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Fani Bracher

Fani Maria Gomes Bracher (11 de junho de 1944, Coronel Pacheco, Brasil), mais conhecida como Fani Bracher, é uma pintora, desenhista e gravadora brasileira. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), cursou gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e passagens pelo Ateliê de Gravura da Fundação Álvares Penteado, em São Paulo. Ao longo de sua carreira, estabeleceu conexões fundamentais com a cena artística de Ouro Preto, especialmente através do convívio e parceria com seu marido, o pintor Carlos Bracher, sofrendo influências do expressionismo mineiro e mantendo diálogo com o legado modernista brasileiro. Reconhecida por suas características marcantes, que incluem uma paleta de cores dominada por tons terrosos, cinzas e matizes sombrios, aplicados em texturas densas e composições que exploram a temática de minérios, janelas e a ação do tempo sobre a matéria. Recebeu o prestigiado Prêmio de Viagem ao Exterior pelo Salão Nacional de Belas Artes e diversas medalhas em salões oficiais pelo país. Atualmente, suas obras podem ser visitadas em instituições de prestígio, como o Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, o Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), além do emblemático Ateliê Casa Bracher, em Ouro Preto.

Fani Brecher | Arremate Arte

Fani Maria Gomes Bracher, mais conhecida como Fani Bracher, é uma pintora brasileira, nascida em 11 de junho de 1947, na Fazenda Experimental de Coronel Pacheco, Minas Gerais. Cresceu cercada pelas paisagens rurais da Zona da Mata mineira, e essa vivência com a terra marcou profundamente sua forma de ver e sentir o mundo. Antes de se tornar artista, formou-se em jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Em 1968, casou-se com o pintor Carlos Bracher e os dois partiram juntos para a Europa. Viveram em Portugal e na França, onde Fani frequentou ateliês, visitou museus e estudou história da arte. Passou por países como Dinamarca, Suécia, Alemanha, Holanda e Inglaterra, e morou em Paris por mais de um ano. Foi nesse período que sua visão artística ganhou forma e profundidade.

De volta ao Brasil, o casal se estabeleceu em Ouro Preto, cidade onde Fani vive e trabalha até hoje. Foi lá que ela começou a pintar de verdade, em 1973, e onde construiu toda a sua trajetória como artista.

Ao longo da carreira, Fani nunca se limitou a um único tipo de expressão. Além das pinturas a óleo, ela criou bordados, assemblages — colagens com objetos do cotidiano, como restos de tinta, madeiras e garrafas, e grandes painéis murais. Sua arte é marcada por uma busca do que é permanente: as paisagens, as formas e as cores que resistem ao tempo.

Realizou mais de 30 exposições individuais no Brasil e em países como Argentina, França, Peru e Colômbia. Ganhou 14 prêmios de pintura e seu trabalho foi registrado em 34 livros de arte. Em 1995, o livro lançado sobre sua obra recebeu o Prêmio Jabuti, o maior reconhecimento literário do Brasil.

Já com 75 anos, Fani subiu em uma escada e começou a pintar as paredes da casa da família em Piau, cidade da Zona da Mata onde sua mãe nasceu. O que começou como uma intervenção se transformou em 13 grandes murais, um retorno às raízes e uma das fases mais vibrantes de toda a sua vida artística.


Fani Bracher | Itaú Cultural

Fani Maria Gomes Bracher (Coronel Pacheco MG 1947). Pintora e jornalista. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF, inicia sua atividade artística em 1967. Em 1968, casa-se com o pintor Carlos Bracher (1940). Viaja pela Europa e Estados Unidos, entre 1968 e 1971. Em Portugal freqüenta o ateliê do pintor Almada Negreiros (1893-1970) e participa do curso de História da Arte com o crítico Mário Gonçalves e José Augusto França. Reside em Paris (França) de agosto de 1969 a dezembro de 1970. Em 1971, de volta ao Brasil,  se estabelece-se  em Ouro Preto MG. Em 1995, faz uma retrospectiva na Galeria do Centro Cultural Cemig, no Rio de Janeiro, quando também é lançado o livro Fani Bracher que recebe o Prêmio Jabuti e o Prêmio Fernando Pini, pelo acabamento gráfico,  como  melhor livro de arte do ano.

Críticas

"A grande qualidade da pintura de Fani Bracher, a mais importante, e até mesmo geradora de tantas outras qualidades, é a sua independência. É nela que a artista se apóia, e sempre se apoiou, para armar, em meio a todo um complexo de sugestões visuais, desde os segredos do atelier de Carlos Bracher, ao forte cenário barroco que ela transita quotidianamente, um território extremamente pessoal e individualizado. Assim, no interior desta disputa, circunstancialmente predisposta a transcorrer acidentada por forte e permanente circuito de influências, não se identificam resquícios que venham romper a massa de sua especificidade. Por exemplo, as paisagens que a artista formula, sutilmente escorrem dos contornos de Ouro Preto e de Minas desvendando uma geografia não conhecida. O casario, as naturezas-mortas, as flores, inspiram-se nos traços de uma arquitetura não convencional. Assim foi desde quando a artista soletrava as primeiras cores. Assim é hoje quando se formaliza plenamente amadurecida. Na presente mostra, afloram algumas importantes mudanças na produção de Fani: em primeira instância, bem visível, o abandono nos tons terrosos, da comedida (...) gama de azuis e amarelos para uma paleta mais fria, mais densa, mais soturna. Também as delimitações de espaço anteriormente armadas por um acentuado grafismo tendem a se dissolver. Este processo de diluição, que não se relaciona apenas às intervenções gráficas, mas se divulga por todo o espaço, faz com que a pintura de Fani se abeire, neste momento, ao abstracionismo" — Celma Alvim (LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984-).

