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Chanina

Chanina Luwisz Szejnbejn (16 de outubro de 1927, Zofjowce, Polônia — 26 de novembro de 2012, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil), mais conhecido como Chanina Luwisz, foi um pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor polonês naturalizado brasileiro. Emigrou para o Brasil ainda criança, fixando-se em Belo Horizonte, onde construiu sólida trajetória artística. Em 1946 ingressou no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte (atual Escola Guignard), onde foi aluno de Alberto da Veiga Guignard e Franz Weissmann. Aperfeiçoou-se em gravura com Anna Letycia, litografia com João Quaglia e composição com Fayga Ostrower. Paralelamente, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1955. Sua obra transita entre o figurativo e o imaginário lírico, marcada pelo uso expressivo da cor, atmosferas poéticas e um universo simbólico povoado por figuras humanas, palhaços, cavalos e paisagens oníricas. Recebeu, em 1984, a Medalha da Inconfidência, importante honraria concedida pelo Governo de Minas Gerais. Participou de exposições e salões relevantes, incluindo o Panorama de Arte Atual Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e possui obras em coleções públicas e privadas no Brasil.

Chanina | Arremate Arte

Chanina Luwisz Szejnbejn nasceu em 16 de outubro de 1927, em Zofjowce, na Polônia, e imigrou para o Brasil ainda na infância, estabelecendo-se em Belo Horizonte, cidade que se tornaria o eixo central de sua vida e produção artística.

Em 1946, ingressou no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte, atual Escola Guignard, onde foi aluno de Alberto da Veiga Guignard e Franz Weissmann. A convivência com esses mestres foi determinante para a consolidação de sua linguagem, aliando rigor técnico e liberdade expressiva. Ao mesmo tempo, aprofundou-se na gravura em metal com Anna Letycia, na litografia com João Quaglia e na composição com Fayga Ostrower, absorvendo referências fundamentais da arte moderna brasileira. 

Paralelamente à formação artística, graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1955, exercendo a profissão sem abandonar a produção artística, uma dualidade que revela disciplina intelectual e sensibilidade estética.

Desde os anos 1950, participou de salões e exposições relevantes, inserindo-se no circuito artístico nacional. Sua obra desenvolve-se entre o figurativo e o imaginário poético, explorando personagens, palhaços, figuras humanas, cavalos e paisagens que emergem como metáforas da condição humana. O uso de uma paleta marcante, criaram atmosferas vibrantes e cenários de forte carga emocional. Seu universo pictórico revela fantasia, memória e introspecção, configurando uma linguagem singular dentro da tradição modernista mineira.

Além de pintor, atuou como gravador, ilustrador e professor, contribuindo para a formação de novas gerações de artistas em Minas Gerais. Em reconhecimento à sua relevância cultural, recebeu, em 1984, a Medalha da Inconfidência, honraria que reforça sua importância no cenário artístico do estado.

Com uma trajetória que atravessa mais de cinco décadas, Chanina Luwisz consolidou-se como um dos nomes expressivos da arte moderna mineira, articulando formação acadêmica sólida, intensa produção pictórica e um imaginário próprio que equilibra fantasia e profundidade emocional. 


Chanina Luwisz | Itaú Cultural

Chanina Luwisz Szejnbejn (Zofjowce, Polônia, 1927 - Belo Horizonte, Minas Gerais, 2012). Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor. Emigra para o Brasil com seus pais, aos nove anos de idade, estabelecendo-se em Belo Horizonte. Cursou gravura em metal com Anna Letycia (1929), litografia com João Quaglia (1928) e composição com Fayga Ostrower (1920-2001), na mesma cidade, em meados de 1940.

Em 1946, estudou pintura e desenho com Guignard (1896-1962) e escultura com Franz Weissmann (1921), no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte, hoje Escola Guignard. Naquele mesmo ano, ingressou no curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), formando-se em 1955. Paralelamente ao exercício da medicina, dedica-se às atividades artísticas e ao ensino, tornando-se professor de pintura na Escola Guignard. Faz capas de livros e ilustrações, especialmente para o Suplemento Literário do Diário Oficial de Minas Gerais.

Em 1984, é premiado com a medalha da Inconfidência, comenda concedida pelo governo de Minas Gerais a personalidades que contribuem para a projeção da cultura mineira.

Análise

A obra pictórica de Chanina caracteriza-se por intenso colorismo e apoia-se numa abordagem em que a fantasia é a tônica dominante. Os temas de suas pinturas são os mais variados, incluindo paisagens, figuras, palhaços, cavalos e retratos, entre outros. Ao longo de sua carreira, Chanina também fez algumas incursões pela abstração lírica, em trabalhos como Abstração (1964) e O Sonho (1988).

