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Sérvulo Esmeraldo

Sérvulo Esmeraldo (Crato, 27 de fevereiro de 1929 — Fortaleza, 1° de fevereiro de 2017) foi escultor, pintor, gravador e ilustrador brasileiro, conhecido por seu rigor geométrico-construtivo e suas incursões no campo da arte cinética. Foi um dos pioneiros da arte cinética e autor de obras de geometria e luminosidade singulares. Em Fortaleza, criou grandes esculturas públicas, como o Monumento ao Saneamento da Cidade de Fortaleza.

Biografia - Itaú Cultural

No início de sua carreira artística, dedica-se à xilogravura. A partir de 1947, em Fortaleza, frequenta a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) e mantém contato com Inimá de Paula (1918-1999), Antonio Bandeira (1922-1967) e Aldemir Martins (1922-2006). Nesse período tem aulas de pintura com Jean-Pierre Chabloz (1910-1984). Em 1951 trabalha na montagem da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Após o encerramento da Bienal, passa a residir em São Paulo, exerce a função de gravador e ilustrador no Correio Paulistano e tem contato com Marcelo Grassmann (1925) e Lívio Abramo (1903-1992). Em 1956, funda o Museu de Gravura, na cidade de Crato, Ceará.

Em 1957, realiza individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e viaja para a Europa com bolsa do governo francês. Em Paris estuda litografia na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] e tem acesso às obras raras da Bibliothèque Nationale de France, o que lhe permite estudar a gravura de Albrecht Dürer (1471-1528) por dois anos. Com orientação de Johnny Friedlaender (1912-1992), inicia seu trabalho de gravura em metal, publicado por editores europeus. Em meados dos anos 1960, integra o movimento da arte cinética, quando realiza as obras Excitáveis - quadros e objetos movidos pela eletricidade estática. Retorna ao Brasil em 1978, fixa-se em Fortaleza e dedica-se à arte pública. Idealiza na capital cearense a Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, da qual é curador em 1986 e 1991.

Análise

Na década de 1950, Sérvulo Esmeraldo desenvolve trabalhos figurativos e, segundo o crítico de arte Frederico Morais, ele "representa folhas e peixes de forma muito simplificada e sintética (...) Interessa-o a forma e não o tema". Desse modo, Esmeraldo encaminha-se paulatinamente para a abstração, realizando, em 1957, suas primeiras gravuras decididamente abstratas, as quais mantêm estreita relação com a produção de Lívio Abramo.

No mesmo ano, muda-se para Paris, onde freqüenta aulas de gravura em metal com Johnny Friedlaender. No início faz trabalhos abstratos e líricos, quase informais. Suas gravuras, como os trabalhos de Friedlaender, são repletas de grafismos. Progressivamente, interessa-se pela produção construtiva e passa a lidar com formas mais regulares. Acompanha a produção dos artistas ligados à arte cinética, como Julio Le Parc (1928) e Jesús Rafael Soto (1923-2005). Na década de 1960, deixa de se dedicar exclusivamente à gravura e passa a experimentar outras linguagens. Em 1962, produz os primeiros trabalhos cinéticos, feitos com ímãs. Dois anos mais tarde, cria os Excitáveis, objetos cinéticos feitos de acrílico, que reagem ao toque do espectador e mudam de cor. No mesmo período, realiza as primeiras esculturas.

Ao retornar para Fortaleza, em 1978, trabalha com chapas de aço laqueado, produzindo esculturas com planos dobrados e pintados. Em 1981, realiza uma série de peças brancas em que inscreve formas geométricas vazadas. Apesar de lidar com objetos planos, seu trabalho sugere volume.

Em 1986, idealiza e organiza a 1ª Exposição de Escultura Efêmera de Fortaleza. Na mesma época, cria relevos discretos, a terceira dimensão é sugerida pela interação das faces, embora a obra seja quase plana. Esmeraldo conta, que no final dos anos de 1980, percebe que, muitas vezes, o volume de suas esculturas "é suporte para evidenciar as linhas". Na década de 1990, entre outros trabalhos, faz relevos em que sulca linhas rigorosas em superfícies bidimensionais de aço. Em 2001, radicaliza esse princípio. Trabalha com linhas regulares de aço, com as quais desenha formas geométricas tridimensionais no espaço.

Sérvulo Esmeraldo - Video Enciclopédia Itaú Cultural

Sérvulo Esmeraldo inicia seus estudos de xilogravura nos anos 1940, no Ceará. Na década seguinte, atua como gravador e ilustrador do jornal Correio Paulistano, em São Paulo, até ganhar uma bolsa de estudos na França, onde pratica litogravura e arte cinética produzindo obras com ímãs, eletroímãs e explorando a gravidade. De volta ao Brasil em 1978, dedica-se à arte pública e faz esculturas urbanas. Fiel à geometria, ele usa a forma como matriz para múltiplos objetos, reproduzidos em escala. Símbolos como triângulo, círculo e quadrado são recorrentes: “Essa é a imagem primeira do meu trabalho”, diz ele. Ao conectar, justapor e reproduzi-los em desenhos ou esculturas, Esmeraldo cria volumes e propõe novas dimensões aos materiais utilizados. Outros objetos do cotidiano têm sua utilização deslocada como em To Spin Span Spun, em que parafusos e ruelas se interligam dentro de um cilindro e ganham movimento e sonoridade.

(Produção: Documenta Vídeo Brasil; Captação, edição e legendagem: Sacisamba; Intérprete: Erika Mota; Locução: Júlio de Paula)

Críticas

"As esculturas de Sérvulo Esmeraldo atraem sorrateiramente o olhar para um confronto entre a objetividade do visível da obra e um equilíbrio essencialmente subjetivo, enigmático. O inconsciente moderno se encarrega dos investimentos culturais destinados à sua apreensão e experimentação. Apesar da precisão quase matemática, a sensação e o devaneio não escapam, estão presentes, condensados na singularidade dos sólidos inspirados por um ideal (problemático) de perfeição e apropriação da luminosidade. Surgem para o olhar, soltas, emancipadas, mas foram inventadas fazendo parte de um sistema, de uma história. É preciso circular em torno delas para perceber suas sutilezas específicas. O artista trabalha a partir de poucas variações formais, mas intimamente entrosado com o fazer da arte, não só os materiais e a técnica utilizados como também os dados da história. Luz e espaço se articulam como resultado de uma experiência de trabalho, cada escultura é uma soma de volume e luz. Um silêncio estilizado e denso, resistente às falas e definições. Por trás desse equilíbrio quase imperturbável, existe um processo de saber obcecado em inventar com os mais simples sólidos do universo da geometria objetos/monumentos de arte que, além de conviver harmonicamente com a luz e a sombra, acentua a paixão por uma espécie de 'belo clássico', livre de inquietações, um belo puro e destilado, próximo ao êxtase da perfeição. Momentos de humor".

Almandrade (A fantasia estilizada dos sólidos. Esmeraldo, Sérvulo. Sérvulo Esmeraldo. n.p.)