". . . Talvez pareça fora de propósito falar de inquietação com referência a uma pintura de cores frias e composição que situa as formas num espaço de eternidade. Em seus quadros a impressão que se tem é de que o tempo não flui e que cada casa, cada tronco, cada flor, parece recortado do espaço natural e fixado numa dimensão em que nada se deteriora. Mas é exatamente nesta busca do permanente que se revela a inquietação da artista, e que, em que pese as aparências, está presente em seus quadros, nos elementos objetivos e subjetivos que os constituem. De fato, essa busca do permanente é também, em Fani, a busca da própria linguagem pictórica, ou seja, ela procura eliminar de seus objetos temáticos o que é circunstancial e particular, a fim de pôr à mostra o que é permanente e universal"Ferreira Gullar (BRACHER, Fani. Fani Bracher: pinturas 1987/1988. Ouro Preto: Museu da Inconfidência, 1988).

Depoimentos

"Os campos lavrados de Barbacena são no início os temas de minha pintura. Talvez estivessem aí os verdes da Zona da Mata que preencheram  meu olhar na infância, e a minha ida para outra Minas - a de ferro - me mostrou essa diferença. 

Depois fiquei cinco anos  pintando mineração, aquela região entre  Conselheiro Lafaiete  e Congonhas do Campo. A seguir,  veio uma temporada pintando pedras, que era mais ou menos ainda dentro das mineirações (...) Tenho a perfeita consciência  da minha  impotência diante destas minas revolvidas das minerações, das pedras,  cactus, nuvens e ossos - são temas que não tem adornos nem adereços - encerram em si a beleza" — Fani Bracher (BRACHER, Fani. [Depoimento]. In: Comartevirtual.  Disponível em: www. comartevirtual. com. br. Acesso em: 14 set. 2001).

Exposições Individuais

1980: Individual de Fani Bracher

1982: Individual de Fani Bracher

1985: Individual de Fani Bracher

1988: Fani Bracher (Ouro Preto, MG)

1988: Fani Bracher: pinturas 1987/88

1989: Individual de Fani Bracher

1991: Fani Bracher: pinturas 1988/91

Exposições Coletivas

1977: 9º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1978: 1º Salão Nacional de Artes Plásticas

1979: 2º Salão Nacional de Artes Plásticas

1980: 3º Salão Nacional de Artes Plásticas

1981: 34º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco

1981: 4º Salão Nacional de Artes Plásticas

1984: Salão Nacional de Artes Plásticas de Goiânia

1984: 1º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado

1985: 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão (Itinerância: março a junho)

1985: 2º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado

1985: 12º Salão de Arte Contemporânea de Campinas

1985: 17º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1987: 19º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1989: 7º Salão Paulista de Arte Contemporânea

1992: Premiados nos Salões de Arte Contemporânea de Campinas

1992: 7º Salão Brasileiro de Arte

1992: Terra/Minas/Terra

1992: Paisagem de Minas

1994: A Identidade Virtual

1994: 1º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas

1995: Brasil-Japão Arte

1995: Exposição Inaugural Nuance Galeria de Arte

1996: Duas Vezes Minas: Fani Bracher e Carlos Bracher (Rio de Janeiro)

1996: Improviso para Guignard

2000: Carlos Bracher e Fani Bracher

2002: Tesouros da Caixa: mostra do acervo artístico da Caixa

2003: Mulheres

2003: Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa

2008: Bracher e Bracher

2018: 2ª Bienal das Artes do SESC

2018: Pintura Mineira: recorte

Fonte: FANI Bracher. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 07 de abril de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


Fani Brecher | Wikipédia

Fani Bracher (Juiz de Fora, 11 de junho de 1947) é uma pintora e desenhista brasileira. Mineira de raízes lusas, Fani fez faculdade de jornalismo em Juiz de Fora e lá começou a pintar, em 1967. Em 1968 casou-se com o pintor Carlos Bracher e, juntos, viajaram para a Europa. Viveram em Portugal e na França, onde Fani frequentou o ateliê do pintor Almada Negreiros e se aprofundou em estudos de História da Arte com os críticos José Augusto França e Mário Gonçalves. Na volta ao Brasil, em 1970, fixou residência em Ouro Preto, onde mantém um ateliê e continua sua produção artística até hoje. Fani foi premiada em coletivas e salões, entre eles o II Salão Nacional de Artes Plásticas, em Goiânia; o II Salão de Arte Moderna de Juiz de Fora; e o XII Salão de Arte Contemporânea, em Campinas. Além disso, integrou também várias exposições temáticas coletivas, tanto no Brasil quanto em países como Argentina, Uruguai, Peru, Colômbia, Guiana Francesa, Jamaica e França. Em 2021, completou 77 anos e foi homenageada com o documentário "A Casa Verde de Todas as Cores", dirigido por sua filha, Blima Bracher, que traça um panorama de sua carreira a partir de uma série de 13 painéis pintados nas paredes da casa da família em Piau, na Zona da Mata de Minas Gerais.

Prêmios e Exposições

Fani Bracher recebeu prêmios em diversos salões de arte, incluindo o II Salão Nacional de Artes Plásticas em Goiânia e o II Salão de Arte Moderna de Juiz de Fora. Ela também teve a oportunidade de expor seu trabalho internacionalmente, incluindo mostras na França e em outros países da América Latina.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.


Fani Bracher retorna ao Museu da Inconfidência com exposição inédita de obras têxteis | Blima Bracher

Após quatro décadas de produção artística contínua e mais de cem exposições realizadas no Brasil e no exterior, a artista Fani Bracher apresenta sua segunda mostra individual no Museu da Inconfidência (MIN), em Ouro Preto, desde sua primeira participação na instituição, em 1988.

A exposição Pele e Osso será inaugurada no dia 13 de março, reunindo um conjunto de obras inéditas de sua mais recente produção têxtil. São 27 bordados e dois objetos, totalizando 29 peças: “Eu sempre gostei de bordar, não com a perfeição das bordadeiras, mas de fazer os meus zigues-zagues, minhas encruzilhadas…O meu avesso do avesso e das formas inusitadas que aparecem”

A realização da exposição no mês dedicado ao reconhecimento do protagonismo feminino reforça o compromisso do Museu com a valorização das mulheres na história, na vida e na arte, em diálogo com os desafios contemporâneos ainda presentes nesse campo. Pele e Osso apresenta obras sensíveis que reafirmam a prática da artista em territórios liminares, entre pintura, objeto e têxtil. Ao tensionar os limites entre técnica, suporte e linguagem, Fani Bracher constrói uma poética material que investiga o corpo, o tempo e a permanência. “Meu trabalho atual, com panos, retalhos, linhas e agulhas, sei como começo e nunca sei como termino. A agulha me guia e a linha segue. Penso em Machado de Assis, no apológo: ‘A agulha e a linha: Você fura o pano, nada mais, eu é que cozo, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados’.”

