Antonio Bernardo (1947, Rio de Janeiro, Brasil) é um designer de joias brasileiro. Reconhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada na alta joalheria, Antônio Bernardo é filho de um ourives. Começou sua trajetória influenciado pelo ambiente familiar, mas logo desenvolveu um estilo autoral, marcado pela harmonia entre técnica e arte. Suas criações se destacam pelo design minimalista, formas fluidas e pelo conceito de movimento, transformando suas joias em verdadeiras esculturas em ouro e pedras preciosas. Ao longo da carreira, conquistou reconhecimento nacional e internacional, consolidando sua marca como referência em sofisticação e inovação. Suas peças podem ser encontradas em suas lojas próprias no Brasil e em exposições de design ao redor do mundo, sendo admiradas por colecionadores e apreciadores da alta joalheria.
Antônio Bernardo | Arremate Arte
Antonio Bernardo é um dos mais renomados designers de joias do Brasil, conhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada. Sua trajetória na joalheria se consolidou ao longo das décadas, transformando sua marca em um sinônimo de elegância, design autoral e excelência artesanal.
Desde jovem, Antonio Bernardo demonstrou interesse pelo universo da joalheria, influenciado pelo pai, que trabalhava com consertos e fabricação de joias. Com uma visão moderna e inquieta, ele não se limitou aos modelos tradicionais do setor, buscando inspiração na arquitetura, escultura e no design industrial. Essa experimentação constante resultou em peças que ultrapassam o conceito convencional de joia, assumindo a forma de pequenas esculturas em ouro e pedras preciosas.
O diferencial de suas criações está na harmonia entre técnica e arte. Utilizando sofisticados processos industriais aliados à habilidade artesanal, Antonio Bernardo desenvolveu uma identidade única no mercado, marcada por linhas fluidas, formas inovadoras e um profundo estudo das possibilidades da matéria. Seu trabalho se destaca pelo minimalismo refinado, pelo jogo de volumes e pelo conceito de movimento, presente em anéis, brincos, pulseiras e colares que se transformam com o toque e a interação do usuário.
Ao longo dos anos, sua marca conquistou reconhecimento nacional e internacional, tornando-se referência no segmento de joalheria de luxo. Com diversas lojas próprias no Brasil e presença em eventos e exposições de design pelo mundo, Antonio Bernardo consolidou um legado de criatividade e sofisticação. Suas coleções são aguardadas com expectativa pelo público e pela crítica especializada, sempre surpreendendo pela originalidade e inovação.
Mais do que joias, Antonio Bernardo cria objetos que carregam história, emoção e identidade. Seu compromisso com a excelência e sua busca incessante por novas possibilidades fazem de sua marca um ícone da alta joalheria brasileira, respeitada e admirada por colecionadores e amantes do design atemporal.
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Antônio Bernardo | Site Oficial
Antonio Bernardo nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf Herrmann, que comercializava ferramentas e artigos para a confecção de joias e relógios. Em 1968 foi para Lausanne, Suíça, estudar no CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse), um centro internacional de pesquisa e educação continuada no setor relojoeiro e, neste mesmo período, estagiou em institutos e empresas ligadas à indústria relojoeira.
Após a temporada na Europa, no início da década de 70, ingressou na faculdade de Engenharia da PUC, no Rio de Janeiro. Porém, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la a fim de se dedicar à pesquisa em ourivesaria e do design de joias. Durante quase uma década trabalhou em seu atelier residencial onde entrou em contato com a manufatura da ourivesaria. Frequentou oficinas, explorou os potenciais dos metais, o funcionamento das ferramentas que conhecia desde pequeno e aprendeu de fato a fabricar joias.
A divulgação informal de seu trabalho já reunia uma lista considerável de clientes, razão pela qual abriu sua primeira loja em 1981, no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, quando efetivou a criação da marca que leva seu nome. Esse foi um marco para a transição no processo designer-autodidata, misto de artista, técnico e empreendedor que culminaria com a inauguração do atelier do Jardim Botânico.
Iniciada a terceira etapa, Antonio firma-se como um dos pioneiros no Brasil ao criar marca de design de joias com nome próprio e a explicitar a joia de autor em abrangência nacional.
A Origem
Antonio Bernardo começou a desenhar joias no início dos anos 70. Um anel de prata, composto de dois aros independentes, foi sua primeira criação e o marco inaugural da bem-sucedida trajetória do designer.
Seguiu-se a concepção de peças em ouro, o metal que investiga em todo o seu potencial expressivo, assim como a de joias pautadas pelo olhar atento à complexidade e beleza das gemas naturais.
Foi a criação do pin Mosca que revelou ao designer o caminho da liberdade criativa quando, num momento de abstração em que observava ao acaso a imobilidade e os delicados traços do inseto, começou a reproduzi-lo em ouro, despretensiosamente. A peça se tornou não apenas uma das joias emblemáticas de sua carreira como autorizou ainda o aporte do humor, poesia, acaso, celebração, sedução, introspecção e abstração, entre tantas experiências vitais ao seu design. Estava aberto o caminho para a experimentação e a investigação plástica de temas universais, empíricos e atemporais.
Outro marco importante em sua trajetória foi a criação da pulseira Wish, com a qual criou um exemplo de interatividade na joalheria, onde a autoria é a soma da ideia do autor com a conclusão do espectador. Através de um cordão de couro com ponteiras de ouro, cada pessoa pode colocar quantas plaquinhas desejar. Nas plaquinhas estão gravados desejos universais (love, peace, fun, santé etc).
A motivação inovadora que caracteriza seu design, possibilitou criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star e também diferentes tipos de lapidação para quartzos- denominados Shine, Celebration e Prisma.
O atelier de Antônio Bernardo
A inauguração do Atelier em 1983, deu início ao processo de amadurecimento da gestão do design. Marcado pelo rigor com que atuam todas as áreas da empresa, desde as administrativas e comerciais, tal habilidade na gestão prematuramente foi esboçada em seu perfil de designer empreendedor.
No Atelier se reúnem os setores de Criação, Administrativo, Marketing, Atendimento ao Cliente e Controle de Qualidade, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e prototipagem rápida do designer. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação, com os quais colaboram ativamente todas as equipes.
Os setores de Criação, Modelagem e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antonio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design. É recorrente assim, estarem em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas.
Fonte: Antônio Bernardo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antônio Bernardo | Mundo das Marcas
A combinação de design ousado com a utilização de materiais nobres faz das peças criadas pela joalheria ANTONIO BERNARDO emocionar e surpreender até o mais frio dos mortais. Sinuosas, lúdicas e surpreendentes, as criações carregam em seus traços o design e, acima de tudo, o movimento. A dureza do metal em contraste com encaixes, dobraduras, armações ou o vai-e-vem flexível dos fios, torna as joias vivas e belas. Elas se movem, assumem formas variadas e instigantes. Sinônimo de ousadia, a marca carioca foi uma das principais responsáveis por revolucionar o design de joias no mercado brasileiro, sendo altamente reconhecida mundialmente.
A história
Antônio Bernardo Herrmann nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf, que vendia ferramentas para relojoeiros e ourives. Em 1968 foi para Lausanne na Suíça estudar no badalado CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse). Depois estagiou rapidamente nas empresas Ebauches e Leschot, o que lhe rendeu uma experiência incrível no segmento. Nesta época, Antônio começara a cursar faculdade de engenharia no Rio de Janeiro, mas, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la e se dedicar à pesquisa em ourivesaria e ao design autodidata de joias.
Em 1969, aos 22 anos ele desenhou sua primeira peça, um anel. Trabalhou arduamente criando anéis e brincos por mais de uma década em seu ateliê residencial, um espaço equipado tanto com ferramentas tradicionais, muitas herdadas do pai, como torno mecânico em miniatura, serra e limadeira, quanto com sofisticados equipamentos industriais. Durante esta época ele vendia suas criações para lojas e boutiques do Rio de Janeiro, para somente em 1981 inaugurar sua primeira loja própria, localizada no Shopping da Gávea.
A abertura da loja foi um marco importante para a transição ao processo empreendedor, que culminaria com a inauguração do ateliê do Jardim Botânico, pouco depois, em 1983. Manteve-se, contudo, a motivação inovadora e investigativa que caracterizaria seu design, o que, entre outros frutos, possibilitou a Antônio Bernardo criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star. Rapidamente as joias da marca desfrutaram de grande prestígio junto á um público formador de opinião. Com o sucesso das joias no Rio de Janeiro, as irmãs de Antônio resolveram trazer a marca para a capital paulista. A primeira loja em São Paulo foi inaugurada na sofisticada Rua Bela Cintra, nos Jardins, em 1990. Uma década mais tarde foram inauguradas a flagship store da marca e o espaço cultural Antônio Bernardo, em Ipanema, local onde são realizadas importantes exposições de arte moderna e contemporânea.
Seguiu-se então a fase de expansão internacional da marca, com a primeira participação do designer na importante Feira de Basel, em 2003, e o primeiro prêmio, recebido na IF Design, competição anual realizada na Alemanha e considerada o "Oscar do Design", em 2004, pelos aneis Ciclos e Expand. A partir deste momento as criações da ANTONIO BERNARDO seriam vendidas em importantes joalherias ao redor do mundo. Em 2011 a marca carioca lançou sua primeira coleção inteiramente masculina, formada por peças inéditas e reedições de outras que já existem, como brincos, pulseiras, abotoaduras, aneis, colares e pingentes. Mais recentemente, em 2013, a grife voltou a surpreender ao lançar uma linha de objetos exclusivos inspirados nas joias de sua coleção. Em escalas ampliadas, as criações contracenam com o ambiente e trazem um toque de elegância e originalidade ao espaço onde estão dispostas.
Hoje em dia as criações da ANTONIO BERNARDO transitam pelas fronteiras da inquietação artística e do design contemporâneo. Vanguarda e tradição interagem em sua atuação, que utiliza a excelência da joalheria artesanal combinada a sofisticados processos industriais para conceber joias, à semelhança de objetos esculturais.
Os ícones
Uma das principais peças de reconhecimento da ANTONIO BERNARDO foi criada em 2005: o anel Puzzle, em ouro 18k, passa por um processo de construção e desconstrução que, de uma forma inusitada, tira partido de uma prática comum de interagir com a peça. De criação e execução complexas, é um quebra-cabeça tridimensional em forma de anel, que salienta os aspectos lúdico e interativo da peça. É composto de partes simétricas duas a duas, que se encaixam, e de uma peça única, que funciona como chave, atravessando o anel de um lado a outro e fazendo uma curvatura que acompanha o dedo.
Outro ícone da marca não é uma joia, e sim um cofre. Idealizado pela mãe do designer e utilizado durante anos pelo pai em uma tradicional loja de ferramentas para relojoeiros e ourives, ele tem a forma de um cofre visitável, que recebe o visitante na flagship store da Rua Garcia D’Ávila, no Rio de Janeiro. O cofre eterniza momentos singulares da carreira de Antônio Bernardo, abrigando peças concebidas a partir de pedras raras, outras elaboradas para desfiles, protótipos em escalas maiores do que as das joias das lojas, além de peças únicas e objetos que registram o processo criativo do designer. Com o cofre, Antônio Bernardo compartilha com o público o momento que lhe é mais precioso, o da criação.
O ateliê
Com a inauguração do ateliê-oficina, em 1983, tem início o processo de amadurecimento da gestão do design. Localizado na charmosa Zona Sul do Rio de Janeiro, o ateliê reúne os setores de criação, administrativo, marketing e atendimento ao cliente, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e de produção das joias da marca. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação e produção das peças, com as quais colaboram ativamente em todas as equipes. Os setores de Criação, Modelagem, Microfusão e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antônio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design.
É neste local que são criadas aproximadamente duas mil peças mensais, por uma equipe de 200 funcionários, formada por profissionais de diversas áreas, como designers, especialistas em computação gráfica, em softwares de modelagem tridimensional, entre outros. É com a manipulação de modelos conceituais que têm início as criações da ANTONIO BERNARDO. Papel, metal, fios, chapas e toda a ordem de materiais maleáveis funcionam como instrumentos de experimentação e simulação das dobras, vincos, inflexões, movimentos e encaixes recorrentes em seu design. O ouro, principal matéria-prima, vai sendo transformado pelas mãos de habilidosos profissionais. Desde a fundição do metal até o acabamento, com equipamentos de avançada tecnologia, o rigor e a fidelidade ao projeto inicial são mantidos, o que certifica a qualidade das peças produzidas. Sempre estão em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas da rede. As joias são fabricadas à mão por habilidosa equipe de ourives e, uma a uma, passam por fases sequenciais de controle de qualidade.
A identidade visual
O mesmo cuidado que Antônio Bernardo dedica a cada peça criada também é dado à identidade visual da marca. O logotipo desenvolvido em 1981, pela designer Cristina Barreto, toma como conceito básico a representação gráfica de suas iniciais, A e B.
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1981
● Fundador: Antônio Bernardo
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Antonio Bernardo Joias
● Capital aberto: Não
● Presidente: Antônio Bernardo
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 17
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 350
● Segmento: Joalheria
● Principais produtos: Anéis, colares, braceletes, pulseiras e pingentes
● Concorrentes diretos: H.Stern, Amsterdam Sauer, Carla Amorim e Tiffany & Co.
● Ícones: O design ousado das joias
● Website: www.antoniobernardo.com.br
A marca no mundo
As modernas e surpreendentes peças da ANTONIO BERNARDO são comercializadas através de 17 lojas próprias localizadas em grandes cidades brasileiras (incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, entre outras), além de renomadas joalherias em aproximadamente 10 países, como Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Hong Kong, Japão e Portugal.
Você sabia?
● As lojas ANTONIO BERNARDO buscam reproduzir, tanto na concepção arquitetônica quanto no impecável atendimento, os marcos fundamentais da excelência do design da marca. São ambientes acolhedores e convidativos, onde se reúnem as criações recentes e clássicas do repertório do designer.
● A natureza e arte também ocupam lugar de importância na vida do joalheiro. Desde 1997, Antônio Bernardo é mantenedor do Orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Fonte: Mundo das Marcas. Publicado em 22 de julho de 2013. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo era o joalheiro preferido dos elegantes e transados nos anos 90 | Veja RIO
Na edição 39, de setembro de 1992, Antonio Bernardo era definido como o joalheiro preferido “dos brasileiros elegantes e transados”, criador de ícones como a pulseira wish, um fio de couro com pingentes. “Havia até fila na porta da loja em Ipanema para comprar. Isso mesmo, fila na porta!”, recorda o empresário, que mantém dezesseis lojas no país.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo, o designer de joias, assina fachada e portaria de prédio de luxo no Leblon | Veja RIO
Há mais de quatro décadas esculpindo joias, o renomado designer Antonio Bernardo vai enveredar pela primeira vez pela arquitetura. Autodidata, assinará a concepção artística da fachada e da portaria do novo lançamento imobiliário da Mozak Engenharia na Rua Timóteo da Costa, ponto nobre do Leblon — bairro onde o joalheiro mora, aliás. “É um tremendo desafio, não durmo mais. Estou experimentando novos materiais, como vidro, alumínio e concreto. Virei pedreiro”, brinca Bernardo, que quer levar para o projeto as mesmas formas e curvas ousadas de suas peças. Uma das cinco coberturas, de 209 metros quadrados, sai a 4 807 000 reais. Sabe-se que um casal global (ela, atualmente no ar na novela das 6) está na lista de interessados.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Designer de joias Antonio Bernardo cria objetos para casa | HAUS
O badalado designer de joias Antonio Bernardo anuncia sua estreia no mundo da decoração com diversos objetos para casa e ambientes corporativos, que estão disponíveis nas lojas da marca.
“Há algum tempo reflito sobre a questão da escala em meu trabalho. Crio um brinco e fico imaginando este brinco numa escala maior e como ele poderia se transformar em um objeto interessante“, explica o artista. “A partir daí, passei a olhar o que estava pesquisando e a experimentar a possibilidade de variar a escala, mudando a sua função, de joia para objeto.”
Entre os lançamentos estão as peças Ar, Pets e Turbillon.
O objeto Ar tem aparência sólida, em forma de cápsula com acabamento acetinado e brilhante do metal, embora repleto de reflexos provocados por uma membrana orgânica e vazada.
Já as peças Pets são pequenos objetos lúdicos que apresentam várias articulações, permitindo que as pessoas moldem ao seu gosto, possibilitando múltiplos movimentos. Os fios maleáveis em corpos longos personificam o conceito de movimento através de articulações. Divertidas, são peças em forma abstrata de seres animados.