Para o ensaísta Isaías Golgher, a gama de cores presente nesses trabalhos se harmoniza com a forma, pois sua função não seria apenas decorativa. Por outro lado, o tema das cidades imaginárias, que permeia décadas da produção de Chanina, Festa em BH (1955) e Noite de São João no Interior (1999) são exemplos, mostra os vínculos de sua pintura com a obra de Guignard, com quem estudou em 1946. Algumas lições deixadas pelo mestre marcam fortemente sua obra: o grafismo, a linha como elemento decorativo e a cor modulada nas figuras e muitas vezes na paisagem.

Segundo a artista Yara Tupynambá (1932), também aluna de Guignard, é recorrente nos trabalhos de Chanina a conciliação do uso da cor homogênea, no primeiro plano, com a liberdade do traço, no fundo. Além disso, o artista retoma de Guignard o emprego da transparência nas cores, o uso dos azuis e a delicadeza dos meios tons, vazados por um lirismo onírico. A todas essas características Chanina acrescenta ainda algo da fantasia poética de Marc Chagall (1887-1985).

Críticas

"A pintura de Chanina fala. Com seus tons vivos, nítidos, inconfundíveis mas, principalmente, pela riqueza, sempre mais ou menos fantástica, do conteúdo formal. Chanina não gosta de retratar o que quer ou quem quer que seja, embora saiba fazê-lo de maneira excelente, nas poucas vezes em que concede à objetividade o privilégio de disciplinar-lhe a fantasia: seu forte é a percepção de um opulento, formidável, espantoso mundo interior que impõe sua presença, que se extravasa irresistivelmente sobre a realidade externa e a despedaça. Sua pintura, em qualquer tentativa ou fase definida, não é jamais abstrata, nem fotográfica. É sempre uma ´visão chanínica´, muito pessoal, filha de inegável originalidade artística, tesouro interior de alguém profunda, e talvez, desconcertantemente humano" — Malomar Lund Edelweiss (CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir, org. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Apresentação de Maria Alice Barroso. Brasília: MEC/INL, 1973-1980. (Dicionários especializados, 5)).

"A origem judaica, a formação e convivência em Minas, o ofício da medicina: na confluência dessas forças, o pintor Chanina realiza uma obra fortemente humanista, densa, dramática, carregada de uma sensibilidade peculiar, não se descartando de um certo lirismo que corresponde, dentro de sua visão-de-mundo, ao reconhecimento das próprias possibilidades redentoras da arte. O expressionismo que marcará toda a sua obra - figurativa ou não - tem origem nas próprias raízes culturais do artista que, como em Chagall, sobrepondo-se ao sentimento trágico da vida, há de fazer de sua pintura: poesia. Lírico, Chanina pinta com o coração, fazendo fluir, da malha de acentuados grafismos, iluminada pelo magnífico colorido, a constelação de imagens-símbolos que rompem os limites da realidade para aninhar-se nos páramos de fantásticas regiões. Suas personagens míticas - mulheres com pombas e flores, cavaleiros medievais, cavalos estelares e feiticeiros - e as suas paisagens mineiras e de outros reinos, tudo se inscreve dentro desse círculo de sonho e fantasia, que a cor e o rico tessituramento da matéria pictórica mais acentuam" — Márcio Sampaio (SAMPAIO, Márcio. Chanina. Suplemento Literário Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 22, n. 1095, p. 3, 5 mar. 1988. Edição especial).

Exposições Individuais

1971 - Individual de Chanina

1972 - Individual de Chanina

1974 - 1975 - Individual de Chanina

1977 - Individual de Chanina

1979 - Individual de Chanina

1982 - Chanina : retrospectiva da obra, 1952-1982

1988 - Individual de Chanina

2004 - Chanina

Exposições Coletivas

1952 - 7º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1953 - 2º Salão Universitário de Arte

1954 - Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1964 - 14 Artistas Mineiros

1964 - Artistas Mineiros

1964 - Retratos

1966 - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Vitória

1966 - 21º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1966 - 3º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal

1966 - 23º Salão Paranaense de Belas Artes

1966 - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas

1967 - Artistas Brasileiros

1967 - 16º Salão Nacional de Arte Moderna

1967 - 22º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1967 - 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira

1967 - 9ª Bienal de São Paulo

1967 - 24º Salão Paranaense de Belas Artes

1968 - 17º Salão Nacional de Arte Moderna

1969 - 7 Artistas na AIB

1969 - 8º Prêmio Internacional de Desenho Joan Miró

1969 - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira

1969 - 18º Salão Nacional de Arte Moderno

1969 - 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1970 - 5º Festival de Inverno de Ouro Preto