Fani, que trabalha embalada por músicas, busca uma interface com outras formas de arte: “Ouço o Gilberto Gil: ‘O linho e a linha: É a agulha do real nas mãos da fantasia, fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia a dia’.”

Com curadoria de Carla Cruz e expografia de Rachel Falcão, a mostra conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Ouro Preto. Segundo a curadora, “nesse conjunto de obras de Fani Bracher, a pele é mais do que um limite físico: ela se afirma como fronteira do ser. O tecido, enquanto epiderme simbólica recebe da artista o fio como quem recebe uma incisão ou um cuidado. Cada ponto marca a passagem do tempo, cada costura revela uma tentativa de permanência”.

Em entrevista, Fani Bracher destaca sua satisfação em retornar ao Museu da Inconfidência, instituição que considera fundamental para a cena histórica e cultural do país e parte constitutiva da paisagem de Ouro Preto — cidade que adotou desde o início de sua trajetória artística.

Sobre a artista

Nasceu na Fazenda Experimental em Coronel Pacheco Minas Gerais. Graduada em Jornalismo pela UFJF, em 1968 casou-se com o artista Carlos Bracher e juntos viajaram para a Europa, onde viveram por dois anos. Em Portugal fez cursos de História da Arte com o Crítico José Augusto França e Mário Gonçalves. Frequentou o atelier do Pintor Almada Negreiros e, na cidade do Porto conheceu a obra de Amadeu de Souza Cardoso. Depois de Portugal partiu em viagem de estudos pelos Museus da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Alemanha, Holanda, Bélgica e Inglaterra.

Fixou residência em Paris de agosto de 69 a dezembro de 70. Ainda na capital francesa participou ativamente do “Centro de Artes para estudantes e artistas americanos”, através do qual fez viagens de estudos a museus e galerias de Nova York e Washington. Na Espanha descobriu El Greco; em Toledo, Bosch; Goya em Madri; e Gaudí em Barcelona.

De volta ao Brasil estabeleceu-se em Ouro Preto onde começou a pintar em 1973. Entre 1973 e os dias atuais participou de várias exposições em Museus. Centros Culturais e Galerias de Arte no Brasil e no Japão. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e também no Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, Guiana Francesa, Jamaica e França. Sobre sua obra escreveram vários críticos entre eles: Celma Alvim, Rubem Braga, Wilson Coutinho, Roberto Pontual, George Racs, Ferreira Gullar, Flávio de Aquino, Walmir Ayala, Walter Sebastião, Marcelo Castilho Avellar, Frederico Moraes e Ângelo Oswaldo de Araújo.

Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em 34 livros de Arte. O livro Fani Bracher, de Frederico e Ronald Polito, editado pela Salamandra Consultoria e Editora S.A. obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; e o V Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, como o Melhor Livro de Arte. Tem ainda publicado o livro Fani Bracher, da C/Arte Editora, autoria de José Alberto Pinho Neves.

Atualmente a artista reside e trabalha na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Há cinco anos, realiza trabalho inédito com linhas e panos, buscando o reencontro com uma essência mais intimista do ser humano, em contraposição aos avanços por caminhos artificiais e midiáticos.

“Fani segue trabalhando

sem alarde. É suave e epifania

em suas obras.

Aqui o tempo é eternidade

e a placidez da aurora se confunde

com o intemporal da tarde”

Fonte: Blima Bracher, “Fani Bracher retorna ao Museu da Inconfidência com exposição inédita de obras têxteis”, publicado por Blima Bracher, em 24 de fevereiro de 2026. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.


Sempre um Papo recebe Carlos e Fani Bracher | Sempre um Papo

O Sempre Um Papo recebe o casal de artistas Carlos e Fani Bracher para uma conversa com Afonso Borges, no dia 27 de novembro, sábado, às 20h, com transmissão pelas redes sociais do Sempre Um Papo, e do Ateliê Casa Bracher. A live, cujo tema é “arte e amor”, será feita diretamente do Ateliê, em Ouro Preto.

O projeto Ateliê Casa Bracher (www.ateliecasabracher.com) foi lançado em 19 dezembro de 2020, data do aniversário de 80 anos de Carlos Bracher. Pela primeira vez, mais de 150 obras da coleção pessoal do casal de artistas Carlos e Fani Bracher estão disponíveis online, em site, tour virtual e redes sociais. O acervo fica localizado anexo ao casarão onde ambos residem há cinco décadas, na cidade histórica. Ao longo deste ano, uma série de eventos com a participação de artistas e de convidados vêm acontecendo nas redes sociais do Ateliê.

Em fevereiro de 2021, o casal completou 50 anos em Ouro Preto, cidade que até hoje os inspira em suas obras e união. “A nossa vida é muito bonita, vasta. Temos muitas histórias juntos. Convivemos o dia inteiro, trabalhamos em casa, é uma rotina diária dedicada a arte. Por isso, esse projeto é um grande presente”, diz Fani. Eles têm duas filhas, Blima (jornalista) e Larissa (atriz); e um neto, Valentim.

Sobre Fani Bracher

Fani Bracher nasceu na Fazenda Experimental em Coronel Pacheco, Minas Gerais. Graduada em jornalismo pela UFJF. Em 1968 casa-se com o artista Carlos Bracher e juntos viajam para a Europa, onde residem por dois anos. Em Portugal, fez cursos de história da arte com os críticos José Augusto França e Mário Gonçalves. Frequentou o atelier do pintor Almada Negreiros. Na cidade do Porto, conheceu a obra de Amadeu de Souza Cardoso. Depois de Portugal, partiu em viagem de estudos pelos Museus da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Alemanha, Holanda, Bélgica e Inglaterra.