O Turbillon representa o movimento de uma fita em expansão espiral pelo espaço. Apoiada sutilmente na delgada matéria, seu delicado equilíbrio reside no entrelaçamento da forma.
Fonte: HAUS. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo celebra 30 anos da inauguração de sua primeira loja | Extra
Eis que Antonio Bernardo celebra os 30 anos de sua primeira loja — sem crise, balanços ou planos futuros. Tudo natural. — Há um ditado italiano que diz "da coisa nasce outra coisa". Para mim tem sido assim, como um processo. A segunda joia que criei foi um desdobramento da primeira. Todo trabalho é inspiração para o próximo — sintetiza o designer.
O processo em movimento constante, esse trabalhar para poder continuar trabalhando, está presente, até mesmo na geometria criada por Antonio Bernardo. São formas orgânicas com beleza minimalista, com elos e encadeamentos que sugerem movimento perpétuo.
Ao repensar os 30 anos de comércio joalheiro, o designer não titubeia:
— Não é só um número. Tudo mudou e, ao mesmo tempo, nada mudou. A joia e o comércio joalheiro eram outros naquela época, mas minha abordagem e maneira de trabalhar continuam as mesmas — explica o designer.
É claro que ele incorporou a tecnologia a seu trabalho. Soldas a laser e máquinas operadas por computador são reforços na construção de modelos de altíssima precisão em tempo cada vez mais curto. São ferramentas que tornam mais fáceis os delírios criativos do autor que não vê a joia como um adorno, mas como um objeto rico em significados.
— Gosto que a pessoa saiba por que usa aquela peça, que interaja com ela de maneira lúdica — diz ele, que dá nomes plenos de significado a suas peças, como o anel batizado de "Eu te amo de todas as formas". Precisa dizer mais?
Datas marcantes costumam ser acompanhadas de balanços, mas não para Antonio Bernardo. Por enquanto ele está "apenas comemorando". A festa está nas 18 novas peças que serão lançadas neste fim de ano, e nas reedições de 30 joias que marcaram sua trajetória. As últimas serão relançadas como foram originalmente concebidas, ou reeditadas para potencializar aspectos considerados essenciais pelo designer, como formas, símbolos e mecanismos de encaixe.
O tal balanço da carreira deverá finalmente acontecer na terça-feira, na Casa do Saber, quando Antonio Bernardo falará sobre a construção de seu design no encontro intitulado "Delicadeza minimalista e experimentação inovadora".
Fonte: Extra. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Design Rio: inspirado em joias que criou, designer Antonio Bernardo lança de luminárias a bengalas | O Globo
O namoro sempre existiu, mas o casamento foi selado não com uma aliança, mas com um brinco. Conhecido como designer de joias desde que, aos 22 anos, ainda nos anos 1960, criou seu primeiro anel, o ex-futuro engenheiro Antonio Bernardo agora vem exercitando o ofício do design em maior escala. Não bastassem as 16.667 peças que já criou e codificou para adornar mulheres e homens (noves fora as variações de um mesmo item, são mais de seis mil modelos), nos últimos anos ele passou a lapidar a criatividade em outras formas. Tudo começou em 2005, quando criou o anel 360°. Instigado pelo movimento das argolas, dispostas em giros de 360°, dando a impressão de vibração e tridimensionalidade, Antonio pensou grande. Primeiro fez arte: criou uma peça enorme, com 800 fios de aço entrelaçados que nasceu sem função, e hoje enfeita seu ateliê. Mas não bastava. Procurado pela empresa Lumini para desenvolver uma luminária, o designer ampliou seu campo de ação e embutiu luz no novo pendente, confeccionado em inox. A peça foi lançada no Design São Paulo, no Parque do Ibirapuera, em 2011, e abriu caminho para outros objetos, como bengalas e um vaso.
— O processo de criação não começa do zero. Eu já vinha trabalhando uns cinco ou seis brincos com peças circulares desde 2001. E um inspira o outro. Geralmente as joias têm inspirado outras coisas porque fazê-las é o meu dia a dia — conta Antonio, enquanto manuseia um dos nove projetos de objetos que mantém na mesa de seu escritório, à espera de inspiração para ganharem forma e utilidade, como pequenas peças cônicas, que se unem com imãs nas pontas, e até o molde em prata de um cordão umbilical verdadeiro. — Afinal, cordão tem tudo a ver comigo. E o umbilical é uma espécie de elo perdido. Mas tudo isso ainda está tomando forma. Meu processo é experimental.
Designer autodidata, Antonio Bernardo sempre flertou com a arte. Ao mesmo tempo em que via suas joias receberem prêmios como IF Design, Red Dot, Inhorgenta, IJL ( International Jewellery London Award ), Idea Brasil, Brasil Faz Design e Diamante Hoje, passou a assinar esculturas, como as oito que expôs na H.A.P., no final de 2012. Confeccionadas em prata sterling 925, articuladas e com estrutura radial ou de esferas, elas formavam uma série intitulada Radiolaria e foram apelidadas de pets, por seu caráter mais lúdico. Concomitantemente, começou a criar objetos, como o troféu do Rio Open 2014, quando o Rio de Janeiro sediou o primeiro ATP World Tour 500 da história do Brasil. Na ocasião, foi convidado a dar forma ao prêmio, mantendo a tradição do torneio de troféus assinados por designers e joalherias ao redor do mundo, como a Tiffanys na etapa US Open.— Segundo o pensamento clássico, se eu sou designer, diante de uma questão eu tento desenvolver um produto para solucioná-la. Mas a inspiração acaba gerando várias abordagens. O resultado pode ser design, arte, moda... A diferença é que eu antes aplicava tudo em joias. No caso da Lumini, foi no escuro (risos). Eles vieram aqui, e pensamos que tipo de trabalho meu poderia ser transformado em luminária — relembra, diante de um novo protótipo, mostrando que, como acontece com suas joias, agora trabalha em uma variação sobre o mesmo tema: uma segunda luminária. — É a 360°, só que em outra escala, de mesa. Gosto de sentir como o objeto se comporta no espaço em outra escala.
Em 2012 Antonio também foi chamado para criar o detalhe final, o apoio, de uma bengala de madeira maciça criada pelos designers Fernando Mendes e Roberto Hirth, a Erlanger. Acabou assinando com eles dois modelos: um com capa envoltória de prata, sulcada por linhas sinuosas que remetem a uma onda (não por acaso batizado de Ondas), e outro com pedra incrustada no terminal do corpo de madeira (o Farol, numa referência aos pequenos faróis frontais e traseiros do design aerodinâmico dos automóveis tipo rabo de peixe).
No momento, o designer trabalha em seu primeiro vaso, que começou a projetar na época do último Art Rio:
— Ele tem uma estrutura quadriculada. Tive o insight de fazê-lo ficar suspenso. Está sendo finalizado e será vendido.
Antonio Bernardo desconversa quando perguntado se não pensa em fazer cadeiras, o tipo de objeto de uso individual mais projetado e desenvolvido por designers, e que já fez a fama de muitos profissionais brasileiros. Mas ao menos um banquinho ele está produzindo. Só que na forma de joia. É uma homenagem aos 60 anos de criação do mestre do design brasileiro, Sergio Rodrigues, morto em setembro passado. O designer lançou, em parceria com o Instituto Sérgio Rodrigues, o pingente Mocho em versões de prata e ouro, reproduzindo o desenho do banco criado por ele em 1954.
Nas lojas de Antonio, também estão à venda o que o designer gosta de chamar de "objetos de atelier". Inspirados em joias como o anel Roll (círculos paralelos e assimétricos em uma dinâmica que parece sem fim, e que interagen com a luz, provocando reflexos lineares e fragmentados) e os brincos Duplo Sentido (dois círculos tubulares em movimento contínuo) e Turbillon (que simula o movimento espiral de uma fita em expansão no espaço), são peças decorativas não menos preciosas. Afinal, feitas em bronze, elas podem receber banho de prata ou ouro. E custam entre R$ 3.930 (o Turbillon) e R$ 7.740 (o Ar, inspirado em outro anel).
— De início coloquei alguns objetos nas minhas lojas. Achei que poderiam agregar conhecimento ao meu processo de criação e deixei esta ideia se desenvolver — explica ele, para quem criar mais do que joias já entrou na rotina: — Acho que não tem mais volta!
Não há cantinho do ateliê de Antonio Bernardo, no Jardim Botânico, em que não se veja algo que dá vontade de pegar e experimentar: fios, papel, massa de modelar, dedais, ponta de saco de confeiteiro e até uma semente gigante que o designer mesmo não sabe de quê. Sem falar em canetas 3D, soldas a laser e máquinas operadas por computador, além de uma equipe de oito pessoas que ajuda a dar bases às asas de sua imaginação.
— Hoje trabalho mais no campo das ideias — diz o designer, um carioca de 67 anos, fazendo questão de frisar que a aparência do ambiente criativo pode enganar os visitantes. — Não gosto de chamar este processo de brincadeira porque, apesar de lúdico, é trabalho.
Filho do relojoeiro alemão Rudolph Herrmann, dono da loja Cronômetro Federal, de instrumentos de relojoaria, Antonio Bernardo chegou a começar o curso de engenharia mecânica.
— Abandonei a Engenharia no primeiro ano. Na faculdade eu não iria aprender o que faço. No meu DNA tem algo de concretude, eu gosto de construir. Não me esqueço do prazer que me deu meu primeiro anel pronto: olhá-lo, vê-lo, senti-lo. Eu tinha 22 anos, no fim dos anos 1960, e pedi a um cliente do meu pai para fazer a peça que tinha criado. Ali eu começava a experimentar: eram duas peças de prata idênticas para serem usadas em contraposição, superposição, uma em cada dedo, com um terceiro ou um quarto anel... — relembra. — Fiz a escola mais difícil, e faço até hoje, porque não tem fim.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Conheça o trabalho e trajetória de Antonio Bernardo, renomado designer de joias carioca | Arch Trends
O designer de joias Antonio Bernardo recebeu o Archtrends em seu atelier no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, numa tarde de muito calor em 27 de dezembro. Eu, jornalista convidada para entrevistá-lo, fiquei surpresa da empresa estar funcionando em plena época de recesso. Mas todos trabalhavam intensamente. “Não me considero um carioca típico, vou pouco à praia, sou branquinho, não sou surfista”, diz Antonio.
O Rio de Janeiro, no entanto, se manifesta em seu trabalho, com linhas orgânicas, despretensiosas e sensuais. Pelo menos nos olhos dessa paulista que aqui escreve. Antonio discorda: “Você acha óbvio que eu sou do Rio? Eu não penso nisso. Nunca tive intenção que minha joia tivesse esse aspecto. Mas eu vivo nessa cidade, sempre vivi, então estou sujeito a todas as influências dela”.
Da janela de seu escritório, no topo de um edifício comercial, é possível enxergar a Lagoa Rodrigo de Freitas e os morros verdes que a cercam. No parapeito, fica uma galeria de exposição de protótipos. Ao lado, a bancada de trabalho com ferramentas de joalheria. “Eu não desenho. Eu gosto de trabalhar no tridimensional. O desenho é a representação do tridimensional no bidimensional. Em vez de criar no bidimensional pensando no tridimensional, eu prefiro já criar no tridimensional e depois a gente põe no papel. Sempre foi assim. A minha criação começa na banca”, explica.
A intimidade com as ferramentas vem da infância. Seu pai comandava uma empresa de comércio de ferramentas para ourives e relojoeiros. “Essa é uma área especializada das ferramentas, na maior parte das vezes, importadas da Suíça e da Alemanha. As ferramentas são todas pequenas, podemos dizer até bonitas. Desde garoto eu conheço isso tudo”, relembra. Outros aspectos desse universo o encantavam. “A carta de uma empresa suíça era um tratado de design. Uma vez me surpreendi com uma empresa que alinhou tudo pela direita, quando o tradicional era pela esquerda. E eu pensava, como pode, será que faz sentido? Eu adorava me fazer essas perguntas.”
Seu interesse era tanto pela arte e design dos relógios e joias, como pelo seu funcionamento. Por isso, escolheu fazer faculdade engenharia mecânica na PUC-Rio. Seu pai almejava que Antonio o sucedesse na empresa. Então o presenteou, por ter passado no concorrido vestibular com 19 anos, com uma viagem para a Suíça. Por um ano, ele estudou francês e administração na área de peças para relógios. Também fez estágios em fabricantes de peças para relógios e no maior distribuidor de peças para relógios do mundo.
De volta ao Brasil depois dessa incrível experiência, a faculdade não lhe despertou muito interesse. Um pouco desmotivado, seguiu trabalhando meio período na empresa de seu pai. “Um dia eu desenhei um anel. Fiz um esboço muito básico e entreguei para um dos clientes da loja, que era meu conhecido e tinha uma pequena oficina. Depois ele me trouxe o anel e eu me encantei pelo resultado, achei muito legal. Imediatamente já pensei num outro, como se fosse um aperfeiçoamento do primeiro. Assim comecei, posso dizer, por acaso”, conta Antonio.
O ano era 1969 – em 2019 Antonio comemorou 50 anos de carreira. O modernismo estava em seu auge no Brasil e as pessoas se interessavam por arquitetura, mobiliário e, por que não, joias modernas. “Meu trabalho teve aceitação. Teve no começo e tem até hoje. Eu sempre fico fascinado com isso. Quando eu fiz a primeira joia, por que eu tive coragem de mostrar para alguém? Eu achava que ela tinha alguma coisa de interessante, de diferente, de original. Comecei a desenvolver meu trabalho dessa maneira, sempre procurando algo de novo, de inesperado.”
O sucesso levou Antonio a seguir na carreira de designer de joias. Sete anos depois, no entanto, ele se sentiu inseguro. “Eu tinha largado a faculdade, não estudei outra coisa, não me formei, não sabia fazer joias, dependia de terceiros. Eu fazia esboços das joias e acompanhava a execução nas joalherias”, relembra. Porém, ao dirigir a fabricação das joias ele, sem perceber, estava aprendendo o ofício. Um dia, tomou coragem, comprou uma banca, as próprias ferramentas e começou a fazer. Logo tomou prazer e desenvolveu habilidade no ofício.
“Aí o meu trabalho deu um salto qualitativo. Eu estava efetivamente trabalhando na joia. Quando você lida com o material, acontecem várias coisas. Ele te sugere coisas, você sugere coisas para ele. É quase como se fosse um diálogo. O meu processo de criação é totalmente experimental. Eu não tinha muita técnica, então minha joia não podia ser muito complexa. Mas eu gostava das coisas simples que eu fazia. E isso virou o meu traço.”
Um exemplo de simplicidade é o brinco Kioto, um fio de ouro que faz uma curva. Antonio conta que chegou a se questionar se era um design simples ou simplista. “Quando você cria, não tem muita noção do que é, principalmente pelo método experimental. Depois que ficou pronto eu analisei por que eu gostava daquela forma. É porque o olhar tem que percorrer o brinco, fazer o caminho da linha no espaço. Aí eu descobri que essa linha tem velocidade, tem aceleração”, conta.
A criação intuitiva, que gera um design sutil, se tornou marca de seu trabalho. “Eu não estudei joalheria, aprendi de ver. Então eu tive muita liberdade para escolher o caminho que eu queria. Quando se estuda, muitas vezes se é guiado numa direção”, reflete Antonio. Sem seguir padrões pré-estabelecidos, o designer cria joias autorais, que levavam sua assinatura.“A joia de autor tem origem, vai ter algum significado para quem compra, além do valor do material. Não é arte pura, é arte aplicada, mas pode-se dizer que é uma escultura. Dependendo do autor, pode representar uma coisa ou outra”, acredita.
O trabalho autoral de Antonio Bernardo lhe rendeu reconhecimento, uma empresa com 60 funcionários, lojas com seu nome nas principais cidades do Brasil e convites para atuar em outras áreas. Entre as parcerias, se destacam a Luminária 360 para a Lumini, em 2011, e o edifício residencial Timóteo, em fase de finalização no Rio. Novas cocriações com arquitetura serão reveladas em breve, enquanto o trabalho de joalheria segue firme e forte, sempre com o lançamento de novos produtos e linhas e a manutenção de designs que já se tornaram clássicos.
