Roberto Moriconi | Itaú Cultural
Exposições Individuais
2015 - Roberto Moriconi: tudo matéria de arte (2015 : Rio de Janeiro, RJ)
2016 - Tudo Matéria de Arte
Exposições Coletivas
1965 - 14º Salão Nacional de Arte Moderna
1976 - Arte Brasileira: figuras e movimentos
1978 - Feira de Sensibilidade Estética. Esculturas no Calçadão da Goiás
1984 - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras
2003 - Fiat Lux: a luz na arte
2009 - Olhar da Crítica: Arte Premiada da ABCA e o Acervo Artístico dos Palácios
2017 - Fronteiras, Limites, Interseções: entre a arte e o design2005 - O Retrato - Possibilidades
2021 - Estado Bruto
Fonte: ROBERTO Moriconi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 30 de janeiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Roberto Moriconi | Bolsa de Arte
Encontra-se em exibição no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, a exposição “Roberto Moriconi: tudo matéria de arte”. Precursor da produção de múltiplas artes no Brasil, como a criação da “Máquina I”, dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, foi um artista plástico e escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas. A curadora da mostra, Giovana Moriconi, prefere não chamar as obras de esculturas devido à técnica usada pelo artista. “Escultor é aquele que tira a forma da madeira ou do mármore”, observa. “No caso do Roberto, os volumes são visuais, criados a partir da incidência da luz sobre a superfície trabalhada”, enfatiza Giovanna.
A proposta da exposição, segundo o consultor e amigo pessoal da família, Xico Chaves, é uma contextualização que revela momentos da trajetória do artista em módulos criativos de forma orgânica: desenhos, obras de aço, madeira, objetos, poéticas contemporâneas e experimentações, além da apresentação de um vídeo. “Para Moriconi tudo é matéria de arte, como ele próprio dizia e praticava, prenunciando o que acontece hoje na arte contemporânea, em seu permanente processo de expansão e incorporação de tudo”, comenta Chaves.
Xico Chaves destaca a mostra como um recorte histórico e a criação de um conjunto de espaços que contextualiza o pensamento de Moriconi em diversos momentos de sua produção artística. “Roberto Moriconi é um artista referencial para a arte contemporânea brasileira e nesta exposição poderemos perceber como era sua conexão com as rupturas no campo da linguagem, suas relações com artistas de convívio, sua circulação e posicionamentos políticos-ideológicos em diversos espaços e ambientes polêmicos, a partir do final da década de 1950”.
Mais conhecido por suas obras em aço inox e madeira, Moriconi participou ativamente como um dos pioneiros em linguagens performáticas, instalações, proposições interativas, intervenções em ambientes urbanos e criações com os mais diversos materiais. Em 1986, Roberto Moriconi criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. O artista integrou movimentos, exposições, ocupações artísticas e debates político-ideológicos, altamente polêmicos junto a artistas de sua geração.
Sobre o artista
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932 na pequena comunidade italiana de Fossato di Vico, na região da Úmbria, província da Perúgia, na Itália. Pela terra Natal nutriu o afeto do filho, mas pelo Brasil tinha amor. Começou a aprender pintura na Itália, tomando contato com formas e cores e intuindo que a arte é necessária, pois afirmaria mais tarde, “ela reconcilia o individuo com a natureza”. Chegou ao Brasil em 1953, mas somente a partir de 1958 dedica-se integralmente à sua arte produzindo ilustrações, capas de livros, discos, cartazes e painéis. Trabalha como cenógrafo e decorador, sem abandonar o desenho, a pintura e a escultura.
Fonte: Bolsa de Arte. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
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Obras de Roberto Moriconi são expostas na janela da casa onde viveu, no Rio | O Globo
Roberto Moriconi escreveu, um ano antes de morrer, que “olhar é uma opção de altíssimo risco”. No texto, o artista plástico, que completaria 90 anos no próximo dia 30, discorre sobre como uma obra de arte, quando apreciada, passa a fazer parte do imaginário do observador para sempre. Portanto, quem caminha pela Rua Monte Alegre, em Santa Teresa, corre um risco irresistível a partir de hoje. A viúva do artista, Giovanna, exibe nas janelas da casa onde viveram, no número 328, esculturas de grandes dimensões feitas por Roberto como celebração do aniversário do artista.