Fixou residência em Paris de agosto de 1969 a dezembro de 1970. Ainda na capital francesa, participou ativamente do “Centro de Artes para estudantes e artistas americanos”. De volta ao Brasil, estabeleceu-se em Ouro Preto, onde começa a pintar em 1973. A partir desta data, participou de várias exposições em museus, centros culturais e galerias de arte no Brasil e no Japão. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e também no Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, Guiana Francesa, Jamaica e França. Sobre sua obra escreveram vários críticos, como Celma Alvim, Rubem Braga, Wilson Coutinho, Roberto Pontual, George Racs, Ferreira Gullar, Flávio de Aquino, Walmir Ayala, Walter Sebastião, Marcelo Castilho Avellar, Frederico Moraes e Ângelo Oswaldo de Araújo Santos.

Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em 34 livros de arte. O livro “Fani Bracher”, de Frederico e Ronald Polito (editora Salamandra Consultoria e Editora SA) obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o V Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, como “Melhor Livro de Arte”.  Tem ainda publicado o livro “Fani Bracher”,  (C/Arte Editora), de autoria de José Alberto Pinho Neves.

Sobre Carlos Bracher

Mineiro de Juiz de Fora e descendente de suíços, Carlos Bracher nasce em 1940, fruto de uma família de artistas. Autodidata, fez sua primeira exposição na cidade natal em 1960, com seus irmãos Nívea e Décio, também pintores. Em 1964, em temporada de viagens para estudos artísticos com Nívea, Carlos descobre Ouro Preto, cidade que elege para viver e retratar. Com apenas 27 anos, ganha o disputado “Prêmio de Viagem ao Exterior” – concedido pelo Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e considerado láurea máxima a um pintor brasileiro. Casa-se com Fani Bracher e partem juntos para dois anos de residência na Europa. Em viagens de estudos artísticos vão a Lisboa, São Petersburgo e Moscou.

Em 1980, Bracher foi um dos escolhidos para o importante “Prêmio Hilton de Pintura” como um dos artistas que mais se destacaram na década de 70 (ao lado de João Câmara, Siron Franco, Tomie Ohtake e outros). Intitulada “Pintura Sempre” e com curadoria de Olívio Tavares de Araújo, sua primeira retrospectiva ocorreu em 1989, ocupando em temporadas, significativos espaços de cultura em sete capitais do país. Realizou grandes séries de pinturas: “Do Ouro ao Aço”, “Brasília”, “Petrobras” e “Tributo a Aleijadinho”.

Entre 2014, a mostra “Bracher – Pintura & Permanência” percorreu as quatro unidades do CCBB (Rio, São Paulo, Brasília e BH). No CCBB de Belo Horizonte, a mostra bateu recorde de público de um artista nacional, recebendo ao todo quase 600 mil visitantes. A exposição foi contemplada com Destaque Especial no Prêmio Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) – 2015. Sobre seu trabalho já foram publicados sete livros e realizados dezenas de filmes e documentários. Bracher é um dos artistas brasileiros mais citados em publicações de pintura no país.

Fonte: Sempre um Papo, “Sempre um Papo recebe Carlos e Fani Bracher”. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.


Artista plástica Fani Bracher ganha documentário ao completar 77 anos | Correio Brasiliense

A artista plástica mineira Fani Bracher celebra a passagem dos 77 anos de vida com muitos projetos de arte. Hoje, o Atelier Casa Bracher apresenta o documentário inédito A casa verde de todas as cores, dirigido por Blima Bracher, filha de Fani. O vídeo traça um panorama da carreira de Fani a partir do trabalho mais recente, a série de 13 painéis pintados nas paredes da casa da família em Piau, na Zona da Mata de Minas Gerais.

A série incorpora as experimentações de Fani, iniciadas em 2019, quando começou a fazer intervenções artísticas nos móveis e objetos da casa. Os 75 anos que tinha na época não impediram Fani de subir em uma escada e desenhar as paredes com pinturas abstratas e coloridas, numa extensão de 30 metros quadrados. As obras são o tema do documentário, produzido no mês de maio.

Tudo teve início quando Fani resolveu pintar vários objetos cotidianos com a técnica do craquelê. Fez intervenções estéticas em cadeiras, baús, espelhos, geladeiras e azulejos. Ela conta que começou pintando um lugar de tratar passarinhos, que era do seu pai. Em seguida, foi para o depósito de lenha. Na sequência, atacou as paredes.

Nos quadros a óleo, Fani costuma utilizar, de maneira dominante, os tons cinza e preto. Mas os painéis se impregnaram de cores fulgurantes. Ela perdeu o pudor das cores, mistura até laranja com roxo e dá certo.

Fonte: Correio Braziliense, “Artista plástica Fani Bracher ganha documentário ao completar 77 anos", publicado por Severino Francisco, em 11 de junho de 2021. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.

Crédito fotográfico: ArtRio, imagem de Fani Bracher por Larissa Bracher. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.

Fani Maria Gomes Bracher (11 de junho de 1944, Coronel Pacheco, Brasil), mais conhecida como Fani Bracher, é uma pintora, desenhista e gravadora brasileira. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), cursou gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e passagens pelo Ateliê de Gravura da Fundação Álvares Penteado, em São Paulo. Ao longo de sua carreira, estabeleceu conexões fundamentais com a cena artística de Ouro Preto, especialmente através do convívio e parceria com seu marido, o pintor Carlos Bracher, sofrendo influências do expressionismo mineiro e mantendo diálogo com o legado modernista brasileiro. Reconhecida por suas características marcantes, que incluem uma paleta de cores dominada por tons terrosos, cinzas e matizes sombrios, aplicados em texturas densas e composições que exploram a temática de minérios, janelas e a ação do tempo sobre a matéria. Recebeu o prestigiado Prêmio de Viagem ao Exterior pelo Salão Nacional de Belas Artes e diversas medalhas em salões oficiais pelo país. Atualmente, suas obras podem ser visitadas em instituições de prestígio, como o Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, o Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), além do emblemático Ateliê Casa Bracher, em Ouro Preto.