Fonte: Arch Trends. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
Antonio Bernardo (1947, Rio de Janeiro, Brasil) é um designer de joias brasileiro. Reconhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada na alta joalheria, Antônio Bernardo é filho de um ourives. Começou sua trajetória influenciado pelo ambiente familiar, mas logo desenvolveu um estilo autoral, marcado pela harmonia entre técnica e arte. Suas criações se destacam pelo design minimalista, formas fluidas e pelo conceito de movimento, transformando suas joias em verdadeiras esculturas em ouro e pedras preciosas. Ao longo da carreira, conquistou reconhecimento nacional e internacional, consolidando sua marca como referência em sofisticação e inovação. Suas peças podem ser encontradas em suas lojas próprias no Brasil e em exposições de design ao redor do mundo, sendo admiradas por colecionadores e apreciadores da alta joalheria.
Antônio Bernardo | Arremate Arte
Antonio Bernardo é um dos mais renomados designers de joias do Brasil, conhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada. Sua trajetória na joalheria se consolidou ao longo das décadas, transformando sua marca em um sinônimo de elegância, design autoral e excelência artesanal.
Desde jovem, Antonio Bernardo demonstrou interesse pelo universo da joalheria, influenciado pelo pai, que trabalhava com consertos e fabricação de joias. Com uma visão moderna e inquieta, ele não se limitou aos modelos tradicionais do setor, buscando inspiração na arquitetura, escultura e no design industrial. Essa experimentação constante resultou em peças que ultrapassam o conceito convencional de joia, assumindo a forma de pequenas esculturas em ouro e pedras preciosas.
O diferencial de suas criações está na harmonia entre técnica e arte. Utilizando sofisticados processos industriais aliados à habilidade artesanal, Antonio Bernardo desenvolveu uma identidade única no mercado, marcada por linhas fluidas, formas inovadoras e um profundo estudo das possibilidades da matéria. Seu trabalho se destaca pelo minimalismo refinado, pelo jogo de volumes e pelo conceito de movimento, presente em anéis, brincos, pulseiras e colares que se transformam com o toque e a interação do usuário.
Ao longo dos anos, sua marca conquistou reconhecimento nacional e internacional, tornando-se referência no segmento de joalheria de luxo. Com diversas lojas próprias no Brasil e presença em eventos e exposições de design pelo mundo, Antonio Bernardo consolidou um legado de criatividade e sofisticação. Suas coleções são aguardadas com expectativa pelo público e pela crítica especializada, sempre surpreendendo pela originalidade e inovação.
Mais do que joias, Antonio Bernardo cria objetos que carregam história, emoção e identidade. Seu compromisso com a excelência e sua busca incessante por novas possibilidades fazem de sua marca um ícone da alta joalheria brasileira, respeitada e admirada por colecionadores e amantes do design atemporal.
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Antônio Bernardo | Site Oficial
Antonio Bernardo nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf Herrmann, que comercializava ferramentas e artigos para a confecção de joias e relógios. Em 1968 foi para Lausanne, Suíça, estudar no CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse), um centro internacional de pesquisa e educação continuada no setor relojoeiro e, neste mesmo período, estagiou em institutos e empresas ligadas à indústria relojoeira.
Após a temporada na Europa, no início da década de 70, ingressou na faculdade de Engenharia da PUC, no Rio de Janeiro. Porém, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la a fim de se dedicar à pesquisa em ourivesaria e do design de joias. Durante quase uma década trabalhou em seu atelier residencial onde entrou em contato com a manufatura da ourivesaria. Frequentou oficinas, explorou os potenciais dos metais, o funcionamento das ferramentas que conhecia desde pequeno e aprendeu de fato a fabricar joias.
A divulgação informal de seu trabalho já reunia uma lista considerável de clientes, razão pela qual abriu sua primeira loja em 1981, no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, quando efetivou a criação da marca que leva seu nome. Esse foi um marco para a transição no processo designer-autodidata, misto de artista, técnico e empreendedor que culminaria com a inauguração do atelier do Jardim Botânico.
Iniciada a terceira etapa, Antonio firma-se como um dos pioneiros no Brasil ao criar marca de design de joias com nome próprio e a explicitar a joia de autor em abrangência nacional.
A Origem
Antonio Bernardo começou a desenhar joias no início dos anos 70. Um anel de prata, composto de dois aros independentes, foi sua primeira criação e o marco inaugural da bem-sucedida trajetória do designer.
Seguiu-se a concepção de peças em ouro, o metal que investiga em todo o seu potencial expressivo, assim como a de joias pautadas pelo olhar atento à complexidade e beleza das gemas naturais.
Foi a criação do pin Mosca que revelou ao designer o caminho da liberdade criativa quando, num momento de abstração em que observava ao acaso a imobilidade e os delicados traços do inseto, começou a reproduzi-lo em ouro, despretensiosamente. A peça se tornou não apenas uma das joias emblemáticas de sua carreira como autorizou ainda o aporte do humor, poesia, acaso, celebração, sedução, introspecção e abstração, entre tantas experiências vitais ao seu design. Estava aberto o caminho para a experimentação e a investigação plástica de temas universais, empíricos e atemporais.
Outro marco importante em sua trajetória foi a criação da pulseira Wish, com a qual criou um exemplo de interatividade na joalheria, onde a autoria é a soma da ideia do autor com a conclusão do espectador. Através de um cordão de couro com ponteiras de ouro, cada pessoa pode colocar quantas plaquinhas desejar. Nas plaquinhas estão gravados desejos universais (love, peace, fun, santé etc).
A motivação inovadora que caracteriza seu design, possibilitou criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star e também diferentes tipos de lapidação para quartzos- denominados Shine, Celebration e Prisma.
O atelier de Antônio Bernardo
A inauguração do Atelier em 1983, deu início ao processo de amadurecimento da gestão do design. Marcado pelo rigor com que atuam todas as áreas da empresa, desde as administrativas e comerciais, tal habilidade na gestão prematuramente foi esboçada em seu perfil de designer empreendedor.
No Atelier se reúnem os setores de Criação, Administrativo, Marketing, Atendimento ao Cliente e Controle de Qualidade, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e prototipagem rápida do designer. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação, com os quais colaboram ativamente todas as equipes.
Os setores de Criação, Modelagem e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antonio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design. É recorrente assim, estarem em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas.
Fonte: Antônio Bernardo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antônio Bernardo | Mundo das Marcas
A combinação de design ousado com a utilização de materiais nobres faz das peças criadas pela joalheria ANTONIO BERNARDO emocionar e surpreender até o mais frio dos mortais. Sinuosas, lúdicas e surpreendentes, as criações carregam em seus traços o design e, acima de tudo, o movimento. A dureza do metal em contraste com encaixes, dobraduras, armações ou o vai-e-vem flexível dos fios, torna as joias vivas e belas. Elas se movem, assumem formas variadas e instigantes. Sinônimo de ousadia, a marca carioca foi uma das principais responsáveis por revolucionar o design de joias no mercado brasileiro, sendo altamente reconhecida mundialmente.
A história
Antônio Bernardo Herrmann nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf, que vendia ferramentas para relojoeiros e ourives. Em 1968 foi para Lausanne na Suíça estudar no badalado CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse). Depois estagiou rapidamente nas empresas Ebauches e Leschot, o que lhe rendeu uma experiência incrível no segmento. Nesta época, Antônio começara a cursar faculdade de engenharia no Rio de Janeiro, mas, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la e se dedicar à pesquisa em ourivesaria e ao design autodidata de joias.
Em 1969, aos 22 anos ele desenhou sua primeira peça, um anel. Trabalhou arduamente criando anéis e brincos por mais de uma década em seu ateliê residencial, um espaço equipado tanto com ferramentas tradicionais, muitas herdadas do pai, como torno mecânico em miniatura, serra e limadeira, quanto com sofisticados equipamentos industriais. Durante esta época ele vendia suas criações para lojas e boutiques do Rio de Janeiro, para somente em 1981 inaugurar sua primeira loja própria, localizada no Shopping da Gávea.
A abertura da loja foi um marco importante para a transição ao processo empreendedor, que culminaria com a inauguração do ateliê do Jardim Botânico, pouco depois, em 1983. Manteve-se, contudo, a motivação inovadora e investigativa que caracterizaria seu design, o que, entre outros frutos, possibilitou a Antônio Bernardo criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star. Rapidamente as joias da marca desfrutaram de grande prestígio junto á um público formador de opinião. Com o sucesso das joias no Rio de Janeiro, as irmãs de Antônio resolveram trazer a marca para a capital paulista. A primeira loja em São Paulo foi inaugurada na sofisticada Rua Bela Cintra, nos Jardins, em 1990. Uma década mais tarde foram inauguradas a flagship store da marca e o espaço cultural Antônio Bernardo, em Ipanema, local onde são realizadas importantes exposições de arte moderna e contemporânea.
Seguiu-se então a fase de expansão internacional da marca, com a primeira participação do designer na importante Feira de Basel, em 2003, e o primeiro prêmio, recebido na IF Design, competição anual realizada na Alemanha e considerada o "Oscar do Design", em 2004, pelos aneis Ciclos e Expand. A partir deste momento as criações da ANTONIO BERNARDO seriam vendidas em importantes joalherias ao redor do mundo. Em 2011 a marca carioca lançou sua primeira coleção inteiramente masculina, formada por peças inéditas e reedições de outras que já existem, como brincos, pulseiras, abotoaduras, aneis, colares e pingentes. Mais recentemente, em 2013, a grife voltou a surpreender ao lançar uma linha de objetos exclusivos inspirados nas joias de sua coleção. Em escalas ampliadas, as criações contracenam com o ambiente e trazem um toque de elegância e originalidade ao espaço onde estão dispostas.
Hoje em dia as criações da ANTONIO BERNARDO transitam pelas fronteiras da inquietação artística e do design contemporâneo. Vanguarda e tradição interagem em sua atuação, que utiliza a excelência da joalheria artesanal combinada a sofisticados processos industriais para conceber joias, à semelhança de objetos esculturais.
Os ícones
Uma das principais peças de reconhecimento da ANTONIO BERNARDO foi criada em 2005: o anel Puzzle, em ouro 18k, passa por um processo de construção e desconstrução que, de uma forma inusitada, tira partido de uma prática comum de interagir com a peça. De criação e execução complexas, é um quebra-cabeça tridimensional em forma de anel, que salienta os aspectos lúdico e interativo da peça. É composto de partes simétricas duas a duas, que se encaixam, e de uma peça única, que funciona como chave, atravessando o anel de um lado a outro e fazendo uma curvatura que acompanha o dedo.
Outro ícone da marca não é uma joia, e sim um cofre. Idealizado pela mãe do designer e utilizado durante anos pelo pai em uma tradicional loja de ferramentas para relojoeiros e ourives, ele tem a forma de um cofre visitável, que recebe o visitante na flagship store da Rua Garcia D’Ávila, no Rio de Janeiro. O cofre eterniza momentos singulares da carreira de Antônio Bernardo, abrigando peças concebidas a partir de pedras raras, outras elaboradas para desfiles, protótipos em escalas maiores do que as das joias das lojas, além de peças únicas e objetos que registram o processo criativo do designer. Com o cofre, Antônio Bernardo compartilha com o público o momento que lhe é mais precioso, o da criação.
O ateliê
Com a inauguração do ateliê-oficina, em 1983, tem início o processo de amadurecimento da gestão do design. Localizado na charmosa Zona Sul do Rio de Janeiro, o ateliê reúne os setores de criação, administrativo, marketing e atendimento ao cliente, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e de produção das joias da marca. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação e produção das peças, com as quais colaboram ativamente em todas as equipes. Os setores de Criação, Modelagem, Microfusão e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antônio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design.
É neste local que são criadas aproximadamente duas mil peças mensais, por uma equipe de 200 funcionários, formada por profissionais de diversas áreas, como designers, especialistas em computação gráfica, em softwares de modelagem tridimensional, entre outros. É com a manipulação de modelos conceituais que têm início as criações da ANTONIO BERNARDO. Papel, metal, fios, chapas e toda a ordem de materiais maleáveis funcionam como instrumentos de experimentação e simulação das dobras, vincos, inflexões, movimentos e encaixes recorrentes em seu design. O ouro, principal matéria-prima, vai sendo transformado pelas mãos de habilidosos profissionais. Desde a fundição do metal até o acabamento, com equipamentos de avançada tecnologia, o rigor e a fidelidade ao projeto inicial são mantidos, o que certifica a qualidade das peças produzidas. Sempre estão em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas da rede. As joias são fabricadas à mão por habilidosa equipe de ourives e, uma a uma, passam por fases sequenciais de controle de qualidade.
A identidade visual
O mesmo cuidado que Antônio Bernardo dedica a cada peça criada também é dado à identidade visual da marca. O logotipo desenvolvido em 1981, pela designer Cristina Barreto, toma como conceito básico a representação gráfica de suas iniciais, A e B.
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1981
● Fundador: Antônio Bernardo
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Antonio Bernardo Joias
● Capital aberto: Não
● Presidente: Antônio Bernardo
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 17
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 350
● Segmento: Joalheria
● Principais produtos: Anéis, colares, braceletes, pulseiras e pingentes
● Concorrentes diretos: H.Stern, Amsterdam Sauer, Carla Amorim e Tiffany & Co.
● Ícones: O design ousado das joias
● Website: www.antoniobernardo.com.br
A marca no mundo
As modernas e surpreendentes peças da ANTONIO BERNARDO são comercializadas através de 17 lojas próprias localizadas em grandes cidades brasileiras (incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, entre outras), além de renomadas joalherias em aproximadamente 10 países, como Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Hong Kong, Japão e Portugal.
Você sabia?
● As lojas ANTONIO BERNARDO buscam reproduzir, tanto na concepção arquitetônica quanto no impecável atendimento, os marcos fundamentais da excelência do design da marca. São ambientes acolhedores e convidativos, onde se reúnem as criações recentes e clássicas do repertório do designer.
● A natureza e arte também ocupam lugar de importância na vida do joalheiro. Desde 1997, Antônio Bernardo é mantenedor do Orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Fonte: Mundo das Marcas. Publicado em 22 de julho de 2013. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo era o joalheiro preferido dos elegantes e transados nos anos 90 | Veja RIO
Na edição 39, de setembro de 1992, Antonio Bernardo era definido como o joalheiro preferido “dos brasileiros elegantes e transados”, criador de ícones como a pulseira wish, um fio de couro com pingentes. “Havia até fila na porta da loja em Ipanema para comprar. Isso mesmo, fila na porta!”, recorda o empresário, que mantém dezesseis lojas no país.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo, o designer de joias, assina fachada e portaria de prédio de luxo no Leblon | Veja RIO
Há mais de quatro décadas esculpindo joias, o renomado designer Antonio Bernardo vai enveredar pela primeira vez pela arquitetura. Autodidata, assinará a concepção artística da fachada e da portaria do novo lançamento imobiliário da Mozak Engenharia na Rua Timóteo da Costa, ponto nobre do Leblon — bairro onde o joalheiro mora, aliás. “É um tremendo desafio, não durmo mais. Estou experimentando novos materiais, como vidro, alumínio e concreto. Virei pedreiro”, brinca Bernardo, que quer levar para o projeto as mesmas formas e curvas ousadas de suas peças. Uma das cinco coberturas, de 209 metros quadrados, sai a 4 807 000 reais. Sabe-se que um casal global (ela, atualmente no ar na novela das 6) está na lista de interessados.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Designer de joias Antonio Bernardo cria objetos para casa | HAUS
O badalado designer de joias Antonio Bernardo anuncia sua estreia no mundo da decoração com diversos objetos para casa e ambientes corporativos, que estão disponíveis nas lojas da marca.
“Há algum tempo reflito sobre a questão da escala em meu trabalho. Crio um brinco e fico imaginando este brinco numa escala maior e como ele poderia se transformar em um objeto interessante“, explica o artista. “A partir daí, passei a olhar o que estava pesquisando e a experimentar a possibilidade de variar a escala, mudando a sua função, de joia para objeto.”
Entre os lançamentos estão as peças Ar, Pets e Turbillon.
O objeto Ar tem aparência sólida, em forma de cápsula com acabamento acetinado e brilhante do metal, embora repleto de reflexos provocados por uma membrana orgânica e vazada.
Já as peças Pets são pequenos objetos lúdicos que apresentam várias articulações, permitindo que as pessoas moldem ao seu gosto, possibilitando múltiplos movimentos. Os fios maleáveis em corpos longos personificam o conceito de movimento através de articulações. Divertidas, são peças em forma abstrata de seres animados.
O Turbillon representa o movimento de uma fita em expansão espiral pelo espaço. Apoiada sutilmente na delgada matéria, seu delicado equilíbrio reside no entrelaçamento da forma.
