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Fernando Lucchesi

Fernando Luiz Lucchesi Cunha (20 de setembro de 1955, Belo Horizonte, Brasil), mais conhecido como Fernando Lucchesi ou apenas Lucchesi, é um desenhista, pintor e artista intermídia brasileiro. Autodidata, iniciou sua carreira na Fundação Clóvis Salgado em 1977 e, ao longo das décadas, destacou-se por suas obras que combinam elementos da arte popular e do barroco mineiro.

Fernando Lucchesi | Arremate Arte

Fernando Luiz Lucchesi Cunha nasceu em 1955, em Belo Horizonte, Minas Gerais. É desenhista, pintor e artista intermídia, iniciou sua trajetória artística em 1977, trabalhando no setor de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado, onde participou de pesquisas e montagens de exposições. 

Em 1979, realizou sua primeira exposição individual na Fundação de Arte de Ouro Preto. No início da década de 1980, integrou a Escola de Artes e Ofícios de Contagem, idealizada por Amilcar de Castro, ministrando aulas de desenho, pintura e criação de objetos para crianças carentes. 

Lucchesi é conhecido por suas obras que mesclam influências da arte popular e do barroco mineiro, utilizando cores vibrantes e formas geométricas. Suas pinturas frequentemente retratam fachadas de casas coloniais, igrejas e paisagens urbanas, refletindo sua conexão com a cultura e arquitetura de Minas Gerais. 

Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições coletivas e individuais, incluindo a 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985, e a 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em 1997. Suas obras integram acervos de importantes instituições, como o Museu de Arte da Pampulha e a Fundação Clóvis Salgado. 

Em 2021, Lucchesi prestou homenagem ao artista Alberto da Veiga Guignard, conhecido por suas representações de flores, criando obras que dialogam com esse tema e reforçam a influência de Guignard em sua produção artística.

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Fernando Lucchesi | Itaú Cultural

Fernando Luiz Lucchesi Cunha (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1955). Desenhista, pintor, artista intermídia. Em 1977 trabalha no setor de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado em Belo Horizonte.

Participa de sua primeira exposição coletiva, A Paisagem Mineira, em 1977. Dois anos depois, realiza sua primeira exposição individual na Fundação de Arte de Ouro Preto. Em 1983, integra a Escola de Artes e Ofícios de Contagem, Minas Gerais, idealizada por Amilcar de Castro (1920 - 2002), onde ministra aulas de desenho, pintura e objetos para crianças carentes da cidade. Em 1989, muda-se para Ouro Preto, onde no ano seguinte, durante a Semana Santa, realiza uma exposição a céu aberto, cobrindo com banners as fachadas das casas. Volta a residir em Belo Horizonte em 1995, e passa a realizar pinturas constituídas sobretudo por pequenos toques circulares do pincel. Muda-se novamente para Ouro Preto em 1997 e monta seu ateliê. Fixa residência em Nova Lima, na região de Belo Horizonte em 1999.

Críticas

"A convergência do páthos primitivo e do gozo barroco reinstaura, no cenário de Lucchesi, os painéis míticos das grutas, a festa de cores das favelas, o ritmo berrante das ruas, o rito perpétuo das manifestações em que o Brasil se projeta na multiplicidade dos apelos visuais. Quando a arte se debate na crise da identidade e da intenção, o artista redimensiona o compromisso de Tarsila do Amaral. Ela redescobriu as ´cores caipiras´: ele se apropria do espaço dramático em que as cores populares erguem suas catedrais. Através de ambos, a força transfiguradora do povo se torna base de novas propostas para a arte brasileira. Ao intuir a vida como encadeamento de manifestações precárias, Fernando Lucchesi não somente elabora o conceito que permeia sua performance plástico-visual como clarifica estruturas sitiadas pelo caos civilizatório de seu país, confrontado entre o arcaísmo e a sofisticação tecnológica. Apoiadas igualmente no precário, essas estruturas representam a base de sobrevivência do brasileiro anônimo e dimensionam sua única opção para o exercício criativo" — Angelo Oswaldo (Oswaldo, Angelo. A redenção da precariedade: Fernando Lucchesi. Bienal Internacional de São Paulo, 18. ,1985. Catálogo geral. p. 219).

"Desenhista e pintor, Fernando Lucchesi vem se dedicando especialmente ao objeto, voltado para as amplas possibilidades do fazer que descobre nas artes e tradições populares. O objeto havia surgido do próprio desenho, na sugestão de formas concretas e paisagens geometrizadas. Deixando a tela e o papel, essas formas foram refazendo sua linguagem através da incorporação de novos elementos propostos pelo cotidiano. Reciclando artesanatos do cotidiano mineiro, ele chegou ao altar monumental apresentado na mostra Precariedade e Criação, realizada no Museu da Pampulha. (...) Distantes regiões do Oriente também transparecem no oratório festivo de Minas. O espectador ingressa no espaço ritual e celebra a arte enquanto obra intemporal do fazer" — Ângelo Oswaldo (MODERNIDADE: arte brasileira do século XX. Prefácio de Celso Furtado. Apresentação de Pierre Dossa. Organizado pelo Ministério da Cultura, Brasília e Câmara do Comércio. Texto de Aracy Amaral. São Paulo: MAM; Paris: Musée d´Art Moderne de la Ville de Paris, 1988).

Acervos

  • Acervo Instituto Itaú Cultural - São Paulo SP

  • Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ

  • Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes - Belo Horizonte MG

  • Museu de Arte da Pampulha - Belo Horizonte MG

Exposições Individuais

1979 - Ouro Preto MG - Individual, na Fundação de Arte de Ouro Preto - Faop

1981 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1985 - Belo Horizonte MG - Individual, no Espaço Cultural Cemig

1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria do Centro Cultural Candido Mendes. Pequena Galeria

1988 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1990 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Cidade

1991 - Ouro Preto MG - Individual, no Anexo do Museu da Inconfidência

1991 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria de Arte Bdmg

1991 - Brasília DF - Individual, no Centro Cultural Thomas Jefferson

1991 - Brasília DF - Individual, na Embaixada dos Estados Unidos da América

1992 - Belo Horizonte MG - Individual, no Espaço Cultural Caixa Econômica Federal

1992 - Belo Horizonte MG - Individual, na Omni Galeria de Arte

1993 - Ouro Preto MG - Individual, no Museu Casa Guignard

1993 - Ouro Preto MG - Individual, no Anexo do Museu da Inconfidência

1993 - Belo Horizonrte MG - Individual, no Fernando Pedro Escritório de Arte

1994 - Paris (França) - Individual, na Galerie Debret

1994 - São Paulo SP - Individual, no Ccsp

1995 - Pouso Alegre MG - Cozinha de Calder, no Galpão Pouso Alegre

1995 - São Paulo SP - Minerações, no LR Escritório de Arte

1997 - Mariana MG - Individual, no Museu Alphonsus de Guimaraens

1998 - Belo Horizonte MG - Individual, na Quadrum Galeria de Arte

1998 - Belo Horizonte MG - Individual, na AM Galeria

1999 - Goiânia GO - Fernando Lucchesi: Pinturas, na Marina Potrich Galeria de Arte

1999 - Belo Horizonte MG - Fernando Lucchesi: Pinturas, na Manoel Macedo Galeria de Arte