Fani Bracher

Fani Maria Gomes Bracher (11 de junho de 1944, Coronel Pacheco, Brasil), mais conhecida como Fani Bracher, é uma pintora, desenhista e gravadora brasileira. Frequentou a Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), cursou gravura em metal no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ) e passagens pelo Ateliê de Gravura da Fundação Álvares Penteado, em São Paulo. Ao longo de sua carreira, estabeleceu conexões fundamentais com a cena artística de Ouro Preto, especialmente através do convívio e parceria com seu marido, o pintor Carlos Bracher, sofrendo influências do expressionismo mineiro e mantendo diálogo com o legado modernista brasileiro. Reconhecida por suas características marcantes, que incluem uma paleta de cores dominada por tons terrosos, cinzas e matizes sombrios, aplicados em texturas densas e composições que exploram a temática de minérios, janelas e a ação do tempo sobre a matéria. Recebeu o prestigiado Prêmio de Viagem ao Exterior pelo Salão Nacional de Belas Artes e diversas medalhas em salões oficiais pelo país. Atualmente, suas obras podem ser visitadas em instituições de prestígio, como o Museu Nacional de Belas Artes no Rio de Janeiro, o Museu de Arte da Pampulha em Belo Horizonte e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), além do emblemático Ateliê Casa Bracher, em Ouro Preto.

Videos

Documentário sobre Fani Bracher | 2021

Circuito Atelier Nº 15 - Fani Bracher | 2012

Exposição "Pele e Osso" em Ouro Preto | 2026

Circuito Atelier Fani Bracher | 2011

"De Pigmentos e Pedras" | 2018

III Fórum de discussões do estudo da pintura | 2022​

Fani Brecher | Arremate Arte

Fani Maria Gomes Bracher, mais conhecida como Fani Bracher, é uma pintora brasileira, nascida em 11 de junho de 1947, na Fazenda Experimental de Coronel Pacheco, Minas Gerais. Cresceu cercada pelas paisagens rurais da Zona da Mata mineira, e essa vivência com a terra marcou profundamente sua forma de ver e sentir o mundo. Antes de se tornar artista, formou-se em jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

Em 1968, casou-se com o pintor Carlos Bracher e os dois partiram juntos para a Europa. Viveram em Portugal e na França, onde Fani frequentou ateliês, visitou museus e estudou história da arte. Passou por países como Dinamarca, Suécia, Alemanha, Holanda e Inglaterra, e morou em Paris por mais de um ano. Foi nesse período que sua visão artística ganhou forma e profundidade.

De volta ao Brasil, o casal se estabeleceu em Ouro Preto, cidade onde Fani vive e trabalha até hoje. Foi lá que ela começou a pintar de verdade, em 1973, e onde construiu toda a sua trajetória como artista.

Ao longo da carreira, Fani nunca se limitou a um único tipo de expressão. Além das pinturas a óleo, ela criou bordados, assemblages — colagens com objetos do cotidiano, como restos de tinta, madeiras e garrafas, e grandes painéis murais. Sua arte é marcada por uma busca do que é permanente: as paisagens, as formas e as cores que resistem ao tempo.

Realizou mais de 30 exposições individuais no Brasil e em países como Argentina, França, Peru e Colômbia. Ganhou 14 prêmios de pintura e seu trabalho foi registrado em 34 livros de arte. Em 1995, o livro lançado sobre sua obra recebeu o Prêmio Jabuti, o maior reconhecimento literário do Brasil.

Já com 75 anos, Fani subiu em uma escada e começou a pintar as paredes da casa da família em Piau, cidade da Zona da Mata onde sua mãe nasceu. O que começou como uma intervenção se transformou em 13 grandes murais, um retorno às raízes e uma das fases mais vibrantes de toda a sua vida artística.


Fani Bracher | Itaú Cultural

Fani Maria Gomes Bracher (Coronel Pacheco MG 1947). Pintora e jornalista. Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF, inicia sua atividade artística em 1967. Em 1968, casa-se com o pintor Carlos Bracher (1940). Viaja pela Europa e Estados Unidos, entre 1968 e 1971. Em Portugal freqüenta o ateliê do pintor Almada Negreiros (1893-1970) e participa do curso de História da Arte com o crítico Mário Gonçalves e José Augusto França. Reside em Paris (França) de agosto de 1969 a dezembro de 1970. Em 1971, de volta ao Brasil,  se estabelece-se  em Ouro Preto MG. Em 1995, faz uma retrospectiva na Galeria do Centro Cultural Cemig, no Rio de Janeiro, quando também é lançado o livro Fani Bracher que recebe o Prêmio Jabuti e o Prêmio Fernando Pini, pelo acabamento gráfico,  como  melhor livro de arte do ano.

Críticas

"A grande qualidade da pintura de Fani Bracher, a mais importante, e até mesmo geradora de tantas outras qualidades, é a sua independência. É nela que a artista se apóia, e sempre se apoiou, para armar, em meio a todo um complexo de sugestões visuais, desde os segredos do atelier de Carlos Bracher, ao forte cenário barroco que ela transita quotidianamente, um território extremamente pessoal e individualizado. Assim, no interior desta disputa, circunstancialmente predisposta a transcorrer acidentada por forte e permanente circuito de influências, não se identificam resquícios que venham romper a massa de sua especificidade. Por exemplo, as paisagens que a artista formula, sutilmente escorrem dos contornos de Ouro Preto e de Minas desvendando uma geografia não conhecida. O casario, as naturezas-mortas, as flores, inspiram-se nos traços de uma arquitetura não convencional. Assim foi desde quando a artista soletrava as primeiras cores. Assim é hoje quando se formaliza plenamente amadurecida. Na presente mostra, afloram algumas importantes mudanças na produção de Fani: em primeira instância, bem visível, o abandono nos tons terrosos, da comedida (...) gama de azuis e amarelos para uma paleta mais fria, mais densa, mais soturna. Também as delimitações de espaço anteriormente armadas por um acentuado grafismo tendem a se dissolver. Este processo de diluição, que não se relaciona apenas às intervenções gráficas, mas se divulga por todo o espaço, faz com que a pintura de Fani se abeire, neste momento, ao abstracionismo" — Celma Alvim (LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984-).