A exposição fica em cartaz até o próximo dia 4, e o público poderá observar, da calçada, algumas de suas famosas esculturas em aço, presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. A ideia, segundo Giovanna, é dar continuidade ao legado do companheiro, morto em 1993, cuja produção não é conhecida por boa parte das novas gerações. “O que mantém o artista vivo é a sua obra”, ela diz. “Quando ele morreu, o (Ivo) Pitanguy, que era nosso amigo, me disse que ele havia cumprido a sua missão e estava trabalhando, a partir daquele momento, junto a outros mestres. Mas eu ainda não terminei a minha.”
Giovanna casou-se com Roberto em 1966 e teve com ele três filhos: Luca, Marco e Matteo. Feminista desde aqueles tempos, conta ter sido ela quem o pediu em casamento, ainda que a relação não fosse plenamente aprovada por sua mãe. “Ela dizia: ‘Artistas são todos loucos!’”, recorda-se a viúva, que soube aproveitar o melhor dessa “loucura”. A casa de Santa Teresa, lembra, foi ponto de encontro entre expoentes da geração de Roberto, como Rubens Gerchman, Antonio Dias, Angelo de Aquino e Gilles Jacquard.
Matteo, o filho mais novo do casal, que mora na Itália, tem memórias vívidas dessa época. “Eles viveram um momento muito efervescente da cultura e também de união entre os artistas. Lembro que a casa tinha várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, um grupo jogava futebol, outro discutia sobre arte ou política. E era a minha mãe quem criava a atmosfera para esses encontros acontecerem.”
Giovanna ocupava também o posto de grande musa do marido, completa Matteo, embora isso nada tivesse a ver com passividade. “Foi um casal muito ‘pra frente’, e ela o inspirava a fazer coisas incríveis”, comenta. A mãe era, inclusive, a primeira pessoa para quem Roberto mostrava cada obra concluída, assim como a responsável pela divulgação dos trabalhos. “Ele falava que eu era tão metida que corria o risco de as pessoas pensarem que eu fazia os trabalhos, e ele só assinava”, diverte-se Giovanna.
Autora do livro “Roberto Moriconi: vida e obra”, a historiadora Angela Ancora da Luz considera oportuno o resgate de alguém que define como “prodigioso”. Entre as diversas fases pelas quais passou, Roberto já uniu madeira e aço para falar sobre como natureza e tecnologia devem dialogar e criou obras que denunciavam a devastação na Amazônia. Angela destaca, ainda, os últimos trabalhos desse italiano radicado no Brasil (assim como Giovanna), em que ele desenhava sobre placas de aço com uma lixadeira elétrica, enquanto um artista executava uma música ao vivo. “A partir do ritmo, ele criava imagens abstratas que ganhavam volume conforme a luz”, detalha. “Era uma grande performance, e não vejo outros artistas fazendo algo parecido.”
Muitas obras, acrescenta Giovanna, partiam de um complexo processo de maturação de ideias. Numa dessas ocasiões, ela presenciou o marido permanecer, por nove meses, “em estado catatônico” até materializar um conjunto de trabalhos. O ateliê onde ganhavam forma, aliás, permanece intacto nos fundos da casa de Santa Teresa. É uma maneira encontrada por Giovanna de manter Roberto presente na rotina da família. Agora, com a exposição, ela quer, mais do que nunca, ultrapassar aquelas paredes. “Que as janelas da arte sejam abertas!”, deseja.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
Crédito fotográfico: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
Roberto Moriconi (30 de agosto de 1932, Fossato di Vico, Itália — 4 de abril de 1993, Rio de Janeiro, Brasil) foi um artista plástico italiano radicado no Brasil. Conhecido por sua contribuição inovadora à escultura e às artes plásticas de vanguarda, Moriconi imigrou para o Brasil em 1953 e, a partir da década de 1960, destacou-se em bienais e exposições nacionais e internacionais. Pioneiro na produção de múltiplos de arte no país, criou a “Máquina I”, um dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório. Seu trabalho transitou por diversas fases, como a “Psicogeometria” e os “Volumes Energéticos”, explorando principalmente o aço inox e a luz como elementos centrais. Em 1986, assinou uma coleção de joias para a H. Stern. Participou das Bienais de São Paulo em 1961, 1967, 1969 e 1971 e, postumamente, da Bienal “Brasil Século XX” (1994). Suas obras integram importantes acervos, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, foi um mentor influente para novos talentos, incluindo Ernesto Neto.