"(...) em inícios de 1980 vemos a linearidade imperar com leveza ímpar em suas composições quase bidimensionais, como maquetes magnificadas, placas dobradas, torções de planos, a superfície de aço vergada e de branco pintada, ou por vezes prescindindo de uma base, forma pura pousada sobre o piso, espaço livre, sempre o ângulo a conferir caráter à peça através da sombra projetada (...) sem concessões, porém seco, rigor de concepção e execução, ao mesmo tempo que absorvendo a luz ambiente extravagante de Fortaleza sobre as superfícies de seus planos, e sobre elas obtendo as nuances dos grises mais luminosos (...). No jogo com a luz, ou ciente de seu peso no clima tropical (...), Sérvulo, experimentador disciplinado, descarta o branco, elege o tom grafite intenso para as superfícies facetadas dos prismas, oblíquos, em sua abordagem serial dos 'sólidos', hexaedros a brincar com a luminosidade ambiente (...). Os cubos, ou triângulos acoplados, ou a assimetria do paralelogramo emerge, ao mesmo tempo, a sugerir uma visão de perspectiva que também é ilusória, nas formas que encerra nesta fase de 'corpos-sólidos', espaço limitado por superfícies".

Aracy Amaral (Sérvulo Esmeraldo. São Paulo: Skultura Galeria de Arte, 1986)

"Sérvulo Esmeraldo estrutura suas xilogravuras com formas geométricas: são signos que se ordenam no suporte, também geométrico, portanto, inseparável da composição. O papel-suporte é, pois, pensado como elemento, uma vez que nos conceitos não se faz distinção entre o branco do papel e o preto impresso. Por isso, Sérvulo afirma que em sua xilogravura não há passagem do figurativo para o não-figurativo, só havendo mudança valorativa. Na história da reflexão de Sérvulo Esmeraldo, interessa, portanto, destacar que a forma abstrata é visionada por ele nos claros de suas gravuras figurativas; com isso, passa a valorizar, não os claros, mas as formas, que, abstratas, constroem a gravura.

Após estudos em Paris com Friedlaender, Sérvulo compõe gravuras com figuras geométricas, que, cortadas, duplicadas, deformadas ou mesmo rebatidas, realizam seu desejo de conjunção do branco e do preto".

Leon Kossovitch e Mayra Laudanna (Concretos. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 20-21.)

Depoimentos

"Minhas referências em matéria de artes plásticas eram pinturas, ou reproduções medíocres de pinturas. E eram sempre figurativas. [...] Na Biblioteca Pública de Crato, Ceará, havia pouca coisa sobre artes plásticas. Havia uma História da Arte, de Van Loon, e outra publicação sobre arte americana (que parava nos anos 20), uma outra sobre esculturas nos cemitérios italianos. Van Loon fazia considerações interessantes [...]. Alertava também que além do olhar tem o perceber, o direcionar. Era um bom livro, mas como documentação iconográfica era restrito [...]. Eu queria aprender. Sabia que o fazer passava pelo aprender a fazer. Parece tão evidente. As coisas porém transcendem o conhecimento - o conceito é algo vago, é uma "pluma ao vento". Você desenvolveu o seu pensamento e conceito, que podem ser vivenciados e enriquecidos. Porém não é doutrina. Tudo pode ser contestado. A abertura é a chave. A adequação está entre a ciência e a consciência. Eu nunca poderia ser um surrealista. Um figurativo, sim, pois isso não condiciona ou vai além das formas e suas soluções nos suportes. Foi somente muitos anos depois que tive acesso, através de livros, aos desenhos de Picasso, Matisse, Dufy, em muitos dos quais a linha prevalece; escrita impecável, seca, dinâmica, que não denota esforço no fazer, como algo que estivesse pronto desde o início dos tempos, como a lua, o sol, que nos surpreendem a cada instante. [...] A xilogravura foi muito importante. Ao invés de complicador, foi simplificador. O desenho mostra a importância da observação. A partir daí comecei a construir o meu 'arquivo'. [...]

A xilogravura é o meio mais simples da gravura. Uma simplicidade que requer muita disciplina e economia. O branco puro do papel e o preto igualmente puro da matriz disputam o suporte. O branco pode tender a ser um buraco. Os mestres Munakata e Goeldi compreenderam o problema e driblaram-no. É isto, talvez, o que há de mais difícil de controlar. O que está no plano, está no plano e não vai além. [...] A incisão sobre a madeira pode resultar em belo objeto, num relevo, a resultante, ou seja, o produto final - a gravura poderá não chegar ao objetivo. Até se compreender que a matriz tem uma função na qual a componente, o suporte-papel, tem a palavra final, muita água rola sob a ponte. O branco que deveria ser um claro pode aparecer como um buraco, ou como neve nos telhados tropicais. De qualquer forma a gravura é sempre surpreendente. Você escreve e lê o contrário. A xilo dificilmente permite correções. É por isso que estimo que para mim ela foi uma grande lição. Continuo um aprendiz xilógrafo. A xilogravura é um concentrado de pensamento. Minhas primeiras xilos eram figurativas, como os desenhos. Os claros abertos na madeira resultavam em formas abstratas. De repente, o 'não representado' acabou sendo o principal, o valorizado. Quero me referir às formas justapostas que geram formas. Numa obra não existe nada de secundário. O principal é o todo. Acabei optando pelo que via como casual. Das formas nascem formas, parafraseando Bruno Munari. [...]

Nunca passei para o abstrato. Minha escrita sempre foi concreta. O encaminhamento começou pelos vegetais, folhas, galhos. Deles retirei minha geometria. Foi somente muito mais tarde que descobri que os caramujos e as folhas que gravava eram polidas equações. Imagine só, vi que o caramujo era um logaritmo! O conhecimento se aprende. A compreensão é uma resultante. Pode-se aprender e não compreender. Existe um universo entre o primário e o primitivo. Os pintores de Altamira ou de Sete Cidades aprenderam? Eles inventaram e, com certeza, compreenderam e nos transmitiram. Eles viram o bisão numa saliência de rocha e o evidenciaram com linhas. Com quem eles aprenderam? Estamos entre o olhar e o ver".

Sérvulo Esmeraldo a Dodora Guimarães (In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, julho de 2000. p. 132.)

Exposições Individuais

1951 - Crato CE - Individual, na Sociedade de Cultura Artística

1956 - São Paulo SP - Individual, no Clube dos Artistas Modernos

1957 - Fortaleza CE - Individual, na UFCE

1957 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP

1960 - Recife PE - Individual, na Galeria Lemac

1961 - Lausanne (Suíça) - Individual, na Galerie Maurice Bridel

1961 - Paris (França) - Individual, na Galerie La Hune

1961 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA

1962 - Fortaleza CE - Individual, no MAUC

1962 - Recife PE - Individual, na Galeria de Arte do Recife

1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Relevo

1962 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA

1963 - Lausanne (Suíça) - Individual, na Galeria Maurice Bridel

1964 - Veneza (Itália) - Individual, na Galleria Il Canale

1966 - Lisboa (Portugal) - Individual, na Galeria Gravura

1966 - Milão (Itália) - Individual, no Instituto Brasil-Itália

1966 - Paris (França) - Individual, na Galerie Nouvelle Gravure

1967 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Itatiaia

1967 - Fortaleza CE - Individual, no MAUC

1968 - Lausanne (Suíça) - Individual, na Galeria Maurice Brindel

1969 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho

1971 - Cannet-Plage (França) - Individual, na Galerie La Pierre de Lune

1971 - Lausanne (Suíça) - Individual, na White Gallery

1971 - Lion (França) - Individual, na Galerie 32

1971 - Paris (França) - Individual, na Galerie La Pochade

1971 - Le Cannet (França) - Individual, na Galerie La Pierre de Lune

1973 - Fortaleza CE - Individual, na Galerie Ignez Fiuza

1974 - Collioure (França) - Sérvulo Esmeraldo: gravuras 1953 a 1973, na Galerie Sanguine Art

