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Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1 de abril de 1889 — Nápoles, Itália, 1960) foi um pintor italiano. Reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor. Destacou-se por sua técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Especializou-se em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas.
Nicola Fabricatore | Arremate Arte
Nicola Fabbricatore (1889-1960) foi um pintor italiano reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos. Nascido em uma era rica em tradições artísticas, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor.
As obras de Fabricatore destacam-se pela técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Ele se especializou em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas. Apesar de não haver registros extensivos de suas exposições, suas obras foram leiloadas diversas vezes, indicando o reconhecimento de seu talento no mercado de arte.
Durante sua vida, Nicola Fabricatore foi celebrado por sua contribuição à pintura, e suas obras continuam a ser valorizadas por colecionadores e apreciadores da arte. Mesmo décadas após sua morte, em 1960, suas pinturas ainda ressoam com a beleza e a autenticidade que caracterizam a melhor tradição da arte italiana.
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Nicola Fabricatore | Itaú Cultural
Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1889 - Nápoles, Itália, 1960). Pintor. Estudou na Escola de Belas Artes de Nápoles. Expõe no Brasil em diversas ocasiões desde 1911. Convive com o círculo de pintores italianos em São Paulo formado por Nicola De Corsi (1882 - 1956), Giuseppe Amisani (1881 - 1941) e Vincenzo Mancusi, entre outros. Faz sua primeira exposição individual na Casa Castro, São Paulo, em novembro de 1911. No mesmo ano, executa desenhos para propaganda da Cigarette Deliciosa e retorna à Itália. Em 1912, de volta ao Brasil, expõe na Casa Mascarani com De Corsi e, em 1913, com De Corsi e Michele Cascella (1892 - 1989). O jornal O Estado de S.Paulo noticia, ao longo dos meses de maio e junho de 1913, diversas aquisições de suas obras por parte de colecionadores locais, entre eles os políticos Numa de Oliveira e Freitas Valle, o arquiteto Ramos de Azevedo (1851 - 1928) e o pintor Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939). Em 1914, participou de uma coletiva na mesma Casa Mascarani, com Amisani, de Corsi, Nicolo Petrilli e Carlo de Servi (1871 - 1947), entre outros. Trava amizade com o senador Freitas Valle e frequenta seu salão na Villa Kyrial. Dessa residência, pinta uma vista dos jardins. Valle responsabiliza-se pela venda de seus quadros no Brasil. De volta à Itália, faz uma série de três afrescos, todos de 1926, para a Igreja Madonna Delle Grazie, em Piedimonte Matese. Expôs várias vezes na Bienal de Veneza, de Nápoles e de Milão, na Quadrienal de Roma e na Bienal de Roma. Participa da Exposição Universal de Paris, em 1937, obtendo a medalha de ouro, além de exposições em Baltimore, Cleveland e Nova York, nos Estados Unidos.
Análise
Na parte da obra de Nicola Fabricatore a que temos acesso, pode-se notar que experimenta uma grande variação técnica na representação de paisagens, nos retratos de grupos ou na pintura de gênero. Observa-se em suas paisagens elementos típicos da pintura napolitana do final do século XIX, como a ênfase na representação da luz como forma de tentar reproduzir o calor da cena. Essa característica também é compartilhada com o também italiano Nicola de Corsi (1882 - 1956), colega de estada em São Paulo.
Nas temporadas que passa no Brasil, em São Paulo, Fabricatore realiza encomendas para a elite local, nas quais exercita uma diversidade de soluções formais, seja no tocante à fatura ou às nuances cromáticas pesquisadas. Óleos como Jardim da Vila Kyrial (s.d.) - um recanto da famosa residência do Senador Freitas Valle - apresentam pinceladas encorpadas e um colorido que busca traduzir o calor produzido pela luminosidade. Já no pastel Velha Ponte Grande sobre o Tietê (1914), a suavidade do colorido e do sfumato, característica dessa técnica, empresta à cena de trabalho às margens do rio paulistano um aspecto bucólico e harmonioso. Unificada sem sobressaltos à úmida paisagem do Tietê, a atividade humana torna-se mais um elemento da natureza, assim como a própria arquitetura da ponte e dos edifícios no seu entorno.