Fonte: HAUS. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo celebra 30 anos da inauguração de sua primeira loja | Extra
Eis que Antonio Bernardo celebra os 30 anos de sua primeira loja — sem crise, balanços ou planos futuros. Tudo natural. — Há um ditado italiano que diz "da coisa nasce outra coisa". Para mim tem sido assim, como um processo. A segunda joia que criei foi um desdobramento da primeira. Todo trabalho é inspiração para o próximo — sintetiza o designer.
O processo em movimento constante, esse trabalhar para poder continuar trabalhando, está presente, até mesmo na geometria criada por Antonio Bernardo. São formas orgânicas com beleza minimalista, com elos e encadeamentos que sugerem movimento perpétuo.
Ao repensar os 30 anos de comércio joalheiro, o designer não titubeia:
— Não é só um número. Tudo mudou e, ao mesmo tempo, nada mudou. A joia e o comércio joalheiro eram outros naquela época, mas minha abordagem e maneira de trabalhar continuam as mesmas — explica o designer.
É claro que ele incorporou a tecnologia a seu trabalho. Soldas a laser e máquinas operadas por computador são reforços na construção de modelos de altíssima precisão em tempo cada vez mais curto. São ferramentas que tornam mais fáceis os delírios criativos do autor que não vê a joia como um adorno, mas como um objeto rico em significados.
— Gosto que a pessoa saiba por que usa aquela peça, que interaja com ela de maneira lúdica — diz ele, que dá nomes plenos de significado a suas peças, como o anel batizado de "Eu te amo de todas as formas". Precisa dizer mais?
Datas marcantes costumam ser acompanhadas de balanços, mas não para Antonio Bernardo. Por enquanto ele está "apenas comemorando". A festa está nas 18 novas peças que serão lançadas neste fim de ano, e nas reedições de 30 joias que marcaram sua trajetória. As últimas serão relançadas como foram originalmente concebidas, ou reeditadas para potencializar aspectos considerados essenciais pelo designer, como formas, símbolos e mecanismos de encaixe.
O tal balanço da carreira deverá finalmente acontecer na terça-feira, na Casa do Saber, quando Antonio Bernardo falará sobre a construção de seu design no encontro intitulado "Delicadeza minimalista e experimentação inovadora".
Fonte: Extra. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Design Rio: inspirado em joias que criou, designer Antonio Bernardo lança de luminárias a bengalas | O Globo
O namoro sempre existiu, mas o casamento foi selado não com uma aliança, mas com um brinco. Conhecido como designer de joias desde que, aos 22 anos, ainda nos anos 1960, criou seu primeiro anel, o ex-futuro engenheiro Antonio Bernardo agora vem exercitando o ofício do design em maior escala. Não bastassem as 16.667 peças que já criou e codificou para adornar mulheres e homens (noves fora as variações de um mesmo item, são mais de seis mil modelos), nos últimos anos ele passou a lapidar a criatividade em outras formas. Tudo começou em 2005, quando criou o anel 360°. Instigado pelo movimento das argolas, dispostas em giros de 360°, dando a impressão de vibração e tridimensionalidade, Antonio pensou grande. Primeiro fez arte: criou uma peça enorme, com 800 fios de aço entrelaçados que nasceu sem função, e hoje enfeita seu ateliê. Mas não bastava. Procurado pela empresa Lumini para desenvolver uma luminária, o designer ampliou seu campo de ação e embutiu luz no novo pendente, confeccionado em inox. A peça foi lançada no Design São Paulo, no Parque do Ibirapuera, em 2011, e abriu caminho para outros objetos, como bengalas e um vaso.
— O processo de criação não começa do zero. Eu já vinha trabalhando uns cinco ou seis brincos com peças circulares desde 2001. E um inspira o outro. Geralmente as joias têm inspirado outras coisas porque fazê-las é o meu dia a dia — conta Antonio, enquanto manuseia um dos nove projetos de objetos que mantém na mesa de seu escritório, à espera de inspiração para ganharem forma e utilidade, como pequenas peças cônicas, que se unem com imãs nas pontas, e até o molde em prata de um cordão umbilical verdadeiro. — Afinal, cordão tem tudo a ver comigo. E o umbilical é uma espécie de elo perdido. Mas tudo isso ainda está tomando forma. Meu processo é experimental.
Designer autodidata, Antonio Bernardo sempre flertou com a arte. Ao mesmo tempo em que via suas joias receberem prêmios como IF Design, Red Dot, Inhorgenta, IJL ( International Jewellery London Award ), Idea Brasil, Brasil Faz Design e Diamante Hoje, passou a assinar esculturas, como as oito que expôs na H.A.P., no final de 2012. Confeccionadas em prata sterling 925, articuladas e com estrutura radial ou de esferas, elas formavam uma série intitulada Radiolaria e foram apelidadas de pets, por seu caráter mais lúdico. Concomitantemente, começou a criar objetos, como o troféu do Rio Open 2014, quando o Rio de Janeiro sediou o primeiro ATP World Tour 500 da história do Brasil. Na ocasião, foi convidado a dar forma ao prêmio, mantendo a tradição do torneio de troféus assinados por designers e joalherias ao redor do mundo, como a Tiffanys na etapa US Open.— Segundo o pensamento clássico, se eu sou designer, diante de uma questão eu tento desenvolver um produto para solucioná-la. Mas a inspiração acaba gerando várias abordagens. O resultado pode ser design, arte, moda... A diferença é que eu antes aplicava tudo em joias. No caso da Lumini, foi no escuro (risos). Eles vieram aqui, e pensamos que tipo de trabalho meu poderia ser transformado em luminária — relembra, diante de um novo protótipo, mostrando que, como acontece com suas joias, agora trabalha em uma variação sobre o mesmo tema: uma segunda luminária. — É a 360°, só que em outra escala, de mesa. Gosto de sentir como o objeto se comporta no espaço em outra escala.
Em 2012 Antonio também foi chamado para criar o detalhe final, o apoio, de uma bengala de madeira maciça criada pelos designers Fernando Mendes e Roberto Hirth, a Erlanger. Acabou assinando com eles dois modelos: um com capa envoltória de prata, sulcada por linhas sinuosas que remetem a uma onda (não por acaso batizado de Ondas), e outro com pedra incrustada no terminal do corpo de madeira (o Farol, numa referência aos pequenos faróis frontais e traseiros do design aerodinâmico dos automóveis tipo rabo de peixe).
No momento, o designer trabalha em seu primeiro vaso, que começou a projetar na época do último Art Rio:
— Ele tem uma estrutura quadriculada. Tive o insight de fazê-lo ficar suspenso. Está sendo finalizado e será vendido.
Antonio Bernardo desconversa quando perguntado se não pensa em fazer cadeiras, o tipo de objeto de uso individual mais projetado e desenvolvido por designers, e que já fez a fama de muitos profissionais brasileiros. Mas ao menos um banquinho ele está produzindo. Só que na forma de joia. É uma homenagem aos 60 anos de criação do mestre do design brasileiro, Sergio Rodrigues, morto em setembro passado. O designer lançou, em parceria com o Instituto Sérgio Rodrigues, o pingente Mocho em versões de prata e ouro, reproduzindo o desenho do banco criado por ele em 1954.
Nas lojas de Antonio, também estão à venda o que o designer gosta de chamar de "objetos de atelier". Inspirados em joias como o anel Roll (círculos paralelos e assimétricos em uma dinâmica que parece sem fim, e que interagen com a luz, provocando reflexos lineares e fragmentados) e os brincos Duplo Sentido (dois círculos tubulares em movimento contínuo) e Turbillon (que simula o movimento espiral de uma fita em expansão no espaço), são peças decorativas não menos preciosas. Afinal, feitas em bronze, elas podem receber banho de prata ou ouro. E custam entre R$ 3.930 (o Turbillon) e R$ 7.740 (o Ar, inspirado em outro anel).
— De início coloquei alguns objetos nas minhas lojas. Achei que poderiam agregar conhecimento ao meu processo de criação e deixei esta ideia se desenvolver — explica ele, para quem criar mais do que joias já entrou na rotina: — Acho que não tem mais volta!
Não há cantinho do ateliê de Antonio Bernardo, no Jardim Botânico, em que não se veja algo que dá vontade de pegar e experimentar: fios, papel, massa de modelar, dedais, ponta de saco de confeiteiro e até uma semente gigante que o designer mesmo não sabe de quê. Sem falar em canetas 3D, soldas a laser e máquinas operadas por computador, além de uma equipe de oito pessoas que ajuda a dar bases às asas de sua imaginação.
— Hoje trabalho mais no campo das ideias — diz o designer, um carioca de 67 anos, fazendo questão de frisar que a aparência do ambiente criativo pode enganar os visitantes. — Não gosto de chamar este processo de brincadeira porque, apesar de lúdico, é trabalho.
Filho do relojoeiro alemão Rudolph Herrmann, dono da loja Cronômetro Federal, de instrumentos de relojoaria, Antonio Bernardo chegou a começar o curso de engenharia mecânica.
— Abandonei a Engenharia no primeiro ano. Na faculdade eu não iria aprender o que faço. No meu DNA tem algo de concretude, eu gosto de construir. Não me esqueço do prazer que me deu meu primeiro anel pronto: olhá-lo, vê-lo, senti-lo. Eu tinha 22 anos, no fim dos anos 1960, e pedi a um cliente do meu pai para fazer a peça que tinha criado. Ali eu começava a experimentar: eram duas peças de prata idênticas para serem usadas em contraposição, superposição, uma em cada dedo, com um terceiro ou um quarto anel... — relembra. — Fiz a escola mais difícil, e faço até hoje, porque não tem fim.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Conheça o trabalho e trajetória de Antonio Bernardo, renomado designer de joias carioca | Arch Trends
O designer de joias Antonio Bernardo recebeu o Archtrends em seu atelier no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, numa tarde de muito calor em 27 de dezembro. Eu, jornalista convidada para entrevistá-lo, fiquei surpresa da empresa estar funcionando em plena época de recesso. Mas todos trabalhavam intensamente. “Não me considero um carioca típico, vou pouco à praia, sou branquinho, não sou surfista”, diz Antonio.
O Rio de Janeiro, no entanto, se manifesta em seu trabalho, com linhas orgânicas, despretensiosas e sensuais. Pelo menos nos olhos dessa paulista que aqui escreve. Antonio discorda: “Você acha óbvio que eu sou do Rio? Eu não penso nisso. Nunca tive intenção que minha joia tivesse esse aspecto. Mas eu vivo nessa cidade, sempre vivi, então estou sujeito a todas as influências dela”.
Da janela de seu escritório, no topo de um edifício comercial, é possível enxergar a Lagoa Rodrigo de Freitas e os morros verdes que a cercam. No parapeito, fica uma galeria de exposição de protótipos. Ao lado, a bancada de trabalho com ferramentas de joalheria. “Eu não desenho. Eu gosto de trabalhar no tridimensional. O desenho é a representação do tridimensional no bidimensional. Em vez de criar no bidimensional pensando no tridimensional, eu prefiro já criar no tridimensional e depois a gente põe no papel. Sempre foi assim. A minha criação começa na banca”, explica.
A intimidade com as ferramentas vem da infância. Seu pai comandava uma empresa de comércio de ferramentas para ourives e relojoeiros. “Essa é uma área especializada das ferramentas, na maior parte das vezes, importadas da Suíça e da Alemanha. As ferramentas são todas pequenas, podemos dizer até bonitas. Desde garoto eu conheço isso tudo”, relembra. Outros aspectos desse universo o encantavam. “A carta de uma empresa suíça era um tratado de design. Uma vez me surpreendi com uma empresa que alinhou tudo pela direita, quando o tradicional era pela esquerda. E eu pensava, como pode, será que faz sentido? Eu adorava me fazer essas perguntas.”
Seu interesse era tanto pela arte e design dos relógios e joias, como pelo seu funcionamento. Por isso, escolheu fazer faculdade engenharia mecânica na PUC-Rio. Seu pai almejava que Antonio o sucedesse na empresa. Então o presenteou, por ter passado no concorrido vestibular com 19 anos, com uma viagem para a Suíça. Por um ano, ele estudou francês e administração na área de peças para relógios. Também fez estágios em fabricantes de peças para relógios e no maior distribuidor de peças para relógios do mundo.
De volta ao Brasil depois dessa incrível experiência, a faculdade não lhe despertou muito interesse. Um pouco desmotivado, seguiu trabalhando meio período na empresa de seu pai. “Um dia eu desenhei um anel. Fiz um esboço muito básico e entreguei para um dos clientes da loja, que era meu conhecido e tinha uma pequena oficina. Depois ele me trouxe o anel e eu me encantei pelo resultado, achei muito legal. Imediatamente já pensei num outro, como se fosse um aperfeiçoamento do primeiro. Assim comecei, posso dizer, por acaso”, conta Antonio.
O ano era 1969 – em 2019 Antonio comemorou 50 anos de carreira. O modernismo estava em seu auge no Brasil e as pessoas se interessavam por arquitetura, mobiliário e, por que não, joias modernas. “Meu trabalho teve aceitação. Teve no começo e tem até hoje. Eu sempre fico fascinado com isso. Quando eu fiz a primeira joia, por que eu tive coragem de mostrar para alguém? Eu achava que ela tinha alguma coisa de interessante, de diferente, de original. Comecei a desenvolver meu trabalho dessa maneira, sempre procurando algo de novo, de inesperado.”
O sucesso levou Antonio a seguir na carreira de designer de joias. Sete anos depois, no entanto, ele se sentiu inseguro. “Eu tinha largado a faculdade, não estudei outra coisa, não me formei, não sabia fazer joias, dependia de terceiros. Eu fazia esboços das joias e acompanhava a execução nas joalherias”, relembra. Porém, ao dirigir a fabricação das joias ele, sem perceber, estava aprendendo o ofício. Um dia, tomou coragem, comprou uma banca, as próprias ferramentas e começou a fazer. Logo tomou prazer e desenvolveu habilidade no ofício.
“Aí o meu trabalho deu um salto qualitativo. Eu estava efetivamente trabalhando na joia. Quando você lida com o material, acontecem várias coisas. Ele te sugere coisas, você sugere coisas para ele. É quase como se fosse um diálogo. O meu processo de criação é totalmente experimental. Eu não tinha muita técnica, então minha joia não podia ser muito complexa. Mas eu gostava das coisas simples que eu fazia. E isso virou o meu traço.”
Um exemplo de simplicidade é o brinco Kioto, um fio de ouro que faz uma curva. Antonio conta que chegou a se questionar se era um design simples ou simplista. “Quando você cria, não tem muita noção do que é, principalmente pelo método experimental. Depois que ficou pronto eu analisei por que eu gostava daquela forma. É porque o olhar tem que percorrer o brinco, fazer o caminho da linha no espaço. Aí eu descobri que essa linha tem velocidade, tem aceleração”, conta.
A criação intuitiva, que gera um design sutil, se tornou marca de seu trabalho. “Eu não estudei joalheria, aprendi de ver. Então eu tive muita liberdade para escolher o caminho que eu queria. Quando se estuda, muitas vezes se é guiado numa direção”, reflete Antonio. Sem seguir padrões pré-estabelecidos, o designer cria joias autorais, que levavam sua assinatura.“A joia de autor tem origem, vai ter algum significado para quem compra, além do valor do material. Não é arte pura, é arte aplicada, mas pode-se dizer que é uma escultura. Dependendo do autor, pode representar uma coisa ou outra”, acredita.
O trabalho autoral de Antonio Bernardo lhe rendeu reconhecimento, uma empresa com 60 funcionários, lojas com seu nome nas principais cidades do Brasil e convites para atuar em outras áreas. Entre as parcerias, se destacam a Luminária 360 para a Lumini, em 2011, e o edifício residencial Timóteo, em fase de finalização no Rio. Novas cocriações com arquitetura serão reveladas em breve, enquanto o trabalho de joalheria segue firme e forte, sempre com o lançamento de novos produtos e linhas e a manutenção de designs que já se tornaram clássicos.
Fonte: Arch Trends. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
Antonio Bernardo (1947, Rio de Janeiro, Brasil) é um designer de joias brasileiro. Reconhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada na alta joalheria, Antônio Bernardo é filho de um ourives. Começou sua trajetória influenciado pelo ambiente familiar, mas logo desenvolveu um estilo autoral, marcado pela harmonia entre técnica e arte. Suas criações se destacam pelo design minimalista, formas fluidas e pelo conceito de movimento, transformando suas joias em verdadeiras esculturas em ouro e pedras preciosas. Ao longo da carreira, conquistou reconhecimento nacional e internacional, consolidando sua marca como referência em sofisticação e inovação. Suas peças podem ser encontradas em suas lojas próprias no Brasil e em exposições de design ao redor do mundo, sendo admiradas por colecionadores e apreciadores da alta joalheria.