1975 - Brasília DF - Individual, no Hotel Nacional

1975 - Fortaleza CE - Individual, na Galerie Ignez Fiuza

1975 - Lausanne (Suíça) - Individual, na White Gallery

1975 - Lion (França) - Individual, na Galerie 32

1975 - Luxemburgo (Luxemburgo) - Individual, na Galerie Paul Bruck

1975 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Artes Gráficas

1976 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Palácio das Artes

1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galeria

1976 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Artes Gráficas

1977 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Memória

1977 - Crato CE - Individual, na Sociedade de Cultura Artística

1977 - Recife PE - Individual, na Gatsby Arte

1979 - Bogotá (Colômbia) - Individual, no Centro Venezoelano de Cultura

1979 - São Luís MA - Individual, no Hotel Quatro Rodas

1980 - Fortaleza CE - Sérvulo Esmeraldo: escultura, na Galerie Ignez Fiuza

1981 - Rio de Janeiro RJ - Sérvulo Esmeraldo: esculturas, na Galeria Aktuell

1982 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte

1984 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1985 - Fortaleza CE - Sérvulo Esmeraldo: trajetória 1947-1985, na Arte Galeria

1986 - Fortaleza CE - Individual, na Arte Galeria

1986 - São Paulo SP - Sérvulo Esmeraldo: esculturas, na Skultura Galeria de Arte

1988 - Brasília DF - Individual, na Itaugaleria

1988 - Rio de Janeiro RJ - Sérvulo Esmeraldo: gravuras - trajetória, no MNBA

1988 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1989 - Rio de Janeiro RJ - Sérvulo Esmeraldo: escultura e relevos, na Tríade Galeria

1989 - Salvador BA - Sérvulo Esmeraldo: gravuras, no Solar do Unhão

1989 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1999 - Fortaleza CE - Individual, no Centro Cultural da Abolição

2001 - São Paulo SP - A Linha como Fator Determinante, na Galeria Múltipla de Arte

Exposições Coletivas

1950 - Fortaleza CE - 6º Salão de Abril - menção honrosa

1951 - Fortaleza CE - 7º Salão de Abril - menção honrosa

1956 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição

1957 - Cracóvia (Polônia) - 5ª Exposição Internacional de Cracóvia

1957 - Fortaleza CE - Salão Nacional de Artes Plásticas - 1º prêmio

1957 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição e medalha de bronze

1959 - Paris (França) - Salon Le Trait, na Sala Balzac

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1960 - Paris (França) - Jeune Gravure Contemporaine

1961 - Paris (França) - Salão de Maio

1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1962 - Amsterdã (Holanda) - Arte de América y España

1962 - Barcelona (Espanha) - Arte de América y España

1962 - Berna (Suíça) - Arte de América y España

1962 - Bruxelas (Bélgica) - Arte de América y España

1962 - Madri (Espanha) - Arte de América y España

1962 - Milão (Itália) - Arte de América y España

1962 - Munique (Alemanha) - Arte de América y España

1962 - Paris (França) - Arte de América y España

1962 - Paris (França) - Gravadores Brasileiros, na Galeria Valérie Schmidt

1962 - Paris (França) - Salon Le Trait, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris

1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1965 - Cracóvia (Polônia) - 5ª Exposição Internacional de Gravura

1965 - Paris (França) - Grands et Jeunes d'Aujourd'hui

1966 - Cracóvia (Polônia) - 6ª Exposição Internacional de Gravura

1966 - Florença (Itália) - 2ª Bienal de Gráfica

1966 - Havana (Cuba) - Exposição de Havana

1966 - Madri (Espanha) - Gravadores de Paris

1966 - Paris (França) - Artistas Latino-Americanos de Paris

1966 - Viana do Castelo (Portugal) - Festival de Viana do Castelo

1967 - Cracóvia (Polônia) - 7ª Exposição Internacional de Gravura

1967 - Milão (Itália) - 14ª Trienal de Milão

1968 - Menton (França) - Bienal de Menton

1968 - Nottingham (Inglaterra) - Six Latin American Countries, na Midland Art Group Gallery

1969 - Menton (França) - Arte Gráfica Século XX

1969 - Oregon (Estados Unidos) - Gravadores Contemporâneos, na Universidade de Oregon

1970 - Cracóvia (Polônia) - Exposição Internacional de Gravura

1970 - Florença (Itália) - 2ª Biennalle Internazionale della Gráfica d'Arte

1970 - Paris (França) - Salon des Realités Nouvelles

1970 - Spoleto (Itália) - 5º Festivale dei Due Mondi

1970 - Zurique (Suíça) - La Peu du Lion, na Kunsthaus Zürich

1971 - Genebra (Suíça) - A Gravura da América

1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1972 - Montbéliard (França) - A Arte da Multiplicação

1972 - Paris (França) - 2000 Anos de Ourivesaria Francesa: do galo romano ao pop art

1972 - Paris (França) - Criações e Técnicas, na Galerie Christofle

1972 - São Paulo SP - 6ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP

1972 - St. Etienne (França) - René Bertholo, Lourdes Castro, Esmeraldo, Guidot, no Museu de St. Etienne

1972 - Veneza (Itália) - 2000 Anos de Ourivesaria Francesa: do galo romano ao pop art

1973 - Paris (França) - Semaine Latino-Américaine de Paris, na Galerie Cefral

1974 - Paris (França) - A Idéia e a Matéria, na Galerie Denise Rene

1974 - Paris (França) - Salon Comparaisons

1974 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de San Juan del Grabado Latino - Americano y del Caribe

1974 - San Juan (Puerto Rico) - 3ª Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, no Instituto de Cultura Puertorriqueña

1974 - São Paulo SP - Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1974 - São Paulo SP - Prospectiva' 74, no MAC/USP

1975 - Palazzolo (Itália) - De Alexandris, Morandini, Esmeraldo e Sircana, na Galeria F22

1978 - São Paulo SP - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1979 - Paris (França) - Coleção Marius Rey, no CNAC

1979 - Rio de Janeiro RJ - Escultores Brasileiros, na Galeria Aktuell

1981 - Havana (Cuba) - Arte de Nuestra América, na Galeria Latino-Americana

1981 - São Paulo SP - 13º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

1982 - São Paulo SP - Um Século de Escultura no Brasil, no Masp

1983 - Olinda PE - 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/Olinda

1983 - Rio de Janeiro RJ - Arte na Rua 2

1984 - Belém PA - 3º Salão Arte Pará - 1º prêmio

1984 - Buenos Aires (Argentina) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Curitiba PR - 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Fundação Cultural de Curitiba

1984 - Havana (Cuba) - 1ª Bienal de Havana, no Museo Nacional de Bellas Artes

1984 - Lisboa (Portugal) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Londres (Inglaterra) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Paris (França) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Rio de Janeiro RJ - Os Papéis do Papel, na Funarte. Centro de Artes

1984 - Roma (Itália) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - São Paulo SP - Geometria 84, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1984 - Washington (Estados Unidos) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1985 - Belo Horizonte MG - Geometria Hoje, no MAP

1985 - Fortaleza CE - Aldemir Martins, Floriano Teixeira, Pietrina Checcacci, Sérgio Lima e Sérvulo Esmeraldo, na Galeria Ignez Fiuza

1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação das Artes de Penápolis

1985 - São Paulo SP - 16º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1985 - São Paulo SP - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP

