Antonio Carlos Rodrigues (08 de janeiro de 1948, São Paulo, SP), mais conhecido como Tuneu, é um pintor, desenhista e professor brasileiro. Iniciou sua formação artística entre 1960 e 1966 sob a orientação direta de Tarsila do Amaral, sofrendo influência de outros artistas centrais da arte nacional. Foi aluno de Wesley Duke Lee e assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti, figuras que também influenciaram seu rigor técnico e sua transição para a geometria. No campo acadêmico, consolidou-se como docente pleno do Instituto de Artes da Unicamp em 1999, onde também coordenou a galeria de arte da instituição, unindo a prática de ateliê ao ensino superior e à gestão cultural. Sua obra é definida pelo abstracionismo geométrico e pelo estudo técnico da cor, utilizando aquarelas, desenhos e pinturas a óleo para explorar profundidade e movimento por meio de planos e sobreposições cromáticas. Ao longo de sua carreira, recebeu reconhecimentos importantes, como o Prêmio Aquisição Itamaraty e o Prêmio Copas no Panorama de Arte Atual Brasileira, além de participar de diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1970. Atualmente, seus trabalhos integram acervos de instituições de prestígio, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), o MASP, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Acervo dos Palácios do Governo.
Tuneu | Arremate Arte
Antonio Carlos Rodrigues, conhecido no meio artístico como Tuneu, é um pintor e desenhista brasileiro, nascido na cidade de São Paulo (SP) em 1948. Sua trajetória nas artes visuais começou cedo, ainda na infância. Entre os anos de 1960 e 1966, ele estudou com Tarsila do Amaral, período que marcou o início de sua produção pública. Em 1966, realizou sua primeira exposição individual na cidade de São Paulo.
Durante a década de 1960, aproximou-se de figuras centrais da arte brasileira. Foi aluno de Wesley Duke Lee e trabalhou como assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti. O contato com esses artistas influenciou diretamente seu estilo, voltado para a abstração geométrica e para a precisão técnica no uso das formas. Sua participação na IX Bienal Internacional de São Paulo, em 1967, ajudou a estabelecer seu nome no cenário artístico nacional.
Ao longo de sua carreira, Tuneu desenvolveu um trabalho focado na organização de cores e no estudo de planos. Suas obras buscam criar uma percepção de profundidade e movimento sem recorrer a representações figurativas tradicionais. Além de seu trabalho como pintor e desenhista, ele teve uma atuação constante na área da educação. Lecionou no Museu de Arte Moderna de São Paulo e, em 1999, tornou-se professor do curso de graduação em artes na Unicamp.
O reconhecimento de sua obra é comprovado pela presença de seus trabalhos em grandes acervos públicos, como o Museu de Arte Contemporânea da USP e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tuneu também expôs em outros países, levando sua pesquisa sobre cor e geometria para cidades como Nova York e Lisboa. Atualmente, seu trabalho é visto como um elo entre o aprendizado com os modernistas e a consolidação do abstracionismo geométrico no Brasil.
Tuneu | Itaú Cultural
Antonio Carlos Rodrigues (São Paulo, São Paulo, 1948). Pintor e professor. Na década de 1960, conhece Tarsila do Amaral (1886–1973), de quem recebe algumas aulas. Durante o período de formação artística, é assistente de Willys de Castro (1926–1988) e Hércules Barsotti (1914-2010). Faz sua primeira individual no José Sebastião Bar, em São Paulo, em 1966. Participa das Bienais Internacionais de São Paulo de 1967, 1969, 1971 e 1975. Trabalha no departamento de cenografia da Rádio e Televisão Cultura de São Paulo em 1969. Recebe o prêmio viagem à Europa em 1970, durante o Salão de Arte Contemporânea de Campinas, São Paulo. Entre 1970 e 1971, trabalha como assistente de direção de arte em uma agência de propaganda em São Paulo. Ministra aulas de desenho e pintura em seu ateliê em São Paulo entre os anos de 1977 e 1990. Em 1984, recebe o prêmio de melhor desenho, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. Cria, em 1994, a cenografia do espetáculo Forró for all, da Companhia República de Dança. É professor do Curso de Graduação de Artes Visuais no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas – IA/Unicamp desde 1999. É coordenador da Galeria de Artes Unicamp desde 2002.
Análise
A partir da metade da década de 1960, Tuneu produz desenhos em que aborda o tema da paisagem em termos alusivos, sem figuração explícita, em composições geometricamente organizadas, com um traço que pode ser aproximado ao do inglês David Hockney (1937). Como aponta o crítico Roberto Pontual, sente-se mais a paisagem como possibilidade do que como realidade flagrante: as montanhas e os caminhos são concebidos como sinuosidades, e constituem mais questões de forma do que alusões ao mundo exterior.
Posteriormente, as áreas chapadas de cor assumem uma importância maior em sua obra, e o artista passa a dedicar-se à pintura, constantemente relacionada com a criação sintética de paisagens entre o real e o imaginado. Tuneu afirma trabalhar o tempo todo com contrastes e harmonias, criando diferentes relações com o espaço. Em sua produção, a sugestão de movimento ou equilíbrio deriva diretamente do contraste entre campos distintos de cor.
Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, nas telas de Tuneu, as áreas geométricas se esforçam por romper com a dicotomia figura-fundo. Entretanto, em muitas obras, uma forma quadrangular parece querer fugir a essa regra, projetando-se como figura, para fora da área previamente demarcada. A sensação de movimento criada resgata, de maneira irônica, a tradição cinética do concretismo. A produção mais recente do artista apresenta ainda cores em tons muito rebaixados, que emprestam alusões difusas às áreas demarcadas, conferindo um ar de melancolia à certeza geométrica onde estão encerradas. Como aponta ainda Chiarelli, o artista faz parte de um grupo de artistas que une a tradição pictórica paulista dos anos 1930 e 1940 (de pintores como Rebolo, Bonadei e Volpi) à ruptura construtiva.