2000 - São Paulo SP - Individual, na Marília Razuk Galeria de Arte

2000 - Belo Horizonte MG - Circuito Atelier, Fernando Lucchesi, no Centro Cultural Ufmg

2000 - Jaboatão dos Guararapes PE - Individual, na Aria Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1977 - Belo Horizonte MG - A Paisagem Mineira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1979 - Belo Horizonte MG - Artistas Mineiros, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1979 - Rio de Janeiro RJ - Artistas Mineiros, na Funarte. Galeria Rodrigo Mello Franco de Andrade

1980 - Belo Horizonte MG - Coletiva, na Galeria Grupo Corpo

1980 - Belo Horizonte MG - Coletiva, no Museu de Arte da Pampulha - MAP

1980 - Belo Horizonte MG - Figuração Selvagem, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1981 - Belo Horizonte MG - Coletiva com Marco Tulio Resende, Eymard Brandão e Carlos Wolney Soares, na Omni Art Galeria

1983 - Belo Horizonte MG - 15º Salão Nacional de Arte

1983 - Belo Horizonte MG - Precariedade e Criação, no MAP

1984 - Belo Horizonte MG - Considerações, na Biblioteca Pública de Minas Gerais

1984 - Belo Horizonte MG - Da Natureza à Construção, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1984 - Belo Horizonte MG - 1º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1984 - Belo Horizonte MG - Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1984 - Brasília DF - Arte na Rua 2

1984 - Niterói RJ - Oito ou Oitenta, na Universidade Federal Fluminense - UFF

1984 - Rio de Janeiro RJ - As Novas Tendências e a Novíssima Geração, no MAM/RJ

1984 - Rio de Janeiro RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage

1984 - São Paulo SP - Dez Artistas Mineiros, no MAC/USP

1985 - Rio de Janeiro RJ - O Visual do Rock, MAM/RJ

1985 - São Paulo SP - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - artista convidado

1986 - Belo Horizonte MG - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas Sudeste - Fundação Clóvis Salgado, no Palácio das Artes

1987 - Paris (França) - Modernidade: Art Brésilien du XXème. Siècle, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris

1988 - Belo Horizonte MG - Escultura e Objeto em Minas Gerais, no Palácio das Artes

1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1989 - Belo Horizonte MG - Iluminações, no Centro Cultural da Ufmg

1990 - Belo Horizonte MG - Cem Anos de Van Gogh, na Pace Arte Galeria

1991 - Belo Horizonte MG - BR/80: Pintura Brasil Década 80, no Núcleo de Informática e Cultura Belo Horizonte

1991 - São Paulo SP - BR/80 Pintura Brasil Década 80, no Itaú Cultural

1992 - Belo Horizonte MG - Ícones da Utopia, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1994 - Ouro Preto MG - A Arte do Objeto - 26º Festival de Inverno da Ufmg, no Anexo do Museu da Inconfidência

1994 - Ouro Preto MG - A Identidade Virtual, no Anexo do Museu da Inconfidência

1994 - Ouro Preto MG - Amor, Doce Coração da Minha Vida, no Museu Casa Guignard

1994 - Belo Horizonte MG - Exposição Comemorativa dos 5 anos do Fernando Pedro Escritório de Arte, no Museu Mineiro

1994 - Belo Horizonte MG - Construção e Arte, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1994 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no Ccsp

1995 - São Paulo SP - Minerações, na LR Escritório de Arte

1995 - Belo Horizonte MG - Fernando Velloso e Fernando Lucchesi, na Galeria Grupo Corpo

1995 - São Paulo SP - Mercado de Arte Nº 4, na Galeria Ricardo Camargo

1995 - Lisboa (Portugal) - Coletiva, no Mosteiro dos Jerónimos

1996 - Madri (Espanha) - Cinco Artistas Mineiros, na Casa de América

1996 - Viçosa MG - Mostra Coletiva de Artistas Mineiros, no Campus da Universidade Federal de Viçosa - UFV

1996 - São Paulo SP - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/SP

1996 - Rio de Janeiro - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1996 - Salvador BA - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/BA

1997 - Belo Horizonte MG - Cinco Artistas Mineiros, no Espaço de Exposições Ponteio Lar Shopping

1997 - Belo Horizonte MG - Prospecções: arte nos anos 80 e 90, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1997 - Belo Horizonte MG - Escultura no Museu, no Museu de Arte da Pampulha

1997 - Belo Horigonte MG - Coletiva, na AM Galeria

1997 - Goiânia GO - Brasilidade: coletânea de artistas brasileiros, na Galeria de Arte Marina Potrich

1997 - Porto Alegre RS - 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul

1997 - Rio de Janeiro RJ - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1997 - São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Belo Horizonte MG - Ouro Preto 300 Anos Depois, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1998 - Vitória ES - Ouro Preto 300 Anos Depois, no Centro Cultural de Vitória

1998 - Brasília DF - Ouro Preto 300 Anos Depois, no Ministério das Relações Exteriores - MRE

1998 - Goiânia GO - Ouro Preto 300 Anos Depois, na Fundação Jaime Câmara

1998 - Ouro Preto MG - Ouro Preto 300 Anos Depois, no Museu Casa dos Contos. Centro de Estudos do Ciclo do Ouro

1998 - Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Itaugaleria

1998 - Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Itaugaleria

1999 - Belo Horizonte MG - 10 Anos Centro Cultural Ufmg, no Centro Cultural Ufmg

1999 - São Paulo SP - Marcos Benjamim, Fernando Lucchesi, Marco Tulio Resende, na Marília Razuk Galeria de Arte

1999 - Tiradentes MG - 2º Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes

1999 - São Paulo SP - Coletiva, na Marília Razuk Galeria de Arte

1999 - Belo Horizonte MG - 10 Anos Centro Cultural UFMG, no Centro Cultural Ufmg

2000 - Belo Horizonte MG - Ars Brasilis, na Galeria de Arte do Minas Tênis Clube.

2000 - Belo Horizonte MG - Belo Horizonte-Leiria: Um encontro de culturas, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

2000 - Belo Horizontes MG - Bravas Gentes Brasileiras, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

2000 - Belo Horizonte MG - Mostra do Gabinete de Arte, no Museu Histórico Abílio Barreto

2000 - Leiria (Portugal) - Belo Horizonte-Leiria: um encontro de culturas, na Galeria 57 - Arte Contemporânea

2000 - São Paulo SP - Marcos Coelho Benjamim, José Bento e Fernando Lucchesi, no MuBE

2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2003 - Petrópolis RJ - Via BR 040 - longo trecho em aclive, na Plataforma Contemporânea do Museu Imperial

2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte

2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no Ccbb

Fonte: FERNANDO Lucchesi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 11 de fevereiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Fernando Lucchesi homenageia as famosas flores de Guignard | Estado de Minas

No ano em que ganhou duas biografias – Guignard: anjo mutilado”, de Marcelo Bortoloti (Cia. das Letras), e “Balões, vida e tempo de Guignard, de João Perdigão (Autêntica) –, o artista plástico fluminense definitivamente ligado a Minas Gerais é homenageado também com uma exposição.

Quarenta e uma telas de Fernando Lucchesi fazem parte da mostra “Flores para Guignard, em cartaz na Errol Flynn Galeria de Arte, em Belo Horizonte. A maioria das pinturas foi produzida entre 2020 e 2021.