Antônio Bernardo | Arremate Arte
Antonio Bernardo é um dos mais renomados designers de joias do Brasil, conhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada. Sua trajetória na joalheria se consolidou ao longo das décadas, transformando sua marca em um sinônimo de elegância, design autoral e excelência artesanal.
Desde jovem, Antonio Bernardo demonstrou interesse pelo universo da joalheria, influenciado pelo pai, que trabalhava com consertos e fabricação de joias. Com uma visão moderna e inquieta, ele não se limitou aos modelos tradicionais do setor, buscando inspiração na arquitetura, escultura e no design industrial. Essa experimentação constante resultou em peças que ultrapassam o conceito convencional de joia, assumindo a forma de pequenas esculturas em ouro e pedras preciosas.
O diferencial de suas criações está na harmonia entre técnica e arte. Utilizando sofisticados processos industriais aliados à habilidade artesanal, Antonio Bernardo desenvolveu uma identidade única no mercado, marcada por linhas fluidas, formas inovadoras e um profundo estudo das possibilidades da matéria. Seu trabalho se destaca pelo minimalismo refinado, pelo jogo de volumes e pelo conceito de movimento, presente em anéis, brincos, pulseiras e colares que se transformam com o toque e a interação do usuário.
Ao longo dos anos, sua marca conquistou reconhecimento nacional e internacional, tornando-se referência no segmento de joalheria de luxo. Com diversas lojas próprias no Brasil e presença em eventos e exposições de design pelo mundo, Antonio Bernardo consolidou um legado de criatividade e sofisticação. Suas coleções são aguardadas com expectativa pelo público e pela crítica especializada, sempre surpreendendo pela originalidade e inovação.
Mais do que joias, Antonio Bernardo cria objetos que carregam história, emoção e identidade. Seu compromisso com a excelência e sua busca incessante por novas possibilidades fazem de sua marca um ícone da alta joalheria brasileira, respeitada e admirada por colecionadores e amantes do design atemporal.
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Antônio Bernardo | Site Oficial
Antonio Bernardo nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf Herrmann, que comercializava ferramentas e artigos para a confecção de joias e relógios. Em 1968 foi para Lausanne, Suíça, estudar no CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse), um centro internacional de pesquisa e educação continuada no setor relojoeiro e, neste mesmo período, estagiou em institutos e empresas ligadas à indústria relojoeira.
Após a temporada na Europa, no início da década de 70, ingressou na faculdade de Engenharia da PUC, no Rio de Janeiro. Porém, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la a fim de se dedicar à pesquisa em ourivesaria e do design de joias. Durante quase uma década trabalhou em seu atelier residencial onde entrou em contato com a manufatura da ourivesaria. Frequentou oficinas, explorou os potenciais dos metais, o funcionamento das ferramentas que conhecia desde pequeno e aprendeu de fato a fabricar joias.
A divulgação informal de seu trabalho já reunia uma lista considerável de clientes, razão pela qual abriu sua primeira loja em 1981, no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, quando efetivou a criação da marca que leva seu nome. Esse foi um marco para a transição no processo designer-autodidata, misto de artista, técnico e empreendedor que culminaria com a inauguração do atelier do Jardim Botânico.
Iniciada a terceira etapa, Antonio firma-se como um dos pioneiros no Brasil ao criar marca de design de joias com nome próprio e a explicitar a joia de autor em abrangência nacional.
A Origem
Antonio Bernardo começou a desenhar joias no início dos anos 70. Um anel de prata, composto de dois aros independentes, foi sua primeira criação e o marco inaugural da bem-sucedida trajetória do designer.
Seguiu-se a concepção de peças em ouro, o metal que investiga em todo o seu potencial expressivo, assim como a de joias pautadas pelo olhar atento à complexidade e beleza das gemas naturais.
Foi a criação do pin Mosca que revelou ao designer o caminho da liberdade criativa quando, num momento de abstração em que observava ao acaso a imobilidade e os delicados traços do inseto, começou a reproduzi-lo em ouro, despretensiosamente. A peça se tornou não apenas uma das joias emblemáticas de sua carreira como autorizou ainda o aporte do humor, poesia, acaso, celebração, sedução, introspecção e abstração, entre tantas experiências vitais ao seu design. Estava aberto o caminho para a experimentação e a investigação plástica de temas universais, empíricos e atemporais.
Outro marco importante em sua trajetória foi a criação da pulseira Wish, com a qual criou um exemplo de interatividade na joalheria, onde a autoria é a soma da ideia do autor com a conclusão do espectador. Através de um cordão de couro com ponteiras de ouro, cada pessoa pode colocar quantas plaquinhas desejar. Nas plaquinhas estão gravados desejos universais (love, peace, fun, santé etc).
A motivação inovadora que caracteriza seu design, possibilitou criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star e também diferentes tipos de lapidação para quartzos- denominados Shine, Celebration e Prisma.
O atelier de Antônio Bernardo
A inauguração do Atelier em 1983, deu início ao processo de amadurecimento da gestão do design. Marcado pelo rigor com que atuam todas as áreas da empresa, desde as administrativas e comerciais, tal habilidade na gestão prematuramente foi esboçada em seu perfil de designer empreendedor.
No Atelier se reúnem os setores de Criação, Administrativo, Marketing, Atendimento ao Cliente e Controle de Qualidade, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e prototipagem rápida do designer. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação, com os quais colaboram ativamente todas as equipes.
Os setores de Criação, Modelagem e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antonio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design. É recorrente assim, estarem em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas.
Fonte: Antônio Bernardo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antônio Bernardo | Mundo das Marcas
A combinação de design ousado com a utilização de materiais nobres faz das peças criadas pela joalheria ANTONIO BERNARDO emocionar e surpreender até o mais frio dos mortais. Sinuosas, lúdicas e surpreendentes, as criações carregam em seus traços o design e, acima de tudo, o movimento. A dureza do metal em contraste com encaixes, dobraduras, armações ou o vai-e-vem flexível dos fios, torna as joias vivas e belas. Elas se movem, assumem formas variadas e instigantes. Sinônimo de ousadia, a marca carioca foi uma das principais responsáveis por revolucionar o design de joias no mercado brasileiro, sendo altamente reconhecida mundialmente.
A história
Antônio Bernardo Herrmann nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf, que vendia ferramentas para relojoeiros e ourives. Em 1968 foi para Lausanne na Suíça estudar no badalado CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse). Depois estagiou rapidamente nas empresas Ebauches e Leschot, o que lhe rendeu uma experiência incrível no segmento. Nesta época, Antônio começara a cursar faculdade de engenharia no Rio de Janeiro, mas, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la e se dedicar à pesquisa em ourivesaria e ao design autodidata de joias.
Em 1969, aos 22 anos ele desenhou sua primeira peça, um anel. Trabalhou arduamente criando anéis e brincos por mais de uma década em seu ateliê residencial, um espaço equipado tanto com ferramentas tradicionais, muitas herdadas do pai, como torno mecânico em miniatura, serra e limadeira, quanto com sofisticados equipamentos industriais. Durante esta época ele vendia suas criações para lojas e boutiques do Rio de Janeiro, para somente em 1981 inaugurar sua primeira loja própria, localizada no Shopping da Gávea.
A abertura da loja foi um marco importante para a transição ao processo empreendedor, que culminaria com a inauguração do ateliê do Jardim Botânico, pouco depois, em 1983. Manteve-se, contudo, a motivação inovadora e investigativa que caracterizaria seu design, o que, entre outros frutos, possibilitou a Antônio Bernardo criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star. Rapidamente as joias da marca desfrutaram de grande prestígio junto á um público formador de opinião. Com o sucesso das joias no Rio de Janeiro, as irmãs de Antônio resolveram trazer a marca para a capital paulista. A primeira loja em São Paulo foi inaugurada na sofisticada Rua Bela Cintra, nos Jardins, em 1990. Uma década mais tarde foram inauguradas a flagship store da marca e o espaço cultural Antônio Bernardo, em Ipanema, local onde são realizadas importantes exposições de arte moderna e contemporânea.
Seguiu-se então a fase de expansão internacional da marca, com a primeira participação do designer na importante Feira de Basel, em 2003, e o primeiro prêmio, recebido na IF Design, competição anual realizada na Alemanha e considerada o "Oscar do Design", em 2004, pelos aneis Ciclos e Expand. A partir deste momento as criações da ANTONIO BERNARDO seriam vendidas em importantes joalherias ao redor do mundo. Em 2011 a marca carioca lançou sua primeira coleção inteiramente masculina, formada por peças inéditas e reedições de outras que já existem, como brincos, pulseiras, abotoaduras, aneis, colares e pingentes. Mais recentemente, em 2013, a grife voltou a surpreender ao lançar uma linha de objetos exclusivos inspirados nas joias de sua coleção. Em escalas ampliadas, as criações contracenam com o ambiente e trazem um toque de elegância e originalidade ao espaço onde estão dispostas.
Hoje em dia as criações da ANTONIO BERNARDO transitam pelas fronteiras da inquietação artística e do design contemporâneo. Vanguarda e tradição interagem em sua atuação, que utiliza a excelência da joalheria artesanal combinada a sofisticados processos industriais para conceber joias, à semelhança de objetos esculturais.
Os ícones
Uma das principais peças de reconhecimento da ANTONIO BERNARDO foi criada em 2005: o anel Puzzle, em ouro 18k, passa por um processo de construção e desconstrução que, de uma forma inusitada, tira partido de uma prática comum de interagir com a peça. De criação e execução complexas, é um quebra-cabeça tridimensional em forma de anel, que salienta os aspectos lúdico e interativo da peça. É composto de partes simétricas duas a duas, que se encaixam, e de uma peça única, que funciona como chave, atravessando o anel de um lado a outro e fazendo uma curvatura que acompanha o dedo.
Outro ícone da marca não é uma joia, e sim um cofre. Idealizado pela mãe do designer e utilizado durante anos pelo pai em uma tradicional loja de ferramentas para relojoeiros e ourives, ele tem a forma de um cofre visitável, que recebe o visitante na flagship store da Rua Garcia D’Ávila, no Rio de Janeiro. O cofre eterniza momentos singulares da carreira de Antônio Bernardo, abrigando peças concebidas a partir de pedras raras, outras elaboradas para desfiles, protótipos em escalas maiores do que as das joias das lojas, além de peças únicas e objetos que registram o processo criativo do designer. Com o cofre, Antônio Bernardo compartilha com o público o momento que lhe é mais precioso, o da criação.
O ateliê
Com a inauguração do ateliê-oficina, em 1983, tem início o processo de amadurecimento da gestão do design. Localizado na charmosa Zona Sul do Rio de Janeiro, o ateliê reúne os setores de criação, administrativo, marketing e atendimento ao cliente, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e de produção das joias da marca. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação e produção das peças, com as quais colaboram ativamente em todas as equipes. Os setores de Criação, Modelagem, Microfusão e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antônio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design.
É neste local que são criadas aproximadamente duas mil peças mensais, por uma equipe de 200 funcionários, formada por profissionais de diversas áreas, como designers, especialistas em computação gráfica, em softwares de modelagem tridimensional, entre outros. É com a manipulação de modelos conceituais que têm início as criações da ANTONIO BERNARDO. Papel, metal, fios, chapas e toda a ordem de materiais maleáveis funcionam como instrumentos de experimentação e simulação das dobras, vincos, inflexões, movimentos e encaixes recorrentes em seu design. O ouro, principal matéria-prima, vai sendo transformado pelas mãos de habilidosos profissionais. Desde a fundição do metal até o acabamento, com equipamentos de avançada tecnologia, o rigor e a fidelidade ao projeto inicial são mantidos, o que certifica a qualidade das peças produzidas. Sempre estão em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas da rede. As joias são fabricadas à mão por habilidosa equipe de ourives e, uma a uma, passam por fases sequenciais de controle de qualidade.
A identidade visual
O mesmo cuidado que Antônio Bernardo dedica a cada peça criada também é dado à identidade visual da marca. O logotipo desenvolvido em 1981, pela designer Cristina Barreto, toma como conceito básico a representação gráfica de suas iniciais, A e B.
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1981
● Fundador: Antônio Bernardo
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Antonio Bernardo Joias
● Capital aberto: Não
● Presidente: Antônio Bernardo
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 17
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 350
● Segmento: Joalheria
● Principais produtos: Anéis, colares, braceletes, pulseiras e pingentes
● Concorrentes diretos: H.Stern, Amsterdam Sauer, Carla Amorim e Tiffany & Co.
● Ícones: O design ousado das joias
● Website: www.antoniobernardo.com.br
A marca no mundo
As modernas e surpreendentes peças da ANTONIO BERNARDO são comercializadas através de 17 lojas próprias localizadas em grandes cidades brasileiras (incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, entre outras), além de renomadas joalherias em aproximadamente 10 países, como Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Hong Kong, Japão e Portugal.
Você sabia?
● As lojas ANTONIO BERNARDO buscam reproduzir, tanto na concepção arquitetônica quanto no impecável atendimento, os marcos fundamentais da excelência do design da marca. São ambientes acolhedores e convidativos, onde se reúnem as criações recentes e clássicas do repertório do designer.
● A natureza e arte também ocupam lugar de importância na vida do joalheiro. Desde 1997, Antônio Bernardo é mantenedor do Orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Fonte: Mundo das Marcas. Publicado em 22 de julho de 2013. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo era o joalheiro preferido dos elegantes e transados nos anos 90 | Veja RIO
Na edição 39, de setembro de 1992, Antonio Bernardo era definido como o joalheiro preferido “dos brasileiros elegantes e transados”, criador de ícones como a pulseira wish, um fio de couro com pingentes. “Havia até fila na porta da loja em Ipanema para comprar. Isso mesmo, fila na porta!”, recorda o empresário, que mantém dezesseis lojas no país.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo, o designer de joias, assina fachada e portaria de prédio de luxo no Leblon | Veja RIO
Há mais de quatro décadas esculpindo joias, o renomado designer Antonio Bernardo vai enveredar pela primeira vez pela arquitetura. Autodidata, assinará a concepção artística da fachada e da portaria do novo lançamento imobiliário da Mozak Engenharia na Rua Timóteo da Costa, ponto nobre do Leblon — bairro onde o joalheiro mora, aliás. “É um tremendo desafio, não durmo mais. Estou experimentando novos materiais, como vidro, alumínio e concreto. Virei pedreiro”, brinca Bernardo, que quer levar para o projeto as mesmas formas e curvas ousadas de suas peças. Uma das cinco coberturas, de 209 metros quadrados, sai a 4 807 000 reais. Sabe-se que um casal global (ela, atualmente no ar na novela das 6) está na lista de interessados.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Designer de joias Antonio Bernardo cria objetos para casa | HAUS
O badalado designer de joias Antonio Bernardo anuncia sua estreia no mundo da decoração com diversos objetos para casa e ambientes corporativos, que estão disponíveis nas lojas da marca.
“Há algum tempo reflito sobre a questão da escala em meu trabalho. Crio um brinco e fico imaginando este brinco numa escala maior e como ele poderia se transformar em um objeto interessante“, explica o artista. “A partir daí, passei a olhar o que estava pesquisando e a experimentar a possibilidade de variar a escala, mudando a sua função, de joia para objeto.”
Entre os lançamentos estão as peças Ar, Pets e Turbillon.
O objeto Ar tem aparência sólida, em forma de cápsula com acabamento acetinado e brilhante do metal, embora repleto de reflexos provocados por uma membrana orgânica e vazada.
Já as peças Pets são pequenos objetos lúdicos que apresentam várias articulações, permitindo que as pessoas moldem ao seu gosto, possibilitando múltiplos movimentos. Os fios maleáveis em corpos longos personificam o conceito de movimento através de articulações. Divertidas, são peças em forma abstrata de seres animados.
O Turbillon representa o movimento de uma fita em expansão espiral pelo espaço. Apoiada sutilmente na delgada matéria, seu delicado equilíbrio reside no entrelaçamento da forma.
Fonte: HAUS. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo celebra 30 anos da inauguração de sua primeira loja | Extra
Eis que Antonio Bernardo celebra os 30 anos de sua primeira loja — sem crise, balanços ou planos futuros. Tudo natural. — Há um ditado italiano que diz "da coisa nasce outra coisa". Para mim tem sido assim, como um processo. A segunda joia que criei foi um desdobramento da primeira. Todo trabalho é inspiração para o próximo — sintetiza o designer.