1970 - Salão do 9º Prêmio Internacional de Desenho Joan Miró

1970 - 19º Salão Nacional de Arte Moderna

1971 - Artistas Mineiros 60 e 70

1971 - 28º Salão Paranaense

1972 - 11º Prêmio Internacional de Desenho Joan Miró

1973 - Dom Quixote

1974 - Galeria Guignard Apresenta o Tema: Cristo

1976 - Exposição dos Murais das Escolas Municipais de Belo Horizonte

1976 - 25º Salão Nacional de Arte Moderna

1977 - Feira Anual de Arte

1977 - Brasiliana

1977 - A Paisagem Mineira

1977 - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira

1979 - Mostra dos Murais das Escolas Municipais

1979 - Desenho Mineiro

1979 - Aquarela no Brasil

1979 - 2º Salão de Artes Plásticas do Conselho Estadual de Cultura

1981 - Homenagem a Guignard

1981 - 8º Salão Global de Inverno

1981 - 8º Salão Global de Inverno

1981 - 8º Salão Global de Inverno

1989 - Caminhos da Liberdade

1990 - Arte e Medicina

1996 - A Cidade e o Artista: dois centenários

1996 - Consolidação da Modernidade em Belo Horizonte

1996 - Improviso para Guignard

1997 - Alunos de Guignard em Contagem

Exposições Póstumas

2017 - Tempos de Ver: paisagens do XX ao XXI

2018 - O moderno que eu faço – narrativas da experiência

2019 - Exposição e Leilão Beneficente

Fonte: CHANINA. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


Cesar Romero: Fantasia e cor | Correio 24 horas

Chanina Luwisz Szejnbejc era de origem polonesa – judaica e a partir da adolescência começou a desenvolver seu trabalho plástico visual com temas líricos, sonhados, anexando a cultura mineira. Chanina era um homem introspectivo, avesso aos meios de comunicação. Acreditava que sua fala era através da arte. Quando verbalizava algo era de forma cética e por vezes ácida. Morreu poucos meses depois de combinar a realização do livro que leva apenas o seu nome: Chanina. O prefácio é de Manfred Leyerer, diretor financeiro da Vallourec. Com ensaio crítico de Jacob klintowitz, 288 páginas, fotografias de Júlio Hübner, primoroso projeto gráfico de Clara Gontijo. A coordenação do projeto ficou aos cuidados de Robson Soares, a versão para o inglês por Eneida e Stephen Latham e patrocínio da Vallourece com apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do governo de Minas Gerais. Nascido na Polônia em 1927, aos 9 anos chegou ao Brasil com sua família, fixando-se em Minas Gerais. Dez anos mais tarde entrou para a Escola de Arte de Belo Horizonte, onde foi aluno de Alberto da Veiga Guignard. Embora oftalmologista exerceu por pouco tempo a profissão, dedicou toda sua vida às artes plásticas. O livro tem alto padrão de luxo, farto material fotográfico.Jacob klintowitz um dos mais conceituados críticos de artes do país aborda Chanina em alguns aspectos: o universo conceitual e mítico onde ele habita (págs. 24 a 27) e a maneira especial como faz isso. Valoriza a intuição, as singulares percepções, os mitos e a ausência de um pensamento racional. A exaltação de outras civilizações, reconhecendo as diferenças e o que se assemelha num cuidadoso processo de pesquisa. Klintowitz apresenta (págs. 32 a 39) as relações evidentes, as influências sobre Chanina de Marc Chagall e Alberto da Veiga Guignard. Com o primeiro insistiu na pintura, numa época em que ela foi intensamente questionada. Também trabalhou com um grande repertório de sonhos, lendas, transgredindo a fronteira das esferas visíveis e invisíveis. Deu-se uma imensa vastidão cromática, numa estrutura, formal, composta de modo visivelmente livre e espontâneo, tratando imagens com doçura e certa melancolia. Do professor Guignard ganhou o amor pela paisagem mineira, as montanhas das Minas Gerais, o barroco das cidadezinhas, as angulações dos casarios, suas personagens e o cotidiano. Há em Chanina o sentido do perceptível, construído do humano. Alguns assuntos se assemelharam, mas cada um interpreta a sua maneira. Nas páginas 209 a 227 há um resumo de ilustrações com poemas do artista, que abre uma brecha para o entendimento de sua forma de entender o mundo e a sua obra, capítulo intitulado Lirismo: Poemas e Imagens. Dentro destas observações, Chanina destaca Cantiga, um desenho com uma mulher de perfil em azul, envolta em folhagens e acima um coração vermelho suspenso no ar por dois anjos e do próprio punho registrou no centro. “Enquanto tu andas/no asfalto indiferente/flores amargas/anunciam/cantigas de amor’’. Esta série de desenhos/poemas mostra outro lado sensível do pintor que soube manejar palavras, tornando-as inquietas e que durante muito tempo circulou secretamente. Graças ao desprendimento de sua sobrinha Lilian Scheinbein, foi feito revelação.Klintowitz revela uma série de desenhos e pinturas que Chanina fez já debilitado fisicamente, buscando manter-se em atividade, que intitulou O Diário do Artista: Registro dos Últimos Tempos (págs. 269 a 283). Esta coleção é especial, reside o principal de seu alfabeto, o que restou quando tudo se tornou precário. Nesta luta, buscando reparação, o artista recupera ainda que parcialmente o domínio do seu fazer e ressurge a essência de sua obra e a autenticidade de seu universo pictural.Embora seu trabalho tenha sido desenvolvido em Minas Gerais, Chanina teve uma grande importância nas artes visuais de nosso país, deixando um legado importantíssimo que agora tem registro neste seu livro. Um documento pungente para a memória das artes visuais no Brasil.

