Cadastre-se e tenha a melhor experiência em leilões 🎉🥳

Benjamin Silva

Benjamin Silva (15 de maio de 1927, Juazeiro, Ceará, Brasil) é um pintor, gravador e ilustrador brasileiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1948 e começou sua formação artística de maneira autodidata. Estudou com Inimá de Paula, Eugênio Sigaud e Tomás Santa Rosa, além de aprender gravura com Orlando da Silva. Viveu também em Paris, onde frequentou a Académie de la Grande Chaumière e visitou museus, ampliando seu contato com a arte europeia. Em sua fase inicial, produziu principalmente paisagens, naturezas-mortas e obras figurativas, com influências de artistas como Henri Matisse e Georges Braque. Com o passar dos anos, Benjamin Silva passou a representar com mais frequência a cidade e a vida urbana. Prédios, ruas, formas arquitetônicas e figuras humanas aparecem em composições marcadas pela geometrização, pela sobreposição de planos e pelo uso expressivo das cores. Ao longo da carreira, participou de várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna e da Bienal Internacional de São Paulo. Recebeu o Prêmio Niomar Muniz Sodré, em 1958, e o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, em 1959, além de realizar exposições no Brasil e em outros países.

Benjamin | Arremate Arte

Benjamin Silva, pintor, gravador e ilustrador brasileiro, nasceu em 15 de maio de 1927, em Juazeiro, Ceará. Antes de se dedicar integralmente às artes, exerceu diferentes atividades. Trabalhou como seringueiro na Amazônia e, após transferir-se para o Rio de Janeiro, em 1948, atuou também em uma padaria no bairro de Santa Teresa. Foi na então capital federal que iniciou de forma mais sistemática sua formação artística e passou a integrar o ambiente cultural da cidade.

Entre 1950 e 1952, estudou pintura na Escola do Povo, onde teve contato com os artistas Inimá de Paula e Eugênio Sigaud. Por volta de 1953, frequentou o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo aulas com Tomaz Santa Rosa. Nesse mesmo período, dedicou-se ao estudo da gravura no Liceu de Artes e Ofícios, sob orientação de Orlando da Silva. Sua formação, iniciada de maneira autodidata, foi posteriormente ampliada por meio do contato com artistas, instituições de ensino e diferentes correntes da arte brasileira.

A partir de 1953, Benjamin Silva passou a participar com regularidade do Salão Nacional de Arte Moderna, no qual esteve presente em diversas edições. Em 1957, realizou sua primeira exposição individual documentada, no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Nessa fase, sua produção era predominantemente figurativa, com paisagens, figuras e naturezas-mortas. O crítico Mário Pedrosa identificou em seus trabalhos referências de Henri Matisse e Georges Braque, especialmente no uso de áreas contrastantes de cor, contornos marcados e na organização estrutural das formas.

No final da década de 1950, sua carreira ganhou maior projeção. Em 1958, recebeu o Prêmio Niomar Muniz Sodré, no 7º Salão Nacional de Arte Moderna. No ano seguinte, conquistou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, no 8º Salão Nacional de Arte Moderna, e participou da 5ª Bienal Internacional de São Paulo. A premiação possibilitou ao artista ampliar seus estudos no exterior e conhecer diretamente importantes museus, coleções e movimentos artísticos europeus.

Em 1960, Benjamin Silva estabeleceu-se em Paris, onde frequentou a Académie de la Grande Chaumière e teve contato com o pintor francês Maurice Brianchon. Posteriormente, deixou o curso e prosseguiu seus estudos de forma independente. Durante sua permanência no exterior, que se estendeu aproximadamente até 1963, viajou por diferentes países da Europa e pelo Oriente Próximo, aprofundando sua pesquisa e ampliando seu repertório artístico.

A experiência internacional teve reflexos importantes em sua obra. Se, em seus primeiros trabalhos, predominavam as paisagens e as composições figurativas ligadas à observação da natureza, progressivamente a cidade e o ambiente metropolitano passaram a ocupar lugar de destaque em sua produção. Edifícios, ruas, estruturas arquitetônicas e elementos da vida urbana foram incorporados a composições marcadas pela sobreposição de planos, geometrização das formas, fragmentação espacial e uso expressivo da cor. Sua pintura passou a estabelecer um diálogo entre a figuração e soluções próximas da abstração, sem abandonar completamente as referências ao mundo visível.

