Cadastre-se e tenha a melhor experiência em leilões 🎉🥳

Yolanda Mohalyi

Yolanda Lederer Mohalyi (Cluj Napoca, Romênia, 1909 – São Paulo, SP, 1978), mais conhecida como Yolanda Mohalyi, foi uma pintora, desenhista e professora de artes plásticas romena. Estudou pintura na Escola Livre, em Nagygania, e ingressou na Real Academia de Belas Artes, em Budapeste. Em 1931, mudou-se para o Brasil e estabeleceu-se em São Paulo, onde começou a lecionar desenho e pintura, tendo como alunos Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, passou a frequentar o ateliê de Lasar Segall e, em 1937, integrou o Grupo 7 ao lado de renomados artistas como Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1945 no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/SP). Em 1951, iniciou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia. Em 1958, foi agraciado com o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Durante as décadas de 1950 e 1960, realizou vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e murais para igrejas em São Paulo, além de mosaicos para residências particulares. Lecionou na FAAP entre 1960 e 1962 e, nesse mesmo período, representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte na Argentina. Em 1963, foi premiada como a melhor pintora nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo.

Biografia Yolanda Mohalyi | Wikipédia

Inicialmente figurativa e expressionista, Mohalyi evoluiu, nos anos 1950, gradualmente para a abstração expressiva que caracterizou sua produção nos anos 1960 e 70.

Biografia

Nascida em Kolozsvar, na Hungria (atualmente Cluj-Napoca, Romênia), Yolanda Mohalyi formou-se na Real Academia de Belas-Artes, em Budapeste.

No ano de 1931, ela veio morar em São Paulo, lecionando desenho e pintura no ano seguinte. Em 1935, estudou com seu amigo Lasar Segall (1891-1957). Dois anos depois, integrou ao lado de Brecheret, Elisabeth Nobiling, entre outros, o chamado "Grupo 7" (não deve ser confundido com o Grupo dos Sete).

Em 1945, Yolanda realizou sua primeira exposição individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

Em 1958, Mohalyi ganhou o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea.

Entre as décadas de 1950 e 1960, a pintora executou vitrais para a FAAP, onde lecionou, e para a Igreja de São Domingos, bem como o mural da Igreja do Cristo Operário. A Capela de São Francisco em Itatiaia também possui vitrais de Mohalyi. Além disso, criou mosaicos para casas particulares.

Em 1962, Yolanda representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte, ocorrida na Argentina. O crítico Sir Herbert Read escolheu alguns de seus trabalhos para uma exposição nos Estados Unidos.

Após sua morte, parte do acervo pessoal de Mohalyi foi doado por seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

---

Biografia Yolanda Mohalyi | Itaú Cultural

Yolanda Lederer Mohalyi (Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria [atual Cluj Napoca, Romênia] 1909 - São Paulo SP 1978). Pintora, desenhista. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e, em 1927, ingressou na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Em 1931, vem para o Brasil e fixa-se em São Paulo, onde leciona desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi (1935) e Giselda Leirner (1928). A partir de 1935, começa a frequentar o ateliê de Lasar Segall (1891 - 1957), com quem identifica-se. Por volta de 1937, integra o Grupo 7, ao lado de Victor Brecheret (1894 - 1955), Antonio Gomide (1895 - 1967) e Elisabeth Nobiling (1902 - 1975), entre outros. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1945 no Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/SP. Em 1951 realiza suas primeiras xilogravuras, com Hansen Bahia (1915 - 1978). Em 1958, recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Entre as décadas de 1950 e 1960, executa em São Paulo vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado - Faap e murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, além de mosaicos em residências particulares. Mais tarde, executa também vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Entre 1960 e 1962, leciona no curso de desenho e plástica da Faap. É também nesse ano que a artista representa o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte, na Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Sir Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Em 1963, recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo.

Análise

Nascida em Cluj Napoca, na atual Romênia, Yolanda Mohalyi estuda desenho e pintura na Academia de Belas Artes de Budapeste. Forma-se em um ambiente artístico ligado predominantemente ao expressionismo alemão, porém de vertente mais poética. O quadro Moça ao Ar Livre (1930) é um exemplo dessa tendência expressionista e destaca-se pelas tintas carregadas e pelo caráter melancólico e dramático. A artista vem para o Brasil em 1931, fixando-se em São Paulo. Suas obras iniciais têm como tema principal a figura humana e revelam preocupação com as injustiças sociais, como no quadro Desemprego (1931), realizado em tonalidades sombrias.

No Brasil, a pintora integra o Grupo 7, com Victor Brecheret (1894 - 1955), Elisabeth Nobiling (1902 - 1975), Antonio Gomide (1895 - 1967), Rino Levi (1901 - 1965), John Graz (1891 - 1980) e Regina Graz (1897 - 1973). Yolanda revela grande admiração pela obra do pintor Lasar Segall (1891-1957), de quem se torna amiga. A afinidade com a poética de Segall é mostrada nos aspectos formais e também na escolha dos temas: ênfase na figura humana, paisagens urbanas ou campos com animais e principalmente na preocupação em retratar personagens humildes ou desfavorecidos, como ocorre, por exemplo, no quadro Século XX (ca.1938). A paleta é próxima daquela utilizada por Segall, com um cromatismo denso e muito elaborado, no qual predominam os tons ocre. Yolanda Mohalyi emprega, porém, nuances mais luminosas e transparentes, em relação à de Segall. Utiliza com frequência o amarelo, embora em tonalidades rebaixadas. Procura obter, na pintura a óleo, os efeitos de transparência característicos da aquarela, técnica que emprega frequentemente e na qual revela grande domínio. Usa a aquarela em vários auto-retratos, naturezas-mortas e também em algumas paisagens brasileiras, representadas em um clima poético como ocorre em Ubatuba, Campos de Jordão ou Arredores de Jacareí (todas sem data). Na aquarela Menino com Abacaxi (1940) utiliza a simplificação formal do cubismo, em fatura muito pessoal, com uma gama cromática luminosa.

A partir da segunda metade da década de 1950, sua obra revela a gradativa passagem para a abstração, por meio da simplificação e geometrização das formas do plano de fundo de quadros como Solidão (1955). Suas telas abstratas da década de 1950 apresentam manchas de cores que se aproximam de formas retangulares, pintadas muito próximas umas das outras ou sobrepostas e preenchem quase totalmente a superfície da tela. As tonalidades são geralmente escuras e saturadas. A artista explora muitas vezes as texturas densas, utilizando tintas encorpadas, às quais acrescenta areia e outros materiais rugosos, como ocorre em Composição à Margem do Rio (1959) ou em Pesquisa (s.d.).

Yolanda Mohalyi torna-se, desde o fim da década de 1950, uma das pintoras mais representativas da pintura informal no país. Participa de várias exposições nacionais e internacionais e de quase todas as Bienais Internacionais de São Paulo, entre 1951 e 1967. Escolhida como melhor pintora nacional na Bienal de 1963, tem uma sala especial na Bienal seguinte. Nessa exposição de 1965, apresenta telas nas quais ocorre a condensação das manchas de cor que emergem em grandes formas, sobre as quais surgem elementos lineares, trabalhados em gestos largos. A artista retoma em seus quadros a procura dos efeitos de transparência.

Em suas obras, gradualmente, as formas se expandem e ocupam espaços cada vez mais amplos, como em A Grande Viagem (1969) ou em Formas em Evolução (s.d.). Na década de 1970, a pintora trabalha com imagens translúcidas e explora harmonias musicais como em Vôo Espacial (1971) ou em Outono 72 (1972). Seus quadros apresentam cores flutuantes, empregadas em singulares expressões luminosas. A tela Meteoro (1971), representativa do último estilo adotado por ela, traz a sugestão de uma harmonia cósmica, explorada pela elaboração do grande espaço construído em sutis transições tonais.

Críticas

"Yolanda Mohalyi destaca-se, nas artes plásticas, como um dos artistas-pintores entre os mais importantes que tivemos nos últimos 50 anos. (...) Yolanda Lederer Mohalyi chegou ao Brasil em 1931 (...). Naquele tempo ela executava uma pintura com elementos determinadamente colorísticos, vindo de tratamento pós-impressionista chegando a uma expressividade que podemos chamar de força expressionista. Suas figuras e paisagens da época apresentavam motivos com forte concentração formal, seja nas suas formas compactas, seja nas cores carregadas e densas, revelando seu espírito de penetração nos assuntos dos quais se destacam as pessoas humildes, as crianças, as paisagens, que já mencionamos, com florestas escuras e casas antigas.(...) Pouco a pouco ela sentiu que precisava, também, dar um cunho mais construtivo na composição destas imagens. (...) Surgiu assim uma fase bem definida em suas obras, que limita os planos coloridos em cenas representadas por contornos fortes, muitos de cor preta, que, conseqüentemente, conduziu para uma modalidade mais abstrata, mais gráfica. (...) Como ela sempre intensificara suas imagens através da modulação e beleza das cores, pouco tempo depois partiu para uma pintura não-figurativa, bem mais forte. No início foram verdadeiras placas de cores, que ela aplicou sobre as telas. Pouco a pouco esta pintura se desenvolveu com mais transparência, mais luminosidade, para o estilo de sua pintura, como ficou mais conhecida e mais apreciada" — Wolfgang Pfeiffer (PFEIFFER, Wolfgang. Yolanda Mohalyi: uma síntese histórico-crítica. In: MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: Dan Galeria, 1982. p.3-4).

