Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Portugal — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício de Sá, foi um pintor e professor luso-brasileiro. Formado em pintura em Lisboa, estabeleceu-se no Brasil em 1809, integrando-se à Missão Artística Francesa liderada por Jean-Baptiste Debret. Teve papel essencial na fundação e consolidação da Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou disciplinas como Pintura Histórica e Desenho. Reconhecido como retratista oficial da família imperial, produziu obras emblemáticas como o último retrato de Dom Pedro I em vida e retratos da princesa Maria da Glória e da imperatriz Leopoldina. Sua produção também abrange temas religiosos, com destaque para “A Santa Ceia” na Ordem Terceira de São Francisco. Foi agraciado com a Ordem de Cristo e a Ordem do Cruzeiro pelos serviços prestados à coroa. Faleceu no Rio de Janeiro, quase cego, após deixar um legado fundamental para o desenvolvimento da arte acadêmica no Brasil.
Simplício Rodrigues de Sá | Arremate Arte
Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Cabo Verde — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício Rodrigues de Sá, foi um pintor e professor português de estilo neoclássico cuja carreira se desenvolveu principalmente no Brasil. Formado em pintura em Lisboa, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1809, onde tornou-se discípulo de Jean‑Baptiste Debret, participando da Missão Artística Francesa e contribuindo para a estruturação da Academia Imperial de Belas Artes.
Reconhecido por sua habilidade em retratos oficiais, foi nomeado pintor da Casa Imperial, atuando como professor de desenho da princesa Maria da Glória (futura Rainha de Portugal), da imperatriz Leopoldina, e, a partir de 1833, de Dom Pedro II e suas irmãs
Após a partida de Debret em 1831, Simplício ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica e, em 1834, assumiu a disciplina de Desenho na Academia.
Sua obra mais emblemática é o último retrato oficial de Dom Pedro I em vida. Entre seus trabalhos também se destacam retratos da família imperial, como o Conde do Rio Pardo, e temas religiosos, como a “Santa Ceia” na capela da Ordem Terceira de São Francisco. Simplício participou das duas primeiras exposições públicas da Academia Imperial, em 1829 e 1830. Reconhecido pelo imperador, recebeu a Ordem de Cristo (1826) e a comenda da Ordem do Cruzeiro (1827)
Consagrado como um dos principais retratistas oficiais do Brasil imperial, faleceu cego no Rio de Janeiro aos 54 anos, em 9 de março de 1839.
Simplício Rodrigues de Sá | Wikipédia
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau Tolentino, Cabo Verde, 1785 — Rio de Janeiro, 1839) foi um pintor e professor português que estabeleceu sua vida e carreira no Brasil.
Foi aluno-discípulo de Jean-Baptiste Debret, além de ter participado na formação da Academia Imperial de Belas Artes. Foi um dos poucos artistas portugueses que contribuiu ativamente na Missão Artística Francesa no Brasil. Por conta de sua influência, foi professor de Desenho e ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica na Academia Imperial.
Simplício Rodrigues de Sá teve uma grande importância dentro da Família Imperial Brasileira, tendo sido mentor de Desenho e Pintura de Dom Pedro II, de Dona Maria da Glória, futura Rainha de Portugal, e também da Imperatriz Dona Leopoldina. Sua obra mais famosa é o último retrato feito de Dom Pedro I enquanto ainda vivo.
Ele morreu com 54 anos, no Rio de Janeiro, onde vivera grande parte de sua vida.
Biografia
Simplício João Rodrigues de Sá nasceu na Ilha de São Nicolau (Cabo Verde), em 1785, em data desconhecida. É filho de João Roiz de Sá e de Margarida Rosa de Araújo. Se mudou para o Brasil em 1809, após passar uma breve temporada em Lisboa. Casou-se com 32 anos, em 1817, com Norberta Máxima de Jesus, com quem teve quatro filhos.
Rapidamente destacando-se entre o cenário artístico, Simplício de Sá chamou a atenção de influentes da Missão Artística Francesa de 1816, em particular, de Jean Baptiste Debret. A Missão Artística Francesa deu novos rumos a uma arte colonial que já se apresentava em decadência no começo do século, e nos poucos anos em que trabalhou, Simplício de Sá ajudou a consolidar a presença dos resultados da Missão Francesa no Brasil.
Academia Imperial de Belas Artes
Tendo-se fixado no Brasil, foi nomeado, em 1820, pensionista da recém-criada (porém não ainda inaugurada) Academia e lmperial das Artes, a antiga Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. No segundo semestre de 1823, cansado de esperar pela inauguração da Academia de Belas Artes, diversas vezes adiada por conta de falta de financiamentos, Jean-Baptiste Debret alugou uma casa no centro do Rio de Janeiro e formou um grupo de alunos, sua primeira classe, para ensinar técnicas de pintura. Seus primeiros discípulos foram Francisco Pedro do Amaral, Simplício Rodrigues de Sá, José de Cristo Moreira, Francisco de Sousa Lobo e José da Silva Arruda, aumentado depois por Manuel de Araújo Porto-Alegre, Augusto Muller, Guilherme Muller, José Reis de Carvalho, Alfonso Falcoz e José Correia de Lima.
Francisco Pedro do Amaral, colega de Simplício de Sá, pertence à chamada Escola Fluminense de Pintura, que ajudou a ligar a pintura colonial herdada do século XVIII e os novos ideais estéticos trazidos pelos artistas franceses após 1816, dos quais Simplício de Sá pôde retirar elementos para sua composição. Outro colega de Simplício foi o conterrâneo José de Cristo Moreira, pensionista da Academia, assim como os outros alunos. Foi também, desde 1816, professor de desenho da Imperial Academia de Guardas-Marinha do Brasil.
Em 1826, é oficialmente inaugurada, pelo Imperador D. Pedro I, a Academia Imperial de Belas Artes, com início das aulas em 1827, em um novo edifício, localizado na atual Praça Tiradentes. Se inicia um período de aprendizado e aprimoramento das técnicas da pintura. Já em 1829 e 1830, a Academia promove as duas primeiras coletivas entre professores e alunos da Academia Imperial. Debret incentiva seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, a expor suas obras.
Em 1831, Debret retorna para a França, e Simplício Rodrigues de Sá assume, interinamente, a cadeira de Pintura Histórica na Academia. Ele permanece na posição interina até a nomeação de Araújo Porto Alegre no mesmo ano. Em 1834, em decorrência do falecimento de Henrique José da Silva, Simplício assume a posição de Professor de Desenho.
Apesar de ser discípulo de um pintor de grande nome como Debret, Simplício de Sá teve seu talento reconhecido fácil e rapidamente através de sua especialização: Retratos. Além de ser marcado como um desenhista correto e um excelente colorista.
Família Imperial
Em 23 de novembro de 1820, graças a seu prestígio junto a Debret, tornou-se professor substituto da Academia Imperial pensionado com a quantia de trezentos mil reis anuais. Foi nomeado Pintor da Casa Imperial do Brasil, e tornou-se professor de artes da princesa Dona Maria da Glória, futura rainha de Portugal, conforme decreto de 30 de outubro de 1826.
Atendeu também a uma encomenda religiosa, fazendo uma Santa Ceia para a capela da Ordem da Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro.
Simplício Rodrigues de Sá se aproximou da Família Imperial e virou um dos retratistas da Família, tendo produzido diversos quadros de Dom Pedro I, sua esposa e seus filhos. Entre os anos de 1833 e 1835, Simplício foi escolhido como professor de desenho de Dom Pedro II e suas irmãs. Sua nomeação como professor dos filhos de Dom Pedro I foi dada pelo pintor ser considerado um homem de belo caráter e elevados sentimentos. Foi também mestre de desenho e pintura da Imperatriz Dona Leopoldina. A permanência de Simplício de Sá no ensino da Família Imperial indica a força de sua presença no ambiente artístico fluminense. Por seu valor, recebeu de Dom Pedro I o Hábito da Ordem de Cristo (27 de junho de 1826) e a mercê de cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro (12 de outubro de 1827), documentos que estão no Arquivo Nacional.