Roberto Moriconi | Arremate Arte
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932, em Fossato di Vico, Itália. Em 1953, aos 21 anos, imigrou para o Rio de Janeiro, Brasil. Durante a década de 1960, trabalhou como capista e ilustrador de livros para a Livraria Freitas Bastos.
Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, incluindo as de 1961, 1967, 1969 e 1971. Em 1968, coordenou o happening "Artes Dinâmicas no Espaço" em colaboração com o grupo Poema/Processo.
Em 1986, criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern.
Roberto Moriconi faleceu em 4 de abril de 1993, no Rio de Janeiro, aos 60 anos, vítima de câncer no fígado. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Em 1994, participou postumamente da Bienal "Brasil Século XX". Em 1995 e 1997, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro homenageou o artista com as exposições "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e "Moriconi - Processo Criação", respectivamente. Entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", com curadoria de sua viúva, Giovanna Moriconi.
Em agosto de 2022, para celebrar o que seria o 90º aniversário de Moriconi, Giovanna exibiu esculturas de grandes dimensões do artista nas janelas da casa onde viveram, em Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Suas obras estão presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, Moriconi influenciou outros artistas brasileiros, como Ernesto Neto, que realizou cursos de intervenção urbana e escultura com ele no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
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Roberto Moriconi | Wikipédia
Roberto Moriconi (Fossato di Vico, 30 de agosto de 1932 — Rio de Janeiro, 4 de abril de 1993) foi um artista plástico italiano que amadureceu sua arte no Brasil (principalmente a escultura, após uma fase inicial de pintura), país para o qual imigrou no ano de 1953. Roberto Moriconi foi um escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas de vanguarda, a partir de meados da década de 1960 até seu falecimento relativamente prematuro, em 1993. Precursor da produção de múltiplos de arte no Brasil, com a criação da "Máquina I", dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, participou das Bienais do MAM de São Paulo em 1961, 1967, 1969, 1971 e a Bienal "Brasil Século XX", em 1994 (postumamente), além de inúmeras participações em salões e exposições individuais. Sua atividade foi caracterizada por fases bem marcadas, como a "Psicogeometria" e os "Volumes Energéticos", nas quais o aço é a matéria prima principal. Suas obras estão expostas em vários lugares públicos e instituições, como a Embaixada da Itália em Brasília e o MAM de São Paulo. Em 1986 cria a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. Roberto Moriconi exerceu, adicionalmente, influência considerável na formação e projeção de outros artistas plásticos brasileiros de renome, como Angelo de Aquino e Ernesto Neto.
Em 1995 e 1997, respectivamente, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro lhe presta homenagens com a exposição coletiva "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e a retrospectiva "Moriconi - Processo Criação" . No Período de 09/12/2015 à 21/02/2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou, com curadoria de Giovanna Moriconi (viúva do artista plástico) a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", focada na versatilidade e experimentalismo do escultor.
Roberto Moriconi morreu aos 60 anos, de câncer no fígado, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 30 janeiro de 2025.