Exposições Individuais
1911 - São Paulo SP - Fabricatore, na Casa Castro
1913 - São Paulo SP - Da Corsi, Fabricatore, no Salão Mascarini
Exposições Coletivas
1914 - São Paulo SP - Coletiva, na Casa Mascarani
1920 - Fiume (Itália) - Exposição de Fiume - medalha de prata
1920 - Roma (Itália) - Biennale Di Roma
1921 - Itália - Internacionale Grigio Verde
1921 - Nápoles (Itália) - Biennale Di Napoli
1922 - Itália - no Palazzo Pitti
1922 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
1927 - Palais Royal Monza
1931 - Atenas (Grécia) - Settimana d´Atene
1931 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1932 - Cleveland (Estados Unidos) - Museum of Art Cleveland, Ohio
1933 - Nova York (Estados Unidos) - Syracuse Museum
1937 - Paris (França) - Exposição Universal de Paris - medalha de ouro
1943 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1948 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
Exposições Póstumas
1978 - São Paulo SP - A Paisagem na Coleção da Pinacoteca: Do Século XIX aos Anos 40, na Pinacoteca do Estado
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira, no Paço das Artes
1982 - São Paulo SP - Pintores Italianos no Brasil, no MAM/SP
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: Uma Virada no Século, na Pinacoteca do Estado
1993 - São Paulo SP - O Olhar Italiano sobre São Paulo, na Pinacoteca do Estado
1999 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
Fonte: FABRICATORE. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Acesso em: 03 de setembro de 2024. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia de Nicola Fabbricatore | Casa D’aste Capitolium
Nicola Fabbricatore foi um pintor autodidata que se formou estudando as obras de Giuseppe Casciaro e Antonio Mancini. Em 1915-16 participou na I Exposição Nacional organizada em Nápoles pelo Southern Artistic Renaissance Committee.
Em 1921, Fabbricatore participou da I Bienal Nacional de Arte da cidade de Nápoles com dois pastéis, “Hora Nostálgica” e “Visão Matinal”, e da I Bienal Romana com a obra intitulada “Manhã de Inverno”. No ano seguinte, participou do Fiorentina Primaverile com estudo em pastel e enviou o retrato “Minha esposa” para a Bienal de Veneza. A partir desse momento, Fabbricatore expôs regularmente na Bienal até 1938, e novamente em 1948.
A pintura apresentada na Bienal de Veneza em 1926, "Mulheres e Pastor de Letino", foi apreciada pela novidade de sua execução, pela representação realista e a fixidez das formas. Na Bienal de 1936, o “Retrato da Mãe” foi considerado uma das pinturas de maior sucesso de toda a exposição, pela delicadeza dos tons e pela perfeita expressão da resignação. Além disso, Fabbricatore participou de exposições coletivas como a exposição do grupo Flegreo em 1927 e a dos Ostinati em 1928, e também participou das exposições organizadas anualmente pela União Fascista Interprovincial de Belas Artes de 1929 a 1941.
Em 1929, participou na Exposição Internacional de Arte de Barcelona com o quadro “A Família”, já exposto na Bienal de Veneza no ano anterior. Ao longo dos anos, Fabbricatore também participou em outras exposições importantes como a Quadrienal Romana e a exposição "Artistas Napolitanos Livres" de 1944.
A investigação artística de Fabbricatore concentrou-se sobretudo em retratos femininos, onde a compostura formal do século XX foi mitigada pelo Mediterrâneo atmosfera obtida através da cor. Suas paisagens estavam mais ligadas à tradição napolitana e às cores vivas do que às técnicas complexas.
Fonte: Casa D’aste Capitolium. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.
Crédito fotográfico: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.
Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1 de abril de 1889 — Nápoles, Itália, 1960) foi um pintor italiano. Reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor. Destacou-se por sua técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Especializou-se em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas.