Simplício Rodrigues de Sá pintou vários quadros de Dom Pedro I e da Família Imperial, mas sua principal obra ficou conhecida por ser o último retrato feito de Dom Pedro I em vida.
Simplício Rodrigues de Sá faleceu, cego, no Rio de Janeiro, em 09 de março de 1839.
Obras
O Museu Imperial de Petrópolis possui cinco quadros de Simplício: “Retrato de Dom Pedro I” (1826), “Retrato de Dona Maria da Glória”, (1827), retrato do Conde do Rio Pardo (1830), o "Retrato de D. Pedro II" (1826), e outro sem identificação.
Seu quadro, o "Irmão Pedinte", foi exibido na Exposição da Pintura Religiosa, no MNBA, no Rio de Janeiro, em 1943. O quadro pertence ao acervo do Museu. O “Irmão Pedinte” é considerado uma tela pequena de matéria densa e desenho firme e seguro.
Análise
A respeito das obras de Simplício, algumas considerações foram feitas por artistas e historiadores da arte. Debret elogia muito seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, pelo último retrato de Dom Pedro.
Simplício foi, acima de tudo, retratista, destacando-se os retratos que fez de Dom Pedro I (Museu Imperial de Petrópolis), do Marquês de Inhambupe (Museu Nacional de Belas Artes) e do Conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chaçala (Museu Histórico Nacional). Mas abordou igualmente temas religiosos, como a Santa Ceia, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro, e cenas de costumes, como o Irmão Pedinte, do Museu Nacional de Belas Artes. Quadros como o retrato do Conde do Rio Parto (Museu Imperial, Petrópolis) comprovam a segurança técnica de seu trabalho neoclássico.
Na obra “Nossa Senhora da Conceição”, belo exemplo de pinturas características da época, a pintura apresenta cunho religioso, normalmente encomendada para templos e oratórios, algo que fugia do estilo principal de Simplício de Sá. Trabalho, ainda que convencional, apresenta qualidades de pigmentação que lhe trouxeram imponência e beleza.
Gonzaga Duque diz que o retrato do benfeitor Antônio Rodrigues dos Santos, apresentado em corpo inteiro, tamanho natural, de pé, debruçado sobre uma alta escrivaninha de escritório, olhando para fora da tela, possui possui bastante vigor em suas cores, embora se lhe note na cabeça falsos toques de uso de tintas avermelhadas.
Ao contrário de alguns pintores portugueses e brasileiros, Simplício de Sá se envolve em um caminho mais laico em sua obra do que é feito pelos seus colegas estrangeiros. Como no caso da Santa Ceia, feita para a Capela da Ordem da Terceira de são Francisco da Penitência do Rio de Janeiro, a obra é de pequenas dimensões e bastante convencional, endurecida, como que se mantendo dentro de uma tradição esgotada de arte, algo que não confortava o pintor. Pelo que se sabe, Simplício não teve nenhuma de suas exposições registradas. A própria exposição do artista nos Salões da Academia Imperial de Belas Artes em 1829 e 1830 é brevemente contestada no livro 150 anos de Pintura. O autor menciona que seu nome não aparece no catalogo das mostras em nenhum dos anos. Por outro lado, seria estranho que Simplício não tivesse participado da exposição, considerando que todos os seus colegas da classe original de Debret exibiram suas obras. Desta maneira, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um membro ativo na formação da educação em arte no Brasil.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.
Simplício de Sá | Itaú Cultural
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau, Cabo Verde, 1785 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1839). Pintor. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809 transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Procura Debret (1768-1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Aiba, graças a seu prestígio junto a Debret. Como reconhecimento por seu trabalho, a Casa Imperial o nomeia "Pintor da Real Câmara". Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória. Por seus serviços prestados à coroa, o imperador dom Pedro I (1798 - 1834) lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Em 1831 Debret retorna à França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Aiba, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772-1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Aiba. O posto parece se adequar mais a sua produção como pintor. Em sua atuação como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país.
Análise
Ao que tudo indica, o pintor Simplício de Sá nasce em Cabo Verde,1 em 1785. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809, transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Ao contrário de alguns pintores locais, Simplício de Sá interessa-se pela relação mais laica com a pintura proposta pelos artistas estrangeiros. Procura Debret (1768 - 1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Entre seus colegas se encontram Francisco Pedro do Amaral (1790-1831), Francisco Souza Lobo (ca.1800-ca.1855), Cristo Moreira (s.d.-1830) e José da Silva Arruda (ca.1805 - 1833). A estes se somam, posteriormente, Porto Alegre (1806 - 1879), August Müller (1815-ca.1883), Guilherme Müller, Reis Carvalho (1800-18--), Alphonse Falcoz (1813-s.d.) e Correia de Lima (1814-1857).
Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Academia, graças a seu prestígio com Debret. Progride a olhos vistos, o que leva ao reconhecimento da Casa Imperial e a sua subseqüente nomeação como Pintor da Real Câmara. Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória (1819 - 1853), futura Dona Maria II, rainha de Portugal. Pelos serviços prestados à coroa, o imperador lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Em 1831, Debret retorna para a França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Academia, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772 - 1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Academia. O posto parece se adequar mais à sua produção como pintor. O artista não se dedica às cenas de história. Sua produção mais conhecida é a de retratos oficiais. Realiza diversas telas da figura do primeiro imperador. Muito presente na vida palaciana, pode pintar toda a família real. Pinta, entre outros, a imperatriz Dona Maria Leopoldina (1797 - 1826) e de sua filha Dona Maria II. Outras figuras públicas importantes são retratadas pelo pintor, como o Marquês de Inhambupe e o bispo Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade.
As cenas religiosas e de costume são outra faceta importante de sua produção. É conhecida uma Santa Ceia pintada para a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e dos Costumes, além de uma tela de Nossa Senhora da Conceição. Entre as cenas de costume, a mais conhecida é o pequeno quadro Irmão Pedinte, hoje no acervo do Museu Nacional de Belas Artes - MNBA.
Pelo que se sabe, o artista não teve nenhuma de suas exposições registrada. A informação de que expôs nos Salões da Academia em 1829 e 1830 é contestada no livro 150 Anos de Pintura.2 Menciona-se que seu nome não aparece no catálogo de nenhuma das duas mostras. Desta forma, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país. O artista falece cego no dia 8 de março de 1839, no Rio de Janeiro.
Exposição
1829 – 1ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1830 – 2ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1943 – Pintura Religiosa – local não especificado
1948 – Retrospectiva da Pintura no Brasil – local não especificado
1983 – História da Pintura Brasileira no Século XIX – local não especificado
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras – local não especificado
1990 – Missão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX – local não especificado
1999 – O Brasil Redescoberto – local não especificado
2000 – De Frans Post a Eliseu Visconti: acervo Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2002 – Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2007 – Missão Artística Francesa, Coleção Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2011 – Arte no Brasil: Uma História na Pinacoteca de São Paulo – São Paulo, SP
2018 – Da Terra Brasilis à Aldeia Global – local não especificado
Fonte: SIMPLÍCIO de Sá. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de julho de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Crédito fotográfico: WikiArt, retrato de D. Pedro I. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.
Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Portugal — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício de Sá, foi um pintor e professor luso-brasileiro. Formado em pintura em Lisboa, estabeleceu-se no Brasil em 1809, integrando-se à Missão Artística Francesa liderada por Jean-Baptiste Debret. Teve papel essencial na fundação e consolidação da Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou disciplinas como Pintura Histórica e Desenho. Reconhecido como retratista oficial da família imperial, produziu obras emblemáticas como o último retrato de Dom Pedro I em vida e retratos da princesa Maria da Glória e da imperatriz Leopoldina. Sua produção também abrange temas religiosos, com destaque para “A Santa Ceia” na Ordem Terceira de São Francisco. Foi agraciado com a Ordem de Cristo e a Ordem do Cruzeiro pelos serviços prestados à coroa. Faleceu no Rio de Janeiro, quase cego, após deixar um legado fundamental para o desenvolvimento da arte acadêmica no Brasil.