Exposições Individuais
1966 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1979 - Individual de Tuneu
1980 - Individual de Tuneu
1990 - Tuneu (São Paulo, SP)
1993 - Tuneu (São Paulo, SP)
1999 - Pinturas Tuneu
Exposições Coletivas
1966 - 2º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1967 - 16º Salão Paulista de Arte Moderna
1967 - 9ª Bienal de São Paulo
1967 - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1968 - 1º Salão do Artista Jovem
1969 - 2º Salão do Artista Jovem
1969 - 10ª Bienal de São Paulo
1970 - Pré-Bienal de São Paulo
1970 - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1971 - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira
1971 - 11ª Bienal de São Paulo
1971 - 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1972 - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois
1973 - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1975 - 1º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1975 - 6º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - A Comunicação Segundo os Artistas Plásticos
1975 - Coletiva na Galeria Alberto Bonfiglioli
1976 - Arte Agora I
1976 - 2º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1976 - Arte Não-Figurativa Hoje
1976 - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1979 - Arte Hoje
1980 - 3º Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente
1983 - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira
1984 - Arte na Rua 2
1986 - Volpi Permanência e Matriz: 7 artistas de São Paulo
1986 - 17º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - 20ª Chapel Art Show
1987 - 18º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - Trabalhando com o Suporte: pintura, recorte e objeto
1987 - Paulistas em Brasília
1988 - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1989 - 20º Panorama de Arte Atual Brasileira
1990 - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1995 - Projeto Arte Atual Brasil
1996 - A História de Dois Quadrados
1996 - 1ª Off Bienal
1997 - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas
1999 - Litografia: fidelidade e memória
1999 - Pessoas e plantas
1999 - Pratos para Arte II
2002 - Aldemir Martins, Jean Emile e Tuneu
2003 - Construtivismo e a Forma como Roupa: Walter Rodrigues e Sérgio Camargo
2003 - Meus Amigos
2003 - Projeto Brazilianart
2006 - Ao Mesmo Tempo o Nosso Tempo
2006 - Arte Concreta e Neoconcreta, da Construção à Desconstrução
2006 - Viva Cultura Viva
2006 - Traços e Transições da Arte Contemporânea Brasileira
2007 - Pintura Contemporânea ou Ut Pictura Diversitas
2007 - Olhar Seletivo
2008 - Panorama dos Panoramas
2008 - Puro Espaço
2008 - Entre o Plano e o Espaço
2009 - Recentes na Coleção
2009 - 40ª Chapel Art Show
2010 - Transição/From now on...
2010 - 41º Chapel Art Show
2010 - CPGravura: Centro de Pesquisa em Gravura da UNICAMP
2013 - Experiência ] e [ Transformação
2018 - Coleção em evidência
2020 - Destaques do Acervo
2021 - Doutrina das Cores
2021 - Em Branco
Fonte: TUNEU. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 08 de abril de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu | Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Tuneu procura coerência conceitual e variedade formal. Procura não se fechar num estilo de aparência sempre igual. Ao analisar sua pintura e sua estrutura interna podemos constatar que o artista segue algumas linhas gerais para a elaboração de suas obras: grau de programação e de improvisação na execução e grau e tempo de percepção ao recebê-la. Outras preocupações são: distância, contraste e densidade.
Os elementos que combina são muitos e quanto mais trabalha, mais se multiplicam as combinações das quais se interessa. Não há dúvida de que o contraste que obtém entre as diferenças de seu monocromatismo constitui o ponto alto de sua criatividade. O esquema de áreas triangulares interconexas lhe permite desenvolver múltiplas variações da mesma cor sobre uma mesma superfície.
As transformações da cor no interior de uma mesma área e as pinceladas, cuja espessura e direção são cuidadosamente elaboradas, adquirem uma vibração perfeitamente harmônica.
Os quadros de Tuneu são elaborados seguindo uma idéia de medição do espaço e ao mesmo tempo a de uma dinâmica ótica da cor que acompanha e acentua a idéia do espaço. Esse, por sua vez, tende a ter um movimento, "dado pela cor" nas duas direções com uma expansão que atinge o quadro em direção de seus próprios limites.
Na obra Geométrica, doada pela Unicamp ao Acervo Artístico da Assembléia Legislativa, a atenção do espectador não se fixa tão-somente sobre a composição, mas se transfere às técnicas e aos materiais usados para colorir a superfície. O artista não se preocupa em inventar imagens nunca vistas, mas aceita a tradição moderna dos arquétipos formais como um objeto recebido.
O Artista
Tuneu, pseudônimo artístico de Antonio Carlos Rodrigues, nasceu em São Paulo no ano de 1948. Foi aluno da pintora Tarsila do Amaral e assistente dos artistas plásticos Willys de Castro e Hércules Barsotti.
De 1977 a 1990 atuou como professor de desenho e pintura em instituições públicas e privadas e atualmente em seu atelier. É membro da Comissão de Graduação do curso de Artes Plásticas do Instituto de Artes da Unicamp, que acumula com as funções de coordenador, da Galeria de Arte Unicamp. Professor Pleno no curso de graduação do Instituto de Arte da Unicamp, Campinas, SP. Realizou vários cursos, entre eles: pintura na Casa do Olhar, desenho e aquarela no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), SP.
Entre as principais exposições individuais, destacam-se: João Sebastião Bar São Paulo, SP (1966); Galeria Aliança Francesa, SP (1969); Petite Galerie, RJ; Galeria Arte Global, SP (1976); Galeria Alberto Bonfiglioli, SP (1977, 1980 e 1983); "Os sonhos de Mickey", Gabinete de Artes Gráficas, SP (1978); Galeria do Sol, São José dos Campos, SP, e Galeria Maramar, Parati, RJ (1980); Oscar Seraphico Galeria de Arte, Brasília DF (1981); Galeria Mônica Filgueiras de Almeida, SP (1986 e 1988); Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP (1990, 1993 e 1999); "A História de dois quadrados", MASP, Museu de Arte de São Paulo (1996); Centro Cultural São Paulo (1997); "Aquarelas", Galeria de Arte Unicamp Campinas, SP (1999); Poéticas Paulistas, pinturas e papéis, Unicid, SP (2002); Núcleo de Artes Visuais, Jundiaí, SP (2003).
No que tange às exposições coletivas, destacam-se entre outras suas participações na: 9ª, 10ª, 11ª e 13ª Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971 e 1975); 2º, 3º, 6º e 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas SP (1966, 1967, 1970 e 1974); Panorama da Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna SP (1971, 1973, 1974, 1976, 1980, 1983, 1986 e 1988); 16º e 17º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1967 e 1968); 3º, 5º, 6º, Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP.
No exterior o artista expôs no Brazilian Works on Paper, Nobé Gallery, Nova Iorque, USA (1979); Informal Art Gallery, Toronto, Canadá (1974) e "Artistas Brasileiros", Galeria de Arte Grafil, Lisboa, Portugal.
Fonte: Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, “Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu”, publicado por Emanuel von Lauenstein Massarani, em 30 de março de 2004. Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.
Crédito fotográfico: Laart, “Tuneu". Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.