Nicola Fabricatore | Arremate Arte
Nicola Fabbricatore (1889-1960) foi um pintor italiano reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos. Nascido em uma era rica em tradições artísticas, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor.
As obras de Fabricatore destacam-se pela técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Ele se especializou em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas. Apesar de não haver registros extensivos de suas exposições, suas obras foram leiloadas diversas vezes, indicando o reconhecimento de seu talento no mercado de arte.
Durante sua vida, Nicola Fabricatore foi celebrado por sua contribuição à pintura, e suas obras continuam a ser valorizadas por colecionadores e apreciadores da arte. Mesmo décadas após sua morte, em 1960, suas pinturas ainda ressoam com a beleza e a autenticidade que caracterizam a melhor tradição da arte italiana.
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Nicola Fabricatore | Itaú Cultural
Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1889 - Nápoles, Itália, 1960). Pintor. Estudou na Escola de Belas Artes de Nápoles. Expõe no Brasil em diversas ocasiões desde 1911. Convive com o círculo de pintores italianos em São Paulo formado por Nicola De Corsi (1882 - 1956), Giuseppe Amisani (1881 - 1941) e Vincenzo Mancusi, entre outros. Faz sua primeira exposição individual na Casa Castro, São Paulo, em novembro de 1911. No mesmo ano, executa desenhos para propaganda da Cigarette Deliciosa e retorna à Itália. Em 1912, de volta ao Brasil, expõe na Casa Mascarani com De Corsi e, em 1913, com De Corsi e Michele Cascella (1892 - 1989). O jornal O Estado de S.Paulo noticia, ao longo dos meses de maio e junho de 1913, diversas aquisições de suas obras por parte de colecionadores locais, entre eles os políticos Numa de Oliveira e Freitas Valle, o arquiteto Ramos de Azevedo (1851 - 1928) e o pintor Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939). Em 1914, participou de uma coletiva na mesma Casa Mascarani, com Amisani, de Corsi, Nicolo Petrilli e Carlo de Servi (1871 - 1947), entre outros. Trava amizade com o senador Freitas Valle e frequenta seu salão na Villa Kyrial. Dessa residência, pinta uma vista dos jardins. Valle responsabiliza-se pela venda de seus quadros no Brasil. De volta à Itália, faz uma série de três afrescos, todos de 1926, para a Igreja Madonna Delle Grazie, em Piedimonte Matese. Expôs várias vezes na Bienal de Veneza, de Nápoles e de Milão, na Quadrienal de Roma e na Bienal de Roma. Participa da Exposição Universal de Paris, em 1937, obtendo a medalha de ouro, além de exposições em Baltimore, Cleveland e Nova York, nos Estados Unidos.
Análise
Na parte da obra de Nicola Fabricatore a que temos acesso, pode-se notar que experimenta uma grande variação técnica na representação de paisagens, nos retratos de grupos ou na pintura de gênero. Observa-se em suas paisagens elementos típicos da pintura napolitana do final do século XIX, como a ênfase na representação da luz como forma de tentar reproduzir o calor da cena. Essa característica também é compartilhada com o também italiano Nicola de Corsi (1882 - 1956), colega de estada em São Paulo.
Nas temporadas que passa no Brasil, em São Paulo, Fabricatore realiza encomendas para a elite local, nas quais exercita uma diversidade de soluções formais, seja no tocante à fatura ou às nuances cromáticas pesquisadas. Óleos como Jardim da Vila Kyrial (s.d.) - um recanto da famosa residência do Senador Freitas Valle - apresentam pinceladas encorpadas e um colorido que busca traduzir o calor produzido pela luminosidade. Já no pastel Velha Ponte Grande sobre o Tietê (1914), a suavidade do colorido e do sfumato, característica dessa técnica, empresta à cena de trabalho às margens do rio paulistano um aspecto bucólico e harmonioso. Unificada sem sobressaltos à úmida paisagem do Tietê, a atividade humana torna-se mais um elemento da natureza, assim como a própria arquitetura da ponte e dos edifícios no seu entorno.