“O MAIOR” 

Autor do texto de apresentação da exposição, o crítico Olívio Tavares de Araújo chama a atenção para o fato de as obras lembrarem que Guignard “foi um grande pintor de flores, creio que o maior, na arte moderna brasileira”.

O crítico chama a atenção para o “tecido pictórico” das flores trabalhadas por Lucchesi. “É de ver-se o virtuosismo, a fluência, a firmeza e a (pelo menos aparente) espontaneidade com que sua mão sai riscando, desenhando, pontuando, decorando ritmicamente toda a superfície, com a preciosidade (não preciosismo) de um perfeito ourives. Só o mais apurado senso de medida e de cor impede a confusão. Pelo contrário, tudo parece (ou melhor: acaba sendo) absolutamente organizado.”

Mineiro de Belo Horizonte, Fernando Lucchesi, assim como Guignard, morou em Ouro Preto. Muitas das telas expõem, em meio à flora, o casario e as igrejas históricas, ainda que estejam em segundo plano nesta série.

O artista está em atividade desde o fim da década de 1970. Ao longo dos anos 1980, além das pinturas, dedicou-se a objetos e instalações de origem devocional, que trazem a influência da cultura popular e erudita mineira, revelando o passado barroco.

Em 1989, Lucchesi se instalou em Ouro Preto, onde, no ano seguinte, durante a semana santa, realizou exposição a céu aberto, cobrindo com banners as fachadas das casas. Voltou a residir em Belo Horizonte em 1995, quando passou a realizar pinturas constituídas por toques circulares do pincel – tanto obras de pequeno formato quanto de grandes dimensões.

Fonte: Estado de Minas. Publicado em 24 de agosto de 2021. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

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Fernando Lucchesi presta homenagem a Guignard | Diário do Comércio

Aos 66 anos, 44 de carreira, um dos maiores nomes das artes plásticas mineiras, Fernando Lucchesi, lança uma exposição de pinturas da série “Flores para Guignard”, com obras inéditas em homenagem a Alberto da Veiga Guignard. Nos quadros, o artista mineiro e autodidata, retrata o universo de Guignard, ao pincelar as flores fantásticas e cenários do saudoso mestre.

A mostra fica em cartaz na Errol Flynn Galeria de Arte, de 18 de agosto a 18 de setembro, com visitação presencial, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e sábado, das 9h às 14h. Em virtude da pandemia, haverá limitação de público e obrigatoriedade da aferição de temperatura, uso de máscaras e disponibilização de recipientes com álcool em gel durante o percurso da mostra.

Guignard sempre esteve presente na minha vida. Fui apresentado (presenteado) a ele pelo meu avô, aos dez anos de idade. Na época, eu pintava em cima dos desenhos que o meu avô me mostrava, e foi ali que percebi o meu dom para a pintura. Esta série é mais do que uma homenagem, é uma pequena mostra da representatividade que Guignard teve e sempre terá na minha arte”, diz Fernando Lucchesi, que teve forte influência do seu avô materno, com quem convivia na infância durante as idas na oficina de marcenaria e artesania, e do pai, que era mestre de obras e o levava para ajudar na pintura das casas que construía.

“Flores para Guignard traz 41 quadros em pintura acrílica sobre tela e pintados pelo artista ao longo dos últimos seis anos, no seu ateliê, em Nova Lima. Fernando Lucchesi conta que os quadros foram inspirados nas flores de Guignard, mas não as retratam literalmente. “As telas revelam a minha imaginação sobre o universo de Guignard, a partir da observação pessoal sobre as suas obras, em especial as flores. Em cada quadro eu exponho as minhas sensações e impressões, que se fundem com as flores e as paisagens presentes na vida de Guignard, explica.

Errol Flynn, que assina a curadoria da exposição, diz que as obras fazem um passeio pela vida de Guignard, a partir do imaginário de Fernando Lucchesi, desconhecido pelo público. “O título da série nos lembra que Guignard foi um grande pintor de flores, talvez o maior na arte moderna brasileira. Mas a sua obra reside com mais força nas paisagens de Minas. Este trabalho do Lucchesi traz um olhar muito sensível e diferenciado, que consegue unir as duas facetas de Guignard: as flores e a riqueza histórica das cidades mineiras, em especial, Ouro Preto”, define o curador.

Universos – Para o escritor José Roberto Melo, mais que dissertar sobre a obra de Guignard, a série mostra o desejo de Lucchesi de evidenciar os fenômenos que cercam a história do seu mestre. “Lucchesi nos convida para um passeio e uma incursão, não às paisagens que Guignard pintou de Ouro Preto, mas ao interior mesmo do ambiente onírico da cidade envolta em brumas que ele criou como pouquíssimos. O que é apenas névoa e fogo passa a ser um emaranhado de flores e desenhos, num cenário onírico e inédito como na obra homenageada, com a ressalva de que, agora, a paisagem esboçada é vista por dentro. Tudo como se o artista nos convidasse a penetrar naquele que foi um dos mais profícuos, fecundos e criativos universos dentre os muitos que Guignard, com a sua genialidade, explorou”, diz.

Olívio Tavares de Araújo, um dos mais premiados e importantes críticos de arte do Brasil, define o novo trabalho de Lucchesi como uma bela surpresa, um fenômeno notável de pintura. “Mesmo que uma ou outra tela possa vir da realidade observada, a maioria são puras invenções, sempre sobre uma cenografia mágica que remete ao mundo de Guignard. Este conjunto me foi uma revelação, não só de pintura como também de uma riquíssima, surpreendente imaginação. Observem os quadros, detenham-se nos muitos detalhes ampliados. Tenho certeza de que haverá aí, para todos, uma verdadeira revelação. Eu posso assegurar que Guignard também, onde quer que se encontre, está felicíssimo com a qualidade da homenagem que recebeu.”

Fonte: Diário do Comércio. Publicado em 14 de agosto de 2021. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

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Fernando Lucchesi apresenta exposição inédita 'Flores para Guignard' | O Tempo

Aos 66 anos, 44 de carreira, um dos maiores nomes das artes plásticas mineiras, Fernando Lucchesi lança uma exposição de pinturas da série “Flores para Guignard”, com obras inéditas em homenagem a Alberto da Veiga Guignard. Nos quadros, o artista mineiro e autodidata, retrata o universo de Guignard, ao pincelar as flores fantásticas e cenários do saudoso mestre.

A mostra fica em cartaz na Errol Flynn Galeria de Arte até o dia 18 de setembro, com visitação presencial, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e sábado, das 9h às 14h. Em virtude da pandemia, haverá limitação de público e obrigatoriedade da aferição de temperatura, uso de máscaras e disponibilização de recipientes com álcool em gel durante o percurso da mostra.

Guignard sempre esteve presente na minha vida. Fui apresentado (presenteado) a ele pelo meu avô, aos 10 anos de idade. Na época, eu pintava em cima dos desenhos que o meu avô me mostrava, e foi ali que percebi o meu dom para a pintura. Esta série é mais do que uma homenagem, é uma pequena mostra da representatividade que Guignard teve e sempre terá na minha arte”, diz Fernando Lucchesi, que teve forte influência do seu avô materno, com quem convivia na infância durante as idas na oficina de marcenaria e artesania, e do pai, que era mestre de obras e o levava para ajudar na pintura das casas que construía.