Antonio Carlos Rodrigues (08 de janeiro de 1948, São Paulo, SP), mais conhecido como Tuneu, é um pintor, desenhista e professor brasileiro. Iniciou sua formação artística entre 1960 e 1966 sob a orientação direta de Tarsila do Amaral, sofrendo influência de outros artistas centrais da arte nacional. Foi aluno de Wesley Duke Lee e assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti, figuras que também influenciaram seu rigor técnico e sua transição para a geometria. No campo acadêmico, consolidou-se como docente pleno do Instituto de Artes da Unicamp em 1999, onde também coordenou a galeria de arte da instituição, unindo a prática de ateliê ao ensino superior e à gestão cultural. Sua obra é definida pelo abstracionismo geométrico e pelo estudo técnico da cor, utilizando aquarelas, desenhos e pinturas a óleo para explorar profundidade e movimento por meio de planos e sobreposições cromáticas. Ao longo de sua carreira, recebeu reconhecimentos importantes, como o Prêmio Aquisição Itamaraty e o Prêmio Copas no Panorama de Arte Atual Brasileira, além de participar de diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1970. Atualmente, seus trabalhos integram acervos de instituições de prestígio, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), o MASP, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Acervo dos Palácios do Governo.
Tuneu | Arremate Arte
Antonio Carlos Rodrigues, conhecido no meio artístico como Tuneu, é um pintor e desenhista brasileiro, nascido na cidade de São Paulo (SP) em 1948. Sua trajetória nas artes visuais começou cedo, ainda na infância. Entre os anos de 1960 e 1966, ele estudou com Tarsila do Amaral, período que marcou o início de sua produção pública. Em 1966, realizou sua primeira exposição individual na cidade de São Paulo.
Durante a década de 1960, aproximou-se de figuras centrais da arte brasileira. Foi aluno de Wesley Duke Lee e trabalhou como assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti. O contato com esses artistas influenciou diretamente seu estilo, voltado para a abstração geométrica e para a precisão técnica no uso das formas. Sua participação na IX Bienal Internacional de São Paulo, em 1967, ajudou a estabelecer seu nome no cenário artístico nacional.
Ao longo de sua carreira, Tuneu desenvolveu um trabalho focado na organização de cores e no estudo de planos. Suas obras buscam criar uma percepção de profundidade e movimento sem recorrer a representações figurativas tradicionais. Além de seu trabalho como pintor e desenhista, ele teve uma atuação constante na área da educação. Lecionou no Museu de Arte Moderna de São Paulo e, em 1999, tornou-se professor do curso de graduação em artes na Unicamp.
O reconhecimento de sua obra é comprovado pela presença de seus trabalhos em grandes acervos públicos, como o Museu de Arte Contemporânea da USP e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tuneu também expôs em outros países, levando sua pesquisa sobre cor e geometria para cidades como Nova York e Lisboa. Atualmente, seu trabalho é visto como um elo entre o aprendizado com os modernistas e a consolidação do abstracionismo geométrico no Brasil.
Tuneu | Itaú Cultural
Antonio Carlos Rodrigues (São Paulo, São Paulo, 1948). Pintor e professor. Na década de 1960, conhece Tarsila do Amaral (1886–1973), de quem recebe algumas aulas. Durante o período de formação artística, é assistente de Willys de Castro (1926–1988) e Hércules Barsotti (1914-2010). Faz sua primeira individual no José Sebastião Bar, em São Paulo, em 1966. Participa das Bienais Internacionais de São Paulo de 1967, 1969, 1971 e 1975. Trabalha no departamento de cenografia da Rádio e Televisão Cultura de São Paulo em 1969. Recebe o prêmio viagem à Europa em 1970, durante o Salão de Arte Contemporânea de Campinas, São Paulo. Entre 1970 e 1971, trabalha como assistente de direção de arte em uma agência de propaganda em São Paulo. Ministra aulas de desenho e pintura em seu ateliê em São Paulo entre os anos de 1977 e 1990. Em 1984, recebe o prêmio de melhor desenho, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. Cria, em 1994, a cenografia do espetáculo Forró for all, da Companhia República de Dança. É professor do Curso de Graduação de Artes Visuais no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas – IA/Unicamp desde 1999. É coordenador da Galeria de Artes Unicamp desde 2002.
Análise
A partir da metade da década de 1960, Tuneu produz desenhos em que aborda o tema da paisagem em termos alusivos, sem figuração explícita, em composições geometricamente organizadas, com um traço que pode ser aproximado ao do inglês David Hockney (1937). Como aponta o crítico Roberto Pontual, sente-se mais a paisagem como possibilidade do que como realidade flagrante: as montanhas e os caminhos são concebidos como sinuosidades, e constituem mais questões de forma do que alusões ao mundo exterior.
Posteriormente, as áreas chapadas de cor assumem uma importância maior em sua obra, e o artista passa a dedicar-se à pintura, constantemente relacionada com a criação sintética de paisagens entre o real e o imaginado. Tuneu afirma trabalhar o tempo todo com contrastes e harmonias, criando diferentes relações com o espaço. Em sua produção, a sugestão de movimento ou equilíbrio deriva diretamente do contraste entre campos distintos de cor.
Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, nas telas de Tuneu, as áreas geométricas se esforçam por romper com a dicotomia figura-fundo. Entretanto, em muitas obras, uma forma quadrangular parece querer fugir a essa regra, projetando-se como figura, para fora da área previamente demarcada. A sensação de movimento criada resgata, de maneira irônica, a tradição cinética do concretismo. A produção mais recente do artista apresenta ainda cores em tons muito rebaixados, que emprestam alusões difusas às áreas demarcadas, conferindo um ar de melancolia à certeza geométrica onde estão encerradas. Como aponta ainda Chiarelli, o artista faz parte de um grupo de artistas que une a tradição pictórica paulista dos anos 1930 e 1940 (de pintores como Rebolo, Bonadei e Volpi) à ruptura construtiva.