Fonte: Correio 24 horas, “Cesar Romero: Fantasia e cor”, publicado em 12 de janeiro de 2014. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2026.


Tratos Culturais recebe exposição de Chanina | Instituto Francisca de Souza Peixoto

A exposição do artista plástico Chanina pode ser conferida no Espaço Tratos Culturais, no IFSP. A abertura aconteceu na quinta-feira, dia 15. São 98 telas impregnadas de um colorido que cria um ambiente de sonho/delírio na obra do artista. O pintor polonês, que veio morar no Brasil ainda criança, é considerado um dos mais representativos artistas da chamada Geração Guignard, com trabalhos reconhecidos internacionalmente.

Chanina Luwisz Szejnbejn nasceu em 1927 na Polônia e emigrou para Belo Horizonte, com seus pais, aos nove anos de idade. Em 1946 ele ingressou na escola de arte então dirigida por Guignard na capital mineira. O curador da exposição, Sérgio Pereira Silva, explica que a tônica dominante na obra do artista é a fantasia. “As mulheres de Chanina são as mais expressivas que já vi. É o que tem de forte na sua arte, elas têm um olhar penetrante e trazem lembranças de sua infância”.

Em muitas obras, percebe-se a clara influência da arte africana. Exemplos são os quadros “Máscaras”, e “Lembrança do carnaval passado”. Em alguns momentos, a textura da pincelada lembra o expressionismo de Van Gogh, como em “Auto Retrado”, de 1965. O pintor Carlos Bracher, presente na abertura da exposição, lembrou a importância de Van Gogh para os artistas do século XX. “Posso dizer que ele é um deus”.

O colaborador do laboratório têxtil da CIC, Cléber Resende Martins, encontrou na exposição um momento de descontração. “Às vezes as pessoas não sabem o que o IFSP tem para oferecer. Cada vez que venho aqui me surpreendo”, disse. A exposição “Chanina” está em cartaz no espaço Tratos Culturais, no Instituto Francisca de Souza Peixoto, até o dia 23 de outubro. A entrada é gratuita.

Fonte: Instituto Francisca de Souza Peixoto, “Tratos Culturais recebe exposição de Chanina”. Publicado em 16 de setembro de 2025. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2026.


Pintor Chanina morre aos 85 anos | Estado de Minas Gerais

O pintor Chanina morreu na madrugada desta segunda-feira, dia 26 de novembro, aos 85 anos. Há mais de um ano estava doente, com uma hérnia que se complicou após uma cirurgia. Nos últimos dias teve infeção generalizada e um derrame. Seu velório foi acompanhado pelos familiares e poucos amigos. A marchand Lucienne Amantea estava lá e conta que, no último ano, praticamente não viu o artista. Ele sumiu da galeria. Acredita ela que por causa da saúde. Mas a última notícia que teve foi de que usou este tempo para pintar. "Deixou muitos quadros". Nascido na Polônia, em 1927, Chanina chegou a Belo Horizonte, com os pais, aos nove anos de idade. Aqui encontrou, em 1946, ao ingressar na escola dirigida pelo mestre Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) um porto seguro. Antes já havia se formado em medicina. "Foi um grande colorista. Sabia trabalhar a cor de maneira extraordinária. Mantém este lado judaico presente também no pintor Chagall, mas, ao mesmo tempo, (Chanina) preserva algo mineiro, como uma forma vagarosa de ver a vida recoberta de signos próprios das Minas Gerais", conclui o crítico Márcio Sampaio.

Fonte: Estado de Minas Gerais, “Pintor Chanina morre aos 85 anos”. Escrito por Sérgio Rodrigo Reis, publicado em 27 de novembro de 2012. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2026.

Crédito fotográfico: Arco Iris Gerais. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2025.

Chanina Luwisz Szejnbejn (16 de outubro de 1927, Zofjowce, Polônia — 26 de novembro de 2012, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil), mais conhecido como Chanina Luwisz, foi um pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor polonês naturalizado brasileiro. Emigrou para o Brasil ainda criança, fixando-se em Belo Horizonte, onde construiu sólida trajetória artística. Em 1946 ingressou no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte (atual Escola Guignard), onde foi aluno de Alberto da Veiga Guignard e Franz Weissmann. Aperfeiçoou-se em gravura com Anna Letycia, litografia com João Quaglia e composição com Fayga Ostrower. Paralelamente, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1955. Sua obra transita entre o figurativo e o imaginário lírico, marcada pelo uso expressivo da cor, atmosferas poéticas e um universo simbólico povoado por figuras humanas, palhaços, cavalos e paisagens oníricas. Recebeu, em 1984, a Medalha da Inconfidência, importante honraria concedida pelo Governo de Minas Gerais. Participou de exposições e salões relevantes, incluindo o Panorama de Arte Atual Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e possui obras em coleções públicas e privadas no Brasil.