O processo em movimento constante, esse trabalhar para poder continuar trabalhando, está presente, até mesmo na geometria criada por Antonio Bernardo. São formas orgânicas com beleza minimalista, com elos e encadeamentos que sugerem movimento perpétuo.
Ao repensar os 30 anos de comércio joalheiro, o designer não titubeia:
— Não é só um número. Tudo mudou e, ao mesmo tempo, nada mudou. A joia e o comércio joalheiro eram outros naquela época, mas minha abordagem e maneira de trabalhar continuam as mesmas — explica o designer.
É claro que ele incorporou a tecnologia a seu trabalho. Soldas a laser e máquinas operadas por computador são reforços na construção de modelos de altíssima precisão em tempo cada vez mais curto. São ferramentas que tornam mais fáceis os delírios criativos do autor que não vê a joia como um adorno, mas como um objeto rico em significados.
— Gosto que a pessoa saiba por que usa aquela peça, que interaja com ela de maneira lúdica — diz ele, que dá nomes plenos de significado a suas peças, como o anel batizado de "Eu te amo de todas as formas". Precisa dizer mais?
Datas marcantes costumam ser acompanhadas de balanços, mas não para Antonio Bernardo. Por enquanto ele está "apenas comemorando". A festa está nas 18 novas peças que serão lançadas neste fim de ano, e nas reedições de 30 joias que marcaram sua trajetória. As últimas serão relançadas como foram originalmente concebidas, ou reeditadas para potencializar aspectos considerados essenciais pelo designer, como formas, símbolos e mecanismos de encaixe.
O tal balanço da carreira deverá finalmente acontecer na terça-feira, na Casa do Saber, quando Antonio Bernardo falará sobre a construção de seu design no encontro intitulado "Delicadeza minimalista e experimentação inovadora".
Fonte: Extra. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Design Rio: inspirado em joias que criou, designer Antonio Bernardo lança de luminárias a bengalas | O Globo
O namoro sempre existiu, mas o casamento foi selado não com uma aliança, mas com um brinco. Conhecido como designer de joias desde que, aos 22 anos, ainda nos anos 1960, criou seu primeiro anel, o ex-futuro engenheiro Antonio Bernardo agora vem exercitando o ofício do design em maior escala. Não bastassem as 16.667 peças que já criou e codificou para adornar mulheres e homens (noves fora as variações de um mesmo item, são mais de seis mil modelos), nos últimos anos ele passou a lapidar a criatividade em outras formas. Tudo começou em 2005, quando criou o anel 360°. Instigado pelo movimento das argolas, dispostas em giros de 360°, dando a impressão de vibração e tridimensionalidade, Antonio pensou grande. Primeiro fez arte: criou uma peça enorme, com 800 fios de aço entrelaçados que nasceu sem função, e hoje enfeita seu ateliê. Mas não bastava. Procurado pela empresa Lumini para desenvolver uma luminária, o designer ampliou seu campo de ação e embutiu luz no novo pendente, confeccionado em inox. A peça foi lançada no Design São Paulo, no Parque do Ibirapuera, em 2011, e abriu caminho para outros objetos, como bengalas e um vaso.
— O processo de criação não começa do zero. Eu já vinha trabalhando uns cinco ou seis brincos com peças circulares desde 2001. E um inspira o outro. Geralmente as joias têm inspirado outras coisas porque fazê-las é o meu dia a dia — conta Antonio, enquanto manuseia um dos nove projetos de objetos que mantém na mesa de seu escritório, à espera de inspiração para ganharem forma e utilidade, como pequenas peças cônicas, que se unem com imãs nas pontas, e até o molde em prata de um cordão umbilical verdadeiro. — Afinal, cordão tem tudo a ver comigo. E o umbilical é uma espécie de elo perdido. Mas tudo isso ainda está tomando forma. Meu processo é experimental.
Designer autodidata, Antonio Bernardo sempre flertou com a arte. Ao mesmo tempo em que via suas joias receberem prêmios como IF Design, Red Dot, Inhorgenta, IJL ( International Jewellery London Award ), Idea Brasil, Brasil Faz Design e Diamante Hoje, passou a assinar esculturas, como as oito que expôs na H.A.P., no final de 2012. Confeccionadas em prata sterling 925, articuladas e com estrutura radial ou de esferas, elas formavam uma série intitulada Radiolaria e foram apelidadas de pets, por seu caráter mais lúdico. Concomitantemente, começou a criar objetos, como o troféu do Rio Open 2014, quando o Rio de Janeiro sediou o primeiro ATP World Tour 500 da história do Brasil. Na ocasião, foi convidado a dar forma ao prêmio, mantendo a tradição do torneio de troféus assinados por designers e joalherias ao redor do mundo, como a Tiffanys na etapa US Open.— Segundo o pensamento clássico, se eu sou designer, diante de uma questão eu tento desenvolver um produto para solucioná-la. Mas a inspiração acaba gerando várias abordagens. O resultado pode ser design, arte, moda... A diferença é que eu antes aplicava tudo em joias. No caso da Lumini, foi no escuro (risos). Eles vieram aqui, e pensamos que tipo de trabalho meu poderia ser transformado em luminária — relembra, diante de um novo protótipo, mostrando que, como acontece com suas joias, agora trabalha em uma variação sobre o mesmo tema: uma segunda luminária. — É a 360°, só que em outra escala, de mesa. Gosto de sentir como o objeto se comporta no espaço em outra escala.
Em 2012 Antonio também foi chamado para criar o detalhe final, o apoio, de uma bengala de madeira maciça criada pelos designers Fernando Mendes e Roberto Hirth, a Erlanger. Acabou assinando com eles dois modelos: um com capa envoltória de prata, sulcada por linhas sinuosas que remetem a uma onda (não por acaso batizado de Ondas), e outro com pedra incrustada no terminal do corpo de madeira (o Farol, numa referência aos pequenos faróis frontais e traseiros do design aerodinâmico dos automóveis tipo rabo de peixe).
No momento, o designer trabalha em seu primeiro vaso, que começou a projetar na época do último Art Rio:
— Ele tem uma estrutura quadriculada. Tive o insight de fazê-lo ficar suspenso. Está sendo finalizado e será vendido.
Antonio Bernardo desconversa quando perguntado se não pensa em fazer cadeiras, o tipo de objeto de uso individual mais projetado e desenvolvido por designers, e que já fez a fama de muitos profissionais brasileiros. Mas ao menos um banquinho ele está produzindo. Só que na forma de joia. É uma homenagem aos 60 anos de criação do mestre do design brasileiro, Sergio Rodrigues, morto em setembro passado. O designer lançou, em parceria com o Instituto Sérgio Rodrigues, o pingente Mocho em versões de prata e ouro, reproduzindo o desenho do banco criado por ele em 1954.
Nas lojas de Antonio, também estão à venda o que o designer gosta de chamar de "objetos de atelier". Inspirados em joias como o anel Roll (círculos paralelos e assimétricos em uma dinâmica que parece sem fim, e que interagen com a luz, provocando reflexos lineares e fragmentados) e os brincos Duplo Sentido (dois círculos tubulares em movimento contínuo) e Turbillon (que simula o movimento espiral de uma fita em expansão no espaço), são peças decorativas não menos preciosas. Afinal, feitas em bronze, elas podem receber banho de prata ou ouro. E custam entre R$ 3.930 (o Turbillon) e R$ 7.740 (o Ar, inspirado em outro anel).
— De início coloquei alguns objetos nas minhas lojas. Achei que poderiam agregar conhecimento ao meu processo de criação e deixei esta ideia se desenvolver — explica ele, para quem criar mais do que joias já entrou na rotina: — Acho que não tem mais volta!
Não há cantinho do ateliê de Antonio Bernardo, no Jardim Botânico, em que não se veja algo que dá vontade de pegar e experimentar: fios, papel, massa de modelar, dedais, ponta de saco de confeiteiro e até uma semente gigante que o designer mesmo não sabe de quê. Sem falar em canetas 3D, soldas a laser e máquinas operadas por computador, além de uma equipe de oito pessoas que ajuda a dar bases às asas de sua imaginação.
— Hoje trabalho mais no campo das ideias — diz o designer, um carioca de 67 anos, fazendo questão de frisar que a aparência do ambiente criativo pode enganar os visitantes. — Não gosto de chamar este processo de brincadeira porque, apesar de lúdico, é trabalho.
Filho do relojoeiro alemão Rudolph Herrmann, dono da loja Cronômetro Federal, de instrumentos de relojoaria, Antonio Bernardo chegou a começar o curso de engenharia mecânica.
— Abandonei a Engenharia no primeiro ano. Na faculdade eu não iria aprender o que faço. No meu DNA tem algo de concretude, eu gosto de construir. Não me esqueço do prazer que me deu meu primeiro anel pronto: olhá-lo, vê-lo, senti-lo. Eu tinha 22 anos, no fim dos anos 1960, e pedi a um cliente do meu pai para fazer a peça que tinha criado. Ali eu começava a experimentar: eram duas peças de prata idênticas para serem usadas em contraposição, superposição, uma em cada dedo, com um terceiro ou um quarto anel... — relembra. — Fiz a escola mais difícil, e faço até hoje, porque não tem fim.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Conheça o trabalho e trajetória de Antonio Bernardo, renomado designer de joias carioca | Arch Trends
O designer de joias Antonio Bernardo recebeu o Archtrends em seu atelier no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, numa tarde de muito calor em 27 de dezembro. Eu, jornalista convidada para entrevistá-lo, fiquei surpresa da empresa estar funcionando em plena época de recesso. Mas todos trabalhavam intensamente. “Não me considero um carioca típico, vou pouco à praia, sou branquinho, não sou surfista”, diz Antonio.
O Rio de Janeiro, no entanto, se manifesta em seu trabalho, com linhas orgânicas, despretensiosas e sensuais. Pelo menos nos olhos dessa paulista que aqui escreve. Antonio discorda: “Você acha óbvio que eu sou do Rio? Eu não penso nisso. Nunca tive intenção que minha joia tivesse esse aspecto. Mas eu vivo nessa cidade, sempre vivi, então estou sujeito a todas as influências dela”.
Da janela de seu escritório, no topo de um edifício comercial, é possível enxergar a Lagoa Rodrigo de Freitas e os morros verdes que a cercam. No parapeito, fica uma galeria de exposição de protótipos. Ao lado, a bancada de trabalho com ferramentas de joalheria. “Eu não desenho. Eu gosto de trabalhar no tridimensional. O desenho é a representação do tridimensional no bidimensional. Em vez de criar no bidimensional pensando no tridimensional, eu prefiro já criar no tridimensional e depois a gente põe no papel. Sempre foi assim. A minha criação começa na banca”, explica.
A intimidade com as ferramentas vem da infância. Seu pai comandava uma empresa de comércio de ferramentas para ourives e relojoeiros. “Essa é uma área especializada das ferramentas, na maior parte das vezes, importadas da Suíça e da Alemanha. As ferramentas são todas pequenas, podemos dizer até bonitas. Desde garoto eu conheço isso tudo”, relembra. Outros aspectos desse universo o encantavam. “A carta de uma empresa suíça era um tratado de design. Uma vez me surpreendi com uma empresa que alinhou tudo pela direita, quando o tradicional era pela esquerda. E eu pensava, como pode, será que faz sentido? Eu adorava me fazer essas perguntas.”
Seu interesse era tanto pela arte e design dos relógios e joias, como pelo seu funcionamento. Por isso, escolheu fazer faculdade engenharia mecânica na PUC-Rio. Seu pai almejava que Antonio o sucedesse na empresa. Então o presenteou, por ter passado no concorrido vestibular com 19 anos, com uma viagem para a Suíça. Por um ano, ele estudou francês e administração na área de peças para relógios. Também fez estágios em fabricantes de peças para relógios e no maior distribuidor de peças para relógios do mundo.
De volta ao Brasil depois dessa incrível experiência, a faculdade não lhe despertou muito interesse. Um pouco desmotivado, seguiu trabalhando meio período na empresa de seu pai. “Um dia eu desenhei um anel. Fiz um esboço muito básico e entreguei para um dos clientes da loja, que era meu conhecido e tinha uma pequena oficina. Depois ele me trouxe o anel e eu me encantei pelo resultado, achei muito legal. Imediatamente já pensei num outro, como se fosse um aperfeiçoamento do primeiro. Assim comecei, posso dizer, por acaso”, conta Antonio.
O ano era 1969 – em 2019 Antonio comemorou 50 anos de carreira. O modernismo estava em seu auge no Brasil e as pessoas se interessavam por arquitetura, mobiliário e, por que não, joias modernas. “Meu trabalho teve aceitação. Teve no começo e tem até hoje. Eu sempre fico fascinado com isso. Quando eu fiz a primeira joia, por que eu tive coragem de mostrar para alguém? Eu achava que ela tinha alguma coisa de interessante, de diferente, de original. Comecei a desenvolver meu trabalho dessa maneira, sempre procurando algo de novo, de inesperado.”
O sucesso levou Antonio a seguir na carreira de designer de joias. Sete anos depois, no entanto, ele se sentiu inseguro. “Eu tinha largado a faculdade, não estudei outra coisa, não me formei, não sabia fazer joias, dependia de terceiros. Eu fazia esboços das joias e acompanhava a execução nas joalherias”, relembra. Porém, ao dirigir a fabricação das joias ele, sem perceber, estava aprendendo o ofício. Um dia, tomou coragem, comprou uma banca, as próprias ferramentas e começou a fazer. Logo tomou prazer e desenvolveu habilidade no ofício.
“Aí o meu trabalho deu um salto qualitativo. Eu estava efetivamente trabalhando na joia. Quando você lida com o material, acontecem várias coisas. Ele te sugere coisas, você sugere coisas para ele. É quase como se fosse um diálogo. O meu processo de criação é totalmente experimental. Eu não tinha muita técnica, então minha joia não podia ser muito complexa. Mas eu gostava das coisas simples que eu fazia. E isso virou o meu traço.”
Um exemplo de simplicidade é o brinco Kioto, um fio de ouro que faz uma curva. Antonio conta que chegou a se questionar se era um design simples ou simplista. “Quando você cria, não tem muita noção do que é, principalmente pelo método experimental. Depois que ficou pronto eu analisei por que eu gostava daquela forma. É porque o olhar tem que percorrer o brinco, fazer o caminho da linha no espaço. Aí eu descobri que essa linha tem velocidade, tem aceleração”, conta.
A criação intuitiva, que gera um design sutil, se tornou marca de seu trabalho. “Eu não estudei joalheria, aprendi de ver. Então eu tive muita liberdade para escolher o caminho que eu queria. Quando se estuda, muitas vezes se é guiado numa direção”, reflete Antonio. Sem seguir padrões pré-estabelecidos, o designer cria joias autorais, que levavam sua assinatura.“A joia de autor tem origem, vai ter algum significado para quem compra, além do valor do material. Não é arte pura, é arte aplicada, mas pode-se dizer que é uma escultura. Dependendo do autor, pode representar uma coisa ou outra”, acredita.
O trabalho autoral de Antonio Bernardo lhe rendeu reconhecimento, uma empresa com 60 funcionários, lojas com seu nome nas principais cidades do Brasil e convites para atuar em outras áreas. Entre as parcerias, se destacam a Luminária 360 para a Lumini, em 2011, e o edifício residencial Timóteo, em fase de finalização no Rio. Novas cocriações com arquitetura serão reveladas em breve, enquanto o trabalho de joalheria segue firme e forte, sempre com o lançamento de novos produtos e linhas e a manutenção de designs que já se tornaram clássicos.
Fonte: Arch Trends. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
Antonio Bernardo (1947, Rio de Janeiro, Brasil) é um designer de joias brasileiro. Reconhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada na alta joalheria, Antônio Bernardo é filho de um ourives. Começou sua trajetória influenciado pelo ambiente familiar, mas logo desenvolveu um estilo autoral, marcado pela harmonia entre técnica e arte. Suas criações se destacam pelo design minimalista, formas fluidas e pelo conceito de movimento, transformando suas joias em verdadeiras esculturas em ouro e pedras preciosas. Ao longo da carreira, conquistou reconhecimento nacional e internacional, consolidando sua marca como referência em sofisticação e inovação. Suas peças podem ser encontradas em suas lojas próprias no Brasil e em exposições de design ao redor do mundo, sendo admiradas por colecionadores e apreciadores da alta joalheria.