". . . Talvez pareça fora de propósito falar de inquietação com referência a uma pintura de cores frias e composição que situa as formas num espaço de eternidade. Em seus quadros a impressão que se tem é de que o tempo não flui e que cada casa, cada tronco, cada flor, parece recortado do espaço natural e fixado numa dimensão em que nada se deteriora. Mas é exatamente nesta busca do permanente que se revela a inquietação da artista, e que, em que pese as aparências, está presente em seus quadros, nos elementos objetivos e subjetivos que os constituem. De fato, essa busca do permanente é também, em Fani, a busca da própria linguagem pictórica, ou seja, ela procura eliminar de seus objetos temáticos o que é circunstancial e particular, a fim de pôr à mostra o que é permanente e universal"Ferreira Gullar (BRACHER, Fani. Fani Bracher: pinturas 1987/1988. Ouro Preto: Museu da Inconfidência, 1988).

Depoimentos

"Os campos lavrados de Barbacena são no início os temas de minha pintura. Talvez estivessem aí os verdes da Zona da Mata que preencheram  meu olhar na infância, e a minha ida para outra Minas - a de ferro - me mostrou essa diferença. 

Depois fiquei cinco anos  pintando mineração, aquela região entre  Conselheiro Lafaiete  e Congonhas do Campo. A seguir,  veio uma temporada pintando pedras, que era mais ou menos ainda dentro das mineirações (...) Tenho a perfeita consciência  da minha  impotência diante destas minas revolvidas das minerações, das pedras,  cactus, nuvens e ossos - são temas que não tem adornos nem adereços - encerram em si a beleza" — Fani Bracher (BRACHER, Fani. [Depoimento]. In: Comartevirtual.  Disponível em: www. comartevirtual. com. br. Acesso em: 14 set. 2001).

Exposições Individuais

1980: Individual de Fani Bracher

1982: Individual de Fani Bracher

1985: Individual de Fani Bracher

1988: Fani Bracher (Ouro Preto, MG)

1988: Fani Bracher: pinturas 1987/88

1989: Individual de Fani Bracher

1991: Fani Bracher: pinturas 1988/91

Exposições Coletivas

1977: 9º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1978: 1º Salão Nacional de Artes Plásticas

1979: 2º Salão Nacional de Artes Plásticas

1980: 3º Salão Nacional de Artes Plásticas

1981: 34º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco

1981: 4º Salão Nacional de Artes Plásticas

1984: Salão Nacional de Artes Plásticas de Goiânia

1984: 1º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado

1985: 7ª Exposição de Belas Artes Brasil-Japão (Itinerância: março a junho)

1985: 2º Salão de Artes Visuais da Fundação Clóvis Salgado

1985: 12º Salão de Arte Contemporânea de Campinas

1985: 17º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1987: 19º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Belo Horizonte

1989: 7º Salão Paulista de Arte Contemporânea

1992: Premiados nos Salões de Arte Contemporânea de Campinas

1992: 7º Salão Brasileiro de Arte

1992: Terra/Minas/Terra

1992: Paisagem de Minas

1994: A Identidade Virtual

1994: 1º Salão MAM-Bahia de Artes Plásticas

1995: Brasil-Japão Arte

1995: Exposição Inaugural Nuance Galeria de Arte

1996: Duas Vezes Minas: Fani Bracher e Carlos Bracher (Rio de Janeiro)

1996: Improviso para Guignard

2000: Carlos Bracher e Fani Bracher

2002: Tesouros da Caixa: mostra do acervo artístico da Caixa

2003: Mulheres

2003: Tesouros da Caixa: arte moderna brasileira no acervo da Caixa

2008: Bracher e Bracher

2018: 2ª Bienal das Artes do SESC

2018: Pintura Mineira: recorte

Fonte: FANI Bracher. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 07 de abril de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7


Fani Brecher | Wikipédia

Fani Bracher (Juiz de Fora, 11 de junho de 1947) é uma pintora e desenhista brasileira. Mineira de raízes lusas, Fani fez faculdade de jornalismo em Juiz de Fora e lá começou a pintar, em 1967. Em 1968 casou-se com o pintor Carlos Bracher e, juntos, viajaram para a Europa. Viveram em Portugal e na França, onde Fani frequentou o ateliê do pintor Almada Negreiros e se aprofundou em estudos de História da Arte com os críticos José Augusto França e Mário Gonçalves. Na volta ao Brasil, em 1970, fixou residência em Ouro Preto, onde mantém um ateliê e continua sua produção artística até hoje. Fani foi premiada em coletivas e salões, entre eles o II Salão Nacional de Artes Plásticas, em Goiânia; o II Salão de Arte Moderna de Juiz de Fora; e o XII Salão de Arte Contemporânea, em Campinas. Além disso, integrou também várias exposições temáticas coletivas, tanto no Brasil quanto em países como Argentina, Uruguai, Peru, Colômbia, Guiana Francesa, Jamaica e França. Em 2021, completou 77 anos e foi homenageada com o documentário "A Casa Verde de Todas as Cores", dirigido por sua filha, Blima Bracher, que traça um panorama de sua carreira a partir de uma série de 13 painéis pintados nas paredes da casa da família em Piau, na Zona da Mata de Minas Gerais.

Prêmios e Exposições

Fani Bracher recebeu prêmios em diversos salões de arte, incluindo o II Salão Nacional de Artes Plásticas em Goiânia e o II Salão de Arte Moderna de Juiz de Fora. Ela também teve a oportunidade de expor seu trabalho internacionalmente, incluindo mostras na França e em outros países da América Latina.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.


Fani Bracher retorna ao Museu da Inconfidência com exposição inédita de obras têxteis | Blima Bracher

Após quatro décadas de produção artística contínua e mais de cem exposições realizadas no Brasil e no exterior, a artista Fani Bracher apresenta sua segunda mostra individual no Museu da Inconfidência (MIN), em Ouro Preto, desde sua primeira participação na instituição, em 1988.