Chanina

Chanina Luwisz Szejnbejn (16 de outubro de 1927, Zofjowce, Polônia — 26 de novembro de 2012, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil), mais conhecido como Chanina Luwisz, foi um pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor polonês naturalizado brasileiro. Emigrou para o Brasil ainda criança, fixando-se em Belo Horizonte, onde construiu sólida trajetória artística. Em 1946 ingressou no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte (atual Escola Guignard), onde foi aluno de Alberto da Veiga Guignard e Franz Weissmann. Aperfeiçoou-se em gravura com Anna Letycia, litografia com João Quaglia e composição com Fayga Ostrower. Paralelamente, formou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais, em 1955. Sua obra transita entre o figurativo e o imaginário lírico, marcada pelo uso expressivo da cor, atmosferas poéticas e um universo simbólico povoado por figuras humanas, palhaços, cavalos e paisagens oníricas. Recebeu, em 1984, a Medalha da Inconfidência, importante honraria concedida pelo Governo de Minas Gerais. Participou de exposições e salões relevantes, incluindo o Panorama de Arte Atual Brasileira do Museu de Arte Moderna de São Paulo, e possui obras em coleções públicas e privadas no Brasil.

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Chanina: A arte de um sobrevivente polonês no Brasil | 2005

Chanina | Arremate Arte

Chanina Luwisz Szejnbejn nasceu em 16 de outubro de 1927, em Zofjowce, na Polônia, e imigrou para o Brasil ainda na infância, estabelecendo-se em Belo Horizonte, cidade que se tornaria o eixo central de sua vida e produção artística.

Em 1946, ingressou no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte, atual Escola Guignard, onde foi aluno de Alberto da Veiga Guignard e Franz Weissmann. A convivência com esses mestres foi determinante para a consolidação de sua linguagem, aliando rigor técnico e liberdade expressiva. Ao mesmo tempo, aprofundou-se na gravura em metal com Anna Letycia, na litografia com João Quaglia e na composição com Fayga Ostrower, absorvendo referências fundamentais da arte moderna brasileira. 

Paralelamente à formação artística, graduou-se em Medicina pela Universidade Federal de Minas Gerais em 1955, exercendo a profissão sem abandonar a produção artística, uma dualidade que revela disciplina intelectual e sensibilidade estética.

Desde os anos 1950, participou de salões e exposições relevantes, inserindo-se no circuito artístico nacional. Sua obra desenvolve-se entre o figurativo e o imaginário poético, explorando personagens, palhaços, figuras humanas, cavalos e paisagens que emergem como metáforas da condição humana. O uso de uma paleta marcante, criaram atmosferas vibrantes e cenários de forte carga emocional. Seu universo pictórico revela fantasia, memória e introspecção, configurando uma linguagem singular dentro da tradição modernista mineira.

Além de pintor, atuou como gravador, ilustrador e professor, contribuindo para a formação de novas gerações de artistas em Minas Gerais. Em reconhecimento à sua relevância cultural, recebeu, em 1984, a Medalha da Inconfidência, honraria que reforça sua importância no cenário artístico do estado.

Com uma trajetória que atravessa mais de cinco décadas, Chanina Luwisz consolidou-se como um dos nomes expressivos da arte moderna mineira, articulando formação acadêmica sólida, intensa produção pictórica e um imaginário próprio que equilibra fantasia e profundidade emocional. 


Chanina Luwisz | Itaú Cultural

Chanina Luwisz Szejnbejn (Zofjowce, Polônia, 1927 - Belo Horizonte, Minas Gerais, 2012). Pintor, desenhista, gravador, ilustrador e professor. Emigra para o Brasil com seus pais, aos nove anos de idade, estabelecendo-se em Belo Horizonte. Cursou gravura em metal com Anna Letycia (1929), litografia com João Quaglia (1928) e composição com Fayga Ostrower (1920-2001), na mesma cidade, em meados de 1940.

Em 1946, estudou pintura e desenho com Guignard (1896-1962) e escultura com Franz Weissmann (1921), no Instituto de Belas Artes de Belo Horizonte, hoje Escola Guignard. Naquele mesmo ano, ingressou no curso de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), formando-se em 1955. Paralelamente ao exercício da medicina, dedica-se às atividades artísticas e ao ensino, tornando-se professor de pintura na Escola Guignard. Faz capas de livros e ilustrações, especialmente para o Suplemento Literário do Diário Oficial de Minas Gerais.

Em 1984, é premiado com a medalha da Inconfidência, comenda concedida pelo governo de Minas Gerais a personalidades que contribuem para a projeção da cultura mineira.