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Roberto Moriconi | Itaú Cultural
Exposições Individuais
2015 - Roberto Moriconi: tudo matéria de arte (2015 : Rio de Janeiro, RJ)
2016 - Tudo Matéria de Arte
Exposições Coletivas
1965 - 14º Salão Nacional de Arte Moderna
1976 - Arte Brasileira: figuras e movimentos
1978 - Feira de Sensibilidade Estética. Esculturas no Calçadão da Goiás
1984 - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras
2003 - Fiat Lux: a luz na arte
2009 - Olhar da Crítica: Arte Premiada da ABCA e o Acervo Artístico dos Palácios
2017 - Fronteiras, Limites, Interseções: entre a arte e o design2005 - O Retrato - Possibilidades
2021 - Estado Bruto
Fonte: ROBERTO Moriconi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 30 de janeiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Roberto Moriconi | Bolsa de Arte
Encontra-se em exibição no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, a exposição “Roberto Moriconi: tudo matéria de arte”. Precursor da produção de múltiplas artes no Brasil, como a criação da “Máquina I”, dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, foi um artista plástico e escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas. A curadora da mostra, Giovana Moriconi, prefere não chamar as obras de esculturas devido à técnica usada pelo artista. “Escultor é aquele que tira a forma da madeira ou do mármore”, observa. “No caso do Roberto, os volumes são visuais, criados a partir da incidência da luz sobre a superfície trabalhada”, enfatiza Giovanna.
A proposta da exposição, segundo o consultor e amigo pessoal da família, Xico Chaves, é uma contextualização que revela momentos da trajetória do artista em módulos criativos de forma orgânica: desenhos, obras de aço, madeira, objetos, poéticas contemporâneas e experimentações, além da apresentação de um vídeo. “Para Moriconi tudo é matéria de arte, como ele próprio dizia e praticava, prenunciando o que acontece hoje na arte contemporânea, em seu permanente processo de expansão e incorporação de tudo”, comenta Chaves.
Xico Chaves destaca a mostra como um recorte histórico e a criação de um conjunto de espaços que contextualiza o pensamento de Moriconi em diversos momentos de sua produção artística. “Roberto Moriconi é um artista referencial para a arte contemporânea brasileira e nesta exposição poderemos perceber como era sua conexão com as rupturas no campo da linguagem, suas relações com artistas de convívio, sua circulação e posicionamentos políticos-ideológicos em diversos espaços e ambientes polêmicos, a partir do final da década de 1950”.
Mais conhecido por suas obras em aço inox e madeira, Moriconi participou ativamente como um dos pioneiros em linguagens performáticas, instalações, proposições interativas, intervenções em ambientes urbanos e criações com os mais diversos materiais. Em 1986, Roberto Moriconi criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. O artista integrou movimentos, exposições, ocupações artísticas e debates político-ideológicos, altamente polêmicos junto a artistas de sua geração.
Sobre o artista
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932 na pequena comunidade italiana de Fossato di Vico, na região da Úmbria, província da Perúgia, na Itália. Pela terra Natal nutriu o afeto do filho, mas pelo Brasil tinha amor. Começou a aprender pintura na Itália, tomando contato com formas e cores e intuindo que a arte é necessária, pois afirmaria mais tarde, “ela reconcilia o individuo com a natureza”. Chegou ao Brasil em 1953, mas somente a partir de 1958 dedica-se integralmente à sua arte produzindo ilustrações, capas de livros, discos, cartazes e painéis. Trabalha como cenógrafo e decorador, sem abandonar o desenho, a pintura e a escultura.
Fonte: Bolsa de Arte. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
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Obras de Roberto Moriconi são expostas na janela da casa onde viveu, no Rio | O Globo
Roberto Moriconi escreveu, um ano antes de morrer, que “olhar é uma opção de altíssimo risco”. No texto, o artista plástico, que completaria 90 anos no próximo dia 30, discorre sobre como uma obra de arte, quando apreciada, passa a fazer parte do imaginário do observador para sempre. Portanto, quem caminha pela Rua Monte Alegre, em Santa Teresa, corre um risco irresistível a partir de hoje. A viúva do artista, Giovanna, exibe nas janelas da casa onde viveram, no número 328, esculturas de grandes dimensões feitas por Roberto como celebração do aniversário do artista.