Exposições Individuais
1911 - São Paulo SP - Fabricatore, na Casa Castro
1913 - São Paulo SP - Da Corsi, Fabricatore, no Salão Mascarini
Exposições Coletivas
1914 - São Paulo SP - Coletiva, na Casa Mascarani
1920 - Fiume (Itália) - Exposição de Fiume - medalha de prata
1920 - Roma (Itália) - Biennale Di Roma
1921 - Itália - Internacionale Grigio Verde
1921 - Nápoles (Itália) - Biennale Di Napoli
1922 - Itália - no Palazzo Pitti
1922 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
1927 - Palais Royal Monza
1931 - Atenas (Grécia) - Settimana d´Atene
1931 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1932 - Cleveland (Estados Unidos) - Museum of Art Cleveland, Ohio
1933 - Nova York (Estados Unidos) - Syracuse Museum
1937 - Paris (França) - Exposição Universal de Paris - medalha de ouro
1943 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1948 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
Exposições Póstumas
1978 - São Paulo SP - A Paisagem na Coleção da Pinacoteca: Do Século XIX aos Anos 40, na Pinacoteca do Estado
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira, no Paço das Artes
1982 - São Paulo SP - Pintores Italianos no Brasil, no MAM/SP
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: Uma Virada no Século, na Pinacoteca do Estado
1993 - São Paulo SP - O Olhar Italiano sobre São Paulo, na Pinacoteca do Estado
1999 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
Fonte: FABRICATORE. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Acesso em: 03 de setembro de 2024. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia de Nicola Fabbricatore | Casa D’aste Capitolium
Nicola Fabbricatore foi um pintor autodidata que se formou estudando as obras de Giuseppe Casciaro e Antonio Mancini. Em 1915-16 participou na I Exposição Nacional organizada em Nápoles pelo Southern Artistic Renaissance Committee.
Em 1921, Fabbricatore participou da I Bienal Nacional de Arte da cidade de Nápoles com dois pastéis, “Hora Nostálgica” e “Visão Matinal”, e da I Bienal Romana com a obra intitulada “Manhã de Inverno”. No ano seguinte, participou do Fiorentina Primaverile com estudo em pastel e enviou o retrato “Minha esposa” para a Bienal de Veneza. A partir desse momento, Fabbricatore expôs regularmente na Bienal até 1938, e novamente em 1948.
A pintura apresentada na Bienal de Veneza em 1926, "Mulheres e Pastor de Letino", foi apreciada pela novidade de sua execução, pela representação realista e a fixidez das formas. Na Bienal de 1936, o “Retrato da Mãe” foi considerado uma das pinturas de maior sucesso de toda a exposição, pela delicadeza dos tons e pela perfeita expressão da resignação. Além disso, Fabbricatore participou de exposições coletivas como a exposição do grupo Flegreo em 1927 e a dos Ostinati em 1928, e também participou das exposições organizadas anualmente pela União Fascista Interprovincial de Belas Artes de 1929 a 1941.
Em 1929, participou na Exposição Internacional de Arte de Barcelona com o quadro “A Família”, já exposto na Bienal de Veneza no ano anterior. Ao longo dos anos, Fabbricatore também participou em outras exposições importantes como a Quadrienal Romana e a exposição "Artistas Napolitanos Livres" de 1944.
A investigação artística de Fabbricatore concentrou-se sobretudo em retratos femininos, onde a compostura formal do século XX foi mitigada pelo Mediterrâneo atmosfera obtida através da cor. Suas paisagens estavam mais ligadas à tradição napolitana e às cores vivas do que às técnicas complexas.
Fonte: Casa D’aste Capitolium. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.
Crédito fotográfico: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.
Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1 de abril de 1889 — Nápoles, Itália, 1960) foi um pintor italiano. Reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor. Destacou-se por sua técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Especializou-se em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas.
Nicola Fabricatore | Arremate Arte
Nicola Fabbricatore (1889-1960) foi um pintor italiano reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos. Nascido em uma era rica em tradições artísticas, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor.