Análise

A obra pictórica de Chanina caracteriza-se por intenso colorismo e apoia-se numa abordagem em que a fantasia é a tônica dominante. Os temas de suas pinturas são os mais variados, incluindo paisagens, figuras, palhaços, cavalos e retratos, entre outros. Ao longo de sua carreira, Chanina também fez algumas incursões pela abstração lírica, em trabalhos como Abstração (1964) e O Sonho (1988).

Para o ensaísta Isaías Golgher, a gama de cores presente nesses trabalhos se harmoniza com a forma, pois sua função não seria apenas decorativa. Por outro lado, o tema das cidades imaginárias, que permeia décadas da produção de Chanina, Festa em BH (1955) e Noite de São João no Interior (1999) são exemplos, mostra os vínculos de sua pintura com a obra de Guignard, com quem estudou em 1946. Algumas lições deixadas pelo mestre marcam fortemente sua obra: o grafismo, a linha como elemento decorativo e a cor modulada nas figuras e muitas vezes na paisagem.

Segundo a artista Yara Tupynambá (1932), também aluna de Guignard, é recorrente nos trabalhos de Chanina a conciliação do uso da cor homogênea, no primeiro plano, com a liberdade do traço, no fundo. Além disso, o artista retoma de Guignard o emprego da transparência nas cores, o uso dos azuis e a delicadeza dos meios tons, vazados por um lirismo onírico. A todas essas características Chanina acrescenta ainda algo da fantasia poética de Marc Chagall (1887-1985).

Críticas

"A pintura de Chanina fala. Com seus tons vivos, nítidos, inconfundíveis mas, principalmente, pela riqueza, sempre mais ou menos fantástica, do conteúdo formal. Chanina não gosta de retratar o que quer ou quem quer que seja, embora saiba fazê-lo de maneira excelente, nas poucas vezes em que concede à objetividade o privilégio de disciplinar-lhe a fantasia: seu forte é a percepção de um opulento, formidável, espantoso mundo interior que impõe sua presença, que se extravasa irresistivelmente sobre a realidade externa e a despedaça. Sua pintura, em qualquer tentativa ou fase definida, não é jamais abstrata, nem fotográfica. É sempre uma ´visão chanínica´, muito pessoal, filha de inegável originalidade artística, tesouro interior de alguém profunda, e talvez, desconcertantemente humano" — Malomar Lund Edelweiss (CAVALCANTI, Carlos; AYALA, Walmir, org. Dicionário brasileiro de artistas plásticos. Apresentação de Maria Alice Barroso. Brasília: MEC/INL, 1973-1980. (Dicionários especializados, 5)).

"A origem judaica, a formação e convivência em Minas, o ofício da medicina: na confluência dessas forças, o pintor Chanina realiza uma obra fortemente humanista, densa, dramática, carregada de uma sensibilidade peculiar, não se descartando de um certo lirismo que corresponde, dentro de sua visão-de-mundo, ao reconhecimento das próprias possibilidades redentoras da arte. O expressionismo que marcará toda a sua obra - figurativa ou não - tem origem nas próprias raízes culturais do artista que, como em Chagall, sobrepondo-se ao sentimento trágico da vida, há de fazer de sua pintura: poesia. Lírico, Chanina pinta com o coração, fazendo fluir, da malha de acentuados grafismos, iluminada pelo magnífico colorido, a constelação de imagens-símbolos que rompem os limites da realidade para aninhar-se nos páramos de fantásticas regiões. Suas personagens míticas - mulheres com pombas e flores, cavaleiros medievais, cavalos estelares e feiticeiros - e as suas paisagens mineiras e de outros reinos, tudo se inscreve dentro desse círculo de sonho e fantasia, que a cor e o rico tessituramento da matéria pictórica mais acentuam" — Márcio Sampaio (SAMPAIO, Márcio. Chanina. Suplemento Literário Minas Gerais, Belo Horizonte, v. 22, n. 1095, p. 3, 5 mar. 1988. Edição especial).

Exposições Individuais

1971 - Individual de Chanina

1972 - Individual de Chanina

1974 - 1975 - Individual de Chanina

1977 - Individual de Chanina

1979 - Individual de Chanina

1982 - Chanina : retrospectiva da obra, 1952-1982

1988 - Individual de Chanina

2004 - Chanina

Exposições Coletivas

1952 - 7º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1953 - 2º Salão Universitário de Arte

1954 - Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1964 - 14 Artistas Mineiros

1964 - Artistas Mineiros

1964 - Retratos

1966 - 1º Salão Nacional de Artes Plásticas de Vitória

1966 - 21º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1966 - 3º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal

1966 - 23º Salão Paranaense de Belas Artes

1966 - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas

1967 - Artistas Brasileiros

1967 - 16º Salão Nacional de Arte Moderna

1967 - 22º Salão de Belas Artes da Cidade de Belo Horizonte

1967 - 3º Salão de Arte Religiosa Brasileira

1967 - 9ª Bienal de São Paulo

1967 - 24º Salão Paranaense de Belas Artes

1968 - 17º Salão Nacional de Arte Moderna

1969 - 7 Artistas na AIB

1969 - 8º Prêmio Internacional de Desenho Joan Miró

1969 - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira

1969 - 18º Salão Nacional de Arte Moderno

1969 - 1º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1970 - 5º Festival de Inverno de Ouro Preto