"Sua pintura impregnava-se de temas humanos e sociais nas décadas de 30 e 40, expressos por uma paleta de refinados tons transparentes. Mais tarde ela assumiria uma pintura abstrata informal em que perduravam e se intensificavam esses valores cromáticos.(...) Yolanda Mohalyi tornou-se desde 1957 uma das figuras de maior representatividade da tendência (expressionismo abstrato). Abandonando a figuração, sempre motivada, na primeira metade dos anos 50, por uma abstração de início ordenada geometricamente, aproximou-se do espaço ocupado por formas mais livres. Através destas, a pintora elaborou composições de grande desenvoltura, renovando suas cores de base - as que a haviam identificado duas décadas antes - e enriquecendo sua paleta sem nada perder do controle emocional que a caracteriza" — Walter Zanini (ZANINI, Walter. Novos nomes. In: _______. História geral da arte no Brasil - I. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. p.618, 619, 697).

"A arte para Yolanda Mohalyi tem uma finalidade específica. As cores, os sistemas de representação, o método são instrumentos a serviço do seu desejo de organizar e expressar uma concepção de vida e do ser humano. A sua visão é carregada de afetividade. É a constante que acompanha o seu trabalho afastada das teses e dos assuntos. A crença interior e a postura em relação à própria existência humana. Pode ser dito que o estímulo principal, o móvel de sua atividade, é a combustão interna que, em certo momento, necessita da arte para a sua concretude. A constante interna e a expressão - objeto artístico - é a conseqüência de uma destinação inicial.

(...)

Yolanda Mohalyi, como muitos artistas de sua geração, colocava-se humildemente diante da arte. (...) Uma artista que se coloca à disposição da criação e não como beneficiária e simples produtora de imagens agradáveis ou da moda. (...) Não há o culto do próprio ego, não há a exaltação da personalidade do artista. Há o trabalho severo e constante de alguém colocado à disposição do ser humano e que utiliza a arte como seu veículo.

Mas estar à disposição do ser humano não pressupõe um engajamento estéril ou mecânico. A arte de Yolanda Mohalyi não seguia nenhuma doutrina política ou sociológica. Ela era uma artista. O seu único guia era a sua sensibilidade e intuição. A sua fidelidade sempre foi ao ser humano, mas o seu guia mestre, o sensor de sua ação, foi a intuição. (...) A única realidade possível para o artista é a sua ação. A obra de Yolanda Mohalyi reflete esta condição inicial. Ela dedicou-se inteiramente à sua ação e, no caminho, como acontece com os criadores de linguagem, ela aproximou-se de artistas e imagens" — Jacob Klintowitz (KLINTOWITZ, Jacob. Yolanda Mohalyi. In: MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: Dan Galeria, 1984. p. 2-3).

"(...) A criação artística para Yolanda não constituía um mero ofício, uma simples profissão. Era a sua razão de viver, o elo de ligação entre a dimensão humana e a transcendência espiritual. De certo modo, então, a arte assumia uma função ritualística para sua religiosidade. 

(...)

Irrefreável na busca de ampliar seus limites, não se contentava em permanecer num estilo ou numa técnica, mesmo que a dominasse tranqüilamente. Estudava continuamente, renovando-se em cada quadro através de pesquisa e experiência de novas estruturações e combinações colorísticas. 

A avaliação de sua obra, por conseguinte, não se deve deter na análise de fases separadamente. Tudo o que produziu forma um todo, um conjunto homogêneo. Os passos que deu, desde o figurativo ao abstrato, seguem uma ordem natural, consciente. Cada período pressupõe o outro que o antecede. As mudanças não ocorrem por acaso, mas, ao contrário, atendem a um impulso interior da artista. Ou melhor, à sua intuição. 

No início figurativa, serve-se de sua técnica já apurada para captar o real, expondo, por um lado, sua sensibilidade diante da temática social brasileira e, por outro, o fascínio pela paisagem tropical, campestre e litorânea. À medida em que se acentua a sua tendência expressionista, mirando-se em Segall, porém mantendo seu estilo pessoal nas aquarelas de naturezas mortas e paisagens, a figura torna-se a preocupação vital: a criança, o jovem, o velho, os trabalhadores, os mutilados nos quadros de guerra.

Libertando-se progressivamente da influência de Segall e assimilando as novas propostas da arte internacional, através de viagens e das Bienais, passa por uma fase de transição. A crise que irrompe em seu íntimo conduz a uma transformação. Não se satisfaz em retratar o real, expressionisticamente. Mais preocupada com a construção das formas, as composições se geometrizam sob a inspiração de Braque e Picasso. Abdicando do cromatismo que manejava com total desenvoltura, cria obras magníficas de uma excelente técnica nascente. A figura, simplificada pelo cubismo, levemente abstraída, se destaca de um fundo já claramente abstrato. 

(...)

Abstrata, só recorrendo à figura como exercício diário de trabalho, no início explora o agrupamento das formas, que aparecem fechadas, compactadas, acompanhadas de cores geralmente escuras, ora moduladas, ora saturadas.  Parece que a artista ainda não conseguia soltar todas as amarras interiores, possivelmente pela dúvida entre o abstracionismo geométrico e o lírico.

Aos poucos, contudo, após pesquisas de relevo e textura, a definição pelo abstracionismo lírico se solidifica e a pintora começa a dar saltos cada vez mais audaciosos, atingindo, no apogeu da carreira, a plenitude da expressão.

(...)

A despeito do excepcional domínio na estruturação das formas, o que de mais peculiar Yolanda legou às artes plásticas foi a sua originalíssima expressão cromática. 

Desde as primeiras obras da década de 30, seus quadros se destacam pelo tratamento colorístico que empresta às suas composições. As cores são utilizadas na construção dos volumes das figuras humanas, das naturezas-mortas e paisagens.

No período em que se aproximou de Segall, aliás, o que a distingue do pintor - a ponto de causar-lhe admiração - consiste justamente nos efeitos de luminosidade e transparência presentes nas aquarelas produzidas nessa fase expressionista.

(...)

Entretanto se no figurativo, até o final da década de 40, se evidencia a influência segalliana (...) e, na transição, a inspiração cubista, no abstrato sua arte é única, inconfundível" — Lucia Helena Bortolo de Rezende (REZENDE, Lúcia Helena Bortolo. Do figurativo ao abstracionismo lírico: descrição e análise da obra da pintura Yolanda Mohalyi. In: MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. Sao Paulo: MAC/USP, 1988. p.11-13).

Depoimentos

"Dizem que o abstrato é superado, mas na verdade seu campo é ilimitado. O abstrato, como palavra, não cobre aquilo que nós fazemos, não exprime o processo do pintor. Muitos perguntam se eu vou parar com o abstrato. Digo que, quando me saturar, vou procurar outra forma de expressão. Mas acho que estou muito ligada ao descobrimento do universo e isso se reflete na pintura: meus abstratos sempre dão uma visão quase cósmica.

Sinto que podem existir no cosmo a paisagem, os sistemas; mesmo que não sejam vistos, participam da nossa realidade. A mesma lei que rege o cosmo, rege o quadro. Essa é a nossa atitude criativa" — Yolanda Mohalyi (MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: MAC/USP, 1988. p. 18).

"Sobre as influências no estilo pessoal, posso acrescentar que o estilo é o resultado da individualização do artista; depende da capacidade do artista, como indivíduo - sem ser anticoletivo, vivendo a realidade, formando conceitos - de decidir seu rumo, forjar sua identidade, sem cedar à massificação" — Yolanda Mohalyi (MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: MAC/USP, 1988. p. 16).

Acervos

Acervo Banco Itaú S.A. - São Paulo SP

Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil - São Paulo SP

Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - SP

Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo - SP

Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - RJ

Museu de Arte Contemporânea - MAC/PR - Curitiba PR 

Museu Nacional de Belas Artes - MNBA - Rio de Janeiro RJ

Exposições Individuais

1945 - São Paulo SP - Primeira individual, no IAB/SP

1950 - São Paulo SP - Individual, no Masp

1951 - Salvador BA - Individual, na Galeria Oxumaré

1955 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na South American Gallery

1955 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP

1956 - Buenos Aires (Argentina) - Individual, na Galeria Pizarro

1957 - Paris (França) - Individual, na Galerie Colette Allendy

1957 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ambiente

1961 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia

1962 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luís

1962 - Paris (França) - Invididual, Galerie 1900-2000

1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montmartre-Jorge

1964 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Vocacional

1965 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na South American Gallery

1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ

1968 - Cidade do México (México) - Individual, na Galeria Merk-Cup

1969 - São Paulo SP - Individual, na Documenta Galeria de Arte

1970 - Campinas SP - Individual, na Banco Lar Brasileiro

1970 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Iramar Gallery

1970 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Individual, na Dimock Gallery

1971 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho

1972 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Guignard

1974 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Individual, na Art Gallery of the Brazilian-American Cultural Institute

1975 - Nova Orleans (Estados Unidos) - Individual, na Danna Center Art Gallery

1976 - Assunção (Paraguai) - Individual, no Centro de Estudos Brasileiros

1976 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli

1976 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAM/SP

Exposições Coletivas

ca.1928 - Budapeste (Hungria) - Participa de exposição na Academia Real de Belas Artes

1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes

1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto

1934 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Sumaré House

1935 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Belas Artes - pequena medalha de ouro

1935 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Belas Artes

1937 - São Paulo SP - 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo

1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes - isenção de júri e medalha de ouro

1938 - São Paulo SP - 2º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo

1939 - São Paulo SP - 3º Salão de Maio, na Galeria Itá

1949 - Rio de Janeiro RJ - Exposição da Pintura Paulista 

1951 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Naturezas Mortas, no Serviço de Alimentação e Previdência Social

1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon

1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1952 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio Governo do Estado

1953 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Departamento de Educação - prêmio SAPS

1953 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Departamento de Educação do Sesi - prêmio social

1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados

1953 - Tóquio (Japão) - 2ª Bienal de Tóquio

1954 - Salvador BA - Salão Nacional de Arte Moderna da Bahia - prêmio aquisição

1954 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição

1954 - São Paulo SP - 5 Desenhistas, no MAM/SP

1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP

1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna

1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1955 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Sumaré House