Antônio Bernardo | Arremate Arte
Antonio Bernardo é um dos mais renomados designers de joias do Brasil, conhecido por sua abordagem inovadora e estética sofisticada. Sua trajetória na joalheria se consolidou ao longo das décadas, transformando sua marca em um sinônimo de elegância, design autoral e excelência artesanal.
Desde jovem, Antonio Bernardo demonstrou interesse pelo universo da joalheria, influenciado pelo pai, que trabalhava com consertos e fabricação de joias. Com uma visão moderna e inquieta, ele não se limitou aos modelos tradicionais do setor, buscando inspiração na arquitetura, escultura e no design industrial. Essa experimentação constante resultou em peças que ultrapassam o conceito convencional de joia, assumindo a forma de pequenas esculturas em ouro e pedras preciosas.
O diferencial de suas criações está na harmonia entre técnica e arte. Utilizando sofisticados processos industriais aliados à habilidade artesanal, Antonio Bernardo desenvolveu uma identidade única no mercado, marcada por linhas fluidas, formas inovadoras e um profundo estudo das possibilidades da matéria. Seu trabalho se destaca pelo minimalismo refinado, pelo jogo de volumes e pelo conceito de movimento, presente em anéis, brincos, pulseiras e colares que se transformam com o toque e a interação do usuário.
Ao longo dos anos, sua marca conquistou reconhecimento nacional e internacional, tornando-se referência no segmento de joalheria de luxo. Com diversas lojas próprias no Brasil e presença em eventos e exposições de design pelo mundo, Antonio Bernardo consolidou um legado de criatividade e sofisticação. Suas coleções são aguardadas com expectativa pelo público e pela crítica especializada, sempre surpreendendo pela originalidade e inovação.
Mais do que joias, Antonio Bernardo cria objetos que carregam história, emoção e identidade. Seu compromisso com a excelência e sua busca incessante por novas possibilidades fazem de sua marca um ícone da alta joalheria brasileira, respeitada e admirada por colecionadores e amantes do design atemporal.
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Antônio Bernardo | Site Oficial
Antonio Bernardo nasceu no Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf Herrmann, que comercializava ferramentas e artigos para a confecção de joias e relógios. Em 1968 foi para Lausanne, Suíça, estudar no CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse), um centro internacional de pesquisa e educação continuada no setor relojoeiro e, neste mesmo período, estagiou em institutos e empresas ligadas à indústria relojoeira.
Após a temporada na Europa, no início da década de 70, ingressou na faculdade de Engenharia da PUC, no Rio de Janeiro. Porém, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la a fim de se dedicar à pesquisa em ourivesaria e do design de joias. Durante quase uma década trabalhou em seu atelier residencial onde entrou em contato com a manufatura da ourivesaria. Frequentou oficinas, explorou os potenciais dos metais, o funcionamento das ferramentas que conhecia desde pequeno e aprendeu de fato a fabricar joias.
A divulgação informal de seu trabalho já reunia uma lista considerável de clientes, razão pela qual abriu sua primeira loja em 1981, no Shopping da Gávea, Rio de Janeiro, quando efetivou a criação da marca que leva seu nome. Esse foi um marco para a transição no processo designer-autodidata, misto de artista, técnico e empreendedor que culminaria com a inauguração do atelier do Jardim Botânico.
Iniciada a terceira etapa, Antonio firma-se como um dos pioneiros no Brasil ao criar marca de design de joias com nome próprio e a explicitar a joia de autor em abrangência nacional.
A Origem
Antonio Bernardo começou a desenhar joias no início dos anos 70. Um anel de prata, composto de dois aros independentes, foi sua primeira criação e o marco inaugural da bem-sucedida trajetória do designer.
Seguiu-se a concepção de peças em ouro, o metal que investiga em todo o seu potencial expressivo, assim como a de joias pautadas pelo olhar atento à complexidade e beleza das gemas naturais.
Foi a criação do pin Mosca que revelou ao designer o caminho da liberdade criativa quando, num momento de abstração em que observava ao acaso a imobilidade e os delicados traços do inseto, começou a reproduzi-lo em ouro, despretensiosamente. A peça se tornou não apenas uma das joias emblemáticas de sua carreira como autorizou ainda o aporte do humor, poesia, acaso, celebração, sedução, introspecção e abstração, entre tantas experiências vitais ao seu design. Estava aberto o caminho para a experimentação e a investigação plástica de temas universais, empíricos e atemporais.
Outro marco importante em sua trajetória foi a criação da pulseira Wish, com a qual criou um exemplo de interatividade na joalheria, onde a autoria é a soma da ideia do autor com a conclusão do espectador. Através de um cordão de couro com ponteiras de ouro, cada pessoa pode colocar quantas plaquinhas desejar. Nas plaquinhas estão gravados desejos universais (love, peace, fun, santé etc).
A motivação inovadora que caracteriza seu design, possibilitou criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star e também diferentes tipos de lapidação para quartzos- denominados Shine, Celebration e Prisma.
O atelier de Antônio Bernardo
A inauguração do Atelier em 1983, deu início ao processo de amadurecimento da gestão do design. Marcado pelo rigor com que atuam todas as áreas da empresa, desde as administrativas e comerciais, tal habilidade na gestão prematuramente foi esboçada em seu perfil de designer empreendedor.
No Atelier se reúnem os setores de Criação, Administrativo, Marketing, Atendimento ao Cliente e Controle de Qualidade, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e prototipagem rápida do designer. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação, com os quais colaboram ativamente todas as equipes.
Os setores de Criação, Modelagem e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antonio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design. É recorrente assim, estarem em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas.
Fonte: Antônio Bernardo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antônio Bernardo | Mundo das Marcas
A combinação de design ousado com a utilização de materiais nobres faz das peças criadas pela joalheria ANTONIO BERNARDO emocionar e surpreender até o mais frio dos mortais. Sinuosas, lúdicas e surpreendentes, as criações carregam em seus traços o design e, acima de tudo, o movimento. A dureza do metal em contraste com encaixes, dobraduras, armações ou o vai-e-vem flexível dos fios, torna as joias vivas e belas. Elas se movem, assumem formas variadas e instigantes. Sinônimo de ousadia, a marca carioca foi uma das principais responsáveis por revolucionar o design de joias no mercado brasileiro, sendo altamente reconhecida mundialmente.
A história
Antônio Bernardo Herrmann nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 1947. Já na infância, entrou em contato com o universo da ourivesaria através da loja do pai, Rudolf, que vendia ferramentas para relojoeiros e ourives. Em 1968 foi para Lausanne na Suíça estudar no badalado CFH (Centre International de Formation de L’industrie Horlogère Suisse). Depois estagiou rapidamente nas empresas Ebauches e Leschot, o que lhe rendeu uma experiência incrível no segmento. Nesta época, Antônio começara a cursar faculdade de engenharia no Rio de Janeiro, mas, frente à força do impulso criativo, decidiu interrompê-la e se dedicar à pesquisa em ourivesaria e ao design autodidata de joias.
Em 1969, aos 22 anos ele desenhou sua primeira peça, um anel. Trabalhou arduamente criando anéis e brincos por mais de uma década em seu ateliê residencial, um espaço equipado tanto com ferramentas tradicionais, muitas herdadas do pai, como torno mecânico em miniatura, serra e limadeira, quanto com sofisticados equipamentos industriais. Durante esta época ele vendia suas criações para lojas e boutiques do Rio de Janeiro, para somente em 1981 inaugurar sua primeira loja própria, localizada no Shopping da Gávea.
A abertura da loja foi um marco importante para a transição ao processo empreendedor, que culminaria com a inauguração do ateliê do Jardim Botânico, pouco depois, em 1983. Manteve-se, contudo, a motivação inovadora e investigativa que caracterizaria seu design, o que, entre outros frutos, possibilitou a Antônio Bernardo criar um tipo especial de lapidação para diamante, denominada Wish Star. Rapidamente as joias da marca desfrutaram de grande prestígio junto á um público formador de opinião. Com o sucesso das joias no Rio de Janeiro, as irmãs de Antônio resolveram trazer a marca para a capital paulista. A primeira loja em São Paulo foi inaugurada na sofisticada Rua Bela Cintra, nos Jardins, em 1990. Uma década mais tarde foram inauguradas a flagship store da marca e o espaço cultural Antônio Bernardo, em Ipanema, local onde são realizadas importantes exposições de arte moderna e contemporânea.
Seguiu-se então a fase de expansão internacional da marca, com a primeira participação do designer na importante Feira de Basel, em 2003, e o primeiro prêmio, recebido na IF Design, competição anual realizada na Alemanha e considerada o "Oscar do Design", em 2004, pelos aneis Ciclos e Expand. A partir deste momento as criações da ANTONIO BERNARDO seriam vendidas em importantes joalherias ao redor do mundo. Em 2011 a marca carioca lançou sua primeira coleção inteiramente masculina, formada por peças inéditas e reedições de outras que já existem, como brincos, pulseiras, abotoaduras, aneis, colares e pingentes. Mais recentemente, em 2013, a grife voltou a surpreender ao lançar uma linha de objetos exclusivos inspirados nas joias de sua coleção. Em escalas ampliadas, as criações contracenam com o ambiente e trazem um toque de elegância e originalidade ao espaço onde estão dispostas.
Hoje em dia as criações da ANTONIO BERNARDO transitam pelas fronteiras da inquietação artística e do design contemporâneo. Vanguarda e tradição interagem em sua atuação, que utiliza a excelência da joalheria artesanal combinada a sofisticados processos industriais para conceber joias, à semelhança de objetos esculturais.
Os ícones
Uma das principais peças de reconhecimento da ANTONIO BERNARDO foi criada em 2005: o anel Puzzle, em ouro 18k, passa por um processo de construção e desconstrução que, de uma forma inusitada, tira partido de uma prática comum de interagir com a peça. De criação e execução complexas, é um quebra-cabeça tridimensional em forma de anel, que salienta os aspectos lúdico e interativo da peça. É composto de partes simétricas duas a duas, que se encaixam, e de uma peça única, que funciona como chave, atravessando o anel de um lado a outro e fazendo uma curvatura que acompanha o dedo.
Outro ícone da marca não é uma joia, e sim um cofre. Idealizado pela mãe do designer e utilizado durante anos pelo pai em uma tradicional loja de ferramentas para relojoeiros e ourives, ele tem a forma de um cofre visitável, que recebe o visitante na flagship store da Rua Garcia D’Ávila, no Rio de Janeiro. O cofre eterniza momentos singulares da carreira de Antônio Bernardo, abrigando peças concebidas a partir de pedras raras, outras elaboradas para desfiles, protótipos em escalas maiores do que as das joias das lojas, além de peças únicas e objetos que registram o processo criativo do designer. Com o cofre, Antônio Bernardo compartilha com o público o momento que lhe é mais precioso, o da criação.
O ateliê
Com a inauguração do ateliê-oficina, em 1983, tem início o processo de amadurecimento da gestão do design. Localizado na charmosa Zona Sul do Rio de Janeiro, o ateliê reúne os setores de criação, administrativo, marketing e atendimento ao cliente, assim como os departamentos estratégicos de desenvolvimento e de produção das joias da marca. Alia-se o zelo artesanal à excelência industrial na criação e produção das peças, com as quais colaboram ativamente em todas as equipes. Os setores de Criação, Modelagem, Microfusão e Gemologia atuam em contato direto com as inspirações de Antônio Bernardo, estabelecendo-se uma dinâmica compartilhada e colaborativa, voltada à experimentação e ao questionamento conceitual, fundamentais ao design.
É neste local que são criadas aproximadamente duas mil peças mensais, por uma equipe de 200 funcionários, formada por profissionais de diversas áreas, como designers, especialistas em computação gráfica, em softwares de modelagem tridimensional, entre outros. É com a manipulação de modelos conceituais que têm início as criações da ANTONIO BERNARDO. Papel, metal, fios, chapas e toda a ordem de materiais maleáveis funcionam como instrumentos de experimentação e simulação das dobras, vincos, inflexões, movimentos e encaixes recorrentes em seu design. O ouro, principal matéria-prima, vai sendo transformado pelas mãos de habilidosos profissionais. Desde a fundição do metal até o acabamento, com equipamentos de avançada tecnologia, o rigor e a fidelidade ao projeto inicial são mantidos, o que certifica a qualidade das peças produzidas. Sempre estão em desenvolvimento simultâneo inúmeras peças, submetidas a rigoroso processo de triagem e investigação até que porventura cheguem às lojas da rede. As joias são fabricadas à mão por habilidosa equipe de ourives e, uma a uma, passam por fases sequenciais de controle de qualidade.
A identidade visual
O mesmo cuidado que Antônio Bernardo dedica a cada peça criada também é dado à identidade visual da marca. O logotipo desenvolvido em 1981, pela designer Cristina Barreto, toma como conceito básico a representação gráfica de suas iniciais, A e B.
Dados corporativos
● Origem: Brasil
● Fundação: 1981
● Fundador: Antônio Bernardo
● Sede mundial: Rio de Janeiro, Brasil
● Proprietário da marca: Antonio Bernardo Joias
● Capital aberto: Não
● Presidente: Antônio Bernardo
● Faturamento: Não divulgado
● Lucro: Não divulgado
● Lojas: 17
● Presença global: 10 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 350
● Segmento: Joalheria
● Principais produtos: Anéis, colares, braceletes, pulseiras e pingentes
● Concorrentes diretos: H.Stern, Amsterdam Sauer, Carla Amorim e Tiffany & Co.
● Ícones: O design ousado das joias
● Website: www.antoniobernardo.com.br
A marca no mundo
As modernas e surpreendentes peças da ANTONIO BERNARDO são comercializadas através de 17 lojas próprias localizadas em grandes cidades brasileiras (incluindo Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, entre outras), além de renomadas joalherias em aproximadamente 10 países, como Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Bélgica, França, Hong Kong, Japão e Portugal.
Você sabia?
● As lojas ANTONIO BERNARDO buscam reproduzir, tanto na concepção arquitetônica quanto no impecável atendimento, os marcos fundamentais da excelência do design da marca. São ambientes acolhedores e convidativos, onde se reúnem as criações recentes e clássicas do repertório do designer.
● A natureza e arte também ocupam lugar de importância na vida do joalheiro. Desde 1997, Antônio Bernardo é mantenedor do Orquidário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Fonte: Mundo das Marcas. Publicado em 22 de julho de 2013. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo era o joalheiro preferido dos elegantes e transados nos anos 90 | Veja RIO
Na edição 39, de setembro de 1992, Antonio Bernardo era definido como o joalheiro preferido “dos brasileiros elegantes e transados”, criador de ícones como a pulseira wish, um fio de couro com pingentes. “Havia até fila na porta da loja em Ipanema para comprar. Isso mesmo, fila na porta!”, recorda o empresário, que mantém dezesseis lojas no país.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo, o designer de joias, assina fachada e portaria de prédio de luxo no Leblon | Veja RIO
Há mais de quatro décadas esculpindo joias, o renomado designer Antonio Bernardo vai enveredar pela primeira vez pela arquitetura. Autodidata, assinará a concepção artística da fachada e da portaria do novo lançamento imobiliário da Mozak Engenharia na Rua Timóteo da Costa, ponto nobre do Leblon — bairro onde o joalheiro mora, aliás. “É um tremendo desafio, não durmo mais. Estou experimentando novos materiais, como vidro, alumínio e concreto. Virei pedreiro”, brinca Bernardo, que quer levar para o projeto as mesmas formas e curvas ousadas de suas peças. Uma das cinco coberturas, de 209 metros quadrados, sai a 4 807 000 reais. Sabe-se que um casal global (ela, atualmente no ar na novela das 6) está na lista de interessados.
Fonte: Veja RIO. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Designer de joias Antonio Bernardo cria objetos para casa | HAUS
O badalado designer de joias Antonio Bernardo anuncia sua estreia no mundo da decoração com diversos objetos para casa e ambientes corporativos, que estão disponíveis nas lojas da marca.
“Há algum tempo reflito sobre a questão da escala em meu trabalho. Crio um brinco e fico imaginando este brinco numa escala maior e como ele poderia se transformar em um objeto interessante“, explica o artista. “A partir daí, passei a olhar o que estava pesquisando e a experimentar a possibilidade de variar a escala, mudando a sua função, de joia para objeto.”
Entre os lançamentos estão as peças Ar, Pets e Turbillon.
O objeto Ar tem aparência sólida, em forma de cápsula com acabamento acetinado e brilhante do metal, embora repleto de reflexos provocados por uma membrana orgânica e vazada.