As obras de Fabricatore destacam-se pela técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Ele se especializou em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas. Apesar de não haver registros extensivos de suas exposições, suas obras foram leiloadas diversas vezes, indicando o reconhecimento de seu talento no mercado de arte.
Durante sua vida, Nicola Fabricatore foi celebrado por sua contribuição à pintura, e suas obras continuam a ser valorizadas por colecionadores e apreciadores da arte. Mesmo décadas após sua morte, em 1960, suas pinturas ainda ressoam com a beleza e a autenticidade que caracterizam a melhor tradição da arte italiana.
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Nicola Fabricatore | Itaú Cultural
Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1889 - Nápoles, Itália, 1960). Pintor. Estudou na Escola de Belas Artes de Nápoles. Expõe no Brasil em diversas ocasiões desde 1911. Convive com o círculo de pintores italianos em São Paulo formado por Nicola De Corsi (1882 - 1956), Giuseppe Amisani (1881 - 1941) e Vincenzo Mancusi, entre outros. Faz sua primeira exposição individual na Casa Castro, São Paulo, em novembro de 1911. No mesmo ano, executa desenhos para propaganda da Cigarette Deliciosa e retorna à Itália. Em 1912, de volta ao Brasil, expõe na Casa Mascarani com De Corsi e, em 1913, com De Corsi e Michele Cascella (1892 - 1989). O jornal O Estado de S.Paulo noticia, ao longo dos meses de maio e junho de 1913, diversas aquisições de suas obras por parte de colecionadores locais, entre eles os políticos Numa de Oliveira e Freitas Valle, o arquiteto Ramos de Azevedo (1851 - 1928) e o pintor Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939). Em 1914, participou de uma coletiva na mesma Casa Mascarani, com Amisani, de Corsi, Nicolo Petrilli e Carlo de Servi (1871 - 1947), entre outros. Trava amizade com o senador Freitas Valle e frequenta seu salão na Villa Kyrial. Dessa residência, pinta uma vista dos jardins. Valle responsabiliza-se pela venda de seus quadros no Brasil. De volta à Itália, faz uma série de três afrescos, todos de 1926, para a Igreja Madonna Delle Grazie, em Piedimonte Matese. Expôs várias vezes na Bienal de Veneza, de Nápoles e de Milão, na Quadrienal de Roma e na Bienal de Roma. Participa da Exposição Universal de Paris, em 1937, obtendo a medalha de ouro, além de exposições em Baltimore, Cleveland e Nova York, nos Estados Unidos.
Análise
Na parte da obra de Nicola Fabricatore a que temos acesso, pode-se notar que experimenta uma grande variação técnica na representação de paisagens, nos retratos de grupos ou na pintura de gênero. Observa-se em suas paisagens elementos típicos da pintura napolitana do final do século XIX, como a ênfase na representação da luz como forma de tentar reproduzir o calor da cena. Essa característica também é compartilhada com o também italiano Nicola de Corsi (1882 - 1956), colega de estada em São Paulo.
Nas temporadas que passa no Brasil, em São Paulo, Fabricatore realiza encomendas para a elite local, nas quais exercita uma diversidade de soluções formais, seja no tocante à fatura ou às nuances cromáticas pesquisadas. Óleos como Jardim da Vila Kyrial (s.d.) - um recanto da famosa residência do Senador Freitas Valle - apresentam pinceladas encorpadas e um colorido que busca traduzir o calor produzido pela luminosidade. Já no pastel Velha Ponte Grande sobre o Tietê (1914), a suavidade do colorido e do sfumato, característica dessa técnica, empresta à cena de trabalho às margens do rio paulistano um aspecto bucólico e harmonioso. Unificada sem sobressaltos à úmida paisagem do Tietê, a atividade humana torna-se mais um elemento da natureza, assim como a própria arquitetura da ponte e dos edifícios no seu entorno.