1985 - São Paulo SP - Tendências do Livro de Artista no Brasil, no CCSP

1986 - Fortaleza CE - 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha

1986 - Fortaleza CE - Esmeraldo/Krajcberg, na Arte Galeria

1986 - Fortaleza CE - Imagine: o planeta saúda o cometa, na Arte Galeria

1986 - Havana (Cuba) - 2ª Bienal de Havana

1986 - Recife PE - 1ª Mostra de Escultura e do Objeto Pernambucano, na Galeria Metropolitana

1987 - Rio de Janeiro RJ - A Gravura Brasileira: rumo ao abstracionismo, no MNBA

1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1988 - Campinas SP - 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1988 - Polomar (Venezuela) - Bienal de Polamar: esculturas efêmeras

1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP

1989 - Belo Horizonte MG - 21º Festival de Inverno da UFMG

1989 - Fortaleza CE - 10ª Unifor Plástica

1989 - Fortaleza CE - Salão de Abril

1989 - São Paulo SP - 10 Escultores, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1990 - Curitiba PR - 9ª Artistas Convidados: litografias, na Casa Romário Martins

1990 - Fortaleza CE - 41º Salão de Abril, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela - Palácio da Abolição

1991 - Fortaleza CE - 42º Salão de Abril - prêmio em escultura

1991 - Fortaleza CE - Scap: 50 anos, no Imperial Othon Palace Hotel. Salão Juazeiro

1991 - São Paulo SP - A Mata, no MAC/USP

1991 - São Paulo SP - Homem e Natureza, no MAC/USP

1991 - São Paulo SP - Projeto: 100 anos de Paulista, na Casa das Rosas

1992 - Belém PA - 11º Salão Arte Pará, na Fundação Romulo Maiorana

1992 - Brasília DF - 43º Salão de Abril, na ECT Galeria de Arte

1992 - Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura

1992 - Fortaleza CE - 43º Salão de Abril, no Museu de Arte da UFC

1992 - Recife PE - 43º Salão de Abril, na Galeria Metropolitana de Arte

1992 - São Paulo SP - 43º Salão de Abril, na Casa das Rosas

1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP

1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc

1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956-1967, no MAM/SP

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, no Metrô

1995 - Fortaleza CE - D'Aprés Dürer: gravadores cearenses, no Centro Cultural da Abolição

1996 - Brasília DF - Arte e Espaço Urbano: quinze propostas, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty

1996 - Porto Alegre RS - 1ª Sesc Escultura: exposição internacional de esculturas ao ar livre, no Sesc Campestre

1996 - Rio de Janeiro RJ - Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP: construção, medida e proporção, no CCBB

1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes

1997 - Rio de Janeiro RJ - AR: exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial

1997 - São Paulo SP - Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Av. Paulista - realização Ministério da Cultura/Itaú Cultural

1997 - São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

1998 - Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

1998 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1998 - São Paulo SP - Coleção 98 Skultura, na Skultura Galeria de Arte

1999 - Fortaleza CE - 50º Salão de Abril, no Centro Cultural da Abolição

1999 - Paris (França) - Viva Brasil, na Galerie 1900 - 2000

1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Coleção Guita e José Mindlin no Espaço Cultural dos Correios

1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA

1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural

2000 - São Paulo SP - Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi

2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Anos: Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

2000 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado

2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural

2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural

2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural

2002 - Fortaleza CE - Ceará Redescobre o, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

2002 - São Paulo SP - Quem Faz as Bienais, na Galeria Múltipla de Arte

2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte

2004 - São Paulo SP - Gesto e Expressão: o abstracionismo informal nas coleções JP Morgan Chase e MAM, no MAM/SP

Fonte: SÉRVULO Esmeraldo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 21 de Jan. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Biografia - Wikipédia

Juventude

Iniciou a carreira artística na adolescência, com xilogravuras.

No ano de 1951, se mudou para São Paulo, onde estudou arquitetura e então, dedica-se à xilogravura, realizando sua primeira exposição individual, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Vida Artística

Na mesma época de sua primeira exposição individual no MAM, ganha bolsa de estudos do governo francês, residindo no país até 1979. Em Paris, frequenta o ateliê de litogravura da École Nationale des Beaux-Arts e estuda com Johnny Friedlaender.

Na década de 1960, inicia suas criações no campo da arte cinética, trabalhando como materiais como com ímãs, eletroímãs e por gravidade. Em 1974 participa da exposição L'idée et La Matière, na Galeria Denise René, em Paris. Retorna definitivamente a Fortaleza no ano de 1980. Em 1983, recebe o Prêmio Melhor escultor do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Em 2011, a Pinacoteca do Estado de São Paulo faz retrospectiva da obra do artista com publicação de livro coordenado por Aracy Amaral. No ano de 2012, abre a mostra Simples como o Triângulo, em São Paulo, na galeria Raquel Arnaud.

Morte

Internado em Fortaleza no 17 de janeiro de 2017, não resiste e falece aos 87 anos. Assistido por sua companheira Dodora, se foi de forma tranquila. O velório ocorreu na quinta-feira, 2 de fevereiro na capela do Palácio da Abolição.

Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 21 de janeiro de 2018.

Crédito fotográfico: Pinakotheke

Sérvulo Esmeraldo (Crato, 27 de fevereiro de 1929 — Fortaleza, 1° de fevereiro de 2017) foi escultor, pintor, gravador e ilustrador brasileiro, conhecido por seu rigor geométrico-construtivo e suas incursões no campo da arte cinética. Foi um dos pioneiros da arte cinética e autor de obras de geometria e luminosidade singulares. Em Fortaleza, criou grandes esculturas públicas, como o Monumento ao Saneamento da Cidade de Fortaleza.

Sérvulo Esmeraldo

Sérvulo Esmeraldo (Crato, 27 de fevereiro de 1929 — Fortaleza, 1° de fevereiro de 2017) foi escultor, pintor, gravador e ilustrador brasileiro, conhecido por seu rigor geométrico-construtivo e suas incursões no campo da arte cinética. Foi um dos pioneiros da arte cinética e autor de obras de geometria e luminosidade singulares. Em Fortaleza, criou grandes esculturas públicas, como o Monumento ao Saneamento da Cidade de Fortaleza.

Videos

Sérvulo Esmeraldo - Itaú Cultural | 2017

O Espaço no Infinito | 2019

O cratense que levou arte pelo mundo | 2017

A trajetória de Sérvulo Esmeraldo | 2016

Nomes do Nordeste | 2013

Perfil - Servulo Esmeraldo - 1 | 2011

Perfil - Servulo Esmeraldo - 2 | 2011

Perfil - Servulo Esmeraldo - 3 | 2011

Biografia - Itaú Cultural

No início de sua carreira artística, dedica-se à xilogravura. A partir de 1947, em Fortaleza, frequenta a Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) e mantém contato com Inimá de Paula (1918-1999), Antonio Bandeira (1922-1967) e Aldemir Martins (1922-2006). Nesse período tem aulas de pintura com Jean-Pierre Chabloz (1910-1984). Em 1951 trabalha na montagem da 1ª Bienal Internacional de São Paulo. Após o encerramento da Bienal, passa a residir em São Paulo, exerce a função de gravador e ilustrador no Correio Paulistano e tem contato com Marcelo Grassmann (1925) e Lívio Abramo (1903-1992). Em 1956, funda o Museu de Gravura, na cidade de Crato, Ceará.