Exposições Individuais
1966 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1979 - Individual de Tuneu
1980 - Individual de Tuneu
1990 - Tuneu (São Paulo, SP)
1993 - Tuneu (São Paulo, SP)
1999 - Pinturas Tuneu
Exposições Coletivas
1966 - 2º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1967 - 16º Salão Paulista de Arte Moderna
1967 - 9ª Bienal de São Paulo
1967 - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1968 - 1º Salão do Artista Jovem
1969 - 2º Salão do Artista Jovem
1969 - 10ª Bienal de São Paulo
1970 - Pré-Bienal de São Paulo
1970 - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1971 - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira
1971 - 11ª Bienal de São Paulo
1971 - 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1972 - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois
1973 - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1975 - 1º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1975 - 6º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - A Comunicação Segundo os Artistas Plásticos
1975 - Coletiva na Galeria Alberto Bonfiglioli
1976 - Arte Agora I
1976 - 2º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1976 - Arte Não-Figurativa Hoje
1976 - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1979 - Arte Hoje
1980 - 3º Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente
1983 - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira
1984 - Arte na Rua 2
1986 - Volpi Permanência e Matriz: 7 artistas de São Paulo
1986 - 17º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - 20ª Chapel Art Show
1987 - 18º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - Trabalhando com o Suporte: pintura, recorte e objeto
1987 - Paulistas em Brasília
1988 - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1989 - 20º Panorama de Arte Atual Brasileira
1990 - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1995 - Projeto Arte Atual Brasil
1996 - A História de Dois Quadrados
1996 - 1ª Off Bienal
1997 - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas
1999 - Litografia: fidelidade e memória
1999 - Pessoas e plantas
1999 - Pratos para Arte II
2002 - Aldemir Martins, Jean Emile e Tuneu
2003 - Construtivismo e a Forma como Roupa: Walter Rodrigues e Sérgio Camargo
2003 - Meus Amigos
2003 - Projeto Brazilianart
2006 - Ao Mesmo Tempo o Nosso Tempo
2006 - Arte Concreta e Neoconcreta, da Construção à Desconstrução
2006 - Viva Cultura Viva
2006 - Traços e Transições da Arte Contemporânea Brasileira
2007 - Pintura Contemporânea ou Ut Pictura Diversitas
2007 - Olhar Seletivo
2008 - Panorama dos Panoramas
2008 - Puro Espaço
2008 - Entre o Plano e o Espaço
2009 - Recentes na Coleção
2009 - 40ª Chapel Art Show
2010 - Transição/From now on...
2010 - 41º Chapel Art Show
2010 - CPGravura: Centro de Pesquisa em Gravura da UNICAMP
2013 - Experiência ] e [ Transformação
2018 - Coleção em evidência
2020 - Destaques do Acervo
2021 - Doutrina das Cores
2021 - Em Branco
Fonte: TUNEU. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 08 de abril de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu | Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Tuneu procura coerência conceitual e variedade formal. Procura não se fechar num estilo de aparência sempre igual. Ao analisar sua pintura e sua estrutura interna podemos constatar que o artista segue algumas linhas gerais para a elaboração de suas obras: grau de programação e de improvisação na execução e grau e tempo de percepção ao recebê-la. Outras preocupações são: distância, contraste e densidade.
Os elementos que combina são muitos e quanto mais trabalha, mais se multiplicam as combinações das quais se interessa. Não há dúvida de que o contraste que obtém entre as diferenças de seu monocromatismo constitui o ponto alto de sua criatividade. O esquema de áreas triangulares interconexas lhe permite desenvolver múltiplas variações da mesma cor sobre uma mesma superfície.
As transformações da cor no interior de uma mesma área e as pinceladas, cuja espessura e direção são cuidadosamente elaboradas, adquirem uma vibração perfeitamente harmônica.
Os quadros de Tuneu são elaborados seguindo uma idéia de medição do espaço e ao mesmo tempo a de uma dinâmica ótica da cor que acompanha e acentua a idéia do espaço. Esse, por sua vez, tende a ter um movimento, "dado pela cor" nas duas direções com uma expansão que atinge o quadro em direção de seus próprios limites.
Na obra Geométrica, doada pela Unicamp ao Acervo Artístico da Assembléia Legislativa, a atenção do espectador não se fixa tão-somente sobre a composição, mas se transfere às técnicas e aos materiais usados para colorir a superfície. O artista não se preocupa em inventar imagens nunca vistas, mas aceita a tradição moderna dos arquétipos formais como um objeto recebido.
O Artista
Tuneu, pseudônimo artístico de Antonio Carlos Rodrigues, nasceu em São Paulo no ano de 1948. Foi aluno da pintora Tarsila do Amaral e assistente dos artistas plásticos Willys de Castro e Hércules Barsotti.
De 1977 a 1990 atuou como professor de desenho e pintura em instituições públicas e privadas e atualmente em seu atelier. É membro da Comissão de Graduação do curso de Artes Plásticas do Instituto de Artes da Unicamp, que acumula com as funções de coordenador, da Galeria de Arte Unicamp. Professor Pleno no curso de graduação do Instituto de Arte da Unicamp, Campinas, SP. Realizou vários cursos, entre eles: pintura na Casa do Olhar, desenho e aquarela no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), SP.
Entre as principais exposições individuais, destacam-se: João Sebastião Bar São Paulo, SP (1966); Galeria Aliança Francesa, SP (1969); Petite Galerie, RJ; Galeria Arte Global, SP (1976); Galeria Alberto Bonfiglioli, SP (1977, 1980 e 1983); "Os sonhos de Mickey", Gabinete de Artes Gráficas, SP (1978); Galeria do Sol, São José dos Campos, SP, e Galeria Maramar, Parati, RJ (1980); Oscar Seraphico Galeria de Arte, Brasília DF (1981); Galeria Mônica Filgueiras de Almeida, SP (1986 e 1988); Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP (1990, 1993 e 1999); "A História de dois quadrados", MASP, Museu de Arte de São Paulo (1996); Centro Cultural São Paulo (1997); "Aquarelas", Galeria de Arte Unicamp Campinas, SP (1999); Poéticas Paulistas, pinturas e papéis, Unicid, SP (2002); Núcleo de Artes Visuais, Jundiaí, SP (2003).
No que tange às exposições coletivas, destacam-se entre outras suas participações na: 9ª, 10ª, 11ª e 13ª Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971 e 1975); 2º, 3º, 6º e 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas SP (1966, 1967, 1970 e 1974); Panorama da Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna SP (1971, 1973, 1974, 1976, 1980, 1983, 1986 e 1988); 16º e 17º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1967 e 1968); 3º, 5º, 6º, Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP.
No exterior o artista expôs no Brazilian Works on Paper, Nobé Gallery, Nova Iorque, USA (1979); Informal Art Gallery, Toronto, Canadá (1974) e "Artistas Brasileiros", Galeria de Arte Grafil, Lisboa, Portugal.
Fonte: Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, “Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu”, publicado por Emanuel von Lauenstein Massarani, em 30 de março de 2004. Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.
Crédito fotográfico: Laart, “Tuneu". Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.
Antonio Carlos Rodrigues (08 de janeiro de 1948, São Paulo, SP), mais conhecido como Tuneu, é um pintor, desenhista e professor brasileiro. Iniciou sua formação artística entre 1960 e 1966 sob a orientação direta de Tarsila do Amaral, sofrendo influência de outros artistas centrais da arte nacional. Foi aluno de Wesley Duke Lee e assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti, figuras que também influenciaram seu rigor técnico e sua transição para a geometria. No campo acadêmico, consolidou-se como docente pleno do Instituto de Artes da Unicamp em 1999, onde também coordenou a galeria de arte da instituição, unindo a prática de ateliê ao ensino superior e à gestão cultural. Sua obra é definida pelo abstracionismo geométrico e pelo estudo técnico da cor, utilizando aquarelas, desenhos e pinturas a óleo para explorar profundidade e movimento por meio de planos e sobreposições cromáticas. Ao longo de sua carreira, recebeu reconhecimentos importantes, como o Prêmio Aquisição Itamaraty e o Prêmio Copas no Panorama de Arte Atual Brasileira, além de participar de diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1970. Atualmente, seus trabalhos integram acervos de instituições de prestígio, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), o MASP, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Acervo dos Palácios do Governo.