Já as peças Pets são pequenos objetos lúdicos que apresentam várias articulações, permitindo que as pessoas moldem ao seu gosto, possibilitando múltiplos movimentos. Os fios maleáveis em corpos longos personificam o conceito de movimento através de articulações. Divertidas, são peças em forma abstrata de seres animados.
O Turbillon representa o movimento de uma fita em expansão espiral pelo espaço. Apoiada sutilmente na delgada matéria, seu delicado equilíbrio reside no entrelaçamento da forma.
Fonte: HAUS. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Antonio Bernardo celebra 30 anos da inauguração de sua primeira loja | Extra
Eis que Antonio Bernardo celebra os 30 anos de sua primeira loja — sem crise, balanços ou planos futuros. Tudo natural. — Há um ditado italiano que diz "da coisa nasce outra coisa". Para mim tem sido assim, como um processo. A segunda joia que criei foi um desdobramento da primeira. Todo trabalho é inspiração para o próximo — sintetiza o designer.
O processo em movimento constante, esse trabalhar para poder continuar trabalhando, está presente, até mesmo na geometria criada por Antonio Bernardo. São formas orgânicas com beleza minimalista, com elos e encadeamentos que sugerem movimento perpétuo.
Ao repensar os 30 anos de comércio joalheiro, o designer não titubeia:
— Não é só um número. Tudo mudou e, ao mesmo tempo, nada mudou. A joia e o comércio joalheiro eram outros naquela época, mas minha abordagem e maneira de trabalhar continuam as mesmas — explica o designer.
É claro que ele incorporou a tecnologia a seu trabalho. Soldas a laser e máquinas operadas por computador são reforços na construção de modelos de altíssima precisão em tempo cada vez mais curto. São ferramentas que tornam mais fáceis os delírios criativos do autor que não vê a joia como um adorno, mas como um objeto rico em significados.
— Gosto que a pessoa saiba por que usa aquela peça, que interaja com ela de maneira lúdica — diz ele, que dá nomes plenos de significado a suas peças, como o anel batizado de "Eu te amo de todas as formas". Precisa dizer mais?
Datas marcantes costumam ser acompanhadas de balanços, mas não para Antonio Bernardo. Por enquanto ele está "apenas comemorando". A festa está nas 18 novas peças que serão lançadas neste fim de ano, e nas reedições de 30 joias que marcaram sua trajetória. As últimas serão relançadas como foram originalmente concebidas, ou reeditadas para potencializar aspectos considerados essenciais pelo designer, como formas, símbolos e mecanismos de encaixe.
O tal balanço da carreira deverá finalmente acontecer na terça-feira, na Casa do Saber, quando Antonio Bernardo falará sobre a construção de seu design no encontro intitulado "Delicadeza minimalista e experimentação inovadora".
Fonte: Extra. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Design Rio: inspirado em joias que criou, designer Antonio Bernardo lança de luminárias a bengalas | O Globo
O namoro sempre existiu, mas o casamento foi selado não com uma aliança, mas com um brinco. Conhecido como designer de joias desde que, aos 22 anos, ainda nos anos 1960, criou seu primeiro anel, o ex-futuro engenheiro Antonio Bernardo agora vem exercitando o ofício do design em maior escala. Não bastassem as 16.667 peças que já criou e codificou para adornar mulheres e homens (noves fora as variações de um mesmo item, são mais de seis mil modelos), nos últimos anos ele passou a lapidar a criatividade em outras formas. Tudo começou em 2005, quando criou o anel 360°. Instigado pelo movimento das argolas, dispostas em giros de 360°, dando a impressão de vibração e tridimensionalidade, Antonio pensou grande. Primeiro fez arte: criou uma peça enorme, com 800 fios de aço entrelaçados que nasceu sem função, e hoje enfeita seu ateliê. Mas não bastava. Procurado pela empresa Lumini para desenvolver uma luminária, o designer ampliou seu campo de ação e embutiu luz no novo pendente, confeccionado em inox. A peça foi lançada no Design São Paulo, no Parque do Ibirapuera, em 2011, e abriu caminho para outros objetos, como bengalas e um vaso.
— O processo de criação não começa do zero. Eu já vinha trabalhando uns cinco ou seis brincos com peças circulares desde 2001. E um inspira o outro. Geralmente as joias têm inspirado outras coisas porque fazê-las é o meu dia a dia — conta Antonio, enquanto manuseia um dos nove projetos de objetos que mantém na mesa de seu escritório, à espera de inspiração para ganharem forma e utilidade, como pequenas peças cônicas, que se unem com imãs nas pontas, e até o molde em prata de um cordão umbilical verdadeiro. — Afinal, cordão tem tudo a ver comigo. E o umbilical é uma espécie de elo perdido. Mas tudo isso ainda está tomando forma. Meu processo é experimental.
Designer autodidata, Antonio Bernardo sempre flertou com a arte. Ao mesmo tempo em que via suas joias receberem prêmios como IF Design, Red Dot, Inhorgenta, IJL ( International Jewellery London Award ), Idea Brasil, Brasil Faz Design e Diamante Hoje, passou a assinar esculturas, como as oito que expôs na H.A.P., no final de 2012. Confeccionadas em prata sterling 925, articuladas e com estrutura radial ou de esferas, elas formavam uma série intitulada Radiolaria e foram apelidadas de pets, por seu caráter mais lúdico. Concomitantemente, começou a criar objetos, como o troféu do Rio Open 2014, quando o Rio de Janeiro sediou o primeiro ATP World Tour 500 da história do Brasil. Na ocasião, foi convidado a dar forma ao prêmio, mantendo a tradição do torneio de troféus assinados por designers e joalherias ao redor do mundo, como a Tiffanys na etapa US Open.— Segundo o pensamento clássico, se eu sou designer, diante de uma questão eu tento desenvolver um produto para solucioná-la. Mas a inspiração acaba gerando várias abordagens. O resultado pode ser design, arte, moda... A diferença é que eu antes aplicava tudo em joias. No caso da Lumini, foi no escuro (risos). Eles vieram aqui, e pensamos que tipo de trabalho meu poderia ser transformado em luminária — relembra, diante de um novo protótipo, mostrando que, como acontece com suas joias, agora trabalha em uma variação sobre o mesmo tema: uma segunda luminária. — É a 360°, só que em outra escala, de mesa. Gosto de sentir como o objeto se comporta no espaço em outra escala.
Em 2012 Antonio também foi chamado para criar o detalhe final, o apoio, de uma bengala de madeira maciça criada pelos designers Fernando Mendes e Roberto Hirth, a Erlanger. Acabou assinando com eles dois modelos: um com capa envoltória de prata, sulcada por linhas sinuosas que remetem a uma onda (não por acaso batizado de Ondas), e outro com pedra incrustada no terminal do corpo de madeira (o Farol, numa referência aos pequenos faróis frontais e traseiros do design aerodinâmico dos automóveis tipo rabo de peixe).
No momento, o designer trabalha em seu primeiro vaso, que começou a projetar na época do último Art Rio:
— Ele tem uma estrutura quadriculada. Tive o insight de fazê-lo ficar suspenso. Está sendo finalizado e será vendido.
Antonio Bernardo desconversa quando perguntado se não pensa em fazer cadeiras, o tipo de objeto de uso individual mais projetado e desenvolvido por designers, e que já fez a fama de muitos profissionais brasileiros. Mas ao menos um banquinho ele está produzindo. Só que na forma de joia. É uma homenagem aos 60 anos de criação do mestre do design brasileiro, Sergio Rodrigues, morto em setembro passado. O designer lançou, em parceria com o Instituto Sérgio Rodrigues, o pingente Mocho em versões de prata e ouro, reproduzindo o desenho do banco criado por ele em 1954.
Nas lojas de Antonio, também estão à venda o que o designer gosta de chamar de "objetos de atelier". Inspirados em joias como o anel Roll (círculos paralelos e assimétricos em uma dinâmica que parece sem fim, e que interagen com a luz, provocando reflexos lineares e fragmentados) e os brincos Duplo Sentido (dois círculos tubulares em movimento contínuo) e Turbillon (que simula o movimento espiral de uma fita em expansão no espaço), são peças decorativas não menos preciosas. Afinal, feitas em bronze, elas podem receber banho de prata ou ouro. E custam entre R$ 3.930 (o Turbillon) e R$ 7.740 (o Ar, inspirado em outro anel).
— De início coloquei alguns objetos nas minhas lojas. Achei que poderiam agregar conhecimento ao meu processo de criação e deixei esta ideia se desenvolver — explica ele, para quem criar mais do que joias já entrou na rotina: — Acho que não tem mais volta!
Não há cantinho do ateliê de Antonio Bernardo, no Jardim Botânico, em que não se veja algo que dá vontade de pegar e experimentar: fios, papel, massa de modelar, dedais, ponta de saco de confeiteiro e até uma semente gigante que o designer mesmo não sabe de quê. Sem falar em canetas 3D, soldas a laser e máquinas operadas por computador, além de uma equipe de oito pessoas que ajuda a dar bases às asas de sua imaginação.
— Hoje trabalho mais no campo das ideias — diz o designer, um carioca de 67 anos, fazendo questão de frisar que a aparência do ambiente criativo pode enganar os visitantes. — Não gosto de chamar este processo de brincadeira porque, apesar de lúdico, é trabalho.
Filho do relojoeiro alemão Rudolph Herrmann, dono da loja Cronômetro Federal, de instrumentos de relojoaria, Antonio Bernardo chegou a começar o curso de engenharia mecânica.
— Abandonei a Engenharia no primeiro ano. Na faculdade eu não iria aprender o que faço. No meu DNA tem algo de concretude, eu gosto de construir. Não me esqueço do prazer que me deu meu primeiro anel pronto: olhá-lo, vê-lo, senti-lo. Eu tinha 22 anos, no fim dos anos 1960, e pedi a um cliente do meu pai para fazer a peça que tinha criado. Ali eu começava a experimentar: eram duas peças de prata idênticas para serem usadas em contraposição, superposição, uma em cada dedo, com um terceiro ou um quarto anel... — relembra. — Fiz a escola mais difícil, e faço até hoje, porque não tem fim.
Fonte: O Globo. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.
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Conheça o trabalho e trajetória de Antonio Bernardo, renomado designer de joias carioca | Arch Trends
O designer de joias Antonio Bernardo recebeu o Archtrends em seu atelier no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro, numa tarde de muito calor em 27 de dezembro. Eu, jornalista convidada para entrevistá-lo, fiquei surpresa da empresa estar funcionando em plena época de recesso. Mas todos trabalhavam intensamente. “Não me considero um carioca típico, vou pouco à praia, sou branquinho, não sou surfista”, diz Antonio.
O Rio de Janeiro, no entanto, se manifesta em seu trabalho, com linhas orgânicas, despretensiosas e sensuais. Pelo menos nos olhos dessa paulista que aqui escreve. Antonio discorda: “Você acha óbvio que eu sou do Rio? Eu não penso nisso. Nunca tive intenção que minha joia tivesse esse aspecto. Mas eu vivo nessa cidade, sempre vivi, então estou sujeito a todas as influências dela”.
Da janela de seu escritório, no topo de um edifício comercial, é possível enxergar a Lagoa Rodrigo de Freitas e os morros verdes que a cercam. No parapeito, fica uma galeria de exposição de protótipos. Ao lado, a bancada de trabalho com ferramentas de joalheria. “Eu não desenho. Eu gosto de trabalhar no tridimensional. O desenho é a representação do tridimensional no bidimensional. Em vez de criar no bidimensional pensando no tridimensional, eu prefiro já criar no tridimensional e depois a gente põe no papel. Sempre foi assim. A minha criação começa na banca”, explica.
A intimidade com as ferramentas vem da infância. Seu pai comandava uma empresa de comércio de ferramentas para ourives e relojoeiros. “Essa é uma área especializada das ferramentas, na maior parte das vezes, importadas da Suíça e da Alemanha. As ferramentas são todas pequenas, podemos dizer até bonitas. Desde garoto eu conheço isso tudo”, relembra. Outros aspectos desse universo o encantavam. “A carta de uma empresa suíça era um tratado de design. Uma vez me surpreendi com uma empresa que alinhou tudo pela direita, quando o tradicional era pela esquerda. E eu pensava, como pode, será que faz sentido? Eu adorava me fazer essas perguntas.”
Seu interesse era tanto pela arte e design dos relógios e joias, como pelo seu funcionamento. Por isso, escolheu fazer faculdade engenharia mecânica na PUC-Rio. Seu pai almejava que Antonio o sucedesse na empresa. Então o presenteou, por ter passado no concorrido vestibular com 19 anos, com uma viagem para a Suíça. Por um ano, ele estudou francês e administração na área de peças para relógios. Também fez estágios em fabricantes de peças para relógios e no maior distribuidor de peças para relógios do mundo.
De volta ao Brasil depois dessa incrível experiência, a faculdade não lhe despertou muito interesse. Um pouco desmotivado, seguiu trabalhando meio período na empresa de seu pai. “Um dia eu desenhei um anel. Fiz um esboço muito básico e entreguei para um dos clientes da loja, que era meu conhecido e tinha uma pequena oficina. Depois ele me trouxe o anel e eu me encantei pelo resultado, achei muito legal. Imediatamente já pensei num outro, como se fosse um aperfeiçoamento do primeiro. Assim comecei, posso dizer, por acaso”, conta Antonio.
O ano era 1969 – em 2019 Antonio comemorou 50 anos de carreira. O modernismo estava em seu auge no Brasil e as pessoas se interessavam por arquitetura, mobiliário e, por que não, joias modernas. “Meu trabalho teve aceitação. Teve no começo e tem até hoje. Eu sempre fico fascinado com isso. Quando eu fiz a primeira joia, por que eu tive coragem de mostrar para alguém? Eu achava que ela tinha alguma coisa de interessante, de diferente, de original. Comecei a desenvolver meu trabalho dessa maneira, sempre procurando algo de novo, de inesperado.”
O sucesso levou Antonio a seguir na carreira de designer de joias. Sete anos depois, no entanto, ele se sentiu inseguro. “Eu tinha largado a faculdade, não estudei outra coisa, não me formei, não sabia fazer joias, dependia de terceiros. Eu fazia esboços das joias e acompanhava a execução nas joalherias”, relembra. Porém, ao dirigir a fabricação das joias ele, sem perceber, estava aprendendo o ofício. Um dia, tomou coragem, comprou uma banca, as próprias ferramentas e começou a fazer. Logo tomou prazer e desenvolveu habilidade no ofício.
“Aí o meu trabalho deu um salto qualitativo. Eu estava efetivamente trabalhando na joia. Quando você lida com o material, acontecem várias coisas. Ele te sugere coisas, você sugere coisas para ele. É quase como se fosse um diálogo. O meu processo de criação é totalmente experimental. Eu não tinha muita técnica, então minha joia não podia ser muito complexa. Mas eu gostava das coisas simples que eu fazia. E isso virou o meu traço.”
Um exemplo de simplicidade é o brinco Kioto, um fio de ouro que faz uma curva. Antonio conta que chegou a se questionar se era um design simples ou simplista. “Quando você cria, não tem muita noção do que é, principalmente pelo método experimental. Depois que ficou pronto eu analisei por que eu gostava daquela forma. É porque o olhar tem que percorrer o brinco, fazer o caminho da linha no espaço. Aí eu descobri que essa linha tem velocidade, tem aceleração”, conta.
A criação intuitiva, que gera um design sutil, se tornou marca de seu trabalho. “Eu não estudei joalheria, aprendi de ver. Então eu tive muita liberdade para escolher o caminho que eu queria. Quando se estuda, muitas vezes se é guiado numa direção”, reflete Antonio. Sem seguir padrões pré-estabelecidos, o designer cria joias autorais, que levavam sua assinatura.“A joia de autor tem origem, vai ter algum significado para quem compra, além do valor do material. Não é arte pura, é arte aplicada, mas pode-se dizer que é uma escultura. Dependendo do autor, pode representar uma coisa ou outra”, acredita.
O trabalho autoral de Antonio Bernardo lhe rendeu reconhecimento, uma empresa com 60 funcionários, lojas com seu nome nas principais cidades do Brasil e convites para atuar em outras áreas. Entre as parcerias, se destacam a Luminária 360 para a Lumini, em 2011, e o edifício residencial Timóteo, em fase de finalização no Rio. Novas cocriações com arquitetura serão reveladas em breve, enquanto o trabalho de joalheria segue firme e forte, sempre com o lançamento de novos produtos e linhas e a manutenção de designs que já se tornaram clássicos.
Fonte: Arch Trends. Consultado pela última vez em 15 de março de 2025.