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Armand Pierre Fernandez (Nice, 17 de novembro de 1928 - Nova Iorque, 22 de outubro de 2005), conhecido por Armand foi um pintor e escultor franco-americano. Conhecido por suas "assemblages", era considerado um "fazedor de objetos"
Ele é conhecido como um dos mais importantes artistas internacionais de objetos e co-fundador e membro do Nouveau Réalisme. Ele estudou na École Nationale des Arts Décoratifs em Nice de 1946 a 1949 e depois continuou seus estudos por dois anos na École du Louvre em Paris. Um conhecimento de Yves Klein levou à ideia de organizar acontecimentos e eventos conjuntos, que os dois artistas realizaram em 1953. Os 'cachês' neo-dadaístas de Armand, de 1955, e mais tarde os 'Allures' (estampas feitas com objetos mergulhados na pintura) e os 'Coupés' (objetos cortados) seguidos pelos 'Colères' (objetos que foram esmagados e depois montados) ainda foram influenciados por Kurt Schwitters.
Quando a última letra de seu nome foi acidentalmente esquecida na capa de um catálogo em 1958, ele decidiu manter essa ortografia como pseudônimo: Arman. O artista descobriu suas famosas caixas de plexiglas 'Poubelles' com lixo fundido em resina, no início dos anos 1960. A partir dos 'Poubelles', Arman desenvolveu os chamados 'Acumulações', vários mesmos objetos reunidos em vitrines. Esses arranjos consistiam principalmente em objetos do dia-a-dia, com os quais o artista questionava ironicamente o caráter residual dos produtos de massa modernos.
Arman começou a trabalhar nas 'Combustiones' (objetos queimados) durante uma estadia em Nova York em 1963. Ele aceitou um posto de professor em Los Angeles em 1967 e lecionou na Universidade da Califórnia até 1968. A partir de 1975, Arman passou sete anos trabalhando em uma escultura monumental feita de 60 carros que ele chamou de 'Estacionamento de Longa Duração'. Juntamente com Klein, Tinguely, Raysse e César, Arman é um dos artistas mais importantes do Nouveau Réalisme.
Fonte: http://www.fernandez-arman.com/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Desde a sua infância, Arman, familiarizou-se com os objetos da loja de antiguidades do seu pai. Aluno brilhante, começou a pintar aos 10 anos e estudou na École Nationale d'Art Décoratif de Nice. Em 1949 foi para a École du Louvre em Paris, foi um dos fundadores do grupo Nouveau réalisme em 1960. Em 1961 realizou a sua primeira exposição em Nova Iorque.
Fonte: https://www.wikiart.org/pt/arman consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Morre o escultor neo-realista Arman
Morreu, em Nova York, o escultor franco-americano Armand Pierre Arman, amplamente conhecido apenas como Arman, uma figura de liderança e vanguarda no movimento neo-realista da segunda metade do século 20. Ele tinha 76 anos e já há algum tempo vinha batalhando contra um câncer, segundo informou a família.
Bastante conhecido por suas "assemblages", que transformam objetos de natureza diversa em escultura -por meio de sua acumulação, repetição ou conjunção-, Arman era com freqüência classificado como um "fazedor de objetos". Classificar, aliás, era uma de suas práticas rotineiras, tendo sua obra sido definida por Umberto Eco como da ordem da "poética da enumeração e da catalogação".
Uma poética que, ainda segundo o escritor e lingüista italiano, ao contrário de estabelecer uma ordem e uma hierarquia ao mundo, apenas revela, com grande ironia, a indefinição de suas identidades. Facilitando a compreensão dessa lógica, Arman também criava esculturas a partir de objetos queimados, itens encontrados no lixo ou destruídos, como pedaços de instrumentos musicais que ele rearranjava e expunha em grandes museus internacionais. Para arremedá-los, o artista utilizava técnicas diversas, incluindo cimento e explosões.
Nascido na cidade de Nice, no sul da França, e tendo inicialmente o nome de Armand Pierre Fernández, Arman foi iniciado na pintura a óleo por seu pai, um vendedor de móveis antigos. Foi a partir desse interesse que decidiu ingressar na Escola de Artes Decorativas de Nice e, em seguida, concluídos esses estudos, na Escola do Louvre.