Em 1957, realiza individual no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP) e viaja para a Europa com bolsa do governo francês. Em Paris estuda litografia na École Nationale Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes] e tem acesso às obras raras da Bibliothèque Nationale de France, o que lhe permite estudar a gravura de Albrecht Dürer (1471-1528) por dois anos. Com orientação de Johnny Friedlaender (1912-1992), inicia seu trabalho de gravura em metal, publicado por editores europeus. Em meados dos anos 1960, integra o movimento da arte cinética, quando realiza as obras Excitáveis - quadros e objetos movidos pela eletricidade estática. Retorna ao Brasil em 1978, fixa-se em Fortaleza e dedica-se à arte pública. Idealiza na capital cearense a Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, da qual é curador em 1986 e 1991.

Análise

Na década de 1950, Sérvulo Esmeraldo desenvolve trabalhos figurativos e, segundo o crítico de arte Frederico Morais, ele "representa folhas e peixes de forma muito simplificada e sintética (...) Interessa-o a forma e não o tema". Desse modo, Esmeraldo encaminha-se paulatinamente para a abstração, realizando, em 1957, suas primeiras gravuras decididamente abstratas, as quais mantêm estreita relação com a produção de Lívio Abramo.

No mesmo ano, muda-se para Paris, onde freqüenta aulas de gravura em metal com Johnny Friedlaender. No início faz trabalhos abstratos e líricos, quase informais. Suas gravuras, como os trabalhos de Friedlaender, são repletas de grafismos. Progressivamente, interessa-se pela produção construtiva e passa a lidar com formas mais regulares. Acompanha a produção dos artistas ligados à arte cinética, como Julio Le Parc (1928) e Jesús Rafael Soto (1923-2005). Na década de 1960, deixa de se dedicar exclusivamente à gravura e passa a experimentar outras linguagens. Em 1962, produz os primeiros trabalhos cinéticos, feitos com ímãs. Dois anos mais tarde, cria os Excitáveis, objetos cinéticos feitos de acrílico, que reagem ao toque do espectador e mudam de cor. No mesmo período, realiza as primeiras esculturas.

Ao retornar para Fortaleza, em 1978, trabalha com chapas de aço laqueado, produzindo esculturas com planos dobrados e pintados. Em 1981, realiza uma série de peças brancas em que inscreve formas geométricas vazadas. Apesar de lidar com objetos planos, seu trabalho sugere volume.

Em 1986, idealiza e organiza a 1ª Exposição de Escultura Efêmera de Fortaleza. Na mesma época, cria relevos discretos, a terceira dimensão é sugerida pela interação das faces, embora a obra seja quase plana. Esmeraldo conta, que no final dos anos de 1980, percebe que, muitas vezes, o volume de suas esculturas "é suporte para evidenciar as linhas". Na década de 1990, entre outros trabalhos, faz relevos em que sulca linhas rigorosas em superfícies bidimensionais de aço. Em 2001, radicaliza esse princípio. Trabalha com linhas regulares de aço, com as quais desenha formas geométricas tridimensionais no espaço.

Sérvulo Esmeraldo - Video Enciclopédia Itaú Cultural

Sérvulo Esmeraldo inicia seus estudos de xilogravura nos anos 1940, no Ceará. Na década seguinte, atua como gravador e ilustrador do jornal Correio Paulistano, em São Paulo, até ganhar uma bolsa de estudos na França, onde pratica litogravura e arte cinética produzindo obras com ímãs, eletroímãs e explorando a gravidade. De volta ao Brasil em 1978, dedica-se à arte pública e faz esculturas urbanas. Fiel à geometria, ele usa a forma como matriz para múltiplos objetos, reproduzidos em escala. Símbolos como triângulo, círculo e quadrado são recorrentes: “Essa é a imagem primeira do meu trabalho”, diz ele. Ao conectar, justapor e reproduzi-los em desenhos ou esculturas, Esmeraldo cria volumes e propõe novas dimensões aos materiais utilizados. Outros objetos do cotidiano têm sua utilização deslocada como em To Spin Span Spun, em que parafusos e ruelas se interligam dentro de um cilindro e ganham movimento e sonoridade.

(Produção: Documenta Vídeo Brasil; Captação, edição e legendagem: Sacisamba; Intérprete: Erika Mota; Locução: Júlio de Paula)

Críticas

"As esculturas de Sérvulo Esmeraldo atraem sorrateiramente o olhar para um confronto entre a objetividade do visível da obra e um equilíbrio essencialmente subjetivo, enigmático. O inconsciente moderno se encarrega dos investimentos culturais destinados à sua apreensão e experimentação. Apesar da precisão quase matemática, a sensação e o devaneio não escapam, estão presentes, condensados na singularidade dos sólidos inspirados por um ideal (problemático) de perfeição e apropriação da luminosidade. Surgem para o olhar, soltas, emancipadas, mas foram inventadas fazendo parte de um sistema, de uma história. É preciso circular em torno delas para perceber suas sutilezas específicas. O artista trabalha a partir de poucas variações formais, mas intimamente entrosado com o fazer da arte, não só os materiais e a técnica utilizados como também os dados da história. Luz e espaço se articulam como resultado de uma experiência de trabalho, cada escultura é uma soma de volume e luz. Um silêncio estilizado e denso, resistente às falas e definições. Por trás desse equilíbrio quase imperturbável, existe um processo de saber obcecado em inventar com os mais simples sólidos do universo da geometria objetos/monumentos de arte que, além de conviver harmonicamente com a luz e a sombra, acentua a paixão por uma espécie de 'belo clássico', livre de inquietações, um belo puro e destilado, próximo ao êxtase da perfeição. Momentos de humor".

Almandrade (A fantasia estilizada dos sólidos. Esmeraldo, Sérvulo. Sérvulo Esmeraldo. n.p.)

"(...) em inícios de 1980 vemos a linearidade imperar com leveza ímpar em suas composições quase bidimensionais, como maquetes magnificadas, placas dobradas, torções de planos, a superfície de aço vergada e de branco pintada, ou por vezes prescindindo de uma base, forma pura pousada sobre o piso, espaço livre, sempre o ângulo a conferir caráter à peça através da sombra projetada (...) sem concessões, porém seco, rigor de concepção e execução, ao mesmo tempo que absorvendo a luz ambiente extravagante de Fortaleza sobre as superfícies de seus planos, e sobre elas obtendo as nuances dos grises mais luminosos (...). No jogo com a luz, ou ciente de seu peso no clima tropical (...), Sérvulo, experimentador disciplinado, descarta o branco, elege o tom grafite intenso para as superfícies facetadas dos prismas, oblíquos, em sua abordagem serial dos 'sólidos', hexaedros a brincar com a luminosidade ambiente (...). Os cubos, ou triângulos acoplados, ou a assimetria do paralelogramo emerge, ao mesmo tempo, a sugerir uma visão de perspectiva que também é ilusória, nas formas que encerra nesta fase de 'corpos-sólidos', espaço limitado por superfícies".

Aracy Amaral (Sérvulo Esmeraldo. São Paulo: Skultura Galeria de Arte, 1986)

"Sérvulo Esmeraldo estrutura suas xilogravuras com formas geométricas: são signos que se ordenam no suporte, também geométrico, portanto, inseparável da composição. O papel-suporte é, pois, pensado como elemento, uma vez que nos conceitos não se faz distinção entre o branco do papel e o preto impresso. Por isso, Sérvulo afirma que em sua xilogravura não há passagem do figurativo para o não-figurativo, só havendo mudança valorativa. Na história da reflexão de Sérvulo Esmeraldo, interessa, portanto, destacar que a forma abstrata é visionada por ele nos claros de suas gravuras figurativas; com isso, passa a valorizar, não os claros, mas as formas, que, abstratas, constroem a gravura.