Simplício Rodrigues de Sá | Arremate Arte
Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Cabo Verde — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício Rodrigues de Sá, foi um pintor e professor português de estilo neoclássico cuja carreira se desenvolveu principalmente no Brasil. Formado em pintura em Lisboa, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1809, onde tornou-se discípulo de Jean‑Baptiste Debret, participando da Missão Artística Francesa e contribuindo para a estruturação da Academia Imperial de Belas Artes.
Reconhecido por sua habilidade em retratos oficiais, foi nomeado pintor da Casa Imperial, atuando como professor de desenho da princesa Maria da Glória (futura Rainha de Portugal), da imperatriz Leopoldina, e, a partir de 1833, de Dom Pedro II e suas irmãs
Após a partida de Debret em 1831, Simplício ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica e, em 1834, assumiu a disciplina de Desenho na Academia.
Sua obra mais emblemática é o último retrato oficial de Dom Pedro I em vida. Entre seus trabalhos também se destacam retratos da família imperial, como o Conde do Rio Pardo, e temas religiosos, como a “Santa Ceia” na capela da Ordem Terceira de São Francisco. Simplício participou das duas primeiras exposições públicas da Academia Imperial, em 1829 e 1830. Reconhecido pelo imperador, recebeu a Ordem de Cristo (1826) e a comenda da Ordem do Cruzeiro (1827)
Consagrado como um dos principais retratistas oficiais do Brasil imperial, faleceu cego no Rio de Janeiro aos 54 anos, em 9 de março de 1839.
Simplício Rodrigues de Sá | Wikipédia
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau Tolentino, Cabo Verde, 1785 — Rio de Janeiro, 1839) foi um pintor e professor português que estabeleceu sua vida e carreira no Brasil.
Foi aluno-discípulo de Jean-Baptiste Debret, além de ter participado na formação da Academia Imperial de Belas Artes. Foi um dos poucos artistas portugueses que contribuiu ativamente na Missão Artística Francesa no Brasil. Por conta de sua influência, foi professor de Desenho e ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica na Academia Imperial.
Simplício Rodrigues de Sá teve uma grande importância dentro da Família Imperial Brasileira, tendo sido mentor de Desenho e Pintura de Dom Pedro II, de Dona Maria da Glória, futura Rainha de Portugal, e também da Imperatriz Dona Leopoldina. Sua obra mais famosa é o último retrato feito de Dom Pedro I enquanto ainda vivo.
Ele morreu com 54 anos, no Rio de Janeiro, onde vivera grande parte de sua vida.
Biografia
Simplício João Rodrigues de Sá nasceu na Ilha de São Nicolau (Cabo Verde), em 1785, em data desconhecida. É filho de João Roiz de Sá e de Margarida Rosa de Araújo. Se mudou para o Brasil em 1809, após passar uma breve temporada em Lisboa. Casou-se com 32 anos, em 1817, com Norberta Máxima de Jesus, com quem teve quatro filhos.
Rapidamente destacando-se entre o cenário artístico, Simplício de Sá chamou a atenção de influentes da Missão Artística Francesa de 1816, em particular, de Jean Baptiste Debret. A Missão Artística Francesa deu novos rumos a uma arte colonial que já se apresentava em decadência no começo do século, e nos poucos anos em que trabalhou, Simplício de Sá ajudou a consolidar a presença dos resultados da Missão Francesa no Brasil.
Academia Imperial de Belas Artes
Tendo-se fixado no Brasil, foi nomeado, em 1820, pensionista da recém-criada (porém não ainda inaugurada) Academia e lmperial das Artes, a antiga Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. No segundo semestre de 1823, cansado de esperar pela inauguração da Academia de Belas Artes, diversas vezes adiada por conta de falta de financiamentos, Jean-Baptiste Debret alugou uma casa no centro do Rio de Janeiro e formou um grupo de alunos, sua primeira classe, para ensinar técnicas de pintura. Seus primeiros discípulos foram Francisco Pedro do Amaral, Simplício Rodrigues de Sá, José de Cristo Moreira, Francisco de Sousa Lobo e José da Silva Arruda, aumentado depois por Manuel de Araújo Porto-Alegre, Augusto Muller, Guilherme Muller, José Reis de Carvalho, Alfonso Falcoz e José Correia de Lima.
Francisco Pedro do Amaral, colega de Simplício de Sá, pertence à chamada Escola Fluminense de Pintura, que ajudou a ligar a pintura colonial herdada do século XVIII e os novos ideais estéticos trazidos pelos artistas franceses após 1816, dos quais Simplício de Sá pôde retirar elementos para sua composição. Outro colega de Simplício foi o conterrâneo José de Cristo Moreira, pensionista da Academia, assim como os outros alunos. Foi também, desde 1816, professor de desenho da Imperial Academia de Guardas-Marinha do Brasil.
Em 1826, é oficialmente inaugurada, pelo Imperador D. Pedro I, a Academia Imperial de Belas Artes, com início das aulas em 1827, em um novo edifício, localizado na atual Praça Tiradentes. Se inicia um período de aprendizado e aprimoramento das técnicas da pintura. Já em 1829 e 1830, a Academia promove as duas primeiras coletivas entre professores e alunos da Academia Imperial. Debret incentiva seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, a expor suas obras.
Em 1831, Debret retorna para a França, e Simplício Rodrigues de Sá assume, interinamente, a cadeira de Pintura Histórica na Academia. Ele permanece na posição interina até a nomeação de Araújo Porto Alegre no mesmo ano. Em 1834, em decorrência do falecimento de Henrique José da Silva, Simplício assume a posição de Professor de Desenho.
Apesar de ser discípulo de um pintor de grande nome como Debret, Simplício de Sá teve seu talento reconhecido fácil e rapidamente através de sua especialização: Retratos. Além de ser marcado como um desenhista correto e um excelente colorista.
Família Imperial
Em 23 de novembro de 1820, graças a seu prestígio junto a Debret, tornou-se professor substituto da Academia Imperial pensionado com a quantia de trezentos mil reis anuais. Foi nomeado Pintor da Casa Imperial do Brasil, e tornou-se professor de artes da princesa Dona Maria da Glória, futura rainha de Portugal, conforme decreto de 30 de outubro de 1826.
Atendeu também a uma encomenda religiosa, fazendo uma Santa Ceia para a capela da Ordem da Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro.
Simplício Rodrigues de Sá se aproximou da Família Imperial e virou um dos retratistas da Família, tendo produzido diversos quadros de Dom Pedro I, sua esposa e seus filhos. Entre os anos de 1833 e 1835, Simplício foi escolhido como professor de desenho de Dom Pedro II e suas irmãs. Sua nomeação como professor dos filhos de Dom Pedro I foi dada pelo pintor ser considerado um homem de belo caráter e elevados sentimentos. Foi também mestre de desenho e pintura da Imperatriz Dona Leopoldina. A permanência de Simplício de Sá no ensino da Família Imperial indica a força de sua presença no ambiente artístico fluminense. Por seu valor, recebeu de Dom Pedro I o Hábito da Ordem de Cristo (27 de junho de 1826) e a mercê de cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro (12 de outubro de 1827), documentos que estão no Arquivo Nacional.
Simplício Rodrigues de Sá pintou vários quadros de Dom Pedro I e da Família Imperial, mas sua principal obra ficou conhecida por ser o último retrato feito de Dom Pedro I em vida.
Simplício Rodrigues de Sá faleceu, cego, no Rio de Janeiro, em 09 de março de 1839.