A exposição Pele e Osso será inaugurada no dia 13 de março, reunindo um conjunto de obras inéditas de sua mais recente produção têxtil. São 27 bordados e dois objetos, totalizando 29 peças: “Eu sempre gostei de bordar, não com a perfeição das bordadeiras, mas de fazer os meus zigues-zagues, minhas encruzilhadas…O meu avesso do avesso e das formas inusitadas que aparecem”

A realização da exposição no mês dedicado ao reconhecimento do protagonismo feminino reforça o compromisso do Museu com a valorização das mulheres na história, na vida e na arte, em diálogo com os desafios contemporâneos ainda presentes nesse campo. Pele e Osso apresenta obras sensíveis que reafirmam a prática da artista em territórios liminares, entre pintura, objeto e têxtil. Ao tensionar os limites entre técnica, suporte e linguagem, Fani Bracher constrói uma poética material que investiga o corpo, o tempo e a permanência. “Meu trabalho atual, com panos, retalhos, linhas e agulhas, sei como começo e nunca sei como termino. A agulha me guia e a linha segue. Penso em Machado de Assis, no apológo: ‘A agulha e a linha: Você fura o pano, nada mais, eu é que cozo, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados’.”

Fani, que trabalha embalada por músicas, busca uma interface com outras formas de arte: “Ouço o Gilberto Gil: ‘O linho e a linha: É a agulha do real nas mãos da fantasia, fosse bordando, ponto a ponto, nosso dia a dia’.”

Com curadoria de Carla Cruz e expografia de Rachel Falcão, a mostra conta com apoio da Secretaria Municipal de Cultura de Ouro Preto. Segundo a curadora, “nesse conjunto de obras de Fani Bracher, a pele é mais do que um limite físico: ela se afirma como fronteira do ser. O tecido, enquanto epiderme simbólica recebe da artista o fio como quem recebe uma incisão ou um cuidado. Cada ponto marca a passagem do tempo, cada costura revela uma tentativa de permanência”.

Em entrevista, Fani Bracher destaca sua satisfação em retornar ao Museu da Inconfidência, instituição que considera fundamental para a cena histórica e cultural do país e parte constitutiva da paisagem de Ouro Preto — cidade que adotou desde o início de sua trajetória artística.

Sobre a artista

Nasceu na Fazenda Experimental em Coronel Pacheco Minas Gerais. Graduada em Jornalismo pela UFJF, em 1968 casou-se com o artista Carlos Bracher e juntos viajaram para a Europa, onde viveram por dois anos. Em Portugal fez cursos de História da Arte com o Crítico José Augusto França e Mário Gonçalves. Frequentou o atelier do Pintor Almada Negreiros e, na cidade do Porto conheceu a obra de Amadeu de Souza Cardoso. Depois de Portugal partiu em viagem de estudos pelos Museus da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Alemanha, Holanda, Bélgica e Inglaterra.

Fixou residência em Paris de agosto de 69 a dezembro de 70. Ainda na capital francesa participou ativamente do “Centro de Artes para estudantes e artistas americanos”, através do qual fez viagens de estudos a museus e galerias de Nova York e Washington. Na Espanha descobriu El Greco; em Toledo, Bosch; Goya em Madri; e Gaudí em Barcelona.

De volta ao Brasil estabeleceu-se em Ouro Preto onde começou a pintar em 1973. Entre 1973 e os dias atuais participou de várias exposições em Museus. Centros Culturais e Galerias de Arte no Brasil e no Japão. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e também no Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, Guiana Francesa, Jamaica e França. Sobre sua obra escreveram vários críticos entre eles: Celma Alvim, Rubem Braga, Wilson Coutinho, Roberto Pontual, George Racs, Ferreira Gullar, Flávio de Aquino, Walmir Ayala, Walter Sebastião, Marcelo Castilho Avellar, Frederico Moraes e Ângelo Oswaldo de Araújo.

Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em 34 livros de Arte. O livro Fani Bracher, de Frederico e Ronald Polito, editado pela Salamandra Consultoria e Editora S.A. obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; e o V Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, como o Melhor Livro de Arte. Tem ainda publicado o livro Fani Bracher, da C/Arte Editora, autoria de José Alberto Pinho Neves.

Atualmente a artista reside e trabalha na cidade de Ouro Preto, Minas Gerais. Há cinco anos, realiza trabalho inédito com linhas e panos, buscando o reencontro com uma essência mais intimista do ser humano, em contraposição aos avanços por caminhos artificiais e midiáticos.

“Fani segue trabalhando

sem alarde. É suave e epifania

em suas obras.

Aqui o tempo é eternidade

e a placidez da aurora se confunde

com o intemporal da tarde”

Fonte: Blima Bracher, “Fani Bracher retorna ao Museu da Inconfidência com exposição inédita de obras têxteis”, publicado por Blima Bracher, em 24 de fevereiro de 2026. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.


Sempre um Papo recebe Carlos e Fani Bracher | Sempre um Papo

O Sempre Um Papo recebe o casal de artistas Carlos e Fani Bracher para uma conversa com Afonso Borges, no dia 27 de novembro, sábado, às 20h, com transmissão pelas redes sociais do Sempre Um Papo, e do Ateliê Casa Bracher. A live, cujo tema é “arte e amor”, será feita diretamente do Ateliê, em Ouro Preto.

O projeto Ateliê Casa Bracher (www.ateliecasabracher.com) foi lançado em 19 dezembro de 2020, data do aniversário de 80 anos de Carlos Bracher. Pela primeira vez, mais de 150 obras da coleção pessoal do casal de artistas Carlos e Fani Bracher estão disponíveis online, em site, tour virtual e redes sociais. O acervo fica localizado anexo ao casarão onde ambos residem há cinco décadas, na cidade histórica. Ao longo deste ano, uma série de eventos com a participação de artistas e de convidados vêm acontecendo nas redes sociais do Ateliê.

Em fevereiro de 2021, o casal completou 50 anos em Ouro Preto, cidade que até hoje os inspira em suas obras e união. “A nossa vida é muito bonita, vasta. Temos muitas histórias juntos. Convivemos o dia inteiro, trabalhamos em casa, é uma rotina diária dedicada a arte. Por isso, esse projeto é um grande presente”, diz Fani. Eles têm duas filhas, Blima (jornalista) e Larissa (atriz); e um neto, Valentim.