1970 - Salão do 9º Prêmio Internacional de Desenho Joan Miró

1970 - 19º Salão Nacional de Arte Moderna

1971 - Artistas Mineiros 60 e 70

1971 - 28º Salão Paranaense

1972 - 11º Prêmio Internacional de Desenho Joan Miró

1973 - Dom Quixote

1974 - Galeria Guignard Apresenta o Tema: Cristo

1976 - Exposição dos Murais das Escolas Municipais de Belo Horizonte

1976 - 25º Salão Nacional de Arte Moderna

1977 - Feira Anual de Arte

1977 - Brasiliana

1977 - A Paisagem Mineira

1977 - 9º Panorama de Arte Atual Brasileira

1979 - Mostra dos Murais das Escolas Municipais

1979 - Desenho Mineiro

1979 - Aquarela no Brasil

1979 - 2º Salão de Artes Plásticas do Conselho Estadual de Cultura

1981 - Homenagem a Guignard

1981 - 8º Salão Global de Inverno

1981 - 8º Salão Global de Inverno

1981 - 8º Salão Global de Inverno

1989 - Caminhos da Liberdade

1990 - Arte e Medicina

1996 - A Cidade e o Artista: dois centenários

1996 - Consolidação da Modernidade em Belo Horizonte

1996 - Improviso para Guignard

1997 - Alunos de Guignard em Contagem

Exposições Póstumas

2017 - Tempos de Ver: paisagens do XX ao XXI

2018 - O moderno que eu faço – narrativas da experiência

2019 - Exposição e Leilão Beneficente

Fonte: CHANINA. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


Cesar Romero: Fantasia e cor | Correio 24 horas

Chanina Luwisz Szejnbejc era de origem polonesa – judaica e a partir da adolescência começou a desenvolver seu trabalho plástico visual com temas líricos, sonhados, anexando a cultura mineira. Chanina era um homem introspectivo, avesso aos meios de comunicação. Acreditava que sua fala era através da arte. Quando verbalizava algo era de forma cética e por vezes ácida. Morreu poucos meses depois de combinar a realização do livro que leva apenas o seu nome: Chanina. O prefácio é de Manfred Leyerer, diretor financeiro da Vallourec. Com ensaio crítico de Jacob klintowitz, 288 páginas, fotografias de Júlio Hübner, primoroso projeto gráfico de Clara Gontijo. A coordenação do projeto ficou aos cuidados de Robson Soares, a versão para o inglês por Eneida e Stephen Latham e patrocínio da Vallourece com apoio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do governo de Minas Gerais. Nascido na Polônia em 1927, aos 9 anos chegou ao Brasil com sua família, fixando-se em Minas Gerais. Dez anos mais tarde entrou para a Escola de Arte de Belo Horizonte, onde foi aluno de Alberto da Veiga Guignard. Embora oftalmologista exerceu por pouco tempo a profissão, dedicou toda sua vida às artes plásticas. O livro tem alto padrão de luxo, farto material fotográfico.Jacob klintowitz um dos mais conceituados críticos de artes do país aborda Chanina em alguns aspectos: o universo conceitual e mítico onde ele habita (págs. 24 a 27) e a maneira especial como faz isso. Valoriza a intuição, as singulares percepções, os mitos e a ausência de um pensamento racional. A exaltação de outras civilizações, reconhecendo as diferenças e o que se assemelha num cuidadoso processo de pesquisa. Klintowitz apresenta (págs. 32 a 39) as relações evidentes, as influências sobre Chanina de Marc Chagall e Alberto da Veiga Guignard. Com o primeiro insistiu na pintura, numa época em que ela foi intensamente questionada. Também trabalhou com um grande repertório de sonhos, lendas, transgredindo a fronteira das esferas visíveis e invisíveis. Deu-se uma imensa vastidão cromática, numa estrutura, formal, composta de modo visivelmente livre e espontâneo, tratando imagens com doçura e certa melancolia. Do professor Guignard ganhou o amor pela paisagem mineira, as montanhas das Minas Gerais, o barroco das cidadezinhas, as angulações dos casarios, suas personagens e o cotidiano. Há em Chanina o sentido do perceptível, construído do humano. Alguns assuntos se assemelharam, mas cada um interpreta a sua maneira. Nas páginas 209 a 227 há um resumo de ilustrações com poemas do artista, que abre uma brecha para o entendimento de sua forma de entender o mundo e a sua obra, capítulo intitulado Lirismo: Poemas e Imagens. Dentro destas observações, Chanina destaca Cantiga, um desenho com uma mulher de perfil em azul, envolta em folhagens e acima um coração vermelho suspenso no ar por dois anjos e do próprio punho registrou no centro. “Enquanto tu andas/no asfalto indiferente/flores amargas/anunciam/cantigas de amor’’. Esta série de desenhos/poemas mostra outro lado sensível do pintor que soube manejar palavras, tornando-as inquietas e que durante muito tempo circulou secretamente. Graças ao desprendimento de sua sobrinha Lilian Scheinbein, foi feito revelação.Klintowitz revela uma série de desenhos e pinturas que Chanina fez já debilitado fisicamente, buscando manter-se em atividade, que intitulou O Diário do Artista: Registro dos Últimos Tempos (págs. 269 a 283). Esta coleção é especial, reside o principal de seu alfabeto, o que restou quando tudo se tornou precário. Nesta luta, buscando reparação, o artista recupera ainda que parcialmente o domínio do seu fazer e ressurge a essência de sua obra e a autenticidade de seu universo pictural.Embora seu trabalho tenha sido desenvolvido em Minas Gerais, Chanina teve uma grande importância nas artes visuais de nosso país, deixando um legado importantíssimo que agora tem registro neste seu livro. Um documento pungente para a memória das artes visuais no Brasil.