Após estudos em Paris com Friedlaender, Sérvulo compõe gravuras com figuras geométricas, que, cortadas, duplicadas, deformadas ou mesmo rebatidas, realizam seu desejo de conjunção do branco e do preto".

Leon Kossovitch e Mayra Laudanna (Concretos. In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000. p. 20-21.)

Depoimentos

"Minhas referências em matéria de artes plásticas eram pinturas, ou reproduções medíocres de pinturas. E eram sempre figurativas. [...] Na Biblioteca Pública de Crato, Ceará, havia pouca coisa sobre artes plásticas. Havia uma História da Arte, de Van Loon, e outra publicação sobre arte americana (que parava nos anos 20), uma outra sobre esculturas nos cemitérios italianos. Van Loon fazia considerações interessantes [...]. Alertava também que além do olhar tem o perceber, o direcionar. Era um bom livro, mas como documentação iconográfica era restrito [...]. Eu queria aprender. Sabia que o fazer passava pelo aprender a fazer. Parece tão evidente. As coisas porém transcendem o conhecimento - o conceito é algo vago, é uma "pluma ao vento". Você desenvolveu o seu pensamento e conceito, que podem ser vivenciados e enriquecidos. Porém não é doutrina. Tudo pode ser contestado. A abertura é a chave. A adequação está entre a ciência e a consciência. Eu nunca poderia ser um surrealista. Um figurativo, sim, pois isso não condiciona ou vai além das formas e suas soluções nos suportes. Foi somente muitos anos depois que tive acesso, através de livros, aos desenhos de Picasso, Matisse, Dufy, em muitos dos quais a linha prevalece; escrita impecável, seca, dinâmica, que não denota esforço no fazer, como algo que estivesse pronto desde o início dos tempos, como a lua, o sol, que nos surpreendem a cada instante. [...] A xilogravura foi muito importante. Ao invés de complicador, foi simplificador. O desenho mostra a importância da observação. A partir daí comecei a construir o meu 'arquivo'. [...]

A xilogravura é o meio mais simples da gravura. Uma simplicidade que requer muita disciplina e economia. O branco puro do papel e o preto igualmente puro da matriz disputam o suporte. O branco pode tender a ser um buraco. Os mestres Munakata e Goeldi compreenderam o problema e driblaram-no. É isto, talvez, o que há de mais difícil de controlar. O que está no plano, está no plano e não vai além. [...] A incisão sobre a madeira pode resultar em belo objeto, num relevo, a resultante, ou seja, o produto final - a gravura poderá não chegar ao objetivo. Até se compreender que a matriz tem uma função na qual a componente, o suporte-papel, tem a palavra final, muita água rola sob a ponte. O branco que deveria ser um claro pode aparecer como um buraco, ou como neve nos telhados tropicais. De qualquer forma a gravura é sempre surpreendente. Você escreve e lê o contrário. A xilo dificilmente permite correções. É por isso que estimo que para mim ela foi uma grande lição. Continuo um aprendiz xilógrafo. A xilogravura é um concentrado de pensamento. Minhas primeiras xilos eram figurativas, como os desenhos. Os claros abertos na madeira resultavam em formas abstratas. De repente, o 'não representado' acabou sendo o principal, o valorizado. Quero me referir às formas justapostas que geram formas. Numa obra não existe nada de secundário. O principal é o todo. Acabei optando pelo que via como casual. Das formas nascem formas, parafraseando Bruno Munari. [...]

Nunca passei para o abstrato. Minha escrita sempre foi concreta. O encaminhamento começou pelos vegetais, folhas, galhos. Deles retirei minha geometria. Foi somente muito mais tarde que descobri que os caramujos e as folhas que gravava eram polidas equações. Imagine só, vi que o caramujo era um logaritmo! O conhecimento se aprende. A compreensão é uma resultante. Pode-se aprender e não compreender. Existe um universo entre o primário e o primitivo. Os pintores de Altamira ou de Sete Cidades aprenderam? Eles inventaram e, com certeza, compreenderam e nos transmitiram. Eles viram o bisão numa saliência de rocha e o evidenciaram com linhas. Com quem eles aprenderam? Estamos entre o olhar e o ver".

Sérvulo Esmeraldo a Dodora Guimarães (In: GRAVURA: arte brasileira do século XX. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, julho de 2000. p. 132.)

Exposições Individuais

1951 - Crato CE - Individual, na Sociedade de Cultura Artística

1956 - São Paulo SP - Individual, no Clube dos Artistas Modernos

1957 - Fortaleza CE - Individual, na UFCE

1957 - São Paulo SP - Individual, no MAM/SP

1960 - Recife PE - Individual, na Galeria Lemac

1961 - Lausanne (Suíça) - Individual, na Galerie Maurice Bridel

1961 - Paris (França) - Individual, na Galerie La Hune

1961 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA

1962 - Fortaleza CE - Individual, no MAUC

1962 - Recife PE - Individual, na Galeria de Arte do Recife

1962 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Relevo

1962 - Salvador BA - Individual, no MAM/BA

1963 - Lausanne (Suíça) - Individual, na Galeria Maurice Bridel

1964 - Veneza (Itália) - Individual, na Galleria Il Canale

1966 - Lisboa (Portugal) - Individual, na Galeria Gravura

1966 - Milão (Itália) - Individual, no Instituto Brasil-Itália

1966 - Paris (França) - Individual, na Galerie Nouvelle Gravure

1967 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Itatiaia

1967 - Fortaleza CE - Individual, no MAUC

1968 - Lausanne (Suíça) - Individual, na Galeria Maurice Brindel

1969 - São Paulo SP - Individual, na Galeria Cosme Velho

1971 - Cannet-Plage (França) - Individual, na Galerie La Pierre de Lune

1971 - Lausanne (Suíça) - Individual, na White Gallery

1971 - Lion (França) - Individual, na Galerie 32

1971 - Paris (França) - Individual, na Galerie La Pochade

1971 - Le Cannet (França) - Individual, na Galerie La Pierre de Lune

1973 - Fortaleza CE - Individual, na Galerie Ignez Fiuza

1974 - Collioure (França) - Sérvulo Esmeraldo: gravuras 1953 a 1973, na Galerie Sanguine Art

1975 - Brasília DF - Individual, no Hotel Nacional

1975 - Fortaleza CE - Individual, na Galerie Ignez Fiuza

1975 - Lausanne (Suíça) - Individual, na White Gallery

1975 - Lion (França) - Individual, na Galerie 32

1975 - Luxemburgo (Luxemburgo) - Individual, na Galerie Paul Bruck

1975 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Artes Gráficas

1976 - Belo Horizonte MG - Individual, na Fundação Palácio das Artes

1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Petite Galeria

1976 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Artes Gráficas

1977 - Belo Horizonte MG - Individual, na Galeria Memória

1977 - Crato CE - Individual, na Sociedade de Cultura Artística

1977 - Recife PE - Individual, na Gatsby Arte

1979 - Bogotá (Colômbia) - Individual, no Centro Venezoelano de Cultura

1979 - São Luís MA - Individual, no Hotel Quatro Rodas

1980 - Fortaleza CE - Sérvulo Esmeraldo: escultura, na Galerie Ignez Fiuza

1981 - Rio de Janeiro RJ - Sérvulo Esmeraldo: esculturas, na Galeria Aktuell

1982 - São Paulo SP - Individual, na Skultura Galeria de Arte

1984 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1985 - Fortaleza CE - Sérvulo Esmeraldo: trajetória 1947-1985, na Arte Galeria