1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna

1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1958 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no MAM/RJ

1958 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria de Arte das Folhas

1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho - prêmio Governo Federal

1959 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria de Arte das Folhas

1959 - Tóquio (Japão) - 5ª Bienal de Tóquio

1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Rio de Janeiro RJ - 9º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - isenção de júri

1960 - São Paulo SP - Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas - prêmio Leirner de pintura

1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP

1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP

1961 - Rio de Janeiro RJ - 10º Salão Nacional de Arte Moderna

1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1961 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1962 - Córdoba (Argentina) - 1ª Bienal Americana de Arte

1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP

1963 - Campinas SP - Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes

1963 - Munique (Alemanha) - Coletiva, no Consulado do Brasil

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - melhor pintor nacional

1963 - Ulm (Alemanha) - Kunstverein

1964 - Bogotá (Colômbia) - 1ª Bienal Sulamericana

1964 - Rio de Janeiro RJ - 2º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

1964 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria L'Atelier

1964 - Roma (Itália) - Coletiva, na Galeria d'Arte della Casa do Brasil

1965 - Europa - Pintura Brasileira Atual (exposição organizada pelo Itamaraty e itinerante por diversas cidades européias)

1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo - sala especial, na Fundação Bienal

1966 - Berlim (Alemanha) - Coletiva, no Consulado do Brasil

1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, no Galeria Ibeu Copacabana

1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão IV Centenário do Rio de Janeiro, no MAM/RJ

1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas

1966 - São Paulo SP - Três Premissas, no MAB/Faap

1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1970 - São Paulo SP - 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1971 - Curitiba PR - 28º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná - premiada

1971 - São Paulo SP - 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1973 - Belo Horizonte MG - 5º Salão Nacional de Arte Contemporânea, no Museu Arte da Pampulha - prêmio Prefeitura de Belo Horizonte

1973 - São Paulo SP - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1975 - São Paulo SP - 13ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1976 - São Paulo SP - Imigrantes nas Artes Plásticas de São Paulo, no Masp

1976 - São Paulo SP - Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall

1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1977 - São Paulo SP - 14ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall

Exposições Póstumas

1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1979 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP

1980 - São Paulo SP - Mestres do Abstracionismo Lírico no Brasil, na Galeria Eugenie Villien

1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP

1982 - São Paulo SP - Yolanda Mohalyi: retrospectiva, na Dan Galeria

1984 - São Paulo SP - Individual, na Dan Galeria

1985 - Rio de Janeiro RJ - Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp

1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show

1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP

1988 - São Paulo SP - MAC 25 anos: destaques da coleção inicial, no MAC/USP

1988 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAC/USP

1989 - Lisboa (Portugal) - Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na  Fundação Bienal

1989 - São Paulo SP - Pintura Brasil Século XX: obras do acervo do Banco Itaú, na Itaugaleria

1990 - Brasília DF - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, na Itaú Galeria

1990 - São Paulo SP - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, no Itaú Cultural

1991 - Belo Horizonte MG - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, na Itaúgaleria

1991 - Santos SP - 3ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão

1993 - Campinas SP - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, no Centro de Informática e Cultura II

1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba

1993 - São Paulo SP - Masp no Morumbi Shopping, no Shopping Morumbi

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, na Companhia do Metropolitano de São Paulo

1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP

1997 - São Paulo SP - Grandes Nomes da Pintura Brasileira, na Jo Slaviero Galeria de Arte

1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira

2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna, na Fundação Bienal

2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light

2002 - São Paulo SP - Modernismo: da Semana de 22 à seção de arte de Sérgio Milliet, no CCSP

2004 - São Paulo SP - Gesto e Expressão: o abstracionismo informal nas coleções JP Morgan Chase e MAM, no MAM/SP

2004 - São Paulo SP - Abstração como Linguagem: perfil de um acervo, na Pinakotheke

2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, no Pinacoteca do Estado

Fonte: YOLANDA Mohalyi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Acesso em: 03 de junho de 2024. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

---

Yolanda Mohályi | Agenda, Arte e Cultura

A vinda ao Brasil

Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar (Transilvânia, Hungria), em 1909, e faleceu em São Paulo (Brasil), em 1978.

Ao chegar em nosso país, no ano de 1931, já tinha familiaridade com a pintura, de vez que, em sua terra natal, cursou a Real Academia de Belas-Artes de Budapeste.

Radicando-se na cidade de São Paulo, a pintora ingressou no Grupo dos Sete, um bem selecionado núcleo de artistas, do qual faziam parte Victor Brecheret e Antônio Gomide.

Exposições individuais

1934/35/37 – Salão Paulista de Belas Artes – Pequena Medalha de Ouro.

1937/38/39- Salão de Maio, no Esplanada Hotel, São Paulo.

1945 – Primeira individual, no IAB/SP.

1950 – Individual, no MASP, São Paulo.

1951 – Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP.

1952 – 2º Salão Paulista de Arte Moderna – Prêmio Governo do Estado, São Paulo.

Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ.

1953 – 2ª Bienal de Tóquio, Japão.

2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP.

Coletiva, no Departamento de Educação Prêmio SAPS, Rio de Janeiro.

Coletiva, no Departamento de Educação, Sesi Prêmio Social, Rio de Janeiro.

1954 – 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – Prêmio Aquisição

5 Desenhistas, no MAM/SP.

Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP.

Salão Nacional de Arte Moderna da Bahia – prêmio aquisição.

1955 – Individual, na South American Gallery, Nova

Encontro com Lasar Segall

Mas a grande amizade, que marcou sua carreira, foi a de Lasar Segall. O mestre havia estado aqui em 1913, regressando no ano seguinte à Alemanha. Vindo ao Brasil, pela segunda vez, em 1922, logo após a Semana de Arte Moderna, Segall instalou-se definitivamente em nosso país, exercendo influência sobre muitos jovens pintores que ambicionavam subir os degraus da fama.

Para Yolanda Mohalyi, era a melhor oportunidade que poderia encontrar para se desenvolver. Oriundo também do Leste Europeu (Segall era lituano), havia facilidade de comunicação entre os dois, e como o mestre tinha uma vasta experiência adquirida na Alemanha, onde participou de movimentos modernistas, e onde lecionara na Real Academia, ele exerceu uma forte influência sobre a artista, criando mesmo uma relação de dependência da qual ela custou a se libertar.

Com efeito, Mohalyi, que praticava uma pintura figurativa, voltada para o pós- impressionismo, assimilou o estilo expressionista como uma cópia carbonada de seu mestre. Somente vinte anos mais tarde conseguiu ganhar autonomia plena, iniciando uma fase de abstração, na qual permaneceria até o fim da vida.

Uma pintura mística

Yolanda Mohalyi expôs sua obra como poucos o fizeram, realizando incontável número de individuais, além de participar de quase todos eventos de arte moderna realizados em São Paulo, com passagens também pelo Rio de Janeiro e exposições no Exterior.

Era profundamente religiosa e a arte praticada, conforme suas próprias palavras, adquiriu um sentido místico cósmico. É ela mesma que declara:

«Além do sentimento puramente humano em relação ao sofrimento, tenho, e certamente todos nós temos, em escala diferente, uma consciência coletiva que nos questiona, nos culpa e nos impõe um dever para com o próximo. É isto o que eu sinto e a que procuro responder.»

Parte do acervo pessoal da artista, após a morte, foi doado pelos seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o qual também ficou com os arquivos da pintora, pelos quais é possível reconstituir sua trajetória, desde a chegada ao Brasil.

(Texto de Paulo Victorino)

“Existe uma pintura essencialmente cor que é a retina da alma.Oposta ao imediatismo que acaba no empenho físico do olho,seu fim está numa visão do mundo que é a revelação do teatro interior do artista. Na carreira quieta e estudiosa de Yolanda Mohályi, a cor assumiu invariàvelmente este sentido psicológico da percepção.

Sua pesquisa dos fenômenos da cor ganhou amplitude na esfera não-figurativa.A abstração ensejou-lhe articulações livres de cores-formas elaboradas pela sensibilidade  exigente que modera os impulsos  e que obedece à logica  de uma intuição lírica  prisioneira  do complexo da solidão” (Walter Zanini no Catálogo da VIII Bienal de São Paulo – 1965)

Fonte: Agenda Arte e Cultura, escrito por Silvana Jussara Szilágyi, em 26 de junho de 2014. 

---

Brasil, a abstrata diferença | El País

Em meados do século XX, quando o empresário e mecenas brasileiro Francisco, Ciccilli, Matarazzo Sobrinho se reuniu em Nova York com o multimilionário Nelson Rockefeller para sondá-lo sobre a viabilidade de organizar uma bienal de arte em São Paulo semelhante à existente em Viena, seu propósito principal era difundir a arte contemporânea e as tendências da Europa e dos Estados Unidos em seu país. Os artistas locais, no entanto, aproveitaram a vitrine internacional proporcionada por essa iniciativa para mostrar suas inquietudes artísticas ao mundo. A Bienal operou como uma porta giratória na qual as novas correntes estéticas para expulsar a seguir, um estilo abstrato próprio e independente, cuja riqueza e particularidades amostra em Washington nestes dias o Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por meio da exposição Abstraction, Abstracción, Abstração.

“Os artistas brasileiros tinham um afã por mostrar a qualidade de sua arte ao resto do mundo e, graças aos criadores internacionais que foram a sua primeira edição, todos puderam ser beneficiados dessa mudança”, assinala ao EL PAÍS Debra Corrie, comissária das exposições do Centro Cultural do BID, para explicar a singularidade da arte abstrata brasileiro. “São Paulo foi o trampolim para a arte de Brasil e foi uma forma de libertação, de romper com a necessidade de ater-se à precisão, esse foi o catalisador da primeira bienal”, sustenta.