“Flores para Guignard” traz 41 quadros em pintura acrílica sobre tela e pintados pelo artista ao longo dos últimos 6 anos, no seu ateliê, em Nova Lima. Fernando Lucchesi conta que os quadros foram inspirados nas flores de Guignard, mas não as retratam literalmente. “As telas revelam a minha imaginação sobre o universo de Guignard, a partir da observação pessoal sobre as suas obras, em especial as flores. Em cada quadro eu exponho as minhas sensações e impressões, que se fundem com as flores e as paisagens presentes na vida de Guignard”, explica.

Errol Flynn, que assina a curadoria da exposição, “diz que as obras fazem um passeio pela vida de Guignard, a partir do imaginário de Fernando Lucchesi, desconhecido pelo público. “O título da série nos lembra que Guignard foi um grande pintor de flores, talvez o maior na arte moderna brasileira. Mas a sua obra reside com mais força nas paisagens de Minas. Este trabalho do Lucchesi traz um olhar muito sensível e diferenciado, que consegue unir as duas facetas de Guignard: as flores e a riqueza histórica das cidades mineiras, em especial, Ouro Preto”, define o curador.

Para o escritor José Roberto Melo, mais que dissertar sobre a obra de Guignard, a série mostra o desejo de Lucchesi de evidenciar os fenômenos que cercam a história do seu mestre. “Lucchesi nos convida para um passeio e uma incursão, não às paisagens que Guignard pintou de Ouro Preto, mas ao interior mesmo do ambiente onírico da cidade envolta em brumas que ele criou como pouquíssimos. O que é apenas névoa e fogo passa a ser um emaranhado de flores e desenhos, num cenário onírico e inédito como na obra homenageada, com a ressalva de que, agora, a paisagem esboçada é vista por dentro. Tudo como se o artista nos convidasse a penetrar naquele que foi um dos mais profícuos, fecundos e criativos universos dentre os muitos que Guignard, com a sua genialidade, explorou”, diz.

Olívio Tavares de Araújo, um dos mais premiados e importantes críticos de arte do Brasil, define o novo trabalho de Lucchesi como uma bela surpresa, um fenômeno notável de pintura. “Mesmo que uma ou outra tela possa vir da realidade observada, a maioria são puras invenções, sempre sobre uma cenografia mágica que remete ao mundo de Guignard. Este conjunto me foi uma revelação, não só de pintura como também de uma riquíssima, surpreendente imaginação. Observem os quadros, detenham-se nos muitos detalhes ampliados. Tenho certeza de que haverá aí, para todos, uma verdadeira revelação. Eu posso assegurar que Guignard também, onde quer que se encontre, está felicíssimo com a qualidade da homenagem que recebeu.”

Fernando Lucchesi

Fernando Luiz Lucchesi Cunha nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 18 de setembro de 1955. Embora não tenha frequentado nenhuma escola de Belas Artes, desde jovem mostrou-se interessado pela pintura e por objetos, observando a produção de artesãos mineiros em viagens pelo interior. A experiência de desenhista durante o período de serviço militar no Exército foi também marcante. O irmão Eduardo representou um apoio fundamental em sua formação. Finalizou-lhe um curso técnico de desenho arquitetônico e de cálculo estrutural, compartilhando seus interesses e estimulando-lhe a vocação.

Fonte: O tempo. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

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Livro recupera a trajetória do mineiro Fernando Lucchesi nas artes plásticas | Portal UAI

Uma geleia geral. É assim que o artista plástico Fernando Lucchesi define o livro que acaba de sair pela Editora C/Arte e que reúne suas principais obras. A publicação, que será lançada na quinta-feira, na Galeria de Arte Dotart, apresenta a trajetória de Lucchesi e traz inúmeros trabalhos entre desenhos, objetos e pinturas, como as das séries Africanas e Árvore da vida. “São várias décadas de trajetória e não seguem uma linearidade. Está tudo junto e misturado. Tive a ideia do livro e convidei Walter Sebastião (crítico e jornalista do Estado de Minas) para escrever o texto com todo o material que eu tinha nas mãos”, conta.

Há cerca de 18 anos, Fernando Lucchesi produziu um trabalho semelhante, mas acredita que o livro atual está mais completo. “É um projeto bem executado, bem feito, bem escrito e não teve muita invenção de moda”, resume. A publicação, amplamente ilustrada e que teve incentivo do Ministério da Cultura, com patrocínio da Cemig, é composta por 204 páginas, no formato 27cm x 29cm, com acabamento encadernado.

A obra pode ser adquirida no site da Editora C/Arte (www.comarte.com) e nas principais livrarias do Brasil, ao preço promocional de R$ 80.

Além do lançamento do livro, na quinta, Lucchesi vai abrir sua exposição, na Galeria Dotart, que é justamente o eixo da publicação. “É uma instalação. Peguei alguns móveis pessoais, objetos de artesanato da minha coleção e pintei tudo de azul. A instalação completa é muito grande e mede uns 4m de altura e cerca de 13m x 9m, mas para essa mostra devem entrar apenas uns 50%. Mesmo assim dá para se ter uma noção do que é o motivo do livro. É um caixote de madeira”, explica o artista.

No texto intitulado O finito e o infinito, Walter Sebastião lembra que “a obra de Fernando Lucchesi, à primeira vista, surge de um foco comum: uma trama de linhas, pontos, matérias, cor. Espessa o suficiente inclusive para ser percebida até como massa, já que carrega um elemento amorfo, do qual os pontos, unipresentes no Espaço, podem ser elementos iluminadores. Que, no confronto com a estrutura basicamente de horizontais e verticais (muitas vezes triângulos, retângulos, alguns quadrados, raros círculos), ordena-se tal qual notas numa partitura. Elementos que, combinados, adquirem múltiplas configurações. Sejam pinturas, desenhos, objetos ou instalações”.

Geração 80

Nascido em Belo Horizonte, Fernando Lucchesi é artista autodidata e um dos representantes do movimento Como vai você, geração 80?. Seu trabalho evidencia características da arquitetura colonial e barroca, influência dos anos vividos na cidade de Ouro Preto. Sua pintura é considerada uma das mais vigorosas da arte brasileira. Para esta nova exposição, Lucchesi preparou pinturas inéditas, uma série especial de gravuras e objetos. A linguagem diversificada sempre foi uma característica do artista, que desliza tranquilamente entre as pinturas, objetos e desenhos, utilizando-se de materiais diversos, como a madeira e o cobre.

Fonte: Portal UAI. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

Crédito fotográfico: Djair Galvão. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

Fernando Luiz Lucchesi Cunha (20 de setembro de 1955, Belo Horizonte, Brasil), mais conhecido como Fernando Lucchesi ou apenas Lucchesi, é um desenhista, pintor e artista intermídia brasileiro. Autodidata, iniciou sua carreira na Fundação Clóvis Salgado em 1977 e, ao longo das décadas, destacou-se por suas obras que combinam elementos da arte popular e do barroco mineiro.

Fernando Lucchesi

Fernando Luiz Lucchesi Cunha (20 de setembro de 1955, Belo Horizonte, Brasil), mais conhecido como Fernando Lucchesi ou apenas Lucchesi, é um desenhista, pintor e artista intermídia brasileiro. Autodidata, iniciou sua carreira na Fundação Clóvis Salgado em 1977 e, ao longo das décadas, destacou-se por suas obras que combinam elementos da arte popular e do barroco mineiro.