Tuneu | Arremate Arte
Antonio Carlos Rodrigues, conhecido no meio artístico como Tuneu, é um pintor e desenhista brasileiro, nascido na cidade de São Paulo (SP) em 1948. Sua trajetória nas artes visuais começou cedo, ainda na infância. Entre os anos de 1960 e 1966, ele estudou com Tarsila do Amaral, período que marcou o início de sua produção pública. Em 1966, realizou sua primeira exposição individual na cidade de São Paulo.
Durante a década de 1960, aproximou-se de figuras centrais da arte brasileira. Foi aluno de Wesley Duke Lee e trabalhou como assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti. O contato com esses artistas influenciou diretamente seu estilo, voltado para a abstração geométrica e para a precisão técnica no uso das formas. Sua participação na IX Bienal Internacional de São Paulo, em 1967, ajudou a estabelecer seu nome no cenário artístico nacional.
Ao longo de sua carreira, Tuneu desenvolveu um trabalho focado na organização de cores e no estudo de planos. Suas obras buscam criar uma percepção de profundidade e movimento sem recorrer a representações figurativas tradicionais. Além de seu trabalho como pintor e desenhista, ele teve uma atuação constante na área da educação. Lecionou no Museu de Arte Moderna de São Paulo e, em 1999, tornou-se professor do curso de graduação em artes na Unicamp.
O reconhecimento de sua obra é comprovado pela presença de seus trabalhos em grandes acervos públicos, como o Museu de Arte Contemporânea da USP e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tuneu também expôs em outros países, levando sua pesquisa sobre cor e geometria para cidades como Nova York e Lisboa. Atualmente, seu trabalho é visto como um elo entre o aprendizado com os modernistas e a consolidação do abstracionismo geométrico no Brasil.
Tuneu | Itaú Cultural
Antonio Carlos Rodrigues (São Paulo, São Paulo, 1948). Pintor e professor. Na década de 1960, conhece Tarsila do Amaral (1886–1973), de quem recebe algumas aulas. Durante o período de formação artística, é assistente de Willys de Castro (1926–1988) e Hércules Barsotti (1914-2010). Faz sua primeira individual no José Sebastião Bar, em São Paulo, em 1966. Participa das Bienais Internacionais de São Paulo de 1967, 1969, 1971 e 1975. Trabalha no departamento de cenografia da Rádio e Televisão Cultura de São Paulo em 1969. Recebe o prêmio viagem à Europa em 1970, durante o Salão de Arte Contemporânea de Campinas, São Paulo. Entre 1970 e 1971, trabalha como assistente de direção de arte em uma agência de propaganda em São Paulo. Ministra aulas de desenho e pintura em seu ateliê em São Paulo entre os anos de 1977 e 1990. Em 1984, recebe o prêmio de melhor desenho, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. Cria, em 1994, a cenografia do espetáculo Forró for all, da Companhia República de Dança. É professor do Curso de Graduação de Artes Visuais no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas – IA/Unicamp desde 1999. É coordenador da Galeria de Artes Unicamp desde 2002.
Análise
A partir da metade da década de 1960, Tuneu produz desenhos em que aborda o tema da paisagem em termos alusivos, sem figuração explícita, em composições geometricamente organizadas, com um traço que pode ser aproximado ao do inglês David Hockney (1937). Como aponta o crítico Roberto Pontual, sente-se mais a paisagem como possibilidade do que como realidade flagrante: as montanhas e os caminhos são concebidos como sinuosidades, e constituem mais questões de forma do que alusões ao mundo exterior.
Posteriormente, as áreas chapadas de cor assumem uma importância maior em sua obra, e o artista passa a dedicar-se à pintura, constantemente relacionada com a criação sintética de paisagens entre o real e o imaginado. Tuneu afirma trabalhar o tempo todo com contrastes e harmonias, criando diferentes relações com o espaço. Em sua produção, a sugestão de movimento ou equilíbrio deriva diretamente do contraste entre campos distintos de cor.
Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, nas telas de Tuneu, as áreas geométricas se esforçam por romper com a dicotomia figura-fundo. Entretanto, em muitas obras, uma forma quadrangular parece querer fugir a essa regra, projetando-se como figura, para fora da área previamente demarcada. A sensação de movimento criada resgata, de maneira irônica, a tradição cinética do concretismo. A produção mais recente do artista apresenta ainda cores em tons muito rebaixados, que emprestam alusões difusas às áreas demarcadas, conferindo um ar de melancolia à certeza geométrica onde estão encerradas. Como aponta ainda Chiarelli, o artista faz parte de um grupo de artistas que une a tradição pictórica paulista dos anos 1930 e 1940 (de pintores como Rebolo, Bonadei e Volpi) à ruptura construtiva.
Exposições Individuais
1966 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1979 - Individual de Tuneu
1980 - Individual de Tuneu
1990 - Tuneu (São Paulo, SP)
1993 - Tuneu (São Paulo, SP)
1999 - Pinturas Tuneu
Exposições Coletivas
1966 - 2º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1967 - 16º Salão Paulista de Arte Moderna
1967 - 9ª Bienal de São Paulo
1967 - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1968 - 1º Salão do Artista Jovem
1969 - 2º Salão do Artista Jovem
1969 - 10ª Bienal de São Paulo
1970 - Pré-Bienal de São Paulo
1970 - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1971 - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira
1971 - 11ª Bienal de São Paulo
1971 - 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1972 - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois
1973 - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1975 - 1º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1975 - 6º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - A Comunicação Segundo os Artistas Plásticos
1975 - Coletiva na Galeria Alberto Bonfiglioli
1976 - Arte Agora I
1976 - 2º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1976 - Arte Não-Figurativa Hoje
1976 - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1979 - Arte Hoje
1980 - 3º Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente
1983 - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira
1984 - Arte na Rua 2
1986 - Volpi Permanência e Matriz: 7 artistas de São Paulo
1986 - 17º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - 20ª Chapel Art Show
1987 - 18º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - Trabalhando com o Suporte: pintura, recorte e objeto
1987 - Paulistas em Brasília
1988 - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1989 - 20º Panorama de Arte Atual Brasileira
1990 - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1995 - Projeto Arte Atual Brasil
1996 - A História de Dois Quadrados
1996 - 1ª Off Bienal
1997 - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas
1999 - Litografia: fidelidade e memória
1999 - Pessoas e plantas
1999 - Pratos para Arte II
2002 - Aldemir Martins, Jean Emile e Tuneu
2003 - Construtivismo e a Forma como Roupa: Walter Rodrigues e Sérgio Camargo
2003 - Meus Amigos
2003 - Projeto Brazilianart
2006 - Ao Mesmo Tempo o Nosso Tempo
2006 - Arte Concreta e Neoconcreta, da Construção à Desconstrução
2006 - Viva Cultura Viva
2006 - Traços e Transições da Arte Contemporânea Brasileira
2007 - Pintura Contemporânea ou Ut Pictura Diversitas
2007 - Olhar Seletivo
2008 - Panorama dos Panoramas
2008 - Puro Espaço
2008 - Entre o Plano e o Espaço
2009 - Recentes na Coleção
2009 - 40ª Chapel Art Show
2010 - Transição/From now on...