Obras
O Museu Imperial de Petrópolis possui cinco quadros de Simplício: “Retrato de Dom Pedro I” (1826), “Retrato de Dona Maria da Glória”, (1827), retrato do Conde do Rio Pardo (1830), o "Retrato de D. Pedro II" (1826), e outro sem identificação.
Seu quadro, o "Irmão Pedinte", foi exibido na Exposição da Pintura Religiosa, no MNBA, no Rio de Janeiro, em 1943. O quadro pertence ao acervo do Museu. O “Irmão Pedinte” é considerado uma tela pequena de matéria densa e desenho firme e seguro.
Análise
A respeito das obras de Simplício, algumas considerações foram feitas por artistas e historiadores da arte. Debret elogia muito seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, pelo último retrato de Dom Pedro.
Simplício foi, acima de tudo, retratista, destacando-se os retratos que fez de Dom Pedro I (Museu Imperial de Petrópolis), do Marquês de Inhambupe (Museu Nacional de Belas Artes) e do Conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chaçala (Museu Histórico Nacional). Mas abordou igualmente temas religiosos, como a Santa Ceia, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro, e cenas de costumes, como o Irmão Pedinte, do Museu Nacional de Belas Artes. Quadros como o retrato do Conde do Rio Parto (Museu Imperial, Petrópolis) comprovam a segurança técnica de seu trabalho neoclássico.
Na obra “Nossa Senhora da Conceição”, belo exemplo de pinturas características da época, a pintura apresenta cunho religioso, normalmente encomendada para templos e oratórios, algo que fugia do estilo principal de Simplício de Sá. Trabalho, ainda que convencional, apresenta qualidades de pigmentação que lhe trouxeram imponência e beleza.
Gonzaga Duque diz que o retrato do benfeitor Antônio Rodrigues dos Santos, apresentado em corpo inteiro, tamanho natural, de pé, debruçado sobre uma alta escrivaninha de escritório, olhando para fora da tela, possui possui bastante vigor em suas cores, embora se lhe note na cabeça falsos toques de uso de tintas avermelhadas.
Ao contrário de alguns pintores portugueses e brasileiros, Simplício de Sá se envolve em um caminho mais laico em sua obra do que é feito pelos seus colegas estrangeiros. Como no caso da Santa Ceia, feita para a Capela da Ordem da Terceira de são Francisco da Penitência do Rio de Janeiro, a obra é de pequenas dimensões e bastante convencional, endurecida, como que se mantendo dentro de uma tradição esgotada de arte, algo que não confortava o pintor. Pelo que se sabe, Simplício não teve nenhuma de suas exposições registradas. A própria exposição do artista nos Salões da Academia Imperial de Belas Artes em 1829 e 1830 é brevemente contestada no livro 150 anos de Pintura. O autor menciona que seu nome não aparece no catalogo das mostras em nenhum dos anos. Por outro lado, seria estranho que Simplício não tivesse participado da exposição, considerando que todos os seus colegas da classe original de Debret exibiram suas obras. Desta maneira, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um membro ativo na formação da educação em arte no Brasil.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.
Simplício de Sá | Itaú Cultural
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau, Cabo Verde, 1785 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1839). Pintor. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809 transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Procura Debret (1768-1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Aiba, graças a seu prestígio junto a Debret. Como reconhecimento por seu trabalho, a Casa Imperial o nomeia "Pintor da Real Câmara". Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória. Por seus serviços prestados à coroa, o imperador dom Pedro I (1798 - 1834) lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Em 1831 Debret retorna à França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Aiba, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772-1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Aiba. O posto parece se adequar mais a sua produção como pintor. Em sua atuação como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país.
Análise
Ao que tudo indica, o pintor Simplício de Sá nasce em Cabo Verde,1 em 1785. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809, transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Ao contrário de alguns pintores locais, Simplício de Sá interessa-se pela relação mais laica com a pintura proposta pelos artistas estrangeiros. Procura Debret (1768 - 1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Entre seus colegas se encontram Francisco Pedro do Amaral (1790-1831), Francisco Souza Lobo (ca.1800-ca.1855), Cristo Moreira (s.d.-1830) e José da Silva Arruda (ca.1805 - 1833). A estes se somam, posteriormente, Porto Alegre (1806 - 1879), August Müller (1815-ca.1883), Guilherme Müller, Reis Carvalho (1800-18--), Alphonse Falcoz (1813-s.d.) e Correia de Lima (1814-1857).
Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Academia, graças a seu prestígio com Debret. Progride a olhos vistos, o que leva ao reconhecimento da Casa Imperial e a sua subseqüente nomeação como Pintor da Real Câmara. Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória (1819 - 1853), futura Dona Maria II, rainha de Portugal. Pelos serviços prestados à coroa, o imperador lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Em 1831, Debret retorna para a França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Academia, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772 - 1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Academia. O posto parece se adequar mais à sua produção como pintor. O artista não se dedica às cenas de história. Sua produção mais conhecida é a de retratos oficiais. Realiza diversas telas da figura do primeiro imperador. Muito presente na vida palaciana, pode pintar toda a família real. Pinta, entre outros, a imperatriz Dona Maria Leopoldina (1797 - 1826) e de sua filha Dona Maria II. Outras figuras públicas importantes são retratadas pelo pintor, como o Marquês de Inhambupe e o bispo Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade.
As cenas religiosas e de costume são outra faceta importante de sua produção. É conhecida uma Santa Ceia pintada para a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e dos Costumes, além de uma tela de Nossa Senhora da Conceição. Entre as cenas de costume, a mais conhecida é o pequeno quadro Irmão Pedinte, hoje no acervo do Museu Nacional de Belas Artes - MNBA.
Pelo que se sabe, o artista não teve nenhuma de suas exposições registrada. A informação de que expôs nos Salões da Academia em 1829 e 1830 é contestada no livro 150 Anos de Pintura.2 Menciona-se que seu nome não aparece no catálogo de nenhuma das duas mostras. Desta forma, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país. O artista falece cego no dia 8 de março de 1839, no Rio de Janeiro.
Exposição
1829 – 1ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1830 – 2ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1943 – Pintura Religiosa – local não especificado
1948 – Retrospectiva da Pintura no Brasil – local não especificado
1983 – História da Pintura Brasileira no Século XIX – local não especificado
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras – local não especificado
1990 – Missão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX – local não especificado
1999 – O Brasil Redescoberto – local não especificado
2000 – De Frans Post a Eliseu Visconti: acervo Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2002 – Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2007 – Missão Artística Francesa, Coleção Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2011 – Arte no Brasil: Uma História na Pinacoteca de São Paulo – São Paulo, SP
2018 – Da Terra Brasilis à Aldeia Global – local não especificado
Fonte: SIMPLÍCIO de Sá. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de julho de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Crédito fotográfico: WikiArt, retrato de D. Pedro I. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.
Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Portugal — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício de Sá, foi um pintor e professor luso-brasileiro. Formado em pintura em Lisboa, estabeleceu-se no Brasil em 1809, integrando-se à Missão Artística Francesa liderada por Jean-Baptiste Debret. Teve papel essencial na fundação e consolidação da Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou disciplinas como Pintura Histórica e Desenho. Reconhecido como retratista oficial da família imperial, produziu obras emblemáticas como o último retrato de Dom Pedro I em vida e retratos da princesa Maria da Glória e da imperatriz Leopoldina. Sua produção também abrange temas religiosos, com destaque para “A Santa Ceia” na Ordem Terceira de São Francisco. Foi agraciado com a Ordem de Cristo e a Ordem do Cruzeiro pelos serviços prestados à coroa. Faleceu no Rio de Janeiro, quase cego, após deixar um legado fundamental para o desenvolvimento da arte acadêmica no Brasil.