A exposição fica em cartaz até o próximo dia 4, e o público poderá observar, da calçada, algumas de suas famosas esculturas em aço, presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. A ideia, segundo Giovanna, é dar continuidade ao legado do companheiro, morto em 1993, cuja produção não é conhecida por boa parte das novas gerações. “O que mantém o artista vivo é a sua obra”, ela diz. “Quando ele morreu, o (Ivo) Pitanguy, que era nosso amigo, me disse que ele havia cumprido a sua missão e estava trabalhando, a partir daquele momento, junto a outros mestres. Mas eu ainda não terminei a minha.”
Giovanna casou-se com Roberto em 1966 e teve com ele três filhos: Luca, Marco e Matteo. Feminista desde aqueles tempos, conta ter sido ela quem o pediu em casamento, ainda que a relação não fosse plenamente aprovada por sua mãe. “Ela dizia: ‘Artistas são todos loucos!’”, recorda-se a viúva, que soube aproveitar o melhor dessa “loucura”. A casa de Santa Teresa, lembra, foi ponto de encontro entre expoentes da geração de Roberto, como Rubens Gerchman, Antonio Dias, Angelo de Aquino e Gilles Jacquard.
Matteo, o filho mais novo do casal, que mora na Itália, tem memórias vívidas dessa época. “Eles viveram um momento muito efervescente da cultura e também de união entre os artistas. Lembro que a casa tinha várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, um grupo jogava futebol, outro discutia sobre arte ou política. E era a minha mãe quem criava a atmosfera para esses encontros acontecerem.”
Giovanna ocupava também o posto de grande musa do marido, completa Matteo, embora isso nada tivesse a ver com passividade. “Foi um casal muito ‘pra frente’, e ela o inspirava a fazer coisas incríveis”, comenta. A mãe era, inclusive, a primeira pessoa para quem Roberto mostrava cada obra concluída, assim como a responsável pela divulgação dos trabalhos. “Ele falava que eu era tão metida que corria o risco de as pessoas pensarem que eu fazia os trabalhos, e ele só assinava”, diverte-se Giovanna.
Autora do livro “Roberto Moriconi: vida e obra”, a historiadora Angela Ancora da Luz considera oportuno o resgate de alguém que define como “prodigioso”. Entre as diversas fases pelas quais passou, Roberto já uniu madeira e aço para falar sobre como natureza e tecnologia devem dialogar e criou obras que denunciavam a devastação na Amazônia. Angela destaca, ainda, os últimos trabalhos desse italiano radicado no Brasil (assim como Giovanna), em que ele desenhava sobre placas de aço com uma lixadeira elétrica, enquanto um artista executava uma música ao vivo. “A partir do ritmo, ele criava imagens abstratas que ganhavam volume conforme a luz”, detalha. “Era uma grande performance, e não vejo outros artistas fazendo algo parecido.”
Muitas obras, acrescenta Giovanna, partiam de um complexo processo de maturação de ideias. Numa dessas ocasiões, ela presenciou o marido permanecer, por nove meses, “em estado catatônico” até materializar um conjunto de trabalhos. O ateliê onde ganhavam forma, aliás, permanece intacto nos fundos da casa de Santa Teresa. É uma maneira encontrada por Giovanna de manter Roberto presente na rotina da família. Agora, com a exposição, ela quer, mais do que nunca, ultrapassar aquelas paredes. “Que as janelas da arte sejam abertas!”, deseja.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
Crédito fotográfico: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
Roberto Moriconi (30 de agosto de 1932, Fossato di Vico, Itália — 4 de abril de 1993, Rio de Janeiro, Brasil) foi um artista plástico italiano radicado no Brasil. Conhecido por sua contribuição inovadora à escultura e às artes plásticas de vanguarda, Moriconi imigrou para o Brasil em 1953 e, a partir da década de 1960, destacou-se em bienais e exposições nacionais e internacionais. Pioneiro na produção de múltiplos de arte no país, criou a “Máquina I”, um dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório. Seu trabalho transitou por diversas fases, como a “Psicogeometria” e os “Volumes Energéticos”, explorando principalmente o aço inox e a luz como elementos centrais. Em 1986, assinou uma coleção de joias para a H. Stern. Participou das Bienais de São Paulo em 1961, 1967, 1969 e 1971 e, postumamente, da Bienal “Brasil Século XX” (1994). Suas obras integram importantes acervos, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, foi um mentor influente para novos talentos, incluindo Ernesto Neto.