A primeira edição da Bienal de São Paulo (1951) atraiu à cidade pintores da envergadura de Pablo Picasso, Alberto Giacometti, René Magritte ou George Gross. Em vez de copiar suas técnicas, os artistas locais as assimilaram e as converteram em “metodologias brasileiras”, indica o catálogo da exposição feita pelo crítico de arte Gerardo Mosquera.

Essa assimilação fica patente no trabalho de Manabu Mabe, um dos três pintores escolhidos pela exibição do BID que expôs sua obra na primeira edição da Bienal. Mabe, que emigrou do Japão em 1934, incorporou esse estilo informal que destilavam as obras estrangeiras a sua técnica e modificou seus traços, devedores da caligrafia nipônica, para convertê-los em formas mais geométricas.

Mabe não é o único pintor de origem japonesa incluído na amostra. Muitos dos artistas brasileiros que se encantaram pela abstração nasceram em outros países, mas encontram sua fonte de inspiração no país. Essa fusão de culturas e influências é outro dos ingredientes que também distingue a corrente abstrata deste país do resto.

Um exemplo dessa intencionalidade é a obra de Fayga Ostrower. Nascida na Polônia, a artista plástica brasileira rompeu com a arte representativa para afastar-se da literalidade e recolher em suas litografias a indeterminação geométrica da arte abstrata. Essa capacidade de reinvenção artística, que se estende a todos seus compatriotas que se iniciaram nesse gênero, a converteu em uma das pioneiras em incorporar a corrente da abstração ao âmbito do gravado.

A exposição abarca, através do trabalho de oito pintores e oito pintoras, todo o espectro da abstração brasileira, de Antonio Henrique Amaral, cuja obra Sem Título é a mais antiga da amostra, até uma das peças da série Gaveta de Lembranças, de Thais Helt. “Um exemplo de como os artistas seguem avançando e abrindo caminho no território do abstrato”, explica Corrie.

Explosões de negro, mistura de texturas e cores, luz para formular a escuridão da origem do universo… Das paredes do Centro Cultural dl BID penduram a amálgama de estéticas diversas com as que os criadores brasileiros de princípios do século XX renovaram o panorama criativo traçando uma trajetória que marcou as futuras gerações do país, impondo uma originalidade que desmonta o estereotipo de que a arte no Brasil é eminentemente ingênua ou exótica.

Fonte: El País, escrito por Eva Saiz, publicado em 7 de abril de 2014. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

---

Yolanda Mohalyi | Pinacoteca de São Paulo

A pintora e desenhista Yolanda Mohalyi nasceu na Hungria, em 1909. Lá, estudou na Escola Livre de Nagygania e, mais tarde, na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Veio ao Brasil em 1931, radicando-se em São Paulo. O impacto da mudança de país pode ser visto em sua obra, que passa, num primeiro momento, a incorporar elementos tipicamente brasileiros, assim como ganha certo caráter de denúncia social. No ano seguinte a sua chegada, passou a dar aulas de desenho e pintura, e, em 1935 a estudar com Lasar Segall, artista do qual tornou-se amiga. Em meados de 1937 integrou, ao lado de Victor Brecheret, Elisabeth Nobiling, Antonio Gomide, Rino Levi, entre outros, o Grupo 7. A partir de 1945, a artista realiza exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Há dois caminhos na pintura de Yolanda Mohalyi ou, se preferirmos, um percurso, da figuração à pintura abstrata informal. Meteoro I é certamente um exemplo dessa última vertente, explorada pela artista sobretudo a partir dos anos de 1950. Na pintura de 1971, temos uma explosão de cores, espécie de efeito do impacto causado por um meteoro imaginado. Note-se que na concentração dessa disformidade suspensa no espaço parecem confluir diferentes temporalidades da cor: enquanto em alguns momentos a tinta escorre para os lados, em outros se acumula em pinceladas densas, e ainda em outros forma desenhos quase transparentes sobre o conflito de cores quentes e frias.

Fonte: Pinacoteca de São Paulo, conteúdo extraído do Google Arts & Culture. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

---

O Abstracionismo Lírico de Yolanda Mohalyi | Unicamp

Yolanda Lederer Mohalyi chega ao Brasil em 1931, vinda da Transilvânia. A artista entra em contato com o mundo das artes desde muito pequena, sendo que em 1927 ingressa na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Apesar de haver uma tendência expressionista em suas obras figurativas, tal fato só se consolidaria com maior clareza na década de 30, quando Yolanda conhece Lasar Segall no Brasil. Eles se tornam grandes amigos e é perceptível a ascendência de Segall em obras de Mohalyi realizadas nesse período.

Dentre alguns pontos que merecem ser destacados em sua carreira estão a conquista do prêmio aquisição de pintura nacional na V Bienal de São Paulo (em 1959), do prêmio Leirner de pintura, na Galeria de Arte da Folha em São Paulo (1960), do prêmio regulamentar de pintura na VII Bienal de São Paulo em 1963 e do prêmio aquisição na X edição da mesma mostra, no ano de 1971.

Após sua morte, 26 obras do acervo pessoal foram doadas por seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Material e métodos

O material usado para o desenvolvimento do projeto consistiu essencialmente de livros e imagens previamente selecionadas, relacionadas ao nosso tema. Dado o caráter diverso da obra de Yolanda, nosso estudo levou em conta as diferenças de suporte, dentre outras, que certamente interferem em sua análise. Assim, através da combinação de cuidadosa pesquisa de fontes históricas, tais como livros e documentos a esse respeito, e de uma análise que transcenda o puro aspecto formal das referidas obras, procuramos encontrar o elo entre a construção histórica e cultural do trabalho desta brilhante artista.

Resultados e conclusões

No longo percurso de sua carreira, Mohalyi construiu um percurso de grande significação e sua numerosa produção representa uma contribuição valiosa à expressão plástica. O amor de Yolanda pela pintura sempre esteve presente e, muito embora no cenário nacional outras propostas estivessem se tornando cada vez mais presentes, como é o caso da nova figuração nos anos 60, a pintura sempre abstrata dela e de outros artistas absorvidos ao longo desta pesquisa, como Bandeira e Mabe, nos mostra que se pode perceber a relação de sintonia entre o artista e a obra, caracterizando assim a presença de um estilo único e verdadeiro para cada um destes.

Fonte: Unicamp. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

Crédito fotográfico: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

Yolanda Lederer Mohalyi (Cluj Napoca, Romênia, 1909 – São Paulo, SP, 1978), mais conhecida como Yolanda Mohalyi, foi uma pintora, desenhista e professora de artes plásticas romena. Estudou pintura na Escola Livre, em Nagygania, e ingressou na Real Academia de Belas Artes, em Budapeste. Em 1931, mudou-se para o Brasil e estabeleceu-se em São Paulo, onde começou a lecionar desenho e pintura, tendo como alunos Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, passou a frequentar o ateliê de Lasar Segall e, em 1937, integrou o Grupo 7 ao lado de renomados artistas como Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1945 no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/SP). Em 1951, iniciou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia. Em 1958, foi agraciado com o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Durante as décadas de 1950 e 1960, realizou vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e murais para igrejas em São Paulo, além de mosaicos para residências particulares. Lecionou na FAAP entre 1960 e 1962 e, nesse mesmo período, representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte na Argentina. Em 1963, foi premiada como a melhor pintora nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo.

Nenhuma obra encontrada
Não perca o que busca! Clique aqui para colocar "Yolanda Mohalyi" no seu radar e receber e-mail quando novos lotes ficarem disponíveis.

Yolanda Mohalyi

Yolanda Lederer Mohalyi (Cluj Napoca, Romênia, 1909 – São Paulo, SP, 1978), mais conhecida como Yolanda Mohalyi, foi uma pintora, desenhista e professora de artes plásticas romena. Estudou pintura na Escola Livre, em Nagygania, e ingressou na Real Academia de Belas Artes, em Budapeste. Em 1931, mudou-se para o Brasil e estabeleceu-se em São Paulo, onde começou a lecionar desenho e pintura, tendo como alunos Maria Bonomi e Giselda Leirner. A partir de 1935, passou a frequentar o ateliê de Lasar Segall e, em 1937, integrou o Grupo 7 ao lado de renomados artistas como Victor Brecheret, Antonio Gomide e Elisabeth Nobiling. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1945 no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB/SP). Em 1951, iniciou suas primeiras xilogravuras com Hansen Bahia. Em 1958, foi agraciado com o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Durante as décadas de 1950 e 1960, realizou vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e murais para igrejas em São Paulo, além de mosaicos para residências particulares. Lecionou na FAAP entre 1960 e 1962 e, nesse mesmo período, representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte na Argentina. Em 1963, foi premiada como a melhor pintora nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo.

Videos

Potfólio: Yolanda Mohalyi | 2009

Exposição Mulheres à Frente | 2020

Minidocumentário - Diálogos com cor e luz | 2023

Pinturas de Mohalyi | 2014

Arte abstrata por Ana Velar | 2023

Casa com pinturas de Mohalyi | 2023

Restrospectiva Yolanda Mohalyi | 2015

Mohalyi: Arte abstrata contemporânea | 2021

Biografia Yolanda Mohalyi | Wikipédia

Inicialmente figurativa e expressionista, Mohalyi evoluiu, nos anos 1950, gradualmente para a abstração expressiva que caracterizou sua produção nos anos 1960 e 70.

Biografia

Nascida em Kolozsvar, na Hungria (atualmente Cluj-Napoca, Romênia), Yolanda Mohalyi formou-se na Real Academia de Belas-Artes, em Budapeste.