Simplício Rodrigues de Sá | Arremate Arte
Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Cabo Verde — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício Rodrigues de Sá, foi um pintor e professor português de estilo neoclássico cuja carreira se desenvolveu principalmente no Brasil. Formado em pintura em Lisboa, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1809, onde tornou-se discípulo de Jean‑Baptiste Debret, participando da Missão Artística Francesa e contribuindo para a estruturação da Academia Imperial de Belas Artes.
Reconhecido por sua habilidade em retratos oficiais, foi nomeado pintor da Casa Imperial, atuando como professor de desenho da princesa Maria da Glória (futura Rainha de Portugal), da imperatriz Leopoldina, e, a partir de 1833, de Dom Pedro II e suas irmãs
Após a partida de Debret em 1831, Simplício ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica e, em 1834, assumiu a disciplina de Desenho na Academia.
Sua obra mais emblemática é o último retrato oficial de Dom Pedro I em vida. Entre seus trabalhos também se destacam retratos da família imperial, como o Conde do Rio Pardo, e temas religiosos, como a “Santa Ceia” na capela da Ordem Terceira de São Francisco. Simplício participou das duas primeiras exposições públicas da Academia Imperial, em 1829 e 1830. Reconhecido pelo imperador, recebeu a Ordem de Cristo (1826) e a comenda da Ordem do Cruzeiro (1827)
Consagrado como um dos principais retratistas oficiais do Brasil imperial, faleceu cego no Rio de Janeiro aos 54 anos, em 9 de março de 1839.
Simplício Rodrigues de Sá | Wikipédia
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau Tolentino, Cabo Verde, 1785 — Rio de Janeiro, 1839) foi um pintor e professor português que estabeleceu sua vida e carreira no Brasil.
Foi aluno-discípulo de Jean-Baptiste Debret, além de ter participado na formação da Academia Imperial de Belas Artes. Foi um dos poucos artistas portugueses que contribuiu ativamente na Missão Artística Francesa no Brasil. Por conta de sua influência, foi professor de Desenho e ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica na Academia Imperial.
Simplício Rodrigues de Sá teve uma grande importância dentro da Família Imperial Brasileira, tendo sido mentor de Desenho e Pintura de Dom Pedro II, de Dona Maria da Glória, futura Rainha de Portugal, e também da Imperatriz Dona Leopoldina. Sua obra mais famosa é o último retrato feito de Dom Pedro I enquanto ainda vivo.
Ele morreu com 54 anos, no Rio de Janeiro, onde vivera grande parte de sua vida.
Biografia
Simplício João Rodrigues de Sá nasceu na Ilha de São Nicolau (Cabo Verde), em 1785, em data desconhecida. É filho de João Roiz de Sá e de Margarida Rosa de Araújo. Se mudou para o Brasil em 1809, após passar uma breve temporada em Lisboa. Casou-se com 32 anos, em 1817, com Norberta Máxima de Jesus, com quem teve quatro filhos.
Rapidamente destacando-se entre o cenário artístico, Simplício de Sá chamou a atenção de influentes da Missão Artística Francesa de 1816, em particular, de Jean Baptiste Debret. A Missão Artística Francesa deu novos rumos a uma arte colonial que já se apresentava em decadência no começo do século, e nos poucos anos em que trabalhou, Simplício de Sá ajudou a consolidar a presença dos resultados da Missão Francesa no Brasil.
Academia Imperial de Belas Artes
Tendo-se fixado no Brasil, foi nomeado, em 1820, pensionista da recém-criada (porém não ainda inaugurada) Academia e lmperial das Artes, a antiga Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. No segundo semestre de 1823, cansado de esperar pela inauguração da Academia de Belas Artes, diversas vezes adiada por conta de falta de financiamentos, Jean-Baptiste Debret alugou uma casa no centro do Rio de Janeiro e formou um grupo de alunos, sua primeira classe, para ensinar técnicas de pintura. Seus primeiros discípulos foram Francisco Pedro do Amaral, Simplício Rodrigues de Sá, José de Cristo Moreira, Francisco de Sousa Lobo e José da Silva Arruda, aumentado depois por Manuel de Araújo Porto-Alegre, Augusto Muller, Guilherme Muller, José Reis de Carvalho, Alfonso Falcoz e José Correia de Lima.
Francisco Pedro do Amaral, colega de Simplício de Sá, pertence à chamada Escola Fluminense de Pintura, que ajudou a ligar a pintura colonial herdada do século XVIII e os novos ideais estéticos trazidos pelos artistas franceses após 1816, dos quais Simplício de Sá pôde retirar elementos para sua composição. Outro colega de Simplício foi o conterrâneo José de Cristo Moreira, pensionista da Academia, assim como os outros alunos. Foi também, desde 1816, professor de desenho da Imperial Academia de Guardas-Marinha do Brasil.
Em 1826, é oficialmente inaugurada, pelo Imperador D. Pedro I, a Academia Imperial de Belas Artes, com início das aulas em 1827, em um novo edifício, localizado na atual Praça Tiradentes. Se inicia um período de aprendizado e aprimoramento das técnicas da pintura. Já em 1829 e 1830, a Academia promove as duas primeiras coletivas entre professores e alunos da Academia Imperial. Debret incentiva seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, a expor suas obras.
Em 1831, Debret retorna para a França, e Simplício Rodrigues de Sá assume, interinamente, a cadeira de Pintura Histórica na Academia. Ele permanece na posição interina até a nomeação de Araújo Porto Alegre no mesmo ano. Em 1834, em decorrência do falecimento de Henrique José da Silva, Simplício assume a posição de Professor de Desenho.
Apesar de ser discípulo de um pintor de grande nome como Debret, Simplício de Sá teve seu talento reconhecido fácil e rapidamente através de sua especialização: Retratos. Além de ser marcado como um desenhista correto e um excelente colorista.
Família Imperial
Em 23 de novembro de 1820, graças a seu prestígio junto a Debret, tornou-se professor substituto da Academia Imperial pensionado com a quantia de trezentos mil reis anuais. Foi nomeado Pintor da Casa Imperial do Brasil, e tornou-se professor de artes da princesa Dona Maria da Glória, futura rainha de Portugal, conforme decreto de 30 de outubro de 1826.
Atendeu também a uma encomenda religiosa, fazendo uma Santa Ceia para a capela da Ordem da Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro.
Simplício Rodrigues de Sá se aproximou da Família Imperial e virou um dos retratistas da Família, tendo produzido diversos quadros de Dom Pedro I, sua esposa e seus filhos. Entre os anos de 1833 e 1835, Simplício foi escolhido como professor de desenho de Dom Pedro II e suas irmãs. Sua nomeação como professor dos filhos de Dom Pedro I foi dada pelo pintor ser considerado um homem de belo caráter e elevados sentimentos. Foi também mestre de desenho e pintura da Imperatriz Dona Leopoldina. A permanência de Simplício de Sá no ensino da Família Imperial indica a força de sua presença no ambiente artístico fluminense. Por seu valor, recebeu de Dom Pedro I o Hábito da Ordem de Cristo (27 de junho de 1826) e a mercê de cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro (12 de outubro de 1827), documentos que estão no Arquivo Nacional.
Simplício Rodrigues de Sá pintou vários quadros de Dom Pedro I e da Família Imperial, mas sua principal obra ficou conhecida por ser o último retrato feito de Dom Pedro I em vida.
Simplício Rodrigues de Sá faleceu, cego, no Rio de Janeiro, em 09 de março de 1839.
Obras
O Museu Imperial de Petrópolis possui cinco quadros de Simplício: “Retrato de Dom Pedro I” (1826), “Retrato de Dona Maria da Glória”, (1827), retrato do Conde do Rio Pardo (1830), o "Retrato de D. Pedro II" (1826), e outro sem identificação.
Seu quadro, o "Irmão Pedinte", foi exibido na Exposição da Pintura Religiosa, no MNBA, no Rio de Janeiro, em 1943. O quadro pertence ao acervo do Museu. O “Irmão Pedinte” é considerado uma tela pequena de matéria densa e desenho firme e seguro.