Roberto Moriconi | Arremate Arte
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932, em Fossato di Vico, Itália. Em 1953, aos 21 anos, imigrou para o Rio de Janeiro, Brasil. Durante a década de 1960, trabalhou como capista e ilustrador de livros para a Livraria Freitas Bastos.
Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, incluindo as de 1961, 1967, 1969 e 1971. Em 1968, coordenou o happening "Artes Dinâmicas no Espaço" em colaboração com o grupo Poema/Processo.
Em 1986, criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern.
Roberto Moriconi faleceu em 4 de abril de 1993, no Rio de Janeiro, aos 60 anos, vítima de câncer no fígado. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Em 1994, participou postumamente da Bienal "Brasil Século XX". Em 1995 e 1997, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro homenageou o artista com as exposições "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e "Moriconi - Processo Criação", respectivamente. Entre dezembro de 2015 e fevereiro de 2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", com curadoria de sua viúva, Giovanna Moriconi.
Em agosto de 2022, para celebrar o que seria o 90º aniversário de Moriconi, Giovanna exibiu esculturas de grandes dimensões do artista nas janelas da casa onde viveram, em Santa Teresa, Rio de Janeiro.
Suas obras estão presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. Além de sua produção artística, Moriconi influenciou outros artistas brasileiros, como Ernesto Neto, que realizou cursos de intervenção urbana e escultura com ele no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.
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Roberto Moriconi | Wikipédia
Roberto Moriconi (Fossato di Vico, 30 de agosto de 1932 — Rio de Janeiro, 4 de abril de 1993) foi um artista plástico italiano que amadureceu sua arte no Brasil (principalmente a escultura, após uma fase inicial de pintura), país para o qual imigrou no ano de 1953. Roberto Moriconi foi um escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas de vanguarda, a partir de meados da década de 1960 até seu falecimento relativamente prematuro, em 1993. Precursor da produção de múltiplos de arte no Brasil, com a criação da "Máquina I", dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, participou das Bienais do MAM de São Paulo em 1961, 1967, 1969, 1971 e a Bienal "Brasil Século XX", em 1994 (postumamente), além de inúmeras participações em salões e exposições individuais. Sua atividade foi caracterizada por fases bem marcadas, como a "Psicogeometria" e os "Volumes Energéticos", nas quais o aço é a matéria prima principal. Suas obras estão expostas em vários lugares públicos e instituições, como a Embaixada da Itália em Brasília e o MAM de São Paulo. Em 1986 cria a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. Roberto Moriconi exerceu, adicionalmente, influência considerável na formação e projeção de outros artistas plásticos brasileiros de renome, como Angelo de Aquino e Ernesto Neto.
Em 1995 e 1997, respectivamente, o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro lhe presta homenagens com a exposição coletiva "Amigos de Moriconi, O Mestre da Luz" e a retrospectiva "Moriconi - Processo Criação" . No Período de 09/12/2015 à 21/02/2016, o Centro Cultural dos Correios no Rio de Janeiro sediou, com curadoria de Giovanna Moriconi (viúva do artista plástico) a mostra "Roberto Moriconi: tudo matéria de arte", focada na versatilidade e experimentalismo do escultor.
Roberto Moriconi morreu aos 60 anos, de câncer no fígado, no Rio de Janeiro. Foi sepultado no Cemitério de São João Batista, em Botafogo.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 30 janeiro de 2025.