2010 - 41º Chapel Art Show
2010 - CPGravura: Centro de Pesquisa em Gravura da UNICAMP
2013 - Experiência ] e [ Transformação
2018 - Coleção em evidência
2020 - Destaques do Acervo
2021 - Doutrina das Cores
2021 - Em Branco
Fonte: TUNEU. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 08 de abril de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu | Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Tuneu procura coerência conceitual e variedade formal. Procura não se fechar num estilo de aparência sempre igual. Ao analisar sua pintura e sua estrutura interna podemos constatar que o artista segue algumas linhas gerais para a elaboração de suas obras: grau de programação e de improvisação na execução e grau e tempo de percepção ao recebê-la. Outras preocupações são: distância, contraste e densidade.
Os elementos que combina são muitos e quanto mais trabalha, mais se multiplicam as combinações das quais se interessa. Não há dúvida de que o contraste que obtém entre as diferenças de seu monocromatismo constitui o ponto alto de sua criatividade. O esquema de áreas triangulares interconexas lhe permite desenvolver múltiplas variações da mesma cor sobre uma mesma superfície.
As transformações da cor no interior de uma mesma área e as pinceladas, cuja espessura e direção são cuidadosamente elaboradas, adquirem uma vibração perfeitamente harmônica.
Os quadros de Tuneu são elaborados seguindo uma idéia de medição do espaço e ao mesmo tempo a de uma dinâmica ótica da cor que acompanha e acentua a idéia do espaço. Esse, por sua vez, tende a ter um movimento, "dado pela cor" nas duas direções com uma expansão que atinge o quadro em direção de seus próprios limites.
Na obra Geométrica, doada pela Unicamp ao Acervo Artístico da Assembléia Legislativa, a atenção do espectador não se fixa tão-somente sobre a composição, mas se transfere às técnicas e aos materiais usados para colorir a superfície. O artista não se preocupa em inventar imagens nunca vistas, mas aceita a tradição moderna dos arquétipos formais como um objeto recebido.
O Artista
Tuneu, pseudônimo artístico de Antonio Carlos Rodrigues, nasceu em São Paulo no ano de 1948. Foi aluno da pintora Tarsila do Amaral e assistente dos artistas plásticos Willys de Castro e Hércules Barsotti.
De 1977 a 1990 atuou como professor de desenho e pintura em instituições públicas e privadas e atualmente em seu atelier. É membro da Comissão de Graduação do curso de Artes Plásticas do Instituto de Artes da Unicamp, que acumula com as funções de coordenador, da Galeria de Arte Unicamp. Professor Pleno no curso de graduação do Instituto de Arte da Unicamp, Campinas, SP. Realizou vários cursos, entre eles: pintura na Casa do Olhar, desenho e aquarela no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), SP.
Entre as principais exposições individuais, destacam-se: João Sebastião Bar São Paulo, SP (1966); Galeria Aliança Francesa, SP (1969); Petite Galerie, RJ; Galeria Arte Global, SP (1976); Galeria Alberto Bonfiglioli, SP (1977, 1980 e 1983); "Os sonhos de Mickey", Gabinete de Artes Gráficas, SP (1978); Galeria do Sol, São José dos Campos, SP, e Galeria Maramar, Parati, RJ (1980); Oscar Seraphico Galeria de Arte, Brasília DF (1981); Galeria Mônica Filgueiras de Almeida, SP (1986 e 1988); Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP (1990, 1993 e 1999); "A História de dois quadrados", MASP, Museu de Arte de São Paulo (1996); Centro Cultural São Paulo (1997); "Aquarelas", Galeria de Arte Unicamp Campinas, SP (1999); Poéticas Paulistas, pinturas e papéis, Unicid, SP (2002); Núcleo de Artes Visuais, Jundiaí, SP (2003).
No que tange às exposições coletivas, destacam-se entre outras suas participações na: 9ª, 10ª, 11ª e 13ª Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971 e 1975); 2º, 3º, 6º e 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas SP (1966, 1967, 1970 e 1974); Panorama da Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna SP (1971, 1973, 1974, 1976, 1980, 1983, 1986 e 1988); 16º e 17º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1967 e 1968); 3º, 5º, 6º, Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP.
No exterior o artista expôs no Brazilian Works on Paper, Nobé Gallery, Nova Iorque, USA (1979); Informal Art Gallery, Toronto, Canadá (1974) e "Artistas Brasileiros", Galeria de Arte Grafil, Lisboa, Portugal.
Fonte: Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, “Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu”, publicado por Emanuel von Lauenstein Massarani, em 30 de março de 2004. Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.
Crédito fotográfico: Laart, “Tuneu". Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.
Antonio Carlos Rodrigues (08 de janeiro de 1948, São Paulo, SP), mais conhecido como Tuneu, é um pintor, desenhista e professor brasileiro. Iniciou sua formação artística entre 1960 e 1966 sob a orientação direta de Tarsila do Amaral, sofrendo influência de outros artistas centrais da arte nacional. Foi aluno de Wesley Duke Lee e assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti, figuras que também influenciaram seu rigor técnico e sua transição para a geometria. No campo acadêmico, consolidou-se como docente pleno do Instituto de Artes da Unicamp em 1999, onde também coordenou a galeria de arte da instituição, unindo a prática de ateliê ao ensino superior e à gestão cultural. Sua obra é definida pelo abstracionismo geométrico e pelo estudo técnico da cor, utilizando aquarelas, desenhos e pinturas a óleo para explorar profundidade e movimento por meio de planos e sobreposições cromáticas. Ao longo de sua carreira, recebeu reconhecimentos importantes, como o Prêmio Aquisição Itamaraty e o Prêmio Copas no Panorama de Arte Atual Brasileira, além de participar de diversas edições da Bienal Internacional de São Paulo entre as décadas de 1960 e 1970. Atualmente, seus trabalhos integram acervos de instituições de prestígio, como o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP), o Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP), o MASP, a Pinacoteca do Estado de São Paulo e o Acervo dos Palácios do Governo.