Videos

O Mundo da Arte - Fernando Lucchesi | 2016

Exposição imagens e objetos de Fernando Lucchesi | 2015

Exposição e lançamento do livro "O finito e o infinito" | 2015

Circuito Atelier nº 6: Fernando Lucchesi | 2017

Fernando Lucchesi | Arremate Arte

Fernando Luiz Lucchesi Cunha nasceu em 1955, em Belo Horizonte, Minas Gerais. É desenhista, pintor e artista intermídia, iniciou sua trajetória artística em 1977, trabalhando no setor de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado, onde participou de pesquisas e montagens de exposições. 

Em 1979, realizou sua primeira exposição individual na Fundação de Arte de Ouro Preto. No início da década de 1980, integrou a Escola de Artes e Ofícios de Contagem, idealizada por Amilcar de Castro, ministrando aulas de desenho, pintura e criação de objetos para crianças carentes. 

Lucchesi é conhecido por suas obras que mesclam influências da arte popular e do barroco mineiro, utilizando cores vibrantes e formas geométricas. Suas pinturas frequentemente retratam fachadas de casas coloniais, igrejas e paisagens urbanas, refletindo sua conexão com a cultura e arquitetura de Minas Gerais. 

Ao longo de sua carreira, participou de diversas exposições coletivas e individuais, incluindo a 18ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1985, e a 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, em 1997. Suas obras integram acervos de importantes instituições, como o Museu de Arte da Pampulha e a Fundação Clóvis Salgado. 

Em 2021, Lucchesi prestou homenagem ao artista Alberto da Veiga Guignard, conhecido por suas representações de flores, criando obras que dialogam com esse tema e reforçam a influência de Guignard em sua produção artística.

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Fernando Lucchesi | Itaú Cultural

Fernando Luiz Lucchesi Cunha (Belo Horizonte, Minas Gerais, 1955). Desenhista, pintor, artista intermídia. Em 1977 trabalha no setor de artes plásticas da Fundação Clóvis Salgado em Belo Horizonte.

Participa de sua primeira exposição coletiva, A Paisagem Mineira, em 1977. Dois anos depois, realiza sua primeira exposição individual na Fundação de Arte de Ouro Preto. Em 1983, integra a Escola de Artes e Ofícios de Contagem, Minas Gerais, idealizada por Amilcar de Castro (1920 - 2002), onde ministra aulas de desenho, pintura e objetos para crianças carentes da cidade. Em 1989, muda-se para Ouro Preto, onde no ano seguinte, durante a Semana Santa, realiza uma exposição a céu aberto, cobrindo com banners as fachadas das casas. Volta a residir em Belo Horizonte em 1995, e passa a realizar pinturas constituídas sobretudo por pequenos toques circulares do pincel. Muda-se novamente para Ouro Preto em 1997 e monta seu ateliê. Fixa residência em Nova Lima, na região de Belo Horizonte em 1999.

Críticas

"A convergência do páthos primitivo e do gozo barroco reinstaura, no cenário de Lucchesi, os painéis míticos das grutas, a festa de cores das favelas, o ritmo berrante das ruas, o rito perpétuo das manifestações em que o Brasil se projeta na multiplicidade dos apelos visuais. Quando a arte se debate na crise da identidade e da intenção, o artista redimensiona o compromisso de Tarsila do Amaral. Ela redescobriu as ´cores caipiras´: ele se apropria do espaço dramático em que as cores populares erguem suas catedrais. Através de ambos, a força transfiguradora do povo se torna base de novas propostas para a arte brasileira. Ao intuir a vida como encadeamento de manifestações precárias, Fernando Lucchesi não somente elabora o conceito que permeia sua performance plástico-visual como clarifica estruturas sitiadas pelo caos civilizatório de seu país, confrontado entre o arcaísmo e a sofisticação tecnológica. Apoiadas igualmente no precário, essas estruturas representam a base de sobrevivência do brasileiro anônimo e dimensionam sua única opção para o exercício criativo" — Angelo Oswaldo (Oswaldo, Angelo. A redenção da precariedade: Fernando Lucchesi. Bienal Internacional de São Paulo, 18. ,1985. Catálogo geral. p. 219).

"Desenhista e pintor, Fernando Lucchesi vem se dedicando especialmente ao objeto, voltado para as amplas possibilidades do fazer que descobre nas artes e tradições populares. O objeto havia surgido do próprio desenho, na sugestão de formas concretas e paisagens geometrizadas. Deixando a tela e o papel, essas formas foram refazendo sua linguagem através da incorporação de novos elementos propostos pelo cotidiano. Reciclando artesanatos do cotidiano mineiro, ele chegou ao altar monumental apresentado na mostra Precariedade e Criação, realizada no Museu da Pampulha. (...) Distantes regiões do Oriente também transparecem no oratório festivo de Minas. O espectador ingressa no espaço ritual e celebra a arte enquanto obra intemporal do fazer" — Ângelo Oswaldo (MODERNIDADE: arte brasileira do século XX. Prefácio de Celso Furtado. Apresentação de Pierre Dossa. Organizado pelo Ministério da Cultura, Brasília e Câmara do Comércio. Texto de Aracy Amaral. São Paulo: MAM; Paris: Musée d´Art Moderne de la Ville de Paris, 1988).

Acervos

  • Acervo Instituto Itaú Cultural - São Paulo SP

  • Coleção Gilberto Chateaubriand - MAM RJ

  • Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes - Belo Horizonte MG

  • Museu de Arte da Pampulha - Belo Horizonte MG

Exposições Individuais

1979 - Ouro Preto MG - Individual, na Fundação de Arte de Ouro Preto - Faop

1981 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1985 - Belo Horizonte MG - Individual, no Espaço Cultural Cemig

1986 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria do Centro Cultural Candido Mendes. Pequena Galeria

1988 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1990 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Cidade

1991 - Ouro Preto MG - Individual, no Anexo do Museu da Inconfidência

1991 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria de Arte Bdmg

1991 - Brasília DF - Individual, no Centro Cultural Thomas Jefferson

1991 - Brasília DF - Individual, na Embaixada dos Estados Unidos da América

1992 - Belo Horizonte MG - Individual, no Espaço Cultural Caixa Econômica Federal

1992 - Belo Horizonte MG - Individual, na Omni Galeria de Arte

1993 - Ouro Preto MG - Individual, no Museu Casa Guignard

1993 - Ouro Preto MG - Individual, no Anexo do Museu da Inconfidência

1993 - Belo Horizonrte MG - Individual, no Fernando Pedro Escritório de Arte

1994 - Paris (França) - Individual, na Galerie Debret

1994 - São Paulo SP - Individual, no Ccsp

1995 - Pouso Alegre MG - Cozinha de Calder, no Galpão Pouso Alegre

1995 - São Paulo SP - Minerações, no LR Escritório de Arte

1997 - Mariana MG - Individual, no Museu Alphonsus de Guimaraens

1998 - Belo Horizonte MG - Individual, na Quadrum Galeria de Arte

1998 - Belo Horizonte MG - Individual, na AM Galeria

1999 - Goiânia GO - Fernando Lucchesi: Pinturas, na Marina Potrich Galeria de Arte