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Roberto Moriconi | Itaú Cultural
Exposições Individuais
2015 - Roberto Moriconi: tudo matéria de arte (2015 : Rio de Janeiro, RJ)
2016 - Tudo Matéria de Arte
Exposições Coletivas
1965 - 14º Salão Nacional de Arte Moderna
1976 - Arte Brasileira: figuras e movimentos
1978 - Feira de Sensibilidade Estética. Esculturas no Calçadão da Goiás
1984 - Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras
2003 - Fiat Lux: a luz na arte
2009 - Olhar da Crítica: Arte Premiada da ABCA e o Acervo Artístico dos Palácios
2017 - Fronteiras, Limites, Interseções: entre a arte e o design2005 - O Retrato - Possibilidades
2021 - Estado Bruto
Fonte: ROBERTO Moriconi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 30 de janeiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Roberto Moriconi | Bolsa de Arte
Encontra-se em exibição no Centro Cultural Correios, Centro, Rio de Janeiro, RJ, a exposição “Roberto Moriconi: tudo matéria de arte”. Precursor da produção de múltiplas artes no Brasil, como a criação da “Máquina I”, dispositivo de projeção visual de cores em movimento aleatório, foi um artista plástico e escultor de grande engajamento no cenário brasileiro das artes plásticas. A curadora da mostra, Giovana Moriconi, prefere não chamar as obras de esculturas devido à técnica usada pelo artista. “Escultor é aquele que tira a forma da madeira ou do mármore”, observa. “No caso do Roberto, os volumes são visuais, criados a partir da incidência da luz sobre a superfície trabalhada”, enfatiza Giovanna.
A proposta da exposição, segundo o consultor e amigo pessoal da família, Xico Chaves, é uma contextualização que revela momentos da trajetória do artista em módulos criativos de forma orgânica: desenhos, obras de aço, madeira, objetos, poéticas contemporâneas e experimentações, além da apresentação de um vídeo. “Para Moriconi tudo é matéria de arte, como ele próprio dizia e praticava, prenunciando o que acontece hoje na arte contemporânea, em seu permanente processo de expansão e incorporação de tudo”, comenta Chaves.
Xico Chaves destaca a mostra como um recorte histórico e a criação de um conjunto de espaços que contextualiza o pensamento de Moriconi em diversos momentos de sua produção artística. “Roberto Moriconi é um artista referencial para a arte contemporânea brasileira e nesta exposição poderemos perceber como era sua conexão com as rupturas no campo da linguagem, suas relações com artistas de convívio, sua circulação e posicionamentos políticos-ideológicos em diversos espaços e ambientes polêmicos, a partir do final da década de 1950”.
Mais conhecido por suas obras em aço inox e madeira, Moriconi participou ativamente como um dos pioneiros em linguagens performáticas, instalações, proposições interativas, intervenções em ambientes urbanos e criações com os mais diversos materiais. Em 1986, Roberto Moriconi criou a primeira coleção assinada de joias para a joalheria H. Stern. O artista integrou movimentos, exposições, ocupações artísticas e debates político-ideológicos, altamente polêmicos junto a artistas de sua geração.
Sobre o artista
Roberto Moriconi nasceu em 30 de agosto de 1932 na pequena comunidade italiana de Fossato di Vico, na região da Úmbria, província da Perúgia, na Itália. Pela terra Natal nutriu o afeto do filho, mas pelo Brasil tinha amor. Começou a aprender pintura na Itália, tomando contato com formas e cores e intuindo que a arte é necessária, pois afirmaria mais tarde, “ela reconcilia o individuo com a natureza”. Chegou ao Brasil em 1953, mas somente a partir de 1958 dedica-se integralmente à sua arte produzindo ilustrações, capas de livros, discos, cartazes e painéis. Trabalha como cenógrafo e decorador, sem abandonar o desenho, a pintura e a escultura.