De volta ao Brasil, Benjamin Silva manteve intensa atividade artística. Participou das Bienais Internacionais de São Paulo de 1963, 1965 e 1973, além de sucessivas edições do Salão Nacional de Arte Moderna. Também realizou exposições no exterior. Entre suas mostras individuais estão apresentações no Brazilian-American Cultural Institute, em Washington, em 1969, na Galeria de Artes Ullysses, em Veneza, em 1971, e na Barney Gallery, em Nova York, em 1974. No Brasil, expôs em espaços como a Galeria Relevo, a Galeria Montmartre-Jorge, o Paço das Artes e a Galeria Bonino.

Em 1970, integrou o 2º Panorama de Arte Atual Brasileira: Pintura, promovido pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, e voltou a participar do Panorama em 1976. Nas décadas seguintes, continuou desenvolvendo sua pesquisa em torno da cidade e da vida urbana. A partir da segunda metade dos anos 1980, a figura humana passou a aparecer com maior frequência em suas composições, associada a construções, formas geométricas e elementos arquitetônicos.

A trajetória de Benjamin Silva também foi registrada em estudos e publicações. Em 1988, foi lançado o livro Benjamin Silva: memórias e novas percepções, com textos de Mário Margutti, Geraldo Edson de Andrade e outros autores. Em 1993, sua obra foi apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, na exposição Benjamin Silva: Pintura e Identidade. Ao longo da carreira, desenvolveu uma produção marcada pela relação entre cor, geometria, arquitetura, figuração e espaço urbano, consolidando uma linguagem própria dentro da arte brasileira da segunda metade do século XX.


Benjamin | Itaú Cultural

Autodidata em pintura, muda-se para o Rio de Janeiro em 1948 e estuda com Inimá de Paula (1918-1999) e Sigaud (1899-1979) na Escola do Povo. No Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), é aluno de Santa Rosa (1909-1956) e, no Liceu de Artes e Ofícios, aprende gravura com Orlando da Silva. Expõe em doze edições do Salão Nacional de Arte Moderna entre 1953 e 1969 e, em 1959, recebe deste o Prêmio Viagem ao Estrangeiro, partindo em seguida para a Europa. Passa a residir em Paris em 1960, onde realiza pesquisas e estudos em diversos museus e também na Académie de la Grande Chaumière, da qual desiste por discordar da orientação recebida. Parte para o Oriente Próximo, onde continua seus estudos em museus. Retorna ao Brasil por volta de 1962, e sua pintura sofre uma transformação, na qual a metrópole passa a ser elemento constante, incluindo a partir de 1987 a figura humana nesse contexto.

Críticas

"O pintor ainda está em começo. E deixa ver, a cada passo, as origens, as influências que pesam, ou pesaram sobre ele. As de Matisse e Braque preponderam. Não estamos dizendo isso com reprovação. Verificamos o fato e verificamos com ele que Silva é ainda um pintor em formação (...) Nas paisagens se nota a contradição em que se debate o pintor entre render-se ao natural, que procura vencer por grandes áreas contrastadas e negros contornos, à maneira fauvista, ou construir a sua paisagem, transformando-a em tema, num sistema de relações plásticas (...) Falta a Silva apurar as cores. Ainda não atinou como tratá-las. Ora as trata como superfície, ora como tonalidades, ou como valores atmosféricos". — Mário Pedrosa (LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984-.)

Exposições Individuais

1957 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes (Enba)

1958 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte das Folhas

1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Barcinsky

1963 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Relevo

1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montmartre-Jorge

1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Meira

1969 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Individual, no Brazilian-American Cultural Institute Inc.

1971 - Veneza (Itália) - Individual, na Galeria de Artes Ullysses

1971 - São Paulo SP - Individual, no Paço das Artes

1974 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Barney Gallery

1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Galery

1983 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino

1993 - Rio de janeiro RJ - Benjamin Silva: Pintura e Identidade, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

Exposições Coletivas

1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna

1953 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal do Rio de Janeiro

1954 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Arte Moderna

1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco do 3° Salão Nacional de Arte Moderna, no Palácio da Cultura

1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna

1956 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Ferroviário, no MEC/RJ

1956 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Arte Moderna

1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna

1958 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Arte Moderna - Prêmio Niomar Muniz Sodré

1958 - Rio de Janeiro RJ - O Trabalho na Arte, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)

1958 - Rio de Janeiro RJ - Oito Artistas Contemporâneos, na Funarte. Galeria Macunaíma