Análise
A respeito das obras de Simplício, algumas considerações foram feitas por artistas e historiadores da arte. Debret elogia muito seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, pelo último retrato de Dom Pedro.
Simplício foi, acima de tudo, retratista, destacando-se os retratos que fez de Dom Pedro I (Museu Imperial de Petrópolis), do Marquês de Inhambupe (Museu Nacional de Belas Artes) e do Conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chaçala (Museu Histórico Nacional). Mas abordou igualmente temas religiosos, como a Santa Ceia, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro, e cenas de costumes, como o Irmão Pedinte, do Museu Nacional de Belas Artes. Quadros como o retrato do Conde do Rio Parto (Museu Imperial, Petrópolis) comprovam a segurança técnica de seu trabalho neoclássico.
Na obra “Nossa Senhora da Conceição”, belo exemplo de pinturas características da época, a pintura apresenta cunho religioso, normalmente encomendada para templos e oratórios, algo que fugia do estilo principal de Simplício de Sá. Trabalho, ainda que convencional, apresenta qualidades de pigmentação que lhe trouxeram imponência e beleza.
Gonzaga Duque diz que o retrato do benfeitor Antônio Rodrigues dos Santos, apresentado em corpo inteiro, tamanho natural, de pé, debruçado sobre uma alta escrivaninha de escritório, olhando para fora da tela, possui possui bastante vigor em suas cores, embora se lhe note na cabeça falsos toques de uso de tintas avermelhadas.
Ao contrário de alguns pintores portugueses e brasileiros, Simplício de Sá se envolve em um caminho mais laico em sua obra do que é feito pelos seus colegas estrangeiros. Como no caso da Santa Ceia, feita para a Capela da Ordem da Terceira de são Francisco da Penitência do Rio de Janeiro, a obra é de pequenas dimensões e bastante convencional, endurecida, como que se mantendo dentro de uma tradição esgotada de arte, algo que não confortava o pintor. Pelo que se sabe, Simplício não teve nenhuma de suas exposições registradas. A própria exposição do artista nos Salões da Academia Imperial de Belas Artes em 1829 e 1830 é brevemente contestada no livro 150 anos de Pintura. O autor menciona que seu nome não aparece no catalogo das mostras em nenhum dos anos. Por outro lado, seria estranho que Simplício não tivesse participado da exposição, considerando que todos os seus colegas da classe original de Debret exibiram suas obras. Desta maneira, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um membro ativo na formação da educação em arte no Brasil.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.
Simplício de Sá | Itaú Cultural
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau, Cabo Verde, 1785 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1839). Pintor. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809 transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Procura Debret (1768-1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Aiba, graças a seu prestígio junto a Debret. Como reconhecimento por seu trabalho, a Casa Imperial o nomeia "Pintor da Real Câmara". Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória. Por seus serviços prestados à coroa, o imperador dom Pedro I (1798 - 1834) lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Em 1831 Debret retorna à França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Aiba, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772-1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Aiba. O posto parece se adequar mais a sua produção como pintor. Em sua atuação como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país.
Análise
Ao que tudo indica, o pintor Simplício de Sá nasce em Cabo Verde,1 em 1785. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809, transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Ao contrário de alguns pintores locais, Simplício de Sá interessa-se pela relação mais laica com a pintura proposta pelos artistas estrangeiros. Procura Debret (1768 - 1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Entre seus colegas se encontram Francisco Pedro do Amaral (1790-1831), Francisco Souza Lobo (ca.1800-ca.1855), Cristo Moreira (s.d.-1830) e José da Silva Arruda (ca.1805 - 1833). A estes se somam, posteriormente, Porto Alegre (1806 - 1879), August Müller (1815-ca.1883), Guilherme Müller, Reis Carvalho (1800-18--), Alphonse Falcoz (1813-s.d.) e Correia de Lima (1814-1857).
Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Academia, graças a seu prestígio com Debret. Progride a olhos vistos, o que leva ao reconhecimento da Casa Imperial e a sua subseqüente nomeação como Pintor da Real Câmara. Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória (1819 - 1853), futura Dona Maria II, rainha de Portugal. Pelos serviços prestados à coroa, o imperador lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Em 1831, Debret retorna para a França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Academia, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772 - 1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Academia. O posto parece se adequar mais à sua produção como pintor. O artista não se dedica às cenas de história. Sua produção mais conhecida é a de retratos oficiais. Realiza diversas telas da figura do primeiro imperador. Muito presente na vida palaciana, pode pintar toda a família real. Pinta, entre outros, a imperatriz Dona Maria Leopoldina (1797 - 1826) e de sua filha Dona Maria II. Outras figuras públicas importantes são retratadas pelo pintor, como o Marquês de Inhambupe e o bispo Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade.
As cenas religiosas e de costume são outra faceta importante de sua produção. É conhecida uma Santa Ceia pintada para a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e dos Costumes, além de uma tela de Nossa Senhora da Conceição. Entre as cenas de costume, a mais conhecida é o pequeno quadro Irmão Pedinte, hoje no acervo do Museu Nacional de Belas Artes - MNBA.
Pelo que se sabe, o artista não teve nenhuma de suas exposições registrada. A informação de que expôs nos Salões da Academia em 1829 e 1830 é contestada no livro 150 Anos de Pintura.2 Menciona-se que seu nome não aparece no catálogo de nenhuma das duas mostras. Desta forma, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país. O artista falece cego no dia 8 de março de 1839, no Rio de Janeiro.
Exposição
1829 – 1ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1830 – 2ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1943 – Pintura Religiosa – local não especificado
1948 – Retrospectiva da Pintura no Brasil – local não especificado
1983 – História da Pintura Brasileira no Século XIX – local não especificado
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras – local não especificado
1990 – Missão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX – local não especificado
1999 – O Brasil Redescoberto – local não especificado
2000 – De Frans Post a Eliseu Visconti: acervo Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2002 – Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2007 – Missão Artística Francesa, Coleção Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2011 – Arte no Brasil: Uma História na Pinacoteca de São Paulo – São Paulo, SP
2018 – Da Terra Brasilis à Aldeia Global – local não especificado
Fonte: SIMPLÍCIO de Sá. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de julho de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Crédito fotográfico: WikiArt, retrato de D. Pedro I. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.
Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Portugal — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício de Sá, foi um pintor e professor luso-brasileiro. Formado em pintura em Lisboa, estabeleceu-se no Brasil em 1809, integrando-se à Missão Artística Francesa liderada por Jean-Baptiste Debret. Teve papel essencial na fundação e consolidação da Academia Imperial de Belas Artes, onde lecionou disciplinas como Pintura Histórica e Desenho. Reconhecido como retratista oficial da família imperial, produziu obras emblemáticas como o último retrato de Dom Pedro I em vida e retratos da princesa Maria da Glória e da imperatriz Leopoldina. Sua produção também abrange temas religiosos, com destaque para “A Santa Ceia” na Ordem Terceira de São Francisco. Foi agraciado com a Ordem de Cristo e a Ordem do Cruzeiro pelos serviços prestados à coroa. Faleceu no Rio de Janeiro, quase cego, após deixar um legado fundamental para o desenvolvimento da arte acadêmica no Brasil.
Simplício Rodrigues de Sá | Arremate Arte
Simplício Rodrigues de Sá (1785, São Nicolau Tolentino, Cabo Verde — 9 de março de 1839, Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Simplício Rodrigues de Sá, foi um pintor e professor português de estilo neoclássico cuja carreira se desenvolveu principalmente no Brasil. Formado em pintura em Lisboa, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1809, onde tornou-se discípulo de Jean‑Baptiste Debret, participando da Missão Artística Francesa e contribuindo para a estruturação da Academia Imperial de Belas Artes.