1999 - Belo Horizonte MG - Fernando Lucchesi: Pinturas, na Manoel Macedo Galeria de Arte

2000 - São Paulo SP - Individual, na Marília Razuk Galeria de Arte

2000 - Belo Horizonte MG - Circuito Atelier, Fernando Lucchesi, no Centro Cultural Ufmg

2000 - Jaboatão dos Guararapes PE - Individual, na Aria Galeria de Arte

Exposições Coletivas

1977 - Belo Horizonte MG - A Paisagem Mineira, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1979 - Belo Horizonte MG - Artistas Mineiros, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1979 - Rio de Janeiro RJ - Artistas Mineiros, na Funarte. Galeria Rodrigo Mello Franco de Andrade

1980 - Belo Horizonte MG - Coletiva, na Galeria Grupo Corpo

1980 - Belo Horizonte MG - Coletiva, no Museu de Arte da Pampulha - MAP

1980 - Belo Horizonte MG - Figuração Selvagem, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1981 - Belo Horizonte MG - Coletiva com Marco Tulio Resende, Eymard Brandão e Carlos Wolney Soares, na Omni Art Galeria

1983 - Belo Horizonte MG - 15º Salão Nacional de Arte

1983 - Belo Horizonte MG - Precariedade e Criação, no MAP

1984 - Belo Horizonte MG - Considerações, na Biblioteca Pública de Minas Gerais

1984 - Belo Horizonte MG - Da Natureza à Construção, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1984 - Belo Horizonte MG - 1º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1984 - Belo Horizonte MG - Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1984 - Brasília DF - Arte na Rua 2

1984 - Niterói RJ - Oito ou Oitenta, na Universidade Federal Fluminense - UFF

1984 - Rio de Janeiro RJ - As Novas Tendências e a Novíssima Geração, no MAM/RJ

1984 - Rio de Janeiro RJ - Como Vai Você, Geração 80?, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage - EAV/Parque Lage

1984 - São Paulo SP - Dez Artistas Mineiros, no MAC/USP

1985 - Rio de Janeiro RJ - O Visual do Rock, MAM/RJ

1985 - São Paulo SP - 16º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - artista convidado

1986 - Belo Horizonte MG - 9º Salão Nacional de Artes Plásticas Sudeste - Fundação Clóvis Salgado, no Palácio das Artes

1987 - Paris (França) - Modernidade: Art Brésilien du XXème. Siècle, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris

1988 - Belo Horizonte MG - Escultura e Objeto em Minas Gerais, no Palácio das Artes

1988 - São Paulo SP - Modernidade: arte brasileira do século XX, no MAM/SP

1989 - Belo Horizonte MG - Iluminações, no Centro Cultural da Ufmg

1990 - Belo Horizonte MG - Cem Anos de Van Gogh, na Pace Arte Galeria

1991 - Belo Horizonte MG - BR/80: Pintura Brasil Década 80, no Núcleo de Informática e Cultura Belo Horizonte

1991 - São Paulo SP - BR/80 Pintura Brasil Década 80, no Itaú Cultural

1992 - Belo Horizonte MG - Ícones da Utopia, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1994 - Ouro Preto MG - A Arte do Objeto - 26º Festival de Inverno da Ufmg, no Anexo do Museu da Inconfidência

1994 - Ouro Preto MG - A Identidade Virtual, no Anexo do Museu da Inconfidência

1994 - Ouro Preto MG - Amor, Doce Coração da Minha Vida, no Museu Casa Guignard

1994 - Belo Horizonte MG - Exposição Comemorativa dos 5 anos do Fernando Pedro Escritório de Arte, no Museu Mineiro

1994 - Belo Horizonte MG - Construção e Arte, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1994 - São Paulo SP - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas, no Ccsp

1995 - São Paulo SP - Minerações, na LR Escritório de Arte

1995 - Belo Horizonte MG - Fernando Velloso e Fernando Lucchesi, na Galeria Grupo Corpo

1995 - São Paulo SP - Mercado de Arte Nº 4, na Galeria Ricardo Camargo

1995 - Lisboa (Portugal) - Coletiva, no Mosteiro dos Jerónimos

1996 - Madri (Espanha) - Cinco Artistas Mineiros, na Casa de América

1996 - Viçosa MG - Mostra Coletiva de Artistas Mineiros, no Campus da Universidade Federal de Viçosa - UFV

1996 - São Paulo SP - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/SP

1996 - Rio de Janeiro - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1996 - Salvador BA - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/BA

1997 - Belo Horizonte MG - Cinco Artistas Mineiros, no Espaço de Exposições Ponteio Lar Shopping

1997 - Belo Horizonte MG - Prospecções: arte nos anos 80 e 90, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1997 - Belo Horizonte MG - Escultura no Museu, no Museu de Arte da Pampulha

1997 - Belo Horigonte MG - Coletiva, na AM Galeria

1997 - Goiânia GO - Brasilidade: coletânea de artistas brasileiros, na Galeria de Arte Marina Potrich

1997 - Porto Alegre RS - 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, na Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul

1997 - Rio de Janeiro RJ - Quinze Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1997 - São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Belo Horizonte MG - Ouro Preto 300 Anos Depois, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

1998 - Vitória ES - Ouro Preto 300 Anos Depois, no Centro Cultural de Vitória

1998 - Brasília DF - Ouro Preto 300 Anos Depois, no Ministério das Relações Exteriores - MRE

1998 - Goiânia GO - Ouro Preto 300 Anos Depois, na Fundação Jaime Câmara

1998 - Ouro Preto MG - Ouro Preto 300 Anos Depois, no Museu Casa dos Contos. Centro de Estudos do Ciclo do Ouro

1998 - Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Itaugaleria

1998 - Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Itaugaleria

1999 - Belo Horizonte MG - 10 Anos Centro Cultural Ufmg, no Centro Cultural Ufmg

1999 - São Paulo SP - Marcos Benjamim, Fernando Lucchesi, Marco Tulio Resende, na Marília Razuk Galeria de Arte

1999 - Tiradentes MG - 2º Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes

1999 - São Paulo SP - Coletiva, na Marília Razuk Galeria de Arte

1999 - Belo Horizonte MG - 10 Anos Centro Cultural UFMG, no Centro Cultural Ufmg

2000 - Belo Horizonte MG - Ars Brasilis, na Galeria de Arte do Minas Tênis Clube.

2000 - Belo Horizonte MG - Belo Horizonte-Leiria: Um encontro de culturas, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

2000 - Belo Horizontes MG - Bravas Gentes Brasileiras, na Fundação Clóvis Salgado. Palácio das Artes

2000 - Belo Horizonte MG - Mostra do Gabinete de Arte, no Museu Histórico Abílio Barreto

2000 - Leiria (Portugal) - Belo Horizonte-Leiria: um encontro de culturas, na Galeria 57 - Arte Contemporânea

2000 - São Paulo SP - Marcos Coelho Benjamim, José Bento e Fernando Lucchesi, no MuBE

2001 - São Paulo SP - Trajetória da Luz na Arte Brasileira, no Itaú Cultural

2003 - Petrópolis RJ - Via BR 040 - longo trecho em aclive, na Plataforma Contemporânea do Museu Imperial

2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte

2004 - Rio de Janeiro RJ - Onde Está Você, Geração 80?, no Ccbb

Fonte: FERNANDO Lucchesi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 11 de fevereiro de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Fernando Lucchesi homenageia as famosas flores de Guignard | Estado de Minas

No ano em que ganhou duas biografias – Guignard: anjo mutilado”, de Marcelo Bortoloti (Cia. das Letras), e “Balões, vida e tempo de Guignard, de João Perdigão (Autêntica) –, o artista plástico fluminense definitivamente ligado a Minas Gerais é homenageado também com uma exposição.