No ano de 1931, ela veio morar em São Paulo, lecionando desenho e pintura no ano seguinte. Em 1935, estudou com seu amigo Lasar Segall (1891-1957). Dois anos depois, integrou ao lado de Brecheret, Elisabeth Nobiling, entre outros, o chamado "Grupo 7" (não deve ser confundido com o Grupo dos Sete).

Em 1945, Yolanda realizou sua primeira exposição individual, no Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB).

Em 1958, Mohalyi ganhou o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea.

Entre as décadas de 1950 e 1960, a pintora executou vitrais para a FAAP, onde lecionou, e para a Igreja de São Domingos, bem como o mural da Igreja do Cristo Operário. A Capela de São Francisco em Itatiaia também possui vitrais de Mohalyi. Além disso, criou mosaicos para casas particulares.

Em 1962, Yolanda representou o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte, ocorrida na Argentina. O crítico Sir Herbert Read escolheu alguns de seus trabalhos para uma exposição nos Estados Unidos.

Após sua morte, parte do acervo pessoal de Mohalyi foi doado por seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Fonte: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

---

Biografia Yolanda Mohalyi | Itaú Cultural

Yolanda Lederer Mohalyi (Kolozsvar, capital da Transilvânia, Hungria [atual Cluj Napoca, Romênia] 1909 - São Paulo SP 1978). Pintora, desenhista. Na Hungria estudou pintura na Escola Livre de Nagygania e, em 1927, ingressou na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Em 1931, vem para o Brasil e fixa-se em São Paulo, onde leciona desenho e pintura. Foram seus alunos, entre outros, Maria Bonomi (1935) e Giselda Leirner (1928). A partir de 1935, começa a frequentar o ateliê de Lasar Segall (1891 - 1957), com quem identifica-se. Por volta de 1937, integra o Grupo 7, ao lado de Victor Brecheret (1894 - 1955), Antonio Gomide (1895 - 1967) e Elisabeth Nobiling (1902 - 1975), entre outros. Sua primeira exposição individual ocorreu em 1945 no Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB/SP. Em 1951 realiza suas primeiras xilogravuras, com Hansen Bahia (1915 - 1978). Em 1958, recebe o Prêmio Leirner de Arte Contemporânea. Entre as décadas de 1950 e 1960, executa em São Paulo vitrais para a Fundação Armando Álvares Penteado - Faap e murais para as igrejas Cristo Operário e São Domingos, além de mosaicos em residências particulares. Mais tarde, executa também vitrais para a Capela de São Francisco, em Itatiaia. Entre 1960 e 1962, leciona no curso de desenho e plástica da Faap. É também nesse ano que a artista representa o Brasil na 1ª Bienal Americana de Arte, na Argentina, tendo alguns de seus trabalhos escolhidos pelo crítico Sir Herbert Read para uma exposição itinerante nos Estados Unidos. Em 1963, recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na 7ª Bienal Internacional de São Paulo.

Análise

Nascida em Cluj Napoca, na atual Romênia, Yolanda Mohalyi estuda desenho e pintura na Academia de Belas Artes de Budapeste. Forma-se em um ambiente artístico ligado predominantemente ao expressionismo alemão, porém de vertente mais poética. O quadro Moça ao Ar Livre (1930) é um exemplo dessa tendência expressionista e destaca-se pelas tintas carregadas e pelo caráter melancólico e dramático. A artista vem para o Brasil em 1931, fixando-se em São Paulo. Suas obras iniciais têm como tema principal a figura humana e revelam preocupação com as injustiças sociais, como no quadro Desemprego (1931), realizado em tonalidades sombrias.

No Brasil, a pintora integra o Grupo 7, com Victor Brecheret (1894 - 1955), Elisabeth Nobiling (1902 - 1975), Antonio Gomide (1895 - 1967), Rino Levi (1901 - 1965), John Graz (1891 - 1980) e Regina Graz (1897 - 1973). Yolanda revela grande admiração pela obra do pintor Lasar Segall (1891-1957), de quem se torna amiga. A afinidade com a poética de Segall é mostrada nos aspectos formais e também na escolha dos temas: ênfase na figura humana, paisagens urbanas ou campos com animais e principalmente na preocupação em retratar personagens humildes ou desfavorecidos, como ocorre, por exemplo, no quadro Século XX (ca.1938). A paleta é próxima daquela utilizada por Segall, com um cromatismo denso e muito elaborado, no qual predominam os tons ocre. Yolanda Mohalyi emprega, porém, nuances mais luminosas e transparentes, em relação à de Segall. Utiliza com frequência o amarelo, embora em tonalidades rebaixadas. Procura obter, na pintura a óleo, os efeitos de transparência característicos da aquarela, técnica que emprega frequentemente e na qual revela grande domínio. Usa a aquarela em vários auto-retratos, naturezas-mortas e também em algumas paisagens brasileiras, representadas em um clima poético como ocorre em Ubatuba, Campos de Jordão ou Arredores de Jacareí (todas sem data). Na aquarela Menino com Abacaxi (1940) utiliza a simplificação formal do cubismo, em fatura muito pessoal, com uma gama cromática luminosa.

A partir da segunda metade da década de 1950, sua obra revela a gradativa passagem para a abstração, por meio da simplificação e geometrização das formas do plano de fundo de quadros como Solidão (1955). Suas telas abstratas da década de 1950 apresentam manchas de cores que se aproximam de formas retangulares, pintadas muito próximas umas das outras ou sobrepostas e preenchem quase totalmente a superfície da tela. As tonalidades são geralmente escuras e saturadas. A artista explora muitas vezes as texturas densas, utilizando tintas encorpadas, às quais acrescenta areia e outros materiais rugosos, como ocorre em Composição à Margem do Rio (1959) ou em Pesquisa (s.d.).

Yolanda Mohalyi torna-se, desde o fim da década de 1950, uma das pintoras mais representativas da pintura informal no país. Participa de várias exposições nacionais e internacionais e de quase todas as Bienais Internacionais de São Paulo, entre 1951 e 1967. Escolhida como melhor pintora nacional na Bienal de 1963, tem uma sala especial na Bienal seguinte. Nessa exposição de 1965, apresenta telas nas quais ocorre a condensação das manchas de cor que emergem em grandes formas, sobre as quais surgem elementos lineares, trabalhados em gestos largos. A artista retoma em seus quadros a procura dos efeitos de transparência.

Em suas obras, gradualmente, as formas se expandem e ocupam espaços cada vez mais amplos, como em A Grande Viagem (1969) ou em Formas em Evolução (s.d.). Na década de 1970, a pintora trabalha com imagens translúcidas e explora harmonias musicais como em Vôo Espacial (1971) ou em Outono 72 (1972). Seus quadros apresentam cores flutuantes, empregadas em singulares expressões luminosas. A tela Meteoro (1971), representativa do último estilo adotado por ela, traz a sugestão de uma harmonia cósmica, explorada pela elaboração do grande espaço construído em sutis transições tonais.

Críticas

"Yolanda Mohalyi destaca-se, nas artes plásticas, como um dos artistas-pintores entre os mais importantes que tivemos nos últimos 50 anos. (...) Yolanda Lederer Mohalyi chegou ao Brasil em 1931 (...). Naquele tempo ela executava uma pintura com elementos determinadamente colorísticos, vindo de tratamento pós-impressionista chegando a uma expressividade que podemos chamar de força expressionista. Suas figuras e paisagens da época apresentavam motivos com forte concentração formal, seja nas suas formas compactas, seja nas cores carregadas e densas, revelando seu espírito de penetração nos assuntos dos quais se destacam as pessoas humildes, as crianças, as paisagens, que já mencionamos, com florestas escuras e casas antigas.(...) Pouco a pouco ela sentiu que precisava, também, dar um cunho mais construtivo na composição destas imagens. (...) Surgiu assim uma fase bem definida em suas obras, que limita os planos coloridos em cenas representadas por contornos fortes, muitos de cor preta, que, conseqüentemente, conduziu para uma modalidade mais abstrata, mais gráfica. (...) Como ela sempre intensificara suas imagens através da modulação e beleza das cores, pouco tempo depois partiu para uma pintura não-figurativa, bem mais forte. No início foram verdadeiras placas de cores, que ela aplicou sobre as telas. Pouco a pouco esta pintura se desenvolveu com mais transparência, mais luminosidade, para o estilo de sua pintura, como ficou mais conhecida e mais apreciada" — Wolfgang Pfeiffer (PFEIFFER, Wolfgang. Yolanda Mohalyi: uma síntese histórico-crítica. In: MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: Dan Galeria, 1982. p.3-4).

"Sua pintura impregnava-se de temas humanos e sociais nas décadas de 30 e 40, expressos por uma paleta de refinados tons transparentes. Mais tarde ela assumiria uma pintura abstrata informal em que perduravam e se intensificavam esses valores cromáticos.(...) Yolanda Mohalyi tornou-se desde 1957 uma das figuras de maior representatividade da tendência (expressionismo abstrato). Abandonando a figuração, sempre motivada, na primeira metade dos anos 50, por uma abstração de início ordenada geometricamente, aproximou-se do espaço ocupado por formas mais livres. Através destas, a pintora elaborou composições de grande desenvoltura, renovando suas cores de base - as que a haviam identificado duas décadas antes - e enriquecendo sua paleta sem nada perder do controle emocional que a caracteriza" — Walter Zanini (ZANINI, Walter. Novos nomes. In: _______. História geral da arte no Brasil - I. São Paulo: Fundação Djalma Guimarães: Instituto Walther Moreira Salles, 1983. p.618, 619, 697).