Tuneu | Arremate Arte
Antonio Carlos Rodrigues, conhecido no meio artístico como Tuneu, é um pintor e desenhista brasileiro, nascido na cidade de São Paulo (SP) em 1948. Sua trajetória nas artes visuais começou cedo, ainda na infância. Entre os anos de 1960 e 1966, ele estudou com Tarsila do Amaral, período que marcou o início de sua produção pública. Em 1966, realizou sua primeira exposição individual na cidade de São Paulo.
Durante a década de 1960, aproximou-se de figuras centrais da arte brasileira. Foi aluno de Wesley Duke Lee e trabalhou como assistente de Willys de Castro e Hércules Barsotti. O contato com esses artistas influenciou diretamente seu estilo, voltado para a abstração geométrica e para a precisão técnica no uso das formas. Sua participação na IX Bienal Internacional de São Paulo, em 1967, ajudou a estabelecer seu nome no cenário artístico nacional.
Ao longo de sua carreira, Tuneu desenvolveu um trabalho focado na organização de cores e no estudo de planos. Suas obras buscam criar uma percepção de profundidade e movimento sem recorrer a representações figurativas tradicionais. Além de seu trabalho como pintor e desenhista, ele teve uma atuação constante na área da educação. Lecionou no Museu de Arte Moderna de São Paulo e, em 1999, tornou-se professor do curso de graduação em artes na Unicamp.
O reconhecimento de sua obra é comprovado pela presença de seus trabalhos em grandes acervos públicos, como o Museu de Arte Contemporânea da USP e o Museu de Arte Moderna de São Paulo. Tuneu também expôs em outros países, levando sua pesquisa sobre cor e geometria para cidades como Nova York e Lisboa. Atualmente, seu trabalho é visto como um elo entre o aprendizado com os modernistas e a consolidação do abstracionismo geométrico no Brasil.
Tuneu | Itaú Cultural
Antonio Carlos Rodrigues (São Paulo, São Paulo, 1948). Pintor e professor. Na década de 1960, conhece Tarsila do Amaral (1886–1973), de quem recebe algumas aulas. Durante o período de formação artística, é assistente de Willys de Castro (1926–1988) e Hércules Barsotti (1914-2010). Faz sua primeira individual no José Sebastião Bar, em São Paulo, em 1966. Participa das Bienais Internacionais de São Paulo de 1967, 1969, 1971 e 1975. Trabalha no departamento de cenografia da Rádio e Televisão Cultura de São Paulo em 1969. Recebe o prêmio viagem à Europa em 1970, durante o Salão de Arte Contemporânea de Campinas, São Paulo. Entre 1970 e 1971, trabalha como assistente de direção de arte em uma agência de propaganda em São Paulo. Ministra aulas de desenho e pintura em seu ateliê em São Paulo entre os anos de 1977 e 1990. Em 1984, recebe o prêmio de melhor desenho, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA. Cria, em 1994, a cenografia do espetáculo Forró for all, da Companhia República de Dança. É professor do Curso de Graduação de Artes Visuais no Instituto de Artes da Universidade Estadual de Campinas – IA/Unicamp desde 1999. É coordenador da Galeria de Artes Unicamp desde 2002.
Análise
A partir da metade da década de 1960, Tuneu produz desenhos em que aborda o tema da paisagem em termos alusivos, sem figuração explícita, em composições geometricamente organizadas, com um traço que pode ser aproximado ao do inglês David Hockney (1937). Como aponta o crítico Roberto Pontual, sente-se mais a paisagem como possibilidade do que como realidade flagrante: as montanhas e os caminhos são concebidos como sinuosidades, e constituem mais questões de forma do que alusões ao mundo exterior.
Posteriormente, as áreas chapadas de cor assumem uma importância maior em sua obra, e o artista passa a dedicar-se à pintura, constantemente relacionada com a criação sintética de paisagens entre o real e o imaginado. Tuneu afirma trabalhar o tempo todo com contrastes e harmonias, criando diferentes relações com o espaço. Em sua produção, a sugestão de movimento ou equilíbrio deriva diretamente do contraste entre campos distintos de cor.
Como nota o historiador da arte Tadeu Chiarelli, nas telas de Tuneu, as áreas geométricas se esforçam por romper com a dicotomia figura-fundo. Entretanto, em muitas obras, uma forma quadrangular parece querer fugir a essa regra, projetando-se como figura, para fora da área previamente demarcada. A sensação de movimento criada resgata, de maneira irônica, a tradição cinética do concretismo. A produção mais recente do artista apresenta ainda cores em tons muito rebaixados, que emprestam alusões difusas às áreas demarcadas, conferindo um ar de melancolia à certeza geométrica onde estão encerradas. Como aponta ainda Chiarelli, o artista faz parte de um grupo de artistas que une a tradição pictórica paulista dos anos 1930 e 1940 (de pintores como Rebolo, Bonadei e Volpi) à ruptura construtiva.