Foi em 1949 que conheceu Yves Klein e Claude Pascal, com quem, um ano mais tarde, formou o grupo artístico Triangle. Juntamente com Klein, Arman fundou, nos anos 60, o Movimento Neo-Realista. Na mesma década é que se mudou para os EUA, onde acabou adquirindo a dupla nacionalidade. Foi só em 1973 que adotou o nome Armand Pierre Arman.
A mudança para os EUA, apesar de alavancar uma difusão mais internacional de sua obra, não impediu que ele continuasse sendo profundamente estimado na França. Ontem, o presidente francês, Jacques Chirac, lamentou a morte desse "incansável criador", que trabalhava apaixonadamente com constante curiosidade e entusiasmo. "É uma grande figura da arte contemporânea que acaba de nos deixar", concluiu Chirac.
Foi realizada uma dupla cerimônia em homenagem ao artista, simultaneamente nos EUA e na França.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2410200519.htm consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
Armand Pierre Fernandez (Nice, 17 de novembro de 1928 - Nova Iorque, 22 de outubro de 2005), conhecido por Armand foi um pintor e escultor franco-americano. Conhecido por suas "assemblages", era considerado um "fazedor de objetos"
Ele é conhecido como um dos mais importantes artistas internacionais de objetos e co-fundador e membro do Nouveau Réalisme. Ele estudou na École Nationale des Arts Décoratifs em Nice de 1946 a 1949 e depois continuou seus estudos por dois anos na École du Louvre em Paris. Um conhecimento de Yves Klein levou à ideia de organizar acontecimentos e eventos conjuntos, que os dois artistas realizaram em 1953. Os 'cachês' neo-dadaístas de Armand, de 1955, e mais tarde os 'Allures' (estampas feitas com objetos mergulhados na pintura) e os 'Coupés' (objetos cortados) seguidos pelos 'Colères' (objetos que foram esmagados e depois montados) ainda foram influenciados por Kurt Schwitters.
Quando a última letra de seu nome foi acidentalmente esquecida na capa de um catálogo em 1958, ele decidiu manter essa ortografia como pseudônimo: Arman. O artista descobriu suas famosas caixas de plexiglas 'Poubelles' com lixo fundido em resina, no início dos anos 1960. A partir dos 'Poubelles', Arman desenvolveu os chamados 'Acumulações', vários mesmos objetos reunidos em vitrines. Esses arranjos consistiam principalmente em objetos do dia-a-dia, com os quais o artista questionava ironicamente o caráter residual dos produtos de massa modernos.
Arman começou a trabalhar nas 'Combustiones' (objetos queimados) durante uma estadia em Nova York em 1963. Ele aceitou um posto de professor em Los Angeles em 1967 e lecionou na Universidade da Califórnia até 1968. A partir de 1975, Arman passou sete anos trabalhando em uma escultura monumental feita de 60 carros que ele chamou de 'Estacionamento de Longa Duração'. Juntamente com Klein, Tinguely, Raysse e César, Arman é um dos artistas mais importantes do Nouveau Réalisme.
Fonte: http://www.fernandez-arman.com/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Desde a sua infância, Arman, familiarizou-se com os objetos da loja de antiguidades do seu pai. Aluno brilhante, começou a pintar aos 10 anos e estudou na École Nationale d'Art Décoratif de Nice. Em 1949 foi para a École du Louvre em Paris, foi um dos fundadores do grupo Nouveau réalisme em 1960. Em 1961 realizou a sua primeira exposição em Nova Iorque.
Fonte: https://www.wikiart.org/pt/arman consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Morre o escultor neo-realista Arman
Morreu, em Nova York, o escultor franco-americano Armand Pierre Arman, amplamente conhecido apenas como Arman, uma figura de liderança e vanguarda no movimento neo-realista da segunda metade do século 20. Ele tinha 76 anos e já há algum tempo vinha batalhando contra um câncer, segundo informou a família.