Quarenta e uma telas de Fernando Lucchesi fazem parte da mostra “Flores para Guignard, em cartaz na Errol Flynn Galeria de Arte, em Belo Horizonte. A maioria das pinturas foi produzida entre 2020 e 2021.

“O MAIOR” 

Autor do texto de apresentação da exposição, o crítico Olívio Tavares de Araújo chama a atenção para o fato de as obras lembrarem que Guignard “foi um grande pintor de flores, creio que o maior, na arte moderna brasileira”.

O crítico chama a atenção para o “tecido pictórico” das flores trabalhadas por Lucchesi. “É de ver-se o virtuosismo, a fluência, a firmeza e a (pelo menos aparente) espontaneidade com que sua mão sai riscando, desenhando, pontuando, decorando ritmicamente toda a superfície, com a preciosidade (não preciosismo) de um perfeito ourives. Só o mais apurado senso de medida e de cor impede a confusão. Pelo contrário, tudo parece (ou melhor: acaba sendo) absolutamente organizado.”

Mineiro de Belo Horizonte, Fernando Lucchesi, assim como Guignard, morou em Ouro Preto. Muitas das telas expõem, em meio à flora, o casario e as igrejas históricas, ainda que estejam em segundo plano nesta série.

O artista está em atividade desde o fim da década de 1970. Ao longo dos anos 1980, além das pinturas, dedicou-se a objetos e instalações de origem devocional, que trazem a influência da cultura popular e erudita mineira, revelando o passado barroco.

Em 1989, Lucchesi se instalou em Ouro Preto, onde, no ano seguinte, durante a semana santa, realizou exposição a céu aberto, cobrindo com banners as fachadas das casas. Voltou a residir em Belo Horizonte em 1995, quando passou a realizar pinturas constituídas por toques circulares do pincel – tanto obras de pequeno formato quanto de grandes dimensões.

Fonte: Estado de Minas. Publicado em 24 de agosto de 2021. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

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Fernando Lucchesi presta homenagem a Guignard | Diário do Comércio

Aos 66 anos, 44 de carreira, um dos maiores nomes das artes plásticas mineiras, Fernando Lucchesi, lança uma exposição de pinturas da série “Flores para Guignard”, com obras inéditas em homenagem a Alberto da Veiga Guignard. Nos quadros, o artista mineiro e autodidata, retrata o universo de Guignard, ao pincelar as flores fantásticas e cenários do saudoso mestre.

A mostra fica em cartaz na Errol Flynn Galeria de Arte, de 18 de agosto a 18 de setembro, com visitação presencial, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e sábado, das 9h às 14h. Em virtude da pandemia, haverá limitação de público e obrigatoriedade da aferição de temperatura, uso de máscaras e disponibilização de recipientes com álcool em gel durante o percurso da mostra.

Guignard sempre esteve presente na minha vida. Fui apresentado (presenteado) a ele pelo meu avô, aos dez anos de idade. Na época, eu pintava em cima dos desenhos que o meu avô me mostrava, e foi ali que percebi o meu dom para a pintura. Esta série é mais do que uma homenagem, é uma pequena mostra da representatividade que Guignard teve e sempre terá na minha arte”, diz Fernando Lucchesi, que teve forte influência do seu avô materno, com quem convivia na infância durante as idas na oficina de marcenaria e artesania, e do pai, que era mestre de obras e o levava para ajudar na pintura das casas que construía.

“Flores para Guignard traz 41 quadros em pintura acrílica sobre tela e pintados pelo artista ao longo dos últimos seis anos, no seu ateliê, em Nova Lima. Fernando Lucchesi conta que os quadros foram inspirados nas flores de Guignard, mas não as retratam literalmente. “As telas revelam a minha imaginação sobre o universo de Guignard, a partir da observação pessoal sobre as suas obras, em especial as flores. Em cada quadro eu exponho as minhas sensações e impressões, que se fundem com as flores e as paisagens presentes na vida de Guignard, explica.

Errol Flynn, que assina a curadoria da exposição, diz que as obras fazem um passeio pela vida de Guignard, a partir do imaginário de Fernando Lucchesi, desconhecido pelo público. “O título da série nos lembra que Guignard foi um grande pintor de flores, talvez o maior na arte moderna brasileira. Mas a sua obra reside com mais força nas paisagens de Minas. Este trabalho do Lucchesi traz um olhar muito sensível e diferenciado, que consegue unir as duas facetas de Guignard: as flores e a riqueza histórica das cidades mineiras, em especial, Ouro Preto”, define o curador.

Universos – Para o escritor José Roberto Melo, mais que dissertar sobre a obra de Guignard, a série mostra o desejo de Lucchesi de evidenciar os fenômenos que cercam a história do seu mestre. “Lucchesi nos convida para um passeio e uma incursão, não às paisagens que Guignard pintou de Ouro Preto, mas ao interior mesmo do ambiente onírico da cidade envolta em brumas que ele criou como pouquíssimos. O que é apenas névoa e fogo passa a ser um emaranhado de flores e desenhos, num cenário onírico e inédito como na obra homenageada, com a ressalva de que, agora, a paisagem esboçada é vista por dentro. Tudo como se o artista nos convidasse a penetrar naquele que foi um dos mais profícuos, fecundos e criativos universos dentre os muitos que Guignard, com a sua genialidade, explorou”, diz.

Olívio Tavares de Araújo, um dos mais premiados e importantes críticos de arte do Brasil, define o novo trabalho de Lucchesi como uma bela surpresa, um fenômeno notável de pintura. “Mesmo que uma ou outra tela possa vir da realidade observada, a maioria são puras invenções, sempre sobre uma cenografia mágica que remete ao mundo de Guignard. Este conjunto me foi uma revelação, não só de pintura como também de uma riquíssima, surpreendente imaginação. Observem os quadros, detenham-se nos muitos detalhes ampliados. Tenho certeza de que haverá aí, para todos, uma verdadeira revelação. Eu posso assegurar que Guignard também, onde quer que se encontre, está felicíssimo com a qualidade da homenagem que recebeu.”

Fonte: Diário do Comércio. Publicado em 14 de agosto de 2021. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

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Fernando Lucchesi apresenta exposição inédita 'Flores para Guignard' | O Tempo

Aos 66 anos, 44 de carreira, um dos maiores nomes das artes plásticas mineiras, Fernando Lucchesi lança uma exposição de pinturas da série “Flores para Guignard”, com obras inéditas em homenagem a Alberto da Veiga Guignard. Nos quadros, o artista mineiro e autodidata, retrata o universo de Guignard, ao pincelar as flores fantásticas e cenários do saudoso mestre.

A mostra fica em cartaz na Errol Flynn Galeria de Arte até o dia 18 de setembro, com visitação presencial, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, e sábado, das 9h às 14h. Em virtude da pandemia, haverá limitação de público e obrigatoriedade da aferição de temperatura, uso de máscaras e disponibilização de recipientes com álcool em gel durante o percurso da mostra.