Exposições Individuais
1911 - São Paulo SP - Fabricatore, na Casa Castro
1913 - São Paulo SP - Da Corsi, Fabricatore, no Salão Mascarini
Exposições Coletivas
1914 - São Paulo SP - Coletiva, na Casa Mascarani
1920 - Fiume (Itália) - Exposição de Fiume - medalha de prata
1920 - Roma (Itália) - Biennale Di Roma
1921 - Itália - Internacionale Grigio Verde
1921 - Nápoles (Itália) - Biennale Di Napoli
1922 - Itália - no Palazzo Pitti
1922 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
1927 - Palais Royal Monza
1931 - Atenas (Grécia) - Settimana d´Atene
1931 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1932 - Cleveland (Estados Unidos) - Museum of Art Cleveland, Ohio
1933 - Nova York (Estados Unidos) - Syracuse Museum
1937 - Paris (França) - Exposição Universal de Paris - medalha de ouro
1943 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1948 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
Exposições Póstumas
1978 - São Paulo SP - A Paisagem na Coleção da Pinacoteca: Do Século XIX aos Anos 40, na Pinacoteca do Estado
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira, no Paço das Artes
1982 - São Paulo SP - Pintores Italianos no Brasil, no MAM/SP
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: Uma Virada no Século, na Pinacoteca do Estado
1993 - São Paulo SP - O Olhar Italiano sobre São Paulo, na Pinacoteca do Estado
1999 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
Fonte: FABRICATORE. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Acesso em: 03 de setembro de 2024. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia de Nicola Fabbricatore | Casa D’aste Capitolium
Nicola Fabbricatore foi um pintor autodidata que se formou estudando as obras de Giuseppe Casciaro e Antonio Mancini. Em 1915-16 participou na I Exposição Nacional organizada em Nápoles pelo Southern Artistic Renaissance Committee.
Em 1921, Fabbricatore participou da I Bienal Nacional de Arte da cidade de Nápoles com dois pastéis, “Hora Nostálgica” e “Visão Matinal”, e da I Bienal Romana com a obra intitulada “Manhã de Inverno”. No ano seguinte, participou do Fiorentina Primaverile com estudo em pastel e enviou o retrato “Minha esposa” para a Bienal de Veneza. A partir desse momento, Fabbricatore expôs regularmente na Bienal até 1938, e novamente em 1948.
A pintura apresentada na Bienal de Veneza em 1926, "Mulheres e Pastor de Letino", foi apreciada pela novidade de sua execução, pela representação realista e a fixidez das formas. Na Bienal de 1936, o “Retrato da Mãe” foi considerado uma das pinturas de maior sucesso de toda a exposição, pela delicadeza dos tons e pela perfeita expressão da resignação. Além disso, Fabbricatore participou de exposições coletivas como a exposição do grupo Flegreo em 1927 e a dos Ostinati em 1928, e também participou das exposições organizadas anualmente pela União Fascista Interprovincial de Belas Artes de 1929 a 1941.
Em 1929, participou na Exposição Internacional de Arte de Barcelona com o quadro “A Família”, já exposto na Bienal de Veneza no ano anterior. Ao longo dos anos, Fabbricatore também participou em outras exposições importantes como a Quadrienal Romana e a exposição "Artistas Napolitanos Livres" de 1944.
A investigação artística de Fabbricatore concentrou-se sobretudo em retratos femininos, onde a compostura formal do século XX foi mitigada pelo Mediterrâneo atmosfera obtida através da cor. Suas paisagens estavam mais ligadas à tradição napolitana e às cores vivas do que às técnicas complexas.
Fonte: Casa D’aste Capitolium. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.
Crédito fotográfico: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.
Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1 de abril de 1889 — Nápoles, Itália, 1960) foi um pintor italiano. Reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor. Destacou-se por sua técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Especializou-se em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas.
Nicola Fabricatore | Arremate Arte
Nicola Fabbricatore (1889-1960) foi um pintor italiano reconhecido principalmente por suas paisagens e retratos. Nascido em uma era rica em tradições artísticas, Fabricatore fez parte de um cenário cultural que valorizava profundamente a pintura como meio de expressão. Sua carreira foi marcada por uma abordagem meticulosa e um estilo que combinava a sensibilidade estética com uma forte conexão com o ambiente natural e humano ao seu redor.