Bastante conhecido por suas "assemblages", que transformam objetos de natureza diversa em escultura -por meio de sua acumulação, repetição ou conjunção-, Arman era com freqüência classificado como um "fazedor de objetos". Classificar, aliás, era uma de suas práticas rotineiras, tendo sua obra sido definida por Umberto Eco como da ordem da "poética da enumeração e da catalogação".
Uma poética que, ainda segundo o escritor e lingüista italiano, ao contrário de estabelecer uma ordem e uma hierarquia ao mundo, apenas revela, com grande ironia, a indefinição de suas identidades. Facilitando a compreensão dessa lógica, Arman também criava esculturas a partir de objetos queimados, itens encontrados no lixo ou destruídos, como pedaços de instrumentos musicais que ele rearranjava e expunha em grandes museus internacionais. Para arremedá-los, o artista utilizava técnicas diversas, incluindo cimento e explosões.
Nascido na cidade de Nice, no sul da França, e tendo inicialmente o nome de Armand Pierre Fernández, Arman foi iniciado na pintura a óleo por seu pai, um vendedor de móveis antigos. Foi a partir desse interesse que decidiu ingressar na Escola de Artes Decorativas de Nice e, em seguida, concluídos esses estudos, na Escola do Louvre.
Foi em 1949 que conheceu Yves Klein e Claude Pascal, com quem, um ano mais tarde, formou o grupo artístico Triangle. Juntamente com Klein, Arman fundou, nos anos 60, o Movimento Neo-Realista. Na mesma década é que se mudou para os EUA, onde acabou adquirindo a dupla nacionalidade. Foi só em 1973 que adotou o nome Armand Pierre Arman.
A mudança para os EUA, apesar de alavancar uma difusão mais internacional de sua obra, não impediu que ele continuasse sendo profundamente estimado na França. Ontem, o presidente francês, Jacques Chirac, lamentou a morte desse "incansável criador", que trabalhava apaixonadamente com constante curiosidade e entusiasmo. "É uma grande figura da arte contemporânea que acaba de nos deixar", concluiu Chirac.
Foi realizada uma dupla cerimônia em homenagem ao artista, simultaneamente nos EUA e na França.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2410200519.htm consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
Armand Pierre Fernandez (Nice, 17 de novembro de 1928 - Nova Iorque, 22 de outubro de 2005), conhecido por Armand foi um pintor e escultor franco-americano. Conhecido por suas "assemblages", era considerado um "fazedor de objetos"
Ele é conhecido como um dos mais importantes artistas internacionais de objetos e co-fundador e membro do Nouveau Réalisme. Ele estudou na École Nationale des Arts Décoratifs em Nice de 1946 a 1949 e depois continuou seus estudos por dois anos na École du Louvre em Paris. Um conhecimento de Yves Klein levou à ideia de organizar acontecimentos e eventos conjuntos, que os dois artistas realizaram em 1953. Os 'cachês' neo-dadaístas de Armand, de 1955, e mais tarde os 'Allures' (estampas feitas com objetos mergulhados na pintura) e os 'Coupés' (objetos cortados) seguidos pelos 'Colères' (objetos que foram esmagados e depois montados) ainda foram influenciados por Kurt Schwitters.
Quando a última letra de seu nome foi acidentalmente esquecida na capa de um catálogo em 1958, ele decidiu manter essa ortografia como pseudônimo: Arman. O artista descobriu suas famosas caixas de plexiglas 'Poubelles' com lixo fundido em resina, no início dos anos 1960. A partir dos 'Poubelles', Arman desenvolveu os chamados 'Acumulações', vários mesmos objetos reunidos em vitrines. Esses arranjos consistiam principalmente em objetos do dia-a-dia, com os quais o artista questionava ironicamente o caráter residual dos produtos de massa modernos.
Arman começou a trabalhar nas 'Combustiones' (objetos queimados) durante uma estadia em Nova York em 1963. Ele aceitou um posto de professor em Los Angeles em 1967 e lecionou na Universidade da Califórnia até 1968. A partir de 1975, Arman passou sete anos trabalhando em uma escultura monumental feita de 60 carros que ele chamou de 'Estacionamento de Longa Duração'. Juntamente com Klein, Tinguely, Raysse e César, Arman é um dos artistas mais importantes do Nouveau Réalisme.