"A arte para Yolanda Mohalyi tem uma finalidade específica. As cores, os sistemas de representação, o método são instrumentos a serviço do seu desejo de organizar e expressar uma concepção de vida e do ser humano. A sua visão é carregada de afetividade. É a constante que acompanha o seu trabalho afastada das teses e dos assuntos. A crença interior e a postura em relação à própria existência humana. Pode ser dito que o estímulo principal, o móvel de sua atividade, é a combustão interna que, em certo momento, necessita da arte para a sua concretude. A constante interna e a expressão - objeto artístico - é a conseqüência de uma destinação inicial.

(...)

Yolanda Mohalyi, como muitos artistas de sua geração, colocava-se humildemente diante da arte. (...) Uma artista que se coloca à disposição da criação e não como beneficiária e simples produtora de imagens agradáveis ou da moda. (...) Não há o culto do próprio ego, não há a exaltação da personalidade do artista. Há o trabalho severo e constante de alguém colocado à disposição do ser humano e que utiliza a arte como seu veículo.

Mas estar à disposição do ser humano não pressupõe um engajamento estéril ou mecânico. A arte de Yolanda Mohalyi não seguia nenhuma doutrina política ou sociológica. Ela era uma artista. O seu único guia era a sua sensibilidade e intuição. A sua fidelidade sempre foi ao ser humano, mas o seu guia mestre, o sensor de sua ação, foi a intuição. (...) A única realidade possível para o artista é a sua ação. A obra de Yolanda Mohalyi reflete esta condição inicial. Ela dedicou-se inteiramente à sua ação e, no caminho, como acontece com os criadores de linguagem, ela aproximou-se de artistas e imagens" — Jacob Klintowitz (KLINTOWITZ, Jacob. Yolanda Mohalyi. In: MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: Dan Galeria, 1984. p. 2-3).

"(...) A criação artística para Yolanda não constituía um mero ofício, uma simples profissão. Era a sua razão de viver, o elo de ligação entre a dimensão humana e a transcendência espiritual. De certo modo, então, a arte assumia uma função ritualística para sua religiosidade. 

(...)

Irrefreável na busca de ampliar seus limites, não se contentava em permanecer num estilo ou numa técnica, mesmo que a dominasse tranqüilamente. Estudava continuamente, renovando-se em cada quadro através de pesquisa e experiência de novas estruturações e combinações colorísticas. 

A avaliação de sua obra, por conseguinte, não se deve deter na análise de fases separadamente. Tudo o que produziu forma um todo, um conjunto homogêneo. Os passos que deu, desde o figurativo ao abstrato, seguem uma ordem natural, consciente. Cada período pressupõe o outro que o antecede. As mudanças não ocorrem por acaso, mas, ao contrário, atendem a um impulso interior da artista. Ou melhor, à sua intuição. 

No início figurativa, serve-se de sua técnica já apurada para captar o real, expondo, por um lado, sua sensibilidade diante da temática social brasileira e, por outro, o fascínio pela paisagem tropical, campestre e litorânea. À medida em que se acentua a sua tendência expressionista, mirando-se em Segall, porém mantendo seu estilo pessoal nas aquarelas de naturezas mortas e paisagens, a figura torna-se a preocupação vital: a criança, o jovem, o velho, os trabalhadores, os mutilados nos quadros de guerra.

Libertando-se progressivamente da influência de Segall e assimilando as novas propostas da arte internacional, através de viagens e das Bienais, passa por uma fase de transição. A crise que irrompe em seu íntimo conduz a uma transformação. Não se satisfaz em retratar o real, expressionisticamente. Mais preocupada com a construção das formas, as composições se geometrizam sob a inspiração de Braque e Picasso. Abdicando do cromatismo que manejava com total desenvoltura, cria obras magníficas de uma excelente técnica nascente. A figura, simplificada pelo cubismo, levemente abstraída, se destaca de um fundo já claramente abstrato. 

(...)

Abstrata, só recorrendo à figura como exercício diário de trabalho, no início explora o agrupamento das formas, que aparecem fechadas, compactadas, acompanhadas de cores geralmente escuras, ora moduladas, ora saturadas.  Parece que a artista ainda não conseguia soltar todas as amarras interiores, possivelmente pela dúvida entre o abstracionismo geométrico e o lírico.

Aos poucos, contudo, após pesquisas de relevo e textura, a definição pelo abstracionismo lírico se solidifica e a pintora começa a dar saltos cada vez mais audaciosos, atingindo, no apogeu da carreira, a plenitude da expressão.

(...)

A despeito do excepcional domínio na estruturação das formas, o que de mais peculiar Yolanda legou às artes plásticas foi a sua originalíssima expressão cromática. 

Desde as primeiras obras da década de 30, seus quadros se destacam pelo tratamento colorístico que empresta às suas composições. As cores são utilizadas na construção dos volumes das figuras humanas, das naturezas-mortas e paisagens.

No período em que se aproximou de Segall, aliás, o que a distingue do pintor - a ponto de causar-lhe admiração - consiste justamente nos efeitos de luminosidade e transparência presentes nas aquarelas produzidas nessa fase expressionista.

(...)

Entretanto se no figurativo, até o final da década de 40, se evidencia a influência segalliana (...) e, na transição, a inspiração cubista, no abstrato sua arte é única, inconfundível" — Lucia Helena Bortolo de Rezende (REZENDE, Lúcia Helena Bortolo. Do figurativo ao abstracionismo lírico: descrição e análise da obra da pintura Yolanda Mohalyi. In: MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. Sao Paulo: MAC/USP, 1988. p.11-13).

Depoimentos

"Dizem que o abstrato é superado, mas na verdade seu campo é ilimitado. O abstrato, como palavra, não cobre aquilo que nós fazemos, não exprime o processo do pintor. Muitos perguntam se eu vou parar com o abstrato. Digo que, quando me saturar, vou procurar outra forma de expressão. Mas acho que estou muito ligada ao descobrimento do universo e isso se reflete na pintura: meus abstratos sempre dão uma visão quase cósmica.

Sinto que podem existir no cosmo a paisagem, os sistemas; mesmo que não sejam vistos, participam da nossa realidade. A mesma lei que rege o cosmo, rege o quadro. Essa é a nossa atitude criativa" — Yolanda Mohalyi (MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: MAC/USP, 1988. p. 18).

"Sobre as influências no estilo pessoal, posso acrescentar que o estilo é o resultado da individualização do artista; depende da capacidade do artista, como indivíduo - sem ser anticoletivo, vivendo a realidade, formando conceitos - de decidir seu rumo, forjar sua identidade, sem cedar à massificação" — Yolanda Mohalyi (MOHALYI, Yolanda. Yolanda Mohalyi. São Paulo: MAC/USP, 1988. p. 16).

Acervos

Acervo Banco Itaú S.A. - São Paulo SP

Acervo da Pinacoteca do Estado de São Paulo/Brasil - São Paulo SP

Coleção Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo - SP

Coleção Museu de Arte Moderna de São Paulo - SP

Coleção Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro - RJ

Museu de Arte Contemporânea - MAC/PR - Curitiba PR 

Museu Nacional de Belas Artes - MNBA - Rio de Janeiro RJ

Exposições Individuais

1945 - São Paulo SP - Primeira individual, no IAB/SP

1950 - São Paulo SP - Individual, no Masp

1951 - Salvador BA - Individual, na Galeria Oxumaré

1955 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na South American Gallery

1955 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP

1956 - Buenos Aires (Argentina) - Individual, na Galeria Pizarro

1957 - Paris (França) - Individual, na Galerie Colette Allendy

1957 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Ambiente

1961 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Astréia

1962 - São Paulo SP - Individual, na Galeria São Luís

1962 - Paris (França) - Invididual, Galerie 1900-2000

1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montmartre-Jorge

1964 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Vocacional

1965 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na South American Gallery

1965 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no MAM/RJ

1968 - Cidade do México (México) - Individual, na Galeria Merk-Cup

1969 - São Paulo SP - Individual, na Documenta Galeria de Arte

1970 - Campinas SP - Individual, na Banco Lar Brasileiro

1970 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Iramar Gallery

1970 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Individual, na Dimock Gallery

1971 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho

1972 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Guignard

1974 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Individual, na Art Gallery of the Brazilian-American Cultural Institute

1975 - Nova Orleans (Estados Unidos) - Individual, na Danna Center Art Gallery

1976 - Assunção (Paraguai) - Individual, no Centro de Estudos Brasileiros

1976 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Alberto Bonfiglioli

1976 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAM/SP

Exposições Coletivas

ca.1928 - Budapeste (Hungria) - Participa de exposição na Academia Real de Belas Artes

1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes

1934 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Belas Artes, na Rua 11 de Agosto

1934 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Sumaré House

1935 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Belas Artes - pequena medalha de ouro

1935 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Belas Artes

1937 - São Paulo SP - 1º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo

1936 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Belas Artes - isenção de júri e medalha de ouro

1938 - São Paulo SP - 2º Salão de Maio, no Esplanada Hotel de São Paulo

1939 - São Paulo SP - 3º Salão de Maio, na Galeria Itá

1949 - Rio de Janeiro RJ - Exposição da Pintura Paulista 

1951 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Naturezas Mortas, no Serviço de Alimentação e Previdência Social

1951 - São Paulo SP - 1ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão do Trianon

1952 - Rio de Janeiro RJ - Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ

1952 - São Paulo SP - 2º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio Governo do Estado

1953 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Departamento de Educação - prêmio SAPS

1953 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no Departamento de Educação do Sesi - prêmio social

1953 - São Paulo SP - 2ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão dos Estados

1953 - Tóquio (Japão) - 2ª Bienal de Tóquio

1954 - Salvador BA - Salão Nacional de Arte Moderna da Bahia - prêmio aquisição

1954 - São Paulo SP - 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição

1954 - São Paulo SP - 5 Desenhistas, no MAM/SP

1954 - São Paulo SP - Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP

1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna

1955 - São Paulo SP - 4º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1955 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria Sumaré House