1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Arte A Mãe e a Criança

1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão do Mar

1959 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao exterior

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

ca.1962 - Londres (Inglaterra) - Mostra, no Royal College of Art

ca.1962 - Paris (França) - Mostra de Arte Brasileira, no Salon Comparaisons

1962/1963 - Paris (França) - Coletiva, na L'Oeil de Boeuf

1963 - Rio de Janeiro RJ - 12º Salão Nacional de Arte Moderna

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1964 - Brasília DF - 1º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal

1964 - Rio de Janeiro RJ - 13º Salão Nacional de Arte Moderna

1964 - Rio de Janeiro RJ - 2º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

1965 - Europa - Itinerante Arte Brasileira Atual

1965 - Rio de Janeiro RJ - 14º Salão Nacional de Arte Moderna

1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

1965 - Rio de Janeiro RJ - 3º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1965 - São Paulo SP -1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAC/USP

1965 - Viena (Áustria) - Mostra, no Museu Stubering

1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana

1967 - Lisboa (Portugal) - Arte Brasileira em Lisboa

1968 - Alemanha - Quatro Artistas Brasileiros

1968 - Belgrado (Iugoslávia) - Quatro Artistas Brasileiros

1969 - Rio de Janeiro RJ - 18º Salão Nacional de Arte Moderna

1969 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp

1970 - São Paulo SP - 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

ca.1981 - Alemanha - Moderne Brasilianische Küsntler, no Dresdner Bank

1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj

1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras

1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1992 - Barcelona (Espanha) - Artistas Internacionales, na Galeria d'Art Marabelló

1992 - Belo Horizonte MG - Manoel Macedo Galeria de Arte: 10 anos, na Manoel Macedo Galeria de Arte

1992 - Rio de Janeiro RJ - Eco-Art, no MAM/RJ

1992 - Rio de Janeiro RJ - Eco-Art, no Banco Bozano Simonsen

1996 - Rio de Janeiro RJ - Visões do Rio, no MAM/RJ

1996 - Rio de janeiro RJ - Visões do Rio: 50 anos de Banerj, no CCBB

Fonte: BENJAMIN Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 16 de setembro de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Crédito fotográfico: Itaú Cultural, "Auto-retrato com Boina Escocesa, 1982". Consultado pela última vez em 17 de setembro de 2026.

Benjamin Silva (15 de maio de 1927, Juazeiro, Ceará, Brasil) é um pintor, gravador e ilustrador brasileiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1948 e começou sua formação artística de maneira autodidata. Estudou com Inimá de Paula, Eugênio Sigaud e Tomás Santa Rosa, além de aprender gravura com Orlando da Silva. Viveu também em Paris, onde frequentou a Académie de la Grande Chaumière e visitou museus, ampliando seu contato com a arte europeia. Em sua fase inicial, produziu principalmente paisagens, naturezas-mortas e obras figurativas, com influências de artistas como Henri Matisse e Georges Braque. Com o passar dos anos, Benjamin Silva passou a representar com mais frequência a cidade e a vida urbana. Prédios, ruas, formas arquitetônicas e figuras humanas aparecem em composições marcadas pela geometrização, pela sobreposição de planos e pelo uso expressivo das cores. Ao longo da carreira, participou de várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna e da Bienal Internacional de São Paulo. Recebeu o Prêmio Niomar Muniz Sodré, em 1958, e o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, em 1959, além de realizar exposições no Brasil e em outros países.

Benjamin Silva

Benjamin Silva (15 de maio de 1927, Juazeiro, Ceará, Brasil) é um pintor, gravador e ilustrador brasileiro. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1948 e começou sua formação artística de maneira autodidata. Estudou com Inimá de Paula, Eugênio Sigaud e Tomás Santa Rosa, além de aprender gravura com Orlando da Silva. Viveu também em Paris, onde frequentou a Académie de la Grande Chaumière e visitou museus, ampliando seu contato com a arte europeia. Em sua fase inicial, produziu principalmente paisagens, naturezas-mortas e obras figurativas, com influências de artistas como Henri Matisse e Georges Braque. Com o passar dos anos, Benjamin Silva passou a representar com mais frequência a cidade e a vida urbana. Prédios, ruas, formas arquitetônicas e figuras humanas aparecem em composições marcadas pela geometrização, pela sobreposição de planos e pelo uso expressivo das cores. Ao longo da carreira, participou de várias edições do Salão Nacional de Arte Moderna e da Bienal Internacional de São Paulo. Recebeu o Prêmio Niomar Muniz Sodré, em 1958, e o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, em 1959, além de realizar exposições no Brasil e em outros países.