Fonte: http://www.fernandez-arman.com/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Desde a sua infância, Arman, familiarizou-se com os objetos da loja de antiguidades do seu pai. Aluno brilhante, começou a pintar aos 10 anos e estudou na École Nationale d'Art Décoratif de Nice. Em 1949 foi para a École du Louvre em Paris, foi um dos fundadores do grupo Nouveau réalisme em 1960. Em 1961 realizou a sua primeira exposição em Nova Iorque.
Fonte: https://www.wikiart.org/pt/arman consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Morre o escultor neo-realista Arman
Morreu, em Nova York, o escultor franco-americano Armand Pierre Arman, amplamente conhecido apenas como Arman, uma figura de liderança e vanguarda no movimento neo-realista da segunda metade do século 20. Ele tinha 76 anos e já há algum tempo vinha batalhando contra um câncer, segundo informou a família.
Bastante conhecido por suas "assemblages", que transformam objetos de natureza diversa em escultura -por meio de sua acumulação, repetição ou conjunção-, Arman era com freqüência classificado como um "fazedor de objetos". Classificar, aliás, era uma de suas práticas rotineiras, tendo sua obra sido definida por Umberto Eco como da ordem da "poética da enumeração e da catalogação".
Uma poética que, ainda segundo o escritor e lingüista italiano, ao contrário de estabelecer uma ordem e uma hierarquia ao mundo, apenas revela, com grande ironia, a indefinição de suas identidades. Facilitando a compreensão dessa lógica, Arman também criava esculturas a partir de objetos queimados, itens encontrados no lixo ou destruídos, como pedaços de instrumentos musicais que ele rearranjava e expunha em grandes museus internacionais. Para arremedá-los, o artista utilizava técnicas diversas, incluindo cimento e explosões.
Nascido na cidade de Nice, no sul da França, e tendo inicialmente o nome de Armand Pierre Fernández, Arman foi iniciado na pintura a óleo por seu pai, um vendedor de móveis antigos. Foi a partir desse interesse que decidiu ingressar na Escola de Artes Decorativas de Nice e, em seguida, concluídos esses estudos, na Escola do Louvre.
Foi em 1949 que conheceu Yves Klein e Claude Pascal, com quem, um ano mais tarde, formou o grupo artístico Triangle. Juntamente com Klein, Arman fundou, nos anos 60, o Movimento Neo-Realista. Na mesma década é que se mudou para os EUA, onde acabou adquirindo a dupla nacionalidade. Foi só em 1973 que adotou o nome Armand Pierre Arman.
A mudança para os EUA, apesar de alavancar uma difusão mais internacional de sua obra, não impediu que ele continuasse sendo profundamente estimado na França. Ontem, o presidente francês, Jacques Chirac, lamentou a morte desse "incansável criador", que trabalhava apaixonadamente com constante curiosidade e entusiasmo. "É uma grande figura da arte contemporânea que acaba de nos deixar", concluiu Chirac.
Foi realizada uma dupla cerimônia em homenagem ao artista, simultaneamente nos EUA e na França.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2410200519.htm consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
Armand Pierre Fernandez (Nice, 17 de novembro de 1928 - Nova Iorque, 22 de outubro de 2005), conhecido por Armand foi um pintor e escultor franco-americano. Conhecido por suas "assemblages", era considerado um "fazedor de objetos"
Ele é conhecido como um dos mais importantes artistas internacionais de objetos e co-fundador e membro do Nouveau Réalisme. Ele estudou na École Nationale des Arts Décoratifs em Nice de 1946 a 1949 e depois continuou seus estudos por dois anos na École du Louvre em Paris. Um conhecimento de Yves Klein levou à ideia de organizar acontecimentos e eventos conjuntos, que os dois artistas realizaram em 1953. Os 'cachês' neo-dadaístas de Armand, de 1955, e mais tarde os 'Allures' (estampas feitas com objetos mergulhados na pintura) e os 'Coupés' (objetos cortados) seguidos pelos 'Colères' (objetos que foram esmagados e depois montados) ainda foram influenciados por Kurt Schwitters.