1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna

1957 - São Paulo SP - 4ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1958 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, no MAM/RJ

1958 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria de Arte das Folhas

1959 - Leverkusen (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1959 - Munique (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa, na Kunsthaus

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho - prêmio Governo Federal

1959 - São Paulo SP - Coletiva, na Galeria de Arte das Folhas

1959 - Tóquio (Japão) - 5ª Bienal de Tóquio

1959 - Viena (Áustria) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Hamburgo (Alemanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Lisboa (Portugal) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Madri (Espanha) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Paris (França) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - Rio de Janeiro RJ - 9º Salão Nacional de Arte Moderna, no MAM/RJ - isenção de júri

1960 - São Paulo SP - Coleção Leirner, na Galeria de Arte das Folhas - prêmio Leirner de pintura

1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP

1960 - Utrecht (Holanda) - Primeira Exposição Coletiva de Artistas Brasileiros na Europa

1960 - São Paulo SP - Contribuição da Mulher às Artes Plásticas no País, no MAM/SP

1961 - Rio de Janeiro RJ - 10º Salão Nacional de Arte Moderna

1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1961 - São Paulo SP - 10º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia

1962 - Córdoba (Argentina) - 1ª Bienal Americana de Arte

1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP

1963 - Campinas SP - Pintura e Escultura Contemporâneas, no Museu Carlos Gomes

1963 - Munique (Alemanha) - Coletiva, no Consulado do Brasil

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal - melhor pintor nacional

1963 - Ulm (Alemanha) - Kunstverein

1964 - Bogotá (Colômbia) - 1ª Bienal Sulamericana

1964 - Rio de Janeiro RJ - 2º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

1964 - Rio de Janeiro RJ - Coletiva, na Galeria L'Atelier

1964 - Roma (Itália) - Coletiva, na Galeria d'Arte della Casa do Brasil

1965 - Europa - Pintura Brasileira Atual (exposição organizada pelo Itamaraty e itinerante por diversas cidades européias)

1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo - sala especial, na Fundação Bienal

1966 - Berlim (Alemanha) - Coletiva, no Consulado do Brasil

1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, no Galeria Ibeu Copacabana

1966 - Rio de Janeiro RJ - Salão IV Centenário do Rio de Janeiro, no MAM/RJ

1966 - Salvador BA - 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas

1966 - São Paulo SP - Três Premissas, no MAB/Faap

1967 - São Paulo SP - 9ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1969 - São Paulo SP - 1º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1970 - São Paulo SP - 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1971 - Curitiba PR - 28º Salão Paranaense, na Biblioteca Pública do Paraná - premiada

1971 - São Paulo SP - 11ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1973 - Belo Horizonte MG - 5º Salão Nacional de Arte Contemporânea, no Museu Arte da Pampulha - prêmio Prefeitura de Belo Horizonte

1973 - São Paulo SP - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1975 - São Paulo SP - 13ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1976 - São Paulo SP - Imigrantes nas Artes Plásticas de São Paulo, no Masp

1976 - São Paulo SP - Os Salões: da Família Artística Paulista, de Maio e do Sindicato dos Artistas Plásticos de São Paulo, no Museu Lasar Segall

1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1977 - São Paulo SP - 14ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1978 - São Paulo SP - As Bienais e a Abstração: a década de 50, no Museu Lasar Segall

Exposições Póstumas

1979 - São Paulo SP - 15ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1979 - São Paulo SP - Individual, no MAC/USP

1980 - São Paulo SP - Mestres do Abstracionismo Lírico no Brasil, na Galeria Eugenie Villien

1982 - São Paulo SP - Do Modernismo à Bienal, no MAM/SP

1982 - São Paulo SP - Yolanda Mohalyi: retrospectiva, na Dan Galeria

1984 - São Paulo SP - Individual, na Dan Galeria

1985 - Rio de Janeiro RJ - Seis Décadas de Arte Moderna: Coleção Roberto Marinho, no Paço Imperial

1985 - São Paulo SP - 100 Obras Itaú, no Masp

1985 - São Paulo SP - 18ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1987 - São Paulo SP - 20ª Exposição de Arte Contemporânea, na Chapel Art Show

1987 - São Paulo SP - As Bienais no Acervo do MAC: 1951 a 1985, no MAC/USP

1988 - São Paulo SP - MAC 25 anos: destaques da coleção inicial, no MAC/USP

1988 - São Paulo SP - Retrospectiva, no MAC/USP

1989 - Lisboa (Portugal) - Seis Décadas de Arte Moderna Brasileira: Coleção Roberto Marinho, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão

1989 - São Paulo SP - 20ª Bienal Internacional de São Paulo, na  Fundação Bienal

1989 - São Paulo SP - Pintura Brasil Século XX: obras do acervo do Banco Itaú, na Itaugaleria

1990 - Brasília DF - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, na Itaú Galeria

1990 - São Paulo SP - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, no Itaú Cultural

1991 - Belo Horizonte MG - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, na Itaúgaleria

1991 - Santos SP - 3ª Bienal Nacional de Santos, no Centro Cultural Patrícia Galvão

1993 - Campinas SP - Figurativismo/Abstracionismo: o vermelho na pintura brasileira, no Centro de Informática e Cultura II

1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Fundação Espaço Cultural da Paraíba

1993 - São Paulo SP - Masp no Morumbi Shopping, no Shopping Morumbi

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, na Companhia do Metropolitano de São Paulo

1996 - São Paulo SP - Arte Brasileira: 50 anos de história no acervo MAC/USP: 1920-1970, no MAC/USP

1997 - São Paulo SP - Grandes Nomes da Pintura Brasileira, na Jo Slaviero Galeria de Arte

1998 - São Paulo SP - Iconografia Paulistana em Coleções Particulares, no Museu da Casa Brasileira

2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna, na Fundação Bienal

2001 - Rio de Janeiro RJ - Aquarela Brasileira, no Centro Cultural Light

2002 - São Paulo SP - Modernismo: da Semana de 22 à seção de arte de Sérgio Milliet, no CCSP

2004 - São Paulo SP - Gesto e Expressão: o abstracionismo informal nas coleções JP Morgan Chase e MAM, no MAM/SP

2004 - São Paulo SP - Abstração como Linguagem: perfil de um acervo, na Pinakotheke

2004 - São Paulo SP - Mulheres Pintoras, no Pinacoteca do Estado

Fonte: YOLANDA Mohalyi. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2024. Acesso em: 03 de junho de 2024. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

---

Yolanda Mohályi | Agenda, Arte e Cultura

A vinda ao Brasil

Yolanda Lederer Mohalyi nasceu em Kolozsvar (Transilvânia, Hungria), em 1909, e faleceu em São Paulo (Brasil), em 1978.

Ao chegar em nosso país, no ano de 1931, já tinha familiaridade com a pintura, de vez que, em sua terra natal, cursou a Real Academia de Belas-Artes de Budapeste.

Radicando-se na cidade de São Paulo, a pintora ingressou no Grupo dos Sete, um bem selecionado núcleo de artistas, do qual faziam parte Victor Brecheret e Antônio Gomide.

Exposições individuais

1934/35/37 – Salão Paulista de Belas Artes – Pequena Medalha de Ouro.

1937/38/39- Salão de Maio, no Esplanada Hotel, São Paulo.

1945 – Primeira individual, no IAB/SP.

1950 – Individual, no MASP, São Paulo.

1951 – Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP.

1952 – 2º Salão Paulista de Arte Moderna – Prêmio Governo do Estado, São Paulo.

Exposição de Artistas Brasileiros, no MAM/RJ.

1953 – 2ª Bienal de Tóquio, Japão.

2ª Bienal Internacional de São Paulo, no MAM/SP.

Coletiva, no Departamento de Educação Prêmio SAPS, Rio de Janeiro.

Coletiva, no Departamento de Educação, Sesi Prêmio Social, Rio de Janeiro.

1954 – 3º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia – Prêmio Aquisição

5 Desenhistas, no MAM/SP.

Arte Contemporânea: exposição do acervo do Museu de Arte Moderna de São Paulo, no MAM/SP.

Salão Nacional de Arte Moderna da Bahia – prêmio aquisição.

1955 – Individual, na South American Gallery, Nova

Encontro com Lasar Segall

Mas a grande amizade, que marcou sua carreira, foi a de Lasar Segall. O mestre havia estado aqui em 1913, regressando no ano seguinte à Alemanha. Vindo ao Brasil, pela segunda vez, em 1922, logo após a Semana de Arte Moderna, Segall instalou-se definitivamente em nosso país, exercendo influência sobre muitos jovens pintores que ambicionavam subir os degraus da fama.

Para Yolanda Mohalyi, era a melhor oportunidade que poderia encontrar para se desenvolver. Oriundo também do Leste Europeu (Segall era lituano), havia facilidade de comunicação entre os dois, e como o mestre tinha uma vasta experiência adquirida na Alemanha, onde participou de movimentos modernistas, e onde lecionara na Real Academia, ele exerceu uma forte influência sobre a artista, criando mesmo uma relação de dependência da qual ela custou a se libertar.

Com efeito, Mohalyi, que praticava uma pintura figurativa, voltada para o pós- impressionismo, assimilou o estilo expressionista como uma cópia carbonada de seu mestre. Somente vinte anos mais tarde conseguiu ganhar autonomia plena, iniciando uma fase de abstração, na qual permaneceria até o fim da vida.

Uma pintura mística

Yolanda Mohalyi expôs sua obra como poucos o fizeram, realizando incontável número de individuais, além de participar de quase todos eventos de arte moderna realizados em São Paulo, com passagens também pelo Rio de Janeiro e exposições no Exterior.