1986 - Fortaleza CE - Individual, na Arte Galeria

1986 - São Paulo SP - Sérvulo Esmeraldo: esculturas, na Skultura Galeria de Arte

1988 - Brasília DF - Individual, na Itaugaleria

1988 - Rio de Janeiro RJ - Sérvulo Esmeraldo: gravuras - trajetória, no MNBA

1988 - São Paulo SP - Individual, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1989 - Rio de Janeiro RJ - Sérvulo Esmeraldo: escultura e relevos, na Tríade Galeria

1989 - Salvador BA - Sérvulo Esmeraldo: gravuras, no Solar do Unhão

1989 - São Paulo SP - Individual, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1999 - Fortaleza CE - Individual, no Centro Cultural da Abolição

2001 - São Paulo SP - A Linha como Fator Determinante, na Galeria Múltipla de Arte

Exposições Coletivas

1950 - Fortaleza CE - 6º Salão de Abril - menção honrosa

1951 - Fortaleza CE - 7º Salão de Abril - menção honrosa

1956 - São Paulo SP - 5º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição

1957 - Cracóvia (Polônia) - 5ª Exposição Internacional de Cracóvia

1957 - Fortaleza CE - Salão Nacional de Artes Plásticas - 1º prêmio

1957 - São Paulo SP - 6º Salão Paulista de Arte Moderna, na Galeria Prestes Maia - prêmio aquisição e medalha de bronze

1959 - Paris (França) - Salon Le Trait, na Sala Balzac

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1960 - Paris (França) - Jeune Gravure Contemporaine

1961 - Paris (França) - Salão de Maio

1961 - São Paulo SP - 6ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

1962 - Amsterdã (Holanda) - Arte de América y España

1962 - Barcelona (Espanha) - Arte de América y España

1962 - Berna (Suíça) - Arte de América y España

1962 - Bruxelas (Bélgica) - Arte de América y España

1962 - Madri (Espanha) - Arte de América y España

1962 - Milão (Itália) - Arte de América y España

1962 - Munique (Alemanha) - Arte de América y España

1962 - Paris (França) - Arte de América y España

1962 - Paris (França) - Gravadores Brasileiros, na Galeria Valérie Schmidt

1962 - Paris (França) - Salon Le Trait, no Musée d'Art Moderne de la Ville de Paris

1962 - São Paulo SP - Seleção de Obras de Arte Brasileira da Coleção Ernesto Wolf, no MAM/SP

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1965 - Cracóvia (Polônia) - 5ª Exposição Internacional de Gravura

1965 - Paris (França) - Grands et Jeunes d'Aujourd'hui

1966 - Cracóvia (Polônia) - 6ª Exposição Internacional de Gravura

1966 - Florença (Itália) - 2ª Bienal de Gráfica

1966 - Havana (Cuba) - Exposição de Havana

1966 - Madri (Espanha) - Gravadores de Paris

1966 - Paris (França) - Artistas Latino-Americanos de Paris

1966 - Viana do Castelo (Portugal) - Festival de Viana do Castelo

1967 - Cracóvia (Polônia) - 7ª Exposição Internacional de Gravura

1967 - Milão (Itália) - 14ª Trienal de Milão

1968 - Menton (França) - Bienal de Menton

1968 - Nottingham (Inglaterra) - Six Latin American Countries, na Midland Art Group Gallery

1969 - Menton (França) - Arte Gráfica Século XX

1969 - Oregon (Estados Unidos) - Gravadores Contemporâneos, na Universidade de Oregon

1970 - Cracóvia (Polônia) - Exposição Internacional de Gravura

1970 - Florença (Itália) - 2ª Biennalle Internazionale della Gráfica d'Arte

1970 - Paris (França) - Salon des Realités Nouvelles

1970 - Spoleto (Itália) - 5º Festivale dei Due Mondi

1970 - Zurique (Suíça) - La Peu du Lion, na Kunsthaus Zürich

1971 - Genebra (Suíça) - A Gravura da América

1971 - São Paulo SP - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1972 - Montbéliard (França) - A Arte da Multiplicação

1972 - Paris (França) - 2000 Anos de Ourivesaria Francesa: do galo romano ao pop art

1972 - Paris (França) - Criações e Técnicas, na Galerie Christofle

1972 - São Paulo SP - 6ª Jovem Arte Contemporânea, no MAC/USP

1972 - St. Etienne (França) - René Bertholo, Lourdes Castro, Esmeraldo, Guidot, no Museu de St. Etienne

1972 - Veneza (Itália) - 2000 Anos de Ourivesaria Francesa: do galo romano ao pop art

1973 - Paris (França) - Semaine Latino-Américaine de Paris, na Galerie Cefral

1974 - Paris (França) - A Idéia e a Matéria, na Galerie Denise Rene

1974 - Paris (França) - Salon Comparaisons

1974 - San Juan (Porto Rico) - Bienal de San Juan del Grabado Latino - Americano y del Caribe

1974 - San Juan (Puerto Rico) - 3ª Bienal de San Juan del Grabado Latinoamericano y del Caribe, no Instituto de Cultura Puertorriqueña

1974 - São Paulo SP - Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1974 - São Paulo SP - Prospectiva' 74, no MAC/USP

1975 - Palazzolo (Itália) - De Alexandris, Morandini, Esmeraldo e Sircana, na Galeria F22

1978 - São Paulo SP - 10º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1979 - Paris (França) - Coleção Marius Rey, no CNAC

1979 - Rio de Janeiro RJ - Escultores Brasileiros, na Galeria Aktuell

1981 - Havana (Cuba) - Arte de Nuestra América, na Galeria Latino-Americana

1981 - São Paulo SP - 13º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1982 - Penápolis SP - 5º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação Educacional de Penápolis. Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Penápolis

1982 - São Paulo SP - Um Século de Escultura no Brasil, no Masp

1983 - Olinda PE - 2ª Exposição da Coleção Abelardo Rodrigues de Artes Plásticas, no MAC/Olinda

1983 - Rio de Janeiro RJ - Arte na Rua 2

1984 - Belém PA - 3º Salão Arte Pará - 1º prêmio

1984 - Buenos Aires (Argentina) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Curitiba PR - 6ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba, na Fundação Cultural de Curitiba

1984 - Havana (Cuba) - 1ª Bienal de Havana, no Museo Nacional de Bellas Artes

1984 - Lisboa (Portugal) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Londres (Inglaterra) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Paris (França) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - Rio de Janeiro RJ - Os Papéis do Papel, na Funarte. Centro de Artes

1984 - Roma (Itália) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1984 - São Paulo SP - Geometria 84, na Paulo Figueiredo Galeria de Arte

1984 - Washington (Estados Unidos) - Mestres do Abstracionismo Brasileiro

1985 - Belo Horizonte MG - Geometria Hoje, no MAP

1985 - Fortaleza CE - Aldemir Martins, Floriano Teixeira, Pietrina Checcacci, Sérgio Lima e Sérvulo Esmeraldo, na Galeria Ignez Fiuza

1985 - Penápolis SP - 6º Salão de Artes Plásticas da Noroeste, na Fundação das Artes de Penápolis

1985 - São Paulo SP - 16º Panorama da Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1985 - São Paulo SP - Destaques da Arte Contemporânea Brasileira, no MAM/SP

1985 - São Paulo SP - Tendências do Livro de Artista no Brasil, no CCSP

1986 - Fortaleza CE - 1ª Exposição Internacional de Esculturas Efêmeras, na Fundação Demócrito Rocha