Benjamin | Arremate Arte

Benjamin Silva, pintor, gravador e ilustrador brasileiro, nasceu em 15 de maio de 1927, em Juazeiro, Ceará. Antes de se dedicar integralmente às artes, exerceu diferentes atividades. Trabalhou como seringueiro na Amazônia e, após transferir-se para o Rio de Janeiro, em 1948, atuou também em uma padaria no bairro de Santa Teresa. Foi na então capital federal que iniciou de forma mais sistemática sua formação artística e passou a integrar o ambiente cultural da cidade.

Entre 1950 e 1952, estudou pintura na Escola do Povo, onde teve contato com os artistas Inimá de Paula e Eugênio Sigaud. Por volta de 1953, frequentou o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, tendo aulas com Tomaz Santa Rosa. Nesse mesmo período, dedicou-se ao estudo da gravura no Liceu de Artes e Ofícios, sob orientação de Orlando da Silva. Sua formação, iniciada de maneira autodidata, foi posteriormente ampliada por meio do contato com artistas, instituições de ensino e diferentes correntes da arte brasileira.

A partir de 1953, Benjamin Silva passou a participar com regularidade do Salão Nacional de Arte Moderna, no qual esteve presente em diversas edições. Em 1957, realizou sua primeira exposição individual documentada, no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro. Nessa fase, sua produção era predominantemente figurativa, com paisagens, figuras e naturezas-mortas. O crítico Mário Pedrosa identificou em seus trabalhos referências de Henri Matisse e Georges Braque, especialmente no uso de áreas contrastantes de cor, contornos marcados e na organização estrutural das formas.

No final da década de 1950, sua carreira ganhou maior projeção. Em 1958, recebeu o Prêmio Niomar Muniz Sodré, no 7º Salão Nacional de Arte Moderna. No ano seguinte, conquistou o Prêmio de Viagem ao Estrangeiro, no 8º Salão Nacional de Arte Moderna, e participou da 5ª Bienal Internacional de São Paulo. A premiação possibilitou ao artista ampliar seus estudos no exterior e conhecer diretamente importantes museus, coleções e movimentos artísticos europeus.

Em 1960, Benjamin Silva estabeleceu-se em Paris, onde frequentou a Académie de la Grande Chaumière e teve contato com o pintor francês Maurice Brianchon. Posteriormente, deixou o curso e prosseguiu seus estudos de forma independente. Durante sua permanência no exterior, que se estendeu aproximadamente até 1963, viajou por diferentes países da Europa e pelo Oriente Próximo, aprofundando sua pesquisa e ampliando seu repertório artístico.

A experiência internacional teve reflexos importantes em sua obra. Se, em seus primeiros trabalhos, predominavam as paisagens e as composições figurativas ligadas à observação da natureza, progressivamente a cidade e o ambiente metropolitano passaram a ocupar lugar de destaque em sua produção. Edifícios, ruas, estruturas arquitetônicas e elementos da vida urbana foram incorporados a composições marcadas pela sobreposição de planos, geometrização das formas, fragmentação espacial e uso expressivo da cor. Sua pintura passou a estabelecer um diálogo entre a figuração e soluções próximas da abstração, sem abandonar completamente as referências ao mundo visível.

De volta ao Brasil, Benjamin Silva manteve intensa atividade artística. Participou das Bienais Internacionais de São Paulo de 1963, 1965 e 1973, além de sucessivas edições do Salão Nacional de Arte Moderna. Também realizou exposições no exterior. Entre suas mostras individuais estão apresentações no Brazilian-American Cultural Institute, em Washington, em 1969, na Galeria de Artes Ullysses, em Veneza, em 1971, e na Barney Gallery, em Nova York, em 1974. No Brasil, expôs em espaços como a Galeria Relevo, a Galeria Montmartre-Jorge, o Paço das Artes e a Galeria Bonino.

Em 1970, integrou o 2º Panorama de Arte Atual Brasileira: Pintura, promovido pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, e voltou a participar do Panorama em 1976. Nas décadas seguintes, continuou desenvolvendo sua pesquisa em torno da cidade e da vida urbana. A partir da segunda metade dos anos 1980, a figura humana passou a aparecer com maior frequência em suas composições, associada a construções, formas geométricas e elementos arquitetônicos.