Era profundamente religiosa e a arte praticada, conforme suas próprias palavras, adquiriu um sentido místico cósmico. É ela mesma que declara:

«Além do sentimento puramente humano em relação ao sofrimento, tenho, e certamente todos nós temos, em escala diferente, uma consciência coletiva que nos questiona, nos culpa e nos impõe um dever para com o próximo. É isto o que eu sinto e a que procuro responder.»

Parte do acervo pessoal da artista, após a morte, foi doado pelos seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, o qual também ficou com os arquivos da pintora, pelos quais é possível reconstituir sua trajetória, desde a chegada ao Brasil.

(Texto de Paulo Victorino)

“Existe uma pintura essencialmente cor que é a retina da alma.Oposta ao imediatismo que acaba no empenho físico do olho,seu fim está numa visão do mundo que é a revelação do teatro interior do artista. Na carreira quieta e estudiosa de Yolanda Mohályi, a cor assumiu invariàvelmente este sentido psicológico da percepção.

Sua pesquisa dos fenômenos da cor ganhou amplitude na esfera não-figurativa.A abstração ensejou-lhe articulações livres de cores-formas elaboradas pela sensibilidade  exigente que modera os impulsos  e que obedece à logica  de uma intuição lírica  prisioneira  do complexo da solidão” (Walter Zanini no Catálogo da VIII Bienal de São Paulo – 1965)

Fonte: Agenda Arte e Cultura, escrito por Silvana Jussara Szilágyi, em 26 de junho de 2014. 

---

Brasil, a abstrata diferença | El País

Em meados do século XX, quando o empresário e mecenas brasileiro Francisco, Ciccilli, Matarazzo Sobrinho se reuniu em Nova York com o multimilionário Nelson Rockefeller para sondá-lo sobre a viabilidade de organizar uma bienal de arte em São Paulo semelhante à existente em Viena, seu propósito principal era difundir a arte contemporânea e as tendências da Europa e dos Estados Unidos em seu país. Os artistas locais, no entanto, aproveitaram a vitrine internacional proporcionada por essa iniciativa para mostrar suas inquietudes artísticas ao mundo. A Bienal operou como uma porta giratória na qual as novas correntes estéticas para expulsar a seguir, um estilo abstrato próprio e independente, cuja riqueza e particularidades amostra em Washington nestes dias o Centro Cultural do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) por meio da exposição Abstraction, Abstracción, Abstração.

“Os artistas brasileiros tinham um afã por mostrar a qualidade de sua arte ao resto do mundo e, graças aos criadores internacionais que foram a sua primeira edição, todos puderam ser beneficiados dessa mudança”, assinala ao EL PAÍS Debra Corrie, comissária das exposições do Centro Cultural do BID, para explicar a singularidade da arte abstrata brasileiro. “São Paulo foi o trampolim para a arte de Brasil e foi uma forma de libertação, de romper com a necessidade de ater-se à precisão, esse foi o catalisador da primeira bienal”, sustenta.

A primeira edição da Bienal de São Paulo (1951) atraiu à cidade pintores da envergadura de Pablo Picasso, Alberto Giacometti, René Magritte ou George Gross. Em vez de copiar suas técnicas, os artistas locais as assimilaram e as converteram em “metodologias brasileiras”, indica o catálogo da exposição feita pelo crítico de arte Gerardo Mosquera.

Essa assimilação fica patente no trabalho de Manabu Mabe, um dos três pintores escolhidos pela exibição do BID que expôs sua obra na primeira edição da Bienal. Mabe, que emigrou do Japão em 1934, incorporou esse estilo informal que destilavam as obras estrangeiras a sua técnica e modificou seus traços, devedores da caligrafia nipônica, para convertê-los em formas mais geométricas.

Mabe não é o único pintor de origem japonesa incluído na amostra. Muitos dos artistas brasileiros que se encantaram pela abstração nasceram em outros países, mas encontram sua fonte de inspiração no país. Essa fusão de culturas e influências é outro dos ingredientes que também distingue a corrente abstrata deste país do resto.

Um exemplo dessa intencionalidade é a obra de Fayga Ostrower. Nascida na Polônia, a artista plástica brasileira rompeu com a arte representativa para afastar-se da literalidade e recolher em suas litografias a indeterminação geométrica da arte abstrata. Essa capacidade de reinvenção artística, que se estende a todos seus compatriotas que se iniciaram nesse gênero, a converteu em uma das pioneiras em incorporar a corrente da abstração ao âmbito do gravado.

A exposição abarca, através do trabalho de oito pintores e oito pintoras, todo o espectro da abstração brasileira, de Antonio Henrique Amaral, cuja obra Sem Título é a mais antiga da amostra, até uma das peças da série Gaveta de Lembranças, de Thais Helt. “Um exemplo de como os artistas seguem avançando e abrindo caminho no território do abstrato”, explica Corrie.

Explosões de negro, mistura de texturas e cores, luz para formular a escuridão da origem do universo… Das paredes do Centro Cultural dl BID penduram a amálgama de estéticas diversas com as que os criadores brasileiros de princípios do século XX renovaram o panorama criativo traçando uma trajetória que marcou as futuras gerações do país, impondo uma originalidade que desmonta o estereotipo de que a arte no Brasil é eminentemente ingênua ou exótica.

Fonte: El País, escrito por Eva Saiz, publicado em 7 de abril de 2014. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

---

Yolanda Mohalyi | Pinacoteca de São Paulo

A pintora e desenhista Yolanda Mohalyi nasceu na Hungria, em 1909. Lá, estudou na Escola Livre de Nagygania e, mais tarde, na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Veio ao Brasil em 1931, radicando-se em São Paulo. O impacto da mudança de país pode ser visto em sua obra, que passa, num primeiro momento, a incorporar elementos tipicamente brasileiros, assim como ganha certo caráter de denúncia social. No ano seguinte a sua chegada, passou a dar aulas de desenho e pintura, e, em 1935 a estudar com Lasar Segall, artista do qual tornou-se amiga. Em meados de 1937 integrou, ao lado de Victor Brecheret, Elisabeth Nobiling, Antonio Gomide, Rino Levi, entre outros, o Grupo 7. A partir de 1945, a artista realiza exposições individuais e coletivas, no Brasil e no exterior. Há dois caminhos na pintura de Yolanda Mohalyi ou, se preferirmos, um percurso, da figuração à pintura abstrata informal. Meteoro I é certamente um exemplo dessa última vertente, explorada pela artista sobretudo a partir dos anos de 1950. Na pintura de 1971, temos uma explosão de cores, espécie de efeito do impacto causado por um meteoro imaginado. Note-se que na concentração dessa disformidade suspensa no espaço parecem confluir diferentes temporalidades da cor: enquanto em alguns momentos a tinta escorre para os lados, em outros se acumula em pinceladas densas, e ainda em outros forma desenhos quase transparentes sobre o conflito de cores quentes e frias.

Fonte: Pinacoteca de São Paulo, conteúdo extraído do Google Arts & Culture. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

---

O Abstracionismo Lírico de Yolanda Mohalyi | Unicamp

Yolanda Lederer Mohalyi chega ao Brasil em 1931, vinda da Transilvânia. A artista entra em contato com o mundo das artes desde muito pequena, sendo que em 1927 ingressa na Real Academia de Belas Artes de Budapeste. Apesar de haver uma tendência expressionista em suas obras figurativas, tal fato só se consolidaria com maior clareza na década de 30, quando Yolanda conhece Lasar Segall no Brasil. Eles se tornam grandes amigos e é perceptível a ascendência de Segall em obras de Mohalyi realizadas nesse período.

Dentre alguns pontos que merecem ser destacados em sua carreira estão a conquista do prêmio aquisição de pintura nacional na V Bienal de São Paulo (em 1959), do prêmio Leirner de pintura, na Galeria de Arte da Folha em São Paulo (1960), do prêmio regulamentar de pintura na VII Bienal de São Paulo em 1963 e do prêmio aquisição na X edição da mesma mostra, no ano de 1971.

Após sua morte, 26 obras do acervo pessoal foram doadas por seus herdeiros ao Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo.

Material e métodos

O material usado para o desenvolvimento do projeto consistiu essencialmente de livros e imagens previamente selecionadas, relacionadas ao nosso tema. Dado o caráter diverso da obra de Yolanda, nosso estudo levou em conta as diferenças de suporte, dentre outras, que certamente interferem em sua análise. Assim, através da combinação de cuidadosa pesquisa de fontes históricas, tais como livros e documentos a esse respeito, e de uma análise que transcenda o puro aspecto formal das referidas obras, procuramos encontrar o elo entre a construção histórica e cultural do trabalho desta brilhante artista.

Resultados e conclusões

No longo percurso de sua carreira, Mohalyi construiu um percurso de grande significação e sua numerosa produção representa uma contribuição valiosa à expressão plástica. O amor de Yolanda pela pintura sempre esteve presente e, muito embora no cenário nacional outras propostas estivessem se tornando cada vez mais presentes, como é o caso da nova figuração nos anos 60, a pintura sempre abstrata dela e de outros artistas absorvidos ao longo desta pesquisa, como Bandeira e Mabe, nos mostra que se pode perceber a relação de sintonia entre o artista e a obra, caracterizando assim a presença de um estilo único e verdadeiro para cada um destes.

Fonte: Unicamp. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

Crédito fotográfico: Wikipédia. Consultado pela última vez em 3 de junho de 2024.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

Olá, boa tarde!

Prepare-se para a melhor experiência em leilões, estamos chegando! 🎉 Por conta da pandemia que estamos enfrentando (Covid-19), optamos por adiar o lançamento oficial para 2023, mas, não resistimos e já liberamos uma prévia! Qualquer dúvida ou sugestão, fale conosco em ola@arrematearte.com.br, seu feedback é muito importante. Caso queira receber nossas novidades, registre-se abaixo. Obrigado e bons lances! ✌️