Reconhecido por sua habilidade em retratos oficiais, foi nomeado pintor da Casa Imperial, atuando como professor de desenho da princesa Maria da Glória (futura Rainha de Portugal), da imperatriz Leopoldina, e, a partir de 1833, de Dom Pedro II e suas irmãs
Após a partida de Debret em 1831, Simplício ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica e, em 1834, assumiu a disciplina de Desenho na Academia.
Sua obra mais emblemática é o último retrato oficial de Dom Pedro I em vida. Entre seus trabalhos também se destacam retratos da família imperial, como o Conde do Rio Pardo, e temas religiosos, como a “Santa Ceia” na capela da Ordem Terceira de São Francisco. Simplício participou das duas primeiras exposições públicas da Academia Imperial, em 1829 e 1830. Reconhecido pelo imperador, recebeu a Ordem de Cristo (1826) e a comenda da Ordem do Cruzeiro (1827)
Consagrado como um dos principais retratistas oficiais do Brasil imperial, faleceu cego no Rio de Janeiro aos 54 anos, em 9 de março de 1839.
Simplício Rodrigues de Sá | Wikipédia
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau Tolentino, Cabo Verde, 1785 — Rio de Janeiro, 1839) foi um pintor e professor português que estabeleceu sua vida e carreira no Brasil.
Foi aluno-discípulo de Jean-Baptiste Debret, além de ter participado na formação da Academia Imperial de Belas Artes. Foi um dos poucos artistas portugueses que contribuiu ativamente na Missão Artística Francesa no Brasil. Por conta de sua influência, foi professor de Desenho e ocupou interinamente a cadeira de Pintura Histórica na Academia Imperial.
Simplício Rodrigues de Sá teve uma grande importância dentro da Família Imperial Brasileira, tendo sido mentor de Desenho e Pintura de Dom Pedro II, de Dona Maria da Glória, futura Rainha de Portugal, e também da Imperatriz Dona Leopoldina. Sua obra mais famosa é o último retrato feito de Dom Pedro I enquanto ainda vivo.
Ele morreu com 54 anos, no Rio de Janeiro, onde vivera grande parte de sua vida.
Biografia
Simplício João Rodrigues de Sá nasceu na Ilha de São Nicolau (Cabo Verde), em 1785, em data desconhecida. É filho de João Roiz de Sá e de Margarida Rosa de Araújo. Se mudou para o Brasil em 1809, após passar uma breve temporada em Lisboa. Casou-se com 32 anos, em 1817, com Norberta Máxima de Jesus, com quem teve quatro filhos.
Rapidamente destacando-se entre o cenário artístico, Simplício de Sá chamou a atenção de influentes da Missão Artística Francesa de 1816, em particular, de Jean Baptiste Debret. A Missão Artística Francesa deu novos rumos a uma arte colonial que já se apresentava em decadência no começo do século, e nos poucos anos em que trabalhou, Simplício de Sá ajudou a consolidar a presença dos resultados da Missão Francesa no Brasil.
Academia Imperial de Belas Artes
Tendo-se fixado no Brasil, foi nomeado, em 1820, pensionista da recém-criada (porém não ainda inaugurada) Academia e lmperial das Artes, a antiga Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios. No segundo semestre de 1823, cansado de esperar pela inauguração da Academia de Belas Artes, diversas vezes adiada por conta de falta de financiamentos, Jean-Baptiste Debret alugou uma casa no centro do Rio de Janeiro e formou um grupo de alunos, sua primeira classe, para ensinar técnicas de pintura. Seus primeiros discípulos foram Francisco Pedro do Amaral, Simplício Rodrigues de Sá, José de Cristo Moreira, Francisco de Sousa Lobo e José da Silva Arruda, aumentado depois por Manuel de Araújo Porto-Alegre, Augusto Muller, Guilherme Muller, José Reis de Carvalho, Alfonso Falcoz e José Correia de Lima.
Francisco Pedro do Amaral, colega de Simplício de Sá, pertence à chamada Escola Fluminense de Pintura, que ajudou a ligar a pintura colonial herdada do século XVIII e os novos ideais estéticos trazidos pelos artistas franceses após 1816, dos quais Simplício de Sá pôde retirar elementos para sua composição. Outro colega de Simplício foi o conterrâneo José de Cristo Moreira, pensionista da Academia, assim como os outros alunos. Foi também, desde 1816, professor de desenho da Imperial Academia de Guardas-Marinha do Brasil.
Em 1826, é oficialmente inaugurada, pelo Imperador D. Pedro I, a Academia Imperial de Belas Artes, com início das aulas em 1827, em um novo edifício, localizado na atual Praça Tiradentes. Se inicia um período de aprendizado e aprimoramento das técnicas da pintura. Já em 1829 e 1830, a Academia promove as duas primeiras coletivas entre professores e alunos da Academia Imperial. Debret incentiva seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, a expor suas obras.
Em 1831, Debret retorna para a França, e Simplício Rodrigues de Sá assume, interinamente, a cadeira de Pintura Histórica na Academia. Ele permanece na posição interina até a nomeação de Araújo Porto Alegre no mesmo ano. Em 1834, em decorrência do falecimento de Henrique José da Silva, Simplício assume a posição de Professor de Desenho.
Apesar de ser discípulo de um pintor de grande nome como Debret, Simplício de Sá teve seu talento reconhecido fácil e rapidamente através de sua especialização: Retratos. Além de ser marcado como um desenhista correto e um excelente colorista.
Família Imperial
Em 23 de novembro de 1820, graças a seu prestígio junto a Debret, tornou-se professor substituto da Academia Imperial pensionado com a quantia de trezentos mil reis anuais. Foi nomeado Pintor da Casa Imperial do Brasil, e tornou-se professor de artes da princesa Dona Maria da Glória, futura rainha de Portugal, conforme decreto de 30 de outubro de 1826.
Atendeu também a uma encomenda religiosa, fazendo uma Santa Ceia para a capela da Ordem da Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro.
Simplício Rodrigues de Sá se aproximou da Família Imperial e virou um dos retratistas da Família, tendo produzido diversos quadros de Dom Pedro I, sua esposa e seus filhos. Entre os anos de 1833 e 1835, Simplício foi escolhido como professor de desenho de Dom Pedro II e suas irmãs. Sua nomeação como professor dos filhos de Dom Pedro I foi dada pelo pintor ser considerado um homem de belo caráter e elevados sentimentos. Foi também mestre de desenho e pintura da Imperatriz Dona Leopoldina. A permanência de Simplício de Sá no ensino da Família Imperial indica a força de sua presença no ambiente artístico fluminense. Por seu valor, recebeu de Dom Pedro I o Hábito da Ordem de Cristo (27 de junho de 1826) e a mercê de cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro (12 de outubro de 1827), documentos que estão no Arquivo Nacional.
Simplício Rodrigues de Sá pintou vários quadros de Dom Pedro I e da Família Imperial, mas sua principal obra ficou conhecida por ser o último retrato feito de Dom Pedro I em vida.
Simplício Rodrigues de Sá faleceu, cego, no Rio de Janeiro, em 09 de março de 1839.
Obras
O Museu Imperial de Petrópolis possui cinco quadros de Simplício: “Retrato de Dom Pedro I” (1826), “Retrato de Dona Maria da Glória”, (1827), retrato do Conde do Rio Pardo (1830), o "Retrato de D. Pedro II" (1826), e outro sem identificação.
Seu quadro, o "Irmão Pedinte", foi exibido na Exposição da Pintura Religiosa, no MNBA, no Rio de Janeiro, em 1943. O quadro pertence ao acervo do Museu. O “Irmão Pedinte” é considerado uma tela pequena de matéria densa e desenho firme e seguro.
Análise
A respeito das obras de Simplício, algumas considerações foram feitas por artistas e historiadores da arte. Debret elogia muito seu discípulo, Simplício Rodrigues de Sá, pelo último retrato de Dom Pedro.