A trajetória de Benjamin Silva também foi registrada em estudos e publicações. Em 1988, foi lançado o livro Benjamin Silva: memórias e novas percepções, com textos de Mário Margutti, Geraldo Edson de Andrade e outros autores. Em 1993, sua obra foi apresentada no Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro, na exposição Benjamin Silva: Pintura e Identidade. Ao longo da carreira, desenvolveu uma produção marcada pela relação entre cor, geometria, arquitetura, figuração e espaço urbano, consolidando uma linguagem própria dentro da arte brasileira da segunda metade do século XX.


Benjamin | Itaú Cultural

Autodidata em pintura, muda-se para o Rio de Janeiro em 1948 e estuda com Inimá de Paula (1918-1999) e Sigaud (1899-1979) na Escola do Povo. No Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ), é aluno de Santa Rosa (1909-1956) e, no Liceu de Artes e Ofícios, aprende gravura com Orlando da Silva. Expõe em doze edições do Salão Nacional de Arte Moderna entre 1953 e 1969 e, em 1959, recebe deste o Prêmio Viagem ao Estrangeiro, partindo em seguida para a Europa. Passa a residir em Paris em 1960, onde realiza pesquisas e estudos em diversos museus e também na Académie de la Grande Chaumière, da qual desiste por discordar da orientação recebida. Parte para o Oriente Próximo, onde continua seus estudos em museus. Retorna ao Brasil por volta de 1962, e sua pintura sofre uma transformação, na qual a metrópole passa a ser elemento constante, incluindo a partir de 1987 a figura humana nesse contexto.

Críticas

"O pintor ainda está em começo. E deixa ver, a cada passo, as origens, as influências que pesam, ou pesaram sobre ele. As de Matisse e Braque preponderam. Não estamos dizendo isso com reprovação. Verificamos o fato e verificamos com ele que Silva é ainda um pintor em formação (...) Nas paisagens se nota a contradição em que se debate o pintor entre render-se ao natural, que procura vencer por grandes áreas contrastadas e negros contornos, à maneira fauvista, ou construir a sua paisagem, transformando-a em tema, num sistema de relações plásticas (...) Falta a Silva apurar as cores. Ainda não atinou como tratá-las. Ora as trata como superfície, ora como tonalidades, ou como valores atmosféricos". — Mário Pedrosa (LOUZADA, Júlio. Artes plásticas: seu mercado, seus leilões. São Paulo: J. Louzada, 1984-.)

Exposições Individuais

1957 - Rio de Janeiro RJ - Individual, no Diretório Acadêmico da Escola Nacional de Belas Artes (Enba)

1958 - São Paulo SP - Individual, na Galeria de Arte das Folhas

1959 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Barcinsky

1963 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Relevo

1964 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Montmartre-Jorge

1966 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Meira

1969 - Washington D.C. (Estados Unidos) - Individual, no Brazilian-American Cultural Institute Inc.

1971 - Veneza (Itália) - Individual, na Galeria de Artes Ullysses

1971 - São Paulo SP - Individual, no Paço das Artes

1974 - Nova York (Estados Unidos) - Individual, na Barney Gallery

1976 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Mini Galery

1983 - Rio de Janeiro RJ - Individual, na Galeria Bonino

1993 - Rio de janeiro RJ - Benjamin Silva: Pintura e Identidade, Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB)

Exposições Coletivas

1953 - Rio de Janeiro RJ - 2º Salão Nacional de Arte Moderna

1953 - Rio de Janeiro RJ - Salão Municipal do Rio de Janeiro

1954 - Rio de Janeiro RJ - 3º Salão Nacional de Arte Moderna

1954 - Rio de Janeiro RJ - Salão Preto e Branco do 3° Salão Nacional de Arte Moderna, no Palácio da Cultura

1955 - Rio de Janeiro RJ - 4º Salão Nacional de Arte Moderna

1956 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Ferroviário, no MEC/RJ

1956 - Rio de Janeiro RJ - 5º Salão Nacional de Arte Moderna

1957 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Arte Moderna

1958 - Rio de Janeiro RJ - 7º Salão Nacional de Arte Moderna - Prêmio Niomar Muniz Sodré

1958 - Rio de Janeiro RJ - O Trabalho na Arte, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA)