Exposições Individuais
1966 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1975 - Individual de Tuneu
1979 - Individual de Tuneu
1980 - Individual de Tuneu
1990 - Tuneu (São Paulo, SP)
1993 - Tuneu (São Paulo, SP)
1999 - Pinturas Tuneu
Exposições Coletivas
1966 - 2º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1967 - 16º Salão Paulista de Arte Moderna
1967 - 9ª Bienal de São Paulo
1967 - 3º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1968 - 1º Salão do Artista Jovem
1969 - 2º Salão do Artista Jovem
1969 - 10ª Bienal de São Paulo
1970 - Pré-Bienal de São Paulo
1970 - 6º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1971 - 3º Panorama de Arte Atual Brasileira
1971 - 11ª Bienal de São Paulo
1971 - 3º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1972 - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois
1973 - 5º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 6º Panorama de Arte Atual Brasileira
1974 - 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas
1975 - 1º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1975 - 6º Salão Paulista de Arte Contemporânea
1975 - A Comunicação Segundo os Artistas Plásticos
1975 - Coletiva na Galeria Alberto Bonfiglioli
1976 - Arte Agora I
1976 - 2º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1976 - Arte Não-Figurativa Hoje
1976 - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira
1978 - 3º Salão de Artes Plásticas da Noroeste
1979 - Arte Hoje
1980 - 3º Salão de Artes Plásticas de Presidente Prudente
1983 - 14º Panorama de Arte Atual Brasileira
1984 - Arte na Rua 2
1986 - Volpi Permanência e Matriz: 7 artistas de São Paulo
1986 - 17º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - 20ª Chapel Art Show
1987 - 18º Panorama de Arte Atual Brasileira
1987 - Trabalhando com o Suporte: pintura, recorte e objeto
1987 - Paulistas em Brasília
1988 - MAC 25 Anos: aquisições e doações recentes
1988 - 19º Panorama de Arte Atual Brasileira
1989 - 20º Panorama de Arte Atual Brasileira
1990 - 9ª Exposição Brasil-Japão de Arte Contemporânea
1995 - Projeto Arte Atual Brasil
1996 - A História de Dois Quadrados
1996 - 1ª Off Bienal
1997 - Programa Anual de Exposições de Artes Plásticas
1999 - Litografia: fidelidade e memória
1999 - Pessoas e plantas
1999 - Pratos para Arte II
2002 - Aldemir Martins, Jean Emile e Tuneu
2003 - Construtivismo e a Forma como Roupa: Walter Rodrigues e Sérgio Camargo
2003 - Meus Amigos
2003 - Projeto Brazilianart
2006 - Ao Mesmo Tempo o Nosso Tempo
2006 - Arte Concreta e Neoconcreta, da Construção à Desconstrução
2006 - Viva Cultura Viva
2006 - Traços e Transições da Arte Contemporânea Brasileira
2007 - Pintura Contemporânea ou Ut Pictura Diversitas
2007 - Olhar Seletivo
2008 - Panorama dos Panoramas
2008 - Puro Espaço
2008 - Entre o Plano e o Espaço
2009 - Recentes na Coleção
2009 - 40ª Chapel Art Show
2010 - Transição/From now on...
2010 - 41º Chapel Art Show
2010 - CPGravura: Centro de Pesquisa em Gravura da UNICAMP
2013 - Experiência ] e [ Transformação
2018 - Coleção em evidência
2020 - Destaques do Acervo
2021 - Doutrina das Cores
2021 - Em Branco
Fonte: TUNEU. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 08 de abril de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7
Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu | Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo
Tuneu procura coerência conceitual e variedade formal. Procura não se fechar num estilo de aparência sempre igual. Ao analisar sua pintura e sua estrutura interna podemos constatar que o artista segue algumas linhas gerais para a elaboração de suas obras: grau de programação e de improvisação na execução e grau e tempo de percepção ao recebê-la. Outras preocupações são: distância, contraste e densidade.
Os elementos que combina são muitos e quanto mais trabalha, mais se multiplicam as combinações das quais se interessa. Não há dúvida de que o contraste que obtém entre as diferenças de seu monocromatismo constitui o ponto alto de sua criatividade. O esquema de áreas triangulares interconexas lhe permite desenvolver múltiplas variações da mesma cor sobre uma mesma superfície.
As transformações da cor no interior de uma mesma área e as pinceladas, cuja espessura e direção são cuidadosamente elaboradas, adquirem uma vibração perfeitamente harmônica.
Os quadros de Tuneu são elaborados seguindo uma idéia de medição do espaço e ao mesmo tempo a de uma dinâmica ótica da cor que acompanha e acentua a idéia do espaço. Esse, por sua vez, tende a ter um movimento, "dado pela cor" nas duas direções com uma expansão que atinge o quadro em direção de seus próprios limites.
Na obra Geométrica, doada pela Unicamp ao Acervo Artístico da Assembléia Legislativa, a atenção do espectador não se fixa tão-somente sobre a composição, mas se transfere às técnicas e aos materiais usados para colorir a superfície. O artista não se preocupa em inventar imagens nunca vistas, mas aceita a tradição moderna dos arquétipos formais como um objeto recebido.
O Artista
Tuneu, pseudônimo artístico de Antonio Carlos Rodrigues, nasceu em São Paulo no ano de 1948. Foi aluno da pintora Tarsila do Amaral e assistente dos artistas plásticos Willys de Castro e Hércules Barsotti.
De 1977 a 1990 atuou como professor de desenho e pintura em instituições públicas e privadas e atualmente em seu atelier. É membro da Comissão de Graduação do curso de Artes Plásticas do Instituto de Artes da Unicamp, que acumula com as funções de coordenador, da Galeria de Arte Unicamp. Professor Pleno no curso de graduação do Instituto de Arte da Unicamp, Campinas, SP. Realizou vários cursos, entre eles: pintura na Casa do Olhar, desenho e aquarela no Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), SP.
Entre as principais exposições individuais, destacam-se: João Sebastião Bar São Paulo, SP (1966); Galeria Aliança Francesa, SP (1969); Petite Galerie, RJ; Galeria Arte Global, SP (1976); Galeria Alberto Bonfiglioli, SP (1977, 1980 e 1983); "Os sonhos de Mickey", Gabinete de Artes Gráficas, SP (1978); Galeria do Sol, São José dos Campos, SP, e Galeria Maramar, Parati, RJ (1980); Oscar Seraphico Galeria de Arte, Brasília DF (1981); Galeria Mônica Filgueiras de Almeida, SP (1986 e 1988); Gabinete de Arte Raquel Arnaud, SP (1990, 1993 e 1999); "A História de dois quadrados", MASP, Museu de Arte de São Paulo (1996); Centro Cultural São Paulo (1997); "Aquarelas", Galeria de Arte Unicamp Campinas, SP (1999); Poéticas Paulistas, pinturas e papéis, Unicid, SP (2002); Núcleo de Artes Visuais, Jundiaí, SP (2003).
No que tange às exposições coletivas, destacam-se entre outras suas participações na: 9ª, 10ª, 11ª e 13ª Bienal Internacional de São Paulo (1967, 1969, 1971 e 1975); 2º, 3º, 6º e 9º Salão de Arte Contemporânea de Campinas SP (1966, 1967, 1970 e 1974); Panorama da Arte Atual Brasileira, Museu de Arte Moderna SP (1971, 1973, 1974, 1976, 1980, 1983, 1986 e 1988); 16º e 17º Salão Paulista de Arte Moderna, SP (1967 e 1968); 3º, 5º, 6º, Salão Paulista de Arte Contemporânea, SP.
No exterior o artista expôs no Brazilian Works on Paper, Nobé Gallery, Nova Iorque, USA (1979); Informal Art Gallery, Toronto, Canadá (1974) e "Artistas Brasileiros", Galeria de Arte Grafil, Lisboa, Portugal.
Fonte: Alesp - Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, “Acervo Artístico: Contraste, distância e densidade: as diferenças monocromáticas na obra geométrica de Tuneu”, publicado por Emanuel von Lauenstein Massarani, em 30 de março de 2004. Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.
Crédito fotográfico: Laart, “Tuneu". Consultado pela última vez em 8 de abril de 2026.