Simplício foi, acima de tudo, retratista, destacando-se os retratos que fez de Dom Pedro I (Museu Imperial de Petrópolis), do Marquês de Inhambupe (Museu Nacional de Belas Artes) e do Conselheiro Francisco Gomes da Silva, o Chaçala (Museu Histórico Nacional). Mas abordou igualmente temas religiosos, como a Santa Ceia, na Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, no Rio de Janeiro, e cenas de costumes, como o Irmão Pedinte, do Museu Nacional de Belas Artes. Quadros como o retrato do Conde do Rio Parto (Museu Imperial, Petrópolis) comprovam a segurança técnica de seu trabalho neoclássico.
Na obra “Nossa Senhora da Conceição”, belo exemplo de pinturas características da época, a pintura apresenta cunho religioso, normalmente encomendada para templos e oratórios, algo que fugia do estilo principal de Simplício de Sá. Trabalho, ainda que convencional, apresenta qualidades de pigmentação que lhe trouxeram imponência e beleza.
Gonzaga Duque diz que o retrato do benfeitor Antônio Rodrigues dos Santos, apresentado em corpo inteiro, tamanho natural, de pé, debruçado sobre uma alta escrivaninha de escritório, olhando para fora da tela, possui possui bastante vigor em suas cores, embora se lhe note na cabeça falsos toques de uso de tintas avermelhadas.
Ao contrário de alguns pintores portugueses e brasileiros, Simplício de Sá se envolve em um caminho mais laico em sua obra do que é feito pelos seus colegas estrangeiros. Como no caso da Santa Ceia, feita para a Capela da Ordem da Terceira de são Francisco da Penitência do Rio de Janeiro, a obra é de pequenas dimensões e bastante convencional, endurecida, como que se mantendo dentro de uma tradição esgotada de arte, algo que não confortava o pintor. Pelo que se sabe, Simplício não teve nenhuma de suas exposições registradas. A própria exposição do artista nos Salões da Academia Imperial de Belas Artes em 1829 e 1830 é brevemente contestada no livro 150 anos de Pintura. O autor menciona que seu nome não aparece no catalogo das mostras em nenhum dos anos. Por outro lado, seria estranho que Simplício não tivesse participado da exposição, considerando que todos os seus colegas da classe original de Debret exibiram suas obras. Desta maneira, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um membro ativo na formação da educação em arte no Brasil.
Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.
Simplício de Sá | Itaú Cultural
Simplício Rodrigues de Sá (São Nicolau, Cabo Verde, 1785 - Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 1839). Pintor. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809 transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Procura Debret (1768-1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Aiba, graças a seu prestígio junto a Debret. Como reconhecimento por seu trabalho, a Casa Imperial o nomeia "Pintor da Real Câmara". Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória. Por seus serviços prestados à coroa, o imperador dom Pedro I (1798 - 1834) lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro. Em 1831 Debret retorna à França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Aiba, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772-1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Aiba. O posto parece se adequar mais a sua produção como pintor. Em sua atuação como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país.
Análise
Ao que tudo indica, o pintor Simplício de Sá nasce em Cabo Verde,1 em 1785. Antes de vir para o Brasil, mora em Lisboa, onde se inicia no ofício de artista. Em 1809, transfere-se para o Rio de Janeiro. Na colônia, é um dos poucos que se aproximam da Missão Artística Francesa, que chega ao Brasil em 1816. Ao contrário de alguns pintores locais, Simplício de Sá interessa-se pela relação mais laica com a pintura proposta pelos artistas estrangeiros. Procura Debret (1768 - 1848) e torna-se seu discípulo. Desta forma, integra o primeiro grupo de alunos do pintor francês, antes do funcionamento oficial da Academia Imperial de Belas Artes - Aiba, a partir de 1826. Entre seus colegas se encontram Francisco Pedro do Amaral (1790-1831), Francisco Souza Lobo (ca.1800-ca.1855), Cristo Moreira (s.d.-1830) e José da Silva Arruda (ca.1805 - 1833). A estes se somam, posteriormente, Porto Alegre (1806 - 1879), August Müller (1815-ca.1883), Guilherme Müller, Reis Carvalho (1800-18--), Alphonse Falcoz (1813-s.d.) e Correia de Lima (1814-1857).
Em 23 de novembro de 1820, torna-se professor substituto da Academia, graças a seu prestígio com Debret. Progride a olhos vistos, o que leva ao reconhecimento da Casa Imperial e a sua subseqüente nomeação como Pintor da Real Câmara. Ao mesmo tempo, o artista desempenha o papel de mestre de artes da princesa Dona Maria da Glória (1819 - 1853), futura Dona Maria II, rainha de Portugal. Pelos serviços prestados à coroa, o imperador lhe confere o Hábito da Ordem de Cristo, em 1826, e a mercê de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro.
Em 1831, Debret retorna para a França. Simplício de Sá ocupa sua cadeira na Academia, lecionando pintura histórica. Continua a trabalhar na Casa Imperial. Em 1833, torna-se mestre de dom Pedro II (1825 - 1891) e de todas as suas irmãs. Com a morte de Henrique José da Silva (1772 - 1834), o artista passa a ocupar a cadeira de desenho na Academia. O posto parece se adequar mais à sua produção como pintor. O artista não se dedica às cenas de história. Sua produção mais conhecida é a de retratos oficiais. Realiza diversas telas da figura do primeiro imperador. Muito presente na vida palaciana, pode pintar toda a família real. Pinta, entre outros, a imperatriz Dona Maria Leopoldina (1797 - 1826) e de sua filha Dona Maria II. Outras figuras públicas importantes são retratadas pelo pintor, como o Marquês de Inhambupe e o bispo Dom Manoel Joaquim Gonçalves de Andrade.
As cenas religiosas e de costume são outra faceta importante de sua produção. É conhecida uma Santa Ceia pintada para a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e dos Costumes, além de uma tela de Nossa Senhora da Conceição. Entre as cenas de costume, a mais conhecida é o pequeno quadro Irmão Pedinte, hoje no acervo do Museu Nacional de Belas Artes - MNBA.
Pelo que se sabe, o artista não teve nenhuma de suas exposições registrada. A informação de que expôs nos Salões da Academia em 1829 e 1830 é contestada no livro 150 Anos de Pintura.2 Menciona-se que seu nome não aparece no catálogo de nenhuma das duas mostras. Desta forma, sua primeira exposição documentada é póstuma: A Retrospectiva de Pintura no Brasil, em 1848, no MNBA. Como professor e artista, Simplício de Sá é um dos responsáveis pela afirmação do ensino artístico no país. O artista falece cego no dia 8 de março de 1839, no Rio de Janeiro.
Exposição
1829 – 1ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1830 – 2ª Exposição da Classe de Pintura Histórica da Imperial Academia das Bellas Artes – Rio de Janeiro, RJ
1943 – Pintura Religiosa – local não especificado
1948 – Retrospectiva da Pintura no Brasil – local não especificado
1983 – História da Pintura Brasileira no Século XIX – local não especificado
1984 – Tradição e Ruptura: síntese de arte e cultura brasileiras – local não especificado
1990 – Missão Artística Francesa e Pintores Viajantes: França - Brasil no século XIX – local não especificado
1999 – O Brasil Redescoberto – local não especificado
2000 – De Frans Post a Eliseu Visconti: acervo Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2002 – Imagem e Identidade: um olhar sobre a história na coleção do Museu de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2007 – Missão Artística Francesa, Coleção Museu Nacional de Belas Artes – Rio de Janeiro, RJ
2011 – Arte no Brasil: Uma História na Pinacoteca de São Paulo – São Paulo, SP
2018 – Da Terra Brasilis à Aldeia Global – local não especificado
Fonte: SIMPLÍCIO de Sá. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Acesso em: 01 de julho de 2025. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Crédito fotográfico: WikiArt, retrato de D. Pedro I. Consultado pela última vez em 1 de julho de 2025.