As obras de Fabricatore destacam-se pela técnica refinada e pela capacidade de capturar a essência dos temas que escolhia retratar, como cenas de vilarejos e retratos femininos. Ele se especializou em pinturas que exploravam a luz e a cor de maneira detalhada, refletindo a riqueza da paisagem italiana e a complexidade das expressões humanas. Apesar de não haver registros extensivos de suas exposições, suas obras foram leiloadas diversas vezes, indicando o reconhecimento de seu talento no mercado de arte.
Durante sua vida, Nicola Fabricatore foi celebrado por sua contribuição à pintura, e suas obras continuam a ser valorizadas por colecionadores e apreciadores da arte. Mesmo décadas após sua morte, em 1960, suas pinturas ainda ressoam com a beleza e a autenticidade que caracterizam a melhor tradição da arte italiana.
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Nicola Fabricatore | Itaú Cultural
Nicola Fabricatore (Nápoles, Itália, 1889 - Nápoles, Itália, 1960). Pintor. Estudou na Escola de Belas Artes de Nápoles. Expõe no Brasil em diversas ocasiões desde 1911. Convive com o círculo de pintores italianos em São Paulo formado por Nicola De Corsi (1882 - 1956), Giuseppe Amisani (1881 - 1941) e Vincenzo Mancusi, entre outros. Faz sua primeira exposição individual na Casa Castro, São Paulo, em novembro de 1911. No mesmo ano, executa desenhos para propaganda da Cigarette Deliciosa e retorna à Itália. Em 1912, de volta ao Brasil, expõe na Casa Mascarani com De Corsi e, em 1913, com De Corsi e Michele Cascella (1892 - 1989). O jornal O Estado de S.Paulo noticia, ao longo dos meses de maio e junho de 1913, diversas aquisições de suas obras por parte de colecionadores locais, entre eles os políticos Numa de Oliveira e Freitas Valle, o arquiteto Ramos de Azevedo (1851 - 1928) e o pintor Oscar Pereira da Silva (1867 - 1939). Em 1914, participou de uma coletiva na mesma Casa Mascarani, com Amisani, de Corsi, Nicolo Petrilli e Carlo de Servi (1871 - 1947), entre outros. Trava amizade com o senador Freitas Valle e frequenta seu salão na Villa Kyrial. Dessa residência, pinta uma vista dos jardins. Valle responsabiliza-se pela venda de seus quadros no Brasil. De volta à Itália, faz uma série de três afrescos, todos de 1926, para a Igreja Madonna Delle Grazie, em Piedimonte Matese. Expôs várias vezes na Bienal de Veneza, de Nápoles e de Milão, na Quadrienal de Roma e na Bienal de Roma. Participa da Exposição Universal de Paris, em 1937, obtendo a medalha de ouro, além de exposições em Baltimore, Cleveland e Nova York, nos Estados Unidos.
Análise
Na parte da obra de Nicola Fabricatore a que temos acesso, pode-se notar que experimenta uma grande variação técnica na representação de paisagens, nos retratos de grupos ou na pintura de gênero. Observa-se em suas paisagens elementos típicos da pintura napolitana do final do século XIX, como a ênfase na representação da luz como forma de tentar reproduzir o calor da cena. Essa característica também é compartilhada com o também italiano Nicola de Corsi (1882 - 1956), colega de estada em São Paulo.
Nas temporadas que passa no Brasil, em São Paulo, Fabricatore realiza encomendas para a elite local, nas quais exercita uma diversidade de soluções formais, seja no tocante à fatura ou às nuances cromáticas pesquisadas. Óleos como Jardim da Vila Kyrial (s.d.) - um recanto da famosa residência do Senador Freitas Valle - apresentam pinceladas encorpadas e um colorido que busca traduzir o calor produzido pela luminosidade. Já no pastel Velha Ponte Grande sobre o Tietê (1914), a suavidade do colorido e do sfumato, característica dessa técnica, empresta à cena de trabalho às margens do rio paulistano um aspecto bucólico e harmonioso. Unificada sem sobressaltos à úmida paisagem do Tietê, a atividade humana torna-se mais um elemento da natureza, assim como a própria arquitetura da ponte e dos edifícios no seu entorno.