Fonte: Bolsa de Arte. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
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Obras de Roberto Moriconi são expostas na janela da casa onde viveu, no Rio | O Globo
Roberto Moriconi escreveu, um ano antes de morrer, que “olhar é uma opção de altíssimo risco”. No texto, o artista plástico, que completaria 90 anos no próximo dia 30, discorre sobre como uma obra de arte, quando apreciada, passa a fazer parte do imaginário do observador para sempre. Portanto, quem caminha pela Rua Monte Alegre, em Santa Teresa, corre um risco irresistível a partir de hoje. A viúva do artista, Giovanna, exibe nas janelas da casa onde viveram, no número 328, esculturas de grandes dimensões feitas por Roberto como celebração do aniversário do artista.
A exposição fica em cartaz até o próximo dia 4, e o público poderá observar, da calçada, algumas de suas famosas esculturas em aço, presentes em acervos importantes, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Instituto Casa Roberto Marinho. A ideia, segundo Giovanna, é dar continuidade ao legado do companheiro, morto em 1993, cuja produção não é conhecida por boa parte das novas gerações. “O que mantém o artista vivo é a sua obra”, ela diz. “Quando ele morreu, o (Ivo) Pitanguy, que era nosso amigo, me disse que ele havia cumprido a sua missão e estava trabalhando, a partir daquele momento, junto a outros mestres. Mas eu ainda não terminei a minha.”
Giovanna casou-se com Roberto em 1966 e teve com ele três filhos: Luca, Marco e Matteo. Feminista desde aqueles tempos, conta ter sido ela quem o pediu em casamento, ainda que a relação não fosse plenamente aprovada por sua mãe. “Ela dizia: ‘Artistas são todos loucos!’”, recorda-se a viúva, que soube aproveitar o melhor dessa “loucura”. A casa de Santa Teresa, lembra, foi ponto de encontro entre expoentes da geração de Roberto, como Rubens Gerchman, Antonio Dias, Angelo de Aquino e Gilles Jacquard.
Matteo, o filho mais novo do casal, que mora na Itália, tem memórias vívidas dessa época. “Eles viveram um momento muito efervescente da cultura e também de união entre os artistas. Lembro que a casa tinha várias coisas acontecendo ao mesmo tempo, um grupo jogava futebol, outro discutia sobre arte ou política. E era a minha mãe quem criava a atmosfera para esses encontros acontecerem.”
Giovanna ocupava também o posto de grande musa do marido, completa Matteo, embora isso nada tivesse a ver com passividade. “Foi um casal muito ‘pra frente’, e ela o inspirava a fazer coisas incríveis”, comenta. A mãe era, inclusive, a primeira pessoa para quem Roberto mostrava cada obra concluída, assim como a responsável pela divulgação dos trabalhos. “Ele falava que eu era tão metida que corria o risco de as pessoas pensarem que eu fazia os trabalhos, e ele só assinava”, diverte-se Giovanna.
Autora do livro “Roberto Moriconi: vida e obra”, a historiadora Angela Ancora da Luz considera oportuno o resgate de alguém que define como “prodigioso”. Entre as diversas fases pelas quais passou, Roberto já uniu madeira e aço para falar sobre como natureza e tecnologia devem dialogar e criou obras que denunciavam a devastação na Amazônia. Angela destaca, ainda, os últimos trabalhos desse italiano radicado no Brasil (assim como Giovanna), em que ele desenhava sobre placas de aço com uma lixadeira elétrica, enquanto um artista executava uma música ao vivo. “A partir do ritmo, ele criava imagens abstratas que ganhavam volume conforme a luz”, detalha. “Era uma grande performance, e não vejo outros artistas fazendo algo parecido.”
Muitas obras, acrescenta Giovanna, partiam de um complexo processo de maturação de ideias. Numa dessas ocasiões, ela presenciou o marido permanecer, por nove meses, “em estado catatônico” até materializar um conjunto de trabalhos. O ateliê onde ganhavam forma, aliás, permanece intacto nos fundos da casa de Santa Teresa. É uma maneira encontrada por Giovanna de manter Roberto presente na rotina da família. Agora, com a exposição, ela quer, mais do que nunca, ultrapassar aquelas paredes. “Que as janelas da arte sejam abertas!”, deseja.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.
Crédito fotográfico: O Globo. Consultado pela última vez em 30 de janeiro de 2025.