Sobre Fani Bracher

Fani Bracher nasceu na Fazenda Experimental em Coronel Pacheco, Minas Gerais. Graduada em jornalismo pela UFJF. Em 1968 casa-se com o artista Carlos Bracher e juntos viajam para a Europa, onde residem por dois anos. Em Portugal, fez cursos de história da arte com os críticos José Augusto França e Mário Gonçalves. Frequentou o atelier do pintor Almada Negreiros. Na cidade do Porto, conheceu a obra de Amadeu de Souza Cardoso. Depois de Portugal, partiu em viagem de estudos pelos Museus da Dinamarca, Suécia, Finlândia, Rússia, Alemanha, Holanda, Bélgica e Inglaterra.

Fixou residência em Paris de agosto de 1969 a dezembro de 1970. Ainda na capital francesa, participou ativamente do “Centro de Artes para estudantes e artistas americanos”. De volta ao Brasil, estabeleceu-se em Ouro Preto, onde começa a pintar em 1973. A partir desta data, participou de várias exposições em museus, centros culturais e galerias de arte no Brasil e no Japão. Realizou 30 exposições individuais em cidades brasileiras e também no Uruguai, Argentina, Peru, Colômbia, Guiana Francesa, Jamaica e França. Sobre sua obra escreveram vários críticos, como Celma Alvim, Rubem Braga, Wilson Coutinho, Roberto Pontual, George Racs, Ferreira Gullar, Flávio de Aquino, Walmir Ayala, Walter Sebastião, Marcelo Castilho Avellar, Frederico Moraes e Ângelo Oswaldo de Araújo Santos.

Ganhou 14 prêmios de pintura e tem seus trabalhos incluídos em 34 livros de arte. O livro “Fani Bracher”, de Frederico e Ronald Polito (editora Salamandra Consultoria e Editora SA) obteve o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e o V Prêmio Fernando Pini de Excelência Gráfica, como “Melhor Livro de Arte”.  Tem ainda publicado o livro “Fani Bracher”,  (C/Arte Editora), de autoria de José Alberto Pinho Neves.

Sobre Carlos Bracher

Mineiro de Juiz de Fora e descendente de suíços, Carlos Bracher nasce em 1940, fruto de uma família de artistas. Autodidata, fez sua primeira exposição na cidade natal em 1960, com seus irmãos Nívea e Décio, também pintores. Em 1964, em temporada de viagens para estudos artísticos com Nívea, Carlos descobre Ouro Preto, cidade que elege para viver e retratar. Com apenas 27 anos, ganha o disputado “Prêmio de Viagem ao Exterior” – concedido pelo Salão Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e considerado láurea máxima a um pintor brasileiro. Casa-se com Fani Bracher e partem juntos para dois anos de residência na Europa. Em viagens de estudos artísticos vão a Lisboa, São Petersburgo e Moscou.

Em 1980, Bracher foi um dos escolhidos para o importante “Prêmio Hilton de Pintura” como um dos artistas que mais se destacaram na década de 70 (ao lado de João Câmara, Siron Franco, Tomie Ohtake e outros). Intitulada “Pintura Sempre” e com curadoria de Olívio Tavares de Araújo, sua primeira retrospectiva ocorreu em 1989, ocupando em temporadas, significativos espaços de cultura em sete capitais do país. Realizou grandes séries de pinturas: “Do Ouro ao Aço”, “Brasília”, “Petrobras” e “Tributo a Aleijadinho”.

Entre 2014, a mostra “Bracher – Pintura & Permanência” percorreu as quatro unidades do CCBB (Rio, São Paulo, Brasília e BH). No CCBB de Belo Horizonte, a mostra bateu recorde de público de um artista nacional, recebendo ao todo quase 600 mil visitantes. A exposição foi contemplada com Destaque Especial no Prêmio Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) – 2015. Sobre seu trabalho já foram publicados sete livros e realizados dezenas de filmes e documentários. Bracher é um dos artistas brasileiros mais citados em publicações de pintura no país.

Fonte: Sempre um Papo, “Sempre um Papo recebe Carlos e Fani Bracher”. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.


Artista plástica Fani Bracher ganha documentário ao completar 77 anos | Correio Brasiliense

A artista plástica mineira Fani Bracher celebra a passagem dos 77 anos de vida com muitos projetos de arte. Hoje, o Atelier Casa Bracher apresenta o documentário inédito A casa verde de todas as cores, dirigido por Blima Bracher, filha de Fani. O vídeo traça um panorama da carreira de Fani a partir do trabalho mais recente, a série de 13 painéis pintados nas paredes da casa da família em Piau, na Zona da Mata de Minas Gerais.

A série incorpora as experimentações de Fani, iniciadas em 2019, quando começou a fazer intervenções artísticas nos móveis e objetos da casa. Os 75 anos que tinha na época não impediram Fani de subir em uma escada e desenhar as paredes com pinturas abstratas e coloridas, numa extensão de 30 metros quadrados. As obras são o tema do documentário, produzido no mês de maio.

Tudo teve início quando Fani resolveu pintar vários objetos cotidianos com a técnica do craquelê. Fez intervenções estéticas em cadeiras, baús, espelhos, geladeiras e azulejos. Ela conta que começou pintando um lugar de tratar passarinhos, que era do seu pai. Em seguida, foi para o depósito de lenha. Na sequência, atacou as paredes.

Nos quadros a óleo, Fani costuma utilizar, de maneira dominante, os tons cinza e preto. Mas os painéis se impregnaram de cores fulgurantes. Ela perdeu o pudor das cores, mistura até laranja com roxo e dá certo.

Fonte: Correio Braziliense, “Artista plástica Fani Bracher ganha documentário ao completar 77 anos", publicado por Severino Francisco, em 11 de junho de 2021. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.

Crédito fotográfico: ArtRio, imagem de Fani Bracher por Larissa Bracher. Consultado pela última vez em 7 de abril de 2026.

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