Exposições Individuais
1911 - São Paulo SP - Fabricatore, na Casa Castro
1913 - São Paulo SP - Da Corsi, Fabricatore, no Salão Mascarini
Exposições Coletivas
1914 - São Paulo SP - Coletiva, na Casa Mascarani
1920 - Fiume (Itália) - Exposição de Fiume - medalha de prata
1920 - Roma (Itália) - Biennale Di Roma
1921 - Itália - Internacionale Grigio Verde
1921 - Nápoles (Itália) - Biennale Di Napoli
1922 - Itália - no Palazzo Pitti
1922 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
1927 - Palais Royal Monza
1931 - Atenas (Grécia) - Settimana d´Atene
1931 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1932 - Cleveland (Estados Unidos) - Museum of Art Cleveland, Ohio
1933 - Nova York (Estados Unidos) - Syracuse Museum
1937 - Paris (França) - Exposição Universal de Paris - medalha de ouro
1943 - Roma (Itália) - Quadriennale Romane
1948 - Veneza (Itália) - Biennale Di Venezia
Exposições Póstumas
1978 - São Paulo SP - A Paisagem na Coleção da Pinacoteca: Do Século XIX aos Anos 40, na Pinacoteca do Estado
1980 - São Paulo SP - A Paisagem Brasileira, no Paço das Artes
1982 - São Paulo SP - Pintores Italianos no Brasil, no MAM/SP
1986 - São Paulo SP - Dezenovevinte: Uma Virada no Século, na Pinacoteca do Estado
1993 - São Paulo SP - O Olhar Italiano sobre São Paulo, na Pinacoteca do Estado
1999 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira
Fonte: FABRICATORE. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Acesso em: 03 de setembro de 2024. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
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Biografia de Nicola Fabbricatore | Casa D’aste Capitolium
Nicola Fabbricatore foi um pintor autodidata que se formou estudando as obras de Giuseppe Casciaro e Antonio Mancini. Em 1915-16 participou na I Exposição Nacional organizada em Nápoles pelo Southern Artistic Renaissance Committee.
Em 1921, Fabbricatore participou da I Bienal Nacional de Arte da cidade de Nápoles com dois pastéis, “Hora Nostálgica” e “Visão Matinal”, e da I Bienal Romana com a obra intitulada “Manhã de Inverno”. No ano seguinte, participou do Fiorentina Primaverile com estudo em pastel e enviou o retrato “Minha esposa” para a Bienal de Veneza. A partir desse momento, Fabbricatore expôs regularmente na Bienal até 1938, e novamente em 1948.
A pintura apresentada na Bienal de Veneza em 1926, "Mulheres e Pastor de Letino", foi apreciada pela novidade de sua execução, pela representação realista e a fixidez das formas. Na Bienal de 1936, o “Retrato da Mãe” foi considerado uma das pinturas de maior sucesso de toda a exposição, pela delicadeza dos tons e pela perfeita expressão da resignação. Além disso, Fabbricatore participou de exposições coletivas como a exposição do grupo Flegreo em 1927 e a dos Ostinati em 1928, e também participou das exposições organizadas anualmente pela União Fascista Interprovincial de Belas Artes de 1929 a 1941.
Em 1929, participou na Exposição Internacional de Arte de Barcelona com o quadro “A Família”, já exposto na Bienal de Veneza no ano anterior. Ao longo dos anos, Fabbricatore também participou em outras exposições importantes como a Quadrienal Romana e a exposição "Artistas Napolitanos Livres" de 1944.
A investigação artística de Fabbricatore concentrou-se sobretudo em retratos femininos, onde a compostura formal do século XX foi mitigada pelo Mediterrâneo atmosfera obtida através da cor. Suas paisagens estavam mais ligadas à tradição napolitana e às cores vivas do que às técnicas complexas.
Fonte: Casa D’aste Capitolium. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.
Crédito fotográfico: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de setembro de 2024.