Fonte: Correio 24 horas, “Cesar Romero: Fantasia e cor”, publicado em 12 de janeiro de 2014. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2026.


Tratos Culturais recebe exposição de Chanina | Instituto Francisca de Souza Peixoto

A exposição do artista plástico Chanina pode ser conferida no Espaço Tratos Culturais, no IFSP. A abertura aconteceu na quinta-feira, dia 15. São 98 telas impregnadas de um colorido que cria um ambiente de sonho/delírio na obra do artista. O pintor polonês, que veio morar no Brasil ainda criança, é considerado um dos mais representativos artistas da chamada Geração Guignard, com trabalhos reconhecidos internacionalmente.

Chanina Luwisz Szejnbejn nasceu em 1927 na Polônia e emigrou para Belo Horizonte, com seus pais, aos nove anos de idade. Em 1946 ele ingressou na escola de arte então dirigida por Guignard na capital mineira. O curador da exposição, Sérgio Pereira Silva, explica que a tônica dominante na obra do artista é a fantasia. “As mulheres de Chanina são as mais expressivas que já vi. É o que tem de forte na sua arte, elas têm um olhar penetrante e trazem lembranças de sua infância”.

Em muitas obras, percebe-se a clara influência da arte africana. Exemplos são os quadros “Máscaras”, e “Lembrança do carnaval passado”. Em alguns momentos, a textura da pincelada lembra o expressionismo de Van Gogh, como em “Auto Retrado”, de 1965. O pintor Carlos Bracher, presente na abertura da exposição, lembrou a importância de Van Gogh para os artistas do século XX. “Posso dizer que ele é um deus”.

O colaborador do laboratório têxtil da CIC, Cléber Resende Martins, encontrou na exposição um momento de descontração. “Às vezes as pessoas não sabem o que o IFSP tem para oferecer. Cada vez que venho aqui me surpreendo”, disse. A exposição “Chanina” está em cartaz no espaço Tratos Culturais, no Instituto Francisca de Souza Peixoto, até o dia 23 de outubro. A entrada é gratuita.

Fonte: Instituto Francisca de Souza Peixoto, “Tratos Culturais recebe exposição de Chanina”. Publicado em 16 de setembro de 2025. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2026.


Pintor Chanina morre aos 85 anos | Estado de Minas Gerais

O pintor Chanina morreu na madrugada desta segunda-feira, dia 26 de novembro, aos 85 anos. Há mais de um ano estava doente, com uma hérnia que se complicou após uma cirurgia. Nos últimos dias teve infeção generalizada e um derrame. Seu velório foi acompanhado pelos familiares e poucos amigos. A marchand Lucienne Amantea estava lá e conta que, no último ano, praticamente não viu o artista. Ele sumiu da galeria. Acredita ela que por causa da saúde. Mas a última notícia que teve foi de que usou este tempo para pintar. "Deixou muitos quadros". Nascido na Polônia, em 1927, Chanina chegou a Belo Horizonte, com os pais, aos nove anos de idade. Aqui encontrou, em 1946, ao ingressar na escola dirigida pelo mestre Alberto da Veiga Guignard (1896-1962) um porto seguro. Antes já havia se formado em medicina. "Foi um grande colorista. Sabia trabalhar a cor de maneira extraordinária. Mantém este lado judaico presente também no pintor Chagall, mas, ao mesmo tempo, (Chanina) preserva algo mineiro, como uma forma vagarosa de ver a vida recoberta de signos próprios das Minas Gerais", conclui o crítico Márcio Sampaio.

Fonte: Estado de Minas Gerais, “Pintor Chanina morre aos 85 anos”. Escrito por Sérgio Rodrigo Reis, publicado em 27 de novembro de 2012. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2026.

Crédito fotográfico: Arco Iris Gerais. Consultado pela última vez em 23 de fevereiro de 2025.

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