1958 - Rio de Janeiro RJ - Oito Artistas Contemporâneos, na Funarte. Galeria Macunaíma

1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão de Arte A Mãe e a Criança

1958 - Rio de Janeiro RJ - Salão do Mar

1959 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Arte Moderna - prêmio de viagem ao exterior

1959 - São Paulo SP - 5ª Bienal Internacional de São Paulo, no Pavilhão Ciccilo Matarazzo Sobrinho

ca.1962 - Londres (Inglaterra) - Mostra, no Royal College of Art

ca.1962 - Paris (França) - Mostra de Arte Brasileira, no Salon Comparaisons

1962/1963 - Paris (França) - Coletiva, na L'Oeil de Boeuf

1963 - Rio de Janeiro RJ - 12º Salão Nacional de Arte Moderna

1963 - São Paulo SP - 7ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1964 - Brasília DF - 1º Salão de Arte Moderna do Distrito Federal

1964 - Rio de Janeiro RJ - 13º Salão Nacional de Arte Moderna

1964 - Rio de Janeiro RJ - 2º O Rosto e a Obra, na Galeria Ibeu Copacabana

1965 - Europa - Itinerante Arte Brasileira Atual

1965 - Rio de Janeiro RJ - 14º Salão Nacional de Arte Moderna

1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

1965 - Rio de Janeiro RJ - 3º Resumo de Arte JB, no MAM/RJ

1965 - Rio de Janeiro RJ - 1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAM/RJ

1965 - São Paulo SP - 8ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1965 - São Paulo SP -1º Salão Esso de Artistas Jovens, no MAC/USP

1965 - Viena (Áustria) - Mostra, no Museu Stubering

1966 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos, na Galeria Ibeu Copacabana

1967 - Lisboa (Portugal) - Arte Brasileira em Lisboa

1968 - Alemanha - Quatro Artistas Brasileiros

1968 - Belgrado (Iugoslávia) - Quatro Artistas Brasileiros

1969 - Rio de Janeiro RJ - 18º Salão Nacional de Arte Moderna

1969 - São Paulo SP - 1º Salão Paulista de Arte Contemporânea, no Masp

1970 - São Paulo SP - 2º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

1972 - São Paulo SP - Arte/Brasil/Hoje: 50 anos depois, na Galeria da Collectio

1973 - São Paulo SP - 12ª Bienal Internacional de São Paulo, na Fundação Bienal

1976 - São Paulo SP - 8º Panorama de Arte Atual Brasileira, no MAM/SP

ca.1981 - Alemanha - Moderne Brasilianische Küsntler, no Dresdner Bank

1983 - Rio de Janeiro RJ - 6º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1983 - Rio de Janeiro RJ - Auto-Retratos Brasileiros, na Galeria de Arte Banerj

1984 - Rio de Janeiro RJ - Pintura Brasileira Atuante, no Espaço Petrobras

1985 - Rio de Janeiro RJ - 8º Salão Nacional de Artes Plásticas, no MAM/RJ

1992 - Barcelona (Espanha) - Artistas Internacionales, na Galeria d'Art Marabelló

1992 - Belo Horizonte MG - Manoel Macedo Galeria de Arte: 10 anos, na Manoel Macedo Galeria de Arte

1992 - Rio de Janeiro RJ - Eco-Art, no MAM/RJ

1992 - Rio de Janeiro RJ - Eco-Art, no Banco Bozano Simonsen

1996 - Rio de Janeiro RJ - Visões do Rio, no MAM/RJ

1996 - Rio de janeiro RJ - Visões do Rio: 50 anos de Banerj, no CCBB

Fonte: BENJAMIN Silva. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2026. Acesso em: 16 de setembro de 2026. Verbete da Enciclopédia. ISBN: 978-85-7979-060-7

Crédito fotográfico: Itaú Cultural, "Auto-retrato com Boina Escocesa, 1982". Consultado pela última vez em 17 de setembro de 2026.

Arremate Arte
Feito com no Rio de Janeiro

Olá, bom dia!

Prepare-se para a melhor experiência em leilões, estamos chegando! 🎉 Por conta da pandemia que estamos enfrentando (Covid-19), optamos por adiar o lançamento oficial para 2023, mas, não resistimos e já liberamos uma prévia! Qualquer dúvida ou sugestão, fale conosco em ola@arrematearte.com.br, seu feedback é muito importante. Caso queira receber nossas novidades, registre-se abaixo. Obrigado e bons lances! ✌️