1986 - Fortaleza CE - Esmeraldo/Krajcberg, na Arte Galeria

1986 - Fortaleza CE - Imagine: o planeta saúda o cometa, na Arte Galeria

1986 - Havana (Cuba) - 2ª Bienal de Havana

1986 - Recife PE - 1ª Mostra de Escultura e do Objeto Pernambucano, na Galeria Metropolitana

1987 - Rio de Janeiro RJ - A Gravura Brasileira: rumo ao abstracionismo, no MNBA

1987 - São Paulo SP - 19ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1988 - Campinas SP - 13º Salão de Arte Contemporânea de Campinas, no MACC

1988 - Polomar (Venezuela) - Bienal de Polamar: esculturas efêmeras

1988 - São Paulo SP - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1988 - São Paulo SP - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes, no MAC/USP

1989 - Belo Horizonte MG - 21º Festival de Inverno da UFMG

1989 - Fortaleza CE - 10ª Unifor Plástica

1989 - Fortaleza CE - Salão de Abril

1989 - São Paulo SP - 10 Escultores, no Gabinete de Arte Raquel Arnaud

1990 - Curitiba PR - 9ª Artistas Convidados: litografias, na Casa Romário Martins

1990 - Fortaleza CE - 41º Salão de Abril, no Centro de Artes Visuais Raimundo Cela - Palácio da Abolição

1991 - Fortaleza CE - 42º Salão de Abril - prêmio em escultura

1991 - Fortaleza CE - Scap: 50 anos, no Imperial Othon Palace Hotel. Salão Juazeiro

1991 - São Paulo SP - A Mata, no MAC/USP

1991 - São Paulo SP - Homem e Natureza, no MAC/USP

1991 - São Paulo SP - Projeto: 100 anos de Paulista, na Casa das Rosas

1992 - Belém PA - 11º Salão Arte Pará, na Fundação Romulo Maiorana

1992 - Brasília DF - 43º Salão de Abril, na ECT Galeria de Arte

1992 - Curitiba PR - 10ª Mostra da Gravura Cidade de Curitiba/Mostra América, no Museu da Gravura

1992 - Fortaleza CE - 43º Salão de Abril, no Museu de Arte da UFC

1992 - Recife PE - 43º Salão de Abril, na Galeria Metropolitana de Arte

1992 - São Paulo SP - 43º Salão de Abril, na Casa das Rosas

1992 - São Paulo SP - A Sedução dos Volumes: os tridimensionais do MAC, no MAC/USP

1993 - João Pessoa PB - Xilogravura: do cordel à galeria, na Funesc

1993 - São Paulo SP - Obras para Ilustração do Suplemento Literário: 1956-1967, no MAM/SP

1994 - São Paulo SP - Bienal Brasil Século XX, na Fundação Bienal

1994 - São Paulo SP - Xilogravura: do cordel à galeria, no Metrô

1995 - Fortaleza CE - D'Aprés Dürer: gravadores cearenses, no Centro Cultural da Abolição

1996 - Brasília DF - Arte e Espaço Urbano: quinze propostas, no Ministério das Relações Exteriores. Palácio do Itamaraty

1996 - Porto Alegre RS - 1ª Sesc Escultura: exposição internacional de esculturas ao ar livre, no Sesc Campestre

1996 - Rio de Janeiro RJ - Tendências Construtivas no Acervo do MAC/USP: construção, medida e proporção, no CCBB

1996 - São Paulo SP - Ex Libris/Home Page, no Paço das Artes

1997 - Rio de Janeiro RJ - AR: exposição de artes plásticas, brinquedos, objetos e maquetes, no Paço Imperial

1997 - São Paulo SP - Diversidade da Escultura Contemporânea Brasileira, na Av. Paulista - realização Ministério da Cultura/Itaú Cultural

1997 - São Paulo SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Belo Horizonte MG - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, no Itaú Cultural

1998 - Brasília DF - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

1998 - Penápolis SP - Tridimensionalidade na Arte Brasileira do Século XX, na Galeria Itaú Cultural

1998 - Rio de Janeiro RJ - 16º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1998 - São Paulo SP - Coleção 98 Skultura, na Skultura Galeria de Arte

1999 - Fortaleza CE - 50º Salão de Abril, no Centro Cultural da Abolição

1999 - Paris (França) - Viva Brasil, na Galerie 1900 - 2000

1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Coleção Guita e José Mindlin no Espaço Cultural dos Correios

1999 - Rio de Janeiro RJ - Mostra Rio Gravura. Gravura Moderna Brasileira: acervo Museu Nacional de Belas Artes, no MNBA

1999 - São Paulo SP - Cotidiano/Arte. A Técnica, no Itaú Cultural

2000 - São Paulo SP - Arte Conceitual e Conceitualismos: anos 70 no acervo do MAC/USP, na Galeria de Arte do Sesi

2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Anos: Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal

2000 - São Paulo SP - Escultura Brasileira: da Pinacoteca ao Jardim da Luz, na Pinacoteca do Estado

2000 - São Paulo SP - Investigações. A Gravura Brasileira, no Itaú Cultural

2001 - Brasília DF - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural

2001 - Penápolis SP - Investigações. A Gravura Brasileira, na Galeria Itaú Cultural

2002 - Fortaleza CE - Ceará Redescobre o, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

2002 - São Paulo SP - Quem Faz as Bienais, na Galeria Múltipla de Arte

2003 - Rio de Janeiro RJ - Projeto Brazilianart, na Almacén Galeria de Arte

2004 - São Paulo SP - Gesto e Expressão: o abstracionismo informal nas coleções JP Morgan Chase e MAM, no MAM/SP

Fonte: SÉRVULO Esmeraldo. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileiras. São Paulo: Itaú Cultural, 2018. Disponível em: Itaú Cultural. Acesso em: 21 de Jan. 2018. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

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Biografia - Wikipédia

Juventude

Iniciou a carreira artística na adolescência, com xilogravuras.

No ano de 1951, se mudou para São Paulo, onde estudou arquitetura e então, dedica-se à xilogravura, realizando sua primeira exposição individual, no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Vida Artística

Na mesma época de sua primeira exposição individual no MAM, ganha bolsa de estudos do governo francês, residindo no país até 1979. Em Paris, frequenta o ateliê de litogravura da École Nationale des Beaux-Arts e estuda com Johnny Friedlaender.

Na década de 1960, inicia suas criações no campo da arte cinética, trabalhando como materiais como com ímãs, eletroímãs e por gravidade. Em 1974 participa da exposição L'idée et La Matière, na Galeria Denise René, em Paris. Retorna definitivamente a Fortaleza no ano de 1980. Em 1983, recebe o Prêmio Melhor escultor do ano da Associação Paulista de Críticos de Arte.

Em 2011, a Pinacoteca do Estado de São Paulo faz retrospectiva da obra do artista com publicação de livro coordenado por Aracy Amaral. No ano de 2012, abre a mostra Simples como o Triângulo, em São Paulo, na galeria Raquel Arnaud.

Morte

Internado em Fortaleza no 17 de janeiro de 2017, não resiste e falece aos 87 anos. Assistido por sua companheira Dodora, se foi de forma tranquila. O velório ocorreu na quinta-feira, 2 de fevereiro na capela do Palácio da Abolição.

Fonte: Wikipédia, consultado pela última vez em 21 de janeiro de 2018.

Crédito fotográfico: Pinakotheke

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

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