Guignard sempre esteve presente na minha vida. Fui apresentado (presenteado) a ele pelo meu avô, aos 10 anos de idade. Na época, eu pintava em cima dos desenhos que o meu avô me mostrava, e foi ali que percebi o meu dom para a pintura. Esta série é mais do que uma homenagem, é uma pequena mostra da representatividade que Guignard teve e sempre terá na minha arte”, diz Fernando Lucchesi, que teve forte influência do seu avô materno, com quem convivia na infância durante as idas na oficina de marcenaria e artesania, e do pai, que era mestre de obras e o levava para ajudar na pintura das casas que construía.

“Flores para Guignard” traz 41 quadros em pintura acrílica sobre tela e pintados pelo artista ao longo dos últimos 6 anos, no seu ateliê, em Nova Lima. Fernando Lucchesi conta que os quadros foram inspirados nas flores de Guignard, mas não as retratam literalmente. “As telas revelam a minha imaginação sobre o universo de Guignard, a partir da observação pessoal sobre as suas obras, em especial as flores. Em cada quadro eu exponho as minhas sensações e impressões, que se fundem com as flores e as paisagens presentes na vida de Guignard”, explica.

Errol Flynn, que assina a curadoria da exposição, “diz que as obras fazem um passeio pela vida de Guignard, a partir do imaginário de Fernando Lucchesi, desconhecido pelo público. “O título da série nos lembra que Guignard foi um grande pintor de flores, talvez o maior na arte moderna brasileira. Mas a sua obra reside com mais força nas paisagens de Minas. Este trabalho do Lucchesi traz um olhar muito sensível e diferenciado, que consegue unir as duas facetas de Guignard: as flores e a riqueza histórica das cidades mineiras, em especial, Ouro Preto”, define o curador.

Para o escritor José Roberto Melo, mais que dissertar sobre a obra de Guignard, a série mostra o desejo de Lucchesi de evidenciar os fenômenos que cercam a história do seu mestre. “Lucchesi nos convida para um passeio e uma incursão, não às paisagens que Guignard pintou de Ouro Preto, mas ao interior mesmo do ambiente onírico da cidade envolta em brumas que ele criou como pouquíssimos. O que é apenas névoa e fogo passa a ser um emaranhado de flores e desenhos, num cenário onírico e inédito como na obra homenageada, com a ressalva de que, agora, a paisagem esboçada é vista por dentro. Tudo como se o artista nos convidasse a penetrar naquele que foi um dos mais profícuos, fecundos e criativos universos dentre os muitos que Guignard, com a sua genialidade, explorou”, diz.

Olívio Tavares de Araújo, um dos mais premiados e importantes críticos de arte do Brasil, define o novo trabalho de Lucchesi como uma bela surpresa, um fenômeno notável de pintura. “Mesmo que uma ou outra tela possa vir da realidade observada, a maioria são puras invenções, sempre sobre uma cenografia mágica que remete ao mundo de Guignard. Este conjunto me foi uma revelação, não só de pintura como também de uma riquíssima, surpreendente imaginação. Observem os quadros, detenham-se nos muitos detalhes ampliados. Tenho certeza de que haverá aí, para todos, uma verdadeira revelação. Eu posso assegurar que Guignard também, onde quer que se encontre, está felicíssimo com a qualidade da homenagem que recebeu.”

Fernando Lucchesi

Fernando Luiz Lucchesi Cunha nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais, em 18 de setembro de 1955. Embora não tenha frequentado nenhuma escola de Belas Artes, desde jovem mostrou-se interessado pela pintura e por objetos, observando a produção de artesãos mineiros em viagens pelo interior. A experiência de desenhista durante o período de serviço militar no Exército foi também marcante. O irmão Eduardo representou um apoio fundamental em sua formação. Finalizou-lhe um curso técnico de desenho arquitetônico e de cálculo estrutural, compartilhando seus interesses e estimulando-lhe a vocação.

Fonte: O tempo. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

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Livro recupera a trajetória do mineiro Fernando Lucchesi nas artes plásticas | Portal UAI

Uma geleia geral. É assim que o artista plástico Fernando Lucchesi define o livro que acaba de sair pela Editora C/Arte e que reúne suas principais obras. A publicação, que será lançada na quinta-feira, na Galeria de Arte Dotart, apresenta a trajetória de Lucchesi e traz inúmeros trabalhos entre desenhos, objetos e pinturas, como as das séries Africanas e Árvore da vida. “São várias décadas de trajetória e não seguem uma linearidade. Está tudo junto e misturado. Tive a ideia do livro e convidei Walter Sebastião (crítico e jornalista do Estado de Minas) para escrever o texto com todo o material que eu tinha nas mãos”, conta.

Há cerca de 18 anos, Fernando Lucchesi produziu um trabalho semelhante, mas acredita que o livro atual está mais completo. “É um projeto bem executado, bem feito, bem escrito e não teve muita invenção de moda”, resume. A publicação, amplamente ilustrada e que teve incentivo do Ministério da Cultura, com patrocínio da Cemig, é composta por 204 páginas, no formato 27cm x 29cm, com acabamento encadernado.

A obra pode ser adquirida no site da Editora C/Arte (www.comarte.com) e nas principais livrarias do Brasil, ao preço promocional de R$ 80.

Além do lançamento do livro, na quinta, Lucchesi vai abrir sua exposição, na Galeria Dotart, que é justamente o eixo da publicação. “É uma instalação. Peguei alguns móveis pessoais, objetos de artesanato da minha coleção e pintei tudo de azul. A instalação completa é muito grande e mede uns 4m de altura e cerca de 13m x 9m, mas para essa mostra devem entrar apenas uns 50%. Mesmo assim dá para se ter uma noção do que é o motivo do livro. É um caixote de madeira”, explica o artista.

No texto intitulado O finito e o infinito, Walter Sebastião lembra que “a obra de Fernando Lucchesi, à primeira vista, surge de um foco comum: uma trama de linhas, pontos, matérias, cor. Espessa o suficiente inclusive para ser percebida até como massa, já que carrega um elemento amorfo, do qual os pontos, unipresentes no Espaço, podem ser elementos iluminadores. Que, no confronto com a estrutura basicamente de horizontais e verticais (muitas vezes triângulos, retângulos, alguns quadrados, raros círculos), ordena-se tal qual notas numa partitura. Elementos que, combinados, adquirem múltiplas configurações. Sejam pinturas, desenhos, objetos ou instalações”.

Geração 80

Nascido em Belo Horizonte, Fernando Lucchesi é artista autodidata e um dos representantes do movimento Como vai você, geração 80?. Seu trabalho evidencia características da arquitetura colonial e barroca, influência dos anos vividos na cidade de Ouro Preto. Sua pintura é considerada uma das mais vigorosas da arte brasileira. Para esta nova exposição, Lucchesi preparou pinturas inéditas, uma série especial de gravuras e objetos. A linguagem diversificada sempre foi uma característica do artista, que desliza tranquilamente entre as pinturas, objetos e desenhos, utilizando-se de materiais diversos, como a madeira e o cobre.

Fonte: Portal UAI. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

Crédito fotográfico: Djair Galvão. Consultado pela última vez em 11 de fevereiro de 2025.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

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