Quando a última letra de seu nome foi acidentalmente esquecida na capa de um catálogo em 1958, ele decidiu manter essa ortografia como pseudônimo: Arman. O artista descobriu suas famosas caixas de plexiglas 'Poubelles' com lixo fundido em resina, no início dos anos 1960. A partir dos 'Poubelles', Arman desenvolveu os chamados 'Acumulações', vários mesmos objetos reunidos em vitrines. Esses arranjos consistiam principalmente em objetos do dia-a-dia, com os quais o artista questionava ironicamente o caráter residual dos produtos de massa modernos.
Arman começou a trabalhar nas 'Combustiones' (objetos queimados) durante uma estadia em Nova York em 1963. Ele aceitou um posto de professor em Los Angeles em 1967 e lecionou na Universidade da Califórnia até 1968. A partir de 1975, Arman passou sete anos trabalhando em uma escultura monumental feita de 60 carros que ele chamou de 'Estacionamento de Longa Duração'. Juntamente com Klein, Tinguely, Raysse e César, Arman é um dos artistas mais importantes do Nouveau Réalisme.
Fonte: http://www.fernandez-arman.com/ consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Desde a sua infância, Arman, familiarizou-se com os objetos da loja de antiguidades do seu pai. Aluno brilhante, começou a pintar aos 10 anos e estudou na École Nationale d'Art Décoratif de Nice. Em 1949 foi para a École du Louvre em Paris, foi um dos fundadores do grupo Nouveau réalisme em 1960. Em 1961 realizou a sua primeira exposição em Nova Iorque.
Fonte: https://www.wikiart.org/pt/arman consultado pela última vez em 25 de março de 2020.
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Morre o escultor neo-realista Arman
Morreu, em Nova York, o escultor franco-americano Armand Pierre Arman, amplamente conhecido apenas como Arman, uma figura de liderança e vanguarda no movimento neo-realista da segunda metade do século 20. Ele tinha 76 anos e já há algum tempo vinha batalhando contra um câncer, segundo informou a família.
Bastante conhecido por suas "assemblages", que transformam objetos de natureza diversa em escultura -por meio de sua acumulação, repetição ou conjunção-, Arman era com freqüência classificado como um "fazedor de objetos". Classificar, aliás, era uma de suas práticas rotineiras, tendo sua obra sido definida por Umberto Eco como da ordem da "poética da enumeração e da catalogação".
Uma poética que, ainda segundo o escritor e lingüista italiano, ao contrário de estabelecer uma ordem e uma hierarquia ao mundo, apenas revela, com grande ironia, a indefinição de suas identidades. Facilitando a compreensão dessa lógica, Arman também criava esculturas a partir de objetos queimados, itens encontrados no lixo ou destruídos, como pedaços de instrumentos musicais que ele rearranjava e expunha em grandes museus internacionais. Para arremedá-los, o artista utilizava técnicas diversas, incluindo cimento e explosões.
Nascido na cidade de Nice, no sul da França, e tendo inicialmente o nome de Armand Pierre Fernández, Arman foi iniciado na pintura a óleo por seu pai, um vendedor de móveis antigos. Foi a partir desse interesse que decidiu ingressar na Escola de Artes Decorativas de Nice e, em seguida, concluídos esses estudos, na Escola do Louvre.
Foi em 1949 que conheceu Yves Klein e Claude Pascal, com quem, um ano mais tarde, formou o grupo artístico Triangle. Juntamente com Klein, Arman fundou, nos anos 60, o Movimento Neo-Realista. Na mesma década é que se mudou para os EUA, onde acabou adquirindo a dupla nacionalidade. Foi só em 1973 que adotou o nome Armand Pierre Arman.
A mudança para os EUA, apesar de alavancar uma difusão mais internacional de sua obra, não impediu que ele continuasse sendo profundamente estimado na França. Ontem, o presidente francês, Jacques Chirac, lamentou a morte desse "incansável criador", que trabalhava apaixonadamente com constante curiosidade e entusiasmo. "É uma grande figura da arte contemporânea que acaba de nos deixar", concluiu Chirac.
Foi realizada uma dupla cerimônia em homenagem ao artista, simultaneamente nos EUA e na França.
Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2410200519.htm consultado pela última vez em 25 de março de 2020.